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CENTRO UNIVERSITÁRIO FACEX - UNIFACEX

CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

Allan Lacerda Nunes


Ana Clara Araújo
Carmem Layanne Félix
Gabriela de Lima Andrade
Jacieli Costa Damasceno
Thyago Gabriel Costa

(Grupo 01)

9ºMA

APONTAMENTOS E QUESTIONAMENTOS
Direitos humanos das crianças e adolescente

Prof. Dr. André Luiz de Lima.

NATAL/RN
MAIO - 2019
O Ministério Público e Defensoria Pública na Defesa dos Direitos Humanos

Determina a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CF/88),


em seu art. 127 que o Ministério Público e a Defensoria Pública têm o dever de atuar
em “defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e
individuais indisponíveis”. Assim e por consequência são ambos os órgãos são
responsáveis pela defesa e efetivação dos direitos humanos.
No caso do Ministério Público merece destaque sua atuação na garantia e
repressão de violações dos direitos sociais e culturais, especialmente o direito à
saúde e do direito à educação, dos direitos econômicos, bem como a atuação do
Ministério Público do Trabalho contra práticas ilegais no âmbito trabalhista (como o
trabalho em condição análoga à de escravo). Neste sentido pode o MP, em qualquer
fase de um inquérito ou processo, solicitar ao STJ que haja deslocamento de
competência para a Justiça Federal de modo que seja assegurado o cumprimento
das obrigações inerentes a tratados de direitos humanos de que o Brasil seja
membro. Importante mencionar, também, que o art. 103 da CF/88 legitima o
Procurador-Geral da República dar início às ações do controle abstrato
(concentrado) de constitucionalidade, o que na prática o autoriza a entrar no STF
com ações constitucionais para invalidar norma do ordenamento jurídico pátrio que
conflite com o disposto em tratado internacional ratificado pelo Brasil, que tem força
equivalente à emenda constitucional.
A Defensoria Pública enquanto instituição voltada à orientação e proteção das
pessoas em situação de vulnerabilidade atua, inescapavelmente, na proteção dos
direitos humanos. A Organização dos Estados Americanos (OEA), em sua
Resolução 2.625 (XLI-0/11), de 7 de julho de 2011, reconheceu a importância da
atuação da Defensoria Pública e recomendou expressamente aos seus Estados-
membro que as dessem autonomia e independência. Sua atuação merece destaque
no que diz respeito à defesa dos direitos fundamentais do cidadão, especialmente
através da assistência jurídica gratuita, o que promove o acesso à justiça. Neste
sentido é válido mencionar a figura do Defensor Público Interamericano, figura
prevista no Regulamento da Corte Interamericana de Direitos Humanos e que tem o
dever de atuar em casos em que as supostas vítimas de violação de direitos
humanos se encontrarem em situação de vulnerabilidade e não for capaz de custear
representação legal devidamente credenciada.
Podemos perceber, assim, que estes dois órgãos são legitimados para atuar
como os responsáveis pela efetiva materialização da aplicação e proteção dos
direitos humanos, principalmente se levarmos em consideração que muitos destes
direitos são ainda recentes e veem agora sua instituição. Podemos perceber
também que tal legitimação é Constitucional e Internacional no caso do Brasil e que
é imprescindível a participação do Ministério Público e da Defensoria Pública às
discussões e acomodações destes novos direitos tanto quanto dos direitos humanos
em geral, bem como à defesa deles.