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Aluno Júlio Cesar de Araújo Cândido

Edificações 1

28/08/21

Geografia

Resumo do documentário "SER TÃO VELHO CERRADO"

O documentário faz um painel das lutas para preservação do Cerrado brasileiro, em especial da
região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Intercalando depoimentos de ambientalistas,
professores, cientistas e moradores da região com representantes ruralistas e da mineração, o
filme apresenta a importância da biodiversidade e a luta travada para a preservação da região
em virtude da devastação ocorrida com a chegada da monocultura da soja e a exploração
mineral naquela área.

O filme começa com uma descrição didática e minuciosa do Cerrado, considerado o segundo
mais importante bioma da América do Sul, com uma exuberante e rica quantidade de espécies
da fauna e da flora. Os depoimentos dos especialistas e dos moradores são entrecortados com
as belíssimas imagens da região e o espectador recebe as informações científicas e vai se
certificando da extrema importância da preservação do Ser Tão Velho (que é o Cerrado) em
virtude da ação do Ser Tão Novo (o homem), que vem destruindo criminalmente a vegetação e
consequentemente os seres vivos nativos — as cenas em que se veem tratores com grandes
correntes devastando toda a vegetação para o plantio de soja são revoltantes.

O documentário também conta a história diferentes modos de vida, como do Quilombo


Kalunga, sitio histórico e patrimônio cultural. Maior território quilombola do mundo demarcado
com 272 mil hectares. São descendentes de escravos fugidos e libertos das minas de ouro do
Brasil central que formaram comunidades autossuficientes e que viveram mais de duzentos
anos isolados em regiões remotas próximas à Chapada dos Veadeiros, no atual estado de Goiás.

Representantes do agronegócio, de empresários e mineradores também têm voz no


documentário e a partir daí o espectador passa a entender a luta insana travada entre os que
desejam a preservação do meio ambiente — e propõem a agricultura familiar como alternativa
à monocultura — e aqueles que agem unicamente visando o lucro e o desenvolvimento
desenfreado e ainda que apresente discursos diferentes, o documentário faz um apelo para o
cuidado do Cerrado, bioma que se encontra fortemente ameaçado.

A vegetação do Cerrado também auxilia na captação das águas das chuvas para o
abastecimento de três importantes aquíferos, com destaque para o Aquífero Guarani, um dos
maiores do mundo em extensão e também em volume, responsável pelo abastecimento de boa
parte do Brasil e também de outros países.

“Ser Tão Velho Cerrado” mostra as grandes áreas do Cerrado que estão se transformando em
pastagens e plantações de soja e o impacto desta destruição na qualidade do ar, fertilidade do
solo, qualidade e quantidade de água disponível para abastecimento público. De modo didático,
o documentário explica que o desmatamento deste bioma, um dos mais antigos do mundo,
ocorre de forma “legal”, já que o Novo Código Florestal Brasileiro e algumas leis estaduais
deixaram o Cerrado desprotegido.

Uma das mais graves consequências do desmatamento do Cerrado é a destruição das


nascentes. O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil: são mais de 2 milhões de quilômetros
quadrados espalhados por 12 estados. É também lar de uma imensa diversidade de vida: mais
de 13 mil espécies de plantas, 850 de aves e 250 de mamíferos. Está encarapitado sobre três
dos principais aquíferos da América do Sul: o Guarani, o Bambuí e o Urucuia. A água da chuva
no Cerrado penetra o solo e fica armazenada na rocha porosa.

A existência do Cerrado é importante para o equilíbrio dos biomas que o circundam. Ele é
considerado o “berço das águas” do Brasil, pois é onde nasce a maior parte dos grandes
mananciais do país, sendo responsável pela vazão de 75% das principais bacias hidrográficas
brasileiras.

Oque isso tem haver com o Maranhão? ou a nossa cidade, Barra do Corda?

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam o desmatamento de 71,28%


da floresta original no Maranhão, percentual equivalente a 105.195 quilômetros quadrados. Do
restante das terras, correspondentes a 42.390 quilômetros quadrados, 52% dessas reservas
naturais estão destinadas aos índios que, por lei, têm a posse integral do espaço.

Ainda segundo o Inpe, 13% das áreas indígenas do Estado foram retiradas por ação do homem.
O município de Amarante do Maranhão, a 679km de São Luís, é um dos que se destacam
negativamente nos índices de desmatamento do Estado.

O Ministério Público Estadual (MPE), um dos responsáveis pela investigação sobre o


desmatamento ilegal no Maranhão, informou que, além de Amarante do Maranhão, os
municípios de Centro do Guilherme, Itinga do Maranhão, Grajaú, Barra do Corda, Jenipapo dos
Vieiras, Buriticupu, Arame, Bom Jesus das Selvas, Centro Novo do Maranhão, Zé Doca e Santa
Inês apresentam altos índices de devastação das reservas naturais. A devastação da mata nativa
também prejudica as populações indígenas que vivem nessas áreas.