CULTURA, LÍNGUA, COMUNICAÇÃO
EFA Escolar Nível Secundário NOME DA FORMANDA: Inês de Castro
NG6: Urbanismo e Mobilidade
DR1: Contexto privado – Tema: Construção e Arquitetura
Índice
Grupo I
1………………………………………………………….2
2………………………………………………………….3
3………………………………………………………….3
4………………………………………………………….3
5………………………………………………………….3
Grupo II
1………………………………………………………….5
Grupo III
1………………………………………………………….8
Webgrafia……………………………………………….12
1
GRUPO I
1. Leia o texto com atenção e responda, de seguida, ao questionário.
Habitação
Habitação é, desde tempos ancestrais, o abrigo usado pelo homem para se proteger das ameaças do meio
ambiente ou do seu semelhante. Definido como lugar onde se habita, o termo confunde-se, no uso corrente,
com domicílio, residência, moradia, vivenda, casa, apartamento, etc. Segundo a Organização das Nações Unidas,
trata-se do "meio ambiente material onde se deve desenvolver a família, considerada unidade básica da
sociedade".
A partir do paleolítico inferior, grutas e cavernas começaram a ser aproveitadas como habitações
temporárias pelos hominídeos. O Homo neanderthalensis utilizou mais frequentemente esses abrigos durante as
fases frias da glaciação de Würm, também ocupados pelo Homo Sapiens do paleolítico superior.
A casa construída tem uma existência mais recente e a sua configuração depende de factores como os
materiais disponíveis, as técnicas de construção dominadas por um determinado grupo e as suas concepções de
planeamento e arquitetura, em função das atividades económicas, do género de vida e dos padrões culturais.
Outra matéria-prima oferecida pela natureza é a pedra, que já no Império Romano, no Egito e na Grécia
antigos foi amplamente utilizada. A casa de pedra é um tipo de habitação que pode surgir onde quer que a
formação geológica forneça materiais susceptíveis de aproveitamento, como o granito e o xisto. Embora exista
em todos os continentes, o seu domínio específico é a zona europeia que circunda o Mediterrâneo, onde
constitui a residência rural típica e de onde aparentemente se difundiu para outras regiões.
Proveniente de matéria-prima fornecida pela natureza, mas já resultante de uma certa elaboração, o
tijolonasceu nas regiões desérticas, onde, pela falta de madeira, é o elemento básico da construção de moradias.
O tijolo seco ao sol, ou adobe, foi amplamente utilizado pelo homem, mas a sua inconsistência tornou-o
facilmente destrutível, especialmente sob a ação da chuva. Uma vez cozido, no entanto, passa a ter boa
resistência. É, atualmente, um dos materiais mais difundidos e, com o ferro e o cimento, constitui a base da
arquitetura dominante nos centros urbanos.
Além da influência que o meio físico exerce sobre a habitação rural mediante o material de construção, a sua
ação faz-se sentir noutros aspectos da moradia. Assim, nos climas tropicais procura-se protegê-la do calor por
meio de varandas e pátios internos. Para enfrentar as chuvas, os telhados são amplos, projetados para além das
paredes, em beirais. Nos climas secos e quentes, o pátio com poço central serve também para o abastecimento
de água, enquanto o telhado, tal como acontece nas casas árabes, não precisando de servir para o escoamento
das águas, pode tornar-se plano, em forma de terraço. Nas regiões de inverno rigoroso, os telhados são
pronunciadamente inclinados, para não acumularem neve. Janelas e portas são de tamanho reduzido, de modo
a evitar perda de calor, e, em regra, a lareira domina o conjunto arquitectónico e a sala principal da habitação. A
influência das condições naturais é sentida também em territórios frequentemente atingidos por terramotos,
como o Japão, nos quais se adoptam casas leves e flexíveis, feitas com armações de madeira e papel.
Graças à utilização de técnicas avançadas, a habitação urbana tornou-se relativamente independente das
condições físicas locais. Nas grandes construções imperam o ferro e o cimento, o que leva ao surgimento de
novas concepções arquitectónicas, enquanto técnicas de refrigeração de ambientes tornam a casa urbana imune
aos efeitos climáticos.
Embora não dependa tanto das condições naturais, a casa urbana, no entanto, torna mais evidentes as
diferenças sociais. O equipamento técnico fica claramente documentado nas formas e estilos arquitectónicos. Os
padrões de vida, muito mais diferenciados, criam profundos contrastes, com habitações de luxo construídas
muitas vezes perto de habitações colectivas paupérrimas.
Uma característica específica da vida urbana, a falta de espaço, afecta a moradia urbana na sua concepção e
aspecto. Às vezes, comprimem-se umas contra as outras, em fachadas estreitas e em vários andares, como é
comum nos Países Baixos e na Itália. Outras vezes, grandes prédios são subdivididos em várias moradias, com o
aproveitamento dos sótãos e águas-furtadas, como é comum em Paris. Outras vezes ainda, as habitações
acumulam -se em grandes edifícios, os arranha-céus, característicos dos centros comerciais e bancários das
cidades americanas, que se tornaram a marca das grandes metrópoles de todo o mundo no século XX.
1. O primeiro parágrafo do texto que acabou de ler apresenta 6 sinónimos de habitação.
1.1. Transcreva-os.
“domicílio, residência, moradia, vivenda, casa, apartamento”
2
2. As primeiras habitações do ser humano foram os abrigos naturais.
2.1. Refira três desvantagens desses abrigos em relação à habitação posterior.
Um maior tempo para se estabelecer, pois tem que lutar com os animais que lá habitam; pragas
e doenças; geralmente a porosidade dos locais não é completamente igual e o desconforto
destes abrigos resultam sobretudo da sua total sujeição às condições climáticas, particularmente
agrestes em locais com invernos rigorosos.
3. Indique três matérias-primas presentes na construção de casas nos últimos séculos.
Pedra, tijolo e madeira.
4. Complete os espaços em branco escolhendo a palavra adequada:
amplos / calor / inclinados / neve /paredes / plano / reduzido / terraço / varandas
«Nos climas tropicais procura proteger-se a habitação do calor por meio de varandas. Para enfrentar as
chuvas, os telhados são amplos, projetados para além das paredes, em beirais. Nos climas secos e quentes,
o telhado, tal como acontece nas casas árabes, pode tornar-se plano, em forma de terraço. Nas regiões de
Inverno rigoroso, os telhados são pronunciadamente inclinados para não acumularem neve. Janelas e portas
têm tamanho reduzido de modo a evitar a perda de calor.
5. «A casa construída tem uma existência mais recente e a sua configuração depende de factores como os
materiais disponíveis, as técnicas de construção dominadas por um determinado grupo e as suas
concepções de planeamento e arquitetura, em função das atividades económicas, do género de vida e dos
padrões culturais.»
5.1. Desenvolva as ideias presentes na frase acima transcrita.
Uma casa moderna é eficiente, confortável e segue linhas simples. Seguindo linhas
minimalistas, há mais economia de espaço mesmo em áreas pequenas; a manutenção é mais
fácil e aplicam-se materiais que outrora não se viam.
Hoje em dia, o espaço é um bem cada vez mais escasso e valioso. Por isso, as casas
atuais são planeadas de forma a aproveitar melhor as áreas disponíveis. Um bom exemplo disto
é o uso cada vez mais frequente de portas de correr e de divisórias em pladur (mais finas que as
divisórias habituais em alvenaria). Outro exemplo é a construção de casas de banho sem bidé e
com bases de duche, o que permite aumentar o número de casas de banho disponíveis em cada
casa.
No entanto, um dos principais fatores que contribui para esta economia de espaço é a
possibilidade de executar muito do mobiliário por medida com mais facilidade. Os materiais
que são usados atualmente para a cozinha (melamina, termolaminados), armários embutidos
(vários derivados de madeira), tampos (termolaminados, corian) e até para as bases de duche
(resinas e carga mineral) apresentam um bom custo/benefício e são facilmente personalizáveis.
Além disso, as linhas retas tornam os trabalhos de carpintaria menos morosos.
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Depois da economia de espaço, esta é provavelmente a maior revolução da construção
civil atual. O avanço tecnológico permitiu que novas técnicas e novas soluções sejam
desenvolvidas para isolar as casas térmica e acusticamente, o que se traduz em menos gastos
com aquecimento e num maior conforto no interior das moradias.
A isto acresce que também há um maior número de sistemas de climatização eficientes
e a possibilidade de aproveitar energias renováveis, nomeadamente através de painéis solares.
Para reduzir os gastos com água, houve outros progressos. Introduziram-se os autoclismos de
descarga dupla, por exemplo, e hoje já é possível aproveitar a água das chuvas para regar o
jardim.
Finalmente, tenho que destacar o papel da domótica. Através de sistemas de domótica,
várias componentes da casa ficam ligadas a um computador de controle. Assim, pode-se usar
este computador para subir ou baixar as persianas, desligar as luzes automaticamente, ligar o
sistema de rega, entre outros. A deteção precoce de uma infiltração de água e de incêndios
também pode ser incorporada nestes sistemas.
5.2Explique de que modo as condições climáticas influenciam as técnicas e as características das construções.
Um dos fatores que têm maior influência na arquitetura e construção civil é o clima.
Outro fator influenciador no resultado final do projeto é a orientação solar na arquitetura do
local. Seja na construção em si, na logística do projeto ou na disposição dos cômodos, o clima
é um grande orientador para projetosarquitetônicos e na construção civil.
Orientação solar é a maneira como os raios solares irão incidir sobre a construção.
Sendo um dos maiores influenciadores durante a elaboração do projetoarquitetônico.
O arquiteto deverá ter em consideração a localização da construção e a influência que
esta irá sofrer dos raios solares. De modo a tirar o máximo proveito da orientação solar na
arquitetura dela.
A orientação solar irá influenciar diversos aspectos no resultado final do projeto, tais
como no conforto térmico, na eficiência energética e na sustentabilidade do local.
O arquiteto deverá projetar os cômodos de acordo com a orientação solar, ou seja, de
modo a setorizar-los de forma estratégica. Isso porque terão locais no edifício que dependendo
da localização irão receber mais ou menos luz solar durante o dia.
5.3 Esclareça em que medida a habitação urbana reflete claramente a diferenciação social.
A urbanização altera a organização social das comunidades humanas não apenas em
tamanho, mas também na sua própria natureza. A urbanização de uma sociedade, portanto,
significa não apenas um aumento na escala da sua organização social, mas também uma
alteração na organização espacial das suas atividades, com a concentração das funções de
coordenação e controle nas cidades, e o desenvolvimento de toda uma rede de habitações
urbanas. Estes dois últimos fatores do processo de urbanização produzem sistemas de
diferenciação, que por sua vez fornecem canais de distribuição de bens e serviços. Para
entender a alocação de recursos, é útil, então, examinar três sistemas de diferenciação: o
ocupacional, o étnico e migrante, e o sistema de diferenciação familiar ou de estilo de vida. A
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alocação de recursos por meio de cada um destes sistemas tem consequências que vão desde
uma tendência a perpetuar ou atribuir posições em uma sociedade urbana a um incentivo e
aceitação da heterogeneidade nos valores culturais e no comportamento humano.
5.4 Tomando como referência uma cidade indique dois exemplos de áreas ou bairros que reflitam a
estratificação social.
Na última década do século XX, no limite noroeste de Lisboa, iniciou-se a
requalificação de um território ocupado, desde os anos 1960, por um conjunto de “bairros da
lata” que foram demolidos (Musgueira, Quinta Grande, Calvanas e Cruz Vermelha, entre
outros), sendo as suas populações realojadas no mesmo local. A Alta de Lisboa, nome
comercial para esta área renovada, resultou de uma Parceria Público Privado que ‘misturou’
habitação social com habitação de mercado livre para classes médias. Contudo, a previsão de
acessibilidades, indústria, serviços, equipamentos lúdicos, culturais e desportivos que dariam a
este território alguma centralidade, não se concretizou devido a inúmeros atrasos, alguns de
quase uma década. Atualmente a Alta de Lisboa pode ser olhada como uma ‘ilha’,
relativamente isolada da cidade onde (não) se integra. Os seus cerca de 300ha constituem
actualmente um território fragmentado, feito de rupturas históricas, socioculturais e espaciais: a
demolição traumática dos bairros pré-existentes, das ruas e casas térreas em grande parte
construídas pela população, carregadas de memórias; a transferência abrupta para prédios altos,
muitos deles isolados em terrenos baldios; a destruição das redes de vizinhanças construídas ao
longo de décadas; o contraste entre uma população realojada e estigmatizada, visível no espaço
público e nas escolas, e uma população de classe média, quase invisível, que ali apenas parece
pernoitar; a falta de acessibilidades capazes de seduzir o investimento privado; o contraste
entre a qualidade arquitectónica dos edifícios de ‘venda livre’ e os ‘sociais’; a escassez de
pequeno comércio e outros serviços, sobretudo nas áreas mais empobrecidas – são apenas
algumas das características da Alta de Lisboa que afastam irremediavelmente o plano previsto
da realidade presente.
GRUPO II
1. Com base no texto responda às seguintes questões.
A Casa da Música e as suas controvérsias
O percurso arquitetónico da Casa da Música revestiu-se de alguns pormenores curiosos. Rem Koolhaas,
arquiteto holandês, foi o escolhido, após um concurso entre cinco artistas internacionais convidados. Das três
propostas recebidas, a do holandês foi a primeira a ser analisada, colocando a fasquia num nível elevado. Nuno
Cardoso (Presidente da Câmara Municipal do Porto à época) confessa ao JornalismoPortoNet (JPN) que as
maquetes concorrentes “eram muito formais e sem graça”, o que tornou a decisão “fácil de tomar e
unânime”.consciente de que “era um projeto muito complexo em termos de estrutura”, a comissão que elegeu a
proposta vencedora – da qual fazia parte o arquiteto português Siza Vieira – considerou que “todo o atraso valeu
a pena, por ter nascido um ícone da cidade do Porto moderna”. Em termos de despesas, Nuno Cardoso refere
que se “perdeu um bocado o controle” e que, “numa fase final, há custos inexplicáveis e exagerados”. A
controvérsia gerada em torno da escolha de um arquiteto holandês, em detrimento de um artista nacional,
deve-se, segundo o ex-autarca, a “todo o processo de engenharia associado ao projeto, que deve ser funcional e
satisfazer o seu objetivo fundamental”. Com efeito, as preferências voltaram-se para equipas experientes,
arquitetos “que já tenham feito coisas do género”. Siza Vieira, na altura, “pôs-se logo de fora devido ao curto
prazo implicado”. A Casa da Música esteve sempre envolvida em polémicas, principalmente nos primeiros anos
da sua construção. Os custos exacerbados levaram a uma derrapagem orçamental e, por consequência, a
sucessivos adiamentos da inauguração.
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Segundo Fernando Gomes, presidente da Câmara do Porto entre 1989 e 1999, “nunca esteve previsto que a
Casa da Música ficasse pronta em 2001. O que se decidiu foi aproveitar o quadro do Porto Capital Europeia da
Cultura para lançar um projeto que de outra forma nunca se construiria. O Governo e a União Europeia incluíram
o financiamento do empreendimento na iniciativa do Porto Capital Europeia da Cultura com perfeito
conhecimento da impossibilidade de ter a obra pronta para o evento”.
1.1Indique a justificação apresentada para a escolha de um arquitetoholandês como autor do projeto da Casa da
Música.
A justificação apresentada foi a de que as maquetes dos outros concorrentes eram
muito formais e sem graça, tornando assim a decisão fácil e unânime.
1.2 Refira duas situações polémicas associadas a esta obra.
A Casa da Música esteve sempre envolvida em polémicas, principalmente nos
primeiros anos da sua construção. Os custos exacerbados levaram a uma derrapagem
orçamental e, por consequência, a sucessivos adiamentos da inauguração.
1.3 Identifique o acontecimento cultural a que esteve associado este projeto.
O acontecimento cultural que esteve associado a este projeto é o Porto Capital Europeia
da Cultura.
[Link] uma síntese sobre os percursos de vida de cada dos arquitetos: Souto Moura e Fernando Távora.
Desta deverá constar a seguinte informação:
a) Quatro referências biográficas relativas a cada arquiteto.
b) A referência a duas obras representativas da carreira de cada arquiteto.
c) Uma imagem ilustrativa de uma das obras referidas na alínea anterior e a justificação da sua escolha.
Eduardo Souto de Moura nasceu na cidade do Porto, em Portugal, em 1952, filho de um
pai médico e mãe, dona de casa, Eduardo Souto de Moura foi o primeiro da família a graduar-
se no ramo das artes, sendo este a arquitetura.
Souto de Moura graduou-se em arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto em 1980,
e, a partir do ano seguinte, além de começar a sua carreira como docente na mesma faculdade,
iniciou a trabalhar no ateliê do arquiteto Álvaro Siza.
Ainda jovem, Souto de Moura decide abrir o seu próprio escritório, que logo no início
já adquire certa relevância, ao ser premiado em concursos de projetos de arquitetura, tanto
nacionais quanto internacionais, o que lhe abriu muitos caminhos no âmbito de obras públicas
em Portugal. Em 2011, Eduardo Souto de Moura recebeu o PrêmioPritzker, a mais importante
premiação de arquitetura contemporânea, que, até o momento, o único arquiteto português que
havia recebido o prêmio era Álvaro Siza.
Duas obras representativas da carreira de Souto Moura são o Estádio Municipal de
Braga e a Casa das Histórias em Cascais
O terreno para o projeto do estádio era num monte que antigamente era uma pedreira,
utilizando esta persistência local, o arquiteto decidiu construir um estádio tal como um antigo
teatro grego, composto por duas arquibancadas, uma frente a outra. Uma delas surge a partir da
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pedra, escavando-a, enquanto a outra é construída
a partir do chão, isolada.
Esta implantação faz com que o estádio se
integre à paisagem, fazendo que nós não
consigamos diferenciar o natural do construído.
A estrutura das arquibancadas é então a
protagonista, sendo projetadas de modo a
combinar função e estética, que resulta num belo
e preciso desenho.
Fernando Luís Cardoso Meneses de Tavares e
Távora, nasceu no Porto em 25 de Agosto de 1923, filho de José Ferrão de Tavares e Távora e
de Maria José Lobo de Sousa Machado Cardoso de Meneses. Faleceu em Matosinhos, em 3 de
Setembro de 2005. Diplomado em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto
em 1952.
Foi Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e equiparado a Bolseiro pelo Instituto
para a Alta Cultura nos Estados Unidos e no Japão
em 1960.
Foi galardoado com o 1º Prémio de
Arquitectura da Fundação Calouste Gulbenkian,
Prémio Europa Nostra (Casa da Rua Nova,
Guimarães), Prémio Turismo e Património 85 e
Grande Prémio Nacional da Arquitectura 1987
(Pousada de Santa Marinha, Guimarães). Foi
agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade do
Porto e a Comenda da Ordem Militar de Sant’iago de
Espada.
Foi membro dos CIAM e da ODAM;
pertenceu à Associação dos Arquitectos Portugueses
e à União Internacional dos Arquitectos. Delegado
das instituições de ensino ao Comité Consultivo para
a Formação no Domínio da Arquitectura (CE).
Académico Correspondente da Academia Nacional
de Belas Artes.”
Duas obras representativas da carreira de
Fernando Távora são o Mercado Municipal de Santa
Maria da Feira e a Casa dos 24, Porto.
A Casa dos 24 exprime um grande sentido de
responsabilidade social, na maneira como a
criatividade e poética estão presentes a par do rigor
na abordagem ao sítio, à função e aos aspetos
técnicos. Nesta medida, a sua obra constitui um
exemplo importantíssimo para a credibilização da
atividade do arquiteto em Portugal.
GRUPO III
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Observe com atenção a imagem.
[Link] que pretendia recuperar a casa para fins de turismo de habitação.
1.1 Explique os trâmites que teria de cumprir, como recuperaria a casa e como faria a sua divulgação.
A minha intenção da recuperação da casa seria fazer uma obra de pequena
reorganização espacial, logo os trâmites que teria de cumprir são: a sala deve ficar com uma
área útil não inferior a dez m2 ou, quando integrar o equipamento de cozinha, 14 m2, enquanto
os quartos devem ter uma área útil não inferior a cinco m 2. Já a cozinha deve incluir, pelo
menos, um lava-louças e condições para a instalação de um fogão e de um frigorífico,
“utilizáveis com segurança, conforto, salubridade e funcionalidade”. Iria contactar a Câmara
para o licenciamento da obra e posteriormente para obter a licença de habitabilidade.
Eu iria manter o aspeto rústico da casa pois, se a ideia desta recuperação é para fins de
turismo de habitação, por experiência própria na área, muitos turistas apreciam bastante hoje
em dia esse aspeto rústico misturado um pouco com o moderno.
Perante a divulgação iria colocar a casa em websites como o AirBnB e o [Link],
etc.
1.2 Indique um sinónimo
a) Edifício
Prédio
b) Terraço
Varanda
1.3 Imagine que pretende mandar construir uma moradia de luxo para aí viver. Deverá apresentar a um
arquiteto a descrição da sua casa de sonho, para que ele faça o projeto. Redija este texto que incluirá
as seguintes palavras e expressões:
mármore,
salas,
suítes,
piscina,
escadaria,
copa,
lavabos,
dispensa,
corredores,
sótão,
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ginásio,
varanda e garagem.
O texto será acompanhado de uma imagem representativa da casa descrita.
A minha moradia de luxo terá dois andares, no primeiro andar
irei ter a cozinha que terá o conceito de piso aberto, com os toposdos
balcões de mármore com a dispensa fechada ao seu lado, por trás
desta também irei ter a secção da copa neste andar, também irá ter
três salas, sendo uma a área da sala de jantar, logo ao lado da cozinha,
e ao seu lado esquerdo terá a sala de estar, também neste primeiro
andar irei ter a suíte master, que irá ter um lavabo privado e um walk-
in-closet, perto da suíte master irá haver uma sala que irá ser uma "área
de descanso”. Claramente neste andar também terá a garagem, que será
muito ampla com espaço para três carros, também terá um pátio no
qual terá uma piscina e mais um lugar para tomar as refeições.
Para subir para o segundo piso terá uma escadaria em forma de
caracol, neste andar vão estar mais duas suítes e mais dois lavabos,
tendo uma destas suítes uma varanda. Terá também um ginásio, área
que será organizada de maneira que o espaço seja amplo com bastantes
janelas, pois o ginásio será usado mais a base do yoga. Este andar
também terá um corredor longo que será aproveitado para ter um
espaço dedicado ao lazer, tendo uma área de jogos/área para poder
pintar. Por fim, a moradia irá conter um sótão.
1.4 Arquitetos para a biografia: Souto Moura e Fernando Távora.
Biografia de Eduardo Souto de Moura
Nascido na cidade do Porto, em Portugal, em 1952, filho de pai médico e mãe dona de
casa, Eduardo Souto de Moura foi o primeiro da família a graduar-se no ramo das artes, no
caso, arquitetura. Sua paixão por projetar e fazer arquitetura foi inspiração para seus
descendentes, que decidiram seguir os caminhos no mesmo âmbito das suas três filhas, duas
são arquitetas.
Souto de Moura graduou-se em arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto em 1980,
e, a partir do ano seguinte, além de começar sua carreira como docente na mesma faculdade,
iniciou a trabalhar no ateliê do arquiteto Álvaro Siza, que passou a ser, além de um mestre, um
importante amigo e colega de profissão, cuja relação segue fazendo parte do dia-a-dia de
ambos, compartilhando o mesmo edifício de escritórios e em projetos criados em conjunto.
Ainda jovem, Souto de Moura decide abrir seu próprio escritório, que logo no início já adquire
certa relevância, ao ser premiado em concursos de projetos de arquitetura, tanto nacionais
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quanto internacionais, o que lhe abriu muitos caminhos no âmbito de obras públicas em
Portugal.
Ao longo da sua trajetória, Souto de Moura logra algo particularmente difícil para um
arquiteto contemporâneo, o equilíbrio entre obras públicas e privadas. Entre a extensa lista de
edifícios construídos de sua autoria, observa-se certo ritmo intercalado entre casas
unifamiliares e edifícios públicos de maior escala, cujo programa varia bastante, desde escolas,
centros culturais e bibliotecas, por exemplo, espalhadas por todo território Português.
Em 2011, Eduardo Souto de Moura recebeu o PrémioPritzker, a mais importante
premiação de arquitetura contemporânea, que, até o momento, o único arquiteto português que
havia recebido o prémio era Álvaro Siza. Tal acontecimento é algo notável para o arquiteto,
que, na época, tinha apenas 50 anos, por ser um prémio entregue, normalmente, a profissionais
com idade mais avançada, o que também reforça a maturidade projetual do arquiteto.
Em 2018, Souto de Moura recebeu outro prémio internacional também bastante
relevante, o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza.
Além do trabalho como arquitetoprojetista, em seu ateliê com sede no Porto, Eduardo Souto de
Moura também atua como professor tanto em sua cidade natal como professor visitante em
escolas pelo mundo, o ETH Zurich, na Suíça, Paris-Belleville, na França, e Harvard, nos
Estados Unidos, por exemplo.
Biografia de Fernando Luís Cardoso de Meneses e Tavares de Távora
Fernando Luís Cardoso de Meneses e Tavares de Távora ou apenas Fernando Távora, o
nome pelo qual ficou conhecido na área da arquitetura e da arte no geral, em Portugal, foi um
arquiteto e professor de nacionalidade portuguesa que nasceu no dia 25 de Agosto em 1923;
Nascido na cidade do Porto, Fernando Távora destacou-se por ter marcado a arquitetura
nacional portuguesa através do movimento modernista da arquitetura em Portugal no seu
tempo. Veio a falecer no dia 3 de Setembro de 2005.
Fernando Távora destacou-se na área da arquitetura, lá está, como arquiteto, e o seu
percurso académico passou por obter o curso de arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto,
curso que concluiu em 1952. Além de ter o curso de arquitetura e consequentemente ser
reconhecido por obras notáveis na sua área de estudos, Fernando Távora destacou-se também,
em vida, pela sua ação de apoio na afirmação do curso de Arquitetura da Escola Superior de
Belas Artes do Porto que mais tarde se incluiu na Faculdade de Arquitetura da Universidade do
Porto (FAUP), nos dias de hoje reconhecida como uma das melhores faculdades para o ensino
de arquitetura do país de Portugal. Reconhece-se também o valor de Fernando Távora no apoio
e reconhecimento do curso de Arquitetura do Departamento de Arquitetura da Faculdade de
Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (DARQ – FCTUC) um departamento que
ajudou a formar e a construir no final da década dos anos oitenta, com o apoio e colaboração de
Alexandre Alves Costa, de Domingos Tavares e de Raul Hestnes Ferreira.
Destaca-se na sua obra os projetos de reorganização urbana das cidades de Aveiro e
Guimarães que lhe valeu condecoração. Foi membro da Organização dos Arquitetos Modernos
e introduziu outros arquitetos portugueses na reflexão sobre a temática da arquitetura em
Portugal tendo tido Álvaro Siza Vieira, outro grande nome da arquitetura em Portugal,
estagiado no seu atelier e ‘bebido’ as suas influências na área da arquitetura. Fernando Távora
foi também alvo de uma produção televisiva que explorou a sua vida e a sua obra e que se
apresentou em forma de documentário, realizado pela RTP – Rádio e Televisão de Portugal –
que teve um guião escrito por António Silva e cuja realização ficou a cabo de Cristina Antunes.
Nos dias de hoje existe um prémio de arquitetura com o seu nome: o Prémio Fernando Távora,
que é um prémio instituído pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos e que
serviu e serve para homenagear o trabalho de Fernando Távora, que influenciou várias
personalidades, gerações e correntes de arquitetose de arquitetura em Portugal.
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1.5 Esclareça o significado dos seguintes conceitos:
a) Águas-furtadas
Água-furtada é uma parte do telhado constituída por uma aresta inclinada delimitada
pelo encontro de duas águas que formam um ângulo reentrante, ou seja, é para onde convergem
as águas que caem sobre o telhado. Por este motivo, também é conhecida por calha ou
"rincão".
b) Arranha-céus
Arranha-céus é um edifício alto continuamente habitável que tem mais de 40 andarese é
mais alto que aproximadamente 150 metros
c) Estirador
Estirador é um equipamento utilizado por arquitetos, desenhistas e estudantes para
apoiar e dar suporte ao desenvolvimento dos desenhos, técnicos ou artísticos.
d) Alicerces
Alicerce é um termo utilizado na engenharia para designar as estruturas responsáveis
por transmitir as cargas das construções ao solo.
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Webgrafia
[Link]
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