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Transístores Bipolares

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Transístores Bipolares Page 1 of 13 1 - A Revolução Com o passar dos anos, a

1 - A Revolução

Transístores Bipolares Page 1 of 13 1 - A Revolução Com o passar dos anos, a

Com o passar dos anos, a indústria dos dispositivos semicondutores foi crescendo e desenvolvendo

componentes e circuitos cada vez mais complexos, a base de diodos. Em 1948, na Bell Telephone, um grupo

de

pesquisadores, liderados por Shockley, apresentou um dispositivo formado por três camadas de material

semicondutor com tipos alternados, ou seja, um dispositivo com duas junções. O dispositivo recebeu o nome

de

TRANSÍSTOR.

O

impacto do transístor, na electrónica, foi grande, já que a sua capacidade de amplificar sinais eléctricos

permitiu que em pouco tempo este dispositivo, muito menor e consumindo muito menos energia, substituísse

as válvulas na maioria das aplicações electrónicas. O transístor contribuiu para todas as invenções

relacionadas, como os circuitos integrados, componentes opto-eletrônicos e microprocessadores.

Praticamente todos os equipamentos electrónicos projectados hoje em dia usam componentes semicondutores.

As vantagens sobre as difundidas válvulas eram bastantes significativas, tais como:

Menor tamanho Muito mais leve Não precisava de filamento Mais resistente Mais eficiente, pois dissipa menos potência Não necessita de tempo de aquecimento Menores tensões de alimentação.

Hoje em dia as válvulas ainda sobrevivem em alguns nichos de aplicações e devido ao romantismo de alguns usuários.

2. O Transístor Bipolar

O principio do transístor é poder controlar a corrente. Ele é montado numa estrutura de cristais

semicondutores, de modo a formar duas camadas de cristais do mesmo tipo intercaladas por uma camada de cristal do tipo oposto, que controla a passagem de corrente entre as outras duas. Cada uma dessas camadas recebe um nome em relação à sua função na operação do transístor, As extremidades são chamadas de emissor e colector, e a camada central é chamada de base. Os aspectos construtivos simplificados e os símbolos eléctricos dos transístores são mostrados na figura abaixo. Observe que há duas possibilidade de implementação.

Observe que há duas possibilidade de implementação. PNP . O transístor da esquerda é chamado de
Observe que há duas possibilidade de implementação. PNP . O transístor da esquerda é chamado de

PNP.

Observe que há duas possibilidade de implementação. PNP . O transístor da esquerda é chamado de
Observe que há duas possibilidade de implementação. PNP . O transístor da esquerda é chamado de

O transístor da esquerda é chamado de NPN e o outro de

O transístor é hermeticamente fechado em um encapsulamento plástico ou metálico de acordo com as suas

propriedades eléctricas.

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2.1 - Características Construtivas

O emissor é fortemente dopado, com grande número de portadores de carga. O nome emissor vem da

propriedade de emitir portadores de carga.

A base tem uma dopagem média e é muito fina, não conseguindo absorver todos os portadores emitidos pelo

emissor

O colector tem uma dopagem leve e é a maior das camadas, sendo o responsável pela colecta dos portadores vindos do emissor.

Da mesma forma que nos diodos, são formadas barreiras de potencial nas junções das camadas P e N.

O comportamento básico dos transístores em circuitos electrónicos é fazer o controle da passagem de

corrente entre o emissor e o colector através da base. Para isto é necessário polarizar correctamente as

junções do transístor.

3. Funcionamento

Polarizando directamente a junção base-emissor e inversamente a junção base-coletor, a corrente de colector I C passa a ser controlada pela corrente de base I B .

C passa a ser controlada pela corrente de base I B . Um aumento na corrente

Um aumento na corrente de base I B provoca um aumento na corrente de colector I C e vice-versa.

A corrente de base sendo bem menor que a corrente de colector, uma pequena variação de I B provoca

uma grande variação de I C , Isto significa que a variação de corrente de colector é um reflexo

amplificado da variação da corrente na base. O fato do transístor possibilitar a amplificação de um sinal faz com que ele seja considerado um dispositivo dativo.

Este efeito amplificação, denominado ganho de corrente pode ser expresso matematicamente pela relação entre a variação de corrente do colector e a variação da corrente de base , isto é:

do colector e a variação da corrente de base , isto é: 3.1 - Tensões e

3.1 - Tensões e Correntes nos Transístores NPN e PNP

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Transístores Bipolares Page 3 of 13 Aplicando as leis de Kirchoff obtemos: I E = I

Aplicando as leis de Kirchoff obtemos:

I E = I C + I B

NPN: V CE = V BE + V CB

PNP: V EC = V EB + V BC

4 - Classificação dos Transístores

Os primeiros transístores eram dispositivos simples destinados a operarem apenas com correntes de baixa intensidade, sendo, portanto, quase todos iguais nas principais características. Com o passar dos anos, ocorreram muitos aperfeiçoamentos nos processos de fabricação que levaram os fabricantes a produzirem transístores capazes de operar não só com pequenas correntes mas também com correntes elevadas, o mesmo acontecendo com às tensões e até mesmo com a velocidade.

O estudo das características principais é efectuado por famílias (grupo de transístores com características semelhantes), que são:

Pequenos Sinais Baixas Frequências Uso Geral Correntes I C entre 20 e 500mA Tensão máxima
Pequenos Sinais
Baixas Frequências
Uso Geral
Correntes I C entre 20 e 500mA
Tensão máxima entre 10 e 80 V
Frequência de transição entre 1 Hz e 200 MHz
Correntes elevadas
Potência
Baixas frequências
Correntes I C inferior a 15 A
Frequência de transição entre 100 kHz e 40 MHz
Uso de radiadores de calor
Pequenos sinais
RF
Frequência elevada
Correntes I C inferior a 200mA

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Tensão máxima entre 10 e 30V; Frequência de transição em 1,5 GHz
Tensão máxima entre 10 e 30V;
Frequência de transição em 1,5 GHz

5 - Configurações Básicas

Os transístores podem ser utilizados em três configurações básicas: Base Comum (BC), Emissor comum (EC), e Coletor comum (CC). O termo comum significa que o terminal é comum a entrada e a saída do circuito.

que o terminal é comum a entrada e a saída do circuito. 5.1 - Configuração BC
que o terminal é comum a entrada e a saída do circuito. 5.1 - Configuração BC
que o terminal é comum a entrada e a saída do circuito. 5.1 - Configuração BC

5.1 - Configuração BC

Ganho de tensão elevado Ganho de corrente menor que 1 Ganho de potência intermediário Impedância de entrada baixa Impedância de saída alta Não ocorre inversão de fase

5.2 - Configuração CC

Ganho de tensão menor que 1 Ganho de corrente elevado; Ganho de potência intermediário Impedância de entrada alta Impedância de saída baixa Não ocorre a inversão de fase.

5.3 Configuração EC

Ganho de tensão elevado Ganho de corrente elevado Ganho de potência elevado Impedância de entrada baixa Impedância de saída alta Ocorre a inversão de fase.

Esta configuração é a mais utilizada em circuitos transistorizados. Por isso, os diversos parâmetros dos

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transistores fornecidos pelos manuais técnicos têm como referência a configuração emissor comum.

Podemos trabalhar com a chamada curva característica de entrada. Nesta curva, para cada valor constante de V CE , variando-se a tensão de entrada V BE , obtém-se uma corrente de entrada I B , resultando num gráfico com o seguinte aspecto.

I B , resultando num gráfico com o seguinte aspecto. Observa-se que é possível controlar a

Observa-se que é possível controlar a corrente de base, variando-se a tensão entre a base e o emissor.

Para cada constante de corrente de entrada I B , variando-se a tensão de saída V CE , obtém-se uma corrente de

saída I C , cujo gráfico tem o seguinte aspecto.

de saída I C , cujo gráfico tem o seguinte aspecto. Através desta curva, podemos definir

Através desta curva, podemos definir três estados do transístor, o CORTE, a SATURAÇÃO e a DATIVA

CORTE: I C = 0

SATURAÇÃO: VCE = 0 ACTIVA: Região entre o corte e a saturação.

Para a configuração EC a relação entre a corrente de saída e a corrente de entrada determina o ganho de corrente denominado de b ou h FE (forward current transfer ratio)

de b ou h F E (forward current transfer ratio) O ganho de corrente b não

O ganho de corrente b não é constante, valores típicos são de 50 a 900.

Exemplo 1 - Dadas as curvas características de entrada e saída de um transístor NPN, determine:

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a) A corrente na base para V BE =0,8

b) O ganho de corrente b

c) Um novo ganho de corrente b , caso a corrente I B dobre de valor.

de corrente b , caso a corrente I B dobre de valor. 6 - Os Limites
de corrente b , caso a corrente I B dobre de valor. 6 - Os Limites

6 - Os Limites dos Transístores

Os transístores, como quaisquer outros dispositivos têm suas limitações (valores máximos de alguns parâmetros) que devem ser respeitadas, para evitar que os mesmos se danifiquem. Os manuais técnicos fornecem pelo menos quatro parâmetros que possuem valores máximos:

Tensão máxima de coletor - V CEMAX

Corrente máxima de coletor - I CMAX

Potência máxima de coletor - P CMAX

Tensão de ruptura das junções

Na configuração EC, P CMAX = V CEMAX .I CMAX

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Exemplos de parâmetros de transístores comuns. Tipo Polaridade b V CEMAX I CMAX (V) (mA)
Exemplos de parâmetros de transístores comuns.
Tipo
Polaridade
b
V CEMAX
I CMAX
(V)
(mA)
BC 548
NPN
45
100
2N2222
NPN
30
800
TIP31A
NPN
60
3000
2N3055
NPN
80
15000
BC559
PNP
-30
-200
BFX29
PNP
-60
-600
125 a 900
100 a 300
20 a 50
20 a 50
125 a 900
50 a 125

7 - Transístor como chave

A utilização do transístor nos seus estados de SATURAÇÃO e CORTE, isto é, de modo que ele ligue conduzindo totalmente a corrente entre emissor e o coletor, ou desligue sem conduzir corrente alguma é conhecido como operação como chave.

A figura abaixo mostra um exemplo disso, em que ligar a chave S1 e fazer circular uma corrente pela base do transístor, ele satura e acende a lâmpada. a resistência ligada a base é calculado, de forma que, a corrente multiplicada pelo ganho dê um valor maior do que o necessário o circuito do coletor, no caso, a lâmpada.

o necessário o circuito do coletor, no caso, a lâmpada. Veja que temos aplicada uma tensão

Veja que temos aplicada uma tensão positiva num transístor NPN, para que ele sature e uma tensão negativa, para o caso de transístores PNP, conforme mostra a figura abaixo.

caso de transístores PNP, conforme mostra a figura abaixo. 8 - Exercício 1. Quais as vantagens

8 - Exercício

1. Quais as vantagens dos transístores em relação as válvulas?

2. Quais as relações entre as dopagens e as dimensões no emissor, coletor e base de um transístor?

3. Para o funcionamento de um transístor, como devem estar polarizadas suas junções?

4. Quais as relações entre as correntes e tensões num transístor NPN e PNP?

5. Explique por que o ganho de corrente na configuração BC é menor que 1.

6. Explique por que o ganho de corrente na configuração EC é muito maior que 1.

7. Explique por que o ganho de tensão na configuração CC é menor que 1.

8. Quais os três estados do transístor e quais são as suas características.

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9 - Polarização de Transístores

9.1 - Ponto de Operação (Quiescente)

Os transístores são utilizados como elementos de amplificação de corrente e tensão, ou como elementos de controle ON-OFF. Tanto para estas como para outras aplicações, o transístor deve estar polarizado correctamente.

Polarizar um transístor é fixá-lo num ponto de operação em corrente contínua, dentro de suas curvas características.

Também chamado de polarização DC, este ponto de operação (ou quiescente) pode estar localizado nas regiões de corte, saturação ou altiva da curva característica de saída.

Os pontos Q A , Q B e Q C da figura a seguir caracterizam as três regiões citadas.

Q A : Região activa

Q B : Região de saturação

Q C : Região de corte

Q B : Região de saturação Q C : Região de corte 9.2 - Recta de

9.2 - Recta de carga

A recta de carga é o lugar geométrico de todos os pontos de operação possíveis para uma determinada polarização.

Podemos defini-la a partir de dois pontos conhecidos.

Podemos defini-la a partir de dois pontos conhecidos. 9.3 - Circuitos de Polarização EC Nesta configuração,

9.3 - Circuitos de Polarização EC

Nesta configuração, a junção base-emissor é polarizada directamente e a junção base-coletor reversamente. Para isso, utilizam-se duas baterias e duas resistências para limitar as correntes e fixar o ponto de operação.

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Transístores Bipolares Page 9 of 13 Análise da malha de entrada: R B .I B +

Análise da malha de entrada: R B .I B + V BE = V BB

então,

de entrada: R B .I B + V B E = V B B então, Malha

Malha de saída: R C .I C +V CE =V CC

9.3.1 - Circuito de polarização com corrente de base constante

Para eliminar a fonte de alimentação da base V BB , pode-se utilizar somente a fonte V CC .

V B B , pode-se utilizar somente a fonte V C C . Para garantir as

Para garantir as tensões correctas para o funcionamento do transístor R B deve ser maior que R C .

Equações:

transístor R B deve ser maior que R C . Equações: e Neste circuito, como V

e

R B deve ser maior que R C . Equações: e Neste circuito, como V C

Neste circuito, como V CC e R B são valores constantes e V BE praticamente não varia, a variação da corrente de base é desprezível. Por isso este circuito é chamado de polarização EC com corrente de base constante.

Exemplo 2: Dado um transístor com b =200 e uma fonte de 12V, determinar as resistências de polarização (valores comerciais) para o ponto de operação V CEQ =V CC /2, I CQ = 15mA e V BEQ =0,7V

OBS.: Este circuito de polarização apresentado é bastante sensível a variações de temperatura. Por seu ponto de operação ser bastante instável, o seu uso é restrito ao funcionamento como chave electrónica.

9.3.2 - Influência da temperatura

Nos transístores a temperatura afecta basicamente os parâmetros b , V BE e a corrente de fuga.

A variação de V BE é desprezível, porém a corrente de fuga e o ganho b podem ter variações acentuadas,

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ocasionando variações na corrente de coletor, sem que haja variações na corrente de base, deixando o circuito instável.

9.3.3 - Circuito de Polarização com corrente de Emissor constante.

Neste circuito de polarização é inserido uma resistência R E entre o emissor e a fonte de alimentação.

R E entre o emissor e a fonte de alimentação. A ideia é compensar possíveis variações

A ideia é compensar possíveis variações de ganho devido a mudanças de temperatura.

Se houver um aumento de ganho, haverá aumento de I C , com aumento de V RC e de V RE e diminuição de V CE .

Mas devido ao aumento de V RE a corrente de base diminui, induzindo I C a uma estabilização.

Perceba que no circuito anterior esta variação de ganho levaria a um aumento de I C e diminuição de V CE tirando o transístor de seu ponto de operação original.

A resposta dada por R E para o aumento de I C , chama-se de realimentação negativa e garante a estabilidade

do ponto de operação.

Equações:

e garante a estabilidade do ponto de operação. Equações: Como temos três incógnitas e apenas duas
e garante a estabilidade do ponto de operação. Equações: Como temos três incógnitas e apenas duas

Como temos três incógnitas e apenas duas equações temos que arbitrar um dos valores. Neste caso adoptamos V RE = V CC / 10, de modo que o resto da tensão seja utilizada pela saída do circuito.

Exemplo 3: Dado um transístor com b =250 e uma fonte de 20V, determinar as resistências de polarização (valores comerciais) para o ponto de operação V CEQ =V CC /2, I CQ = 100mA e V BEQ =0,7V

9.3.4 - Circuito de Polarização com Divisor de Tensão

Uma outra forma de solucionar o problema da instabilidade com a temperatura é o circuito de polarização mostrado na figura abaixo.

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Transístores Bipolares Page 11 of 13 Este circuito é projectado de forma a fixar o valor

Este circuito é projectado de forma a fixar o valor de V RB2 . Como V BE é praticamente constante com a

temperatura, V RE também permanece constante. Isto garante a estabilização de I E e I C , independentemente da variação do ganho.

Equações:

C , independentemente da variação do ganho. Equações: Novamente, para conseguir resolver as equações, temos que
C , independentemente da variação do ganho. Equações: Novamente, para conseguir resolver as equações, temos que
C , independentemente da variação do ganho. Equações: Novamente, para conseguir resolver as equações, temos que

Novamente, para conseguir resolver as equações, temos que adoptar:

I B2 = 10xI B e V RE = V CC /10

Exemplo 4: Dado um transístor com b =250 e uma fonte de 9V, determinar as resistências de polarização (valores comerciais) para o ponto de operação V CEQ =V CC /2, I CQ = 20mA e V BEQ =0,65V. Traçar a sua recta de carga.

9.3.5 - Determinação do Ponto de Operação a Partir dos Valores das Resistências.

Até agora realizamos a síntese de circuitos, isto é, calculamos os valores das resistências para os valores especificados de tensão e corrente.

Podemos, também, a partir das resistências determinarmos o ponto de operação analiticamente ou graficamente. Isto é a análise do circuito.

Caso o circuito utiliza divisor de tensão podemos utilizar o teorema de Thévenin para reduzir para a forma abaixo.

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Transístores Bipolares Page 12 of 13 Onde: Graficamente temos que ter acesso a curva característica de

Onde:

Transístores Bipolares Page 12 of 13 Onde: Graficamente temos que ter acesso a curva característica de
Transístores Bipolares Page 12 of 13 Onde: Graficamente temos que ter acesso a curva característica de

Graficamente temos que ter acesso a curva característica de saída do transístor. Traçando a reta de carga sobre a curva encontramos o ponto de operação.

Exemplo 5: Um transístor, cuja curva característica de saída é conhecida, foi polarizado de forma que o ponto de operação de entrada seja V BEQ =0,7V e I BQ =50m A, conforme o circuito a seguir. Determinar o ganho do

transístor e os demais valores do ponto de operação: I CQ , I EQ e V CEQ .

de operação: I C Q , I E Q e V C E Q . 9.3.6

9.3.6 - Cálculo de Resistências para uso como Chave Electrónica.

O uso do transístor como chave implica em polarizá-lo na região de corte ou de saturação. Como o corte do transístor depende apenas da tensão de entrada, o cálculo dos transístores é efectuado baseado nos parâmetros de saturação.

Um transístor comum, quando saturado, apresenta um V CE de aproximadamente 0,3V e um ganho de valor mínimo (entre 10 e 50) para garantir a saturação. A corrente de coletor de saturação depende da resistência acoplada ao coletor ou da corrente imposta pelo projecto.

Exemplo 6: No circuito a seguir, deseja-se que o Led seja accionado quando a chave estiver na posição ON e desligado quando a chave estiver na posição OFF.

Parâmetros do transístor BC 548:

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V BESAT =0,7V V CESAT =0,3V

I CMAX =200mA V CEMAX =30V

b =20

Parâmetros do LED: V D =1,5V I D =25mA

Exemplo 7: Um circuito digital (TTL) foi projectado para accionar um motor de 220V/60Hz sob determinadas condições. Para tanto, é necessário que um transístor como chave atue sobre um relé, já que nem o circuito digital, nem o transístor podem accionar este motor. O circuito utilizado para este fim esta mostrado a seguir.

O circuito utilizado para este fim esta mostrado a seguir. Neste circuito, em série com R

Neste circuito, em série com R C , coloca-se a bobina do relê. Esta bobina, normalmente, apresenta uma

resistência DC da ordem de algumas dezenas de ohms. Por ser tão baixa, a resistência R C , tem a função de limitar a corrente no transístor, para não danificá-lo. O diodo em paralelo com a bobina serve para evitar que o transístor se danifique devido à tensão reversa gerada por ela no chaveamento do relê.

Parâmetros do 2N2222:

V BESAT =0,7V V CESAT =0,3V b =10

I CMAX =500mA V CEMAX =100V

Parâmetros do relé:

R R =80W I R =50mA

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