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17/02/2022 A estratégia chinesa e o mínimo solar – Mídia Sem Máscara

A estratégia chinesa e o mínimo solar


Por Jeffrey Nyquist

Última atualização 26 de novembro de 2021 7:57 pm

Este artigo integra o livro “As mentiras em que acreditamos”,


lançado  pela Editora Danúbio.
 

“O aquecimento global sempre foi seguido por um resfriamento intenso em ciclos


regulares de dois séculos.”
Khabibullo Abdussamatov, astrônomo do Observatório Pulkovo, Academia Russa
de Ciências.

O que não lhe contaram, o que não lhe dirão, o que as medidas ativas foram
projetadas para ocultar de você, é o signi cado do mínimo solar que se aproxima.
[1]  Se quisermos entender o  timing  estratégico da China, em termos de ações
desestabilizadoras e preparações militares, o próximo mínimo solar precisa ser
levado em consideração.

O que é o mínimo solar?

Ele envolve um enfraquecimento cíclico do campo eletromagnético do Sol,


resultando em um bombardeio mais intenso dos oceanos por raios cósmicos,
aumentando a formação de nuvens de baixo nível que podem re etir até 60 por
cento do calor do Sol. Os efeitos sobre o clima incluiriam inundações de primavera

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mais freqüentes e uma estação de cultivo mais curta nas latitudes do norte.
Resultaria, desses e de outros efeitos, uma redução signi cativa na produção
mundial de alimentos.

O governo russo sabe tudo sobre isso. O governo chinês também sabe. E ambos os
governos têm se preparado, em segredo. O clima já causou perdas de safra na
China (mascaradas pelo discurso de perdas relacionadas à COVID-19).

Enquanto isso, o Ocidente tem sido ludibriado com uma medida ativa chamada
“ciência do aquecimento global antropogênico”. Na verdade, a “teoria do
aquecimento global antropogênico” é uma pseudociência. Alguns dos que
promoveram essa pseudociência eram agentes de Moscou. Outros eram “idiotas
úteis”.

Ao contrário da narrativa predominante, o aquecimento global é um fenômeno


cíclico — como o Dr. Abdussamatov explicou em seu artigo de 2009. Os dogmáticos
do aquecimento global antropogênico caluniaram o Dr. Abdussamatov,
chamando-o de “picareta”. Mesmo assim, o seu crédito é alto nos círculos do
Kremlin. Há alguns anos, quando questionado sobre o aquecimento global, o
presidente russo Putin disse: “Eu acredito no resfriamento global”. Putin apóia as
a rmações do astrônomo uzbeque, nas quais os seguintes fatos são enfatizados:

“…os ciclos de onze anos e dois séculos de variações idênticas e sincronizadas de


luminosidade, atividade das manchas solares e diâmetro do Sol, é um dos fatos
mais con áveis averiguados na física solar. O clima da Terra sempre esteve
mudando periodicamente e nosso planeta já experimentou vários aquecimentos
globais, semelhantes a este que [agora] observamos. O aquecimento global sempre
foi seguido por um resfriamento intenso…”

Em 2015, Abdussamatov publicou um artigo na Thermal Science, intitulado  “Earth


is now entering its 19th little ice age”  (A Terra está entrando agora em sua 19ª
pequena era do gelo). O governo russo colocou Abdussamatov no comando de
todos os experimentos solares realizados na Estação Espacial Internacional. Os
cientistas russos e agentes do governo sabem que o Sol é o fator causal número um
quando se trata de clima. E sabem que o Sol, como o próprio sistema solar, opera
ciclicamente. Também sabem que estamos prestes a entrar no 25º ciclo solar, o
qual acreditam que trará uma década de temperaturas mais frias.

Os russos estão certos?

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O pesquisador australiano David Archibald concorda com os russos. Seu livro é


intitulado  Twilight of Abundance: Why Life in the 21st Century Will Be Nasty,
Brutish, and Short (O Crepúsculo da Abundância: Por que a vida no século XXI será
desagradável, brutal e curta).[2]  Archibald cita evidências cientí cas de que um
mínimo solar está diante de nós. Estamos justo agora chegando ao m de um
período de aquecimento. Mas este não foi um período de aquecimento comum. “De
1930 a 2010”, escreve Archibald, “a população mundial aumentou 250% enquanto
a produção mundial de grãos aumentou 392%”. Em outras palavras, nós vivemos o
maior período de prosperidade da história do homem; mas agora, devido a
mudanças no Sol, nossa sorte vai acabar.

Acontece que 1816 foi o pior ano do mínimo solar anterior (também conhecido
como Mínimo de Dalton).[3]  Archibald avisa: “Uma repetição da experiência
climática de 1816 nos cinturões de grãos da região temperada provavelmente
resultaria em quase todos os países exportadores de grãos cessando as exportações
para conservar os grãos para o consumo interno.”

Ele então lista vários países que devem importar grãos para evitar a fome em
massa. Quais países estão em maior perigo? Arábia Saudita, Síria, Iraque, Irã,
Egito, Israel, Afeganistão, Tunísia, etc. Essas, diz ele, são “populações à beira do
colapso”. O capítulo de Archibald sobre a China é intitulado “A China quer uma
guerra”. É perfeitamente natural que um país superpovoado, incapaz de alimentar
a si mesmo, considere um caminho de conquista.

Consideremos alguns paralelos históricos. A humanidade enfrentou a fome e o


frio muitas vezes na história. É quase certo que foi isso que obrigou as tribos
germânicas a cruzar o Reno no início do século V, resultando na queda do Império
Romano ocidental. Suspeita-se até que o resfriamento global tenha causado o
colapso dos impérios sumério e hitita no segundo milênio A.C. Embora não
relacionada ao resfriamento global, uma calamidade mais recente é ainda mais
ilustrativa do perigo: a Alemanha experimentou a fome durante a Primeira Guerra
Mundial, resultando em agressão militar para adquirir “lebensraum” (espaço
vital). Os alemães precisavam de mais terras, disse Hitler, para evitar uma
repetição da fome que resultou do bloqueio dos aliado de 1914–1919. (Note bem: o
bloqueio foi mantido  após a guerra, durante a Conferência de Paz de Paris que se
reuniu em janeiro de 1919. Em conseqüência, várias centenas de milhares de
crianças alemãs morreram de fome e doenças).

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Se o resfriamento global ameaça as grandes potências com


efeitos  mais  catastró cos do que os sofridos pela Alemanha em 1914–19, que
políticas de agressão provavelmente surgirão? Além disso, com a população global
em precários 7,7 bilhões, a questão de quem passa fome e quem come torna-se uma
questão política, uma questão de nacionalidades e — como sugere o exemplo de
Hitler — uma questão racial. Nesse contexto, podemos perguntar por que a China,
na qualidade de regime comunista, adotou recentemente o “grande chauvinismo
Han”. O fundador da China comunista, Mao Zedong, denunciava o chauvinismo
han. Mesmo assim, os discípulos de Mao estão adotando essa ideologia racial. Com
relação a essa mudança ideológica, devemos fazer uma pergunta: essa mudança
foi provocada pela aproximação do mínimo solar?

Pense da seguinte maneira: sabe-se que grandes migrações tribais, envolvendo


massas de seres humanos, sob ameaça de fome, in igem guerra e rapina a nações
fracas e despreparadas. Os americanos vêem sua riqueza e proezas tecnológicas
como vantagens. Mas essas “vantagens” invariavelmente amolecem aqueles que
mais desfrutam delas. Hoje, esse amolecimento é chamado de “privilégio branco”
— um termo que designa aqueles que estão prestes a ser expropriados, saqueados,
ou até mesmo levados a morrer de fome. Se Stalin tirou a comida dos “culaques”
ucranianos, matando-os de fome aos milhões para alimentar os bolcheviques nas
cidades, como é que o crescente movimento esquerdista de hoje distribuirá a
comida durante uma fome global? Ouvimos a retórica dos revolucionários em
nossas ruas.

Se três bilhões de pessoas tiverem de morrer de fome, quem eles vão selecionar
como um “culaque”, que merece morrer de fome? Tocando neste assunto,
Lawrence Pierce, autor de A New Little Ice Age, escreveu:

A comida se tornará a arma de nitiva, e a melhor forma de derrotar seus inimigos


sem ser o vilão é só achar uma forma de não enviar comida para eles.

Os Estados Unidos seriam, nessas circunstâncias, um dos poucos países


exportadores de alimentos em perspectiva. A importância estratégica da América
do Norte, em um mundo superpovoado, não pode ser subestimada a partir da
perspectiva de um país, como a China, que contém 1,4 bilhão de pessoas —
incapazes de se alimentar de sua própria terra. A imensa extensão de terra arável
da América, e o caráter de ciente dos estadistas e generais americanos, torna o
país um alvo tentador às vésperas do mínimo solar. A atual ativação de uma

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quinta-coluna comunista em solo americano, e o uso de chantagem econômica (e


outras) chinesa contra a elite americana, promete dividir (e conquistar) os Estados
Unidos no início do 25º ciclo solar. Isso é uma coincidência ou é uma diretriz? É
uma tentativa de arrebatar a provisão alimentícia da América?

Nesse contexto, devemos reavaliar uma das medidas ativas mais signi cativas
promovidas pelos comunistas nas últimas três décadas. A conexão íntima entre o
ex-vice-presidente (e ativista do aquecimento global) Al Gore Jr. e um proeminente
agente da KGB chamado Armand Hammer (ver o dossiê de Edward Jay Epstein
sobre Hammer, link abaixo),[4]  é mais do que sugestiva. Junto com ingênuos
diversos e aliados comunistas no Ocidente, os serviços especiais russos
promoveram a teoria do “aquecimento global antropogênico” desde o início. Foi,
sem dúvida, uma fraude estratégica da mais alta ordem.

Nossos grandes centros de aprendizagem não apenas sucumbiram aos ditames do


marxismo de Gramsci (discutido em meu ensaio anterior), mas também ao
absurdo da “ciência do aquecimento global antropogênico”. Se olharmos mais de
perto, parece que nossos grandes centros de aprendizagem são em grande parte
compostos de fantoches políticos, ingênuos e mediocridades brilhantes, cujas
palavras e lugares-comuns são plagiados das páginas de revistas “liberais”. Ali
ainda existe um punhado de pessoas sensatas que foram expelidas da academia —
as quais não são bem-vindas no governo e nas grandes corporações. Estas foram
excluídas por um processo sutil de ostracismo pelos pares. Estas pessoas
desesperadamente necessárias devem ser resgatadas para a nação. Em vez de tirar
a verba da polícia, devemos tirar a verba de nossos “grandes” centros de
aprendizado e criar novas instituições dedicadas à sobrevivência da nação, livres
da interferência e subversão inimiga. Mas, primeiro, devemos ter clareza.
Devemos compreender a estratégia do inimigo e a lógica por trás do timing dessa
estratégia.

Os leitores são incentivados a estudar os links abaixo e tirar suas próprias


conclusões.[5]

Notas e links:

[1]
https://www.amazon.com/s?
k=grand+solar+minimum&hvadid=78271608348644&hvbmt=be&hvdev=c&hvqmt=e&tag=mh0b-
20&ref=pd_sl_8wkgkb0eqs_e

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[2] Twilight of Abundance: Why Life in the 21st Century Will Be Nasty, Brutish, and Short:
https://www.amazon.com/dp/1621571580/ref=cm_sw_r_cp_api_i_zCQ6EbNZMKPA0 — A
preliminary sketch.
[3] https://en.wikipedia.org/wiki/Dalton_Minimum
[4] Edward Jay Epstein, The Hammer File:
https://www.amazon.com/-/de/Dossier-Secret-History-Epstein-1996-
01/dp/B01FKUZHIE/ref=cm_cr_arp_d_product_top?ie=UTF
[5] The Chilling Stars: A New Theory of Climate Change:
https://www.amazon.com/dp/1840468157/ref=cm_sw_r_cp_api_i_hAQ6Eb12XR3WC
https://www.whatsorb.com/news/global-warming-by-co2-or-cooling-by-a-grand-solar-
minimum

 
Jeffrey Nyquist, analista político americano e
pesquisador independente, é especialista em
estratégias de subversão comunista e armas
de destruição em massa. Colunista do  Mídia
Sem Máscara desde 2002, já publicou dezenas
de artigos em importantes veículos ao longo
das últimas duas décadas. Mantém o blog
pessoal www.jrnyquist.blog e é também autor
dos livros ‘Origins of the Fourth World War’ e ‘O Tolo e Seu Inimigo’.

Publicado no blog da Editora Danúbio.

Tradução: Wilson Filho

A mídia independente é importante demais para não ser atacada pelas grandes redes de
comunicação servas do establishment. Foi denunciando a aliança criminosa entre a grande
imprensa e as elites políticas , bem como promovendo uma mudança cultural de larga escala,
que o jornalismo independente a rmou sua importância no Brasil.
O Mídia Sem Máscara, fundado por Olavo de Carvalho em 2002, foi o veículo pioneiro nesse
enfrentamento, e nosso trabalho está só começando.

Contribua, pois é estratégico que nosso conteúdo seja sempre


gratuito: https://apoia.se/midiasemmascara

3 Comentários

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Carlos Cristiano Diz  3 meses atrás

Muito obrigado Wilson, por trazer essa pincelada do Jeffrey para nós!
É muito bom e importante termos as visões de pessoas respeitáveis, especialmente porque
nossos cidadão acostumaram-se na con ança de sí próprio e em suas opiniões.
Não precisamos de opiniões, precisamos da verdade.

Christiano. Diz  3 meses atrás

O Brasil nesse suposto cenário, seria bene ciado estrategicamente.

TONES Diz  3 meses atrás

Discordo que o Brasil seja bene ciado, pois existe pessoas poderosas(George Soros e …..)
controlando essas cordas, o controle sobre nossos governantes acontece quase como um mestre
de bonecos de ventríloquo e essa subversão ocorre com grandes quantias de dinheiro, fornecida
por empresas a políticos, para que defendam suas pautas no congresso como legalização da
maconha, desarmamento e com certeza na ajuda humanitária para com outros países em caso
de calamidade.

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