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Cerridwyn ~ Deusa galesa do renascimento e renovação

Cerridwen ou Ceridween (lê-se Querríduen) é a deusa dos antigos celtas/galeses. É


chamada de Deusa Tríplice por mostrar-se em três diferentes formas: donzela, mãe e
anciã (os ciclos da vida).

É uma deusa sempre associada à morte e renascimento, fertilidade, regeneração,


inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento. Seu
consorte na cultura pagã é geralmente o deus Cernunnos (lê-se Quernunos) e juntos
representam a dualidade da natureza.

No livro Goddess alive de Michelle Skye escreve:

O mito de Cerridwen e o seu caldeirão mágico retrata a crença galesa de que, para que a
verdadeira inspiração divina se manifestasse no mundo, era necessária a morte e o
renascimento. O ventre de Cerridwen, assim como o seu caldeirão, tinha o potencial de
gerar todas as manifestações da criação, sendo o começo e o fim da vida. Cerridwen é ao
mesmo tempo uma criadora e iniciadora, na realidade ela é o próprio receptáculo do
renascimento, pois engoliu Gwion e depois lhe deu a vida; o simbolismo do grão comido
pela galinha é uma alegoria da semente enterrada na terra para renascer. Ao beber as
três gotas proibidas, Gwion teve a visão perfeita da divindade representada por
Cerridwen. Perseguido e castigado pela Deusa ele não pode morrer realmente pois tem o
conhecimento perfeito; por isso a deusa o ingere na forma de grão de trigo e ele se
integra à divindade de Cerridwen. Quando Gwion se apodera dos segredos de Cerridwen
representados pelas três gotas se produz um caos comparável ao do nascimento. A partir
desse momento, aparece a necessidade de reconstruir a unidade perdida, a necessidade
de voltar atrás, até a mãe, e dessa forma se produzirá um "novo nascimento". Gwyon
Bach não morre, ele volta para o ventre da mãe para um novo amadurecimento, fecunda
a própria mãe e renasce pela segunda vez como Taliesin, o bardo que conhece os
segredos do mundo e da divindade.

No seu mito conta-se que ela vivia no meio do lago Bala, no Norte do País de Gales, junto
com seu marido Tegid Foel e dois filhos gêmeos, a filha Creirwy (cujo nome significava
luz, beleza) e o filho Morfran (“o corvo”) equivalente de Afagddu (feio, escuro). Enquanto
a moça era de cor clara, alegre e dotada de uma beleza estonteante, o rapaz era
deformado, feio, mal-humorado, com pele escura e corpo peludo. Os irmãos eram
evidentes representantes das polaridades: luz e sombra, dia e noite, verão e inverno, céu
e mundo subterrâneo.

Cerridwen é associada com a Lua, os dons de inspiração, a poesia, as profecias, a


habilidade da metamorfose, o ciclo de vida e morte, sendo a guardiã da sabedoria e do
conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e protetora dos mortos, pois o mesmo
poder que conduz os corpos para a morte traz a vida. No seu ventre gera-se a vida, mas a
vida antecede a morte. Seu aspecto de Anciã representa o conhecimento de todos os
mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Cerridwen é ao mesmo
tempo uma Deusa do caos e da paz, do início e do fim, da harmonia e da desarmonia. Ela
é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e para a transmutação
dos desafios e malefícios.

A aparição de Cerridwen na vida de alguém (em sonhos, presságios ou visões) indica que
algo deve morrer e deve ser deixado para trás, para que o novo possa renascer. É preciso
coragem para o desapego, seja de hábitos, situações ou sentimentos negativos.

Ao mergulhar no seu caldeirão podemos alcançar nossos objetivos, encontrar a força para
superar adversidades, transmutar os bloqueios e medos.

Essências: Baunilha, Amêndoa, Oriental Lily, Bergamota

Pedra Preciosa: Cornalina, Coral, Ágata, Brown Jasper, Aquamarine, qualquer pedra
laranja

Símbolo: Caldeirão, milho

Animal: Porco, Corvo Negro

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