25/10/2010

Aspectos conceituais
A adolescência compreende o período da vida que se estende dos 10 aos 19 anos. (OMS,1995)

ADOLESCÊNCIA

A adolescência deve ser encarada como uma fase crucial e bem definida do processo de crescimento e desenvolvimento.

Transformações dos aspectos físicos, psíquicos e sociais do ser humano.

NUTRIÇÃO NORMAL IV

Aspectos conceituais
O início da adolescência coincide com o início da puberdade
Puberdade Família e sociedade Caracterizada pelas modificações biológicas e somáticas. Enfoque clínico epidemiológico e social Condição biopsicossocial Promoção da saúde e prevenção de doenças

SAÚDE INTEGRAL DO ADOLESCENTE

Equipe

Telarca

♂ Gonadarca

interdisciplinar

1

25/10/2010

Aspectos conceituais

Fatores que Regulam o Crescimento e Desenvolvimento na Adolescência
GENÉTICOS

Garantir a saúde do adolescente
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO

AMBIENTAIS

Características e particularidades dessa faixa etária

Crescimento e desenvolvimento
NUTRICIONAIS VARIAÇÕES NEUROENDÓCRINAS

Fatores que Regulam o Crescimento e Desenvolvimento na Adolescência
 O hipotálamo funciona como um centro integrador de mensagem, controlando a secreção dos hormônios hipofisários ao metabolismo geral e ao crescimento: GH (Hormônio do crescimento) TSH (Tireotrofina) ACTH (Corticotrofina) Gonadotrofinas (FSH – Horm. Folículo estimulante; LH – Horm. Luteinizante)  A atividade harmônica de todas as glândulas do organismo possibilita ao adolescente explorar seu potencial genético de crescimento e desenvolvimento.

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO
É um dos principais responsáveis pelo crescimento linear. Pico de produção coincide com o PV em estatura. Ritmo de secreção circadiano: liberação a cada 3 a 4 horas, sendo maior durante o sono. É tipicamente anabolizante: Efeitos diretos → Papel metabólico: Diminui a taxa de captação de CHO e sua utilização de CHO pelos tecidos (Hiperglicemiante);

Melhora a mobilização de lipídios dos depósitos de tecido adiposo e a utilização da gordura para satisfazer as necessidades energéticas (Lipolítico).

2

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TIREOTROFINA
 TRH (Hm. Liberador de tireotrofina) ativa fisiologicamente as

CORTICOTROFINA (ACTH)
 Pico máximo 6 a 8 horas da manhã;

células hipofisárias tireotróficas, aumentando a concentração plasmática de TSH (Tireotrofina), que por sua vez, ativa a glândula tireóide a produzir Triiodotironina (T3) e Tiroxina (T4).
 T3 e T4 possuem importante papel desenvolvimento normal do adolescente.

Síntese de hormônios gonadais; Aumento da lipólise no tec. adiposo e captação de glicose e aminoácidos no músculo;

no

crescimento

e Regula a secreção de glicocorticóides e gonadotrofinas (FSH, LH);

Regula a função supra-renal e a síntese de hms. Gonadais (estrógeno e progesterona), responsáveis pelo crescimento puberal.

GONADOTROFINAS (FSH, LH)
 MASCULINO:

GÔNADAS
Esteróides Sexuais Testosterona
 Age sobre os caracteres sexuais (pelos pubianos e pênis)  Produz crescimento hiperplásico do tec. Muscular e ósseo  Acelera a maturação esquelética (retenção alargamento dos ombros em ♂  Estimula a eritropoiese  Engrossamento das pregas vocais de N2) e

Aumento do tamanho testicular proliferação de células intersticias que ocasionam a elevação dos níveis séricos de testosterona crescimento de pelos pubianos, desenvolvimento peniano, aparecimento de pelos axilares e faciais, o surto da velocidade do crescimento e o aparecimento de acne;
FEMININO:  Com o amadurecimento hipotalâmico,os níveis até então produzidos

de estrógenos e progesterona não mais conseguem realizar o bloqueio da liberação de gonadotrofinas, ocorrendo uma liberação de LH e FSH pela hipófise, que atuarão sobre o ovário, ciclicamente, iniciando a produção hormonal responsável pelas transformações puberais na menina.

3

seios e porções mediais da panturrilha.  Acelera o crescimento lateral da pélvis e crescimento linear em menor intensidade.25/10/2010 GÔNADAS Esteróides Sexuais Estrógenos e Progesterona  Promove retenção de nitrogênio. nádegas. Esteróides Absorção intestinal Ca e P Balanço positivo de Ca ►aquisição e manutenção da MO Inibe a síntese de PTH  Fumo  > incidência de osteoporose.  Promove acúmulo de gordura em meninas. 0. Fatores que interferem no crescimento ósseo Genéticos Racial Nutricionais Hormonais Massa Óssea Estilo de vida Sexuais Antropométricos Fatores que interferem no crescimento ósseo Estilo de vida  Atividade física –– favorece à densidade mineral óssea Fatores que interferem no crescimento ósseo Nutricionais Deficiência de energia e proteínas ↓síntese de IGF I  Excesso –– inibe crescimento (?)  Álcool excessivo: > fraturas Inibe a proliferação e a função dos osteoblastos e causa alterações na secreção hormonal  osteopenia alcoólica Desnutrição ►↓atividade de osteoblastos e ↑osteoclastos •Ca –– 99. acúmulo de tecidos moles e mineralização da cartilagem e crescimento ósseo. •Fósforo –– ligado ao Ca na matriz (hidroxiapatita) •Vitamina D Relacionada aos hms. 4 . especificamente nos quadris.1% no esqueleto.5% tecidos moles e 0.4% líquido extracelular.

órgãos e expansão do volume sanguíneo. massa muscular.  Desenvolvimento do aparelho reprodutor. que é dependente de ATPase Co-enzima-A. •Mg . tecido adiposo. tireóide.participa da absorção normal de cálcio por meio da transferência de Ca das células da mucosa para a membrana basolateral. 5 . metabolismo da somatomedina. D em sua forma ativa.  Desenvolvimento do sistema cardiorespiratório. resultando no desenvolvimento esquelético e muscular e modificação na quantidade e distribuição de gordura. 15% a 25% da altura e mais de 50% da massa óssea ↑Esqueleto. ação da insulina e hormônio do timo. Calcidiol1-hidrolase depende de Mg para transformar a vit. Alterações no corpo relacionadas à maturação Puberdade 50% do peso corporal.penetra nos cristais de hidroxiapatita no osso e aumenta a rigidez óssea. Importante para a síntese protéica. Cu e Mg –– co-fatores de enzimas Cobre é um co-fator da lisiloxidase Fatores que interferem no crescimento ósseo Nutricionais • Zn – Fosfatase alcalina necessita de zinco para a sua atividade. supra-renal e testículos. Período crítico do crescimento e desenvolvimento  Modificações na composição corporal. predominante no sexo masculino. com resultante desenvolvimento de força e resistência. • Zn.25/10/2010 Fatores que interferem no crescimento ósseo Nutricionais • Vitamina K –– co-fator na síntese de osteocalcina • Vitamina C –– ativa a lisiloxidase(colágeno) • Flúor . CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA Características Biológicas: CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA A puberdade apresenta como principais componentes: Estirão de Crescimento pôndero –estatural. replicação de ácidos nucléicos.

muscular e modificação na quantidade e distribuição de gordura: Desenvolvimento esquelético: Estirão dos membros Tronco Peso Meninos –Velocidade máxima de ganho ponderal Coincide com o PVC Aumento do diâmetro biacromial (ombros) 6 .  Sequência do pico de velocidade dos diferentes tecidos: Ganho médio de altura durante a puberdade: 19% A máxima velocidade de altura atingida é referida como pico do estirão Estatura Massa magra As mudanças no peso durante a puberdade são consideravelmente maiores do que as de estatura Ganho de peso Ganho de gordura e do IMC CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA Crescimento pôndero –estatura: Estatura Fase de crescimento estável Fase de aceleração de crescimento PVC Fase de desaceleração de crescimento CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA Peso Meninas –Velocidade máxima de ganho ponderal 6 meses após o PVC Desenvolvimento esquelético. Coincide com o início da puberdade Inicia no meio da puberdade Estágio 3 / 4 Ganho médio de altura durante a puberdade: 22%  O ganho mais importante de massa óssea acontece durante a puberdade.25/10/2010 ESTIRÃO CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA MASCULINO FEMININO  O estirão do peso ocorre logo após o estirão em altura e prolonga-se por alguns meses após o término do crescimento em altura. quando as concentrações de hormônios do crescimento e hormônios sexuais aumentam.  A velocidade de ganho de gordura torna-se menor assim que o crescimento do esqueleto e do músculo começa a acelerar.

25/10/2010 CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA Desenvolvimento muscular: Meninos: paralelamente ao PVC Meninas: Alguns meses depois do PVC CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA Desenvolvimento do sistema Cardiorrespiratório: Desenvolvimento dos órgãos. Regulação da pressão arterial. M3: maior aumento da mama e aréola M4: projeção da aréola e da papila M5: mamas com aspecto de adultos Crescimento e desenvolvimento de pêlos pubianos e mamas Crescimento e desenvolvimento de pêlos genitais. pênis e volume testicular. Desenvolvimento esquelético: Aumento do diâmetro bilíaco (cintura pélvica) Desenvolvimento do sistema reprodutor: Desenvolvimento da mama Aparecimento de pêlos pubianos e axilares Aumento do volume testicular (homens) Desenvolvimento das genitálias Desenvolvimento do tecido adiposo: Após os 8 anos -Acúmulo de tecido adiposo até o estirão desaceleração (mais intensa nos meninos). adiposo Menarca e gonadarca Critérios de Tanner M1: mamas infantis com elevação somente das papilas. 7 . M2: presença do broto mamário e pequena saliência pela elevação da mama e papila. Após o PVC aumenta o acúmulo tec.

Início. CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA P1: não há pêlos pubianos.  Adolescente com excesso de gordura  início precoce da puberdade. G4: aumento do pênis (diâmetro) e desenvolvimento da glande. 8 . P5: pêlos do tipo de quantidade iguais aos dos adultos. P4: pêlos do tipo adulto mas com área de distribuição menor do que nos adultos.25/10/2010 G1: testículos. distribuindo-se na região pubiana. duração e Intensidade da aceleração do crescimento variam de indivíduo para indivíduo:  ↓ Quantidade de gordura para os estímulos hormonais  atraso no processo pubertário. G5: genitais adultos em tamanho e forma. escroto e pênis infantis. G3: aumento do pênis (comprimento). P2: crescimento esparso de pêlos. G2: aumento do escroto e dos testículos. associado ao escroto e testículos. P3: pêlos mais escuros e mais espessos.

Medos e alterações no caráter. zinco. vitamina A. Proteína. iodo. Distúrbios alimentares Fatores de Influência sobre o comportamento alimentar Família. deficiência de ferro. Preferência por lanches com altos teores de gordura A escolha alimentar é determinada pela preocupação com a imagem corporal Imagem corporal distorcida. Carboidrato. Imagem corporal distorcida. cálcio. motivações.25/10/2010 CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA Características Psicossociais:  Desequilíbrio e instabilidade na busca da sua própria identidade 3 lutos 1)luto pela perda do corpo infantil 2)luto pela perda dos pais da infância 3)luto pela perda da identidade e do papel infantil CARACTERÍSTICA DA ADOLESCÊNCIA Características Nutricionais: Necessidades nutricionais aumentadas Omissão de refeições. etc. escola e grupo social Aspectos psicológicos Fatores de Risco Nutricional Incremento das necessidades nutricionais ↑Energia. desejos. 9 . folato. DEP. Lipídeos. Minerais e Vitaminas Preferências alimentares Valores culturais Condições socioeconômicas Modismo –dietas alternativas Meios de comunicação e propaganda Acesso à educação e às informações de saúde Rápido crescimento Aumento da massa magra Aumento da taxa metabólica Necessidades nutricionais inadequadas Locais e tipos de refeições Crescimento físico.

Escolhas saudáveis ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NA ADOLESCÊNCIA Saúde ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NA ADOLESCÊNCIA ABORDAGEM • Necessidade da participação ativa • Confiança e aceitação da relação com o profissional.25/10/2010 Sucesso da Orientações Dietéticas As orientações devem ser estimuladoras da conscientização e não uma imposição. orientar e envolver os pais no atendimento • Individualizar o atendimento • Características do grupo etário ANAMNESE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL METAS CONDUTA 10 . • Necessidade de ouvir.

levando-se em consideração as circunstâncias fisiológicas particulares.25/10/2010 PRESCRIÇÃO DIETÉTICA Objetivos NUTRICIONAIS • • Preservar a saúde do paciente Favorecer e manter o crescimento e desenvolvimento adequados • Prevenir as DCNTs • A ingestão dietética do adolescente deve garantir: – Manutenção das funções vitais – Mudanças rápidas do crescimento físico – Maturação sexual – Grau variado de atividade física – Prevenção de deficiências e excessos nutricionais PRESCRIÇÃO DIETÉTICA • • PRESCRIÇÃO DIETÉTICA As necessidades nutricionais são influenciadas pelos eventos normais da puberdade e pelo estirão de crescimento momentâneo. O balanço energético reflete o equilíbrio entre a ingestão e o gasto de energia. • Dieta variada  Mantém o balanço energético  Obtém os nutrientes indispensáveis ao crescimento e desenvolvimento esperados. 11 .

sendo este valor utilizado para determinar o TEE.)** AF = 1.9 e < 2.0 se PAL for estimado entre > 1.200 kcal/dia Mulheres 70 kcal/kg P 47 kcal/kg P 40 kcal/kg P 38 kcal/kg P 15.6 AF = 1.25/10/2010 PRESCRIÇÃO DIETÉTICA National Research Council (NRC/1989) FAO/OMS/UNU (1985) 2) PRESCRIÇÃO DIETÉTICA FAO/OMS/ONU.65 1.65 1.0 e < 1.69 1.900 kcal/dia Homens 70 kcal/kgP 55 kcal/kg P 45 kcal/kg P 40 kcal/kg P 5.80 Sexo Feminino AF = 1.4 (seden.7 x P + 495 17.30 TMB 22. na altura e na atividade física.60 1.63 1.5 x P + 651 15.27 Masculino 1.56 Feminino 1.6 e < 1.2 kcal/cm 15.10 1.14 15 .5 – (61.3 – (30.58 1.10 10 . na idade.9 kcal/cm 17.73 1.7 x P + 903 x A )] + 25 (kcal para Deposição de Energia) Sexo feminino: EER = 135.4 kcal/cm SEXO MASCULINO IDADE (anos) 03 .PAL) é usado para descrever e quantificar os hábitos de atividade física de um indivíduo.2 x P + 746 14.9 x I) + [AF x (26. 12 .)* AF = 1.57 1.000 kcal/dia 2.200 kcal/dia 2.8 x I) + [AF x (10.9 (ativo) AF = 1.4 AF = 1.7 x P + 496 IDADE (anos) 07 .14 15 .10 11 .18 8 . 1985 VET = TMB x fator atividade IDADE (anos) 07 .0 x P + 934 x A)] + 25 (kcal para Deposição de Energia) Coeficiente de Atividade Física (AF) para crianças de 3 a 18 anos de idade: Sexo Masculino AF = 1.000 kcal/dia 2.A.4 kcal/cm FEMININO PRESCRIÇÃO DIETÉTICA Cálculo do VET  FATOR ATIVIDADE 1 PRESCRIÇÃO DIETÉTICA 4) National Research Council/NAS/FNB.5 kcal/cm 13.13 se PAL for estimado entre > 1.4 e < 1.5 (muito 1 Estimated Energy Requirement -EER (Necessidade de Energia Estimada) foi derivada de equações de regressão baseadas em dados de água dupla marcada.31 se PAL for estimado entre > 1.27 1.9 e < 2. O peso foi o melhor preditor correlacionado com o Total Energy Expenditure – TEE (Gasto de Energia Total) 2TEE é baseado no sexo.60 RR # 1.40 1.40 Leve 1.52 Moderada 1.65 Intensa 2.3 x P + 679 22. 2002 EER = 2TEE + Deposição de Energia Sexo masculino: EER = 88.500 kcal/dia 3.18 19 .55 1.200 kcal/dia 2.76 1.2 kcal/cm 14.5 ativo) 3 Idade (anos) 10 11 12 13 14 15 16 17  18 anos Sexo Masc Fem Repouso absoluto* 1. As categorias do PAL fornecem o Coeficiente de Atividade Física (AF).60 1.53 1.10 11 .67 1.26 se PAL for estimado entre > 1.0 e < 1.5 x P + 499 12.6 e < 1.16 se PAL for estimado entre > 1.42 se PAL for estimado entre > 1.0 kcal/cm 13.000 kcal/dia 2. no peso.54 1.80 1.6 (P.10 10 .24 2.4 e < 1.24 2.0 se PAL for estimado entre > 1.9 AF = 1.62 1. 3 O Nível de Atividade Física (Physical Activity Level .56 se PAL for estimado entre > 1.0 kcal/cm 16.18 19 .18 18 – 30 03 .

1998. Ballabriga & Carrascosa. 1993.RDA = 130 g/dia AMDR = 45% a 65% de energia Açúcar adicionado às preparações: máximo de 25% da energia total. 1998. Jacobson et al. Calorias Normocalórica sexo desenvolvimento puberal idade superfície corporal atividade física Consumo máximo de calorias menarca (  12 anos e 2.25/10/2010 Características Químicas ENERGIA Deficiência de energia e proteínas  interfere no crescimento linear). 55.500 kcal) Sexo masculino acompanha o estirão ( 3. 13 . Giovannini et al. Carboidratos NAS/FNB. até 16 anos) Carboidratos Normoglicídica Principal fonte de energia para o crescimento e desenvolvimento dos adolescentes. 2000).60% do VET ( Lifshitz et al. 2002 .400 kcal.

Formação dos componentes para o desenvolvimento das características sexuais.0* 1.edu PROTEÍNAS O pico de consumo de proteína coincide com o pico de consumo de energia. 1998.  Aumento da massa muscular.6* 1. 11 a 14 anos para MENINA 15 a 18 anos para MENINO RECOMENDAÇÕES PROTEÍNAS • 10 a 15 % do VET  30 . 130 130 130 26* 26* 25* 10* 11* 12* 1. 1998) Sem adequada ingestão calórica. 1998) •12% e 14% (Giovannini et al.nap. 1991 citado por Krause & Mahan. a proteína é utilizada na gliconeogênese. •12 a 15% do VET (citado por Costa & Souza.35 % PAVB (Vannucchi et al. Jacobson et al. 1990) •15 a 20% do VET (National Cholesterol Education Program.6* Manutenção adicional necessária para:  Crescimento  Formação de novos tecidos..DRI PROTEÍNAS Estágio de vida Homens 9-13 a 14-18 a 19-30 a Mulheres 9-13 a 14-18 a 19-30 a Carboidrato (g/dia) 130 130 130 Fibra Total (g/dia) 31* 38* 38* -6 (g/dia) 12* 16* 17* -3 (g/dia) 1. 2000) 14 .2* 1.25/10/2010 CARBOIDRATOS Normoproteíca Ingestão Dietética de Referência .1* 1.1* AI valores com * e RDA valores sem * Fonte: www.

90 0.30 1.96 0.75 0.35 1.33 58 Mulheres g/cm g/dia 0.1 .21 28 0.99 0.97 0.75 * Também pode ser utilizado o recomendado para adulto: 0. Os dados para crianças menores de 6 meses são aplicados para aquelas cuja proteína da alimentação não seja proveniente exclusivamente do leite materno.18 > 18.20 1.8 a 1.90 0.18 > 18.12 12.16 16. 1985 ¹ Leite ou ovos.98 0.90 0.16 16.96 0.87 0.1 .94 0.0 g/kgP ¹ Leite ou ovos.1 . FAO/OMS 1985 Sexo Idade (anos) Manutenção (mg de N/kg/dia) Crescimento (mg de N/kg/dia) Total + 2Dp (gPtn/kg/dia) Qtde Adequada Recomendações diárias Vannucchi et al (1990) Sexo Idade 05.20 1.95 0.29 45 0.80 0.00 Crianças Masculino Feminino º Leite ou ovos.34 59 0.95 0.98 1.1 .25/10/2010 PROTEÍNA National Research Council (NRC/1989) Idade (anos) 07 – 10 11 .14 14.1 .30 1.28 46 FAO/OMS 1985 Sexo Idade anos) Manutenção (mg de N/kg/dia) Crescimento (mg de N/kg/dia) Total + 2Dp (gPtn/kg/dia) Qtde Adequada Masc 10 11 12 13 14 15 16 17 > 18 110 109 108 107 106 105 104 103 000 17 17 21 17 17 13 11 07 00 127 126 129 124 123 118 115 110 000 159 157 161 155 154 147 144 137 000 0.14 14.80 0.29 46 0. Os dados para crianças menores de 6 meses são aplicados para aquelas cuja proteína da alimentação não seja proveniente exclusivamente do leite materno.75 110 109 108 107 106 105 104 103 000 19 17 15 13 09 07 02 00 00 129 126 123 120 115 112 106 103 000 161 157 154 150 144 140 132 129 000 1.00 1.1 PBQ g/kg/dia 1. ² Proteína com digestibilidade verdadeira de 80% a 85% e qualidade aminoacídica de 90% em relação ao leite ou ovo.75 de proteínas.18 19 – 24* Homens g/cm g/dia 0.00 0. ¹ Calculada com base nas recomendações da FAO/OMS/UNU. segundo Fem 10 11 12 13 14 15 16 17 > 18 P Alimentação Mista g/kg/ 1. 15 . ² Proteína com digestibilidade verdadeira de 80% a 85% e qualidade aminoacídica de 90% em relação ao leite ou ovo.14 15 .00 1.1 .1 .92 0.21 28 0.90 0.83 0.86 0.00 0.27 44 0.35 1. Os dados para crianças menores de 6 meses são aplicados para aquelas cuja proteína da alimentação não seja proveniente exclusivamente do leite materno. ² Proteína com digestibilidade verdadeira de 80% a 85% e qualidade aminoacídica de 90% em relação ao leite ou ovo.00 0.10 1.1 12.

95 0.66 Masculino 0. Giovannini et al.85 0.66 Feminino 0.1g/d e 6.12g/d M: 3.25/10/2010 Proteínas LIPÍDIOS Normolipídica.1.76 0. 2000)  VANNUCCHI et al (1990): < 8% de AGS. 2002 (DRIs) Estágio de Vida EAR de um indivíduo de referência g/d Masc Fem 27 38 38 27 44. a proporção de proteína de alto valor biológico deve ser de dois terços do total recomendado. >8% de AGM e 10% de GP. 2002 F: 3. Masculino 0. Jacobson et al.80 Feminino 0.76 0.73 0. LIPIDIOS  FAO/OMS 1996 20% a 30% do VET (Vannucchi et al. EAR (g/kgPC/d) RDA (g/kgPC/d) NAS/FNB. 1998.17g/d Razão 6: 3 = 5:1 a 10:1 Se > 10:1 aumentar 3 16 . NAS/FNB: AMDR 25 a 35% (4 a 18 anos) Razão 6: 3 = 5:1 a 10:1  NRC/NAS/FNB.6g/d e 6. LIPÍDIOS  Excesso pode ser responsável pela obesidade e aterosclerose.85 0.71 0.5 47 AI ou RDA de um indivíduo de referência (g/d) Masculino 34 52 56 Feminino 34 46 46 Fornecimento de energia. 1990 Lifshitz et al.80 9 a 13 anos 14 a 18 anos > 19 anos Para se garantir a quantidade necessária de aminoácidos essenciais. 1993.1.95 0. veículo para as vitaminas lipossolúveis  fontes de ácidos graxos essenciais para o crescimento e desenvolvimento normais.

4-18 anos 25 . -3 ou -6.edu MINERAIS Os adolescentes incorporam o dobro da quantidade de cálcio.65 10 . zinco e magnésio em seu organismo durante os anos de estirão do que em outras épocas.6 – 1. -6 ácido graxo poliinsaturado (ácido linoléico)1 -3 ácido graxo poliinsaturado (ácido linolênico)1 Carboidrato2 Proteína 1 Aproximadamente 0.25/10/2010 LIPIDIOS  Intervalo Aceitável de Distribuição de Macronutrientes (AMDR) Intervalo (% de energia) Colesterol Macronutrientes Gorduras Crianças. 1-3 anos 30 – 40 5 . Fat. 17 .nap. coagulação do sangue. Cholesterol.30 45 – 65 10 . Carbohydrate. ferro.65 5 .6 – 1.35 5 . FONTE: Dietary Reference Intakes for Energy.35 10% do total podem ser de ácidos graxos de cadeia longa. VANNUCCHI et al (1990) recomenda 100mg/1000kcal.10 Adultos 20 – 35 5 – 10 Não podem ultrapassar a 300mg/dia.20 45 .2 0. Fiber.6 – 1. and Amino Acids (2002). Este relatório pode ser acessado em www. 2 Uma ingestão máxima de 25% de energia de açúcar adicionado é sugerida. Cálcio: MINERAIS Cobrir as necessidade de crescimento do esqueleto  atingir Massa óssea adequada  prevenir osteoporose Manutenção da integridade celular. Protein.2 45 . Este nível de ingestão máxima foi baseado para garantir a ingestão suficiente de micronutrientes essenciais que não estão presentes nesses alimentos e bebidas que contêm açúcar adicionado. Fatty Acids. contratilidade muscular e ativação de processos enzimáticos.10 Crianças.2 0.

berinjela. 2002: H e M – 9 – 18 anos: 1300mg MINERAIS Cálcio:  Meninas apresentam mais inadequação  Excesso de proteína  mobilização do cálcio do osso. •300 a 400 mg/dia de cafeína aumenta a excreção urinária de Ca em 10mg – redução da absorção renal e perda intestinal •Café Expresso (2 xícaras) 250 a 330 mg •Sugestão – aumentar a ingestão de Ca 40mg para cada porção de 177. chocolate.300mg/dia 19 a 30 anos: 1. feijão verde. quiabo. chá. 1994  1. aipo.  1g Ptn – perda de 1mg de Ca urinário ???  Aumento no consumo de refrigerantes – Ácido fosfórico prejudica absorção óssea. tomate. •A excreção urinária de Ca aumenta  26mg para cada grama de NaCl.000mg/dia National Institute of Health Consensus Conference. batata doce. 1998: 9 a 18 anos: 1. beterraba.25/10/2010 MINERAIS Cálcio: NRC/NAS/FNB.  Ingerem 20% menos de Ca do que aqueles que não consomem refrigerante. etc)  quelam o Ca  a excreção fecal 18 . MINERAIS Cálcio: •Cafeína e o excesso de Na aumentam excreção urinária de Ca. abóbora.200 a 1.500mg/dia (11 a 24 anos) DRI.5 ml de café MINERAIS Cálcio: Ácido oxálico (espinafre.

25/10/2010 MINERAIS Ferro: Ferro: MINERAIS Sexo M Importante para a expansão da massa muscular.5mg/dia) MINERAIS Ferro: Ingestão de Ferro MINERAIS Ferro: Dallman (1989) Síntese de Hb e MIOGLOBINA + Aumento das necessidades Masculino .4mg de ferro/dia).3 mg/dia (pico: 1. Sexual crescimento e necessidade de ferro diminuição do Sua deficiência está associada crescimento e da anemia. elevação dos níveis de Hb perdas menstruais (1.existe claro aumento nas necessidades de ferro em  10 a 15mg/d Depois do PVC e Mat. mas a menstruação inicia  6 meses a 1 ano após o PVC 19 .5mg/d Sexo F perdas menstruais  Fe absorvido 1. Expansão MM e Vol Sang ( céls vermelhas 33% pico)  Fe absorvido 1mg/d a 2. aumento do volume sangüíneo. à deficiência do Feminino o PVC não é tão grande.

Adolescente no estirão de crescimento: • Meninos  aumento de 2. polifenóis. fosfatos.25/10/2010 MINERAIS Ferro: Ferro: MINERAIS RDA (NRC/NAS/FNB. aminoácidos e proteína da carne. ácidos orgânicos.5mg/dia) • Garotas de 14 a 18 anos  não iniciaram a menarca  ingestão de ferro de 12. proteína de soja. desenvolvimento das gônodas e em sistemas enzimáticos.9 mg/dia ♀ 9.1 mg/dia. proteína do ovo Melhoram: Ácido ascórbico. da insulina.9 mg/dia • Meninas  aumento de 1. tireóide. • Metabolismo da somatomedina.5 =12. fibra alimentar.9 mg/dia 13.1 mg/dia 16.5 mg/dia (15 – 2. • 20 .9 mg/dia e RDA = 11.1 mg/dia O requerimento de ferro é 1. • Síntese protéica. oxalatos. atividades do ácido nucleícos.5 mg/dia).5 mg/dia (10. Ferro: Fatores que afetam a absorção de ferro • Inibem: cálcio. Total da ingestão recomendada: IDADE QUANTIDADE RECOMENDADA 09 – 13 anos 14 – 18 anos ♂ 10. • Uso do contraceptivo oral  EAR = 6. 2001) • Garotas de 9 a 13 anos  menarca antes dos 14 anos  consumir adicional de 2. supra-renal e testículos.4 mg/dia.8 vezes maior para vegetarianos  ↓ biodisponibilidade MINERAIS MINERAIS Zinco: • Essencial para a regeneração do esqueleto e músculos e para o crescimento e maturação sexual.

25/10/2010 MINERAIS Zinco: Zinco: MINERAIS Retenção Corporal de Zn   Massa Magra FAO/OMS. e este mineral juntamente com o zinco e o cobre atuam Magnésio MINERAIS Manutenção imunológica. MINERAIS Magnésio. produção de energia celular. Cobre e Zinco Os adolescentes incorporam o dobro da quantidade de magnésio em seus organismos durante o estirão. moderada e alta Os níveis séricos de Zn diminuem em resposta ao rápido crescimento e mudanças hormonais da puberdade. envolvidos na síntese de vários constituintes da matriz óssea. > parte está no osso. Deficiência  retardo do crescimento e atraso puberal RDA = 09 a 13 anos: 08mg/d 14 a 18 anos: 09mg/d (F) e 11mg/d (M) 19 a 30 anos: 08mg/d (F) e 11mg/d (M) O requerimento pode ser até 50% maior em vegetarianos. 2001: Baixa. Que é dependente de ATPase Ca-A Enzima calcidiol 1-hidrolase depende de Mg para transformar a vit. 21 . síntese de ácidos nucléicos e ptn. D em sua forma ativa. 2001: biodisponibilidade NRC/NAS/FNB. Participa da absorção normal de cálcio por meio da transferência de Ca das células da mucosa para a membrana basolateral Co-fatores metálicos de enzimas. principalmente nas dietas restritivas.

250mg/dia MINERAIS Manganês  Biossíntese de mucopolissacarídeos na formação da matriz NRC/NAS/FNB.6mg/d ♀ 1.8mg/d Flúor: Prevenção de cárie dentária. 2001 09 a 13 anos: 700g/d 14 a 18 anos: 890  g/d 19 a 30 anos: 900  g/d Fósforo: Crescimento ósseo adequado.5 g/d 14 a 18 anos e > 19 anos: 4. aumenta a rigidez do mineral ósseo NRC/NAS/FNB.3 g/d Potássio: 9 – 13 anos: 4. NRC/NAS/FNB.6mg/d ♀ 1.7 g/d ↑ Absorção de sódio 22 . 2001  RDA = 09 a 13 anos: 240mg/d 14 a 18 anos: 410mg/d (M) e 360mg/d (F) 19 a 30 anos: 400mg/d (M) e 310mg/d (F) Cobre: NRC.9 mg/d 14 a 18 anos: ♂ 2. 2001 (AI): 09 a 13 anos: 2mg/d 14 a 18 anos: 3mg/d 19 a 30 anos: 4mg/d (♂) e 3mg/d (♀) MINERAIS Sódio:  Ca e Na compartilham do mesmo sistema de transporte no túbulo renal proximal: Excesso de Sódio ↑ excreção de sódio urinário ↑ excreção de cálcio urinário MINERAIS Sódio AI (NRC. 2001 (AI): 09 a 13 anos: ♂ 1.2 mg/d 19 a 30 anos: ♂ 2.5 g/d para ambos os sexos AI (NRC.25/10/2010 MINERAIS Magnésio NRC. 2004)  2. 2004)  1. 2001: 9 a 18 anos: 1.3 mg/d ♀ 1.

Manutenção da homeostase normal do Ca e P e mineralização óssea.  Necessidades na adolescência (extrapoladas das necessidades dos adultos). • Relação com crescimento e maturação sexual. 2001: 09 a 30anos ♂ e ♀ : 5g/dia VITAMINAS VIT. K:  Sínteses de fatores de coagulação e de osteocalcina ( proteína da matriz óssea necessária para o depósito de cálcio nesta matriz). NRC/NAS/FNB. E:  Protege as membranas celulares de deterioração pela peroxidação dos lipídios  Mantém propriedades estruturais e funcionais das novas células formadas durante o crescimento. 2001: NRC/NAS/FNB. •Deficiência moderada pode afetar o crescimento fetal. VITAMINA A • Deficiência grave desta vitamina é associado com esterilidade e amenorréia. 2000: 9 a 13 anos: 11mg/dia 14 a 19 anos: 15mg/dia 9 a 13 anos: 60g/dia 14 a 18 anos: 75g/dia > 19 anos: 120 g/d (M) e 90 g/d (F) 23 .25/10/2010 VITAMINAS  Durante o anabolismo e produção energética na adolescência. 2001: 09 a 13 anos: 600g/dia 14 a 19 anos: 900 g/dia (M) e 700 g/d (F) VITAMINAS VITAMINA D: Essencial para o rápido crescimento esquelético. NRCNAS/FNB. NRC/NAS/FNB. VITAMINAS VIT.

9mg/d 14 a 18 anos: 1.2mg/d (M) e 1. O suprimento diário é desejável para evitar depleção e a interrupção das funções fisiológicas normais. Riboflavina. na formação e manutenção do colágeno. Favorece a absorção do ferro não-heme VITAMINA C: VITAMINAS VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS Há poucos estudos do baixo nível sérico de Vitamina C nos adolescentes. 2000: 9 a 13 anos: 45mg/dia 14 a 18 anos: 75mg/dia (M) e 65mg/d (F) 19 a 30 anos: 90mg/d (M) e 75mg/d (F) VITAMINAS Vit complexo B: Não são armazenadas no organismo em quantidades apreciáveis. na formação e manutenção da matriz óssea e da dentina.25/10/2010 VITAMINAS VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS VITAMINA C: Participa do metabolismo intermediário.1mg/d (F) Maior demanda de energia  maior quantidade dessas vitaminas  são requeridas p/ liberar energia dos carboidratos.1mg/d (F) Niacina  09 a 13 anos: 12mg/d 14 a 30 anos: 16mg/d (M) e 14mg/d (F) Tiamina  09 a 13 anos: 0. NRC. os que fumam e os de nível socioeconômico baixo. niacina e metabolismo energético tiamina: envolvidas no VITAMINAS NRC/NAS/FNB.formação hemácias 24 .2mg/d (M) e 1.3mg/d (M) e 1.3mg/d (M) e 1.0mg/d (F) 19 a 30 anos: 1. 2001 Riboflavina  09 a 13 anos: 0. VITAMINA B1 .0mg/d (F) 19 a 30 anos: 1. mas a ingestão dietética desta vitamina pode ser baixa entre aqueles que habitualmente evitam frutas e vegetais.9mg/d 14 a 18 anos: 1.

Suas necessidades estão relacionadas à ingestão protéica.0 mg/d 4 a 18 anos: 1.3 mg/d LÍQUIDOS  Água metabólica + água dos líquidos da dieta + água pura.8g/d 14 a 30 anos: 2. 2001 Folato  09 a 13 anos: 300g/d 14 a 30 anos: 400g/d B12  09 a 13 anos: 1.  Participa da composição de todos os líquidos e células orgânicas.25/10/2010 VITAMINAS Folato e B12 : síntese de tecidos   necessidades de ácido fólico e a vitamina B12 • Síntese de DNA e RNA rápido crescimento celular e particularmente o pico de crescimento. • Crescimento e maturação das hemácias. 2001: 09 a 13 anos: 1.  Hidratação  Ritmo intestinal normal 25 .3 mg/d (M) e 1. suplemento ou ambos em adição ao folato dos alimentos de uma dieta variada VITAMINAS VITAMINA B6: Sistema enzimático associado ao metabolismo da proteína.2 mg/d (F) 19 a 30 anos: 1. Folato: adolescentes pós menarca  defeito no tubo neural no feto VITAMINAS NRC/NAS/FNB. NRC/NAS/FNB.4g/d Recomenda-se a ingestão de 400µg de acido fólico diário de alimentos fortificados. de vários processos bioquímicos para o metabolismo.

30 Fibra Total (g/dia) AI 31 38 38 26 26 25 26 .7 L/d Sexo feminino 9 a 13 anos: 2.7 L/d • Aceitação da dieta • Palatabilidade CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Consistência: Fracionamento: NORMAL Temperatura: Volume: Adequado à fase de crescimento e desenvolvimento em que se encontra o adolescente.25/10/2010 LÍQUIDOS Recomendação: NRC/NAS/FNB.3 L/d 19 anos: 3.18 19.1 L/d 14 a 18 anos: 2.13 14. 2004 CONDIMENTOS • Variabilidade das preparações da dieta Sexo masculino 9 a 13 anos: 2.4 L/d 14 a 18 anos: 3. 2002 Estágio de vida Homens 9.30 Mulheres 9.3 L/d 19 anos: 2. CARACTERÍSTICA FÍSICO-QUÍMICA FIBRAS NRC/FBN.18 19.13 14.

salgadinhos de pacote. podendo estar SUPERESTIMADA.  Faltam estudos longitudinais consumo excessivo de trans na adolescência é um forte preditor de doenças crônicas na vida adulta. etc. batatas fritas. com base em alguns estudos  Ex: produtos industrializados: margarinas duras. 6g de fibra solúvel. 2003). (Vitolo.  Em 2006: Resolução RDC nº 360 de 2003. pastéis. especialmente quando o fitato também está presente na fonte de fibra natural.  Deve-se dar atenção ao consumo nas fases precoces da vida. ↓ HDL-C Compete com AGE. sorvetes. Portanto. São AGNE e não trazem benefício conhecido à saúde humana. Devido à natureza volumosa de fibras. é difícil associar uma fonte específica de fibra com um determinado efeito adverso. aprova a obrigatoriedade da inclusão da quantidade de gordura trans nos rótulos dos alimentos. ÁCIDOS GRAXOS TRANS Originam-se dos AGI no processo de hidrogenação e biohidrogenação. bolos. da ANVISA. Até 15 anos: Soma-se a idade da criança/adolescente + 5 (idade + 5) (Williams e cols. inibindo as enzimas envolvidas na síntese de AGP de cadeia longa. portanto. Não existe AI ou RDA  falta de evidências p/ determinar quant. Cardiovascular. 27 . biscoitos. 2008). Sérios efeitos adversos crônicos não foram observados. excesso de consumo tende a ser auto-limitada. uma alta ingestão de fibra alimentar não produzirá efeitos deletérios em indivíduos saudáveis. adequada p/ prevenção de DCNT.. como parte de uma dieta saudável. Apesar de ocasionais. 1995) Após 15 anos: Mesma recomendação p/ adulto: 20 – 30g/d. produtos de padaria. efeitos adversos gastrintestinais são observadas quando se consome algumas fibras isoladas ou sintéticas. um UL não foi definido para as fibras funcionais. Correlação positiva com AGT e cc plasmáticas de partículas pequenas e densas de LDL-C (aterogênicas).25/10/2010 FIBRAS Essa recomendação é extrapolada da estimativa para adultos de 14g/1000kcal e está respaldada na prevenção de dça. ÁCIDOS GRAXOS TRANS  Consumo máximo: < 1% do VET epidemiológicos (WHO. Conclui-se que. FIBRAS DRI(2002): A fibra dietética pode ter composições variáveis e.

14 1.51 1. PROCURE TER UMA ALIMENTAÇÃO BEM VARIADA.13 1.  A ALIMENTAÇÃO DEVE SER PREPARADA COM BASTANTE HIGIENE.22 0.. 2003 Orientações dietéticas para adolescentes Orientações dietéticas para adolescentes  COMER SEM PRESSA.37 0.31 4.38 1. DIARIAMENTE.  REALIZAR PELO MENOS TRÊS REFEIÇÕES AO DIA.25 0.1 M 14.84 4.8 4. Frita (fast food1) B.76 3. COM INTERVALOS DE PELO MENOS 03 HORAS.56 3.19 1.4 0.05 0.51 PI 3.98 3.45 4. ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS • Não deve ser rígida.69 Trans ___ 4.49 1.57 6. BASTANTE ÁGUA ( CERCA DE 10 a 15 copos de 200ml).  PROCURAR MANTER O HORÁRIO PARA A REALIZAÇÃO DAS REFEIÇÕES.18 1.73 1.67 5.04 5.73 Sorvete (crocante e creme) Sorvete( choc. Frita (chips) B.44 1.81 2.86 • Fundamental discuti-la com o interessado • Lembrar a grande influência da mídia Chiara & cols. MASTIGANDO  DAR BEM OS ALIMENTOS.60 2.9 2. Frita (fast food2) S 16.02 3. EM AMBIENTE TRANQÜILO. creme) Sundae cobert. morango (fast food) Biscoito cream cracker Biscoito recheado (chocolate) Biscoito recheado (morando) 1.71 0. 28 . chocolate (fast food) Sundae cobert.14 0. • Deve imprimir um caráter de flexibilidade AGT em gramas por 100g do alimento: Alimentos B..25/10/2010 ÁCIDOS GRAXOS TRANS  Estratégias de orientação devem ser estabelecidas p/ ajudar pais e adolescentes a identificarem os alimentos potencialmente ricos em AGT. COMENDO DIARIAMENTE PELO MENOS UM ALIMENTO DE CADA GRUPO ALIMENTAR TOMAR.76 4.07 0. PRIORIDADE AOS ALIMENTOS DA SAFRA. POR SEREM MAIS BARATOS E MAIS NUTRITIVOS. morango.10 0.43 4.

CANOLA. SOJA. ESSES ADITIVOS QUANDO CONSUMIDOS EM GRANDES QUANTIDADES PROVOCAM DANOS A SAÚDE. DAR PREFERENCIA AOS ALIMENTOS NATURAIS. Orientações dietéticas para adolescentes OS SUCOS DE FRUTAS DEVEM SER CONFECCIONADOS O MAIS PRÓXIMO DA HORA DE INGERI-LOS PARA PRESERVAR AS VITAMINAS. DIMINUIR O CONSUMO DE GORDURAS ANIMAIS ELAS ELEVAM O COLESTEROL. CASO NÃO O FAÇA DEVE-SE INTRODUZIR FARELO DE TRIGO OU DE AVEIA OU DE ARROZ NAS PREPARAÇÕES (2 COLHERES SOPA/DIA). Orientações dietéticas para adolescentes SE EXISTIR HISTÓRIAS FAMILIAR DE HIPERTENSÃO. AS FRUTAS DEVEM PREFERENCIALMENTE SER CONSUMIDAS NA FORMA IN NATURA. SAL E AÇÚCAR DEVEM SER UTILIZADOS EM QUANTIDADES MODERADAS. PARA EVITAR O EXCESSO DE COLESTEROL NO ORGANISMO. ALGODÃO.25/10/2010 Orientações dietéticas para adolescentes Orientações dietéticas para adolescentes  DAR PREFERÊNCIA A PEIXE E FRANGO. PARA GARANTIR A QUOTA DIÁRIA DAS VITAMINAS E MINERAIS QUE O ORGANISMO NECESSITA. COMER DIARIAMENTE FRITURAS E VERDURAS FRESCAS. COMO ARROZ INTEGRAL. A INGESTÃO DE 29 . ARROZ. DAR PREFERÊNCIA A ALIMENTOS INTEGRAIS. PORQUE PARA AUMENTAR A VIDA DE UM ALIMENTO HÁ NECESSIDADE DO USO DE ADITIVOS PARA CONSERVÁ-LOS. MANTENHA O PESO. COMO MOLHOS. CARNES. EVITAR REFRIGERANTES E DOCES. PORQUE AJUDAM A PROMOVER O ENVELHECIMENTO PRECOCE DO ORGANISMO. PORQUE ALÉM DE ENGORDAR PROMOVEM O APARECIMENTO DE CELULITES. NÃO REUTILIZAR O ÓLEO DE FRITURAS. AS FRITURAS DEVEM SER EVITADAS. CALDOS. PÃO INTEGRAL. NA ESCOLHA DO ÓLEO DAR PREFERÊNCIA A SEGUINTE ORDEM: MILHO. ENTRE OUTROS. A FIM DE PRESERVAR SEU VALOR NUTRITIVO. OS OVOS E DERIVADOS DEVEM SER UTILIZADOS NO MÁXIMO DUAS VEZES POR SEMANA. MOSTARDA. COMECE CEDO A APRENDER A CONSUMIR POUCO SAL DE COZINHA E ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS RICOS EM SÓDIO. GIRASOL. PREPARADOS SEM PELE E COM POUQUÍSSIMO ÓLEO. CONTROLANDO ALIMENTOS E FAZENDO EXERCÍCIO FÍSICO. DIMINUIR O CONSUMO DE GORDURAS ANIMAIS. BISCOITO INTEGRAL.

Enteral e Parenteral na Prática Clínica. Vol 1. 9. 12. A e BRASIL. Edicions Ergon. goiaba. n. Rio de Janeiro: Ed. 724. 13. Nutrição e Dietética em Clínica Pediátrica. Ed. 2002. Nutrição Oral. goiaba. Fundamentos básicos da nutrição. Genebra. leite enriquecido com ferro. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. F. O EXCESSO DE ÁLCOOL PREJUDICA A ABSORÇÃO DE VITAMINAS C E DO COMPLEXO B. Necesidades de energía y de proteínas. D.25/10/2010 Orientações dietéticas para adolescentes NÃO REALIZE ATIVIDADE FÍSICA EM JEJUM. DRIs – Dietary Reference Intakes. S. 2003. COSTA MC. Elizabeth. 2008 WAITZBERG. WHO/FAO. Nutrición en la infancia y adolescencia. São Paulo. BALLABRIGA &CARRASCOSA. biscoito enriquecido com ferro. São Paulo: Manole. 2002. 12. SOUZA RP. 1995. Saundes e Lacerda. 6. R. V. Pirâmide dos Alimentos. K. São Paulo. 4. 3ª ed. T. FAO Food and Nutrition Paper No. Cap. São Paulo: Ed.14 e19. Nutrição e Dietoterapia. & MAHAN. 7.Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion/ Organización Mundial de la Salud –. L. 387p.12. jenipapo. Nutrition and the Prevention of chronic Diseases. National Research Council (NRC). Editora Cultura Médica. VITOLO. Atheneu 2004. Nutrição em Obstetrícia e Pediatria. entre outras. 3. D. 8. PHILIPPI. de Aquino. 2000. 368p. EXCESSO DE ÁLCOOL PROVOCA SÉRIOS DANOS A SAÚDE. Ed. 11. 77. KRAUSE. entre outras. 2003. 2008. AS MULHERES DURANTE A MENSTRUAÇÃO DEVEM AUMENTAR O CONSUMO DE ALIMENTOS FONTE DE FERRO E FONTE DE VITAMINA C Ex. Rubio. Referências ACCIOLY. Diet. 1985. L. FAO. A.: Fontes de ferro -fígado.: il. Ginebra.464p. Fonte de vitamina C -frutas cítricas. 2002.11. Food energy – methods of analysis and conversion factors. caju. acerola. Uso e Aplicações das “Dietary Reference Intakes”. SHILS et al . Cap. Série de informes técnicos. Atheneu. 1. Buenos Aires. cap. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. Alimentos. araçá. M. Manole.1. FAO/OMS/UNU . Porto Alegre: Artmed. 1998. Elisa M. 2. Adolescência Aspectos Clínicos e Psicossociais. Roca. 10. 5. M. 221 p.. 30 . Vol.. 2003. PORQUE PODE PROMOVER HIPOGLICEMIA. Rio de Janeiro. Report of a technical workshop. FAO/OMS/UNU. São Paulo. L. LOPEZ. EVITAR BEBIDAS ALCÓOLICAS. 9ª ed. Rome.

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