Você está na página 1de 2241

GENEALOGIAS DE SÃO MIGUEL E SANTA MARIA

RODRIGO RODRIGUES
Índice Geral
das Descendências Tratadas
Da descendência de:
Cap. 1 – Gonçalo Vaz Botelho, o Grande Cap. 70 – Afonso Anes, dos Arrifes Cap. 142 – Amador Fernandes
Cap. 2 – Antão Pacheco Cap. 71 – Pedro da Costa Cap. 143 – André Lopes Lobo
Cap. 3 – Manuel do porto Cap. 72 – Duarte Dias Cap. 144 – Afonso de Sequeira
Cap. 4 – Jorge da Mota Cap. 73 – Eva Valente da Fonseca Cap. 145 – Manuel Domingues
Cap. 5 – António Mendes Pereira Cap. 74 – Francisco Taveira de Neiva Cap. 146 – Pedro Afonso Homem
Cap. 6 – Francisco Ramalho de Queiroz Cap. 75 – Gaspar Gonçalves de Novais Cap. 147 – Gregório Rodrigues Teixeira
Cap. 7 – Gaspar de Bettencourt Cap. 76 – Pedro Vaz Marinheiro Cap. 148 – Pedro Esteves da Rocha Machado
Cap. 8 – Francisco Anes, da Praia Cap. 77 – Simão Jorge Cap. 149 – Simão de Viveiros (?)
Cap. 9 – Afonso Lourenço Cap. 78 – Rodrigo Anes da Costa Cogumbreiro Cap. 150 – Antão Godinho, do porto
Cap. 10 – João Gonçalves Zarco Cap. 79 – Rodrigo Afonso Cap. 151 – Jorge Roiz Cernando
Cap. 11 – Manuel Dias, Mercador Cap. 80 – Fernão Vaz de Almeida Cap. 152– Bartolomeu Rodrigues, de Santa Clara
Cap. 12 – Gonçalo de Teve e de seu irmão Pedro Cap. 81 – Lopo Dias de Frielas Cap. 153 – Bartolomeu Rodrigues, da serra
Cordeiro Cap. 82 – Gonçalo Vaz Carreiro Cap. 154 – Manuel Álvares Pinheiro
Cap. 13 – Fernão de Mesa Cap. 83 – Pedro Anes Preto Cap. 155 – Luís Mendes Potas
Cap. 14 – Maria Novais de Quental e de seu Marido Cap. 84 – Ambrósio de Fontes e de sua irmã Fran- Cap. 156 – João da Fonte das Cortes, o Velho
Ambrósio Álvares de Vasconcelos cisca de Fontes Cap. 157 – João de Braga
Cap. 15 – Rui Lopes, Cavaleiro Cap. 85 – Martim Anes Furtado de Sousa e de Seus Cap. 158 – Rodrigo Álvares
Cap. 16 – António Borges irmãos, Afonso Correia de Sousa e Henrique Cap. 159 – Francisco Martins
Cap. 17 – Baltazar Rebelo Vaz Correia (?) Cap. 160 – Cristóvão Soares de Melo
Cap. 18 – Gonçalo do Rego, o Velho Cap. 86 – Vasco Anes Cap. 161 – João Dias Nego
Cap. 19 – Álvaro Lopes, do Vulcão Cap. 87 – Pedro Martins Cardoso Cap. 162 – Lopo Dias Homem
Cap. 20 – Rui Vaz de Medeiros Cap. 88 – Gaspar Ferreira Cap. 163 – Estevão Martins
Cap. 21 – Lopo Anes de Araújo Cap. 89 – João Dias de Carvalho ou Caridade Cap. 164 – Cristóvão Martins
Cap. 22 – Gonçalo Moniz Barreto Cap. 90 – João Afonso Cap. 165 – Rui Garcia, o Velho
Cap. 23 – Rui de Frias Cap. 91 – Diogo de Melo Cap. 166 – João Lopes, dos Mosteiros
Cap. 24 – Pedro Vieira da Silva Cap. 92 – Fernão Anes Cap. 167 – Daniel Fernandes
Cap. 25 – Rui Vaz Gago, do Trato Cap. 93 – Da descendência do Licenciado Gonçalo Cap. 168 – Frutuoso Dias
Cap. 26 – Luís Gago Nunes de Arez Cap. 169 – Alexandre Barradas
Cap. 27 – Gonçalo Dias Correia e de seu irmão Jáco- Cap. 94 – João Anes Panchinha Cap. 170 – Jorge Gonçalves Formigo
me Dias Correia Cap. 95 – João Rodrigues de Sousa Cap. 171 – Pedro Marques
Cap. 28 – Estevão Nogueira Cap. 96 – João Moreno Cap. 172 – Gonçalo Anes Ramires
Cap. 29 – Pedro Vaz Pacheco Cap. 97 – João Álvares, do Olho Cap. 173 – Martin Vaz, o Cavaleiro
Cap. 30 – Mestre António, Catalão Cap. 98 – Lopo Velho Cap. 174 – Martim Vaz Bulhão
Cap. 31 – João Vaz Feio ou Faleiro ou Melão ou sim- Cap. 99 – Afonso Rodrigues Cabeia e seu irmão Luís Cap. 175 – Gonçalo Anes
plesmente João Vaz, o das Virtudes Pires Cabeia Cap. 176 – Diogo Ferreira Privado
Cap. 32 – João Soares de Albergaria 2.º Capitão Do- Cap. 100 – Diogo Martins Privado Cap. 177 – Da descendência do Capitão António Lo-
natário das Ilhas de Santa Maria e S. Miguel Cap. 101 – Jácome de Póvoas Privado pes de Faria
Cap. 33 – Fernão Velho Cap. 102– Vasco Vicente Raposo Cap. 178 – Jorge Fernandes Machado
Cap. 34 – Domingos Fernandes Cap. 103– Jorge Velho Cap. 179 – João Vaz, Cavaleiro, chamou-se também
Cap. 35 – Baltazar Velho de Andrade Cap. 104– João Gonçalves Caldeira João Vaz Margaça
Cap. 36 – Heitor Gonçalves Minhoto e de seu irmão Cap. 105– João de Torres Cap. 180 – Jorge Gonçalves de Figueiredo
Francisco Gonçalves Cap. 106– João Fernandes Raposo Cap. 181 – António Lourenço
Cap. 37 – Pedro Anes de Alpoim Cap. 107 – Diogo Vaz, da Achada Cap. 182 – Álvaro Lopes, o Cavaleiro
Cap. 38 – Estevão Rodrigues de Alpoim Cap. 108 – Lourenço Fernandes Cap. 183 – Afonso Alvares do Amaral
Cap. 39 – Afonso Rodrigues Pavão Cap. 109– Guilherme de Brum, ou Willem Fom Cap. 184 – Álvaro Camelo Pereira
Cap. 40 – João da Horta Bruyn Cap. 185 – António de Freitas
Cap. 41 – Jorge Pinto da Costa Cap. 110– Tomaz de porraz Cap. 186 – Domingos de Simas
Cap. 42 – António Coelho, o Velho Cap. 111– Leam Van Huerter, ou de Huter Cap. 187 – André Pires Travassos
Cap. 43 – Pedro Álvares das Cortes e de seu irmão Cap. 112 – Guilherme Vanderhaagen, ou Guilherme Cap. 188 – Rui Pires de Aguiar e António Pires de
Lopo das Cortes da Silveira Aguiar
Cap. 44 – Diogo Preto Cap. 113 – Brás Pereira Cap. 189 – Henrique Bulhão
Cap. 45 – Fernão Anes Tavares Cap. 114– Joz Terra ou Jossé Terra ou Jossé Van Cap. 190 – Pedro Gonçalves, da Ribeira Seca
Cap. 46 – Afonso de Gois ou Agostinho Afonso de Aertrijcke Cap. 191 – Gonçalo Dias, da Ribeira Grande
Gois Cap. 115– Diogo Pereira, o Velho Cap. 192 – Germano Arnaud
Cap. 47 – Álvaro de Senra Cap. 116 – Diogo Leite de Azevedo Cap. 193 – João Angelo Molfini ou Malfini ou Mar-
Cap. 48 – João Gonçalves, da Lomba, por ser Mora- Cap. 117 – Guilherme Fisher fim
dor na Lomba da Cruz, Perto de Candelária Cap. 118 – Jacques Berquó Cap. 194 – Da descendência do Alferes Bartolomeu
Cap. 49 – Diogo de Oliveira de Vasconcelos Cap. 119 – Diogo Machado da Silva
Cap. 50 – Afonso Anes, da Maia Cap. 120 – Ludolph de Borman, ou Ludolfos Burmão Cap. 195– Da descendência Bartolomeu de Sousa
Cap. 51 – António Lopes Rebelo Cap. 121 – Afonso Ledo Cap. 196 – Amador Gonçalves
Cap. 52 – João Rodrigues Cavão Cap. 122 – Manuel Gomes Gonçalves Cap. 197 – João de Aguiar
Cap. 53 – João Gonçalves Ferreira Cap. 123 – Manuel Gomes Gonçalves Cap. 198 – Gonçalo Alvares de Lima
Cap. 54 – João Gonçalves Albernás, o Tangedor Cap. 124– Pedro da Ponte, o Velho Cap. 199 – Miguel da Costa
Cap. 55 – António de Andrade Cap. 125 – Francisco Frazão Cap. 200 – João Marques
Cap. 56 – D. Jorge Gonçalves Pereira Cap. 126– Gaspar Roiz, o Velho Cap. 201 – Manuel Ferreira
Cap. 57 – Miguel de Figueiredo de Lemos Cap. 127– João de Aveiro Cap. 202 – Manuel Afonso Machado
Cap. 58 – Gaspar Garcia Velho Cap. 128– Lourenço Aires Rodovalho Cap. 203 – Baltazar Gonçalves Moniz
Cap. 59 – Gonçalo Pires, Escudeiro Cap. 129 – Gaspar Afonso Coucelos Cap. 204 – Francisco Vaz Galeão
Cap. 60 – Pedro Francisco de Bairos, o Velho, ou Pe- Cap. 130 – Simão Rodrigues Cap. 205 – João Fernandes
dro Puim de Bairos Cap. 131– Fernão Afonso da Paiva Cap. 206 – Tomaz Lopes de Carvalho
Cap. 61 – João Tomé, o Amo Cap. 132– Ireza de Sousa Cap. 207 – Lourenço de Paiva
Cap. 62 – Bento Dias de Magalhães, o Velho Cap. 133 – Luís Fernandes da Costa Cap. 208 – Fernão D’alves
Cap. 63 – Fernão (ou Manuel ?) Monteiro de Gam- Cap. 134– Francisco Fernandes, o Castelhano Cap. 209 – António Franco
boa Cap. 135 – Afonso Álvares de Benevides ou Álvaro Cap. 210 – Manuel Rebelo
Cap. 64 – Da descendência do Licenciado Diogo Pe- Rodrigues de Benevides Cap. 211 – Da descendência do Capitão Francisco
reira Barbosa Cap. 136 – Martim Gomes Botelho da Mota
Cap. 65 – Fernão Gonçalves, o Amo Cap. 137 – João de Piemonte Cap. 212 – António da Costa Peixoto
Cap. 66 – João Álvares do Sal e de sua irmã Maria Cap. 138 – João de Albernaz Cap. 213 – Tomé do Couto Cogumbreiro
Nunes Cap. 139– João Afonso, das Grotas Fundas Cap. 214 – Inácio de Moura
Cap. 67 – Fernando Afonso Cap. 140 – António Fernandes Furtado Cap. 215 – António de Melo de Morais
Cap. 68 – Afonso Anes, dos Mosteiros Cap. 141– João Gonçalves Perdigão, Escudeiro Cap. 216 – Jorge Vaz
Cap. 69 – Afonso Anes de Chaves Cap. 217 – Mateus ou Matias de Arruda
Cap. 291 – Braz Gonçalves Cap. 368 – Manuel de Sousa Lopes
Cap. 292 – Pedro Gonçalves Cap. 369 – Simião Cordeiro
Cap. 293 – Gregório Rebelo Cap. 370 – Thomas Hickling
Cap. 294 – Manuel Duarte Cap. 371 – Manuel de Pimentel
Cap. 295 – Manuel Faleiro Cap. 372 – Baltazar de Sousa Frois
Cap. 218 – Estevão Gonçalves de Moura Cap. 296 – Bartolomeu Roiz Leitão Cap. 373 – Sebastião Alvares de Brito
e seu irmão Gil Gonçalves de Moura Cap. 297 – Francisco Martins Cap. 374 – Domingos da Costa Carvalho
Cap. 219 – Gaspar de Braga, o Velho Cap. 298 – Simião Curvelo Cap. 375 – Manuel Teixeira
Cap. 220 – Izidoro Rodrigues Cap. 299 – Gil Gonçalves Cap. 376 – João Ferreira Leitão
Cap. 221 – Manuel Caetano Gil Cap. 300 – Pedro Gonçalves Cap. 377 – Manuel Homem da Costa
Cap. 301 – João de Melo Cabral Cap. 378 – Francisco de Sá Bettencourt
Cap. 222 – Manuel Jorge da Cunha e seu
irmão Jorge Dias da Cunha Cap. 302– João da Fonte Cap. 379 – Lázaro da Costa Furtado
Cap. 303– João de Sousa Cap. 380 – Gaspar Gonçalves, o Velho, dos Fenais da
Cap. 223 – Pedro Calvo Moreira Cap. 304 – Pedro Fernandes Galás Ajuda
Cap. 224 – Lourenço Garcia, Castelhano Cap. 305 – Gaspar Fernandes Cap. 381 – Carlos de Sousa Frois
Cap. 225 – Francisco Afonso Cap. 306 – Capitão Vicente Ferreira de Melo Cap. 382 – Baltazar Dias serpa
Cap. 226 – Francisco Salgueiro Cap. 307 – João da Costa, o Moço Cap. 383 – Pedro da Costa Paiva
Cap. 227 – André Raposo Pimentel Cap. 308 – Francisco Gonçalves Cheira Cap. 384 – Francisco do Rego
Cap. 228 – António Pires, Sapateiro Cap. 309 – Amador da Silva Cap. 385 – António Vaz Dutra
Cap. 229 – Inácio da Câmara Leme Cap. 310– Lourenço Aires Rodovalho Cap. 386 – João Romeiro, de Ponta Garça
Cap. 230 – Cristóvão da Fonseca Cap. 311 – João Nunes Moreira Cap. 387 – João Roiz, da Lomba da Maia
Cap. 231 – Manuel Machado Cap. 312– António Tavares Leitão Cap. 388 – Domingos Vaz Loureiro
Cap. 232 – Bartolomeu Afonso, da Relva Cap. 313– João Martins Rodovalho ou da Praça Cap. 389 – António Vieira, da Achadinha
Cap. 233 – Manuel de Sousa Benevides Cap. 314– Manuel Gonçalves, de Rabo de Peixe Cap. 390 – Da descendência do Alferes António de
Cap. 234 – João Madeira da Fonte Cap. 315 – Pedro Gonçalves Farrapo Medeiros Sampaio
Cap. 235 – Crisóstomo de Paiva Cap. 316 – Pedro Fernandes Cap. 391 – Pedro da Costa Ponte, da Lomba da Maia
Cap. 236 – Manuel Rodrigues Cap. 317 – Manuel de Matos Sequeira Cap. 392 – Francisco Botelho Furtado
Cap. 237 – Francisco Dias Cap. 318 – Pedro Borges Cap. 393 – Da descendência do Capitão Manuel da
Cap. 238 – Baltazar Vidal Cap. 319 – Manuel Morais de Magalhães Ponte Leitão
Cap. 239 – Afonso Alvares Cap. 320 – Gabriel Coelho Cap. 394 – Gaspar Lourenço, da Maia
Cap. 240 – Gonçalo Enes Cap. 321 – Manuel Machado Cap. 395 – Da descendência do Capitão José do Ama-
Cap. 241 – Salvador Vicente Cap. 322– Nuno Álvares Pereira ral Vasconcelos, da Povoação
Cap. 242 – Agostinho de Seixas Cap. 323 – Manuel de Sousa Cap. 396 – Manuel de Fonte, de Vila Franca
Cap. 243 – Domingos Duarte Cap. 324– António Tavares Cap. 397 – Manuel Furtado, do Nordeste
Cap. 244 – Manuel Vieira Mourato Cap. 325 – Ambrósio de Aguiar Cap. 398 – João Curvelo da Silva, de Vila Franca
Cap. 245 – João Gonçalves Cap. 326 – Nuno Gonçalves Homem Cap. 399 – Domingos de Góis de Magalhães
Cap. 246 – Manuel Curvelo Romeiro Cap. 327 – António Alvares Cap. 400 – Manuel Guerreiro, de Vila Franca
Cap. 247 – Gonçalo Gonçalves Cap. 328– Braz Lopes Cap. 401 – Manuel Lopes Abalo
Cap. 248 – Gregório Nunes de Anoia Cap. 329– Roque Alvares Cap. 402 – Pedro Diniz, da Candelária
Cap. 249 – Afonso Gonçalves Cap. 330 – Ascêncio Alvares ou Gonçalves (?) Cap. 403 – Sebastião Fernandes, da Bretanha
Cap. 250 – João de Gouveia Cap. 331 – Manuel Correia Cansado Cap. 404 – Jerónimo Gonçalves
Cap. 251 – Pedro Roiz Ferraz Cap. 332– Gaspar Lopes Cap. 405 – Manuel Velho, da Vila da Lagoa
Cap. 252 – João Gonçalves Barroso Cap. 333– Margarida Vaz Cap. 406– João Furtado da Costa, de Ponta Garça
Cap. 253 – Manuel Pires Cap. 334 – Sebastião da Costa de Macedo Cap. 407 – Manuel Roiz Camilha
Cap. 254 – Henrique Ferraz Cap. 335 – Cristóvão Soares Cap. 408 – Francisco de Torres, da Achadinha
Cap. 255 – Gaspar Carneiro Cap. 336 – Braz Martins Cap. 409 – Manuel da Costa de Amaral
Cap. 256 – Baltazar Pires Cap. 337– João Rodrigues da Costa Cogumbreiro Cap. 410 – Bartolomeu Cabral, da Achadinha
Cap. 257 – Afonso do Cabo Cap. 338 – Domingos Vaz Leitão Cap. 411 – Manuel Carvalho Loução, do Nordesti-
Cap. 258 – Francisco naborges Cap. 339 – Ascêncio Fernandes nho
Cap. 259 – Pedro Coelho Pimentel Cap. 340– Manuel Pacheco de Aragão Cap. 412 – António Ledo de Paiva, dos Fenais da Aju-
Cap. 260 – Domingos Cansado Cap. 341 – António do Amaral Resendes da
Cap. 261 – António Rodrigues(segundo Cap. 413 – Belchior Gomes, das Feiteiras
Árvore de António Bot. de Sampaio Arruda)Cap. 342 – Pedro Fernandes Cap. 414 – António Gonçalves, da Bretanha
Cap. 262 – Francisco Gonçalves Machado Cap. 343 – António Roiz Cap. 415 – Jorge Afonso, da Relva
Cap. 263 – Cap. António Furtado de AlmeidaCap. 344 – Matias Rodrigues Cap. 416 – João Esteves, da Candelária
Cap. 264 – Pedro Fernandes Cap. 345 – João Lourenço
Cap. 346 – Pedro Fernandes Cap. 417 – António da Costa, das Feteiras ou da Can-
Cap. 265 – Nicolau Maria Caneva delária
Cap. 266 – José Pereira da Luz Cap. 347 – Domingos Pires Varejão
Cap. 348– João Fernandes de Freitas Cap. 418 – Manuel Teixeira, da Relva
Cap. 267 – Ambrósio Rodrigues Cap. 419 – António Pacheco de Araújo, de Água de
Cap. 268 – António Gonçalves Cap. 349 – Pedro Botelho
Pau
Cap. 269 – Gonçalo Roiz Rebelo ou Rabolo Cap.
(?) 350 – Manuel Furtado Perdigão Cap. 420 – Sebastião Roiz, da Ribeirinha
Cap. 270 – Manuel Raposo Cap. 351 – Marcos Fernandes Costa
Cap. 352 – Matias Gonçalves Cap. 421 – Simão de Sousa Vasconcelos
Cap. 271 – Álvaro Anes Cap. 422 – Manuel Fernandes, Tanoeiro em Santa
Cap. 272 – António Pereira de Sousa Cap. 353– João Rodrigues
Cap. 354– Aniceto José Ferreira Maria
Cap. 273 – Francisco Feijó Cap. 423 – Manuel de Fontes de Morais, de Santa Ma-
Cap. 274 – Miguel Correia Cap. 355– Tomé Vaz ou Roiz Pavão
ria
Cap. 275 – Francisco Mendes Revoredo Cap. 356 – Da descendência do Capitão Belchior Ro- Cap. 424 – Da descendência do Capitão António de
drigues Sousa Pavão
Cap. 276 – Gaspar Rodrigues Melo Cabral
Cap. 277 – Francisco Vaz Cap. 357 – Francisco Xavier Luís
Cap. 358 – António Ferreira Couto Cap. 425– Da descendência do Capitão António do
Cap. 278 – Pedro da Cunha Amaral de Vasconcelos, da Achadinha
Cap. 279 – Simão de Sousa Torrado Cap. 359– João Roiz
Cap. 426 – Tomé de Sousa
Cap. 280 – Manuel Fernandes de Alvedo Cap. 360 – Diogo Velho de Sousa Cap. 427 – Duarte Neumão
Cap. 280 – Manuel Fernandes de Alvedo Cap. 361 – Manuel Moreno Cap. 428 – Francisco Afonso
Cap. 281 – Diogo Gonçalves Cap. 362 – Rodrigo de Matos
Cap. 363– Belchior Barradas Tavares Cap. 429 – João da Silva
Cap. 282 – Amador Dias Cap. 430 – Francisco Curvelo
Cap. 283 – Domingos Dias Cap. 364 – Inácio Cordeiro
Cap. 365 – Cristóvão Pais Cabral Cap. 431 – Jorge Gonçalves
Cap. 284 – João Gonçalves Piquete Cap. 432 – André Luiz
Cap. 285 – Amador do Monte Cap. 366– Manuel de Paiva Rosário
Cap. 367 – Marquesa de Almeida Cap. 433 – Pedro Álvares de Sernache
Cap. 286 – Domingos Pires de Paiva Cap. 434 – João Luís, da Maia
Cap. 287 – Domingos Martins
Cap. 288 – Jerónimo de Teve
Cap. 289 – Francisco Afonso, da Praça
Cap. 290 – Afonso Enes do Couto
CAPÍTULO 1.º

DA DESCENDÊNCIA DE GONÇALO VAZ BOTELHO, O GRANDE

§ 1.º

1 - Gonçalo Vaz Botelho, o Grande, tronco dos Botelhos nos Açores, um dos mais antigos povoadores da ilha
de S. Miguel, para onde veio com sua mulher e alguns dos filhos por 1450 e tantos. Teve dadas de terras
em Rabo de Peixe, quarenta e cinco moios, que depois foram repartidos pelos filhos. Frutuoso diz não
saber o nome, nem a filiação da mulher (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXXIX e Felgueiras Gaio,
"Nobiliário", título "Botelhos", tomo VII, pág. 118).
Foram seus filhos:
2 - Nuno Gonçalves Botelho, que segue:
2 - Antão Gonçalves Botelho, segundo homem nasceu em S. Miguel (Frutuoso, Livro IV, Cap.º IV).
Ignora-se com quem casou, mas foi pai de:
3- Beatriz Gonçalves Botelho, casou com Pedro de Novais (Cap.º 14.º § 2.º N.º 2).
2 - Gonçalo Vaz Botelho, ou Andrinho, ou Sampaio, que segue no § 18.º.
2 - João Gonçalves Botelho, o Tosquiado, que segue no § 19.º.
2 - Francisco Gonçalves Botelho, a quem o irmão João Gonçalves deixou um legado no seu testamento
de 30. 6. 1513. Sem geração.
2 - Nuno Gonçalves Botelho, primeiro homem nasceu na ilha de S. Miguel. Foi Escudeiro e viveu em Rosto
do Cão. Fez vínculo das terras onde depois se construiu a ermida de Nossa Senhora da Vida, perto de Vila
Franca, por testamento de 13.10.1504 (Nota N.º 1). Casou com Catarina Rodrigues, a quem alguns
genealogistas acrescentam "Coutinho".
Tiveram:
3 - Jorge Nunes Botelho, que segue:
3 - Diogo Nunes Botelho, que foi Almoxarife e depois Contador da Fazenda nos Açores. Morou em
Rosto do Cão. Foi também Cavaleiro de Cristo e em 1526 foi ao Reino (Frutuoso, Livro IV, Cap.º
XLII). Casou com Isabel Tavares (Cap.º 45.º § 1.º N.º 3) e (Nota N.º 2).
Tiveram:
4- Simão Nunes Botelho, casou com Marquesa de Abreu, sobrinha do Mestre Gaspar, o Velho
(Nota N.º 2).
Tiveram:
5- Beatriz Tavares, freira em Vila Franca.
4- Manuel Nunes Botelho, casou com Maria, ou Hiliária, de Lemos.
Tiveram:
5- Margarida Botelho Cabral, ou Coutinho, casou com Gaspar do Rego Baldaia, ou Beliago
(Cap.º 18.º § 1.º N.º 4).
4- Jorge Nunes Botelho, Cavaleiro de Cristo com 20 mil reis tença. Morador em Rosto do Cão,
onde tinha grande pomar (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XLII) (Nota N.º 2). Casou com Jerónima
Lopes Moniz (Cap.º 19.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
5- Isabel Tavares, herdeira do vínculo instituído por sua avó Isabel Tavares. Casou com Pedro
de Faria (Cap.º 177.º § 1.º N.º 2). Sem geração.
5- Rui Tavares, que morreu estudante em Coimbra. Sem geração.
5- F......., freira em Vila Franca.
5- Catarina Botelho, herdeira dos vínculos dos pais, que constavam de umas casas e quinta em
Rosto do Cão. Moradora na Matriz de Ponta Delgada a 3.10.1651. Casou com Jácome Leite de
Vasconcelos (Cap.º 116.º § Único N.º 2).
4- Maria de S. João, freira em Santo André de Vila Franca.
4- Maria da Anunciação, freira em Vila Franca.
4- Isabel da Madre de Deus, idem.
3 - Beatriz Nunes Botelho, casou com Gonçalo Pedroso, cidadão do Porto, para onde foi morar.
Teve vários filhos, entre os quais:
4- Pedro Borges, Corregedor em Santarém e grande letrado. Morreu na Índia.
3 - Isabel Nunes Botelho, casou com Sebastião Barbosa da Silva (Cap.º 15.º § 1.º N.º 2).
3 - Margarida Nunes Botelho, que segue no § 17.º.
3- Jorge Nunes Botelho, sucessor dos vínculos, Cavaleiro Fidalgo, como consta do testamento da sogra.
Esteve em Tânger e Arzila em 1510 e 1511. Tirou Brazão de Armas dos Botelhos em 1533 (Vide
"Arquivo dos Açores", Vol. X, pág. 472). Casou com Margarida Travassos Cabral (Cap.º 33.º § 16.º N.º
5).
Tiveram:
4 - Nuno Gonçalves Botelho, que segue:
4 - Manuel Botelho Cabral, que foi Contador em S. Miguel por Carta Régia de 7.3.1573. Foi para a
Índia em 1568 ou 1570, com o Vice-Rei Luís de Atayde, de quem foi grande privado. Esteve no cerco
de Goa, em 1571, onde gastou muito da sua fazenda. Na Índia foi Escrivão da Matrícula e lá casou
com uma mulher muito rica, cujo nome se desconhece. Morreu na Índia, onde também foi Provedor.
Parece que deixou duas filhas:
5- Joana Coutinho.
5- Maria da Cruz (Nota N.º 3).
4 - André Botelho Cabral, Cavaleiro de Cristo por pelejar contra os franceses em 1574. Morreu solteiro
em Lisboa, em 1581 (Nota N.º 3).
Foi seu filho:
5- Feliciano Botelho Cabral, Fidalgo da Casa de El-Rei, que viveu em Cochim. Casou com
Joana Coutinho (Nota N.º 3).
4 - Guiomar Nunes Botelho, casou com Pedro Pacheco de Sousa (Cap.º 2.º § 1.º N.º 2).
4 - Roquesa Nunes Botelho, casou com Francisco do Rego e Sá (Cap.º 18.º § 1.º N.º 3). Sem geração.
4 - F......., casou com António Fernandes Bicudo (Cap.º 92.º § Único N.º 2).
4 - F........, casou com Fernão Correia de Sousa (Cap.º 85.º § 4.º N.º 2).
4- Nuno Gonçalves Botelho, Juiz dos Resíduos em S. Miguel e sucessor dos vínculos. Casou com sua
prima Isabel de Macedo (Cap.º 111.º § Único N.º 4).
Tiveram:
5 - Jorge Botelho, casou com Isabel de Sousa, filha de João Anes. Com geração.
5 - André Botelho, que foi para a Índia de Castela, onde andou em serviço do Rei. Diz Frutuoso ser ele o
Morgado na época em que escreve.
5 - Fernão de Macedo, o Esquerdo, que segue:
5 - Manuel Cabral Botelho, que segue no § 3.º.
5 - Pedro Botelho (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XCVII e "Arquivo dos Açores", Vol. II, pág. 389 e
seguintes; e Drumond, "Anais da Ilha Terceira", Tomo I, pág. 241). Casou com Leonor Vaz, da
Terceira, com geração na Vila da Praia, da Terceira.
5 - Jerónimo Botelho de Macedo, que segue no § 4.º.
5 - Guiomar Botelho, casou com João Mendes Pereira (Cap.º 5.º § 2.º N.º 1) (Nota N.º 4).
5- Fernão de Macedo Botelho, o Esquerdo, que esteve na Índia e foi partidário de António, Prior do
Crato, e depois de Filipe II (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XCVII e "Arquivo dos Açores", Vol. II, pág. 389 e
seguintes). Era Fidalgo e Cavaleiro do Hábito de Cristo (Nas Notas do tabelião Manuel Dias Ferreira,
Livro de 1612 e 1613), como consta de uma escritura de venda de 27.7.1613, onde diz que é morador na
sua quinta de Rosto do Cão (Nota N.º 5). Casou com Isabel de Melo, que morreu viúva a 11.5.1633 na
Matriz de Ponta Delgada (Cap.º 91.º § Único N.º 2).
Tiveram:
6 - Fernão de Macedo Botelho, que segue:
6- Fernão de Macedo Botelho, Fidalgo da Casa real, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 24.9.1597
(Nota N.º 6). Casou com Bárbara de Arruda (§ 20.º N.º 6).
Tiveram:
7 - Francisco de Arruda Botelho, que segue:
7 - André Botelho, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 11.4.1626. Foi para o Brasil, onde morreu
solteiro.
7- Fernão de Macedo, ou Botelho, Padre, beneficiado na Matriz de Vila Franca. Morreu a 19.12.1657,
com testamento aprovado a 16.12.1657.
7 - Pedro dos Mártires, franciscano da Província de S. João Evangelista das Ilhas dos Açores. Foi
baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 28.11.1628.
7 - Nicolau de S. Lourenço, franciscano e pregador. Foi pajem do 3.º Conde de Vila Franca, de 1640 a
1651 e foi preso em 1647 por ter cometido um assassinato.
Teve ainda uma filha natural:
7 - Cecília de S. José, freira em Santo André de Vila Franca.
7- Francisco de Arruda Botelho, Capitão-mor de Vila Franca. Baptizado na Matriz de Ponta Delgada a
16.2.1630. Morreu em S. Pedro de Vila Franca a 15.8.1695. Fez testamento com a mulher em 26.2.1695 e
edificou a ermida de Nossa Senhora da Vida, em Ponta Garça. Foi feito Fidalgo da Casa Real por alvará
de 30.1.1655. Casou na Maia com Maria Pacheco de Melo (Cap.º 29.º § 4.º N.º 6).
Tiveram:
8 - Fernão de Macedo Botelho, Capitão que segue:
8 - André Francisco Botelho de Arruda, Padre.
8 - Joaquim José Botelho.
8 - Fernão de Macedo Botelho, Capitão, nasceu em Vila Franca, em 1670 e já falecido à data do casamento do
filho, João Bento. Juntamente com sua mulher depôs no sumário ou inquérito sobre a vida do franciscano
Frei Manuel das Entradas, tendo os depoimentos sido feitos a 8.8.1669 na sua ermida de Nossa Senhora da
Vida, conforme menciona Frei Agostinho de Mont'Alverne nas suas Crónicas da Província de S. João
Evangelista das Ilhas dos Açores (Vol. II, pág. 397). Casou na Matriz de Vila Franca, a 17.7.1690, com
Teresa da Silveira e Medeiros (Cap.º 4.º § 12.º N.º 6).
Tiveram:
9 - João Bento Botelho de Arruda, que segue:
9 - Bento Belchior de Macedo, Padre.
9 - Francisco António Pacheco de Macedo, Padre, que construiu a ermida da Mãe de Deus, junto das
suas casas em Vila Franca. Fez testamento na mesma Vila a 25.10.1762 e aí morreu a 27.10.1762, na
freguesia Matriz, com 62 anos.
9 - Francisca Mariana, freira na Conceição de Ponta Delgada.
9 - Maria Rosa do Céu, idem.
9- João Bento Botelho de Arruda, Capitão-mor de Vila Franca, onde foi baptizado na Matriz a
29.6.1692. Morreu repentinamente a 14.1.1746 (Nota N.º 7). Casou na Matriz de Ponta Delgada, a
8.9.1717, com Maria Josefa da Câmara Quental (Cap.º 124.º § 1.º N.º 8).
Tiveram 15 filhos, dos quais apenas se mencionam:
10 - António José Botelho de Arruda, Capitão-mor de Vila Franca e morgado, que morreu solteiro. Em
1745 entrou na posse dos vínculos administrados pela Madre Filipa de S. José (§ 19.º N.º 9).
10 - Manuel José Botelho de Gusmão, que segue:
10 - Joaquim José Botelho de Arruda, ou de Gusmão, que segue no § 2.º.
10 - Manuel José Botelho de Gusmão, Sargento-mor de Vila Franca. Nasceu em S. Pedro de Vila Franca a
14.8.1735. Sucedeu nos vínculos do irmão e foi feito Moço Fidalgo da Casa Real a 27.5.1777. Já era
falecido à data do casamento da filha Micaela. Casou na Sé de André, a 4.1.1755, com Ana Josefa do
Amaral (Cap.º 407.º § Único N.º 4).
Tiveram:
11 - José Bento Botelho de Arruda Coutinho de Gusmão, que segue:
11 - António José Botelho de Arruda, Fidalgo da Casa Real em 21.12.1779. Ausentou-se.
11 - Bento Botelho de Arruda, Padre.
11 - Violante Querubina Botelho de Gusmão, nasceu a 22.2.1822 e baptizada na Matriz de Vila Franca.
Morreu em S. Roque a 24.12.1813. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 4.12.1787, com o Dr.
Caetano José de Mesquita (Cap.º 161.º § 4.º N.º 10), filho de João de Sousa Leite Coelho e Ana
Felícia Teresa.
11 - Micaela Eufrásia Clementina Botelho de Gusmão, baptizado em Ponta Garça e casou na Matriz de
Ponta Delgada, a 11.12.1787, com João António Vaz Carreiro Velho Cabral de Bettencourt (Cap.º
78, § 14.º N.º 11).
11 - Claudina Botelho de Gusmão, falecida a 27.5.1821. Casou com João Moreira da Câmara, em Santa
Cruz da Lagoa a 8.12.1782 (Cap.º 123, § 1.º N.º 8). Sem geração.
11 - Flora Jacinta Botelho de Gusmão, casou em S. Roque, a 3.9.1797, com João António Moniz
Pereira Camelo de Bettencourt (Cap.º 24.º § 25.º N.º 11).
11 - João Bento Botelho de Arruda, nasceu na Matriz de Vila Franca a 1.11.1771. Fidalgo da Casa Real
a 28.12.1775.
11 - José Bento Botelho de Arruda Coutinho de Gusmão, Capitão-mor de Vila Franca, Fidalgo Cavaleiro da
Casa Real a 16.6.1779 e Coronel de Milícias. Era Alferes quando casou. Nasceu em Ponta Garça a
28.12.1755 e morreu com testamento aprovado a 18.12.1810 e aberto a 14.7.1828. Casou na Matriz de
Vila Franca, a 29.6.1783, com sua prima Teresa Claudina Botelho de Gusmão (§ 2.º N.º 11).
Tiveram:
12 - Manuel José Botelho de Arruda Coutinho de Gusmão, que segue:
12 - António José Botelho de Arruda Coutinho de Gusmão (como consta do termo de casamento).
Morreu a 12.2.1864. Casou a primeira vez na ermida da Mãe de Deus, da Matriz de Vila Franca, a
23.6.1816, com Maria Isabel da Abadia do Rego e Sá Botelho (§ 7.º N.º 12). Com geração. Casou a
segunda vez com Maria dos Reis da Ponte, de quem não teve filhos.
12 - João Borges Botelho de Gusmão, nasceu na Matriz de Vila Franca a 10.6.1798 e casou em S. José
de Ponta Delgada, a 10.2.1850, com Maria Feliciana de Arruda (Cap.º 51.º § 2.º N.º 10). Sem
geração.
12 - Ana Felisberta Botelho de Gusmão, casou de 17 anos na Matriz de Vila Franca, a 20.5.1811, com
António Moreira da Câmara Coutinho de Melo Cabral, de Santa Cruz da Lagoa (Cap.º 123.º § 1.º
N.º 9).
12 - Maria Amália Botelho de Gusmão, que casou, a 29.6.1834, com seu cunhado António Moreira da
Câmara Coutinho de Melo Cabral (Cap.º 123.º § 1.º N.º 9).
12 - Arsénio José Botelho de Gusmão, nasceu na Matriz de Vila Franca a 20.8.1801. Casou em Santa
Cruz da Lagoa, a 6.3.1839, com Maria Carlota Moreira da Câmara (Cap.º 123.º § 1.º N.º 10). Sem
geração.
12 - Manuel José Botelho de Arruda Coutinho de Gusmão, nasceu na Matriz de Vila Franca a 15.6.1784. Foi
herdeiro dos vínculos e teve o foro de Fidalgo da Casa Real a 10.9.1843. Foi também Coronel de
Milícias em Vila Franca. Casou em S. José de Ponta Delgada, a 22.10.1804, com Josefa Vitória de
Bettencourt Soares de Albergaria (Cap.º 32.º § 2.º N.º 12).
Tiveram:
13 - Nuno Gonçalves Botelho de Arruda Coutinho de Gusmão, que segue:
13 - Jacinto Soares Botelho de Gusmão, nasceu na Matriz de Vila Franca a 16.5.1816. Teve o foro de
Fidalgo Cavaleiro da Casa Real a 9.11.1843. Casou em Ponta Garça, a 24.10.1881, com Maria
Isabel da Piedade (Cap.º 88.º § 3.º N.º 13).
Tiveram:
14 - Manuel Soares Botelho de Gusmão, casou em Ponta Garça, a 9.12.1876, com Maria da Glória
Botelho, filha de Manuel Francisco de Campos e Maria Ermelinda.
13 - Josefa Guilhermina Botelho de Gusmão, casou na Matriz de Vila Franca, a 24.1.1846, com
Francisco Gago da Câmara (Cap.º 53.º § 1.º N.º 11).
13 - Nuno Gonçalves Botelho de Arruda Coutinho de Gusmão, nasceu na Matriz de Vila Franca e aí faleceu
a 13.1.1879. Foi comendador de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Fidalgo Cavaleiro da
Casa Real a 9.11.1843. Foi o 1.º Visconde do Botelho. Casou na ermida de Nossa Senhora da Vida (o
termo está na Matriz de Vila Franca, a fls. 4 do Livro N.º 7), a 6.5.1844, com Rosa Isabel de Medeiros,
que morreu na Matriz de Vila Franca a 29.6.1895 (Cap.º 152.º § 3.º N.º 11).
Tiveram:
14 - José Bento Botelho de Gusmão, que segue:
14 - Ana Emília Botelho de Gusmão, nasceu a 16.5.1848 e casou na Matriz de Vila Franca, a 4.12.1879,
com José Honorato Gago da Câmara (Cap.º 53.º § 1.º N.º 13).
14 - Maria Amália Botelho de Gusmão, nasceu no Livramento a 19.6.1849 e casou com Leonel Tavares
do Canto Taveira (Cap.º 45.º § 1.º N.º 3).
14 - António Soares Botelho de Gusmão, nasceu na Matriz de Vila Franca a 20.2.1853. Casou na
Conceição da Ribeira Grande, a 10.1.1881, com Leopoldina Sofia Tavares do Canto Taveira (Cap.º
45.º § 1.º N.º 13).
Tiveram:
15 - Maria Leopoldina Tavares Botelho de Gusmão, casou com Artur Barbosa Severim (Cap.º 75.º
§ 2.º N.º 12).
14 - João Soares Botelho de Gusmão, nasceu a 5.4.1856 e faleceu em Vila Franca a 28.9.1896. Casou
em Lisboa, em Agosto de 1884, com sua sobrinha Laura Carlota Botelho de Gusmão (N.º 15 deste
§).
Tiveram:
15 - Maria Guilhermina Botelho de Gusmão, casou com o Dr. Albano de Gusmão Tavares do
Canto Taveira (Cap.º 45.º § 1.º N.º 14).
15 - Cecília Amália Botelho de Gusmão, casou com José Teixeira de Sousa.
Tiveram:
16 - Maria Joana Botelho de Gusmão Teixeira, casou com Carlos Neto Tavares do Canto
Taveira (Cap.º 45.º § 1.º N.º 15).
16 - Marta Maria Botelho de Gusmão Teixeira, casou com José Taveira. Com geração.
16 - José Teixeira de Sousa, casou com Isabel Maria Machado de Bettencourt Com geração.
16 - Alda Maria Botelho de Gusmão Teixeira, casou com João Antunes Furtado. Sem
geração.
16 - Arcádio Botelho de Gusmão Teixeira de Sousa, casou com Zulima da Ponte Couto. Com
geração.
15 - Laura Sofia Botelho de Gusmão, casou com Dr. Armando César Côrtes-Rodrigues (Cap.º
318.º § Único N.º 7).
15 - Sofia Amélia Botelho de Gusmão, casou com José Leão.
Tiveram:
16 - Laura Maria Botelho de Gusmão Leão, casou com Dr. Humberto Atayde Correia de
Medeiros (Cap.º 19.º § 1.º N.º 15).
15 - Isabel Berta Botelho de Gusmão, casou com Teotónio da Silveira Moniz (Cap.º 19.º § 5.º N.º
13).
14 - Manuel Soares Botelho de Gusmão, nasceu a 15.10.1858 e casou com Ana Júlia Amaral (Cap.º
263.º § 2.º N.º 6).
Tiveram:
15 - Maria Teresa de Amaral Botelho de Gusmão, casou com Fernando Ferin Coutinho (Cap.º
104.º § 3.º N.º 14). Faleceu a 5.6.1952.
15 - Manuel Nuno Botelho de Gusmão, herdeiro da casa de seu tio, o 1.º Conde do Botelho. Casou
com Maria Isabel Fernandes Gil (Cap.º 221.º § Único N.º 5).
Tiveram:
16 - Maria Isabel Botelho de Gusmão, casou com o Dr. Francisco Dias Sarreira, de Lisboa.
Com geração.
16 - Maria Teresa Botelho de Gusmão, casou com o Dr. Belmiro Guerra Santos, de Leiria.
Com geração.
Teve ainda o 1.º Visconde do Botelho o filho natural que reconheceu:
14 - Manuel José Botelho de Gusmão, Dr., bacharel em Direito e oficial do Ministério do Reino. Casou
com Guilhermina Amália dos Santos, de Lisboa, filha de Aniceto José dos Santos e Tomásia
Coutinho.
Tiveram:
15 - Nuno Gonçalves Botelho de Gusmão, médico, casou com Josefina Fernandes de Oliveira.
Com geração.
15 - Laura Carlota Botelho de Gusmão, que casou a primeira vez seu tio João Soares Botelho de
Gusmão (N.º 14 deste §). Casou a segunda vez com o António César Rodrigues, médico em
Vila Franca, viúvo de Maria Ernestina de Medeiros Côrtes (Cap.º 318.º § Único N.º 6).
Tiveram:
16 - Alice Carlota Botelho de Gusmão Rodrigues, casou com Alberto Lopes da Silva.
Tiveram:
17 - Ana Laura de Gusmão Rodrigues Lopes da Silva, casou com Bruno Tavares
Carreiro (Cap.º 324.º § 2.º N.º 7).
17 - Maria Eduarda de Gusmão Rodrigues Lopes da Silva, casou com Luís Augusto
Teixeira de Simas, filho do Dr. Augusto Botelho de Simas e Margarida de Faria
Lopes Teixeira. Com geração.
17 - António de Gusmão Rodrigues Lopes da Silva, que morreu solteiro.
17 - Maria Luísa de Gusmão Rodrigues Lopes da Silva. Solteira.
16 - Matilde Fernanda Botelho de Gusmão Rodrigues, casou com o Dr. António de Melo.
Tiveram:
17 - Margarida de Gusmão Rodrigues de Melo. Solteira.
14 - José Bento Botelho de Gusmão, 2.º Visconde e 1.º Conde do Botelho, senhor de casas do Botelho, na
freguesia do Livramento, e de Nossa Senhora da Vida, em Ponta Garça. Nasceu a 18.5.1847 na Matriz
de Vila Franca, onde morreu solteiro em 1919.

§ 2.º

10 - Joaquim José Botelho de Arruda, ou de Gusmão (do § 1.º). Nasceu em Vila Franca e foi herdeiro do
vínculo instituído por seu tio o Padre Francisco António Pacheco de Macedo e, por conseguinte,
proprietário da casa e ermida da Mãe de Deus, em Vila Franca casou em Rabo de Peixe, a 24.6.1765,
com Matilde Tomásia da Silveira (§ 9.º N.º 10).
Tiveram:
11 - Teresa Claudina Botelho de Gusmão, casou na Matriz de Vila Franca, a 29.6.1783, com José Bento
Botelho de Arruda Coutinho de Gusmão (§ 1.º N.º 11).
11 - João Bento Botelho de Arruda ou de Arruda Botelho de Gusmão que segue:
11 - João Bento Botelho de Arruda ou de Arruda Botelho de Gusmão, Capitão em Vila Franca, onde nasceu
na freguesia Matriz. Morreu de 70 anos, a 28.11.1840, em S. José de Ponta Delgada. Casou em S. Pedro
de Vila Franca, a 14.6.1790, com Branca Jacinta do Quental (Cap.º 270.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
12 - Fernando José Botelho de Gusmão, que segue:
12 - Maria Júlia Botelho de Gusmão, nasceu na Matriz de Vila Franca a 30.12.1794. Casou na Matriz de
Ponta Delgada, a 23.7.1821, com Manuel Raposo do Amaral Botelho (Cap.º 270.º § 1.º N.º 7).
12 - Violante Emília Botelho de Gusmão, faleceu em S. José de Ponta Delgada, com 52 anos, a
26.4.1853. Casou em S. José de Ponta Delgada, a 18.9.1818, com João Jacinto de Melo (Cap.º 27.º
§ 4.º N.º 10).
12 - Fernando José Botelho de Gusmão, também chamado Fernando de Macedo Botelho. Casou com Maria
José, de nacionalidade inglesa, faleceu em S. José de Ponta Delgada, com 90 anos, a 16.10.1875.
Tiveram:
13 - Arabela Adelaide Botelho de Gusmão, que segue:
13 - Arabela Adelaide Botelho de Gusmão, que foi para o Brasil com o marido e os filhos, fixando residência
em Pernambuco. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 22.2.1843, com António Afonso Moreira (Cap.º
232.º § Único N.º 6).

§ 3.º

5- Manuel Cabral Botelho (do § 1.º) (Nota N.º 5). Casou com Inês Ferreira (Cap.º 88.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
6 - Catarina de Sampaio, que segue:
6- Catarina de Sampaio, que se chamou também Catarina Botelho (Nota N.º 5).
Ignora-se com quem casou, mas sabe-se que foi mãe de:
7 - Mariana de Luna, que segue:
7- Mariana de Luna, que em 1623 vivia em Ponta Delgada com seu marido Manuel da Mota Fonseca
(Cap.º 4.º § 1.º N.º 5) (Nota N.º 5).

§ 4.º
5- Jerónimo Botelho de Macedo (do § 1.º), foi o 6.º filho de seus pais e morreu (Nota N.º 29) com 80
anos, em S. Roque, a 2.6.1625. Casou em S. Miguel com Guiomar Faleiro Cabral (Cap.º 31.º § único N.º
5).
Tiveram:
6 - André Gonçalves de Sampaio, Licenciado que segue:
6 - Gonçalo Vaz Botelho, Capitão que segue no § 6.º.
6 - Jerónimo Botelho de Sampaio, Capitão que segue no § 10.º.
6 - Jorge Nunes Botelho (Nota N.º 8). Casou em S. Roque, a 14.2.1624, com Isabel da Costa Pimentel
(Cap.º 9.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
7 - Manuel Botelho, Casou em S. Roque, a 9.9.1647, com Maria da Costa (Cap.º 290.º § Único N.º 5).
6 - Isabel de Macedo, ou Cabral Botelho, nasceu em S. Roque, onde casou a primeira vez, a 24.12.1631,
com Jerónimo de França Tavares (Cap.º 45.º § 4.º N.º 6). Casou a segunda vez na Matriz de Ponta
Delgada, a 26.6.1636, com Manuel de Sousa Tavares (Cap.º124.º § 2.º N.º 4).
Teve ainda o filho ilegítimo:
6 - Pedro Botelho Dutra, ou de Macedo, que depois de casou foi morar para Vila Franca. Casou no
Nordeste, a 7.5.1614, com Margarida de Simas (Cap.º 186.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
7 - João de Simas Botelho, Padre, beneficiado na Matriz de Vila Franca. Fez testamento aprovado em
Vila Franca a 8.11.1656. Faleceu a 5.6.1697, sepultado no Convento de Santo André.
7 - Dionísio Botelho de Macedo Dutra, escrivão em Vila Franca, que a 3.2.1676, juntamente com sua
mulher, dotou sua filha Guiomar de S. Luís para professar no Convento de Santo André da mesma
Vila. Casou na Matriz de Vila Franca, a 5.5.1653, com Beatriz Coutinho (Cap.º 23.º § 3.º N.º 6).
Tiveram:
8 - Guiomar de S. Luís, freira no Convento de Santo André em Vila Franca.
8 - Pedro Botelho de Macedo, sepultado em Santo André de Vila Franca. Casou na Matriz de Vila
Franca, a 2.1.1689, com Teresa de Sousa, filha de Manuel Rodrigues Piques e Maria de Sousa,
moradores na Matriz de Vila Franca. Esta Teresa casou segunda vez na mesma Matriz, a
26.7.1707, com Manuel Furtado Raposo, de Ponta Garça, filho de João de Fontes, falecido, e
Bárbara Furtado.
Teve geração do segundo casamento.
8 - Doroteia de Macedo Coutinho, casou na Matriz de Vila Franca, a 5.7.1683, com o Capitão
Manuel do Rego Vasconcelos (Cap.º 19.º § 9.º N.º 7).
8 - João de Simas Botelho, Padre beneficiado em S. Miguel Vila Franca.
6- André Gonçalves de Sampaio, Licenciado, também conhecido por André Botelho de Sampaio,
nasceu em S. Roque em 1582. Teve Brazão de Armas dos Botelhos a 1.8.1645 (Vide "Arquivo dos
Açores", Vol. X, pág. 441). Fez testamento de mão comum com sua mulher a 12.6.1650 e morreu na
Matriz de Ponta Delgada a 4.12.1650. Foi administrador da fazenda de seu tio André Gonçalves de
Sampaio, o Congro, como se vê de uma escritura de 18.10.1640, em Vila Franca, nas Notas do tabelião
Jerónimo da Fonseca (Nota N.º 9). Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 5.10.1626, com Maria Pacheco
de Sousa (Cap.º 2.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
7 - António Botelho de Sampaio, que segue:
7 - Maria Pacheco de Sampaio, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 6.4.1631. Casou a primeira vez na
mesma Matriz, a 21.1.1655, com o Mestre de Campo Francisco de Bettencourt e Sá (Cap.º 85.º § 2.º
N.º 6), e a segunda vez com António Moreira de Sousa.
7 - Isabel Botelho de Sampaio, baptizada a 12.7.1627 na Matriz de Ponta Delgada. Morreu na Matriz da
Ribeira Grande a 1.7.1708, tendo vinculado com seu marido por testamento aprovado a 17.9.1699.
Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 4.3.1648, com Pedro da Ponte Raposo Bicudo (Cap.º 27.º § 10.º
N.º 7).
Supõe-se que, de Maria dos Santos, tenha havido a filha ilegítima:
7 - Guiomar de Sampaio, casou em S. Roque, a 3.7.1649, com Manuel Botelho de Freitas (Cap.º 348.º §
1.º N.º 2) e (Nota N.º 9).
7- António Botelho de Sampaio, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 20.4.1629. Foi Capitão e
exerceu o cargo de Sargento-mor da Ribeira Grande. Morreu a 21.5.1698 na Matriz da Ribeira Grande.
Instituiu vínculo por testamento aprovado a 24.4.1698, deixando a terça a seu filho Jerónimo. Foi ao Faial
e à Graciosa vender certos bens que herdara de sua avó materna Inês Ferreira de Azevedo, à qual tinham
cabido na meança de seu primeiro marido António de Brum, o Velho (Cap.º 109.º § Único N.º 2). Casou
na Matriz da Ribeira Grande, a 10.6.1660, com Guiomar de Arruda (§ 6.º N.º 7).
Tiveram:
8 - André Botelho de Sampaio, Capitão que segue:
8 - Jerónimo Botelho de Macedo, Capitão que segue no § 5.º.
8 - Manuel de Sampaio Botelho, falecido à data do testamento do pai e casou em Rabo de Peixe, a
29.4.1685, com Maria Tavares (Cap.º 187.º § 4.º N.º 5).
8 - Teodoro Botelho de Sampaio, que estava ausente no Brasil à data do testamento do pai, o qual deixou a
terça ao filho Jerónimo para a gozar enquanto este filho Teodoro não regressasse a S. Miguel. Casou
em S. Pedro da Ribeira Grande, a 17.4.1701, com Maria de Pimentel (Cap.º 429.º § Único N.º 4).
Tiveram:
9 - Guiomar Botelho de Arruda, casou na Conceição da Ribeira Grande, a 10.3.1726, com o Capitão
Miguel Tavares do Amaral (Cap.º 382.º § 1.º N.º 5).
8 - Ana de Santo António, freira no Convento de Jesus da Ribeira Grande.
8 - José de Jesus, franciscano, que consta do testamento do pai.
8 - Francisco, frei, idem.
8 - Maria do Espírito Santo, freira na Ribeira Grande.
8- André Botelho de Sampaio, Capitão morador na Matriz da Ribeira Grande. Casou na Matriz da
Ribeira Grande, a 25.7.1683, com Isabel Pacheco da Silveira, ou da Ponte (Cap.º 133.º § 6.º N.º 6).
Tiveram:
9 - Clara Maria da Silveira Botelho, que segue:
9- Clara Maria da Silveira Botelho, baptizada na Matriz da Ribeira Grande, vila onde fez testamento a
3.5.1750. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 6.12.1706, com Manuel de Sousa Correia Estrela (Cap.º
130.º § 2.º N.º 6).

§ 5.º

8- Jerónimo Botelho de Macedo Capitão (do § 4.º), baptizado na Matriz da Ribeira Grande a 26.3.1663.
Casou a primeira vez na Matriz da Ribeira Grande, a 15.12.1695, com Bárbara de Arruda, ou de Burmão,
ou de Gusmão (§ 6.º N.º 8). Casou a segunda vez na Matriz da Ribeira Grande, a 22.11.1706, com Ana
Francisca da Silveira, baptizada na Horta, ilha da Faial. (Cap.º 115.º § Único N.º 8).
Teve do 2.º casamento:
9 - Jerónimo Botelho de Sampaio, que segue:
9 - Ana Luzia da Silveira, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 8.9.1729, com o Dr. Luís Leite de Arruda
e Sá (§ 6.º N.º 9).
9 - Rosa Joana da Silveira, nasceu na Matriz da Ribeira Grande e casou na Matriz de Ponta Delgada, a
26.2.1739, com José de Brum Terra, da ilha do Faial, filho do Capitão António de Brum Terra e Maria
Antónia de Benevides.
Tiveram:
10 - Cosme de Brum Terra da Silveira, falecido com 70 anos em S. Pedro de Ponta Delgada, a
7.8.1815. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 11.4.1763, com Rosa Maria da Silva, faleceu
com 70 anos, a 28.10.1811, em S. Pedro de Ponta Delgada, filha de José Pacheco da Mota e
Maria do Nascimento.
Tiveram:
11 - Teresa Jacinta de Brum da Silveira Terra, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 9.7.1787,
com Pedro José Garcia Pereira (Cap.º 342.º § Único N.º 7).
11 - Ana Joaquina de Brum Terra, casou em Rabo de Peixe, a 20.3.1805, com o Capitão Adriano
José de Medeiros Calisto (Cap.º 310.º §1.º N.º 6).
9- Jerónimo Botelho de Sampaio, nasceu na Matriz da Ribeira Grande a 15.12.1718. Casou na
Conceição da Ribeira Grande, a 22.10.1754, com Josefa Rosa, filha de Manuel Cabral Filipe e Sebastiana
de Sousa.
Tiveram:
10 - Ana Francisca da Silveira, que segue:
10 - Catarina Mariana Botelho da Silveira, que fez testamento a 19.8.1806 e morreu na Matriz da Ribeira
Grande a 1.7.1812. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 20.1.1779, com Jerónimo José Álvares
Monteiro, filho do Dr. Miguel José Álvares, e Antónia Maria de Santiago, naturais de Pinhel.
10 - António Botelho de Sampaio, morador na Terceira em 1770, como consta de um termo de escritura
de venda. Nasceu na Matriz da Ribeira Grande a 19.9.1757 e morreu solteiro em 1798.
10 - Ana Francisca da Silveira, casou com o Dr. José Patrício de Mendonça, natural de Angra.
Tiveram:
11 - Sebastião Teixeira Carrascosa, Major reformado, solteiro. Sem geração.
11 - Joaquim Mendes de Brito, que segue:
11 - Jerónimo Botelho de Melo Sampaio e Brito, que morreu solteiro. Sem geração.
11 - Ana Augusta Mendes de Brito, casou com Bernardo Homem da Costa Noronha, da Terceira, filho
de Manuel Inácio de Noronha e Ana Rita de Magalhães. Com geração. (Vide Eduardo de Campos,
"Nobiliário da Ilha Terceira", Título "Noronhas", § 2.º N.º 8).
11 - José Patrício de Mendonça, faleceu solteiro. Sem geração.
11 - Joaquim Mendes de Brito, de Angra. Casou com Teresa Genoveva.
Tiveram:
12 - Teresa Genoveva de Brito, que segue:
12 - Jerónimo Botelho de Brito, solteiro.
12 - Teresa Genoveva de Brito, casou com Francisco José de Meneses Carvalho.

§ 6.º

6- Gonçalo Vaz Botelho, Capitão (do § 4.º), nasceu em S. Roque em 1590. Casou em S. Roque, a
15.11.1622, com Ana da Costa de Arruda (Cap.º 18.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
7 - Nicolau da Costa Botelho de Arruda, Capitão, que segue:
7 -Jerónimo Botelho de Macedo, Capitão, morador na Ribeira Grande. Casou na Matriz da Ribeira
Grande, a 22.1.1643, com Úrsula de Burmão, ou de Gusmão (Cap.º 27.º § 10.º N.º 6).
Tiveram:
8 - Luís Lodolfos de Brumão, ou Luís Dolfos de Gusmam (sic no termo de casamento). Provedor dos
Resíduos (Vide Livro II da Câmara Municipal de Ponta Delgada, fls. 239 v. e 342). Casou na
Matriz de Ponta Delgada, a 15.2.1694, com Maria Coutinho (Cap.º 19.º § 1.º N.º 6). Sem geração.
8 - Bárbara de Arruda, ou de Brumão, ou de Gusmão. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a
15.12.1695, com o Capitão Jerónimo Botelho de Macedo (§ 5.º N.º 8).
8 - Ana de Brumão, ou de Gusmão Botelho, nasceu a 7. 6.1660 e faleceu a 11.6.1751. Casou na Matriz
da Ribeira Grande, a 28.7.1683, com Gaspar de Medeiros da Câmara, ou de Sousa (Cap.º 11.º § 1.º
N.º 5).
7 - Maria de Arruda Coutinho, casou na Matriz da Ribeira Grande, 2.1.1664, com o Capitão Vicente Anes
Bicudo (Cap.º 79.º § Único N.º 6).
7 - Guiomar de Arruda, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 10.6.1660, com o Capitão António Botelho
de Sampaio (§ 4.º N.º 7).
7 - Bárbara Botelho de Arruda, nasceu em S. Roque em 1640. Casou a primeira vez na Matriz de Ponta
Delgada, a 30.10.1661, com Miguel Rodrigues Barreto, da freguesia da Sé, de Viseu, filho de Diogo da
Costa e Maria Rodrigues. Casou a segunda vez em S. José de Ponta Delgada, a 19.10.1683, com
Amaro Pais, Capitão e Cavaleiro de Cristo, natural de Camarate, filho de Francisco Pais de Bulhões a
Ana Jorge. Amaro Pais, de Camarate, e sua mulher Bárbara de Arruda, viviam ainda em Fevereiro de
1708, como consta de uma escritura de venda nas Notas do tabelião João Pereira.
7 - António do Rego e Sá, ou António Botelho, Capitão, morador em Rabo de Peixe. Morreu na Matriz de
Vila Franca a 20.6.1676, tendo casou a primeira vez em Rabo de Peixe, a 2.4.1663, com Ana de Sousa
(Cap.º 152.º § 1.º N.º 6) e a segunda vez na Matriz de Vila Franca, a 11.12.1675, com Isabel de
Medeiros Araújo, morador na Matriz de Vila Franca.
7 - André de Sampaio, nasceu em S. Roque em 1639. Fez testamento a 5.4.1719 em Itú, no Brasil, onde
morreu. Casou em S. Paulo, Brasil, em 1665, com Ana de Quadros (Cap.º 79.º § Único N.º 7). Com
geração no Brasil. (Vide Silva Leme, "Genealogia Paulistana", Vol. IV, pág. 71 e seguintes, e "Revista
do Instituto de Estudos Genealógicos de S. Paulo", N.º 2, pág. 152 e seguintes).
7 - Francisco de Arruda Botelho, nasceu na Ribeira Grande e faleceu em Paranaíba, Brasil, em 1684, onde
testou a 5.3.1684. Casou em S. Paulo com Maria de Quadros (Cap.º 79.º § Único N.º 7). Com geração
no Brasil. (Vide Silva Leme, "Genealogia Paulistana", Vol. IV, pág. 1 e seguintes, e "Revista do
Instituto de Estudos Genealógicos de S. Paulo", N.º 2, pág. 242 e seguintes).
7 - Sebastião de Arruda Botelho, nasceu em 1642 e casou em S. Paulo com Isabel de Quadros (Cap.º 79.º
§ Único N.º 7). Com geração no Brasil. (Vide Silva Leme, "Genealogia Paulistana", Vol. IV, pág. 108
e seguintes, e a dita "Revista ", N.º 2, pág. 255 e seguintes, e ainda "Anuário Genealógico Brasileiro,
de Salvador Moya", Vol. I, pág. 180).
7 - Manuel de Jesus, franciscano.
7 - João de Macedo Botelho, Padre.
7 - Manuel de S. José, frei.
7- Nicolau da Costa Botelho de Arruda, Capitão, baptizado na Matriz da Ribeira Grande a 9.11.1632 e
morador nas Calhetas. Casou a primeira vez em Rabo de Peixe, a 22.11.1658, com Inês Tavares de Melo
(Cap.º187.º § N.º 4), e a segunda vez em S. Pedro da Ribeira Seca, a 26.1.1701, com Ângela de Sampaio,
viúva de José Moniz Carneiro.
Teve do 1.º casamento:
8 - Maria de Arruda, que fez testamento de mão comum com seu marido, aprovado na Ribeira Grande, a
3.7.1730 e aberto a 20.2.1731. Casou em Rabo de Peixe, a 6.1.1680, com Manuel Pacheco Botelho
(Cap.º 51.º § 2.º N.º 6).
8 - Francisco de Arruda e Sá, que segue:
8 - António do Rego e Sá, Capitão, que segue no § 7.º.
8 -Maria de Frias Tavares, de Rabo de Peixe, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 4.3.1719, com
Bartolomeu Rodrigues Piques, filho de Manuel Rodrigues Piques e Maria Ferreira.
Tiveram:
9 - Manuel Botelho de Frias, casou na Matriz da Ribeira Grande, em 1766, com Rosa Margarida
Jácome (Cap.º 27.º § 17.º N.º 8).
8 - Jerónimo Tavares de Arruda, Capitão, que segue no § 9.º.
8- Francisco de Arruda e Sá, Capitão-mor da Ribeira Grande e Cavaleiro Fidalgo da Casa Real por
alvará de 26.1.1712. Nasceu em Rabo de Peixe a 21.2.1676. Juntamente com sua mulher institui vínculo
para seu filho António, do qual faziam parte a casa e ermida de Nossa Senhora dos Prazeres, do Pico da
Pedra, e a casa, quinta e ermida de S. Vicente, na Ribeira Grande (Nota N.º 10). Casou no Brasil com
Mariana Leite, filha de Manuel de Borba Gato, Tenente-General em S. Paulo, originário da Terceira e
célebre bandeirante, e de sua mulher Maria Leite, filha de Fernão Dias Pais Leme, descobridor das minas
de esmeraldas do Brasil, e de Maria Garcia Betimorreu
Tiveram:
9 - António Botelho de Sampaio Arruda, Capitão, que segue:
9 - Manuel de Sampaio Arruda e Sá, nasceu no Rio das Velhas, em Minas Gerais, onde foi baptizado a
16.8.1706. Foi feito Escudeiro e Fidalgo Cavaleiro da Casa Real a 13.11.1713. Casou na Matriz da
Ribeira Grande, a 5.1.1729, com Brízida Rosa de Bettencourt (Cap.º 45.º § 2.º N.º 9).
Tiveram:
10 - Mariana Jacinta de Sampaio Taveira de Bettencourt, casou na Matriz de Ponta Delgada, a
1.1.1743, com o Capitão António Borges de Bettencourt (Cap.º 73.º § Único N.º 5).
10 - Margarida Inácia, freira no Convento de Santo André de Ponta Delgada.
10 - Joana Tomásia, idem.
9 - Luís Leite de Arruda e Sá, Dr., nasceu na freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso, da Vila de
Pindamonhangaba, no Brasil. Foi Escudeiro e Fidalgo Cavaleiro da Casa Real a 30.11.1713 e Juiz dos
Órfãos na Ribeira Grande. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 8.9.1729, com Ana Luzia da Silveira
(§ 5.º N.º 9).
Tiveram:
10 - Margarida Josefa Botelho, casou em S. Roque, a 4.8.1745, com Francisco do Canto Sampaio
Borges (Cap.º 17.º § 2.º N.º 7).
10 - Cosme José Botelho de Arruda ou Cosme de Brum da Silveira, baptizado em S. Pedro de Ponta
Delgada e casou na Rosário Lagoa, a 8.10.1761, com Rosa Jacinta de Mendonça (Cap.º 426.º §
Único N.º 6). Sem geração.
Quando estudante em Coimbra teve o Dr. Luís Leite de Arruda e Sá, de Josefa Baptista, daquela
cidade, a seguinte filha ilegítima:
10 - Josefa Joaquina Leite, natural de Coimbra, casou com Julião Paiva Benevides (Cap.º 131.º § 7.º
N.º 7).
9 - Ana Úrsula Botelho de Arruda Leite, faleceu a 6.12.1796 e casou na Conceição da Ribeira Grande, a
23.7.1730, com Francisco Tavares Homem Brum da Silveira (Cap.º 45.º § 1.º N.º 9).
9 - Inácio Botelho, Frei, graciano.
9 - Teresa de Santa Clara, freira na Ribeira Grande.
9 - Maria da Piedade, ou da Trindade, freira na Ribeira Grande, que testou a 11.8.1725, antes de professar,
e vinculou para seu irmão António.
9- António Botelho de Sampaio Arruda, Capitão, baptizado em Santo António do Bom Retiro, em
Minas Gerais, Brasil, a 18.4.1705. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e herdeiro do morgado instituído pelos
pais. Foi morador na Ribeira Grande e tirou Carta de Brazão de Armas em 20.6.1747. Casou a 1.ª vez na
Fajã de Baixo, a 4.10.1724, com Francisca Caetana da Câmara Bettencourt (Cap.º 97.º § 7.º N.º 8). Casou
a 2.ª vez em Rabo de Peixe, a 6.4.1752, com Catarina Felícia da Câmara (Cap.º 53.º § 1.º N.º 8).
Teve do 1.º casamento:
10 - Francisco José Botelho de Sampaio Arruda, que segue:
10 - Ana Jacinta Botelho da Câmara Bettencourt, nasceu na Matriz da Ribeira Grande a 30.11.1728 e
casou na mesma Matriz, a 21.7.1745, com Guilherme Fisher Borges Rebelo (Cap.º 117.º § Único N.º
4).
10 - Jorge Nunes Botelho, casou na Conceição da Ribeira Grande, a 8.1.1775, com Joana Vicência
Leonor do Rego Quintanilha (Cap.º 23.º § 2.º N.º 9).
10 - João António Botelho, Padre
10 - José Inácio Botelho, Padre
10 - Vicente dos Prazeres, Frei.
10 - Teresa de Jesus, freira no Convento de Santo André de Ponta Delgada.
10 - Joana Úrsula, idem.
10 - Eugénia da Trindade, idem.
10 - Luzia Antónia, idem.
10 - Jerónima Vicência, idem.
10 - Antónia Francisca, idem.
10 - Maria Margarida, idem.
10 - Jerónimo Botelho de Sampaio, ou do Rego Borges, nasceu em Rabo de Peixe a 29.6.1748 e casou em
S. Pedro da Ribeira Grande, a 19.1.1775, com Luísa Flora do Rego Quintanilha, ou Durpoint (Cap.º
23.º § 2.º N.º 9).
Tiveram:
11 - Teresa Joaquina Botelho, nasceu a 2.11.1775 e casou na Matriz de Ponta Delgada, a 3.10.1811,
com seu primo Guilherme Fisher (Cap.º 117.º § Único N.º 5).
11 - Margarida Maria, nasceu a 23.10.1786 e faleceu a 6.1.1860, tendo sido Abadessa em Santo
André de Ponta Delgada.
11 - Ana Matilde Botelho de Sampaio, nasceu a 1.11.1798 e faleceu a 28.7.1872. Casou na
Conceição da Ribeira Grande, a 8.2.1838, com José Luciano Soares do Rego Calisto (Cap.º
310.º § 1.º N.º 6). Sem geração.
10 - Francisco José Botelho de Sampaio Arruda, administrador dos vínculos. Nasceu na Matriz da Ribeira
Grande a 17.5.1727, Escudeiro e Fidalgo Cavaleiro da Casa Real por alvará de 2.5.1818. Casou na Maia,
a 1.6.1767, com Isabel Inácia Xavier da Câmara (Cap.º 29.º § 3.º N.º 9).
Tiveram o filho único:
11 - António Francisco Botelho de Sampaio Arruda, que segue:
11 - António Francisco Botelho de Sampaio Arruda, morgado, nasceu na Matriz da Ribeira Grande a
4.8.1768 e aí morador. Morreu na Matriz de Ponta Delgada a 6.4.1846. Casou quatro vezes: a 1.ª no
Faial com Francisca Úrsula Berquó da Câmara Corte-Real (Cap.º 118.º § Único N.º 5), s. g. deste
casamento; a 2.ª vez na Matriz de Ponta Delgada, a 23.1.1792, com Ana Claudina Micaela do Canto
Medeiros Costa e Albuquerque (Cap.º 11.º § 5.º N.º 9). Era Alferes quando casou a 2.ª vez. Casou a 3.ª
vez na Matriz de Ponta Delgada, a 23.10.1797, com Inês Máxima da Câmara; e a 4.ª vez, a 25.4.1816,
com sua cunhada Margarida Ricarda da Câmara, irmã de sua 3.ª mulher (Cap.º 82.º § 3.º N.º 10).
Teve do 2.º casamento:
12 - Margarida Isabel Botelho, nasceu em Outubro de 1793 na Matriz da Ribeira Grande e faleceu a
31.5.1827. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 19.11.1810, com José Caetano Dias do Canto e
Medeiros (Cap.º 27.º § 12.º N.º 11).
Teve do 3.º casamento
12 - Isabel Botelho, nasceu a 22.7.1798, faleceu solteira a 19.5.1865.
12 - Francisca Vicência Botelho, nasceu na Matriz da Ribeira Grande a 20.3.1799 e faleceu a
31.10.1865. Casou com José Caetano Dias do Canto e Medeiros, seu cunhado (Cap.º 27.º § 12.º N.º
11).
12 - Maria Ricarda Botelho, nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 21.2.1800. Casou a 1.ª vez na Matriz
de Ponta Delgada, a 17.10.1814, com Pedro Jácome Correia Raposo de Atouguia (Cap.º 27.º § 13.º
N.º 11). Casou 2.ª vez em S. Pedro de Ponta Delgada, a 26.6.1839, com seu cunhado Francisco
Xavier Jácome Correia, de quem não teve geração.
12 - Ana Claudina Botelho, nasceu a 8.2.1801 na Matriz de Ponta Delgada e faleceu solteira a 3.5.1876.
12 - Francisco Botelho de Sampaio Arruda, que segue:
12 - António Botelho, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 10.10.1838, com Maria Teresa Jácome
Correia (Cap.º 27.º § 13.º N.º 11). Morreu a 13.2.1839. Sem geração.
12 - Úrsula Isabel Botelho, faleceu solteira a 16.8.1870.
12 - Júlia Amália Botelho, nasceu a 1.10.1806 e faleceu solteira a 22.6.1869.
Teve do 4.º casamento:
12 - Maria Augusta Botelho, nasceu a 17.1.1817 e faleceu na Matriz de Ponta Delgada a 24.3.1902.
Casou, a 22.1.1851, com o Major Luís de Bettencourt Atayde Corte-Real (Cap.º 19.º § 2.º N.º 11).
12 - Mariana Teresa Botelho, nasceu a 5.8.1819 na Matriz de Ponta Delgada, casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 30.6.1842, com seu sobrinho José Jácome Correia (Cap.º 27.º § 13.º N.º 12). Sem
geração.
12 - Francisco Botelho de Sampaio Arruda, nasceu em 1802 e faleceu em 1843, ainda em vida de seu pai.
Casou a 1.ª vez com Francisca Odorica Pacheco de Castro e a 2.ª vez em S. Pedro de Ponta Delgada, a
16.11.1835, com Caetana Honorata Pacheco de Castro, sua cunhada (Cap.º 29.º § 3.º N.º 11).
Teve do 2.º casamento:
13 - António Botelho de Sampaio Arruda, que segue:
13 - Maria Teodora Botelho, nasceu a 29.12.1840. Por morte de seu irmão foi herdeira da casa vincular.
Casou a 1.ª vez em S. Pedro de Ponta Delgada, a 19.4.1857, com seu primo Honorato do Canto
(Cap.º 27.º § 12.º N.º 12). Casou 2.ª vez em S. Pedro de Ponta Delgada, a 8.2.1871, com seu primo
Pedro Vaz Pacheco de Castro (Cap.º 29.º § 3.º N.º 12).
13 - António Botelho de Sampaio Arruda, último administrador dos vínculos. Nasceu a 7.9.1839 e faleceu
solteiro a 25.5.1870. Sem geração.

§ 7.º

8- António do Rego e Sá, Capitão (do § 6.º), baptizado em Rabo de Peixe a 16.2.1667. Instituiu vínculo
com sua 2.ª mulher a 12.11.1731. Por 9.040.340 reis comprou um vínculo que em S. Miguel possuía Pedro
de Sousa Castelo Branco (Cap.º 6.º § 1.º N.º 5), instituído pelo bacharel João Gonçalves e do qual
constavam uma casa e quinta em Rabo de Peixe. Morreu na Conceição da Ribeira Grande a 28.5.1734.
Casou a 1.ª vez no Brasil com Sebastiana Pais, brasileira, que morreu no mar em viagem do Brasil para S.
Miguel, em 1709, filha do Capitão Simão Ferreira Delgado, Comendador da Ordem de Cristo, e de Isabel
Pais da Silva. Ambos traziam mais de cem mil cruzados em ouro e moeda. Casou 2.ª vez nos Fenais da
Luz, a 4.2.1717, com Rosa Pais da Silva, sobrinha da 1.ª mulher, filha de João da Silva Rebelo, de Vila
Rica, Portugal, e de Isabel Pais, do Brasil. Morreu a 22.12.1735 na Conceição Ribeira Grande. O termo
deste 2.º casamento está também lançado no Livro 4.º da Conceição da Ribeira Grande, dizendo que
casaram na igreja da Boa Viagem, das Calhetas, e que o vigário de Rabo de Peixe não lançou o termo por
esquecimento (Nota N.º 11).
Não houve geração do 1.º casamento, mas do 2.º casamento:
9 - Caetano do Rego e Sá, que segue:
9 -Rosa Joaquina do Rego e Sá, ou Rosa Margarida Leite de Sampaio, casou em S. José de Ponta Delgada,
a 1.5.1741, com João Bernardo Soares de Sousa Albuquerque (Cap.º 32.º § 4.º N.º 9).
9 -Maria Rita de Arruda do Rego Sá, casou em S. José de Ponta Delgada, a 21.9.1732, com Domingos
José de Albuquerque (Cap.º 11.º § 5.º N.º 7).
9 -Vicente do Rego Botelho, que vinculou os seus bens para seu sobrinho José Inácio de Albuquerque de
Arruda Coutinho (Cap.º 11.º § 5.º N.º 8).
9 - Antónia Maurícia do Rego, freira, que igualmente vinculou os seus bens para seu sobrinho José Inácio
de Albuquerque, filho de sua irmã Maria Rita.
9 - Duarte de Sá, Frei, graciano.
9 - Clara de S. Lourenço.
9 - Inês da Glória.
9 - Josefa do Rego.
O Capitão António do Rego e Sá teve ainda, antes de casar, os dois filhos naturais que segue:
9 - António do Rego e Sá, Alferes, que segue no § 8.º.
9 -Antónia do Rego e Sá, baptizado em Rabo de Peixe e casou na Conceição da Ribeira Grande, a
18.1.1734, com o Tenente Manuel da Costa Pimentel, ou de Amaral (Cap.º 409.º § Único N.º 2).
9 - Caetano do Rego e Sá, Capitão-mor da Ribeira Grande e herdeiro do vínculo instituído pelos pais. Foi
baptizado em Rabo de Peixe a 16.9.1719 e morreu na Conceição da Ribeira Grande a 25.8.1789. Casou na
Conceição da Ribeira Grande, a 2.6.1743, com Rosa Jacinta da Silveira Bettencourt (§ 9.º N.º 10).
Tiveram:
10 - José António do Rego e Sá Botelho, Capitão, que segue:
10 - Maria Rita do Rego de Bettencourt e Costa, baptizado em Rabo de Peixe. Casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 26.4.1787, com Francisco José Gomes de Matos, da Fajã de Baixo (Cap.º 323.º § 1.º N.º
7).
10 - Luís do Rego e Sá Botelho, que foi para o Brasil, tendo casado em Pernambuco.
10 - Álvaro do Rego, Padre
10 - António do Rego e Sá, nasceu a 5.6.1756 na Conceição da Ribeira Grande.
10 - José António do Rego e Sá Botelho, Capitão, herdeiro do vínculo, nasceu na Ribeira Grande em 1745.
Morreu na Conceição da Ribeira Grande a 20.1.1820. Casou em S. Roque, a 16.6.1767, com Maria
Teresa da Câmara Medeiros (Cap.º 68.º § Único N.º 12).
Tiveram:
11 - António do Rego e Sá Botelho, Capitão, que segue:
11 - Francisco Alberto do Rego e Sá Botelho, Capitão, baptizado na Conceição da Ribeira Grande.
Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 8.10.1798, com Maria Laura da Câmara e Melo (Cap.º 152.º
§ 8.º N.º 10).
Tiveram:
12 - Francisco Alberto do Rego e Sá Botelho, nasceu na Conceição da Ribeira Grande em 1804.
Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 22.12.1828, com Carlota Augusta Emília Scholtz (Cap.º
123.º § 8.º N.º 10).
Tiveram:
13 - Francisco Alberto do Rego, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 27.9.1869, com
Justina Augusta da Silva, filha de Hilário José da Silva e Vitória Cândida.
13 - Maria Laura do Rego e Sá, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 26.5.1845, com
António Pedro de Medeiros de Bettencourt Galvão (Cap.º 24.º § 1.º N.º 12).
11 - Joaquina Laura do Rego e Sá Botelho, nasceu na Conceição da Ribeira Grande a 26.12.1777.
Casou em Rabo de Peixe, a 14.2.1812, com Sebastião Furtado de Sampaio Medeiros Bettencourt
(Cap.º 286.º §Único N.º 8).
11 - Helena Leonisa do Rego e Sá Botelho, faleceu na Conceição da Ribeira Grande a 30.9.1803, com
18 anos.
11 - Ana Tomásia do Rego e Sá Botelho, faleceu na Conceição da Ribeira Grande a 10.2.1809, com 36
anos.
11 - António do Rego e Sá Botelho, Capitão, administrador dos vínculos instituídos por António do Rego e
Sá e sua mulher (N.º 8 deste §); Afonso Anes, dos Mosteiros (Cap.º 68.º § Único N.º 1); e Margarida de
Belgar e Faria (Cap.º 11.º § 5.º N.º 3). Casou a 1.ª vez na Matriz da Ribeira Grande, a 31.5.1792, com
Francisca Flora Barbosa (Cap.º 75.º § 1.º N.º 8). Casou 2.ª vez na Matriz de Ponta Delgada, a 13.7.1812,
com Jacinta Cândida da Câmara (Cap.º 82.º § 3.º N.º 11).
Teve do 1.º casamento:
12 - Maria Isabel da Abadia do Rego e Sá Botelho, que segue:
12 - Helena Augusta do Rego e Sá Botelho, casou com F.. , de nacionalidade inglesa. Sem geração.
12 - Joaquina Ricarda do Rego e Sá Botelho, casou na Fajã de Baixo, a 27.12.1815, com António José
Gomes de Matos Brasil (Cap.º 323.º § 2.º N.º 9).
12 - Maria Isabel da Abadia do Rego e Sá Botelho, administradora dos vínculos. Casou na Matriz de Vila
Franca, a 23.6.1816, com António José Botelho de Gusmão (§ 1.º N.º 12).
Tiveram:
13 - Jacinta Carlota Botelho de Gusmão, que segue:
13 - Júlia Guilhermina Botelho de Gusmão, casou a 1.ª vez na Matriz de Vila Franca, a 6.2.1842, com
Henrique Júlio de Medeiros Correia (Cap.º 166.º § 5.º N.º 10). Casou 2.ª vez no Nordeste, a
17.8.1859, com João Inácio Peixoto, filho de pais incógnitos.
Teve do 1.º casamento:
14 - Leonel de Medeiros Gusmão, nasceu na Matriz de Vila Franca a 6.1.1844. Casou em Santa
Cruz da Lagoa, a 8.9.1870, com Maria Carlota Raposo (Cap.º 73.º § Único N.º 8).
Tiveram:
15 - Raul Augusto de Medeiros Gusmão.
15 - Maria de Medeiros Gusmão, nasceu no Livramento a 29.6.1875.
14 - Manuel de Medeiros Botelho de Gusmão, sapateiro. Nasceu em S. José de Ponta Delgada a
21.6.1854 e aí casou, a 4.12.1871, com Maria Júlia, costureira, de 23 anos, filha de Francisco
Caetano e Ana de Jesus.
Tiveram:
15 - Luís de Medeiros Gusmão, nasceu a 14.4.1879.
14 - Maria de Medeiros Gusmão, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 25.6.1852.
14 - José de Medeiros Gusmão, nasceu na Ribeira Grande a 26.7.1861.
Teve do 2.º casamento:
14 - Marcelino Inácio Peixoto, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 17.3.1884, com Maria da
Conceição, filha de Francisco Cordeiro de Sousa Lima e Francisca do Coração de Jesus.
13 - Jacinta Carlota de Bettencourt Botelho de Gusmão, morgada de Cracas, na Relva, herdeira dos vínculos.
Nasceu a 20.7.1822 e morreu nas Calhetas a 6.1.1845. Casou em Água de Pau, a 17.9.1834, com Manuel
de Medeiros Bettencourt e Melo (Cap.º 319.º § 2.º N.º 5).
Tiveram:
14 - José de Medeiros Bettencourt Rego, que segue:
14 - Eugénia de Medeiros Bettencourt, casou com António José Gomes de Matos Brasil (Cap.º 323.º §
2.º N.º 10).
14 - José de Medeiros Bettencourt Rego, último administrador dos vínculos, nasceu a 10.8.1839 e faleceu na
Ribeira Grande a 28.11.1885. Casou na Conceição da Ribeira Grande, a 17.8.1864, com Isabel Augusta
da Silveira Estrela (Cap.º 130.º § 2.º N.º 11).
Tiveram:
15 - José de Medeiros Estrela Rego, que segue:
15 - Isabel de Medeiros Estrela Rego, nasceu a 27.5.1868 e casou com Jacinto Leite do Canto Pacheco
(§ 9.º N.º 13).
15 - António de Medeiros Estrela Rego, nasceu a 7.6.1869 e faleceu solteiro.
15 - Manuel de Medeiros Estrela Rego, nasceu a 26.5.1870 e faleceu solteiro.
15 - José de Medeiros Estrela Rego, nasceu a 17.10.1866 e faleceu solteiro na Ribeira Grande, onde residia.
Teve o filho natural que reconheceu:
16 - Gonçalo Manuel da Silveira Estrela Rego, que segue:
16 - Gonçalo Manuel da Silveira Estrela Rego, engenheiro silvicultor e Chefe da Circunscrição Florestal do
Distrito de Ponta Delgada. Casou na Terceira com Maria dos Milagres do Canto Paim de Bruges (Cap.º
27.º § 12.º N.º 15).
Tiveram:
17 - José do Canto Paim de Bruges da Silveira Estrela Rego, que segue:
17 - Maria Serafina Paim de Bruges da Silveira Estrela Rego, casou com Mariano Álvares Cabral de
Miranda (Cap.º 152.º § 9.º N.º 15). Com geração.
17 - Gonçalo Manuel Paim de Bruges da Silveira Estrela Rego, licenciado em farmácia. Casou com
Maria Adelaide Mendes, natural do Porto. Com geração.
17 - José do Canto Paim de Bruges da Silveira Estrela Rego, médico pela Universidade de Coimbra. Casou
em S. Pedro de Ponta Delgada com Maria da Conceição Cogumbreiro de Melo, filha de Luís Benevides
de Melo (Cap.º 152.º § 9.º N.º 15) e de Margarida de Chaves Cogumbreiro. Com geração.

§ 8.º

9- António do Rego e Sá, Alferes, (do § 7.º), filho natural do Capitão António do Rego e Sá. Foi
baptizado em Rabo de Peixe e casou na Conceição da Ribeira Grande, a 10.2.1734, com Cecília Clara,
filha de Manuel Pacheco de Sousa e Ana Ferreira.
Tiveram:
10 - José Inácio do Rego, que segue:
10 - José Inácio do Rego, nasceu na Maia e morador na Bretanha, casou em S. José de Ponta Delgada, a
29.12.1775, com Teresa Maria Botelho, da Bretanha, filha de João de Melo Botelho e Vitória das Neves.
Tiveram:
11 - Maria Vitória do Rego, que segue:
11 - Maria Vitória do Rego, baptizado na Bretanha. Casou com 25 anos em S. José de Ponta Delgada, a
29.7.1806, com Joaquim António Pereira, de 21 anos, da Matriz de Ponta Delgada, filho de José
Francisco Pereira e Francisca Jacinta.
Tiveram:
12 - Marcelino Ivo António Pereira, que segue:
12 - Marcelo de Assis Arez Pereira, baptizado em 1810 em S. José de Ponta Delgada e aí casou, a
14.7.1833, com Claudina Emília Júlia Pereira, de 20 anos, baptizada em S. José de Ponta Delgada,
filha de Henrique José da Costa e Angélica Madalena Mendes.
12 - Joaquim António Pereira Jr., baptizado em S. José de Ponta Delgada em 1811. Casou na Conceição
da Ribeira Grande, a 4.11.1833, com Jacinta Cândida Peixoto (Cap.º 255.º § 2.º N.º 9).
12 - Marcelino Ivo António Pereira, baptizado na Matriz de Ponta Delgada em 1807. Era pintor e casou em
S. José de Ponta Delgada, a 21.7.1832, com Escolástica Leonísia Machado, filha de José de Sousa
Benevides e Francisca Helena Machado.
Tiveram:
13 - Maria José Pereira, nasceu a 21.4.1840 em S. José de Ponta Delgada e aí casou, a 7.7.1861, com
João Manuel Fernandes Braga (Cap.º 33.º § 3.º N.º 16).

§ 9.º

8- Jerónimo Tavares de Arruda, Capitão (do § 6.º). Nasceu em Rabo de Peixe, onde foi baptizado a
26.1.1684. Foi o 3.º filho de seus pais. Casou no Brasil com Maria Leite, brasileira, filha do
Tenente-General em S. Paulo Manuel de Borba Gato e de sua mulher Maria Leite, e irmã de Mariana
Leite, casou com Francisco de Arruda e Sá, seu cunhado (§ 6.º N.º 8) (Nota N.º11).
Tiveram:
9 - Francisco de Arruda Leite, que segue:
9 -Manuel do Rego Borba, nasceu na freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso, de Pindamonhangaba,
no Brasil. Fez-se padre depois de viúvo. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 11.10.1718, com
Teresa Antónia de Frias (Cap.º 72.º § Único N.º 6).
Tiveram:
10 - Jerónimo Coutinho de Borba, Padre, faleceu a 17.3.1760.
10 - Eufrásia Teresa do Rego, que faleceu solteira.
9 - Luzia Francisca de Arruda Leite, nasceu na freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso, de
Pindamonhangaba, no Brasil. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 20.4.1721, com o licenciado
Francisco Afonso de Chaves e Melo (Cap.º 71.º § Único N.º 5).
9 - Francisca de Arruda Leite, solteira.
9 - João Leite Botelho, Padre, faleceu a 13.1.1761, com testamento aprovado a 17.10.1760.
9 - Maria da Esperança.
9 - Ana de Jesus.
9- Francisco de Arruda Leite, Capitão, morador na Matriz da Ribeira Grande, herdeiro do vínculo
instituído pelos pais. Nasceu no Brasil, na vila de Taubaté, bispado do Rio de Janeiro. Casou na ermida de
Nossa Senhora da Caridade, da Ribeira Grande, a 14.7.1715, com Luzia Josefa da Silveira (Cap.º 45.º § 2.º
N.º 9).
Tiveram:
10 - António de Brum da Silveira, morgado. Morreu solteiro, muito velho. Sem geração.
10 - João Leite de Arruda, que segue:
10 - Jerónima Francisca da Silveira. Casou a 1.ª vez na Matriz da Ribeira Grande, a 11.6.1729, com
Francisco da Câmara Carreiro (Cap.º 82.º § 3.º N.º 8). Casou 2.ª vez na Matriz de Ponta Delgada, a
5.9.1745, com Jácome Leite Correia (Cap.º 27.º § 10.º N.º 10).
10 - Ana Francisca da Silveira, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 13.4.1733, com Sebastião Barbosa
Furtado (Cap.º 75.º § 1.º N.º 6).
10 - Rosa Jacinta da Silveira Bettencourt, casou na Conceição da Ribeira Grande, a 2.6.1743, com
Caetano do Rego e Sá (§ 7.º N.º 9).
10 - Matilde Tomásia da Silveira, das Calhetas. Casou em Rabo de Peixe, a 24.6.1765, com Joaquim José
Botelho de Arruda (§ 2.º N.º 10).
10 - Francisca Mariana da Silveira, ou Taveira de Brum, casou em Rabo de Peixe, a 11.9.1752, com
Eusébio de Arruda da Costa (Cap.º 51.º § 2.º N.º 8).
10 - Caetano Leite de Arruda, solteiro.
10 - José Leite de Arruda Botelho, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 27.6.1786, com Quitéria
Margarida, viúva de José de Sousa Baleeiro. Sem geração.
10 - Maria Luísa, freira no Convento de Santo André de Ponta Delgada.
10 - João Leite de Arruda, nasceu na Matriz da Ribeira Grande a 29.9.1736 e morador nas Calhetas. Casou
em Rabo de Peixe, a 11.9.1771, com Bárbara Maria Laureana de Faria, da Matriz de Ponta Delgada,
filha de José Tavares de Faria e Maria dos Anjos.
Tiveram:
11 - José Leite de Arruda, herdeiro dos vínculos. Casou em Rabo de Peixe, a 16.12.1802, com Helena
Peregrina de Sá Bettencourt, filha de Duarte de Sá e Escolástica Joaquina. Sem geração.
11 - Jacinto Leite de Bettencourt Arruda, que segue:
11 - Maria Rosa Leite de Arruda, solteira.
11 - Ana de Arruda Leite, idem.
11 - Bárbara Joaquina de Arruda Leite, idem.
11 - Jacinto Leite de Bettencourt Arruda, Tenente-coronel de milícias e herdeiro dos vínculos de seu irmão.
Nasceu em S. José de Ponta Delgada, a 13.12.1789 e aí morreu a 11.4.1869. Casou em S. José de Ponta
Delgada, a 13.1.1823, com Francisca Paula Pacheco Rodovalho de Melo Cabral (Cap.º 2.º § 1.º N.º 11).
Tiveram:
12 - João Leite Pacheco de Bettencourt, que segue:
12 - Agostinho Leite Pacheco de Bettencourt, Dr., morreu em S. José de Ponta Delgada a 9.4.1829. Foi
engenheiro e viveu em Portugal.
12 - Maria Isabel Leite Pacheco de Bettencourt, nasceu a 22.11.1831 em S. José de Ponta Delgada e aí
casou, a 16.1.1856, com Guilherme Read Cabral, filho de João Read e Luísa Mitchel, de Londres.
Tiveram:
13 - Maria Guilhermina Leite Read Cabral, nasceu a 14.5.1858 em S. José de Ponta Delgada.
Casou com Vicente Gaspar Henriques (Cap.º 217.º § Único N.º 8).
12 - Jacinto Leite Pacheco de Bettencourt, nasceu a 26.10.1833 em S. José de Ponta Delgada e aí casou,
a 7.3.1865, com Maria Guilhermina Coelho de Amaral (Cap.º 265.º § Único N.º 5).
Tiveram:
13 - Maria Guilhermina Leite Pacheco de Bettencourt, nasceu em S. de José Ponta Delgada a
16.1.1866 e casou com António Claudino Gutierres Dias, empregado dos Correios, de Lisboa.
Tiveram:
14 - Manuel Leite Gutierres Dias, casou com Olga Alves Guerra.
13 - Matilde Leite Pacheco de Bettencourt, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 15.3.1867.
13 - Artur Leite Pacheco de Bettencourt, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 4.8.1868 e casou
com Maria Pacheco de Amaral (Cap.º 350.º § 2.º N.º 7).
Tiveram:
14 - Guilherme Amaral Leite de Bettencourt, casou a 1.ª vez com Clotilde de Medeiros
Macedo, da Achada, e a 2.ª vez com Carolina Osório de Castro Valdoleiros. Sem
geração.
Teve do 1.º casamento:
15 - Cristiano d'Amaral Leite de Bettencourt, casou com Gilda Calouro. Com geração.
15 - Leonor d'Amaral Leite de Bettencourt, casou com Dr. António Júlio Espírito Santo
Lopes. Sem geração.
15 - Maria da Conceição d'Amaral Leite Bettencourt, casou com Carlos Algarvio Serpa
(Cap.º 131.º § 8.º N.º 12). Sem geração.
15 - Ester d'Amaral Leite de Bettencourt, solteira.
14 - Maria d'Amaral Leite de Bettencourt, faleceu solteira, no Brasil.
12 - Francisco Leite Pacheco de Bettencourt, bacharel formado em Direito e Director da Alfândega de
Ponta Delgada, que morreu solteiro.
De Emília Coutinho de Figueiredo, da ilha de Santa Maria, filha de Francisco Xavier
Coutinho de Figueiredo e Albina Carlota de Braga, teve o filho natural que reconheceu:
13 - Agostinho Leite Pacheco de Bettencourt (Dr.), faleceu solteiro em Lisboa, em Setembro de
1943.
12 - João Leite Pacheco de Bettencourt, herdeiro dos vínculos do pai e dos de sua tia materna Isabel Maria
Rodovalho de Melo Cabral. Foi, por conseguinte, senhor da Casa dos Pinheiros, em Ponta Delgada. Foi
Fidalgo Cavaleiro a 14.5.1869 e Comendador de Nossa Senhora da Conceição por Carta de 4.12.1868.
Morreu a 15.12.1874. Nasceu em S. José de Ponta Delgada a 19.11.1825. Casou a 1.º vez em S. José de
Ponta Delgada, a 30.11.1843, com Maria Jacinta da Câmara Falcão (Cap.º 41.º § Único N.º 10). Casou
2.ª vez em Vila do Porto, a 13.8.1857, com Ana Isabel Rebelo do Canto (Cap.º 17.º § 4.º N.º 9).
Teve do 1.º casamento:
13 - João Leite Pacheco de Bettencourt e Câmara, que segue:
Teve do 2.º casamento:
13 - Jacinto Leite do Canto Pacheco, casou com Isabel Maria de Medeiros Estrela Rego (§ 7.º N.º 15).
Tiveram:
14 - Ema Leite do Canto Pacheco, casou em S. José de Ponta Delgada, em Outubro de 1925, com
Francisco Furtado Castanheira Lobo, filho de Duarte Castanheira Lobo e Maria da Luz
Furtado. Sem geração.
13 - Isabel Maria do Canto Leite Pacheco de Bettencourt, casou com o Dr. Álvaro Pereira de
Bettencourt Atayde (Cap.º 19.º § 1.º N.º 13).
13 - Maria Beatriz do Canto Leite Pacheco de Bettencourt, casou com o Dr. Jacinto Botelho Arruda
(Cap.º 49.º § 3.º N.º 12).
13 - João Leite Pacheco de Bettencourt e Câmara, senhor da Casa dos Pinheiros, nasceu em S. José de Ponta
Delgada a 15.9.1844. Foi Fidalgo Cavaleiro. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 20.4.1876, com Joana
de Medeiros Albuquerque (Cap.º 11.º § 5.º N.º 12).
Tiveram:
14 - Pedro de Medeiros Leite Pacheco, que segue:
14 - Maria Jacinta de Medeiros Leite Pacheco, casou com Henrique Pereira da Costa (Cap.º 97.º § 3.º
N.º 11).
14 - Isabel Maria de Medeiros Leite Pacheco, casou na Fajã de Cima, a 10.12.1904, com Diogo Tavares
Velho de Melo Cabral (Cap.º 123.º § 3.º N.º 11).
14 - Pedro de Medeiros Leite Pacheco, senhor da Casa dos Pinheiros, em Ponta Delgada. Casou com Evelina
Leite Álvares Cabral (Cap.º 47.º § 1.º N.º 15).
Tiveram:
15 - Eduardo Leite Pacheco, que segue:
15 - Eduardo Leite Pacheco, filho único. Casou com Maria José da Câmara Soares de Albergaria (Cap.º 32.º
§ 3.º N.º 15). Com geração.

§ 10.º

6- Jerónimo Botelho de Sampaio, Capitão (do § 4.º), morador nas Feteiras, de 1631 a 1651 administrou
o vínculo instituído por sua sogra Luzia Martins. Casou nas Feteiras, a 20.11.1621, com Vitória de
Azevedo ou da Piedade (Cap.º 200.º § 1.º N.º 3) (Nota N.º 12).
Tiveram:
7 - Manuel Botelho de Sampaio, Capitão, que segue:
7 - Tomé Botelho de Sampaio, baptizado nas Feteiras. Casou com Ana Moniz (Cap.º 152.º § 20.º N.º 7).
Tiveram:
8 - Tomé Botelho de Carvalho, baptizado na Relva. Casou em S. José de Ponta Delgada, a
13.11.1684, com Maria Ferreira de Couto, filha de Domingos de Carvalho e Isabel Ferreira.
Tiveram:
9 - João Botelho de Carvalho, Capitão, da Relva, Familiar do Santo Ofício, Cavaleiro de Santiago.
Morou em Lisboa e tirou Brazão de Armas em 16.6.1754 (Vide Sanches de Baena, "Arquivo
Heráldico-Genealógico", pág. 278).
9 - Inácio Botelho de Sampaio, que foi para Minas Gerais, no Brasil.
9 -António Botelho de Sampaio, Capitão, baptizado em S. José de Ponta Delgada. Foi para Minas
Gerais. Casou no Brasil com Rosa Maria de Andrade, da Baía. Com geração.
7 - António de Sampaio Botelho, faleceu na Ribeira Grande com testamento aprovado a 5.3.1681. Casou
na Matriz da Ribeira Grande, a 27.8.1669, com Maria Coelho. Sem geração.
7 - Pedro Botelho de Sampaio, Padre , cura na Matriz de Ponta Delgada.
7 –Maria Botelho de Santo André, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada, onde professou em
1672. Morreu a 18.11.1702.
7 - Francisco Xavier de Sampaio, franciscano.
7 - José Botelho de Sampaio, Capitão, que segue no § 13.º.
Teve de Beatriz Rodrigues, solteira:
7 - Pedro Rodrigues, casou nas Feteiras, a 2.2.1679, com Ana de Oliveira, filha de Manuel de Oliveira e
Ana Martins. Com geração.
7- Manuel Botelho de Sampaio, Capitão, baptizado nas Feteiras a 20.11.1623. Casou na Candelária, a
9.6.1663, com Maria Soeiro Camelo (Cap.º 39.º § 5.º N.º 8).
Tiveram:
8 - João Botelho de Sampaio, ou de Macedo, Capitão, que segue:
8 - Estêvão Botelho de Sampaio, que segue no § 11.º.
8 - Jerónimo de Macedo Botelho, Padre
8- João Botelho de Sampaio, ou de Macedo, Capitão, baptizado nas Feteiras a 24.11.1670. Por sua
morte houve inventário a 29.11.1720. Casou nas Feteiras, a 21.2.1707, com Apolónia Soeiro Pavão (Cap.º
39.º § 5.º N.º 9).
Tiveram:
9 - João de Macedo Botelho, Capitão, que segue:
9 - António de Macedo Botelho de Macedo, Alferes, depois Capitão. Casou nas Feteiras, a 18.11.1743,
com Maria da Trindade (Cap.º 96.º § 1.º N.º 9).
Tiveram:
10 - António Botelho de Macedo, Alferes, faleceu em 1805 com testamento aprovado a 23.12.1803.
Casou nas Feteiras, a 9.2.1774, com Feliciana da Conceição, filha de Filipe Martins e Maria do
Rego.
10 - João Botelho de Macedo, Alferes, morador nas Feteiras casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a
12.2.1809, com Jacinta Rosa Vasconcelos Bilharbeque (Cap.º 121.º § 11.º N.º 11).
9- João de Macedo Botelho, Capitão, que de 1764 a 1768 deu contas do vínculo instituído pelo Capitão
Amador Dias, de Candelária (Cap.º 282.º § 1.º N.º 2). Casou em Candelária, a 15.12.1732, com Ana
Jerónima de Vasconcelos (Cap.º 121.º § 7.º N.º 9).
Tiveram:
10 - António Botelho de Macedo, que segue:
10 - João Botelho de Macedo, Padre.
10 - Manuel Inácio de Macedo. Sem geração.
10 - Jerónima Maria de Vasconcelos, casou nas Feteiras, a 8.4.1776, com Francisco António Furtado
(Cap.º 428.º § Único N.º 4).
10 - Ana Felícia de Vasconcelos, que deu contas do vínculo em 1811.
10 - Maria Joaquina de Vasconcelos, solteira.
10 - Bárbara Rita de Vasconcelos, idem.
10 - António Botelho de Macedo, nasceu a 28.11.1739 nas Feteiras e aí faleceu em 1805, com testamento
aprovado a 23.12.1803. Casou com Antónia Luísa da Câmara.
Tiveram:
11 - Teodora Maria de Macedo, que segue:
11 - Ana Felícia de Macedo, faleceu solteira com testamento aprovado a 7.8.1826.
11 - Teodora Maria de Macedo, nasceu a 7.9.1769. Foi para o Brasil, onde casou em Nossa Senhora da
Conceição de Guarapiranga, a 2.2.1786, com Jorge Pacheco de Medeiros.
Tiveram:
12 - Francisco Pacheco de Medeiros, que segue:
12 - António Pacheco de Medeiros, nasceu a 21.12.1788. Casou no Brasil com Generosa Maria.
Tiveram:
13 - Sebastião Pacheco de Medeiros, nasceu em 1828. Viveu no Brasil.
12 - Luís Pacheco de Medeiros, sem mais notícia.
12 - Francisco Pacheco de Medeiros, que viveu no Brasil, onde casou com Ana Joaquina da Anunciação.
Tiveram:
13 - Germano Pacheco de Medeiros, que segue:
13 - Germano Pacheco de Medeiros, que viveu no Brasil, onde casou com Joaquina Maria do Espírito Santo.

§ 11.º

8- Estêvão Botelho de Sampaio (do § 10.º). Casou nas Feteiras, a 12.4.1700, com Maria Soeiro, filha de
António Pavão e Maria Travassos.
Tiveram:
9 - António Botelho de Sampaio, Alferes, que segue:
9 - João Botelho de Sampaio, Alferes, nasceu nas Feteiras e casou nos Ginetes, a 30.10.1736, com Josefa
de Sousa Furtado, filha de João Travassos e Luzia de Sousa.
9 - Maria Soeiro, que segue no § 12.º.
9- António Botelho de Sampaio, Alferes, que consta do inventário da mulher, a 17.7.1760. Casou nas
Feteiras, a 2.11.1746, com Maria Botelho (Cap.º 78.º § 8.º N.º 10).
Tiveram:
10 - José Botelho de Sampaio, que segue:
10 - José Botelho de Sampaio, por cuja morte se fez inventário a 21.8.1797. Casou a 1.ª vez nas Feteiras, a
19.4.1774, com Teresa Josefa de Vasconcelos (Cap.º 270.º § 3.º N.º 6). Casou 2.ª vez nos Ginetes, a
16.1.1782, com Maria Rita Joaquina de Castro (Cap.º 104.º § 2.º N.º 9).
Teve do 1.º casamento:
11 - José Francisco Botelho de Sampaio, nasceu nas Feteiras, a 5.10.1777 e casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 19.5.1808, com Maria Teresa, filha de Manuel de Sousa e Francisca Maria, baptizada
em S. José de Ponta Delgada.
11 - Teresa Josefa de Vasconcelos, nasceu a 29.10.1773 nas Feteiras e aí casou, a 24.6.1790, com André
Raposo de Sousa Benevides (Cap.º 270.º § 5.º N.º 7).
Teve do 2.º casamento:
11 - Jacinta Eufrásia Leonor de Sampaio, casou nas Feteiras, a 17.2.1808, com Alferes André Tavares,
viúvo de Maria Flora da Ascenção.
Tiveram:
12 - Antónia Emília do Carmo, casou nas Feteiras, a 7.2.1842, com Inácio Joaquim da Rocha,
filho de António Joaquim da Rocha e Antónia Joaquina.
11 - Antónia Jacinta Micaela de Sampaio, casou nas Feteiras, a 2.8.1809, com Luís Francisco do Rego
(Cap.º 152.º § 19.º N.º 12).
11 - Maria Rita Joaquina de Sampaio, das Feteiras, casou nas Feteiras, a 15.1.1807, com Manuel
Rodrigues, filho de João Rodrigues e Violante do Rego.
Tiveram:
12 - Antónia Rita Emília, casou nas Feteiras, a 4.5.1835, com António Raposo de Benevides, filho
de Francisco Raposo Benevides e Ana Rosa.
Tiveram:
13 - Maria Ricarda dos Anjos, casou com Henrique Soares Rebelo.
13 - Jacinta Emília, casou com José Pereira Soares (Cap.º 152.º § 17.º N.º 13).

§ 12.º

9- Maria Soeiro (do § 11.º). Por sua morte houve inventário a 18.5.1787. Casou a 1.ª vez nas Feteiras, a
10.5.1725, com Manuel Rodrigues Póvoas, filho de João Rodrigues e Jacinta de Póvoas. Casou 2.ª vez nas
Feteiras, a 21.12.1733, com Manuel da Costa Albernaz, das Capelas, filho de Manuel da Costa Albernaz e
Maria Neto de Sá.
Teve do 1.º casamento:
10 - Manuel Botelho de Póvoas ou de Sampaio, que segue:
10 - Maria Soeiro, casou nas Feteiras, a 12.9.1759, com José Vieira (§ 16.º N.º 10).
10 - Manuel Botelho de Póvoas ou de Sampaio, casou nas Feteiras, a 5.7.1769, com Rosa Maria de
Vasconcelos (Cap.º 270.º § 3.º N.º 6).
Tiveram:
11 - Manuel Alves Botelho, que segue:
11 - Antónia Maria, ou Francisca, casou nas Feteiras, a 7.10.1807, com Francisco de Sousa
Vasconcelos, da Candelária, filho de Francisco de Sousa Vasconcelos e Ana da Estrela. Com
geração.
11 - João José Botelho, que foi para o Brasil, onde casou.
Teve:
12 - José Atanásio Botelho.
11 - André de Teves Botelho, que faleceu solteiro.
11 - Manuel Alves Botelho, nasceu nas Feteiras e casou na Relva, a 25.8.1817, com sua prima em 4.º grau
Ana Miquelina Eufrásia, filha de Francisco José da Cunha e Ana Francisca Furtado.
Tiveram:
12 - João Henrique Alfredo de Sampaio, nasceu nas Feteiras a 19.2.1837. Foi para o Brasil, onde casou
com Alexandrina Rodrigues Braga. Com geração.
12 - Maria da Glória de Sampaio, que segue:
12 - Ricarda Diamantina de Sampaio, casou com João Ventura do Rego (Cap.º 381.º § 1.º N.º 6).
12 - Maria Ricarda de Sampaio, casou com Luís Cabral de Medeiros, dos Mosteiros, filho de Miguel
Cabral e Francisca Inácia.
Tiveram:
13 - Guilhermina, casou a 1.ª vez com Manuel Terceira Estrela, da Várzea, e a 2.ª vez com José
Jacinto Carreiro. Sem geração.
13 - Arminda, casou com António Alves, filho de José Alves e de Umbelina.
Tiveram:
14 - Manuel
14 - Maria
14 - José
12 - Rosa Francisca Querubina de Sampaio, casou com João Raposo dos Reis, filho de José Raposo
Homem e Maria Joaquina, dos Mosteiros.
Tiveram:
13 - João Raposo dos Reis, casou com Filomena (?) Dias, sobrinha do comendador Ângelo José
Dias.
13 - Leopoldina Sampaio dos Reis, casou com Artur da Silva. Com geração.
13 - Emília Sampaio dos Reis, casou com Manuel Ivo. Com geração.
13 - José Raposo, guarda da Alfândega.
13 - Isabel dos Reis.
13 - Guilhermina dos Reis.
12 - Maria da Glória de Sampaio, nasceu nas Feteiras e casou em Rabo de Peixe com Prudência Raposo
Leite, cirurgião, de Rabo de Peixe, filho de Manuel Francisco Raposo e Matilde Ricarda Leite.
Tiveram:
13 - Maria da Assunção Leite, casou em S. José de Ponta Delgada, a 8.5.1873, com Guido de
Bettencourt de Andrade (Cap.º 55.º § 2.º N.º 8).
13 - Alfredo de Sampaio Leite, que segue:
13 - Alfredo de Sampaio Leite, 1.º Sargento de Caçadores N.º 11. Nasceu em S. José de Ponta Delgada a
12.4.1852 e casou na Matriz de Ponta Delgada, a 11.10.1879, com Maria Ernestina Infante de Sequeira
Soares, de S. Pedro da Vila Franca, filha de José Infante de Sequeira Soares, da Vila de Abrantes, e de
Maria Amélia de Sequeira Soares.
Tiveram:
14 - Irene.

§ 13.º

7- José Botelho de Sampaio, Capitão (do § 13.º), que quando casou era Alferes. Em 1716 deu contas do
vínculo instituído por sua avó Luzia Martins, o qual em 1718 já era administrado por sua viúva Ana Pavoa
(sic). Casou nas Feteiras, a 19.2.1693, com Ana Martins Pavão (Cap.º 166.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
8 - José Botelho de Sampaio, que segue:
8 - Maria Botelho Pavão, que segue no § 14.º.
8 - Rosa Botelho de Azevedo ou Rosa Pavoa. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 17.1.1727, com José
de Póvoas (Cap.º 417.º § Único N.º 4), desobrigado na Quaresma anterior no hospital de Argel.
Teve de Cecília Martins a filha natural:
8 - Maria Botelho, que segue no § 15.º.
8- José Botelho de Sampaio, que de 1749 a 1762 deu contas do vínculo instituído por Luzia Martins.
Casou nas Feteiras, a 30.3.1732, com Francisca Xavier de Macedo, baptizada em S. José de Ponta
Delgada, filha de Manuel da Rocha Moreno e Mariana Cabral.
Tiveram:
9 - José Botelho de Sampaio, que segue:
9 - Maria Josefa de Sampaio, nasceu nas Feteiras e casou em S. José de Ponta Delgada, a 10.11.1774, com
João Baptista de Oliveira, da Matriz de Ponta Delgada, filho de Francisco de Lima Oliveira e Maria
Francisca da Trindade.
9 - Francisco Botelho de Sampaio, das Feteiras e desobrigado na freguesia dos Mártires, de Lisboa.
Casou em S. José de Ponta Delgada, a 23.5.1774, com Germana Maria de Aguiar, filha de Manuel
Simões e de Bárbara de Santo António, de S. José Ponta Delgada.
Tiveram:
10 - António Botelho de Sampaio, nasceu em 1775.
10 - Francisco Botelho de Sampaio, idem em 1781.
10 - José Botelho de Sampaio, idem em 1786.
9- José Botelho de Sampaio, nasceu a 13.10.1739 e baptizado em S. José de Ponta Delgada. Casou em
S. Roque, a 12.5.1776, com Margarida da Conceição, que morreu com 80 anos a 6.1.1825, filha de Simão
de Paiva e de Francisca de Andrade.
Tiveram:
10 - António Botelho de Sampaio, que segue:
10 - António Botelho de Sampaio, baptizado em S. José de Ponta Delgada e faleceu na Matriz da Ponta
Delgada, com 25 anos, a 12.3.1803. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 4.11.1793, com Maria
Úrsula Âmbar (Cap.º 84.º § 4.º N.º 8).
Tiveram:
11 - António Jacinto Botelho Âmbar, Alferes, que segue:
11 - José Jacinto Botelho Âmbar, casou em Rabo de Peixe, a 29.3.1811, com Joana Cândida
Evangelista (Cap.º 203.º § 2.º N.º 7).
Tiveram:
12 - Jacinto Inácio Botelho Âmbar, casou no Rosário Lagoa, a 23.5.1832, com Teresa Jacinta
Ricarda, filha de João de Sousa Matos e Teresa Tavares. Sem geração.
12 - Jacinta Cândida Âmbar, baptizada em S. Roque a 13.2.1814. Foi freira no Convento de S.
João de Ponta Delgada.
12 - Mariana Botelho Âmbar, solteira. Sem geração.
12 - Maria Isabel Botelho Âmbar, idem.
12 - Manuel Botelho de Medeiros, casou em Santa Cruz da Lagoa, a 23.12.1839, com Rosa de
Viterbo Quintalhinha (Cap.º 71.º § Único N.º 9). Sem geração.
12 - Inácio Joaquim Tavares Botelho Âmbar, casou em Santa Cruz da Lagoa, a 19.2.1846, com
Maria Cândida Tavares, filha de Francisco de Sousa Matos e Ana Jacinta.
Tiveram:
13 - José Botelho Âmbar, nasceu em Santa Cruz da Lagoa a 6.12.1846. Casou na Matriz de
Vila do Porto, a 21.11.1891, com Isabel Monteiro de Bettencourt (Cap.º 156.º § 6.º N.º
12). Foi comerciante de papelaria em Ponta Delgada. Sem geração.
13 - Filomena Diamantina Botelho Âmbar, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 27.4.1872,
com Manuel Augusto Raposo (Cap.º 270.º § 4.º N.º 10).
12 - António Jacinto Botelho Âmbar, baptizado em Rabo de Peixe. Casou no Rosário da Lagoa, a
23.9.1852, com Ana Joaquina, filha de Inácio Joaquim Tavares de Medeiros e Francisca
Cândida de Sampaio.
Tiveram:
13 - Maria Guilhermina Botelho Âmbar.
13 - Joana Botelho Âmbar.
13 - Maria Botelho Âmbar.
11 - António Jacinto Botelho Âmbar, Alferes, casou em S. Roque, a 1.12.1824, com Jacinta Cândida de
Brum (Cap.º 152.º § 1.º N.º 12).
Tiveram:
12 - Maria Luísa Botelho Âmbar, casou com António Joaquim de Arruda (Cap.º 49.º § 3.º N.º 11).
12 - António Botelho Âmbar, que segue:
12 - Luís António Botelho Âmbar. Faleceu solteiro. Sem geração.
12 - Maria do Carmo Botelho Âmbar. Faleceu solteira. Sem geração.
12 - António Botelho Âmbar, morador em S. Roque, onde casou, a 20.6.1855, com Maria Isabel Fernandes,
filha de José Pereira Fernandes e Isabel Cândida.
Tiveram:
13 - Luís Botelho Âmbar, que segue:
13 - José Botelho Âmbar, que foi para os E.U.A., onde casou.
13 - Luís Botelho Âmbar, professor de instrução primária. Nasceu em S. Roque a 17.11.1859 e aí morou.
Casou com Maria do Carmo da Mota, filha de José da Mota.
Tiveram:
14 - Virgílio da Mota Âmbar, que segue:
14 - Orlando da Mota Âmbar, comerciante em Ponta Delgada. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a
21.10.1911, com Adelaide da Conceição Rego, filha de Mariano do Rego e Maria da Luz de
Medeiros.
Tiveram:
15 - Osvalda Adelaide do Rego Âmbar, casou com Fernando Marques Esteves. Com geração.
15 - Aires Virgílio do Rego Âmbar, regente agrícola da Estação Agronómica Nacional, em Oeiras.
Casou em Caneças, a 26.12.1942, com Maria Justina Banha de Andrade, de
Montemor-o-Novo. Com geração.
15 - Eulália Palmer do Rego Âmbar, casou com Fernando Alexandre Furtado. Sem geração.
14 - Laurinda Maria da Mota Âmbar, que depois de viúva foi para S. Paulo, Brasil. Casou com José de
Sousa Calouro.
Tiveram:
15 - Maria da Paz Âmbar Calouro, casou em S. Paulo com o pintor italiano Dário Mecatti, de
Florença.
14 - Virgílio da Mota Âmbar, oficial do Governo Civil de Ponta Delgada. Casou com Guilhermina Soares.
Tiveram:
15 - Jaime Luís da Mota Âmbar, filho único, funcionário da Estação Agrária de Ponta Delgada. Casou
com Maria Tomásia de Medeiros Pires. Com geração.

§ 14.º

8- Maria Botelho Pavão (do § 13.º), também chamada Maria Pavoa. Casou nas Feteiras, a 18.5.1720,
com Domingos Martins Póvoas ou Domingos de Póvoas, filho de Filipe de Póvoas, das Feteiras, e Maria
Pereira.
Tiveram:
9 - Manuel Botelho de Póvoas, que segue:
9 - Maria de Jesus, que em 1762 deu contas do vínculo instituído por sua bisavó Luzia Martins.
9 - Josefa Francisca Pavão, casou nas Feteiras, a 27.10.1770, com Inácio Martins, viúvo de Ângela de S.
Mateus. Com geração.
9 - Domingos de Póvoas Botelho, ou Domingos Botelho, casou nas Feteiras, a 26.6.1775, com Maria do
Espírito Santo, ou Maria de Sousa, filha de Manuel de Andrade e Maria de Sousa.
Tiveram:
10 - João Botelho de Andrade, casou nas Feteiras, a 19.4.1802, com Ana Rosa de Viveiros, filha de
António Soares de Viveiros e Maria Rosa.
Tiveram:
11 - Jacinta Eufrásia Leonor, casou nas Feteiras, a 24.11.1830, com Manuel Tavares, filho de
João Tavares e Maria de Santo André. Com geração.
10 - Maria de Jesus, casou nas Feteiras, a 28.3.1799, com seu primo em 2.º e 3.º graus André Ferreira
da Silva, filho de João Francisco da Silva e Mariana de Sousa. Com geração.
10 - Rosa Maria, casou nas Feteiras, a 13.2.1811, com João Ferreira da Silva, filho de João Ferreira e
Maria Benta de Sousa. Com geração.
9- Manuel Botelho de Póvoas, casou nas Feteiras, a 4.4.1750, com Joana de S. Pedro, ou Raposo (Cap.º
152.º § 23.º N.º 9).
Tiveram:
10 - Manuel Botelho, que segue:
10 - Teresa de Jesus, casou nas Feteiras, a 17.12.1792, com Inácio José Leal, da freguesia Matriz de Santa
Cruz da Graciosa, filho de Manuel Leal e Maria de Jesus.
Tiveram:
11 - Maria da Trindade, casou nas Feteiras, a 11.9.1815, com António Rodrigues Carreiro, viúvo de
Maria Raposo. Com geração.
10 - Francisco Botelho Raposo, casou nas Feteiras, a 15.9.1794, com Antónia da Conceição, filha de
Manuel Cabral e Maria Martins.
Tiveram:
11 - Ana da Trindade, casou nas Feteiras, a 20.5.1830, com Manuel Botelho Soares, filho de José
Soares e Antónia da Trindade. Com geração.
10 - Ana de Jesus, casou nas Feteiras, a 21.7.1823, com Manuel da Costa, filho de Tomaz da Costa e Ana
Francisca. Com geração.
10 - Jacinta Francisca, casou nas Feteiras, a 24.1.1820, com João Martins (Cap.º 152.º § 25.º N.º 12).
10 - Manuel Botelho, casou nas Feteiras, a 25.1.1779, com Maria da Assunção, ou de Ascenção (Cap.º 152.º
§ 26.º N.º 11).
Tiveram:
11 - Pedro João Botelho, que segue:
11 - Francisco Botelho, casou nas Feteiras, a 3.12.1810, com Ana da Conceição, filha de José da Costa
e de Maria da Encarnação. Com geração.
11 - Maria do Espírito Santo, casou nas Feteiras, a 12.12.1810, com António da Costa, filho de José da
Costa e Maria da Estrela. Com geração.
11 - Pedro João Botelho, casou nas Feteiras, a 24.5.1819, com Ana da Conceição, filha de João de Sousa e
Antónia da Conceição. Com geração.

§ 15.º

8- Maria Botelho (do § 13.º), casou a 1.ª vez nas Feteiras, a 19.2.1701, com Lourenço de Sousa (Cap.º
152.º § 24.º N.º 8). Casou 2.ª vez nas Feteiras, a 8.7.1702, com António Vieira, filho de Manuel da Costa e
Maria Travassos (Nota N.º 13).
Teve do 1.º casamento:
9 - Lourenço de Sousa, que segue:
Teve do 2.º casamento:
9 - Maria Botelho, que segue no § 16.º.
9 - Ana Vieira, casou nas Feteiras, a 15.1.1735, com Miguel Cordeiro, viúvo de Josefa Dias.
9- Lourenço de Sousa, casou a 1.ª vez nas Feteiras, a 7.3.1722, com Maria Martins, filha de Manuel
Gonçalves Pinheiro e Margarida Martins. Casou 2.ª vez nas Feteiras, a 3.7.1751, com Maria da Silva, filha
de José Carreiro e Bárbara da Silva.
Teve do 1.º casamento:
10 - Manuel Botelho de Sousa, que segue:
10 - José Botelho de Sousa, casou nas Feteiras, a 4.5.1761, com Josefa de Viveiros, filha de Francisco
Rodrigues e Ana Martins.
Tiveram:
11 - João Botelho, casou nas Feteiras, a 25.9.1797, com Antónia Raposo, filha de António Martins e
Maria de Póvoas. Com geração.
11 - Manuel Botelho de Sousa, casou nas Feteiras, a 31.3.1800, com Maria Raposo, filha de Miguel
Raposo e Ana Raposo.
Tiveram:
12 - Maria de Jesus, casou nas Feteiras, a 16.5.1819, com João da Silva, filho de Francisco
Ferreira da Silva e Maria dos Anjos.
11 - Antónia dos Santos, casou nas Feteiras, a 4.8.1800, com Manuel Cabral, filho de António
Cabral e Maria da Estrela. Com geração.
11 - José Botelho, casou nas Feteiras, a 10.12.1806, com Rosa de Jesus, filha de Francisco Ferreira e
Maria de Sousa. Com geração.
11 - Francisco Botelho, casou nas Feteiras, a 11.9.1786, com Maria Rosa, filha de João Ferreira e
Mariana de Sousa.
Tiveram:
12 - Ana de Jesus, casou nas Feteiras, a 31.3.1824, com José Raposo. Com geração.
11 - Ana de Jesus, casou nas Feteiras, a 22.7.1805, com João Tavares.
10 - Antónia Botelho, ou dos Santos, casou nas Feteiras, a 5.3.1753, com António da Silva Nunes, filho
de João da Silva Nunes e Maria de Sousa.
Tiveram:
11 - Margarida da Silva, casou nas Feteiras, a 26.9.1774, com António de Sousa Soares, filho de
Braz Soares e Mariana de Sousa. Com geração.
11 - Antónia da Silva, casou nas Feteiras, a 22.8.1779, com Manuel da Costa Amaral e Sebastiana
Martins.
Tiveram:
12 - José da Costa, casou a 1.ª vez nas Feteiras a 17.7.1811, com Antónia Maria, filha de João
Ferreira e Mariana de Sousa. Casou 2.ª vez nas Feteiras, a 14.5.1823, com Maria de Jesus,
filha de Francisco de Sousa Resendes e Francisca Martins. Com geração.
12 - Antónia de Jesus, casou nas Feteiras, a 5.10.1812, com Manuel da Silva, filho de Manuel
Raposo e Violante da Silva.
10 - Bárbara Botelho, casou nas Feteiras, a 26.2.1767, com Manuel da Costa Póvoas, viúvo de Maria
Rodrigues.
Tiveram:
11 - João da Costa, casou nas Feteiras, a 5.7.1802, com Antónia Maria, dos Ginetes, filha de José
Pavão e Maria da Conceição.
11 - Manuel da Costa, casou nas Feteiras, a 18.2.1803, com Ana Rosa, filha de José de Carvalho e
Rosa de Sousa.
10 - Josefa Botelho, casou nas Feteiras, a 10.11.1770, com António de Oliveira, filho de Francisco de
Oliveira e Teresa de Benevides.
Tiveram:
11 - Maria do Espírito Santo, casou nas Feteiras, a 17.9.1792, com Silvestre Botelho (Cap.º 417.º §
Único N.º 6).
11 - Antónia de Jesus, nasceu nas Feteiras em 1776 e casou em S. José Ponta Delgada, a 11.11.1826,
com João Luís, de 20 anos, baptizado na Povoação, filho de Francisco Luís e de Clara Raposo.
Teve Lourenço de Sousa do 2.º casamento:
10 - Francisca Botelho, casou nas Feteiras, a 12.9.1785, com André de Araújo, filho de João de Araújo e
Mariana de Pimentel.
Tiveram:
11 - João de Araújo, casou nas Feteiras, a 17.9.1810, com Mariana de Jesus (Cap.º 152.º § 25.º N.º
11).
10 - Maria da Silva, casou nas Feteiras, a 3.4.1791, com Pedro Martins (Cap.º 152.º § 25.º N.º 11).
10 - Ana de Sousa, casou nas Feteiras, a 3.1.1795, com Manuel de Sousa, filho de Manuel de Sousa e
Teresa Martins.
10 - Luís Botelho, casou nas Feteiras, a 10.9.1800, com Ana de Jesus (Cap.º 152.º § 23.º N.º 11).
Tiveram:
11 - Manuel Botelho de Sousa, casou nas Feteiras, a 24.10.1831, com Maria do Espírito Santo, filha
de António de Sousa Resendes e Maria de Jesus.
10 - Manuel Botelho de Sousa, casou nas Feteiras, a 16.4.1750, com Maria de Viveiros, filha de Francisco
Rodrigues e Ana Martins.
Tiveram:
11 - António Botelho de Sousa, que segue:
11 - Manuel Botelho, casou a 1.ª vez nas Feteiras, a 17.12.1787, com Maria do Nascimento, filha de
Agostinho de Melo e Isabel de Sousa. Casou 2.ª vez nas Feteiras, a 13.9.1802, com Maria da
Trindade, filha de Lourenço Correia e Maria Soares. Sem geração.
11 - José Botelho, casou nas Feteiras, a 28.1.1788, com Ana da Conceição, filha de José de Oliveira
Ferreira e Luzia da Conceição. Sem geração.
11 - Antónia de Viveiros, ou Botelho, casou nas Feteiras, a 24.4.1775, com Manuel Pacheco, filho de
Gonçalo Raposo e Maria Pacheco.
Tiveram:
12 - Rosa de Jesus, casou nas Feteiras, a 20.3.1819, com José de Oliveira, viúvo de Joaquina da
Ressurreição. Com geração.
11 - Maria Botelho, casou nas Feteiras, a 3.10.1785, com António de Sousa, viúvo de Maria de
Oliveira. Com geração.
11 - Francisca da Assunção, ou Francisca Botelho, casou nas Feteiras, a 24.10.1792, com João de
Sousa, filho de João de Sousa e Antónia Raposo.
Tiveram:
12 - Maria de Jesus, casou nas Feteiras, a 18.5.1818, com António de Sousa, filho de António de
Sousa e Maria de Oliveira. Com geração.
11 - Ana Botelho, casou nas Feteiras, a 12.12.1810, com José de Pimentel, da Bretanha, filho de
Manuel da Cunha e Luzia de Araújo.
11 - Rosa Botelho, casou nas Feteiras, a 21.11.1804, com Francisco da Costa, viúvo de Antónia Correia.
11 - António Botelho de Sousa, casou nas Feteiras, a 16.6.1790, com Antónia Raposo, filha de Miguel
Raposo e Ana Raposo.
Tiveram:
12 - António Botelho, que segue:
12 - Maria do Espírito Santo, casou nas Feteiras, a 23.10.1815, com Sebastião Cabral, das Capelas, filho
de António Cabral e Maria do Céu. Com geração.
12 - Ana de Jesus, casou nas Feteiras, a 28.1.1828, com João José da Silva, filho de Francisco da Silva e
Bárbara da Conceição. Com geração.
12 - António Botelho, casou nas Feteiras, a 28.8.1816, com Antónia de Jesus, filha de António da Silva e
Antónia Martins. Com geração.

§ 16.º

9- Maria Botelho (do § 15.º), casou nas Feteiras, a 12.4.1727, com António Raposo, ou Furtado, filho
de João Furtado Leite, da Maia (filho de Francisco Fernandes e Maria Lourenço) e de sua 2.ª mulher
Bárbara de Carvalho (filha de Filipe Rodrigues e Bárbara Raposo), casou nos Ginetes a 28.5.1705.
Tiveram:
10 - José Vieira, casou 2 vezes nas Feteiras, a 1.ª a 12.9.1759, com sua prima em 4.º grau Maria Soeiro (§
12.º N.º 10); e a 2.ª vez, a 3.3.1766, com Bárbara de Santo António, viúva de Manuel Cabral.
Teve do 1.º casamento.
11 - Antónia Soeiro, casou nas Feteiras, a 30.6.1798, com João de Sousa, viúvo de Maria de Sousa.
Com geração.
Teve do 2.º casamento:
11 - Rosa Jacinta, casou nas Feteiras, a 6.12.1809, com Manuel de Sousa, filho de João da Câmara e
Maria de Sousa.
11 - Ana Rosa, casou nas Feteiras, a 10.8.1796, com António Raposo Tavares, filho de Duarte
Tavares e Ana Raposo. Com geração.
10 - Luzia Botelho, que segue:
10 - Luzia Botelho, casou nas Feteiras, a 1.10.1757, com António da Costa Benevides, filho de Manuel da
Costa e Clara de Benevides.
Tiveram:
11 - João José da Costa Benevides, que segue:
11 - Joana Maria, casou nas Feteiras, a 12.4.1779, com Manuel de Oliveira Ramalho (Cap.º 152.º § 26.º
N.º 11).
11 - Maria da Trindade, casou nas Feteiras, a 22.9.1792, com Matias José, da Matriz da Vila das Velas,
Ilha de S. Jorge, filho de António Avelar Fagundes e Isabel de Santo António.
Tiveram:
12 - João José da Costa, das Feteiras casou de 20 anos em S. José de Ponta Delgada, a 28.4.1816,
com Maria Joaquina, de Vila Franca, filha de pai incógnito e Maria de Jesus.
11 - Manuel da Costa, casou nas Feteiras, a 23.3.1793, com Rosa de Jesus, filha de Francisco Carvalho
e Josefa do Espírito Santo.
11 - Francisca Vieira, casou nas Feteiras, a 27.7.1803, com José de Carvalho, filho de Francisco de
Carvalho e Josefa Barbosa. Com geração.
11 - João José da Costa Benevides, baptizado nas Feteiras, casou de 24 anos em S. José de Ponta Delgada, a
23.1.1804, com Francisca Tomásia, de 20 anos, filha de Manuel Soares e Bárbara da Conceição.
Tiveram:
12 - João José da Costa Benevides, que segue:
12 - João José da Costa Benevides, casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 17.7.1839, com Margarida Júlia
Pavão, filha de Jacinto Pavão, de S. Pedro de Ponta Delgada (filho de Francisco de Sousa Pavão e de
Luzia Inácia, de S. José de Ponta Delgada e casou em S. Pedro a 7.2.1774) e de Maria Madalena (filha
de José Afonso e Quitéria Rosa).
Tiveram:
13 - Júlio da Costa Benevides, Padre, capelão da igreja do Convento da Esperança, em Ponta Delgada.
13 - Laureano da Costa Benevides, que segue:
13 - Laureano da Costa Benevides, professor de instrução primária em Ponta Delgada. Casou em Rabo de
Peixe, em 1891, com Rosa Clementina de Sousa, filha de Mariano José de Sousa e Francisca de Jesus,
de Rabo de Peixe.
Tiveram:
14 - Raul da Costa Benevides, Médico., que segue:
14 - João da Costa Benevides, casou em Rabo de Peixe, em 1920, com Angelina da Restauração Moniz
Torres. Com geração.
14 - Laura da Costa Benevides, casou em Lisboa, em 1932, com Raul Joyce Fuschini.
14 - Teófilo da Costa Benevides, solteiro.
14 - Berta da Costa Benevides, solteira.
14 - José da Costa Benevides, médico. Casou em Beja, 1939, com Maria Carlota Laça.
14 - Paulo da Costa Benevides, casou em Lisboa, em 1942, com Aura Mendes Barata.
14 - Seis filhos que morreram novos, sem geração.
14 - Raul da Costa Benevides, médico pela Universidade de Coimbra e Director do Laboratório de Análises
Clínicas e Bromatológicas da Junta Geral de Ponta Delgada. Casou no Porto, em 1921, com Maria
Emília Moreira Salvador, do Porto, licenciada em Ciências Físico-Químicas pela Universidade de
Coimbra e professora do liceu de Ponta Delgada.
Tiveram:
15 - Fernanda Salvador Benevides, casou em Ponta Delgada com Guilherme de Aguiar Rego Costa
(Cap.º 425.º § 4.º N.º 12). Com geração.
15 - Maria Margarida Salvador Benevides, formada em medicina pela Universidade de Lisboa. Casou
com Dr. José Júlio Moreira de Campos. Com geração.

§ 17.º

3- Margarida Nunes Botelho (do § 1.º), casou com Henrique Ferreira, de Portugal, Cavaleiro da Guarda
de El-Rei.
Tiveram:
4 - Duarte Ferreira, que segue:
4 - F.. , que casou no Reino com ......., criado de El-Rei.
4- Duarte Ferreira, que foi Escrivão da cidade de Ponta Delgada (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XVI).
Casou com Catarina de Sousa (Cap.º 85.º § 4.º N.º 2).
Tiveram:
5 - Margarida Botelho, que segue:
5 - Jorge Correia, faleceu solteiro.
5 - Afonso Correia, faleceu solteiro na Índia.
5 - Henrique Ferreira, idem.
5- Margarida Botelho, (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XVI), casou em Vila Franca com Sebastião
Gonçalves, que a 21.5.1594 já era faleceu, segundo consta de uma procuração feita por sua nora Maria
Pereira, mulher de Francisco Nunes Botelho, a 21.5.1594, na Maia, para vender em Vila Franca uma
propriedade que ficou de seu pai e sogro Sebastião Gonçalves, que era filho de Jerónimo Gonçalves e
Guiomar Dias.
Tiveram:
6 - Francisco Nunes Botelho, que segue:
6- Francisco Nunes Botelho, morador no Porto Formoso, Casou com Maria Pereira Carneiro, que
consta da procuração atrás citada (Notas de Gaspar Dias Morim, Livro de 1593 e 1594).
Tiveram:
7 - Margarida Botelho, que segue:
7 - Francisco Botelho de Sousa, morador no Porto Formoso. Casou com Isabel Nunes (Nota N.º 14).
Tiveram:
8 - Maria de Sousa, de Vila Franca, onde em 1660 justificou a sua ascendência. Casou com Matias
Moreno (Nota N.º 14).
8 - Maria Botelho de Sousa, casou no Porto Formoso, a 25.11.1666, com Tomé Ribeiro de Aguiar,
morador na Maia.
8 - Bárbara Botelho, casou com Manuel Francisco, morador no Porto Formoso
Tiveram:
9 - Joana Botelho Nunes, que em 23.9.1698 era órfã de pai e mãe e estava para casou com Pedro
Leonardo da Trindade, morador no Porto Formoso (Nota N.º 15).
7- Margarida Botelho, morador no Porto Formoso (Nota N.º 14).
Ignora-se com quem casou, mas sabe-se que foi sua filha:
8 - Isabel da Câmara, que segue:
8- Isabel da Câmara, morador no Porto Formoso Casou com Belchior Carreiro de Sousa, escrivão no
Porto Formoso (Nota N.º 14).
Tiveram:
9 - Rodrigo da Câmara, que segue:
9 - Jerónima da Paz (Nota N.º 16).
9- Rodrigo da Câmara, baptizado no Porto Formoso a 28.10.1668 e aí morador. Casou no Porto
Formoso, a 9.6.1700, com Josefa de Miranda, baptizada na Matriz da Ribeira Grande a 14.3.1685, filha de
José Teixeira Sangue, ferrador, e de sua 2.ª mulher Catarina de Miranda (Nota N.º 16).
Tiveram:
10 - Valério da Silva e Câmara, ou de Miranda, Alferes, que segue:
10 - Francisco da Câmara de Sousa Carreiro, licenciado em medicina e cirurgião, do Porto Formoso
Casou na Matriz de Vila do Porto, a 29.10.1744, com Catarina Rosa dos Serafins (Cap.º 156.º § 1.º
N.º 8).
Tiveram:
11 - Úrsula Rosa da Câmara, casou na Matriz de Vila do Porto, a 30.5.1776, com o Capitão Luís
Manuel de Figueiredo Lemos de Sousa Coutinho (Cap.º 216.º § 1.º N.º 8).
10 - José da Câmara, casou no Porto Formoso, a 12.5.1749, com Francisca Teixeira, filha de João Dias e
Maria Teixeira.
Tiveram:
11 - Manuel da Câmara Carreiro, casou no Porto Formoso, a 19.6.1777, com Maria Clara de Melo
(Cap.º 29.º § 9.º N.º 9).
Tiveram:
12 - Manuel da Câmara, casou em Lisboa, a 17.4.1809, com Maria do Carmo Ferreira, nasceu
na Matriz de Ponta Delgada a 26.10.1781, filha de Manuel Ferreira e Matilde Felizarda.
Tiveram:
13 - Joana Carlota da Câmara, nasceu em Oeiras a 11.2.1814. Casou no Porto Formoso, a
20.10.1836, com António Pacheco Botelho de Mendonça (Cap.º 190.º § 1.º N.º 9).
10 - Manuel da Câmara Carreiro, casou no Porto Formoso, a 19.12.1748, com Francisca de Medeiros,
filha de António Teixeira e Isabel de Medeiros, da Ribeira Grande.
Tiveram:
11 - Remígio da Câmara, do Porto Formoso, Casou em S. Roque, a 27.2.1775, com Antónia de S.
José, filha de José Gouveia e Antónia Machado.
11 - Cosme José da Câmara, do Porto Formoso, Casou em S. Roque, a 20.10.1779, com Genoveva
da Conceição, filha de Filipe de Melo e Felícia da Conceição.
11 - Joana Francisca, do Porto Formoso Casou em S. Roque, a 2.2.1783, com José Correia, viúvo de
Antónia de Resende, sepultada no Nordeste.
10 - Ana da Câmara, casou no Porto Formoso, a 26.3.1736, com o Alferes Francisco do Amaral
Vasconcelos, viúvo de Maria Rosa.
10 - Valério da Silva e Câmara, ou de Miranda, Alferes, morador no Porto Formoso, Casou no Porto
Formoso, a 11.5.1749, com Ângela do Rosário, ou do Paraíso Pimentel, ou Pimentel de Resendes (Cap.º
425.º § 3.º N.º 5).
Tiveram:
11 - Mariana de Pimentel, casou no Porto Formoso, a 14.10.1773, com António da Silva, filho de
Manuel da Silva e Teresa Araújo.
11 - Francisca Rosa, do Porto Formoso Casou em S. Roque, a 10.1.1775, com José Francisco de Sousa,
filho de José de Sousa e Florência de Araújo.
Tiveram:
12 - Francisco Pacheco, casou com Rosa... .
Tiveram:
13 - José Pacheco de Amaral, casou com Maria José do Nascimento.
Tiveram:
14 - Manuel Pacheco de Amaral, do Porto Formoso, casou no Porto Formoso, a
14.2.1845, com Maria Leonor Carolina (Cap.º 24.º § 13.º N.º 12).
11 - Josefa Bernarda Xavier da Câmara, do Porto Formoso, Casou na Matriz de Vila Franca, a 8.7.1782,
com o Dr. Caetano José de Sá Bettencourt (Cap.º 85.º § 2.º N.º 10).
11 - Ana da Luz, casou no Porto Formoso, a 5.12.1783, com José Rodrigues, filho de Domingos
Rodrigues e Maria de Araújo.
11 - Angélica Rosa de Pimentel, nasceu a 11.9.1758 no Porto Formoso e aí casou, a 2.7.1783, com João
da Costa de Faria, baptizado em Santa Cruz da Lagoa, filho de Sebastião da Costa e Antónia de S.
João.
11 - Valério José da Silva, que segue:
11 - Maria da Trindade, ou de Pimentel, nasceu a 17.5.1761 no Porto Formoso e aí casou, a 27.7.1804,
com Manuel da Costa Resendes, viúvo de Francisca do Rosário.
11 - Valério José da Silva, nasceu a 15.3.1764 no Porto Formoso e aí casou, a 17.6.1807, com Ana Francisca,
baptizada na Matriz da Ribeira Grande, filha de Manuel do Monte e Maria José.

§ 18.º

2- Gonçalo Vaz Botelho ou Andrinho, ou Sampaio, também chamado "o Moço" (do § 1.º). Fez
testamento com sua mulher a 27.7.1513, instituindo em vínculo a sua terça para seu filho Pedro
Gonçalves, a qual seguiu depois a linha de sua filha Guiomar. Nesse testamento falam em seus genros
Fernão de Macedo, Luís Anes e João de Bettencourt e também numa filha que casou com Pedro Vaz.
Gonçalo Vaz Botelho, o Moço, morreu na subversão de Vila Franca, como diz o filho André Gonçalves de
Sampaio, o Congro, no seu testamento de 30.8.1552. Casou com Margarida Pires (Cap.º 12.º § 2.º N.º 2)
(Nota N.º 17).
Tiveram:
3 - André Gonçalves de Sampaio, o Congro, o homem mais rico de S. Miguel no seu tempo (Frutuoso,
Livro IV, Cap.º LXII). Ele e sua mulher instituíram vínculos, os quais no princípio do século XVIII
eram administrados pelo morgado António Botelho de Sampaio, da Ribeira Grande. Contudo a Capela
instituída por Guiomar de Teve, sua mulher, seguiu a linha da sua família, tendo sido última
administradora Ermelinda Pacheco Gago da Câmara (Cap.º 53.º § 1.º N.º 12). André Gonçalves de
Sampaio, o Congro, foi Mamposteiro-mór dos Cativos, como declara no seu testamento. Casou com
Guiomar de Teve (Cap.º 12.º § 1.º N.º 3). Sem geração (Nota N.º 18).
3 - Gaspar Gonçalves Botelho, que foi o 1.º filho e morreu solteiro, s. g., vítima de um touro.
3 - Sebastião Gonçalves, que foi morto pelos filhos de Rui Lopes Barbosa (Cap.º 15.º § 13.º N.º 2), a quem
tinha afrontado. Casou com Isabel Pires (Cap.º 128.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
4 - Margarida Pires, que fez testamento com o marido a 10.8.1530. Casou com Gaspar do Rego
Baldaia (Cap.º 18.º § 1.º N.º 2).
3 - Leonor Cordeiro, que segue:
3 - Guiomar Gonçalves Botelho, herdeira do vínculo instituído pelos pais. Casou com João de Bettencourt
e Sá (Cap.º 7.º § 1.º N.º 2).
3 - Maria, ou Ana, Gonçalves Botelho, casou com Fernão, ou Nuno, de Macedo (Cap.º 111.º § Único N.º
3).
3 - Helena Gonçalves (Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXX). Casou com Cristóvão de Braga.
3 - Ana Gomes, ou Gonçalves, que consta do testamento do irmão, "o Congro", parecendo, pelo que lá diz,
ser casada com Manuel de Macedo. (Do mesmo testamento também se pode inferir que é irmã de
Guiomar de Teve, mulher do Congro) (Nota N.º19).
3 - F.. , casou com Pedro Vaz.
3- Leonor Cordeiro, casou com Luís Anes, Cavaleiro de Santiago e morador na Ribeira Grande
(Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXVIII). Assinou a rogo de sua sogra, Margarida Pires, uma escritura de
composição que esta e seu marido, Gonçalo Vaz, fizeram nas Notas do tabelião António de Freitas, a
3.11.1509. Pelo testamento do filho sabe-se que Luís Anes foi enterrado na igreja de S. Miguel, de Vila
Franca, onde era morador.
Foi seu filho:
4 - Miguel Rodrigues, que segue:
4- Miguel Rodrigues, que antes de 1523 fez testamento, em que instituiu vínculo para a sua filha
Margarida Luís e em que fala nos pais, na mulher e no cunhado Lopo Anes de Araújo (Cap.º 21.º § 1.º N.º
1). (O autor viu um traslado desse testamento, que não diz a data). Casou com Maria de Medeiros (Cap.º
20.º § 1.º N.º 2) (Nota N.º 20).
Tiveram:
5 - Margarida Luís de Sampaio, deu contas nos Resíduos do vínculo instituído pelo pai e de que mais tarde
foi herdeiro o Capitão-mor do Nordeste, Manuel Raposo de Sousa (Cap.º 90.º § 1.º N.º 6). Por sua
morte fez-se inventário em Ponta Delgada, a 30.5.1589, sendo cabeça de casal a filha Maria de
Medeiros, já viúva. Neste inventário vem o traslado do testamento do pai, Miguel Rodrigues, que era
morador no lugar da Lagoa, termo de Vila Franca É com o apelido de Sampaio que ela figura no dito
inventário (Arquivo da Relação dos Açores, Proc.º N.º 102). Casou com Manuel Raposo (Cap.º 27.º §
10.º N.º 13) (Nota N.º 20).

§ 19.º

2- João Gonçalves Botelho, o Tosquiado (do § 1.º), Escudeiro de El-Rei e morador em Rosto do Cão,
onde fez um vínculo por testamento de 30.6.1513, aprovado a 2.7.1513, do qual foi 1.º administrador seu
filho João de Arruda da Costa e último a 1.ª Viscondessa da Praia (Cap.º 11.º § 1.º N.º 9). Casou a 1.ª vez
com Isabel Dias da Costa que, segundo o genealogista Morgado João de Arruda supõe, teria transmitido o
apelido Arruda a seus filhos, por ser talvez natural da vila de Arruda, a cinco léguas de Lisboa, ou por ali
possuir alguma quinta, ou seus pais ou avós, ou ainda por ser descendente de algum dos estrangeiros que
fundaram aquela Vila. Casou 2.ª vez com Beatriz Gonçalves, que foi testamenteira do marido (Nota N.º
21).
Teve do 1.º casamento:
3 - João de Arruda da Costa, que segue:
3 - Pedro da Costa, que segue no § 21.º.
Teve do 2.º casamento:
3 - João Gonçalves Botelho, que foi morto em Rabo de Peixe por irmãos da mulher de Diogo Anes, da
Ribeira Grande, antes de 1513 (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXXII). Casou com Genebra de Frias (Cap.º
23.º § 1.º N.º 2). Tiveram 2 filhas que morreram solteiras no terramoto de Vila Franca, a 2.10.1522
(Nota N.º 21).
3 - Gonçalo Vaz, citado no testamento do pai, onde parece ser filho da 2.ª mulher.
3 - Rui Gonçalves, idem, idem.
Teve ainda de uma das mulheres com quem casou:
3 - Maria Rodrigues Botelho, citada no testamento do pai. Vinculou a sua terça por testamento aprovado a
22.8.1558, em Rosto do Cão, na quinta de seu 2.º marido, o bacharel João Gonçalves, onde fala em
seus filhos António e Jorge Furtado, e em António, filho bastardo de seu filho Jorge Furtado, e em
Jordoa Botelho, sua neta, filha de António Furtado. Casou a 1.ª vez com Rui Martins Furtado (Cap.º
85.º § 1.º N.º 2) e a 2.ª vez com o bacharel João Gonçalves, que depois casou com Francisca de
Medeiros (Cap.º 21.º § 1.º N.º 2). Sem geração.
3- João de Arruda da Costa, que foi o 1.º que usou o apelido "Arruda" para se distinguir de seu irmão
João Gonçalves. Foi morador em Vila Franca, onde instituiu vínculo por testamento de 13.5.1553, de uma
terça, em seu filho Francisco de Arruda da Costa, o qual constava de um grande corpo de terras às
Amoreiras da mesma Vila. Casou com Catarina Favela, que nasceu na ilha da Madeira, filha de João
Favela, castelhano, que veio para Portugal no tempo de El-Rei D. Afonso V, que o casou, e de Beatriz
Coelho, sua mulher, natural de Évora e dama do Paço no tempo daquele Rei (Frutuoso, Livro IV, Cap.º
V).
Tiveram:
4 - Amador da Costa de Arruda, herdeiro da Capela instituída por seu avô João Gonçalves e de um grande
morgado instituído por sua tia Margarida Mendes, meia irmã de Catarina Favela. Fez testamento
aprovado a 1.1.1571 e um codicilo aprovado a 3.12.1571, em que institui testamenteiro a seu filho
Álvaro da Costa. Pelo mesmo testamento Amador da Costa instituiu vínculo, cuja administração
deixou ao filho Álvaro, e não tendo este descendência passaria à do filho Manuel e na falta desta à da
filha Isabel. Este vínculo constava de certa terra e pomar no Rosário Lagoa e das casas e quinta de sua
residência em Rosto do Cão, à Canada de Duarte Borges, onde residiu anos depois D. António, Prior
do Crato. Dele foi última administradora a Viscondessa da Praia, cujo marido demoliu as casas.
Amador da Costa foi morador em Rosto do Cão e casou com Bárbara Lopes (Cap.º 19.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
5 - Álvaro da Costa, que morreu solteiro, tendo feito testamento, aprovado a 25.8.1606, onde fala em
sua sobrinha Maria da Fonseca, filha de Clara da Fonseca e de António Pacheco, mandando dar-lhe
200 cruzados para ajuda do seu casamento, e no irmão dela, Vicente Pacheco da Mota, também
contemplado com 50 cruzados. Sem geração.
5 - Manuel da Costa, sucessor do grande morgado de sua tia Margarida Mendes, o qual começava na
praça da cidade de Ponta Delgada, principiando do mar do Sul, até ver o mar da banda do Norte.
Também herdou outro morgado de seu bisavô João Gonçalves Botelho, em Rosto do Cão. Sem
geração.
5 - Isabel Dias da Costa, que foi herdeira dos morgados de seus irmãos e casou com António Borges de
Gandia, ou de Gambôa, ou de Sousa (Cap.º 17.º § 1.º N.º 2).
5 - Catarina de Cristo, freira em Santo André de Vila Franca
5 - Beatriz da Conceição, idem
5 - Francisca dos Anjos, idem.
5 - António da Costa, que foi para o estrangeiro.
4 - Pedro da Costa de Arruda, que segue:
4 - Francisco de Arruda da Costa, que segue no § 20.º.
4 - Bartolesa da Costa, casou com Jorge da Mota (Cap.º 4.º § 1.º N.º 1).
4 - Beatriz da Costa, casou com Manuel do Porto (Cap.º 3.º § Único N.º 1).
4 - Isabel do Espírito Santo, freira em Santo André de Vila Franca
4 - Maria da Trindade, idem.
4- Pedro da Costa de Arruda, Capitão-mor de Ordenanças, morador em Vila Franca Por testamento
aprovado a 27.1.1588 vinculou para seu filho João de Arruda da Costa. A terça vinculada constava de
várias terras na Ribeira Grande e das casas e quinta onde nesta vila residia o morgado João de Arruda
Botelho e Câmara, seu último administrador. Casou a 1.ª vez com Maria Tavares (Cap.º 45.º § 1.º N.º 3) e
a 2.ª vez com Isabel Travassos (Cap.º 97.º § 1.º N.º 2). Jaz sepultado com os pais no Convento de Santo
André de Vila Franca (Nota N.º 22). Não teve geração do 2.º casamento.
Teve do 1.º casamento:
5 - João de Arruda da Costa, que segue:
5 - Rui Tavares da Costa, morador em Vila Franca (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXXIX). A 9.5.1603, nas
suas casas de morada em Vila Franca, com sua segunda mulher vendeu uma propriedade que houvera
por arrematação. Casou a 1.ª vez com uma filha de Gabriel Coelho Correia (Cap.º 27.º § 1.º N.º 3), a
2.ª vez com Maria de Sousa (Cap.º 95.º § Único N.º 3). Sem geração.
5 - Catarina de S. Miguel, freira no Convento de Santo André de Vila Franca
5 - Catarina de Santiago, idem.
5 -Isabel Tavares, que era menor em 17.4.1597, data de uma certidão do inventário por morte de Maria
Tavares, sendo seu tutor Manuel Favela da Costa.
5- João de Arruda da Costa, Capitão-mor de Vila Franca. Instituiu vínculo por testamento aprovado a
2.3.1598, sendo dele herdeira a mulher e depois o filho Francisco, por ter já faleceu o filho Pedro, morador
em Vila Franca Casou com Guiomar da Cunha de Sousa (Cap.º 36.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
6 - Francisco de Arruda da Cunha, Capitão-mor de Vila Franca e Governador da ilha de S. Miguel. Foi o
filho primogénito, tendo sido baptizado na Matriz de Vila Franca a 24.5.1564. Morreu a 9.1.1629,
tendo testado a 21.12.1628. Foi Cavaleiro de Cristo e administrador da terça instituída por seu pai, que
era de nomeação, pelo que nomeou para lhe suceder a seu primo Sebastião de Arruda da Costa ( § 20.º
N.º 6). A 5.1.1629 fez uma Instituição destinada a dotes para parentes pobres. Foi dotado para casar
por escritura de 19.5.1587, sendo testemunhas seu avô Pedro da Costa de Arruda e seu irmão também
Pedro da Costa de Arruda. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 18.1.1588, com Guiomar da Silva de
Vasconcelos (Cap.º 49.º § 1.º N.º 4). Sem geração.
Teve, porém, as duas filhas ilegítimas:
7 - Isabel de Arruda da Cunha, que em Vila Franca, a 20.6.1670, juntamente com seu marido dotou
suas filhas Clara de S. João e Vitória do Paraíso para professarem no Convento de Santo André
daquela Vila. Casou na Matriz Vila Franca, a 26.3.1630, com Francisco de Freitas da Costa (Cap.º
185.º § 1.º N.º 5).
7 - Maria de Arruda, faleceu a 11.10.1610, ainda em vida do pai. Casou na Matriz de Vila Franca, a
10.10.1606, com Germão Pereira Sarmento (sic), Provedor da Fazenda Real nos Açores e
Cavaleiro da Ordem de Cristo (Nota N.º 23).
6 - Pedro da Costa de Arruda, que segue:
6 - Bartolomeu Favela, mentecapto.
6 - Sebastião da Cunha, que a 17.2.1578 foi padrinho de um baptizado na Matriz de Vila Franca Sem
geração.
6 - Isabel de Arruda, baptizada na Matriz Vila Franca a 22.7.1566.
6- Pedro da Costa de Arruda, baptizado na Matriz de Vila Franca a 16.8.1568, tendo faleceu antes do
irmão Francisco. Na escritura de dote feita a este irmão, a 19.5.1587, assinou Pedro da Costa de Arruda
por sua mãe. Casou com Maria Ferreira (Cap.º 128.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
7 - José da Costa de Arruda, que segue:
7 - Margarida de Arruda, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 7.10.1590.
7- José da Costa de Arruda, Capitão e morador em Ponta Delgada, nas suas casas da Rua da Fonte
Velha (Notas do tabelião Gregório da Ponte de Melo, Livro de 1664 a 1670). Casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 27.4.1620, com Filipa de Morais (Cap.º 72.º § Único N.º 2). (Nota N.º 30).
Tiveram:
8 - Pedro da Costa de Arruda, licenciado, que segue:
8 - Francisco de Arruda, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 16.5.1622. Ausentou-se.
8 -Maria do Santo Inácio, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 30.8.1628. Freira no Convento da
Esperança de Ponta Delgada
8 - Bárbara de Arruda, baptizada a 21.7.1630 na Matriz de Ponta Delgada.
8 - Leonor de Santo António, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.
8- Pedro da Costa de Arruda, licenciado, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 8.2.1621. Furnas a
13.2.1666. Quando casou a 1.ª vez estava em Coimbra, casando em S. Miguel por procuração passada ao
Capitão João velho Cabral (Cap.º 97.º § 6.º N.º 5). Este 1.º casamento realizou-se na Matriz de Ponta
Delgada, a 21.3.1644, com Margarida Botelho de Melo (Cap.º 123.º § 1.º N.º 3). Casou 2.ª vez na Matriz
de Ponta Delgada, a 3.7.1659, com Susana Pereira de Melo (Cap.º 89.º § Único N.º 6).
Teve do 2.º casamento:
9 - Filipa de S. José, madre, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada e administradora da terça
vinculada do Capitão-mor João de Arruda da Costa e do vínculo instituído pelo primeiro deste nome
(destes vínculos deu mais tarde contas Manuel José Botelho de Gusmão, de Vila Franca) (§ 1.º N.º 10)
e (Vide Nota N.º 1 do Cap.º 166.º). Nasceu a 25.3.1669 e morreu a 28.7.1745.
9 - Antónia de S. Luís, Madre, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.

§ 20.º

4- Francisco de Arruda da Costa (do § 19.º), Capitão-mor de Ordenanças, Juiz do mar, Provedor da
Misericórdia de Ponta Delgada e Contador. Foi Cavaleiro de Cristo. Frutuoso chama-lhe "o Pai da Pátria".
Por alvará régio de 28.6.1560 foi nomeado para servir interinamente o cargo de Juiz da Alfandega e do
Mar em Ponta Delgada, na ausência do licenciado Gonçalo Nunes de Arez (Cap.º 93.º § Único N.º 1). Foi
herdeiro da terça vinculada instituída por seu pai a 4.5.1553 e ele próprio testou a 29.10.1593, juntamente
com sua mulher, instituindo vínculo de que no século XIX deu contas o 1.º Barão das Laranjeiras. Casou
com Francisca de Viveiros de Sousa (Cap.º 149.º § Único N.º 3).
Tiveram:
5 - Sebastião da Costa de Arruda, que segue:
5 - Amador da Costa de Arruda (Frutuoso, Livro IV, Cap.º V). Casou com Isabel Pires, ou Pereira (Cap.º
76.º § 3.º N.º 4).
Tiveram:
6 -Isabel da Costa de Arruda, que com o marido edificou a ermida de Nossa Senhora do Desterro, em
Ponta Delgada, dotando-a com 15 alqueires de trigo anuais. Juntamente com seu marido fez
escritura de aforamento a 17.6.1607 (Vid, Nota N.º 1 do Cap.º 49.º). Casou com o licenciado
Francisco Nunes Bago (Cap.º 326.º § 1.º N.º 2).
6 - Francisca de Viveiros, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 27.11.1601, com João Robles (§ 21.º
N.º 6).
5 - Damião da Costa, casou na Índia com Maria Salema (Nota N.º 24).
5 - Maria de Arruda da Costa, casou com João de Melo (Cap.º 174.º § Único N.º 3).
5 - Cosma da Costa, casou na Madeira com Rui Dias de Aguiar (Cap.º 7.º § 1.º N.º 5) (Nota N.º 24). Sem
geração.
5 - Três filhas freiras.
5- Sebastião da Costa de Arruda, Cavaleiro de Cristo. Fez testamento aprovado a 18.10.1610, em que
vinculou e deixa a sua tença de 20 mil reis, que tinha do hábito de Cristo, a sua filha Úrsula de Jesus; nele
fala em seu genro Francisco do Rego e em sua filha Bárbara. Do vínculo que instituiu foi último
administrador o 1.º Visconde do Botelho (Nota N.º 24). Foi morador em Santa Clara, em Ponta Delgada.
Casou com Maria de Sins de Maeda, filha de Pedro de Maeda, biscaínho e mestre das Obras e
Fortificações na ilha de S. Miguel, e de sua mulher Maria Cachingas, ou Caxigas (Nota N.º 25).
Tiveram:
6 - Sebastião de Arruda da Costa, que segue:
6 - Bárbara de Arruda, herdeira do vínculo instituído por seu pai em 18.10.1610. Casou com Fernão de
Macedo Botelho (§ 1.º N.º 6).
6 - Ana de Maeda, ou da Costa de Arruda, casou com o Capitão Francisco do Rego Cabral, ou Baldaia
(Cap.º 18.º § 1.º N.º 5).
6 - Maria de Santo António (Nota N.º 24).
6 - Joana de S. Braz (Nota N.º 24).
6 - Úrsula de Jesus.
6- Sebastião de Arruda da Costa, Cavaleiro de Cristo e Capitão do Castelo de S. Braz. Parece que
também foi Capitão-mor de Vila Franca Foi herdeiro de seu primo Francisco de Arruda da Cunha (§ 19.º
N.º 6) e nomeou para administrador do vínculo herdado deste parente seu filho segundo Francisco de
Arruda da Costa. A 29.10.1630 fez uma procuração com sua mulher. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a
22.11.1610, com Margarida de Sousa (Cap.º 152.º § 1.º N.º 4) (Nota N.º 26).
Tiveram:
7 - Sebastião da Costa de Arruda, Capitão, freguês de Vila Franca à data do casamento do filho. Casou na
Matriz da Ribeira Grande, a 16.5.1641, com Leonor Coutinho (Cap.º 18.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
8 - Sebastião de Arruda Coutinho, que em testamento feito a 12.9.1711 instituiu vínculo para seu
enteado Francisco Raposo de Melo Cabral (Cap.º 97.º § 3.º N.º 7). Casou em S. José de Ponta
Delgada, a 1.1.1680, com Guiomar Margarida de Mendonça de Arez (Cap.º 106.º § Único N.º 5).
Sem geração.
8 - Maria de Arruda Coutinho, por quem passou para a casa do Barão das Laranjeiras a administração
do Capitão-mor Francisco de Arruda da Cunha. Casou na Matriz de Vila Franca, a 15.2.1665, com
o Capitão António de Medeiros Albuquerque (Cap.º 11.º § 5.º N.º 5).
8 - Teresa Josefa Coutinho, casou com o Capitão Francisco Borges da Costa (Cap.º 17.º § 2.º N.º 5).
7 - Francisco de Arruda da Costa, que segue:
7- Francisco de Arruda da Costa, Sargento-mor da Ribeira Grande e sucessor do vínculo instituído por
Pedro da Costa. Fez testamento aprovado a 16.12.1697, do qual consta ter 60 anos e possuir a terça de seu
tio Pedro da Costa, por nomeação de seu pai. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 20.7.1639, com
Vitória Coutinho (Cap.º 18.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
8 - João de Arruda da Costa, Capitão, que segue:
8 - Maria de Deus, freira em Santo André de Vila Franca
8- João de Arruda da Costa, Capitão, herdeiro dos vínculos. Casou a 1.ª vez na Matriz da Ribeira
Grande, a 31.7.1673, com Luzia da Câmara (Cap.º 9.º § 1.º N.º 7). Casou 2.ª vez com Maria de Pimentel
(Cap.º 101.º § Único N.º 5).
Teve do 1.º casamento:
9 - Francisco de Arruda da Câmara, que segue:
9- Francisco de Arruda da Câmara, herdeiro dos vínculos, que em 9.6.1709 era Vereador e morador em
S. Pedro de Ponta Delgada, tendo ido com a Câmara lançar a primeira pedra da igreja de S. Francisco de
Ponta Delgada. Por testamento de 24.2.1740 instituiu vínculo para seu filho António do Rego da Câmara.
Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 12.7.1697, com Ana Leite Machado (Cap.º 173.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
10 - João de Arruda da Câmara, que segue:
10 - António do Rego da Câmara, herdeiro dos vínculos do pai e primeiro Procurador da Câmara de Ponta
Delgada com 56 anos a 21.7.1769, casou com testamento aprovado a 11.7.1769, em que vinculou
para o sobrinho António Francisco de Arruda e Câmara, a quem também deixou os vínculos que
administrava.
10 - Francisco de Arruda e Câmara, Tenente, que fez testamento a 18.1.1760, deixando por herdeiro o
irmão João.
10 - Francisca do Céu, freira em S. João de Ponta Delgada.
10 - Luís da Câmara, que se ausentou para o Brasil.
10 - João de Arruda da Câmara, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 7.9.1710, tendo fugido para o Brasil
em novo, onde morreu, no Bispado de Mariana. Casou no Brasil, na Matriz de Guarapiranga, a
25.2.1740, com Quitéria Francisca Pires Farinha, do Brasil, filha de Braz Pires Farinha, natural de Serpa
do Alentejo, e de Sebastiana Cardoso, da Vila de Guarapiranga.
Tiveram, além de vários filhos que ficaram no Brasil:
11 - António Francisco de Arruda e Câmara, que segue:
11 - Sebastião de Arruda e Câmara, que ficou no Brasil.
11 - António Francisco de Arruda e Câmara, nasceu no Brasil, no Bispado de Minas, freguesia da Conceição
de Guarapiranga, onde foi baptizado a 5.6.1741. Foi herdeiro dos vínculos de seu tio António do Rego
da Câmara, pelo que veio para S. Miguel com o fim de administrá-los. Casou em Santa Cruz da Lagoa, a
13.9.1772, com Maria Rosa da Câmara Ataíde Moniz Corte-Real (Cap.º 19.º § 1.º N.º 10).
Tiveram:
12 - João de Arruda Botelho da Câmara, que segue:
12 - Joana Cecília da Câmara de Arruda e Sá, nasceu a 27.7.1775 em S. Pedro de Ponta Delgada e
faleceu a 23.4.1814 na Matriz de Ponta Delgada, sendo sepultada na igreja da Esperança. Casou em
S. Pedro de Ponta Delgada, a 30.7.1800, com o Capitão António Borges de Bettencourt de Arruda e
Sá (Cap.º 73.º § Único N.º 7).
12 - Teresa de Bettencourt Botelho de Arruda e Sá, casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 25.3.1805,
com João Manuel de Ataíde da Câmara de Bettencourt (Cap.º 19.º § 1.º N.º 10).
12 - João de Arruda Botelho e Câmara, morgado e administrador dos vínculos. Nasceu a 12.5.1774 em S.
Pedro de Ponta Delgada e morreu a 31.1.1845 na Matriz da Ribeira Grande. Foi notável genealogista e
autor de vários manuscritos, entre os quais as Instituições Vinculares e a cópia das Saudades da Terra,
pertencente à biblioteca de José do Canto. O seu casamento conservou-se secreto até à sua morte. Casou
na Ribeira Grande, a 9.5.1827, clandestinamente, com Escolástica Rosa, sua criada, faleceu na
Conceição Ribeira Grande a 14.11.1839, filha de Manuel Fernandes e Antónia Tavares.
Tiveram:
13 - Francisco de Arruda Botelho, que segue:
13 - Maria Rosa Arruda, casou na Conceição da Ribeira Grande, a 12.2.1855, com Jacinto de Medeiros
Raposo (Cap.º 148.º § 11.º N.º 13). Sem geração.
13 - António Francisco de Arruda Botelho, baptizado em Rabo de Peixe e casou na Conceição da
Ribeira Grande, a 14.8.1859, com Maria Júlia da Câmara (Cap.º 296.º § 1.º N.º 9).
Tiveram, além de outros filhos:
14 - Margarida de Arruda, sem mais notícia.
14 - Sofia de Arruda, idem.
14 - Maria de Arruda, idem.
14 - Justina Evarista d'Arruda, casou de 29 anos na Conceição da Ribeira Grande, a 2.5.1904, com
António Manuel de Senra, de 32 anos, de Santo António, filho de António Manuel de Senra e
Maria da Glória de Chaves e Sousa, de Rabo de Peixe.
13 - Francisco de Arruda Botelho, nasceu na Ribeira Grande e faleceu de febre amarela em Lisboa, em 1857.
Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 26.10.1846, com sua prima Maria Júlia de Bettencourt (Cap.º
19.º § 1.º N.º 11).
Tiveram:
14 - Francisco de Arruda Botelho, que era morgado, mas morreu de 10 anos.
14 - Maria Leopoldina de Arruda, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 12.1.1848 e faleceu solteira.
14 - José de Arruda Botelho e Câmara, que segue:
14 - Augusto Arruda, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 1.3.1856. Casou com Emília Rebelo
Borges de Castro (Cap.º 17.º § 3.º N.º 11).
Tiveram:
15 - Augusto Rebelo Arruda, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra. Casou
com Maria Amélia de Mendonça Machado (Cap.º 205.º § 1.º N.º 11).
Tiveram:
16 - Madalena Maria de Mendonça Machado Rebelo Arruda, casou com o Dr. Francisco
Bicudo de Medeiros (Cap.º 19.º § 7.º N.º 12). Sem geração.
16 - Margarida Vitória de Mendonça Machado Rebelo Arruda, casou com Eduardo Martins
Ribeiro de Moura Machado, médico, natural de Guimarães. Com geração.
16 - Leonor de Mendonça Machado Rebelo Arruda, casada com José de Mendoza Lassale,
advogado, de nacionalidade espanhola. Com geração.
16 - Regina de Mendonça Machado Rebelo Arruda, casou com João Luís da Câmara Melo
Cabral (Cap.º 33.º § 13.º N.º 18). Com geração.
15 - Clara Rebelo Arruda, casou com Eng.º Abel Ferin Coutinho (Cap.º 104.º § 3.º N.º 14). Sem
geração.
15 - Úrsula Rebelo Arruda, casou com Armando de Castro Carneiro (Cap.º 431.º § 1.º N.º 12).
Com geração.
15 - Emília Rebelo Arruda, casou com José de Lacerda, da ilha do Pico.
Tiveram:
16 - Paulo de Lacerda, casou com Maria Clotilde Hintze Ferreira (Cap.º 217.º § Único N.º
10). Com geração.
16 - Hugo de Lacerda, casou com Maria José Alves. Sem geração.
16 - Emília Arruda de Lacerda, faleceu solteira. Sem geração.
16 - Natália Arruda de Lacerda, idem. Idem.
15 - Manuel Rebelo de Arruda, casou com Natália da Silveira de Medeiros (Cap.º 27.º § 5.º N.º
13).
Tiveram:
16 - Maria Natália da Silveira de Medeiros Rebelo Arruda, casou com João de Oliveira
Correia Rebelo (Cap.º 327.º § 11.º N.º 11). Com geração.
16 - Maria Emília da Silveira de Medeiros Rebelo Arruda, solteira, gémea com:
16 - Maria Guilhermina da Silveira de Medeiros Rebelo Arruda, solteira.
16 - Manuel da Silveira de Medeiros Rebelo Arruda, casou com Octávia do Rego Costa
Anglin (Cap.º 370.º § 3.º N.º 6). Com geração.
14 - Joana Cecília de Arruda, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 23.11.1857. Casou com David de
Frias Coutinho (Cap.º 104.º § 3.º N.º 13).
14 - José de Arruda Botelho e Câmara, nasceu a 25.6.1852 em S. Pedro de Ponta Delgada e aí casou, a
3.4.1875, com Ana Leite Borges Bicudo (Cap.º 11.º § 4.º N.º 11).
Tiveram:
15 - Francisco de Arruda Botelho, nasceu a 4.5.1876 em S. Pedro de Ponta Delgada e faleceu em 1903
nos Estados Unidos da América, onde casou. Sem geração.
15 - Pedro de Arruda Botelho, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 28.4.1878. Foi para os Estados
Unidos da América, onde casou, lá morrendo a 17.12.1947. Com geração.
15 - Maria Evelina Bicudo Arruda, casou na Conceição da Ribeira Grande, a 18.10.1909, com António
Bernardo de Carvalho, viúvo de Hortênsia de Teves Ferreira.
Tiveram:
16 - Gil de Arruda Carvalho, empregado da Junta Autónoma dos Portos. Casou em Ponta Delgada.
15 - Manuel Bicudo Arruda, funcionário de Finanças. Casou com Berta Maria de Medeiros Pereira
(Cap.º 327.º § 2.º N.º 11). Sem geração.
15 - José de Arruda Botelho, foi para os Estados Unidos da América, onde morreu a 18.2.1952. Casou
na América com Teresa da Silva Brum, do Capelo.
Tiveram:
16 - José de Arruda Botelho, casou. Morreu na Califórnia. Com geração.
16 - Maria, casou na Califórnia.
16 - Lucília, faleceu solteira na Califórnia.
16 - Irene, casou na Califórnia.
16 - Laura.
15 - João d’Arruda Botelho, que foi para os Estados Unidos da América, onde casou. Com geração.
15 - António d'Arruda Botelho, que segue:
15 - Cecília Bicudo Arruda, que foi para os Estados Unidos da América e aí casou com Manuel
Mansinho. Sem geração.
15 - António d'Arruda Botelho, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 15.1.1886. Morou nos Fenais da Luz
Casou a 1.ª vez em S. Pedro de Ponta Delgada, em 1924, com Maria Angelina Raposo, dos Fenais da
Luz, filha de Vicente Raposo de Almeida Viveiros e Maria Eugénia Pontes. Casou a 2.ª vez com Maria
Marcolina de Medeiros, dos Fenais da Luz.
Teve do 1.º casamento:
16 - António Raposo de Arruda, que segue:
16 - Ernesto Raposo Arruda, que foi para o Brasil. Casou em Rabo de Peixe, em 1949, com Maria
Lubélia da Silva Couto. Com geração.
Teve do 2.º casamento:
16 - José de Medeiros Arruda, solteiro.
16 - Maria Angelina de Medeiros Arruda, casou com Humberto Francisco de Medeiros, dos Aflitos,
Fenais da Luz, filho de Francisco José de Medeiros, dos Aflitos.
16 - António Raposo Arruda, lavrador, morador nos Fenais da Luz. Nasceu a 6.7.1925 e casou em S.
Vicente, a 24.5.1953, com Maria Lucília de Viveiros Correia, filha de Manuel Viveiros Correia e
Ermelinda Félix da Silva.
Tiveram:
17 - Maria da Conceição.

§ 21.º

3- Pedro da Costa (do § 19.º), o Africano, como foi cognominado. Morreu em Arzila deitando-se ao
mar, em 1506 ou 1508. Casou com Brites Lopes Barriga, viúva de D. João de Meneses, ou da Costa, e
irmã de Lopo Barriga, a qual recebia 30 mil reis de tença, que lhe deu o Rei D. Manuel em 1521 (Nota N.º
27).
Tiveram:
4 - Henrique da Costa, que segue:
4- Henrique da Costa, que cegou numa correria contra os mouros e casou à hora da morte com Catarina
Romeira.
Tiveram:
5 - Beatriz da Costa, que segue:
5- Beatriz da Costa (Frutuoso, Livro IV, Cap.º IV). Casou com João de Robles, castelhano (Nota N.º
28).
Tiveram:
6 - João de Robles, que segue:
6- João de Robles (Nota N.º 28). Casou na Matriz Ponta Delgada, a 27.11.1601, com sua prima
Francisca de Viveiros (§ 20.º N.º 6).
Tiveram:
7 - João de Robles, Padre, faleceu em S. Roque a 28.6.1666. Fez testamento aprovado em 27.6.1666, em
que fala em seus avós João de Robles e Beatriz da Costa e em seu sobrinho Antão de Arruda e sua
mulher Maria Cabral.
7 - Maria de Arruda da Costa, citada no testamento de seu irmão Padre João de Robles. Casou na Matriz
Ponta Delgada, a 28.10.1645, com o Capitão Manuel Alves do Couto (Vide Nota N.º 4 do Cap.º 124.º).

NOTAS

1) Nuno Gonçalves Botelho (§ 1.º N.º 2)


No seu testamento, de 13.10.1504, diz que João Gonçalves é seu irmão e fala em seus filhos
Margarida, Beatriz e Antão, que não constam de Frutuoso. Por testamento aprovado a 4.9.1531 sua mulher
também instituiu vínculo num pico em Rosto do Cão e em 5 alqueires de terra em PG, para seu filho Jorge
Nunes Botelho. A 12.8.1517 Catarina Rodrigues faz uma doação à Santa Casa da Misericórdia de Ponta
Delgada e nela fala em João Gonçalves, seu cunhado, dizendo que o marido, Nuno Gonçalves, era já
faleceu.

2) Diogo Nunes Botelho (§ 1.º N.º 3), Simão Nunes Botelho e Jorge Nunes Botelho (§ 1.º N.º 4)
A 20.11.1576 foi passada em Vila Franca a folha de partilhas das Madres Maria de S. João, Maria da
Anunciação e Isabel da Madre de Deus, freiras em Santo André de Vila Franca, extraída do inventário que
se tinha feito por morte de sua mãe Isabel Tavares, mulher que foi de Diogo Nunes Botelho, já faleceu.
Foi inventariante seu filho Jorge Nunes Botelho.
A 8.1.1573, em Rosto do Cão, nas casas de aposento de Isabel Tavares, mulher que foi de Diogo
Nunes Botelho, compareceu seu filho Simão Nunes Cavaleiro Fidalgo, e fez escritura de dote para
professar no Convento de Santo André de Vila Franca (tendo sido autorizado para este dote pelo Juiz dos
Órfãos, para o fazer com sua mãe), a sua filha Beatriz Tavares. Vê-se que sua mãe é sua tutora e curadora.
Dota uma terra que ele herdou de seu pai Diogo Nunes Botelho, que parte com Manuel Botelho e com
Jorge Nunes Botelho, e mais dota uma vinha que a dotada Beatriz Tavares herdou de sua mãe, Marquesa
de Abreu, mulher que foi do dito Simão Nunes, por não haver outro herdeiro. A vinha ficou a ele Simão
Nunes e à dita sua filha, metade a cada um, e ele a dota toda ao dito Convento. Outorgaram mais, como
fiadores deste contrato, Jorge Nunes Botelho e sua mulher Jerónima Lopes (tabelião Francisco Lobo).
A 8.7.1554, em Vila Franca, fez-se uma escritura em que Maria Tavares, filha de Diogo Nunes Botelho,
morador que foi em S. Roque, herdeira da terça de seu pai, se dota para professar no Convento de Santo
André de Vila Franca Refere-se a sua mãe Isabel Tavares e foi testemunha seu irmão Simão Nunes.
A 12.8.1552, em Vila Franca, a senhora Isabel Tavares, dona viúva, moradora em Rosto do Cão, disse
que tinha duas filhas legítimas, dela e de seu marido Diogo Nunes, defunto, uma chamada Isabel e a outra
Leonor, que estavam no Convento de Santo André da dita Vila e queriam professar. Ela as dota com as
legítimas que herdaram do dito seu pai. Foi testemunha o licenciado António Tavares, que assinou pela
dotadora; outra testemunha foi Jorge Nunes Botelho, Fidalgo, mr e morreu Ponta Delgada (tabelião João
de Novais; a fls. 910 do Livro X do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca).

3) Joana Coutinho, Maria da Cruz, Feliciano Botelho Cabral (§ 1.º N.º 5) André Botelho Cabral (§
1.º N.º 4)
Por procuração feita na cidade de Santa Cruz de Cochim, a 22.12.1603, por Feliciano Botelho Cabral e
sua mulher Joana, constituindo seu procurador em S. Miguel a Simão Lopes de Andrade, casou com sua
prima Maria Pacheco de Sá Bettencourt (Cap.º 7.º § 2.º N.º 5), que o constituinte diz ser filha de sua prima
co-irmã Filipa e do marido deste António de Sá, se vê que o dito Feliciano Botelho Cabral é Fidalgo da
Casa de El-Rei e, como ele próprio diz, é filho de André Botelho Cabral, que faleceu em Lisboa em 1581,
deixando por seu testamenteiro Gaspar Roiz, que estava de posse da legítima dele Feliciano. Este
Feliciano diz que veio do reino para a Índia na nau "S. Lourenço", em que veio por Vice-Rei D. Francisco
Mascarenhas, Conde da Vila de Horta. esta procuração está transcrita a folhas 145 do Livro de Notas do
tabelião de Ponta Delgada Manuel de Andrade, de 1607 e 1608.
Por uma escritura feita na Ribeira Grande, a 12.1.1591, o senhor André Botelho Cabral e a senhora
Joana Coutinha, mrs. em Ponta Delgada, dotam sua sobrinha e irmã Maria da Cruz para professar no
Convento de Jesus da Ribeira Grande. Dizem que é filha de Manuel Botelho Cabral, morador na Índia de
Portugal, irmão dele André Botelho e pai dela Joana Coutinho, etc. (Livro LXXVI do Tombo do Convento
de Jesus da Ribeira Grande, fls. 995).

4) Guiomar Botelho (§ 1.º N.º 5)


Por escritura de 16.8.1612, Guiomar Botelho, já viúva, vendeu parte de umas casas que tinha herdado
de sua avó Margarida Travassos, assinando por ela seu filho António Mendes Escórcio (?). Por escritura
de 12.8.1613, feita em Ponta Delgada, fez doação a sua neta Isabel de Macedo Botelho, casou com
Manuel da Silva Privado, filha de sua filha Isabel Macedo e de Gaspar do Rego e Sousa, dotando-a com os
bens que herdou de seus filhos Manuel e André Botelho. Foi testemunha Nicolau Domingues, imaginário,
morador nesta cidade (Livro de Notas, de 1612 e 1613, do tabelião Manuel Dias Ferreira). Seu marido
João Mendes Pereira vinculou a sua terça por testamento aprovado a 30.6.1573, a favor de sua filha Isabel
de Macedo. Nesse testamento declara ter um filho ilegítimo chamado António. Guiomar Botelho, dona
viúva, morava em 1614 na Rua dos Mercadores, de Ponta Delgada, numa casa de que pagou foro à
Misericórdia em Novembro desse ano, por mão de seu irmão Fernão de Macedo.
A 21.8.1612, em Ponta Delgada, nas moradas de Guiomar Botelho, dona viúva de João Mendes, esta
vende um quinhão que herdou de sua avó Margarida Travassos, mãe de seu pai Nuno Gonçalves Botelho,
faleceu , quinhão nas casas, pátio, granéis, tulhas e pomar que foram de seu avô Jorge Nunes Botelho,
sitas na freguesia de S. Pedro Ponta Delgada (Livro de Notas, de 1612 e 1613, do tabelião Manuel Dias
Ferreira).

5) Fernão de Macedo, o Esquerdo (§ 1.º N.º 5), Catarina de Sampaio Mariana de Luna (§ 3.º N.º 6 e
7)
A 27.7.1613, em Ponta Delgada, Fernão de Macedo Botelho, Fidalgo, Cavaleiro do Hábito de Cristo,
morador na sua quinta de Rosto do Cão, por si e como procurador de sua mulher Isabel de Melo, outorga
numa escritura de venda nas Notas do tabelião Manuel Dias Ferreira, Livro de 1612 e 1613.
A 20.6.1623, em Ponta Delgada, nas moradas de Manuel da Mota da Fonseca, este e sua mulher,
Mariana de Luna, e sua sogra, Catarina de Sampaio, fazem uma renunciação a Fernão de Macedo Botelho,
Cavaleiro de Cristo e da Governança de Ponta Delgada. Disseram os primeiros que tinham movido uma
demanda ao dito Fernão de Macedo sobre 37 alqueires de terra, em Rosto do Cão, nas terras de Catarina
Roiz, de que é administrador o dito Fernão de Macedo, que havia largado esses 37 alqueires a seu irmão
Manuel Cabral Botelho, faleceu , por uma transacção que ambos fizeram em 1577. Por falecimento do
dito Manuel Cabral Botelho ficou essa terra à dita Catarina de Sampaio e a seu genro Manuel da Mota da
Fonseca, mas estes agora reconhecem que não têm direito a ela, por pertencer à administração de Catarina
Rodrigues. Fernão de Macedo aceita a renunciação e por haver respeito à pobreza de suas sobrinhas,
Catarina de Sampaio e Mariana de Luna, dá-lhes certa quantia (Livro de Notas do tabelião de Ponta
Delgada Manuel Colaço, de 1622 a 1624).

6) Fernão de Macedo Botelho (§ 1.º N.º 6)


A 6.12.1627, em Ponta Delgada, nas pousadas de Fernão de Macedo Botelho, este e sua mulher,
Bárbara de Arruda, fazem uma composição com Sebastião de Arruda da Costa, Cavaleiro Professo da
Ordem de Cristo, e com sua mulher Margarida de Sousa (§ 20.º N.º 6), sobre os bens que ficaram em
herança a eles de sua mãe e sogra Maria Sins de Maeda, mulher que foi de seu pai e sogro Sebastião da
Costa de Arruda, faleceu (Folha 406 do Livro IX do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca).

7) João Bento Botelho de Arruda (§ 1.º N.º 9)


Matou sua mulher, Maria Josefa da Câmara Quental, com uma pancada dada com a coronha duma
espingarda. Dava-lhe muitos maus tratos, pelo que ela morreu em cheiro de santidade, jazendo sepultada
na igreja de Santo André, de Vila Franca Isto consta de pág. 467 do manuscrito N.º 76 da Biblioteca do
Dr. Ernesto do Canto, por cópia de um caderno de genealogias de Martim da Costa Chaves (Nota de Hugo
Moreira).
8) Jerónimo Botelho e Macedo ( 1º, Nº 9)
A 30.10.1612, na sua quinta de S. Roque onde morava, ele e sua mulher fazem uma procuração a
vários advogados. Pela outorgante, Guiomar Faleiro, assinou seu filho Gonçalo Vaz Botelho (Notas do
tabelião António Pereira, Livro de 1612 e 1613). A 8.2.1625, em Ponta Delgada nomeou algumas
terças em seu filho André (Notas do tabelião João de Povoas).

9) Jorge Nunes Botelho ( 4º, Nº5).


A 18.5.1632, no lugar de Rosto de Cão, freguesia de S. Roque, nas casas de morada de Jorge
Nunes Botelho, este e sua mulher Isabel da Costa Pimentel, vendem a Francisco Roiz Perdomo, em
nome de sua enteada Ana de Santo António, filha de Roque da Costa, de quem era o dinheiro desta
compra, por lhe mandar seu tio Francisco de Andrade de Abreu, morador na cidade do Porto, uma
vinha foreira à Capela de Guiomar de Teve (Cap.º 12º, 1º, Nº 3). Deu licença para a venda Manuel da
Mota da Fonseca, como administrador da capela de sua tia (sic) Guiomar de Teve ( Notas do tabelião
Pedro Ferreira Serrão, Jorge palha de Macedo e Gregório Sanches, Livro de 1630 a 1633).

10) André Gonçalves de Sampaio, licenciado (§ 4.º N.º 6) Guiomar de Sampaio (§ 4.º N.º 7)
André Gonçalves de Sampaio morreu na freguesia Matriz Ponta Delgada a 24.12.1650. Está sepultado
na capela do Santíssimo Sacramento da Matriz Ponta Delgada, em sepultura há poucos anos descoberta,
encimada por uma bem trabalhada pedra de armas. Em 1601 matriculou-se na Faculdade de Cânones da
Universidade de Coimbra, onde se formou em 1610. Contudo há um padre licenciado, André Gonçalves
de Sampaio, que foi nomeado Ouvidor por provisão de 11.8.1611, que se desconfia ser filho natural de
Guiomar de Sampaio (§ 4.º N.º 7); porém o matriculado em Coimbra em 1601 é filho de Jerónimo
Botelho. A 10.3.1640, em Ponta Delgada, estando o licenciado André Gonçalves de Sampaio em estado
grave, depois de ungido foi feito Irmão Terceiro. Professou na Ordem Terceira de S. Francisco em
Novembro de 1650 (Extractos dos livros e papéis da Ordem Terceira de Ponta Delgada).

11) Francisco de Arruda e Sá (§ 6.º N.º 8)


O Capitão-mor da Ribeira Grande Francisco de Arruda e Sá e sua mulher, Mariana Leite, tinham em
1716 a juro em Lisboa, na Junta do Comércio Geral, 22.134.980.000 reis, preço por que compraram o
morgado que em S. Miguel tinha D. Rodrigo da Costa, descendente e sucessor de D. Gil Eanes da Costa,
casou com Maria, filha de João do Outeiro e Catarina Gomes Raposo (Cap.º 25.º § Único N.º 1). A D.
Rodrigo da Costa foi concedida provisão régia de 2.1.1716 autorizando-o a sub-rogar todos os bens do
dito morgado; a sub-rogação fez-se por escritura de 17.2.1716.
Veio do Brasil em 1710 e então meteu na Casa da Moeda de Lisboa mais de 60 arrobas (ou arráteis
?) de ouro em pó e no seu testamento, a 15.12.1735, diz que possuía 80 arráteis de ouro em pó. No
inventário que se fez por sua morte pertenceu a cada filho o valor de 2.126.000 reis em bens livres.
Em 1729 Francisco de Arruda e Sá, Capitão-mor da Ribeira Grande, obteve por 424.252 reis de juro
real, pagos pelos Direitos do Sal de Setúbal, o vínculo que possuíam na ilha de S. Miguel Joana Cecília de
Noronha e seu segundo marido D. João de Almeida, instituído pelo desembargador Álvaro Lopes Moniz
(Cap.º 19.º § 1.º N.º 3), por testamento aprovado em Lisboa a 7.1.1626. Deste vínculo constava uma
grande parte dos bens da Casa de que foi último administrador António Botelho de Sampaio Arruda (§ 6.º
N.º 13), incluindo as casas, terras, terras e ermida de Nossa Senhora dos Prazeres, do Pico da Pedra.
Mariana Leite, mulher do Capitão-mor Francisco de Arruda e Sá, morreu a 1.5.1751, já viúva, com
77 anos, na Conceição Ribeira Grande.

12) António do Rego e Sá, Capitão Jerónimo Tavares de Arruda, Capitão (§ 6.º N.º 8)
Sebastiana Pais, primeira mulher do Capitão António do Rego e Sá, morreu no mar quando vinha
com o seu marido em viagem do Brasil para S. Miguel. Trazia ela em sua companhia sua sobrinha Rosa
Pais da Silva, com quem depois casou o Capitão António do Rego e Sá, seu viúvo, a qual morreu de 40
anos na Conceição Ribeira Grande, a 22.12.1735.
António do Rego e Sá quando estava no Brasil foi feito procurador de sua cunhada Ana Ferreira, de
S. Paulo, que estava para casou com o irmão dele Jerónimo Tavares de Arruda. Ana Ferreira era irmã de
Sebastiana Pais e deu-lhe a procuração para ele arrecadar grande cabedal que ela herdara de sua avó
paterna, Maria Braz dos Reis, na Baía, mas o dito António do Rego cobrou essa herança (40 contos) e
fugiu com ela para S. Miguel, sua pátria. A dona nunca mais viu esse dinheiro, apesar de António do Rego
confessar a dívida no seu testamento (Vide revista mensal do "Instituto do Brasil", tomo XXXV, 1.ª Parte,
págs. 255 a 297). A 17.5.1734 fizeram testamento de mão comum, aprovado no mesmo dia e aberto em
27.5.1734 por morte do testador. Tem um rol apenso. Não consta deste testamento, a confissão de dívida
de que faz menção no "Instituto do Brasil". No testamento que fez na Ribeira Grande, a 2.4.1737, diz
Jerónimo Tavares de Arruda que tinha 47 moios de trigo de renda em S. Miguel e que na Junta do
Comércio lhe pagavam anualmente 540 mil reis de juro. Juntamente com sua mulher instituiu um vínculo
por escritura de 10.2.1728, nas Notas do tabelião Gaspar de Oliveira, da Ribeira Grande, nomeando
administrador seu filho Francisco de Arruda Leite. O vínculo constava de um corpo de terras nas Calhetas,
com casa e quinta; outro corpo de terras no Morro da Ribeira Grande; terras em Rabo de Peixe, com
vinhas; umas casas altas na Ribeira Grande; e vários foros. Em 1773 rendia 380 mil reis.

13) Jerónimo Botelho de Sampaio, Capitão (§ 10.º N.º 6)


Consta de uma escritura de dote feita em Ponta Delgada, no Convento da Esperança, a 18.6.1671, em
que o Capitão António Botelho de Sampaio (§ 4.º N.º 7), morador na Ribeira Grande, como administrador
que era da fazenda de André Gonçalves de Sampaio, o Congro, entregou ao dito Convento o dote para
professar Maria do Santo André, filha do Capitão Jerónimo Botelho e de sua mulher Vitória de Azevedo,
mrs. nas Furnas (Notas do tabelião João Coelho Monteiro, Livro de 1671 a 1674).
Jerónimo Botelho de Sampaio prestou contas, de 1631 a 1651, do vínculo que sua sogra Luzia
Martins instituiu para sua mulher Vitória de Azevedo. A partir de 1638, na prestação de contas, Jerónimo
Botelho é sempre tratado por Capitão. A terça vinculada de que foi administrador era constituída pela
morada de Luzia Martins, nas Furnas.

14) Maria Botelho (§ 15.º N.º 8)


O termo do 1.º casamento de Maria Botelho, nas Feteiras, a 19.2.1701, diz que casaram com dispensa
do 4.º grau de consanguinidade ou com Lourenço de Sousa, filho de Domingos da Costa, faleceu , e de sua
mulher Luzia de Sousa, com Maria Botelho, filha de Cecília Martins, faleceu , e do Capitão José Botelho
de Sampaio (não diz serem casados), todos fregueses das Furnas Deve, pois, a nubente ser filha natural do
dito Capitão, porque não havia outro do mesmo nome nas Feteiras, filha havida antes do seu casamento
em 19.2.1693, devendo ele ser já idoso neste ano de 1693, porque os pais casaram em 1621.

15) Margarida Botelho Francisco Botelho de Sousa (§ 17.º N.º 7) Isabel da Câmara Maria de Sousa
(§ 17.º N.º 8)
Consta de uma justificação feita em Vila Franca em 1660, em que Maria de Sousa se habilita como
parente de Maria Simoa, instituidora de um legado para dotes a parentes pobres. Esta habilitanda Maria de
Sousa é filha de Isabel Nunes e de seu marido Francisco Botelho de Sousa, este filho de Francisco Nunes
Botelho e sua mulher Maria Pereira Carneiro, e este Francisco Nunes parente da instituidora. É
testemunha Belchior Carreiro de Sousa, escrivão no Porto Formoso A justificante Maria de Sousa diz que
já foi habilitada ao mesmo legado sua prima Isabel da Câmara, filha de sua tia Margarida Botelho, a qual
sua tia é irmã de seu pai Francisco Botelho de Sousa. À dita sua prima Isabel da Câmara deu a
Misericórdia a esmola de 5.000 reis, a qual Isabel da Câmara é casou com a mencionada testemunha
Belchior Carreiro de Sousa.

16) Joana Botelho Nunes (§ 17.º N.º 9)


A 23.9.1698, na Ribeira Grande, Pedro Leonardo da Trindade, morador no Porto Formoso, passou
um recibo de 50.000 reis à administração do Capitão-mor Pedro da Ponte Raposo Bicudo (Cap.º 27.º §
17.º N.º 9), do dote de casamento dele Pedro Leonardo com Joana Botelho Nunes, órfã de pai e mãe, que
são Manuel Francisco e Bárbara Botelho, que foram mrs. no Porto Formoso Este dote é da administração
do vínculo de Diogo Rodrigues Raposo e Joana Botelho Nunes é neta de Francisco Botelho de Sousa e
Isabel Nunes.

17) Jerónima da Paz Rodrigo da Câmara (§ 17.º N.º 9)


A 15.12.1708, na Maia, Jerónima da Paz, moça donzela, filha de Belchior Carreiro e de Isabel da
Câmara, falecidos, morador no Porto Formoso, faz procuração a seu irmão Rodrigo da Câmara, morador
no Porto Formoso, para a representar numa causa que com ela corre Manuel da Costa, sangrador, morador
na Maia (Notas do tabelião Simão da Silva Sousa, Livro de 1706 a 1708).
18) Gonçalo Vaz Botelho, ou Andrinho ou Sampaio, “O Moço” (§ 18.º N.º 2)
Gonçalo Vaz Botelho, ou de Sampaio, ou Andrinho, teve duas cartas de dadas de terreno em Rabo de
Peixe, feitas ambas as cartas por Pedro Cordeiro, primeiro escrivão do Almoxarifado em S. Miguel: a
primeira feita a 18.3.1476, e por esta lhe fez o Capitão Donatário mercê de oito moios de terra ao levante
dos Biscoitos Brancos; a segunda foi feita a 15.6.1494 e por ela lhe foram dados trinta moios de terreno ao
sul das terras que tinham sido de seu pai, com a faculdade de passarem para seu filho Gaspar.

19) André Gonçalves de Sampaio, o Congro (§ 18.º N.º 3)


A 25.9.1539, em Vila Franca, nas pousadas onde pousa André Gonçalves de Sampaio, Fidalgo,
morador em Rosto do Cão, termo de Ponta Delgada, ora estante nesta Vila, compareceram ele, André
Gonçalves, e João de Arruda, morador nesta Vila. Disse André Gonçalves que ele fizera à sua custa, nesta
Vila, uma igreja da invocação de Santo André, com capela e corpo, e havendo já anos que a tinha feito e
acabado e com os ornamentos necessários, mandando ele cantar e dizer suas Capelas, ordenou fazer-se ali
um mosteiro de freiras, e que a ele lhe aprouvera dotar e dar ao dito mosteiro o corpo da dita igreja, e
reservar a capela para si e seu jazigo. E que ora parecendo a dita capela pequena e pobre para o dito
Mosteiro, o dito João de Arruda tomara por devoção acrescentá-la e derribá-la para isso e a tornar a fazer
algum tanto maior, e dera disso conta a ele André Gonçalves e lhe pedira licença e ele lha dava por esta
escritura. Estipularam ficar o dito João de Arruda meeiro com ele André Gonçalves na nova capela, e
sejam meeiros assim e da maneira que seu pai, dela André Gonçalves, e João Gonçalves, pai dele João de
Arruda, irmãos, o eram em outra capela da mesma invocação de Santo André, que em sua vida tiveram na
igreja de S. Miguel da Vila, que se perdeu. Tabelião Amador Travassos. Testemunhas: António de Freitas
e Lopo Anes, cidadãos, mrs. nesta Vila (a folhas 272 do Livro XII do Tombo do Convento de Santo André
de Vila Franca).
André Gonçalves de Sampaio fez testamento a 30.8.1552 (está a folhas 125 do Livro VIII do Tombo
do Convento de Santo André de Vila Franca). Nele diz que casou sua sobrinha Isabel de Macedo com
Nuno Gonçalves, filho de Jorge Nunes Botelho (§ 1.º N.º 4), e que os dotou com 1.000 cruzados e com o
ofício dos Resíduos, que lhe custou a ele testador 150 mil reis. Fala na irmã Ana Gomes a quem deixa
metade de certo rendimento, em sua vida, e a outra metade deixa à filha de Manuel de Macedo, que está
no Convento de Santo André de Vila Franca, e por morte de Ana Gomes ficará à dita filha (sic), que está
no dito Convento. O mesmo André Gonçalves fez codicilo aprovado a 13.11.1553, em que vinculou nove
moios de terra lavradia em Rosto do Cão, casou. E num outro codicilo feito com sua mulher Guiomar de
Teve a 18.1.1555 esta diz que no seu testamento deixara a uma filha de Gaspar Homem da Costa (Cap.º
133.º § 12.º N.º 2) certa importância para o seu casamento, e revoga esse legado porque já lhe doou uma
herdade no Porto Formoso Também revoga um legado que tinha feito a Beatriz de Macedo, mulher de
Gaspar Homem, e manda dá-lo a sua irmã Ana Gomes. Deixa 100 mil reis a uma das filhas de seu primo
co-irmão Manuel Afonso Pavão (Cap.º 39.º § 1.º N.º 4). Deixa umas casas, que ficaram de seu irmão João
de Teve, a uma filha de Fernando Afonso. Revoga um legado que tinha feito a Gaspar Gonçalves, do
Nasceu Fala em Fernão Camelo que andou em demandas com os testadores e com Gaspar do Rego.
Recomenda ao seu testamenteiro e administrador da sua Capela, Diogo Vaz Carreiro, seu sobrinho (Cap.º
82.º § 1.º N.º 3), que recolha Gaspar Mulato, por saber que é filho de seu irmão João de Teve e o alimente
e lhe dê ensino.

20) Ana Gomes, ou Gonçalves (§ 18.º N.º 3)


Consta do testamento do irmão André Gonçalves de Sampaio, mas do codicilo de 18.1.1555 pode
também inferir-se que é irmã de Guiomar de Teve, mulher de André Gonçalves. A 16.8.1636, em Vila
Franca, nas casas de morada de Maria Alves, viúva, compareceram André Gonçalves de Sampaio e sua
irmã, Ana Gomes, e Isabel Gomes e a dita Maria Alves e Miguel de Sampaio e Francisco Gomes e sua
mulher Ana (?) Manuel, todos filhos de Gaspar Gomes, faleceu , mrs. nesta Vila, e disseram que possuíam
o seu assento e casal na RS desta Vila, com 5 alqueires de terra, etc.. Disse Maria Alves que ela tinha um
assento de casas em que mora, que tudo houvera por morte do dito seu pai Gaspar Gomes e de sua mulher
Catarina Gonçalves, também faleceu. Fazem uma doação a Gaspar Roiz, caixeiro, morador em Vila
Franca (Notas do tabelião de Vila Franca Jorge Afonso Correia). Devem ser descendentes de Ana Gomes,
que se supõe irmã do Congro ou da mulher.

21) Miguel Rodrigues (§ 18.º N.º 4) Margarida Luís de Sampaio (§ 18.º N.º 5)
Do vínculo instituído por Miguel Rodrigues deram contas nos Resíduos, primeiro sua filha
Margarida Luís, depois Jordão Jácome Raposo, depois António de Medeiros Raposo, morador nas
Calhetas, depois Clara Raposo, depois o Capitão-mor do N Manuel Raposo de Sousa, depois o
Capitão-mor Manuel de Medeiros Raposo, depois o Sargento-mor Francisco Soares Gambôa, e por este
seguiu a linha dos Gamboas do Nordeste.
Manuel Rodrigues no seu testamento diz que é morador no lugar da Lagoa, termo de Vila Franca
Fala em seu primo Rui Vaz. Quando fala no cunhado Lopo Anes de Araújo diz que ele é morador em
Ponta Garça Foram testemunhas da aprovação do testamento Antão Pacheco, Heitor Barbosa, João
Fernandes Facundes, Cavaleiro, Gaspar Gonçalves, tabelião, João Gonçalves, barbeiro, João Roiz,
carpinteiro e Lançarote Gonçalves, sapateiro. O tabelião foi João Gonçalves. Margarida Luís de Sampaio
era menor à data do testamento do pai. Frutuoso diz erradamente que Margarida Luís é filha de Rodrigo
Álvares, primeiro marido de sua mãe Maria de Medeiros, porém é filha do segundo marido desta, que foi
Miguel Rodrigues, como consta do testamento deste, feito antes de 1523 e existente no Cartório dos
Resíduos. Neste testamento diz ele que o vínculo é para sua filha Margarida Luís.
A 30.5.1589, em Ponta Delgada, fez-se inventário por morte de Margarida Luís de Sampaio, sendo
inventariantes seus filhos Manuel Raposo e Maria de Medeiros e seu genro João da Costa. Os herdeiros
são os seguintes filhos: Jácome Dias Raposo, ausente; Maria de Medeiros, viúva; Francisca de Medeiros,
mulher de João da Costa e Manuel Raposo. Vê-se depois que este é casou com Violante Mendes, por uma
procuração feita por ela a 30.5.1589. Neste processo está o traslado do testamento de Miguel Rodrigues,
feito em Vila Franca em casa de sua mãe Leonor Cordeiro, sendo ele testador filho de Luís Enes,
Cavaleiro do Hábito de Santiago, morador na Lagoa.

22) João Gonçalves Botelho, o Tosquiado, e (§ 19.º N.º 2) João Gonçalves (§ 19.º N.º 3)
João Gonçalves Botelho instituiu um vínculo que constava de umas terras sitas ao Carmo, que se
chamam o "Cerrado Grande", com obrigação de uma capela de missas e de prover a capela do Santíssimo
de Santo André de Vila Franca Tudo consta do seu testamento feito em Rosto do Cão a 30.6.1513 e aí
aprovado a 2.7.1513 pelo tabelião Francisco Afonso, sendo testemunhas Pero de Novais, Pedro Anes,
Escudeiro, André Gonçalves, Cavaleiro, Manuel Domingues, Álvaro Gonçalves, mercador, Gomes Eanes,
mercador, Diogo Dias, serralheiro e Pero Fernandes, alfaiate. O testamento é escrito pelo próprio testador,
que diz chamar-se João Gonçalves. Na aprovação diz ser o testador Escudeiro de El-Rei Nosso Senhor.
Fala em sua mulher Beatriz Gonçalves, que deixa por testamenteira, e na falta dela seus filhos (dele
testador) Rui Gonçalves e Gonçalo Vaz. Fala em suas filhas Jordoa Maria e Beatriz, e nos filhos João de
Arruda (filho dele e da primeira mulher que não nomeia), Pedro da Costa, já faleceu (também da primeira
mulher), e em Simão Gonçalves, que Deus haja, com filhos seus representantes. Deste testamento está um
traslado a folhas 266 do Livro XII do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca, em que o
escrivão leu o nome deste filho por Simão; porém no processo dos Resíduos leu o Dr. Ernesto do Canto
"João". Frutuoso cita-o mas não lhe diz o nome. Referindo-se a ele no dito testamento, João Gonçalves
diz: quanto a meu filho João Gonçalves, que Deus haja, não entrarão seus filhos à partilha com os mais até
se não entregarem de 170 mil reis cada um como lhe eu a ele dei, e lhe deu terra em Rabo de Peixe que
valia 100 mil reis; e mais lhe deu uma ceara que valia 30 mil reis; e mais lhe deu um escravo e uma
escrava que valiam 18 mil reis; e mais lhe deu sete bois que valiam 10 mil reis; e mais lhe deu seis vacas
que valiam seis mil reis; e assim mando a João de Arruda que ele se haja bem com seus irmãos sob pena
de minha bênção, e que não haja com eles demandas. João Gonçalves fala no seu testamento numa terra
sua que foi do Tosquiado; parece pois que ele não teve esta alcunha, como diz Frutuoso; contudo ele é
filho de Gonçalo Vaz Botelho, como se depreende do testamento de Nuno Gonçalves Botelho e do de
André Gonçalves de Sampaio, o Congro, em que, referindo-se a João de Arruda, diz que seus pais eram
irmãos (Vide Nota N.º 18 deste Cap.º).

23) Pedro da Costa de Arruda (§ 19.º N.º 4)


A 18.11.1591, em Vila Franca, fez-se uma justificação, a requerimento do Convento de Santo André
da mesma Vila, para se provar que por morte de Pedro da Costa e de sua mulher Maria Tavares ficaram na
Povoação vários pastos dos falecidos, que ficaram a seus filhos, e por João de Arruda da Costa ser filho
mais velho ficou por cabeça de casal, enquanto se não fez a partilha. Entre os filhos herdeiros havia duas
filhas freiras no dito Convento, Catarina de S. Miguel e Catarina de Santiago. Depuseram várias
testemunhas, entre elas os próprios dois filhos dos ditos falecidos, João de Arruda da Costa, Fidalgo,
Capitão-mor da Milícia nesta Vila, de 60 anos pouco mais ou menos, e Rui Tavares da Costa, Fidalgo,
morador nesta Vila, de 50 anos pouco mais ou menos. A 17.4.1597 está uma certidão do inventário por
morte de Maria Tavares, mulher de Pedro da Costa, sendo inventariante este seu marido e o filho João de
Arruda da Costa. A data citada, 17.4.1597, é a da folha de partilha de uma filha freira, em que se descreve
o que também coube ao inventariante Pedro da Costa por morte de seu pai João de Arruda, porque ao
tempo em que faleceu a dita sua mulher Maria Tavares ainda ele não possuía a fazenda de seu pai.
No seu testamento diz Pedro da Costa de Arruda ser sua primeira mulher D. Maria Álvares Cabral e
diz ser ela filha de Rui Tavares. Daqui se conclui que Frutuoso se enganou, trocando a ordem dos
casamentos, sendo Maria Álvares Cabral, a quem ele chama Maria Tavares, a primeira e Isabel Tavares a
segunda.

24) Germão Pereira Sarmento (§ 19.º N.º 7)


Germão Pereira, Cavaleiro de Cristo e Provedor da Fazenda, comprou a 23.5.1607, a Diogo Pimentel
Resendes e sua mulher Ana Fernandes, de Água de Pau, onze alqueires de terra em Vale Longo, da dita
vila, por 110 mil reis (Papéis do cartório da Casa do Barão de Nossa Senhora da Saúde).

25) José da Costa da Arruda, Capitão ( 19º, Nº 7)


A 13.12.1629 alcançou sentença a seu favor na demanda que teve com o Capitão-mor de Vila Franca
Sebastião de Arruda da Costa ( 20, Nº 6), por causa da terça instituída por seu avô o Capitão-mor João de
Arruda da Costa.
A 5.3.1664, nas suas moradas de Vila Franca, fez uma doação a suas filhas professas no convento da
Esperança de Ponta Delgada, Leonor de Santo António e Maria de Santo Inácio: disse que era senhor de
uma administração de terras nos Ginetes, na Lomba da Correia, com obrigação de missas, a qual houve
por morte de Gaspar Correia Rodovalho, seu tio, instituidor ( Cap.º 128º, 1º, Nº 5), determinando que
por morte de suas filhas sucedesse na administração seu filho Pedro da Costa de Arruda (Notas do tabelião
Gregório da Ponte de Melo, Livro de 1664 a 1670).

26) Cosma da Costa e Sebastião da Costa de Arruda (§ 20.º N.º 5), Maria do Santo António Joana
de S. Braz (§ 20.º N.º 6)
A folhas 167 do Livro XII do Tombo do Convento de Santo André, de Vila Franca, está uma
escritura feita em Ponta Delgada, a 17.3.1623, nas moradas de Maria de Santo António e Joana de S. Braz,
filhas de Sebastião da Costa de Arruda e de Maria Sens (sic), falecidos. Compareceu Cosma da Costa,
dona viúva de Rui Dias Aguiar, que dota Sebastião de Arruda da Costa, Cavaleiro de Cristo e sua irmãs
Maria do Santo António e Joana de S. Braz. Disse a dotadora que seu marido houvera uma sentença contra
Sebastião da Costa, pai dos doados, contra o Convento de Santo André de Vila Franca e contra os demais
herdeiros de Francisco de Arruda da Costa, do valor de 200 mil reis e mais certas peças que da Índia
mandara Damião da Costa, irmão dela doadora, para ajuda do seu casamento.
A 5.6.1607, em Ponta Delgada, nas moradas de Sebastião da Costa, Comendador do Hábito de
Cristo, apareceu Maria Sains (sic) em seu nome e como procuradora de seu marido, o dito Sebastião da
Costa, e vende um foro. Testemunhou Sebastião da Costa, filho da vendedora, e Henrique de Brito,
ermitão de Nossa Senhora da Piedade. A vendedora assinou pelo próprio punho e com bela letra (Livro de
Notas de Francisco Serrão de 1606 a 1608).

27) Pedro de Maeda (§ 20.º N.º 5)


O pai de Maria de Sains de Maeda, mulher de Sebastião da Costa de Arruda, é Pedro (e não Paulo)
de Maeda (Vide "Arquivo dos Açores", Vol IV, pág. 80). Pedro de Maeda veio para S. Miguel, em 1571,
construir o Castelo de S. Braz e demais fortificações, e querendo fortificar a cidade com muralhas se lhe
opuseram os frades franciscanos e as freiras da Esperança (Vide Frei Agostinho de Mont'Alverne,
"Crónicas da Província de S. João Evangelista das Ilhas dos Açores", Vol. II, pág. 12). Pedro de Maeda já
era faleceu em 1607, data em que sua viúva Maria Cachingas afiançou seu genro Manuel da Mota, Feitor
da Alfândega (Cap.º 4.º § 6.º N.º 3), casou com sua filha Paula de Maeda. Em 1587, na vila de Puerto de
Santona, justifica perante a justiça um Pero de Maeda a sua ascendência. O processo desta justificação está
em Londres, no Museu Britânico, havendo uma cópia na Biblioteca Pública de Ponta Delgada. Sua filha
Maria Sains (sic) de Maeda, dona viúva de Sebastião da Costa de Arruda, outorgou numa escritura feita
em Ponta Delgada, a 23.4.1620, em que diz ser possuidora de uma lomba de terra na Povoação, chamada
Lomba do Pomar, que confronta do Norte com os Graminhais e do Sul com terras que foram de João de
Arruda da Costa, com medição constante do inventário que se fez por morte de seu marido e de seu sogro
(Livro IX do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca).

28) Sebastião de Arruda da Costa (§ 20.º N.º 6)


A 9.5.1612, em Ponta Delgada, Sebastião de Arruda da Costa e sua mulher Margarida de Sousa
vendem um foro que lhes deram em dote de casamento seus pais e sogros (cujos nomes não dizem) nas
propriedades de Sebastião da Costa de Arruda, faleceu . Seu pai comprou este foro ao dito Sebastião da
Costa. Assinou pela vendedora seu irmão Francisco de Sousa Coelho e foi testemunha desta escritura o
Capitão Rodrigues de Sousa, pai e sogro dos vendedores (Notas do tabelião Manuel Dias Ferreira, Livro
de 1612 e 1613).

29) Pedro da Costa (§ 21.º N.º 3)


A Pedro da Costa refere-se Faria e Sousa na "África Portuguesa", capítulo VII, § 37, de quem diz o
seguinte: "Veio el famoso nadador Pedro da Costa, marido da hermana del memorable Lopo Barriga, y de
parte del Conde advertiu D. Juan del modo que deva guardar su desembarco para assegurar-se el socorro
de que tanto necessitava". Isto foi em Arzila, em 1506. Damião de Goes na "Crónica de D. Manuel" (Parte
II Cap.º 28.º pág. 122, 1.ª coluna da edição de 1819, Lisboa) traz as mesmas palavras e dá o facto como
passado em 1508. Pedro da Costa morreu em Arzila.

30) Beatriz da Costa João de Robles (§ 21.º N.º 5)


A 5.10.1569, em Ponta Delgada, nas casas de morada de Beatriz da Costa, mulher que foi de Manuel
do Porto, compareceu João de Robles e a senhora Beatriz da Costa, sua mulher, de uma parte, e da outra
Pedro da Costa de Arruda, Fidalgo, morador em Vila Franca (§ 19.º N.º 4). Disseram João de Robles e sua
mulher que já tinham Provisão de Sua Alteza para demandarem a ele Pedro da Costa perante o Juiz de
Fora de Ponta Delgada, por 28 alqueires de terra em Rabo de Peixe, na fazenda que ficou de João
Gonçalves, avô dele Pedro da Costa e bisavô dela Beatriz da Costa, mulher de João de Robles, por lhe
pertencerem, por ser ela Beatriz da Costa herdeira de Henrique da Costa. A terra parte com os biscoitos de
Fernando Anes, com terras de Cristóvão Soares e com terras de João de Arruda, a qual terra lhe
demandavam por ser da herança de Henrique da Costa, e ele Pedro da Costa a tinha sem título justo, não
obstante se querer defender dizendo que lhe fora vendida por Amador da Costa e pelo licenciado João
Gonçalves, faleceu , como procuradores que eram do dito Henrique da Costa; e que também eles João de
Robles e mulher lhe queriam mover outra demanda sobre outra terra às Amoreiras, em Vila Franca, que
era legítima do dito Henrique da Costa e lhes pertencia a eles pelos inventários, e que Pedro da Costa dizia
também ter comprado; mas para evitar demandas e por obrigação de parentesco que entre eles havia, por
ser ele Pedro da Costa seu tio, compõem-se por esta escritura, etc.. Testemunhas: Bartolomeu Favela da
Costa, Álvaro da Costa, Manuel Favela da Costa, Fidalgos, os primeiros dois moradores em Ponta
Delgada e o terceiro em Vila Franca em vez de Álvaro da Costa foi testemunha Jordão da Ponte Tavares,
Fidalgo, morador na mesma cidade.
Tabelião: Francisco Lobo. (Folhas 694 do Livro XI do Tombo do Convento de Santo André de Vila
Franca).

. CAPÍTULO 2.º

DA DESCENDÊNCIA DE ANTÃO PACHECO

§ 1.º

1- Antão Pacheco natural de Portugal, veio para a ilha de S. Miguel, onde foi terceiro Ouvidor do
Capitão Donatário e onde morreu no dilúvio de Vila Franca. Diz a Carta de Brazão de Armas, passada ao
filho Pedro Pacheco que este Antão Pacheco é filho de Pedro Pacheco, a quem mataram os mouros em
Ceuta (Vid. Sanches de Baena, “Arquivo Heráldico-Genealógico”, pág. 39). Casou com Filipa Martins
Furtado (Cap.º 85.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
2 - Pedro Pacheco de Sousa, que segue:
2 - Antão Pacheco de Brito
2 - Diogo de Brito Pacheco
2- Pedro Pacheco de Sousa tirou Carta de Brazão de Armas em 22.5.1535. Fez testamento de mão
comum com sua mulher, aprovado em Ponta Delgada a 2.5.1563, em que instituíram vínculo, tomando as
suas terças na herdade que possuíam em Santo António perto da Bretanha, para seu neto Miguel Pacheco
de Sousa. Foram moradores em S. Pedro de Ponta Delgada e no seu testamento mandam que os enterrem
em Vila Franca na Capela do Rosário, onde também mandam fazer uma campa com as suas armas. Casou
em Ponta Delgada com Guiomar Nunes Botelho (Cap.º 1.º § 1.º N.º 4) e (Nota N.º 1).
Tiveram:
3 - Filipa Pacheco Botelho, que segue:
3 - Margarida Pacheco que fez testamento aprovado a 29.1.1600, em que vinculou (Nota N.º 1). Casou
com Jorge Camelo Pereira ou da Costa (Cap.º 78.º § 1.º N.º 4). Sem geração.
3- Filipa Pacheco Botelho, que casou duas vezes. A primeira vez com Marcos Fernandes, que veio da
Índia muito rico e no termo do casamento do filho Antão é chamado Duarte Fernandes. Casou segunda
vez com António de Sá Bettencourt (Cap.º 7.º § 2.º N.º 4).
Teve do primeiro casamento:
4 - Miguel Pacheco de Sousa, que segue:
4 - João Pacheco de Sousa que em 1576 foi socorrer a ilha de Santa Maria atacada pelos corsários
franceses. Casou com Beatriz de Bettencourt, talvez filha de Belchior de Bettencourt (Cap.º 7.º § 3.º
N.º 3).
Tiveram:
5- Maria, baptizada em S. Pedro de Ponta Delgada a 9.12.1577.
4 - Antão Pacheco de Sousa, casou na Matriz de Ponta Delgada a 6.8.1590, com Inês Ferreira de
Azevedo (Cap.º 88.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
5- Margarida Pacheco de Sousa, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 25.5.1593. Foi
dotada pelo pai por escritura de 3.10.1609. Vinculou por testamento aprovado a 25.11.1638 e
morreu na Matriz de Ponta Delgada a 13.12.1638. Casou com o Capitão André Dias de Araújo
(Cap.º 11.º § 1.º N.º 3).
5- Maria Pacheco de Sousa, que foi administradora da terça instituída por seus tios Manuel
Dias Ferreira e mulher. Casou na Matriz de Ponta Delgada a 5.10.1626, com o licenciado André
Gonçalves de Sampaio (Cap.º 1.º § 4.º N.º 6).
4 - Guiomar Nunes Botelho, que viveu no Recolhimento da Trindade, em Ponta Delgada.
4- Miguel Pacheco de Sousa, herdeiro do morgado de seu avô Pedro Pacheco, de que ele foi segundo
administrador. Diz Frutuoso que era morador no lugar de Santo António na Fazenda, que lhe ficou em
morgado de seu avô Pedro Pacheco. Tinha 60 anos em 1619. Por escritura de 1614 ele e a mulher fizeram
doação ao filho Miguel. Casou com Susana Pereira (Cap.º 45.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
5 - Miguel Pacheco Pereira de Sousa, Capitão, que segue:
5 - Pedro Pacheco de Sousa, Padre, beneficiado na Matriz de Ponta Delgada que por testamento
aprovado a 5.1.1660 instituiu um vínculo para seu sobrinho Paulo, passando depois para o irmão deste
também sobrinho dele testador, Manuel Botelho Pereira. Morreu na Matriz de Ponta Delgada a
17.8.1660. (Nota N.º 2).
5 - Maria Pacheco de Sousa, casou com o licenciado Mateus Henriques Lobo o qual vem citado num
livro da Misericórdia de Ponta Delgada a propósito de um foro que seu genro Francisco Rebelo
Barbosa pagava numas terras que o Capitão Miguel Pacheco dera com uma sua filha ao dito
licenciado.
Tiveram:
6- Maria de Sousa Pacheco, casou na Matriz de Ponta Delgada a 7.1.1630, com Francisco
Rebelo Barbosa (Cap.º 17.º § 7.º N.º 3).
5- Miguel Pacheco Pereira de Sousa, Capitão, morador em Santo António onde morreu a 30.7.1664,
com testamento sendo testamenteiro seu filho Paulo Pacheco de Araújo. A 27.4.1611, em Ponta Delgada
juntamente com sua mulher faz uma procuração a seu irmão Manuel Pacheco (Notas do tabelião António
Pereira, Livro de 1610 a 1612). Sua mulher que morreu em Santo António a 30.11.1667, fez testamento
em que é designada por dona viúva de Miguel Pacheco Pereira. Tal testamento ficou em poder de seu filho
e testamenteiro Paulo Pacheco de Araújo. Casou na Matriz de Ponta Delgada a 26.9.1610, com Jerónima
de Araújo da Cunha ou de Morais (Cap.º 154.º § Único N.º 3).
Tiveram:
6 - Manuel Botelho Pacheco ou Pereira, que segue:
6 - Paulo Pacheco de Araújo, herdeiro do vínculo instituído por seu tio Padre Pedro Pacheco de Sousa
de que deu contas em 1661. Morreu em Santo António a 16.5.1670, ficando sepultado na cova de seus
pais. Fez testamento que ficou em poder de seu irmão Manuel Botelho Pereira. Casou na Candelária a
15.12.1679, com Mariana de Araújo (Cap.º 121.º § 5.º N.º 7).
Tiveram:
7- Paulo, menor de 5 para 6 anos, que morreu a 5.1.1672, quando seus pais já eram falecidos.
6 - Agostinho Pacheco de Sousa, Padre, dotado por seu tio, o Padre. Pedro Pacheco, por escritura de
18.5.1638. Falecido sem testamento a 27.3.1657, na Matriz de Ponta Delgada, de uma estocada que lhe
deram.
6 - Mateus Pereira, que se ausentou.
6 - Um filho ou filha, que segue no § 2.º.
6- Manuel Botelho Pacheco ou Pereira, herdeiro do vínculo de Pedro Pacheco de que deu contas de
1676 até 1688. Foi morador em Santo António e casou na Matriz de Ponta Delgada a 14.2.1661, com
Isabel da Cunha, filha de João de La Paz, tabelião, e de sua mulher Guiomar da Cunha.
Tiveram:
7 - Joana Pacheco Botelho, que segue:
7- Joana Pacheco Botelho, herdeira dos vínculos de seu 4.º avô Pedro Pacheco e de seu tio-avô Padre
Pedro Pacheco de Sousa. Casou com o Capitão Francisco Cardoso Rodovalho (Cap.º 128.º § 2.º N.º 7).
Tiveram:
8 - Agostinho Pacheco de Melo Cabral, Capitão, que segue:
8 - Francisco Cardoso Rodovalho, Capitão, que foi para o Brasil, onde casou.
8 - Miguel Pacheco Rodovalho, sem mais notícia.
8 - Mariana de Cristo, freira no Convento de Jesus da Ribeira Grande.
8 - Francisca Inácia, freira no Convento de S. João de Ponta Delgada.
8 - Josefa, que morreu menina.
8- Agostinho Pacheco de Melo Cabral, Capitão, que herdou os vínculos administrados pela mãe e o
vínculo do pai, que fora instituído por Maria Rodovalho (Cap.º 128.º § 2.º N.º 4), que incluía 12 alqueires
de terra e quinta murada aos Pinheiros, onde se acham as casas dos administradores no século XIX, na
cidade de Ponta Delgada. Casou no Rosário Lagoa a 4.6.1704, com Catarina da Costa de Arruda (Cap.º
287.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
9 - António Francisco Pacheco de Melo Cabral, Capitão, que segue:
9 - Francisco Pacheco de Melo, Padre, licenciado, herdeiro de um vínculo instituído por sua tia Maria de
Arruda da Costa, que seguiu a linha de seu irmão António Francisco.
9 - António ou Agostinho Pacheco, sem mais notícia.
9 - José Pacheco, sem mais notícia.
9 - Bárbara Isabel da Conceição.
9 - Francisca Teresa de Santo Agostinho.
9 - Inácia Felícia de Santa Rosa.
9 - Maria Josefa de Belém.
9 - Mariana Josefa de Soledade.
9- António Francisco Pacheco de Melo Cabral Capitão, que foi para o Brasil. Morreu a 17.10.1776 em
S. Miguel. Também se chamou António Francisco de Melo e casou no Arraial de Nossa Senhora do Pilar
em 1761, com Isabel Buena da Silva, que morreu no Brasil a 17.3.1779, filha de João Camargo Pimentel
de S. Paulo, Brasil, e de sua mulher Rita Dias de Araújo Gusmão, da Vila de S. José de Itú, bispado de S.
Paulo.
Tiveram:
10 - Agostinho Pacheco de Melo Cabral, que segue:
10 - João Pacheco de Melo, nasceu no Brasil a 24.6.1764, de onde veio menor para S. Miguel, tendo
morrido solteiro.
10 - António Francisco Pacheco, nasceu a 24.11.1765 no Brasil, de onde veio menor para S. Miguel.
10 - Alexandre Pacheco de Melo, casou no Brasil.
10 - Teresa Xavier de Paula, casou no Brasil com o Capitão João Bueno da Fonseca, no Arraial de Nossa
Senhora do Pilar.
10 - Úrsula Pacheco de Melo, casou no Brasil com João Barbosa do Rego, no mesmo Arraial.
10 - Ana Francisca Pacheco, casou com Manuel Pinto de Castro, no mesmo Arraial.
10 - Maria Pacheco de Melo, casou no Brasil, no mesmo Arraial.
10 - Agostinho Pacheco de Melo Cabral, Tenente-coronel de Milícias e administrador da Casa vincular de
seus antepassados. Nasceu na freguesia Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Curixal, bispado do
Rio de Janeiro, a 5.7.1762. Casou na Matriz de Ponta Delgada a 21.2.1791, com Ana Felícia de Melo,
baptizada na freguesia de S. José do Rio de Janeiro (Cap.º 265.º § Único N.º 3).
Tiveram:
11 - Isabel Maria Pacheco Rodovalho de Melo Cabral. que segue:
11 - Francisca Paula Pacheco Rodovalho de Melo Cabral, nasceu a 22.3.1796 em S. José de Ponta
Delgada e por cuja via passou a Casa vincular de seus antepassados para seu filho João Leite
Pacheco de Bettencourt. Casou em S. José de Ponta Delgada a 13.1.1823, com Jacinto Leite de
Bettencourt Arruda (Cap.º 1.º § 9.º N.º 11).
11 - Isabel Maria Pacheco Rodovalho de Melo Cabral, morgada, que sucedeu nos vínculos, pelo que foi
senhora da Casa dos Pinheiros, em Ponta Delgada. Nasceu em S. José de Ponta Delgada, em cuja
paroquial foi baptizada em 1792. Morreu a 17.12.1862, na mesma freguesia. Casou aos 19 anos em S.
José Ponta Delgada a 13.10.1811, com o Capitão João Soares de Sousa Canto Albuquerque (Cap.º 32.º §
4.º N.º 11). Sem geração.

§ 2.º

6- Um filho ou filha, do Capitão Miguel Pacheco Pereira de Sousa (§ 1.º N.º 5). Ignora-se com quem
casou mas sabe-se que o filho abaixo Pedro Pacheco Botelho, era neto do Capitão Miguel Pacheco Pereira
e de sua mulher Jerónima de Araújo.
Foi seu filho:
7 - Pedro Pacheco Botelho, que segue:
7- Pedro Pacheco, que deu contas nos Resíduos até 1719. Casou a primeira vez com Maria Pavoa e a
segunda com Maria de Viveiros.
Teve do primeiro casamento:
8 - José Botelho Pacheco, que segue:
8 - Maria Botelho Pacheco, casou na Relva a 13.12.1706, com João do Rego Baldaia (Cap.º 18.º § 12.º
N.º 7).
8- José Botelho Pacheco, morador em Santo António e administrador do vínculo. Casou em Santo
António, a 15.7.1715, com Maria de Melo Rodovalho, filha de pais incógnitos. Parece que também foi
conhecida por Maria de Viveiros conforme consta do termo de casamento do filho. Nasceu em Santo
António.
Tiveram:
9 - Vitória Botelho de Melo, casou em Santo António, a 14.3.1733, com o Capitão Manuel Pavão de
Vasconcelos (Cap.º 39.º § 1.º N.º 10).
9 - João Botelho Pacheco, Alferes, que segue:
9- João Botelho Pacheco, Alferes, baptizado em Santo António. casou em S. Pedro Ribeira Grande a
26.6.1752, com Inácia Rita dos Anjos ou Angélica (Cap.º 364.º § 2.º N.º 4).
Tiveram:
10 - José Inácio Botelho Pacheco, que segue:
10 - António Manuel Pacheco, baptizado em S. Pedro da Ribeira Grande e casou em S. José de Ponta
Delgada, a 23.6.1773, com Maria Perpétua, filha do Dr. André de Sousa Vasconcelos e Rosa da
Conceição, da Matriz de Ponta Delgada.
10 - José Inácio Botelho Pacheco, nasceu a 4.6.1755 em S. Pedro da Ribeira Grande e morreu em 1819.
Casou a primeira vez nos Fenais da Luz a 12.7.1784, com Maria Antónia Leonor da Câmara e Melo
(Cap.º 168.º § Único N.º 8) e a segunda vez em Santo António, a 18.1.1802, com Ana Ricarda Frazão ou
da Câmara e Melo (Cap.º 125.º § 7.º N.º 8).
Teve do segundo casamento:
11 - José Inácio Pacheco Botelho, Alferes, que morreu nas Capelas em Novembro de 1884, tendo
amortizado o vínculo em 1835. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 3.7.1826, com Rosa Jacinta
Moreira (Cap.º 364.º § 2.º N.º 6). Sem geração.
11 - Francisca Augusta da Câmara, baptizada em Santo António e casou nas Capelas a 12.2.1824, com
André de Medeiros Castelo Branco Moreira (Cap.º 21.º § 1.º N.º 11).
11 - Francisco Inácio Botelho, que segue:
11 - António Inácio Botelho, baptizado nas Capelas e morreu em 1884. Casou duas vezes: a primeira
em S. Pedro da Ribeira Grande a 22.12.1836, com sua cunhada Quitéria Joaquina Moreira (Cap.º
364.º § 2.º N.º 6), e a segunda em S. Pedro da Ribeira Grande a 22.7.1839, com Mariana Vitória
Luísa Jácome Correia (Cap.º 27.º § 13.º N.º 11).
11 - Francisco Inácio Botelho, de Santo António, morreu louco e casou em S. Pedro da Ribeira Grande a
3.7.1826, com Quitéria Joaquina Moreira (Cap.º 364.º § 2.º N.º 6).
Tiveram:
12 - Maria Guilhermina Botelho, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 13.8.1843, com seu tio José
Tavares Moreira (Cap.º 364.º § 2.º N.º 6).
12 - Quitéria Joaquina Botelho ou Moreira, que segue:
12 - Quitéria Joaquina Botelho ou Moreira, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 19.5.1851, com Jacob
Tavares da Mota, filho de António José Tavares da Mota e Bernarda Luísa Caetana, da Conceição da
Ribeira Grande.
Tiveram:
13 - António Tavares da Mota, que segue:
13 - Luzia Isabel da Mota, da Conceição da Ribeira Grande. Casou aos 17 anos, em S. Pedro da Ribeira
Grande a 8.1.1877, com Gaudino de Sousa Cabral (Cap.º 83.º § 6.º N.º 13).
13 - António Tavares da Mota, ourives, nasceu na Ribeira Grande em 1853. Casou na Conceição da Ribeira
Grande a 21.10.1874, com Cândida Inocência de Sousa Coutinho (Cap.º 83.º § 6.º N.º 13).
Tiveram:
14 - Hermengarda da Conceição Tavares Mota, casou de 22 anos na Conceição da Ribeira Grande a
12.5.1898, com Francisco de Paula Velho de Melo Cabral (Cap.º 123.º § 3.º N.º 11).

NOTAS

1) Pedro Pacheco de Sousa (§ 1.º N.º 2) e Margarida Pacheco (§ 1.º N.º 3)


De uma carta de sentença de 11.7.1597, do Juiz de Fora de Ponta Delgada licenciado Pedro Afonso de
Figueiredo, vê-se que Jorge Camelo da Costa marido de Margarida Pacheco, Fidalgo, morador na sua
quinta das Feteiras requereu ao dito Juiz dizendo que tinha em sua companhia a sua sogra Guiomar Nunes
Botelho dona viúva de Pedro Pacheco de Sousa, haveria 30 anos, sem nunca lhe pagarem alimentos e
agora, haverá 2 anos, a dita sua sogra está entrevada, sem se poder mexer nem voltar na cama, senão com
a ajuda de duas ou três mulheres; por isso requer ao Juiz para arbitrar alimentos à dita sua sogra e da
fazenda dela lhe mandar pagar o que ele requerente com ela tem gasto, porque ela tem fazenda que herdou
de sua mãe Margarida Travassos, que está no limite de Santo António em mão do rendeiro Francisco
Cabeceiras.

2) Pedro Pacheco de Sousa, Padre (§ 1.º N.º 5)


O Padre Pedro Pacheco de Sousa diz no seu testamento aprovado a 5.1.1660, que mora acima da Fonte
Grande, em Ponta Delgada. No vínculo que instituiu entraram as suas casas da Rua do Lameiro (em que
ele habitava ?) mais tarde permutadas com outras propriedades de terras sitas no lugar de Santo António.
A este vínculo pertenciam também um corpo de terras lavradias, pastos, mata, com quintas e casa de
moradia, sitas no lugar de Santo António.

CAPÍTULO 3.º

DA DESCENDÊNCIA DE MANUEL DO PORTO

§ Único

1- Manuel do Porto, era natural da cidade do Porto e veio para S. Miguel no primeiro quartel do século
XVI, tendo sido vereador em Ponta Delgada em 1524. Instituiu uma terça vinculada de 20 alqueires de
terra sitos no Ramalho. Casou em S. Miguel com Beatriz da Costa (Cap.º 1.º § 19.º N.º 4).
Tiveram:
2 - João de Arruda da Costa, que segue:
2 - Bartolomeu Favela (Frutuoso, Livro IV, Cap.º V). Casou na Terceira com Justa Neta, filha de João
Álvares Neto, fidalgo, Provedor-mor das Armadas das Naus da Índia e de sua primeira mulher Mécia
Lourenço Fagundes. Deste casamento nasceu um filho que faleceu sem geração.
2 - Manuel da Costa Doutor em Cânones, padre da Companhia de Jesus.
2 - Francisco da Costa, que morreu vindo de Cabo Verde. Casou com Catarina Ferros, dos Ferreiras, a
qual casou segunda vez com Simão da Mota (Cap.º 4.º § 1.º N.º 2). Sem geração.
2 - Beatriz da Costa, casou a primeira vez com Francisco de Melo Machado (Cap.º 174.º § Único N.º 3),
sem geração; e a segunda vez com João Lopes Moniz (Cap.º 19.º § 1.º N.º 3). Sem geração.
2 - Maria de S. Pedro, freira em Santo André de Vila Franca.
2 - Margarida da Costa, idem.
2- João de Arruda da Costa, que juntamente com sua mulher fez testamento aprovado a 26.4.1598, em
que ambos vincularam as suas terças, que deixaram primeiro à filha Águeda e, não tendo esta filhos, ao
filho Manuel do Porto e, por último, aos filhos de Catarina Favela. Casou com Maria Mendes Pereira
(Cap.º 5.º § 1.º N.º 2) (Nota N.º 1).
Tiveram:
3 - Manuel do Porto, que segue:
3 - Catarina Favela da Costa, casou com Cristóvão Paim da Câmara, da Vila da Praia, ilha Terceira.
Tiveram:
4- Manuel da Câmara Badilho, casou na Matriz de Ponta Delgada a 12.12.1613, com Catarina
Pimentel (Cap.º 9.º § 1.º N.º 4) (Vid. Nota N.º 3 do Cap.º 9.º).
3 - Águeda da Costa de Arruda, moradora na Relva em 1635. Fez testamento aprovado a 16.8.1639 e
aberto a 30.6.1653. Nele fala em seu cunhado Cristóvão Paim da Câmara e em seu sobrinho Manuel da
Câmara Badilho. Diz que é tia de Pedro da Costa e Margarida da Costa casou com Manuel de
Almeida, a quem faz uma doação por escritura nas notas do tabelião Manuel Colaço (Nota N.º 1).
3 - Luzia de Santa Clara, citada no testamento da tia Catarina Mendes Pereira.
3 - Isabel do Espírito Santo freira, citada no testamento da tia Catarina Mendes Pereira e no testamento
dos pais.
3 - António Mendes, que em 1576 foi em socorro da ilha de Santa Maria (Frutuoso, Livro III, Cap.º
XX).
3 - Margarida da Costa, que Frutuoso dá como filha de João de Arruda da Costa e de Maria Mendes
Pereira (N.º 2 acima), mas que pelo testamento de Águeda da Costa de Arruda se vê que é neta
daqueles e não filha. Casou com Manuel de Almeida Machado, natural de Lamego. Com seu marido
fez testamento de mão comum aprovado a 24.4.1651, em que vincularam para Isabel do Quental, filha
do Capitão Bartolomeu do Quental de Sousa (Cap.º 124.º § 1.º N.º 4). Do vínculo que instituíram foi
administrador Francisco Manuel da Câmara Coutinho Carreiro (Cap.º 82.º § 3.º N.º 9). Sem geração.
3- Manuel do Porto, que consta do testamento dos pais e que a 6.4.1605 corria demanda com seu pai e
com sua irmã Águeda (Nota N.º 1). Casou a primeira vez com Catarina Manuel, da Maia, e a segunda vez
com Isabel Castanho (Cap.º 39.º § 1.º N.º 6).
Teve do primeiro casamento:
4 - Maria de Arruda da Costa, casou com Manuel de Medeiros Araújo (Cap.º 11.º § 5.º N.º 3).
Teve do segundo casamento:
4 - Pedro da Costa de Arruda, Capitão, que segue:
4- Pedro da Costa de Arruda, Capitão, que foi vereador da Câmara de Ponta Delgada em 1659. Casou
em S. José de Ponta Delgada a 14.4.1636, com Catarina de Araújo Vasconcelos (Cap.º 121.º § 5.º N.º 6).
Tiveram:
5 - Pedro da Costa de Arruda, Padre, que segue:
5 - António Favela da Costa, casou em S. José de Ponta Delgada a 2.10.1681, com Maria Pacheco,
viúva. Sem geração.
5 - Francisco de Arruda da Costa, Capitão, que fez testamento aprovado a 27.1.1700, em Ponta Delgada.
5 - João de Santa Bárbara, Frei.
5 - Manuel do Porto, que se ausentou de S. Miguel e morreu em Argel.
5 - Maria da Piedade, freira em Santo André de Vila Franca.
5 - Maria Luzia da Conceição, idem.
5 - Bárbara de Arruda, idem.
5 - Ana de Arruda, idem.
5- Pedro da Costa de Arruda, licenciado, padre jesuíta e Vigário Geral na ilha Terceira. Fez testamento
em Ponta Delgada a 10.12.1711 e morreu no dia seguinte. Casou duas vezes (sic): a primeira em S. José
de Ponta Delgada a 7.12.1683, com Isabel de Medeiros ou da Conceição (Cap.º 21.º § 1.º N.º 5); e a
segunda vez na Matriz de Ponta Delgada a 10.12.1687, com Josefa de Couto (Cap.º 308.º § Único N.º 3).
Teve do segundo casamento:
6 - Francisco de Arruda da Costa, que foi para o Brasil. Sem mais notícia.
6 - Amaro do Couto Frei, capucho.
6 - Antónia Francisca de Araújo Vasconcelos, casou a primeira vez na Matriz de Ponta Delgada a
11.7.1714, com o Alferes Francisco Lopes Moniz da Silva (Cap.º 19.º § 1.º N.º 7). Sem geração. Casou
a segunda vez na Matriz de Ponta Delgada a 14.11.1736, com Pedro Borges Bicudo da Câmara (Cap.º
11.º § 4.º N.º 6). Sem geração.

NOTAS

1) João de Arruda da Costa (§ Único N.º 2); Manuel do Porto e Águeda da Costa
de Arruda (§ Único N.º 3).
A 8.1.1562, em Ponta Delgada nas casas de morada de Beatriz da Costa dona viúva, mulher que foi de
Manuel do Porto, fez ela uma transacção sobre um foro que pagava ao Convento de Santo André, de Vila
Franca.
A 26.6.1576 João de Arruda da Costa, sua mulher Maria Mendes e sua mãe Beatriz da Costa fizeram
um contrato com a Misericórdia de Ponta Delgada, em que declaram que tinham nesta cidade na Rua do
Hospital, uma casa que coubera a seu irmão Manuel da Costa. Falam no pai Manuel do Porto, já falecido.
A 6.3.1591, em Ponta Delgada nas casas de morada da senhora Catarina Ferro dona viúva, ela e João
de Arruda da Costa, por si e como procurador da senhora Maria Mendes, fizeram transacção com o
Convento de Santo André de Vila Franca, largando-lhe uma terra que houvera em herança de João de
Arruda, o Velho, isto porque o Convento lhes queria mover demanda na herança da Madre Margarida de
S. Bartolomeu, filha de Manuel do Porto e de Beatriz da Costa, a Velha.
A 6.11.1592, nas casas de João Galego, este e sua mulher a senhora Beatriz da Costa (Cap.º 4.º § 1.º
N.º 3) e João de Arruda da Costa e a senhora Maria Mendes sua mulher e Catarina Ferros dona viúva,
vendem a Francisco Frazão, como procurador de Aires Jácome Correia, uma terra na Relva que ficou da
herança de Beatriz da Costa, a Moça, mulher que foi de Francisco de Melo, terra que parte com João de
Melo e Cristóvão Dias. Catarina Ferros assinou por sua mão. (Papéis avulsos da Misericórdia de Ponta
Delgada).
A 15.5.1604, em Ponta Delgada na Rua de Manuel Garcia, nas casas de morada de Francisco de
Aguiar, compareceu Manuel do Porto cidadão desta cidade e vende ao dito Aguiar um foro na Relva, que
lhe dotara seu pai João de Arruda da Costa.
A 6.4.1605, em Ponta Delgada nas moradas de Manuel do Porto, cidadão de Ponta Delgada
compareceram seu pai João de Arruda da Costa e sua irmã (filha deste) Águeda da Costa, Manuel do Porto
e sua mulher Catarina Manuel, os quais fazem transacção com os ditos seus pai e irmã para se escusarem
dúvidas e demandas que ele Manuel do Porto movia ao pai sobre a legítima que lhe pertencia por morte de
sua mãe Maria Mendes. Águeda da Costa cede ao irmão uma propriedade sua para não continuarem as
dúvidas e demandas com o pai (Notas do tabelião Francisco Serrão, Livro de 1604 e 1605).

CAPÍTULO 4.º

DA DESCENDÊNCIA DE JORGE DA MOTA

§ 1.º

1- Jorge da Mota, Cavaleiro da Ordem de Aviz, foi o primeiro desta família que veio para S. Miguel.
Foi Juiz Ordinário em Vila Franca em 1508. A 3.4.1508, quando a Ribeira Grande foi criada Vila, Jorge
Mota, como Juiz Ordinário, foi encarregado de escolher os doze melhores cidadãos para a primeira
Câmara Municipal. Era filho de Fernão da Mota, do Porto, e de Catarina Álvares, neto de outro Fernão da
Mota, também do Porto, casou com Ana (ou Catarina) Monteiro, filha de Fernão Monteiro, criado de
El-Rei D. Duarte e de Mécia Afonso de Escobar, de Estremoz (Vide Felgueiras Gaio, "Nobiliário", título
"Motas", Tomo XXI, Vol. 7.º pág. 104). Estes Motas devem ser da família Osório da Fonseca (Vide
Cristóvão Alão de Morais, "Pedatura Lusitana", Tomo VI, Vol. II, pág. 166). Jorge da Mota, em
testamento aprovado a 6.6.1508, vinculou a propriedade de 30 alqueires de terra, casas e ermida de S. João
Baptista, em Vila Franca. Deste vínculo foi último administrador a 1.º Visconde de Santa Catarina (Vide
"O Preto no Branco", N.º 36). Casou a 1.ª vez com Maria Cordeiro (Cap.º 12.º § 2.º N.º 2) e a 2.ª com
Bartolesa da Costa (Cap.º 1.º § 19.º N.º 4) (Nota N.º 1).
Teve do 1.º casamento:
2 - António da Mota, que segue:
2 -Simão da Mota, morador em Água d’Alto (Frutuoso, Livro IV, Capos. VII e XVII). Achada 4.6.1539 e
a 11.10.1543 era casou com Maria Álvares (Nota N.º 2). Casou a 1.ª vez com Isabel Afonso, filha de
João Afonso da Costa, do Nordeste. Casou a 2.ª vez com Maria Álvares (Cap.º 136.º § Único N.º 4) e a
3.ª vez com Catarina Ferros, viúva de Francisco da Costa (Cap.º 3.º § Único N.º 2).
Ignora-se de qual das três mulheres foram filhos os seguintes:
3 - Beatriz da Costa, casou com João Galego (Nota N.º 3).
3 - Jerónima de Sousa da Mota ou Jerónima Osório da Fonseca, como consta de uma escritura de
29.1.1600, que outorgou em Vila Franca, sendo já viúva. Parece ser filha da 3.ª mulher (Nota N.º
2). Casou com o Capitão Filipe do Quental de Sousa (Cap.º 124.º § 1.º N.º 3).
3 -Simão da Fonseca ou Simão da Mota Botelho, casou com Maria de Macedo, os quais aparecem
baptizando os seguintes filhos em Santa Cruz da Lagoa (Notas Nos. 2 e 4):
4 - Bárbara, baptizada a 26.1.1622.
4 - Manuel Botelho Falcão, que foi padrinho em 1626.
4 - Maria dos Reis, que foi madrinha em 1633.
4 - Ana de Macedo, idem em 1638.
3 - Sebastião da Mota (Nota N.º 2).
3 - Jorge, Frei (Nota N.º 2).
3 - Manuel, Frei (Nota N.º 2).
3 - Catarina Favela.
2 - Cristóvão da Mota, Padre, beneficiado em Vila Franca.
2 -Petronilha da Mota, a primeira freira que houve nos Açores, com o nome de Madre Maria de Jesus.
Depois do dilúvio de Vila Franca foi fazer vida monástica para Vale de Cabaços e daí passou para o
Convento de Santo André de Vila Franca, então recentemente fundado.
Teve do 2.º casamento:
2 - Clara da Fonseca de Arruda ou Clara Afonso da Fonseca, casou a 1.ª vez em Vila Franca com Manuel
Lopes Falcão ou Rebelo (Cap.º 51.º § 2.º N.º 2). Casou 2.ª vez com o Capitão António Pacheco (Cap.º
29.º § 3.º N.º 3).
2 - Manuel Favela da Costa, que segue no § 12.º.
2 - João da Mota, que segue no § 6.º.
2 - Francisco da Mota faleceu solteiro, s. g..
2 - Guiomar da Costa, que foi Abadessa no Convento de Santo André de Ponta Delgada.
2 - Maria de Santa Clara, freira em Santo André de Vila Franca.
2 - Catarina de S. João, idem.
2 - Ana de S. Miguel, idem.
2 - Úrsula de Jesus, idem.
2- António da Mota, morador em Vila Franca, onde foi Juiz Ordinário em 1551. Vinculou por
testamento aprovado a 13.10.1566 a favor de seus filhos Pedro e Francisca (Nota N.º 5). Casou em Ponta
Delgada com Francisca de Teve (Cap.º 12.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
3 - Pedro ou Pero de Teve, que segue:
3 - Manuel Fonseca da Mota, que segue no § 2.º.
3 - Jorge da Mota, que foi morto em Ponta Delgada (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XVII). Casou com Beatriz
de Aguiar, irmã do Padre Francisco de Aguiar, vigário da Povoação.
Tiveram:
4 - Jorge da Mota ou D. Jorge da Trindade, frade no Convento de Santa Cruz de Coimbra (Nota N.º 6).
3 - Maria da Fonseca (Nota N.º 5), casou com João Rodrigues mercador em Vila Franca, rico e nobre,
como diz Frutuoso (Livro IV, Cap.º XVII) viúvo de Maria Dias. Pelo falecimento de Maria da Fonseca
fez-se inventário a 7.9.1607, sendo inventariante o filho Jerónimo.
Tiveram:
4 -Jerónimo da Fonseca, herdeiro da terça vinculada instituída pela mãe. Foi tabelião em Vila Franca (Notas
nos. 5 e 7). Casou a 1.ª vez com Inês Tavares (?) e a 2.ª vez com Maria de Araújo (Cap.º 29.º § 10.º N.º
4). Sem geração.
Teve do 1.º casamento:
5 - João da Mota Tavares que consta do testamento do pai, estando ausente nas Índias.
4 - Manuel da Fonseca. Casou com Maria da Costa (Cap.º 185.º § 1.º N.º 3), que a 10.9.1620, em Vila Franca
como dona viúva de Manuel da Fonseca, faz procuração a seu irmão Ciprião de Freitas da Costa (Notas
do tabelião Jerónimo da Fonseca, Livro de 1619 a 1621). (Nota N.º 33).
3 - Catarina de Osório, que foi inventariante a 21.5.1564, em Vila Franca por morte do marido (Nota N.º
5). Casou com Tomé Rodrigues, Escudeiro, filho de João Rodrigues mercador, (que casou em 2as
núpcias com Maria da Fonseca, irmã de Catarina de Osório) e de sua 1.ª mulher Maria Dias.
3 - João de Teve Osório, Padre, vigário do Porto Formoso (Nota N.º 5).
3 - Francisca de Teve, contemplada no testamento do pai.
3- Pedro ou Pero de Teve. Casou com Guiomar Soeiro (Cap.º 39.º § 1.º N.º 5). (Nota N.º 8).
Tiveram:
4 - António da Mota da Fonseca ou de Teve, que segue:
4 - Ana da Mota, nasceu em S. Roque a 5.5.1578.
4 - Jorge da Mota, idem a 8.6.1557.
4 - Beatriz da Anunciação, faleceu a 17.1.1652.
4 - Leonor do Paraíso, faleceu a 22.4.1653.
As duas últimas citadas foram freiras em Santo André de Ponta Delgada (Vide Frei Agostinho de
Mont'Alverne, "Crónicas da Província de S. João Evangelista das Ilhas dos Açores", Vol. II, pág.as. 103 e
105).
4- António da Mota da Fonseca ou de Teve, nasceu a 16.7.1572 e baptizado em S. Roque, onde faleceu
a 17.3.1629, quando se encontrava paralítico e desassisado. Era Capitão (Nota N.º 8). Casou a 1.ª vez em
Santa Maria por 1590 e tantos, com Ana Fernandes Faleiro (Cap.º 31.º § 1.º, N.º 5) e a 2.ª vez em S. Roque
a 10.12.1625, com Ana da Costa Pimentel (Cap.º 9.º § 1.º N.º 5).
Teve do 1.º casamento:
5 - Manuel da Mota da Fonseca, baptizado a 24.9.1597. Faleceu em 1649. Casou com Mariana de Luna
(Cap.º 1.º § 3.º N.º 7) (Vide Nota N.º 5 do Cap.º 1.º).
Tiveram:
6 - João da Fonseca Botelho, casou com Catarina de Lira de Figueiredo, da Terceira.
6 - Pedro de Teve Osório.
5 - Maria da Fonseca, que segue:
5 - Leonor da Fonseca Camelo, baptizada em S. Roque a 7.10.1592. Casou na Matriz de Ponta Delgada a
16.7.1629, com Miguel Ferreira Escórcio ou Cardoso (Cap.º 53.º § 1.º N.º 5).
Teve do 2.º casamento:
5 - Guiomar Soeiro Camelo, nasceu em S. Roque a 10.1.1627. Vinculou por testamento aprovado a
5.7.1704. Fez codicilo aprovado a 29.12.1706. Para ela e seu marido passou o padroado do Convento
de Santo André de Ponta Delgada por morte do licenciado António de Frias e de sua mulher Beatriz
Rodrigues Camelo (Cap.º 23.º § 1.º N.º 4). Casou em S. Roque a 21.3.1640, com Manuel de Brum da
Silveira e Frias (Cap.º 109.º § Único N.º 5).
5- Maria da Fonseca, que consta da habilitação de seu trisneto Paulo de Medeiros ser filha de António
da Mota da Fonseca, já citado. Casou com Gregório Gonçalves (Nota N.º 9).
Tiveram:
6 - Jerónimo da Fonseca, que segue:
6 - Diogo da Fonseca de Teve, que fez testamento aprovado na Lagoa a 17.4.1681 (Nota N.º 9). Casou
com Catarina Travassos, faleceu a 21.3.1670.
Tiveram:
7- Maria de Melo de Teve, da Lagoa, que morreu a 24.1.1694, tendo mandado sepultar-se na
cova de seus avós na Matriz de Ponta Delgada. Foi dotada pelo pai por escritura nas Notas do
tabelião Francisco do Rego. Fez partilha amigável com os irmãos a 24.7.1684. Casou com Pedro
Lopes de Alvedo (Cap.º 280.º § Único N.º 2).
7- Julião Travassos de Melo, casou no Rosário da Lagoa a 18.10.1677, com Ana de Medeiros
Castelo Branco, filha de António de Medeiros e Ana de Sousa.
Tiveram:
8 - Maria de Medeiros Melo casou em Santa Cruz da Lagoa, a 24.9.1707, com Duarte Tavares de
Oliveira (Cap.º 273.º § Único N.º 4).
6- Jerónimo da Fonseca, (vid. Frei Agostinho de Mont’Alverne, Vol. 2º, pág. 249) faleceu em Santa
Cruz da Lagoa a 9.12.1675. Casou na Matriz de Vila Franca, a 11.6.1637, com Catarina Borges, faleceu
em Santa Cruz da Lagoa a 25.6.1677, filha de António Dias e Águeda Rodrigues, de Santa Cruz da Lagoa
(Nota N.º 9).
Tiveram:
7 - Manuel Borges da Fonseca, que segue:
7 - João Alves de Teve, de Santa Cruz da Lagoa. Casou em S. Roque a 6.3.1666, com Madalena
Gonçalves, filha de Manuel de Gouveia e Maria Correia.
Tiveram:
8 - António Borges, casou em S. Roque a 20.12.1721, com Antónia de Sousa, filha de Manuel Rodrigues e
Maria de Albernaz.
Tiveram:
9 - Bárbara da Encarnação.
8 - Ana da Cunha, casou em S. Roque a 10.10.1689, com Manuel de Bastos, filho de Manuel de Bastos
e Maria Rodrigues.
Tiveram:
9 - António Borges, casou em S. Roque a 1.4.1720, com Bárbara da Silva da Lagoa, filha de
Amaro da Ponte e Bárbara Pavoa.
Tiveram:
10 - Maria da Bastos, casou em S. Roque a 15.4.1747, com Manuel de Melo, faleceu a
9.8.1772, filho de Manuel Gonçalves e Maria de Melo.
10 - Mariana da Silva, casou em S. Roque a 22.9.1743, com António da Costa, filho de Manuel
da Costa e Maria Botelho.
10 - Sebastiana da Silva, casou em S. Roque a 15.5.1760, com Miguel Botelho, filho de
Manuel Botelho e Luzia da Cunha.
7 - Cristóvão Borges, casou em Santa Cruz Lagoa a 28.8.1672, com Catarina Mendes, filha de
Domingos Fernandes Fontes e Ângela Mendes.
7 - Maria Borges, casou em Santa Cruz Lagoa a 16.2.1669, com Manuel de Oliveira Chaves, filho de
João Fernandes de Chaves e Margarida Fernandes.
Tiveram:
8 - Maria Borges de Teves, casou em Santa Cruz da Lagoa a 1.10.1689, com Manuel Cabral Borges ou Cabral
de Melo (Cap.º 258.º § Único N.º 3).
7 - Bárbara da Fonseca, que pode ser filha de Jerónimo da Fonseca (N.º 6 deste §) pois sabe-se que é
sobrinho de Diogo da Fonseca e que morreu a 11.1.1685, no Rosário Lagoa, sendo casada com Manuel
Pacheco Favela.
7- Manuel Borges da Fonseca, faleceu em Santa Cruz da Lagoa a 26.9.1718. Casou na Matriz da
Ribeira Grande a 8.2.1672, com Leonor Pacheco, faleceu em Santa Cruz da Lagoa a 3.12.1714, filha de
Manuel Rodrigues Pacheco e de Luzia Mendes Favela.
Tiveram:
8 - Manuel Borges da Fonseca, que segue:
8- Manuel de Borges da Fonseca, baptizado em Santa Cruz da Lagoa a 20.12.1676. Casou no Rosário
Lagoa a 3.10.1701, com Ana de Medeiros do Rosário da Lagoa, filha de João Martins Cabeceiras e
Apolónia de Medeiros (casados no Rosário a 5.2.1659) neta paterna de António Martins Cabeceiras e Ana
Corvelo e materna de Francisco Pires Louçã (filho de André Pires Feio) e de Maria de Frias de Medeiros
(filha de João de Frias de Medeiros) os quais casou no Rosário Lagoa a 10.5.1631.
Tiveram:
9 - João de Medeiros Borges, Alferes, que segue:
9 - Manuel de Medeiros ou Manuel dos Santos Borges, faleceu solteiro no Brasil, deixando 80 contos ao
irmão João e 40 contos aos sobrinhos filhos do irmão Paulo.
9 - Paulo de Medeiros, de Santa Cruz da Lagoa. A 5.7.1725, com seus irmãos, apresentou uma petição
para justificação de nobreza. Casou em Santa Cruz Lagoa a 10.1.1730, com Josefa de Medeiros (Cap.º
15.º § 1.º N.º 9).
Tiveram:
10 - Úrsula de Medeiros, de Santa Cruz da Lagoa. Casou no Rosário da Lagoa a 11.12.1765, com
João de Araújo (Cap.º 203.º § 2.º N.º 5).
10 - Francisca Inácia de Medeiros, casou em Santa Cruz da Lagoa, a 6.6.1785, com Alferes José
Caetano de Medeiros (Cap.º 255.º § 1.º N.º 7).
10 - Joana Baptista de Medeiros, faleceu a 25.5.1801 em Santa Cruz da Lagoa. Casou a 1.ª vez em
Santa Cruz da Lagoa a 10.5.1759, com Bernardino de Pimentel, viúvo de Maria Soares, sepultada
no Rosário da Lagoa. Casou 2.ª vez com Luís António Pereira, filho de Manuel de Sousa e Maria
de Melo.
10 - Ana Joaquina de Belém, casou em Rabo de Peixe a 16.12.1769, com José Tavares Moniz (Cap.º
203.º § 2.º N.º 6).
9- João de Medeiros Borges, Alferes, nasceu no Rosário da Lagoa a 5.7.1725. Juntamente com seus
irmãos apresentou um pedido de justificação de nobreza. Fez testamento aprovado a 18.3.1790 e morreu a
14.8.1790. Casou no Rosário da Lagoa a 26.7.1759, com Ana Maria de Jesus Tavares de Medeiros (Cap.º
255.º § 1.º N.º 7).
Tiveram:
10 - Francisco Inácio Borges de Medeiros Amorim, Alferes, baptizado no Rosário da Lagoa a 15.3.1769.
Foi Alferes da 1.ª Companhia do Regimento de Milícias de Vila Franca onde residiu. Casou com
Francisca Teodora de Quental Albergaria (Cap.º 270.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
11 - Mariana Augusta Borges, casou em Lisboa com F...d' Oliveira. Sem geração.
10 - Manuel Borges Tavares de Medeiros ou da Fonseca, Capitão, que segue:
10 - Antónia Maurícia Tavares de Medeiros, casou no Rosário Lagoa a 23.7.1792, com João Borges de
Medeiros Bettencourt (Cap.º 267.º § Único N.º 8).
10 - Micaela Eufrásia de Medeiros, que faleceu com testamento aprovado a 30.3.1793. Casou com
António José de Castro, de S. Roque, filho do Alferes António Moreira e de Francisca Tavares de
Castro.
Tiveram:
11 - Maria Eugénia Borges de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa a 12.9.1808, com João António
Vaz Carreiro Velho Cabral de Bettencourt (Cap.º 78.º § 14.º N.º 11).
10 - João de Medeiros Borges, bacharel formado em Filosofia pela Universidade de Coimbra. Faleceu
solteiro a 1.6.1837.
10 - José Joaquim Borges de Medeiros, Alferes, casou no Rosário da Lagoa a 22.4.1801, com Teresa
Jacinta Afonso (Cap.º 273.º § Único N.º 6).
Tiveram:
11 - Francisco Borges de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa a 3.9.1832, com Maria Isabel
Moreira da Câmara (Cap.º 123.º § 1.º N.º 9).
Tiveram:
12 - Maria Adelaide ou Adelina Moreira Borges de Medeiros, que casou, a 28.12.1862, com
Arsénio Soares Pereira (Cap.º 280.º § Único N.º 7).
11 - Ana Matilde Borges de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa a 25.7.1832, com António
Machado de Medeiros Taveira da Costa (Cap.º 231.º § 2.º N.º 6).
11 - Teresa Hermínia Borges de Medeiros ou Teresa Jacinta Afonso, casou no Rosário da Lagoa a
14.3.1831, com Manuel José de Mesquita (Cap.º 161.º § 4.º N.º 11).
11 - Margarida Maria Borges de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa a 11.3.1833, com Nuno
Maria de Mesquita Botelho (Cap.º 161.º § 4.º N.º 11).
10 - Manuel Borges Tavares de Medeiros ou da Fonseca, Capitão, foi Major e Sargento-mor. Casou em Santa
Cruz da Lagoa a 30.3.1797, com sua prima Micaela Eufrásia de Medeiros (Cap.º 255.º § 1.º N.º 8).
Tiveram:
11 - Manuel Borges Tavares de Medeiros, que segue:
11 - Francisca Isabel Borges de Medeiros Amorim, casou na Conceição da Ribeira Grande a
13.12.1843, com Francisco de Paula Velho de Melo Cabral (Cap.º 123.º § 3.º N.º 9).
11 - João Borges de Medeiros Amorim, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 20.12.1826, casou Ana
Inocência Borges de Medeiros (Cap.º 267.º § Único N.º 9). Sem geração.
11 - Gonçalo Gil Borges de Medeiros, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 21.11.1842, com sua
prima Margarida Júlia Borges de Bettencourt (Cap.º 267.º § Único N.º 9). Sem geração.
11 - Luís Borges de Medeiros Amorim, casou em Santa Cruz da Lagoa a 2.2.1852, com Ana Isabel de
Medeiros Borges (Cap.º 205.º § 1.º N.º 9).
Tiveram:
12 - João Borges de Medeiros Amorim, Padre, vigário da freguesia de S. Roque.
12 - Maria José Borges de Medeiros Amorim, nasceu no Nordeste em Janeiro de 1856. Casou nas
Capelas a 1.4.1876, com José Pacheco Toste, da Terceira, proprietário da "Fotografia Toste",
em Ponta Delgada, filho de José Pacheco Toste e Maria Luísa da Silva.
Tiveram:
13 - Maria de Lourdes Amorim Toste, casou com Cristiano da Silveira Pacheco (Cap.º 359.º
§ Único N.º 7).
13 - Maria das Dores Amorim Toste, casou com Jacinto Óscar Dias Rego (Cap.º 27.º § 4.º
N.º 13).
12 - Maria Filomena Borges de Medeiros Amorim, nasceu na Lagoa em 1863. Casou com António
de Medeiros Martins Furtado, da Relva.
11 - Manuel Borges Tavares de Medeiros, casou com Maria do Carmo Moreira da Câmara (Cap.º 123.º § 1.º
N.º 10). Sem geração.
Fora do matrimónio teve o seguinte filho, que reconheceu:
12 - Manuel Borges de Medeiros Amorim, que segue:
12 - Manuel Borges de Medeiros Amorim, nasceu em Santa da Cruz Lagoa a 3.3.1856. Casou com Maria da
Luz Félix Machado (Cap.º 202.º § Único N.º 8).
Tiveram:
13 - Maria Francisca Borges de Medeiros Amorim, nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 10.7.1878.
Casou com Humberto Stone de Medeiros.
Tiveram:
14 - Maria Francisca Borges Stone de Medeiros, que casou a 1.ª vez com seu primo Américo
Soares Pereira, e a 2.ª vez com o Dr. José de Medeiros Tavares (Cap.º 24.º § 19.º N.º 15).
13 - Filomena Borges de Medeiros, casou com Francisco Tavares Canário, da Lagoa. Foi com o marido
para os Estados Unidos da América.
13 - Maria da Encarnação Borges de Medeiros, casou com Manuel Marcelino Soares.
13 - Maria da Luz Borges de Medeiros, casou com João Clímaco Gouveia.
Tiveram:
14 - Fernando Borges Gouveia, funcionário de Finanças. Casou com Maria Cristina do Carmo
Silva. Com geração.
14 - Humberto Victor Borges Gouveia, casou com Maria Clara de Oliveira Moniz Taveira. Com
geração.
14 - Victor Manuel Borges Gouveia, funcionário de Finanças. Casou com Maria Natália Branco
Botelho. Com geração.
13 - Isabel Borges de Medeiros, casou com António Inácio da Mota.
Tiveram:
14 - Manuel Inácio da Mota, morador e comerciante na Lagoa. Casou com Maria de Lourdes
Soares Cabral. Com geração.
14 - António Inácio da Mota, oficial da marinha mercante, residente em Lisboa. Casou com Maria
Carolina Correia e Silva (Cap.º 24.º § 3.º N.º 14).
14 - Francisco Inácio da Mota, residente nos Estados Unidos da América, onde casou com
Adelaide......, viúva. Com geração.
14 - Maria de Medeiros Mota casou com Manuel de Almeida, moradores na Lagoa. Com geração.

§ 2.º

3- Manuel da Fonseca Mota (do § 1.º), Alferes da Companhia de Cavalos de Ponta Delgada, de que era
comandante o Capitão Alexandre (Frutuoso, Livro IV, Cap.º CX). Ele e sua mulher aparecem como
herdeiros no inventário de Maria Afonso (Cap.º 68.º § Único N.º 2), avó materna da mulher. Casou com
Beatriz de Aguiar (Cap.º 188.º § 1.º N.º 2) (Nota N.º 10).
Tiveram:
4 - Gonçalo de Teve Osório, que segue:
4 -Maria da Conceição, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada, a quem sua avó Francisca de
Teve deixou um vínculo de 7,5 alqueires de terra em Rosto de Cão. Como esta primeira administradora
fosse já faleceu à data do testamento do irmão Gonçalo de Teve, este nomeou a filha Beatriz da
Piedade para lhe suceder neste vínculo.
4 - Francisco de S. Pedro, Frei, pregador e guardião que foi por três vezes da Custódia de S. Francisco e
Definidor dela. Sacerdote de 38 anos a 14.10.1633, data em que o irmão Gonçalo de Teve apresentou
nos Resíduos uma quitação de missas deste frade, ditas em obrigação de Instituição do avô materno
Rui Pires de Aguiar (Vide Frei Agostinho de Mont'Alverne, "Crónicas da Província de S. João
Evangelista das Ilhas dos Açores", Vol. II, pág. 33).
4- Gonçalo de Teve Osório, da governança de Ponta Delgada como consta do seu testamento feito em
Ponta Delgada a 24.5.1650 de mão comum com sua mulher, em casa de seu genro António Carreiro
Pimentel. Era morador nos Arrifes, junto a Nossa Senhora da Saúde, no casal do vínculo de seu avô
materno Rui Pires de Aguiar, de que foi o segundo administrador e de que começou a dar contas nos
Resíduos em 1633, não tendo elas sido prestadas desde 1575. Casou na Bretanha a 28.10.1609, com Ana
de Vasconcelos, faleceu em S. José de Ponta Delgada a 20.3.1655 e que se supõe ser filha de Amador de
Vasconcelos e Beatriz Pessoa de Araújo (Cap.º 121.º § 1.º N.º 5) visto que o termo do casamento não diz a
filiação dos nubentes (Nota N.º 11).
Tiveram:
5 -Francisco da Fonseca da Mota, Padre, vigário na Candelária. Parece ter sido o primogénito porque o pai
em seu testamento diz que a este seu filho pertence a administração do vínculo de seu avô Rui Pires de
Aguiar, que mandou que ele seguisse na linha masculina dos mais velhos. Estava ausente de S. Miguel
à data do inventário da mãe, que se começou a fazer em 1656 e para as partilhas foi citado por carta de
éditos. Deve ter dito a missa nova, cerca de 1632.
5 - Manuel da Fonseca da Mota, que segue:
5 - Maria da Fonseca, casou na Matriz de Ponta Delgada a 13.12.1638, com Manuel Pavão de Araújo ou
Botelho (Cap.º 39.º § 4.º N.º 7).
5 - Beatriz da Piedade, especialmente favorecida no testamento dos pais e herdeira por nomeação do pai,
da terça de sua bisavó Francisca de Teve.
5 - Catarina de Araújo Vasconcelos, moradora com o marido, à data do testamento do pai, na Rua do Rego
de Água da Fonte Grande, em Ponta Delgada. Morreu viúva a 25.3.1681, em S. José de Ponta Delgada,
tendo sido sepultada na igreja da Esperança (Nota N.º 12). Casou em S. José de Ponta Delgada a
30.4.1642, com António Carreiro Pimentel (Cap.º 222.º § Único N.º 3).
5 - Sebastião da Fonseca, ausente da ilha de S. Miguel à data do inventário da mãe e citado para as
partilhas por carta de éditos, com o irmão Padre, Francisco da Fonseca.
5 - Gonçalo de Teve de Araújo ou Osório ou da Mota, o Moço, testamenteiro dos pais. Aparece em outros
documentos com o nome de Gaspar de Teve Osório. Já era faleceu a 19.8.1729, como consta da
partilha que nesta data fizeram os filhos. Casou na Matriz de Ponta Delgada a 6.7.1654, com Maria
Ferreira, filha de João Ferreira e Leonor Ferreira.
Tiveram:
6 - António Ferreira de Araújo cabo de esquadra, como consta do testamento da irmã. Morou nos Arrifes.
6 - Maria de Araújo Vasconcelos, morador nos Arrifes. Fez testamento em Ponta Delgada já viúva, a
25.2.1740, do qual constam o marido e os filhos e em que instituiu uma terça vinculada. Tal
testamento foi aberto a 27.3.1741. Em 19.8.1729, sendo já viúva, partilhou com os irmãos os bens
que ficaram do pai, sitos nos Arrifes. Esta partilha está no Processo N.º 805 dos Resíduos. Casou
em S. José de Ponta Delgada a 9.7.1691, com seu primo Francisco Carreiro Osório (Cap.º 222.º §
Único N.º 4).
6 - Manuel da Fonseca Osório, solteiro, segundo parece do seu testamento feito a 5.8.1730, em que
deixa os bens aos sobrinhos Manuel Vaz Carreiro e Maria da Paixão, filhos de sua irmã Maria.
Morreu a 4.9.1730.
5- Manuel da Fonseca da Mota, vivo à data do testamento dos pais, em que foi nomeado testamenteiro,
e já faleceu a 5.6.1655. No inventário da mãe é citada a sua viúva. Casou com Constança Falcoa (Cap.º
152.º § 20.º N.º 7).
Tiveram:
6 - Francisco Moniz Falcão, que segue:
6 - Manuel da Fonseca da Mota, de quem não há a certeza de ser filho de Manuel da Fonseca da Mota e de
Constança Falcoa, visto que no seu termo de casamento figura como filho de Manuel da Fonseca e
Catarina Falcoa, moradores na Relva, onde de facto viviam Constança Falcoa e seu marido. Casou em
S. José de Ponta Delgada a 27.11.1684, com Maria Cabral, viúva.
Tiveram:
7 - Manuel de Sousa, casou em S. José de Ponta Delgada a 22.12.1721, com Maria da Costa, filha de Tomé de
Fontes e Maria da Costa.
6 - Francisco Moniz Falcão, casou na Relva a 3.1.1680, com Maria da Costa (Cap.º 415.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
7 - Manuel da Fonseca da Mota, que segue:
7 - Constança Falcoa ou Ferreira, casou na Relva a 24.1.1707, com João Raposo Benevides, filho de
Gaspar de Sousa e Catarina Ferreira, o qual João Raposo de Benevides, natural da Relva, casou 2.ª vez
na Matriz de Ponta Delgada, a 1.11.1711, com Maria Cabral, filha de Belchior Ferreira e Catarina
Velho.
Tiveram:
8 - Maria Falcoa, da Relva, casou em S. José de Ponta Delgada a 12.2.1728, com João de Resendes, filho de
João de Resendes e Isabel de Moura, moradores em Santo Espírito, ilha de Santa Maria.
7 - João Moniz, que segue no § 5.º.
7 - Jacinto Moniz, casou a 1.ª vez na Candelária a 13.10.1712, com Margarida Carneiro (Cap.º 223.º § 2.º
N.º 4). Casou 2.ª vez em S. José de Ponta Delgada a 22.12.1727, com Catarina de Melo, viúva de
António da Costa. Casou 3.ª vez em S. José de Ponta Delgada a 11.4.1740, com Teresa do Couto,
viúva de João Álvares.
Teve do 1.º casamento:
8 - Catarina Falcoa, casou em S. José de Ponta Delgada a 23.10.1735, com Nicolau da Costa, viúvo de
Maria Tavares, sepultada nos Arrifes.
Tiveram:
9 - Catarina dos Santos, casou em S. José de Ponta Delgada a 7.2.1762, com Manuel de Sousa,
filho de António de Sousa e Maria de Sousa, dos Fenais da Ajuda.
7 - Maria Moniz Falcoa ou Maria Falcoa, casou a 1.ª vez na Relva a 1.5.1709, com João Moreira (Cap.º
223.º § 2.º N.º 4), e a 2.ª vez também na Relva a 4.11.1715, com Pedro Álvares, de Candelária, filho de
Manuel Álvares e Bárbara Carvalho.
7 - Francisco Moniz Falcão, casou na Relva a 31.1.1728, com Isabel de Benevides, filha de António
Vieira Leitão e Maria Ferreira.
Tiveram:
8 - Teresa de Benevides, da Relva. Casou em S. José de Ponta Delgada a 26.12.1756, com Manuel
Ferreira, da Conceição da Ribeira Grande, filho de António Ferreira e Bárbara Quental.
Tiveram:
9 - Joana Maria, nasceu na Relva. Casou em S. José de Ponta Delgada a 27.1.1792, com Francisco
de Sousa Cabral, viúvo de Antónia de Almeida.
7- Manuel da Fonseca da Mota, morador nos Arrifes depois de casou . Casou na Relva a 11.1.1706,
com Antónia de Benevides Ferreira, filha de Gaspar de Sousa e Catarina Ferreira.
Tiveram:
8 - Sebastião da Fonseca da Mota, que segue:
8 - Pedro da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 18.2.1753, com Francisca da Conceição, da
Relva, filha de João da Costa e Maria de Sousa.
Tiveram:
9 - José Pedro da Fonseca, que casou a 1.ª vez em S. José de Ponta Delgada a 24.7.1774, com Maria da
Estrela, da Relva, filha de José de Lima e Ana Ferreira. Casou 2.ª vez na mesma igreja, a 8.9.1790, com
Mariana Luísa, filha de Manuel Ferreira e Vitória Maria
Teve do 1.º casamento:
10 - José de Lima, de 24 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada, a 8.3.1812, com
Francisca de Jesus, filha de Francisco de Medeiros e Maria de Jesus.
Teve do 2.º casamento:
10 - Jacinto Ferreira, de 25 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 9.10.1825, com
Helena Cândida de 18 anos, filha de António Lopes e Tomásia Leonor.
8 - Francisca Ferreira, da Relva. Casou em S. José de Ponta Delgada a 25.9.1737, com António Raposo
(Cap.º 416.º § Único N.º 6).
8 - Manuel da Fonseca da Mota, da Relva. Casou a 1.ª vez em S. José de Ponta Delgada a 22.1.1738, com
Mariana de Sousa, filha de Filipe Correia e Maria de Sousa. Casou 2.ª vez na Relva a 1.12.1749, com
Margarida de S. José, filha de Sebastião de Oliveira Vasconcelos e Teresa Margarida.
Teve do 2.º casamento:
9 - Ana Felícia de Vasconcelos, casou em S. José de Ponta Delgada a 30.8.1773, com José António Coelho,
de Viseu, freguesia de S. Vicente de Corredoura, filho de António Coelho e Isabel Rodrigues.
Tiveram:
10 - Teresa Flora Coelho de Vasconcelos, casou de 30 anos em S. José de Ponta Delgada a
7.8.1809, com António Luís Pereira de 18 anos, da Matriz de Ponta Delgada, filho de Matias
Pereira de Sousa e Umbelina Rosa Micaela.
10 - Maria Justiniana Coelho, de S. José de Ponta Delgada. Casou na Matriz de Vila Franca a
23.7.1818, com o Tenente Luís Bernardo da Silva (Cap.º 359.º § Único N.º 4).
9 - Teodora Francisca de Vasconcelos, casou em S. José de Ponta Delgada a 11.7.1798, com o Alferes José
Francisco da Cunha (Cap.º 415.º § 1.º N.º 7).
8 - João Ferreira Raposo ou Ferreira da Mota, da Relva. Casou em S. José de Ponta Delgada a 4.6.1738,
com Teresa de Jesus ou de Sousa, filha de Manuel Ferreira e Ana de Sousa.
Tiveram:
9 - João Ferreira da Mota ou Ferreira da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 11.1.1772, com Ana
de Jesus, filha de Pedro de Benevides e Bárbara de Sousa.
Tiveram:
10 - Maria do Espírito Santo, casou na Relva a 30.6.1799, com José Francisco Cordeiro, de S. José
de Ponta Delgada, filho de António Francisco Pacheco e Antónia Cordeiro.
9 - Vitória Francisca, casou em S. José de Ponta Delgada, a 4.12.1765, com Manuel de Sousa Benevides
(Cap.º 152.º § 14.º N.º 11).
9 - Teresa Francisca ou de S. Francisco, casou em S. José de Ponta Delgada a 21.7.1783, com José de
Resendes (Cap.º 152.º § 14.º N.º 11).
8 - António da Fonseca da Mota ou Ferreira Raposo, que segue no § 4.º.
8- Sebastião da Fonseca da Mota, da Relva. Casou em S. José de Ponta Delgada a 23.12.1731, com
Josefa de Vasconcelos, dos Arrifes, filha de José de Vasconcelos e Ana Martins.
Tiveram:
9 - Sebastião da Fonseca, que segue:
9 - João da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 2.4.1757, com Quitéria dos Santos ou Ferreira,
filha de Manuel da Costa Soares e Maria Ferreira.
Tiveram:
10 - Maria da Conceição, casou em S. José de Ponta Delgada a 26.6.1790, com Manuel da Costa, filho
de João da Costa e Ana dos Anjos.
Tiveram:
11 - Ana do Espírito Santo, casou de 28 anos em S. José de Ponta Delgada a 31.12.1809, com seu
primo João da Fonseca (N.º 10 deste §).
10 - José da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 30.8.1789, com Maria de S. José, filha de
Manuel Correia e Maria Estrela.
Tiveram:
11 - José da Fonseca, casou de 31 anos em S. José de Ponta Delgada a 4.5.1823, com Francisca
Joaquina de 21 anos, filha de Manuel de Sousa e Mariana do Espírito Santo.
9 - António da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 17.4.1786, com Ana Teresa, filha de Manuel
Pavão e Maria Rosa.
Tiveram:
10 - João da Fonseca, casou de 25 anos em S. José de Ponta Delgada a 31.12.1809, com sua prima
Ana do Espírito Santo (N.º 11 deste §).
Tiveram:
11 - Joaquina Emília, casou de 16 anos em S. José de Ponta Delgada a 24.6.1835, com Sabino
Pereira, de 23 anos, filho de Jacinto Pereira e Casimira de Jesus.
9 - José da Fonseca, que segue no § 3.º.
9 - Maria da Conceição, casou em S. José de Ponta Delgada a 6.2.1769, com Manuel Soares, viúvo de
Maria de Medeiros.
9 - Manuel da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 21.9.1778, com Antónia Jacinta, filha de
Manuel João e de Maria Rosa.
Tiveram:
10 - Narcisa Rosa, casou em S. José de Ponta Delgada a 24.6.1804, com José de Pimentel da
Povoação, filho de António José e de Catarina de Pimentel.
9 - Sebastião da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 9.12.1767, com Maria dos Santos Cordeiro
(Cap.º 152.º § 14.º N.º 11).
Tiveram:
10 - Manuel da Fonseca, que segue:
10 - Maria da Assunção ou da Ascenção, baptizada em S. José de Ponta Delgada. Casou na Relva, a
7.4.1793, com João Raposo Pimentel, do Nordeste, filho de Manuel Raposo Pimentel e Teresa
Pacheco.
Tiveram:
11 - Manuel Raposo Pimentel, casou de 20 anos em S. José de Ponta Delgada, a 9.5.1815, com
Jacinta de Jesus de 36 anos, viúva de António Soares, sepultado nos Arrifes.
10 - Francisca Cordeiro, baptizado em S. José de Ponta Delgada. Casou de 23 anos na Relva a 16.1.1803,
com José Álvares, filho de José Álvares e Maria Inácia.
10 - Vitória Cordeiro, baptizado em S. José de Ponta Delgada. Casou de 20 anos na Relva, a 12.10.1807,
com Luís António Garcia de 30 anos, baptizado na Matriz de Vila Porto, filho de Manuel Garcia e
Margarida de S. José.
Tiveram:
11 - Ana de Jesus, da Relva. Casou de 22 anos em S. José de Ponta Delgada a 10.7.1834, com José
Resendes, de 24 anos, filho de João Resendes e Laureana Francisca, fregueses da Povoação.
10 - Manuel da Fonseca, baptizado em S. José de Ponta Delgada. Casou de 33 anos na Relva a 11.10.1801,
com Jacinta Rosa, de 18 anos, filha de Bartolomeu da Silva e Vitória Maria.
Tiveram:
11 - Maria Jacinta, casou de 25 anos em S. José de Ponta Delgada a 12.10.1828, com Bartolomeu da
Silva, filho de Manuel da Silva e Maria da Estrela.
11 - Ana de Jesus, casou de 21 anos em S. José de Ponta Delgada a 13.11.1831, com António
Rodrigues, de 25 anos, filho de Manuel Rodrigues e Maria Jacinta, da Relva.

§ 3.º

9- José da Fonseca (do § 2.º), de S. José de Ponta Delgada. Casou em S. José de Ponta Delgada a
18.10.1778, com Quitéria do Espírito Santo, filha de Manuel Soares e Maria de Medeiros.
Tiveram:
10 - António da Fonseca, que segue:
10 - António da Fonseca, casou de 20 anos em S. José de Ponta Delgada a 29.11.1812, com Francisca
Joaquina ou Francisca Umbelina, de S. José de Ponta Delgada de 28 anos, filha de Inácio de Sousa
Furtado, da Relva, e Quitéria Rosa da Natividade, da Fajã de Baixo.
Tiveram:
11 - Maria Júlia da Fonseca, que segue:
11 - Vitória Júlia da Fonseca, casou de 16 anos em S. José de Ponta Delgada a 17.10.1830, com
Francisco Rodrigues, filho de Francisco Rodrigues e Josefa Mariana, de S. Mateus, Terceira.
11 - Maria Júlia da Fonseca, casou de 20 anos em S. José de Ponta Delgada a 30.10.1836, com José Inácio
Índio, pedreiro, de 23 anos, filho de Francisco Inácio e Maria Joaquina.
Tiveram:
12 - Francisco Inácio da Fonseca Índio, pedreiro, de 27 anos quando casou a 1.ª vez em S. José de Ponta
Delgada a 13.5.1865, com Filomena Jerónima Pereira de 19 anos, filha de Manuel Pereira Morgado
e Ana Jacinta Emília. Casou a 2.ª vez na Matriz de Ponta Delgada a 5.2.1883, com Teresa Júlia de
Sousa da Relva, filha de António Inácio de Sousa e Maria Isabel de Sousa.
12 - Emília das Neves Índio, de 39 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 21.9.1878, com
João Machado Vieira, carpinteiro, da ilha de S. Jorge, viúvo de Maria da Glória Furtado, filho de
José Machado Vieira e Cândida Hermínia.
12 - Carolina de Jesus Índio, casou de 18 anos em S. José de Ponta Delgada a 16.12.1860, com Manuel
José, marceneiro de 29 anos, filho de Manuel José, pedreiro e Francisca Jacinta.
12 - Maria Júlia Índio, de 21 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 9.6.1867, com João de
Medeiros (Cap.º 166.º § 16.º N.º 12).
12 - José Inácio Índio, que segue:
12 - Manuel Inácio Índio, de S. José de Ponta Delgada. Casou na Matriz de Ponta Delgada a 4.10.1871,
com Maria José Ferreira de S. José de Ponta Delgada, filha de Manuel Ferreira e Justina Rosa.
12 - Rosa Adelaide da Fonseca Índio, de 23 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada, a
13.11.1875, com Gabriel Tavares Silva (Cap.º 363.º § 3.º N.º 8).
12 - Rita Adelaide Índio, de 25 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 30.4.1881, com
António de Almeida, marítimo, de 24 anos, da Matriz de Vila Franca, filho de Francisco de
Almeida e Maria Júlia.
12 - José Inácio Índio, de 32 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 24.12.1881, com Antónia
Ricarda dos Reis (Cap.º 197.º § 2.º N.º 7). Com geração.

§ 4.º
8- António da Fonseca da Mota ou Ferreira Raposo (do § 2.º), dos Arrifes. Casou na Relva a 3.5.1741,
com Inácia de Lima, filha de José de Lima e Teresa Martins.
Tiveram:
9 - Mateus da Fonseca, que segue:
9 - João Pedro da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 30.11.1783, com Francisca Rosa, filha de
Manuel de Sousa e Helena dos Santos.
Tiveram:
10 - Ana Francisca, de 24 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 29.11.1812, com
António José, de 30 anos, viúvo de Vitória Umbelina.
10 - João de Lima, de 24 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 1.8.1813, com Claudina
Rosa de 36 anos, filha de Pedro de Benevides e Antónia Francisca.
Tiveram:
11 - Antónia de Jesus, de 19 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 27.3.1832, com
Francisco Lopes Vieira, filho de Manuel Lopes e Maria do espírito Santo.
10 - Teresa de Jesus, casou em S. José de Ponta Delgada a 20.8.1820, com João de Sousa, filho de
Manuel de Sousa e Bárbara Francisca.
10 - Francisco de Sousa, de 25 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 3.4.1820, com Rosa
Jacinta de 35 anos, filha de João Cordeiro e Francisca de S. João.
10 - José de Sousa, de 21 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 22.8.1819, com Maria
Leonor Cândida, de 24 anos, filha de Manuel Lopes e Maria do Espírito Santo.
10 - Rosa de Jesus, de 26 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 19.2.1832, com Manuel
Cordeiro, de 27 anos, filho de Francisco Cordeiro e Maria Francisca.
9 - José de Lima, casou em S. José de Ponta Delgada a 22.12.1784, com Rosa Maria, viúva de José
Cordeiro.
Tiveram:
10 - Manuel de Lima, de 24 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 19.1.1812, com Ana
Francisca, de 20 anos, filha de Joaquim da Costa e Maria Luísa.
Tiveram:
11 - Francisco de Lima, baptizado em S. José de Ponta Delgada. Casou de 29 anos nos Arrifes, a
26.1.1845, com Ana Ricarda, de 19 anos, filha de Venceslau Manuel Rodrigues e Rosa
Maria de Jesus.
9- Mateus da Fonseca, casou em S. José de Ponta Delgada a 15.2.1779, com Ana de S. João, filha de
João de Oliveira e Maria Rosa.
Tiveram:
10 - Manuel da Fonseca, que segue:
10 - Ana Francisca, de 20 anos quando casou em S. José de Ponta Delgada a 26.12.1808, com Manuel
Moniz, de 28 anos, filho de António Moniz e Antónia Umbelina.
Tiveram:
11 - Francisco Moniz, de 22 anos quando casou nos Arrifes, a 3.10.1841, com Francisca da Luz de 23
anos, filha de Manuel Correia e Antónia Francisca.
10 - Manuel da Fonseca, nasceu nos Arrifes a 20.11.1779 e baptizado em S. José de Ponta Delgada. Casou
em S. José de Ponta Delgada a 2.2.1806, com Maria Francisca, de 30 anos, filha de João Pedro do Couto
e Genoveva da Estrela.
Tiveram:
11 - Manuel da Fonseca, de 32 anos quando casou nos Arrifes, a 13.5.1838, com Maria do Coração de
Jesus, filha de Francisco Bento e Ana de S. João.
11 - João da Fonseca, que segue:
11 - João da Fonseca, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 31.12.1815. Casou nos Arrifes, a 1.5.1845, com
Antónia de Jesus, filha de Manuel Cabral e Francisca Jacinta.
Tiveram:
12 - Rosa dos Anjos, que segue:
12 - Rosa dos Anjos, nasceu nos Arrifes a 1.11.1847. Casou nos Arrifes, a 22.11.1868, com José da Costa.
Tiveram:
13 - José da Costa, que segue:
13 - José da Costa, nasceu nos Arrifes a 30.1.1871. Casou nos Arrifes, a 18.1.1895, com Antónia de Jesus.
Tiveram:
14 - Maria da Costa, que segue:
14 - Maria da Costa, nasceu nos Arrifes. Casou nos Estados Unidos da América com José Bensaúde, filho do
Dr. Alfredo Bensaúde, fundador e primeiro director do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, e de Jane
Oulman.
Tiveram:
15 - José Maria Bensaúde, casou em Pernambuco, no Brasil. Com geração.
15 - Miguel Bensaúde, morador em New York.
15 - Raquel Bensaúde, casou em Bilbau, Espanha. Com geração.

§ 5.º

7- João Moniz (do § 2.º), nasceu na Relva e aí morador . Casou na Candelária, a 22.10.1707, com Maria
Carneiro (Cap.º 223.º § 2.º N.º 4).
Tiveram:
8 - Constança Falcoa, que segue:
8 - Antónia Moniz Carneiro, baptizado na Candelária a 13.3.1712 e morador na Relva. Casou na Relva., a
15.4.1731, com Manuel de Sousa Benevides ou Simões de Benevides (Cap.º 152.º § 16.º N.º 10).
8 - Josefa Moniz, casou em S. José de Ponta Delgada a 18.8.1740, com Manuel de Sousa, filho de António
de Sousa Coentro e Maria de Almeida.
8 - Maria Moniz, baptizada em S. José de Ponta Delgada. Casou na Relva a 11.5.1739, com Manuel de
Sousa Raimundo, das Calhetas, filho de Raimundo de Sousa, ausente e de Josefa de Oliveira.
Tiveram:
9 - António Moniz, baptizado na Relva. Casou a 1.ª vez em S. José de Ponta Delgada a 11.9.1766, com Rosa
de Almeida, filha de Manuel de Almeida e Maria Jorge. Casou a 2.ª vez em S. José de Ponta Delgada a
30.5.1774, com Quitéria da Encarnação, de Vila Franca, filha de João de Matos e Antónia Pacheco.
Teve do 1.º casamento:
10 - Maria de Almeida, casou em S. José de Ponta Delgada a 12.10.1791, com Manuel de
Mendonça (Cap.º 67.º § 2.º N.º 11).
9 - José Moniz, casou em S. José de Ponta Delgada a 3.6.1782, com Maria de Almeida, filha de José de
Almeida e Bárbara da Fonseca.
9 - Maria Moniz, casou na Relva a 12.8.1770, com António dos Santos, baptizado na Matriz de Vila Porto,
filho de Matias Nunes e Maria dos Santos.
Tiveram:
10 - Ana Maria, baptizada em S. José de Ponta Delgada. Casou na Relva a 20.3.1794, com Manuel
Cordeiro, viúvo de Francisca de Jesus.
Tiveram:
11 - José Cordeiro, casou na Relva a 9.2.1823, com Maria de Jesus, filha de António Raposo
e Antónia Jacinta.
11 - Rosa Jacinta, casou na Relva a 18.1.1824, com João Moniz, das Furnas, filho de José
Moniz e Luísa Jacinta.
8- Constança Falcoa, nasceu na Candelária. Casou em S. José de Ponta Delgada a 9.5.1731, com Aleixo
de Vasconcelos da Relva, viúvo de Bárbara Ferreira, filho de Manuel de Vasconcelos e Maria de Sousa.
Tiveram:
9 - Antónia Francisca ou Antónia Moniz, que segue:
9 - António Moniz Falcão, nasceu a 20.4.1741 em S. José de Ponta Delgada. Casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 30.7.1764, com Ana de Jesus, filha de Manuel da Ponte e Maria dos Santos.
Tiveram:
10 - Joana Tomásia, casou na Matriz de Ponta Delgada a 16.5.1802, com Manuel José, filho de José
de Melo e Jacinta de Jesus, da Maia.
9- Antónia Francisca ou Antónia Moniz, casou nos Mosteiros, a 12.5.1760, com Filipe de Sousa, filho
de Tomé de Medeiros e Antónia Carneiro.
Tiveram:
10 - Sebastião Moniz, que segue:
10 - Sebastião Moniz, morador nos Mosteiros. Casou nos Mosteiros a 9.8.1789, com Bárbara Francisca, filha
de Manuel Fernandes e Joana Ferreira.
Tiveram:
11 - António Moniz, casou nos Mosteiros a 24.5.1818, com Antónia Francisca dos Reis, filha de Inácio
Cabral e Ana dos Santos.
11 - Luís Moniz, casou nos Mosteiros a 3.10.1830, com Rosa Jacinta, filha de Manuel Pavão e
Gertrudes do Espírito Santo.

§ 6.º

2- João da Mota (do § 1.º), filho do segundo matrimónio de seu pai. fez testamento aprovado em 1560 e
aberto em 1571, tendo a mulher sido testamenteira juntamente com o filho Manuel da Mota (Nota N.º 13).
Casou a 1.ª vez com Mécia Afonso (Cap.º 136.º § Único N.º 4); e a 2.ª vez com Beatriz de Medeiros
(Cap.º 21.º § 1.º N.º 2).
Teve do 1.º casamento:
3 - Manuel da Mota, Cavaleiro do Hábito de Cristo (Nota N.º 14). Casou a 1.ª vez com Isabel Perdigão
(Cap.º 141.º § 1.º N.º 3); e a 2.ª vez com Paula de Maeda, filha de Pedro de Maeda e Maria Cachingas
(Vide Nota N.º 27.º do Cap.º 1.º).
Teve do 2.º casamento:
4 - Francisco da Mota, baptizado a 11.10.1579.
4 - Francisco da Mota (Sic), baptizado na Matriz de Vila Franca a 12.3.1581. Casou na Matriz de Vila
Franca, a 9.12.1600, com Maria de Sousa (Cap.º 85.º § 2.º N.º 5).
Tiveram:
5 - Manuel, baptizado na Matriz de Vila Franca a 6.2.1603.
5 - Leonardo, idem a 28.4.1614.
Teve do 2.º casamento:
3 - António da Mota (Nota N.º 15). Casou com Clara de Sousa (Cap.º 124.º § 3.º N.º 3).
Tiveram:
4 - Jorge, baptizado na Matriz de Vila Franca a 9.2.1588.
3 - Miguel Botelho da Mota, morador em Água Retorta. Achada 21.12.1576, em Vila Franca assinou pela
mãe, Beatriz de Medeiros, dona viúva, morador na Ribeira Seca de Vila Franca, uma escritura em que
ela foi vendedora (Nota N.º 16). Casou com Solanda Cordeiro (Cap.º 95.º § Único N.º 4).
Tiveram:
4 - Francisco da Mota, baptizado no Faial da Terra a 4.10.1592. Casou com Francisca. Talvez seja o mesmo
indivíduo que deu pelo nome de Francisco Botelho da Mota e foi morador na Povoação, onde morreu a
13.5.1680 (Cap.º 211.º § Único N.º 1).
4 - Maria de Medeiros Botelho, baptizada no Faial da Terra a 14.7.1589 e morador com o marido em Água
Retorta (Nota N.º 16). Casou com Francisco Pereira de Sousa (Cap.º 50.º § 13.º N.º 6).
3 - Jerónimo de Araújo, Padre, disse as missas da Instituição de seu pai, de 1586 a 1607, passando recibo a
sua mãe (Nota N.º 17).
3 - Jorge da Mota, sem mais notícia.
3 - João de Medeiros Mota, que segue:
3 - Matias da Mota Botelho, que ainda era vivo a 4.1.1627, porque nessa data sua sobrinha Maria da Costa
o constituiu seu procurador. Achada 22.5.1614 outorgou numa escritura em que disse que "nos tempos
passados, com sua mulher, Maria de Gambôa, já defunta, tinha vendido um foro", e casou (Nota N.º
18). Casou com Maria de Gambôa (Cap.º 63.º § Único N.º 3).
Tiveram:
4 - Francisco da Mota de Gambôa, Capitão, morador em Ponta Garça. Nasceu em Vila Franca e foi baptizado
na Matriz a 20.2.1603 (Nota N.º 19 e 22). Casou com Catarina Romeira, cujo nome consta do baptizado
da filha Maria.
Tiveram:
5 - Maria de Gambôa de Arruda, baptizada na Matriz de Vila Franca a 4.12.1630. Casou com o
Capitão Cristóvão Soares de Melo (Cap.º 160.º § 1.º N.º 4).
5 - Catarina de S. João, freira no Convento de Santo André de Vila Franca, dotada para professar
por escritura de 3.1.1649 (Nota N.º 20).
4 - Clara da Fonseca (Notas nos 18 e 19). Casou na Matriz de Vila Franca, a 29.11.1648, com seu primo
Manuel Favela de Arruda (§ 12.º N.º 4).
4 - Isabel de Medeiros (Nota N.º 19). Casou com Gonçalo de Couto (Cap.º 133.º § 6.º N.º 5).
4 - Maria da Costa, de quem se sabe apenas, pelo termo de casamento, ser filha de Matias da Mota Botelho.
Casou na Matriz de Vila Franca a 7.11.1611, com João Rodrigues Furtado, filho de Francisco Fernandes
e Águeda Coelho.
3 - João de Medeiros Mota, nasceu em Vila Franca e morador na Maia. Achada 20.10.1596, em Vila Franca,
por si e como procurador de sua mulher, a senhora Catarina da Costa, vendeu uma terra em Ponta Garça.
Achada 27.10.1606, em seu nome e no de sua mulher, outorgou na escritura dotal de casamento do filho
João da Mota com Margarida da Ponte de Quental. Fez testamento aprovado a 12.2.1615, do qual constam
os nomes dos pais e da mulher. Casou com Catarina da Costa (Cap.º 133.º § 6.º N.º 3) (Nota N.º 20).
Tiveram:
4 - João da Mota de Medeiros, que segue:
4 - Maria da Costa, que consta do Cap.º XXXVI do Livro IV das "Saudades da Terra". Casou com
António Dória Cardoso (Cap.º 139.º § 2.º N.º 5). (Nota N.º 21).
4 - Amador Furtado de Araújo ou da Costa, morador no Porto Formoso. Consta do testamento do pai
(Nota N.º 22 e 23). Casou com Maria Cabeceiras (Cap.º 152.º § 8.º N.º 5).
Tiveram:
5 - Belchior Manuel de Araújo (Nota N.º 23).
5 - Francisco da Mota Botelho ou de Araújo (Nota N.º 23).
5 - Maria Cabeceiras de Araújo (Nota N.º 23).
4- João da Mota de Medeiros, morador na Maia. Do seu 1.º casamento foi padrinho o Conde de Vila
Franca (Notas nos. 23 e 24). Casou a 1.ª vez na Matriz da Ribeira Grande a 29.4.1607, com Margarida da
Ponte de Quental (Cap.º 131.º § 1.º N.º 5). Casou a 2.ª vez na Matriz de Vila Franca a 13.11.1623, com
Helena de Freitas (Cap.º 185.º § 1.º N.º 4).
Teve do 1.º casamento:
5 - Francisco da Mota Botelho, Capitão, que segue:
5 - Maria Pacheco, que segue no § 9.º.
5 - Manuel da Mota Botelho, a quem a 2.11.1628, na Maia, Maria da Costa, sua tia e dona viúva de
Antónia Dória Cardoso, fez procuração. Era então solteiro e morador na Maia (Notas de Lourenço
Morim de Azevedo) (Nota N.º 25). Casou com Maria da Costa Frois ou Carneiro (Cap.º 78.º § 17.º N.º
7). Eram já casados a 29.3.1640. Manuel da Mota Botelho foi dotado pelo sogro por escritura de
31.1.1633.
Tiveram:
6 - Maria Pacheco da Mota ou de Medeiros, que em 1688, já viúva, morava em Ponta Garça (Nota N.º 26).
Casou com Manuel Furtado Barbosa (Cap.º 15.º § 11.º N.º 7).
6 - Manuel Botelho da Mota, sem mais notícia.
6 - João de Medeiros Mota ou Botelho, morador na Lomba da Maia (Nota N.º 26). Casou a 1.ª vez com
Bárbara Moniz (Cap.º 15.º § 9.º N.º 7). Casou a 2.ª vez na Maia, a 17.3.1687, com Bárbara da
Costa, filha de Dionísio de Sousa a Ana Vultoa. Casou a 3.ª vez nos Fenais da Ajuda a 1.7.1693,
com Emerenciana de Bettencourt, filha de Pedro Homem de Bettencourt e Maria da Costa.
Teve do 1.º casamento:
7 - Francisco da Mota (Nota N.º 26), casou em Santa Cruz da Lagoa a 3.1.1706, com Maria Luísa
da Cunha, filha de Manuel de Oliveira e Catarina Mendes.
7 - Maria Moniz, casou na Maia, a 28.9.1693, com António Carneiro de Sousa, filho de Manuel de
Sousa Costa e Isabel Carneiro, da Lomba da Maia (António Carneiro de Sousa casou 2.ª vez em
Ponta Garça a 30.11.1698, com Catarina da Costa).
Tiveram:
8 - Maria Moniz, morador na Lomba da Maia. Casou na Maia, a 10.12.1720, com Manuel da
Câmara Botelho (Cap.º 133.º § 7.º N.º 8).
Teve do 2.º casamento:
7 - Agostinho de Medeiros, baptizado na Maia, casou na Achada, a 10.12.1714, com Bárbara
Ferreira, viúva de Manuel Pereira.
7 - João de Medeiros, baptizado na Maia e freguês da Achada. Casou nos Fenais da Ajuda a
10.4.1724, com Maria das Neves, filha de Martinho de Oliveira e Joana de Paiva.
Teve do 3.º casamento:
7 - Maria da Medeiros Bettencourt, baptizado na Maia. Casou nos Fenais da Ajuda a 17.5.1720,
com João Moreira, viúvo de Catarina Vieira, da Matriz Vila Franca.
7 - Ana de Medeiros, baptizado na Maia. Casou nos Fenais da Ajuda a 15.10.1749, com Manuel do
Rego Furtado viúvo de Josefa de Bettencourt
5 - Ana de Medeiros Pacheco ou da Mota ou Botelho, morador na Lomba da Maia (Notas nos. 25 e 27). Já
estava casou a 16.3.1650. Casou com António Moniz da Silva ou Barbosa (Cap.º 367.º § 1.º N.º 3).
Teve João da Mota de Medeiros do 2.º casamento:
5 - Catarina de Medeiros, morador com o marido nas Hortas de Vila Franca, segundo consta de uma
escritura com data de 10.12.1654. Casou na Matriz de Vila Franca a 3.10.1646, com Francisco
Teixeira Botelho, filho de Braz Gonçalves e Helena Gonçalves (casados na Matriz de Vila Franca em
Julho de 1617) (Nota N.º 28).
Tiveram:
6 - Manuel Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 27.4.1689, com Catarina da Costa, viúva (sic).
Tiveram:
7 - Catarina de Medeiros, casou na Matriz de Vila Franca a 5.12.1723, com José de Sousa, filho de
António de Sousa e Bárbara Tavares.
Tiveram:
8 - Laurência da Conceição, casou na Matriz de Vila Franca a 5.11.1763, com António José, de
Santa Maria, filho de Manuel de Jesus e Mariana de Sousa.
6 - Catarina de Medeiros, casou na Matriz de Vila Franca a 18.8.1697, com Manuel Fernandes, viúvo
de Teresa Raposo.
6 - Maria de Medeiros Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 5.5.1687, com o Capitão António de
Sousa Pereira, viúvo.
6 - Francisco de Freitas, casou na Matriz de Vila Franca a 13.9.1688, com Bárbara de Sousa, filha de
Sebastião Gonçalves e Bárbara de Sousa.
5 - Ciprião de Freitas da Costa, casou nos Fenais da Ajuda a 14.1.1653, com Ana da Costa, filha de João
Roiz Norte e Isabel da Costa. Sem geração.
5 - António da Mota Botelho, casou nos Fenais da Ajuda a 7.1.1670, com Maria da Costa, viúva de
Manuel Moniz Vieira (?) (Nota N.º 29).
5 - Francisco da Mota Botelho, Capitão, morador na Ribeira das Tainhas, cuja mulher Guiomar de Lima, a
27.3.1640, em Vila Franca, faz procuração a seu marido Francisco da Mota cidadão, para vender uma
criação que ficou por morte de sua sogra Margarida da Ponte (Notas de Jerónimo da Fonseca) (Nota N.º
23). Casou na Matriz de Vila Franca a 1.11.1638, com Guiomar de Lima, filha de João de Matos e Isabel
Rodrigues.
Tiveram:
6 - Manuel Botelho da Mota, que segue:
6 - Isabel de Medeiros, que segue no § 8.º.
6 - João da Costa, casou na Matriz de Vila Franca a 22.1.1675, com Maria de Sousa, filha de Manuel de
Sousa e Isabel de Oliveira.
6 - Francisco da Mota Botelho, casou na Matriz de Vila Franca, a 8.12.1689, com Ana de Medeiros, filha
de Manuel Rodrigues e Bárbara de Medeiros.
6 - Joana Pacheco, casou na Matriz de Vila Franca a 11.8.1692, com Manuel Moniz, filho de Filipe Jorge
e Maria Moniz.
6 - Manuel Botelho da Mota, casou na Matriz de Vila Franca a 4.3.1678, com Maria Pereira, filha de António
Gonçalves Bonito e Maria Pereira.
Tiveram:
7 - João da Costa Botelho, que segue:
7 - Josefa de Medeiros, casou na Matriz de Vila Franca 6.3.1707 com Francisco Curvelo (Cap.º 430.º §
Único N.º 2).
7 - Manuel Botelho, que segue no § 7.º.
7 - Maria Pacheco, casou na Matriz de Vila Franca a 9.10.1719, com Silvestre da Costa, filho de Simão da
Costa e Maria de Matos, de S. Pedro de Vila Franca.
Tiveram:
8 - Teresa da Costa, casou na Matriz de Vila Franca a 8.11.1744, com José Furtado, filho de João Furtado e
Maria de Simas.
7 - António Botelho, casou na Matriz de Vila Franca, a 27.12.1712, com Bárbara Cabral, filha de
Francisco Gonçalves e Esperança ........
Tiveram:
8 - Atanásio Botelho, da Matriz de Vila Franca. Casou em S. Pedro de Vila Franca a 28.5.1740, com Maria de
Melo, filha de Miguel de Melo e Maria Garcia.
Tiveram:
9 - Ângela de S. Miguel, casou em S. Pedro de Vila Franca a 11.9.1792, com José Bento (Cap.º
131.º § 5.º N.º 9).
8 - Sebastião Pacheco Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 9.11.1740, com Francisca Moniz (Cap.º
133.º § 10.º N.º 8).
Tiveram:
9 - Bernardo Pacheco, casou na Matriz de Vila Franca a 27.2.1785, com Margarida dos Anjos, filha
de José Pereira e Rosa Moniz.
9 - Rosa da Trindade, casou na Matriz de Vila Franca a 16.10.1768, com Manuel Tavares, filho de
Inácio Tavares e Catarina de Melo.
7 - João da Costa Botelho, casou a 1.ª vez na Matriz de Vila Franca a 26.2.1703, com Teresa de Araújo, filha
de Amaro Jorge e Maria de Araújo. Casou 2.ª vez na Matriz de Vila Franca a 9.5.1722, com Maria
Mendes, viúva de António Rodrigues, pedreiro.
Teve do 1.º casamento:
8 - Francisco Botelho, que segue:
8 - Margarida de Araújo, casou na Matriz de Vila Franca a 26.7.1738, com Mateus de Sousa, filho de
Francisco de Sousa e Iria de Melo.
8 - José Botelho, da Matriz de Vila Franca. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada a 6.5.1742, com
Francisca do Espírito Santo, filha de Francisco de Teve e Sebastiana Furtado.
Tiveram:
9 - Catarina de Jesus, casou em S. Pedro de Ponta Delgada a 4.2.1776, com Manuel Pereira, filho de Manuel
Pereira e Domingas do Espírito Santo.
9 - Antónia de Jesus, casou em S. Pedro de Ponta Delgada a 29.4.1792, com Martinho da Câmara,
filho de pais incógnitos, da Matriz Ponta Delgada.
8 - Francisco Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 25.6.1724, com Maria Pacheco (Cap.º 407.º § Único
N.º 4).
Tiveram:
9 - Miguel Couto, que segue:
9 - José da Costa, casou na Matriz de Vila Franca a 21.12.1752, com Francisca Botelho, filha de Inácio
Teixeira e Maria Botelho.
9 - Miguel do Couto, de Vila Franca. Casou no Rosário da Lagoa, a 27.1.1752, com Maria de Medeiros ou de
Melo, viúva de Sebastião do Couto, filha de Salvador de Sousa e Francisca de Medeiros.
Tiveram:
10 - João de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa a 4.10.1773, com Margarida de Jesus, de VP, filha de
Manuel Fernandes e Bárbara de Almada.
10 - Manuel de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa a 29.1.1784, com Ana do Espírito Santo, filha de
Bartolomeu de Paiva e Josefa da Costa.
10 - Maria Francisca, casou no Rosário da Lagoa a 20.6.1782, com Vicente Moniz de Ponta Garça, filho
de Manuel Pacheco e Maria Moniz.

§ 7.º

7- Manuel Botelho (do § 6.º), casou na Matriz de Vila Franca a 11.12.1706, com Maria de Fontes, filha
de Cristóvão Vaz de Fontes e Maria Velho, de Santa Maria.
Tiveram:
8 - António Botelho, que segue:
8 - Luzia Pacheco, casou na Matriz de Vila Franca a 27.9.1742, com João Rodrigues, filho de João
Rodrigues e Bárbara Teixeira.
8 - Maria de Medeiros, casou na Matriz de Vila Franca a 2.1.1743, com Manuel Moniz, filho de Manuel
Moniz e Antónia Moniz.
8 - António Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 14.8.1746, com Catarina de Amaral (Cap.º 254.º § 2.º
N.º 5).
Tiveram:
9 - António Botelho, que segue:
9 - João Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 7.2.1799, com Laureana de Medeiros, filha de Luís de
Medeiros e Maria Pacheco.
9 - Antónia ou Ana Maria, casou na Matriz de Vila Franca a 24.8.1783, com José Pacheco, filho de
António Pacheco e Teresa Maria.
9 - Maria Rosa, casou na Matriz de Vila Franca a 7.4.1793, com Pedro de Medeiros, filho de Luís de
Medeiros e Maria Pacheco.
9 - Manuel Botelho, casou na Matriz de Vila Franca, a 28.7.1803, com Joana Maria Joaquina, filha de
Manuel Furtado e Francisca Inácia, do Cabaptizado .
9 - António Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 15.11.1778, com Maria de Jesus Medeiros, filha de
Francisco Pimentel e Teresa Maria Francisca.
Tiveram:
10 - Teresa Jacinta de Pimentel, que segue:
10 - Victorino José Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 2.4.1812, com Antónia Pacheco, filha de
António da Costa e Maria Pacheco.
10 - Teresa Jacinta de Pimentel, casou na Matriz de Vila Franca a 7.5.1809, com Manuel Rodrigues Noia,
filho de José Rodrigues Noia e Josefa Tavares, de S. Pedro Vila Franca.
Tiveram:
11 - Ana Emília, que segue:
11 - Jacinta da Conceição, casou em S. Pedro de Vila Franca a 25.12.1846, com António Joaquim, filho
de Joaquim José e Victorina Cândida, da Matriz Vila Franca.
11 - Ana Emília, casou em S. Pedro de Vila Franca a 3.9.1842, com José Jacinto Ribeiro, filho de Jacinto
José e Mariana Claudina.
Tiveram:
12 - Maria Isabel, casou em S. Pedro de Vila Franca a 25.12.1868, com João Luís, calafate, natural do
Faial., filho de Filipe Maria e Ana Tomásia.

§ 8.º

6- Isabel de Medeiros (do § 6.º), casou na Matriz de Vila Franca a 14.11.1677, com António Mendes
Vieira, filho de Baltazar Nunes e Maria de Sousa. Este Baltazar Nunes é filho de Cristóvão Nunes,
instituidor de uma terça em 24.7.1710, e de sua mulher Briolanja Manuel.
Tiveram:
7 - Gonçalo de Medeiros, que segue:
7 -Matias de Medeiros, de Vila Franca. Casou na Matriz de Vila Franca a 15.2.1706, com Clara Soares,
filha de Manuel de Paiva, carpinteiro e Maria Fernandes.
Tiveram:
8 - Joana de Medeiros, casou na Matriz de Vila Franca a 9.11.1737, com António de Frias Coelho (Cap.º
275.º § 2.º N.º 5).
7 - Maria de Medeiros da Mota, casou na Matriz de Vila Franca a 24.5.1721, com António de Matos, filho
de António de Matos e Catarina da Costa.
7- Gonçalo de Medeiros, que em 1700 deu contas da terça vinculada de seu bisavô. Casou na Matriz de
Vila Franca a 24.6.1697, com Isabel Soares, filha de Manuel de Paiva e Maria Fernandes.
Tiveram:
8 - Pedro da Mota Botelho, que segue:
8- Pedro da Mota Botelho, que fez testamento aprovado a 9.6.1754. Casou na Matriz de Vila Franca a
22.7.1726, com Ana Ferreira ou Ana de Santo António, filha de João Favela e Catarina Ferreira.
Tiveram:
9 - Francisco da Mota Botelho, Alferes, que segue:
9 - António da Mota Botelho, Padre, bacharel em Cânones, vigário na Matriz de Vila Franca e Ouvidor em
1783.
9 - João Caetano Botelho, casou na Matriz de Vila Franca a 18.12.1781, com Laureana Jacinta Félix, de S.
Roque, filha de José Francisco Feteira e Maria Teresa.
Tiveram:
10 - Maria Leonor, freira em Vila Franca.
9 - Bárbara Josefa de Arruda, justificante em Vila Franca com os irmãos, em 1770, para haverem dotes da
Instituição do Capitão Francisco de Arruda.
9 - Bibiana Eufrásia de Medeiros, justificante com os irmãos em 1770.
9 - Francisco Xavier de Medeiros, idem.
9 - Bento Pacheco Botelho, idem.
9 - José da Mota Gambôa, idem.
9 - Cipriano Botelho, idem.
9- Francisco da Mota Botelho, Alferes, casou na Matriz de Vila Franca a 7.11.1764, com Josefa Rosa
de Jesus, filha de Amaro Teixeira e Bárbara Luís, casou em S. Pedro de Vila Franca a 10.7.1724.
Tiveram:
10 - Francisco da Mota Botelho, Capitão, que segue:
10 - Bento José da Mota, que foi para o Brasil e casou na Vila de Óbidos, no Pará, com Henriqueta Maria.
Tiveram:
11 - Ildefonso.
11 - Mariana.
11 - Romana.
10 - João da Mota Botelho, casou em Lisboa com Genoveva Joaquina.
Tiveram:
11 - António José Joaquim da Mota, baptizado na Matriz de Vila Franca. Casou a 1.ª vez em S.
Pedro de Vila Franca a 22.2.1817, com Florinda Rosa do Amor Divino, filha de José Francisco
Veloso e Quitéria Francisca. Sem geração. Casou a 2.ª vez em S. Pedro de Vila Franca, a
12.6.1822, com Francisca Flora de Medeiros (Cap.º 15.º § 8.º N.º 12).
10 - José da Mota Botelho Padre, cura na Matriz de Vila Franca.
10 - Mariana Flora, Freira em Santo André de Vila Franca.
10 - Francisco da Mota Botelho, Capitão, sendo Alferes casou de 31 anos na Matriz de Vila Franca a
2.7.1806, com Maria Violante de Amaral Vasconcelos (Cap.º 350.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
11 - Maria Luciana de Albernaz ou da Mota, casou na Matriz de Vila Franca a 6.1.1823, com João José
de Melo (Cap.º 306.º § Único N.º 2).

§ 9.º

5- Maria Pacheco (do § 6.º), morador com o marido nos Fenais da Ajuda. Casou com Manuel da Costa
Carvalho morador nos Fenais da Ajuda, filho de Francisco da Costa e Ana Cabeceiras (Nota N.º 31).
Tiveram:
6 - António da Costa Carvalho ou Pacheco, que segue:
6 - Margarida Pacheco de Medeiros, que segue no § 10.º.
6 - José Pacheco (Nota N.º 30). Casou com Maria Roe.
6 - João da Mota Pacheco (Nota N.º 30).
6 - Manuel da Mota Botelho ou Botelho da Mota ou Manuel Pacheco (Nota N.º 30). Casou a 1.ª vez com
Maria de Macedo, filha de Pedro Afonso Loureiro e Clara Borges. Casou 2.ª vez nos Fenais da Ajuda a
30.7.1696, com Maria Vieira, viúva.
Teve do 1.º casamento:
7 - Maria Pacheco, casou nos Fenais da Ajuda a 22.8.1696, com Pedro Moniz de Sá ou Bettencourt (Cap.º
378.º § 3.º N.º 3).
Teve do 2.º casamento:
7 - Pedro Botelho da Mota, baptizado nos Fenais da Ajuda. Casou a 1.ª vez na Achada a 30.5.1729,
com Felícia Pacheco (Cap.º 410.º § 1.º N.º 2). Casou 2.ª vez no Porto Formoso, a 22.4.1756, com
Josefa Moniz de Medeiros (Cap.º 378.º § 1.º N.º 5).
6- António da Costa Carvalho ou Pacheco (Nota N.º 30). Casou nos Fenais da Ajuda, a 18.11.1669,
com Maria Delgada, filha de Manuel Gomes de Magalhães e Maria Delgada.
Tiveram:
7 - Maria Pacheco, que segue:
7 - Ana de Medeiros, casou nos Fenais da Ajuda a 28.3.1699, com Manuel Garcia de Sousa (Cap.º 19.º §
6.º N.º 7).
7 - Marta de Medeiros, casou nos Fenais da Ajuda a 2.10.1702, com Francisco do Rego Marecos (Cap.º
178.º § 6.º N.º 6).
7 - Isabel Pacheco, casou nos Fenais da Ajuda a 27.11.1702, com Manuel Rebelo Martins, filho de
Manuel da Costa Columbreiro e Vitória da Costa.
Tiveram:
8 - Manuel Rebelo Martins, casou nos Fenais da Ajuda a 26.2.1729, com Isabel Moreira (Cap.º 338.º § 2.º N.º
4).
7- Maria Pacheco, casou nos Fenais da Ajuda a 6.10.1692, com Manuel Carreiro de Sousa, filho de
António de Arruda e Maria de Braga.
Tiveram:
8 - Manuel Pacheco ou Carreiro de Arruda, que segue:
8- Manuel Pacheco, ou Carreiro de Arruda, dos Fenais da Ajuda. Casou na Maia, a 15.12.1725, com
Bárbara Correia, filha de André Furtado e Maria Jorge.
Tiveram:
9 - Josefa Pacheco, que segue:
9 - António Carreiro, casou na Maia, a 7.3.1750, com Maria do Couto, filha de José Pereira e Maria
Couto.
9 - Manuel Carreiro Furtado, casou na Maia, a 27.9.1762, com Maria Francisca Soares, filha de José da
Costa Vieira e Maria Soares.
9- Josefa Pacheco, casou na Maia, a 27.2.1751, com José de Sousa Benevides, também chamado José
Carreiro de Sousa, cujos irmãos, casados na Maia, usam também quase todos o apelido de Carreiro. Era
filho de Manuel da Costa Sousa e Isabel de Benevides, neto materno de António Carreiro e Maria Viegas,
da Achada.
Tiveram:
10 - Manuel Carreiro, que segue:
10 - Maria Pacheco, casou na Maia, a 29.5.1775, com Manuel de Medeiros, filho de Manuel de Medeiros
e Catarina de Pimentel.
10 - Francisco Carreiro de Sousa, casou na Maia, a 26.3.1774, com Francisca Maria de Pimentel, filha de
António Francisco de Pimentel e Violante Moniz de Medeiros.
Tiveram:
11 - Joana Francisca de Pimentel, casou na Maia, a 9.9.1802, com Manuel José de Medeiros, filho
de José de Medeiros Pereira e Maria Francisca.
11 - Maria Francisca Pimentel, casou na Maia, a 5.7.1801, com Manuel José de Medeiros, filho de
José Pimentel e Maria de Medeiros, das Furnas.
Tiveram:
12 - Francisco José de Medeiros, casou na Maia, a 30.9.1830, com Maria Cordeiro, filha de
Manuel Cordeiro e Maria Bulhoa.
10 - Manuel Carreiro, casou na Maia, a 20.7.1789, com Maria de Braga, filha de José de Braga e Bárbara
Moreira.
Tiveram:
11 - José Carreiro de Braga, que segue:
11 - Francisca Antónia da Conceição, casou na Maia, a 25.3.1823, com Francisco Fragoso (Cap.º 375.º
§ 2.º N.º 6).
11 - José Carreiro de Braga, casou na Maia, a 19.2.1815, com Francisca da Esperança ou Francisca Jacob ou
da Conceição (Cap.º 152.º § 6.º N.º 10).
Tiveram:
12 - João Carreiro de Braga, que segue:
12 - Jacinto Carreiro de Braga, casou na Maia, a 8.1.1871, com Maria Eugénia, filha de José Moreira e
Maria Eugénia.
12 - João Carreiro de Braga, casou na Maia, a 4.2.1841, com Matilde da Conceição, filha de João de
Medeiros e Maria do Espírito Santo.
Tiveram:
13 - Manuel de Braga, que segue:
13 - Maria Joaquina, casou na Maia, a 14.3.1867, com Manuel Pacheco Pimentel, viúvo de Maria
Isabel, filho de José Pacheco Pimentel e Ana Fragoso, do Rosário Lagoa.
13 - José de Braga, casou na Maia, a 18.2.1871, com Maria Luísa da Conceição (Cap.º 375.º § 2.º N.º
7).
13 - Manuel de Braga, camponês, de 24 anos quando casou na Maia, a 2.10.1884, com Maria da Luz de 24
anos, de Rabo de Peixe, filha de José da Luz Correia e Mariana de Jesus.

§ 10.º

6- Margarida Pacheco de Medeiros (do § 9.º), morador com seu marido nos Fenais da Ajuda, conforme
consta de uma escritura feita na Maia, a 15.11.1668, em que ela faz procuração ao dito seu marido (Notas
do tabelião Domingos da Costa Paiva, Livro de 1667 a 1671). Casou nos Fenais da Ajuda, em Setembro
de 1667, com Carlos Tavares de Roe ou Roia, filho de Manuel de Resende ....... (a folha em que foi
lavrado o termo de casamento está rota, pelo que não é possível saber-se o nome da mãe do nubente)
(Nota N.º 31).
Tiveram:
7 - Manuel Tavares, que segue:
7 - José Tavares, baptizado nos Fenais da Ajuda a 28.1.1674. Casou nos Fenais da Ajuda a 21.2.1707, com
Isabel Ferreira ou de Pimentel, filha de Manuel Fernandes e Maria de Pimentel.
Tiveram:
8 - Maria Pacheco, casou nos Fenais da Ajuda a 1.11.1735, com António Pacheco de Resendes, viúvo de Ana
Ferreira.
Tiveram:
9 - Manuel Pacheco de Resendes, casou a 1.ª vez nos Fenais da Ajuda a 3.11.1762, com Mónica
Moniz ou de Melo ou do Amaral (Vide Nota N.º 14 do Cap.º 124.º). Casou 2.ª vez nos Fenais
da Ajuda a 23.11.1794, com Quitéria de Melo (Cap.º 88.º § 2.º N.º 9).
Teve do 1.º casamento:
10 - Laureana Maria de Melo, casou nos Fenais da Ajuda a 21.8.1794, com José de Melo
Afonso (Cap.º 381.º § 1.º N.º 4).
10 - Jacinta do Amaral, casou nos Fenais da Ajuda a 23.3.1793, com Francisco de Medeiros
Moniz, filho de António de Medeiros Machado e Luzia Moniz.
Tiveram:
11 - João de Medeiros, casou nos Fenais da Ajuda a 1.3.1821, com Maria Rosa, filha de
António de Medeiros Travassos e Brízida Moniz.
11 - Ana Jacinta, casou nos Fenais da Ajuda a 30.1.1830, com Francisco Luís Fagundo,
filho de José Fagundo e Ana Maria.
11 - António Jacinto de Medeiros, casou nos Fenais da Ajuda a 30.8.1830, com Eugénia
Jacinta de Melo, filha de José António de Melo e Leonor de Jesus.
7 - Francisco Tavares de Medeiros, baptizado nos Fenais da Ajuda a 27.8.1680. Casou nos Fenais da
Ajuda a 27.6.1714, com Ana de Bettencourt (Cap.º 24.º § 11.º N.º 7).
Tiveram:
8- Antónia Pacheco de Bettencourt, casou nos Fenais da Ajuda a 3.10.1739, com Joaquim
Moniz de Medeiros (Cap.º 338.º § 1.º N.º 4).
7 - Henrique Tavares, que segue no § 11.º.
7- Manuel Tavares, baptizado nos Fenais da Ajuda, a 21.7.1671. Casou nos Fenais da Ajuda a
10.12.1702, com Maria de Bettencourt, ou do Rosário (Cap.º 50.º § 15.º N.º 9).
Tiveram:
8 - Manuel Tavares de Bettencourt, que segue:
8 - Maria de Bettencourt, casou nos Fenais da Ajuda a 2.6.1731, com Manuel Moreira Norte (Cap.º 338.º
§ 3.º N.º 4).
8- Manuel Tavares de Bettencourt, casou nos Fenais da Ajuda, a 15.10.1736, com Josefa Moniz Vieira,
viúva de Sebastião Pacheco Barbosa (Cap.º 78.º § 19.º N.º 9).
Tiveram:
9 - Francisco Moniz Tavares, que segue:
9 - Gertrudes Moniz, casou nos Fenais da Ajuda a 23.2.1770, com António da Rocha, baptizado no Porto
Formoso, filho de José da Costa e Bárbara da Rocha.
9 - Antónia Moniz de Bettencourt, casou nos Fenais da Ajuda a 20.5.1760, com Manuel de Sousa (Cap.º
124.º § 7.º N.º 9).
9- Francisco Moniz Tavares, que depois de casou foi viver para a Ribeira Seca da Ribeira Grande.
Casou nos Fenais da Ajuda a 19.11.1764, com Maria de Melo ou Moniz, filha de Miguel Moniz Vieira e
Bárbara de Melo.
Tiveram:
10 - Maria Tavares de Melo, baptizada nos Fenais da Ajuda. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande a
6.3.1786, com José da Silva (Cap.º 78.º § 3.º N.º 12).
10 - Rosa Maria de Melo, nasceu nos Fenais da Ajuda a 16.9.1777 e faleceu a 11.11.1849. Casou em S.
Pedro da Ribeira Grande a 24.4.1793, com Caetano José de Amaral (Cap.º 104.º § 6.º N.º 9).
10 - Manuel Tavares de Melo, que segue:
10 - António Tavares de Melo, baptizado em S. Pedro da Ribeira Grande. Casou de 27 anos na Conceição
Ribeira Grande a 2.6.1808, com Claudina Rosa do Rego, de 18 anos, filha de António do Rego Lima
e Josefa Inácia.
Tiveram:
11 - José Tavares de Melo, casou a 1.ª vez em S. Pedro da Ribeira Grande a 9.9.1850, com Jacinta
Ermelinda, filha de Jacinto de Almeida e Maria Engrácia. Casou 2.ª vez em Rabo de Peixe com
Rosa Jacinta.
Teve do 1.º casamento:
12 - Manuel Tavares de Melo.
12 - Jacinto Tavares de Melo.
12 - Luís Tavares de Melo.
12 - Maria Tavares de Melo.
12 - Claudina Tavares de Melo.
Teve do 2.º casamento:
12 - Maria da Ressurreição Tavares de Melo.
11 - Maria Arnalda Tavares de Melo, casou em S. Pedro da Ribeira Grande com Maurício José de
Medeiros.
Tiveram:
12 - Maria da Estrela.
12 - Rosa de Medeiros.
12 - Claudina de Jesus.
12 - Maria da Ascensão.
12 - Francisca de Medeiros.
11 - Manuel Tavares do Rego, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, com Maria da Costa Maiato,
filha de Manuel da Costa Maiato e Quitéria Maria, de Rabo de Peixe.
10 - José Tavares de Melo, que foi para o Brasil.
10 - Manuel Tavares de Melo, casou a 1.ª vez em S. Pedro da Ribeira Grande a 6.12.1809, com Josefa Rosa
do Rego, filha de Luís Botelho e Josefa Rosa do Rego. Casou 2.ª vez nos Fenais da Ajuda a 12.2.1819,
com Ana Jacinta de Medeiros (Cap.º 390.º § 5.º N.º 4). Casou a 3.ª vez em S. Pedro da Ribeira Grande a
5.2.1829, com Rosa Jacinta ou da Costa Maiato, filha de Manuel da Costa Maiato e Quitéria Maria.
Casou a 4.ª vez na Matriz Ribeira Grande a 15.1.1841, com Maria Cândida Rosa Unção, filha de
António Ferreira Unção e Josefa Inácia.
Teve, não se sabe de que casamento:
11 - Manuel Tavares de Melo, que segue:
11 - José Tavares de Melo, casou em S. Pedro da Ribeira Grande com Teresa de Almeida, filha de
António de Almeida e Antónia Baptista Brabo. Sem geração.
11 - Maria Tavares de Melo, casou nos Fenais da Ajuda com Francisco Inácio de Medeiros. Com
geração.
11 - Maria Tavares, casou na Matriz da Ribeira Grande com Francisco de Faria.
Tiveram:
12 - Maria Isabel.
12 - Manuel
11 - Rosa Tavares de Melo, casou na Matriz da Ribeira Grande com um irmão do cunhado. Com
geração.
11 - Jacinto Tavares de Melo, solteiro.
11 - Manuel Tavares de Melo (parece que filho de 1.º casamento de seu pai). Casou em S. Pedro da Ribeira
Grande a 20.4.1836, com Maria Carolina Dente, filha de Manuel Caetano Dente e Antónia Jacinta.
Tiveram:
12 - José
12 - António.
12 - Filomena.
12 - Antónia.
12 - João.
12 - Maria.
12 - Luís.
12 - Jacinto.
12 - Manuel.
12 - Maria.
12- Margarida.
12 - Pedro.

§ 11.º

7- Henrique Tavares (do § 10.º), baptizado nos Fenais da Ajuda a 20.9.1676. Casou nos Fenais da
Ajuda a 16.10.1717, com Marta de Araújo ou de Almeida, filha de Manuel de Araújo e Maria de Almeida.
Tiveram:
8 - José Tavares de Almeida, que segue:
8 - António Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 30.3.1755, com Josefa do Espírito Santo ou
Moniz ou de Pimentel (Cap.º 148.º § 6.º N.º 11).
Tiveram:
9 - Maria Eufrásia, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 23.12.1799, com António Pacheco, filho de
António Pacheco Barbosa e Antónia Maria.
9 - Antónia Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 12.4.1809, com António da Ponte
Pacheco, viúvo de Bárbara da Conceição.
8 - Rosa Tavares, baptizado nos Fenais da Ajuda. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 10.9.1753, com
Manuel Moniz Barbosa (Cap.º 148.º § 6.º N.º 10).
8 - João Tavares, baptizado nos Fenais da Ajuda. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 15.1.1746, com
Antónia de Jesus, filha de João Tavares e Isabel da Costa.
Tiveram:
9 - Eusébia dos Santos, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 19.9.1778, com Manuel da Costa Mansinho,
filho de pai incógnito e Luzia da Conceição.
8- José Tavares de Almeida, baptizado em Santa Cruz da Lagoa. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande
a 25.10.1749, com Maria Tavares, filha de João Tavares e Isabel da Costa.
Tiveram:
9 - Bento Tavares, que segue:
9 - Aurélia Francisca, cujo marido estava ausente a 16.12.1798. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande a
28.7.1770, com José da Costa, filho de Matias da Ponte e Maria da Costa.
Tiveram:
10 - Eusébio Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 16.12.1798, com Francisca de Jesus
(Cap.º 148.º § 6.º N.º 12).
10 - Maria de Jesus, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 14.9.1800, com Vicente Tavares de
Pimentel filho de Francisco Tavares de Pimentel e Margarida da Conceição.
9 - Antónia da Rosa ou Antónia Tomásia, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 30.1.1749, com Estácio
ou Anastácio, José Machado, filho de Francisco Machado e Quitéria Rosa, de S. Pedro da Ribeira
Grande.
Tiveram:
10 - Jacinta da Estrela, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 8.9.1819, com António José Salvador,
filho de José Francisco Salvador e Francisca de Jesus.
10 - António Jacinto Machado, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 12.7.1820, com Inácia
Querubina Cândida, filha de António Soares e Eugénia Rosa.
10 - Rosa Jacinta, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 13.12.1824, com João José de Sousa, filho
de Manuel de Sousa Maroto e Leonor de S. José.
10 - Maria da Estrela casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 16.2.1830, com José de Sousa Teixeira,
filho de António de Sousa Teixeira e Delfina Rosa.
10 - José Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 5.11.1832, com Helena Jacinta, filha de
Simão da Costa e Inácia Maria.
10 - Ana da Estrela. casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 14.1.1839, com Manuel de Medeiros, de
S. Roque, filho de Francisco de Medeiros e Francisca Jacinta.
9- Bento Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 8.10.1789, com Joana de Jesus, baptizada nos
Fenais da Luz, filha de Luís Moniz e Mariana de Medeiros.
Tiveram:
10 - Maria Jacinta Tavares, que segue:
10 - Margarida Rosa do Bom Jesus, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 19.8.1816, com Jacinto José
da Rocha (Cap.º 259.º § 1.º N.º 7).
10 - Antónia Jacinta Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 25.7.1818, com João Teixeira,
baptizado na Matriz Ribeira Grande, filho de José Teixeira e Albina Rosa.
10 - Maria Jacinta Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 26.9.1808, com José Tavares, filho de
Francisco Tavares Pimentel e Margarida da Conceição.
Tiveram:
11 - António Tavares, que segue:
11 - António Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande a 10.5.1841, com Maria da Estrela,
filha de Manuel Pacheco e Ana Jacinta.

§ 12.º

2- Manuel Favela da Costa (do § 1.º), filho do 2.º casamento de Jorge da Mota e morador em Vila
Franca, na quinta que foi de seu pai. Foi Capitão-mor de Vila Franca e herdeiro do vínculo instituído pelo
pai. Fez testamento aprovado a 6.4.1600 em que vinculou. Jaz enterrado na capela-mor de Santo André de
Vila Franca, onde jazem suas mãe e avó (Nota N.º 32). Casou com Violante Mendes Pereira (Cap.º 5.º §
1.º N.º 2).
Tiveram:
3 - António Favela da Costa, Capitão, que segue:
3 -Bento da Fonseca de Arruda, morador em Vila Franca. Casou com Bárbara Correia Raposo (Cap.º 29.º
§ 2.º N.º 6) (Nota N.º 34).
Tiveram:
4 - João de Arruda da Costa, Capitão e Sargento-mor em Vila Franca, baptizado na Matriz de Vila Franca a
20.10.1624. Casou na Matriz de Vila Franca a 27.3.1645, com Maria Moniz de Teve, faleceu a
6.12.1684 na Matriz de Vila Franca, filha de Bartolomeu Ferreira Moniz e Clara de Teve de Oliveira.
Tiveram:
5 - Bento Pacheco da Fonseca, Padre, que deu contas em 1698.
4 - Clara Raposo, baptizado na Matriz de Vila Franca a 30.1.1628. Casou no Nordeste com F....
4 - Isabel de Brum Pacheco, ou Raposo, que a 21.11.1673 já viúva. Casou na Matriz de Vila Franca,
em 21.9.164.. (está roto o termo neste sítio e está intercalado entre um de 19.6.1639 e outro de que
apenas consta o ano: 1642), com António da Costa Correia (Cap.º 90.º § 3.º N.º 5).
4 - Gaspar Pacheco, Padre, beneficiado na Matriz de Vila Franca.
4 - Maria da Cruz, freira em S. João de Ponta Delgada.
4 - Manuel Pacheco Raposo, ermitão nas Furnas .
4 - Úrsula do Espírito Santo, Abadessa em Santo André de Vila Franca.
3 - Francisco Botelho da Costa, casou na Matriz de Vila Franca a 3.9.1625, com Catarina da Costa Pereira,
filha de Domingos Pereira da Costa e Leonor Gonçalves.
3 - Isabel, baptizada na Matriz de Vila Franca a 27.3.1565.
3 - Jorge da Mota, idem a 25.2.1566. Achada 12.5.1595 foi padrinho de um baptizado na Matriz de Vila
Franca.
3 - Manuel, idem a 19.5.1577.
3 - Clara, ou Ana, idem a 2.12.1578.
3 - Úrsula, idem a 22.4.1580.
3 - Luzia, idem a 6.10.1581. Parece ter casou com Manuel Roiz.
Tiveram:
4 - Maria, baptizada na Matriz de Vila Franca a 1.9.1627.
3 - Catarina da Costa.
3 - Águeda da Costa.
3- António Favela da Costa, Capitão, herdeiro das terças vinculadas instituídas pelos pais. Instituiu
vínculo por testamento aprovado em 1651, o qual deixou a seu filho Manuel Favela de Arruda, constando
de 7,5 alq. de terra a S. João de Vila Franca. Este vínculo entrou na administração dos Botelhos de
Gusmão. Casou na Matriz de Vila Porto, a 11.9.1600, com Joana Isabel de Melo Cabral (Cap.º 36.º § 2.º
N.º 4).
Tiveram:
4 - Manuel Favela de Arruda, Capitão-mor de Vila Franca, baptizado na Matriz de Vila Franca a 2.7.1601.
Foi herdeiro da terça vinculada de seu avô, o Capitão-mor Manuel Favela da Costa e ele próprio
vinculou, por testamento aprovado a 6.8.1653, para o sobrinho Miguel. Casou na Matriz de Vila
Franca a 29.11.1648, com Clara da Fonseca (§ 6.º N.º 4). Sem geração.
4 - João de Melo de Arruda, Capitão, que segue:
4 - Francisco de Arruda Cabral, Padre, citado em segundo lugar no testamento da instituidora, sua tia
Maria Velho de Melo (Cap.º 36.º § 2.º N.º 4), viúva de Apolinário de Sousa ou Raposo ou da Ponte,
para administrador da terça que ela sua tia vinculou por testamento aprovado a 10.4.1638. Instituiu
vínculo, por testamento de 1651, para seu sobrinho André.
4 - Jerónimo de Melo, padrinho na Matriz Vila Franca entre 1627 e 1639.
4 - Maria, baptizada na Matriz de Vila Franca a 25.7.1602.
4 - Clara, idem a 7.10.1603.
4 - Catarina, idem a 2.9.1606.
4 - Francisco, idem a 9.3.1609.
4- João de Melo de Arruda, Capitão, baptizado na Matriz de Vila Franca a 30.11.1607 e morador na
pequena freguesia. Morreu na Matriz de Ponta Delgada a 15.2.1686. Foi herdeiro da terça vinculada de
sua avó Violante Mendes e deu contas, de 1653 a 1685, do vínculo instituído pelo Capitão-mor Manuel
Favela da Costa. Casou a 1.ª vez na Matriz de Vila Franca a 31.7.1634, com Maria Pacheco da Silveira ou
Raposo (Cap.º 124.º § 1.º N.º 5). Casou a 2.ª vez na Matriz de Ponta Delgada a 30.6.1659, com Ana de
Medeiros de Sousa (Cap.º 11.º § 1.º N.º 4).
Teve do 1.º casamento:
5 - António Pacheco da Silveira, Capitão, que segue:
5 - Agostinho de Melo da Silveira, Padre, vigário de S. Pedro de Vila Franca. Fez testamento a 2.3.1714 e
morreu a 4.3.1714, deixando como herdeiros os sobrinhos. (Nota N.º 35).
5 - Miguel de Arruda, herdou o vínculo instituído por seu tio o Capitão-mor Manuel Favela de Arruda.
5- André da Ponte, foi baptizado a 4.12.1638 e herdou o vínculo administrado por seu tio, o
Padre Francisco de Arruda Cabral.
5 - Manuel Favela, Padre, vigário no Porto Formoso.
5 - Clara da Piedade, que consta do testamento da mãe.
5- António Pacheco da Silveira, Capitão, que em 1687 prestou contas do vínculo instituído por Jorge da
Mota. De 1685 a 1689 prestou contas do vínculo instituído pelo Capitão-mor Manuel Favela da Costa.
morreu na Matriz de Vila Franca a 27.4.1690. Foi enterrado no jazigo de seus avós, na capela-mor da
Misericórdia de Vila Franca (Nota N.º 32). Casou na Matriz de Ponta Delgada a 18.2.1658, com Mariana
Raposo de Medeiros (Cap.º 27.º § 10.º N.º 7).
Tiveram:
6 - Ana de Medeiros Pacheco da Silveira, que segue:
6 - Teresa da Silveira e Medeiros, herdeira da terça vinculada instituída por sua mãe em 1665. Casou na
Matriz de Vila Franca a 17.7.1690, com o Capitão Fernão de Macedo Botelho (Cap.º 1.º § 1.º N.º 8).
6 - Margarida, freira em Vila Franca.
6- Ana de Medeiros Pacheco da Silveira, herdeira dos vínculos. Por seu intermédio entrou na família
Rebelo o vínculo instituído por Jorge da Mota, que incluía casa e ermida de S. João Baptista, em Vila
Franca. Vinculou por testamento aprovado em Ponta Delgada a 29.11.1726, em que nomeia todos os
filhos. Casou na Matriz de Ponta Delgada a 11.5.1679, com Manuel Rebelo Borges da Câmara ou Furtado
da Câmara (Cap.º 17.º § 3.º N.º 5).

NOTAS

1) Jorge da Mota (§ 1.º N.º 1)


Achada 22.1.1543, em Vila Franca, Jorge da Mota, Cavaleiro do Hábito de Aviz e sua mulher
Bartolesa da Costa, moradores a S. João termo desta Vila, dotam ao Convento de Santo André várias
propriedades, para dotes de suas filhas Ana de S. Miguel, Guiomar da Cruz, Maria de Santa Clara,
Catarina de S. João e Úrsula de (Jesus ou S. Tomé), algumas já professas no dito Convento, outras para
professarem. Foram testemunhas: Diogo Dias, Cavaleiro, morador nas Grotas Fundas e Pero Roiz
Cordeiro, cidadão, morador nesta Vila, que assinou por ela Bartolesa da Costa (Livro IX do Tombo do
Convento de Santo André de Vila Franca, fls. 332, e Livro X do mesmo Tombo, fls. 70).
Nesta escritura dotam uma sua terra de pão no lugar de S. João, que parte com grota que vem pelo
pomar deles doadores e com a parede que está entre a dita terra e André Gonçalves e com Diogo Álvares;
e mais dotam um cerrado acima da dita terra, que se chama Cerrado das Frízias, cercado de valados e
silvado, que parte com terras que foram de Beatriz Pires e com Grota do Cerrado, que foi de Gonçalo
Martins; mais dotam um escravo mulato, moço de 12 anos, chamado Miguel. Já o Convento tinha o seu
Tombo, porque diz que um dos traslados desta escritura é para o Livro do Tombo. O tabelião foi João da
Senra (sic), tabelião do Público e Judicial, em Vila Franca.
A 31.7.1589, em Vila Franca, os herdeiros de Jorge da Mota e de Bartolesa da Costa, que são as
Senhoras Madres Abadessa Catarina de S. Miguel e Vigária Margarida de S. Bartolomeu, Beatriz do
Espírito Santo, Maria de Cristo e as mais discretas, fazem uma escritura no dito Convento, estando da
parte de fora Manuel Favela da Costa e António Pacheco e a senhora sua mulher Clara da Fonseca e todos
disseram que quando se fizeram as partilhas de Jorge da Mota e Bartolesa da Costa, seus pai e mãe, se não
fizeram as partilhas de seus avós João de Arruda e Catarina Favela e que essas partilhas de seus avós só
agora tiveram fim, do que lhes viera a eles todos herdeiros 380.590 reis em herdades, conforme carta de
partilha que está em poder do herdeiro presente Manuel Favela da Costa e que dessa importância faziam
entre si partilha da maneira seguinte: Manuel Favela da Costa há-de herdar 110.104 reis, da terça de seu
pai e de legítimas, dando-lhe para seu preenchimento terras na Povoação, nas Lombas do Alcaide e do
Pomar; António Pacheco e sua mulher herdam da terça de sua mãe e sogra Bartolesa da Costa a legítima
que lhe dotaram Cristóvão da Mota e Simão da Mota; e António da Mota 106.552 reis em Terras na
Povoação e em Rosto do Cão; e às Madres do Convento coube herdar 166.933 reis. Testemunhas: Rui
Tavares da Costa, Fidalgo e Gaspar Manuel, carpinteiro (Livro do Tombo do Convento de Santo André de
Vila Franca, fls. 92).

2) Simão da Mota (§ 1.º N.º 2), Jerónimo de Sousa da Mota e Simão da Fonseca (§ 1.º N.º 3)
A 4.6.1539, no Nordeste, nas casas de morada de Simão da Mota, Escudeiro, sua mulher Maria
Álvares constituiu procurador o dito seu marido, com poderes de geral administração, sendo tabelião
Rodrigo Anes e testemunhas Francisco Anes, Pedro Afonso e Sebastião Roiz, todos moradores na vila do
Nordeste. Com esta procuração Simão da Mota, Escudeiro Fidalgo, morador em Vila Franca a 11.10.1543,
na mesma Vila Franca (Notas do tabelião João de Senra) outorgou por si e por sua mulher Maria Álvares
numa escritura de troca e escambo que fez com Pedro Afonso, trocando uma terra que tinha no limite do
Nordeste, que ele Simão da Mota e sua mulher houveram por compra de João Gonçalves e Maria Pires,
sua mulher e que confina com terras dele Pedro Afonso e com Francisco Martins e Marcos Fernandes,
clérigo, com outra que Pedro Afonso tinha em Vila Franca (Livro X do Tombo do Convento de Santo
André de Vila Franca, fls. 402).
A 10.8.1580, em Vila Franca Catarina Ferros, dona viúva de Simão da Mota, vendeu uma terra em
Água d’Alto, nas terras que ela e o marido possuíram ali e que parte com Filipe de Quental, seu genro.
A 16.7.1587, em Vila Franca, concluiu-se o inventário por morte de Simão da Mota, sendo
inventariante sua viúva Catarina Ferros, terceira mulher do defunto, fazendo-se neste inventário a partilha
dos bens que ficaram por morte das primeira e segunda mulheres, Maria Álvares e Isabel Afonso (sic).
(Parece que Isabel Afonso é que foi a segunda mulher e não a primeira como diz Frutuoso). Consta isto da
folha de partilha da herdeira Madre Clara de S. Francisco, freira no Convento de Santo André de Vila
Franca (Livro VIII do Tombo do mesmo Convento, fls. 773). Mais consta serem também herdeiros Filipe
de Quental, Simão da Fonseca, Sebastião, Frei Jorge e Frei Manuel. Achada 15.9.1566 já o inventário
estava instaurado, mas parece que não por morte de Simão da Mota, mas talvez por falecimento de uma
das duas primeiras mulheres. Achada 2.11.1587 foi tirada esta folha de partilha a pedido do dito Convento.
Os bens desta Madre confrontam com os herdeiros Sebastião, Frei Jorge e Filipe de Quental.
A 6.3.1591, em Ponta Delgada, nas casas de morada da senhora Catarina Ferros, dona viúva, ela e João
de Arruda da Costa, em seu nome e como procurador da senhora Maria Mendes, fizeram uma escritura em
que entregaram ao Convento uma terra que houveram em herança de João de Arruda, o Velho, isto porque
o Convento lhes queria mover demanda sobre a herança da madre Margarida de S. Bartolomeu, filha de
Manuel do Porto e de Beatriz da Costa, a Velha (Livro X do Tombo do Convento de Santo André de Vila
Franca, fls. 227). Achada fls. 963 do Livro X do mesmo Tombo está a folha de partilha das três filhas de
Simão da Mota, da qual consta que se fez inventário por morte dele a 16.7.1587, em que se partilharam
também os bens das primeira e segunda mulheres do dito Simão da Mota, Maria Álvares e Isabel Afonso,
isto a requerimento dos herdeiros e deferimento do Juiz dos Órfãos, que mandou partilhar os bens dos três
inventários.
O procurador do Convento pede esta folha de partilha dos quinhões das três freiras professas, filhas do
defunto Simão da Mota. Achada folha diz que cabe às três freiras da parte de seu pai e mãe, e casou
(donde se conclui que não são filhas da terceira mulher). Uma das filhas de Simão da Mota chamou-se
Catarina Favela.
A 3.9.1595, em Vila Franca, Filipe de Quental de Sousa cidadão, e a senhora Jerónima de Osório sua
mulher, moradores em Água d’Alto, dotam sua filha Úrsula para professar no Convento de Santo André
de Vila Franca, com uma propriedade que por morte de seu sogro e pai Simão da Mota coube a sua filha
(dele Simão da Mota) a qual tinham os dotadores em sua casa e estivera já muitos anos no Convento, o
qual Convento recebera as rendas dessa propriedade, a que os dotadores tinham direito e desse direito
desistem. Declaram que terão consigo até seu falecimento a dita Clara da Mota, sua irmã e cunhada.
Testemunha: António de Matos, cidadão, morador no Porto Formoso (Livro IX do Tombo do dito
Convento, fls. 87 e 240).
A 29.1.1600, em Vila Franca, Jerónima Osório da Fonseca, viúva de Filipe de Quental de Sousa, fez
uma escritura de ratificação do dote a sua filha Úrsula da Glória, para professar no dito Convento de Santo
André, dizendo que ela e seu faleceu marido tinham feito dote à dita sua filha de uma propriedade que ela
dotadora herdara de sua irmã Clara de S. Francisco. Agora ratifica o dote por a filha ir professar, embora
não tenha ainda a provisão do provincial, por causa do mal de peste que há nas ilhas de baixo. Com estes
bens dotados nada têm que ver os outros seus filhos. Foi testemunha Jorge Correia, filho de Francisco
Correia.
3) Beatriz da Costa (§ 1.º N.º 3)
A 3.3.1586, em Vila Franca, nas casas onde pousa João Galego, cidadão, este e sua mulher a senhora
Beatriz da Costa venderam ao Convento de Santo André de Vila Franca uma terra que parte com Filipe de
Quental, cunhado deles vendedores e com terra da sogra e mãe deles vendedores (não diz o nome), terra
que ele vendedor houve em dote de casamento com sua mulher Beatriz da Costa. Esta assinou por sua
mão. (Tabelião João Rodrigues Cordeiro) (Vide Nota N.º1 do Cap.º 3.º).

4) Simão da Fonseca ou Simão da Mota Botelho (§ 1.º N.º 3)


Simão da Fonseca deve ser o Simão da Mota Botelho, casou com Maria de Macedo, que aparece
baptizando quatro filhos na Santa Cruz Lagoa.
A 3.4.1628, Simão da Mota Botelho e sua mulher Maria de Macedo aforaram uma terra. Assinou pela
senhoria Maria de Macedo, Manuel Botelho Falcão (Notas do tabelião da Lagoa Cristóvão Soares de
Melo).

5) António da Mota (§ 1.º N.º 2), Maria da Fonseca, Catarina de Osório e João de Teve Osório,
Padre (§ 1.º N.º 3)
A 12.11.1568, em Vila Franca, nas casas de morada de António da Mota, cidadão, no arrabalde desta
Vila, ele António da Mota e sua mulher, a senhora Francisca de Teve, venderam a seu genro João Roiz,
mercador, um moio de trigo de foro. Assinou pela vendedora seu filho Jorge da Mota. Testemunhas:
Miguel Lopes de Almeida, Juiz dos Órfãos e Domingos Velho, Alcaide.
A 18.4.1569, em Vila Franca, nas casas de morada de António da Mota, cidadão, compareceu a
senhora Francisca de Teve, mulher do dito António da Mota, em seu nome e como procuradora do dito seu
marido, e disse que estava concertada com Tomé Roiz, filho de João Roiz, mercador, para ele Tomé Roiz,
que presente estava, casou com Catarina de Osório, sua filha dela Francisca de Teve que lhe promete em
dote de casamento uma terra em Água d’Alto, no valor de 100 mil reis e mais o assento de casas e granel
em que eles dotadores moram, que parte do Sul com caminho do concelho, do Levante com João
Lourenço, do Norte com Diogo Gomes e do Poente com Apolónia Martins, viúva; e mais lhe dota um
cerrado defronte, e casou, com condição de eles dotadores lograrem as ditas casas e cerrado enquanto
vivos; e mais lhe dota outro cerrado que parte com Jorge Furtado, com Rui Tavares e com terra que foi de
Diogo Lourenço; e mais uma casa e terra que foi de Diogo Lourenço, sobre que fizeram um moio de trigo
de foro ao dito João Roiz, pai do dotado; e mais lhe dota gado, dinheiro, e casou, tudo no valor de 312 mil
reis. Assinou pela dotadora Cosme de Abreu, morador nesta Vila. Testemunhas: Manuel Favela e Manuel
da Fonseca, filho da dita dotadora, morador em Ponta Delgada; tabelião Álvaro Dias (Livro X do Tombo
do Convento de Santo André de Vila Franca, fls. 774).
A 10.6.1610, em Vila Franca nas pousadas de Catarina de Osório, dona viúva, compareceu Jerónimo
da Fonseca, morador nesta Vila, e sua tia, a dita Catarina de Osório. Disse ele que a dita sua tia fizera há
anos um dote de 200 a 300 mil reis, mas que ele Jerónimo da Fonseca nunca teve tenção de a executar
para cumprimento desse dote e por isso desiste dele. Catarina de Osório assinou por sua mão. (fls. 708 do
Livro XI do mesmo Tombo).
A 7.4.1582, em Vila Franca, nas pousadas de Catarina de Osório, dona viúva, compareceu Belchior
Fernandes de Mesquita e disse que seu sogro, Jordão Jácome Raposo, faleceu, vendera 5 moios de trigo de
foro em Ponta Garça a João Roiz, mercador, foro que veio a Tomé Roiz, seu filho dele João Roiz, o qual
Tomé Roiz era faleceu e fora marido da dita Catarina de Osório, a qual, depois de viúva fizera contrato
com os herdeiros de Jordão Jácome, de modo que os cinco moios ficaram reduzidos a três moios e três
quarteiros e porque ele Belchior Fernandes tinha comprado um moio desse foro nas terras do dito seu
sogro, distrata-o por esta escritura. Ela Catarina de Osório outorga como aceitante, por si e como tutora de
seus filhos órfãos, que também têm parte no foro. Assistiu Martim Anes Raposo, filho do dito Jordão
Jácome (fls. 732 do Livro XI do mesmo Tombo).
A fls. 738 do Livro XI do dito Tombo está uma certidão de uma verba do testamento de Tomé Roiz,
em que deixa a terça a sua mulher Catarina de Osório e por morte dela e suas filhas Isabel e Maria e
falecendo estas sem descendência passará ao parente mais velho e mais próximo e se as filhas forem
freiras ficará ao Convento. Achada fls. 742 segue uma doação feita em Vila Franca a 2.12.1612, por
Catarina de Osório, dona viúva, a sua filha Isabel da Trindade, freira professa no dito Convento, de uma
escrava mulata. Foi testemunha Jerónimo da Fonseca, tabelião nesta Vila, sobrinho da doadora. Achada
fls. 744 do mesmo Livro segue o testamento de Catarina de Osório, feito a 3.12.1612, nas casas de morada
da testadora, dona viúva, mulher que foi de Tomé Roiz, estando doente de cama. Quer ser enterrada na
cova de seu marido, na igreja de Santo André, desta Vila. Sua herdeira e testamenteira a filha Madre
Isabel da Trindade, freira no dito Convento, não tendo nenhum outro herdeiro forçado. Deixa um legado a
Isabel Roiz, irmã do padre-cura Manuel. Foi aprovado no mesmo dia e aberto a 7.12.1612.
Diz Frutuoso (Livro IV, Cap.º XVII) que António da Mota teve mais duas filhas, que não nomeia e só
refere que uma casou com João Rodrigues, mercador e a outra com o filho deste, Tomé Rodrigues.
Aparece uma escritura de 26.1.1584, em Vila Franca (a fls. 424 do Livro VIII do Tombo do Convento de
santo André de Vila Franca) em que Maria da Fonseca, dona viúva de João Roiz, cidadão daquela Vila,
dotou a sua filha Iria da Cruz para professar no dito Convento. Foram testemunhas Manuel da Fonseca e
Pero de Teves, Fidalgos, moradores em Ponta Delgada, que devem ser filhos de António da Mota e Braz
de Macedo, clérigo, e o Padre João de Teves, que assina pela dotadora. Outra escritura em Vila Franca, a
26.1.1584 (a fls. 639 do mesmo Livro) diz que Catarina de Osório, dona viúva morador em Vila Franca,
dotou ao dito Convento certos bens para nele professarem suas filhas Isabel da Trindade e Maria de Jesus.
Diz a dotadora que esses bens representam as legítimas que às ditas suas filhas couberam de seus pai e
avô, João Roiz e Tomé Roiz e neles se inclui uma terra que ficou de sua avó Maria Dias e parte com terras
dos herdeiros de seu avô João Roiz. Destes dizeres não se infere claramente quais são os avós e se são das
dotadas ou da dotadora, mas mais adiante declara a escritura que a dotada Isabel da Trindade tinha uma
terça que lhe ficara de sua avó Maria Dias e que os herdeiros de seu avô João Roiz demandaram, alegando
que essa terça excedia o valor dos bens disponíveis e intentavam tirar-lhes essa terça, constituída por uma
terra que confina com Maria da Fonseca. Mas na escritura outorga a senhora Maria da Fonseca, dona
viúva, por si e como representante de seus filhos menores e Jerónimo da Fonseca e Francisco Roiz, filho e
enteado (sic), moradores nesta Vila e disseram que desistiam do direito que podiam ter aos bens da dita
terça, na parte deles que por esta escritura fora dotada ao Convento. Catarina de Osório assinou por sua
mão. Testemunhas: Pedro de Teve e Manuel da Fonseca, moradores no limite da cidade, e João de Teve
Osório e Braz de Macedo.
A 26.1.1584, em Vila Franca Catarina de Osório, dona viúva, morador nesta Vila, dota suas filhas
Isabel da Trindade e Maria de Jesus para professarem. Fala no avô delas João Roiz e na avó Maria Dias.
A 10.2.1606, em Ponta Delgada, o Padre João de Teve Osório, vigário do Porto Formoso, vendeu a
André de Viveiros, morador em Rosto do Cão, um foro numa terra sita neste lugar, que confronta com
herdeiros de seu pai António da Mota (Notas do tabelião João de Póvoas, Livro de 1605 e 1606).
A 7.9.1607 houve inventário por morte de Maria da Fonseca, tendo sido inventariante seu filho
Jerónimo da Fonseca, herdeiro da terça. Outro herdeiro foi Manuel da Fonseca e parece que a herança se
dividiu por estes dois.
A 20.10.1572, em Vila Franca Tomé Roiz, Escudeiro, comprou uma propriedade. De folhas 879 do
Livro III do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca consta parte do inventário que se fez em
Vila Franca a 21.5.1564, por morte de Tomé Rodrigues: inventariante sua viúva Catarina de Osório. É a
folha de partilha desta Catarina de Osório, da qual consta serem ela e o defunto marido moradores em Vila
Franca e ter sido nomeado tutor e curador dos filhos menores do inventariado e inventariante (não diz
quantos) Cosme Brum, mercador, morador em Vila Franca. Louvados para as partilhas foram Fernão
Pires, cidadão e Domingos de Araújo, Escudeiro, morador junto da Grota do Sanguinho, arrabalde desta
Vila. Assinou o termo a rogo da viúva Catarina de Osório, seu irmão Padre João de Teve Osório, clérigo
de missa, morador nesta Vila. Entre os bens partilhados há uma dívida que deve Solanda Cordeiro, dona
viúva, desta Vila. À viúva Catarina de Osório foram dadas várias adições, entre elas: uma parte numas
casas e terra que partem com terras que foram de João Lourenço e que ora são da Fazenda, e parte com
Diogo Gomes e Apolónia Martins, viúva. Destas casas a viúva Catarina de Osório e o defunto seu marido,
Tomé Rodrigues, não possuíam mais que 1,5 alqueires (partindo com Apolónia Martins e Diogo Gomes) e
o mais deste assento possuiu sua mãe Francisca de Teve e o havia de possuir em sua vida e por sua morte
ficava livre à dita Fazenda. Mais lhe foi dada uma terra que tem o encargo de uma missa por alma de João
Lourenço, pai de João Lourenço, pomareiro, morador que foi na Ribeira das Tainhas, de Vila Franca,
muitos móveis e peças de casa, entre elas uma espada, corpo de armas, com seu capacete. Mais lhe foi
dado um foro que paga Briolanja Afonso, viúva, mulher que foi de Gaspar Martins, morador nesta Vila;
mais um foro em mão de Pero da Ponte e sua mulher Maria Pacheco, como herdeiros de Belchior da
Costa, primeiro marido da dita Maria Pacheco. Outra quantia paga João Roiz, morador nesta Vila, pai do
dito defunto Tomé Roiz, que é foro da novidade do ano passado de 1563. Das dívidas cabe pagar nesta
folha de partilha a Cosme de Brum, como curador dos menores, certa importância; a Maria da Fonseca,
mulher de João Roiz, pai do defunto, 200 reis; a Pedro de Teve, irmão de Catarina de Osório, morador na
cidade de Ponta Delgada, 400 reis. A partilha foi acabada a 21.5.1564. A 4.6.1564 aparece como curador
dos órfãos o bacharel Jorge Ferraz. Vê-se que Tomé Roiz fez testamento, que se diz ter sido junto aos
autos do inventário. A sentença final foi dada em Vila Franca a 4.6.1584.
A 11.12.1612 houve inventário por morte de Catarina de Osório. O inventariante foi o Padre João
Ferreira, beneficiado na Matriz Vila Franca, por não haver ninguém em casa da defunta. A única herdeira
foi sua filha Isabel da Trindade, freira no Convento de Santo André da mesma Vila.

6) Jorge da Mota (§ 1.º N.º 4)


Em 1.4.1601 houve inquirição de testemunhas em Lisboa num processo de habilitação de D. Jorge da
Trindade, frade do Convento de Santa Cruz de Coimbra. Dessa inquirição se conclui que o habilitando se
chamava no mundo Jorge da Mota, era natural da ilha de S. Miguel e filho de Jorge da Mota e de Brites de
Aguiar, moradores em Vila Franca ("Anais das Bibliotecas e Arquivos", Vol. II).

7) Jerónimo da Fonseca (§ 1.º N.º 4)


No Processo N.º 536 dos Legados Pios de Ponta Delgada está o testamento de Jerónimo da Fonseca,
feito em Vila Franca a 14.3.1643, aprovado no mesmo dia e aberto a 16.3.1643 por morte do testador. Diz
ele que quer ser sepultado na cova de seu defuntos (sic), onde todos sabem (sic) na igreja de S. Miguel de
Vila Franca ou na sepultura de seu avô António da Mota, junto à pia (?), defronte de S. Mateus. Não tem
filhos nem descendentes nesta Vila, mas tem um filho legítimo ausente nas partes das Índias, chamado
João da Mota Tavares, que não sabe se é vivo ou morto e é filho de sua primeira mulher (cujo nome não
diz); é portanto este o herdeiro dos seus bens e da terça de seu avô (dele filho) João Roiz, na Ribeira Seca,
com a obrigação de missas e de 20 alqueires de trigo à Misericórdia. Fala em sua faleceu mulher Maria de
Araújo, de quem parece não ter tido filhos, porque deixa a parte ou meação dos bens dela aos seus
herdeiros, dela Maria de Araújo, com obrigação de missas pelo Natal. Deixa as casas em que vive ao
Padre Francisco de Brum e a suas irmãs, com obrigação de missas por sua alma, pela de sua mulher Maria
e pela de sua mãe Maria da Fonseca. Deixa um legado a Gonçalo de Teve Osório, seu primo, com
obrigação de missas. De 1646 a 1652 deram contas o padre vigário Francisco Soares Correia, como
possuidor da meança de Maria de Araújo e Gonçalo de Teve Osório da sua parte. Em 1652 dá contas
Manuel Teixeira morador, em Ponta Delgada; em 1653 o Capitão Sebastião da Costa Machado, novo
administrador e o Padre Leonardo de Sousa Furtado, cada um da sua parte, que são três missas do Natal;
estes continuam até 1660. Segue uma nota marginal que diz: "Das missas de Jerónimo da Fonseca há-de
dar conta Manuel Teixeira, das de sua mulher Maria de Araújo, de que dava contas Sebastião da Costa
Machado, há-de hoje dar contas o Padre Jerónimo Perdigão; e o Padre Leonardo de Sousa há-de dar conta
de uma Capela; são três partes". Em 1662 dá contas o Padre Jerónimo Perdigão de Resende e o Padre
Leonardo de Sousa; aparece depois o Padre vigário António de Pimentel; em 1675 o Capitão António
Moniz Furtado dá contas de três missas pelo Natal, pela alma de Maria de Araújo; de 1683 em diante só
dão contas as religiosas de Santo André de Vila Franca, sem se dizer de que parte.
Numa escritura de trespasse de um foro, com dada de 18.4.1616, feita nos Fenais da Ajuda os
outorgantes, Henrique Barbosa da Silva e sua mulher Maria de Sequeira, dizem que o foro é em mão de
Jerónimo da Fonseca, tabelião em Vila Franca, que o herdou de sua mãe Maria da Fonseca (Notas do
tabelião da Maia Gaspar Dias Morim, Livro de 1614 a 1617).

8) Manuel da Fonseca ( 1º, Nº 4)


A 23.12.1586 em Vila Franca, nas pousadas de Manuel da Fonseca, cidadão, fez-se uma escritura em
que este e sua mulher Maria da Costa venderam uma propriedade que houveram em herança de seu pai e
sogro João Rodrigues e parte com Maria da Fonseca, mãe dele vendedor. A vendedora assinou por sua
mão.

9) Pedro ou Pero de Teve (§ 1.º N.º 3) e António da Mota da Fonseca ou de Teve (§ 1.º N.º 4)
A 19.11.1605, em Ponta Delgada, nas moradas de Pero de Teve, cidadão desta cidade, este renuncia e
trespassa ao licenciado António de Frias, Cavaleiro do Hábito de Cristo, a administração da Capela de
Guiomar de Teve. Disse ele, Pero de Teve, que havia anos que administrava a Capela e fazenda que ficou
por morte de Guiomar de Teve e porque a dita administração lhe era de muito trabalho e havia mister de
pessoa que a bem faça e haja cuidado aos encargos e coisas que à dita administração sucedem e podem
suceder, ele pela sua muita idade não pode acudir a elas e por entender que o dito seu cunhado licenciado
António de Frias o pode bem fazer, nomeia-o por administrador da dita Capela, o que faz por o poder
fazer, conforme o testamento da dita Guiomar de Teve. Testemunhas: Jorge da Mota, clérigo de missa e
Manuel Pavão, cidadão; todos assinam (Notas do tabelião João de Póvoas, Livro de 1605 e 1606).
A 3.4.1613, em Ponta Delgada, nas moradas de Pero de Teves (sic), junto a Santo André,
compareceram o Capitão António da Mota e sua mulher Ana Fernandes Faleira, moradores em Rosto do
Cão e vendem uma terra que herdaram de sua mãe e sogra Guiomar Soeira, mulher que foi de Pero de
Teve, pai dele vendedor. Assinou pela vendedora Pero de Teve, pai do vendedor (Notas do tabelião
Manuel Dias Ferreira, Livro de 1612 e 1613).

10) Maria da Fonseca (§ 1.º N.º 5), Jerónimo da Fonseca e Diogo da Fonseca de Teve (§ 1.º N.º 6)
A 3.5.1664, na Lagoa, nas casas de morada de Maria da Fonseca, viúva de Gregório Gonçalves, esta e
seus filhos Jerónimo da Fonseca e sua mulher Catarina Borges e Diogo da Fonseca de Teve e sua mulher
Catarina Travassos, todos moradores nesta vila, fazem o seguinte contrato: disse ela Maria da Fonseca que
por morte de seu marido, Gregório Gonçalves, lhe ficaram os ditos dois filhos Jerónimo e Diogo, de quem
ela fora tutora e cada um levou o que lhe cabia da legítima de seu pai e que ela hoje só possui um quinhão
da casa em que vive e o outro quinhão é de seu filho Diogo, a quem ela quer doar o seu quinhão. O filho
Jerónimo da Fonseca desiste do que lhe couber neste quinhão por morte da mãe, e casou. Achada doação é
sob condição de o filho Diogo lhe fazer as exéquias. Ambos os filhos assinam com bela letra (Notas do
tabelião Pedro Lopes do Couto, Livro de 1664 a 1668).
A habilitação de Paulo de Medeiros (§ 1.º N.º 9) diz erradamente que sua trisavó Maria da Fonseca
casara com Manuel de Teve, seu primo, mas pela escritura acima se vê que o marido pai dos dois ditos
filhos foi Gregório Gonçalves.

11) Manuel Fonseca da Mota (§ 2.º N.º 3)


Manuel Fonseca da Mota, morador nos Arrifes, tinha dotado 200 mil reis ao Convento da Esperança
de Ponta Delgada para que professasse sua filha Maria da Conceição, que estava no dito Convento, por
escritura nas Notas de Manuel Lobo Cabral. Achada 4.9.1610, em Ponta Delgada, as freiras dão-lhe
quitação. Também foi dotada a mesma Maria da Conceição com um moio de trigo de foro pelo Padre
Vigário João de Teve Osório, por escritura feita em Vila Franca nas Notas do tabelião Jerónimo da
Fonseca, em 7.8.1602 (Livro I, fls. 209). Achada 7.8.1610, em Vila Franca, o Padre João de Teve Osório,
Vigário do Porto Formoso, dota na pessoa de seu irmão Manuel da Fonseca Mota, morador no limite de
Ponta Delgada, a sua sobrinha Maria da Conceição, filha do dito irmão, para professar no Convento da
Esperança.
Manuel da Fonseca da Mota foi primeiro administrador do vínculo instituído por seu sogro Rui Pires
de Aguiar, de que deu contas até 1574.
Houve um Manuel da Fonseca Mota que era morador nos Campinos e morreu a 18.2.1622; será o
marido de Beatriz de Aguiar ?
É, por conseguinte, este a quem se refere a presente Nota ?

12) Gonçalo de Teve Osório (§ 2.º N.º 4)


Foi contemplado no testamento de seu primo Jerónimo da Fonseca (§ 1.º N.º 4), feito em Vila Franca
a 14.3.1643, com obrigação de missas (Vide Nota N.º 7 deste Cap.º).

13) Catarina de Araújo Vasconcelos (§ 2.º N.º 5)


A 25.8.1678, em Ponta Delgada, Catarina de Araújo Vasconcelos, morador nos Arrifes, dona viúva
de António Carreiro Pimentel, e seus filhos menores, o Alferes Manuel Vaz Carreiro e Francisco Carreiro
Pimentel, fazem procuração a vários advogados (Notas dos tabeliães Manuel Fernandes Vieira e Gonçalo
Pacheco Meireles, Livro de 1678 a 1680).

14) João da Mota (§ 6.º N.º 2)


João da Mota vinculou a sua terça e deixou-a à Misericórdia de Vila Franca, por morte de sua
segunda mulher, Beatriz de Medeiros, por testamento aprovado em 1560 e aberto em Maio de 1571. Está
sepultado na igreja da Misericórdia de Vila Franca. Os testamenteiros foram a mulher e o filho Manuel da
Mota. João da Mota deu contas do vínculo por sua mãe até 1575 e depois, até 1582, seu filho Francisco da
Mota.
A 24.1.1604, em Vila Franca, nas casas de morada da senhora Beatriz de Medeiros, dona viúva,
mulher que foi de João da Mota, esta vendeu uma terra em Ponta Garça. Foi testemunha e assinou por ela
a escritura seu filho João de Medeiros, cidadão, morador na Maia .
A primeira mulher de João da Mota foi Mécia Afonso, como consta de uma escritura a 2.11.1596, em
Ponta Delgada, em que o filho Manuel da Mota, Fidalgo da Casa de Sua Majestade, por si e como
procurador de sua mulher Paula Maeda, vende uma propriedade que herdou de sua mãe Mécia Afonso.

15) Manuel da Mota (§ 6.º N.º 3)


Em 1607 Manuel da Mota foi nomeado Feitor da Alfândega de Ponta Delgada, por serviços que
prestou. Afiançaram-no para este alto cargo sua madrasta Beatriz de Medeiros e sua sogra Maria
Cachingas, ambas então já viúvas.
Por escritura de 2.11.1596, em Ponta Delgada, Manuel da Mota, Fidalgo da Casa de Sua Majestade,
por si e como procurador de sua mulher Paula de Maeda vende uma propriedade que houve em legítima de
sua mãe Mécia Afonso. Achada procuração de Paula de Maeda é de 15.1.1588, em Vila Franca.
Isabel Perdigão, primeira mulher de Manuel da Mota, foi madrinha de baptizados na Matriz Vila
Franca, a 24.2.1572 e 16.9.1572.
Paula de Maeda, segunda mulher de Manuel da Mota, foi madrinha de um baptizado em Vila Franca,
a 10.3.1592.

16) António da Mota (§ 6.º N.º 3)


A 3.10.1585, em Vila Franca, a senhora Beatriz de Medeiros, dona viúva, vendeu um foro à senhora
Ana Escórcia, dona viúva, e casou . Testemunhas: António da Mota, filho da vendedora, João da Grã,
filho de Miguel da Grã, etc. (Livro XII do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca, fls. 407).

17) Miguel Botelho da Mota (§ 6.º N.º 3) e Maria de Medeiros Botelho (§ 6.º N.º 4)
Miguel Botelho da Mota e sua mulher Solanda Cordeiro, moradores em Água Retorta, por escritura
de 14.11.1590 em Vila Franca, nas Notas do tabelião Gaspar Vieira, venderam um quarteiro de trigo de
foro a retro, obrigando ao pagamento do foro de 16 alqueires de terra em Ponta Garça.
A 20.10.1598, em Água Retorta, Solanda Cordeiro, mulher de Miguel Botelho da Mota, cidadão,
morador no mesmo lugar, constituiu procurador o dito seu marido (Notas do tabelião do Nordeste
Francisco Pimentel). Testemunha Manuel de Fraga, mancebo solteiro filho de António Fernandes
Mendonça (Livro X do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca, fls. 442).
A 22.10.1599, em Vila Franca, nas casas de morada de António da Mota, cidadão, compareceu como
vendedor Miguel Botelho da Mota, por si e como procurador de sua mulher Solanda Cordeiro e também
como vendedor seu irmão o dito António da Mota e sua mulher Clara da Fonseca (na escritura diz por
lapso "Clara de Sousa"), e venderam a Francisco de Araújo de Medeiros, de AP, na lagoa barrenta e
escura, limite das Furnas, uma terra que houvera em partilha por morte de seu pai deles vendedores (cujo
nome não diz) e que parte com herdeiros de seu tio Miguel Lopes e com Grota de João Gonçalves
Perdigão.
A 25.4.1624, no Nordeste, nas Notas do tabelião António Cabral, Maria de Medeiros Botelho,
mulher de Francisco Pereira de Sousa, moradores em Água Retorta, faz procuração ao dito seu marido.
Testemunhas: Miguel Botelho da Mota, cidadão, pai da constituinte, que por ela assina e é morador em
Água Retorta.
A 17.6.1626, na Maia, (Notas do tabelião Lourenço Morim de Azevedo), Francisco Pereira de Sousa,
cidadão, morador em Água Retorta, por si e como procurador de sua mulher Maria de Medeiros
(procuração feita no Nordeste a 25.4.1624, atrás citada), vende uma terra nos Fenais da Ajuda, que ele
vendedor houve por herança de seu pai Manuel Correia de Sousa, que confronta com Pedro Correia de
Sousa e com Diogo Pereira. Por outra escritura de 26.9.1626, na Maia, se vê que Pedro Correia e sua
mulher Maria Cabeceiras, moradores nos ditos Fenais, venderam uma terra pegada a esta que houvera em
legítima do pai da vendedora Manuel Correia de Sousa. Foi testemunha outro Manuel Correia de Sousa,
que assinou pela vendedora.

18) Jerónimo de Araújo, Padre (§ 6.º N.º 3)


Consta da escritura de 11.12.1628, em Vila Franca, em que António Correia Brandão e sua mulher
Maria da Costa, moradores em Ponta Garça, dizem que corriam demanda com o Convento de Santo André
de Vila Franca, porque o Padre Jerónimo de Araújo, na doação que fez a seu irmão Matias da Mota, de
toda a sua fazenda, a fizera com a declaração de que um cerrado seria dado a Maria da Costa, mulher dele
dito António Correia Brandão, para seu casamento, mas o dito Matias da Mota doou esse cerrado com os
bens do dito padre ao dito Convento, onde sua filha professara (Livro XI do Tombo do Convento de Santo
André de Vila Franca, fls. 592).

19) Matias da Mota Botelho (§ 6.º N.º 3) e Clara da Fonseca (§ 6.º N.º 4)
No Livro XII do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca, a fls. 378, está uma sentença a
favor de Clara da Mota, contra Sebastião Fernandes Pacheco. Autora Clara da Mota, filha de Matias da
Mota Botelho, morador no Bairro de Santo André de Vila Franca; réus Sebastião Fernandes Pacheco e sua
mulher Maria Manuel. Achada 21.1.1628 foi requerida a acção, em que a autora diz que é filha legítima de
Matias da Mota Botelho e de sua mulher Maria de Gambôa, ambos faleceu ; que por morte de sua mãe
Maria de Gambôa se fez inventário, sendo inventariante a pai da autora, Matias da Mota, e que no quinhão
da autora couberam 5 alqueires de terra (objecto da demanda), na Ponta Garça, que partem com Maria
Romeira e com Isabel de Medeiros, irmã dela autora, e que os réus possuem esses 5 alqueires.
Contradizem os réus que Beatriz de Medeiros, mãe de Matias da Mota e avó da autora, no ano de 1585, a
30 de Outubro, vendera a Ana Escórcia um foro imposto na dita terra, confrontando com Rui Vaz de
Medeiros e agora com seus herdeiros, com João de Medeiros e seus herdeiros, agora com Gregório
Gonçalves; que a compradora Ana Escórcia vendera o foro a Paulo da Ponte de Sousa e este o vendera a
eles réus em 11.10.1604; e casou . A fls. 394 do mesmo Livro XII está a escritura de 16.2.1623, em Vila
Franca, nas casas de morada de Matias da Mota Botelho, cidadão, em que este vende a Sebastião
Fernandes Pacheco esta terra da demanda, a qual parte com Gonçalo de Couto, genro dele vendedor. No
mesmo Livro, a folhas 227, consta que a 9.7.1620, em Ponta Garça, nas pousadas de Belchior Manuel,
este e sua mulher Maria Romeira disseram que os dias passados Gonçalo de Couto, genro de Matias da
Mota Botelho, com sua mulher (não diz o nome), lhes vendera uma terra, e casou, essa terra estava
obrigada à fiança que Matias da Mota deu, como fiador de Manuel da Mota Botelho à Fazenda de Sua
Majestade, como Feitor que ele Manuel da Mota foi dessa Fazenda.
A 6.7.1622, em Vila Franca, António Juzarte e sua mulher Luzia Fernandes, moradores nesta Vila,
venderam a António Pacheco da Silveira, um foro na mão de Matias da Mota e sua mulher Maria de
Gambôa, moradores na mesma Vila. Este foro tinha sido feito pelo dito Matias da Mota numa terra que o
mesmo Matias dotou a seu irmão o Padre Jerónimo de Araújo, ou que o Padre Jerónimo de Araújo fez a
seu irmão Matias da Mota (Livro XI do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca, fls. 765).

20) Francisco da Mota de Gambôa, Capitão (§ 6.º N.º 4), Clara da Fonseca e Isabel de Medeiros (§
4.º N.º 4)
A 3.1.1649, em Vila Franca, o Capitão Francisco da Mota de Gambôa e sua mulher Catarina
Romeira fizeram uma escritura de dote a sua filha Catarina de S. João, para professar no Convento de
Santo André da mesma Vila.
A 20.1.1662, em Vila Franca, no Bairro de Santo André, nas casas de morada de Clara da Fonseca,
dona viúva do Capitão Manuel Favela de Arruda, ela Clara aforou uma vinha em Ponta Garça, declarando
que fazia doação desse foro a seu irmão o Capitão Francisco da Mota Gambôa, porque lho doa por esta
escritura (Notas do tabelião Gregório da Ponte de Melo), junto à qual está uma licença da Câmara
Municipal de Vila Franca (a quem a dita vinha pagava uma pensão) permitindo que o dito Capitão
Francisco da Mota de Gambôa faça doação desse foro a sua neta Mariana de S. Miguel, filha de sua filha
Maria de Gambôa e de seu marido Cristóvão Soares de Melo. Por esta escritura se prova a filiação do
Capitão Francisco da Mota de Gambôa, pois conhece-se o termo de casamento de sua irmã Clara da
Fonseca, que diz ser filha de Matias da Mota e Maria de Gambôa. Achada 13.10.1647, em Vila Franca,
Isabel de Medeiros, mulher de Gonçalo de Couto, ausente, vende a seu irmão, o Capitão Francisco da
Mota de Gambôa, uma terra na Lomba da Maia, no Espigão, que foi de seu sogro Manuel Furtado. Por sua
morte ela a houve em nome de seu marido Gonçalo de Couto, a qual parte com Clemente Furtado e com
Pedro Homem seu cunhado, e com Isabel da Ponte. Para segurança desta venda obrigou as casas que
possui nesta Vila, em que vive, que confrontam com sua irmã Clara da Fonseca. Faz esta venda em seu
nome e no de seu marido ausente, Gonçalo de Couto, em virtude de uma procuração que dele tem (Notas
do tabelião de Vila Franca António da Costa Correia, Livro de 1643 a 1648).
A 14.7.1671, em Vila Franca, o Capitão Francisco da Mota de Gambôa, morador em Ponta Garça,
faz desistência de uma terra que herdou de seu pai Matias da Mota. Achada terra era foreira à Confraria do
Santíssimo da Matriz Vila Franca e porque num incêndio e cinzeiro que aconteceram nas Furnas essa terra
se cobriu de cinza e se perdeu a vinha que tinha plantada, ele desiste dela a favor da dita Confraria (Notas
do tabelião João de Frias Pereira, Livro de 1670 a 1677).
21) João de Medeiros Mota (§ 6.º N.º 3)
A 27.10.1606, no Porto Formoso, (escritura nas Notas do tabelião Gaspar Dias Morim), nas casas de
morada de Maria Pacheca, dona viúva, fez-se uma escritura dotal em que Manuel de Paiva e sua mulher
Susana Pacheco dotam sua filha Margarida da Ponte para casou com João da Mota, filho de João Medeiros
Mota. Também dota o dito filho em seu nome e no de sua mulher Catarina da Costa. Na mesma escritura
comparece e outorga Maria Pacheca, dona viúva acima declarada e diz que seu primeiro marido Belchior
da Costa deixara uma Capela e administração em que a nomeou a ela Maria Pacheca por administradora
em sua vida e por sua morte ela Maria Pacheca nomeará para administrador um parente da linha do dito
instituidor Belchior da Costa e portanto ela Maria Pacheca nomeia para essa administração o dotado nesta
escritura, João da Mota, por ser sobrinho do dito Belchior da Costa, se casou com a dita sua neta (dela
Maria Pacheca) Margarida da Ponte. Assinou por Maria Pacheca seu filho António de Matos Pacheco,
solteiro cidadão, morador no Porto Formoso; foi também testemunha Paulo Pacheco, cidadão, morador no
mesmo lugar, que assinou por Susana Pacheco. Na referida escritura de 27.10.1606 Manuel de Paiva é
intitulado Cavaleiro e figura com sua mulher como moradores na Ribeira Grande, assim como dá João de
Medeiros Mota como morador na Maia . O dote de Margarida da Ponte consiste num mato que os
dotadores herdaram por morte de seu pai e sogro Pedro da Ponte de Sousa e numa terra que a dotada só
haverá por morte de Maria Pacheco, mãe e sogra dos dotadores.

22) Maria da Costa (§ 6.º N.º 4)


A 25.4.1605, na Maia, António Dória Cardoso e sua mulher Maria da Costa, menores de 25 anos,
vendem uma terra que lhes foi dada em dote de casamento por seus sogros e pais João de Medeiros Mota e
Catarina da Costa, a qual confronta com Beatriz de Medeiros, dona viúva, avó dela vendedora (Notas do
tabelião Gaspar Dias Morim).
A 26.11.1608 António Dória Cardoso, marido de Maria da Costa, vende ao sogro, João de Medeiros
Mota, uma escrava que este e sua mulher Catarina da Costa lhe tinham dado em dote de casamento com
sua filha Maria da Costa (Notas do tabelião Gaspar Dias Morim).
A 4.8.1614, na Maia, nas Casas de morada de João de Medeiros Mota, cidadão, compareceu Maria
da Costa, mulher de António Dória Cardoso, cidadão, morador e estante em casa de seu pai, o dito João de
Medeiros Mota e constituiu seus procuradores o dito seu pai e outros. Foi testemunha e assinou pela
constituinte Amador Furtado, solteiro, irmão dela constituinte (Notas do tabelião Gaspar Dias Morim,
Livro de 1614 a 1617).
A 4.1.1627, na Maia, Maria da Costa faz procuração a seu cunhado Capitão Belchior Manuel da
Costa e a seu tio Matias da Mota Botelho (Notas do tabelião Lourenço Morim de Azevedo).

23) Amador Furtado de Araújo (§ 6.º N.º 4)


A 15.6.1619, na Ma, (Notas do tabelião Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1618 a 1620), nas
casas de morada de Amador Furtado da Costa, cidadão, este e sua mulher vendem a João da Mota
Botelho, cidadão, aqui morador, uma terra que eles vendedores houveram em quinhão e partilha por morte
de seu pai e sogro João de Medeiros Mota, que parte com o comprador e com Catarina da Costa.
A 14.6.1620, na Maia, (Notas do tabelião Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1618 a 1621),
Amador Furtado da Costa, cidadão e sua mulher Maria Cabeceiras, moradores no limite deste lugar,
venderam a Gaspar da Costa de Sousa, Cavaleiro, morador em Rabo de Peixe, uma terra que houveram em
dote de casamento de seu pai e sogro e mãe e sogra Belchior Rodrigues de Sousa e Águeda Vieira, por
escritura de dote nas Notas de Baltazar de Abreu, tabelião em Vila Franca. Assinou pela vendedora
Manuel Vaz de Sousa, solteiro.
A 3.12.1624, na Maia, (Notas do tabelião Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1624 a 1626),
Amador Furtado de Araújo, cidadão e sua mulher Maria Cabeceiras, moradores no Porto Formoso,
vendem uma criação que herdaram de seus pais e sogros João de Medeiros Mota e Catarina da Costa.
A 13.7.1650, na Maia, Amador Furtado de Araújo e sua mulher Maria Cabeceiras vendem uma terra,
e casou. Assinou pela vendedora seu filho Francisco da Mota Araújo (Notas de Lourenço Morim de
Azevedo, Livro de 1649 a 1652).

24) Belchior Manuel de Araújo, Francisco da Mota Botelho ou de Araújo e Maria Cabeceiras de
Araújo (§ 6.º N.º 5)
A 2.11.1655, na Maia, nas casas de morada dos herdeiros de Amador Furtado de Araújo, faleceu, (os
quais são sua viúva Maria Cabeceiras e seus filhos Belchior Manuel de Araújo, Francisco da Mota
Botelho e sua filha Maria Cabeceiras), vendem um foro, e casou (Notas do tabelião Lourenço Morim de
Azevedo, Livro de 1655 a 1658).
A 2.11.1672, na Maia, Belchior Manuel de Araújo e seu irmão Francisco da Mota de Araújo,
solteiros e sua irmã Maria Cabeceiras de Araújo, moça donzela, aforam uma terra no Pico que se chama de
João de Medeiros Mota, que parte com Baltazar de Sousa Homem, que houveram em herança de seus pai
e mãe Amador Furtado de Araújo e Maria Cabeceiras de Sousa (Notas de Dionísio da Costa Paiva, Livro
de 1671 a 1675). Francisco da Mota de Araújo assina por sua mãe, Maria Cabeceiras, uma escritura feita
na Maia, a 13.7.1650, em que ela e seu marido Amador Furtado de Araújo vendem uma propriedade
(Notas de Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1649 a 1652).

25) João da Mota de Medeiros (§ 6.º N.º 4)


A 13.11.1627, na Maia, nas casas de morada de João da Mota de Medeiros, sua mulher Helena de
Freitas constituiu procurador o dito seu marido para a representar nas partilhas que se fazem por morte de
Manuel de Paiva, sogro que foi dele João da Mota, para que possa vender todos os bens que o dito Manuel
de Paiva e sua mulher Susana Pacheco dotaram a ele João da Mota, quando casou com sua filha Margarida
da Ponte faleceu, mulher que foi dele dito João da Mota (Notas de Lourenço Morim de Azevedo, Livro de
1627 a 1628).
Na escritura imediata do mesmo Livro foram testemunhas João da Mota de Medeiros e seu filho
Manuel da Mota.

26) Manuel da Mota Botelho (§ 6.º N.º 5)


A 31.1.1633, em Ponta Delgada, Sebastião Afonso lavrador, morador na Maia, faz dote de
casamento a Manuel da Mota, filho de João da Mota, preso na cadeia desta cidade, para casar com sua
filha Maria da Costa. Dota umas terras na Maia, que partem com herdeiros (sic) dele testador (deve ser sua
mulher) e com Manuel da Costa e são foreiras a Manuel Raposo, filho de Gaspar Pacheco, morador em
Vila Franca, terras que ele doador houve por folha de partilha de sua sogra Maria Gomes, mulher que foi
de Cristóvão Rebelo, faleceu ; outra terra dotada ficou ao dotador por morte de seu pai António Carneiro e
é sita em Ponta Garça e parte com Pantaleão Carneiro. O dotador assina Sebastião Afonso da Costa.
(Notas do tabelião de Ponta Delgada Manuel Colaço, Livro de 1633 e 1634).
A 15.2.1635, na Maia, Sebastião Afonso da Costa, cidadão, disse que havia tempos fizera uma
doação a sua filha Isabel Carneira, com intenção de ela viver com ele e se quisesse tomar estado fizesse
por vontade dele seu pai e que a dita sua filha fizera o contrário e se casara contra sua vontade e está casou
sem gosto dele seu pai e por isso tem a dita doação por nula e quebrada e quer dotar os seus bens a seu
genro Manuel da Mota Botelho para ele se encher no que lhe couber herdar de sua sogra Maria Rebelo
(Notas de Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1634 a 1636).
A 29.3.1640, nas moradas de João da Mota Botelho, estando este presente e sua mulher Helena de
Freitas, compareceram seus filhos Manuel da Mota Botelho e sua mulher Maria da Costa, Manuel da
Costa Carvalho e sua mulher Maria Pacheca, moradores estes nos Fenais da Ajuda e Francisco da Mota
Botelho, morador em Vila Franca, com procuração de sua mulher Guiomar de Lima e disseram que seu
pai João da Mota Botelho e sua mulher Helena de Freitas tinham vendido como sua uma terra em que eles
tinham quinhão, porque essa terra fora dada em partilha por morte de sua mãe Margarida da Ponte,
primeira mulher que foi do dito seu pai, a eles Manuel Botelho da Mota e sua irmã Maria Pacheca e a
outra sua irmã Susana, filha da dita sua mãe Margarida da Ponte, e que morreu depois dela, herdando de
seu pai a parte dela Susana somente. Mas para não quebrarem a palavra de seu pai ratificam a venda feita
pelo pai, e casou . Declara-se que o filho Francisco da Mota Botelho não outorgou nesta escritura por já
não ter parte na terra vendida (Notas de Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1636 a 1640).
A 29.3.1640, na Maia, João da Mota Botelho e sua mulher Helena de Freitas fazem pagamento a seus
filhos e enteados, Manuel Botelho, morador neste lugar e Manuel da Costa de Carvalho, morador nos
Fenais da Ajuda, na parte e quinhão que eles tinham numa terra como herdeiros de sua mãe Margarida da
Ponte, primeira mulher que foi dele João da Mota e diz que seu filho Francisco da Mota já tinha vendido a
parte que também tinha nessa terra (mesmas Notas, Livro de 1636 a 1640).
A 22.3.1641, nos Fenais da Ajuda, (mesmas Notas, Livro de 1641 a 1643), Manuel da Costa de
Carvalho é constituído procurador por sua mulher Maria Pacheco, para requerer inventário dos bens que
ficaram de seu avô dela constituinte, Manuel de Paiva, de que é inventariante sua avó Susana Pacheco.
A 25.3.1641 (mesmas Notas, Livro de 1641 a 1643), na Maia, nas moradas de Manuel da Mota
Botelho, sua mulher Maria da Costa faz procuração ao dito seu marido e dá poderes para ele se
responsabilizar pelo valor do quinhão que ele vender de sua irmã Ana Pacheco, filha de João da Mota
Botelho, que ela Ana herdou de seu avô Manuel de Paiva e de seus tios Pedro de Paiva e Manuel Pacheco.
Esta Ana é a que depois casou com António Moniz Barbosa, com o nome de Ana de Medeiros; é filha da
primeira mulher do pai e como tal sua neta Maria Pacheco de Quental. Usou este último apelido que é da
primeira mulher de João da Mota de Medeiros.
A 11.4.1646, nos Fenais da Ajuda, nas moradas de Manuel da Costa de Carvalho este e sua mulher
Maria Pacheco vendem uma terra que herdaram de seu pai Francisco da Costa e de sua mãe Ana
Cabeceiras e sogro e sogra (sic) que confronta com António da Costa e Francisco da Costa, seu irmão
(Notas de Gregório da Ponte de Melo, Livro de 1645 a 1647).
A 8.9.1664, na MA, Manuel da Mota Botelho, com procuração de sua mulher Maria da Costa, feita a
25.3.1641, faz uma composição com Gaspar Dias Couto e sua mulher Maria Borges da Costa, por motivo
de uma demanda que corriam sobre uma casa que ficou de Manuel da Costa Carneiro (Notas de Domingos
da Costa Paiva, Livro de 1661 a 1664).
Na mesma data, (mesmas Notas e mesmo Livro), Manuel da Mota Botelho, cidadão e sua mulher
Maria da Costa e Manuel da Costa Carvalho e sua mulher Maria Pacheco, estes moradores nos Fenais,
dizem que eles e Francisco da Mota, todos filhos e genro de João da Mota Botelho e Margarida da Ponte,
mulher que foi do dito seu pai, ratificam uma venda que ele seu pai fizera a Manuel Furtado da Costa de
uma terra em que eles tinham quinhão por a herdarem de sua mãe Margarida da Ponte.
Na mesma data, Manuel da Costa Carvalho e sua mulher Maria Pacheca e Francisco da Mota
Botelho, por si e como procurador de sua mulher Guiomar de Lima vendem uma criação que herdaram de
sua mãe e sogra Margarida da Ponte, primeira mulher que foi de seu pai João da Mota Botelho.

27) Maria Pacheco da Mota e João de Medeiros Mota ou Botelho (§ 6.º N.º 6)
A 21.8.1674, na Maia, Manuel da Mota Botelho, cidadão, morador em Ponta Garça, por si e como
procurador de sua mulher Maria da Costa Carneiro (procuração feita a 5.3.1641), ratifica um contrato que
fizera com o Padre Belchior Manuel de Sampaio, para haver um moio de terra que possuiu Paulo Pacheco
da Mota, e casou (Notas do tabelião de Vila Franca Manuel Franco de Aguiar, Livro de 1671 a 1678).
A 22.9.1674, na Maia, Manuel Furtado Barbosa, morador na LG (Lomba da Maia) arrenda uma terra
que lhe foi dada em dote de casamento por seus sogro e sogra Manuel da Mota Botelho e Maria da Costa
Frois (Notas de Dionísio da Costa Paiva, Livro de 1671 a 1675).
A 22.10.1680, na Maia, João de Medeiros Mota intervém numa escritura como procurador de sua
mãe Maria da Costa Frois, dona viúva de Manuel da Mota Botelho e também como procurador de sua
irmã Maria Pacheco de Medeiros, ambas moradores em Ponta Garça (Notas de Francisco Pacheco Raposo,
Livro de 1680 a 1682).
A 8.2.1678, na Maia, Maria da Costa Frois, viúva de Manuel da Mota Botelho e sua filha Maria
Pacheco, mulher de Manuel Furtado Barbosa, ausente e João de Medeiros da Mota, filho da dita Maria da
Costa, todos moradores no limite deste lugar, fazem uma ratificação de um arrendamento que fizera seu
faleceu marido e pai Manuel da Mota, de uma terra sita no Cerrado que se chama de Manuel da Mota.
A 26.2.1678, na Maia, nas moradas de João de Medeiros Mota este e sua mulher Maria Pacheco da
Silveira (?) e Maria Pacheco da Mota, mulher de Manuel Furtado Barbosa, ausente e Maria da Costa Frois,
dona viúva de Manuel da Mota Botelho, todos moradores na Lomba deste lugar, fazem desistência de uma
propriedade do morgado de Paulo Pacheco da Mota, que ela Maria da Costa e seu defunto marido há 9 ou
10 anos tinham vendido ao Padre Vigário Belchior Manuel de Sampaio, porque este os induzira e
persuadira de que a propriedade era deles e não do dito morgado, o que fizera por ódio ao dito Paulo
Pacheco; e os outorgantes reconhecendo agora o engano desistem e casou (Notas de Dionísio da Costa
Paiva, Livro de 1677 a 1679).
A 19.7.1679, na Maia, Maria da Costa Frois, dona viúva de Manuel da Mota Botelho e sua filha
Maria Pacheco de Medeiros, mulher de Manuel Furtado, ausente, moradores em Ponta Garça, fazem
procuração a seu filho e irmão João de Medeiros Mota, morador na Lomba da Maia (mesmo Livro, mas já
do tabelião Francisco Pacheco Raposo).
A 7.1.1705, na Maia, Francisco da Mota, mancebo solteiro, de maior idade, morador na Lagoa, filho
de João de Medeiros Mota, vende uma terra que herdou de sua mãe Bárbara Moniz, no inventário que se
fez em 1686 (Notas do tabelião Simão da Silva Sousa, Livro de 1704 a 1706). O seu nome completo é
Francisco da Mota de Medeiros, como se vê no termo do seu casamento em Santa Cruz Lagoa, a
30.1.1706.
A 6.7.1688, na Maia, João de Medeiros Mota e sua mulher Bárbara da Costa, moradores na LG
(Lomba da Maia) e sua irmã e cunhada Maria Pacheco, dona viúva de Manuel Furtado Barbosa, morador
em Ponta Garça, vendem uma propriedade ao Padre Belchior Manuel de Resendes, que na procuração que
faz ao seu representante para esta compra diz que é para comprar a João de Medeiros Mota, morador na
Maia, e a sua irmã Maria Pacheco, e casou.
A 8.5.1688, na Maia, Bárbara da Costa, mulher de João de Medeiros Botelho, morador na Lomba
deste lugar, faz procuração ao dito seu marido, para que possa vender o quinhão que lhe toca da terça que
ficou por morte do Capitão Manuel Rebelo da Silva, morador que foi na cidade de Ponta Delgada, que está
místico com o dos demais herdeiros a quem o dito Capitão deixou de esmola (Notas do tabelião Francisco
Pacheco Raposo, Livro de 1687 a 1690).
Na escritura de 6.7.1688, acima citada nesta nota extractada, se diz que a propriedade vendida
houveram os vendedores de herança de seus pai e mãe, sogro e sogra, Manuel da Mota e Maria da Costa,
por partilha que fizeram entre os herdeiros dos ditos seus pais e sogros.
A 6.2.1690, na Maia, João de Medeiros Mota, como tutor de seus sobrinhos menores, Manuel da
Mota e Maria Pacheco, filhos de sua irmã Maria Pacheco, morador na Ponta Garça, e de seu faleceu
marido Manuel Furtado Barbosa afora uma terra que os ditos seus sobrinhos coube no inventário que se
fez por morte do dito Manuel Furtado Barbosa (Notas do tabelião Francisco Pacheco Raposo, Livro de
1687 a 1690).
A 3.12.1683, na Maia, João de Medeiros da Mota e sua mulher Bárbara Moniz de Medeiros, vendem
a Francisco Vieira Barbosa, solteiro, e sua irmã Clara Raposo (Cap.º 15.º § 9.º N.º 7), uma terra que fora
aforada a seu pai, dele vendedor, Manuel da Mota Botelho (mesmas Notas do Livro de 1682 a 1684). A
11.7.1696, na Maia, João de Medeiros Mota, morador na Lomba, como tutor de sua sobrinha Maria
Pacheco, filha de Manuel Furtado Barbosa, faleceu, afora a Manuel da Mota Botelho, morador em Ponta
Garça, uma terra que à dita sua sobrinha ficou, no casal que foi de Baltazar Barbosa da Silva, e que
confronta com ele tutor, João de Medeiros Mota, com Manuel de Sousa e Pedro da Costa Carneiro
(mesmas Notas do Livro de 1694 a 1697). Este aforamento é precedido de licença do Juiz dos Órfãos de
Vila Franca, que a dá ao dito João de Medeiros, tutor dos órfãos seus sobrinhos, filhos de seu cunhado
Manuel Furtado Barbosa.
A 18.1.1677, na Maia, Maria Pacheco de Medeiros, mulher de Manuel Furtado Barbosa, ausente,
morador na Lomba deste lugar, arrenda uma terra que lhe foi dada em dote de casamento por seus pais,
Manuel da Mota Botelho e Maria da Costa, assistindo e assinando pela filha arrendadora o dito Manuel da
Mota Botelho (Notas de Dionísio da Costa Paiva, Livro de 1676 a 1677).
Só na escritura de 26.2.1678, já referida, se encontra mencionada Maria Pacheco da Silveira, como
mulher de João de Medeiros Mota. Revendo, porém, a dita escritura, verifica-se que no título se chama à
mulher de João de Medeiros, Bárbara Pacheco da Silveira, no texto Maria Pacheco da Silveira e na
assinatura, a rogo, está Maria emendado e por cima Bárbara.
Deve, pois, ser Bárbara e a mesma Bárbara Moniz que foi sua primeira mulher; e tanto assim que
pela Nota N.º 55 do Cap.º 24.º se vê que em 1673 estava João de Medeiros casou com Bárbara Moniz e
ainda o estavam em 1683, como se vê da escritura de venda já citada, com data de 3.12.1683, estando
contudo já casou com a segunda mulher a 6.7.1688. Em todas estas escrituras João de Medeiros assina de
cruz.
A 7.11.1672, na Maia, João de Medeiros Botelho e sua mulher Bárbara Moniz de Medeiros,
moradores neste lugar, vendem um foro numa terra que houvera em herança de seu pai e sogro o Capitão
Baltazar Barbosa da Silva (Notas de Dionísio da Costa Paiva, Livro de 1671 a 1675).
A 9.7.1694, na Maia, Maria Pacheco de Medeiros, dona viúva de Manuel Furtado Barbosa, morador
em Ponta Garça, vende uma terra em Ponta Garça a João de Medeiros Mota, morador na Lomba deste
lugar da Maia . Achada terra tem vinha e um assento de casas onde ela vendedora está vivendo. O
comprador assina João de Medeiros.
Na mesma data, na Maia, João de Medeiros Mota e sua mulher Merência (sic) de Bettencourt,
moradores na LG deste lugar, vendem a mesma terra, vinha e casas, em Ponta Garça, a Manuel da Mota
Botelho, mancebo solteiro, filho de Manuel Furtado Barbosa e morador em Ponta Garça, prédio que os
vendedores houvera por compra de Maria Pacheco de Medeiros. Pela assinatura do vendedor se vê ser o
mesmo que foi comprador na outra escritura (Notas do tabelião Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1693
a 1694). Por aqui se vê que João de Medeiros Mota casou terceira vez com Emerenciana de Bettencourt (o
termo deste terceiro casamento diz que ele é viúvo, sem dizer de quem, e que é da Lomba da Maia).
Achada irmã, Maria Pacheco de Medeiros, querendo passar o prédio ao filho Manuel da Mota, figurou a
venda ao irmão, para este figurar a venda ao sobrinho.
A 17.1.1686, na Maia, Maria Pacheco de Medeiros, dona viúva de Manuel Furtado Barbosa, morador
em Ponta Garça, vende uma terra a Manuel Moniz Barbosa, mancebo solteiro, filho de António Moniz
Barbosa, faleceu, morador na Lomba da Maia Achada terra coube em herança à vendedora por morte do
dito seu marido e parte com Ana de Medeiros da Mota e com o Capitão António Pacheco da Silveira
(Notas do tabelião Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1685 a 1687).
Das várias escrituras extractadas nesta Nota se deduz que Manuel Furtado Barbosa e sua mulher
Maria Pacheco da Mota só tiveram dois filhos, Manuel da Mota e Maria Pacheco. Porém, no Livro de
Notas de 1698 e 1699 do tabelião da Maia Francisco Pacheco Raposo aparece, a 10.5.1699, na Maia,
Catarina Moniz, morador em Ponta Garça, (não diz se é solteira, casou ou viúva), a vender um foro numa
terra que lhe coube no inventário que se fez por morte de seu pai Manuel Furtado Barbosa. No mesmo
Livro de Notas está uma escritura de 15.8.1699, na Maia, em que Catarina Moniz, dona viúva de Manuel
(sic) do Rego Pereira, morador nas Grotas Fundas, do lugar de Ponta Garça, ratifica a venda de uma terra
que em vida do dito seu marido Simão (sic) do Rego Pereira tinha feito a Manuel de Sousa da Costa, de
que não fizeram escritura por Deus o levar, ao dito seu marido.

28) Ana de Medeiros Pacheco ou da Mota ou Botelho (§ 6.º N.º 5)


Ana de Medeiros Botelho, dona viúva de António Moniz Barbosa, morador na Lomba da Maia,
representada por seu filho Manuel Pacheco da Silveira, compra uma terra a 3.4.1677, na Maia, a Carlos
Tavares de Roia e sua mulher Margarida Pacheco de Medeiros (§ 10.º N.º 6), moradores nos Fenais Vera
Cruz, terra que houveram em sua folha de partilha por morte de sua mãe e sogra Maria Pacheco e sobre a
qual tiveram uma demanda com Manuel da Mota Botelho, ganhando-a.
A 30.3.1676, em Vila Franca, Ana de Medeiros Pacheco é citada juntamente com seu marido,
António Moniz Barbosa, como pagando um foro que vendem seus cunhados o Capitão Gaspar Pacheco e
sua mulher Clara Raposo. Aí se diz que eram moradores na Lomba da Maia Ana de Medeiros Botelho já
estava casou a 16.3.1650, data em que, na Maia, António Moniz da Silveira e sua mulher Ana de Medeiros
vendem um foro nas Notas de Lourenço Morim de Azevedo (Livro de 1649 a 1652).

29) Catarina de Medeiros (§ 6.º N.º 5)


A 9.10.1645, em Vila Franca, às 8 horas da noite, em casa de António Jorge lavrador, morador às
Hortas, estando ele doente, de cama e sendo presente sua mulher Isabel de Freitas, ambos dotam sua
sobrinha Catarina de Medeiros, que têm em sua casa, filha de João da Mota e de Helena de Freitas. É
sobrinha da dotadora Isabel de Freitas. Pela dotadora assinou Francisco Freitas da Costa, cidadão e pela
dotada Francisco de Freitas, do Outeiro, que na assinatura também tem o apelido de Costa (Notas do
tabelião Gregório da Ponte de Melo, Livro de 1645 a 1647).
A 10.12.1654, nas moradas de Francisco Teixeira, às Hortas, de Vila Franca, este e sua mulher
Catarina de Medeiros vendem um foro numa terra que houveram em dote de casamento de António Jorge,
faleceu, e de sua mulher Isabel de Freitas (Notas do tabelião Pedro Álvares Velho, Livro de 1653 a 1656).

30) António da Mota Botelho (§ 6.º N.º 5)


No termo de casamento de António da Mota já se não lê o apelido da nubente. O nome parece ser
Maria, dizendo lá que é viúva e da RF; deve ser, pois, Maria da Costa, viúva de Manuel Moniz Vieira,
segundo se depreende de uma escritura de 27.11.1670, constante de fls. 192 do Livro XI do Tombo do
Convento de Jesus da Ribeira Grande, escritura esta de encabeçamento de um foro em que se diz que o
Convento aforara há tempos umas propriedades a Gaspar Gonçalves, o Velho, dos Fenais da Ajuda já
faleceu, e que por sua morte ficara encabeçado no foro, que foi dividido pelos herdeiros, seu filho
Francisco Gonçalves e por morte deste ficara sua mulher Luzia Vieira e por morte desta ficara seu filho
Manuel Moniz e por morte deste ficara sua mulher Maria da Costa, a qual está hoje casou com António da
Mota Botelho, morador na RF.

31) António da Costa Carvalho ou Pacheco, Margarida Pacheco de Medeiros, José Pacheco,
Manuel da Mota Botelho e João da Mota Pacheco ou Botelho (§ 9.º N.º 6)
A 11.4.1646, nos Fenais Vera Cruz, nas moradas de Manuel da Costa Carvalho, este e sua mulher
Maria Pacheco vendem uma terra que herdaram de seu pai Francisco da Costa e de sua mãe Ana
Cabeceiras e sogro e sogra (sic), que confronta com António da Costa e Francisco da Costa, seu irmão
(Notas do tabelião de Vila Franca Gregório da Ponte de Melo, Livro de 1645 a 1647).
A 25.3.1667, em Vila Franca, Manuel Pacheco, tendo sentado praça como soldado e tendo de
embarcar, deixando em S. Miguel sua fazenda, faz procuração a Carlos Tavares, ambos moradores nos
Fenais de vera Cruz. Na mesma data, o mesmo Manuel Pacheco, soldado, faz doação a sua irmã
Margarida Pacheco, filha de Manuel da Costa de Carvalho, representada por Carlos Tavares. Disse o
doador que por morte de sua mãe Maria Pacheco lhe tocaram certos bens, constantes da sua folha de
partilha, os quais doa à dita sua irmã, se tiver filhos e não os tendo ficarão a seus irmãos, dele doador,
filhos de sua mãe Maria Pacheco, António da Mota e João da Mota e sendo caso que morra seu pai
Manuel da Costa de Carvalho tudo o que lhe couber da sua herança haverá a dita sua irmã e António da
Costa (sic), repartido entre ambos igualmente, isto no caso de ele doador não voltar e voltando não pedirá
os rendimentos de tudo aqui doado, mas só os bens. Assinam de cruz o doador e Carlos Tavares.
A 28.3.1667, em Vila Franca, o mesmo Manuel Pacheco, filho de Manuel da Costa de Carvalho,
disse que tinha assentado praça como soldado e por isso fizera procuração a Carlos Tavares, mas como
hoje está livre de ir por soldado, quebra a dita procuração e também quebra a doação que tinha feito a sua
irmã Margarida Pacheco (Notas do tabelião de Vila Franca Gregório da Ponte de Melo, Livro de 1664 a
1670).
A 23.10.1668, nos Fenais da Ajuda Manuel da Mota Botelho e seus irmãos João da Mota e José
Pacheco, filhos de Manuel da Costa Carvalho, faleceu, vendem a Carlos Tavares e sua mulher Margarida
Pacheco, cunhado e irmã deles vendedores, uma propriedade que herdaram do dito seu pai, sujeita a
pensão de missas (escritura nas Notas de Domingos da Costa Paiva, Livro de 1667 a 1671).
A 21.11.1668, na LG, (Lomba da Maia)., os herdeiros de Manuel da Costa Carvalho, a saber: José
Pacheco e sua mulher Maria de Roia, Carlos Tavares e sua mulher Margarida Pacheco, João da Mota,
Manuel Botelho e António da Costa, todos filhos, genros e noras de Manuel da Costa Carvalho, faleceu,
moradores nos Fenais da Ajuda, vendem uma propriedade que lhes coube herdar a todos de sua mãe e
sogra Maria Pacheco.
A 7.12.1672, nos Fenais Vera Cruz, Carlos Tavares Vieira (sic) e sua mulher Margarida Pacheco de
Medeiros, vendem uma terra e casa que houveram em parte de herança de seu pai e sogro Manuel da
Costa Carvalho e outra parte por compra dos mais herdeiros do dito seu pai e sogro (Notas de Dionísio da
Costa Paiva, Livro de 1671 a 1675).
A 31.10.1673, nos Fenais Vera Cruz, Manuel Botelho da Mota e sua mulher Maria de Macedo
vendem uma terra que herdaram de seu pai e sogro Manuel da Costa de Carvalho (sic) (mesmas Notas e
mesmo Livro).
A 15.1.1673, nos Fenais Vera Cruz, Manuel Botelho da Mota e sua mulher Maria de Macedo
vendem um foro numa terra que herdaram de seu pai e sogro Pedro Afonso Loureiro (sic) (mesmas Notas
e mesmo Livro).
A 2.11.1675, na Gorreana, limite da Maia, João da Mota Pacheco, solteiro, filho de Manuel da Costa
de Carvalho, faleceu, vende uma estimação numa terra que parte com seus irmãos José Pacheco e Manuel
Botelho e que herdou do dito seu pai (Notas de Dionísio da Costa Paiva, Livro de 1671 a 1675).
A 25.11.1680, nos Fenais Vera Cruz, Manuel Botelho e sua mulher Maria de Macedo, moradores na
Criação, limite deste lugar, vendem uma terra que herdaram de seus pais e sogros Pedro Afonso Loureiro
e Clara Borges. Na mesma data e no mesmo lugar, em casa de António da Costa Pacheco, este e sua
mulher Maria Delgada vendem uma terra que herdaram de seu pai e sogro Manuel da Costa Carvalho
(Notas de Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1680 a 1682).

32) Margarida Pacheco (§ 10.º N.º 6)


A 3.4.1677, na Maia, Carlos Tavares de Roia e sua mulher Margarida Pacheco, moradores nos
Fenais Vera Cruz, vendem uma terra que houveram em sua folha de partilha por morte de sua mãe e sogra
Maria Pacheco, terra esta sobre que tiveram uma demanda com Manuel da Mota Botelho, a qual
ganharam. Achada compradora foi Ana de Medeiros Botelho, dona viúva de António Moniz Barbosa
(Cap.º 367, § 1.º N.º 2), representada por seu filho Manuel Pacheco da Silveira (Notas de Dionísio da
Costa Paiva, Livro de 1676 a 1677).
A 1.10.1688, na Acasou Grande, Carlos Tavares de Roia (sic) e sua mulher Margarida Pacheco,
moradores nos Fenais da Ajuda, vendem um foro a Águeda Cardoso, dona viúva do Capitão Domingos
Pimentel de Vasconcelos, morador neste lugar da Acasou (Notas de Francisco Pacheco Raposo, Livro de
1687 a 1690).
A 22.1.1704, nos Fenais Vera Cruz, Carlos Tavares e sua mulher Margarida Pacheco, moradores
neste lugar, vendem uma terra que houveram por amigável composição de seu cunhado e irmã (sic)
Manuel Barreto, faleceu, com pensão de missas por alma de António Roiz e sua mulher (Notas do tabelião
de Vila Franca Manuel Carrasco, Livro de 1699 a 1705).

33) Manuel Favela da Costa (§ 12.º N.º 2)


Do processo N.º 799 dos Resíduos, na Administração do Concelho de Ponta Delgada, consta o
testamento de Manuel Favela da Costa, feito em Vila Franca em 1.8.1598 e aprovado a 6.4.1600. Diz que
ainda não foi pago da herança que lhe coube de seu avô João de Arruda, por parte de seus pai e mãe,
porque seu tio Francisco de Arruda lhe moveu uma demanda que o dito tio ganhou, mas cuja sentença
determina que os outros herdeiros de João de Arruda lhe devem pagar a ele testador o valor de 10 moios
de terra na Lomba do Pomar, na Povoação, que foi o objecto da demanda do tio. Deixa esse valor aos
filhos para o haverem dos ditos herdeiros de seu avô João de Arruda e dele se apartará a terça que coube a
seu pai Jorge da Mota. Fala em sua mulher Violante Mendes, faleceu . Deixa a terça a seu filho António
Favela. Fala em seu tio Amador da Costa. António Favela deu contas desta terça até 1653; o Capitão João
de Melo de Arruda até 1685; o Capitão António Pacheco da Silveira até 1689; o Padre Vigário de S. Pedro
Vila Franca, Agostinho de Melo da Silveira, até 1692; depois passa para a casa dos Rebelos, pelo Capitão
Manuel Rebelo Furtado da Câmara. (Cap.º 17, § 3.º N.º 5).

34) Manuel da Fonseca (§ 1.º N.º 4)


Achada 23.12.1586, em Vila Franca, nas pousadas de Manuel da Fonseca, cidadão, fez-se uma
escritura em que este e sua mulher Maria da Costa venderam uma propriedade que houveram em herança
de seu pai e sogro João Rodrigues e parte com Maria da Fonseca, mãe dele vendedor. Achada vendedora
assinou por sua mão.

34) Bento da Fonseca de Arruda (§ 12.º N.º 3)


A 25.10.1634, em Ponta Delgada, Bento da Fonseca de Arruda e sua mulher moradores em Vila
Franca, vendem uma terra que houveram em dote de casamento de seus pais e sogros Gaspar Pacheco
Raposo e Isabel de Brum.
A 27.10.1644, em Vila Franca, Bento da Fonseca de Arruda e sua mulher Bárbara Correia Raposo,
moradores em Vila Franca, vendem uma terra que lhe coube a ele vendedor por morte de seu pai, não
podendo assinar por estar doente.

35) Agostinho de Melo da Silveira, Padre (§ 12.º N.º 5)


Em 1690 prestou contas do vínculo instituído por Jorge da Mota, por testamento de 6.6.1598. Em
1690 e 1697 também prestou contas do vínculo instituído por Pedro da Ponte, o Velho (Cap.º 124.º § 1.º
N.º 1). Destes dois vínculos prestou contas mais tarde seu sobrinho Manuel Rebelo Furtado da Câmara
(Cap.º 17.º § 3.º N.º 5).

CAPÍTULO 5.º

DA DESCENDÊNCIA DE ANTÓNIO MENDES PEREIRA


E DE SEU IRMÃO JOÃO MENDES PEREIRA

§ 1.º

1- António Mendes Pereira veio para S. Miguel em 1518 e segundo Frutuoso, tanto ele como seu irmão
João Mendes Pereira eram naturais de Guimarães, filhos de Fernão Mendes e netos de Afonso Mendes,
que era da Casa do Infante-Arcebispo de Braga e serviu nas guerras com Castela, pelo que lhe foi dado o
cargo de Juiz dos Órfãos em Unhão, perto de Guimarães. António Mendes Pereira era Escudeiro de El-Rei
e vinculou os seus bens por testamento aprovado a 14.8.1569, tendo falecido a 1.9.1569. Ele e sua mulher
deixaram bens à Misericórdia de Ponta Delgada e a terça ao filho Francisco Mendes Pereira. Casou em S.
Miguel com Isabel Fernandes (Cap.º 134.º § 1.º N.º 2) por cuja via veio para seus descendentes a fama de
cristãos-novos.
Tiveram:
2 - Francisco Mendes Pereira, Fidalgo Cavaleiro, Contador nas ilhas de S. Miguel e Santa Maria e
herdeiro do vínculo instituído pelo pai. Este, e também seu sobrinho do mesmo nome, foram fintados
como cristãos novos em 1606 (Notas N.os 1 e 5). Casou com Isabel da Gama, Dama da Rainha D.
Catarina, dos Gamas de Portugal, oriundos de Olivença, procedentes da geração do Conde da Feira
(segundo diz Frutuoso). Sem geração.
2 - António Mendes Pereira, que segue:
2 -Fernão Mendes Pereira, sepultado na Matriz de Ponta Delgada, defronte do altar de S. João. Casou com
Jerónima Fernandes, filha de Pero Anes Freire, a qual fez testamento aprovado a 7.12.1592, em que
fala em seu irmão o Padre Álvaro Anes, que deu mil cruzados de dote à filha da testadora, Margarida
Mendes (Nota N.º 2).
Tiveram:
3 - Margarida Mendes Pereira, que teve mil cruzados de dote, dados por seu tio materno o Padre
Álvaro Anes. Morreu viúva a 15.10.1657. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 24.1.1593, com
Nuno Bicudo (Cap.º 79.º § Único N.º 4).
3 - António Mendes, de 21 anos à data do inventário da mãe.
3 - Lourenço Mendes, de 19 anos à data do inventário da mãe.
2 - Jerónimo Mendes Pereira, Padre, que em 1576 foi em socorro da ilha de Santa Maria, contra os
corsários franceses (Frutuoso, Livro III, Cap.º XX). Vinculou para seu irmão Francisco, por testamento
aprovado a 25.4.1607, em Lisboa.
2 - João Mendes Pereira, licenciado em Cânones, graduado na Universidade de Salamanca, onde morreu.
Foi um grande letrado.
2 - Pedro Mendes Pereira, Padre, beneficiado na Matriz de Ponta Delgada. Fez testamento a 4.8.1600 e
instituiu vínculo para Cecília da Cruz (Cap.º 134.º § 3.º N.º 4) (Nota N.º 3).
2 - Catarina Mendes Pereira, a quem os pais deram em dote 6 mil cruzados. Instituiu vínculo, por
testamento aprovado a 11.3.1600, para seu cunhado Antão Correia das Cortes e seus descendentes e,
na falta destes, para seu marido (Nota N.º 4). Casou com Jordão Jácome Correia (Cap.º 27.º § 18.º N.º
3). Sem geração.
2 - Maria Mendes Pereira, que fez testamento de mão comum com seu marido a 26.4.1598, em que
vincularam as suas terças, que deixaram primeiro à filha Águeda da Costa e não tendo esta filhos, ao
filho Manuel do Porto e por último aos filhos de sua filha Catarina Favela. Casou com João de Arruda
da Costa (Cap.º 3.º § Único N.º 2).
2 - Violante Mendes, moradora em Vila Franca com seu marido. Instituiu uma terça que deixou ao marido
e que este deixou ao filho António Favela da Costa. Casou com Manuel Favela da Costa (Cap.º 4.º §
12.º N.º 2).
2- António Mendes Pereira, que herdou o morgado de seu irmão Francisco Mendes Pereira. Casou com
Beatriz Cabeceiras Pimentel ou de Resendes (Cap.º 9.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
3 - Francisco Mendes Pereira, o Moço, que segue:
3 - António Mendes Pereira, administrador da terça vinculada de seus avós António Mendes Pereira e
Isabel Fernandes. Era morador em Vila Franca e aí fez testamento a 16.11.1640, tendo falecido a
29.6.1641 (Notas nos. 5 e 6). Casou a primeira vez com Susana Perdigão (Cap.º 141.º § 1.º N.º 3).
Casou a segunda vez com Maria de Melo.
Teve do primeiro casamento:
4 - António Pimentel Perdigão ou de Resendes, Padre, vigário de Ponta Garça baptizado na Matriz de
Vila Franca a 30.9.1589. Com seu irmão Padre Jerónimo instituiu uma administração na Matriz de
Vila Franca para dotes de parentes freiras.
Teve a filha natural que reconheceu:
5 - Maria de Pimentel casou na Matriz de Ponta Delgada, a 27.6.1655, com João Sarmento Sotto Maior, filho
de Cosme Sarmento e Maria da Costa (casados em S. Roque a 15.2.1640). Sem geração.
4 - Jerónimo Perdigão de Resendes, Padre, instituidor com seu irmão de uma administração na Matriz
de Vila Franca (Nota N.º 6).
3 - Maria de Santo António, freira no Convento de Santo André de Vila Franca.
3 - Jerónimo Mendes Pimentel, Padre, falecido a 2.3.1632 na Matriz de Ponta Delgada.
3 - Catarina Mendes Pimentel, que com seu segundo marido fez uma procuração em Ponta Delgada a
20.11.1636 (Nota N.º 7). Casou a primeira vez com António de Carvalho Homem (Cap.º 89.º § Único
N.º 4). Casou a segunda vez com João de Póvoas Privado (Cap.º 101.º § Único N.º 3).
3 - Simão, baptizado a 17.2.1577.
3 - Isabel, baptizado a 25.11.1578.
3 - Tomé, baptizado a 21.12.1580.
3 - Paulo, baptizado a 12.3.1583.
3- Francisco Mendes Pereira, o Moço, administrador do vínculo instituído por seu tio Francisco Mendes
Pereira e sua mulher Isabel da Gama. Era cidadão de Ponta Delgada. Foi fintado como cristão novo em
1606 (Nota N.º 5). Casou na Matriz de Ponta Delgada a 12.6.1594, com Isabel Raposo Baldaia (Cap.º
106.º § Único N.º 3).
Tiveram:
4 - André Pereira do Rego, que segue:
4 - Maria Baldaia do Rego, herdeira da terça de seu pai.
4 - Manuel Raposo do Rego ou Pereira, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 28.11.1598 (Nota N.º 8).
Casou na Matriz de ponta Delgada a 6.7.1637, com Bárbara de Sequeira Cabral (Cap.º 128.º § 1.º N.º
7). Sem geração.
4 - Ana de Pimentel, que em 1632 foi madrinha de um baptizado com seu irmão Francisco. Morreu na
Matriz de ponta Delgada a 26.2.1634.
4 - Francisco Mendes Pereira, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 23.10.1596. Em 1632 foi padrinho
de um baptizado com sua irmã Ana.
4- André Pereira do Rego, herdeiro do vínculo instituído por seu pai. Fez testamento a 20.2.1668.
Casou na Matriz de Ponta Delgada a 12.6.1645, com Isabel Cabral Lobo ou de Amaral (Cap.º 143.º §
Único N.º 6).
Tiveram:
5 - Francisco Pereira de Amaral, Capitão, que segue:
5 - Isabel Lobo de Pimentel, baptizada a 5.11.1649 e dotada com uma terça vinculada por sua tia afim
Bárbara de Sequeira (Nota N.º 9). Casou na Matriz de Ponta Delgada a 12.11.1674, com o Capitão
Agostinho de Medeiros Albuquerque (Cap.º 11.º § 5.º N.º 5). Sem geração.
5 - Cecília, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 10.3.1646.
5 - Antónia da Encarnação, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 16.6.1652. Freira no Convento da
Esperança de Ponta Delgada.
5 - Maria da Luz, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.
5- Francisco Pereira de Amaral, Capitão, herdeiro dos vínculos e vereador em 1687. Morreu na Matriz
de Ponta Delgada a 17.5.1693 (Nota N.º 10). Casou a primeira vez na Matriz de Ponta Delgada a
18.1.1680, com Josefa Úrsula da Câmara (Cap.º 26.º § 1.º N.º 8). Casou a segunda vez em S. José de Ponta
Delgada a 3.6.1688, com Vitória de Bettencourt (Cap.º 85.º § 2.º N.º 7).
Teve do primeiro casamento:
6 - André Pereira da Câmara, que com seu irmão Francisco fez vínculo para o sobrinho Francisco Pereira de
Amaral, por escritura antenupcial a 11.3.1735. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada a 12.4.1708, com
Maria da Silva Câmara, filha de Gonçalo da Câmara e Maria de Gusmão. Sem geração.
6 - Germano Manuel Raposo da Câmara, que foi para o Rio Grande do Sul, no Brasil, onde deixou
descendência. Casou com Antónia da Silva.
Tiveram:
7 - Victorino da Silva da Câmara, casou no Brasil com Joana.
Tiveram:
8 - Gonçalo Soares Raposo da Câmara (Nota N.º 11).
6 - Bárbara Rosa de Jesus, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada, falecida a 23.12.1716.
6 - Maria do Corpo de Cristo, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada, falecida a 23.12.1716.
Teve do segundo casamento:
6 - Francisco Pereira de Bettencourt e Sá, que segue:
Foi também filha do Capitão Francisco Pereira de Amaral, ignorando-se de qual das mulheres:
6 - Rosa, casou com Manuel Vieira, da Ribeira Grande.
6- Francisco Pereira de Bettencourt e Sá, Capitão do castelo da cidade de Ponta Delgada, baptizado na
Matriz da mesma cidade a 28.4.1690. Fez vínculo dos seus bens com seu irmão André, para seu filho
Francisco Pereira de Amaral, por escritura antenupcial de 11.3.1735. Tirou Brazão de Armas de Botelho e
Cabrais, o qual está registado no Livro III da Câmara de Ponta Delgada (Vid. "Arquivo dos Açores", Vol.
X, pág. 461). Casou a primeira vez em S. José de Ponta Delgada a 24.7.1715, com Francisca Antónia de
Medeiros (Cap.º 19.º § 1.º N.º 7). Casou a segunda vez na Matriz de Ponta Delgada a 26.5.1737, com
Bárbara Francisca de Medeiros viúva do Capitão Francisco Rodrigues, sepultado na Matriz de Ponta
Delgada.
Teve do primeiro casamento:
7 - Francisco Pereira de Amaral, que segue:
7 - Gonçalo Raposo da Câmara de Bettencourt, nasceu a 9.9.1727 e faleceu a 15.11.1798. Casou em Lisboa,
na freguesia de Santo Estêvão a 6.2.1754, com Joana Clara de Ataíde Moniz Corte-Real (Cap.º 19.º § 1.º
N.º 9).
7 - Antónia Francisca, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.
7 - Francisco Manuel, sem mais notícia.
7 - José do Egipto, Frei.
7 - João Demasceno, Frei que se desfradou.
7 - André Pereira, que foi para o Brasil.
7 - António Pereira, idem.
7 - Francisco Pereira de Amaral, senhor e administrador de todos os vínculos dos Mendes Pereiras, com os
quais foi dotado pelo pai e pelo tio André por escritura de 11.3.1735. Casou nas Capelas a 21.3.1735, com
Joana Úrsula da Câmara (Cap.º 427.º § Único N.º 4).
Tiveram:
8 - Maria Madalena Inácia da Câmara e Silva, que segue:
8 - Maria Madalena Inácia da Câmara e Silva, herdeira dos vínculos do pai, os quais por sua via entraram na
Casa dos Bicudos de Nossa Senhora do Parto. Casou em S. José de Ponta Delgada a 13.7.1755, com Pedro
José Borges Bicudo da Câmara (Cap.º 11.º § 4.º N.º 7).

§ 2.º

1- João Mendes Pereira, irmão de António Mendes Pereira e por conseguinte, filho de Fernão Mendes e
neto de Afonso Mendes. Veio para S. Miguel e em 30.6.1573 fez testamento, vinculando a sua terça para
sua filha Isabel. Neste testamento declara ter um filho ilegítimo chamado António. Casou com Guiomar
Botelho (Cap.º 1.º § 1.º N.º 5) (Vid. Nota N.º 4 do Cap.º 1.º).
Tiveram:
2 - Isabel Macedo Botelho, casou com Gaspar do Rego de Sousa (Cap.º 18.º § 22.º N.º 3) (Vid. Nota N.º 4 do
Cap.º 1.º).
2 - André Botelho.
2 - Manuel Botelho.
2 - F... , freira em Vila Franca.
Teve o filho ilegítimo a que se refere no seu testamento:
2 - António.

NOTAS

1) Francisco Mendes Pereira (§ 1.º N.º 2).


Francisco Mendes Pereira e sua mulher Isabel da Gama instituíram por testamento aprovado a
11.6.1595, um vínculo a favor de seu irmão e cunhado António Mendes Pereira, de que era administrador
nos princípios do século XIX Pedro Nolasco Borges Bicudo da Câmara (Cap.º 11.º § 4.º N.º 8). Neste seu
testamento fala em Catarina Mendes, filha de António Mendes, e na mãe desta Beatriz Cabeceiras. Ele
testador fala de seu irmão o Padre, Jerónimo Mendes e a testadora de sua irmã Catarina da Gama. A
mesma testadora Isabel da Gama fez codicilo no mesmo ano de 1595.

2) Fernão Mendes Pereira (§ 1.º N.º 2)


Sua mulher Jerónima Fernandes em seu testamento feito em Ponta Delgada a 25.11.1592, diz que
deixa por testamenteiro e tutor de seus filhos seu tio Gaspar Fernandes, morador na Relva Manda
sepultar-se na Matriz de ponta Delgada na cova em que está enterrado seu marido Fernão Mendes,
defronte do altar de S. João. Deixa a terça a sua filha Margarida Mendes e declara que as casas em que
vive e aquelas em que mora Francisca Tomaz são dessa sua filha e que os outros herdeiros não têm nada
nelas, porque tomando-as António de Brum por uma dívida que ficou de seu marido, foram remidas as
ditas casas com mil cruzados que estavam em Sevilha na Casa da Contratação, que o Padre Álvaro Anes
seu irmão, mandou para ajuda do casamento daquela sua filha. O testamento foi feito pelo Padre Francisco
de Araújo. Seguem-se várias declarações de dívidas, entre as quais uma se refere ao Senhor (sic) Gaspar
Dias. Fala em seu cunhado António Mendes. O testamento foi aprovado a 7.12.1592 e todas as
testemunhas são moradores na Rua dos Mercadores. O tabelião foi Paulo António. Este testamento consta
do inventário que se fez por morte de Jerónima Fernandes, sendo inventariantes seu genro Nuno Bicudo e
os filhos herdeiros Margarida, António e Lourenço.

3) Pedro Mendes Pereira, Padre (§ 1.º N.º 2)


Do seu testamento, feito em Ponta Delgada a 4.8.1600 pelo tabelião Gregório Sanches, consta o
seguinte: Quer ser enterrado na igreja de S. Sebastião de Ponta Delgada na sepultura de seu pai António
Mendes, que é defronte do altar de S. João Baptista. Os ofícios e missas que manda dizer por sua alma são
ofertados com cinco canadas de vinho da ilha da Madeira. Fala em várias Confrarias, na de Nossa Senhora
da Guia e na de S. Pedro, sitas na igreja de S. Sebastião e na da Madre de Deus, sita na sua ermida. Disse
que tinha quatro escravos cativos: Filipa, Francisco, Maria e Tomé. Disse mais que toda a fazenda que
ficou de seus pai e mãe se apossou seu irmão Francisco Mendes Pereira e que não lhe deu a ele testador
senão a sala da casa em que mora e um granel velho por detrás, que caiu. Ele Francisco Mendes Pereira
ficou testamenteiro dos pais e deixou de lançar em inventário muitos bens. Disse que o dito seu irmão lhe
fez assinar duas quitações em que declarou estar pago de toda a herança dos pais, o que não é verdade; que
ajuramentem o dito seu irmão e lhe demandem o que lhe deve. Conta várias histórias, todas tendentes a
declarar-se roubado pelo irmão. Disse que o dito seu irmão lhe fez assinar no dote que se fez ao Capitão
Alexandre, quando casou sua irmã Catarina Mendes, 150 mil reis na fazenda que ficou de seu avô
Francisco Fernandes, sem o dito seu irmão lhe dar conta disso, etc. Diz que são testemunhas do engano
que seu irmão lhe fez no dito dote o Padre Frei Rodrigo e Margarida mulher de Cristóvão Dias, e Simão
Gonçalves, pesador. Nomeia testamenteiro António Sanches seu sobrinho e deixa por sua herdeira
universal a Cecília da Cruz (Cap.º 134.º § 3.º N.º 4), filha de Baltazar Álvares já falecido e de Margarida
Fernandes, prima dele testador; faz vínculo da sua fazenda de raiz para seguir a geração da dita sua
sobrinha Cecília da Cruz e se ela for freira, o Convento onde ela professar ficará com esse vínculo. Se,
porém, Cecília da Cruz falecer antes de tomar estado, ficará a administração do vínculo a sua prima
Bárbara Sanches e por seu falecimento a seu filho (ou filha) mais velho. Diz que comprou uns chãos a
João Rodrigues Castanho e a cozinha da sua casa comprou a João Fernandes, pai do antecedente. Diz que
António Mendes seu irmão, lhe devia um foro, mas recomenda que não peçam aos herdeiros. Disse
também que nas casas em que vive estão uns chãos de um granel do licenciado Manuel Garcia e de sua
mulher Guiomar Fernandes tia dele testador, já defuntos. O testamento foi aprovado por Francisco Lobo, a
13.3.1601 e as testemunhas foram: António Pavão, Francisco das Póvoas, Francisco Rodrigues de Lima,
João Roiz Ferreira, Gaspar Gonçalves e Bartolomeu Gonçalves, morador na Bretanha e Gaspar Soeiro. A
29.8.1605, em Ponta Delgada o mesmo Padre fez codicilo em que diz que torna a nomear sua herdeira
Cecília da Cruz e faz forra a sua escrava Filipa; deixa a escrava Maria ao Mosteiro de Santo André de Vila
Franca onde tem as suas sobrinhas, dele testador e se em Vila Franca a não quiserem ter ou se a quiserem
vender ou trocar, irá a dita escrava para Santo André de Ponta Delgada onde o testador tem sua sobrinha
Maria de Santo António, filha de seu irmão António Mendes. Fala em Ana Fernandes, irmã da dita Cecília
da Cruz e na mãe delas Margarida Fernandes, sua prima. Torna a relatar o facto do dote do Capitão
Alexandre, quando casou com sua irmã Catarina Mendes. O codicilo é feito pelo seu sobrinho Gregório
Sanches e as testemunhas foram António Rodrigues Chançarel (sic) Manuel Pereira, morador na Ribeira
Seca da Ribeira Grande, Gaspar Miranda, Manuel Fernandes alfaiate, Gaspar Lopes, filho de Belchior
Fernandes, sombreireiro, e o tabelião Manuel Lobo.

4) Catarina Mendes Pereira (§ 1.º N.º 2)


Do vínculo instituído por Catarina Mendes Pereira foi administrador, no começo do século XIX, Inácio
Joaquim da Costa de Chaves e Melo (Cap.º 71.º § Único N.º 7) e rendia líquido 78.420 reis. Catarina
Mendes deixou mais uma quinta nas Capelas vinculada a sua sobrinha Águeda da Costa e não tendo esta
filhos a seus parentes pelo lado de seu pai António Mendes Pereira. Desta dava contas Manuel Rebelo
Borges da Câmara e Castro (Cap.º 17.º § 3.º N.º 8).

5) Francisco Mendes Pereira António Mendes Pereira (§ 1.º N.º 2) e Francisco Mendes Pereira, “O
Moço” (§ 1.º N.º 3)
Figuram numa lista de cristãos novos da ilha de S. Miguel copiada pelo Dr. Ernesto do Canto em
1.9.1875 e por ele lançada no seu livro que tem por título "Documentos Antigos" e está hoje na Biblioteca
Pública de Ponta Delgada. Dela consta que Francisco Serrão, tabelião em Ponta Delgada, passou uma
certidão em 13.11.1606, em que declarou existirem em seu poder dois precatórios do Desembargador
Francisco Botelho, Corregedor deste comarca, remetidos ao licenciado Gonçalo Pires Minhoto, Juiz de
Fora, para efeito de serem executadas as pessoas de nação (subentende-se Judaica) da ilha de S. Miguel,
do que tocava pagar a cada um, conforme a repartição feita no milhão e setecentos mil cruzados
(seiscentos e oitenta contos) de que as pessoas de nação descendentes em linha recta de cristãos novos de
nação hebraica, destes Reinos e Senhorios de Portugal, fizeram serviço ao dito Senhor (subentende-se Rei)
e por um caderno assinado e numerado pelas cabeças, pelo dito licenciado Gonçalo Pires Minhoto, Juiz de
Fora, por contas feitas e assinadas pelo tesoureiro Manuel Jorge da Cunha (o qual era também cristão novo
e também foi fintado nesta lista) e por seu escrivão e António Jorge de Marecos, consta ter recebido o dito
tesoureiro das pessoas de nação de S. Miguel em dinheiro de contado, um milhão cento e oitenta e sete mil
quatrocentos e cinquenta reis, o qual se meteu na arca das três chaves estando presentes o tabelião e os
ditos tesoureiros e António Jorge de Marecos. Nesta lista Francisco Mendes Pereira é fintado em 90 mil
reis, António Mendes seu sobrinho, em 10 mil reis e Francisco Mendes, o Moço, em 4 mil reis.
Francisco Mendes Pereira instituiu um vínculo para seu filho André Pereira do Rego, por testamento
aprovado a 18.8.1643. Neste testamento diz ele ser administrador do vínculo instituído por seu tio
Francisco Mendes Pereira, cuja sucessão foi julgada em seu favor por juízes-árbitros em 1624. De ambos
estes vínculos foi administrador Pedro Nolasco Borges Bicudo da Câmara (Cap.º 11.º § 4.º N.º 8).

6) António Mendes Pereira (§ 1.º N.º 3) e Jerónimo Perdigão de Resendes, Padre (§ 1.º N.º 4).
A 25.10.1633, em Ponta Delgada o Padre Jerónimo Perdigão de Resendes, como procurador de seu pai
António Mendes Pereira e de sua mulher Maria de Melo, moradores em Vila Franca, trespassa a Manuel
da Cunha de Figueiredo um foro numas casas na Rua de Nossa Senhora do Amparo em Ponta Delgada,
em que mora Rolando Jacques, mercador (Notas do tabelião Gregório Sanches, Livro de 1630 a 1633).

7) Catarina Mendes Pimentel (§ 1.º N.º 3)


A 18.5.1632, em Ponta Delgada nas moradas de João de Póvoas, cidadão de Ponta Delgada este e sua
mulher Catarina Mendes Pereira, trespassam a seu filho António das Póvoas umas casas sobradadas e
telhadas, com seu quintal na Rua do Convento de S. João, que confrontam do Poente com rua pública
(Notas dos tabeliães Pedro Ferreira Serrão, Jorge Palha de Macedo e Gregório Sanches, Livro de 1600 a
1633).
A 9.7.1633, em Ponta Delgada Catarina Mendes Pimentel dona viúva de João de Póvoas, faz um
pagamento a seu genro Pedro de Sousa Correia ou Coelho (Cap.º 27.º § 1.º N.º 4) de uma quantia que lhe
ficara devendo o dito seu falecido marido, quantia da Capela de Cristóvão Dias, por ele seu genro ter
casou com uma parente do instituidor (Notas dos mesmos tabeliães, Livro de 1630 a 1633).

8) Manuel Raposo do Rego ou Pereira (§ 1.º N.º 4).


A 23.10.1637, em Ponta Delgada Manuel Raposo Pereira (sic) e sua mulher Bárbara de Sequeira,
Diogo Ferreira de Melo, tabelião público e judicial na mesma cidade e sua mulher Maria Pacheco da Silva
(Cap.º 176.º § Único N.º 3) aforam uma propriedade, etc. (Notas do tabelião Manuel Colaço, Livro de
1637 e 1638).

9) Isabel Lobo de Pimentel (§ 1.º N.º 5).


A 16.5.1673, em Ponta Delgada nas moradas de Bárbara Sequeira Cabral dona viúva de Manuel
Raposo do Rego, esta dota sua sobrinha Isabel dos Santos, filha de André Pereira do Rego falecido, com
uma terça que instituíram seus tios Lourenço Aires Rodovalho e sua mulher Branca Rodrigues (Cap.º
128.º § 1.º N.º 5) por renúncia que nela fez sua irmã Maria Cabral, falecida. Diz a doadora que não tem
filhos (Notas do tabelião João Coelho Monteiro, Livro de 1671 a 1674). Esta Isabel dos Santos deve ser
filha de André Pereira do Rego, que com o nome de Isabel Lobo de Pimentel casou com o Capitão
Agostinho de Medeiros Albuquerque e instituiu um vínculo para seu sobrinho André Lobo do Rego, que
nesta linha genealógica figura com o nome de André Pereira da Câmara (§ 1.º N.º 6).

10) Francisco Pereira de Amaral, Capitão (§ 1.º N.º 5) e Bárbara Rosa de Jesus, Madre (§ 1.º N.º 6)
Constam de uma escritura com data de 27.8.1699, feita em Ponta Delgada em que o Capitão Manuel
Pereira da Silveira e sua mulher Maria Leite, moradores em Ponta Delgada dotam sua neta Bárbara Rosa
de Jesus, filha do Capitão Francisco Pereira de Amaral falecido, seu genro, para professar no Convento da
Esperança. Dotam uma terra em Rosto do Cão que houveram em dote de casamento de seu tio dela
dotadora, o Padre Lourenço de Paiva, por escritura de 11.7.1662 (a fls. 38 do Livro do Tombo do
Convento da Esperança de Ponta Delgada).

11) Gonçalo Soares Raposo da Câmara (§ 1.º N.º 8)


Consta, assim como seu pai e avô paterno, das "Instituições Vinculares" do morgado João de Arruda,
manuscrito existente na Biblioteca Pública de Ponta Delgada onde vem a descrição dos vínculos que
administra Victorino da Silva e Câmara e hoje (sic) seu filho Gonçalo Soares Raposo da Câmara, residente
no Brasil. Tais vínculos são os seguintes: primeiro, o instituído por António Mendes Pereira escudeiro, por
testamento que fez juntamente com sua mulher Isabel Fernandes, aprovado a 14.8.1569; segundo, o
instituído pelo Padre Jerónimo Mendes Pereira, por testamento aprovado em Lisboa a 25.4.1607; terceiro,
o instituído por André Pereira do Rego de Ponta Delgada, por testamento aprovado a 20.2.1668; quatro, o
instituído por Isabel Lobo de Pimentel mulher do Capitão Agostinho de Medeiros Albuquerque; quinto, o
instituído por Isabel de Amaral Lobo viúva de André Pereira do Rego, por testamento aprovado a
20.2.1668.

CAPÍTULO 6.º

DA DESCENDÊNCIA DE FRANCISCO RAMALHO DE QUEIROZ

§ 1.º

1- Francisco Ramalho de Queiroz, natural de Guimarães ou de S. Gonçalo de Amarante (?). Foi


Escudeiro e Cavaleiro Fidalgo da Casa Real e era sobrinho do bacharel João Gonçalves, de quem foi
testamenteiro juntamente com a mulher dele testador, Francisca de Medeiros (Cap.º 21.º § 1.º N.º 2). Foi
morador em Rosto do Cão e foi dotado para casar com Leonor Dias Neto pelos pais desta, por escritura de
11.5.1561. Fez testamento aprovado a 11.6.1598, em que vinculou e no qual fala na mulher e em alguns
filhos. Frutuoso descreve a propriedade que este Francisco Ramalho tinha nos arredores de Ponta Delgada,
no local que do seu nome se ficou a chamar Ramalho (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XLIV).
Em 1591 ele e sua mulher deram 9 alqueires de terra para o Colégio dos Jesuítas, em Ponta Delgada (Vid.
Padre António Cordeiro, "História Insulana", Livro V, Cap.º 21.º § 257.º). Francisco Ramalho de Queiroz
parece ser filho de João Ramalho de Queiroz e Ana de Vilhena (Vid. D. Tivisco de Nazão Zarco e Colona,
“Teatro Genealógico”, título “Costas”). Frutuoso (Livro IV, Cap.º XLI) diz que Francisco Ramalho era
sobrinho do bacharel João Gonçalves, dizendo Martim da Costa Chaves que eram primos. Casou em S.
Miguel com Leonor Dias Neto (Cap.º 70.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
2 - Ana Ramalho ou de Vilhena, que segue:
2 - João Gonçalves Ramalho, primeiro citado no testamento do pai para administrador. Morreu na Matriz
de Ponta Delgada a 28.7.1628, tendo instituído vínculo por testamento aprovado em Ponta Delgada a
30.5.1628. Casou na Matriz de Vila do Porto a 6.6.1606, com Catarina de Sousa Meneses (Cap.º 32.º §
1.º N.º 4). Tiveram três filhos que morreram sem geração.
2 - Manuel Ramalho, segundo citado no testamento do pai. Casou com Helena Benevides (Cap.º 70.º § 1.º
N.º 3). Sem geração.
2 - Maria de Carvalho, que fez testamento aprovado a 12.2.1641 sendo já viúva, onde diz ser dona do
prédio e ermida da Glória em Rosto do Cão, o qual por permuta com os Ataídes de Portugal ficou
pertencendo à família de Nicolau Maria Raposo de Amaral, assim como outros bens de Maria de
Carvalho (Vid. “O Preto no Branco”, N.º 33). Foi citada mais o marido no testamento do pai e ficou
sepultada com letreiro, na capela do Santíssimo da igreja de S. Roque, da qual ela e o marido foram
fundadores (Vid. Nota N.º 3 do Cap.º 21.º). Casou com Jerónimo Gonçalves de Araújo (Cap.º 21.º § 1.º
N.º 3). Deixou um quinto dos seus bens para ajuda de formatura de parentes seus, em Coimbra. Sem
geração.
2 - Cecília Ramalho de Queiroz, quinta citada no testamento do pai. Casou com Simão da Câmara e Sá
(Cap.º 10.º § 3.º N.º 6) (Vid. Nota N.º 10 do Cap.º 10.º). Morreu na Matriz de Ponta Delgada a
6.9.1647.
2 - Leonor Ramalho de Queiroz ou Leonor Dias Ramalho, que segue no § 2.º.
2- Ana Ramalho ou de Vilhena, foi a filha mais velha de seus pais e fundou a ermida de Nossa Senhora
do Alecrim em Lisboa, no largo hoje chamado do Barão de Quintela. Casou com o Dr. Cristóvão Soares
de Albergaria, vereador em Lisboa, cujos descendentes estão descritos no “TEATRO GENEALÓGICO”
DE D. TIVISCO, TÍTULO “CASTELO BRANCOS”. (Vid. também Cristóvão Alão de Morais, “Pedatura
Lusitana”, Tomo V, Vol. I, pág. 304).
Tiveram:
3 - António Ramalho de Queiroz, que segue:
3 - Isabel Soares de Albergaria, freira em Santa Clara, de Lisboa.
3 -Francisco Soares de Albergaria, Corregedor do Crime em Lisboa, que mataram no Paço no dia 1.º de
Dezembro de 1640 (Vid. Cristóvão Alão de Morais, “Pedatura Lusitana”, Tomo V, Vol I, pág. 305).
Casou com Antónia da Fonseca, filha de Baltazar Fialho da Gama, Desembargador do Paço (Vid. D.
Tivisco, “Teatro Genealógico”, título “Castelo Brancos”, fls. 60).
Tiveram:
4 - Isabel Soares de Albergaria, herdeira do pai. Casou com o Dr. José de Sousa Castelo Branco, senhor de
Guardão, Conselheiro da Fazenda, filho de António Vaz de Castelo Branco e Maria Rebelo da Silva (Vid.
D. Tivisco, “Teatro Genealógico”, título “Castelo Brancos”).
Tiveram:
5 - Pedro de Sousa Castelo Branco, Brigadeiro e Governador de Setúbal, Capitão-tenente de Mar e Guerra,
senhor de Guardão, morador em Lisboa. Era administrador de um vínculo em S. Miguel, instituído pelo
bacharel João Gonçalves (Cap.º 21.º § 1.º N.º 2) o qual vínculo vendeu a António do Rego e Sá (Cap.º
1.º § 7.º N.º 8) por 9.040.340 reis. Casou com Helena Mafalda Vicência de Castelo Branco, filha de
António de Ataíde Castelo Branco (Vid. D. Tivisco, “Teatro Genealógico”, título “Castelo Brancos”).
3- António Ramalho de Queiroz fez testamento aprovado em 1638, em que vinculou. Morreu na Matriz
de Ponta Delgada a 27.9.1639. Casou a primeira a vez com Ana Martins de Benevides (Cap.º 70.º § 1.º
N.º 3) e a segunda vez com Maria da Fonseca (Cap.º 29.º § 3.º N.º 4), de quem não teve geração.
Teve do primeiro casamento:
4 - António Ramalho, baptizada a 9.4.1600 na Matriz de Ponta Delgada.
4 - Cecília Ramalho de Queiroz, que segue:
4 - Manuel Ramalho, Frei.
4 - Maria de Jesus, freira em Santo André de Ponta Delgada, baptizada a 22.10.1585 na Matriz de Ponta
Delgada.
4- Cecília Ramalho de Queiroz, herdeira do vínculo instituído pelo pai. Foi baptizada na Matriz de
Ponta Delgada a 16.12.1590 e morreu na mesma Matriz a 16.3.1646. Casou na Matriz de Ponta Delgada a
17.10.1607, com Manuel Lopes Henriques, falecido na Matriz de Ponta Delgada a 10.6.1634, filho de
Jorge Lopes e Branca Nunes (Nota N.º 1).
Tiveram:
5 - Manuel Carvalho de Benevides, licenciado, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 24.2.1609.
Matriculou-se na Universidade de Coimbra pela primeira vez em 3.10.1630 em Instituto e no ano
seguinte em Cânones. Foi bacharel em Leis. Casou a primeira vez na Matriz de Ponta Delgada com
Eva Valente da Fonseca (Cap.º 73.º § Único N.º 1) viúva de Gaspar de Goes da Silva (Cap.º 73.º §
Único N.º 1), e a segunda vez na Matriz de Ponta Delgada, a 2.5.1655, com Maria de Medeiros de
Sousa (Cap.º 85.º § 1.º N.º 6).
Teve do primeiro casamento:
6 - António Ramalho, que foi para o Brasil.
6 - João Ramalho, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 5.11.1639 e que também foi para o Brasil.
6 - Eva Valente da Fonseca, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 31.3.1642. Freira.
6 - Luzia da Fonseca, freira.
6 - Maria, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 13.4.1644.
6 - Cecília, idem a 7.3.1646.
6 - Manuel, idem a 23.4.1647.
5 - Ana Ramalho de Benevides, baptizada a 20.3.1614 na Matriz de Ponta Delgada, onde morreu a
24.1.1686. Casou com Tomé Raposo de Sousa (Cap.º 19.º § 1.º N.º 5). Sem geração.
5 - João de Carvalho Benevides, licenciado, bacharel em Medicina, baptizado na Matriz de Ponta
Delgada a 20.3.1626 (Nota N.º 1). Casou na Matriz de Ponta Delgada a 29.9.1657, com Filipa da
Fonseca (Cap.º 73.º § Único N.º 2).
Tiveram:
6 - Cecília Ramalho da Fonseca, casou a primeira vez em S. José de Ponta Delgada a 8.8.1682, com
Manuel de Sampaio Bettencourt (Cap.º 94.º § 3.º N.º 6). Sem geração. Casou a segunda vez em S.
José de Ponta Delgada a 25.6.1712, com Manuel de Sousa Nunes, viúvo de Brites Fernandes.
6 - João Carvalho, que morreu solteiro em Lisboa.
5 - Gonçalo Ramalho, Padre.
5 - António Ramalho, franciscano, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 1.1.1611.

§ 2.º

2- Leonor Ramalho de Queiroz ou Leonor Dias Ramalho, (do § 1.º) quarta filha chamada por seu pai no
seu testamento para administradora do vínculo por ele instituído. A 30.1.1613 comprou bens a Fernão de
Macedo Botelho. No TEATRO GENEALÓGICO Leonor Dias Ramalho é chamada Leonor de Vilhena e é
dada como neta materna de Jerónimo Gonçalves de Araújo e de Maria de Carvalho, filha de Pedro de
Carvalho (?) e bisneta de Pedro Rodrigues de Araújo e Leonor Dias Neto, filha esta de Francisco Neto.
Leonor Ramalho foi segunda mulher de seu marido. Casou com o Desembargador Gaspar da Costa,
Chanceler-mor da Relação da Baía, Colegial de S. Paulo, Moço Fidalgo da Casa de El-Rei, filho de Simão
da Costa que foi Coronel da Gente da Beira e morreu em Alcácer-Quibir, e de Brites de Soveral a qual era
filha bastarda de Gaspar de Soveral, Vigário de Sernancelhe, filho de Teotónio de Soveral e Brites de
Amaral (filha de João Vaz de Amaral).
Tiveram:
3 - Gonçalo da Costa Coutinho, que segue:
3- Gonçalo da Costa Coutinho, Comendador de Cristo e Governador de Aveiro. Foi baptizado na igreja
do Sacramento em Lisboa, a 17.7.1606. Casou com Isabel de Ataíde, filha de D. João de Ataíde,
Comendador de S. João de Fornelos e Comissário da Cavalaria do Alentejo e de Catarina de Sá e Sousa,
de Coimbra (Vid. Felgueiras Gaio, "Nobiliário", título "Sás", Tomo IX, pág. 124). (Nota N.º 2).
Tiveram:
4 - João da Costa de Ataíde, governador da ilha da Madeira. Administrador em 1673 do vínculo
administrado por sua mãe. Sem geração.
4 - Gaspar da Costa de Ataíde, Sargento-mor, Capitão de Mar e Guerra, Tenente-General. Foi herdeiro de
seu irmão João. Casou com Catarina Rosa de Lima, filha herdeira de Cristóvão de Sousa e Maria
Victória de Távora.
Tiveram:
5 - Cristóvão de Sousa da Costa Ataíde, senhor de Baião, nasceu a 13.7.1708. Casou na igreja do Socorro de
Lisboa a 3.1.1729, com Juliana Maria Caetana de Noronha, filha de Manuel de Sousa Tavares de Távora e
Maria Josefa de Noronha. Com geração.
4 - Leonor Maria de Ataíde, faleceu em Janeiro de 1719, com 94 anos. Casou com o Desembargador
Sebastião de Carvalho e Melo, 3.º Senhor do Morgado de Sernancelhe, Capitão de Cavalos dos
Familiares de Lisboa, senhor da Quinta da Granja e Padroeiro de Nossa Senhora das Mercês. Era filho
de Sebastião de Carvalho, Desembargador da Casa da Suplicação, 2.º Senhor do Morgado de
Sernancelhe e Cavaleiro de Cristo e de sua mulher Luísa de Melo, filha herdeira de Gaspar Leitão
Coelho de Melo, senhor da Honra de César e Gaiate.
Tiveram:
5 - Manuel Carvalho de Ataíde, Comendador da Ordem de Cristo, Capitão de Cavalos na Corte, senhor da
Quinta da Granja e autor do TEATRO GENEALÓGICO, sob o pseudónimo de D. Tivisco de Nazão Zarco
e Colona. Casou com Teresa Luísa de Mendonça, filha de João de Almada e Melo, Alcaide-mor de
Palmela, Comissário Geral da Cavalaria da Beira e senhor dos morgados dos Olivais e de Souto de El-Rei
e de sua mulher Maria Luísa de Mendonça.
Tiveram:
6 - Sebastião José de Carvalho e Melo, 1.º Conde de Oeiras e 1.º Marquês de Pombal, célebre ministro de
El-Rei D. José. Casou a primeira vez com Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almada, nasceu
em 1689, filha dos Condes dos Arcos e a segunda vez em Viena, com Leonor Ernestina Eva Wolfganga
Josefa Daun Condessa de Daun, filha do General Conde Henrique Ricardo Daun. Com geração do
segundo casamento.
4 - José da Costa d' Azevedo, que serviu na Índia.
Fora do matrimónio houve Gonçalo da Costa Coutinho, de sua prima Luísa de Mendonça Furtado, o
seguinte filho ilegítimo:
4 - Francisco da Costa Coutinho, Capitão, que segue:
4 - Francisco da Costa Coutinho, Capitão, filho ilegítimo havido de Luísa de Mendonça Furtado, que morreu
de parto estando contratada para casar com Gonçalo da Costa Coutinho. Foi baptizado a 18.3.1639 na
igreja do Loreto, em Lisboa. Veio para a ilha de S. Miguel, onde casou e exerceu as funções de Vereador
da Câmara de Ponta Delgada em 1675 e as de Juiz dos Órfãos cerca de 1681 (Vid. Livro de Registo da
Câmara de Ponta Delgada fls. 108) (Nota N.º 3). Era viúvo quando casou em S. José de Ponta Delgada a
12.9.1678, com Bárbara Moniz ou Cerqueira ou de Medeiros (Cap.º 19.º § 1.º N.º 6), não dizendo o termo
o nome da primeira mulher. Com geração do segundo casamento.

NOTAS

1) Cecília Ramalho de Queiroz (§ 1.º N.º 4)


O marido de Cecília Ramalho de Queiroz, Manuel Lopes Henriques, a 7.5.1607, em Ponta Delgada
como procurador de seu irmão Henrique de Andrade, estante em Lisboa e em seu próprio nome, fez uma
escritura de venda à Capela de Aleixo Dias de certa propriedade que ele Manuel Lopes e seu irmão
Henrique de Andrade houveram de seu tio Marcos Lopes Henriques, por doação que lhes fez. De outros
documentos se sabe ser Marcos Lopes Henriques mercador em Ponta Delgada e cidadão do Porto. A
propriedade vendida era sita no Pico dos Ginetes, lugar da Vargem (sic). A procuração de Henrique de
Andrade a Manuel Lopes Henriques foi feita a 10.5.1600, nas Notas de Domingos da Silva.
A 11.4.1644, em Ponta Delgada perante o Ouvidor Geral do Conde Donatário, compareceu Cecília
Ramalho de Queiroz dona viúva de Manuel Lopes Henriques, queixando-se e apresentando querela contra
a viúva de Manuel Álvares Cardoso, o Físico, e contra suas filhas Maria de S. João que ora se chama
Maria Alves de Sousa e outra filha por nome Ana (?) de Amaral (Cap.º 97.º § 6.º N.º 5) e as mais filhas
solteiras, que por nome não percam, por serem bruxas e feiticeiras e darem caldos e beberagens a pessoas
para quererem bem e mal a outras pessoas como fizeram a João Carvalho Benevides, seu filho dela
queixosa, para o casarem com a querelada dita Maria de S. João, posto que sabiam que era mulher pública
e feiticeira; e também deram as mesmas beberagens a Manuel de Galhegos, a Dionísio de Oliveira e a
Mateus de Morais (Cap.º 72.º § Único N.º 2) estudante, primo dela queixosa e outrossim torraram um
menino em um forno para darem feitiços e beberagens, o qual menino lhes foi achado e visto de algumas
pessoas com muitos púcaros de unguentos (Livro de Querelas de 1608 a 1654, existente na Biblioteca
Pública de Ponta Delgada).

2) Gonçalo da Costa Coutinho (§ 2.º N.º 3)


A mulher, Isabel de Ataíde, segundo o Nobiliário de Felgueiras Gaio, título "SÁs", Tomo IX, pág. 124,
é filha de D. João de Ataíde (filho bastardo de D. Francisco de Azevedo, senhor das quintas de Barbosa e
Ataíde) e de sua mulher Catarina de Sá (filha de Cristóvão de Sá). Esta Catarina de Sá era viúva de
Francisco da Silva, Prebendeiro do Bispo de Coimbra e teve desse primeiro marido um filho Lourenço de
Sá, que saiu no auto de fé com seu pai por judaísmo. Segundo o mesmo NOBILIÁRIO esta Catarina casou
a segunda vez com D. João de Ataíde de Azevedo Capitão de Cavalaria no Colegial de S. Paulo e Capitão
de Cavalaria no Alentejo, de quem nasceu Isabel de Sá de Ataíde, mulher de Gonçalo da Costa Coutinho.

3) Francisco da Costa Coutinho, Capitão (§ 2.º N.º 4)


Sua mãe, Luísa de Mendonça Furtado, estava para casar com Gonçalo da Costa Coutinho quando
morreu ao dar à luz este filho ilegítimo. Era filha de Diogo de Mendonça Furtado, Presidente da Mesa da
Consciência, e foi baptizado em Santiago de Penamacor entre 1600 e 1604. O Capitão Francisco da Costa
Coutinho morador em S. Miguel, deu contas em 22.10.1674 e 2.5.1677 do vínculo de Jerónimo Gonçalves
de Araújo, marido de sua tia-avó Maria de Carvalho, por seu irmão (dele Francisco da Costa Coutinho)
João da Costa de Ataíde e Azevedo (sic).

CAPÍTULO 7.º

DA DESCENDÊNCIA DE GASPAR DE BETTENCOURT

§ 1.º

1- Gaspar de Bettencourt, sobrinho e herdeiro de Maria de Bettencourt, mulher de Rui Gonçalves da


Câmara, 3.º Capitão do Donatário da ilha de S. Miguel, a qual nele instituiu um morgado. Parece que
nasceu na Madeira, de onde veio para S. Miguel a chamado de sua tia, para lhe suceder no vínculo. Foi
Fidalgo Escudeiro da Casa de El-Rei por alvará de 12.5.1521. Fez doação de 15 alqueires de terra no sítio
onde depois se construiu o Convento de S. Francisco. Morreu em 1522 e foi enterrado na capela-mor da
antiga igreja de S. Sebastião de Ponta Delgada. Segundo Frutuoso, sobre a sua sepultura, onde também foi
enterrada sua mulher, existia bandeira com as armas dos Bettencourts (Frutuoso, Livro IV, Cap.º IX).
Casou em casa de D. Violante, mulher do Conde da Castanheira, prima co-irmã da nubente, com Guiomar
de Sá, Dama do Paço, filha de Henrique de Sá, do Porto, a qual fez testamento em 1.8.1543, já viúva, e
morreu em 1547 (Vid Felgueiras Gaio, "Nobiliário", título "Sás", Tomo IX, pág. 133, N.º 5) (Nota N.º 1).
Tiveram:
2 - João de Bettencourt e Sá, que segue:
2 - Margarida de Bettencourt e Sá, que juntamente com seu marido fez nas suas próprias casas, na Ribeira
Grande, o Convento de Jesus. Casou com Pedro Rodrigues da Câmara (Cap.º 10.º § 3.º N.º 3).
2 - Beatriz de Sá, Dama da Imperatriz D. Isabel, mulher de Carlos V. Foi a dama mais bonita da Corte
Portuguesa, havendo no Cancioneiro de Garcia de Resende trovas que lhe são dedicadas. Por carta de
12.2.1526 D. João III fez-lhe mercê das saboarias brancas e pretas de S. Miguel, do mesmo modo que
as tivera seu irmão Henrique, e concedeu-lhe outras mercês. Casou com D. Pedro Lasso de Vega. Sem
geração. (Frutuoso, Livro IV, Cap.º IX).
2 - Isabel de Sá, Dama da Imperatriz D. Isabel, mulher de Carlos V, que acompanhou para Castela, onde
morreu em 1574. Deixou o terreno para a construção da ermida do Corpo Santo, em Ponta Delgada
(Frutuoso, Livro IV, Cap.º IX). Casou em Castela com D. Pedro Lasso de Vega, viúvo de sua irmã
Beatriz. Sem geração.
2 - Henrique de Bettencourt, Fidalgo da Casa Real, a quem o Rei D. Manuel fez doação, por carta de
19.7.1513, de qualquer terra que estivesse por dar em S. Miguel e depois lhe fez mercê das saboarias
brancas e pretas da mesma ilha, em 30.10.1517, como as tinha tido João Soares, Capitão de Santa
Maria. Henrique de Bettencourt foi o primeiro filho de seus pais. Casou em Évora com Maria de
Azevedo, filha de Manuel de Oliveira, Estribeiro-mor do Cardeal.
Tiveram:
3 - Maria de Bettencourt, casou com D. Álvaro de Luna, filho de D. Pedro de Gusmão, fidalgo castelhano.
sem geração.
2 - Guiomar de Sá, casou a primeira vez com António Juzarte de Melo, de Évora, que morreu numa
armada que o Marquês de Ayamonte mandou ao Rio da Prata. Casou a segunda vez com D. Fernando
de Castro, de quem não teve geração. (Vid Felgueiras Gaio, "Nobiliário", título "Sás", Tomo IX, pág.
133, N.º 6).
Teve do primeiro casamento:
3 - Guiomar de Sá, casou com Luís Vanhego, Aposentador-mor de El-Rei D. Filipe e Estribeiro-mor
da Rainha sua mulher. Com geração.
3 - Maria de Sá, casou com D. Francisco de Cisneros, padroeiros dos Estudos de Alcalá. Com geração.
3 - Isabel de Sá, casou em Castela com D. João Colona, Vice-Rei da Sardenha.
Fora do matrimónio teve Gaspar de Bettencourt dois filhos:
2 - Gaspar Prodomo, ou Perdomo, que segue no § 3.º.
2 -Rafael de Bettencourt, homem baço (Frutuoso, Livro IV, Cap.º IX). Casou com Margarida Gonçalves,
que fez testamento a 18.12.1555, sendo o marido ainda vivo (Processo N.º 667 dos Legados Pios de
Ponta Delgada). Sem geração.
2- João de Bettencourt e Sá, que, por morte de seu irmão Henrique, herdou o morgado administrado
pelo pai. Casou com Guiomar Gonçalves Botelho (Cap.º 1.º § 18.º N.º 3).
Tiveram:
3 - Francisco de Bettencourt e Sá, que segue:
3 - António de Sá, que esteve em África e morreu solteiro (Vid. os seus feitos em Frutuoso, Livro IV,
Cap.º LXII).
3 - Margarida de Sá, casou com Gaspar do Rego Baldaia (Cap.º 18.º § 1.º N.º 2).
3 - Simão de Bettencourt, que segue no § 2.º.
3 - Rui de Sá, casou com Maria Cabeceiras (Cap.º 153.º § único.º N.º 2). Com geração. (Frutuoso, Livro
IV, Cap.º IX).
3 - Gaspar de Bettencourt e Sá, casou a primeira vez com Beatriz de Melo, filha do Capitão da Graciosa,
segundo Frutuoso. Casou a segunda vez com Isabel Fernandes (Cap.º 51.º § 1.º N.º 2). Sem geração.
3 - João de Bettencourt, Padre, beneficiado na Matriz de S. Sebastião de Ponta Delgada.
3 - Isabel da Madre de Deus, freira no Convento de Jesus da Ribeira Grande.
3- Francisco de Bettencourt e Sá, administrador do morgado e Moço Fidalgo da Casa de El-Rei. Foi
para a Madeira com sua mulher e lá morreu em 1577. Teve as saboarias da ilha da Madeira. Foi o 3.º
Senhor do Morgado da Água do Mel. Casou em S. Miguel com Maria de Medeiros, ou da Costa (Cap.º
78.º § 8.º N.º 4).
Tiveram:
4 - André de Bettencourt e Sá, que segue:
4- André de Bettencourt e Sá, herdeiro do morgado e morador no Funchal com sua mulher. Nasceu na
Madeira a 12.11.1546. A ele se refere Frutuoso no Livro II, Cap.º XVI. Casou na Madeira com Isabel de
Aguiar, ou Maria de Aguiar (conforme diz o termo de casamento de sua filha Maria de Bettencourt), a
qual era filha de Rui Dias de Aguiar e Francisca de Abreu, e viúva de João de Ornelas Saavedra, todos da
Madeira.
Tiveram:
5 - Francisco de Bettencourt e Sá, nasceu em 1563 e faleceu em 1598. Casou em 1590, na Madeira,
com Guiomar de Couto. Sem geração.
5 - Maria de Bettencourt, ou de Aguiar Bettencourt, nasceu no Funchal em 1565 e faleceu na Matriz de
ponta Delgada a 16.3.1629. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 1.8.1591, com Manuel Álvares
Homem (Cap.º 97.º § 7.º N.º 4).
5 - Rui Dias de Aguiar, nasceu em 1567. Casou com Cosma da Costa (Cap.º 1.º § 20.º N.º 5). Sem
geração. (Nota N.º 2).
5 - Gaspar de Bettencourt e Sá, que segue:
5 - João de Bettencourt e Sá ou João Meciot de Bettencourt, licenciado, cónego da Sé do Funchal (Nota
N.º 2).
5 - Guiomar de Bettencourt, ou de Sá, freira no Convento de Santa Clara, no Funchal.
5- Gaspar de Bettencourt e Sá, nasceu em S. Martinho, ilha da Madeira, em 1572 e faleceu a 3.10.1635.
Por morte dos irmãos ou herdeiros a casa vincular de seus pais. Foi Moço Fidalgo da Casa Real. Casou a
primeira vez, cerca de 1597, com Guiomar de Moura, filha de João de Ornelas de Moura e Filipa de Couto
(Nota N.º 2). Casou a segunda vez, a 8.9.1612, com Lourença Acciaioly, filha de Zenóbio Acciaioly e
Maria de Vasconcelos. Sem geração do segundo casamento.
Teve do primeiro casamento:
6 - João de Bettencourt, que em 1635 deu contas do vínculo instituído por sua bisavó Maria da Costa.
6 - Francisco de Bettencourt e Sá, que segue:
6- Francisco de Bettencourt e Sá, herdeiro da casa vincular dos seus antepassados. Serviu nas guerras
de Pernambuco e foi Mestre de Campo de um Terço que serviu na Flandres. Morreu em Castela em 1658.
Casou na Sé do Funchal, a 31.1.1619, com Ana de Aguiar, filha de Francisco de Bettencourt Correia e de
Maria da Câmara.
Tiveram:
7 - Gaspar de Bettencourt, D., que segue:
7 - Isabel de Castelo Branco, casou com Francisco da Câmara Leme.
7 - Francisco de Bettencourt e Sá, D., nasceu em Março de 1624. Foi Moço Fidalgo da Casa Real e
Comendador de Cristo. Casou com Joana de Meneses, filha de Manuel da Silva da Câmara e Francisca
de Meneses.
Tiveram:
8 - Francisco de Bettencourt e Sá, D., nasceu em Março de 1656, herdeiro da casa do pai. Foi Moço Fidalgo
da Casa Real. Casou no Machico, a 15.11.1674, com Joana Cabral de Catanho, filha de Manuel Cabral
de Catanho e Maria Florença.
Tiveram:
9 -Gaspar Simão de Bettencourt e Sá, D., herdeiro da Casa. Casou com Maria de Bettencourt, filha
de Francisco Gonçalves Barbosa e Branca de Bettencourt.
Tiveram:
10 - Francisca Joana de Bettencourt.
8 - Félix de Bettencourt e Sá, D., casou na Baía (Brasil) com D. Catarina de Aragão. Com geração.
8 - Francisca de Sá e Meneses, casou com Francisco da Câmara Leme.
8 - Isabel de Meneses, casou com Francisco de Bettencourt e Sá.
8 - Mariana de Sá, casou com Zenóbio Acciaioly de Vasconcelos.
7 - Diogo Afonso de Aguiar, casou com Maria de Ornelas, filha de Manuel Fernandes Camacho e Ana de
Sousa de Ornelas. Com geração.
7- Gaspar de Bettencourt, D., nasceu em Setembro de 1620 e faleceu em Julho de 1678. Foi herdeiro da
casa e também Moço Fidalgo da Casa Real. Esteve na guerra da Flandres. Distinguiu-se num encontro
com os holandeses quando aos dez anos ia em viagem para o Brasil na companhia do pai. Casou na
Madeira com Margarida Miranda, filha de Bartolomeu Machado de Miranda e Antónia de Moura.
Tiveram:
8 - Bernardo de Bettencourt e Sá, D., herdeiro da casa. Faleceu solteiro, com geração ilegítima.
8 - Guiomar de Moura, herdeira do morgado da Água do Mel e dos vínculos de seu avô materno, por
morte do irmão, que faleceu sem descendência legítima. Casou na Madeira com Francisco de
Vasconcelos Bettencourt.

§ 2.º

3- Simão de Bettencourt (do § 1.º), viveu em S. Miguel. Casou na Ribeira Grande com Margarida Gago
(Cap.º 26.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
4 - António de Sá de Bettencourt, que segue:
4 - João de Bettencourt, Padre.
4 - Pedro, Frei, Observante da Ordem de S. Francisco.
4 - Guiomar de Jesus, Abadessa do Convento de Jesus da Ribeira Grande.
4 - Beatriz da Madre de Deus, freira no Convento de Jesus da Ribeira Grande.
4 - Francisca dos Anjos, idem.
4 - Maria de Santa Clara, idem.
4- António de Sá de Bettencourt, Cavaleiro de Cristo e Fidalgo da Casa Real (Frutuoso, Livro IV,
Capítulos IX e XLIII), proprietário dos Paços que foram de D. Fernando, perto da fortaleza de Ponta
Delgada (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XLIII). Casou com Filipa Pacheco Botelho (Cap.º 2.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
5 - Maria Pacheco de Sá Bettencourt, que segue:
5 - Beatriz de Sá, faleceu na Matriz de Ponta Delgada a 1.2.1597. Casou com Manuel de Andrade,
sobrinho (Frutuoso diz irmão) de Simão Lopes de Andrade, seu con-cunhado, natural do Porto. Sem
geração (Nota N.º 3).
5- Maria Pacheco de Sá Bettencourt, que vinculou em 16.(?) e faleceu a 17.8.1620. Casou na Matriz de
Ponta Delgada, a 25.5.1586, com Simão Lopes de Andrade, Fidalgo da Casa Real, natural do Porto, filho
de Albano Anes, Fidalgo da Casa Real, também do Porto (Nota N.º 4).
Tiveram:
6 - António de Sá, Capitão, que foi para Nápoles e morreu sem geração.
6 - Beatriz de Sá, faleceu a 24.8.1657. Foi herdeira do vínculo instituído por sua tia Beatriz de Sá. Casou
em 1621 com Francisco de Sousa Furtado (Cap.º 85.º § 2.º N.º 5).
6 - Ana de Sá, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 5.3.1587. Foi administradora da ermida e cerca da
Trindade, em Ponta Delgada (Nota N.º 5).
6 - Joana de Sá, ou Coutinho, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 23.6.1601. Casou na Matriz de
ponta Delgada, a 12.9.1620, com o Capitão Valentim da Câmara Bettencourt ou de Sá (Cap.º 10.º § 3.º
N.º 7).
6 - Maria de Sá, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 23.3.1594. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a
3.7.1632, com Manuel Dias Ferreira, escrivão, que morreu a 26.7.1647 na Matriz de Ponta Delgada
(Nota N.º 5).

§ 3.º

2- Gaspar Prodomo, ou Perdomo (do § 1.º), filho natural de Gaspar de Bettencourt e Maria Dias,
solteira. Foi legitimado. O nome que usou e com que assinou, em 1540, como camarista no Livro Velho
das vereações da Câmara de Ponta Delgada, é talvez uma alteração do apelido francês Preud’Homme. Um
Aristides Preud’Homme acompanhou Jean de Bettencourt à conquista das Canárias e casou com Leonor
de Bettencourt, de quem teve, entre outros filhos, a João Prodomo de Bettencourt, que em 1580 escreveu
uma carta aos seus parentes Bettencourts de Ruão. Gaspar Perdomo vinculou por testamento aprovado em
1547, deixando a terça às filhas Francisca e Simoa e, depois delas, ao filho Ibonel de Bettencourt e seus
descendentes. Casou com Beatriz Velho (Cap.º 33.º § 16.º N.º 5).
Tiveram:
3 - Ibonel, ou Bibonel, de Bettencourt, faleceu a 3.10.1567. Com sua segunda mulher fez testamento a
3.8.1567, em que dizem que serão enterrados na sua sepultura no cruzeiro do Convento de S.
Francisco, em Ponta Delgada, onde têm campa com seu nome. Casou a primeira vez com Guiomar do
Porto, filha de João do Porto, o qual era irmão de Manuel do Porto (Cap.º 3.º § Único N.º 1). Casou a
segunda vez com Isabel Rodrigues (Cap.º 52.º § Único N.º 2). Sem geração. (Nota N.º 6).
3 - Belchior de Bettencourt, que segue:
3 - Baltazar de Bettencourt, que foi Provedor da Misericórdia de Ponta Delgada em 1564 e vereador no
mesmo ano. Foi padrinho de um baptizado em S. Pedro de Ponta Delgada a 22.3.1575. Fez testamento
com sua mulher a 14.4.1565. Casou com Maria Gonçalves (Cap.º 9.º § 1.º N.º 3). Sem geração.
3 - Simoa de Bettencourt, casou com D. João Pereira (Cap.º 56.º § Único N.º 2).
3 - Francisca de Bettencourt, faleceu solteira.
3- Belchior de Bettencourt, a quem Frutuoso se refere no Livro IV, Capos. III e IX. Casou com Leonor
Ferreira.
Tiveram:
4 - Brites de Bettencourt, que segue:
4 - Simoa de Bettencourt, sem mais notícia.
4 - Filipa de Bettencourt, idem.
4- Brites de Bettencourt, casou com Manuel Ribeiro da Silva.
Tiveram:
5 - Catarina de Bettencourt, que segue:
5- Catarina de Bettencourt, casou com Braz Barbosa da Silva (Cap.º 15.º § 13.º N.º 5).

NOTAS

1) Gaspar de Bettencourt (§ 1.º N.º 1)


Gaspar de Bettencourt, foi o primeiro desta família que veio para a ilha de S. Miguel. Era filho de
Henrique de Bettencourt, cognominado o francês (segundo se infere da nota final ao Brazão dos
Bettencourts, a pág. 453 do Vol. X do "Arquivo dos Açores), que viveu nas Canárias com seu irmão
Mathieu, ou Meciot, de Bettencourt, este último lugar-tenente de seu tio João de Bettencourt, a quem a
Rainha D. Catarina, viúva de Henrique III de Castela, e Regente do Reino, fizera mercê das ilhas Canárias,
com o título de Real no governo destas ilhas. Sua mãe (dele Gaspar) era D. Margarida de Bettencourt,
sobrinha de seu marido, pois era filha do já citado Mathieu, ou Meciot, de Bettencourt (o qual veio para a
Madeira com seus netos Henrique e Gaspar, cerca de 1450, e foi morar na Ribeira Brava) e de sua mulher
Téguine, ou Lérida, Guarda Teme, filha de um rei indígena das Canárias. Os dois irmãos Henrique e
Mathieu, ou Meciot, de Bettencourt eram filhos do fidalgo francês Reinalde de Bettencourt (segundo o
genealogista Andrade Leitão, "Famílias de Portugal" Tomo IV, pág. 49, manuscrito existente na
Biblioteca da Ajuda), o qual era irmão do dito João de Bettencourt, que se intitulou descobridor das
Canárias, e ambos filhos de Jean de Bettencourt, Barão de Saint-Martin le Grillard, senhor de Bettencourt,
e de sua mulher Marie de Braquemont.
A Gaspar de Bettencourt é que foi confirmado por El-Rei D. Manuel, a 1.4.1505, o Brazão dos
Bettencourts, passado em Espanha, em Março de 1502, a seu tio materno André de Bettencourt (Vid.
"Arquivo dos Açores", Vol. X, pág. 452).
Maria de Bettencourt, mulher de Rui Gonçalves da Câmara, 3.º Capitão do Donatário da ilha de S.
Miguel, fez testamento no Funchal a 9.2.1491 e codicilo na ilha de S. Miguel a 5.11.1493. De ambos há
traslados de onde foram extraídos alguns trechos publicados no (Arquivo Histórico da Madeira, Vol. III,
N.º 1, pág. 55 e seguintes). Fala em seu pai Mice Missiote (sic), já falecido, que diz ter tido as saboarias da
Madeira por contrato que fez com o Infante D. Henrique, em troca da ilha de Lançarote, que era do dito
seu pai, saboarias que a testadora pede que dêem a seu sobrinho Gaspar de Bitancor (filho de sua irmã
Margarida), por ser neto do dito seu pai; pede aos seus testamenteiros (o seu marido e o dito sobrinho
Gaspar de Bitancor) que mandem à ilha de Lançarote buscar a ossada de sua mãe (cujo nome não diz) para
a meterem na sepultura em que ela testadora jazer. Descreve as suas armas, que manda pôr sobre a sua
sepultura, e manda enterrar na sua capela, na igreja de S. Francisco, do Funchal, a ossada de seu sobrinho
Henrique de Bettencourt. O vínculo que instituiu para seu sobrinho Gaspar incluía o morgado da Água do
Mel, na Madeira, e a Capela dos Mártires, na mesma ilha (Frutuoso, Livro II, Cap.º XXX).

2) Gaspar de Bettencourt e Sá, Rui Dias de Aguiar João de Bettencourt e Sá, licenciado (§ 1.º N.º 5)
A 22.6.1619, em Ponta Delgada, o Padre João de Bettencourt e Sá, em seu nome e como procurador de
seu irmão Gaspar de Bettencourt e Sá, arrenda 2 moios de terra lavradia do seu morgado, que lhe ficou por
morte de seu irmão Rui Dias de Aguiar, aos rendeiros Manuel Fernandes Barão e seu irmão Domingos
Barão, de Rabo de Peixe. A procuração que está transcrita nesta escritura foi feita no Funchal por Gaspar
de Bettencourt e Sá, Moço Fidalgo da Casa de Sua Majestade, morador na sua fazenda da Ribeira dos
Acorridos, constituindo procurador na ilha de S. Miguel seu irmão o Licenciado João de Bettencourt e Sá
(Notas do tabelião Pedro Cabral, Livro de 1618 e 1619).

3) Beatriz de Sá (§ 2.º N.º 5)


Beatriz de Sá, mulher de Manuel de Andrade, fez testamento aprovado a 21.1.1597, (o qual estava nos
Resíduos, Instituição N.º 413, Maço N.º 17, hoje na Administração do Concelho de Ponta Delgada, Maço
N.º 9, Instituição N.º 238). Por este testamento aberto por sua morte em 1.2.1597, instituiu ela um vínculo
(administrado pelos Andrades Albuquerques), de nomeação para sua sobrinha Beatriz de Sá, filha de sua
irmã Maria Pacheco de Sá Bettencourt; nele fala em seus pais António de Sá e Filipa, em sua irmã
Guiomar Nunes (filha do primeiro casamento de sua mãe) e em Manuel de Andrade, seu marido, e
sobrinho de Simão Lopes, marido de sua irmã Maria.

4) Maria Pacheco de Sá Bettencourt (§ 2.º N.º 5)


Seu marido, Simão Lopes de Andrade, foi fintado como cristão novo, em 1606, na quantia de 40 mil
reis (Vid. Nota N.º 5 do Cap.º 5.º).

5) Ana de Sá e Maria de Sá (§ 2.º N.º 6)


A 23.6.1632, em Ponta Delgada, nas moradas de Antão Pacheco de Sousa (Cap.º 2.º § 1.º N.º 4),
compareceu Ana de Sá, filha de Simão Lopes e Maria de Sá, já defuntos, e fez dote a sua irmã Maria de Sá
para casou com Manuel Dias Ferreira. Dota-lhe a meia terça que possui da terça de Guiomar de Sá, das
Feteiras, de cuja outra metade é administradora Maria de Lima, mulher de Pedro Fernandes, Familiar do
Santo Ofício, e mais lhe dota a pretensão que tem à terça de Roquesa Cabral e à terça de Margarida, mãe
do Capitão Francisco do Rego e Sá (Cap.º 18.º § 1.º N.º 3), marido da dita Roquesa, já falecida; e mais lhe
dota, por morte, a administração da ermida e cerca da Trindade. A dotadora assina Ana. (Notas dos
tabeliães Pedro Ferreira Serrão, Jorge Palha de Macedo e Gregório Sanches, Livro de 1630 a 1632).
Ana de Sá fez várias doações, já indicadas, a sua irmã Maria de Sá; entre os bens doados figura a
administração da ermida e cerca da Trindade. Diz Frei Agostinho de Mont' Alverne, nas suas "Crónicas da
Província de S. João Evangelista das Ilhas dos Açores", (edição do Instituto Cultural de Ponta Delgada,
Vol. II, pág. 141), que foi António de Sá, segundo marido de Filipa, quem fundou o Recolhimento da
Trindade, a título de Oratório. Teve António de Sá uma filha, Maria de Sá, que casou com Simão Lopes, a
quem deu casas e Oratório e (ipsis verbis) "como por sua morte lhe arrematassem os bens de sua mulher
D. Maria de Sá, entre eles entraram também as casas e Oratório, que arrematou Gonçalo Vaz Coutinho,
marido de D. Guiomar de Morais, sendo governador desta ilha, as quais comprou Joana Coutinho, parente
de António de Sá". Esta Joana Coutinho acrescentou o Oratório, por ser pequeno, e pôs a ermida no estado
em que estava no tempo de Mont' Alverne, com as casas que tem junto e nelas viveu recolhida com
Guiomar Nunes, meia irmã da dita Maria de Sá, em forma de religião, e por sua morte fez administração
da ermida, casas e cerca, a qual deixou a sua sobrinha Beatriz de Sá, filha de Maria de Sá e de Simão
Lopes, que casou com Francisco de Sousa Furtado, para que ela e seus descendentes fossem
administradores. - Quem será esta Joana Coutinho cuja filiação não foi encontrada ? Apenas se conhece
uma justificação, de 26.6.1614, em que Filipa Joana Coutinho (sic) e Guiomar Nunes passam um atestado
dizendo ser verdade que a justificante Maria Travassos é bisneta de Afonso Anes, o Mouro Velho (sic)
(Cap.º 78.º § 1.º N.º 3).
Maria de Sá fez testamento a 4.7.1677, dia em que morreu na Matriz de Ponta Delgada. Deixou bens à
Misericórdia de Ponta Delgada, com pensão de um anal de missas na igreja do recolhimento da Trindade.

6) Ibonel, ou Bibonel, de Bettencourt (§ 3.º N.º 3)


A segunda mulher deste Ibonel, ou Bibonel, de Bettencourt, Isabel Rodrigues, diz Frutuoso, no Cap.º
IX do Livro IV, que é filha de Belchior Rodrigues, mas é engano, porque do testamento dela, feito em
1579, se vê a sua verdadeira filiação, pois que fala em seus irmãos.

CAPÍTULO 8.º
DA DESCENDÊNCIA DE FRANCISCO ANES, DA PRAIA

§ Único

1- Francisco Anes, da Praia, assim chamado por ser morador na Praia, perto de Vila Franca (Frutuoso,
Livro IV, Capos. XV e XX).
Pelo que diz Frutuoso no Livro IV, Cap.º XXV, parece ter casado com uma filha de Afonso Anes da
Rocha Machado (Cap.º 148.º § 1.º N.º 2), talvez chamada Mécia Afonso, porque Frutuoso diz que os
filhos de Amador da Costa (Cap.º 1.º § 19.º N.º 4) são bisnetos de Mécia Afonso, da geração dos Pavões
(Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXIX e Cap.º XXV, que é talvez o certo).
Tiveram:
2 - Braz Afonso, da Praia, que segue:
2 - André Afonso, da Praia (Frutuoso, Livro IV, Cap.os XXV, XXXIII e LXXVI). Casou com Violante
Coelho.
Tiveram:
3 -Gabriel Coelho (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXXIII). Casou com Genebra Gregório (Cap.º 147.º §
1.º N.º 3).
2 - Mécia Afonso (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XX) (Nota N.º 1). Casou com Álvaro Lopes, do Vulcão
(Cap.º 19.º § 1.º N.º 1).
2 - Leonor Afonso (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XV). Fez testamento aberto a 16.7.1557 na Ribeira Grande
e morreu na Matriz da Ribeira Grande em Agosto do mesmo ano. Casou com Rui Tavares (Cap.º 45.º
§ 1.º N.º 2).
2 - Branca Afonso (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXXVI). Casou com Antão Teixeira, irmão de Pedro
Teixeira.
2 - Margarida Afonso, bisavó do Capitão António de Amaral de Vasconcelos, da Achada, como ele
justificou em 1633. Parece ter casado com Pedro Afonso da Rocha (Cap.º 148.º § 1.º N.º 3) e neste
caso ela seria trisavó do referido Capitão António de Amaral de Vasconcelos (Cap.º 125.º § 1.º N.º 1)
(Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXV).
2 - Beatriz Afonso casou com Pedro da Ponte (Cap.º 175.º § Único N.º 2).
2 - Braz Afonso, da Praia, que consta do testamento da irmã Leonor (Frutuoso, Livro IV, Capos. VIII, XXV e
XXXVI). Casou com Branca do Monte.
Tiveram:
3 - Marcos Afonso, que segue:
3 - Gaspar Gonçalves Machado, que foi degolado por ser partidário de D. António, Prior do Crato,
conforme consta da carta de perdão aos moradores de Vila Franca, de 16.9.1583 (“Arquivo dos
Açores”, Vol. I, pág. 483; e Livro III do Registo da Câmara de Ponta Delgada, fls. 254).
3 - Lucas Afonso, perdoado por Filipe I de Portugal por ter sido partidário de D. António, Prior do Crato
(“Arquivo dos Açores”, Vol. I, pág. 483). Casou na Matriz da Lagoa, a 23.5.1569, com Roquesa
Cabral (Cap.º 33.º § 10.º N.º 6) (Frutuoso, Livro IV, Cap.º VIII, pág. 65).
Tiveram:
4 - Maria, baptizada em Vila Franca a 1.5.1580.
4 - Um filho aleijado, como consta do testamento da tia Ana Afonso.
3 - Marcos Afonso, de quem se ignora com quem casou.
Sabendo-se que foram seus filhos:
4 - Francisco do Monte, que segue:
4 - Águeda do Monte, casou com António Carneiro Perdigão (Nota N.º 2).
4 - Francisco do Monte. Ele ou a mulher justificaram ascendência em 1632 (Nota N.º 3). Casou com
Catarina Romeira, filha de Sebastião Romeiro, Escudeiro, de Ponta Garça, e de sua mulher Luzia (?)
Martins.
Tiveram:
5 - Clara do Monte, que segue:
5 - Clara do Monte. A justificação do filho Manuel Afonso de Carvalho diz ser ele filho de Clara do Monte e
Francisco de Carvalho. No livro de registo de casamentos de Ponta Garça vem Guiomar do Monte como
mãe de Francisco Afonso de Carvalho (também justificante em 1711). Casou com Francisco de Carvalho
(Nota N.º 4).
Tiveram:
6 - Manuel Afonso de Carvalho, que segue:
6 - Francisco Afonso de Carvalho, que justificou a sua ascendência em 1711, em Ponta Garça. Casou em
Ponta Garça, a 7.5.1685, com Ana Raposo, filha de Domingos da Costa e Maria do Couto.
Tiveram:
7 - José Raposo Travassos, casou em Ponta Garça, a 9.6.1719, com Bárbara Furtado, filha de Manuel Furtado
da Costa e Maria da Conceição Froes (Vid. Nota N.º 28 do Cap.º 78.º).
Tiveram:
8 - Francisca Raposo, casou em Ponta Garça, a 23.3.1753, com José de Macedo, filho de José de Macedo e
Maria Furtado.
6 - Manuel Afonso de Carvalho, de Ponta Garça, onde justificou a sua ascendência em 1711. Casou em Ponta
Garça, a 5.4.1676 (ou 1682 ?), com Bárbara de Resende, filha de Francisco Manuel e de Guiomar Ferreira,
da Povoação.
Tiveram:
7 - Sebastião Afonso de Resende, ou Sebastião de Resende, que segue:
7 - Bárbara de Resende, casou em Ponta Garça, a 14.7.1731, com Manuel de Sousa Araújo, viúvo de
Maria Vultoa, da Maia.
7 - Maria de Resende, casou em Ponta Garça, a 4.7.1707, com João Rodrigues de Araújo, filho de Gaspar
Rodrigues e Maria da Costa.
Tiveram:
8 - Bárbara de Araújo, casou em Ponta Garça, a 2.1.1757, com Manuel de Amaral, filho de António de
Amaral e Teresa de Resendes.
Tiveram:
9 - Rosa Francisca, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 11.11.1793, com José Inácio Pereira Fagundes, da
H.
7 - Joana de Resendes, casou em Ponta Garça, a 14.10.1731, com António da Costa Araújo, filho de
António da Costa Piquete e de Bárbara da Costa.
7 - Pedro Afonso de Resende, casou em Ponta Garça, a 28.8.1722, com Feliciana Furtado, filha de
Sebastião de Sousa e Isabel Furtado.
Tiveram:
8 - Isabel Furtado, casou em Ponta Garça, a 30.3.1765, com João Gonçalves, viúvo de Maria de Matos.
7- Sebastião Afonso de Resende, ou Sebastião de Resende, casou em Ponta Garça, a 4.10.1731, com
Isabel Fontes, filha de Baltazar de Fontes e Maria da Costa.
Tiveram:
8 - Úrsula de Resende, que segue:
8 - António de Resende, casou em Ponta Garça, a 15.10.1760, com Margarida da Natividade, filha de
Miguel da Costa e Catarina Rodrigues.
8 - André de Resende, casou em Ponta Garça, a 8.6.1764, com Francisca Clara, filha de Marcos da Costa e
Ana Moniz.
8 - Úrsula de Resende, casou em Ponta Garça, a 30.5.1757, com José de Melo, filho de João de Melo e Úrsula
Carreiro.
Tiveram:
9 - Rosa de Jesus, que segue:
9 - Rosa de Jesus, casou em Ponta Garça, a 19.11.1794, com Francisco Moniz de Deus, filho de Manuel de
Deus e Francisca Clara.
Tiveram:
10 - António de Deus, que segue:
10 - Francisca de Jesus, casou em Ponta Garça, a 19.5.1831, com Francisco Gomes de Medeiros, ou do
Amaral, filho de Francisco Gomes do Amaral e Narcisa Tomásia de Medeiros.
Tiveram:
11 - Antónia Jacinta Gomes, casou em Ponta Garça, a 28.12.1862, com António da Mota, filho de
António da Mota, da Povoação, e de Felicidade Perpétua.
11 - Ana Gomes de Amaral, casou em Ponta Garça, a 5.1.1871, com José de Sousa, filho de Baltazar
de Sousa e Francisca de Jesus.
11 - Manuel Gomes de Amaral, casou em Ponta Garça, a 19.11.1875, com Maria da Conceição,
filha de José de Medeiros e Ludovina de Jesus.
11 - Maria de Jesus, casou em Ponta Garça, a 13.11.1876, com José de Fontes, filho de Manuel de
Fontes e Jacinta Joaquina.
10 - António de Deus, casou em Ponta Garça, a 6.4.1823, com Antónia Jacinta Gomes do Amaral, filha de
Francisco Gomes do Amaral e Narciso Tomásia de Medeiros.
Tiveram:
11 - Manuel Jacinto de Deus, que segue:
11 - Josefa Jacinta do Amaral, casou a primeira vez em Ponta Garça, a 26.4.1849, com António de
Sousa, filho de Manuel de Sousa e Antónia Jacinta. Casou a segunda vez em Ponta Garça, a
11.10.1855, com José Victorino, filho de Victorino Pacheco e Luzia Ricarda, da Matriz de Vila
Franca.
11 - Manuel Jacinto de Deus, casou em Ponta Garça, a 13.4.1856, com Claudina Amália de Jesus, filha de
João Machado e Jacinta Flora, da Conceição da Ribeira Grande.

NOTAS

1) Mécia Afonso (§ Único N.º 2)


Consta da justificação feita em 1711, em Ponta Garça, por Manuel Afonso de Carvalho e seu irmão
Francisco Afonso de Carvalho, os quais ao justificarem a sua ascendência comprovaram-na com a
justificação dada em Vila Franca, em 1632, por sua avó Catarina Romeira, onde se diz que Mécia Afonso,
mulher de Álvaro Lopes, do Vulcão, é irmã de Braz Afonso, da Praia, o que confirma Frutuoso.

2) Águeda do Monte (§ Único N.º 4)


A 17.9.1652, em Vila Franca, Águeda do Monte, viúva de António Carneiro Perdigão, Luzia Dias,
viúva de António Brandão, e seu filho Marcos Afonso, e Ana Pereira, filha da dita Luzia Dias, moradores
em Ponta Garça, vendem um foro numa terra em que Águeda do Monte tem uma parte que herdou de seu
pai Marcos Afonso, e parte com Silvestre Cabeceiras, morador na Ribeira Grande, e com Maria de
Sequeira, dona viúva de Henrique Barbosa da Silva, e com Francisco de Araújo, de Água de Pau (Notas
do tabelião de Vila Franca Pedro Álvares Velho, Livro de 1650 a 1653).

3) Francisco do Monte (§ Único N.º 4)


A 13.11.1620, em Vila Franca, Sebastião Romeiro, Escudeiro, morador em Ponta Garça, e sua mulher
Luzia (?) Martins, vendem um foro numa terra que confronta com seu genro Francisco do Monte e com
Gaspar Carneiro, e com eles vendedores (Notas do tabelião Jerónimo da Fonseca, Livro de 1619 a 1621).

4) Clara do Monte (§ Único N.º 5)


A 18.10.1671, em Ponta Garça, Francisco de Carvalho e sua mulher Clara (sic) do Monte, moradores
neste lugar, vendem um foro numa casa e terra em que vive Catarina Romeira (Notas do tabelião de Vila
Franca Manuel Franco de Aguiar, Livro de 1671 a 1678). Por aqui se vê que o nome da mulher de
Francisco de Carvalho é Clara e não Guiomar, como vem no livro de registos de casamentos de Ponta
Garça, no termo de Francisco Afonso de Carvalho, seu filho.
A 8.3.1661, em Vila Franca, Clara do Monte, filha de Francisco Afonso (sic), falecido, Manuel de
Freitas e sua mulher Catarina Romeira, e Francisco Moreno e sua mulher Luzia Martins, por si e como
tutor, ele Francisco Moreno, dos órfãos menores filhos de António Borges e Maria Calva, falecidos, fazem
uma procuração para uma causa que correm com Pedro da Costa Perdigão (Notas do tabelião Pedro
Álvares Velho, Livro de 1659 a 1663).

CAPÍTULO 9.º
DA DESCENDÊNCIA DE AFONSO LOURENÇO

§ 1.º

1- Afonso Lourenço, a quem Frutuoso também chama João Afonso Lourenço, mas cujo verdadeiro
nome é Afonso Lourenço, como consta de um libelo que seu neto Gaspar Lourenço propôs a seu tio (dele
Gaspar Lourenço) Domingos Afonso, libelo que foi julgado em Lisboa a 17.3.1558. Afonso Lourenço é
também assim nomeado pelo genro Tomé Vaz Pacheco no seu testamento de 9.5.1516, em que diz ser ele
seu sogro e já falecido. Afonso Lourenço veio de Portugal para a ilha de S. Miguel, onde foi Procurador
do Número. A sua nomeação foi feita a 12.7.1492 ("Arquivo dos Açores", Vol. I, pág. 315). Segundo
Frutuoso foi casou com Joana Pimentel, ou Joana Lourenço Tição, mas diz o Dr. Ernesto do Canto que o
seu nome é Branca Gonçalves, e parece, de facto, ser este último o seu verdadeiro nome, que vem citado
no libelo acima referido.
Tiveram:
2 - Domingos Afonso Pimentel, que segue:
2 - Ana Afonso, casou com Tomé Vaz Pacheco (Cap.º 29.º § 2.º N.º 2).
2 - João Lourenço, o Tição, ou João Lourenço Tição, que segue no § 4.º.
2 - Salvador Afonso Pimentel, que segue no § 5.º.
2 - Francisco Afonso, morador em Vila Franca.
2 - Guiomar Gonçalves, faleceu sem geração.
2 - Susana Afonso (Frutuoso, Livro IV, Cap.º X). citada no testamento de seu cunhado Tomé Vaz
Pacheco. Casou com Mateus Vaz Pacheco (Cap.º 29.º § 3.º N.º 2).
2 - Braz Afonso, citado no testamento de seu cunhado Tomé Vaz Pacheco e no de seu sobrinho Manuel
Vaz Pacheco.
2 - Pedro Afonso, faleceu sem geração.
2- Domingos Afonso Pimentel, Almoxarife da Fazenda Real em S. Miguel de 1528 a 1535. Foi
morador em S. Roque. Tinha 80 anos em 1558, data do libelo a ele proposto por seu sobrinho Gaspar
Lourenço e a que já se fez referência. Nesse libelo diz Domingos Afonso estar doente, de cama, aleijado
havia muito tempo e que se alguma vez se levantava era amparado a muletas. Ele e sua mulher fizeram
testamento a 29.9.1560, em que vincularam as suas terças (Nota N.º 1) (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXI).
Casou com Beatriz Cabeceiras (Cap.º 82.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
3 - Nuno Gonçalves Pimentel, ou Madruga, ou Carreiro (?), que segue:
3 - Jordoa de Resendes, faleceu na Matriz de Ponta Delgada a 11.8.1568. Juntamente com seu marido
instituiu um vínculo por testamento aprovado em 1568. Casou com o licenciado Bartolomeu de Frias
(Cap.º 23.º § 1.º N.º 3). (Nota N.º 30).
3 - Lucas de Resendes Pimentel, que segue no § 3.º.
3 - Isabel Cabeceiras, casou com Manuel Dias de Carvalho (Cap.º 89.º § Único N.º 3).
3 - Marquesa Gonçalves Pimentel, casou com Luís Rebelo (Cap.º 174.º § , N.º 3).
3 - Simoa de Resende, casou com o licenciado Luís Leite da Fonseca, que faleceu na Matriz de Ponta
Delgada a 11.9.1607. É citado no testamento dos sogros, Domingos Afonso Pimentel e Beatriz
Cabeceiras, e foi padrinho de um baptizado em S. Pedro de Ponta Delgada, em Junho de 1581 (Nota
N.º 29).
Tiveram:
4 - Maria Leite, que casou em casa do pai (ficando o termo registado na Matriz de Ponta Delgada), a
22.8.1607, com Jerónimo da Câmara de Araújo (Cap.º 26.º § 1.º N.º 5).
4 - Catarina de Pimentel, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 12.12.1613, com Manuel da Câmara de
Badilho (Cap.º 3.º § Único N.º 4).
4 - Isabel da Fonseca (Nota N.º 3). Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 5.1.1610, com o Capitão
Cristóvão Paim da Câmara, que a 7.1.1632 estava ausente de S. Miguel e era viúvo de Catarina
Favela da Costa (Cap.º 3.º § Único N.º 3).
4 - Beatriz Leite (Nota N.º 3).
4 - Ana da Fonseca (Nota N.º 3).
3 - António Afonso, que consta do testamento dos pais. Casou com Marquesa de Sousa (Nota N.º 2).
Parece terem sido seus filhos:
4 - Bartolomeu Afonso, morador em Ponta Delgada (Nota N.º 2).
4 - Marquesa de Sousa, casou em Santa Cruz da Lagoa, a 9.5.1570, com Jorge de Oliveira.
4 -Beatriz Cabeceiras, que foi a 3.ª mulher de seu marido. Casou em Santa Cruz da Lagoa, a 9.1.1570,
com Henrique Correia de Sousa (Cap.º 85.º § 5.º N.º 3).
3 - Maria Gonçalves (Nota N.º 3). Casou com Baltazar de Bettencourt (Cap.º 7.º § 3.º N.º 3).
3 - Gonçalo Vaz Pimentel, que consta do testamento dos pais já casado e com uma filha casada. Casou
com Ana de Frias (Cap.º 20.º § Único N.º 3) (Nota N.º 4).
Tiveram:
4 - Joana de Frias, que consta já casou do testamento de seus avós paternos, que diz ser ela casou com
João Ledo (Cap.º 121.º § 1.º N.º 2).
4 - Joana Carreiro (será a mesma Joana de Frias atrás citada ou outra com o mesmo nome ?). (Nota N.º
4). Casou com Manuel Lopes, morador em Santo António, por cuja morte se fez inventário a
17.1.1587.
Tiveram:
5 - Maria de Resende, já casou em 1587 (Nota N.º 4). Casou com Manuel Fernandes Teixeira, de
Santo António.
Tiveram:
6 - Manuel Fernandes Teixeira, casou em Santo António, a 20.11.1623, com Ana Simoa, filha de
Gaspar Enes e Simoa Gomes (?).
5 - Beatriz Cabeceiras, solteira e de 18 anos em 1587. Casou com António Teixeira, de Santo
António (Nota N.º 4).
Tiveram:
6 - Beatriz Cabeceiras, faleceu já viúva, em Santo António, a 27.1.1662. Casou em Santo
António, a 30.5.1620, com Jordão Pacheco, filho de João Gonçalves e Guiomar Pacheco.
Tiveram:
7 - Luzia de Resendes, casou em Santo António, a 1.7.1662, com Domingos Martins, filho
de Francisco Martins e Isabel Manuel.
7 -Maria de Resendes, baptizada a 5.8.1637 em Santo António e aí casou, a 2.12.1671, com
Nicolau Moreira (Cap.º 223.º § 2.º N.º 3).
5 - Catarina, de 14 anos em 1587.
5 - António, de 9 anos em 1587.
5 - Ana, de 5 anos em 1587.
5 - Francisco, de 2 anos em 1587.
3 - F... , que foi 2.ª mulher de seu marido e cujo nome se desconhece. Casou com Martim de Oliveira
(Cap.º 49.º § 1.º N.º 2).
3 – Catarina Afonso, casou na Matriz Ribeira Grande, a 30.12.1544, com Manuel Vaz (Cap.º 49.º § 1.º N.º
3).
3- Nuno Gonçalves Pimentel, ou Madruga, ou Carreiro (?), que já casou, consta do testamento dos pais.
Em 1.5.1548 arrematou um ramo dos dízimos para si e para o pai. Casou com Catarina Manuel (Cap.º
139.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
4 - Sebastião de Pimentel, licenciado, que segue:
4 - Beatriz Cabeceiras Pimentel, casou com António Mendes Pereira (Cap.º 5.º § 1.º N.º 2).
4 - Jordoa de Resende (Notas nos. 5 e 6).
4 - Nuno Gonçalves de Pimentel, que segue no § 2.º.
4 - Catarina Manuel (Nota N.º 6). Casou com Manuel de .......
4 - Maria da Costa Pimentel (Nota N.º 5). Casou com André de Viveiros, morador em R...
Tiveram:
5 - André da Costa Pimentel (Nota N.º 6). Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 1.9.1621, com Maria
Rodrigues (cuja filiação se desconhece porque o termo de casamento não diz os pais dos nubentes).
Tiveram:
6 - Maria de S. Paulo, freira em Santo André de Ponta Delgada.
5 - Isabel da Costa Pimentel, casou em S. Roque, a 14.2.1624, com Jorge Nunes Botelho (Cap.º 1.º §
4.º N.º 6).
5 - Ana da Costa Pimentel, casou em S. Roque, a 10.12.1625, com António da Mota da Fonseca, ou de
Teve (Cap.º 4.º § 1.º N.º 4).
4- Sebastião de Pimentel, licenciado, faleceu na Matriz de Ponta Delgada a 27.1.1601. Casou com
Isabel Cabral de Melo (no termo de casamento da filha Ana figura o nome de Ana, mas é Isabel) (Cap.º
29.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
5 - Manuel Pacheco Pimentel, que segue:
5 - Ana Pimentel de Melo, faleceu a 6.1.1631. Foi herdeira do vínculo instituído por seu primo João de
Freitas (Cap.º 185.º § 1.º N.º 4). Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 4.6.1601, com o Capitão
António Lopes de Faria (Cap.º 177.º § 1.º N.º 3).
5 - Sebastião de Pimentel, faleceu em Coimbra, como consta da doação de sua irmã Catarina de Cristo a
seu irmão Manuel Pacheco Pimentel (Nota N.º 7). Foi baptizado na Matriz de Ponta Delgada a
2.10.1586.
5 - Catarina de Cristo, freira no Convento de S. João de Ponta Delgada. Foi baptizado na Matriz de Ponta
Delgada a 3.12.1583 (Nota N.º 7).
5- Manuel Pacheco Pimentel, baptizado a 9.6.1591 na Matriz de Ponta Delgada, onde foi morador. O
seu inventário foi sentenciado a 23.4.1635 e o da mulher a 6.12.1636, sendo a respectiva folha de partilha
de 27.1.1633 e o valor do casal de 772.770 reis. Casou com Maria Correia Brandão (Cap.º 181.º § Único
N.º 3). (Nota N.º 7).
Tiveram:
6 - Sebastião de Pimentel Pacheco Carreiro, que segue:
6 - Ana da Ascenção, freira no Convento de S. João de Ponta Delgada.
6 - Manuel, nasceu em S. Roque em 1621.
6 - Clara, idem em 1624.
6 - Manuel, idem em 1635.
6 - Isabel, idem em 1637.
6 - Inácio, idem em 1639.
6 - Paulo, que em 1635 foi padrinho em S. Roque.
6 - Catarina, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 28.11.1619.
6 - Maria, idem a 19.11.1622.
6 - Ana, idem a 9.9.1626.
6- Sebastião de Pimentel Pacheco Carreiro (Nota N.º 8), que em 1642 e até 1663 deu contas do vínculo
instituído por seu trisavó Domingos Afonso Pimentel. Casou a 1.ª vez na ermida da Trindade (Matriz de
Ponta Delgada), a 21.8.1642, com Joana da Câmara e Sá (Cap.º 10.º § 3.º N.º 7). Casou a 2.ª vez com Ana
Cabral.
Teve do 1.º casamento:
7 - Manuel Pacheco da Câmara, Capitão, que segue:
7 - Ana de Pimentel da Câmara, casou na Matriz de Vila Franca, a 2.8.1663, com Francisco de Sá Salazar,
de Angra, filho de Jorge Dias de Sá e Isabel Rei (Vide Eduardo de Campos, "Nobiliário da Ilha
Terceira", Título "Sás", § 1.º N.º 3). Com geração.
7 - Luzia da Câmara, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 31.7.1673, com o Capitão João de Arruda da
Costa (Cap.º 1.º § 20.º N.º 8).
7 - Josefa da Câmara, casou com André Jácome Raposo (Cap.º 27.º § 17.º N.º 6).
7 - Bernarda da Câmara Pacheco, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 26.4.1677, com Luís Leite da
Câmara (Cap.º 26.º § 1.º N.º 8).
7 - Sebastião Pacheco da Câmara, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 1.11.1677, com Mariana
Meireles, ou da Silveira (Cap.º 133.º § 6.º N.º 6).
Tiveram:
8 - Um filho que foi para o Brasil.
7 - Simão da Câmara Pacheco, a quem, por alvará de 14.3.1664, foram concedidos os foros de Escudeiro
Fidalgo e Fidalgo Cavaleiro, com 800 reis de moradia por mês e um alqueire de cevada por dia, com
condição de ir à Índia, onde seria armado Cavaleiro.
7- Manuel Pacheco da Câmara, Capitão, Sargento-mor e morador em Vila Franca. Deu contas do
vínculo de Domingos Afonso Pimentel a 31.10.1660 (Nota N.º 9). Casou na Matriz de Vila Franca, a
31.5.1660, com Luzia do Quental de Sousa (Cap.º 99.º § 2.º N.º 5). Morreu a 26.4.1674.
Tiveram:
8 - Apolinário da Câmara Bettencourt, que segue:
8 - Manuel Pacheco da Câmara, em cuja menoridade, a 31.10.1677, seu tio António de Sousa Pereira por
ele deu contas nos Resíduos do vínculo instituído por Domingos Afonso Pimentel e sua mulher.
8 - Maria da Glória, freira em Santo André de Ponta Delgada (Nota N.º 9).
8 - Luzia do Quental, nasceu em Vila Franca a 2.10.1662. Casou na Matriz de Vila Franca, a 1.9.1688,
com António de Medeiros Araújo (Cap.º 19.º § 4.º N.º 7).
8- Apolinário da Câmara Bettencourt, baptizado na Matriz de Vila Franca a 27.7.1663. De 1681 a 1708
deu contas de um dos vínculos instituídos por Domingos Afonso Pimentel e sua mulher. Casou na Matriz
Ribeira Grande, a 18.1.1680, com Catarina do Quental da Ponte, ou da Silveira (Cap.º 133.º § 6.º N.º 6).
Tiveram:
9 - José Pacheco da Câmara, Capitão, que segue:
9 - João Pacheco Pimentel, Sargento-mor, casou na Matriz de Vila Franca, a 18.8.1709, com Francisca
Moniz da Silveira, da Matriz de Vila Franca, filha de André Barbosa da Silva e Maria Mendes.
Tiveram:
10 - Felícia Rosa, freira.
10 - Antónia Quitéria, morreu
10 - Josefa de Jesus, morreu
9- José Pacheco da Câmara, Capitão, que deu contas de um dos vínculos instituídos por Domingos
Afonso Pimentel e sua mulher (Nota N.º 10). Foi baptizado na Matriz da Ribeira Grande. Casou a 1.ª vez
na Matriz Vila Franca, a 6.1.1709, com Catarina Josefa Pato, ou de Meneses, filha de António de Sequeira
Pato e Bárbara de Medeiros Silva, de Vila Franca. C a 2.ª vez na Matriz Vila Franca, a 31.3.1742, com
Bárbara Francisca Teles. de Santa Cruz Lagoa, filha de José Pereira Teles e Maria Álvares de Sousa. Esta
2.ª mulher, já viúva, deu contas do vínculo a 18.6.1785, por seu filho menor José Bento.
Teve do 2.º casamento:
10 - José Bento Pacheco da Câmara, Capitão, que segue:
10 - José Pacheco da Câmara, Capitão, baptizado na Matriz da Ribeira Grande a 3.11.1743. Herdeiro do
vínculo, por quem deu contas em 1747, quando ainda menor, seu tio Padre António Álvares de Sousa.
Casou a 1.ª vez em Rabo de Peixe, a 20.4.1775, com Ana Rosa Margarida de Medeiros Castelo Branco
(Cap.º 267.º § Único N.º 7), de quem não teve geração. Casou a 2.ª vez na Matriz Vila Franca, a
14.9.1784, com Bernardina, ou Bernarda, de Jesus, filha de João Mendes e Catarina Baptista. Este 2.º
casamento foi celebrado in articulo mortis numa quinta da Ribeira Quente. Bernarda de Jesus, já viúva,
dá contas do vínculo a 18.6. 1785, por seu filho menor José Bento Pacheco da Câmara.
Teve do 2.º casamento:
11 - José Bento Pacheco da Câmara, que segue:
11 - José Bento Pacheco da Câmara, nasceu na Matriz de Vila Franca a 11.2.1785. Morreu na mesma Vila a
9.8.1834. Em 1832 José Bento Pacheco da Câmara e sua mulher permutaram o vínculo que
administravam com o Visconde da Praia. Casou com Antónia Maria de Melo (Cap.º 265.º § Único N.º
3). Sem geração.

§ 2.º

4- Nuno Gonçalves Pimentel (do § 1.º) (Nota N.º 11), cidadão de Ponta Delgada. Casou com Brazia
Jerónima (Cap.º 103.º § 2.º N.º 4).
Tiveram:
5 - Clara Josefa de Sousa Pimentel, que segue:
5 -Maria de Pimentel, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 9.2.1603, com Manuel de Figueiredo (Cap.º
181.º § Único N.º 3).
5- Clara Josefa de Sousa Pimentel (Nota N.º 11). Casou com João Cordeiro da Cunha, cidadão de Ponta
Delgada, filho de Gregório Dias Cordeiro.
Tiveram:
6 - Maria de Pimentel, que segue:
6 - Ana de Pimentel, parente do marido como consta do respectivo termo de casamento. Casou em S. José
de Ponta Delgada, a 6.9.1635, com Manuel Cordeiro de Orosco, ou de Arez, das Índias de Castela (sic,
no termo do seu casamento).
Tiveram:
7 -Mariana de Gusmão, casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 26.11.1657, com o Capitão Gonçalo da
Câmara e Silva (Cap.º 26.º § 2.º N.º 6).
7 - João Cordeiro Orosco, casou em S. Roque, a 15.11.1660, com Bárbara de Oliveira, viúva de
Manuel Furtado da Costa, filha de Tomé Jorge Cadim, faleceu em S. Roque em Dezembro de 1658,
e Maria Fernandes.
7 - Nuno Gonçalves Pimentel, casou em S. José de Ponta Delgada, a 1.7.1663, com Luísa Ribeiro,
filha de Gaspar Martins e Catarina Ribeiro, da freguesia dos Mártires, de Lisboa.
6- Maria de Pimentel, que foi enterrada na ermida de Nossa Senhora do Amparo, de Ponta Delgada,
assim como sua mãe. Casou com Jeffrey Cobbs, inglês, negociante em Ponta Delgada, que morreu em S.
Pedro de Ponta Delgada a 13.5.1669, estando sepultado na dita ermida de Nossa Senhora do Amparo, na
Rua Ernesto do Canto.
Tiveram:
7 - Isabel Cobbs, faleceu na Matriz da Ponta Delgada a 14.5.1675. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a
3.9.1657, com o Capitão Manuel da Câmara Araújo (Cap.º 26.º § 1.º N.º 7).
7 -Mariana Cobbs, casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 2.10.1661, com António Leitão, da freguesia de
Santa Maria Madalena, de Lisboa, filho de Paulo Leitão e Maria Assunção.
Tiveram:
8 - Duas filhas freiras no Convento de Santa Bárbara, de Lisboa.
7 - Joana Cobbs, casou em S. Pedro de Ponta Delgada, doente, a 6.10.1665, com Mateus Goodim, inglês, e
que morreu em S. Pedro de Ponta Delgada a 16.10.1667.
7 - Gaspar, Frei, franciscano.
7 - Manuel Cobbs, que segue:
7 - Maria, baptizada na Bretanha a 31.12.1643.
7 - Ana Cobbs, casou na Matriz de Ponta Delgada, a19.9.1675, com Sebastião Barbosa Furtado (Cap.º 75.º
§ 1.º N.º 4).
7 - Pedro Cobbs, baptizado na Bretanha a 20.6.1651.
Jeffrey Cobbs teve de Eufémia Carreiro, solteira:
7 - Antónia Cobbs, casou a 1.ª vez em S. Pedro de Ponta Delgada, a 29.12.1670, com António Machado
de Sousa, filho de Manuel de... (?) e Luzia Machado. Casou 2.ª vez, a 24.10.1688, na Matriz de Ponta
Delgada, com Filipe Teixeira da Fonseca, filho de Manuel da Fonseca Teixeira e Catarina Maria.
Casou a 3.ª vez na Matriz de Ponta Delgada, a 29.10.1705, com Miguel Dias Azedo, filho de Miguel
Dias Azedo e Maria Manuel.
7- Manuel Cobbs, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 6.8.1679, com sua sobrinha Maria Cobbs (Cap.º
26.º § 1.º N.º 8).
Tiveram:
8 - António Eduardo da Câmara, Padre, jesuíta, que morreu missionário no Brasil.
8 - Bárbara, que morreu a 25.3.1690 e foi sepultada na ermida de Nossa Senhora do Amparo, em Ponta
Delgada.

§ 3.º

3- Lucas de Resendes Pimentel (do § 1.º), que consta do testamento dos pais já casado. Morava com sua
mulher em Água de Pau à data do casamento do filho Diogo (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXIX). Casou
com Jerónima de Oliveira (Cap.º 49.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
4 - Diogo de Pimentel de Resende, que segue:
4 - Lucas de Resende, morador em Água de Pau (Nota N.º 12).
4 - Luzia Cabeceiras, casou com Francisco Sequeira Magalhães, morador em Água de Pau (Nota N.º 13).
4 - Bartolomeu Pimentel de Resendes, Cavaleiro, morador em Água de Pau (Nota N.º 14). Casou a 1.ª vez
com Maria da Fonseca (Cap.º 51.º § 1.º N.º 4) e a 2.ª vez com Maria de Arruda da Costa.
Teve do 1.º casamento:
5 - Maria Pimentel da Fonseca.
5 - Manuel da Fonseca, de 12 anos em 1611, data do inventário de sua avó materna.
Teve do 2.º casamento:
5 - Manuel de Pimentel de Resendes (Nota N.º 14).
4 - Beatriz Cabeceiras Pimentel, cuja filiação se induz dos nomes de dois filhos, Lucas e Jerónima, que
são os nomes dos pais dela, Beatriz Cabeceiras, e da referência que faz seu irmão na escritura referida
na Nota N.º 14. Casou com o Capitão Gaspar Manuel da Costa (Cap.º 139.º § 2.º N.º 4).
4 - Manuel de Resendes, Cavaleiro, morador em Água de Pau. Com a mulher, por escritura de 1.10.1585
vendeu três alqueires de terra que lhe doara o pai dele vendedor, Lucas de Resende. Casou com Maior
Furtado. (Nota N.º 14).
4 - Bárbara de Oliveira, ou da Silva (Nota N.º 13). Casou com Baltazar Pires Largo, morador na Lagoa.
4 - Diogo de Pimentel de Resendes, morador em Água de Pau (Nota N.º14). Casou na Matriz da Ribeira
Grande, a 4.11.1758, com Ana Fernandes (Cap.º 148.º § 2.º N.º 6). (Nota N.º 12).
Tiveram:
5 - Sebastião Pires Pimentel, que segue:
5 - Jerónima de Oliveira, que instituiu vínculo por testamento feito a 29.12.1665 em Água de Pau, onde
morava. Morreu em Água de Pau a 30.12.1665 (Nota N.º 15).
5 - Manuel Pimentel de Paiva, citado no testamento da irmã Jerónima que lhe deixa uma terra com
encargo de missas (Nota N.º 16). Casou com Catarina de Magalhães.
5 - Sebastião Pires Pimentel, morador S. Pedro da Ribeira Grande, onde morreu a 19.10.1671 (Nota N.º 16).
Casou em S. Pedro Ribeira Grande, a 12.2.1607, com Maria de Almeida (Cap.º 2478.º § Único N.º 3).
Tiveram:
6 - Ana de Pimentel (Nota N.º 17). Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 22.9.1627, com Domingos da
Costa Carvalho (Cap.º 374.º § 2.º N.º 2).
6 - Manuel de Pimentel Resendes, que segue:
6 -Francisco Pires Pimentel, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 14.10.1647, com Madalena Fernandes
de Azevedo (Cap.º 191.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
7 - Manuel de Pimentel, padrinho de um baptizado a 28.12.1676, em S. Pedro da Ribeira Grande, com a irmã
Catarina.
7 -Maria de Pimentel, que a 28.6.1670 foi madrinha do baptizado de João, filho de António Pacheco
Pimentel. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 25.2.1673, com Matias Pacheco de Resendes
(Cap.º 29.º § 6.º N.º 6).
7 -Catarina de Pimentel, baptizada na Matriz da Ribeira Grande. Casou em Rabo de Peixe, a
16.9.1695, com Manuel Tavares Benevides, filho de Gaspar Gonçalves Moniz e Maria Tavares.
Tiveram:
8 - Maria Tavares de Pimentel, nasceu na Matriz da Ribeira Grande. Casou na CRG, a 7.7.1721,
com João de Sousa, filho de Braz Alves e Ana Manuel.
6 - Bárbara de Pimentel Resendes, que morreu, já viúva, em S. Pedro da Ribeira Grande a 9.4.1686. Casou
em S. Pedro Ribeira Grande, a 28.11.1655, com João de Sousa de Matos (Cap.º 429.º § Único N.º 3).
6 - Beatriz de Pimentel Resendes, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 9.11.1658, com Francisco
Fernandes, viúvo.
6 - Isabel de Resendes, que em 1668 foi testemunha do casamento da sobrinha Maria Tavares, filha do
irmão Manuel. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 2.3.1665, com António Pacheco Pimentel
(Cap.º 205.º § 6.º N.º 4).
6 - Maria de Pimentel, faleceu em S. Pedro da Ribeira Grande a 1.6.1686. Casou em S. Pedro da Ribeira
Grande, a 9.11.1669, com Manuel da Costa Correia, filho de António Correia Pimentel e Joana de
Paiva, do Nordeste. No termo de casamento está escrito no texto "Maria de Pimentel", mas à margem
diz "Ana de Pimentel". Será esta a mesma Ana de Pimentel atrás citada, que casasse 2.ª vez com
Manuel da Costa Correia ?
6- Manuel de Pimentel Resendes, que morreu viúvo em S. Pedro da Ribeira Grande a 3.4.1687. Fez
testamento, sendo testamenteiro seu filho Miguel Tavares. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a
8.12.1638, com Isabel Tavares (Cap.º 252.º § Único N.º 4).
Tiveram:
7 - Miguel Tavares, que foi testamenteiro do pai.
7 -Maria Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 29.9.1668, com João Rodrigues, da RS, filho de
António da Silva e Ana Roiz (Vide Nota N.º 10 do Cap.º 78.º).
Tiveram:
8 -Margarida Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 12.11.1695, com Manuel da Costa Araújo, ou
Mourato, filho de Francisco de Araújo e Úrsula Mourato, de Rabo de Peixe.
Tiveram:
9 -Domingas Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 30.9.1749, com António de Sousa
Rodovalho, viúvo de Teresa Tavares.
8 -Teresa Pimentel Tavares, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 21.10.1719, com António de
Sousa, filho de Pedro Tavares de Sousa e Maria de Sousa, da ML.
7 - Duarte Tavares, que segue:
7- Duarte Tavares, morador na Ribeira Seca. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 10.2.1688, com
Maria Nunes, filha de Miguel Nunes e Ana Rodrigues, do Pico da Pedra, freguesia de Rabo de Peixe.
Tiveram:
8 - Ana Rodrigues, que segue:
8 - Maria Nunes, morador na Ribeira Grande, como diz o termo de casamento. Foi baptizado em S. Pedro
da Ribeira Grande a 10.2.1697, sendo padrinho Miguel Nunes, do Pico da Pedra. Casou em S. Pedro
da Ribeira Grande, a 30.12.1708, com Domingos Gonçalves Roiz, filho de Domingos Gonçalves e
Luzia Correia, de Rabo de Peixe.
8 -Ana Rodrigues, baptizada em S. Pedro da Ribeira Grande a 29.6.1694. Casou em Rabo de Peixe, a
28.9.1709, com António Soares Leitão, filho de António Soares e Inês de Medeiros.
Tiveram:
9 -Maria Soares, casou em Rabo de Peixe, a 29.3.1732, com Teodósio da Silva, da Povoação, filho de
Manuel Faleiro e Maria da Silva.
Tiveram:
10 - Manuel da Silva Soares, casou em Rabo de Peixe, a 5.12.1755, com Maria da Mota, filha de
Domingos Rodrigues e Antónia de Almeida.
Tiveram:
11 - Inácia Maria, casou em Rabo de Peixe, a 16.6.1783, com Manuel de Aguiar, filho de Manuel
de Aguiar e Antónia Moniz.
9 - Manuel Soares, que segue:
9 - Manuel Soares, de Rabo de Peixe. Casou em Rabo de Peixe, a 27.5.1741, com Antónia Cabral, filha de
Manuel Cabral de Melo e Isabel Rodrigues.
Tiveram:
10 - José Soares, que segue:
10 - Manuel Soares, casou em Rabo de Peixe, a 29.5.1769, com Antónia de Araújo, filha de António
Lopes e Ana de Araújo.
Tiveram:
11 - Maria Joaquina, casou em Rabo de Peixe, a 20.1.1800, com José de Aguiar, filho de António de
Aguiar e Bárbara do Amaral.
Tiveram:
12 - Ana Margarida, casou em Rabo de Peixe, a 30.9.1827, com José Bernardo, filho de
Bernardo José e Maria Francisca.
11 - Manuel Cabral, casou em Rabo de Peixe, a 16.3.1805, com Maria da Silva (Cap.º 244.º § Único
N.º 6). Esta Maria da Silva deve ser a Maria da Ascenção que com seu marido Manuel Cabral,
já faleceu, figura nos termos dos casamentos dos seguintes filhos:
12 - José da Silva, casou em Rabo de Peixe, a 25.8.1824, com Rita Vicência, filha de Sebastião
da Fonseca e Rosa Francisca.
12 - Rosa Jacinta, casou em Rabo de Peixe, a 20.5.1824, com José Jacinto de Oliveira, filho de
José de Oliveira e Maria da Trindade.
10 - Patrício José Soares, casou em Rabo de Peixe, a 25.9.1786, com Ana Francisca, ou Ana Joaquina,
filha de António de Almeida e Antónia da Costa.
Tiveram:
11 - Francisco Soares de Almeida, casou em Rabo de Peixe, a 26.4.1824, com Jacinta Cândida de
Jesus, filha de Manuel da Costa Silva e Antónia de Jesus.
11 - João Patrício, casou em Rabo de Peixe, a 9.6.1822, com Teresa Margarida, filha de José Moniz
e Margarida Francisca.
11 - Maria Isabel Narcisa, casou em Rabo de Peixe, a 12.8.1822, casou José Furtado, filho de
Manuel Furtado e Maria de S. Miguel.
10 - José Soares, casou em Rabo de Peixe, a 6.12.1772, com Luzia do Couto, ou de Viveiros (Cap.º 244.º §
Único N.º 5).
Tiveram:
11 - José Soares do Couto, que segue:
11 - João Soares, casou em Rabo de Peixe, a 31.8.1807, com Francisca Rosa, filha de José de Almeida e
Rosa Francisca.
11 - Luís Soares, casou em Rabo de Peixe, a 19.9.1814, com Francisca Margarida, filha de Manuel
Botelho e Inácia Joaquina.
11 - José Soares do Couto, casou em Rabo de Peixe, em 2.8.1800, com Maria Joaquina, filha de José Pereira
e Maria de Almeida.
Tiveram:
12 - Maria da Trindade, casou em Rabo de Peixe, a 24.5.1830, com José de Medeiros Pacheco, dos
Fenais da Ajuda, filho de José de Medeiros e Mariana Pacheco.

§ 4.º

2- João Lourenço, o Tição, ou João Lourenço Tição (do § 1.º), Cavaleiro e Escrivão dos Resíduos em
Ponta Delgada. Achada sua qualidade de Cavaleiro consta de uma escritura de venda feita pela filha Ana
em 20.12.1552, de onde se vê ser ele já faleceu nesta data. O seu 1.º casamento não vem em Frutuoso,
constando de um libelo que seu filho Gaspar Lourenço propôs, em 1558 a Domingos Afonso Pimentel (tio
dele Gaspar). Fez testamento de mão comum com a 2.ª mulher a 15.5.1545, em que determinam fazer o
arco do Capítulo do Convento dos Franciscanos de Ponta Delgada. João Lourenço é citado no testamento
do cunhado Tomé Vaz Pacheco. Diz Frutuoso (Livro IV, Cap.º LXX) que no terramoto de Vila Franca de
22.10.1552 João Lourenço Tição fugiu da cama nu para o arrabalde da dita Vila, onde escapou. Casou a
1.ª vez com Catarina Dutra, citada no testamento do marido, e a 2.ª vez com Maria Rodrigues Martins
(Cap.º 76.º § 4.º N.º 3).
Teve do 1.º casamento:
3 - Gaspar Lourenço, Padre, como é citado no testamento do pai. Consta de um libelo que propôs a seu tio
Domingos Afonso Pimentel, em Lisboa, em 1558, tendo este Gaspar Lourenço 30 anos e sendo o
libelo lá julgado a 17.3.1558, quando ele Gaspar estava naquela cidade.
Teve do 2.º casamento:
3 - Francisco de Pimentel, Cavaleiro da Casa de El-Rei. Não vem em Frutuoso, constando porém do
testamento dos pais e também de uma escritura de venda que fez em Ponta Delgada a 12.6.1559.
Casou com Beatriz Carreiro (Nota N.º 18).
3 - Maria Martins Pimentel, casou na Candelária, a 26.5.1556, com João Rodrigues Pavão, o Velho (Cap.º
39.º § 1.º N.º 5).
3 - Ana de Resendes, que casou com João Fernandes, ou João Fernandes Tição, Escudeiro. (Nota N.º 19).
Tiveram:
4 - João Lourenço Pimentel, da Relva Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 23.9.1585, com Margarida Freire,
filha de Gonçalo Afonso e Maria Gonçalves (Nota N.º 20).
4 - Margarida de Pimentel, casou com João Fernandes, ou João Fernandes Pimentel, barbeiro e
sangrador, filho de André Fernandes (Nota N.º 20).
Tiveram:
5 -Maria de Pimentel, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 31.1.1622, com Belchior da Costa
Lima, filho de Belchior Gomes e Catarina de Lima.
5 - Margarida de Pimentel, sem mais notícia.
3 -Joana de Pimentel, que era menor em 1558, data do libelo proposto por seu irmão Gaspar. Morava com
seu marido em Ponta Delgada, na Rua do Licenciado Manuel Garcia, e jaz sepultada, também com seu
marido, na Capela do Rosário da Matriz de Ponta Delgada. Casou com Francisco Álvares Tição,
Escrivão ou Contador dos Contos (Nota N.º 20).
3 - António, ainda menor em 1558, data do libelo proposto pelo irmão Gaspar. Consta também de uma
escritura de venda de uma terra feita a 12.6.1555, em que é vendedor seu irmão Francisco, a qual
confronta com terra que pertence a este António.
Foi também filho de João Lourenço, o Tição, ignorando-se de qual das mulheres:
3 - João Lourenço, o Moço, que segue:
3- João Lourenço, o Moço, morador no Nordeste, nobre e rico, como diz Frutuoso no Cap.º XXXVI do
Livro IV, o qual, segundo o Dr. Ernesto do Canto, é filho de João Lourenço, o Velho, a quem Frutuoso se
refere no mesmo Capítulo, e que é o João Lourenço Tição atrás citado. João Lourenço, o Moço, diz
Frutuoso no Cap.º XXXVIII do mesmo Livro IV, foi o primeiro Alferes de Ordenanças do Nordeste, de
que era Capitão Baltazar Manuel. Ignora-se com quem casou . Contudo, Frutuoso no Cap.º XXV do dito
Livro IV refere-se a um João Lourenço, do Nordeste, casou com uma filha de João Anes Columbreiro,
morador na Achadinha. Mas pelos apelidos Carvalho e Dias dos descendentes deste João Lourenço, parece
que ele ou a mulher serão filhos de Manuel Dias e Isabel Cabeceiras (§ 1.º N.º 3).
Foi seu filho:
4 - Pedro de Carvalho, que segue:
4- Pedro de Carvalho, do Nordeste (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXXVI), morador na freguesia de S.
Pedro da Lomba, conforme dizem os termos dos casamentos dos filhos, sendo a mulher já faleceu . Será
este Pedro de Carvalho a que se refere a escritura de 12.11.1603, citada na Nota N.º 2 do Cap.º 178.º ? Foi
a 2.º Alferes de Ordenanças do Nordeste (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXXVIII). Numa escritura de 1602,
no Nordeste, em que foi testemunha, diz ser Cavaleiro Fidalgo. Casou com Catarina da Silva.
Tiveram:
5 -João de Carvalho, morador na Lomba (Nordestinho), foi testemunha do casamento do irmão Manuel.
Achada 11.10.1602 fez uma escritura de distrate com sua cunhada Isabel da Costa, viúva do irmão
Manuel. Casou no Nordeste, a 28.1.1585, com Ana Teixeira, filha de Manuel Vaz e Inês Viegas.
Tiveram:
6 - Catarina Carvalho, casou no Nordeste, a 12.12.1611, com Francisco da Costa Homem (Cap.º 178.º § 2.º
N.º 4).
6 - F... Carvalho (Nota N.º 21), casou com Pedro Roiz.
6 - João Carvalho (Nota N.º 21).
6 - Bernardo de Carvalho (Nota N.º 21). O termo de casamento não diz os pais dos nubentes, mas a
filiação destes consta de uma escritura de 11.10.1638, nas Notas do tabelião do Nordeste António
Cabral de Sousa. Casou no Nordeste, a 14.12.1631, com Isabel Correia.
Tiveram:
7 -Maria Carvalho. Esta ou uma irmã do mesmo nome casou em 1687 com Manuel Pereira da
Costa, pois o termo de casamento diz: "Maria Carvalho, filha de Bernardo Carvalho e Isabel
Correia". Casou a 1.ª vez no Nordeste, a 29.1.1663, com André Pacheco Pimentel (Cap.º 285.º §
3.º N.º 3). Casou a 2.ª vez no Nordeste, a 25.6.1687, com Manuel Pereira da Costa (Cap.º 90.º §
4.º N.º 7).
7 - Isabel de Carvalho, casou no Nordeste, a 4.4.1686, com António Furtado de Sousa, morador na
Achadinha (o termo de casamento não diz os pais dele).
5 - Manuel Carvalho, que segue:
5 - Isabel Dias, já casou a 4.9.1602, data em que com seu marido (moradores na Lomba da Carreira),
fizeram uma escritura de venda, no Nordeste, em que por ela assinou seu pai Pedro de Carvalho. Já
estava viúva a 13.5.1617, como consta de um termo de baptizado do Nordeste (Nota N.º 22). Casou
com Pedro Jácome Raposo, ou Correia (Cap.º 27.º § 17.º N.º 4).
5- Manuel Carvalho. O termo do seu casamento não diz o nome da mãe, mas esta deve ser Catarina da
Silva. Casou no Nordeste, a 7.1.1592, com Isabel da Costa (Cap.º 139.º § 5.º N.º 4).
Tiveram:
6 - Maria da Costa Ponte, madrinha do baptizado de seu primo Manuel, no Nordeste, a 2.10.1609. O seu
nome completo é Maria da Costa Ponte, como consta de um termo de baptizado a 2.1.1657, no
Nordeste. Casou no Nordeste, a 21.9.1614, com Braz Coelho (Cap.º 83.º § 1.º N.º 5).
6 - Francisco da Costa, que segue:
6 - Margarida Carvalho.
6- Francisco da Costa, padrinho do baptizado de sua sobrinha Maria, no Nordeste, a 2.1.1623. Casou no
Nordeste, a 13.2.1626, com Maria Jorge. O termo de casamento não diz o nome da nubente nem os dos
pais desta, mas aquele consta do termo de baptismo da filha Bárbara.
Tiveram:
7 - Bárbara, baptizada no Nordeste a 3.6.1635.

§ 5.º

2- Salvador Afonso Pimentel (do § 1.º), morador no Nordeste, Cavaleiro de Santiago e 2.º Juiz dos
Órfãos em Vila Franca, em 1533 (Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXII). Consta do testamento de sua irmã
Susana Afonso. Assinou como testemunha, a 25.4.1529, a escritura de doação de 31 alqueires de terra que
Estêvão Chaínho e sua mulher Catarina Afonso doaram à ermida do Rosário do Nordeste (Nota N.º 23).
Casou com Maria de Froes.
Tiveram:
3 - Roque Afonso de Resendes, que segue:
3 - Clara Afonso, casou com Gaspar Manuel (Cap.º 139.º § 1.º N.º 3).
3 -Manuel Afonso Caramasel, 3.º Juiz dos Órfãos em Vila Franca, cargo em que sucedeu ao pai (Frutuoso,
Livro IV, Cap.º LXII).
3 - F... .
Deste filho não identificado nasceram:
4 - Salvador Resende Pimentel, morador em Vila Franca.
4 -Estêvão Pimentel de Brito, morador em Lisboa, citado na escritura mencionada na Nota N.º 31.
3- Roque Afonso de Resendes, que consta de uma habilitação ao legado do licenciado António Pacheco
Osório, feita em 1721. Frutuoso fala num Roque Afonso de Resendes que esteve em Arzila com Rui Dias
Brandão e era de Rosto do Cão (Frutuoso, Livro IV, Capos. XXXVI e LXII). Casou com Eva Coelho, do
Nordeste.
Tiveram:
4 - Francisco Pimentel de Resendes, que segue:
4 - Ana Afonso Pimentel (Nota N.º 24). Casou no Nordeste com João Correia Homem (Cap.º 178.º § 1.º
N.º 3).
4- Francisco Pimentel de Resendes, tabelião no Nordeste e Fidalgo da Casa de El-Rei, como se vê
numa escritura em que foi outorgante com a mulher, feita a 8.10.1620 nas Notas do tabelião António
Cabral. Numa escritura de 15.9.1620, nas mesmas Notas, Leonor de Simas diz ser sua cunhada, e na
primeira escritura citada fala em seu cunhado António de Simas (Nota N.º 24). Casou no Nordeste, a
2.7.1587, com Sabina de Simas (Cap.º 186.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
5 - António de Simas Pimentel, que segue:
5 - Sebastião de Pimentel, que segue no § 6.º.
5 -Maria Pimentel de Resendes, do Nordeste, (Nota N.º 24). Casou no Nordeste, a 7.1.1620, com Pedro da
Costa Gregório (Cap.º 289.º § 1.º N.º 3).
5 -João Pacheco Pimentel, que casou com Maria Gonçalves, filha de António Fernandes e Maria
Gonçalves. (Nota N.º 32).
Tiveram:
6 - Bárbara Pimentel de Resendes, casou no Nordeste, a 12.9.1672, com Capitão Nicolau do Rego Alpoim
(Cap.º 83.º § 5.º N.º 7).
6 - Francisco de Pimentel, que foi testemunha de uma escritura de 8.10.1620, feita pelos pais, onde
assinou a rogo da mãe e diz ser morador na ilha da Madeira.
5- António de Simas Pimentel, tabelião no Nordeste, onde foi padrinho de um baptizado a 11.12.1628
(Nota N.º 25). Casou no Nordeste, a 5.7.1612, com Isabel Vaz Teixeira, filha de André Teixeira Martins
(o qual era filho de André Martins, do Nordeste, e Isabel Vaz), e de sua 1.ª mulher Isabel Roiz, ou Vaz
(filha de Aires Fernandes e Ana Gonçalves, casados no Nordeste a 5.5.1585).
Tiveram:
6 - Sabina de Simas, que segue:
6- Sabina de Simas, casou no Nordeste, a 3.1.1639, com Gonçalo Correia, filho de António Pereira e
Maria Correia, moradores na Algarvia. Gonçalo Correia casou 2.ª vez no Nordeste, a 16.12.1652, com
Maria Jorge.
Tiveram:
7 - Isabel Teixeira Pimentel, que segue:
7- Isabel Teixeira Pimentel, casou no Nordeste, a 18.3.1668, com Matias Pereira, filho de António
Pereira e Margarida Rodrigues.
Tiveram:
8 - Maria de Pimentel, casou no Nordeste, a 27.12.1693, com Filipe de Carvalho Torres (Cap.º 83.º § 2.º
N.º 7).
8 - Bárbara de Pimentel, que segue:
8 -Manuel Teixeira Pimentel, casou a 1.ª vez no Nordeste, a 4.12.1702, com Maria Nunes (Cap.º 205.º §
1.º N.º 5). Casou a 2.ª vez no Nordeste, a 12.5.1706, com Isabel da Costa (Cap.º 289.º § 6.º N.º 5).
Teve do 2.º casamento:
9 -Ângela da Costa, casou no Nordeste, a 10.8.1732, com Manuel Raposo Pimentel, ou de Fróis (Cap.º 285.º §
1.º N.º 5).
9 -Jerónimo Teixeira Pimentel, casou no Nordeste, a 11.5.1742, com Ana de Medeiros, filha de
Manuel Dutra e Maria Medeiros.
8 -Sabina Pimentel de Simas, casou a 1.ª vez no Nordeste, a 21.12.1707, com Duarte Pacheco Pimentel
(Cap.º 285.º § 3.º N.º 4). Casou a 2.ª vez no Nordeste, a 11.1.1714, com Mateus da Costa Paiva, filho
de Miguel Teixeira e Maria de Paiva.
8- Bárbara de Pimentel, baptizada no Nordeste. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 12.1.1699, com
António Cabral Teixeira, filho de Pedro Lopes Teixeira e Maria Rodrigues Feio.
Tiveram:
9 - Manuel Teixeira Cabral, que segue:
9 - Ana Cabral, ou da Estrela, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 13.11.1730, com Manuel do Rego
Baldaia (Cap.º 18.º § 14.º N.º 7).
9- Manuel Teixeira Cabral, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 12.11.1735, com Mariana da
Silveira (Cap.º 338.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
10 - Francisca Maria, baptizado na Matriz da Ribeira Grande. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a
24.10.1761, com Manuel Moniz Barbosa (Cap.º 148.º § 5.º N.º 11).
10 - Pedro Paulo de Medeiros, que segue:
10 - Caetano José de Amaral, de S. Pedro da Ribeira Grande. Casou nos Fenais da Ajuda, a 15.5.1777,
com Maria Clara Barbosa (Cap.º 50.º § 2.º N.º 9).
10 - José Caetano de Medeiros, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 10.4.1779, com Ana Maria Rosa,
filha de Manuel da Costa Carga e Luzia Clara.
Tiveram:
11 - João Caetano de Medeiros, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 22.12.1820, com Luzia
Jacinta (Cap.º 259.º § 2.º N.º 7).
11 - Caetano José de Medeiros, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 10.2.1825, com Madalena
Rosa Jacinta (Cap.º 78.º § 2.º N.º 15).
11 - Helena Rosa, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 8.7.1819, com António José de Paiva,
filho de Margarida Inácia e de pai incógnito.
10 - Pedro Paulo de Medeiros, da Ribeira Seca. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 3.12.1774, com
Rosa Margarida, filha de António de Pimentel e Ana Maria.
Tiveram:
11 - Antónia Inácia Margarida, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 19.8.1809, com Manuel de
Sousa Cidadão, viúvo de Rita Tomásia, sepultada em Rabo de Peixe.
11 - António José Cabral, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 21.6.1810, com Maria Rita da Paixão
(Cap.º 104.º § 1.º N.º 9).
11 - Ana Maria, moradora depois de casou na Rua Direita de Santa Bárbara. Casou em S. Pedro da
Ribeira Grande, a 3.5.1821, com António da Costa Carreiro (Cap.º 78.º § 1.º N.º 13).
11 - João de Pimentel, que segue:
11 - José Pedro de Medeiros, casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 12.7.1828, com Rosa Maria, filha
de Francisco de Araújo e Maria Teresa.
11 - João de Pimentel, da Ribeira Seca. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 5.2.1834, com Joana
Máxima Botelho Galvão (Cap.º 24.º § 2.º N.º 11).
Tiveram:
12 - Maria da Soledade Botelho Galvão, casou na Matriz da Ribeira Grande, em 1881, com António
Caetano de Medeiros.

§ 6.º

5- Sebastião de Pimentel (do § 5.º) (Nota N.º 26). Casou no Nordeste, a 16.7.1615, com Maria de
Oliveira, filha de Aires de Oliveira Vasconcelos e Ana Fernandes. Num termo de baptizado no Nordeste, a
14.5.1617, aparecem como padrinhos Francisco de Pimentel e Maria de Oliveira, sua nora, mulher de
Sebastião de Pimentel.
Tiveram:
6 - Domingos Pimentel de Vasconcelos, Capitão, que segue:
6 - Sabina de Simas Pimentel (Nota N.º 27). Casou no Nordeste, a 25.11.1665, com Manuel Carreiro de
Sousa (Cap.º 240.º § 6.º N.º 4).
6 - Isabel de Oliveira (Nota N.º 27). Casou no Nordeste, a 14.11.1667, com Francisco Pereira (Cap.º 345.º
§ 1.º N.º 3).
6 - Maria de Pimentel (Nota N.º 27). Casou com Manuel Carvalho.
6 - António de Pimentel (Nota N.º 27).
6- Domingos Pimentel de Vasconcelos, Capitão, morador na Achadinha . Pelo apelido "Vasconcelos" e
pelo conteúdo da Nota N.º 29 induz-se ser filho de Sebastião de Pimentel e de Maria de Oliveira. Casou a
1.ª vez com F... e a 2.ª vez com Águeda Cardoso, filha de Francisco Pereira de Campos e Clara Luís
(Notas nos. 27 e 28).
Teve do 2.º casamento:
7 - Maria de Pimentel, morador na Achada. Casou a 1.ª vez na Achadinha, em Novembro de 1690, com o
Capitão Manuel Rebelo, da Achada, filho de F... Oliveira, ou Columbreiro, e Ana Pires. Casou a 2.ª
vez na Achada, a 5.8.1702, com o Alferes João Moniz Franco, do Nordestinho, filho de José Franco e
Maria Moniz. (Nota N.º 31).
Teve do 1.º casamento:
8 -Josefa de Pimentel, baptizado na Achada. Casou nos Fenais da Ajuda, a 5.12.1714, com Manuel Soares de
Pimentel, ou Pereira (Cap.º 369.º § Único N.º 4).
Teve do 2.º casamento
8 -Maria Moniz de Pimentel, casou na Achada, a 11.6.1739, com Francisco de Sousa Furtado (Cap.º
372.º § 3.º N.º 4).
8 -José Moniz de Pimentel, casou na Achada, a 9.4.1741, com Maria de Sousa (Cap.º 372.º § 3.º N.º 4).
7 -António de Pimentel de Vasconcelos, Alferes (Nota N.º 28). Casou a 1.ª vez na Achadinha, a
26.5.1692, com Maria Carvalho. Casou a 2.ª vez com Bárbara do Rego Pereira.
Teve do 2.º casamento:
8 -Teresa do Rego Pimentel, da Povoação. Casou na Achadinha, a 27.8.1714, com António de Amaral
Vasconcelos, filho do Capitão Manuel Vieira Nunes, ou da Costa, morador na S, e Bárbara do
Amaral.
8 -Antónia de Pimentel Vasconcelos, nasceu na Povoação. Casou no Faial da Terra, a 19.9.1720, com
o Alferes João Anes Tavares (Cap.º 273.º § Único N.º 4).
7 -Águeda de Pimentel (Nota N.º 28). Casou na Achadinha, a 29.10.1696, com Cristóvão Cabral Coelho
(Cap.º 83.º § 1.º N.º 7).
7 -Isabel de Pimentel, que no termo do seu casamento figura com o nome de Clara, estando escrito à
margem Isabel (Nota N.º 28). Casou na Achadinha, a 15.9.1696, com Daniel Tavares, filho de
Francisco Pires e Isabel Soares da Câmara.
7 -Clara de Pimentel (Nota N.º 28). Casou na Achadinha, a 27.2.1696, com Domingos Vaz Columbreiro
(Cap.º 139.º § 3.º N.º 7).
7 -Bárbara de Pimentel, morador com o marido no Nordestinho (Nota N.º 28). Casou na Achadinha, a
29.3.1703, com o Capitão Manuel Brandão de Pimentel, filho do Capitão Francisco Correia Pimentel e
Maria ..... , do Nordestinho .
Tiveram:
8 - José de Pimentel Vasconcelos, casou no Nordestinho, a 6.4.1729, com Francisca Raposo de
Medeiros, filha de André Furtado Simas e Vitória Raposo de Medeiros.
8 -Francisca Margarida, casou no Nordestinho, a 22.2.1739, com Manuel Cabral Pimentel, filho do
Alferes António da Costa Chaínho e Maria Cabral Pimentel.
8 - António Pimentel de Vasconcelos, do Nordestinho, casou na Povoação, a 2.10.1751, com Feliciana
de Jesus Moniz, ou Moniz de Jesus Bettencourt, filha de Manuel Furtado Leite e Catarina Moniz.
Tiveram:
9 -Maria Pimentel de Bettencourt, casou na Povoação, a 5.7.1773, com Manuel Francisco Leite de
Mendonça, ou de Vasconcelos (Cap.º 395.º § 1.º N.º 3).
Foi também filho do Capitão Domingos Pimentel de Vasconcelos, ignorando-se de qual dos
casamentos:
7 - Domingos Pimentel de Vasconcelos Capitão, que segue:
7- Domingos Pimentel de Vasconcelos, Capitão, morador na Povoação (Nota N.º 28). Casou a 1.ª vez
com Isabel de Medeiros Macedo (Cap.º 211.º § Único N.º 4), e a 2.ª vez na Matriz da Ponta Delgada, a
14.7.1700, com Isabel de Mendonça Carneiro, filha de Manuel da Costa e Maria Pereira.
Teve do 1.º casamento:
8 - Joana de S. José, nasceu a 19.9.1697.
8 - Sebastiana, nasceu na Povoação a 7.5.1699.
Teve do 2.º casamento:
8 - Isabel Francisca de Pimentel, que segue:
8- Isabel Francisca de Pimentel, casou com Pedro André Bovero, natural de Génova, filho de André
Bovero e Ana Maria.
Tiveram:
9 - Mariana Inácia de Vasconcelos, casou na Matriz da Vila Franca, a 10.5.1769, com Francisco Duarte
Tavares Anes (Cap.º 353.º § 1.º N.º 6).

NOTAS

1) Domingos Afonso Pimentel (§ 1.º N.º 2)


Domingos Afonso Pimentel e sua mulher Beatriz Cabeceiras fizeram testamento aprovado a 29.9.1560.
Deixam as suas terças vinculadas em certas terras, entre elas o Biscoito que está no Biscoital Grande, em
Rosto do Cão, o Cerrado da Forca e uma terra à Cruz do Fadigas. Parte deste vínculo deixam a
Bartolomeu de Frias e seus sucesSoares, a outra parte deixam a seus filhos Lucas de Resende e António
Afonso, que é o Cerrado da Forca e a terra (8 alqueires) na Cruz do Fadigas, e a cada um meio moio no
Biscoital e o rendimento do que deixam a António Afonso será para ensinar a doutrinar os seus filhos e
este herança partirão entre si os ditos filhos de António Afonso, igualmente; da mesma forma deixam a
parte de Lucas de Resende.
Deixam também certa terra a seu filho Nuno Gonçalves, e também a Luís Leite, além do que lhe deu
em casamento. Deixam a Joana de Oliveira, neta deles testadores, uma parte no Biscoital e uma terra que
houve de Pedro Anes; à Madre de Deus. Dizem que Gonçalo Vaz, filho deles testadores, tinha terra que
eles lhe tinham dado na Mediana, a qual foi vendida em pregão e eles a tornaram a comprar. Deixam 60
mil reis a João Ledo, em casamento, para casou com Joana de Frias, filho do dito seu filho Gonçalo Vaz.
Em 1622 morreu na Lagoa um Domingos Afonso Pimentel que era bisneto de Domingos Afonso.

2) António Afonso (§ 1.º N.º 3) Bartolomeu Afonso (§ 1.º N.º 4)


A 22.3.1597, em Ponta Delgada, nas moradas de Bartolomeu Afonso, compareceu António Afonso,
Cavaleiro, morador na Relva, e sua mulher Marquesa de Novais (serão António Afonso e Marquesa de
Sousa, filho e nora de Domingos Afonso Pimentel ?) e vendem um foro numa terra que compraram a
Manuel Ferreira, faleceu, na fazenda que foi de Afonso Gonçalves Ferreira. Compareceu o dito
Bartolomeu Afonso, filho do dito vendedor, e disse que obrigava ao pagamento do foro a legítima que lhe
cabe herdar de sua mãe e também a de seu pai e as casas sobradadas em que vive nesta cidade, porque
parte do dinheiro do preço do foro é para ele Bartolomeu Afonso (Maço de papéis na Instituição do
Capitão Inácio de Melo, na Misericórdia de Ponta Delgada).

3) Maria Gonçalves (§ 1.º N.º 3)


A 7.11.1632, em Ponta Delgada, nas casas que ficaram do licenciado António de Frias, em que moram
Beatriz Leite e Ana da Fonseca, estas filhas do licenciado Luís Leite da Fonseca, e Isabel da Fonseca,
mulher do Capitão Cristóvão Paim da Câmara, ausente de S. Miguel, e Manuel da Câmara Badilho, por si
e como procurador de sua mulher Catarina de Pimentel, vendem um foro que herdaram de sua tia Maria
Gonçalves, mulher que foi de Baltazar de Bettencourt, também faleceu . As vendedoras assinam todas
pelo seu próprio punho (Notas dos Tabeliães Pedro Ferreira Serrão, Jorge Palha e Gregório Sanches, Livro
de 1630 a 1633).

4) Gonçalo Vaz de Pimentel (§ 1.º N.º 3), Joana Carreiro (§ 1.º N.º 4) Maria de Resende Beatriz
Cabeceiras (§ 1.º N.º 5)
A 17.1.1587, em Santo António, foi autuado o inventário por morte de Manuel Lopes, marido de Joana
Carreiro. Filhos: Maria de Resende, casou com Manuel Fernandes Teixeira, morador em Santo António;
Manuel, de 20 anos; Beatriz, de 18 anos; Catarina, de 14 anos; António, de 9 anos; Ana, de 5 anos; e
Francisco, de 2 anos. Achada seguir à descrição dos bens aparecem as seguintes quitações: de Maria Dias,
morador na Relva, de certo trigo que lhe pagou Manuel Fernandes Teixeira, de um foro. Segue a folha de
partilha de Maria Jorge, viúva, no inventário de sua mãe Maria Dias, mulher de Jorge Afonso, dos
Campinos (Cap.º 415.º § 1.º N.º 2), em que lhe coube um foro que pagavam os herdeiros de Gonçalo Vaz
Pimentel. Segue um requerimento de 4.3.1591, em Ponta Delgada, nas casas de Beatriz Jorge, viúva,
estando presente Luzia Jorge, para serem pagas do mesmo foro Luzia Jorge e Maria Jorge. Segue a folha
de partilha de Luzia Jorge, viúva, do que lhe coube no inventário de sua mãe, a dita Maria Dias. Luzia
Jorge é viúva de Nicolau Fernandes; coube-lhe parte do dito foro. Seguem quitações de Maria Jorge e
Luzia Jorge do pagamento do mesmo foro, feito pelo dito Manuel Fernandes; outra quitação de Beatriz
Jorge, dona viúva, do mesmo foro; quitação de Manuel da Costa e Marcos Pais, moradores em S. Pedro do
Nordestinho, como herdeiros da dita Maria Dias; quitação de Pedro Afonso, morador na Relva, do que lhe
devia Manuel Fernandes, por seu sogro Manuel Lopes, de uns corridos do mesmo foro que lhe couberam
por morte de sua mãe Maria Dias. Segue certidão do dote que fez Manuel Lopes e mulher Joana Carreiro,
moradores em Santo António, a seu genro Manuel Fernandes Teixeira para casou com sua filha Maria de
Resendes, dos bens sitos na Lomba, que foi de Gonçalo Vaz Pimentel, em Santo António, a 14.3.1584.
Achada 2.11.1596 foram citados para as partilhas dos bens do inventário de Manuel Lopes e de sua
mulher Joana Carreiro os seguintes herdeiros: Maria de Resende, mulher do dito Manuel Fernandes, que
disse nada querer desses bens, senão o seu dote; António Teixeira e sua mulher Beatriz Cabeceiras;
António e Ana. Procuração de 7.6.1594 de António Teixeira e sua mulher Beatriz Cabeceiras e Maria de
Resende ao dito Manuel Fernandes, marido desta e cunhado daqueles, para um contrato entre Lucas de
Resendes Pimentel e seus filhos sobre certa propriedade que se há-de partir e sobre pretensões à herança
de Pimentel (sic) e sua mulher Maria Roiz, seus pai e mãe.
A 20.8.1597, em Santo António, nas moradas de Manuel Fernandes Teixeira, este e sua mulher a
senhora Maria de Resende, e António Teixeira e sua mulher senhora Beatriz Cabeceiras, vendem uma
terra que possuem na Lomba, que foi de Gonçalo Vaz Pimentel, mística com outra terra que o comprador
(Capitão Inácio de Melo) comprou a Lucas de Resende. Achada terra confronta com a que o comprador
comprou a Lucas de Resende e seus filhos e a de Jorge de Lucena. No fim da escritura declara-se que
António Teixeira e sua mulher não vendem a sua parte (Maço de papéis na Instituição do Capitão Inácio
de Melo, na Misericórdia de Ponta Delgada) (Vide Notas nos. 1 e 2 do Cap.º 415.º).

5) Jordoa de Resende Maria da Costa Pimentel (§ 1.º N.º 4)


A 23.7.1605, em Ponta Delgada, nas moradas de António Cabral, compareceu André de Viveiros,
como procurador de sua cunhada Jordoa de Resende (procuração de Dezembro de 1603) e vende ao dito
António Cabral meio alqueire de terra em Sant' Ana, acima de Ponta Delgada, que ela Jordoa de Resende
houve em herança de seu pai Nuno Gonçalves e parte com herdeiros do licenciado Sebastião de Pimentel e
com o licenciado António de Frias (Notas do tabelião Francisco Serrão, Livro de 1604 e 1605).
Há um André de Viveiros, morador em Rosto do Cão, casou com Maria da Costa, que outorga numa
escritura de 14.12.1605, em Ponta Delgada, nas mesmas Notas e mesmo Livro. Deve ser o André de
Viveiros que foi casou com Maria da Costa Pimentel, pais da mulher de Jorge Nunes Botelho (Cap.º 1.º §
4.º N.º 6). Nos termos de casamento das duas filhas de André de Viveiros, a mulher deste é chamada
Maria da Costa num e Maria da Costa Pimentel no outro.

6) Jordoa de Resende Catarina Manuel (§ 1.º N.º 4) André da Costa Pimentel (§ 1.º N.º 5)
Jordoa de Resende, filha de Nuno Gonçalves Pimentel e Catarina Manuel, fez testamento a 21.4.1610,
em casa de seu cunhado André de Viveiros. Manda enterrar-se na cova de seu pai Nuno Gonçalves
Pimentel. Instituiu terça vinculada a missas que deixa a seu cunhado André de Viveiros. Fala em seu
sobrinho o Padre João Mendes e fala em sua irmã Catarina Manuel, mulher de Manuel de Povoação.....
(ilegível). Achada testadora morreu em Abril de 1610. Em 1646 foi citado André da Costa Pimentel para
dar contas do vínculo a deu até 1668. Em 1673, Pedro Ferreira, mercador, morador em Ponta Delgada; em
1688 o Padre Manuel Ferreira, mestre da capela, novo administrador; em 1697 Maria de Perada, morador
nesta cidade; em 1702 o Padre Manuel Ferreira da Costa, mestre da capela. Vide o Processo N.º 694 dos
Legados Pios de Ponta Delgada, onde também está o testamento de André da Costa Pimentel, feito a
16.11.1660, em Ponta Delgada, onde diz que quer ser sepultado na igreja do Convento de Santo André,
onde está sua filha freira Maria de S. Paulo, a quem deixa tudo o que tem, que é, além dos móveis, dois
foros que herdou de sua tia Jordoa de Resendes Pimentel e lhe couberam por morte de seu pai.

7) Sebastião de Pimentel, Catarina de Cristo Manuel Pacheco Pimentel (§ 1.º N.º 5)


A 11.5.1610, em Ponta Delgada, no Convento de S. João, Catarina de Cristo, noviça, doa a seu irmão
Manuel Pacheco Pimentel a parte que lhe coube na herança de seu irmão Sebastião Pimentel, faleceu em
Coimbra (Notas dos tabeliães João de Póvoas, António de Póvoas e Manuel Dias Ferreira, Livro de 1610 a
1612).
A 23.11.1617, em Ponta Delgada, foi feita a folha de partilha de Maria Correia Brandão e seu marido
Manuel Pacheco Pimentel, do que herdaram por morte do pai dela Paulo António Serrão. Foi inventariante
a viúva Catarina Correia; escrivão o irmão desta, Jorge Afonso Correia. Manuel de Figueiredo, filho do
dito Paulo António, foi herdeiro por si e como procurador de sua mulher. Manuel Pacheco Pimentel
recebeu 270 mil reis. Achada 27.1.1633 foi feita folha de partilha por morte de Maria Correia Brandoa e
de seu marido Manuel Pacheco Pimentel, morador em Ponta Delgada, sentenciada por Nicolau Pereira de
Sousa, Juiz dos Órfãos. O inventário do marido foi sentenciado a 23.4.1635. Paulo António foi nomeado
inventariante e concluiu o inventário, que foi sentenciado a 6.12.1636. O valor do casal era de 772.770
reis, cabendo à herdeira menor, Clara, 186.550 reis, e à menor Ana outro tanto. Esta folha de partilha foi
dada à dita Clara.
A 14.11.1639 o Capitão António de Faria e Maia, como tutor de sua sobrinha Ana da Ascenção, filha
de Manuel Pacheco Pimentel, freira no Convento de S. João de Ponta Delgada, vende ao licenciado Rui
Pereira do Amaral (Cap.º 64.º § Único N.º 4), Provedor dos Defuntos e Ausentes em S. Miguel e SM, os
bens herdados do dito seu pai e de sua mãe Maria Correia Brandoa.
A 15.10.1634, no Nordeste, nas Notas do tabelião António Cabral, fez-se escritura em que Manuel
Pacheco Pimentel, representado por seu procurador António da Costa Correia, arrenda a Manuel Jorge,
por alcunha o Pau Branco, umas terras que houvera em dote de seus sogros Paulo António e Catarina
Correia.

8) Sebastião Pimentel Pacheco Carreiro (§ 1.º N.º 6)


Sebastião Pimentel Carreiro deu contas do testamento de Domingos Afonso Pimentel e sua mulher em
21.1.1644, do ano de 1643. Achada 15.6.1646 deu contas do mesmo testamento Sebastião de Pimentel
Pacheco (que é certamente a mesma pessoa), do ano de 1645; diz que é morador na Ribeira Grande e
continua a dar contas até 5.9.1664, de todos os anos até 1663. Achada 31.10.1670 já dá contas Manuel
Pacheco da Câmara, seu filho, que também as dá a 6.7.1675 com o nome de Manuel Pacheco Resendes.

9) Manuel Pacheco da Câmara, Capitão (§ 1.º N.º 7)


A 18.2.1675, em Vila Franca, autuou-se o inventário por morte do Capitão Manuel Pacheco da
Câmara, sendo inventariante sua viúva Luzia Quental. Filhos que constam desse inventário: Apolinário, de
14 anos; Matias, de 11 anos; Manuel, de 7 anos; Maria, de 7 anos, recolhida no Convento de Santo André
de Vila Franca; Luzia, de 5 anos.
A 4.10.1688 fez-se inventário por morte de Luzia do Quental, sendo inventariante seu viúvo e 2.º
marido Capitão Manuel Pacheco de Resendes (Cap.º 425.º § 3.º N.º 3). Declara o inventariante que a
inventariada só teve filhos do 1.º marido, estando vivos três, que são: Apolinário da Câmara Bettencourt,
de 24 anos; Maria da Glória, de 18 anos, freira em Santo André de Vila Franca; e Luzia do Quental, de 15
anos, casou.

10) José Pacheco da Câmara, Capitão (§ 1.º N.º 9)


A 9.12.1712 o Capitão José Pacheco da Câmara, morador em Vila Franca, e filho Apolinário da
Câmara Bettencourt dão contas do vínculo instituído por Domingos Afonso Pimentel e sua mulher. Diz ele
que entre os bens em que sucedeu a seu pai está o morgado que seu pai possui (sic) e que tinha entre
outras obrigações uma meia capela de missas pela alma de Sebastião de Pimentel e que portanto ele vinha
dar contas. Em 1744 é designado como Sargento-mor José Pacheco da Câmara. Dá contas até 1733.

11) Nuno Gonçalves Pimentel (§ 2.º N.º 4) Clara Josefa de Sousa Pimentel (§ 2.º N.º 5)
A 3.1.1597, em Ponta Delgada, Nuno Gonçalves Pimentel, cidadão desta cidade, e sua mulher
senhora Brázia Jerónima, venderam a Manuel Álvares Pinheiro uma terra sita no casal que foi de Jerónimo
Jorge, seu pai e sogro deles vendedores, parte da qual obtiveram por compra de António da Costa
Albernaz, seu cunhado deles vendedores, e parte houveram por doação de Clara de Viveiros, sua irmã e
cunhada.
A 16.10.1610, em Ponta Delgada, João Cordeiro (que assina a escritura com o nome de João
Cordeiro da Cunha), cidadão de Ponta Delgada, maior de 25 anos, dá o distrate de um foro, dizendo que
Clara de Viveiros de Sousa, tia de sua mulher Clara de Sousa Pimentel lhe fizera dote de casamento de uns
foros, entre os quais este distrate (Notas do tabelião António Pereira, Livro de 1610 a 1612).
A 6.2.1614, em Ponta Delgada, João Cordeiro da Cunha faz procuração a seu pai Gregório Dias
Cordeiro (Notas do tabelião Pedro Cabral).
A 6.8.1610, em Ponta Delgada, nas pousadas de Nuno Gonçalves Pimentel, cidadão desta cidade,
este e sua mulher Brázia Jerónima e Clara de Viveiros, sua irmã e cunhada, dotam sua filha e sobrinha
Clara de Sousa para casou com João Cordeiro (que assina a escritura com o nome de João Cordeiro da
Cunha). Os pais dotam umas casas sobradadas, com quintal, engenho e tulha, que têm fora desta cidade
onde vivem, que houveram parte por compra a Rui Gonçalves da Câmara e sua mulher Luzia e parte por
herança e folha de partilha da herança de Jerónimo Jorge e Brites de Viveiros, pais e sogros deles
dotadores; dotam mais terra, e casou Clara de Viveiros também dota vários bens à dita sua sobrinha.
Assinou pela dotadora Brázia Jerónima, Rui Gonçalves da Câmara, e pela dotadora Clara de Viveiros
assinou Francisco das Póvoas Privado (tabelião António Pereira, fragmento de um Livro de Notas de
1610).
Na mesma escritura de dote Nuno Gonçalves Pimentel e sua mulher Brázia Jerónima dizem que
também dotam sua filha Clara com um cerrado que houveram em herança de seu pai Nuno Gonçalves
Pimentel e sua mulher Catarina Manuel; e mais um foro que ........ (roto) seu irmão Bartolomeu Gonçalves.

12) Lucas de Resende e Diogo Pimentel de Resende (§ 3.º N.º 4)


A 6.10.1594, em Ponta Delgada, Diogo Pimentel de Resende, por si e como procurador de seu pai
Lucas de Resende, moradores em Água de Pau, vende um quinhão no Cerrado da Roca, em Santo
António, que foi de António Álvares, quinhão em que ele Diogo Pimentel tem também uma parte que
vende em seu nome e no nome de sua mulher Ana Fernandes; uma outra parte desse quinhão era de seu
irmão Lucas de Resende, que já a vendeu ao mesmo comprador, que é o Capitão Inácio de Melo.
Foram testemunhas Lucas de Resende, Bartolomeu de Pimentel e Manuel de Resende, todos
moradores em Água de Pau (Maço de papéis na Instituição do Capitão Inácio de Melo, na Misericórdia de
Ponta Delgada).

13) Luzia Cabeceiras e Bárbara de Oliveira, ou da Silva (§ 3.º N.º 4)


A. 1.12.1631, na Lagoa, Baltazar Pires Largo, por si e como procurador de sua mulher Bárbara de
Oliveira, ou da Silva (?), moradores na Lagoa, e Francisco Sequeira Magalhães, por si e como procurador
de sua mulher Luzia Cabeceiras, moradores em Água de Pau, fizeram uma escritura em que dizem que seu
sogro Lucas de Resende, morador em Água de Pau, tinha vendido ao Conde de Vila Franca, D. Rui
Gonçalves da Câmara, um foro sobre umas propriedades de que eles eram herdeiros; o foro tocara ao
quinhão da Condessa da Feira, filha do dito Conde, eles por esta escritura ratificam a venda feita pelo
sogro (Livro do Tombo do Convento da Esperança, fls. 882).

14) Bartolomeu Pimentel de Resendes, Diogo Pimentel de Resende Manuel de Resendes (§ 3.º N.º 4)
e Manuel Pimentel de Resendes (§ 3.º N.º 5)
A 18.9.1628, na Lagoa, nas Notas do tabelião Cristóvão Soares e nas casas de morada de Diogo Vaz
Carreiro, compareceram como vendedores Bartolomeu Pimentel de Resendes e sua mulher Maria de
Arruda da Costa, moradores em Água de Pau, e fizeram uma escritura de venda de uma terra que
houveram por arrematação e que fora de seu cunhado Gaspar Manuel. Foi testemunha Manuel Pimentel de
Resendes, filho dos vendedores.
A 14.10.1594, em Água de Pau, nas moradas do senhor Bartolomeu de Pimentel, Cavaleiro, a mulher
deste, a senhora Maria da Fonseca, e Maior Furtado, mulher de Manuel de Resendes, Cavaleiro, fazem
procuração aos ditos seus maridos para poderem aforar o que eles herdaram de sua sogra Jerónima de
Oliveira, mãe dos ditos seus maridos; tabelião Fernão d' Álvares (?) (Maço de Autos e Escrituras dos
séculos XVI e XVII da Misericórdia de Ponta Delgada).
No Processo dos Resíduos, N.º 119 dos Legados Pios da Lagoa, está uma escritura feita em Água de
Pau a 16.12.1599, pelo tabelião Manuel de Oliveira, em que Diogo Pimentel de Resende, por si e como
procurador de sua mulher Ana Fernandes (procuração feita em Água de Pau, a 14.11.1597, pelo tabelião
Gonçalo de Resendes), disse que seus pai e mãe, Lucas de Resende e Jerónima de Oliveira, faleceu,
tinham em sua vida feito uma doação de dois foros, com o encargo perpétuo de missas à Confraria de
Nossa Senhora da Natividade da Lagoa, e cujos mordomos da Confraria tinham renunciado à doação por
não dar para o encargo; ele outorgante por esta escritura, a bem das almas de seus pais, toma esse encargo,
para o que obriga um outro foro numa vinha que houve por compra de seu irmão Manuel de Resendes, no
sítio da Boa Vista. Um dos foros era imposto numa casa defronte da ermida de Nossa Senhora da
Natividade. O novo foro é pago por Maria Lucas e seus herdeiros, da Lagoa. Diogo Pimentel deu contas
de 1622 a 1634; depois dá contas o foreiro Tomé Jorge; depois Gaspar de Oliveira por Diogo de Pimentel;
depois o Capitão Gaspar de Oliveira, em 1646, por Sebastião Piques Pimentel, e as missas são ditas pelo
Padre Diogo Pimentel; em 1652 António Lopes Abalo por Sebastião Pires Pimentel, morador na Ribeira
Grande.
A 30.3.1594, em Água de Pau, nas moradas de Lucas de Resende Pimentel, Cavaleiro,
compareceram como vendedores Bartolomeu Pimentel e sua mulher Maria da Fonseca, e Diogo Pimentel
e sua mulher Ana Fernandes, Cavaleiros, moradores em Água de Pau, e vendem um foro de cujo preço
estão já pagos com dinheiro que o comprador tinha dado a seus pai e mãe, Lucas de Resende Pimentel e
Jerónima de Oliveira, já falecida. Testemunhas: Manuel de Resendes Pimentel e Gonçalo de Resende
(Maço de papéis da Instituição do Capitão Inácio de Melo, na Misericórdia de Ponta Delgada).
A 12.2.1592, em Água de Pau, nas casas de morada de Manuel de Ornelas, vereador e Juiz da dita
vila, este e sua mulher a senhora Simoa Gaspar fazem uma venda a Diogo Pimentel, Cavaleiro, e a sua
mulher Ana Fernandes, também moradores naquela vila. Os vendedores disseram que tinham nesta vila
uma casa que lhes ficou por morte de seu sogro Gaspar Pires (?), que lha tinha dado em dote de casamento
com sua mulher Simoa Jorge, que parte com Lucas de Resende Pimentel e com Eva Francisca, dona viúva.
A 23.8.1595, em Água de Pau, nas casas de morada do senhor Diogo Pimentel de Resende, este e a
senhora sua mulher Ana Fernandes venderam ao licenciado Francisco Nunes Bago, morador em Ponta
Delgada, um foro sobre uma terra na Ribeira Grande, que parte com Amador Vaz, Bulhão de alcunha, e
com Pedro Enes e com Francisco Daniel de Frielas. Testemunhas: o senhor Manuel de Oliveira, Cavaleiro
Fidalgo, filho do licenciado Manuel de Oliveira, morador em Ponta Delgada, e casou .
A 26.1.1598, em Ponta Delgada, Diogo Pimentel por si e como procurador de sua mulher Ana
Fernandes, moradores em Água de Pau, vendem uma terra na Ribeira Grande ao licenciado Francisco
Nunes Bago, a qual parte com seu cunhado Francisco Daniel, com Pedro Enes, de alcunha o Pentelho, e
com Baltazar Roiz Teixeira.
A 1.10.1585 Manuel de Resendes e sua mulher vendem três alqueires de terra que lhes doara o pai
dele vendedor, Lucas de Resende.
A 20.12.1585, Manuel de Resendes, Cavaleiro, morador em Água de Pau, por si como procurador de
sua mulher Maior Afonso Furtado, com procuração feita a 29.9.1585 por Fernão Álvares, vende dois
alqueires de terra na Fajã, que o vendedor recebeu de seu pai Lucas de Resende, por escritura de doação
nas Notas de João Afonso, tabelião na dita vila. Achada venda foi feita ao licenciado Bartolomeu de Frias
por 11 mil reis (tabelião Francisco Afonso, de Ponta Delgada).

15) Jerónima de Oliveira (§ 3.º N.º 5)


Jerónima de Oliveira, de Água de Pau, fez testamento a 29.12.1665 nas moradas de Isabel de
Pimentel, em Água de Pau. Diz que deu 10 alqueires de terra a seu irmão Sebastião Pires Pimentel e deixa
outros 10 alqueires a seu irmão Manuel Pimentel de Paiva, com encargo de missas. Nomeia testamenteiro
seu sobrinho o Padre Manuel de Oliveira Pimentel. Deixa um legado a sua irmã Isabel de Pimentel. Este
testamento está no Processo N.º 596 dos Legados Pios de Ponta Delgada. Do vínculo das missas impostas
aos 10 alqueires de terra, deram contas: primeiro o Padre Manuel de Oliveira Pimentel, como
testamenteiro; depois, em 1668 Jerónima de Oliveira Resendes, viúva de Feliciano Luís, morador em
Água de Pau; em 1675 Domingos de Medeiros Frias, da Lagoa; em 1677 o Capitão Lourenço Botelho
Falcão, como tutor dos menores filhos de Jerónimo (sic) de Oliveira; em 1679 Manuel Pestana Pimentel,
estudante, morador na Lagoa, e depois o mesmo já padre, até 1711. Em 1712 o Alferes Manuel Pacheco
de Melo, novo administrador, morador na AT., até 1719; em 1729 a Madre Ana da Piedade e depois o
Convento da Conceição de Ponta Delgada.

16) Manuel de Pimentel de Paiva e Sebastião Pires de Pimentel (§ 3.º N.º 5)


A 5.9.1631, Isabel Dias (Cap.º 148.º § 2.º N.º 6), já viúva de Francisco Daniel de Frielas, nas Notas
de Rafael Cardoso fez doação aos seguintes sobrinhos: Belchior Pires Pimentel e Maria de Almeida,
Manuel de Paiva de Melo Bulhões e Beatriz Rebelo, Sebastião Pires de Paiva, Manuel Pimentel de Paiva e
Catarina de Magalhães, Gaspar de Oliveira de Sequeira e Isabel Pimentel, todos de Água de Pau.

17) Ana de Pimentel (§ 3.º N.º 6)


Achada 14.6.1646, na Maia, Domingos da Costa de Carvalho, cidadão, morador no limite deste
lugar, em seu nome e como procurador de sua mulher Ana Pimentel (procuração feita na Maia a
3.11.1631), vende uma casa, e casou (escritura nas Notas de Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1643
a 1646).

18) Francisco de Pimentel (§ 4.º N.º 3)


Francisco de Pimentel consta de uma escritura de venda que fez em Ponta Delgada, a 12.6.1559, nas
Notas de Francisco Lobo. Esta escritura teve por objecto 10 alqueires de terra na R, que herdara de seu pai
e vendeu ao licenciado Bartolomeu de Frias. Nela fala o vendedor na sua qualidade de Cavaleiro, em sua
mulher Beatriz Carreiro, em João Lourenço, Cavaleiro, em seu pai e sua mãe e nos irmãos Gaspar e
António. (Tanto Francisco Pimentel como sua irmã Ana de Resendes não são mencionados pelo Dr.
Ernesto do Canto).

19) Ana de Resendes (§ 4.º N.º 3)


A 20.12.1552, em Ponta Delgada, nas casas de Francisco Álvares, Contador dos Contos, João
Fernandes, Escudeiro, e sua mulher Ana de Resendes vendem ao licenciado Bartolomeu de Frias 10
alqueires de terra na Relva, que a vendedora herdara de seu pai, João Lourenço Cavaleiro. Nesta escritura
se fala dos quinhões do Padre Gaspar Lourenço e Maria Martins, mãe da vendedora. O preço da venda
desta e outra terra foi de 35 mil reis. Pela vendedora assinou Francisco de Pimentel, Cavaleiro da Casa de
El-Rei (Notas do tabelião Francisco Lobo).
Ana de Resendes consta de uma escritura de venda feita em Ponta Delgada nas casas de Francisco
Álvares, Contador dos Contos, seu cunhado, em 20.12.1552, pela qual ela vendeu ao licenciado
Bartolomeu de Frias 10 alqueires de terra que tinha herdado de seu pai.

20) João Lourenço Pimentel Margarida de Pimentel (§ 4.º N.º 4) Joana de Pimentel (§ 4.º N.º 3)
A 22.2.1606, em Ponta Delgada, João Fernandes, barbeiro, genro de João Fernandes Tição,
arrematou uma terça na R, que era da terça da Tiçoa (sic) faleceu, onde estavam 1,5, alqueires de terra
com laranjeiras e limoeiros, com uma casa palhoça que era de João Fernandes Tição e que foi à praça por
dívidas que à Fazenda Real devia João Lourenço, dizimário (sic) das miunças das F em 1601, filho do dito
João Fernandes Tição, que ficou por seu fiador. Ele João Lourenço, dizimeiro, estava preso na cadeia de
Ponta Delgada. João Fernandes, barbeiro, arrematou a terra em 10.4.1606 e foram testemunhas do auto de
posse Bartolomeu Cordeiro, seu cunhado, dele João Fernandes (sic), Sebastião Fernandes e Francisco
Luís, todos moradores na Relva.
A 21.4.1605, em Ponta Delgada, se passou carta de arrematação de uma terra que foi de Joana de
Pimentel, mulher que foi de Francisco Álvares Tição, em que diz que sendo Joana de Pimentel, viúva,
faleceu, se fez inventário de seus bens a 5.4.1605, sendo inventariante seu testamenteiro João Fernandes,
barbeiro e também seu herdeiro, e que a defunta deixou uma terra na R a Maria Fernandes, sua sobrinha,
filha João Fernandes Tição, com obrigação de meia capela de missas.
A 25.5.1607, nas casas de morada de João Fernandes, sangrador, este e sua mulher Margarida de
Pimentel venderam um foro na terra que herdaram de sua tia Joana de Pimentel, terra que confronta com
João Fernandes Tição, pai e sogro deles vendedores.
A 22.2.1608, em Ponta Delgada, na Rua do Colégio, nas casas de morada de João Fernandes Tição,
este e sua filha Maria Fernandes, maior de 25 anos, vendem uma terra na Relva, que herdaram, com
pensão de meia capela de missas, de sua tia Joana de Pimentel, mulher que foi de Francisco Álvares Tição,
Escrivão dos Contos que foi nesta cidade, e vendem a sua filha e genro, irmão e cunhada João Fernandes,
barbeiro, e sua mulher Margarida de Pimentel, moradores na Rua de Manuel Garcia. O comprador, João
Fernandes, barbeiro, é filho de André Fernandes, como declara numa confrontação de uma terra com que
paga parte da compra feita ao sogro e à cunhada.
A 6.10.1611, em Ponta Delgada, João Fernandes, sangrador, como tutor do menor João, filho de João
Lourenço Pimentel e de sua mulher Margarida Freire, ou Fernandes (?), administrador da Capela de João
Lourenço Pimentel, arrenda um cerrado dessa Capela (Notas do tabelião António Pereira, Livro de 1610 a
1612).
A 21.12.1627, em Ponta Delgada, João Fernandes Pimentel, cidadão desta cidade, em seu nome e no
de sua mulher Margarida Pimentel, dota sua filha Isabel da Piedade para ser freira no Convento da
Esperança. Dotam uma terra que houveram de arrematação de Ana (sic) de Pimentel, mulher de Francisco
Álvares Tição (Livro do Tombo do Convento da Esperança de Ponta Delgada, fls. 7).
A 31.10.1650, em Ponta Delgada, João Fernandes Pimentel e sua mulher Margarida de Pimentel, e
mais o genro e filha destes, Belchior da Costa Lima e sua mulher Maria de Pimentel, e mais Margarida de
Pimentel, filha dos primeiros e irmã e cunhada dos segundos, vendem um foro imposto numa terra na
Relva.
Deve ser neto de João Lourenço Pimentel e de Margarida Freire, sua mulher, um Manuel Lourenço
Pimentel, morador na R, que com sua mulher Maria Álvares casaram nesta freguesia dois filhos: João
Álvares, casou a 14.6.1681 com Águeda da Costa, filha de António Gonçalves e Maria Sardinha, e
Margarida Freire, casou a 22.5.1683, com Manuel Soares, filho de José Gonçalves e Maria Soares.
Francisco Álvares Tição, marido de Joana de Pimentel, era Escrivão dos Contos e deixou metade de sua
fazenda à Misericórdia de Ponta Delgada, por testamento de 17.10.1594. Era morador em Ponta Delgada,
na Rua do Licenciado Manuel Garcia.
Francisco Álvares Tição está sepultado na Capela do Rosário da Matriz Ponta Delgada. Na escritura
de venda feita por sua cunhada Ana de Resendes se diz ser Francisco Álvares Contador dos Contos e não
Escrivão.

21) F... Carvalho, Pedro Roiz, João Carvalho Bernardo Carvalho (§ 4.º N.º 6)
A 11.10.1638, no Nordeste, nas Notas do tabelião António Cabral de Sousa, fez-se uma escritura de
distrate de um foro em que foram distratadores João Carvalho, Bernardo de Carvalho e Pedro Roiz, filhos
e genro de João Carvalho, foro que estes houveram por herança do dito seu pai João Carvalho e Ana
Teixeira, sua mulher. (Esta forma de dizer parece indicar não ser Ana Teixeira sua mãe, contudo dizem ter
dela também herdado o foro).
A 8.4.1634, no Nordeste, nas Notas do tabelião António Cabral, fez-se uma escritura em que foram
outorgantes Bernardo Carvalho e sua irmã Ana Carvalho, filhos de João Carvalho, faleceu, de um foro que
pagam os herdeiros de Sebastião da Costa Columbreiro, hoje Gaspar Roiz (Vide Nota N.º 5 do Cap.º
178.º). Achada 19.2.1636, no Nordeste, nas Notas de António Cabral, Sebastião Pires e seu genro
Bernardo de Carvalho distratam um foro que lhes pagava Manuel Vaz Fontes e seu sogro Manuel Dias.

22) Isabel Dias (§ 4.º N.º 5)


A 25.4.1615, no Nordeste, nas Notas do tabelião António Cabral, nas casas de morada de Susana
Afonso Columbreiro, dona viúva, compareceu Isabel Dias Carvalho, viúva de Pedro Jácome Correia e
também o Juiz dos Órfãos, e em nome dos filhos menores da dita Isabel Dias, desistem de uma terra que
Pedro Jácome aforara à Confraria da Senhora do Rosário.
23) Salvador Afonso Pimentel (§ 5.º N.º 2)
As filhas do Tenente Pedro Pimentel Resende (Cap.º 289.º § 1.º N.º 5) habilitaram-se em 1721 ao
legado do licenciado António Pacheco Osório (Cap.º 29.º § 3.º N.º 5), justificando a sua ascendência
paterna até seu quinto avô Salvador Afonso Pimentel, que a justificação diz ser irmão de Susana Afonso,
mulher de Mateus Vaz Pacheco, bisavô do instituidor. Achada habilitação existe na Misericórdia de Ponta
Delgada.

24) Ana Afonso Pimentel (§ 5.º N.º 4), Francisco Pimentel de Resendes e Maria Pimentel de
Resendes (§ 5.º N.º 5)
Em Abril de 1617, no Nordeste, nas Notas do tabelião António Cabral, fizeram uma escritura de
venda João Correia Homem, Fidalgo, morador no termo da dita vila, e sua mulher Ana Afonso Pimentel,
compradora Susana Afonso Columbreiro, dona viúva de Domingos de Simas (Cap.º 186.º § 1.º N.º 1),
sendo testemunha Francisco Pimentel, irmão da vendedora Ana Afonso e pessoa da governança.
A 6.1.1620, no Nordeste, nas notas do tabelião António Cabral, nas casas de morada de Francisco
Pimentel, este e sua mulher Sabina de Simas, fizeram uma escritura em que dotaram sua filha Maria de
Pimentel para casou com Pedro da Costa, filho de Pedro Afonso Gregório. Entre os bens dotados figura
uma terra sita na vila do Nordeste, que confronta com terra da terça de Maria Froes, avó dele dotador, e
com o Jogo da Choca e com herdeiros de Domingos de Simas.

25) António de Simas Pimentel (§ 5.º N.º 5)


A 13.11.1625, no Nordeste, nas Notas do tabelião António Cabral. António de Simas Pimentel,
tabelião nesta vila, e sua mulher Isabel Teixeira, fizeram uma escritura de venda de umas casas a
Sebastião Pimentel.

26) Sebastião de Pimentel (§ 6.º N.º 5)


A 15.7.1615, no Nordeste, nas casas de morada de Domingos de Vasconcelos, estando aí Ana
Fernandes, dona viúva, mulher que foi de Aires de Oliveira Vasconcelos, e Domingos de Vasconcelos e
Jorge de Vasconcelos e Francisco da Costa, seus filhos, disseram todos que estavam para casar Maria de
Oliveira de Vasconcelos, sua filha e irmã, com Sebastião de Pimentel, filho de Francisco Pimentel de
Resende, e que lhe dotam certos bens, e casou . Jorge de Oliveira disse que sua mulher não outorgava
neste dote. Testemunhas: Jerónimo de Oliveira de Vasconcelos, que assinou pela dotadora, e Jorge de
Pimentel, filho de Domingos de Vasconcelos. Declara o tabelião que o dito Jerónimo de Oliveira é filho
de Jerónimo de Oliveira, morador em Ponta Delgada (Notas do tabelião António Cabral).

27) Sabina de Simas Pimentel, Isabel de Oliveira, Maria de Pimentel, António de Pimentel e
Domingos Pimentel de Vasconcelos, Capitão (§ 6.º N.º 6)
A 23.11.1674, nas Notas do tabelião António de Araújo de Melo, fizeram uma escritura de venda
Manuel Carreiro de Sousa e sua mulher Sabina de Simas Pimentel. Vendem uma parte de uma casa que
houveram em herança de seu pai e sogro (não diz o nome), na terra que herdou Francisco Pereira, que é o
próprio comprador.
A 6.9.1686, no Nordeste, nas Notas do tabelião João Pacheco Pimentel, fez-se uma escritura de
distrate, em que foram aceitantes os herdeiros de Sebastião de Pimentel: Manuel Carreiro (?) Pimentel, em
seu nome e no de sua mãe e madrasta (sic) Águeda Cardoso, dona viúva do Capitão Domingos de
Pimentel, morador na Achadinha, António de Pimentel, Francisco Pereira, Manuel Carvalho e sua mulher
Maria Pimentel, e Sabina de Simas, viúva de Manuel Carreiro, todos moradores na Faz. e filhos e genros
de Sebastião de Pimentel.
A 5.4.1707, em Vila Franca, Manuel de Medeiros Macedo e sua mulher Margarida de Oliveira,
moradores na Povoação, justificam as propriedades que têm e os dotes que deram a seus genros, o Capitão
Domingos de Pimentel Vasconcelos, casou com uma sua filha e Domingos Pacheco, casou com outra sua
filha (Liv. XIV do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca, fls. 583).
A 16.3.1680, na Povoação, Domingos de Pimentel e sua mulher Águeda Cardoso, moradores na
Achadinha Grande (esta procuração feita ao dito seu marido a 4.12.1665), aforam umas terras que
herdaram de seus pais e sogros Francisco Pereira de Campos e Clara Luís, moradores que foram na
Povoação (Liv. VIII do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca, fls. 920). Em Vila Franca,
Achada 3.9.1683, o Capitão Domingos Pimentel de Vasconcelos, por si e como procurador de sua mulher
Águeda Cardoso, vende um foro conjuntamente com Francisco Pereira de Campos e sua mulher Clara
Luís (mesmo Livro fls. 948). (Vide Nota N.º 28).

28) Domingos de Pimentel Vasconcelos, Capitão (§ 6.º N.º 6)


António Pimentel de Vasconcelos, Alferes, Bárbara de Pimentel, Águeda de Pimentel, Isabel de
Pimentel, Clara de Pimentel e Domingos Pimentel de Vasconcelos, Capitão (§ 6.º N.º 7)
A 5.10.1708, na Achadinha, nas moradas do Alferes António de Pimentel de Vasconcelos, este faz
uma composição com seus irmãos e cunhados, o Alferes Manuel Brandão Pimentel e sua mulher Bárbara
de Pimentel, moradores na Nordestinho, Cristóvão Cabral e sua mulher Águeda de Pimentel, José Soares
Tavares e sua mulher Isabel de Pimentel, Domingos Vaz Columbreiro e sua mulher Clara de Pimentel,
moradores neste lugar. Dizem todos estes últimos que estão correndo uma demanda com seu irmão e
cunhado, o Capitão Domingos de Pimentel e Vasconcelos, sobre a terça de seu avô Francisco Pereira
Campos, que deixou a dita terça a sua filha Águeda Cardoso, mãe e sogra deles outorgantes. Trespassam o
seu direito a essa terça a seu irmão e cunhado o dito Alferes António de Pimentel de Vasconcelos com
certas condições, e casou (Notas do tabelião da Maia Simão da Silva Sousa, Livro de 1706 a 1708).
A 19.10.1698, na Achadinha, Domingos Vaz Columbreiro e sua mulher Clara de Pimentel, José
Soares Tavares (sic) e sua mulher Isabel de Pimentel, e Cristóvão Cabral Coelho e sua mulher Águeda de
Pimentel, genros e filhas do Capitão Domingos de Pimentel de Vasconcelos, vendem uma vinha que todos
herdaram do dito seu pai e sogro (Notas do tabelião da Maia Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1698 e
1699).
A 5.1.1710, na Achadinha, José Soares Tavares e sua mulher Isabel de Pimentel, Cristóvão Cabral e
sua mulher Águeda de Pimentel e Domingos Vaz Columbreiro e sua mulher Clara de Pimentel, moradores
neste lugar, vendem um foro que houveram em herança da terça de seu pai e sogro o Capitão Domingos de
Pimentel de Vasconcelos (Notas do tabelião da Maia Simão da Silva Sousa, Livro de 1709 e 1710).
A 11.4.1698, na Achada, Lomba da Salga, nas moradas do Capitão Manuel Rebelo Vieira, este e sua
mulher Maria de Pimentel vendem a Domingos de Pimentel Vasconcelos, morador na Povoação, uma
terra na Lomba do Carro, que os vendedores herdaram de seu pai e sogro o Capitão Domingos de Pimentel
de Vasconcelos (Notas do tabelião da Maia Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1698 e 1699).
A 30.3.1708, na Achadinha, o Alferes António de Pimentel e Vasconcelos e sua mulher Bárbara do
Rego fazem uma composição com o Capitão António de Medeiros Raposo e sua mulher Joana do Amaral
e Vasconcelos, em que o dito Alferes larga aos segundos um escravo que tinha comprado ao Capitão
Domingos de Pimentel e Vasconcelos e mais uma terra que houve de herança de sua mãe Águeda Cardoso
(Notas do tabelião da Maia Simão da Silva Sousa, Livro de 1706 a 1708).
A 29.3.1708, na Achadinha, o Capitão Domingos de Pimentel e Vasconcelos vende um escravo (que
comprara ao Alferes João Moniz Franco) a seu irmão o Alferes António Pimentel de Vasconcelos
(mesmas Notas e mesmo Livro).
A 16.10.1705, na Maia, o Capitão Domingos de Pimentel de Vasconcelos e sua mulher Isabel de
Mendonça Carneiro, moradores na Achadinha, fazem procuração a vários advogados (mesmas Notas,
Livro de 1704 a 1706).
A 18.1.1706, na Achada, nas moradas do Alferes João Moniz Franco, este e sua mulher Maria de
Pimentel vendem uma terra que herdaram de seu pai e sogro o Capitão Domingos de Pimentel (mesmas
Notas, Livro de 1706 a 1708).
A 4.12.1704, na Achadinha, nas moradas do Alferes António de Pimentel e Vasconcelos, fizeram um
contrato e composição os seguintes outorgantes: Domingos Vaz Columbreiro e sua mulher Clara de
Pimentel, José Soares Tavares e sua mulher Isabel de Pimentel, Cristóvão Cabral e sua mulher Águeda de
Pimentel, todos moradores neste lugar, e o Alferes Manuel Brandão Pimentel, morador na Nordestinho, e
por si e como procurador de sua mulher Bárbara de Pimentel, e aceitante a este contrato, o dito Alferes
António de Pimentel e Vasconcelos. Disseram os primeiros que corriam demanda com o Alferes João
Moniz Franco, casou com Maria de Pimentel, filha do Capitão Domingos de Pimentel, sobre a terça deste,
que é pai e sogro deles outorgantes, a qual terça é de todos eles, mas o dito Alferes João Moniz se quer
fazer único herdeiro dela. Os outorgantes cedem os seus quinhões ao dito Alferes António de Pimentel
para ele só continuar a demanda, e casou (mesmas Notas, Livro de 1704 a 1706).
Nestas escrituras o nome do marido de Isabel de Pimentel, José Soares Tavares, está bem claro tanto
no texto como no título, como na assinatura. Como é que o termo do casamento lhe chama Daniel ?
A 27.3.1678, na Achadinha, nas moradas de Domingos de Pimentel de Vasconcelos, este e o Capitão
Manuel Raposo de Pimentel, morador no Nordeste, e Manuel Lopes, morador na Ribeira Grande, e
Francisco Pereira de Campos, morador na Povoação, e José da Ponte Vieira, morador nos FVC, como
procurador de sua sogra Maria Dutra, todos herdeiros e filhos e genro da defunta Clara Luís, a cujo
inventário se procede, entendem que o Capitão Manuel Raposo Pimentel deve tomar aos mais herdeiros
alguns bens da herança da dita sua sogra (Notas de Dionísio da Costa Paiva, Livro de 1677 a 1679).
A 2.3.1694, na Achadinha Grande, Maria de Pimentel e seu marido o Capitão Manuel Rebelo,
moradores na Achada, vendem um foro que herdaram de seu pai e sogro o Capitão Domingos Pimentel de
Vasconcelos (Notas do tabelião da Maia Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1693 e 1694).

29) Luís Leite da Fonseca (§ 1.º N.º 3)


A 27.6.1586, em Ponta Delgada, nas moradas do licenciado Luís Leite, este e sua mulher, a senhora
Simoa de Resende, vendem a Bartolomeu Afonso, lavrador, morador em Santo António, um pomar que
está numa terra que lhes ficou por morte de seu pai e sogro, Domingos Afonso Pimentel, que confronta
com herdeiros de Bartolomeu Roiz da Serra e com os mais herdeiros do dito seu sogro, Domingos Afonso
e com o comprador. Testemunhas: Licenciado Bernardo Leite, Ouvidor Eclesiástico; Gonçalo de Resende
e Manuel de Sousa, moradores em Santo António (Escritura nos papéis avulsos da Misericórdia de Ponta
Delgada).

30) Jordoa de Resendes (§ 1.º N.º 3)


Com seu marido, Bartolomeu de Frias, instituiu um vínculo por testamento aprovado em 1568.
Achada vinculação só teve efeito na terça de Jordoa de Resendes (e não na do marido), a qual em 1773
constava de casas, ermida e vinhas no Loreto, que rendiam líquido 219.640 reis. Este vínculo passou para
a casa dos Cymbrons pelo casamento de D. Rosa Joaquina de Frias Coutinho.

31) Salvador Resende Pimentel (§ 5.º N.º 4)


A 16.8.1604, no Nordeste, Salvador Resende Pimentel, por si e como procurador de seu irmão
Estêvão Pimentel de Brito, vende uma terra que lhes coube por herança de sua avó Maria de Froes
(NOTAS DE ANTÓNIO DE ARAÚJO).

32) João Pacheco Pimentel (§ 5.º N.º 5)


A 5.6.1623, no Nordeste, António Fernandes, lavrador, e sua mulher Maria Gonçalves, dotam sua
filha Maria Gonçalves para casou com João Pacheco, filho de Francisco de Pimentel, com vários bens,
entre eles um foro na mão de António de Simas Pimentel, irmão deles dotados.

CAPÍTULO 10.º

DA DESCENDÊNCIA DE JOÃO GONÇALVES ZARCO

§ 1º

1- João Gonçalves Zarco, ou Zargo, primeiro Capitão Donatário do Funchal e descobridor da ilha da
Madeira. D. Afonso V concedeu-lhe Brazão de Armas a 4.7.1460, dando-lhe o apelido de Câmara de
Lobos. Por esta Carta de Brazão foi feito nobre, pois dela se vê que o não era. Nela se diz ser ele
Cavaleiro-criado do Infante D. Henrique. D. Afonso V mandou para a Madeira quatro fidalgos para
casarem com as filhas de João Gonçalves Zarco. Casou em Portugal com Constança Rodrigues de
Almeida.
Tiveram:
2 - João Gonçalves da Câmara, segundo Capitão Donatário do Funchal, de quem descendem os
Capitães Donatários desta parte da ilha da Madeira.
2 - Rui Gonçalves da Câmara, que segue:
2 - Garcia Rodrigues da Câmara, casou na Madeira com Violante de Freitas. Com geração.
2 - Helena Gonçalves da Câmara, casou com Martim Mendes de Vasconcelos, de Portugal.
2 - Catarina Gonçalves da Câmara, casou com Garcia Homem de Sousa, de Portugal.
2 - Isabel Gonçalves da Câmara, casou com Diogo Afonso de Aguiar, o Velho, de Portugal.
2 - Beatriz Gonçalves da Câmara, casou com Diogo Cabral. Com geração.
2- Rui Gonçalves da Câmara, 3.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel e primeiro desta família.
Comprou a Capitania a João Soares de Albergaria por vinte mil cruzados e quatro mil arrobas de açúcar,
compra que foi confirmada a 20.5.1474 (Vide "Arquivo dos Açores", Vol. I, pág. 18; e Frutuoso, Livro IV,
Cap.º XIV). Testou em Vila Franca a 21.11.1497 e aí morreu no mesmo ano. Casou na ilha da Madeira
com Maria de Bettencourt, que morreu sem geração e instituiu o morgado da Água do Mel e a Capela dos
Mártires, naquela ilha, para seu sobrinho Gaspar de Bettencourt (Cap.º 7.º § primeiro N.º 1). Rui
Gonçalves da Câmara não deixou filhos legítimos. Teve porém, de diferentes mulheres, os seguintes filhos
naturais, que legitimou.
Tiveram:
3 - João Rodrigues da Câmara, que segue:
3 - Antão Rodrigues da Câmara, que segue no § segundo.
3 - Pedro Rodrigues da Câmara, que segue no § 3.º.
3 -Beatriz da Câmara, que a 24.8.1544, em Vila Franca, antes de embarcar para S. Miguel, fez testamento,
aprovado a 27.8.1544. Nele diz que sua filha Guiomar era falecida em S. Miguel. Por este testamento
deixou a sua terça vinculada em Capela a seu neto Pedro Soares de Sousa e seus descendentes. Este
testamento foi aberto em S. Miguel a 18.8.1555, por morte da autora (Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXVI,
§ 3segundo). Casou com Francisco da Cunha, filho de Pedro de Albuquerque e primo co-irmão do
grande Afonso de Albuquerque (Vide Cristóvão Alão de Morais, "Pedatura Lusitana", Tomo IV, Vol.
II, pág. 34, e ainda "Arquivo dos Açores", Vol. II, pág. 193, numa Carta de Privilégios passada a
5.3.1498) (Nota N.º 1).
Tiveram:
4 -Guiomar da Cunha, que jaz sepultada na capela-mor da Matriz Vila Porto Foi a primeira mulher do
3.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel, João Soares de Sousa (Cap.º 32, § 1º N.º 2).
3- João Rodrigues da Câmara, 4.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel e herdeiro da casa de seu pai.
Era filho de Elvira, natural das Canárias. Em 26.7.1483 foi dotado pelo pai para casou com sua mulher
(Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXVII). Morreu no Reino em 1502. Casou Inês da Silveira, Dama do Paço no
tempo de D. João II (Vide "Arquivo dos Açores", Vol. I, pág. 57).
Tiveram:
4 - Rui Gonçalves da Câmara, que segue:
4 - João de Melo, frade no Mosteiro de Alcobaça, que Frutuoso diz ter morrido no mar quando ia para a
Flandres.
Quando mancebo, teve de Maria Dias o filho natural:
5 - Rui de Melo, casou na Índia (Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXVII).
4 -Diogo Nunes, a quem foram confirmados os privilégios de Cavaleiro por carta de 19.4.1516. Já era
falecido a 22.4.1516 (Vide "Arquivo dos Açores", Vol. V, pág. 125, e Frutuoso, Livro IV, Cap.os
LXVI, LXVII, LXVIII, LXXVII e XCVI). Morreu em África, em luta com os mouros (Nota N.º 2).
Casou com Maria, filha de João do Outeiro e de Catarina Gomes Raposo (Cap.º 25.º § Único N.º 1).
4 - Garcia de Melo (Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXVII, § 8.º).
4 - Joana (idem).
4 - Beatriz (idem).
4 - Catarina (idem).
4- Rui Gonçalves da Câmara, 5.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel. Testou a 29.1.1524. Em 1510
foi levado preso para Portugal e de lá mandado para Tânger. Em 1512 foi socorrer Arzila (Vide Damião de
Góis, "Crónica de D. Manuel", Parte III, Cap.º VIII; "Arquivo dos Açores", Vol. I, pág. 64, e Vol. V, pág.
125; e Frutuoso, Livro IV, Cap.º. LXVIII, LXXVII). Casou com Filipa Coutinho, que morreu a
20.10.1535 e foi Dama da Excelente Senhora, sendo filha de Lopo Afonso Coutinho, irmão do Conde de
Marialva.
Tiveram:
5 - Simão Gonçalves da Câmara, que morreu mancebo antes do dilúvio de Vila Franca.
5 - Manuel da Câmara, que segue:
5 - João de Sousa, que morreu na subversão de Vila Franca.
5 - Jerónima, idem.
5 - Guiomar, idem.
5- Manuel da Câmara, 6.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel. Nasceu em 1504 e morreu em Lisboa
a 13.3.1578. Foi a África à conquista do Cabo de Gué e aí esteve cativo. Casou com Joana de Mendonça e
Gusmão, que viveu sempre em Portugal, filha do Monteiro-mor D. Jorge de Melo.
Tiveram:
6 - Rui Gonçalves da Câmara, que segue:
6 - Filipa de Mendonça, casou com D. Fernando de Castro. Com geração.
6 - Jerónima de Mendonça, que falecido solteira.
6 - Margarida, freira no Mosteiro da Madre de Deus, de Xabregas.
6 - Joana de Mendonça, freira em Santa Clara de Coimbra.
6 - Isabel, freira no Convento de Jesus de Setúbal.
6- Rui Gonçalves da Câmara, 7.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel e primeiro Conde de Vila
Franca, por carta de 17.6.1583. Veio para S. Miguel a primeira vez em 1566 (Vide "Arquivo dos Açores",
Vol. IV, pág. 81, "Carta de Mercê do título de Conde"). Casou Joana de Blavet, filha de D. Francisco
Coutinho, 3.º Conde de Redondo e Vice-Rei da Índia, e de Maria de Blavet.
Tiveram:
7 - Manuel da Câmara, D., que segue:
7 - Gaspar da Câmara, D., que foi Capitão da Gente de Cavalo em S. Miguel.
7 - Francisco da Câmara, D., grande músico e de boa voz, também Capitão da Gente de Cavalo.
7 - João da Câmara, D., de tenra idade no tempo de Frutuoso.
7 - Agostinho da Câmara, D., idem.
7 - Juliana, solteira em 1590.
7 - Maria, idem.
7 - Jerónima, idem.
7 - Constança, ainda menina no tempo de Frutuoso.
7 - Isabel, idem.
7 - Francisca, idem.
7- Manuel da Câmara, D., 8.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel e segundo Conde de Vila Franca.
Foi Cavaleiro de Cristo. Morreu em Ponta Delgada a 26.4.1619, na freguesia Matriz, e jaz sepultado no
Convento da Esperança. Casou com Leonor de Vilhena, filha de D. Fradique Henriques, Mordomo-mor de
Filipe II, e de Guiomar de Vilhena, Dama da Rainha D. Catarina, filha de André Teles de Meneses,
Alcaide-mor da Covilhã.

§ 2º

3- Antão Rodrigues da Câmara (do § primeiro), filho natural, legitimado por carta de El-Rei D. Manuel
de 6.1.1499. Sua mãe foi Maria Rodrigues, solteira, da família dos Albernazes, segundo diz Frutuoso.
Parece, porém, ser filho duma preta (Nota N.º 3). Instituiu o morgado da Ribeirinha (que a 17.4.1508
rendia 120 moios de trigo) para seu filho Rui, que morreu solteiro passando então o morgado para a irmã
Mécia. Antão Rodrigues da Câmara residia em S. Martinho de Santarém quando fez essa instituição, a
qual foi confirmada por D. Manuel. Morreu em Viana de Caminha e a mulher, que foi Dama da Duquesa
de Bragança, morreu em Lisboa com 80 anos, tendo ficado viúva aos 40 (Vide "Arquivo dos Açores", Vol.
V, pág.as. 100 e 102; e Frutuoso, Livro IV, Cap.º. LXVI, §§ V, VI, VII, VIII e IX). Casou na Corte com
Catarina Ferreira, filha de Álvaro Ferreira e Brites Pereira e sobrinha de Fernão Roiz Pereira, Vedor da
Duquesa de Bragança (Frutuoso, Livro IV, Cap.º III). Diz D. António Caetano de Sousa na História
Genealógica da Casa Real Portuguesa, Tomo IX, fls. 215, que este Antão Roiz da Câmara foi casado com
Catarina da Cunha, filha de Álvaro Ferreira, senhor da Casa de Cavaleiros.
Tiveram:
4 -Rui Pereira da Câmara, herdeiro do morgado da Ribeirinha, que passou para a irmã Mécia quando
morreu solteiro e sem descendência legítima. Foi Capitão de Sofala e teve de moradia 3.020 reis.
Sem geração.
4 - Mécia Pereira, que segue:
Teve ainda duas filhas naturais:
4 -Guiomar da Câmara, falecido na Matriz Ribeira Grande a 6.3.1582, com testamento . Casou Paulo
Gago (Cap.º 26.º § primeiro N.º 2).
4 - Maria da Câmara, casou na Ribeira Grande com João Nunes Velho (Cap.º 33.º § segundo N.º 5).
4- Mécia Pereira, filha legítima e herdeira do morgado da Ribeirinha por morte de seu irmão Rui.
Casou com Gomes de Melo, filho de Diogo de Melo e Figueiredo e Maria Manuel de Noronha, a qual era
filha única de D. Francisco de Faro e Noronha e de sua mulher Leonor Manuel (Vide D. António Caetano
de Sousa, "História Genealógica da Casa Real Portuguesa", Tomo IX pág. 215). Diogo de Melo de
Figueiredo era filho de Gomes de Figueiredo e de Leonor de Melo, esta bisneta de Martim Afonso de
Melo, Chanceler-mor do Reino.
Tiveram:
5 - Ana de Noronha, casou com Rui Mendes de Vasconcelos, morador em Pombal (Nota N.º 4).
5 - Maria Manuel, que foi para Castela como Dama da Princesa Joana, mãe de El-Rei D. Sebastião.
5 - Leonor Manuel (Nota N.º 4).
5 - Rodrigo de Melo, D., herdeiro do morgado da Ribeirinha, que morreu na batalha de Alcácer-Quibir.
Casou com Antónia de Vilhena, filha de Pedro Tovar e D. Beatriz da Silva. Sem geração.
5 - Manuel de Noronha, D., que também morreu na batalha de Alcácer-Quibir.
5 - Francisco Manuel de Melo, D., que segue:
5 - Antónia de Vilhena, casou com D. Diogo de Carcamo (Nota N.º 4).
5- Francisco Manuel de Melo, D., herdeiro do morgado da Ribeirinha, na ilha de S. Miguel, pelo
falecimento de seus irmãos mais velhos. Foi Moço Fidalgo da Casa de D. João III e Alcaide-mor de
Lamego (Vide D. António Caetano de Sousa, "Provas de História Genealógica da Casa Real Portuguesa",
Tomo II, pág. 842). Fez testamento na Ribeirinha (S. Miguel) a 16.4.1621, o qual foi aberto no dia 27 do
mesmo mês e ano. Jaz na Capela dos Reis Magos da Matriz Ribeira Grande (Nota N.º 4) (Vide Padre
António Cordeiro, "História Insulana", Vol. I, Livro V, Título II, § CXLII). Casou com D. Úrsula da Silva,
filha de Francisco Carneiro, Comendador de Lamorosa, e de Luzia da Silva.
Tiveram:
6 -Luís de Melo Manuel, D., filho primogénito, que foi padrinho de cinco baptizados na Matriz da Ribeira
Grande, sendo o primeiro a 1.11.1612 e o último a 20.6.1614. Morreu na Ribeira Grande, a 13.2.1615,
sem testamento, porque a morte só lhe deu tempo para receber a Unção. Casou Maria de Toledo e
Mancelos.
Tiveram:
7 -Francisco Manuel de Melo, D., célebre escritor português do século XVII, que usava o pseudónimo
de “O Quare”. Segundo ele diz na Epanáfora Amorosa foi administrador do morgado da
Ribeirinha. (Vide Camilo Castelo Branco, "Sentimentalismo e História", pág. 247). Nasceu em
Lisboa a 25.11.1611 e morreu solteiro, na mesma cidade, a 15.10.1667.
Teve o filho natural:
8 -Jorge de Melo, D., que morreu na batalha de Senef, em 1674 (Vide Camilo Castelo Branco,
"Sentimentalismo e História", pág. 254). Sem geração.
6 - Gomes de Melo Manuel, D., que segue:
6- Gomes de Melo Manuel, D., em cuja descendência seguiu a administração do morgado da
Ribeirinha, por morte do último administrador directo que foi o escritor D. Francisco Manuel de Melo.
Casou com Marinha de Portugal.
Tiveram:
7 - Francisco de Melo Manuel, D., diplomata e embaixador de D. João IV em Paris, Londres e Haia (Nota
N.º 5).
7 - Jerónimo de Melo Manuel, D., que segue:
7 - Maria Manuel, que foi Condessa de Penalva.
7- Jerónimo de Melo Manuel, D., Capitão-mor de Batalha na Índia, General da Armada e Moço Fidalgo
da Casa Real. Não casou, mas teve de Maria d' Abreu e Sequeira, solteira, filha de Francisco Sequeira e
Maria Pereira, naturais de Baçaim, na Índia.
Teve o seguinte filho, que reconheceu:
8 - Francisco de Melo Manuel da Câmara, D., que segue:
8- Francisco de Melo Manuel da Câmara, D., natural da Índia, que foi Ajudante de Ordens de seu pai.
Herdou o morgado da Ribeirinha de seu tio D. Francisco de Melo Manuel, assim como todas as Comendas
que a este pertenciam.
Teve dois filhos naturais de Apolónia Josefa de Miranda, filha de Pascoal Martins de Faro e Catarina
de Miranda:
9 - Pedro de Melo Manuel da Câmara, D., filho primogénito, que morreu sem geração.
9 - João de Melo Manuel da Câmara, D., que segue:
9- João de Melo Manuel da Câmara, D., administrador do morgado da Ribeirinha, na ilha de S. Miguel.
Casou com Joaquina Violante de Portugal Correia de Lacerda.
Tiveram:
10 - Francisco de Melo Manuel da Câmara, D., que segue:
10 - Francisco de Melo Manuel da Câmara, D., senhor e administrador do morgado da Ribeirinha . Casou
com Joana Vitória Forbes de Almeida, nasceu a 20.10.1771, filha do Marechal-General João Forbes
Skellater, militar inglês que veio para Portugal durante a Guerra dos Sete Anos, e de Ana Joaquina de
Almeida.
Tiveram:
11 - João de Melo Manuel da Câmara, D., que segue:
11 - João de Melo Manuel da Câmara, D., 13.º e último senhor do morgado da Ribeirinha, primeiro
Conde da Silvã e 9.º Alcaide-mor de Lamego. Nasceu a 10.2.1800 e morreu a 22.9.1883. Recebeu o título
de Conde da Silvã por decreto de 3.11.1852. Na última fase da sua vida residiu na ilha de S. Miguel, para
onde veio com sua mulher e filhos. Casou, a 24.12.1834, com Anastácia da Luz Godinho de Sousa
Tavares, nasceu a 13.4.1814, filha natural legitimada do Brigadeiro Joaquim José Maria de Sousa Tavares.
Tiveram:
12 - Helena da Conceição de Melo Manuel da Câmara, nasceu a 8.12.1835. Seguiu a vida religiosa,
tomando o hábito de filha de caridade da Ordem de S. Vicente de Paula.
12 - Joana Rita de Melo Manuel da Câmara, nasceu a 2.1.1837 e falecido em Junho de 1883. Casou, a
23.1.1857, com José Augusto de Abreu Saccoto Galache, filho de José Manuel Saccoto Galache e
de sua mulher Maria Augusta de Barros e Vasconcelos. Com geração.
12 - Francisco de Melo Manuel da Câmara, D., segundo Conde da Silvã, Moço Fidalgo da Casa Real e
Comendador da Ordem de Cristo. Nasceu a 11.10.1837. Casou em S. José Ponta Delgada, a
21.3.1857 com Guilhermina Amélia Borges da Câmara Medeiros (Cap.º 1primeiro § segundo N.º
10). Sem geração.
12 - Joaquim de Melo Manuel da Câmara, D., que segue:
12 - Maria Cristina de Melo Manuel da Câmara, nasceu em Lisboa a 11.4.1842. Casou em S. José Ponta
Delgada, a 18.4.1864, com José Maria de Lemos, de Portugal, bacharel em Direito pela
Universidade de Coimbra.
Tiveram:
13 - João José de Melo Manuel da Câmara Lemos, nasceu a 15.3.1865.
13 - José Maria de Melo Manuel da Câmara Lemos, nasceu em S. José de Ponta Delgada a
28.10.1867.
13 - Anastácia Sofia de Melo Manuel da Câmara Lemos, nasceu em S. José de Ponta Delgada a
15.2.1866. Casou Eduardo Moser, filho de Conde de Moser.
Tiveram:
14 - Margarida Luísa de Moser.
12 - Maria Inácia de Melo Manuel da Câmara, nasceu em Lisboa a 15.1.1844. Casou, a 7.5.1864, com
António Pedro de Aragão Morais.
Tiveram:
13 - Anastácia de Melo Manuel de Aragão Morais, nasceu na Matriz da Ponta Delgada a
13.8.1868. Casou Tomaz Bordalo Pinheiro, de Lisboa. Com geração.
12 - Ana Constança de Melo Manuel da Câmara, nasceu em Lisboa a 7.8.1845. Casou em S. José de
Ponta Delgada, a 4.4.1866, com José de Arruda Leite Botelho (Cap.º 5primeiro § segundo N.º 11).
12 - Dinis de Melo Manuel da Câmara, D., morreu em Lisboa a 9.3.1848. Casou duas vezes: a primeira
com Cristina Carlota Scolla e a segunda com Emília de Oliveira. Sem geração.
12 - José de Melo, D., nasceu a 6.9.1850 e falecido a 9.4.1859.
12 - Maria da Glória, nasceu a 27.5.1853 e falecido a 19.8.1859.
12 - Joaquim de Melo Manuel da Câmara, D., nasceu a 26.8.1840 e falecido em Ponta Delgada em
31.10.1922. Pelo Rei D. Manuel II, no exílio, foi-lhe concedida autorização para usar o título de Conde da
Silvã, após o falecimento de seu irmão primogénito, autorização de que nunca fez uso. Casou em S. José
de Ponta Delgada, a 5.8.1863, com Maria Libânia Machado Estrela (Cap.º 354.º § primeiro N.º 5).
Tiveram:
13 - Helena de Melo Manuel da Câmara, que segue:
13 - Luísa de Melo Manuel da Câmara, nasceu a 8.9.1871. Casou com José Jacinto Pacheco de Medeiros
(Cap.º 19.º § 7.º N.º 11). Sem geração.
13 - Helena de Melo Manuel da Câmara, herdeira do título de Condessa da Silvã. Casou em S. José de
Ponta Delgada, a 1.7.1885, com o Eng.º Aníbal Gomes Ferreira Cabido (Cap.º 432 § Único N.º 7).
Tiveram:
14 - Carlos de Melo Manuel da Câmara Gomes, D., que segue:
14 - Helena Maria de Melo Manuel da Câmara Gomes, casou com Manuel Teles Pinto de Leão, natural
da Graciosa e médico na Ribeira Grande Sem geração.
14 - Joaquim de Melo Manuel da Câmara Gomes, D., casou com Maria Eduarda Read Frazão (Cap.º
125.º § 3.º N.º 13).
Tiveram:
15 - Eduarda Maria Frazão de Melo Manuel da Câmara Gomes, casou com Carlos Roberto
Pacheco, funcionário da Alfândega de Ponta Delgada. Com geração.
15 - Manuel Frazão de Melo Manuel da Câmara Gomes, casou com Arminda Estrela Alves. Com
geração.
14 - Carlos de Melo Manuel da Câmara Gomes, D., que por autorização do Rei D. Manuel II, no exílio,
usou o título de Conde da Silvã. Residiu em Ponta Delgada. Casou em Vila Garcia (Galiza, Espanha), com
Maria da Paz Albarran.
Tiveram:
15 - Carlos Manuel Albarran de Melo Manuel da Câmara Gomes, que morreu criança.
15 - Joaquim Gonçalo Albarran de Melo Manuel da Câmara Gomes, Dr., que segue:
15 - Joaquim Gonçalo Albarran de Melo Manuel da Câmara Gomes, licenciado em Direito pela
Universidade de Coimbra Foi notário na ilha de S. Miguel. Casou com Odete Forjaz de Lacerda Flores, da
ilha das Flores. Com geração.

§ 3.º

3- Pedro Rodrigues da Câmara (do § primeiro), filho natural legitimado por D. Manuel em 1510. Sua
mãe foi Maria Rodrigues, solteira, da família dos Albernazes (Frutuoso, Livro IV, §§ X e XI). Em 1507
contratou com outros a construção da Matriz Ribeira Grande, onde era morador. Fez nesta Vila o
Convento de Jesus e foi loco-tenente do Capitão Donatário Rui Gonçalves da Câmara, seu sobrinho,
governando a Capitania em sua ausência durante sete anos (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXVI, § XXXI).
Fez testamento a 17.2.1541 e deixou bens à Misericórdia de Ponta Delgada.. Casou com Margarida de
Bettencourt e Sá (Cap.º 7.º § primeiro N.º 2). A respeito de outro presumível casamento de Pedro
Rodrigues da Câmara vid. Arquivo dos Açores, Vol. V, pág. 98. (Nota N.º 6).
Teve de Margarida de Bettencourt e Sá, sua mulher:
4 - João Rodrigues da Câmara, filho primogénito, Moço Fidalgo da Casa de D. João III e Comendador de
Estrinta, na Serra da Estrela. Foi morador na Achada Grande (Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXVI, § XI).
Casou a primeira vez com Helena Ferreira, neta do Contador Martim Vaz Bulhão (Cap.º 174.º § Único
N.º 1) (Nota N.º 7). Casou a segunda vez com Catarina, na dita Serra da Estrela (Vide Padre António
Cordeiro, "História Insulana", Livro V, § CXLV).
Teve do segundo casamento:
5 - Rui Gonçalves da Câmara, que morreu solteiro na Índia (Vide "Arquivo dos Açores", Vol. XIII,
pág. 375).
5 - Bernardino da Câmara e Sá, casou no Nordeste, a 19.11.1585, com Luzia Correia Brandão (Cap.º
90.º § segundo N.º 4).
Tiveram:
6 - Maria da Câmara e Sá, ou Maria de Sá, do Nordeste (Nota N.º 8). Casou a primeira vez com
António de Brum da Silveira Pimentel (Cap.º 109.º § Único N.º 4), e a segunda vez com o
Capitão António Borges da Costa (Cap.º 17.º § primeiro N.º 4).
5 - Apolinário da Câmara, que morreu na batalha de Alcácer-Quibir.
5 - Guiomar da Câmara, que morreu solteira indo para Castela ter com sua tia, que a faria Dama da
Imperatriz D. Isabel.
5 - Beatriz da Câmara, que foi para Castela, onde casou
5 - Margarida da Câmara, casou com o Capitão Pedro Rodrigues de Sousa (Cap.º 15segundo §
primeiro N.º 3). Sem geração.
5 - Joana, que morreu solteira.
4 - Manuel da Câmara, que morreu solteiro na Índia, deixando um filho natural.
4 - Simão da Câmara, falecido solteiro em Lisboa.
4 - Henrique Bettencourt da Câmara, ou de Sá, que segue:
4 - António de Sá, falecido solteiro na Ribeira Grande
4 - Rui Gonçalves da Câmara, falecido solteiro.
4 - Maria da Câmara, falecido solteira.
4 - Francisca da Câmara, dotada pelo pai com 50 moios de renda na Ribeira Grande Casou D. António de
Sousa, viúvo, que foi vereador da cidade de Lisboa e era irmão do Conde do Prado (Frutuoso, Livro
IV, Cap.º LXVI, N.os 28 e 29).
4- Henrique Bettencourt da Câmara, ou de Sá, morador na Ribeira Grande, que andou muito tempo na
Corte. Fez testamento com sua mulher na Ribeira Grande, começado a 20.6.1575 e terminado a 1.11.1575,
onde fala no pai, nos filhos Rui, Henrique e Manuel e nas filhas Francisca e Ângela. Diz também ser
padroeiro do Convento de Jesus da Ribeira Grande Casou na Ribeira Grande com Simoa de Sousa (Cap.º
132.º § primeiro N.º 4).
Tiveram:
5 - Rui Gonçalves da Câmara e Sá, que segue:
5 - Manuel da Câmara, morador na Achadinha. Casou na Matriz Ribeira Grande, a 21.11.1577, com Maria
Gago da Câmara, sua prima (Cap.º 26.º § primeiro N.º 4).
Tiveram:
6 - Maria da Câmara, que consta do testamento de sua tia Margarida de Sá. Casou Pedro de Sousa,
filho de António de Matos, o Tigre.
6 - Henrique, baptizado na Matriz da Ribeira Grande a 15.5.1586.
6 - Helena, freira na Ribeira Grande
6 - Francisco, baptizado na Matriz da Ribeira Grande a 3.6.1590 (Vide Nota N.º 12 do Cap.º 133.º).
5 - Francisco de Sá, baptizado na Matriz da Ribeira Grande a 11.2.1550. Morreu solteiro. Sem geração.
5 - Henrique da Câmara, baptizado na Matriz da Ribeira Grande a 19.9.1557. Morreu na Índia, solteiro.
5 - Ângela do Paraíso, baptizada na Matriz da Ribeira Grande a 24.6.1542. Freira no Convento de Jesus da
Ribeira Grande
5 - Beatriz da Anunciação, freira no Convento de Jesus da Ribeira Grande
5 - Margarida da Câmara ou de Sá, falecido na Matriz da Ponta Delgada a 17.9.1628. Por testamento
aprovado a 12.7.1627 instituiu um vínculo para seu sobrinho Simão da Câmara e Sá (Nota N.º 9) (Vide
Nota N.º 4 do Cap.º 17.º). Casou a primeira vez na Matriz da Ribeira Grande, a 19.4.1570, com
Cristóvão Dias (Cap.º 1primeiro § primeiro N.º 2). Sem geração. Casou a segunda vez com Manuel
Rebelo Barbosa (Cap.º 17.º § 3.º N.º 2). Sem geração.
5- Rui Gonçalves da Câmara e Sá (Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXVI, § XX). Casou Luzia de Viveiros
(Cap.º 103.º § segundo N.º 4).
Tiveram:
6 - Simão da Câmara e Sá, que segue:
6 - Quatro filhas , sendo três noviças no Convento de Jesus da Ribeira Grande
6- Simão da Câmara e Sá, Capitão do Castelo de S. Filipe, de Ponta Delgada. Foi primeiro
administrador do vínculo instituído por sua tia Margarida de Sá (Notas N.os 9 e 10). Morou em Santa
Clara e morreu Matriz de Ponta Delgada a 14.2.1634. Casou Cecília Ramalho de Queiroz (Cap.º 6.º §
primeiro N.º 2).
Tiveram:
7 - Valentim da Câmara Bettencourt, ou de Sá, Capitão, que segue:
7 -Manuel da Câmara e Sá, que segue no § 4.º.
7 -Simão da Câmara e Sá casou na Matriz da Ribeira Grande, a 16.11.1648, com Maria Coelho de Sousa
(Cap.º 13primeiro § primeiro N.º 6), de quem teve duas filhas freiras.
7 - Joana da Câmara e Sá, casou na ermida da Trindade (Matriz de Ponta Delgada), a 21.8.1642, com
Sebastião de Pimentel Pacheco Carreiro (Cap.º 9.º § primeiro N.º 6).
7 - Rodrigo da Câmara Bettencourt, Capitão, que segue no § 5.º.
7- Valentim da Câmara Bettencourt, ou de Sá, Capitão, herdeiro do vínculo instituído por seu trisavô
Pedro Jorge, onde se ergueu a casa e ermida de Santa Catarina, em Ponta Delgada. Morreu na Matriz
Ponta Delgada a 29.11.1651. Casou a primeira vez na Matriz de Ponta Delgada, a 12.9.1620, com Joana
de Sá, ou Coutinho (Cap.º 7.º § segundo N.º 6). Casou segunda vez em S. José de Ponta Delgada, a
11.2.1641, com Beatriz Coutinho, ou do Quental (Cap.º 14.º § primeiro N.º 5). Sem geração. Foi
testemunha deste casamento o Conde de Vila Franca, D. Rodrigo da Câmara.
Teve do primeiro casamento:
8 - Maria da Câmara de Sá, que segue:
8- Maria da Câmara de Sá, filha única, baptizada em S. José de Ponta Delgada a 12.1.1631. Foi herdeira
do vínculo administrado pelo pai. Casou duas vezes na Matriz de Ponta Delgada: a primeira, a 11.12.1651,
com o Capitão Manuel Rebelo Furtado de Mendonça (Cap.º 17.º § 3.º N.º 4); e a segunda vez, a 19.4.1660,
com o Capitão André da Ponte do Quental (Cap.º 124.º § primeiro N.º 5).

§ 4.º

7- Manuel da Câmara e Sá, Capitão (do § 3.º), Sargento-mor da ilha de S. Miguel e Cavaleiro de Cristo.
Foi baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 18.2.1607. Foi segundo administrador do vínculo instituído
por sua tia D. Margarida de Sá (Notas nos. 9 e 11). Casou D. Maria Coutinho (Cap.º 23.º § primeiro N.º 5).
Parece ter casou a segunda vez com D. Catarina Mendes.
Teve do primeiro casamento:
8 - Jerónimo da Câmara Coutinho, Capitão, que segue:
8 - Margarida da Câmara, por cuja morte, ocorrida em 1683, foi feito inventário dos seus bens a 1.6.1684,
tendo sido inventariante o pai e tutor de seu marido (que parece era idiota ou pródigo). Casou na
Matriz Ponta Delgada, a 19.1.1663, com o Capitão João de Sousa Carreiro (Cap.º 8segundo § 3.º N.º
6).
Teve do segundo casamento:
8 - Maria de Bettencourt, que talvez seja filha natural e sua mãe, Catarina Mendes, não tenha chegado a
casou com o pai. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 20.12.1668, com António Borges de Mendonça
(Cap.º 76.º § primeiro N.º 8).
8- Jerónimo da Câmara Coutinho, Capitão, dotado pelos pais com o vínculo instituído por Margarida de
Sá. Casou a primeira vez na Matriz de Ponta Delgada, a 1.12.1652, com Bárbara Lobo de Sequeira, ou
Cabral (Cap.º 143.º § Único N.º 6), e a segunda vez em S. José de Ponta Delgada, a 19.6.1684, com Ana
Garcia Pereira, ou Botelho (Cap.º 34segundo § Único N.º 4).
Tiveram:
9 - Manuel da Câmara e Sá, Capitão, que segue:
9 - Antónia Francisca da Câmara Coutinho, herdeira do vínculo instituído por Margarida de Sá, tendo, no
entanto, depois o vínculo seguido a linha de sua irmã D. Maria Teresa, até ao neto desta, Manuel
Pacheco da Câmara Estrela, que em testamento aberto a 8.9.1790 diz que este vínculo devia ir a seu
parente o Capitão António Moreira da Câmara (Vide Fr. Manuel de São Luís, "Vida da Venerável
Madre Francisca do Livramento", Livro I, pág. 312). Era morador com seu marido na Rua de Santo
André, de Ponta Delgada, hoje Rua João Moreira. Casou na Matriz Ponta Delgada, a 2.3.1705, com o
Capitão António Moreira de Melo (Cap.º 123.º § primeiro N.º 5).
9 - Maria Francisca, ou Teresa, da Câmara Coutinho a quem no inventário dos pais coube a legítima de
33.068 reis. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 8.5.1708, com o Dr. Manuel Pacheco de Aragão
(Cap.º 130.º § primeiro N.º 6).
9 - Rosa Francisca da Câmara, natural da freguesia de S. Mateus, de 23 anos a 2.9.1708, data do inventário
dos pais. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 16.5.1711, com o Capitão Gaspar Gonçalves da Câmara
(Cap.º 124.º § primeiro N.º 7).
9 - José, de 11 anos a 2.9.1708, data do inventário dos pais.
9- Manuel da Câmara e Sá, Capitão, foi inventariante do inventário que se fez por morte dos pais, a
2.9.1708, de que foi escrivão António da Fonseca de Távora. O inventário foi sentenciado a 27.6.1713.
Casou Margarida de Chaves e Melo (Cap.º 7primeiro § Único N.º 5). Sem geração.
Teve porém, de Isabel Stone (Cap.º 269.º § Único N.º 5) o filho natural que reconheceu:
10 - Manuel da Câmara Stone, que segue:
10 - Manuel da Câmara Stone, que no termo de casamento é tratado como filho ilegítimo do Capitão
Manuel da Câmara e Sá, casou, e de Isabel Stone, viúva. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 17.5.1747,
com Umbelina Inácia da Silveira, ou Inácia Umbelina da Silveira (Cap.º 78.º § 13.º N.º 12).
Tiveram:
11 - Sebastião Alexandre Stone, que segue:
11 - Sebastião Alexandre Stone, por cuja morte se fez inventário em 1825 (Arquivo dos "Resíduos",
Maço, N.º 1094). Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 7.2.1808, com Leonor Clara Delfina, natural de
Anasceu, viúva de António José Pereira.
Tiveram:
12 - Sebastião Alexandre da Câmara Stone, que segue:
12 - Sebastião Alexandre da Câmara Stone, da Matriz de Ponta Delgada e morador na Lagoa Casou no
Rosário da Lagoa, a 21.7.1843, com Isabel Carolina da Câmara Sampaio (Cap.º 348.º § primeiro N.º 7).
Tiveram:
13 - Manuel da Câmara Stone, que segue:
13 - Maria Isabel da Câmara Sampaio, casou no Rosário da Lagoa, a 21.2.1857, com Paulo José
Carreiro (Cap.º 8segundo § 5.º N.º 12).
13 - Emília Augusta da Câmara Stone.
13 - Manuel da Câmara Stone, que casou duas vezes: a primeira, aos 23 anos, no Rosário da Lagoa, a
30.7.1863, com Maria Isabel Tavares, filha de Vitorino José Tavares Pinho e Joana Tomásia Botelho
Amorim. Casou a segunda vez com Leonarda da Glória de Almeida (Cap.º 18.º § 25.º N.º 11).
Teve do primeiro casamento:
14 - Maria Sofia da Câmara Stone, que segue:
14 - Maria Sofia da Câmara Stone, nasceu em Santa Cruz da Lagoa a 25.9.1864. Casou de 18 anos no
Rosário Lagoa, a 15.6.1883, com João Jacinto de Medeiros Carneiro, filho de João Jacinto de Medeiros
Carneiro e Claudina Cândida Emília.

§ 5.º

7 - Rodrigo da Câmara Bettencourt, Capitão (do § 3.º), baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 30.10.1602.
Casou duas vezes: a primeira na Matriz de Vila Franca, a 10.6.1653, com Maria dos Anjos ou do Quental
(Cap.º 99.º § segundo N.º 5), e a segunda com Margarida Moreira, da Ribeira Grande, onde fez testamento
a 20.6.1696, o qual foi aberto a 23.6.1696, deixando a terça a seu filho único o Padre Henrique de
Bettencourt e Câmara. Era filha de Manuel Marques e de Maria Álvares, casou na Matriz da Ribeira
Grande a 18.10.1610, neta paterna de Manuel Marques e Maria Lopes e materna de Baltazar Dias e Maria
Álvares. Era irmã de Úrsula Moreira, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 14.5.1634, com Gaspar Vieira
Mourato (Cap.º 314.º § Único N.º 2) (Nota N.º 12).
Teve do segundo casamento:
8 - Henrique de Bettencourt e Câmara, Padre, que segue:
8 - Henrique de Bettencourt e Câmara, Padre, filho único do segundo casamento de seu pai. Foi herdeiro e
testamenteiro do vínculo instituído pela mãe. Foi baptizado na Matriz da Ribeira Grande em 1666 e
falecido a 5.11.1711. fez testamento a 2.11.1711, na Ribeira Grande (Arquivo da Relação dos Açores, sob
o N.º 2613 - A).
De Clara de Melo, solteira, teve o seguinte filho natural, legitimado com licença régia que consta do
termo de casamento desse filho:
9 - Rodrigo da Câmara Bettencourt, Tenente, que segue:
9- Rodrigo da Câmara Bettencourt, Tenente, baptizado em Rabo de Peixe, que em 1753 aparece como
procurador da Câmara da Ribeira Grande (Vide "Arquivo dos Açores", Vol. V, pág. 342). Casou em S.
Pedro da Ribeira Grande, a 16.11.1712, com Antónia de Medeiros Mendonça (Cap.º 148.º § 1segundo N.º
9).
Tiveram:
10 - Henrique de Bettencourt e Câmara, Capitão, que segue:
10 - Henrique de Bettencourt e Câmara, Capitão, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 12.11.1744, com
Quitéria Maria da Natividade (Cap.º 313.º § único.º N.º 5).
Tiveram:
11 - Ana Madalena, ou Margarida, da Câmara, que segue:
11 - Rodrigo José da Câmara, falecido solteiro.
11 - José Duarte da Câmara, idem.
11 - Margarida Teodora, freira no Convento de Jesus da Ribeira Grande
11 - Antónia Maurícia de Bettencourt e Câmara, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 6.8.1787, com
Félix João de Melo Cabral (Cap.º 33.º § 13.º N.º 12).
11 - Ana Madalena, ou Margarida, da Câmara, herdeira do vínculo instituído por sua trisavó Margarida
Moreira. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 29.3.1775, com o Tenente Paulo de Melo Velho Mourato
(Cap.º 15segundo § 8.º N.º 9).

NOTAS

1) Beatriz da Câmara (§ primeiro N.º 3)


Seu sogro, Pero de Albuquerque, será aquele que teve a alcunha de "o Azeite", que foi casado com
Guiomar de Sampaio e, por conseguinte, filho de João Gonçalves Gomide, senhor de Vila Verde, e de sua
mulher Leonor de Albuquerque, avós de Afonso de Albuquerque ? (Vide Cristóvão Alão Morais,
"Pedatura Lusitana", Tomo IV, Vol. III, pág. 35).
Em 1502 foi Francisco da Cunha capitão de uma nau para a Índia, na armada de que era Capitão-mor
Vasco da Gama (Vide Faria e Sousa, "Ásia Portuguesa", Tomo III, pág. 531. Vide também, a respeito de
Francisco da Cunha, marido de Beatriz da Câmara: Garcia de Resende, "Crónica de D. João II", Cap.º
CXII; Padre António Cordeiro, "História Insulana"; e João de Barros, "Década I", Livro IV, Cap.º II, e
"Década IV", Livro IV, Cap.º XXVII, em que diz ter sido Francisco da Cunha quem escalou Damão em
1534).

2) Diogo Nunes (§ primeiro N.º 4)


Por alvará régio de 22.4.1517 foi ordenado ao Almoxarife de Aveiro que desse a Rui Gonçalves da
Câmara, Capitão de S. Miguel, como irmão e herdeiro de Diogo Nunes, 66 mil reis do segundo terço dos
92 mil reis que valem as 1600 coroas do seu casamento ("Corpo Cronológico", Parte I, Maço XXI, N.º
89).

3) Antão Rodrigues da Câmara (§ segundo N.º 3)


Nos Nobiliários Madeirenses Antão Rodrigues da Câmara é chamado "o Mulato". Parece, pois, que era
filho de uma preta e não de uma mulher de apelido Albernaz, como diz Frutuoso. Ainda mais o confirma o
nome popular que tinha o morgado da Ribeirinha, por ele instituído, a que chamavam o “morgado dos
Cabrinhas”.

4) Francisco Manuel de Melo, D. (§ segundo N.º 5)


Este D. Francisco Manuel de Melo assinava-se D. Francisco Manuel da Câmara, pois assim aparece
como padrinho dum baptizado na Matriz da Ribeira Grande, a 21.9.1612. No seu testamento, feito na
Ribeirinha e aprovado pelo tabelião da Ribeira Grande, Manuel Coelho, a 16.4.1621, e aberto a 27.4.1621,
diz que estavam em Portugal sua mulher, Úrsula, e seu filho, D. Gomes de Melo, seus herdeiros, e que não
tinha em S. Miguel parente algum.
A 21.3.1583, em Lisboa, lavrou-se uma escritura de desistência e quitação, entre partes: o senhor Rui
Mendes de Vasconcelos, Fidalgo da Casa de El-Rei, morador na Vila de Pombal, por si e como procurador
da senhora sua mulher D. Ana de Noronha, e da senhora D. Leonor Manuel, sua cunhada, irmã da dita sua
mulher, solteira, e presentes também o senhor D. Francisco Manuel, em seu nome e no da senhora Úrsula,
sua mulher, e bem assim o senhor D. Diogo de Carcamo, em seu nome e no da senhora D. Antónia de
Vilhena, filhos, genros e herdeiros de D. Mécia Pereira, falecido; da outra parte o senhor Ventura de Frias,
morador em Lisboa, como procurador de Francisco de Balmazeda, mercador, morador na cidade de
Burgos; e também presente Manuel Gomes de Araújo, mercador, morador nesta cidade (Lisboa ?).
Disseram os outorgantes que andava em pregão na ilha de S. Miguel, na Ribeira Grande, uma terra em
Rabo de Peixe, que fora de Manuel Roiz Furtado, o qual fora feitor da dita D. Mécia Pereira, na sua
fazenda do seu morgado, que tem na Vila da Ribeira Grande, por dívidas que o dito feitor ficou devendo à
dita D. Mécia e por não haver lançador lançara nela Cristóvão Lopes, que ao tal tempo era feitor e
procurador da dita D. Mécia, 90.000 reis, para a dita D. Mécia e lhe fora arrematada a dita terra; e também
deitou na dita terra o dito Francisco de Balmazeda, por motivo de uma dívida que o dito Manuel Roiz,
dono da terra, lhe devia; houve demanda entre Francisco de Balmazeda e Cristóvão Lopes, procurador de
D. Mécia, sobre a preferência das ditas dívidas que eram para serem pagas pela terra que fora arrematada
ao Cristóvão Lopes para a sua constituinte D. Mécia. Nessa demanda houve sentença a seu favor o dito
Balmazeda e porque o dito Manuel Gomes de Araújo ficou por fiador a D. Mécia, a sentença foi também
contra ele, Manuel Gomes. A demanda correu na Ribeira Grande, estando lá o Balmazeda, que passou da
Ribeira Grande uma letra de câmbio para Lisboa, de 111.000 reis, sobre o dito Ventura de Frias, em
30.10.1579, para ser paga a Manuel Gomes de Araújo. O Ventura aceitou a letra para a pagar ao dito
Gomes, mas o Balmazeda embargou a letra, dizendo que o Gomes lhe devia aquela quantia, 90.000 reis da
dita terra e as custas. Ventura de Frias depositou os 111.000 reis em mão do depositário da cidade e então
o tomou D. António, Prior do Crato, "no tempo que nesta cidade foi alevantado por Rei"; e estando o caso
nestes termos se fizeram partilhas da fazenda que ficou da dita D. Mécia Pereira, que falecido quando
ocorriam estes acontecimentos. Os partilhantes, filhos e genros de D. Mécia Pereira, deixaram fora de
partilha a dita terra da demanda e agora concertam entre todos o seguinte: "Que o dito Francisco de
Balmazeda haja a dita terra e desobrigue o Manuel Gomes de Araújo da importância de 111.000 reis que
levou D. António, e também os desobrigue a eles, herdeiros de D. Mécia. Por sua vez eles, herdeiros, dão
quitação ao Ventura de Frias do pagamento dos 111.000 reis da letra contra ele sacada pelo Balmazeda e
dessa dão quitação a todos e a tomam sobre si para haverem os 111.000 reis da fazenda de D. António,
Prior do Crato" (Livro X do Tombo do Convento de Jesus da Ribeira Grande, fls. 587).

5) Francisco de Melo Manuel, D. (§ segundo N.º 7)


Francisco de Melo Manuel foi grande figura de diplomata da época da Restauração. Foi embaixador
em França, Holanda e Inglaterra, plenipotenciário ao Congresso de Nimegue da Paz Universal. Foi
também Camareiro-mor da Rainha D. Catarina de Inglaterra, Trinchante-mor, Alcaide-mor de Lamego,
senhor de Silvã e dos Reguengos de Folhadal e Pereira, Comendador de S. Pedro da Veiga de Lira, S.
Miguel de Linhares e S. Martinho de Banhados. Morreu em 1678, s. g..

6) Pedro Rodrigues da Câmara (§ 3.º N.º 3)


Parece que Pedro Rodrigues da Câmara era filho de Elvira, natural das Canárias. A respeito de um
outro casamento de Pedro Rodrigues da Câmara vide Arquivo dos Açores, VOL. V PÁG.ª 98. Pedro
Rodrigues da Câmara foi um dos que, em 1507, contratou a construção da Matriz da Ribeira Grande.

7) João Rodrigues da Câmara (§ 3.º N.º 4)


Diz Frutuoso que Helena, mulher de João Rodrigues da Câmara, era viúva de Sebastião Barbosa da
Silva. João Rodrigues da Câmara teve dificuldade em casou com ela, porquanto se vê de um alvará de
4.9.1523 que El-Rei mandou vir a S. Miguel o Corregedor António de Macedo, a fim de resolver as
dúvidas que o Contador Martim Vaz Bulhão punha ao casamento da neta, por esta ser casou com
Sebastião Barbosa da Silva, de onde parece que ela não era viúva, conforme diz Frutuoso, mas sim
descasada, ou mal casada, ou amásia (Vide Registo da Câmara de Ponta Delgada, Livro IV, fls. 36 verso).

8) Maria da Câmara e Sá (§ 3.º N.º 6)


Maria de Sá, viúva de António de Brum da Silveira Pimentel, aparece nas seguintes escrituras feitas no
Nordeste, onde morava, nas Notas do tabelião António Cabral: a 27.10.1613, em que a outorgante fala em
seus sogros António de Brum da Silveira e Maria de Frias Pimentel, que dotaram seu falecido marido com
20 moios de trigo; em Outubro em 1612, em que faz um aprazamento; a 22.3.1613, representada por seu
procurador, seu tio António Correia Brandão, Juiz Ordinário no Nordeste, em que vende um foro a Martim
Enes Columbreiro, morador na Achadinha

9) Margarida de Sá ou da Câmara (§ 3.º N.º 5)


Margarida de Sá ou da Câmara, viúva de Cristóvão Dias, fez testamento aprovado a 12.7.1627, em que
vinculou, nomeando para administrador seu sobrinho Simão da Câmara e depois ao filho Manuel da
Câmara, que era afilhado da testadora, seguindo sempre nos filhos machos e na falta destes nas fêmeas.
Neste testamento diz que fez a ermida de Nossa Senhora da Saúde, nos Arrifes. Do arquivo dos
"Resíduos" consta que sucedeu a Simão da Câmara na administração do vínculo o filho Manuel da
Câmara, e a este o seu filho Jerónimo (Vide Nota N.º 4 do Cap.º 17.º da qual consta o casamento de
Margarida de Sá com Manuel Rebelo Barbosa).

10) Simão da Câmara e Sá (§ 3.º N.º 6)


A 25.5.1622, em Ponta Delgada, perante o Juiz de Fora, compareceu Ana Manuel, morador na Rua
do Maranhão, e querela contra o Capitão Simão da Câmara, sua mulher Cecília e seus filhos Valentim da
Câmara e Manuel da Câmara, e também contra sua escrava Bárbara, os quais sábado passado, 21 deste
mês, estando ele em casa às dez horas da noite, chegaram à sua porta e não a querendo ela abrir, a
arrombaram, quebrando o coice da porta, entraram, levaram-na pela garganta, meteram-na numa cisterna e
com umas brochas de couro, lhe levantaram as fraldas e lhe deram muitos açoites pelo corpo. Neste
mesmo dia já Cecília passara pela porta dela queixosa ao meio-dia e a chamara de Puta e mandara a sua
mulata Bárbara que lhe desse com um pau, o que a escrava fez (Livro de Querelas de 1608 a 1654 (?), na
Biblioteca Pública de Ponta Delgada).

11) Manuel da Câmara e Sá, Capitão (§ 4.º N.º 7)


Manuel da Câmara e Sá, Sargento-mor de Ponta Delgada, foi impedido da administração dos seus
bens porque, a 19.9.1645, sua mulher Maria Coutinho requereu no processo de contas nos Resíduos do
vínculo de Margarida da Câmara, de que era administrador o dito seu marido, dizendo ser ela a
administradora do respectivo processo de contas nos Resíduos se vê que em 1646 ele estava ausente em
Lisboa e em 1650 é ele próprio a prestar contas como administrador. No dito processo de contas Manuel
da Câmara e Sá faz procuração ao filho Jerónimo da Câmara Coutinho, em 9.8.1652, e a 11.3.1653 estava
novamente ausente em Lisboa.
A 4.6.1653 ele Capitão Manuel da Câmara e Sá e a mulher Maria Coutinho, fazem doação a seu filho
o Capitão Jerónimo da Câmara Coutinho casou com Bárbara Lobo Cabral, de todos os bens do vínculo
instituído por Margarida da Câmara, excepto as casas sobradadas na Rua dos Mercadores, onde vivem os
doadores. Até 1707 deu contas do vínculo o Capitão Jerónimo da Câmara Coutinho; de 1707 a 1771 seu
filho Capitão Manuel da Câmara e Sá; de 1771 a 1790 o Capitão Manuel Pacheco da Câmara; de 1791 a
1796 o Capitão Manuel Pacheco de Aragão; e de 1799 em diante o morgado João Moreira da Câmara.

12) Rodrigo da Câmara Bettencourt, Capitão (§ 5.º N.º 7)


A 21.1.1664, em Ponta Delgada, na Rua dos Mercadores, nas casas de morada do Capitão
Sargento-mor de toda a ilha de S. Miguel, Manuel da Câmara e Sá, Cavaleiro professo na Ordem de
Cristo, compareceu o Capitão André da Ponte do Quental e sua mulher Maria da Câmara e fazem um
contrato com o Capitão Rodrigo da Câmara Bettencourt, morador na Ribeira Grande, sobre umas terras
que eram dos bens dos pais deste, Simão da Câmara e Sá, falecido, comparecendo também e outorgando o
dito Capitão e Sargento-mor Manuel da Câmara e sua mulher Maria Coutinho (Notas do tabelião João de
La Paz, Livro de 1662 e 1663).

CAPÍTULO 11.º

DA DESCENDÊNCIA DE MANUEL DIAS, MERCADOR


§ 1.º

1 - Manuel Dias, mercador, de Portugal, de onde veio para a ilha de S. Miguel no tempo do Capitão
Donatário Manuel da Câmara. Diz o Dr. Caetano de Andrade (genealogista) que Manuel Dias era filho de
Braz Dias, abade em Guimarães. O Padre António Cordeiro, na História Insulana, Livro V, Título V, pág.
260, refere que este Manuel Dias enriqueceu tanto que um seu filho chamado Cristóvão casou na ilha de
S. Miguel com Margarida de Sá, filha de Henrique de Bettencourt e Sá, das primeiras famílias da mesma
ilha. Manuel Dias casou em S. Miguel com Margarida Fernandes (Cap.º 134.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
2 - Gaspar Dias, que segue:
2 - Cristóvão Dias, faleceu na Matriz de Ponta Delgada a 15.9.1599. Deixou uma Instituição para as suas
parentes pobres terem dotes, chamada Capela do Nome de Deus. É a Capela, na Matriz de Ponta
Delgada, que D. João VI doou em três vidas ao Conselheiro José Joaquim da Silva Freitas, por alvarás
de 26.6.1815 e de 1818, de que foi último donatário Bernardino José de Sena Freitas (terceira vida em
que se verificou a doação de D. João VI), faleceu a 15.7.1904, tomando a Fazenda Nacional posse dos
bens desta Capela (Vide Padre António Cordeiro, na História Insulana, Livro V, Título V, pág. 260).
Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 19.4.1570, com Margarida da Câmara, ou de Sá (Cap.º 10.º § 3.º
N.º 5). Sem geração.
2 - Francisco Fernandes, Padre, vigário da Misericórdia de Ponta Delgada. Fez testamento aprovado a
29.7.1588, em que instituiu um vínculo para seu sobrinho Miguel Lopes de Araújo.
2 - Inês Dias, que instituiu um vínculo por testamento aprovado a 8.9.1588, em Lisboa, na Rua do
Ferragial de Cima. Morreu em Setembro de 1588.
2 - Isabel Dias, que já era casou em 1563, como consta do testamento da mãe. Instituiu um vínculo em
1601 e morreu em Fevereiro de 1602. Casou António de Andrade (Cap.º 55.º § 1.º N.º 1).
2 - Gaspar Dias, mercador (Frutuoso, Livro IV, Cap.º VIII) e Provedor da Misericórdia de Ponta Delgada em
1598. Morreu a 11.9.1623, com mais de 80 anos, tendo feito testamento com sua mulher a 24.6.1623.
Casou com Ana de Medeiros Araújo (Cap.º 21.º § 1.º N.º 3). (Nota N.º 1).
Tiveram:
3 - André Dias de Araújo, Capitão, que segue:
3 - Manuel de Medeiros Araújo, que segue no § 5.º.
3 - Maria de Medeiros Araújo, que vinculou por testamento de mão comum com seu marido, aprovado a
4.9.1635. Depois de viúva fez outro testamento, aprovado a 25.5.1647, em que também vinculou, e fez
codicilo em 1.7.1652. Morreu a 1.7.1652, com 80 anos, em S. Pedro de Ponta Delgada. Casou Pedro
Borges de Sousa ou de Gandia (Cap.º 17.º § 5.º N.º 2).
3 - Miguel Lopes de Araújo, casou com Francisca de Oliveira de Vasconcelos (Cap.º 49.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
4 - Gaspar de Medeiros Vasconcelos, deserdado pelo avô Gaspar Dias (Notas Nasceuos 1 e 2). Casou
em sua casa, na Ribeira Grande (estando o termo na Matriz), por estar doente de cama, a 18.6.1614,
com Águeda da Câmara Botelho (Cap.º 26.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
5 - Margarida, baptizada em S. Pedro de Ponta Delgada a 7.7.1617.
5 - Isabel, idem a 26.5.1622.
5 - Miguel, idem a 21.1.1628.
5 - Maria, idem a 11.1.1631.
3 - André Dias de Araújo, Capitão, primogénito, herdeiro do primeiro vínculo instituído pelos pais, com a
condição de o filho macho se chamar Gaspar Dias de Medeiros (sic). Fez testamento aprovado a
3.12.1634 e morreu a 5.12.1634 (Nota N.º 3). Casou Margarida Pacheco de Sousa (Cap.º 2.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
4 - Gaspar de Medeiros e Sousa (sic), Capitão, que segue:
4 - Ana de Medeiros de Sousa, que vinculou a 29.9.1659 e morreu a 25.7.1687, na Matriz de Ponta
Delgada. Casou a primeira vez na Matriz de Ponta Delgada, a 25.5.1636, com o Capitão Manuel
Raposo Bicudo (Cap.º 27.º § 10.º N.º 6). Casou a segunda vez na Matriz de Ponta Delgada, a
30.6.1659, com o Capitão João de Melo de Arruda (Cap.º 4.º § 12.º N.º 4).
4 - Antão Pacheco de Sousa, que segue no § 3.º.
4 - Manuel, gémeo com seu irmão Antão.
4 - João de Sousa Pacheco, Capitão, Cavaleiro de Cristo. Baptizado na Matriz de Ponta Delgada a
8.7.1627. Fez testamento aprovado a 8.10.1669. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 1.7.1663, com
Mariana do Canto Faria e Maia (Cap.º 117.º § 1.º N.º 5). Sem geração.
Teve um filho natural, havido de mãe incógnita:
5 - Francisco de Sousa Pacheco, casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 13.12.1693, com Isabel Stone
(Cap.º 269.º § Único N.º 5).
Tiveram:
6 - Bárbara Francisca de Santo António, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.
6 - João de Sousa Pacheco, Capitão, casou a primeira vez, a 3.8.1721, no Rosário da Lagoa, com
Mariana ou Maria Moniz de Medeiros (Cap.º 15.º § 1.º N.º 9). Casou a segunda vez no Rosário
Lagoa, a 2.2.1728, com Inês Tavares de Medeiros, viúva, filha de Manuel Pacheco Tavares
(Cap.º 313.º § Único N.º 3) e Maria Cabral de Melo.
Teve do 1.º casamento:
7 - Francisco de Sousa Pacheco, Capitão.
7 - João Stone de Medeiros, testemunha de um casamento no Rosário da Lagoa a 22.11.1760.
7 - Bárbara Mariana Stone de Medeiros, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 7.6.1753, com o
Capitão João do Rego Botelho de Quental (Cap.º 124.º § 3.º N.º 8).
4 - Guiomar, baptizada na Matriz de Vila Franca a 20.12.1619. Freira.
4 - Inês de Jesus, nasceu em Maio de 1624. Vinculou em 12.5.1639. Freira.
4 - Maria da Encarnação, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 29.3.1618. Vinculou a 12.5.1635.
Freira.
4 - Gaspar de Medeiros e Sousa (sic), Capitão, herdeiro do vínculo instituído pelo avô Gaspar Dias. Foi Juiz
do Mar em S. Miguel por morte de seu cunhado Duarte Borges da Câmara (Cap.º 17.º § 1.º N.º 5).
Vinculou por testamento aprovado a 28.1.1688 e morreu no dia seguinte. Neste seu testamento anexou ao
vínculo de Gaspar Dias as benfeitorias que fez no casal e ermida de Nossa Senhora do Bom Despacho, na
estrada de Ponta Delgada para os Arrifes, a qual ermida já existia em 1564 (Vide "O Preto no Branco", N.º
23). Esta ermida foi destruída e a Imagem estava no oratório particular dos herdeiros do Visconde da
Praia. Era morador na freguesia de S. Sebastião de Ponta Delgada. Casou em S. José de Ponta Delgada, a
15.12.1644, com Maria da Câmara Bettencourt (Cap.º 17.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
5 - Gaspar de Medeiros da Câmara, ou de Sousa, Capitão, que segue:
5 - António Borges da Costa, Capitão, baptizado em Ponta Delgada a 16.6.1650, em quem seu pai nomeou
o ofício de Juiz da Alfândega. Foi herdeiro do vínculo instituído pelo pai e morreu solteiro. Instituiu
um vínculo por testamento aprovado a 23.3.1714, para seu sobrinho João Borges da Câmara, legando
ao outro seu sobrinho, Duarte Borges, o direito que tinha ao ofício de Juiz da Alfândega.
5 - Maria da Câmara de Medeiros, que herdou o vínculo instituído por sua mãe. Casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 8.5.1673, com Manuel Raposo Bicudo, ou Bicudo Correia (Cap.º 27.º § 10.º N.º 8).
5 - João Borges da Câmara, Padre, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 16.9.1654. Instituiu um
vínculo por testamento aprovado a 4.9.1705, deixando o seu património ao irmão Gaspar. Morreu na
Matriz Ponta Delgada a 7.9.1705.
5 - Ana da Madre de Deus, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.
5 - Luzia de S. Braz, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.
5 - Gaspar de Medeiros da Câmara ou de Sousa, Capitão, Provedor dos Resíduos, ofício que recebeu de seu
sogro, Miguel Lopes de Araújo, em dote da sua primeira mulher. Foi herdeiro dos vínculos e Cavaleiro de
Cristo com 20 mil reis de tença. Vinculou por testamento aprovado a 10.5.1714 e morreu a 12.do mesmo
mês em S. José de Ponta Delgada, onde era morador . Casou a primeira vez em S. Pedro de Ponta
Delgada, a 13.2.1673, com D. Maria Madalena do Canto, ou D. Maria do Canto e Frias (Cap.º 17.º § 5.º
N.º 4), de quem não teve geração. Casou a segunda vez na Matriz da Ribeira Grande, a 28.7.1683, com D.
Ana de Burmão, ou de Gusmão Botelho (Cap.º 1.º § 6.º N.º 8).
Tiveram:
6 - Gaspar de Medeiros Dias e Sousa, que segue:
6 - Duarte Borges da Câmara de Medeiros, que segue no § 2.º.
6 - Maria Leonor da Câmara de Medeiros, casou em S. José de Ponta Delgada, a 24.6.1708, com o
Capitão Manuel Raposo Bicudo ou da Câmara (§ 3.º N.º 6).
6 - João Borges da Câmara, Tenente, nasceu em S. José de Ponta Delgada, Fidalgo Cavaleiro em
18.1.1708. Morreu a 20.7.1758. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 27.10.1721, com D. Antónia
Josefa de Medeiros (Cap.º 27.º § 10.º N.º 8). Sem geração.
6 - Antónia Botelho de Medeiros, casou em S. José de Ponta Delgada, a 2.6.1701, com o Capitão Pedro
Borges de Sousa do Canto e Medeiros (Cap.º 17.º § 5.º N.º 26).
6 - Luís Lodolfos de Medeiros, que fez testamento a 25.5.1758. Sem geração.
6 - Úrsula Maria de S. José, freira no Convento da Conceição de Ponta Delgada.
6 - Ana de S. José, idem.
6 - Gaspar de Medeiros Dias e Sousa, herdeiro dos vínculos e Fidalgo Cavaleiro da Casa Real em 28.3.1737
(Livro III da Câmara de Ponta Delgada). Nasceu a 9.9.1685 em Rosto do Cão e foi morador em S. Mateus
de Ponta Delgada. Fez testamento aprovado a 23.1.1745, em que instituiu um vínculo, deixando por
administradora sua mulher e por morte dela seu filho. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 3.5.1711,
com Joana Isabel do Canto, ou de Medeiros, ou do Canto Borges (Cap.º 17.º § 6.º N.º 6).
Tiveram:
7 - Gaspar de Medeiros Dias de Sousa da Câmara, que segue:
7 - Ana Eufrásia, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.
7 - Antónia Madalena, idem.
7 - Gaspar de Medeiros Dias de Sousa da Câmara, herdeiro dos vínculos. Nasceu a 4.10.1725 e morreu a
14.2.1771. Casou por procuração na Horta, a 27.7.1752, com D. Felícia Tomásia de Montojos Paim da
Câmara (Cap.º 114.º § 3.º N.º 9).
Tiveram:
8 - Gaspar António de Medeiros Sousa Dias da Câmara. administrador dos vínculos e Fidalgo Cavaleiro
da Casa Real a 14.8.1777. Nasceu em S. José de Ponta Delgada a 10.5.1760. Faleceu solteiro,
deixando a sua grande casa a sua sobrinha D. Ana Teodora, mais tarde Viscondessa da Praia (Nota N.º
4).
8 - Antónia Joaquina Isabel do Canto, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 22.4.1762. Fez testamento
aprovado a 21.1.1824 e aberto a 18.3.1832. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 29.6.1778, com
Pedro Borges de Sousa Medeiros e Canto (Cap.º 17.º § 5.º N.º 8). Sem geração
8 - António de Medeiros Sousa Dias da Câmara, que segue:
8 - Francisca Miquelina de Montojos Paim da Câmara, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 1.4.1767.
Casou a primeira vez em S. José de Ponta Delgada, a 14.9.1801, com António Soares de Sousa
Ferreira Borges de Albergaria (Cap.º 32.º § 2.º N.º 11). Casou a segunda vez em S. José de Ponta
Delgada, a 23.11.1807, com Luís da Câmara Coutinho Carreiro de Castro (Cap.º 82.º § 3.º N.º 10).
Sem geração.
8 - Luís Jacinto de Medeiros Sousa Dias da Câmara, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 20.6.1768. Foi
Fidalgo Cavaleiro a 14.8.1777. Casou em S. José de Ponta Delgada, a 19.4.1802, com D. Ana Luísa de
Bettencourt Soares de Albergaria (Cap.º 32.º § 2.º N.º 12). Sem geração.
8 - António de Medeiros Sousa Dias da Câmara, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 11.3.1765 e faleceu a
9.6.1801, tendo feito testamento aprovado a 6.5.1801. Foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real a 14.8.1777
(Livro V da Câmara de Ponta Delgada). Casou em S. José de Ponta Delgada, a 26.2.1797, com D. Clara
Joaquina Isabel do Canto (§ 5.º N.º 9).
Tiveram a filha única:
9 - Ana Teodora de Medeiros Sousa Dias da Câmara, herdeira da grande casa vincular administrada por
seu tio Gaspar António de Medeiros. Nasceu em S. José de Ponta Delgada a 13.5.1800 e aí morreu a
15.9.1883. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 2.6.1823, com o 1.º Visconde da Praia, Duarte Borges
da Câmara de Medeiros, (1os Viscondes) (§ 2.º N.º 9).

§ 2.º

6 - Duarte Borges da Câmara de Medeiros (do § 1.º), Provedor dos Resíduos e herdeiro do vínculo instituído
pelo pai. Vinculou por testamento aprovado a 22.3.1744 e morreu a 25 do mesmo mês. Do vínculo que
instituiu constava uma grande morada de casas na Rua Duarte Borges, em Ponta Delgada. Casou na
Ribeira Grande, a 19.2.1716, com D. Maria Francisca da Silveira (Cap.º 45.º § 1.º N.º 9).
Tiveram:
7 - Duarte Borges da Câmara de Medeiros, que segue:
7 - Duarte Borges da Câmara de Medeiros, Provedor dos Resíduos e herdeiro dos vínculos, nasceu em S.
Pedro da Ribeira Grande a 17.2.1714. Fez testamento a 4.7.1785, aberto a 19.7.1786 (Nota N.º 5). Casou
em S. Pedro de Vila Franca, a 13.12.1746, com Ana Josefa da Câmara (Cap.º 19.º § 4.º N.º 9).
Tiveram:
8 - António Pedro Borges da Câmara e Medeiros, que segue:
8 - Ana Jacinta, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 25.8.1750.
8 - Francisca Paula, idem a 28.12.1746.
8 - Inácia Luísa, idem a 1.5.1756.
8 - Constança Tomásia, idem a 16.11.1761.
8 - Umbelina, idem a 22.12.1774. Freira na Esperança.
8 - Luzia, idem a 16.11.1757.
8 - João Borges da Câmara, nasceu a 26.5.1764 em S. José de Ponta Delgada e aí faleceu a 25.3.1834.
8 - Vicência Perpétua, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 30.3.1771. Morreu solteira.
8 - Jacinta Flora, idem a 9.1.1766. Morreu solteira, de 81 anos, em 1847.
8 - Rosa, idem a 12.12.1762.
8 - Joaquim, idem a 5.7.1749.
8 - Duarte, idem a 5.6.1748.
8 - Duarte (2.º de nome), idem a 4.8.1768.
8 - Mariana Teresa da Câmara Medeiros, idem a 13.10.1772. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a
12.6.1800, com António de Medeiros Castelo Branco (Cap.º 21.º § 1.º N.º 10). De seu cunhado Dr.
Manuel de Medeiros Castelo Branco teve D. Mariana um filho natural (Cap.º 21.º § 1.º N.º 10).
8 - António Pedro Borges da Câmara de Medeiros, Fidalgo Cavaleiro em 4.7.1777, herdeiro dos vínculos do
pai e também da casa de Jesus Maria José, na Praia, perto de Vila Franca, que pertencia à família de sua
mãe. Nasceu em S. José de Ponta Delgada a 14.4.1757 e morreu a 19.1.1820. Casou em S. José de Ponta
Delgada, a 29.10.1798, com sua prima D. Maria Francisca do Livramento de Andrade Albuquerque
Bettencourt (Cap.º 55.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
9 - Duarte Borges da Câmara de Medeiros, que segue:
9 - Maria José Borges da Câmara Medeiros, nasceu na Fajã de Baixo a 13.8.1800 e faleceu a 27.1.1858,
deixando a sua terça à Misericórdia de Ponta Delgada. Casou na Fajã de Baixo, a 14.8.1819, com seu
primo Caetano de Andrade Albuquerque de Bettencourt Raposo da Câmara (Cap.º 55.º § 1.º N.º 7).
9 - António Borges da Câmara Medeiros, um dos vultos de maior destaque em S. Miguel, no século XIX,
a quem se deveram notáveis realizações. Foi administrador de seu enteado o Dr. Caetano de Andrade
Albuquerque. Nasceu na Fajã de Baixo a 14.6.1812. Tirou o curso de agricultura na célebre escola de
Grignon (França). Criou notáveis jardins e parques botânicos nas Sete Cidades, Ponta Delgada, e
Furnas. Fidalgo Cavaleiro em 20.10.1824. Governador Civil de Ponta Delgada de 8.9.1847 a
25.1.1849. Morreu em S. José de Ponta Delgada a 19.3.1879. Casou em S. Roque, a 21.10.1846, com
sua prima D. Maria das Mercês de Andrade Albuquerque Bettencourt (Cap.º 55.º § 2.º N.º 7). Sem
geração.
Teve dois filhos naturais, que reconheceu, de Francisca Carolina Borges do Canto e Sousa
Medeiros (Cap.º 17.º § 5.º N.º 10):
10 - António Borges da Câmara Medeiros, nasceu na Fajã de Baixo a 10.12.1831 e faleceu a
10.10.1912. Casou D. Amélia Augusta Borges de Sousa, de Setúbal.
Tiveram:
11 - Cecília.
11 - Beatriz Taciana Borges da Câmara de Medeiros.
11 - Laura.
10 - Elisa Augusta Borges da Câmara Medeiros, baptizada a 11.8.1834, na Fajã de Baixo (segundo
Jacinto de Bettencourt e Luís Filipe de Bettencourt no estudo "Andrades", dos "Subsídios para a
História Genealógica Insulana"). Não se encontra na Biblioteca Pública de Ponta Delgada o
respectivo Livro de Nascimentos, nem o Livro IV da Administração do Concelho de Ponta
Delgada, do qual constava o respectivo termo de reconhecimento de paternidade. Faleceu em
Lisboa a 6.12.1857. (O seu reconhecimento pelo pai consta do Livro IV, fls. 187 verso, dos
nascimentos da freguesia de S. José de Ponta Delgada). Casou em Lisboa com António Libório
Mariz de Sousa e Albuquerque (Cap.º 55.º § 1.º N.º 7).
9 - Duarte Borges da Câmara de Medeiros, 1.º Visconde da Praia, por decreto de 7.5.1845, Par do reino e do
Concelho de Sua Majestade Fidelíssima. Senhor e administrador da Casa da Praia, de Jesus Maria José, e
dos demais vínculos administrados pelos seus antepassados. Nasceu a 7.9.1799 e morreu em S. José de
Ponta Delgada a 19.3.1872. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 2.6.1823, com D. Ana Teodora de
Medeiros Sousa Dias da Câmara (§ 1.º N.º 9).
Tiveram:
10 - Maria Carolina Borges da Câmara Medeiros, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 3.5.1824 e
faleceu solteira em Ponta Delgada.
10 - Ana Júlia Borges da Câmara Medeiros, nasceu a 9.4.1827 em S. José de Ponta Delgada e faleceu a
21.8.1849 em S. Pedro de Ponta Delgada. Foi segunda Baronesa das Laranjeiras pelo seu casamento
em S. Pedro de Ponta Delgada, a 26.12.1842, com António Manuel de Medeiros da Costa Canto e
Albuquerque, 2.º Barão e mais tarde 1.º Visconde das Laranjeiras (§ 5.º N.º 11).
10 - Clara Emília Borges da Câmara Medeiros, nasceu a 26.2.1828 e faleceu a 26.6.1865 em S. José
Ponta Delgada. Foi Viscondessa de Santa Catarina pelo seu casamento, a 22.5.1843, em S. José de
Ponta Delgada, com Baltazar Rebelo Borges de Castro, 1.º Visconde de Santa Catarina (Cap.º 17.º §
3.º N.º 10).
10 - António Borges de Medeiros Dias da Câmara e Sousa, Dr., que segue:
10 - Mariana Augusta Borges da Câmara Medeiros, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 5.9.1830.
Casou em S. José de Ponta Delgada, a 15.7.1850, com seu cunhado o 1.º Visconde das Laranjeiras,
António Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque (§ 5.º N.º 11).
10 - Carolina Adelaide Borges da Câmara Medeiros, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 6.1.1832.
Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 19.4.1849, com seu primo Dr. João de Bettencourt de Andrade
Albuquerque (Cap.º 55.º § 2.º N.º 7).
10 - Guilhermina Amélia Borges da Câmara Medeiros, nasceu a 16.5.1837. Foi a segunda Condessa da
Silvã pelo seu casamento em S. José de Ponta Delgada, a 21.3.1857, com D. Francisco de Melo
Manuel da Câmara, 2.º Conde da Silvã (Cap.º 10.º § 2.º N.º 12).
10 - António Borges de Medeiros Dias da Câmara e Sousa, Dr., nasceu em S. José de Ponta Delgada a
23.1.1829. Foi senhor da grande casa de seus antepassados e Fidalgo Cavaleiro por alvará de
20.10.1824. Bacharel em Filosofia pela Universidade de Coimbra. Moço Fidalgo com exercício. 2.º
Visconde da Praia por decreto de 30.9.1875. 1.º Conde da Praia e de Monforte por decreto de 9.7.1881.
1.º Marquês da Praia e de Monforte por decreto de 21.1.1890. Par do Reino por sucessão. Faleceu em
Lisboa a 1.5.1913. Casou em Santa Isabel de Lisboa, a 3.3.1859, com D. Maria José Coutinho
Maldonado de Albergaria Freire, nasceu a 13.3.1833, filha única e herdeira dos 1os. Viscondes de
Monforte, Luís Coutinho de Albergaria Freire, administrador de vários vínculos em Aviz, Veiros e
Estremoz, e de D. Ana de Brito Mousinho.
Tiveram:
11 - Maria Francisca Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, nasceu a 20.1.1860. Foi
Condessa de Cuba pelo seu casamento, a 19.8.1895, com D. Alexandre de Lencastre, 1.º Conde de
Cuba, filho dos 2os. Condes das Alcáçovas. Sem geração.
11 - Duarte Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, que segue:
11 - Luís Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara nasceu em Lisboa no palácio de seus
pais, ao Rato, a 24.4.1866 e faleceu em Cascais a 25.9.1933. Foi 4.º Duque de Palmela e 3.º
Marquês do Faial (decreto de 20.7.1887), pelo seu casamento com D. Helena Maria Domingas de
Sousa Holstein de Sampaio e Pina de Brederode, 4.ª Duquesa de Palmela e 3.ª Marquesa do Faial.
Tiveram:
12 - António Maria da Assunção de Sousa Holstein Beck, D., 4.º Conde de Calhariz e mais tarde
Marquês do Faial, nasceu em Lisboa a 14.8.1892. Casou, a 30.6.1915, com D. Maria da
Assunção de Sá Pais do Amaral Pereira de Meneses, filha dos 1os. Condes de Alferrarede.
Sem geração.
12 - Maria José de Sousa Holstein Beck, casou em 1as. núpcias com o 7.º Marquês de Tancos, D.
Duarte Bernardo Baltazar Manuel, e em 2as. núpcias com António Maria Teixeira. Sem
geração.
12 - Domingos Maria do Espírito Santo de Sousa Holstein Beck Coutinho Borges, D., 3.º Conde
da Póvoa e depois Duque de Palmela, embaixador de Portugal em Londres. Nasceu em Lisboa
a 6.6.1897 e casou na mesma cidade, a 25.10.1918, com D. Maria do Carmo Pinheiro de
Melo, filha do 1.º Conde de Arnoso, Bernardo Pinheiro Correia de Melo, e a Condessa D.
Matilde Munró dos Anjos. Com geração.
12 - Ana Maria de Sousa Holstein Beck, Condessa de Valbom pelo seu casamento com o 2.º
Conde de Valbom, D. Joaquim Baltazar Manuel. Com geração.
12 - Maria Luísa de Sousa Holstein Beck, Viscondessa de Asseca, pelo seu casamento com o 1.º
Visconde de Asseca António José Maria Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara. Com
geração.
11 - António Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, 1.º Barão de Linhó, nasceu a
19.1.1871, diplomado com o Curso Superior de Letras. Faleceu solteiro em Lisboa. Sem geração.
11 - Duarte Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, 2.º Marquês da Praia e de Monforte,
Oficial-mor da Casa Real, Par do Reino, Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra
Nasceu a 22.7.1861 e faleceu a 25.7.1907. Casou, a 5.2.1893, com D. Maria da Conceição Pinto Leite,
Dama de Honor da Rainha D. Amélia, filha dos 1os. Condes dos Olivais, Júlio Pinto Leite e D. Clotilde
da Veiga Araújo.
Tiveram:
12 - António Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, que segue:
12 - Maria José Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, nasceu em Lisboa a 9.11.1893.
Casou em Lisboa, a 12.4.1920, com o Dr. José Ribeiro do Espírito Santo Silva. Com geração.
12 - Duarte Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, nasceu em Lisboa a 28.2.1897. Casou
em Lisboa, a 20.4.1929, com D. Mariana de Melo, filha dos 11os. Condes de S. Lourenço. Com
geração.
12 - António Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, 3.º Marquês da Praia e de Monforte, por
autorização de El-Rei D. Manuel II. Bacharel em Ciências pela Universidade de Durham (Inglaterra).
Nasceu na Quinta do Infantado, em Loures, a 28.2.1895. Casou em Lisboa, a 30.1.1921, com D. Maria
Ana Davidson Perestrelo de Vasconcelos, filha de Eduardo António Perestrelo de Vasconcelos e D.
Frances Nary Davidson. Publicou em Lisboa, em 1950, “Apontamentos Histórico-Genealógicos sobre a
Família Borges Coutinho de Medeiros e Dias, etc.”.
Tiveram:
13 - Duarte António Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, que segue:
13 - António Eduardo Borges Coutinho de Medeiros, Dr., nasceu em Lisboa, no palácio do Rato, a
3.5.1923. Licenciado em Direito. Casou em Ponta Delgada com Maria da Conceição Reis Frias de
Morais Flores, filha de João Maria de Morais Flores e Maria da Conceição Reis Frias. Com
geração.
13 - Luís Borges Coutinho de Medeiros, nasceu em Cascais a 7.10.1924.
13 - Duarte António Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, nasceu em Lisboa, no palácio do
Rato, a 18.11.1921. Casou Ana Maria Filomena Burnay Soares Cardoso, filha dos 2os. Viscondes do
Marco, Duarte Gustavo Burnay Nogueira Soares Cardoso e Ana Maria Burnay.

§ 3.º

4- Antão Pacheco de Sousa (do § 1.º), Cavaleiro de Cristo com 20.000 reis da tença pela Alfândega de
Ponta Delgada. Baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 6.12.1621. Morreu a 1.11.1674, dia em que foi
aprovado o seu testamento, em que vinculou para seu filho Manuel. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a
27.1.1648, com Maria Carneiro Bicudo (Cap.º 27.º § 10.º N.º 6).
Tiveram:
5 - André da Ponte de Sousa, baptizado a 18.8.1649. Vinculou por testamento aprovado a 3.10.1707, tendo
morrido no dia seguinte, na Matriz de Ponta Delgada. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a
22.11.1676, com Mariana do Canto Faria e Maia (Cap.º 177.º § 1.º N.º 5). Sem geração.
5 - Manuel Raposo Bicudo, Capitão, que segue:
5 - Apolónia.
5 -Mariana do Lado, freira em Santo André (Vide F. A. de Chaves e Melo, "Margarita Animada", pág.
310).
5 - Gonçalo de Jesus, frei, Provincial do Convento de S. Francisco de Ponta Delgada.
5 - António do Pilar, franciscano.
5 - Pedro da Conceição, franciscano.
5 - Antão Pacheco de Sousa, Padre Dr., com testamento feito e aprovado a 8.7.1686, aberto a 14 do
mesmo mês.
5 - Cosme de Brum, Padre .
5 - Margarida de Belém.
5 - Bárbara do Bom Despacho, freira na Esperança.
5 - Úrsula de S. José, pupila em Santo André.
5 - Ana Pacheco da Ponte., freira em Santo André.
5- Manuel Raposo Bicudo, Capitão, Cavaleiro de Cristo, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a
9.11.1653. Fez testamento aprovado a 30.9.1717. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 24.10.1678, com
D. Mariana da Câmara (Cap.º 17.º § 3.º N.º 5).
Tiveram:
6 - Manuel Raposo Bicudo, ou da Câmara, Capitão, que segue:
6 -João Borges da Câmara, Padre, que fez testamento aprovado a 11.1.1745, em que instituiu um vínculo
para seu irmão Pedro Borges Bicudo e para sua cunhada D. Antónia Francisca de Araújo Vasconcelos
e, por morte destes, para seu sobrinho Pedro José. Tal vínculo rendia 92 mil reis.
6 - António Borges, Frei, que teve um filho natural.
6 - Gonçalo da Câmara, Padre
6 - Pedro Borges Bicudo da Câmara, que segue no § 4.º.
6 - Maria Josefa, freira em Santo André de Ponta Delgada.
6 - Antónia da Encarnação, idem.
6 - Francisca Teresa, idem.
6- Manuel Raposo Bicudo, ou da Câmara, Capitão, herdeiro dos vínculos. Casou em S. José de Ponta
Delgada, a 24.6.1708, com D. Maria Leonor da Câmara de Medeiros (§ 1.º N.º 6).
Tiveram:
7 - Manuel Raposo da Câmara Bicudo ou Manuel de Medeiros Raposo da Câmara, que segue:
7 -Luís Manuel Raposo da Câmara, Capitão, Sargento-mor e Cavaleiro de Cristo. Testou a 6.3.1797.
Casou em S. José de Ponta Delgada, a 6.12.1784, com Felícia Tomásia de Montojos Paim da Câmara
(Cap.º 114.º § 3.º N.º 9). Sem geração.
7 - João do Prado, franciscano.
7 - António da Glória, franciscano.
7 - Gaspar, franciscano.
7 - Francisco Borges, Padre.
7 - José de Medeiros, Padre, com testamento a 19.8.1731.
7 -Mariana Inácia Xavier, freira em Santo André de Ponta Delgada (Vide sermão de Frei Manuel de S.
Luís, pregado na sua profissão; pág. 121 do Livro II da "Vida da Venerável Madre Francisca do
Livramento").
7 - Teresa Maria de Deus, freira em Santo André de Ponta Delgada.
7 - Úrsula de S. José, Madre, idem.
7- Manuel Raposo da Câmara Bicudo ou Manuel de Medeiros Raposo da Câmara, faleceu em Julho de
1761. Foi herdeiro dos vínculos. Casou a primeira vez em S. José de Ponta Delgada, a 18.9.1740, com
Feliciana Josefa de Medeiros Albuquerque, nasceu em S. José de Ponta Delgada (§ 5.º N.º7), de quem não
teve geração. Casou a segunda vez na Matriz de Ponta Delgada, a 2.12.1754, com Mariana Máxima
Taveira da Silveira Brum (Cap.º 45.º § 1.º N.º 10).
Tiveram:
8 -Maria Leonor da Câmara Medeiros, nasceu na Matriz de Ponta Delgada em 1755 e morreu em S. José
de Ponta Delgada a 15.7.1791. Por ela passaram os vínculos para a casa da Trindade, da família
Andrade Albuquerque. Casou em S. Roque, a 24.5.1784, com José Jacinto de Andrade Albuquerque de
Bettencourt (Cap.º 55.º § 1.º N.º 6).
8 - Manuel Raposo Bicudo ou da Câmara, que segue:
8 - Francisco da Câmara.
8 -Teresa Umbelina Raposo Bicudo, nasceu em 1761. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 8.9.1801, com
o Dr. João Soares de Albergaria (Cap.º 32.º § 2.º N.º 11).
8- Manuel Raposo Bicudo ou da Câmara, administrador dos vínculos, que por sua porte passaram para
sua irmã Maria Leonor da Câmara Medeiros. Nasceu em 1757 e morreu a 19.6.1793 (Nota N.º 6). Casou
Luísa Eufrásia de Arruda (Cap.º 51.º § 2.º N.º 9). Sem geração.

§ 4.º

6- Pedro Borges Bicudo da Câmara (do § 3.º), baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 6.7.1684.
Morreu na Matriz de Ponta Delgada a 17.10.1764. Juntamente com sua mulher instituiu em vínculo, por
testamento aprovado a 10.8.1764, as casas e ermida de Nossa Senhora do Parto, em Ponta Delgada, para
seu neto Pedro Nolasco e, não tendo este filhos, para sua neta Ana Úrsula Bicudo da Câmara. Tal vínculo
rendia líquido 60 mil reis, em 1773, e para ele instituiu o património de 2 alqueires de terra. Casou na
Matriz de Ponta Delgada, a 14.11.1734, com Antónia Francisca de Araújo Vasconcelos (Cap.º 3.º § Único
N.º 6).
Tiveram:
7 - Pedro José Borges Bicudo da Câmara, que segue:
7- Pedro José Borges Bicudo da Câmara, herdeiro dos vínculos, que não administrou por ter morrido
antes de seu pai. Foi baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 21.1.1738 e morreu em 1763. Casou em S.
José Ponta Delgada, a 13.7.1755, com Maria Madalena Inácia da Câmara e Silva (Cap.º 5.º § 1.º N.º 8).
Tiveram:
8 - Ana Úrsula Bicudo da Câmara, nasceu na Matriz de Ponta Delgada em Novembro de 1756 e
faleceu em Abril de 1831. Casou na ermida de Nossa Senhora do Parto, em S. José de Ponta
Delgada, a 11.2.1783, com o Capitão Francisco José de Ataíde de Bettencourt (Cap.º 19.º § 1.º N.º
10).
8 - Pedro Nolasco Borges Bicudo da Câmara, que segue:
8- Pedro Nolasco Borges Bicudo da Câmara, Tenente-coronel de Milícias e Cavaleiro da Ordem de
Santiago. Foi senhor da casa de Nossa Senhora do Parto, em Ponta Delgada, e administrador dos vínculos
dos Mendes Pereiras, que herdou de sua mãe. Nasceu a 17.1.1760 na Matriz de Ponta Delgada e aí morreu
a 25.10.1838. A 7.2.1787 era Alferes e a 14.6.1820 Capitão (Nota N.º 7). Foi reformado por decreto de
18.1.1837, vencendo 480 mil reis anuais. Casou a primeira vez na Matriz de Ponta Delgada, a 8.12.1778,
com Francisca Leonor Xavier da Câmara Pacheco de Castro (Cap.º 29.º § 3.º N.º 10), e a segunda vez aos
64 anos, em S. José de Ponta Delgada, a 17.7.1823, com Teresa Maria Álvares Cabral (Cap.º 47.º § 1.º N.º
10), de quem não teve geração.
Teve do 1.º casamento:
9 - Pedro Borges Bicudo da Câmara, que segue:
9 - Bernarda Jacinta Pacheco, faleceu a 11.10.1821. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 26.2.1797,
com seu tio o Brigadeiro Francisco Jerónimo Pacheco de Castro (Cap.º 29.º § 3.º N.º 10).
9- Pedro Borges Bicudo da Câmara, herdeiro dos vínculos, baptizado nas Capelas, casou em Santa Cruz
da Lagoa, a 25.11.1810, com sua prima Antónia Júlia de Bettencourt e Câmara (Cap.º 19.º § 1.º N.º 11).
Tiveram:
10 - Maria Agostinha Borges Bicudo, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 28.8.1811. Casou a primeira
vez em S. José de Ponta Delgada, a 6.5.1841, com Manuel Cláudio de Almeida, filho de Joaquim
Cláudio de Almeida e Claudina Aires, de S. Pedro de Ponta Delgada. Casou a segunda vez em S.
José de Ponta Delgada, a 5.2.1852, com José Jacinto da Luz (Cap.º 152.º § 9.º N.º 11). Sem geração.
10 - Pedro de Alcântara Borges Bicudo, que segue:
10 - José Borges, faleceu a 18.8.1869. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 9.6.1855 com Ana Elvira
Barbosa (Cap.º 75.º § 1.º N.º 10).
Tiveram:
11 - José, nasceu a 5.5.1856 e faleceu criança.
10 - Luís Leopoldino Borges Bicudo e Castro, Alferes, nasceu a 13.9.1823 e faleceu a 9.1.1886 em S.
José Ponta Delgada. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 22.6.1853, com Guilhermina Amélia
Borges do Canto Sousa Medeiros (Cap.º 17.º § 5.º N.º 11).
Tiveram uma filha que morreu criança.
10 - Francisca Leonor Borges Bicudo, casou em S. José de Ponta Delgada, a 6.7.1846, com o Dr. João
Maria Botelho de Sequeira (Cap.º 317.º § Único N.º 6). Sem geração.
10 - Ana Guilhermina, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 30.3.1817 e aí faleceu a 24.11.1883.
Solteira.
10 - Joaquim Firmino Borges Bicudo e Castro, Tenente-coronel, nasceu a 25.9.1827 e faleceu a
21.5.1902. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 17.8.1870, com sua prima Maria de Bettencourt
Barbosa (Cap.º 75.º § 1.º N.º 11).
Tiveram o filho único:
11 - Aníbal de Bettencourt Barbosa Bicudo e Castro, casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a
29.7.1905, com Maria Leopoldina do Canto da Câmara Falcão (Cap.º 41.º § Único N.º 12).
Tiveram:
12 - Joaquim Zarco da Câmara Bicudo e Castro, casou no Livramento, a 14.7.1929, com
Maria Eduarda Cogumbreiro Ivens (Cap.º 370.º § 21.º N.º 5).
Tiveram a filha única:
13 - Maria do Livramento Ivens Bicudo e Castro, médica pela Universidade de Coimbra,
casou o Dr. José Bernardo de Azevedo Keating, médico, do Porto. Com geração.
12 - Maria Luísa da Câmara Falcão Bicudo e Castro, casou no Livramento, a 14.10.1939, com
Manuel Carvalho Valério Jr., oficial do exército reformado, filho de Manuel Carvalho
Valério e Maria da Ascenção.
Tiveram o filho único:
13 - Jorge Manuel Bicudo e Castro Valério, oficial do exército, casou com Maria Luísa
Soares Mhalça Pereira. Com geração.
10 - Pedro de Alcântara Borges Bicudo, último administrador dos vínculos e senhor da casa de Nossa
Senhora do Parto, em Ponta Delgada, onde morreu a 30.6.1869. Nasceu a 25.8.1812 em S. José de Ponta
Delgada. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 30.3.1837, com Felícia Carolina Leite (Cap.º 116.º §
Único N.º 9).
Tiveram:
11 - Elisa Borges Bicudo, nasceu a 10.1.1840 e faleceu solteira a 2.5.1873.
11 - Maria Teresa Borges Bicudo, nasceu a 18.5.1841. Casou em S. José de Ponta Delgada, a 24.1.1874,
com Jerónimo Correia e Silva, filho de Cipriano José Correia e Feliciana de Jesus. Sem geração.
11 - Pedro Borges Bicudo, nasceu a 26.5.1842 e faleceu a 26.12.1894. Casou Maria Úrsula da Fonseca
Carvão Paim da Câmara, da Terceira, filha de António Tomé da Fonseca Carvão Paim da Câmara,
filho dos 1os. Barões do Ramalho, e Maria Isabel Leopoldina de Ornelas Bruges Paim da Câmara
(Vide Eduardo Campos, "Nobiliário da Ilha Terceira", título "Carvões", § Único N.º 8).
Tiveram o filho único:
12 - Ernesto Borges Bicudo, nasceu a 21.6.1879. Casou com Maria José Borges Bicudo. Sem
geração.
11 - Ernesto Borges Bicudo, nasceu a 30.5.1843 e faleceu solteiro a 4.5.1875, em Lisboa.
11 - Francisco Borges Bicudo, que segue:
11 - Ana Leite Borges Bicudo, nasceu a 1.4.1847. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 3.4.1875, com
José de Arruda Botelho e Câmara (Cap.º 1.º § 20.º N.º 14).
11 - José Borges Bicudo, nasceu a 12.7.1848 e faleceu a 12.10.1877. Casou em Lisboa com Maria da
Glória Hopmann Pereira Bastos, filha de Constantino José Pereira Bastos e Carlota Rufina Hopmann,
de Lisboa.
Tiveram:
12 - Luís Borges Bicudo, regente agrícola e funcionário da estação Agrária de Ponta Delgada.
Nasceu a 18.5.1873. Casou com sua prima Elisa Bicudo Brasil (Cap.º 323.º § 2.º N.º 11).
Tiveram:
13 - Filomeno Brasil Bicudo, funcionário da Alfândega da Horta. Nasceu a 8.12.1899. Casou
na Horta. com Sofia de Bettencourt da Costa Salema, do Faial, filha de José Pacheco da
Costa Salema, oficial da marinha de guerra, e Alice Goulart de Bettencourt de
Vasconcelos Correia e Ávila (Vide Marcelino Lima, "Famílias Faialenses", título
"Bettencourt", § 6.º N.º 4).
Tiveram:
14 - Maria Elisa de Bettencourt da Costa Salema Brasil Bicudo, casou na Horta com o Dr.
Luís Carlos Decq Mota (Cap.º 268.º § Único N.º 11). Com geração.
14 - Maria Leonor de Bettencourt da Costa Salema Brasil Bicudo, solteira.
14 - Filomeno Salema Bicudo, residente no Brasil. Casou com Cremilde Carreiro
Pimentel. Com geração.
13 - José Brasil Bicudo, nasceu a 14.1.1901. Casou Donatila Arruda. Com geração.
13 - Luís Manuel Brasil Bicudo, residente no Brasil. Casou com Cremilde Carreiro Pimentel.
Com geração.
12 - José Borges Bicudo, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 12.7.1876.
11 - Maria do Carmo Borges Bicudo, nasceu a 3.7.1851. Casou João José Gomes de Matos Brasil (Cap.º
323.º § 2.º N.º 10).
11 - Augusto Borges Bicudo, nasceu a 5.2.1853 e faleceu a 7.12.1888. Casou na Madeira, em 1876, com
Georgina de Brito Correia.
Tiveram:
12 - Luísa Berta Borges Bicudo, nasceu a 2.11.1885.
12 - Augusto Amadeu Borges Bicudo, nasceu em Março de 1889.
11 - Felícia Leite Borges Bicudo, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 11.9.1856. Casou em S. José de
Ponta Delgada, a 21.6.1876, com Luís do Canto da Câmara Falcão (Cap.º 41.º § Único N.º 10).
11 - Filomeno Bicudo, funcionário do Governo Civil de Ponta Delgada. Nasceu em S. José de Ponta
Delgada a 30.1.1862. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 21.12.1885, com Ana Leite do Canto
(Cap.º 27.º § 12.º N.º 14). S. g .
11 - Helena Borges Bicudo, nasceu a 18.6.1863 e faleceu a 28.5.1892. Casou em S. José de Ponta
Delgada, a 2.12.1882, com o Coronel Hermano de Medeiros (Cap.º 27.º § 5.º N.º 12).
11 - João Borges Bicudo, funcionário da Alfândega de Ponta Delgada. Nasceu a 24.11.1864. Casou a
primeira vez com Ana Palma e a segunda vez com Maria José Borges Bicudo, viúva de seu sobrinho
Ernesto Borges Bicudo.
Teve do 2.º casamento:
12 - Helena Palma Borges Bicudo, casou João Martins Botelho (Cap.º 270.º § 6.º N.º 11). Com
geração.
12 - Mariana Palma Borges Bicudo, que faleceu solteira em Ponta Delgada.
12 - Pedro de Alcântara Borges Bicudo, casou Maria Judite Bettencourt Serpa.
Tiveram:
13 - Luís Alberto Serpa Borges Bicudo, casou com Maria de Fátima Silva do Canto
Albuquerque (cap.º 31º, 4º, Nº15), c.g.
11 - Francisco Borges Bicudo, nasceu em S. José de Ponta Delgada, a 8.12.1844 e faleceu na Matriz de Ponta
Delgada a 17.3.1906. Casou em S. José de Ponta Delgada, a 30.5.1866, com Ana Rebelo Borges de
Castro (Cap.º 17.º § 3.º N.º 11).
Tiveram:
12 - Maria Francisca Rebelo Bicudo, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 3.6.1869. Casou no Rosário
da Lagoa com o Dr. Gil Jácome de Medeiros (Cap.º 19.º § 7.º N.º 11).
12 - Luís Francisco Rebelo Bicudo, Dr., que segue:
12 - Luís Francisco Rebelo Bicudo, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra Nasceu a
3.7.1884 em S. José de Ponta Delgada. Casou com Alice Maria de Paiva Pimentel (Cap.º 354.º § 2.º N.º
6).
Tiveram:
13 - Baltazar Maria Pimentel Rebelo, que segue:
13 - Francisco Maria Pimentel Rebelo, casou com Adriana Coelho de Gusmão Tavares do Canto
Taveira (Cap.º 45.º § 1.º N.º 15). Com geração.
13 - Baltazar Maria Pimentel Rebelo, nasceu a 18.10.1915. Casou com Dora Maria de Sousa, filha de
Virgínio José de Sousa e Rosa Pereira de Sousa.
Tiveram:
14 - Baltazar Manuel de Sousa Rebelo, casou, com geração.
14 - Rosa Maria de Sousa Rebelo, casou António de Aguiar Machado (Cap.º 205.º § 1.º N.º 12).
14 - Luís Francisco de Sousa Rebelo, casou, com geração.
14 - Victor Manuel de Sousa Rebelo, casou, com geração.
14 - Maria Gabriela de Sousa Rebelo, casou, com geração.
14 - António Manuel de Sousa Rebelo, casou, com geração.
§ 5.º

3- Manuel de Medeiros Araújo (do § 1.º), morador em S. Pedro de Ponta Delgada. Foi herdeiro de uma
das terras vinculadas instituídas no testamento de seus pais (Nota N.º 8). Morreu com 71 anos em S. Pedro
de Ponta Delgada, a 2.11.1638. Casou a primeira vez com Margarida de Belgar e Faria, natural de Oeiras.
Casou a segunda vez com Maria de Arruda da Costa (Cap.º 3.º § Único N.º 4).
Teve do 1.º casamento:
4 - Gaspar de Medeiros Belgar ou de Araújo, que morreu a 13.4.1663 em Ponta Delgada (Nota N.º 9).
Casou na ermida de Santa Bárbara (Matriz de Ponta Delgada), a 1.4.1617, com Maria de Sousa
Benevides (Cap.º 152.º § 11.º N.º 5).
Tiveram:
5 -António de Medeiros Sousa, Capitão, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 18.6.1634.
Juntamente com a sua mulher fez testamento em Ponta Delgada a 1.2.1703. Casou com Maria de
Pimentel Resendes, filha do Capitão Gaspar d' Oliveira de Sequeira, morador em Agua de Pau, e
Isabel de Pimentel, e viúva de António da Costa Columbreiro (Cap.º 286.º § Único N.º 3) (Nota N.º
10).
5 - João de Sousa Medeiros, Padre, que consta do testamento do irmão António. Instituiu vínculo por
testamento a 20.6.1684.
5 -Margarida de Medeiros Sousa ou Belgar, faleceu a 17.6.1700. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a
20.7.1648, com Filipe Botelho de Vasconcelos (Cap.º 68.º § Único N.º 7).
5 - Gonçalo, franciscano.
5 - Manuel, Frei, idem.
5 - Maria de Santiago, freira em Santo André de Ponta Delgada.
4 -Gonçalo Ribeiro, Padre, que vinculou por testamento aprovado a 2.12.1653 e morreu no dia
seguinte, em Ponta Delgada.
4 - João de Medeiros, que foi para a Índia. Sem mais notícia.
Teve do 2.º casamento:
4 - Manuel de Medeiros da Costa, Capitão, que segue:
4- Manuel de Medeiros da Costa, Capitão, fidalgo afilhado na Casa de El-Rei. Morreu em S. José de
Ponta Delgada a 2.9.1663. Foi-lhe dado foro de Fidalgo e o Hábito de Cristo pelos serviços que prestou na
tomada do Castelo de Anasceu aos espanhóis, em 1641, onde serviu à sua custa numa nau de que era
capitão-de-mar-e-guerra. Foi herdeiro da terça vinculada instituída pelo avô Gaspar Dias e administrada
pelo pai. Com sua mulher vinculou por testamento de 20.8.1663. Casou em S. José de Ponta Delgada, a
2.1.1643, com Feliciana de Andrade Albuquerque (Cap.º 55.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
5 - António de Medeiros Albuquerque, Capitão, que segue:
5 - Três filhas freiras no Convento da Conceição de Ponta Delgada.
5 - Maria Rosa, Abadessa no Convento da Conceição de Ponta Delgada.
5 - Agostinho de Medeiros Albuquerque, Capitão (Nota N.º 11). Faleceu na Matriz de Ponta Delgada a
8.12.1696. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 12.11.1674, com Isabel Lobo Pimentel (Cap.º 5.º
§ 1.º N.º 5). Sem geração.
5 -Manuel de Medeiros da Costa, casou em S. José de Ponta Delgada, a 5.5.1680, com Ana Cabral de
Melo (Cap.º 123.º § 1.º N.º 4).
5 - João de Medeiros, que se ausentou.
5- António de Medeiros Albuquerque, Capitão, Cavaleiro de Cristo e Fidalgo Cavaleiro a 9.5.1663.
Morreu a 16.5.1696. Casou na Matriz de Vila Franca, a 15.2.1665, com Maria de Arruda Coutinho (Cap.º
1.º § 20.º N.º 8).
Tiveram:
6 - José de Medeiros Albuquerque ou da Costa Albuquerque, que segue:
6 - João de Andrade de Medeiros, Juiz de Fora no Funchal.
6 -Maria Margarida de Medeiros Coutinho, que morreu de parto a 21.9.1693, na Matriz de Ponta
Delgada. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 15.6.1692, com o Capitão Jordão Jácome Raposo
(Cap.º 27.º § 10.º N.º 7). Sem geração.
6 - Leonor de Santo Inácio, freira no Convento da Conceição de Ponta Delgada.
6 - Bárbara de Belém, idem.
6 - Sebastião d' Arruda da Costa, que se ausentou.
6 - Francisca Josefa de Medeiros Albuquerque, baptizada na Matriz de Ponta Delgada e faleceu de 84
anos a 31.5.1757. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 25.3.1696, com Manuel de Sousa Couto,
que veio para S. Miguel como Capitão de Infantaria do Presídio de Ponta Delgada, filho de
Domingos Mendes Couto, Governador da Praça de Monção, natural da Vila de Terena (Évora), e
de Maria da Silva, sua mulher, da mesma Vila.
Tiveram:
7 - Sebastião José d' Albuquerque, Contador da Fazenda, que morreu de 68 anos a 2.3.1771.
7 - Francisco de Sant' Ana, franciscano.
7 - Madalena Isabel, freira no Convento da Conceição de Ponta Delgada.
7 - Maria Leonor, idem.
7 - Domingos José de Albuquerque, Contador da Fazenda Real de S. Miguel. Casou em S. José de
Ponta Delgada, a 21.9.1732, com Maria Rita de Arruda do Rego e Sá (Cap.º 1.º § 7.º N.º 9).
Tiveram:
8 - Vicente do Rego Albuquerque, Fidalgo Cavaleiro a 17.11.1745.
8 -António do Rego Albuquerque, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 23.12.1736. Fidalgo
Cavaleiro a 17.11.1745.
8 - Catarina Benedita de Albuquerque do Rego e Sá, que casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a
18.2.1760, com Francisco Borges Cymbron (Cap.º 17.º § 6.º N.º 7).
8 - Rosa, freira no Convento da Conceição de Ponta Delgada.
8 - Rita, idem.
8 - José Inácio de Albuquerque de Arruda e Couto, administrador de vários vínculos e Fidalgo
Cavaleiro da Casa Real a 17.11.1745. Por sua morte os vínculos que administrou passaram para
seu sobrinho neto Luís Alberto de Melo Cabral, entrando depois na casa dos Freitas da Silva.
Nasceu em S. José de Ponta Delgada e aí foi morador. Casou em S. José de Ponta Delgada, a
8.9.1792, com Teresa Eugénia de Melo Cabral (Cap.º 97.º § 3.º N.º 9). Sem geração.
7- Feliciana Josefa de Medeiros Albuquerque, casou em S. José de Ponta Delgada, a
18.9.1740, com Manuel Raposo da Câmara Bicudo (§ 3.º N.º 7). Sem geração.
6- António de Medeiros, Padre, que morreu afogado indo para a Ribeira Quente. Fidalgo
Cavaleiro em 20.5.1706.
6- José de Medeiros Albuquerque ou da Costa Albuquerque, herdeiro dos vínculos, Capitão e Fidalgo
Cavaleiro da Casa Real a 20.5.1706. Foi morador em S. José de Ponta Delgada, onde casou, a 27.6.1697,
com Antónia Leite da Câmara (Cap.º 26.º § 1.º N.º 9).
Tiveram:
7 - Manuel de Medeiros da Costa e Albuquerque, que segue:
7 - Felícia Teresa da Câmara, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 8.8.1717, com António Francisco
Machado de Faria e Maia (Cap.º 177.º § 1.º N.º 7).
7 - Sebastião de Arruda e Albuquerque ou Coutinho de Medeiros, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real por
alvará de 18.11.1734. Casou na ermida da Vitória, na Relva, a 12.4.1744, com Quitéria Margarida
de Mendonça, filha de Manuel Furtado Leite e Francisca Geraldes do Cabo, casou na Matriz de
Ponta Delgada a 29.4.1708.
Tiveram:
8 - Ana Joaquina de Medeiros, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 13.3.1769, com Alexandre José de
Barros ou de Almeida (Cap.º 161.º § 2.º N.º 10).
8 - Teresa Micaela de Arruda, casou em S. José de Ponta Delgada, a 28.11.1787, com Vicente Joaquim
Pacheco de Azevedo, da Matriz de Ponta Delgada, filho de José Pacheco e Antónia Francisca.
Tiveram:
9 -José Leite Pacheco de Albuquerque, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 9.12.1809, com Luzia
Cândida Leite de Bettencourt (Cap.º 50.º § 4.º N.º 11).
9 -António de Medeiros Pacheco de Albuquerque, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 20.8.1806,
com Maria de Castro Medeiros, filha de João de Castro Medeiros, filha de João de Castro
Medeiros e Ana Tomásia Joaquina.
7 - Maria Margarida Caetana, freira no Convento da Conceição de Ponta Delgada.
7 - Quitéria de S. José, idem.
7- Manuel de Medeiros da Costa e Albuquerque, administrador dos vínculos, Fidalgo Cavaleiro da Casa
Real em 18.11.1734 (Nota N.º 12). Nasceu a 3.2.1713 na Matriz de Ponta Delgada. Casou na Matriz de
Ponta Delgada, a 25.2.1732, com Catarina Eufrásia do Canto e Medeiros (Cap.º 18.º § 1.º N.º 10).
Tiveram:
8 - António Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, que segue:
8 - João José de Medeiros Albuquerque, baptizado e morador na Matriz de Ponta Delgada. Casou em
S. José Ponta Delgada, a 16.5.1768, com Ana Tomásia da Câmara Coutinho (Cap.º 68.º § Único
N.º 11).
8 -Margarida Tomásia Joaquina do Canto Albuquerque, casou na Sé de Anasceu, a 29.6.1776, com
Francisco Moniz Barreto do Couto, nasceu em Anasceu, filho de Manuel Moniz Barreto do Couto
e Teodora Benedita de Noronha (Vide Eduardo de Campos, "Nobiliário da Ilha Terceira", título
"Monizes", § 2.º N.º 8). Sem geração.
8 - Francisco Bento do Canto Medeiros Costa e Albuquerque, que segue no § 7.º.
8 - José de Medeiros da Costa Albuquerque, que segue no § 8.º.
8- António Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, administrador dos vínculos, Fidalgo
Cavaleiro a 25.4.1766. Nasceu a 8.11.1739 na Matriz de Ponta Delgada. Casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 23.1.1765, com Catarina Flora de Montojos Paim da Câmara (Cap.º 27.º § 9.º N.º 11).
Tiveram:
9 - Agostinho de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, que segue:
9 - Ana Claudina Micaela do Canto Medeiros Costa e Albuquerque, casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 23.1.1792, com António Francisco Botelho de Sampaio Arruda (Cap.º 1.º § 6.º N.º 11).
9 - Manuel, Moço Fidalgo a 20.9.1799.
9 - Inácio José de Medeiros Albuquerque, herdeiro da terça da mãe. Fidalgo Cavaleiro a 11.12.1812.
9 - Jacinto Manuel, Moço Fidalgo a 20.9.1799. Nasceu em S. José de Ponta Delgada a 3.3.1771.
9 - André Avelino, Moço Fidalgo a 20.9.1799.
9 - Clara Joaquina Isabel do Canto, nasceu a 12.8.1768 e faleceu a 16.10.1856. Casou em S. José de
Ponta Delgada, a 26.2.1797, com António de Medeiros Sousa Dias da Câmara (§ 1.º N.º 8).
9 - Francisco Bernardo do Canto Medeiros Costa e Albuquerque, que segue no § 6.º.
Teve de Francisca Rosa, solteira:
9 - António Manuel, nasceu no Rosário da Lagoa a 19.8.1764.
9- Agostinho de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, administrador dos vínculos, Fidalgo
Cavaleiro da Casa Real e Moço Fidalgo em 20.9.1799. Padroeiro do Convento da Conceição de Ponta
Delgada. Nasceu a 28.8.1769 e morreu a 12.11.1806. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 9.7.1797, com
Joana Ricarda Soares de Albergaria (Cap.º 32.º § 2.º N.º 11).
Tiveram:
10 - Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, que segue:
10 - Francisca Cândida de Medeiros e Canto, nasceu a 22.2.1800. Casou a primeira vez na Matriz de
Ponta Delgada, a 2.8.1815, com António Francisco Taveira Brum da Silveira (Cap.º 109.º § Único
N.º 11), e a segunda vez na Legação Portuguesa de Paris, a 31.1.1836, com o Dr. Agostinho
Machado de Faria e Maia (Cap.º 177.º § 2.º N.º 11).
10 - Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, 1.º Barão das Laranjeiras por decreto de 27.5.1836.
Fidalgo Cavaleiro da Casa Real em 12.11.1812, Par do Reino com Grandeza por carta de 13.5.1842, do
Conselho de Sua Majestade Fidelíssima por carta de 30.1.1832, Cavaleiro de Cristo e Presidente da
Junta Governativa da ilha de S. Miguel durante a Revolução do Minho (1846). Foi também Presidente
do Senado de Ponta Delgada (1831) e Administrador Geral da Ilha de S. Miguel (1838). Foi herdeiro da
grande Casa de seus antepassados e em 1823 morava na sua quinta das Laranjeiras. Nasceu a 10.4.1798,
na Matriz de Ponta Delgada, e morreu a 28.4.1847. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 2.8.1815, com
Maria Carlota Álvares Cabral (Cap.º 47.º § 1.º N.º 12).
Tiveram:
11 - António Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, que segue:
11 - Agostinho de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, bacharel
em Letras pela Universidade de Paris. Nasceu a 9.5.1818 e morreu na Matriz de Ponta Delgada a
6.11.1846. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 1.1.1843, com Maria Madalena Borges Soares da
Câmara Leme (Cap.º 229.º § Único N.º 3).
Tiveram o filho único:
12 - Francisco de Medeiros Costa do Canto Albuquerque, 1.º Visconde da Ribeira do Paço, por
decreto de 16.11.1882, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Nasceu em Ponta Delgada a
5.10.1845. Casou em Santa Maria de Belém (Lisboa), a 22.8.1864, com Virgínia Adelaide
Baldaque Pereira da Silva, de Lisboa, filha do Contra-almirante Francisco Maria Pereira da
Silva, Director-Geral dos Trabalhos Geodésicos do Reino, e de sua mulher Isabel Maria do
Nóbrega Baldaque.
Tiveram:
13 - António de Medeiros Albuquerque, nasceu em Lisboa a 7.6.1866. Faleceu demente muito
novo.
Fora do matrimónio teve o filho que reconheceu:
13 - Francisco de Medeiros Albuquerque, regente agrícola.
11 - Manuel de Medeiros Costa do Canto Albuquerque, Fidalgo Cavaleiro da Casa real a 5.5.1825.
Nasceu a 7.2.1820. Casou, a 19.7.1848, com sua cunhada Maria Madalena Borges Soares da
Câmara Leme, atrás citada.
Tiveram:
12 - António de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, nasceu na Matriz de Ponta Delgada a
16.5.1849. Casou Maria da Fonseca Carvão Paim da Câmara, da Terceira, onde nasceu a
13.7.1847, filha de António Tomé da Fonseca Carvão Paim da Câmara e Maria Isabel
Leopoldina de Ornelas Bruges Paim da Câmara (Vide Eduardo de Campos, "Nobiliário da
Ilha Terceira", título "Carvões", § Único N.º 8).
Tiveram o filho único:
13 - Alexandre de Medeiros Albuquerque, oficial da armada, nasceu na Matriz de Ponta
Delgada a 27.1.1879. Casou com Clotilde Pereira da Costa (Cap.º 97.º § 4.º N.º 15). Sem
geração.
12 - Agostinho de Medeiros Albuquerque, nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 2.8.1850 e faleceu
solteiro.
12 - Joana de Medeiros Albuquerque, nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 8.3.1854. Casou na
Matriz de Ponta Delgada, a 20.4.1876, com João Leite Pacheco de Bettencourt e Câmara
(Cap.º 1.º § 9.º N.º 13).
Fora do matrimónio teve o 1.º Barão das Laranjeiras dois filhos que reconheceu:
11 - Pedro de Medeiros Albuquerque, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra,
Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Nasceu a 6.7.1831 e morreu em Agosto de 1878. Casou duas
vezes: a primeira, a 28.7.1852, com Maria Guilhermina Dinis Homem, e a segunda, a 7.2.1861,
com Maria Adelaide da Nóbrega Baldaque.
Teve do 1.º casamento:
12 - Manuel de Medeiros Albuquerque, nasceu a 19.4.1853. 2.º Tenente da Armada.
12 - Maria Guilhermina de Medeiros Albuquerque, nasceu a 21.1.1855.
Teve do 2.º casamento:
12 - Pedro de Medeiros Albuquerque, nasceu a 16.8.1864.
11 - Rui Vaz de Medeiros Albuquerque, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, nasceu a 14.3.1834 e
baptizado na Matriz de Vila Franca. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 24.4.1854, com
Maria Luísa da Silva Loureiro (Vide Nota N.º 3 do Cap.º 348.º).
Tiveram:
12 - Rui Vaz de Medeiros Albuquerque, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 21.1.185. Sem
mais notícia.
12 - Raul, sem mais notícia.
11 - António Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, 2.º Barão das Laranjeiras, 1.º Visconde das
Laranjeiras por decreto de 10.6.1870, Par do Reino por Carta Régia de 27.10.1851, Fidalgo Cavaleiro da
Casa Real a 5.5.1825, Comendador da Ordem de Cristo e chefe do Partido Setembrista na ilha de S.
Miguel. Nasceu a 2.5.1816 e morreu em Julho de 1884, tendo sido administrador da grande Casa
vincular de seus antepassados. Casou a primeira vez em S. José de Ponta Delgada, a 26.12.1842, com
Ana Júlia Borges da Câmara Medeiros (§ 2.º N.º 10), e a segunda vez em S. José de Ponta Delgada, a
15.7.1850, com sua cunhada Mariana Augusta Borges da Câmara Medeiros (§ 2.º N.º 10).
Teve do 1.º casamento:
12 - Agostinho de Medeiros Araújo da Costa Canto e Albuquerque, filho primogénito, Fidalgo
Cavaleiro da Casa Real por alvará de 15.3.1860. Nasceu a 31.5.1844. Foi interdito por demência e
morreu solteiro numa Casa de Saúde de Paris, em 1917. Sem geração.
12 - Ana Cristina de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a
23.3.1847 e faleceu a 18.3.1869. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 18.4.1866, com seu primo
Dr. Agostinho Machado de Faria e Maia (Cap.º 177.º § 2.º N.º 12).
12 - Manuel de Medeiros da Costa Araújo e Albuquerque, 2.º Visconde das Laranjeiras a 18.6.1870,
Fidalgo Cavaleiro da Casa Real por alvará de 20.3.1862, Cavaleiro e Comendador da Ordem de
Cristo, da Legião de Honra e S. Salvador, da Grécia. Nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a
19.6.1848. Foi adido à Legação de Portugal em Paris e várias vezes Deputado da Nação. Casou em
Lisboa, no Coração de Jesus, a 6.8.1870, com Elisa Brown da Ponte, filha de Manuel António da
Ponte e sua mulher Catarina Brown. Sem geração.
12 - Clara Júlia de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a
11.7.1849. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 21.2.1870, com José do Canto Brum (Cap.º
270.º § 12.º N.º 13).
Teve do 2.º casamento:
12 - Maria Carolina de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada
a 16.4.1853 e faleceu a 3.10.1880. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 26.8.1872, com José de
Ataíde Corte Real da Silveira Estrela (Cap.º 130.º § 1.º N.º 12).
12 - Duarte Borges de Medeiros da Costa Araújo e Albuquerque, 3.º Barão das Laranjeiras por decreto
de 20.3.1869, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Nasceu a 8.7.1851 e faleceu no Brasil em 1899.
Casou em Ponta Delgada, a 24.1.1872, com Quitéria Leopoldina Rebelo Leite Botelho de Teve
(Cap.º 116.º § Único N.º 10).
Tiveram:
13 - Cristina de Medeiros Albuquerque, nasceu a 20.12.1872. Casou em Santo André (Matriz de
Ponta Delgada), com o Dr. Humberto de Bettencourt de Medeiros e Câmara (Cap.º 27.º § 5.º
N.º 12).
13 - Luísa de Medeiros Albuquerque, nasceu a 20.6.1874. Casou o Dr. Luís de Bettencourt de
Medeiros e Câmara (Cap.º 27.º § 5.º N.º 12).
12 - António de Medeiros Albuquerque, que segue:
12 - António de Medeiros Albuquerque, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo.
Nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 23.7.1855. Como representante desta casa por linha varonil foi
autorizado pelo Rei Manuel II a usar o título de Visconde das Laranjeiras. Casou com sua sobrinha
Virgínia de Albuquerque Ataíde Corte Real da Silveira Estrela (Cap.º 130.º § 2.º N.º 13).
Tiveram:
13 - Cecília de Medeiros Albuquerque, casou com o Major Tomaz Ivens Jácome Correia (Cap.º 27.º §
13.º N.º 14).
13 - Luís de Medeiros Albuquerque, que segue:
13 - Luís de Medeiros Albuquerque, autorizado pelo Rei D. Manuel II a usar o título de Visconde das
Laranjeiras, ainda em vida de seu pai. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, em 1924, com Laura Ivens
Tavares Neto (Cap.º 152.º § 2.º N.º 15).
Tiveram:
14 - Luís Manuel de Medeiros Albuquerque, que segue:
14 - Duarte Manuel de Medeiros Albuquerque (gémeo com seu irmão António), que foi para o Brasil,
onde reside em S. Paulo. Casou com Maria Leonor Oliveira da Cunha (Cap.º 27.º § 2.º N.º 14).
Com geração.
14 - António de Medeiros Albuquerque (gémeo com sei irmão Duarte). Casou com Maria Tibério
Nunes de Fontes. Com geração.
14 - Maria Joana de Medeiros Albuquerque, casou Manuel Franco Taveira. Foi para S. Paulo (Brasil)
com seu ,marido. Com geração.
14 - Luís Manuel de Medeiros Albuquerque, funcionário da Estação Agrária de Ponta Delgada. Casou com
Maria Gabriela Velho de Melo Cabral Tavares Neto (Cap.º 152.º § 2.º N.º 16). Com geração.

§ 6.º
9- Francisco Bernardo do Canto Medeiros Costa e Albuquerque (do § 5.º). Moço Fidalgo da Casa Real
a 20.9.1799. Nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 2.4.1779 e morreu em 1858. Casou a primeira vez na
Matriz de Ponta Delgada, a 31.10.1808, com Teresa Odília da Silveira (Cap.º 27.º § 2.º N.º 10), e a
segunda vez na Matriz de Ponta Delgada, a 10.3.1845, com Maria Libânia do Rego Botelho (Cap.º 18.º §
1.º N.º 13), de quem não teve geração.
Teve do 1.º casamento:
10 - Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, que segue:
10 - António Manuel de Medeiros da Costa e Albuquerque, casou na Matriz de Ponta Delgada, a
6.10.1845, com Ana Claudina do Canto (§ 7.º N.º 9). Sem geração.
10 - Jacinta Isabel da Silveira do Canto, nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 26.7.1813 e faleceu em
1887. Casou no Rosário da Lagoa, a 26.11.1838, com José Maria da Silveira (Cap.º 327.º § 1.º N.º 8).
Sem geração.
10 - Francisco Bernardo, que faleceu solteiro a 8.3.1858, com 48 anos.
10 - Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, nasceu na Matriz de Ponta Delgada. Foi Juiz
Ordinário da Lagoa, onde viveu muitos anos na sua casa de Nossa Senhora da Guia. Casou em Santa
Cruz Lagoa, a 26.1.1848, com Ana Elvira Pereira Lopes de Bettencourt Ataíde (Cap.º 19.º § 1.º N.º 12).
Tiveram:
11 - Manuel de Medeiros Canto, que segue:
11 - Teresa Odília de Medeiros Canto, que casou, em 1876, com o Alferes António Maria Pinto Dá
Mesquita, de Mondim de Basto, filho de José Pinto Dá Mesquita e Emília Ermelinda Ferreira. Com
geração.
11 - Ana.
Teve fora do matrimónio:
11 - Senhorinha da Glória de Medeiros, filha natural reconhecida de mãe incógnita. Casou no Rosário
da Lagoa, a 22.1.1866, com Joaquim Cardoso Coelho, de Portugal, filho de Manuel Cardoso
Ramos e Francisca Inácia. Com geração.
11 - Manuel de Medeiros Canto, recebedor na Lagoa. Nasceu em Santa Cruz da Lagoa a 6.6.1849. Casou em
Santa Cruz da Lagoa, a 28.6.1871, com sua prima Maria das Mercês Pereira de Bettencourt Ataíde
(Cap.º 19.º § 1.º N.º 13).
Tiveram:
12 - Francisco Bernardo de Medeiros Canto, General, que segue:
12 - Ana de Medeiros Canto, nasceu a 19.4.1872. Casou António José Teixeira, natural do Rio de
Janeiro.
12 - Alexandre de Medeiros Canto, nasceu a 19.4.1874.
12 - Maria Bernarda de Medeiros Canto.
12 - Francisco Bernardo de Medeiros Canto, General, nasceu na L a 23.3.1873 e casou em Mafra.
Teve:
13 - F....., casou com o Dr. Afonso Lucas, de Lisboa. Com geração.
13 - Manuel de Medeiros Canto.
13 - Francisco Bernardo de Medeiros Canto, licenciado em Ciências Económicas e Financeiras e
inspector superior da Vacuum Oil, em Lisboa. Casou Maria Olímpia Ferreira Pinto Basto. Sem
geração.

§ 7.º

8- Francisco Bento do Canto Medeiros Costa e Albuquerque (do § 5.º), faleceu em 8.6.1828. Casou na
Matriz de Ponta Delgada, a 5.1.1776, com Ana Jacinta da Câmara (Cap.º 123.º § 1.º N.º 8).
Tiveram:
9 - António Moreira da Costa e Albuquerque, que segue:
9 - Helena Máxima, faleceu solteira, com 81 anos, em 1881.
9 - Antónia Isabel do Canto, nasceu na Bretanha a 29.4.1781. Casou em Santa Cruz da Lagoa, a
30.9.1809, com António Jacinto da Câmara Melo Cabral (Cap.º 33.º § 13.º N.º 13).
9 - Umbelina Emília do Canto, recolhida em Santa Bárbara.
9 -Francisca Isabel do Canto, baptizada na Matriz da Ribeira Grande, onde nasceu a 24.11.1784. Casou
António Jacinto da Silveira (Cap.º 317.º § Único N.º 5).
9 - Ana Claudina do Canto, baptizada na Bretanha a 17.4.1782. Casou a primeira vez em Santa Cruz
Lagoa, a 14.2.1825, com Bento Sodré Pereira; e a segunda vez com o seu parente António Manuel de
Medeiros da Costa e Albuquerque (6.º N.º 10).
9 - Margarida do Canto Medeiros, freira em Santo André.
9- António Moreira da Costa e Albuquerque, baptizado na Matriz da Ribeira Grande. Casou na Matriz
da Ponta Delgada, a 25.5.1812, com Escolástica Emília Luciana de Medeiros (Cap.º 166.º § 5.º N.º 9).
Tiveram:
10 - Manuel de Medeiros Canto, que segue:
10 - Isabel Maria do Canto Medeiros e Albuquerque, nasceu a 3.11.1823 em S. José de Ponta Delgada.
Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 14.10.1869, com Fernando Enes Tavares do Canto (Cap.º
45.º § 1.º N.º 12).
10 - Jacinta Felisberta, freira em Santo André de Ponta Delgada.
10 - Helena Emília do Canto Medeiros, nasceu na Ribeira Grande a 27.5.1818. Casou na Matriz de Ponta
Delgada, a 17.6.1850, com António Manuel da Silva, Sargento-ajudante de Infantaria N.º 17 e
Capitão de Caçadores 11 em 1876, viúvo de Cândida Isabel de Bettencourt.
10 - Maria Isabel, freira na Conceição de Ponta Delgada.
10 - Manuel de Medeiros Canto, Major do exército. Nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 27.2.1813. Casou
a primeira vez na Matriz de Ponta Delgada, a 26.2.1843, com Maria José Malheiro (Cap.º 215.º § Único
N.º 7). Casou a segunda vez com F... .
Teve do 1.º casamento:
11 - António do Canto Albuquerque, que segue:
11 - António do Canto Albuquerque, nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 5.2.1845. Casou em S. Pedro de
Ponta Delgada, a 17.9.1868, com Joana Hermínia da Rocha (Cap.º 18.º § 15.º N.º 13).
Tiveram:
12 - Jaime do Canto Albuquerque, que segue:
12 - Aires do Canto Albuquerque, nasceu na Matriz de Ponta Delgada a 8.1.1874. Casou com Idalina
Cabido da Silva. Com geração.
12 - Irene do Canto Albuquerque.
12 - Raul do Canto Albuquerque.
12 - Jaime do Canto Albuquerque, nasceu em S. Pedro de Ponta Delgada a 3.7.1869. Foi para o Brasil, onde
casou na cidade de Manaus, a 21.2.1902, com Rosa de Miranda Leão, neta do Barão de Miranda Leão.
Tiveram:
13 - Mário de Miranda Leão de Albuquerque, casou em S. Pedro do Funchal, a 5.6.1932, com Maria
Estefânia Gomes Pereira.

§ 8.º

8- José de Medeiros da Costa e Albuquerque (do § 5.º), nasceu em Ponta Delgada. Foi Major de linha
em 1810 e Capitão do Presídio. Casou Eleutéria Rosa Perestrelo de Bettencourt, do Funchal, filha de
Paulo Perestrelo de Bettencourt e Bernarda Antónia de Almeida.
Tiveram:
9 - José Bettencourt de Medeiros Perestrelo, Capitão de Cavalaria, nasceu em S. José de Ponta Delgada a
25.4.1795. Casou em Lisboa com Maria Isabel Borges do Canto (Cap.º 17.º § 5.º N.º 10). Sem geração.
9 - Catarina Isabel Perestrelo do Canto Bettencourt, que segue:
Teve a filha natural que legitimou:
9 - Helena de Medeiros, nasceu em Lisboa a 13.8.1800.
9- Catarina Isabel Perestrelo do Canto Bettencourt, nasceu em S. José de Ponta Delgada a 2.7.1797.
Casou João Pereira de Carvalho, de Lisboa.
Tiveram:
10 - Maria Amélia Perestrelo da Câmara, que segue:
10 - Miguel Augusto Perestrelo da Câmara, casou com . .
Tiveram:
11 - Jaime Perestrelo da Câmara, que segue:
10 - Maria Amélia Perestrelo da Câmara, casou Francisco António de Bulhão Pato, Director do Lazareto de
Lisboa, onde morreu a 15.5.1877, irmão do celebrado poeta Raimundo António de Bulhão Pato.
Tiveram:
11 - Álvaro António de Bulhão Pato, que segue:
11 - Nuno António de Bulhão Pato, casou com Laura Pankhurst Soares, do Porto. Com geração.
11 - Rafael António de Bulhão Pato.
11 - Álvaro António Bulhão Pato, Director da Alfândega em Anasceu e, mais tarde, na África Oriental.
Nasceu em 1859. Casou a primeira vez com Virgínia dos Santos Pacheco, de quem não teve geração.
Casou a segunda vez com Margaret Oliver, de nacionalidade inglesa.
Tiveram:
12 - Rui António de Bulhão Pato, casou.
12 - Daisy de Bulhão Pato, casou Fernando Maia Rebelo, oficial da Armada.
12 - Dinis António de Bulhão Pato, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e oficial
miliciano. Casou Ana Úrsula dos Reis Gago da Câmara (Cap.º 53.º § 1.º N.º 14). Com geração.

NOTAS

1) Gaspar Dias (§ 1.º N.º 2)


Gaspar Dias e sua mulher, Ana de Medeiros Araújo, fizeram testamento em Ponta Delgada a
24.6.1623, o qual foi aberto na mesma cidade a 11.9.1623 pelo Juiz de Fora Miguel Cisne. Nesse
testamento estando o testador de perfeita saúde e sua mulher doente, depois de disporem das coisas
referentes ao seu enterramento na igreja de S. Francisco e outras disposições relativas a sufrágios e missas
por suas almas, o que ocupa as primeiras nove verbas do testamento, segue a verba N.º 10, que é do teor
seguinte: "Disseram eles testadores que querem e mandam que em sua fazenda e bens não herde nem
tenha parte ou quinhão, Gaspar de Medeiros, seu neto, filho de Miguel Lopes e Francisca de Oliveira,
porque eles o dão por deserdado quanto em direito podem e que lhes é permitido; e as causas e razões são
as seguintes, a saber: que o dito Gaspar de Medeiros, com uma espada desembainhada veio pelas ruas
públicas desta cidade, e com ela desembainhada, com muito grande desobediência subiu pela escada da
casa deles testadores, injuriando-os gravemente, e dizendo publicamente a eles testadores que se não
prezava de ser seu neto e que se aí estivesse algum cristã novo, ou mouro, ou cornudo, saísse para fora
para o matar (o que dizia por eles testadores e por seus filhos) e se lhe não fechavam a porta sempre
executara seu danado intento e propósito, das quais palavras e doutras semelhantes eles testadores se
houveram por gravemente afrontados, e injuriados, e por essa causa o não viram mais desde o tempo que
disse as tais palavras e afrontas, nem lhes entrou em casa o dito tempo". Depois de citarem os nomes das
pessoas que testemunharam tais injúrias cometidas não só em casa deles testadores, mas em outras partes e
lugares públicos desta cidade, mandam que as legítimas e quinhões de que o deserdam hajam os filhos
deles testadores André Dias de Araújo, Maria de Medeiros Araújo e Manuel de Medeiros Araújo. Na
verba N.º 16 do mesmo testamento declaram eles testadores que depois que seus netos, filhos de sua filha
Maria de Medeiros e de Pedro Borges, tiveram entendimento os tiveram em sua companhia e de sua casa
iam à escola e depois foram morar para a Calheta, querem e mandam que se lhes não fale nisto porque
todos tiraram (?) sempre deles testadores, e como bons filhos cuidam não falarão nada e que haverão por
bom o que lhes têm feito. Na verba N.º 17 disseram que haviam dado dote de casamento a Pedro Borges 6
mil cruzados e a Manuel de Medeiros 9 mil, de que eles têm dado quitações e que tiveram em sua casa
espaço de um ano ao dito Pedro Borges, mulher e filhos; mandam que do gasto que poderiam fazer se lhes
não peça conta alguma. Por este testamento Gaspar Dias e Ana de Medeiros Araújo, que já haviam
instituído um vínculo a favor do filho André, por escritura de 14.6.1604, instituíram mais duas terças
vinculadas, uma para o filho Manuel de Medeiros Araújo e outra para seu neto Agostinho Borges de
Sousa, filho de Maria de Medeiros Araújo e Pedro Borges de Sousa. Na primeira instituição, que consta da
verba N.º 18 do referido testamento, os instituidores determinam que para a sua administração não seja
nomeado nem suceda Gaspar de Medeiros, seu neto, filho do dito Manuel de Medeiros, e casou a filha de
Catarina de Castro (sic), nem pessoa de sua descendência que seja parente da dita Catarina de Castro (sic)
(Notas extraídas de uma cópia autêntica junta aos autos de contas dos Legados Pios na Administração do
Concelho de Ponta Delgada).
A 12.9.1624, em Ponta Delgada, começou o inventário de Gaspar, sendo inventariante a viúva e, tendo
faleceu esta, apareceu em 13.1.1625, seu filho André Dias, testamenteiro de ambos os pais (Vide Nota N.º
18 do Cap.º 17.º). Sobre a origem judaica de Gaspar Dias que, como se sabe, foi fintado como cristão
novo em 1606, vid. a publicação de António Ferreira de Serpa intitulada "Suum Quique", folheto editado
no Porto em 1925. Pode ser que a origem judaica venha aos filhos de Manuel Dias por sua mãe Margarida
Fernandes, cuja mãe, Maria Fernandes, consta ter sido sambenitada em Sevilha.
Em 1606 foi fintado como cristão novo em 1.400 mil reis, pagando apenas 700 mil reis por sua mulher
ser cristã velha, como consta do documento a que alude a Nota N.º 5 do cap.º 5.º. Os filhos e os netos
alcançaram em 1630 e 1673 alvarás de justificação de cristãos velhos, embora no testamento referido haja
alusão à raça judaica do testador, quando deserda um seu neto.

2) Gaspar de Medeiros Vasconcelos (§ 1.º N.º 4).


Foi este que o avô Gaspar Dias deserdou no testamento a que alude a nota anterior.
A 30.9.1639, em Ponta Delgada, nas pousadas de Gaspar de Medeiros Vasconcelos, este e sua mulher
Águeda Botelho da Câmara (sic) fazem uma transacção em que doam a seus primos o Padre Filipe Borges
de Medeiros, Ouvidor Eclesiástico em S. Miguel, Miguel Lopes de Araújo e Agostinho Borges de Sousa,
Provedor da Real Fazenda nas ilhas dos Açores, o direito e acção que possam ter à herança de seus avós
(dele Gaspar de Medeiros) Gaspar Dias de Araújo (sic) e Ana de Medeiros Araújo. Disse ele Gaspar de
Medeiros que era neto dos ditos seus avós, como filho que é de seu filhos Miguel Lopes de Araújo, e que
tivera muitas dúvidas sobre a dita herança com os ditos seus primos, que obtiveram sentenças contra ele
doador, e por isso se arrematou a sua legítima, que lhe cabia a ele cabia a ele herdar e assim ficou sem
coisa alguma dos ditos seus avós, e ele e sua mulher ficariam muito pobres e lhes acudiu sua tia Maria de
Medeiros Araújo, mãe dos ditos doados, que osa sustentou e o alimentou, e por isso fazem esta doação aos
ditos seus primos (Notas do tabelião de Ponta Delgada João de la Paz, Livro de 1638 e 1639).
A 26.5.1616, em Ponta Delgada, nas moradas de Gaspar de Medeiros Araújo, este e sua mulher
Águeda Botelho da Câmara (sic) venderam a Beatriz de Goes um foro numa terra que ele vendedor houve
de seu pai Pero Gonçalves (sic ... !?) que lhe foi dada em sua folha de partilha. Os vendedores, não
obstante serem maiores de 25 anos, mostraram licença do Juiz dos Órfãos para esta venda. Pela vendedora
assinou Rui Gago da Câmara e pela compradora assinou Manuel da Costa Marecos, e o escrivão Pedro
Cabral. A 5.5.1616 o Juiz dos Órfãos de Ponta Delgada, Nicolau Pereira de Sousa, passou a licença para
esta venda, dizendo que os suplicantes Gaspar de Medeiros e sua mulher Águeda Botelho lhe pediram a
venda para remediar suas necessidades, visto ele Gaspar de Medeiros estar preso e precisar correr com seu
livramento.
A 14.10.1620 Francisco do Rego Alpoim, em seu nome e como procurador de sua mulher D. Beatriz
de Goes, vendeu este foro a Simão da Câmara, Fidalgo, foro que era imposto sobre a terra que o capitão
Inácio de Melo, seu antecessor (sic), comprou a Francisca de Oliveira e a seu filho Gaspar de Medeiros
(Papéis avulsos da Misericórdia de Ponta Delgada).
Gaspar de Medeiros Vasconcelos, filho de Miguel Lopes de Araújo, é que foi o deserdado pelo avô
Gaspar Dias, como se vê do inventário deste último, que começou a correr a 12.9.1624 e no qual a
inventariante, que foi a viúva Ana de Medeiros Araújo, ao declarar os herdeiros cita Miguel Lopes de
Araújo, pai de Gaspar de Medeiros, deserdado pelo avô (Papéis do Cartório da Casa do Barão de Nossa
Senhora da Saúde).

3) André Dias de Araújo, Capitão (§ 1.º N.º 3)


André Dias de Araújo deixou dois alqueires de terra de património à ermida do Bom Despacho (Vide
"O Preto no Branco", N.º 23, de 4.6.1896).
A 26.10.1609, em Ponta Delgada, perante o Juiz de Fora compareceu André Dias de Araújo, cidadão
de Ponta Delgada, e queixou-se e apresentou querela contra Afonso Gonçalves Ferreira e sua mulher
Maria de Benevides (Cap.º 53 § 1.º N.º 4), dizendo que havia muitos anos que os ditos pretendiam que ele
casasse com sua filha Maria de Benevides e ainda hoje em dia o pretendem ........ (o resto está ilegível)
(Livro de Querelas de 1608 a 1654, existente na Biblioteca Pública de Ponta Delgada).

4) Gaspar António de Medeiros Sousa Dias da Câmara (§ 1.º N.º 8)


Foi amigo íntimo de Manuel da Câmara Coutinho Carreiro, que na segunda-feira de Entrudo do ano de
1787 assassinou Inácio José de Sousa Coutinho, filho do Capitão-mor de Santa Maria. Por tal motivo, e
por se lhe terem atribuído graves responsabilidades na prática deste crime, foi preso (Vide "Arquivo dos
Açores", Vol. XV, pág. 99; e "Insulana", Vol. XII, pág. 119). Embora o criminoso se encontrasse em
manifesto estado de embriaguês na ocasião do crime, diz-se que a ele fora instigado por Gaspar António
de Medeiros.

5) Duarte Borges da Câmara de Medeiros (§ 2.º N.º 7)


Foi baptizado como filho de pais incógnitos, com 3 ou 4 dias de idade, a 21.2.1714, em S. Pedro
Ribeira Grande, portanto dois anos antes de os pais casarem. À margem do termo do seu baptismo está a
seguinte nota: "Este menino Duarte é filho de Duarte Borges de Medeiros e de sua mulher Maria Francisca
da Silveira, que ao depois de recebidos in faciae Ecclesiae os pais o conheceram por filho; para constar fiz
esta declaração hoje, 20.6.1716". Este Duarte Borges foi Provedor dos Resíduos e fez testamento a
1.6.1755.

6) Manuel Raposo Bicudo ou da Câmara (§ 3.º N.º 8)


A 6.3.1781, perante o Juiz de Fora, José da Câmara Coutinho Carreiro (Cap.º 82 § 3.º N.º 9)
apresentou queixa e querela contra este Manuel Raposo da Câmara, em virtude de se ter apoderado de sua
mulher Mariana Máxima (que era mãe de Manuel Raposo da Câmara) e de um filho menor Francisco, a
quem Manuel Raposo da Câmara maltratava (Vide Nota N.º 12 do Cap.º 82.º). Por tal motivo o querelado
Manuel Raposo da Câmara foi preso e depois solto em 1785, por beneficiar do indulto régio de 2.4.1785.

7) Pedro Nolasco Borges Bicudo da Câmara (§ 4.º N.º 8)


Era Alferes em 1787, quando foi assassinado Inácio José de Sousa Coutinho (a que se alude na Nota
N.º 4), seu primo, que acompanhava juntamente com o Mestre de Campo Francisco Jerónimo Pacheco de
Castro, quando passava no Canto da Cruz de Ponta Delgada, como consta da sentença justificativa de
Manuel da Câmara Coutinho Carreiro, preso em Lisboa, dada pelo Juiz Vereador Inácio Joaquim da Costa
Chaves e Melo, de Ponta Delgada, no impedimento do Juiz de Fora Dr. Inácio do Canto e Castro
Vasconcelos (Vide Dr. Ernesto do Canto, "Extractos de Documentos Micaelenses", existentes na
Biblioteca Pública de Ponta Delgada, Livro III, fls. 15).

8) Manuel de Medeiros Araújo (§ 5.º N.º 3)


A 15.6.1613, em Ponta Delgada, na freguesia de S. Pedro, nas moradas de Manuel de Medeiros
Araújo, este e sua mulher Maria de Arruda fazem procuração a seu irmão e cunhado André Dias de
Araújo, ora estante em Lisboa, para que possa arrecadar e vender os bens que a ele outorgante e a seus
filhos de sua primeira mulher couberam por morte de Gonçalo Ribeiro de Faria e Iria de Alla (sic), seus
sogro e sogra, como consta da folha de partilha que se fez por morte dos ditos seus sogros (Notas do
tabelião Pedro Cabral, Livro de 1613 a 1614).

9) Gaspar de Medeiros Belgar, ou de Araújo (§ 5.º N.º 4)


Foi excluído por seu avô Gaspar Dias da sucessão dos bens que vinculara para Manuel de Medeiros
Araújo, pai deste Gaspar, parece que por motivo de ter casado com a filha de Catarina de Castro (Vide
Nota N.º 1 deste Capítulo).

10) António de Medeiros Sousa, Capitão (§ 5.º N.º 5)


O Capitão António de Medeiros Sousa e sua mulher Maria de Pimentel fizeram testamento em Ponta
Delgada, onde eram moradores, a 1.2.1703. Diz o testador ser filho de Gaspar de Medeiros Araújo e de
Maria de Sousa Benevides. Quer ser sepultado na cova de seus pais, na Matriz Ponta Delgada, abaixo da
pia de água benta, junto à porta travessa, da banda do mar. Fala em seu irmão Padre João de Sousa de
Medeiros. A testamenteira do último que morrer será Catarina de Castelo Branco, mulher de António
Cordeiro de Sousa, ambos sobrinhos dos dois testadores, a quem deixa um legado, que por sua morte
passará para seu filho António, afilhado deles testadores. Falam na avó dele testador, Margarida Belgar de
Faria. Não têm herdeiros forçados e instituem vários legados sujeitos a missas. Um desses legados
vinculados a missas é feito para sua sobrinha D. Maria de Medeiros, casou António Ramalho da Silva. O
testamento foi aberto a 19.3.1703, por morte do testador, tendo a testadora morrido a 7.12.1715. Tudo
consta do respectivo processo de contas no Cartório dos Resíduos. Em 1719 deram contas os filhos
menores de António Ramalho e sua mulher Maria, por seu tutor Manuel Ferreira Rebelo. Em 1720 deu
contas António Francisco Ramalho, em 1729 João Gonçalves da Silva, novo administrador por comprar a
terra sujeita ao legado pio (Vide Nota N.º 4 do Cap.º 286.º). Maria Pimentel de Resende fez testamento a
9.11.1715, em Ponta Delgada, e morreu a 7.12.1720.

11) Agostinho de Medeiros Albuquerque, Capitão (§ 5.º N.º 5)


Fez testamento em Ponta Delgada a 7.12.1697, em que diz não ter herdeiros forçados. Declara
também que erigiu uma ermida na vinha que possui no lugar das Capelas para a qual mandou fazer à sua
custa uma imagem (Vide este testamento na Maço N.º 3 de Papéis do Convento de Santo André de Vila
Franca, existentes na Biblioteca Pública de Ponta Delgada, Documento N.º 239).

12) Manuel de Medeiros da Costa e Albuquerque, Capitão (§ 5.º N.º 7)


A 9.11.1761 o morgado Manuel de Medeiros da Costa e Albuquerque, Fidalgo da Casa de S. Miguel,
apresentou ao Juiz de Fora de Ponta Delgada uma queixa e querela contra Francisco Joaquim de Medeiros,
filho de André de Medeiros, faleceu, morador em Ponta Delgada, o qual entrou em sua casa e lhe furtou
onze ou doze mil cruzados, sendo visto entrar e sair embuçado num capote de capelo e carregado com
grande enchimento da dita sua casa e logo tratou de se ausentar fugitivo, de sorte que nunca mais se viu.

CAPÍTULO 12.º

DA DESCENDÊNCIA DE GONÇALO DE TEVE


E DE SEU IRMÃO PEDRO CORDEIRO

§ 1.º

1- Gonçalo de Teve, foi o primeiro Almoxarife em S. Miguel e o primeiro desta família que veio para a
mesma ilha (Frutuoso, Livro IV, Cap.º VII). Segundo Frutuoso foi encarregado de, em conjunto com o
Capitão Donatário, fazer as dadas de terrenos em S. Miguel. Era filho de Gonçalo de Teve a quem
Frutuoso, nas Saudades da Terra, chama Gonçalo de Ornelas Paim, o que é engano, pois os descendentes
nunca usaram os apelidos Ornelas e Paim, mas sim os apelidos Teve, Teive ou Teves.
Ignora-se com quem casou, mas diz Frutuoso que foram seus filhos:
2 - Pedro de Teve, que segue:
2 -Simão de Teve, letrado em leis, morador em Vila Franca, em cuja subversão morreu com sua mulher
(Frutuoso, Livro IV, Capítulos VI e VII). Casou com Catarina Borges (Cap.º 78.º § 1.º N.º 3).
2 -João de Teve, morador em Vila Franca, também Almoxarife em S. Miguel, como seu irmão. Ainda o
era em 1504 (“Arquivo dos Açores”, Vol XII, pág. 397; e “Carta de Sesmaria” na mesma pág.). Casou
com Isabel Manuel (Cap.º 39.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
3 - Simão de Teve, casou com Beatriz Camelo (Cap.º 184.º § 1.º N.º 4).
3 -Guiomar de Teve, que vinculou por testamento aprovado a 15.9.1554 e fez codicilo a 14.3.1560
(Vid. Nota N.º 18 do Cap 1.º). Casou com André Gonçalves de Sampaio, o Congro (Cap.º 1.º § 18.º
N.º 3). Sem geração (Nota N.º 1).
3 - João de Teve, Dr., desembargador, citado no testamento de seu cunhado André Gonçalves de
Sampaio, feito em 1552, data em que já era falecido (Nota N.º 1).
2- Pedro de Teve, segundo Almoxarife em S. Miguel e Cavaleiro, segundo se vê de uma procuração
feita em Ponta Delgada em 1518, de que foi testemunha e onde é tratado de Cavaleiro ("Arquivo dos
Açores", Vol III, pág. 26). Era primo de António de Teve, Tesoureiro-mor do Reino (?). Em 1516 Pedro
de Teve foi com o 5.º Capitão Donatário, Rui Gonçalves da Câmara, servir em África, em Tânger e Arzila
(Frutuoso, Livro IV, Cap.º LXVIII). Fez testamento de mão comum com sua mulher em 1537, no qual
deixaram 5 alqueires de terra à Misericórdia de Ponta Delgada, para sustentação de uma cama no hospital.
Casou com Catarina de Mesa (Cap.º 13.º § Único N.º 2), a quem Frutuoso também chama Francisca,
porém o seu verdadeiro nome é Catarina, como consta dos dois testamentos que fez, o primeiro de mão
comum com seu marido em 1537 e o segundo a 3.4.1561.
Tiveram:
3 - Simão de Teve, que segue:
3 - Sebastião de Teve, que consta do testamento da mãe e casou com F... Ferreira, filha de Álvaro Pires,
procurador.
Tiveram:
4 - Vitória de Teves, casou com Cosme de Brum.
Tiveram:
5 - Inês Ferreira (Nota N.º 2). Casou com Francisco de Araújo Raposo (Cap.º 21.º § 1.º N.º 3).
5 -João de Brum de Teves, Padre, instituidor de uma terça por testamento feito na Lagoa a
1.7.1661, do qual constam as irmãs e sobrinhos (filhos de Inês Ferreira).
5 - Maria de Teves Pimentel, solteira à data do testamento do irmão Padre João de Brum de Teves.
Foi madrinha dum baptizado na Matriz de vila Franca a 5.10.1604.
3 -Amador de Teve, que consta do testamento da mãe. Casou com Beatriz Rodrigues de Benevides (Cap.º
135.º § Único N.º 3).
Tiveram:
4 -Gaspar de Teve Benevides, Capitão duma Companhia ou Bandeira em Ponta Delgada. Em 1597 era
Capitão da Fortaleza de Ponta Delgada. Como administrador da terça de seu avô paterno em 1614
era obrigado a prover uma cama na Misericórdia de Ponta Delgada (Nota N.º 3). Casou com
Francisca Ferreira de Alvedo (Cap.º 88.º § 1.º N.º 3). Morreu a 27.12.1621, como consta do Livro I
de Defuntos da Misericórdia de Ponta Delgada.
Tiveram:
5 -Gaspar de Teves Benevides, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 27.7.1619, com Maria do
Saboral, filha do Capitão Manuel Cavaleiro e de Sebastiana Barreiros.
5 - Maria Castanha, faleceu a 2.9.1629. Parece ser filha de Gaspar de Teves Benevides (Vid. Livro
de Defuntos da Misericórdia de Ponta Delgada).
4 - Cosma de Teve, que juntamente com o marido consta do testamento de sua avó Catarina de Mesas.
Casou com Domingos Fernandes.
3 - Guiomar de Teve, que fez testamento com seu marido em Ponta Delgada a 11.12.1568, aprovado a
10.1.1569 e aberto por morte dele a 2.2.1569. Nele dizem serem fregueses da Matriz de Ponta Delgada
onde querem ser sepultados. Casou com Rui Velho de Melo, ou Cabral (Cap.º 97.º § 2.º N.º 2).
3 -Francisca de Teve, que instituiu um vínculo nos Arrifes, como consta do testamento do neto Gonçalo de
Teve (Cap.º 4.º § 2.º N.º 4). Casou com António da Mota (Cap.º 4.º § 1.º N.º 2).
3 -Ana de Teve, que no testamento da mãe é chamada Joana. Casou com Sebastião Gonçalves Caiado
(Cap.º 54.º § 1.º N.º 3).
3- Simão de Teve, morador em Santo António (Frutuoso, Livro IV, Cap.º III). Fez testamento com sua
mulher a 10.6.1574, do qual constam os filhos. Instituiu uma Capela, de que em 1605 dava contas seu neto
António Brandão de Teve (Nota N.º 4). Casou com Brites Gil (Cap.º 96.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
4 - Gaspar de Teve de Mesas, que segue:
4 -Jerónimo de Teve de Mesas, citado numa procuração feita no Nordeste a 16.1.1619 pelo irmão Gaspar
de Teve (Nota N.º 5).
4 - João de Teve, Padre.
4 - Guiomar de Teve, que casou com Duarte de Mendonça (Cap.º 67.º § 1.º N.º 3).
4 - Catarina de Teve, casou com João Lourenço. Com geração.
4 -Pedro de Teve de Mesas, a quem se refere Frutuoso no Livro IV, Cap.º CX, § 12.º. Foi Sargento da
Companhia de Milícias das Feteiras, Candelária, Ginetes e Maia e deve ser o Capitão dos Mosteiros
Pedro de Teve. Casou com Filipa de Vasconcelos (Cap.º 121.º § 13.º N.º 4). Este Pedro de Teve é o
que figura nas escrituras extractadas na Nota N.º 38 do Cap.º 121.º.
4 - Gaspar de Teve de Mesas, morador na Lomba de S. Pedro, do Nordeste, como consta do termo de
casamento do filho Francisco. Casou com Beatriz Brandão (Cap.º 90.º § 2.º N.º 3) (Nota N.º 6).
Tiveram:
5 - António Brandão de Teve, que segue:
5 - Francisco de Teve Brandão, que casou no Nordeste, a 30.7.1612, com Maria Jácome, viúva.
5 -Jerónimo de Teve Brandão, morador na Lomba de Santo António, freguesia de S. Pedro, do Nordeste.
Casou com Luzia Pais.
Tiveram:
6 - Manuel de Teve de Mesa, casou no Nordeste, a 9.1.1645, com Ana da Costa (Cap.º 178.º § 4.º N.º
5).
Tiveram:
7 -Maria Brandão, casou no Nordeste, a 24.4.1675, com Francisco Furtado, filho de Domingos Furtado e
Maria Gonçalves.
7 -Manuel de Teve, casou no Nordeste, a 25.10.1678, com Catarina da Costa, filha de Francisco da
Costa Cordeiro, morador na Pedreira (o termo não diz o nome da mãe da nubente).
5- António Brandão de Teve, morador no Nordeste. De 1605 a 1615 deu contas nos Resíduos da
administração da Capela instituída por seu avô Simão de Teve. Habilitou-se à administração de Guiomar
de Teve e esta habilitação foi julgada em 1645 (Nota N.º 7). Casou a primeira vez com Isabel de
Vasconcelos e a segunda vez, nos Fenais da Ajuda a 25.8.1627, com Isabel Vieira Galvão (Cap.º 24.º § 1.º
N.º 4).
Teve do primeiro casamento:
6 -Maria Brandão de Teve, que deu contas nos Resíduos de 1621 a 1633. Casou no Nordeste, a
10.5.1630, com Amaro Furtado de Simas, ou de Simas Furtado (Cap.º 186.º § 1.º N.º 3).
6 - Mónica Brandão de Teve (Nota N.º 7). Casou no Nordeste, a 2.10.1636, com Francisco Vieira Galvão
(Cap.º 248.º § Único N.º 2).
6 - Ana Brandão de Teve, casou no Nordeste, a 7.11.1644, com Sebastião da Costa Homem (Cap.º 178.º §
5.º N.º 5).
6 -Apolónia Brandão de Teve, nasceu a 29.4.1620 no Nordeste e aí baptizada a 5.5.1620. A 9.10.1640,
ainda solteira, foi madrinha do baptizado do sobrinho Francisco, filho de sua irmã Mónica. Casou entre
1643 e 1647, com o Capitão Braz Raposo Pimentel (Cap.º 27.º § 15.º N.º 6).
6 -Jorge Brandão de Teve, que ainda era solteiro quando foi padrinho do baptizado do sobrinho Francisco,
filho da irmã Mónica. Casou em S. José de Ponta Delgada a 15.5.1651, com Maria Rodrigues, filha de
Pedro Gonçalves e Maria Rodrigues.
Do mesmo casamento deve também ser filho:
6 -Francisco Brandão de Teve, casou no Nordeste, a 21.5.1634, com Maria Pimentel de Sousa (Cap.º 328.º
§ 1.º N.º 3).

§ 2.º

1- Pedro Cordeiro, que segundo Frutuoso é filho de Gonçalo de Teve e irmão do primeiro Almoxarife
de S. Miguel, também Gonçalo de Teve, com quem teria vindo para S. Miguel. Foi escrivão do
Almoxarifado e morador em Vila Franca (Nota N.º 8).
Ignora-se com quem casou, mas, segundo Frutuoso, foram suas filhas:
2 -Maria Cordeiro (Frutuoso, Livro IV, Cap.º VII), casou a primeira vez com João Rodrigues de Sousa
(Cap.º 95.º § Único N.º 1), e a segunda vez com Jorge da Mota (Cap.º 4.º § 1.º N.º 1).
2 -Margarida Pires, casou com Gonçalo Vaz Botelho, ou Andrinho, ou Sampaio (Cap.º 1.º § 18.º N.º 2).
2 -Beatriz, ou Leonor Cordeiro (Nota N.º 9). Casou com Fernão Camelo Pereira (Cap.º 184.º § 2.º N.º 2).
2 - Catarina Cordeiro (Nota N.º 9). Casou com Vicente de Abreu.
Tiveram:
3 -Pedro de Abreu, que foi para Portugal e lá morreu. Casou em S. Miguel com uma irmã de Francisco
Afonso, de Vila Franca. Sem geração.
NOTAS

1) Guiomar de Teve e João de Teve Dr. (§ 1.º N.º 3)


Guiomar de Teve chamou para administrador da sua Capela seu sobrinho Diogo Vaz Carreiro,
podendo este nomear novo administrador, ao qual ela deixava um quinto pelo trabalho da administração.
Diogo Vaz Carreiro nomeou em seu testamento a Pedro de Teve, sobrinho da instituidora, e a seus
descendentes, dele Pedro de Teve, preferindo a linha varonil. Por mil setecentos e tantos era administrador
João da Fonseca de Teve, de onde se seguiu para os Gagos da Câmara, pelo que foi última administradora
D. Ermelinda Pacheco Gago da Câmara (Cap.º 53.º § 1.º N.º 12).
Juntamente com seu marido fez Guiomar de Teve codicilo a 18.1.1555, em que revoga um legado feito
em seu testamento a uma filha de Gaspar Homem, por já lhe ter doado uma herdade no Porto Formoso.
Também revoga um legado que tinha feito a Beatriz de Macedo, mulher de Gaspar Homem, e manda dá-lo
a sua irmã Ana Gomes. Deixa 100 mil reis a uma das filhas de seu primo co-irmão Manuel Afonso Pavão.
Deixa umas casas, que ficaram de seu irmão João de Teve, a uma filha de Fernando Afonso. Revoga um
legado que tinha feito a Gaspar Gonçalves, do Nordeste. Fala em Fernão Camelo que andou em demandas
com os testadores e com Gaspar do Rego. Recomenda ao seu testamenteiro, Diogo Vaz Carreiro, que
recolha Gaspar Mulato, por saber que é filho de seu irmão João de Teve e o alimente e lhe dê ensino.
Guiomar de Teve fez novo codicilo a 1.2.1560, onde fala no irmão João de Teve, já falecido, e em sua
prima Leonor Soeira (e sua filha Guiomar Soeira), mulher de seu primo (sic) Manuel Afonso.
Em duas procurações, feitas na La 29.10.1608, nas Notas do tabelião Lucas de Araújo, dizem os
outorgantes constituintes Margarida de Oliveira, mulher de Matias Barreiro, Escudeiro, Jerónima de
Oliveira, mulher de Belchior Lucas, Sebastião de Oliveira, João de Oliveira, Rui Fernandes de Oliveira,
ausente, e Braz Fernandes de Oliveira, entrevado numa cama, que seus pais, cujos nomes não dizem, eram
primos co-irmãos de Guiomar de Teve, mulher do Congro, a qual fez testamento que estes seus primos
contestam por ela ser doida e não poder testar, tendo-se eles depois composto com o administrador da
fazenda da dita sua prima, Diogo Vaz Carreiro.

2) Inês Ferreira (§ 1.º N.º 5)


A 20.11.1612, na Maia, (Notas do tabelião Gaspar Dias Morim), vendeu Francisco de Araújo Raposo,
cidadão, morador em Vila Franca, por si e como procurador de sua mulher Inês Ferreira (procuração feita
em Vila Franca a 6.5.1609 pelo tabelião Jorge Afonso Correia e assinada pela própria constituinte) uma
terra na Lomba de S. Braz, Porto Formoso, que confina com Gaspar Pacheco Raposo. O comprador foi
Jácome de Póvoas, cidadão, morador no Porto Formoso, sendo testemunha Mateus Vaz Pacheco, morador
em Vila Franca. A 13.7.1644, em Vila Franca, António de Senra Teixeira, morador na Lagoa, por si e
como procurador de Águeda da Câmara de Melo, morador em Ponta Delgada, e de Inês Ferreira Pimentel,
dona viúva do Capitão Francisco de Araújo Raposo, e também em nome de sua mulher Clara Raposo de
Araújo, faz uma transacção com Maria Baldaia, etc. (Notas do tabelião de Vila Franca António da Costa
Correia, Livro de 1643 a 1648).

3) Gaspar de Teve Benevides (§ 1.º N.º 4)


A 2.6.1606, em Ponta Delgada, o Capitão Gaspar de Teve Benevides dá alforria "a um moço chamado
Gaspar de Teves (sic), filho de Guiomar Machada", e fá-lo "por justos respeitos e pelo bom serviço que a
dita sua mãe lhe tinha feito e também por 20 cruzados em dinheiro de contado que confessou ter recebido
da dita Guiomar Machado, mãe do dito Gonçalo de Teve (sic)" (Notas do tabelião Francisco Serrão, Livro
de 1606 a 1608). A 28.5.1608, em Ponta Delgada, nas moradas de Gaspar de Teve de Benevides, este e
sua mulher Francisca Ferreira, vendem um foro a Miguel Pereira do Lago, Cavaleiro Fidalgo da Casa de
El-Rei. Assinou pela vendedora seu filho Gaspar de Teve (mesmas Notas e mesmo Livro).
Há um Francisco Ferreira, filho de Gaspar de Teve, o Moço, que morreu a 14.12.1644 (Livro I dos
Defuntos da Misericórdia de Ponta Delgada).

4) Simão de Teve (§ 1.º N.º 3)


A 7.7.1616, em Ponta Delgada, perante o Juiz de Fora apresentou uma queixa e querela o Capitão Pero
de Teve, morador nos Mosteiros, contra Manuel de Oliveira de Teve, morador em Ponta Delgada, porque
este lhe vendeu uma terra no caminho que vai para a fonte e que parte com Manuel de Oliveira, o
Morgado, terra que vendeu como livre de encargos e agora se vê que é da terça vinculada de Simão de
Teve e sua mulher Beatriz Gil e portanto a vendeu com o encargo de uma missa perpétua, usando de dolo,
engano e fraude com ele queixoso (Livro de Querelas de 1608 a 1654, na Biblioteca Pública de Ponta
Delgada).

5) Jerónimo de Teve de Mesas (§ 1.º N.º 4)


No Registo Paroquial do Nordeste aparece um Jerónimo de Teve de Oliveira, casou com Maria de
Faria Carvalho e morador no Faial da Terra, a casar os seguintes filhos: Águeda de Carvalho, com
Feliciano Neto, viúvo (13.7.1636); Maria de Oliveira Carvalho, com Bartolomeu Afonso, viúvo
(21.12.1636); e Joana de Teve, com Jorge Neto, viúvo (9.5.1644).

6) Gaspar de Teve de Mesas (§ 1.º N.º 4)


Gaspar de Teve de Mesas na procuração que fez a 16.1.1619 diz ser cidadão e morador na Lomba de
Santo António, limite do Nordeste. Nela dá poderes a Manuel Rebelo, de Ponta Delgada, para se concertar
com seu irmão Jerónimo de Teve, sobre a terça que ficou de Pero de Teve, a qual ele constituinte pretende.
A 17.7.1618, no Nordeste, nas Notas do tabelião António Cabral, fez uma procuração a seu filho
António Brandão de Teve para o representar na sucessão de um morgado que ele Gaspar de Teve pretende
herdar por falecimento de Pedro de Teve, morador em Ponta Delgada.

7) António Brandão de Teve (§ 1.º N.º 5) e Mónica Brandão de Teve (§ 1.º N.º 6)
A 3.7.1634, na Lomba da Cruz, no Nordeste, nas casas de morada de António Brandão de Teve e de
sua mulher Isabel Vieira Galvão, fez-se escritura de dote, nas Notas do tabelião António Cabral, em que
foi dotadora a dita Isabel Vieira Galvão e aceitantes e dotados seu sobrinho Francisco Vieira, filho de
Gregório Nunes, e Mónica Brandão, filha do marido da dotadora e de sua primeira mulher. Disse a
dotadora que o dito seu sobrinho e a dita Mónica Brandão estavam para casar um com o outro e que,
casando-se, os dotava com toda a sua fazenda, móvel e de raiz, excepto a sua terça que vinculou. A
dotadora assinou com o próprio punho. Desta escritura se conclui que a dotadora é irmã de Maria Vieira,
mãe do dotado.
A 6.10.1648, no Nordeste, António Brandão de Teve e sua mulher, Isabel Vieira Galvão, vendem um
foro, obrigando uma terra que parte com Domingos de Albernaz e com António Fernandes Sintres. A
vendedora assinou por sua mão (Livro X do Tombo do Convento de Santo André de Vila Franca).

8) Pedro Cordeiro (§ 2.º N.º 1)


A pág.as. 390 do Vol XII do Arquivo dos Açores está uma carta da Infanta D. Beatriz, Duquesa de
Viseu, ao feitor João Roiz, em que regula a forma de dar terras de sesmaria. Infere-se que João Roiz tinha
vindo há pouco para S. Miguel e vê-se que Pedro Cordeiro era escrivão do Almoxarifado. Fala em
Gonçalo Vaz, Almoxarife em Santa Maria, e em Álvaro do Penedo, habitando em S. Miguel, bem como
em João do Penedo, em Afonso Anes, da Praia, e em Afonso Roiz, todos moradores em S. Miguel.

9) Beatriz, ou Leonor Cordeiro e Catarina Cordeiro (§ 2.º N.º 2)


A 29.7.1535, na vila de Ponta Delgada, nas pousadas onde ora pousa Pero Afonso Columbreiro,
morador no limite das Feteiras, compareceu Catarina Cordeira, dona viúva de Vicente de Abreu, morador
em Vila Franca, e disse que Leonor Camela, mulher do dito Pero Afonso, era sua sobrinha, filha de
Beatriz Cordeira, sua irmã que Deus haja, mulher que foi de Fernão Camelo, já defunto; e porque ela
Catarina Cordeira não tinha herdeiros forçados, nem filhos, nem netos, nem bisnetos, fazia doação à dita
sua sobrinha Leonor Camela e ao dito seu marido Pero Afonso de moio e meio de terra que possui no
Nordeste, que parte com outra terra que ela vendeu ao dito Pero Afonso e com terras de Gaspar do Rego
Baldaia e de Mateus Vaz Castelhano. Testemunhas: o bacharel Francisco Gavião, que assinou pela
doadora, Afonso Anes, morador na cidade do Funchal, e Fernão Lopes de Frielas, Escudeiro, morador em
Vila Franca; tabelião Daniel Fernandes (Papéis avulsos da Misericórdia de Ponta Delgada).
CAPÍTULO 13.º

DA DESCENDÊNCIA DE FERNÃO DE MESA

§ Único

1- Fernão de Mesa, castelhano, fugido de Castela no tempo da revolta das comunidades (1520), veio
para a ilha de S. Miguel (Frutuoso, Livro IV, Cap.os III e XVII). Casou em Espanha com Isabel França,
castelhana.
Tiveram:
2 - João de Mesa, escrivão na Lagoa. Casou e com geração que se desconhece.
2 - Leonor de Mesa, que segue:
2 -Catarina de Mesa, a quem Frutuoso chama erradamente Francisca de Mesa (Livro IV, Cap.º XVII). Fez
testamento com o marido em 1537 e morreu a 20.5.1561, jazendo em S. Pedro de Ponta Delgada. Já
viúva fez segundo testamento a 3.4.1561. Casou com Pedro de Teve (Cap.º 12.º § 1.º N.º 2).
2 - Isabel França, casou com Aires Lobo (Cap.º 143.º § Único N.º 2).
2 - Leonor de Mesa (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XVII). Casou em S. Miguel com João Afonso, Cadimo de
alcunha, natural de Montemor-o-Velho, morador nos Biscoitos, junto de André Gonçalves de Sampaio,
segundo Frutuoso no Cap.º XVII do Livro IV. No Cap.º VIII do mesmo Livro João Afonso Cadimo
aparece como morador em Ponta Delgada.
Tiveram:
3 - Custódio Afonso, que segue:
3 -Bartolomeu Afonso Cadimo, casou com uma filha de Rui Vaz de Baliato (Cap.º 103.º § 1.º N.º 4). Com
geração.
3 - Helena Cadima, casou com João Dias (Cap.º 161.º § 1.º N.º 2).
3 - Roque Afonso, casado. Com geração.
3 - Jerónimo de Mesa, casou com uma filha de Diogo Afonso, da Bretanha. Com geração.
3 - Isabel França, casou com Bartolomeu Esteves. Com geração.
3- Custódio Afonso, morador em Rosto do Cão (Frutuoso, Livro IV, Capos. VIII e XVII). Foi Alferes
da Companhia de Rabo de Peixe (Frutuoso, Livro IV, Cap.º CX). Casou com Helena de Viveiros (Cap.º
149.º § Único N.º 3).
Tiveram:
4 - Simão de Viveiros que segue:
4 -Beatriz Jorge, morador com o marido na Ribeira Grande (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXVII). Casou
com Simão de Almeida (Cap.º 80.º § 1.º N.º 5).
4- Simão de Viveiros, a quem Frutuoso chama erradamente Manuel de Viveiros (Livro IV, Cap.º VIII).
Foi morador na Lagoa, onde morreu. Casou na Matriz da Lagoa, a 19.6.1576, com Briolanja Cabral (Cap.º
33.º § 10.º N.º 6) (Nota N.º 1).
Tiveram:
5 - Águeda Cabral de Viveiros, que segue:
5 - Gaspar de Viveiros Cabral, Padre, vigário de Santo António do Cabo, no Brasil, onde morreu (Nota N.º
2).
5- Águeda Cabral de Viveiros, morador na Lagoa. Morreu a 25.7.1666, no Rosário da Lagoa (Nota N.º
2). Casou no Rosário da Lagoa, a 9.9.1609, com Francisco Pereira da Costa, que em 1614 estava no Brasil
e morreu a 5.6.1632 no Rosário da Lagoa. Era filho de António Rodrigues Pereira (Vid. Nota N.º 1 do
Cap.º 164.º).
Tiveram:
6 -Isabel Furtado, faleceu no Rosário da Lagoa a 19.6.1634. Casou no Rosário da Lagoa, a 24.2.1631, com
Damião Alves de Teve (Nota N.º 4) (Vid. Nota N.º 29 do Cap.º 97.º).
6 - Águeda Cabral (Nota N.º 3).
6 - Manuel Pereira da Costa, que segue:
6- Manuel Pereira da Costa, cidadão, morador nos Fenais da Ajuda e mais tarde na Lagoa (Nota N.º 4).
Casou nos Fenais da Ajuda, a 25.11.1643, com Fausta, ou Faustina, de Medeiros (Cap.º 19.º § 9.º N.º 6).
Tiveram:
7 - Matias Pereira do Rego (Nota N.º 4).
7 - Maria (Nota N.º 4).
7 - Cecília (Nota N.º 4).

NOTAS

1) Simão de Viveiros (§ Único N.º 4)


Simão de Viveiros, Escudeiro, morador na Lagoa, fez nesta vila, a 29.11.1614, uma procuração a seu
genro Francisco Pereira da Costa, ora estante nas partes do Brasil (Notas do tabelião Lucas de Araújo).

2) Gaspar de Viveiros Cabral, Padre Águeda Cabral de Viveiros (§ Único N.º 5)


A 16.4.1616, na Lagoa, nas Notas do tabelião Lucas de Araújo, o Capitão Manuel Pereira faz uma
procuração ao Capitão Salvador Pacheco e a Domingos Roiz, mercador, ambos estantes na ilha da
Madeira, para receberem as mercadorias que o constituinte mandou para o Brasil a seu sobrinho Francisco
Pereira da Costa, lá estante, e que foram na nau de que é senhorio Pedro de Araújo e mestre ou piloto João
Manaia, ambos de S. Miguel, a qual com os temporais foi ter à dita ilha da Madeira.
A 22.5.1627, na Lagoa, Francisco Pereira da Costa, cidadão, morador nos Fenais da Ajuda, por si e
como procurador de sua mulher Águeda Cabral, vende uma propriedade que lhes ficou por morte de seu
tio o Capitão Manuel Pereira.
A 26.11.1627 foi passada uma certidão na Lagoa em que o tabelião Lucas de Araújo certifica que
Margarida Martins e Catarina Moniz, irmãs, deixaram a sua sobrinha Maria Moniz, falecida, mulher que
foi do Capitão Manuel Pereira também falecido, meio moio de trigo de foro e que por morte deles, Capitão
Manuel Pereira e sua mulher Maria Moniz, herdou o dito foro Francisco Pereira da Costa, seu sobrinho e
herdeiro.
Nas Notas do tabelião da Maia, Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1618 a 1621, a 21.6.1620, nos
Fenais Vera Cruz, nas casas de morada de Francisco Pereira da Costa, Cavaleiro, este e sua mulher
Águeda Cabral, constituíram seu procurador em Lisboa a João de Faria, lá residente, natural de S. Miguel,
para os representar como herdeiros dos bens do Padre Gaspar de Viveiros Cabral, vigário em Santo
António do Cabo, do Reino do Brasil, cunhado e irmão deles constituintes. Disseram que por falecimento
do dito padre fora ele Francisco Pereira da Costa ao Brasil e sobre os bens que ficaram do dito padre
houvera muitas dúvidas e demandas muitos anos com Simão Dias, padre de missa, natural de S. Miguel e
lá residente no Brasil, porque os ditos bens ficaram debaixo da protecção e confiança do dito Simão Dias.
E porque esses bens pertencem a eles constituintes, tiveram sentenças a seu favor e contra o dito Simão
Dias, mas este apelou destas sentenças para a Cúria Romana e para eles seguirem essa apelação
constituem seu procurador o dito João de Faria Homem, natural da vila da Lagoa da ilha de S. Miguel e
morador em Lisboa. Nas mesmas Notas, Livro de 1627 e 1628, a 7.4.1628, nos Fenais da Ajuda, Francisco
Pereira da Costa e sua mulher Águeda Cabral, vendem uma terra que herdaram de seu pai e sogro António
Roiz Pereira.
A 24.8.1635, nas casas de morada de Águeda Cabral, dona viúva de Francisco Pereira da Costa, esta
outorga como vendedora (Notas do tabelião Lourenço Soares de Melo).
A 26.11.1623, na Lagoa, nas casas de morada de Maria Moniz, viúva do Capitão Manuel Pereira, esta
doa a seu sobrinho Francisco Pereira da Costa, morador nos Fenais da Maia, a meança do marido de que
ela ficava herdeira, destinando o marido que ela nomeasse para lhe suceder nessa meança um seu sobrinho
(dele marido), o que ela faz agora neste Francisco Pereira, sobrinho do marido, criado por eles. O termo de
casamento de Francisco Pereira com Águeda Cabral não diz os pais do nubente mas sim os dela, que
aparece com o nome de Águeda Cabral de Viveiros no termo de casamento do filho Manuel Pereira da
Costa (Notas do tabelião Cristóvão Soares).
3) Águeda Cabral (§ Único N.º 6)
Do Processo N.º 94 de Legados Pios da Lagoa consta um requerimento de António Pereira, morador na
Lagoa, dizendo que Águeda Cabral, filha de Francisco Pereira da Costa, deixara 25 alqueires de terra na
Praia de Vila Franca a uma sua serva Luzia e a Catarina, filha desta, com pensão de uma missa, e por
morte delas a ele suplicante e a seus herdeiros, e como ele suplicante quer vender a dita terra para comprar
outra em que se imponha a obrigação da missa, assim o requer ao Provedor dos Resíduos. Esta terra da
Praia já tinha sido vinculada com uma missa por Isabel do Monte, de quem foi herdeira a dita Águeda
Cabral. O requerente deu contas em 1684 e dá até 1701; em 1703 deu contas seu genro Manuel Marques,
das Socas; até 1719 e depois a sua viúva; depois João de Vales de 1723 a 1727; depois Francisco Borges
da Costa, que arrematou a vinha obrigada às missas.
A 24.8.1635, na Lagoa, nas casas de morada de Águeda Cabral, dona viúva de Francisco Pereira da
Costa, esta outorga como vendedora (Notas do tabelião Lourenço Soares de Melo).
A 29.11 1614, na Lagoa, Simão de Viveiros, escudeiro, morador na Lagoa, faz uma procuração a seu
genro Francisco Pereira da Costa ora estante nas partes do Brasil (Notas do tabelião Lucas de Araújo).

4) Isabel Furtado, Damião Alves de Teve, Águeda Cabral Manuel Pereira da Costa (§ Único N.º 6)
e Matias Pereira do Rego (§ Único N.º 7)
A 26.1.1653, na Maia, Manuel Pereira da Costa, cidadão, morador nos Fenais da Ajuda, em seu nome
e como procurador de sua mulher Faustina (sic) e de sua mãe Águeda Cabral e de suas irmãs Crenância (?)
Cabral e Águeda de S. Jorge e de seu cunhado Damião Alves de Teve, vendem uma terra e casa que
possuem nos Fenais da Ajuda (Notas de Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1652 a 1654).
A 4.11.1664, na Lagoa, o Capitão João Moniz de Medeiros, morador nesta vila, dota e doa a seu genro
Manuel Pereira da Costa, casado com sua filha Fausta, também aqui morador, uma terra nos Fenais da
Vera Cruz, junto à ermida de S. Pedro e obrigada a uma pensão a essa ermida. A terra doada, depois da
morte do doado, irá à filha mais velha do doado, Maria, e à outra filha, Cecília, netas dele doador, e
morrendo estas suas netas irá a seu neto Matias Pereira, filho dos dotados, sempre com a mesma pensão à
dita ermida (Notas do tabelião Pedro Lopes do Couto, Livro de 1664 a 1668).
A 9.10.1668, na Lagoa, Manuel Pereira da Costa e sua mulher, Faustina (sic) de Medeiros, dotam
património eclesiástico a seu filho Matias Pereira do Rego, estudante. Dotam os bens que herdaram de
seus pais e avós e em que ele seu dito filho há-de suceder. Dizem os dotadores que só têm mais duas filhas
(Notas do tabelião Adão Cabral de Melo, Livro de 1665 a 1668).

CAPÍTULO 14.º

DA DESCENDÊNCIA DE MARIA NOVAIS DE QUENTAL


E DE SEU MARIDO AMBRÓSIO ÁLVARES DE VASCONCELOS

§ Único

1 - Maria Novais de Quental, Dama da Rainha D. Leonor, mulher de D. João II. Casou a furto com seu
marido e por isto estiveram ambos presos, ele num castelo e ela num convento. Foram soltos para
acompanharem a Princesa, filha de D. Afonso V, para a Alemanha, onde ia casar com o Imperador.
Mandou-os depois El-Rei para a Terceira, onde moraram certo tempo (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XVIII).
Maria de Novais veio para a ilha de S. Miguel, não se sabe se já viúva, e ali morreu, sendo sepultada no
Convento de S. Francisco que havia em Vila Franca, antes da subversão de 1522. Era filha de Francisco
Botelho de Novais Quental, morador em Castela, o qual era irmão de Lopo Afonso de Novais Coutinho,
que foi quem trouxe de Espanha para Portugal esta sua sobrinha Maria de Novais de Quental (Nota N.º 1).
Casou em Portugal com Ambrósio Álvares de Vasconcelos, que veio para a ilha Terceira como
Mamposteiro-mór dos Cativos e era filho de Pedro Álvares Homem, Provedor da Fazenda na ilha da
Madeira, e de Margarida Mendes de Vasconcelos.
Tiveram:
2 - Fernão de Quental, que segue:
2 - Pedro de Novais, que segue no § 2.º.
2 - Lourenço de Quental, que foi para Portugal, dele descendendo Simão de Quental, Sargento-mor da ilha
de S. Miguel, que em 1576 foi socorrer a ilha de Santa Maria, o qual era Escudeiro Fidalgo, como
consta de folhas 172 do Livro Velho do Tombo da Câmara de Ponta Delgada (Frutuoso, Livro III,
Cap.º XX).
2 - Violante de Novais, que foi da ilha Terceira para a Corte e aí, sendo Dama da Rainha, morreu solteira.
Sem geração.
2 - Simão de Novais, frade franciscano, que veio à ilha de S. Miguel e na Terceira fez edificar o Mosteiro
da Praia. Nele foi guardião e aí morreu.
2 - Fernão de Quental, Escudeiro Fidalgo e Ouvidor do Capitão Donatário Rui Gonçalves da Câmara. Veio da
Terceira para S. Miguel e foi morador na Vila de Ponta Delgada. Juntamente com sua mulher doou o
terreno para a edificação do Convento da Esperança de Ponta Delgada. Sendo já viúvo, a 3.7.1540, fez
testamento em Ponta Delgada, o qual foi aberto a 16.7.1540 e a esta abertura assistiu o Guardião do
Convento de S. Francisco. Casou com Margarida de Matos, filha natural de João da Castanheira, primeiro
Juiz nomeado pela Câmara de Ponta Delgada, quando foi criada em 1499, e um dos primeiros povoadores
da ilha de S. Miguel (Nota N.º 2).
Tiveram:
3 - Afonso de Matos de Quental, que segue:
3 - Jerónimo de Quental, que foi herdeiro da terça do pai. Era Escudeiro Fidalgo e fez testamento a
7.4.1554 (Nota N.º 3). Casou a primeira vez, depois de 1525, com Ana Jorge (Cap.º 103.º § 2.º N.º 3),
e a segunda vez, antes de 6.9.1541, com Ana Gonçalves, viúva de Jorge Afonso, de quem não teve
geração.
Teve do primeiro casamento:
4 - Margarida de Matos ou de Quental, a quem Frutuoso chama Maria, mas é Margarida, como consta de
uma escritura de permuta de 6.9.1580, em, que figuram Baltazar Ramires e sua mulher Margarida de
Matos. Casou com Baltazar Gonçalves Ramires (Cap.º 172.º § Único N.º 2).
4 - Isabel de Quental, casou com Salvador Gonçalves Ramires (Cap.º 172.º § Único N.º 2).
4 - António de Quental, que morreu solteiro.
3 - Manuel de Matos, que em 1533 era vereador em Ponta Delgada (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XLIII).
Casou com Isabel Nunes, de Portugal, a qual casou depois com Baltazar do Amaral (Cap.º 183.º §
Único N.º 2).
Tiveram:
4 - Fernão do Quental (ou António de Matos ?), que morreu em vida da mãe, de cujo testamento
consta mais a mulher. Casou com Maria Cabeceiras (Cap.º 153.º § Único N.º 2).
Tiveram:
5- Isabel de S. Bartolomeu, que em 1562 estava no Convento da Esperança de Ponta Delgada,
como consta do testamento de sua avó paterna Isabel Nunes Rebelo, feito em Lisboa a 15.5.1561 e
aprovado em Ponta Delgada a 28.1.1562.
3 - Isabel de Quental, citada no testamento do pai (Nota N.º 3). Casou em Vila Franca com André da
Ponte de Sousa (Cap.º 124.º § 1.º N.º 2).
3 - Henrique de Quental, citado no testamento do pai (Nota N.º 3). Casou com Maria de Resendes (Cap.º
43.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
4 - Dois filhos que foram para o Brasil, porque mataram um mulato que assassinou seu pai (Frutuoso, Livro
IV, Cap.º XXVII).
3 - Braz de Quental, que, segundo Frutuoso, morreu solteiro.
3 - Afonso de Matos de Quental, primeiro administrador do vínculo instituído por sua mãe por testamento de
7.5.1532. Juntamente com seu irmão Jerónimo de Quental contratou, em 4.8.1544, com Afonso Machado
o acabamento da obra da capela de Nossa Senhora da Conceição da igreja dos franciscanos de Ponta
Delgada (hoje igreja paroquial de S. José), da dita invocação, começada por sua mãe Margarida de Matos
(Vid. “O Preto no Branco”, N.º 28). Um Afonso de Matos foi Cavaleiro da Casa de El-Rei e por carta de
18.8.1514 foi nomeado Chanceler do Corregedor Jerónimo Luís. Afonso de Matos morreu a 1.1.1566
(Nota N.º 3). Casou a primeira vez com Bartolesa Galvoa (Cap.º 65.º § Único N.º 2); e a segunda vez com
Antónia Rodrigues, ou Beatriz Cabeceiras, (Cap.º 153.º § Único N.º 2).
Teve do primeiro casamento:
4 - Sebastião de Matos de Quental, que segue:
4 - Maria de Matos, casou com Gonçalo Castanho (Cap.º 76.º § 1.º N.º 5).
Teve do segundo casamento:
4 - Constança Rodrigues, casou na Matriz da Ribeira Grande, em Outubro de 1585, com Pedro Martins,
filho de F... Martins e Francisca Lopes.
4 - Cristóvão de Matos de Quental, que instituiu vínculo por testamento feito a 21.3.1633 e aprovado a
21.12.1639. Quando fez testamento tinha 70 anos e 8 meses. Casou com Maria Serrão de Novais (§ 2.º
N.º 5).
Tiveram:
5 - Bartolomeu de Quental, baptizado a 31.8.1609.
5 - Beatriz Coutinho, ou de Quental, que fez testamento aprovado a 21.9.1687 e codicilo a 4.6.1688,
aberto a 7.2.1689 (Nota N.º 8). Casou em S. José de Ponta Delgada, a 11.2.1641, com o Capitão
Valentim da Câmara Bettencourt, ou de Sá (Cap.º 10.º § 3.º N.º 7). Sem geração. Casou a segunda
vez na Matriz de Ponta Delgada, a 9.3.1656, com o Capitão João Teixeira de Sousa, que fez
testamento aprovado a 14.1.1701, em que deixou os bens que tinha em S. Jorge à Misericórdia
daquela ilha. Morreu a 3.7.1702 na Matriz de Ponta Delgada. E era filho de António Vaz Beirão e
Catarina Teixeira, de S. Jorge.
5 - Luzia Coutinho, que instituiu vínculo por testamento feito em Ponta Delgada a 24.10.1656. Casou
em S. José de Ponta Delgada, em 1644, com Fernão de Quental de Sousa (Cap.º 124.º § 2.º N.º 4).
Sem geração.
4 - Sebastião de Matos de Quental, que consta de Frutuoso (Livro IV Cap.º XVIII). Juntamente com sua
mulher fez uma escritura de permuta com Luís de Chaves, a 2.4.1569, em que se fala de seu irmão João
Galvão e em seus pais. Casou com Inês de Sousa.
Tiveram:
5 - Francisco de Quental de Sousa, que segue:
5 - Francisco de Quental de Sousa, casou na Relva, a 20.9.1593, com Catarina Ferreira Escórcio, ou Drumond
(Cap.º 53.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
6 - Ana de Quental de Sousa, ou de Novais, que segue:
6 - Maria de Quental de Sousa morador na Ribeira Grande, onde a 14.9.1675, já viúva, foi inventariante
dos bens que ficaram por morte do marido. Casou com o Capitão Fernão Bicudo de Mendonça (Cap.º
79.º § Único N.º 5).
6 - Ana de Quental de Sousa, ou de Novais, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 22.4.1619, com o Capitão
Francisco de Andrade Cabral, natural de Freixo, termo de Trancoso, de quem foi primeira mulher, filho de
Pedro Ferreira Freire e Filipa de Andrade Cabral (Nota N.º 4). Morou com seu marido nas casas fronteiras
à igreja dos Fenais da Luz.
Tiveram:
7 - Pedro de Matos do Quental, Capitão, que segue:
7 - Inácio de Matos do Quental, faleceu antes do pai.
7 - Bartolomeu de Quental, Padre, Venerável, fundador da Congregação do Oratório. Nasceu nos Fenais
da Luz a 26.8.1626 e morreu em Lisboa a 20.12.1698 (Vid. “Arquivo dos Açores”, Vol. I, pág. 390)
(Nota N.º 4).
7 - José Freire de Andrade, Capitão, militar em Portugal de 1640 a 1645. Estava na Catalunha quando foi
da Restauração e veio logo para Lisboa. Por muitos outros serviços lhe foi dado o posto de Capitão
Entretenido de S. Miguel, por mercê de 21.6.1647. Foi-lhe concedido o Hábito de Cristo com pensão
de 50 mil reis, por mercê de 24.11.1659 (Vid. “Arquivo dos Açores”, Vol. V, pág. 195 e seguintes).
Em 1665 foi-lhe concedido o cargo de Sargento-mor de S. Miguel.
7 - Maria Ana de S. Bernardo, freira em S. João de Ponta Delgada.
7 - Pedro de Matos do Quental, Capitão, já falecido à data do testamento do pai (Nota N.º 4). Casou na Matriz
de Ponta Delgada, a 26.4.1649, com Maria de Castelo Branco (Cap.º 178.º § 6.º N.º 6).
Tiveram:
8 - Sebastião de Matos de Quental, Capitão, que segue:
8 - Francisco de Matos de Quental.
8 - Luísa, freira.
8 - Sebastião de Matos do Quental, Capitão, faleceu na Matriz de Ponta Delgada a 18.1.1704. Casou a
primeira vez em S. José de Ponta Delgada, a 19.8.1675, com Mariana de Vasconcelos (Cap.º 77.º § Único
N.º 6). Casou a segunda vez com Maria de Frias Coutinho (Cap.º 23.º § 1.º N.º 7).
Teve do primeiro casamento:
9 - Bartolomeu de Quental, Capitão, que segue:
9 - Catarina da Madre de Deus, freira em Santo André de Ponta Delgada. Morreu em Setembro de 1766.
9 - Bartolomeu de Quental, Capitão, casou na Matriz de Ribeira Grande, a 20.7.1711, com Maria de
Mendonça ou Rebelo, filha do Capitão António de Azevedo, de Portugal, e de Ângela de Mendonça, do
Nordeste, tia materna do Padre Dionísio de Mendonça Vasconcelos, tesoureiro da Matriz de Ponta
Delgada. Sem geração.

§ 2.º

2 - Pedro de Novais (do § 1.º), veio para S. Miguel com seu irmão Fernão de Quental, quando os pais se
retiraram da Terceira para a Corte. Por provisão régia foi Lugar-tenente do Capitão Donatário de S.
Miguel. Casou com Beatriz Gonçalves Botelho (Cap.º 1.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
3 - João Serrão de Novais, que segue:
3 - Margarida de Botelho de Novais, casou com F... .
Tiveram:
4 - João de Novais, morador em Vila Franca, onde era tabelião em 1563 (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XVIII).
Casou com Maria Jorge, filha de Jorge Afonso, das Grotas Fundas, natural da Vila do Nordeste.
Tiveram:
5- Miguel de Novais Quental, morador em Vila Franca. Foi outorgante numa escritura feita no
Nordeste a 23.4.1604, nas Notas do tabelião António de Araújo, da qual consta que por morte de
sua mãe, Maria Jorge, fizera partilhas com seus sobrinhos, filhos de sua irmã Margarida de Novais
e do marido desta Gaspar da Ponte.
5 - Margarida de Novais, baptizada na Matriz de Vila Franca a 30.1.1564, sendo seus padrinhos
Pedro da Costa e Susana Afonso. Fez testamento aprovado a 7.3.1602, em que vinculou. Casou
com Gaspar da Ponte de Sousa (Cap.º 124.º § 3.º N.º 3).
3 - Francisco de Novais, casou na Madeira com Joana Ferreira Drumond.
3 - André de Novais, que foi de S. Miguel para Itália em 1540.
3 - Maria de Novais.
3 - Catarina de Novais.
3 - Bernardo de Novais, que foi para o Brasil, onde morreu.
3 - João Serrão de Novais, que talvez seja o mesmo que foi nomeado Alcaide Pequeno de Ponta Delgada, por
três anos além dos três que já tinha servido, por Carta Régia de 13.9.1559 (Arquivo da Torre do Tombo,
Livro II de D. Sebastião, fl. 474). Casou com Beatriz Lopes (Cap.º 76.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
4 - Miguel Serrão, que segue:
4 - Manuel Serrão de Novais, Escrivão da Provedoria dos Resíduos de 1571 a 1574 (Vid. “Arquivo dos
Açores”, Vol. II, pág. 405; e Frutuoso, Livro IV, Cap.º C). (Nota N.º 5). Casou com Isabel Gonçalves,
filha de Silvestre Gonçalves e Isabel Gonçalves. Com geração.
4 - Catarina de Novais, casou com Bartolomeu Botelho (Cap.º 166.º § 1.º N.º 3). Com geração.
4 - Isabel Serrão, madrinha de um baptizado na Matriz de Vila Franca a 8.12.1589. Casou com Manuel da
Ponte de Sousa (Cap.º 124.º § 3.º N.º 3).
4 - Miguel Serrão (em 1569 houve um Miguel Serrão, tabelião em Ponta Delgada, o qual é mencionado a
folhas 75 e seguintes do Livro III do Registo da Câmara de Ponta Delgada). Casou com Isabel Nunes
(Cap.º 166.º § 2.º N.º 3).
Tiveram:
5 - Francisco Serrão, que segue:
5 - Miguel Serrão (Nota N.º 6). Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 25.12.1599, com Luzia Soeiro, filha
de Álvaro Gomes e Leonor Dias.
5 - Maria Serrão de Novais, que vinculou por testamento aprovado a 13.7.1635 (Nota N.º 6). Casou a
primeira vez com Manuel da Fonseca Falcão (Cap.º 51.º § 1.º N.º 3); e a segunda vez com Cristóvão de
Matos de Quental (§ 1.º N.º 4).
5 - Isabel Nunes (Nota N.º 6). Casou com Jorge da Costa de Oliveira (Cap.º 66.º § 2.º N.º 5).
5 - Francisco Serrão, tabelião em Ponta Delgada (Nota N.º 6). Casou com Antónia Monterroio, de Santa
Clara.
Tiveram:
6 - Pedro Ferreira Serrão, que segue:
6 - João Serrão de Novais, Contador e Inquiridor em Ponta Delgada. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a
26.1.1632, com Maria Correia, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 25.11.1593, filha de Simão
Correia, Inquiridor (que morreu na Matriz de Ponta Delgada a 6.6.1637 e era irmão do Capitão
Sargento-mor Manuel Correia, que morreu na Matriz de Ponta Delgada a 14.4.1612), e de Isabel Lopes
(Nota N.º 7).
6 - Ana de Andrade Novais, casou em S. José de Ponta Delgada, a 15.11.1632, com Damião de Sousa
Benevides (Cap.º 152.º § 20.º N.º 6).
6 - Pedro Ferreira Serrão, que deu contas de um vínculo de 1645 a 1650. Casou a primeira vez em S. José de
Ponta Delgada, a 21.1.1636, com Úrsula da Costa Albernaz (Cap.º 77.º § Único N.º 4). Casou a segunda
vez com Leonor Colaça.
Teve do segundo casamento:
7 - Maria de Andrade, herdeira dos vínculos administrados por seu parente Manuel Serrão de Quental
(Cap.º 66.º § 2.º N.º 6). Casou em S. José de Ponta Delgada, a 22.4.1669, com Simão Pavão Furtado
(Cap.º 75.º § 1.º N.º 4).

NOTAS

1) Maria Novais de Quental (§ 1.º N.º 1)


Diz João Agostinho Pereira de Agrela nas Memórias Genealógicas (Tomo I, pág. 197 verso, e Tomo
IV, pág. 149), que Maria de Novais de Quental era Dama da Rainha D. Filipa, mulher de D. João I (o que
não poderá ser pela cronologia) e filha de Pedro Roiz de Moura e Teresa de Novais. O marido, Ambrósio
Álvares de Vasconcelos, é filho de Pedro Álvares Homem e Margarida Mendes de Vasconcelos, neto
paterno de Álvaro Pires Homem e Leonor Gonçalves e materno de Gonçalo Mendes de Vasconcelos,
Alcaide-mor de Coimbra, e Teresa de Aragão (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXXV).
Na T houve um Ambrósio Álvares, escrivão do Almoxarifado, que a 18.8.1482 fez a carta de dadas a
João Leonardes (Ferreira Drumond, "Anais da Ilha Terceira", Vol. I págs. 63 e 498).

2) Fernão de Quental (§ 1.º N.º 2)


Fernão de Quental veio da Terceira para S. Miguel e foi morador na Vila de Ponta Delgada. No seu
testamento diz ter um filho natural chamado Dinis. Seu sogro, João da Castanheira, foi um dos primeiros
povoadores da ilha de Santa Maria, onde teve dadas de terras, que vendeu quando veio para S. Miguel
(Frutuoso, Livro III, Cap.º II). João da Castanheira fez testamento a 3.7.1518, em que fala em sua filha
Margarida de Matos e no filho João de Matos, casou com Leonor Anes. Era Capitão da ilha de Santa
Maria quando Cristóvão Colombo ali aportou em 1493, no regresso da viagem de descoberta da América
(Vid. "Arquivo dos Açores", Vol. I, pág. 325).
A mulher de Fernão de Quental, filha natural de João da Castanheira, chamada Margarida de Matos,
vinculou para o filho Afonso de Matos por testamento aprovado a 7.5.1532. Margarida de Matos mandou
construir a Capela de Nossa Senhora da Conceição, na igreja hoje paroquial da freguesia de S. José de
Ponta Delgada, antiga igreja dos franciscanos erigida sob aquela invocação. Antigamente existia nesse
local uma ermida, que em 1525 foi doada pela Câmara aos ditos franciscanos para construírem um
convento. Margarida de Matos não chegou a concluir a Capela, mas seus filhos Afonso de Matos e
Jerónimo de Matos de Quental em 4.8.1544 contrataram o acabamento da dita Capela com Afonso
Machado (Vid. “O Preto no Branco”, N.º 28). Num maço de papéis avulsos da Misericórdia de Ponta
Delgada existe uma escritura feita na Vila de Ponta Delgada, a 11.2. 15.. (roto), nas casas de morada de
João da Castanheira, em que este e sua mulher, Leonor Anes, vendem a João Fernandes, lavrador, solteiro,
uns chãos sitos na mesma Vila, que partem do Norte e Sul com ruas públicas, do Ponente com Fernão
Gonçalves e do Levante com F..... Dias, lavrador, morador nas Sete Cidades, etc.. escritura feita por
António Fernandes (?), tabelião do público e judicial na dita Vila.

3) Jerónimo de Quental, Isabel de Quental, Henrique de Quental Afonso de Matos de Quental (§ 1.º
N.º 3)
A 4.5.1556, em Ponta Delgada, Jerónimo de Quental, Fidalgo, e Diogo Vaz Carreiro, Fidalgo da Casa
de El-Rei, ambos moradores na mesma cidade, fizeram uma escritura de composição sobre umas
demandas que Jerónimo de Quental movia a ele Diogo Vaz, sobre umas terras no Pico de João da
Castanheira. Falam em Pedro Jorge, seu sogro. A escritura foi assinada em casa de Jerónimo de Quental,
estando presente sua mulher Ana Gonçalves, assinando por ela o licenciado Manuel de Oliveira. Foram
testemunhas Diogo de Oliveira e Pedro Manuel, Cavaleiro da Casa de El-Rei, moradores em Ponta
Delgada (tabelião Francisco Lobo, no maço de papéis avulsos da Misericórdia de Ponta Delgada).
A 6.9.1544, na Vila de Ponta Delgada, nas moradas de Jerónimo de Quental, Escudeiro Fidalgo, este e
sua mulher Ana Gonçalves vendem a Diogo Vaz Carreiro, Fidalgo, uma terra que parte com seu irmão,
dele vendedor, Henrique de Quental e com terra da terça de seu pai, Fernão de Quental; os vendedores
tinham aforado esta terra por 9 anos a seu cunhado André da Ponte. Foi testemunha Afonso de Matos,
Escudeiro Fidalgo.
A 17.4.1554, na cidade de Ponta Delgada, nas moradas de Jerónimo de Quental, Escudeiro Fidalgo,
este e sua mulher Ana Gonçalves aforaram a Gonçalo Anes, trabalhador, morador na Rua da Cruz de
Ponta Delgada, uma terra junto desta cidade, que parte com Henrique de Quental e com terra da terça de
seu pai e sogro Fernão de Quental e com a rua nova que agora se abre (tanto esta escritura como a
antecedente figuram num maço de papéis avulsos no Arquivo da Misericórdia de Ponta Delgada).

4) Ana de Quental de Sousa, ou de Novais (§ 1.º N.º 6), Bartolomeu de Quental, Padre Pedro de
Matos do Quental, Capitão (§ 1.º N.º 7)
Ana de Quental de Sousa, ou de Novais, foi a primeira mulher do Capitão Francisco de Andrade
Cabral, Lealdador-mor dos Pastéis de S. Miguel, onde também exerceu outros cargos. O Capitão
Francisco de Andrade Cabral fez testamento na Relva a 19.10.1660. Era então casou com Joana Tavares
de Arruda, que nomeia testamenteira juntamente com seus filhos, dele testador, Capitão José Freire de
Andrade e Sóror Maria Ana de S. Bernardo. Diz nesse testamento que quer ser enterrado na igreja de S.
Francisco de Ponta Delgada, na cova de Ana Anes de Sousa (sic), bisavó dos filhos dele testador, onde
também estão enterrados seu primeiro sogro Francisco do Quental, Ana do Quental, sua primeira mulher,
dele testador, também seu filho Inácio e seu filho Capitão Pedro de Matos do Quental, a qual cova acima
do púlpito, onde está o banco dos Terceiros. Declara que foi casado a segunda vez com Margarida de
Matos de Sousa e fala nos filhos Capitão José Freire de Andrade, Bartolomeu do Quental e Sousa e em
Pedro de Matos do Quental, que indica como filho mais velho, e ainda no neto Sebastião, filho deste Pedro
de Matos. Fala numa sua irmã Francisca, moradora em Trancoso, e em seu tio João Nunes Cabral, casou
com Antónia Rebelo Saraiva, e no irmão desta Damião Saraiva. A filha Maria Ana de S. Bernardo era
freira em S. João de Ponta Delgada e também a filha de Ana do Quental. A 21.5.1655, em Ponta Delgada,
nas NOTAS DO TABELIÃO JOÃO DA PAZ, LIVRO DE 1654 A 1657, estão três escrituras: numa o
Capitão Francisco de Andrade Cabral diz que sua falecida mulher Margarida de Matos de Sousa deixou
meia capela de missas em propriedade, do que ele fez património eclesiástico a seu filho o Dr. Bartolomeu
de Quental de Sousa e, portanto, obriga certas propriedades a essa meia capela; em outra, a seguir, no
mesmo dia, diz o mesmo Capitão que sua falecida mulher Apolónia Antunes (sic) deixou outra meia
capela, a que ele agora obriga certas propriedades; e na outra, no mesmo dia, o Capitão Pedro de Matos do
Quental e sua mulher Margarida Castil Branco (sic), disseram que obrigavam uma casas sobradadas nesta
cidade, na Rua Direita que vai para S. Francisco, às cinco missas que em seu testamento deixou seu pai e
sogro Sebastião Luís Marecos.

5) Manuel Serrão de Novais (§ 2.º N.º 4)


A 11.10.1596, em Ponta Delgada, nas moradas de Silvestre Gonçalves, mercador, compareceu a
senhora Isabel Gonçalves, filha do dito Silvestre Gonçalves e mulher de Manuel Serrão, a qual, por si e
com procuração (de 11.9.1595) do dito seu marido, outorgou como vendedora de 5 alqueires de terra na
Lagoa, que ela e o dito seu marido houveram em herança de seu tio Gonçalo Vaz, morador que foi na Vila
da Lagoa (maço de papéis avulsos da Misericórdia de Ponta Delgada).

6) Miguel Serrão, Maria Serrão de Novais Quental, Isabel Nunes Francisco Serrão (§ 2.º N.º 5)
Procuração dos herdeiros da viúva de Miguel Serrão, no Livro de Notas de 1610 a 1612, do tabelião de
Ponta Delgada António Pereira: A 14.2.1611, em Ponta Delgada, Cristóvão de Matos do Quental,
Francisco Serrão, tabelião nesta cidade, Miguel Serrão e Jorge da Costa, filhos e genros de Isabel Nunes,
falecido, fazem procuração ao Padre António da Costa, cura da Conceição de Angra, e a Baltazar (?) .....
(roto o livro), morador em Angra, seu cunhado (de quem ? dos constituintes ou do Padre António da Costa
?), etc.. A 23.3.1603, em Ponta Delgada, Cristóvão de Matos, cidadão, e sua mulher Maria Serrão, vendem
um foro (escritura nas Notas do tabelião Manuel de Andrade, Livro de 1603 e 1604).
A 22.10.1626, em Ponta Delgada, Jorge da Costa de Oliveira, morador nesta cidade, como procurador
de sua mãe Jerónima Galvoa, dona viúva de Henrique da Costa, morador em An., faz um arrendamento
(Notas do tabelião Francisco Serrão, Livro de 1625 a 1630).
A 26.11.1622, em Ponta Delgada, Miguel Serrão, Alcaide do Mar desta cidade, ratifica a renúncia que
ele e sua mulher, Luzia Soeiro, fizeram do seu cargo de Alcaide do Mar, a favor do Capitão do Donatário
D. Rodrigo da Câmara, Conde de Vila Franca, para este o dar a quem quiser. A renúncia é feita por ele
Miguel Serrão estar com uma enfermidade que lhe tolheu a fala e não poder por isso servir do dito ofício
(Notas do tabelião Manuel Colaço, Livro de 1622 a 1624).
A 17.7.1623, em Ponta Delgada, Francisco Serrão de Novais, tabelião, e sua mulher Antónia
Monterroio, e Jorge da Costa de Oliveira, e sua mulher Isabel Nunes de Novais, fazem procuração a
Hipólita Galvoa, dona viúva de Jorge da Costa, morador em An., para lá lhes vender umas casas (mesmas
Notas e mesmo Livro do tabelião Manuel Colaço).

7) João Serrão de Novais (§ 2.º N.º 6)


João Serrão de Novais foi, como o sogro, Contador e Inquiridor do Judicial em Ponta Delgada e foi
preso, a 5.7.1652, pela Inquisição de Lisboa, como cúmplice do Conde de Vila Franca, D. Rodrigo da
Câmara (Vid. Anselmo Braamcamp Freire, "O Conde de Vila Franca e a Inquisição"). Tinha então 38
anos.
Sua mulher, Maria Correia, que era filha de Simão Correia, Inquiridor, e de sua mulher Isabel Lopes, era
neta paterna de Fernão Gil e de Leonor Roiz, sua mulher, que morreu na Matriz de Ponta Delgada a
25.5.1596. Maria Correia era irmã do Padre Simão Correia de Novais, que morreu a 26.10.1663 e instituiu
vínculo por testamento de 13.10.1663. Era também irmã de Ana de Santiago, freira, que herdou do irmão
Padre Simão, da mulher de Manuel Roiz e da mãe do Padre João de Frias. Foram também seus irmãos
Francisco e Leonor, nascidos na Matriz de ponta Delgada, respectivamente a 29.3.1598 e 24.5.1608.

8) Beatriz Coutinho, ou de Quental (§ 1.º N.º 5)


Deixou por seu universal herdeiro o seu segundo marido, Capitão João Teixeira de Sousa. Foi feita
petição ao Juiz dos Órfãos, Dr. João Pinto de Vasconcelos, também Juiz de Fora, pelo Sargento-mor de
Ponta Delgada Antão Lopes Anes, e sua mulher Úrsula da Ponte, para o dito Capitão João Teixeira de
Sousa lhes dar partilha das terras que ele tinha e foram de Fernão do Quental. A 14.11.1691, em Lisboa,
foi passada sentença a favor do dito Capitão João Teixeira de Sousa.

CAPÍTULO 15.º

DA DESCENDÊNCIA DE RUI LOPES, CAVALEIRO

§ 1.º
1- Rui Lopes, Cavaleiro, veio para S. Miguel em tempos do 3.º Capitão Donatário desta ilha, Rui
Gonçalves da Câmara. Era filho de Rui Esteves Barbosa, morador Entre Douro e Minho, e de Filipa da
Silva, irmã do Regedor (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XI). Rui Lopes casou em Lisboa com Branca Gil de
Miranda, que já era viúva de um fulano Beliago, de quem teve uma filha Maria Dias, a qual morreu sem
descendência e foi casou com Diogo de Astorga Coutinho (Nota N.º 1).
Tiveram:
2 - Sebastião Barbosa da Silva, que segue:
2 - Rui Lopes Barbosa, que segue no § 13.º.
2 - Filipa da Silva, que morreu solteira.
2 -Henrique Barbosa da Silva, que teve uma comenda e que, depois da morte da mulher e da filha, quando
ele estava em Lisboa, foi viver para Santarém, sem mais se casar. Casou em Vila Franca com Maria
Correia (Cap.º 85.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
3 -Filipa da Silva, a mais bonita mulher do seu tempo em todo o lado sul da ilha de S. Miguel, diz Frutuoso.
Morreu com a mãe na subversão de Vila Franca, estando o pai em Lisboa. Sem geração.
2- Sebastião Barbosa da Silva, comendador de Santiago e Fidalgo da Casa de El-Rei. Foi morador na
Fajã de Baixo e herdou o morgado de sua meia irmã Maria Dias, que havia morrido sem filhos de seu
marido Diogo de Astorga Coutinho, com quem casara em S. Miguel. Este morgado era no Morro da
Ribeira Grande. Casou com Isabel Nunes Botelho (Cap.º 1.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
3 - Heitor Barbosa da Silva, que segue:
3 - Nuno Barbosa da Silva, Cavaleiro Fidalgo. Morreu solteiro.
3 - Hércules Barbosa da Silva, Cavaleiro Fidalgo. Morreu solteiro em África.
3 - Branca da Silva, que faleceu a 7.8.1572 e no auto de enterro da Misericórdia de Ponta Delgada é
designada como sendo mulher do licenciado António Tavares (Cap.º 45.º § 1.º N.º 3).
3 -Guiomar Barbosa, casou com Jorge Ferraz, de Vila Franca. Com geração. (Vide Felgueiras Gaio,
"Nobiliário", título "Rochas", Tomo IX, pág. 155).
3 -Paulina Barbosa, que faleceu a 3.8.1572 e no auto de enterro da Misericórdia de Ponta Delgada é
designada como "a sogra do licenciado Manuel de Oliveira, mulher que foi de Estêvão Nogueira".
Casou com Estêvão Nogueira (Cap.º 28.º § Único N.º 1).
3- Heitor Barbosa da Silva, Cavaleiro Fidalgo da Casa de El-Rei. Casou com Guiomar Pacheco (Cap.º
29.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
4 -Nuno Barbosa da Silva, que herdou o morgado de Diogo de Astorga Coutinho, no Morro da Ribeira
Grande, e foi administrador da Capela de seu bisavô Pedro Vaz Pacheco. Casou a 1.ª vez com
Francisca, ou Maria Cordeiro (Cap.º 94.º § 2.º N.º 3). Sem geração. Casou a 2.ª vez com Ana Jácome
Raposo (Cap.º 27.º § 10.º N.º 3).
Tiveram:
5 -Pedro Barbosa Raposo ou da Silva, Capitão, herdeiro da Capela de Pedro Vaz Pacheco, de que
prestou contas em 1610. Casou com Isabel da Câmara de Melo (Cap.º 26.º § 1.º N.º 4). Sem
geração.
5 -Maria da Apresentação, freira no Convento de S. João de Ponta Delgada, dotada para professar a
9.11.1602 (Vide Frei Agostinho de Mont' Alverne, "Crónicas da Província de S. João Evangelista
das Ilhas dos Açores", Vol. II, pág. 132).
4 -Pedro Barbosa da Silva, que segue:
4- Pedro Barbosa da Silva, morador nos Fenais Vera Cruz Achada 19.11.1604, em Vila Franca, Pedro
Barbosa da Silva, cidadão, morador nos Fenais da Maia, com procuração de sua mulher feita a 13.8.1598,
dota a sua filha Isabel Baptista, para professar, com uma terra que a dita sua mulher herdou de seu
primeiro marido Jorge Correia (Nota N.º 2). Casou a 1.ª vez com Maria de Medeiros (Cap.º 19.º § 3.º N.º
4) e a 2.ª vez com Isabel Pacheco da Silveira, viúva de Jorge Correia (Cap.º 95.º § Único N.º 3) e filha de
Gomes Fernandes, do Faial da Terra.
Teve do 1.º casamento:
5 -Heitor Barbosa da Silva, que segue:
5 -Ana Moniz Barbosa, que morreu viúva em S. Pedro da Ribeira Grande a 20.6.1634 (Nota N.º 3). Casou
antes de 1620 com António da Costa Furtado (Cap.º 148.º § 5.º N.º 6).
5 -Maria de Sousa, ou Pacheco (Nota N.º 2). Casou com Pedro Homem.
Tiveram:
6 -Ana dos Anjos, administradora do vínculo instituído por sua tia-avó materna Isabel Moniz. Casou com
F..... .
Teve:
7 -Francisco Barbosa da Silva, Padre, que administrou o dito vínculo, o qual por sua morte passou
para sua irmã Maria Moniz.
7 -Maria Moniz, administradora do referido vínculo. Casou com Sebastião de Campos. Sem
geração.
6 -Maria de Medeiros, ou Moniz, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 15.8.1611, com João de Sousa,
filho de Salvador Francisco de Sousa e Leonor Gil, de Lisboa (Vide Nota N.º 1 do Cap.º 177.º).
Teve do 2.º casamento:
5 - Sebastião Barbosa da Silva, que segue no § 12.º.
5 - Guiomar Pacheco, casou com Francisco Moniz Furtado (Cap.º 367.º § 1.º N.º 2).
5 -Bartolomeu Cabral da Silva, que consta de uma escritura de 17.10.1637, feita em Água Retorta pelo
tabelião António Cabral, em que o seu irmão Sebastião foi vendedor (Nota N.º 4). Casou na Matriz
Ribeira Grande, a 22.9.1611, com Clara do Rego, filha de Afonso Lopes e Mécia Dias.
Foi também filho de Pedro Barbosa da Silva, ignorando-se de qual dos casamentos:
5 - Henrique Barbosa da Silva, Sargento-mor de Vila Franca e lá morador, de 52 anos em 22.5.1629 (Nota
N.º 5). Casou a 1.ª vez com Luzia Correia (Cap.º 50.º § 8.º N.º 6), e a 2.ª vez com Maria de Sequeira,
filha de António Dias e Isabel Pires.
Teve do 1.º casamento:
6 - Maria de S. Pedro, professa no Convento de Santo André de Vila Franca.
5- Heitor Barbosa da Silva, cidadão, morador nos Fenais da Ajuda. Já era falecido a 22.5.1629, como
consta duma sentença do Juiz dos Órfãos de Vila Franca, em que ele é tratado como cidadão. Nesta
sentença é concedida licença aos filhos deste Heitor, Pedro Barbosa da Silva, Bárbara Moniz e Ana
Moniz, menores de 25 anos e maiores de 20, para venderem certos bens que herdaram de sua tia materna
Isabel Moniz (Nota N.º 6). Casou com Maria de Sousa de Sampaio (Cap.º 95.º § Único N.º 4).
Tiveram:
6 - Jorge Correia Barbosa, Capitão, que segue:
6 - Baltazar Barbosa da Silva, Capitão, que segue no § 9.º.
6 -João de Medeiros Silva, ou Moniz, morador na Ribeira Seca (Nota N.º 7). Casou em S. Pedro da
Ribeira Grande, a 23.3.1613, com Isabel da Costa Espinosa (Cap.º 133.º § 11.º N.º 5).
Tiveram:
7 -Bárbara de Medeiros Moniz (Nota N.º 8), casou em Santo António, a 19.10.1650, com António de Melo
Resendes (Cap.º 176.º § Único N.º 3).
6 -Isabel Moniz, ou da Silveira (Nota N.º 9), casou nos Fenais da Ajuda, a 21.2.1628, com João Fagundes
Calvo (Cap.º 50.º § 1.º N.º 5).
6 -Bárbara Moniz de Medeiros, ou Moniz Barbosa (Nota N.º 9). Casou nos Fenais da Ajuda, a 31.1.1633,
com Pedro Correia de Sousa (Cap.º 50.º § 15.º N.º 6).
6 -Francisco Barbosa da Silva, Capitão, morador em Vila Franca (Nota N.º 10). Morreu em S. Pedro de
Ponta Delgada a 13.6.1672. Casou na Matriz de Vila Franca, a 22.11.1628, com Isabel Raposo de
Castro, filha de André da Costa de Castro e Isabel Raposo de Sampaio.
6 -Pedro Barbosa da Silva (Nota N.º 11).
6 - Maria de Medeiros (Nota N.º 11). Casou com António Pereira de Sousa (Cap.º 50.º § 8.º N.º 6).
6 - Ana Moniz (Nota N.º 9).
6- Jorge Correia Barbosa, Capitão, cidadão, morador na Maia. Foi justificante em 1650 e a 1.12.1633,
na Maia, distratou um foro que herdou de seu sogro António Gonçalves Vieira, por ser casou com Maria
Vieira, filha do dito António Gonçalves (Notas do tabelião Lourenço Morim de Azevedo) (Nota N.º 12).
Casou na Maia, a 25.10.1621, com Maria Vieira de Albernaz (Cap.º 24.º § 12.º N.º 5).
Tiveram:
7 -Francisco Barbosa da Silva, Capitão, que segue:
7 -Tomé Barbosa da Silva, que segue no § 2.º.
7 -Manuel Moniz Barbosa, que segue no § 4.º.
7 -Maria de Medeiros ou Pacheco, da Silveira, que casou na Maia, a 26.6.1668, com Manuel Pacheco de
Deus (Cap.º 327.º § 1.º N.º 3).
7 - João Moniz Barbosa (à data do seu casamento os pais já eram faleceu e tinham sido moradores na
Lomba da Maia). Casou na Matriz de Vila Franca, a 30.11.1676, com Catarina Fagunda, filha de
Manuel Corvelo Moreno e Ana de Matos.
7- Francisco Barbosa da Silva, Capitão, casou em Santa Cruz da Lagoa, a 25.4.1661, com Maria de
Medeiros Paiva (Cap.º 82.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
8 - Joana de Medeiros, que segue:
8 -João Moniz Barbosa, ou de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa, a 18.9.1694, com Bárbara Luís
(Cap.º 200.º § 2.º N.º 7).
Tiveram:
9 -Sebastiana Moniz de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa, a 22.2.1716, com José Nunes Botelho (Cap.º
220.º § 2.º N.º 4).
9 -José Moniz de Medeiros, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 18.6.1727, com Antónia Tavares de
Medeiros (Cap.º 287.º § 2.º N.º 5).
Tiveram:
10 -José Moniz de Medeiros, casou com Francisca Umbelina de Medeiros.
9 - Francisco Moniz Barbosa, Ajudante, casou na Matriz da Lagoa, a 2.4.1727, com Maria de Sousa,
filha de Antão Correia e Clara de Sousa.
Tiveram:
10 - Bárbara Josefa, que justificou a sua descendência na Lagoa, em 1739.
9 - Agostinho Moniz de Medeiros, casou em Santa Cruz da Lagoa, a 31.8.1727, com Antónia de S.
Pedro, ou da Costa, filha de Francisco da Costa e Teresa da Costa.
8 - António de Medeiros Barbosa, casou no Rosário da Lagoa, a 21.7.1700, com Catarina de Sousa
Azevedo, filha de Francisco Sousa Azevedo e Úrsula Pacheco.
Tiveram:
9 -Manuel Moniz de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa, a 15.5.1723, com Isabel Tavares (Cap.º
33.º § 9.º N.º 11).
Tiveram:
10 -José Moniz de Medeiros, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 26.3.1753, com Maria
Francisca, filha de António de Faria Ferreira e Francisca Rosa.
10 - Benedita Rosa de Viterbo, freira no Convento da Esperança de Ponta Delgada.
8 - Maria Moniz de Medeiros, casou em Santa Cruz da Lagoa, a 1.2.1696, com João de Frias de
Azevedo, filho de Manuel Pacheco Correia e Ana de Frias.
Tiveram:
9 -Mariana, ou Maria, Moniz de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa, a 3.8.1721, com o Capitão João
de Sousa Pacheco (Cap.º 11.º § 1.º N.º 6).
9 -Joana Francisca de Medeiros, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 11.2.1735, com Manuel Botelho
de Sampaio ou de Sampaio Botelho (Cap.º 348.º § 1.º N.º 4).
8 -Joana de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa, a 12.9.1693, com António da Silva Sousa (Cap.º 426.º §
Único N.º 3).
Tiveram:
9 - Mateus de Medeiros Silva, que segue:
9 -Marcos de Sousa Medeiros, Capitão, morador na Lagoa. Casou no Rosário Lagoa, a 4.5.1726, com
Maria da Costa Tavares (Cap.º 269.º § Único N.º 4).
Tiveram:
10 - Antónia Madalena de Medeiros, da Lagoa, onde foi baptizado no Rosário a 9.1.1732. Já viúva fez
testamento aprovado a 7.9.1800. Casou no Rosário da Lagoa, a 30.7.1746, com o Alferes
Francisco Borges Brandão (Cap.º 186.º § 1.º N.º 7).
10 - João de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa, a 2.12.1766, com Rosa Maria, filha de Manuel
Cabral Furtado e Antónia de Medeiros.
10 - Joana Inácia de Jesus, casou no Rosário da Lagoa, a 17.1.1770, com o Alferes João Tavares
Martins (Cap.º 33.º § 9.º N.º 11).
10 - Francisca Umbelina de Medeiros, casou no Rosário da Lagoa, a 20.7.1778, com José Moniz
Barbosa, filho de José Moniz Barbosa e Rosa Maria.
9 - Josefa de Medeiros, nasceu no Rosário da Lagoa e casou em Santa Cruz da Lagoa, a 10.1.1730, com
Paulo de Medeiros (Cap.º 4.º § 1.º N.º 9).
9 -Mateus de Medeiros Silva, casou a 1.ª vez em Água de Pau, a 1.7.1723, com Maria Pimentel de Medeiros,
filha de Diogo do Couto e Teresa de Medeiros, de Água de Pau. Casou a 2.ª vez, em Água de Pau, a
4.6.1735, com Maria Tavares de Melo (Cap.º 220.º § 2.º N.º 4).
Teve do 1.º casamento:
10 - Antónia da Rosa, que segue:
Teve do 2.º casamento:
10 - Florência Rosa Joaquina de Medeiros, baptizada em Água de Pau a 26.9.1745. Casou a 1.ª vez na
Matriz de Ponta Delgada, a 1.4.1782, com Manuel da Rocha Travassos, baptizado na Fajã de Baixo,
filho de Silvestre da Rocha e Ana Travassos. Casou a 2.ª vez com Francisco Inácio, de quem não
teve geração.
Teve do 1.º casamento:
11 - Margarida Rita de Cássia, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 5.1.1804, com o Capitão Bento
José de Medeiros (Cap.º 19.º § 7.º N.º 9).
11 - Ana Margarida de Cortona, freira em S. João de Ponta Delgada.
10 - Rita Tomásia de Jesus, baptizada em Água de Pau. Casou na Fajã de Baixo, a 4.4.1768, com Manuel
do Rego, da Fajã de Baixo, filho de Henrique do Rego e Francisca de Oliveira.
Tiveram:
11 - Maria de Jesus, nasceu a 30.12.1769. Casou com João de Medeiros, da Fajã de Baixo.
11 - Rita Inácia, baptizada em Água de Pau, onde nasceu a 12.6.1772. Casou com Bartolomeu de
Sousa, viúvo, da Fajã de Baixo. Com geração.
11 - Florência Rosa, nasceu em Água de Pau a 30.12.1774.
11 - André de Medeiros, casou com Teresa Pinho. Com geração.
11 - Claudina Rosa, nasceu a 19.12.1780. Casou com José do Rego. Com geração
11 - Ana de Jesus, nasceu em 1783 e casou, a 14.1.1808, com Joaquim José da Fonseca. Com
geração.
11 - Manuel.
11 - Joaquim, nasceu a 1.2.1786.
10 - Antónia Margarida, baptizada em Água de Pau. Casou na Fajã de Baixo, a 2.12.1764, com Miguel
Cordeiro, da Fajã de Cima, viúvo de Teresa de S. Matias.
Tiveram:
11 - Maria Cordeiro, casou com João Velho, viúvo, da Fajã.
11 - Francisca Cordeiro, casou com António Cabral, da Fajã.
11 - Antónia.
11 - Francisco.
Foram também filhos de Mateus de Medeiros Silva, ignorando-se de qual dos casamentos:
10 - Manuel de Medeiros Silva, casou com Bárbara Carreiro, da Lagoa, fez testamento nesta vila a
24.9.1802.
Tiveram:
11 - Antónia Rosa Violante, que testou em Vila Franca a 3.7.1828. Casou na Matriz de Vila Franca,
a 3.8.1803, com o Alferes João Paulo de Medeiros Silva Pacheco (Cap.º 359.º § Único N.º 3).
11 - Teresa de Medeiros, casou com Sebastião do Couto. Com geração.
11 - Ana Margarida, casou com João de Lima, viúvo de Bárbara da Silva.
11 - Úrsula de Jesus.
11 - Maria de Medeiros.
11 - Francisca de Medeiros, que se ausentou.
11 - António de Medeiros.
10 - António de Medeiros Silva, casou com Brizída Francisca, da Fajã de Cima.
10 - Maria Inácia, casou com António de Sousa, da Fajã.
10 - Antónia da Rosa, casou na Fajã de Baixo, a 16.2.1746, com Tomaz do Rego Ferreira, filho de Manuel do
Rego e Maria Ferreira.
Tiveram:
11 - Maria Rosa Joaquina, que segue:
11 - Maria Rosa Joaquina, que morreu na Fajã de Baixo. Casou na Fajã de Baixo, a 9.2.1784, com o Tenente
Francisco Xavier Ferreira de Vasconcelos, que faleceu a 28.3.1787, filho de José Ferreira de
Vasconcelos, da Fajã de Baixo, casou na Sé do Rio de Janeiro, a 29.4.1742, com Joana Josefa Joaquina,
da freguesia de S. Tiago, de Coimbra, neto de Manuel Homem de Andrade e de Bárbara Ferreira de
Vasconcelos da Fajã de Baixo. O Tenente Francisco Ferreira era irmão do Padre João Ferreira de
Vasconcelos, que paroquiou na Fajã de Baixo e nos Mosteiros, falecendo vigário na Canasceu a
16.1.1812, com 76 anos, com testamento, e do Padre Henrique Ferreira, que foi para o Brasil, e da
Madre Teresa Jacinta de Jesus, religiosa no Convento da Esperança de Ponta Delgada, onde faleceu a
9.9.1821, com 73 anos.
Tiveram:
12 - Maria Benedita Clementina, nasceu na Fajã de Baixo a 18.6.1785. Casou na Fajã de Baixo, a
22.7.1807, com o Capitão Luís Francisco de Miranda (Cap.º 235.º § 1.º N.º 8).
12 - Francisca Paula Guilhermina de Vasconcelos, nasceu na Fajã de Baixo a 15.10.1787 e faleceu nos
Ginetes a 23.9.1849. Casou nos Ginetes, a 24.11.1800, com o Alferes, depois Capitão, Manuel de
Sousa Pereira Álvares Pavão (Cap.º 39.º § 3.º N.º 13).

§ 2.º

7- Tomé Barbosa da Silva (do § 1.º), morador na Lomba Maia (Nota N.º 13). Casou, antes de
10.3.1678, com Clara da Costa da Silva, filha de Manuel da Costa Carvalho.
Tiveram:
8 - Manuel Barbosa da Silva, Alferes, que segue:
8 - António Barbosa de Medeiros ou da Silveira, casou nos Fenais da Ajuda, a 7.3.1707, com Maria Vieira
de Macedo, também chamada Maria Garcia de Mendonça, filha de Manuel Garcia de Mendonça e de
Catarina Vieira.
Tiveram:
9 - Anacleto Pacheco, dos Fenais da Ajuda, casou na Matriz da Ribeira Grande, a 4.2.1741, com Maria de
Paiva, filha de Manuel Afonso e Maria de Paiva.
Tiveram:
10 - Manuel Pacheco Barbosa, dos Fenais Vera Cruz Casou na Maia, a 21.7.1765, com Maria
Pacheco da Silva, ou da Silveira (Cap.º 373.º § 2.º N.º 6).
Tiveram:
11 - António Pacheco Barbosa, baptizado na Maia. Casou no Porto Formoso, a 1.1.1789, com
Ana Inácia, filha de Francisco de Sousa e Maria de S. José.
11 - Manuel Pacheco Barbosa, baptizado na Maia . Casou no Porto Formoso, a 20.4.1789,
com Luzia Inácia, filha de Manuel de Araújo e Josefa da Silva.
11 - Francisco Pacheco Barbosa, baptizado na Maia . Casou no Porto Formoso, a 5.2.1795,
com Felícia Rosa, filha de João de Andrade de Medeiros e Antónia de Medeiros.
11 - Jacinto Pacheco Barbosa, casou no Porto Formoso, a 19.8.1799, com Angélica Rosa do
Espírito Santo, filha de António Tavares e Maria de S. José.
11 - Rosa de Jesus, baptizado na Maia Casou no Porto Formoso, a 17.12.1798, com Manuel
Rodrigues, filho de João Rodrigues Furtado e Clara Lopes.
11 - Plácido Pacheco Barbosa, baptizado no Porto Formoso. Casou nos Fenais da Ajuda, a
28.9.1807, com Florência Rosa, filha de Plácido Francisco Pereira e Joana de Medeiros.
9 - Bárbara Moniz da Silveira, casou nos Fenais da Ajuda, a 26.5.1753, com o Alferes Pedro Moniz do
Amaral (Cap.º 140.º § 7.º N.º 7).
9 - Teodósia, ou Teodora, Garcia, baptizada na Achada. Casou nos Fenais da Ajuda, a 2.3.1761, com José
Pereira, viúvo de Vitória (?) Moniz.
8 -Maria Pacheco, casou na Maia, a 3.3.1707, com Manuel Garcia de Macedo, dos Fenais da Ajuda, filho
de Manuel Garcia de Mendonça e Catarina Vieira.
8 - Pedro Barbosa da Silva, que segue no § 3.º.
8 -Manuel Moniz Barbosa (Nota N.º 13). Casou a 1.ª vez na Maia, a 30.4.1711, com Maria Cabral de
Melo, viúva de António de Almeida. Casou a 2.ª vez em Ponta Garça, a 28.3.1729, com Beatriz
Furtado, viúva de Manuel Tavares Saramago.
Teve do 2.º casamento:
9 -António Moniz, baptizado na Maia. Casou em S. Pedro da Ribeira Grande, a 29.9.1753, com Maria da
Estrela, filha de José da Costa e Josefa Martins.
9 -Manuel Moniz Barbosa, da Maia. Casou na Matriz da Ribeira Grande, a 27.3.1758, com Antónia
Maria, filha de Mateus Ferreira e Maria Furtado.
8 -Matias Barbosa da Silva, da Maia e morador em Vila Franca. Casou em S. Pedro de Vila Franca, a
11.12.1710, com Luzia do Couto, viúva.
Tiveram:
9 -Maria do Couto, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 15.12.1735, com António Pereira (Cap.º 275.º
§ 3.º N.º 5).
9 -Catarina Pacheco da Silva, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 24.6.1751, com Manuel do Couto,
viúvo de Ana Rodrigues, sepultada em S. Francisco de Vila Franca.
8- Manuel Barbosa da Silva, Alferes, casou na Maia, a 20.4.1701, com Ana Manuel ou do Amaral
(Cap.º 382.º § 1.º N.º 5).
Tiveram:
9 - José do Amaral Barbosa, que segue:
9 - Manuel Pacheco de Amaral, baptizado na Maia . Casou na Achada, a 8.8.1749, com Margarida de
Resende, filha de Manuel Furtado de Sousa e Isabel de Simas.
Tiveram:
10 - Manuel Pacheco de Amaral, baptizado nos Fenais da Ajuda. Casou a 1.ª vez na Achada, a
29.7.1780, com Rosa de Amaral, filha de António de Medeiros Costa e Antónia do Rego. Casou
2.ª vez na Achada, a 26.8.1792, com Rosa dos Reis, baptizado na Achada a 16.11.1768, filha de
Manuel Correia e Antónia dos Reis.
Teve do 2.º casamento:
11 - Maria Teresa dos Reis, baptizada na Achada a 4.8.1793. Casou na Achada, a 15.3.1813,
com António Duarte Borges, viúvo de Isabel Francisca.
Tiveram:
12 - Rosa Maria, casou na Achada, a 10.3.1836, com Manuel Raposo filho de Maria
Raposo e de pai incógnito.
12 - Francisco Correia, casou na Achada, a 20.9.1840, com Rosa Jacinta, filha de João Luís
e Maria de Medeiros.
9- José de Amaral Barbosa, casou na Maia, a 11.10.1736, com Catarina do Couto, filha de Manuel do
Couto e Joana da Costa.
Tiveram:
10 - José do Amaral, que segue:
10 - José do Amaral, parente da mulher em 4.º grau. Casou na Maia, a 27.12.1764, com Maria Pacheco
(Cap.º 373.º § 2.º N.º 6).
Tiveram:
11 - António Pacheco do Amaral ou do Amaral Pacheco, que segue:
11 - Francisca Pacheco, casou na Maia, a 9.2.1786, com António Carreiro, filho de Cosme de Araújo e
Teresa de Sousa.
Tiveram:
12 - Manuel Carreiro, da Maia. Casou em Rabo de Peixe, a 21.6.1819, com Bárbara Jacinta (Cap.º
244.º § Único N.º 6).
11 - Manuel do Amaral, casou na Maia, a 12.8.1787, com Águeda de Medeiros, ou Moniz (Cap.º 367.º
§ 2.º N.º 7).
Tiveram:
12 - Francisca Rosa do Espírito Santo, casou na Maia, a 23.5.1811, com Manuel do Couto, filho de
Manuel do Couto Raposo e Ana Rosa.
12 - Manuel Pacheco do Amaral, casou na Maia, a 20.5.1817, com Rosa Jacinta, filha de Manuel
da Costa e Francisca de Pimentel.
11 - Rosa Pacheco do Amaral, casou na Maia, a 9.2.1783, com João de Melo, filho de Bento de Melo,
de Santo António, e de sua 4.ª mulher Ana Cabral.
Tiveram:
12 - António Pacheco de Melo, casou na Maia, a 30.3.1812, com Ana de Jesus, filha de Manuel
Roiz e Rosa de Jesus.
Tiveram:
13 - Manuel de Melo Lindo, parente da mulher em 4.º grau. Casou na Maia, a 10.2.1836,
com Jacinta Leite de Jesus (Cap.º 133.º § 8.º N.º 12).
Tiveram:
14 - José de Melo Lindo, casou na Maia, a 15.3.1871, com Isabel Teodora, do Porto
Formoso, filha de Manuel Joaquim Cabral de Melo e Maria Isabel de Sousa.
13 - Francisco de Melo Lindo, parente da mulher em 4.º grau. Casou na Maia, a 13.7.1846,
com Antónia Jacinta da Conceição, filha de José do Couto e de Maria d' Assunção.
Tiveram:
14 - João de Melo, de 23 anos quando casou na Maia, a 5.2.1880, com Maria da Glória
da Costa Feio (Cap.º 191.º § 2.º N.º 10).
14 - José de Melo, parente da mulher em 4.º grau. De 24 anos quando casou na Maia, a
26.11.1877, com Rosa Emília da Conceição, de 20 anos, filha de João da Ponte e de
Joaquina de Melo.
14 - Manuel de Melo Lindo, lavrador. De 25 anos quando casou a 1.ª vez na Maia, a
5.2.1877, com Maria Júlia da Conceição, de 21 anos, filha de Francisco José da
Costa Casinha e Rosa Emília da Conceição. Casou a 2.ª vez na Maia, a 23.2.1881,
com Francisca da Conceição, sua cunhada, de 22 anos, irmã da 1.ª mulher.
11 - António Pacheco do Amaral, ou do Amaral Pacheco. Casou a 1.ª vez na Maia, a 10.2.1803, com Rosa de
Medeiros (Cap.º 383.º § 1.º N.º 5). Casou a 2.ª vez na Maia, a 14.12.1804, com Rosa da Câmara Botelho,
ou Rosa Lopes (Cap.º 133.º § 7.º N.º 11).
Teve do 2.º casamento:
12 - Maria Jacinta, casou na Maia, a 16.5.1827, com José do Couto, filho de José Pacheco Barbosa e
Joana do Couto.
12 - Manuel do Amaral, casou na Maia, a 23.12.1830, com Ludovina de Jesus (Cap.º 133.º § 5.º N.º 12).
12 - António do Amaral Pacheco, casou em SV, a 22.4.1841, com Antónia Emília, filha de Francisco do
Couto e Luísa de Jesus.
12 - José do Amaral, casou na Maia, a 16.8.1841, com Leonor de Jesus, do Porto Formoso, filha de
Manuel de Medeiros e Doroteia da Paixão.
12 - Francisco do Amaral, casou na Maia, a 1.4.1839, com Ana Jacinta, filha de Domingos Cabral e
Antónia de Jesus.

§ 3.º

8- Pedro Barbosa da Silva (do § 2.º), natural da Maia e morador em Vila Franca. Casou a 1.ª vez em S.
Pedro Vila Franca, a 25.11.1707, com Ana Furtado, filha de Gaspar Correia e Maria da Costa. Casou a 2.ª
vez na Matriz de Vila Franca, a 15.10.1714, com Ana do Couto, viúva de Manuel Ferreira do Rego.
Teve do 2.º casamento:
9 - Jerónimo Borges, que segue:
9 -Vitória Felícia de Medeiros, casou na Matriz de Vila Franca, a 4.7.1753, com Jerónimo Furtado
Botelho, filho de Manuel Furtado Botelho e Maria da Conceição.
9- Jerónimo Borges, de S. Pedro de Vila Franca e morador em Ponta Garça. Casou em Ponta Garça, a
30.11.1751, com Joana Pacheco (Cap.º 141.º § 3.º N.º 7).
Tiveram:
10 - Sebastiana Pacheco, que segue:
10 - Ana do Couto ou Pacheco, casou em Ponta Garça, a 7.7.1783, com Francisco de Macedo, filho de
Patrício Correia e Antónia Macedo.
Tiveram:
11 - António de Macedo, casou em Ponta Garça, a 24.1.1810, com Laureana de Jesus, filha de José
Moniz e Ana Felícia.
Tiveram:
12 - Ana Jacinta, casou em Ponta Garça, a 13.1.1835, com António José da Costa, filho de José
da Costa e Maria Rebelo.
10 - Maria Pacheco, casou em Ponta Garça, a 27.5.1786, com Manuel Moniz de Medeiros (Cap.º 88.º §
3.º N.º 10).
10 - Sebastiana Pacheco, casou em Ponta Garça, a 1.12.1783, com João de Roe, viúvo de Margarida da
Costa.
Tiveram:
11 - António de Roe, ou de Roia, que segue:
11 - José de Roe, ou de Roia, casou em Ponta Garça, a 24.10.1825, com Maria de Jesus (Cap.º 78.º §
22.º N.º 12).
11 - António de Roe, ou de Roia, casou em Ponta Garça, a 7.10.1812, com Teresa de Jesus, filha de José
Pacheco Pelouro (?) e Francisca de Medeiros.
Tiveram:
12 - Maria da Conceição, casou em Ponta Garça, a 9.1.1843, com Francisco José, filho de André José
de Amaral e Albina Jacinta, da Matriz Vila Franca.
12 - José de Roia, casou em Ponta Garça, a 1.5.1845, com Maria José, filha de Manuel Vieira e Mariana
de Jesus, da Ribeira Grande.
12 - Manuel de Roia, casou em Ponta Garça, a 30.3.1845, com Maria de Jesus, filha de José Francisco
de Melo e Ana de Quental.
12 - Ana de Jesus, casou em Ponta Garça, a 22.3.1848, com Francisco Lourenço, filho de Lourenço
Furtado e Sebastiana Maria.

§ 4.º

7- Manuel Moniz Barbosa (do § 1.º), morador na Lomba da Maia Morreu em 1688 (Nota N.º 13).
Casou na Maia, a 12.12.1654, com Maria da Costa, que morreu em 1676 e era filha de Manuel da Costa
Carvalho e Isabel Jorge.
Tiveram:
8 - Ana de Medeiros Barbosa, casou na Maia, a 6.6.1686, com António de Bettencourt e Sá (Cap.º 50.º §
15.º N.º 8).
8 - Manuel Moniz Barbosa, Capitão, que segue:
8 - António Moniz Barbosa, que segue no § 5.º.
8 - Maria da Costa, que segue no § 6.º.
8 - Jorge Correia Barbosa, que segue no § 8.º.
8- Manuel Moniz Barbosa, Capitão, da Lomba da Maia e morador na Água D’Alto (Nota N.º 14).
Casou a 1.ª vez em S. Pedro Vila Franca, a 12.9.1677, com Maria da Costa (Cap.º 327.º § 1.º N.º 4). Casou
a 2.ª vez nos Fenais da Ajuda, a 15.2.1703, com Vitória de Sousa Fróis, viúva de Sebastião Luís de Matos.
Casou a 3.ª vez na Matriz Vila Franca, a 22.9.1709, com Ana Ferreira de Resende , filha de Manuel
Ferreira de Mesquita e Maria do Couto, da Maia .
Teve do 1.º casamento:
9 - Maria Moniz Barbosa, que segue:
9- Maria Moniz Barbosa, casou com Domingos da Rocha Prestes, de Vila Franca. Foi testemunha do
segundo casamento do sogro.
Tiveram:
10 - Joana do Livramento.
10 - Francisco José Moniz Barreto, que segue:
10 - António Moniz, Padre.
10 - Francisco José Moniz Barreto, casou na Matriz de Vila Franca, a 20.1.1745, com Maria
Úrsula Pacheco de Macedo (Cap.º 24.º § 12.º N.º 8).
Tiveram:
11 - Bonifácio Pacheco de Macedo, que segue:
11 - Plácido Pacheco de Medeiros ou de Macedo, alferes, baptizado em Vila Franca a 7.10.1755. Casou
na Povoação, a 3.12.1787, com Flora Maria ou Úrsula, da Natividade, filha do Capitão Estêvão
Rodrigues de Arruda e Ana Joaquina da Rosa.
Tiveram:
12 - Maria Úrsula de Macedo, casou na Povoação, a 24.4.1815, com António Furtado Leite de
Mendonça, filho de José Furtado e Maria de Mendonça. Com geração.
12 - Antónia Soares de Macedo, da Povoação. Casou na Matriz de Vila Franca, a 18.12.1817, com
Sebastião do Couto, viúvo de Teresa de Jesus, ou de Medeiros, filho de João do Couto e
Josefa dos Santos, de Água de Pau.
12 - António Moniz Barbosa, casou na Povoação. a 26.9.1822, com Brízida de Mendonça, filha de
Manuel da Silva e Madalena de Mendonça. Com geração.
12 - Francisco José Moniz Barreto, da Povoação. Casou em S. Roque, a 13.3.1834, com Mariana
Jacinta, filha de Francisco Martins Gonçalves e Flora Jacinta.
Tiveram:
13 - Jacinto Moniz, casou no Livramento, a 26.12.1867, com Violante da Conceição, filha de
José de Sousa e Antónia de Jesus.
12 - Mariano Moniz Barreto, que casou, a 1.1.1848, com Umbelina Júlia Machado. Com geração.
12 - Manuel Moniz Barreto, casado. Com geração.
12 - Matilde Moniz Barreto, casou com José Vitorino Pacheco, de S. Roque. Com geração.
12 - Ana Moniz Barreto, que casou duas vezes. Com geração.
12 - Rosa Jacinta, da Povoação. Casou em S. Roque, a 28.10.1839, com António de Sousa, filho
de António de Sousa e Maria da Encarnação.
11 - Junípero José de Medeiros, casou na Povoação, a 26.1.1801, com Maria Bárbara do Espírito Santo,
filha do Tenente Simão de Sousa Alegrete e Mariana Josefa de Mendonça.
11 - Bonifácio Pacheco de Macedo, casou na Matriz de Vila Franca, a 23.10.1783, com Vicência Tomásia
Jacinta Tavares de Arruda (Cap.º 24.º § 12.º N.º 9).
Tiveram:
12 - Flora Peregrina de Macedo, que segue:
12 - Flora Peregrina de Macedo (Cap.º 47.º § 2.º N.º 11), baptizada na Matriz de Vila Franca. Fez testamento,
aberto a 29.10.1823. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 2.12.1815, com Hermógenes José Gomes
Machado, de Lisboa, que morreu a 25.12.1841, em Ponta Delgada, filho de Manuel Gomes Machado e
Violante Rita de S. José.
Tiveram:
13 - Violante Luzia de Macedo, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 5.8.1830, com António Joaquim
Peixoto (Cap.º 212.º § Único N.º 5).
13 - José Gomes Machado, que segue:
13 - José Gomes Machado, último administrador de um vínculo que aboliu. Casou na Matriz Vila Franca, a
18.8.1839, com Maria Carolina da Mota (Cap.º 306.º § Único N.º 3). s. g..

§ 5.º

8- António Moniz Barbosa (do § 4.º), da Maia e morador em Ponta Garça. Casou em Ponta Garça, a
12.12.1689, com Maria de Fontes, de Ponta Garça, filha de Manuel Afonso e Maria de Medeiros.
Tiveram:
9 - Maria Moniz Pacheco, casou em Ponta Garça, a 16.11.1716, com José de Sousa Novais, filho de José
de Sousa e Mónica Dias.
Tiveram:
10 - Maria Moniz Pacheco, casou em Ponta Garça, a 8.12.1746, com António de Medeiros, viúvo de
Francelina Pacheco.
Tiveram:
11 - Teresa Maria de Novais, casou em Ponta Garça, a 4.12.1782, com José de Matos, filho de
José de Matos e Joana de Medeiros.
10 - António Moniz, casou em Ponta Garça, a 15.12.1763, com Josefa de Macedo, filha de José de
Macedo e Maria Furtado.
10 - Francisca de Sousa, casou em Ponta Garça, a 19.8.1765, com Pedro Furtado, filho de Manuel
Furtado Brandão e Antónia de Medeiros.
9 - Mariana de Medeiros, casou em Ponta Garça, a 28.3.1722, com João de Matos Furtado, filho de
António Brandão Furtado e Maria de Matos.
9 - Francisco Moniz Barbosa, que segue:
9- Francisco Moniz Barbosa, casou a 1.ª vez em Ponta Garça, a 7.4.1729, com Bárbara Teixeira, filha
de António de Sousa Carneiro e Vitória Teixeira. Casou a 2.ª vez em Ponta Garça, a 9.12.1743, com
Antónia de Medeiros, filha de Agostinho de Medeiros e Teresa de Sousa.
Teve do 1.º casamento:
10 - Manuel Moniz, casou em Ponta Garça, a 28.12.1755, com Vitória Borges, filha de José Furtado e
Cecília de Fontes.
Teve do 2.º casamento:
10 - Ana de Medeiros, casou em Ponta Garça, a 8.6.1775, com António do Rego, da Fajã de Baixo, filho
de António do Rego e Maria Francisca.
10 - Francisco Moniz, que segue:
10 - Maria da Piedade, casou em Ponta Garça, a 20.11.1795, com Tomé de Melo, viúvo de Isabel
Francisca da Esperança (Cap.º 78.º § 22.º N.º 11).
10 - Francisco Moniz, casou em Ponta Garça, a 20.11.1781, com Constança Rosa, filha de
Manuel de Sousa e Luísa de Medeiros.
Tiveram:
11 - Francisco Moniz, que segue:
11 - Francisco Moniz, casou em Ponta Garça, a 25.5.1814, com Maria de Jesus, filha de João de Melo e
Antónia Francisca.
Tiveram:
12 - Rosa Jacinta, casou em Ponta Garça, a 19.8.1846, com António de Frias, filho de António de Frias
e Ana de Macedo.
12 - Maria da Estrela, casou em Ponta Garça, a 15.2.1855, com Manuel da Costa, filho de Hilário da
Costa e Antónia de Belém.

§ 6.º

8- Maria da Costa (do § 4.º), casou na Maia, a 18.12.1686, com Manuel Cardoso Pereira, viúvo de
Maria Cordeiro, filho de Gaspar Pareira e Maria Cardoso.
Tiveram:
9 - Gaspar de Medeiros Moniz, que segue:
9 - Manuel Cardoso Pereira, casou na Maia, a 3.8.1711, com Susana da Costa, filha de Gaspar Rebelo e
Maria da Costa.
Tiveram:
10 - Josefa Moniz, casou na Maia, a 1.1.1747, com José da Costa Pimentel, filho de Jacinto da Costa e
Maria Pimentel, da Achada.
10 - Manuel da Costa, casou na Maia, a 30.6.1749, com Ângela da Costa, filha de Manuel Rodrigues
Dutra e Maria Ferreira.
10 - Maria Moniz, casou na Maia, a 1.8.1756, com Francisco de Medeiros, filho de José de Teves e
Leonor de Medeiros, da Matriz de Ponta Delgada.
10 - Teresa Moniz, casou na Maia, a 22.12.1757, com António de Almeida, filho de Manuel de
Almeida e Maria da Costa, de Rabo de Peixe.
10 - Clara de Medeiros, casou na Maia, a 11.10.1760, com Agostinho da Ponte, seu parente por
afinidade em 4.º grau, viúvo de Maria do Couto.
10 - Margarida Moniz, casou na Maia, a 13.4.1761, com Manuel de Medeiros, viúvo de Joana de
Almeida, sepultada na Matriz de Ponta Delgada.
10 - Pascoal Moniz, ou de Medeiros Moniz, casou na Maia, a 10.12.1761, com Maria Francisca de
Medeiros, ou Maria do Amaral (Cap.º 383.º § 1.º N.º 4).
Tiveram:
11 - Maria Francisca de Medeiros, ou Maria do Amaral (?), casou na Maia, a 24.6.1792, com
Pedro Furtado, filho de Francisco Raposo e Josefa Furtado, da Povoação.
Tiveram:
12 - Antónia Claudina da Estrela (filha de Pedro Furtado e Maria do Amaral, diz o termo de
casamento). Casou na Maia, a 26.12.1816, com Manuel Correia Pacheco, viúvo de
Rosa da Silva.
12 - Manuel Furtado Raposo (filho de Pedro Furtado e Maria do Amaral, segundo o termo
de casamento). Casou a 1.ª vez na Maia, a 8.2.1823, com Francisca de Jesus, filha de
Manuel da Ponte e Maria Correia. Casou a 2.ª vez na Maia, a 10.12.1832, com Maria
da Conceição, filha de Manuel Cabral e Antónia da Conceição.
11 - Francisco Moniz de Medeiros, casou na Maia, a 25.9.1794, com Isabel de Araújo, filha de
José Carreiro e Ana Pacheco.
9 -Teresa de Medeiros, casou na Maia, a 8.4.1713, com António da Costa Leite (Cap.º 394.º § Único N.º
3).
9 - Brízida da Costa, ou de Medeiros, casou na Maia, a 27.4.1718, com Francisco de Medeiros, filho de
Manuel da Costa Paiva e Maria de Medeiros.
Tiveram:
10 - Maria de Medeiros, casou na Maia, a 5.11.1749, com José Moniz Dutra (Cap.º 133.º § 4.º N.º 9).
9- Gaspar de Medeiros Moniz, da Maia. Casou na Maia, a 30.7.1718, com Margarida Furtado, de Ponta
Garça, filha de João Furtado Leitão e Margarida Furtado.
Tiveram:
10 - José de Medeiros Furtado, que segue:
10 - António de Medeiros, que segue no § 7.º.
10 - João de Medeiros Furtado, casou na Maia, a 24.7.1754, com Rosa Maria Pacheco (Cap.º 50.º § 12.º
N.º 10).
Tiveram:
11 - Maria Rosa Pacheco, casou na Maia, a 13.1.1783, com Francisco Pacheco de Resendes ou
Barbosa (Cap.º 385.º § Único N.º 4).
11 - Francisco Pacheco de Medeiros, casou na Maia, a 14.4.1788, com Umbelina de Jesus (Cap.º
385.º § Único N.º 4).
10 - José de Medeiros Furtado, casou na Maia, a 5.10.1749, com Catarina de Pimentel, filha de António da
Costa Loureiro e Maria da Costa Pimentel.
Tiveram:
11 - Maria de Medeiros Pimentel, que segue:
11 - Maria de Medeiros Pimentel, casou na Maia, a 26.9.1779, com José Raposo da Silva, filho de António
Raposo Soares e Antónia de Medeiros.
Tiveram:
12 - Francisco de Medeiros Raposo, que segue:
12 - Manuel Raposo, casou na Maia, a 29.3.1809, com Margarida de Jesus, filha de Matias de Andrade
e Ana de Jesus.
12 - Francisco de Medeiros Raposo, casou na Maia, a 19.10.1809, com Rosa Pacheco do Espírito Santo
(Cap.º 24.º § 12.º N.º 9).
Tiveram:
13 - Maria Jacinta de Medeiros, que segue:
13 - Maria Jacinta de Medeiros, casou na Maia, a 18.3.1835, com Francisco do Couto, filho de João do Couto
e Maria Cordeiro.
Tiveram:
14 - Rosa Emília da Conceição, casou na Maia, a 11.9.1858, com João Carreiro, filho de Manuel
Carreiro e Francisca Inácia.
14 - Maria Jacinta da Luz, casou na Maia, a 17.10.1864, com João Fragoso, filho de António Fragoso,
da Lagoa, e Ana Jacinta, do Nordeste.

§ 7.º
10 - António de Medeiros (do § 6.º), casou na Maia, a 20.7.1753, com Francisca de Sousa, filha de Manuel
de Sousa Pereira e Maria Raposo.
Tiveram:
11 - Manuel de Medeiros Sousa, que segue:
11 - Manuel de Medeiros Sousa, casou na Maia, a 15.6.1778, com Antónia Pacheco de Melo, filha de André
de Sousa e Bárbara de Melo.
Tiveram:
12 - Bárbara Francisca de Melo, que segue:
12 - José de Medeiros Sousa, casou na Maia, a 21.9.1813, com Francisca Rosa (Cap.º 385.º § Único N.º
5).
Tiveram:
13 - Maria Joaquina de Melo, casou na Maia, a 29.4.1833, com António Jacinto Furtado de
Mendonça (Cap.º 133.º § 1.º N.º 11).
12 - Bárbara Francisca de Melo, casou na Maia, a 30.1.1804, com João Moniz de Medeiros, filho de António
Carreiro, ausente, e Josefa Teresa de Medeiros.
Tiveram:
13 - Francisca Rosa de Melo, que segue:
13 - Francisca Rosa de Melo, casou na Maia, a 19.2.1827, com Bento José Ferreira, da Matriz Ribeira
Grande, filho de Jacinto José Pacheco e Ana Luísa.
Tiveram:
14 - Maria da Conceição, casou na Maia, a 9.7.1849, com Francisco Joaquim Tavares, filho de
Francisco Joaquim da Costa e Maria de Jesus.
14 - Manuel Bento Pacheco, da Maia. Casou nos Fenais da Luz, a 21.8.1865, com Feliciana Henriqueta
Lima, filha de Manuel do Rego Lima e Custódia de Oliveira.
14 - Ana de Jesus, casou na Maia, a 14.9.1874, com Manuel Machado, de S. José de Ponta Delgada,
filho de Manuel Machado e Teresa de Jesus.

§ 8.º

8- Jorge Correia Barbosa (do § 4.º), morador em Água D’Alto (Nota N.º 14). Casou em S. Pedro de
Vila Franca, a 3.9.1691, com Bárbara de Lima, filha de Salvador Daniel e Maria de Lima, de Água
D’Alto.
Tiveram:
9 - Doroteia Moniz Barbosa, que segue:
9- Doroteia Moniz Barbosa, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 27.4.1718, com José de Medeiros
Pimentel, baptizado na Matriz de Vila Franca, filho de Manuel de Medeiros Alpoim e Maria Lima.
Tiveram:
10 - João de Medeiros Pimentel, que segue:
10 - António Moniz de Medeiros, casou em Vila Franca, a 28.11.1769, com Margarida de Medeiros, filha
de Manuel de Fontes e Cecília de Medeiros.
Tiveram:
11 - Angélica Rosa, casou em, S. Pedro de Vila Franca, a 17.3.1793, com Francisco Furtado, filho
de Luís Furtado e Margarida Couto.
11 - Isabel do Espírito Santo, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 10.8.1802, com Martinho
Pacheco de Araújo, filho de Francisco Pacheco de Araújo e Maria do Couto.
10 - João de Medeiros Pimentel, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 20.4.1760, com Rosa de Bettencourt,
filha de Francisco Borges Raposo e Ana de Bettencourt.
Tiveram:
11 - Úrsula Rosa de Medeiros, que segue:
11 - Rosa do Espírito Santo, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 15.10.1793, com Manuel de Medeiros,
filho de João de Medeiros Moniz e Antónia de Sá, da Maia .
Tiveram:
12 - Ana de Jesus, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 27.7.1829, com António do Couto, filho de
Miguel do Couto e Antónia de Lima.
11 - Úrsula Rosa de Medeiros, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 26.5.1782, com Maurício de Araújo,
viúvo de Maria Martins (ou Moniz ?).
Tiveram:
12 - Maria de Medeiros, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 20.11.1812, com Francisco Teixeira, filho
de António Teixeira e Joana Pacheco.
12 - Maurício de Araújo, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 26.4.1818, com Maria Jacinta de
Medeiros, filha de Francisco Carreiro e Joana Jacinta de Medeiros.
12 - Francisco de Araújo, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 26.10.1818, com Francisca Rosa de
Jesus, filha de João Pacheco de Amaral e Quitéria de Jesus.
12 - Antónia Rosa de Medeiros, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 27.8.1820, com António de
Medeiros Botelho, filho de Manuel Botelho e Francisca de Medeiros.
12 - Francisca Flora de Medeiros, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 12.6.1822, com António José
Joaquim da Mota (Cap.º 4.º § 8.º N.º 11).
12 - Felício José de Araújo, casou em S. Pedro de Vila Franca, a 15.12.1840, com Maria Júlia, filha de
António Jacinto e Antónia da Patrocínio, da Matriz de Vila Franca.

§ 9.º

6- Baltazar Barbosa da Silva, Capitão (do § 1.º). Morador na Lomba Grande da Maia. Já era faleceu a
9.4.1671, data em que sua viúva, Margarida Furtado Albernaz, fez uma escritura na Maia. Casou com
Margarida Furtado Albernaz (Cap.º 24.º § 12.º N.º 5) (Nota N.º 15).
Tiveram:
7 - Bartolomeu Pacheco Barbosa, que segue:
7 - Manuel Furtado Barbosa, que segue no § 11.º.
7 - Bárbara Moniz (Nota N.º 16). Casou com João de Medeiros Mota ou Botelho (Cap.º 4.º § 6.º N.º 6).
7 - Francisco Vieira Barbosa (Nota N.º 16).
7 - António Moniz Barbosa Padre .
7 - Maria Pacheco (Nota N.º 16), morador na Achada depois de casou com o Capitão Pedro da Costa
Carneiro (Cap.º 78.º § 17.º N.º 7).
7 - Clara Raposo (Nota N.º 16).
7- Bartolomeu Pacheco Barbosa, faleceu na Maia a 28.4.1702. Casou na Achada, depois de 1685, com
Domingas Vaz ou da Cruz, da Achada (Nota N.º 16).
Tiveram:
8 - Manuel Pacheco de Simas, Alferes, que segue:
8 - Margarida Pacheco, casou a 1.ª vez na Maia, a 2.4.1713, com Manuel de Medeiros Costa ou Reis, filho
de Manuel da Costa Paiva e Maria de Medeiros. Casou a 2.ª vez na Maia, a 1.10.1729, com Francisco
Raposo de Fontes, filho de Manuel de Fontes Raposo e Bárbara Furtado, de Ponta Garça (Nota N.º 17).
Teve do 1.º casamento:
9 -Bárbara Pacheco de Medeiros, casou na Maia, a 17.9.1759, com Francisco Moniz de Medeiros
(Cap.º 88.º § 3.º N.º 9) (Nota N.º 18).
Tiveram:
10 - Manuel Moniz de Medeiros, casou na Maia, a 5.3.1789, com Clara Maria Duque Caetana,
filha de José Duque Caetano e Felícia Rosa.
Tiveram:
11 - João Moniz de Medeiros, casou na Maia, a 27.1.1817, com Benedita Rosa de Jesus de
Medeiros (Cap.º 124.º § 5.º N.º 9).
11 - José Moniz de Medeiros, casou na Maia, a 7.2.1820, com Maria Cordeiro, filha de
António do Couto e Ana Cordeiro.
Teve do 2.º casamento:
9 - Miguel Pacheco, casou na Maia, a 12.11.1753, com Antónia de Sá (Cap.º 133.º § 2.º N.º 9).
9 -Pedro Pacheco Raposo, casou na Maia, a 10.2.1755, com Emerenciana Dutra (Cap.º 133.º § 4.º N.º
9).
Tiveram:
10 - António Pacheco, casou em Ponta Garça, a 12.1.1795, com Madalena de Sousa, filha de
António Vieira e Bebiana de Sousa.
10 - Francisco Pacheco, casou em Ponta Garça, a 6.10.1782, com Bebiana de Sousa, viúva de
António Vieira.
Tiveram:
11 - Manuel de Jesus, casou em Ponta Garça, a 23.9.1810, com Maria Francisca, filha de
Maurício de Medeiros e Maria de Macedo.
11 - José de Sousa, casou em Ponta Garça, a 26.5.1814, com Antónia Jacinta, filha de
Manuel Moniz e Genoveva de Melo.
8 - Silvestre Pacheco, que segue no § 10.º.
8 -Domingas Paula Pacheco, casou na Maia, a 4.12.1726, com o Alferes André Botelho de Mendonça
(Cap.º 152.º § 3.º N.º 8).
8 - Mariana Clara Pacheco, casou na Maia, a 20.8.1727, com Mateus da Costa Leite (Cap.º 394.º § Único
N.º 3).
8- Manuel Pacheco de Simas, Alferes, nasceu na Achada. Casou na Maia, a 1.5.1712, com Maria
Cordeiro do Couto (Cap.º 376.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
9 - João Pacheco Barbosa, Alferes, que segue:
9 -Maria Margarida Pacheco de Albernaz, casou na Maia, a 1.6.1748, com o Alferes Manuel Raposo
(Cap.º 372.º § 2.º N.º 4).
9- João Pacheco Barbosa, Alferes, faleceu a 2.4.1814. Casou na Maia, a 16.5.1743, com Bárbara
Pacheco de Resendes (Cap.º 50.º § 12.º N.º 10).
Tiveram:
10 - José Francisco Pacheco Barbosa, Capitão, que segue:
10 - Maria Margarida Pacheco de Resendes, casou na Maia, a 21.8.1775, com António de Sousa Correia
(Cap.º 50.º § 10.º N.º 10).
10 - Maria Clara Micaela Pacheco de Resendes, casou na Maia, a 20.8.1792, com António Inácio
Neumão da Câmara (Cap.º 427.º § Único N.º 5).
10 - Antónia Jacinta Pacheco, casou na Maia, a 30.12.1792, com Manuel dos Ramos Aguiar, filho de
Manuel de Aguiar e Antónia de Araújo.
10 - Jordão Pacheco Barbosa, Alferes, da Maia. Casou nos Fenais da Ajuda, a 17.7.1797, com Josefa
Caetana de Bettencourt (Cap.º 24.º § 1.º N.º 10).
10 - José Francisco Pacheco Barbosa, Capitão, casou na Maia, a 4.11.1789, com Maria Francisca Paula
Pacheco de Albernaz (Cap.º 152.º § 3.º N.º 10).
Tiveram:
11 - Maria Leonor Pacheco Botelho, que segue:
11 - Maria Leonor Pacheco Botelho, casou a 1.ª vez na Maia, a 12.8.1816, com o Alferes Inácio José Jácome
Botelho (Cap.º 27.º § 17.º N.º 9), e a 2.ª vez na Maia, a 20.12.1823, com Manuel Jacinto Franco de
Mendonça (Cap.º 67.º § 2.º N.º 11). Com geração.

§ 10.º

8- Silvestre Pacheco (do § 9.º), faleceu em 1740. Casou na Maia, a 3.7.1719, com Bárbara de Pimentel
ou de Sá (Cap.º 289.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
9 -Maria Pacheco, baptizado na Maia. Casou na Achada, a 23.12.1737, com Domingos de Pimentel
Furtado, filho de Manuel Homem da Costa e Maria Madalena da Costa.
9 - Margarida Pacheco, que segue:
9- Margarida Pacheco, casou na Maia, a 5.9.1754, com José de Oliveira Gomes, de Rabo de Peixe,
viúvo de Antónia de Sousa.
Tiveram:
10 - João Pacheco de Oliveira, que segue:
10 - João Pacheco de Oliveira, casou em Rabo de Peixe, a 17.11.1806, com Maria Cândida Querubina do
Rego (Cap.º 310.º § 1.º N.º 6).
Tiveram:
11 - Margarida Ricarda Pacheco, casou em Rabo de Peixe, a 27.1.1823, com Inácio José Moniz (Cap.º
24.º § 26.º N.º 12).
11 - Francisca Luciana do Rego Calisto, que segue:
11 - Ana Luzia Soares, nasceu em Rabo de Peixe a 3.5.1810. Casou em Rabo de Peixe, a 20.4.1831,
com António Ferreira e Joaquina Emília, da Matriz Ponta Delgada.
11 - Antónia Cândida Soares, casou no Pico da Pedra, a 24.10.1836, com João António Gonçalves de
Oliveira, filho de José Gonçalves de Oliveira e Maria Joaquina.
11 - Manuel Joaquim Pacheco, casou no Pico da Pedra, em 1838, com sua prima Helena Emília de
Medeiros Calisto (Cap.º 310.º § 1.º N.º 7).
11 - Fortunata de Oliveira Pacheco, nasceu em Rabo de Peixe a 26.1.1826. Casou no Pico da Pedra, a
8.6.1863, com António Joaquim de Medeiros, viúvo de Guilhermina Pereira.
11 - Francisca Luciana do Rego Calisto, nasceu em Rabo de Peixe a 3.7.1814. Casou a 1.ª vez em Rabo de
Peixe, a 6.5.1829, com José Francisco do Couto, filho de Manuel Pires do Couto e Bárbara do Couto.
Casou a 2.ª vez na Matriz Ponta Delgada, a 13.3.1841, com Hipólito Augusto de Oliveira Quental (Cap.º
45.º § 5.º N.º 12).
Teve do 1.º casamento:
12 - José Pires do Couto, que segue:
12 - José Pires do Couto, nasceu no Pico da Pedra a 1.2.1837. Casou com Margarida Isabel de Aguiar.

§ 11.º

7- Manuel Furtado Barbosa (do § 9.º), morador na Lomba Grande, no lugar da Maia (Nota N.º 19).
Casou com Maria Pacheco da Mota ou de Medeiros (Cap.º 4.º § 6.º N.º 6).
Tiveram:
8 - Manuel Pacheco da Mota ou Manuel da Mota Botelho, que segue:
8 -Maria Pacheco de Medeiros, casou em Ponta Garça, a 2.7.1700, com Pedro Gonçalves (Cap.º 190.º §
1.º N.º 5).
8 - Catarina Moniz (Vide Nota N.º 27 do Cap.º 4.º).
8- Manuel Pacheco da Mota, que depois de casar também se chamou Manuel da Mota Botelho. Casou
em Ponta Garça, a 7.5.1697, com Maria Moniz, filha de Manuel de Almeida e Maria Jorge (Nota N.º 20).
Tiveram:
9 - Matias da Mota Botelho, que segue:
9 - Maria Moniz, baptizado em Ponta Garça e morador na S (Nota N.º 21). Casou na Achada, a 21.4.1738,
com Isidoro Cordeiro, filho de Amaro Furtado e Maria Vieira.
9- Matias da Mota Botelho, de Ponta Garça. Casou a 1.ª vez em Ponta Garça, a 18.11.1728, com
Bárbara Furtado, filha de Manuel Furtado Vieira e Maria Borges. Casou a 2.ª vez em Ponta Garça, a
1.4.1771, com Bárbara da Costa, filha de Lourenço de Almeida e Josefa da Costa.
Teve do 1.º casamento:
10 - Duarte Pacheco da Mota, ou da Mota Pacheco, que segue:
10 - Duarte Pacheco da Mota, ou da Mota Pacheco, casou a 1.ª vez em Ponta Garça, a 11.7.1753, com
Andresa Moniz, filha de António da Costa Mancebo e Feliciana Moniz. Casou a 2.ª vez em Ponta Garça,
a 10.1.1790, com Bárbara Francisca, viúva de Patrício de Araújo, sepultado em Lisboa. Casou a 3.ª vez,
a 10.11.1792, com Margarida Furtado, viúva de Manuel Ferreira.
Teve do 1.º casamento:
11 - António da Mota Pacheco ou Pacheco da Mota, casou em Ponta Garça, a 13.6.1782, com Josefa de
Melo, filha de Manuel de Sousa e Teresa de Melo.
Tiveram:
12 - Francisca de Jesus, casou em Ponta Garça, a 14.1.1816, com Francisco Inácio, filho de
António Moniz e Bebiana Rebelo.
12 - Rosa da Conceição, casou em Ponta Garça, a 25.2.1827, com Francisco José, filho de Manuel
de Resende e Francisca Rosa.
11 - José da Mota Pacheco, que segue:
11 - Maria de Jesus, casou em Ponta Garça, a 15.12.1800, com José da Costa, filho de Manuel da Costa
e Antónia ....., da Matriz Vila Franca.
11 - Francisco da Mota Pacheco, cujo termo de casamento diz que casou in articulo mortis, para reparar
a fama de mulher que trouxera da ilha do Faial.. Casou em Ponta Garça, a 12.11.1816, com Aurélia
Luísa, da Madalena do Pico, filha de João d' Ávila Albernaz e Clara Rosa da Silveira.
11 - José da Mota Pacheco, casou em Ponta Garça, a 14.1.1793, com Ana Francisca, filha de Patrício de
Araújo e Bárbara de Araújo.
Tiveram:
12 - António da Mota Pacheco, que segue:
12 - António da Mota Pacheco, casou em Ponta Garça, a 23.9.1821, com Antónia Jacinta (Cap.º 140.º § 1.º
N.º 8).
Tiveram:
13 - Manuel Jacinto da Mota, que segue:
13 - Ana Emília da Conceição, casou em Ponta Garça, a 6.6.1855, com João Inácio Corvelo, filho de
Francisco Inácio Corvelo e Maria Rosa.
13 - Manuel Jacinto da Mota, casou em Ponta Garça, a 4.12.1851, com Maria da Conceição da
Rocha, filha de Nicolau de Boémia Rodrigues Cabral e Teresa Margarida Felisberta, da Matriz Vila
Franca.

§ 12.º

5- Sebastião da Silva (do § 1.º), Lealdador-mor dos Pastéis, faleceu na Matriz de Ponta Delgada a
18.5.1669 (Notas N.os 5 e 22). Casou com Joana de Roe Vieira, de Vila Franca, irmã do Padre Sebastião
de Roe Vieira, a qual foi madrinha na Matriz Vila Franca a 19.11.1620.
Tiveram:
6 - Pedro Barbosa da Silva, Capitão, que segue:
6 -Manuel Rebelo da Silva, Capitão (Nota N.º 22). Casou em S. José de Ponta Delgada, a 7.1.1641, com
Bárbara de Sequeira, filha de Agostinho Roiz de Sequeira e Maria Roiz.
Tiveram:
7 -Teresa da Silva, casou em S. José de Ponta Delgada, a 24.1.1661, com Manuel Pereira de Mendonça (Cap.º
97.º § 7.º N.º 6).
6 - Clara de S. Francisco, freira no Convento de Santo André de Vila Franca.
6 - João Alves, Padre.
6- Pedro Barbosa da Silva, capitão, administrador dos vínculos de seus avós e de seus sogros, os quais
nomeou em seu filho Sebastião. Nasceu em Água Retorta, onde edificou a ermida de Nossa Senhora da
Penha de França. Fez testamento aprovado a 3.11.1664, em que instituiu vínculo que em 1773 rendia
líquido 110.760 reis. Morreu a 8.11.1664. Casou a 1.ª na Matriz de Ponta Delgada, a 29.11.1640, com
Águeda de Albernaz Lordelo, filha de Manuel Álvares Lordelo, Familiar do Santo Ofício, que vinculou
por testamento aprovado a 2.1.1661, e de sua mulher Ana de Albernaz, filha de Gaspar Manuel. Águeda
de Albernaz Lordelo morreu na Matriz de Ponta Delgada a 7.2.1651. Casou a 2.ª vez na Matriz de Ponta
Delgada, a 14.6.1655, com Catarina de Sousa da Costa, que instituiu vínculo por testamento aprovado a
21.7.1672, viúva do Capitão Manuel de Almeida Falcão e filha de Simão Henriques e Margarida
Fernandes (Nota N.º 22).
Teve do 1.º casamento:
7 - Sebastião Barbosa da Silva, capitão, que segue:
7 -Francisca do Livramento, Madre, Venerável, baptizada na Matriz de Ponta Delgada a 7.12.1650.
Morreu a 4.4.1726 no Convento da Esperança de Ponta Delgada, onde jaz sob uma lápide com
inscrição no coro baixo. (Nota N.º 3).
7 - Joana do Livramento, baptizada a 17.9.1643. Morreu em Ponta Delgada. a 8.5.1659.
7- Sebastião Barbosa da Silva, capitão, baptizado na Matriz de Ponta Delgada a 16.9.1641. Morreu em
1670. Foi administrador dos vínculos. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 20.5.1663, com Isabel da
Câmara e Silva (Cap.º 26.º § 2.º N.º 6).
Tiveram:
8 - Francisco Barbosa da Câmara, Padre.
8 - Mariana da Câmara e Silva, por quem os vínculos desta família entraram na Casa de Rodrigo Velho de
Melo Cabral (Cap.º 97.º § 3.º N.º 8). Instituiu uma terça vinculada por testamento aprovado a
13.12.1725. Casou na Matriz Ponta Delgada, a 24.4.1680, com o Capitão Rui, ou Rodrigo, Pereira do
Amaral (Cap.º 64.º § Único N.º 6).
8 - Maria da Câmara e Silva, casou na Matriz de Ponta Delgada, a 29.7.1685, com João Borges da Silva
(Cap.º 47.º § 1.º N.º 7).

§ 13.º

2- Rui Lopes Barbosa (do § 1.º), morador na Calheta de Pero de Teve, em Ponta Delgada, e homem
muito rico, no dizer de Frutuoso no Cap XI do Livro IV das Saudades da Terra. Casou com Guiomar
Fernandes Tavares (Cap.º 45.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
3 - Francisco Barbosa, que segue:
3 - Sebastião Barbosa, o Moço, que foi à África. Casou com Águeda Pires (Cap.º 83.º § 1.º N.º 2).
Tiveram:
4 - Rui Barbosa da Silva, escrivão em Ponta Delgada, em cuja casa se fez uma escritura de venda, a
18.11.1560, sendo vendedora Bárbara de Benevides, com procuração de seu marido Bastião Barbosa da
Silva. Casou com uma filha de Diogo Vaz, da Lagoa (Cap.º 76.º § 5.º N.º 2).
Tiveram:
5 - Lucrécia Barbosa, sem mais notícia.
3 - Braz Barbosa, Cavaleiro de Cristo. Serviu em África, onde casou. Depois de viúvo veio para Portugal,
tendo sido vedor do Bispo de Miranda, D. Julião d' Alva. Casou em Alcácer Ceguer com ......
(ignora-se o nome), de quem teve duas filhas, uma delas freira e ambas s. g..
3 - Isabel Barbosa, casou com António Borges ou Borges de Sousa (Cap.º 16.º § Único N.º 1).
3 - Margarida Barbosa, que fez testamento aprovado a 9.11.1572, em que instituiu herdeiro a seu sobrinho
neto Manuel Rebelo Barbosa (Cap.º 17.º § 3.º N.º 2). Casou com Jerónimo Teixeira (Cap.º 111.º §
Único N.º 4).
3 - Guiomar Barbosa, que vinculou por testamento aprovado a 24.5.1567 para sua sobrinha Guiomar
Borges, casou com Baltazar Rebelo (Cap.º 17.º § 1.º N.º 1). Casou com Baltazar Martins Caiado, do
Porto, o qual fez testamento aprovado a 2.9.1562. Sem geração.
3- Francisco Barbosa, que em 1554 foi Juiz Vereador da Câmara de Ponta Delgada. Casou a 1.ª vez
com uma descendente de João Alves, do Pico. Casou a 2.ª vez com Isabel de Miranda, de S. Miguel
Teve do 2.º casamento:
4 - Hércules Barbosa, que segue:
4 - Isabel Barbosa, casou com o licenciado Henrique Nunes, do Porto. Morador no Porto com sua mulher.
Com geração.
4 - Guiomar Fernandes, casou em Ponta Delgada com Gaspar Rodrigues (Cap.º 147.º § 3.º N.º 4).
4 - Duarte Barbosa da Silva.
4 - Filipa da Silva, faleceu a 10.7.1596 na Matriz de Ponta Delgada, sendo seu testamenteiro o irmão
Hércules. Casou com Francisco Vaz, escrivão em Ponta Delgada (Nota N.º 24).
4- Hércules Barbosa, Lealdador-mor dos Pastéis em Ponta Delgada, cargo para que foi nomeado por
Carta Régia de 23.5.1579, por renúncia que dele lhe fez Baltazar Rebelo (Cap.º 17.º § 1.º N.º 1), como
consta do Livro I do Registo da Alfândega de Ponta Delgada, fls. 121. Tomou posse desse cargo a
22.10.1579. Casou com Isabel Fernandes Ferreira (Cap.º 88.º § 1.º N.º 3).
Tiveram:
5 - Braz Barbosa da Silva, que segue:
5 -Guiomar Tavares da Silva, que a 6.3.1611 foi admitida como irmã da Misericórdia de Ponta Delgada,
parece que ainda solteira, pois que o termo diz: "Guiomar Tavares, filha de Hércules Barbosa". Casou
com Francisco Rebelo de Gandia (Cap.º 17.º § 7.º N.º 2).
5 - Ana Tavares, que Frutuoso diz ser filha de Francisco Barbosa e, por conseguinte, irmã de Hércules
Barbosa; parece porém ser neta de Francisco Barbosa, por ser filha de Hércules Barbosa. Casou com
António Vaz, do Porto, irmão de Francisco Vaz, marido de sua tia Filipa da Silva (Frutuoso, Livro IV,
Cap.º XI). (Nota N.º 24).
Tiveram:
6 -Clara Borges da Silva, baptizado em S. Pedro de Ponta Delgada a 25.12.1576. Foi enterrada com auto da
Misericórdia, a 21.2.1645, já viúva. Foi herdeira de sua tia-avó Filipa da Silva, mulher de Francisco Vaz.
Instituiu vínculo por testamento aprovado a 14.1.1645. Casou com André de Castro Pina (Cap.º 94.º §
1.º N.º 4).
5 - Jerónimo da Silva Barbosa, baptizado a 29.(?).1574. (Nota N.º 25).
5 - Filipa, baptizado em S. Pedro de Ponta Delgada em 1571.
5 - Maria, baptizado a 16.10.1579.
5- Braz Barbosa da Silva, Cavaleiro de Cristo, Lealdador-mor dos Pastéis e Alferes-mor de Ponta
Delgada. Em 1608 tinha 50 anos. Morreu em S. Pedro de Ponta Delgada a 26.5.1634. Frutuoso narra os
seus feitos na batalha naval contra os corsários ingleses a 25.9.1585 (Frutuoso, Livro IV, Cap.º CIV).
Casou com Catarina de Bettencourt (Cap.º 7.º § 3.º N.º 5).
Tiveram:
6 - Ana de Bettencourt e Sá ou da Silva, casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 14.7.1620, com Rui ou
Rodrigo, Gago da Câmara (Cap.º 26.º § 2.º N.º 5).
6 - Manuel Barbosa, dotado pelo pai em 20.5.1626, para tomar ordens.
6 - Francisco Barbosa, que assinou uma escritura em Ponta Delgada a 30.12.1611.
6 - Maria, que morreu com mais de 80 anos em Ponta Delgada, a 21.5.1669.

NOTAS

1) Rui Lopes, Cavaleiro (§ 1.º N.º 1)


Branca Gil de Miranda, mulher de Rui Lopes Cavaleiro, foi primeiramente casou com João (?)
Beliago, de quem teve uma filha Maria, ou Margarida Dias, que fez testamento em Lisboa a 9.8.1511,
onde fala em seu pai João Beliago e em seu avô Gil Lourenço (talvez avô materno). Neste testamento
instituiu um vínculo que constava de 85 alqueires de terra no Morro da Ribeira Grande e mais 17 alqueires
de terra no mesmo lugar e ainda um foro de 800 reis (líquido em 1773: 115 mil reis), cuja administração
deixou a seu irmão Sebastião Barbosa da Silva. Maria Dias casou a 1.ª vez com Vasco Pereira e a 2.ª vez
com Diogo de Astorga Coutinho, que foi Juiz Ordinário em Vila Franca em 9.11.1505, como se vê de uma
sentença original passada a 5.6.1510 pelo Capitão Donatário Rui Gonçalves da Câmara (Vide "Arquivo
dos Açores", Vol. XI, pág. 4).

2) Pedro Barbosa da Silva (§ 1.º N.º 4)


A 27.10.1608, nos Fenais da Ajuda, nas casas de morada da senhora Isabel Cerveira, dona viúva, esta
contrata com seu genro Heitor Barbosa da Silva, cidadão, morador no dito lugar, a alforria de uma escrava
de nome Catarina, pagando-lhe o dito seu genro 30 mil reis por esta alforria (Notas do tabelião Gaspar
Dias Morim, Livro de 1606 a 1609).
A 10.4.1606, nos Fenais da Ajuda, nas moradas de Isabel Silveira (sic), dona viúva, esta constitui
procurador a seu filho Sebastião Barbosa da Silva, cidadão (mesmas Notas e mesmo Livro).
No mesmo dia e no mesmo lugar Joana de Roe, mulher do mesmo Sebastião Barbosa, constitui procurador
o dito seu marido. Numa folha solta do Livro de Notas de Gaspar Dias Morim, de 1608, está o final de
uma escritura e o princípio de outra, de onde se vê que na primeira foi outorgante Maria de Sousa,
assinando por ela seu irmão Bartolomeu Cabral da Silva, solteiro. Achada outra escritura é a acima citada
de 27.10.1608. Do final da outra escritura se vê que Isabel Cerveira foi outorgante, assinando por ela seu
filho Bartolomeu Cabral da Silva.
A 20.9.1587, Pedro Barbosa da Silva, Fidalgo da Casa de El-Rei, morador nos Fenais da Maia, com
sua mulher Isabel da Silveira, são outorgantes numa escritura de venda na Ribeira Grande, nas pousadas
de Pedro Álvares Cabral, Fidalgo da Casa de Sua Majestade, em que este foi comprador, sendo ela Isabel
Cerveira (sic) representada pelo dito seu marido, por procuração feita em Vila Franca a 28.7.1583.
Todos estes documentos provam que a 2.ª mulher de Pedro Barbosa da Silva, viúva de Jorge Correia,
se chama Isabel e não Margarida, como lhe chamaram diversos genealogistas ou então casou ele 3.ª vez
com Isabel Cerveira, ou Silveira. Maria de Sousa, citada na escritura acima mencionada como irmã de
Bartolomeu Cabral da Silva, talvez seja a Maria Pacheco que o genealogista Agostinho de Barros Lobo no
seu manuscrito diz ser filha de Pedro Barbosa da Silva, casada com Pedro Homem e mãe de Ana dos
Anjos, que foi chamada para a sucessão do vínculo instituído por sua tia-avó materna Isabel Moniz.

3) Ana Moniz Barbosa (§ 1.º N.º 5)


Seu marido António da Costa Furtado deu contas do testamento de João Afonso, das Grotas Fundas
(Cap.º 139.º § 1.º N.º 1), em 1614, e em 1620 Bartolomeu Cabral dá contas do mesmo testamento por seu
cunhado António da Costa Furtado. Por aí se conclui que Ana Moniz Barbosa era irmã de Bartolomeu,
filho de Pedro Barbosa da Silva.

4) Bartolomeu Cabral da Silva (§ 1.º N.º 5)


A 27.11.1619, na Ribeira Seca da Ribeira Grande, nas pousadas do licenciado Pedro Monteiro, fez-se
uma escritura em que foi vendedor Bartolomeu Cabral da Silva, por si e como procurador de sua mulher
Clara do Rego, de um foro imposto numa terra que ele vendedor houve em dote de casamento de seu
sogro Afonso Lopes. Confina a terra com Pedro Barbosa Raposo.

5) Henrique Barbosa da Silva (§ 1.º N.º 5) e Sebastião Barbosa da Silva (§ 12.º N.º 5)
A 15.1.1617, nos Fenais da Ajuda, Sebastião Barbosa da Silva, cidadão, morador no dito lugar, em seu
nome e como procurador de sua mulher Joana de Roe (procuração feita a 10.4.1606 nas Notas de Gaspar
Dias Morim), vende a seu irmão numa terra que está mística com a de Rui Vaz de Medeiros, que ainda
não se partiu, tal qual a houve de seu sogro Manuel Rebelo (Notas do tabelião Lourenço Morim de
Azevedo, Livro de 1614 a 1617).
A 15.1.1617, nos Fenais da Ajuda, Henrique Barbosa da Silva e sua mulher Maria de Sequeira fizeram
um trespasse a seu irmão e cunhado Sebastião Barbosa da Silva, de um foro que eles trespassadores
houveram de seu pai e sogro .António Dias, morador em Vila Franca (Notas de Manuel Morim de
Azevedo, Livro de 1614 a 1617).
A 8.5.1620, em Vila Franca, Henrique Barbosa da Silva e sua mulher Maria de Sequeira, moradores
nesta Vila, ratificam o dote que ele Henrique tinha feito ao Convento de Santo André de Vila Franca para
nele professar sua filha Maria de S. Pedro, filha dele e de sua 1.ª mulher (cujo nome não diz).
A 23.3.1619, em Vila Franca, Henrique Barbosa da Silva, cidadão, dota sua filha Maria Correia, filha
dele e de sua mulher Luzia Correia, já faleceu, para ela professar no Convento de Santo André. Ele é
morador em Vila Franca e parece já estar casou com uma segunda mulher, cujo nome não diz.

6) Heitor Barbosa da Silva (§ 1.º N.º 5)


Pela Nota N.º 2 se vê que Heitor Barbosa da Silva é genro de Isabel Cerveira ou da Silveira, que foi
segunda mulher de seu pai Pedro Barbosa da Silva. Daqui se conclui que a mulher de Heitor Barbosa da
Silva, Maria de Sousa de Sampaio, deve ser filha da mesma Isabel Cerveira, ou da Silveira, e de seu
primeiro marido Jorge Correia. Achada confirmar esta suposição há as seguintes razões: um dos filhos tem
o nome do avô materno (Jorge Correia); os descendentes usarem o apelido de Silveira, da mãe de Maria de
Sousa de Sampaio; e ela própria usar o apelido de Sampaio, que provém dos Cordeiros.

7) João de Medeiros da Silva, ou Moniz (§ 1.º N.º 6)


A 19.11.1620, na Ribeira Seca da Ribeira Grande, nas casas de morada de João de Medeiros, este e sua
mulher Isabel da Costa Espinosa venderam um foro que impuseram numa terra acima da ermida da Madre
de Deus, nesta Ribeira Seca, que houveram em legítima da mãe e sogra deles vendedores (cujo nome não
diz a escritura) e confina, entre outros, com Maria da Costa, dona viúva. O comprador foi o licenciado
Pedro Monteiro, vigário de Ribeira Seca. Foi testemunha Pedro Barbosa, moço solteiro, filho de Heitor
Barbosa da Silva, morador nos Fenais da Ajuda.
A 14.12.1620, na mesma Ribeira Seca, João de Medeiros Moniz e sua mulher Isabel da Costa
hipotecaram ao licenciado Pedro Monteiro, para segurança do pagamento do foro que tinham feito pela
escritura anterior, uma terra nos Fenais da Ajuda, que houveram por herança de seu pai e sogro Heitor
Barbosa da Silva, que confina com a fazenda do dito defunto e com Pedro Calvo. Testemunhas: João
Monteiro, estudante, filho de Francisco Monteiro, morador na Ribeira Seca (Livro N.º LXXVII do Tombo
do Convento de Jesus da Ribeira Grande, fls. 910 e seguintes).

8) Bárbara de Medeiros Moniz (§ 1.º N.º 7)


O marido, Capitão António de Melo Resendes, deu contas de 1659 até 1684 do testamento de Manuel
da Costa Homem e sua mulher Ana Afonso (Cap.º 133.º § 11.º N.º 2), terceiros avós de Bárbara de
Medeiros Moniz, por lado de sua mãe Isabel da Costa Espinosa.

9) Isabel Moniz ou da Silveira, Ana Moniz Bárbara Moniz de Medeiros ou Moniz Barbosa (§ 1.º N.º
6)
A 24.11.1633, nos Fenais da Ajuda, nas moradas de Pedro Correia de Sousa, cidadão, este e sua
mulher Bárbara Moniz, e sua irmã e cunhada Ana Moniz, moça donzela, filha do Capitão Heitor Barbosa
da Silva, faleceu, vendem a João Fagundes Calvo, cidadão, morador no dito lugar, numa terra que é da
terça de Heitor Barbosa da Silva, a qual terça ficou a elas duas vendedoras e a Isabel da Silveira, mulher
do comprador, todas três filhas do dito defunto (Notas de Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1632 a
1634).
A 9.5.1629, nos Fenais Vera Cruz, Isabel Moniz, mulher de João Fagundes Calvo, faz procuração ao
dito seu marido para a representar nas partilhas da fazenda que ficou de sua tia Isabel Moniz, mulher que
foi do morgado António de Faria, de quem ela constituinte é herdeira por ser filha legítima do Capitão
Heitor Barbosa da Silva, conforme o testamento da dita sua tia (Notas do mesmo tabelião, Livro de 1628 a
1630).

10) Francisco Barbosa da Silva, Capitão (§ 1.º N.º 6)


A 3.2.1622, nos Fenais da Ajuda, o Capitão Francisco Barbosa da Silva, morador no limite deste
lugar, vende a seu irmão Jorge Correia Barbosa, morador na Maia, um foro numa terra que herdou de seu
pai, Heitor Barbosa da Silva, e que confronta com seu irmão João de Medeiros (Notas de Lourenço Morim
de Azevedo, Livro de 1621 a 1623).
Em Vila Franca, a 8.6.1643, fez-se uma escritura de venda em que foram vendedores o Capitão
Francisco Barbosa da Silva, por si e como representante de sua mulher a senhora Isabel Raposo, tendo
feito esta procuração ao marido nas Notas do tabelião Lourenço Soares de Melo, a 19.5.1629, a qual
assinou por sua mãe por saber escrever (sic), e sendo testemunhas Jordão Jácome Raposo e o Capitão
Henrique Barbosa da Silva.
A 31.10.1668, em Vila Franca, nas casas de morada do Capitão João de Arruda da Costa, numa
escritura de venda compareceu o Rev.º. Padre Nicolau Cosme de Castro Raposo, da ilha de Tenerife, nas
Canárias, ora estante nesta Vila, e vende uma terra que herdou de sua tia Isabel Raposo, mulher que foi do
Capitão Francisco Barbosa da Silva, como filho legítimo que é de seu pai Manuel de Castro Raposo, já
faleceu, e irmão da dita Isabel Raposo. Achada 24.7.1669, em Vila Franca, o mesmo Padre Nicolau
Cosme vende outra propriedade que herdou da mesma sua tia, que diz ser irmã de seu pai Manuel de
Castro Raposo, natural da ilha de S. Miguel e nasceu em Vila Franca.

11) Pedro Barbosa da Silva Maria de Medeiros (§ 1.º N.º 6)


Numa escritura de 25.5.1625, feita nos Fenais da Ajuda, nas Notas de Lourenço Morim de Azevedo,
foram testemunhas Pedro Barbosa e Baltazar Barbosa, solteiros, filhos de Heitor Barbosa da Silva, já
faleceu .
A 9.5.1629, nos Fenais Vera Cruz, nas moradas de Maria de Sousa de Sampaio, dona viúva do
Capitão Heitor Barbosa da Silva, esta faz procuração em seu nome e no de suas duas filhas menores
Bárbara Moniz e Ana Moniz, a seu filho Pedro Barbosa da Silva, solteiro (Notas de Lourenço Morim de
Azevedo, Livro de 1628 a 1630).
A 22.5.1629, Pedro Barbosa da Silva e suas irmãs Bárbara Moniz e Ana Moniz, menores de 25 anos
e maiores de 20, filho de Heitor Barbosa da Silva, faleceu, e de Maria de Sousa Sampaio, requerem
licença ao Juiz dos Órfãos de Vila Franca para venderem o quinhão da herança que elas e seus irmãos e
sua mãe herdaram de sua tia Isabel Moniz, em Rabo de Peixe. Metade desses bens pertence a sua mãe e a
outra metade a elas e a seus irmãos, ao todo oito. Estes oito filhos, que são todos os citados nestas
genealogias, menos Maria de Medeiros, mulher de António Pereira de Sousa, constam todos de uma
escritura de 31.5.1629, em Ponta Delgada, pela qual venderam à Misericórdia de Ponta Delgada as terras
que tinham herdado de sua tia Isabel Moniz. Contudo, a 8.6.1629, nos Fenais da Ajuda, nas casas de
morada de Maria de Sousa de Sampaio, dona viúva do Capitão Heitor Barbosa da Silva, compareceram
António Pereira de Sousa, cidadão, e sua mulher Maria de Medeiros, e vendem uma propriedade a Bárbara
Moniz e Ana Moniz, moças donzelas, suas irmãs e cunhadas, filhas do dito Capitão e da dita sua mulher
Maria de Sousa de Sampaio (Notas de Lourenço Morim de Azevedo, Livro de 1628 a 1630).

12) Jorge Correia Barbosa, Capitão (§ 1.º N.º 6)


Na Maia, a 13.12.1621, Isabel Dias, dona viúva de António Gonçalves Vieira, fez dote a seu genro
Jorge Correia Barbosa, cidadão, casou com sua filha Maria Vieira, de um moio e 12 alqueires de terra nos
Fenais da Ajuda, e outros bens.
A 31.5.1629, no Consistório da Misericórdia aparecem como vendedores o Capitão João Moniz de
Medeiros, por si e como procurador de sua mulher Cecília do Rego, moradores nos Fenais, termo de Vila
Franca, Rui de Sousa Falcão, morador em Vila Franca, por si e como procurador de sua mulher Isabel
Moniz, António Furtado Moniz, por si e como procurador de sua mulher Maria do Couto, Clemente
Furtado, morador na Maia, por si e como procurador de sua mulher Maria Moniz, Pedro Fernandes,
morador nos Fenais Vera Cruz, por si e como procurador de sua mulher Ana de Medeiros e de suas
cunhadas Catarina Manuel e Bárbara Moniz, filhas de Braz Furtado de Medeiros, moradores nos Fenais,
maiores, Pedro Homem Teixeira, morador em Ponta Delgada, por si e como procurador de sua mulher
Inês Furtado, todos como herdeiros do dito Braz Furtado de Medeiros, e também João Moniz de Medeiros,
como procurador de Maria de Sousa de Sampaio, dona viúva de Heitor Barbosa da Silva, morador no dito
lugar dos Fenais, como tutora de suas filhas menores Bárbara Moniz e Ana Moniz, e João de Medeiros
Moniz, morador na Ribeira Seca da Ribeira Grande, por si e como procurador de sua mulher Isabel da
Costa Espinosa, Francisco Barbosa da Silva, morador em Vila Franca, por si e como procurador de sua
mulher Isabel Raposo de Castro, Jorge Correia Barbosa, morador na Maia, por si e como procurador de
sua mulher Maria Vieira e de seu irmão Baltazar Barbosa e sua mulher Margarida Furtado, moradores no
mesmo lugar, e Pedro Barbosa, filho de Heitor Barbosa da Silva, faleceu, morador nos ditos Fenais, e João
Fagundes, também aí morador, por si e como procurador de sua mulher Isabel Moniz, como herdeiros do
dito Heitor Barbosa. Da outra parte aparece como comprador D. Rodrigo Lobo, Governador em S. Miguel,
provedor da dita Misericórdia, e o licenciado João Moreira, escrivão desta, e Jerónimo Gonçalves de
Araújo e Pedro Borges de Sousa. Disseram os vendedores que por morte de António de Faria, morador
que foi na Lagoa, herdaram um casal de terra lavradia e comedia, acima de Rabo de Peixe, um moio e 50
alqueires de terra lavradia e cinco moios e 40 alqueires de comedia, com duas casas e engenho, o que tudo
vendem à Misericórdia, que pagou com letras sobre o Dr. Cristóvão Moniz de Brito, de Lisboa. Letras que
representavam o pagamento do legado que seu pai, Dr. Álvaro Lopes Moniz, deixou à Misericórdia.
Aparecem aqui todos os filhos de Heitor Barbosa da Silva, excepto Maria de Medeiros, mulher de António
Pereira de Sousa.

13) Tomé Barbosa da Silva (§ 2.º N.º 7) Manuel Moniz Barbosa (§ 4.º N.º 7)
A 23.9.1672, na Maia, Tomé Barbosa da Silva e sua mulher Clara da Costa da Silva, vendem um
foro numa terra que herdaram de seu pai e sogro Manuel da Costa Carvalho, terra que parte com Manuel
Moniz Barbosa (Notas de Dionísio da Costa Paiva, Livro de 1671 a 1675).
A 10.3.1678, na Maia, Manuel Moniz Barbosa, viúvo, e seu irmão Tomé Barbosa da Silva e sua
mulher Clara da Costa da Silva, moradores na Lomba deste lugar, vendem uma terra que possuem em
comum: a parte de Manuel Moniz Barbosa coube-lhe em meança no inventário que se fez por morte de
sua mulher Maria da Costa, e a parte de Tomé Barbosa e de sua mulher Clara da Costa foi herdada por
morte de Manuel da Costa Carvalho, pai e sogro deles vendedores (Notas de Dionísio da Costa Paiva,
Livro de 1677 a 1678). Vê-se efectivamente do casamento de Manuel Moniz Barbosa que seu sogro é
Manuel da Costa Carvalho. Este casamento consta de uma certidão antiga que diz a filiação dele e da
mulher, porque já não existe o livro dos casamentos da Maia desta época (1654). Por esta escritura aqui
extractada se vê que Tomé Barbosa da Silva é irmão de Manuel Moniz Barbosa, casou com Maria da
Costa, e, portanto, se estabelece com certeza a sua filiação.
A 25.4.1711, no Burguete, Maia, nas moradas de Maria Cabral de Melo, viúva de António de
Almeida, estando esta para casou com Manuel Moniz Barbosa, filho de Tomé Barbosa da Silva e de Clara
da Costa, dota o dito seu futuro marido com toda a sua fazenda, por ser mulher de mais de 50 anos e não
poder ter filhos (Notas dos tabeliães Simão da Silva Sousa e José de Torres de Meneses, Livro de 1710 a
1712).

14) Manuel Moniz Barbosa, Capitão (§ 4.º N.º 8) Jorge Correia Barbosa (§ 8.º N.º 8)
A 8.12.1694, na Maia, Jorge Correia Barbosa e seu irmão Manuel Pacheco de Medeiros, moradores
em Água D’Alto, vendem uma terra de criação na Maia, que houveram no inventário por morte de sua
mãe Maria da Costa (Notas do tabelião Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1694 a 1697, escritura feita
por João Ferreira Leitão).

15) Baltazar Barbosa da Silva, Capitão (§ 9.º N.º 6)


A 5.5.1653, na Maia, nas moradas de Baltazar Barbosa da Silva, cidadão, este e sua mulher
Margarida Furtado Albernaz, vendem uma terra que herdaram por morte de sua mãe e sogra Maria de
Sousa, dona viúva que foi do Capitão Heitor Barbosa da Silva (Notas do tabelião Lourenço Morim de
Azevedo, Livro de 1652 a 1654).
A 21.10.1663, na Maia, fez uma procuração com sua mulher e com seu irmão Jorge e a mulher deste.
A 23.5.1629, na Maia, António Moniz Barbosa, mancebo solteiro, como procurador de seu pai
Baltazar Barbosa da Silva, morador na Lomba Grande do lugar da Maia, vende uma terra que o dito seu
pai herdou de seu avô Heitor Barbosa da Silva (escritura nas Notas do tabelião Domingos da Costa Paiva).
A 9.4.1671, na Maia, Lomba Grande, nas moradas de Margarida Furtado de Albernaz, dona viúva do
Capitão Baltazar Barbosa da Silva, este e suas filhas Bárbara Moniz, Clara Raposo e Maria Pacheco fazem
uma composição entre si e partilham uma terra que ela Margarida Furtado ficou por morte de seu filho o
Padre António Moniz Barbosa (Notas do tabelião Domingos da Costa Paiva, Livro de 1667 a 1671).
A 13.11.1655, em Vila Franca, Baltazar Barbosa da Silva, morador na Lomba da Maia, como
testamenteiro de seu irmão o Capitão Francisco Barbosa da Silva, distrata um foro (Notas do tabelião de
Vila Franca Pedro Álvares Velho, Livro de 1653 a 1656).

16) Bárbara Moniz, Francisco Vieira Barbosa, Maria Pacheco, Clara Raposo Bartolomeu Pacheco
Barbosa (§ 9.º N.º 7)
A 11.11.1689, na Maia, Bartolomeu Pacheco e sua mulher Domingas Vaz e João de Medeiros e sua
mulher Bárbara da Costa, moradores na Lomba deste lugar, vendem uma terra de mato a Pedro da Costa
Carneiro, morador na Achada. O preço da venda foi de 50 mil reis, que os vendedores deviam ao
comprador de uma emenda que se fez no inventário de Margarida Furtado Albernaz, mãe e sogra deles
partes, tendo ficado esses 50 mil reis que, como herdeiro, pertenceram ao dito Pedro da Costa Carneiro, na
mão dos vendedores, que nunca lhos deram e agora lhe fazem pagamento com a dita terra, o qual
comprador disse que se dava assim por pago de tudo o que lhe cabia herdar de sua sogra Margarida
Furtado (Notas do tabelião Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1687 a 1690).
A 19.4.1692, na Maia, o Capitão Pedro da Costa Carneiro e sua mulher Maria Pacheco, moradores na
Achada, vendem uma terra que herdaram de sua mãe e sogra Margarida Furtado Albernaz (mesmas Notas,
Livro de 1690 a 1693).
A 5.12.1683, na Maia, Clara Raposo, moça donzela, e seus irmãos Francisco Vieira Barbosa e
Bartolomeu Pacheco, solteiros, filhos do Capitão Baltazar Barbosa da Silva, faleceu, moradores na Lomba
deste lugar, compram uma propriedade a Manuel Tavares Privado e sua mulher Maria Bulhoa (Notas de
Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1682 a 1684).
A 11.12.1685, na Maia, Isabel Carneiro, dona viúva de Manuel Pacheco da Silveira, fez procuração a
seu primo Bartolomeu Pacheco Barbosa, mancebo solteiro, filho do Capitão Baltazar Barbosa da Silva,
faleceu (Notas de Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1685 a 1687).
A 21.6.1687, na Maia, Bartolomeu Pacheco e sua mulher Domingas Vaz, moradores na Lomba
Grande, deste lugar, vendem um foro numa propriedade que herdaram de sua mãe e sogra Margarida
Furtado Albernaz (mesmas Notas e mesmo Livro).
A 13.9.1681, na Maia, João de Medeiros Botelho e sua mulher Bárbara Moniz de Medeiros,
moradores na Lomba Grande, vendem um foro numa terra que houveram em dote de casamento de sua
mãe e sogra Margarida Furtado Albernaz (Notas do tabelião Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1680 a
1682).

17) Margarida Pacheco (§ 9.º N.º 8)


O pai do segundo marido de Margarida Pacheco foi Manuel de Fontes Raposo, que fez testamento
em Ponta Garça a 24.8.1751, o qual está no Cartório dos Resíduos. Nesse testamento Manuel de Fontes
Raposo fala em sua faleceu mulher Bárbara Furtado, de quem teve cinco filhos: João de Fontes Raposo,
casou, morador em Ponta Garça, seu testamenteiro e administrador da sua terça vinculada a missas;
Francisco Raposo, casou, morador na Lomba da Maia; Margarida de Simas, casou com Pedro Pacheco,
ausente; Teresa de Simas, viúva de António Garcia; Bárbara de Simas, casou com Anacleto Moniz, de
Ponta Garça. O testamento foi aberto a 22.9.1751 e dele deram contas João de Fontes Raposo de 1756 a
1782; Manuel Caetano de Azevedo em 1786; o Alferes Francisco da Silveira Moniz de 1798 a 1810; João
Moniz da Silveira em 1813; e João Moreira da Câmara em 1821. O testador Manuel de Fontes Raposo
casou em Ponta Garça a 19.11.1694, com Bárbara Furtado, sendo ele filho de João de Fontes e Maria de
Fróis e ela filha de António da Costa e Ana Furtado.

18) Bárbara Pacheco de Medeiros (§ 9.º N.º 9)


Francisco Moniz de Medeiros, marido de Bárbara Pacheco de Medeiros, é natural de Ponta Garça.
Esteve em Lisboa e foi desobrigado na vila da Fornada (?), em Portugal, antes do seu 1.º casamento na
Maia, a 2.2.1758, com Maria Francisca de Medeiros ou Maria de Amaral (Cap.º 383.º § 1.º N.º 4).

19) Manuel Furtado Barbosa (§ 11.º N.º 7)


A 6.4.1671 na Maia, Manuel Furtado Barbosa e sua mulher Maria Pacheco de Medeiros, moradores
na Lomba Grande deste lugar, vendem uma terra que herdaram de seu pai e sogro Capitão Baltazar
Barbosa da Silva, faleceu (Notas de Dionísio da Costa Paiva, Livro de 1667 a 1671) (Vide Nota N.º 27 do
Cap.º 4.º).

20) Manuel Pacheco da Mota (§ 11.º N.º 8)


A 7.4.1698, na Maia, Manuel da Mota Botelho, morador em Ponta Garça, arrenda uma terra na
Criação dos Fenais, que lhe ficou de seu pai Manuel Furtado Barbosa (Notas do tabelião da Maia
Francisco Pacheco Raposo, Livro de 1698 a 1699). Não diz esta escritura ser o senhorio casou e também
não diz ser solteiro, mas nas escrituras de arrendamento não era necessário outorgarem as mulheres.
Achada 16.2.1699, na Maia, Manuel da Mota Botelho e sua mulher Maria Moniz, moradores em Ponta
Garça, vendem uma terra, e casou (mesmas Notas e mesmo Livro). Pela assinatura existente nesta
escritura, igual à da anterior, de 7.4.1698, se vê ser o mesmo indivíduo (Vide Nota N.º 27 do Cap.º 4.º).
A 11.11.1690, na Maia, Maria Pacheco, dona viúva de Manuel Furtado Barbosa, faz procuração a
seu filho Manuel Pacheco da Mota, mancebo solteiro (Notas do tabelião Francisco Pacheco Raposo, Livro
de 1687 a 1690).

21) Maria Moniz (§ 11.º N.º 9)


O marido de Maria Moniz, filha de Manuel da Mota e Maria Moniz, é Isidoro Cordeiro, como se vê
de um termo de casamento na Achada, a 18.11.1765, em que ele foi testemunha, pois que no seu próprio
termo de casamento se fica na dúvida sobre se ele é Pedro ou Isidoro.

22) Sebastião Barbosa da Silva (§ 12.º N.º 5), Pedro Barbosa da Silva, Capitão Manuel Rebelo da
Silva, Capitão (§ 12.º N.º 6)
A 17.10.1637, em Água Retorta, nas Notas do tabelião do Nordeste António Cabral de Sousa, fez-se
uma escritura em que foi vendedor Sebastião Barbosa da Silva, cidadão, morador na Ribeira Grande e
agora estante em Água Retorta, de 12 alqueires de terra que houve de Ascenso Anes (ou Nunes ?), faleceu
. Comprador: Vital Correia, como procurador de seu tio Padre Francisco Correia de Tomar. Foi
testemunha Bartolomeu Cabral da Silva, irmão do vendedor.
A 10.12.1639, nas mesmas Notas e em Água Retorta, fez-se um aforamento, em que foi aforador
Pedro Barbosa da Silva, morador na Ribeira Grande, por si e como procurador de seu irmão Manuel
Rebelo da Silva, de uma terra que houveram de seu pai Sebastião Barbosa da Silva, faleceu, o qual a
houve por herança de Ascenso Nunes (ou Anes ?).
A 5.1.1616, em Vila Franca, Sebastião Barbosa da Silva e sua mulher Joana de Roe Vieira,
moradores nos Fenais da Ajuda, trespassaram ao Convento de Santo André de Vila Franca uma terra para
dote de sua irmã Isabel Baptista, freira no dito Convento, dote que lhe fez seu pai Pedro Barbosa da Silva,
faleceu, numa outra terra que foi tomada por dívidas que à Fazenda de S. Morreu devia seu cunhado
Baltazar Manuel de Sousa. Nas partilhas que se fizeram por morte do dito seu pai ficou ele Sebastião
Barbosa obrigado a dar outra terra para substituir a que foi tomada a seu cunhado. Pela outorgante Joana
de Roe assinou seu irmão Sebastião Vieira.
A 5.1.1616, em Vila Franca, Sebastião Barbosa da Silva e sua mulher Joana de Roe, moradores nos
Fenais, dotam sua filha Clara de S. Francisco, para professar no dito Convento, com uma terra que confina
com Bartolomeu Cabral e com Margarida (?) da Silveira, irmãos dele dotador.
A 19.2.1673, em Ponta Delgada, nas moradas do Capitão Manuel Rebelo da Silva, este e sua mulher
Bárbara de Sequeira vendem ao Capitão Antão Correia de Melo uma renda fixa de dois moios de trigo nas
terras da B, que houveram em parte por herança de sua irmã e cunhada Apolónia Cordeiro, primeira
mulher do comprador, e em parte por escritura que lhes fez a eles vendedores seu sogro Agostinho Roiz,
faleceu (Notas do tabelião João Coelho Monteiro, Livro de 1671 a 1674).
A 2.10.1676, em Ponta Delgada, nas moradas do Capitão Manuel Rebelo da Silva, da governança
desta cidade, este e sua mulher Bárbara de Sequeira vendem uma terra que herdaram de seu irmão e
cunhado o Padre Amaro Roiz de Sequeira (Notas do tabelião Gonçalo Pacheco Meireles, Livro de 1671 a
1677).
A 1.12.1640, em Ponta Delgada, nas moradas de Agostinho Roiz, Escrivão das Execuções em toda a