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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE DIREITO
DIREITO CIVIL II – DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PRIMEIRA AVALIAÇÃO

Profa. Me. Joséli Fiorin Gomes


Monitor Rafael Branco Xavier

INSTRUÇÕES

1. GERAIS:

A) Elabore um parecer jurídico conforme os fatos descritos abaixo, envolvendo


situação entre as partes apresentadas;
B) Considere que todos os fatos apresentados são verdadeiros e que os
documentos efetivamente foram enviados e recebidos por seus autores e
receptores
C) A prova deverá ser realizada individualmente ou, no máximo, em grupos de
três componentes. Não haverá a possibilidade de pareceres assinados por mais
de três pessoas.
D) Se for comprovada cópia entre pareceres (cola), ambos os trabalhos receberão
nota ZERO.
E) A entrega deverá ser realizada até a sexta-feira, dia 27 de Maio, às 13:10
minutos em versão escrita.

2. FORMAIS:

A) O parecer deve ter, no máximo 10 (dez) e no mínimo 6 (seis) páginas. Deverá


ser elaborado com fonte Times New Roman, com espaçamento 1,5 linhas.
Geralmente, um parecer jurídico contém: a) uma breve descrição dos fatos,
justamente como o parecerista os entendeu, especificando quais seriam as
dúvidas do cliente (10 a 15 linhas, também podendo ser chamada de
“Consulta”); b) o desenvolvimento dos argumentos que comprovem a tese a ser
defendida no parecer (5 a 8 páginas, no caso); c) uma resposta sintética aos
fatos, fazendo remissões às partes no parecer nas quais o tema foi desenvolvido
de forma mais profunda (1 página)

3. SOBRE O CONTEÚDO:

A) Considere que você seja um jurista de notável saber jurídico e que está sendo
requisitado a elaborar, para uma das partes, um estudo acerca da viabilidade
jurídica de se ingressar em juízo em desfavor da(s) contraparte(s).

B) O(a) cliente pede-lhe que analise tal viabilidade – conforme o direito material
(Direito Civil) – Para tanto, você deverá dissertar, sob a forma de um parecer

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(não necessariamente favorável à parte escolhida), fundamentado na lei, na


jurisprudência e na doutrina, a sua própria convicção sobre os prós e os
contras da situação, com base nas lições da disciplina de Direito das
Obrigações.

4. RECOMENDAÇÃO FINAL: Tenha em mente que a decisão do(a) cliente de


ingressar em juízo ou não com uma ação judicial está absolutamente ligada à
segurança da orientação jurídica e que uma tese que você lhe der que esteja mal
formulada ou equivocada pode ser decisiva para a procedência da demanda, e
consequentemente, para o agravamento dos prejuízos da parte que você está a
representar (condenação em custas, honorários advocatícios sucumbenciais,
multa por litigância de má-fé, etc.) Assim, sustente seu posicionamento não
apenas analisando juridicamente os argumentos de seu(sua) cliente, mas também
rebatendo os contra-argumentos da(s) parte(s) adversa(s), podendo tal atitude
servir como orientação na sua linha de raciocínio.

O CASO DO SÍTIO SÓBRIO

QUALIFICAÇÃO DAS PARTES

Thaís da Silva, brasileira, 24 anos, procuradora do Ministério Público ainda não


nomeada, divorciada, residente e domiciliada em Porto Alegre.

Norberto Ousatoplus, paraguaio, 33 anos, advogado do escritório GLSO - Grezzana,


Licks, Seibert e Ousatoplus Advogados Associados, casado.

Polemiktus Chiennen, 29 anos, turco, residente e domiciliado no Brasil, proprietário da


empresa GPP “Garantie Pas de Problem”, casado.

CIRCUNSTÂNCIAS FÁTICAS

Thaís é uma jovem promissora, livre e desimpedida, que acaba de passar em um


concurso para ser procuradora do Ministério Público do estado do Rio Grande do Sul.
Por sua ótima colocação no concurso, e por ter recentemente acabado seu casamento
com Humberto, o que lhe trouxe absoluta tranqüilidade, resolve, a despeito do concurso
não ter sido ainda homologado, comemorar.

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Para tanto, no dia 10 de Junho de 2010, Thaís vai ao bar e cervejaria Pedrini, local no
qual se encontra com um grande amigo da época da Faculdade, Polemiktus Chiennen.
“Pole”, como Thaís o chama, está sentado na mesa com um recém conhecido paraguaio,
o advogado Norberto Ousatoplus.

Durante o período em que estão no bar, conversam a respeito de assuntos jurídicos e


extrajurídicos e, entre seus “papos-furados”, Norberto menciona que está querendo
alienar uma propriedade imóvel, localizada próximo a Porto Alegre. Thaís se interessa
pelo negócio.

Norberto, então, conta os detalhes de seu sítio: lá vivera grandes histórias de amor, em
especial com sua antiga namorada – “antiga”, frisa o advogado, uma vez que o
relacionamento terminou e hoje ele se encontra casado com outra mulher. Justamente
por não conseguir conciliar as reminiscências que o local lhe traz, está decidido a
aliená-lo o mais rapidamente possível.

Thaís, recém divorciada, fica deslumbrada com as grandes histórias do “Sítio Sóbrio” e
vê na fazenda a possibilidade de viver momentos verdadeiramente românticos. Decide,
então, adquirir o imóvel, pensando em utilizá-lo, também, como local para descanso nos
finais de semana. Manifesta seu interesse a Norberto e ambos passam a discutir,
imediatamente, o Contrato de Promessa de Compra e Venda.

O objeto imediato do contrato é a transferência da propriedade do “Sítio Sóbrio”, o qual


corresponde a uma área de 10 (dez) hectares, na região de Águas Claras, próxima à
cidade de Porto Alegre. Todos os bens que estavam no Sítio – uma casa com um
escritório montado, o qual continha uma coleção de jóias; uma biblioteca completa de
direito público; um estábulo com cinco cavalos – anunciados como “campeões e
absolutamente saudáveis” – e uma piscina de 3000m³, com uma cascata, com vista para
um morro. Tais bens são incluídos no preço de R$370.000,00 (trezentos e setenta mil
reais). Thaís hesita diante do elevado valor, uma vez que seu concurso ainda não havia
sido homologado.

“Pole”, tendo em vista a amizade de longa data com Thaís, se oferece, verbalmente,
para garantir o contrato, na condição de fiador. Recusa expressamente o benefício de
ordem que a lei lhe favorece, por confiar na pontualidade da amiga no cumprimento de
suas obrigações, bem como no iminente incremento em sua capacidade financeira, pela
aprovação no concurso público para membro do Ministério Público Estadual.
No dia seguinte, Norberto envia a Thaís, por e-mail, minuta do Contrato de Compra e
Venda a qual fora redigido por este com base na conversa ocorrida no bar. Thaís, ao
concordar com os termos da minuta, responde a Norberto, pedindo para marcar horário
no dia posterior (12 de Junho de 2010), para procederem à assinatura do referido
contrato. Norberto, assim, ainda via e-mail, combina com ela encontro em seu
escritório, a assinatura do contrato.

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No instrumento contratual (DOCUMENTO 01), estão descritos, além da qualificação


das partes contratantes, o objeto da compra e venda, qual seja a transferência do “Sítio
Sóbrio”, com todos os bens que neste se encontram, estabelecendo-se que a
contraprestação, à fazenda, isto é, o prelo, se referiria ao montante de R$ 370.000,00.
Determinou-se, no mesmo instrumento contratual, que o valor seria pago mediante uma
entrada de R$ 70.000,00 (setenta mil reais), quantia relativa à parte obtida por Thaís
pela alienação do patrimônio conjugal, decorrente de seu divórcio de Humberto, a ser
adimplida em 15 (quinze) dias após a assinatura do contrato (27.06.2010), e que o
restante seria pago em 30 (trinta) parcelas de R$ 10.000,00 (dez mil reais), com
vencimento no dia 02 de cada mês, iniciando-se no mês seguinte (02.07.2010) ao
pagamento da entrada, operando-se a transferência da propriedade do bem a Thaís,
mediante a entrega da escritura pública por Norberto e o registro no competente
Cartório de Registro de Imóveis na mesma data do pagamento da última parcela
(02.01.2013)
Ainda, o contrato contém cláusula (CLÁUSULA 5) em que se estabelece que a
obrigação atinente a Thaís seria garantida por “Pole”, o que se concretizaria em contrato
acessório de fiança, a ser firmado entre as partes em outro momento.
No entanto, “Pole” viaja a trabalho para o exterior, em negócios de sua empresa GPP.
Combinou com Thaís que, na sua volta, firmaria-se o contrato de fiança.
A esposa de “Pole”, Dérica, que sempre teve ciúmes da relação de intensa amizade entre
seu marido e Thaís, recusa-se a dar autorização ao marido para que prestasse fiança ao
negócio. “Pole”, com isso, diz a Thaís que, no seu retorno, antes da assinatura do
contrato, a convenceria a autorizá-lo a prestar a fiança.
Assinado o Contrato de Promessa de Compra e Venda, Thaís efetua o pagamento da
entrada no prazo fixado. Ademais, no dia 02 de Julho de 2010, Thaís realiza o
pagamento da primeira prestação referente ao saldo remanescente do valor devido.
Contudo, antes de efetuar o pagamento da segunda parcela, Thaís é surpreendida pela
não homologação do concurso público no qual tinha sido aprovada. Interpõe, então,
recurso à decisão administrativa a isto referente. Sem tomar posse no cargo de
procuradora do Ministério Público, e já tendo se utilizado de suas economias para o
pagamento da primeira parcela, não teria condições de adimplir as prestações seguintes.
Pensa que se desenvolveu criou uma situação de “latente onerosidade excessiva” e
chega a cogitar “resilir o contrato”.
Thaís acaba pensando melhor e pede ao amigo “Pole”, na condição de fiador, apesar de
não terem ainda firmado o contrato acessório relativo a tal garantia, para efetuar os
próximos pagamentos. “Pole”, aceita prontamente e realiza o pagamento das próximas 4
(quatro) prestações. (DOCUMENTO 02). Ao cabo da quinta prestação (isto é, a quarta
paga por Polemiktus), em 02 de novembro, Norberto passa a posse do sítio a Thaís.

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Thaís, que ainda aguardava o resultado do recurso interposto em face da decisão


administrativa que não homologou o concurso em que fora aprovada, vai para o “Sítio
Sóbrio” no dia 02.11.2010, tão logo emitida na posse da fazenda. A nova possuidora do
Sítio não tinha mais condições de suportar o aluguel do imóvel em que residia em Porto
Alegre. No caminho para a fazenda, Thaís pensa em alienar os cavalos lá mantidos.
Todavia, ao chegar ao Sítio, constata que os animais eram velhos “pangarés” e estavam
todos doentes, vindo dois deles a falecer no dia seguinte (03.11.2010) a sua chegada).
Fica absolutamente furiosa com Norberto, pela “falta de informação precisa” acerca
daquilo que haviam negociado, e mais uma vez pensa em “resolver o contrato, ou, pelo
menos, obter indenização por aquilo que não esperava, na forma de redução do valor da
fazenda”.
Ademais, no mesmo dia da morte dos cavalos (03 de Novembro de 2010), o Sítio é
vítima de um evento natural imprevisto - um tornado fortíssimo que comprometea porta
dos fundos da casa, que tinha ligação direta com a biblioteca e as jóias. Thaís
simplesmente abandona o local, retornando à residência de sua família, sem tomar
nenhuma precaução com relação à segurança das jóias e da biblioteca que havia
recentemente sido emitida na posse.
Retorna ao Sítio no dia seguinte (04 de Novembro de 2010) para pegar suas roupas e
percebe que, por não ter colocado uma proteção na porta dos fundos (que fora
prejudicada pelos fortes ventos) a casa restara invadida por ladrões; as jóias roubadas e
os livros, em sua grande maioria jogados ao chão, molhados pela chuva e danificados.
Comunica os acontecimentos a Norberto, demonstrando toda sua ira e vontade de
desistir do negócio em curso, que responde, indignadíssimo, afirmando que “ela não
havia tomado nenhum cuidado para mitigar os danos que prejudicavam-na”.
(DOCUMENTO 03)
Por fim, “Pole”, toma consciência da situação duplamente crítica que se mostra
iminente, visto que, em primeiro lugar, sua esposa descobre o pagamento das quatro
parcelas e tem um “ataque de raiva”, ameaçando separar-se e “arrancar, na justiça,
metade de tudo que ele tinha”; e em segundo lugar, Thaís e Norberto passam a se
desentender. Decide não pagar o valor referente ao mês de dezembro.
Seis meses se passam e ninguém realiza o pagamento das prestações seguintes.
Diante disso, Norberto pensa em “cobrar de Thaís e/ou de “Pole” os valores relativos às
prestações vencidas, acrescidas de juros e multa. Quer também manter o contrato que
tem, recebendo o valor integral das prestações restantes, sendo tais prestações devidas
tanto a Thaís ou a Pole”. Cogita da possibilidade de adimplemento substancial do
contrato, o que impediria o a resolução do contrato pela(s) contraparte(s), sem saber
exatamente se isso lhe beneficiaria. Pensa, ainda, na possibilidade de sugerir à “nervosa
Thaís” que “repasse” a dívida a um terceiro e chega, em suas divagações desesperadas,
inclusive, ao ponto de ceder o crédito “queimado” que tem em mãos a um terceiro.

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Thaís, em face dos problemas enfrentados, pensa em “devolver a Norberto o Sítio,


reavendo os valores já pagos, resolvendo/rescindindo o contrato ou por uma situação de
‘legítima onerosidade excessiva superveniente’, causada pela não homologação do
concurso” e, se isso não de certo, diminuir os valores que lhe competem para o
adimplemento da obrigação, visto que não recebera exatamente aquilo que contratara.
Ademais, se não conseguir pagar, quer que “Pole” garanta a obrigação, conforme os
dois pactuaram.
Polemiktus, ao dar explicações a sua mulher, acaba se auto-convencendo de que não
participara de negócio algum, até porque não assinara nenhum contrato, e se sente
injustiçado. “Pole” cogita em buscar em face de Norberto e/ou Thaís os valores
despendidos, afastando-se da relação contratual firmada entre eles, além de indenização
por lucros cessantes a ser pleiteada em face de Norberto e/ou Thaís, visto que poderia
ter aplicado “um dinheiro que foi colocado em um contrato de fiança que nem mesmo
existiu”.

Escolha uma das partes, tomando-a como consulente, para a elaboração do


parecer quanto à situação jurídica apresentada. Lembre-se, atente para os
aspectos de direito material (civil).

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DOCUMENTO 02

de Thaís da Silva <thaisdasilva031@gmail.com>


para “Pole”- Polemiktus Chiennen <polemikao@hotmail.com>
data 14 de julho de 2010 04:46
assunto Ajudinha do meu querido amigo

Querido Pole,

Tudo bem?

Você nem pode imaginar, estou furiosíssima! Meu concurso não será homologado tão cedo.
Infelizmente acabei com minhas economias e preciso de uma pequena ajudinha. Será que
você pode me ajudar, meu anjo?

Gostaria de confirmar com você o pagamento das próximas parcelas mensais da fazenda que
estou comprando do N. Ousatoplus. São dez mil por mês. Você poderia ir pagando até que as
coisas se ajeitem? Eu te avisaria, então, quando não fosse mais necessário, ok?

Um brinde a você!

Muito obrigada!

Beijos carinhosos,

Da sempre “amiga”

T.

de Polemiktus Chiennen <polemikao@hotmail.com>


para “Tha” - Thaís da Silva <thaisdasilva031@gmail.com
data 14 de de 2010 04:49
assunto (RESPOSTA) Ajudinha do meu querido amigo

Claro, querida!

Estarei providenciando os pagamentos. Só uma coisa – tente que isso não chegue à Dérica, já
que posso me complicar. Sabe que ela tem ciúmes absolutamente infundados quanto a você
desde a época da faculdade.

O que achas de sairmos na sexta para esquecermos um pouco desse “lance” do concurso?

Muitos beijos, conta comigo!

Polezinho
DOCUMENTO 03

de Thaís da Silva <thaisdasilva031@gmail.com>


para Norberto Ousatoplus <ousatoplus@glso.com.br>
data 04 de novembro de 2010 15:33
assunto Que sítio é esse?!

Sr. Norberto Ousatoplus,

O que está acontecendo?!

Acabo de retornar do “Sítio Sóbrio” – e mais parece um “Sítio Louco”!

No dia 02 quando apareci lá pela primeira vez, percebi que os garanhões campeões que
haviam sido prometidos, não passavam de pangarés velhos! Aliás, dois deles morreram
ontem à tarde!

Ontem pela noite, um tornado ainda acometeu a região de Águas Claras. Assim que os ventos
baixaram, me mandei daquela espelunca! Deixei tudo do jeito que estava.

Hoje pela manhã, voltei e vi que roubaram todas as jóias! Todos os livros da biblioteca estão
molhados e jogados ao chão!

Quero explicações já, e se as não obtiver vou para de pagar! Aliás, venho pensando
seriamente em resolver esse contrato, que absurdo!

T.

de Norberto Ousatoplus <ousatoplus@glso.com.br> >


para “Tha” - Thaís da Silva <thaisdasilva031@gmail.com
data 04 de novembro de 2010 16:45
assunto (RESPOSTA) Que sítio é esse?

Sra. Thaís da Silva,

O “Sítio Sóbrio” estava de acordo com as condições acordadas.

Você foi absolutamente irresponsável em deixar a porta aberta e não tomou nenhum cuidado
para mitigar os danos que prejudicavam-a.

Não há, pois, maiores explicações a fornecê-la.

Espero o pagamento da próxima parcela no dia 02 de dezembro.

Att,
N. Ousatoplus
GLSO Advogados Associados