Crimes Contra a Honra

São Crimes contra a honra Segundo o nosso Código Penal, Calúnia, injúria e Difamação. Está Elencado nos artigos 138 à 140 do Código Penal, mas antes de tratar do procedimento propriamente dito, faz-se mister conceitua e diferenciar cada um dos crimes, pois, antes de tudo são diferentes, apesar de tratar-se do mesmo rito dentro do processo penal. Portanto, comecemos pelo conceito de honra: Na definição de Victor Eduardo Gonçalves a honra “é o conjunto de atributos morais , físicos e intelectuais de uma pessoa , que a tornam merecedora de apreço no convívio social e que promovem a sua auto-estima” . há diferença portanto nos crimes contra a honra.A calúnia acontece quando alguém atribui fato criminoso a outrem, quando em verdade esse não o cometeu. A difamação ocorre quando alguém atribui fato ofensivo a sua reputação, como alguém que diz que “A” bebeu e foi trabalhar, na injúria por sua vez, o indivíduo atribui qualidade negativa a outra pessoa, como por exemplo xingamento, chamar de idiota, imbecil, burro e etc. O nosso Código de Processo Penal prevê em seus artigos 519 à 523 o procedimento adotado nos crimes de calúnia, injúria e difamação, sendo estes de procedimento especial. Art. 519 - No processo por crime de calúnia ou injúria, para o qual não haja outra forma estabelecida em lei especial, observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III, Titulo I, deste Livro, com as modificações constantes dos artigos seguintes. Art. 520 - Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes oportunidade para se reconciliarem, fazendo-as comparecer em juízo e ouvindo-as, separadamente, sem a presença dos seus advogados, não se lavrando termo. Art. 521 - Se depois de ouvir o querelante e o querelado, o juiz achar provável a reconciliação, promoverá entendimento entre eles, na sua presença. Art. 522 - No caso de reconciliação, depois de assinado pelo querelante o termo da desistência, a queixa será arquivada. Art. 523 - Quando for oferecida a exceção da verdade ou da notoriedade do fato imputado, o querelante poderá contestar a exceção no prazo de 2 (dois) dias, podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa, ou outras indicadas naquele prazo, em substituição às primeiras, ou para completar o máximo legal. Há, algumas anotações pertinentes aos crimes que o presente trabalho se refere vão algumas delas: Bem jurídico protegido: honra objetiva (reputação) e honra subjetiva (dignidade – atributos morais e decoro – atributos físicos ou intelectuais). Obs. Quando a ofensa a honra ocorrer na presença do servidor público, o delito configurado será o desacato, art. 331, do CP. Crime de calúnia – art. 138, do CP 1) Elemento subjetivo: dolo direto ou eventual. 2) Elemento subjetivo do injusto: ânimo de caluniar. Delito de tendência. 3) Sujeitos: ativo (qualquer pessoa) e passivo (pessoa física). Obs. Pune-se calúnia contra os mortos (art. 138, § 2º, CP).

CP) 8) Exceção da verdade – excptio veritatis (prova da verdade) – art. 143. 144. 145. do CP) 11) Ação Penal: em regra. 143. 139. será pública condicionada à requisição do ministro da justiça quando praticada contra o . 13) Injúria: na injúria a ofensa atinge a honra dignidade ou decoro e não há a imputação de fato concreto criminoso. 6) Consumação: ocorre quando terceiro. 6) Consumação: ocorre quando terceiro. 2) Elemento subjetivo do injusto: ânimo de difamar. Quem propala a calúnia também responde pelo delito (art. sendo hipótese de legitimidade concorrente: “É concorrente a legitimidade do ofendido. que não precisa ser falso. CP). § 3º. será pública condicionada à requisição do ministro da justiça quando praticada contra o Presidente da República ou contra chefe de governo estrangeiro e pública condicionada à representação quando praticada contra funcionário público. o fato pode constituir crime de difamação. que não a própria vítima. 9) Retratação (art. Delito de tendência. 5) Crime formal: na forma escrita admite-se a tentativa. Crime de difamação – art. CP). 7. 141. ação penal privada. condicionada à representação do ofendido. do CP) 10) Pedido de explicações (art. 141. Se a atribuição for de contravenção penal. 5) Crime formal: na forma escrita admite-se a tentativa. porém quando praticado com majorantes. toma conhecimento da ofensa. Obs. ação penal etc contra a vítima. toma conhecimento da ofensa. 3) Sujeitos: ativo (qualquer pessoa) e passivo (pessoa física ou jurídica). responde o agente por crime de denunciação caluniosa (art. parágrafo único. e do Ministério Público. 138. § 1º. CP) Ação Penal: em regra. do CP) 9) Causas de aumento de pena (art. do CP 1) Elemento subjetivo: dolo direto ou eventual. 14) Pena: 06 meses a 02 anos e multa. CP – somente se admite quando a vítima for servidor público e a ofensa tiver relação com sua função. CP. 339. seguirá o procedimento comum sumário. parágrafo único. 7) Causas de aumento de pena (art. 11) Lei de imprensa – ADPF 130. 15) Jespcrim: procedimento comum sumaríssimo. crime contra funcionário público. Neste caso. que não a própria vítima. propriamente dita. ação penal privada. 139. 4) Conduta típica: imputar fato ofensivo à reputação.1 – vedação à prova da verdade 8) Retratação (art. mediante queixa. NÃO se pune difamação contra os mortos. 7) Exceção da verdade – excptio veritatis (prova da verdade) – art. 10) Consentimento do ofendido. em razão de suas funções (art. pois não há previsão legal. 138. CP).4) Conduta típica: atribuir falsamente fato como crime. propriamente dita. STF 12) Denunciação caluniosa: se a calúnia produzir a instauração de investigação policial. o enunciado da Súmula 714 do STF admite a apresentação de queixa crime. para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções”.

1 – injúria real (art. para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções”. 17) Jespcrim: procedimento comum sumaríssimo. 9) Causas de aumento de pena (art. CP) 13) Consentimento do ofendido. CP) . § 2º. 11) Consentimento do ofendido. Crime de injúria – art. 145. 2) Elemento subjetivo do injusto: ânimo de injuriar. será pública condicionada à requisição do ministro da justiça quando praticada contra o Presidente da República ou contra chefe de governo estrangeiro e pública condicionada à representação quando praticada contra funcionário público. ou multa. propriamente dita. STF 13) Pena: 01 a 06 meses. – pena: detenção de 03 meses a 1 ano e multa. . do CP. 18) Exclusão do crime: art. em razão de suas funções (art. Obs. 12) Causas de aumento de pena (art. além da pena correspondente à violência. sendo hipótese de legitimidade concorrente: “É concorrente a legitimidade do ofendido. 14) Jespcrim: procedimento comum sumaríssimo. e do Ministério Público. 143. 142. condicionada à representação do ofendido.Presidente da República ou contra chefe de governo estrangeiro e pública condicionada à representação quando praticada contra funcionário público. sendo hipótese de legitimidade concorrente: “É concorrente a legitimidade do ofendido. 7) Exceção da verdade – não admite. mediante queixa. em razão de suas funções (art. parágrafo único. 145. CP) . CP) – praticada com violência ou vias de fato. mediante queixa. condicionada à representação do ofendido. do CP 1) Elemento subjetivo: dolo direto ou eventual. 3) Sujeitos: ativo (qualquer pessoa) e passivo (pessoa física). para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções”. 141. 140. 8) Retratação – não admite retratação (art. 12) Lei de imprensa – ADPF 130. parágrafo único. Neste caso. 4) Conduta típica: injuriar ofendendo a dignidade (atributos morais) ou o decoro (atributos físicos ou intelectuais) 5) Crime formal: na forma escrita admite-se a tentativa. e do Ministério Público. 16) Pena: 03 meses a 01 ano e multa. 6) Consumação: ocorre quando a vítima toma conhecimento da ofensa. crime contra funcionário público. CP) 10) Ação Penal: em regra. 141. ação penal privada. 140. STF 15) Injúria: na injúria a ofensa atinge a honra dignidade ou decoro e não há imputação de fato concreto. Delito de tendência. Neste caso. 15) Formas qualificadas: 15. crime contra funcionário público. o enunciado da Súmula 714 do STF admite a apresentação de queixa crime. 14) Lei de imprensa – ADPF 130. o enunciado da Súmula 714 do STF admite a apresentação de queixa crime. do CP). NÃO se pune a injúria contra os mortos.

VELADA . Se o funcionário estiver ausente a conduta constituirá crime de injúria majorada. COMO VISTO. SENDO O CASO. A QUEM CABE INTERVIR EM TODOS OS TERMOS SUBSEQUENTES DO PROCESSO. CRIME CONTRA A HONRA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA OU CHEFE DE GOVERNO ESTRANGEIRO – AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA. O JUIZ DETERMINA A CITAÇÃO DO QUERELADO PARA QUE O RÉU SEJA INTERROGADO. sendo sujeito passivo. do CP. E DEPOIS O SEU RECEBIMENTO OU REJEIÇÃO RECEBENDO A PEÇA ACUSATÓRIA. • A RETRATAÇÃO NÃO CABE NOS CASOS DE INJURIA. 15. DENTRO DO • . II. § 3º.1 – ação penal pública condicionada à representação quando resulta lesão leve. 15. ABRE-SE VISTA AO MINISTÉRIO PÚBLICO. – Jespcrim: procedimento comum sumaríssimo. 17) Perdão judicial: art. HÁ AUDIÊNCIA PRELIMINAR DE RECONCILIAÇÃO E A VISTA AO MP. • AUDIÊNCIA DE RECONCILIAÇÃO: NA AÇÃO PRIVADA HÁ UMA AUDIÊNCIA PRÉVIA DE RECONCILIAÇÃO. SEGUE-SE O SEU RECEBIMENTO OU REJEIÇÃO. funcionário público. 140 c/c art. 141. 140.1.15. • PODE OFERECER DENUNCIA SUBSTITUTIVA. OU INDIRETA. 142. SE ENTENDER TRATAR-SE DE CRIME DE AÇÃO PUBLICA. CP) – Pena: reclusão de 1 a 3 anos e multa. DEVE O OFENDIDO PROPOR PRIMEIRAMENTE UM PEDIDO DE EXPLICAÇÕES. • CRIME CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES – AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO. 140.2 – injúria racial ou preconceituosa (art.1.2. APÓS. 15. – vara criminal: procedimento comum sumário.1 – ação penal pública condicionada à representação. ação penal privada quando praticada mediante vias de fato e ação penal pública incondicionada com resultar em lesão grave ou gravíssima. O QUERELANTE ASSINA O TERMO DE DESISTÊNCIA E OS AUTOS SERÃO ARQUIVADOS • NÃO HAVENDO RECONCILIAÇÃO. • PODE ELE ADITAR A QUEIXA PARA SUPRIR EVENTUAIS INCORREÇÕES. ANTES DA SENTENÇA.2. I e II. • NO CASO DE QUEIXA. SE RETRATA CABALMENTE DA CALÚNA OU DA DIFAMAÇÃO FICA ISENTO DE PENA A-ART. podendo ser comum ordinário quando ocorrer lesão grave. • PODE OPINAR PELA REJEIÇÃO DA QUEIXA. do CP. que deve estar presente no momento da ofensa à honra. • O QUERELADO QUE. • NO CASO DE DENUNCIA. necessariamente. (143 DO CP). 16) Desacato: crime contra a administração pública. do CP 18) Exclusão do crime: art. NO JUIZO CRIMINAL.2. • SE A OFENSA FOR EQUIVOCADA. § 1º. NA AÇÃO PENAL PRIVADA.1. art. • ALCANÇADA A RECONCILIAÇÃO. CUJA OMISSÃO CARACTERIZA NULIDADE. 15.

REQUERENDO DILIGENCIAS E ARROLANDO ATÉ 08 TESTEMUNHAS • CONCOMITANTEMENTE AO PRAZO DA DEFESA PRÉVIA. O QUERELANTE DEVE SER ABSOLVIDO. • A PARTIR DA DEFESA PRÉVIA. • ACOLHIDA A EXCEÇÃO DA VERDADE. NOS CRIMES DE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO CONTRA FUNCIONÁRIO PÚBLICO EM RAZÃO DE SUAS FUNÇÕES.TRIDUO LEGAL. A DEFESA TÉCNICA PODE OFERECER DEFESA PRÉVIA JUNTANDO DOCUMENTOS. A diferença básica é que há tentativa de conciliação antes do recebimento da queixa e é cabível exceção da verdade no momento da defesa prévia. Então. COM OU SEM EXCEÇÃO DA VERDADE. A SEQUENCIA DE ATOS PROCESSUAIS SEGUIRÁ EM CONFORMIDADE AO RITO ORDINÁRIO. • O QUERELANTE PODE CONTESTAR A EXCEÇÃO EM 2 (DOIS) DIAS SOLICITANDO OITIVA DAS TESTEMUNHAS NUMERÁRIAS ARROLADAS NO PEÇA INICIAL OU SUBSTITUINDO-AS DENTRO DO NÚMERO LEGAL. Para melhor visualizar vou demonstrar um esquema gráfico que foi extraído do blog : O processo Penal. . O QUERELADO TEM OPORTUNIDADE DE PROVAR QUE A IMPUTAÇÃO FEITA AO QUERELANTE É VERDADEIRA OFERECENDO A EXCEÇÃO DA VERDADE. O resto é igual ao ordinário.

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