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INFORMATIVO

CAMPANHA POR SEMENTES LIVRES!
Participe na campanha pelas sementes livres: Assine as Petições disponíveis, veja as páginas centrais (4 e 5) para mais detalhes.

BOLETIM

TOME NOTA: Os crimes de poluição e dano contra a natureza também já podem ser objecto de apresentação de queixa electrónica através do portal: https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/sqe.aspx?l=PT

Editorial
É com muito agrado que nesta edição reportamos a actividade da nossa associação que tem merecido o interesse de quem tem connosco colaborado e/ou participado, como foi o caso da Oficina das Ervas Comestíveis. Não há para já nenhuma divulgação de próximas actividades, mas no âmbito da Campanha pelas Sementes Livres, do qual o MPI é parceiro, posso desde já adiantar que se está a trabalhar na organização de um encontro de promoção das sementes tradicionais de âmbito europeu e em perspectiva está também a eventual vinda a Portugal dos produtores do filme „As Nossas Sementes‰, os australianos da Rede de Variedades Tradicionais, Michel e Jude Fanton. A Presidente da Direcção Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Ervas Comestíveis Eco-Jantar na Lourinhã SOS Sementes Troca de Sementes MAIS ATERRO NÃO! Breves Espaço Jovem Atento
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Ano 7, N.º 23
Junho de 2011

www.mpica.info

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BOLETIM INFORMATIVO MPI

n.º 23 - Junho de 2011

BALANÇO DAS ÚLTIMAS ACTIVIDADES

OFICINA DAS ERVAS COMESTÍVEIS
Conforme divulgado na anterior edição do boletim realizou-se no dia 13 de Março a Oficina das Ervas Comestíveis. Esta foi mais uma actividade de sucesso do MPI. Contou com a participação de vários elementos da Sociedade Portuguesa de Naturalogia entre os inscritos, o que valorizou a actividade pela partilha do seu conhecimento. No percurso pedestre para identificação das ervas, e que revelou que basta percorrer alguns metros para se encontrarem inúmeras espécies de plantas espontâneas silvestres, vulgo ervas, comestíveis. Borragem, acelgas, mostarda negra, urtigas, labaças, saramago, tanchagem, cardos, foram algumas das ervas encontradas. Seguiu-se o ansiado momento do almoço, cuja ementa variada surpreendeu pela positiva os participantes. Sopa de grão e cardos, sopa de urtigas, tarte de labaças, feijão branco com almeirão, feijão encarnado com funcho, esparregado do campo (confeccionado com uma mistura de ervas: malvas, acelgas, mostarda negra e labaças, para além de couve portuguesa e salsa). Os frutos silvestres e as ervas aromáticas também tiveram um lugar de destaque com o pão de bolota, a trança de alecrim, o semi-frio de amoras silvestres, entre outras propostas eco-gastronómicas que estimularam o paladar. Depois do almoço seguiu-se um momento de partilha e de informações complementares muito estimulante e que excedeu o tema da oficina. Longe vão os tempos na nossa região em que era uma prática vulgarizada a recolecção de ervas para consumo humano, pelo que as actuais gerações estão totalmente desligadas do conhecimento ancestral da sua utilização, no entanto são sem dúvida um património que urge explorar pelas suas qualidades nutricionais (as ervas têm em geral maior teor de nutrientes do que as plantas hortícolas), qualidades organolépticas (sabor) e sobretudo por serem uma dádiva tão generosa da Natureza, que infelizmente é desprezada e impiedosamente destruída, demasiadas vezes de forma abusiva e inadequada, pela utilização de herbicidas quer pela população quer pelas autarquias locais. A expectativa e curiosidade das pessoas que se inscreveram era grande, e é com agrado que sentimos que a actividade as superou!

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BALANÇO DAS ÚLTIMAS ACTIVIDADES

ECO-JANTAR E CONFERÊNCIA NA CASA DO OESTE

No âmbito da actividade da Rede CREIAS Oeste, o MPI colaborou com a Fundação João XXIII - Casa do Oeste, com o apoio da Biofrade, igualmente parceiro, para um Eco-Jantar seguido de uma conferência proferida por Alexandra Azevedo do MPI intitulada „Vencer a Crise com a Eco-Gastronomia‰, realizado no dia 16 de Abril. Participaram nesta actividade cerca de 60 pessoas e da ementa há a destacar: pão de bolota, pão de lêveda natural, maionese de linhaça, sopa de grão e cardos, pataniscas de lentilhas com arroz de almeirões. Durante o jantar Alexandra Azevedo foi explicando os ingredientes, respectiva preparação e as receitas. Antes de ser servida a sobremesa deu-se então início à conferência. O tema da Eco-Gastronomia tem sido uma das prioridades do MPI desde logo porque o sector da alimentação é um dos maiores responsáveis por muitos problemas ambientais, em especial o sector da pecuária, como desflorestação, perda de biodiversidade, emissões de gases com efeito de estufa, uso massivo de água e de pesticidas. A rápida diminuição das agrobiodiversidade, ou seja, variedades de espécies de plantas (e animais) cultivadas, a introdução das variedades transgénicas, as profundas desigualdades no acesso à comida entre os países mais industrializados e do 3À Mundo, o aumento da incidência das doenças crónicas não transmissíveis, como o cancro, diabetes e problemas cardiovasculares nos países mais industrializados, são outras faces visívieis das profundas alterações que têm ocorrido nas últimas décadas no modo de produção de alimentos e no regime alimentar. Os portugueses têm infelizmente um padrão alimentar semelhante a outros países mais industrializados com excesso de consumo de carne e carência no consumo de cereais integrais, legumes e frutas. Para resolver muitos destes problemas temos de reduzir o consumo de carne voltando à nossa tradição alimentar baseada na dieta mediterrânica, ou segundo a opção individual adoptar um regime vegetariano desde que de forma correcta para evitar também consequências negativas na saúde. Outras componentes fundamentais da Eco-Gastronomia são o consumo de alimentos produzidos localmente, biológicos, de variedades tradicionais, silvestres, da época, sem embalagens e comprados directamente aos produtores, e, claro, rejeitar os transgénicos e a Fast Food! É preciso pois recuperar muito da sabedoria popular, religar as pessoas entre si e à Natureza que nos sustenta, assim o MPI tem realizado inúmeras actividades como oficinas de fabrico tradicional de pão, oficinas de cozinha sustentável e oficina das ervas comestíveis. As potencialidades da Eco-Gastronomia são enormes: o turismo gastronómico (atrai actualmente cerca de 14% dos turistas estrangeiros a Portugal); restauração sob o conceito da Eco-Gastromia; medidas públicas, como a obrigatoriedade das ementas escolares incorporarem uma determinada percentagem de alimentos produzidos localmente. Em conclusão, com a Eco-Gastronomia poderemos resolver / enfrentar muitos dos problemas actuais, não apenas a crise económica, mas as crise social (problemas de saúde e desemprego) e a crise ecológica, que infelizmente pouco é falada. O balanço final deste Eco-Jantar e conferência foi bastante positivo a avaliar pelos comentários dos participantes.

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COMISSÃO EUROPEIA PREPARA-SE PARA RETIRAR
A LIVRE TROCA DAS SEMENTES TRADICIONAIS
Em 2011 a Comissão Europeia vai propor uma nova regulamentação relativa à reprodução e comercialização de sementes, a chamada „Lei das Sementes‰. As novas regras, a serem aprovadas, terão força de lei e sobrepor-se-ão às leis nacionais de cada estado-membro, podendo vir a limitar drasticamente a livre circulação de sementes, impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas, onde se incluem actualmente milhares de variedades tradicionais, a herança genética vegetal da Europa!! Com esta nova lei, a Comissão Europeia pretende satisfazer os pedidos repetidos da indústria de sementes, que nas últimas décadas assumiu os contornos de um oligopólio, com dez empresas – gigantes da agro-química – a controlar actualmente metade do mercado mundial das sementes comerciais e a quase totalidade do mercado das sementes transgénicas. A indústria de sementes considera que a prática de guardar sementes e a produção de variedades não registadas constituem concorrência 'desleal'. Ao eliminar esta concorrência, sob pretexto de criar um mercado 'justo' e da protecção da saúde pública, as grandes empresas de sementes preparam-se para cobrar direitos aos perto de 75% de agricultores no mundo que ainda guardam e utilizam as suas próprias sementes. A tendência da privatização das sementes, que se iniciou com a autorização de patentes sobre formas de vida, e que a prevista Lei das Sementes vem reforçar, constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão dominar, entre outras, as variedades transgénicas.

SOS Sementes Livres Campanha Europeia pelas Sementes Livres: pelo futuro dos nossos filhos...
Para defender a biodiversidade agrícola e a independência dos agricultores face à crescente privatização das plantas e sementes agrícolas e as propostas legislativas da Comissão Europeia, surgiu uma iniciativa europeia com expressão na maioria dos países europeus a Campanha pelas Sementes Livres. Em Portugal a campanha conta neste momento com a parceria do GAIA, Plataforma Transgénicos Fora, Quercus e o Movimento Pró-informação para a Cidadania e Ambiente e ainda uma lista crescente de subscritores. Mais informações estão disponíveis no subsite do GAIA: www.sosementes.gaia.org.pt Os pedidos da Campanha europeia pelas Sementes Livres  O direito dos agricultores e horticultores à livre reprodução, guarda, troca e venda das suas sementes.  A promoção da biodiversidade agrícola através da preservação das sementes de origem regional e biológica.  A recuperação dos conhecimentos tradicionais e a cultura gastronómica local agrícolas.  O fim às patentes sobre a vida e ao uso de organismos geneticamente modificados na agricultura e na alimentação.  Uma nova política agrária que, em vez de apoiar a produção industrial intensiva e as monoculturas, promove a produção ecológica e biodiversa. Como apoiar a Campanha pelas Sementes Livres?

 Assinar duas Petições, que podem ser subscritas por pessoas individuais, para além de organizações:
- Petição Internacional para pôr fim às patentes sobre a vida, promovida pela coligação "No Patents On Seeds" (em português poder-se-ia traduzir como: "Não às Patentes sobre as Sementes") e que está aberta até final do ano. - Petição Europeia pelas Sementes Livres promovida pela Campanha Europeia pelas Sementes Livres, disponível em http://gaia.org.pt/civicrm/petition/sign?sid=1 e em papel (pode ser impressa no seguinte link: http://gaia.org.pt/system/files/peticao_europeia_SEMENTESLIVRES_f_0.pdf). Já foram entregues assinaturas no dia 18 de Abril ao Parlamento Europeu e Comissão Europeia, mas continua a decorrer a recolha de assinaturas até à votação da proposta de Lei.

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 FAZER UM DONATIVO para ajudar a dotar a Campanha com os meios adequados para realizar os seus objectivos, através de transferência bancária para o NIB 0035 0298 0000 6902130 27 e enviando um email de confirmação da transferência com o nome completo da pessoa ou colectivo e o NIF para sementeslivres@gaia.org.pt.  Tornar-se voluntári@ e participar na organização das iniciativas.  Inscrever-se no Grupo da campanha no site www.sosementes.gaia.org.pt para seguir as novidades e participar nas ciberacções.

PROJECÇÃO DE FILMES E TROCA DE SEMENTES
Em colaboração com o núcleo ANIMAR, uma associação do concelho da Lourinhã, o MPI participou numa actividade que se realizou no dia 22 de Maio, no recinto das Festas da Praia da Areia Branca e constou na projecção de dois documentários: „Transgénicos: a manipulação dos campos‰ e „As Nossas Sementes: realizado na Austrália pela Rede de Variedades Tradicionais‰, com debate dinamizado por Alexandra Azevedo e terminando com uma pequena troca de sementes de variedades tradicionais. Os documentários constituíram importantes recursos audio-visuais para retratar a realidade em relação à nossa alimentação e modo de produção de alimentos, como: o cultivo dos transgénicos e as ameaças que representam para o ambiente, os agricultores e a saúde pública; o rápido desaparecimento das variedades tradicionais, a herança alimentar dos nossos antepassados, devido à sua substituição por sementes de variedades comerciais, muitas das quais híbridas e também por sementes transgénicas; mas também em relação aos sinais de esperança com iniciativas que um pouco por todo o mundo estão a permitir a recuperação possível desse património gené-

tico alimentar ancestral para que volte a estar vivo nos campos e a produção de alimentos saudáveis. Na troca de sementes constaram alguns cereais: milho branco de ciclo curto, milho branco de ciclo longo, milho amarelo comum, trigo maçaruco e trigo provençal, cedidos por João Vieira (agricultor do concelho do Cadaval), sementes de couve nabiça ou greleira e sementes de nabiça de flor roxa, partilhadas por Alexandra Azevedo, e feijoca e feijão manteiga disponibilizados por M… João Lopes.

MPI PARTICIPA EM ACTIVIDADES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO CADAVAL
A convite do departamento de ciências sociais e humanas o MPI participou no programa da semana „Aristides Sousa Mendes‰, que decorreu de 4 a 7 de Abril, com a projecção de filmes e animações sobre alimentação e transgénicos seguida de debates dinamizados por Alexandra Azevedo. Participaram alunos do 2À e 3À ciclos do ensino básico, do secundário e do ensino nocturno. Em geral as sessões foram muito participadas, despertando a reflexão e o interesse dos alunos.

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PLATAFORMA AMBIENTAL PELA RECICLAGEM NA VALORSUL TRATAMENTO DOS RESÍDUOS SIM, MAIS ATERRO NÃO! PARECER SOBRE O ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL DO PROJECTO DA PEDREIRA DA CIMPOR EM ARCENA
Com a concretização da fusão Valorsul – Resioeste foi constituída uma nova empresa que designada por VALORSUL · Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos das Regiões de Lisboa e do Oeste, S. A.. e a Plataforma formada pela nossa associação, a ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures e a Quercus – ANCN, passou a designar-se „Plataforma Ambiental pela Reciclagem na Valorsul‰ (a anterior designação era „„Plataforma Ambiental de Oposição à Fusão Valorsul – Resioeste‰. Após a fusão destas empresas passou a existir na área da Valorsul dois aterros sanitários: o Aterro Sanitário do Oeste e o Aterro Sanitário de Mato da Cruz (freguesia de Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira). Ora, com vista o futuro alargamento do Aterro Sanitário de Mato da Cruz, foi apresentado pela CIMPOR (conhecida empresa de cimentos) um projecto de exploração de uma pedreira na área contígua ao aterro e assim abrir espaço para a deposição de resíduos, a pedreira de Arcena. Esse projecto foi submetido a avaliação de impacto ambiental e nesse processo o MPI através da Plataforma Ambiental pela Reciclagem na Valorsul apresentou parecer desfavorável, resumidamente devido aos seguintes motivos: O EIA – Estudo de Impacto Ambiental apresenta graves erros e omissões, nomeadamente: não avalia com o mínimo de cuidado os inegáveis impactes ambientais e socioeconómicos provocados pela instalação de uma pedreira a cerca de 80 metros de habitações e a poucos metros de um aterro sanitário de grandes dimensões e em exploração; não estudou outras alternativas quer em termos de localização, quer em termos de solução técnica para a gestão dos resíduos; assume que o local onde vai ser instalada a pedreira está classificado como REN por ser uma zona de máxima infiltração, mas não retira as necessárias ilações quanto ao facto de este projecto implicar que esse local possa vir a ser ocupado posteriormente por um aterro sanitário. Proximidade às habitações Segundo o EIA, a pedreira de Arcena ficaria situada a cerca de 80 metros de habitações, o que é inaceitável do ponto de vista técnico, uma vez que é economicamente muito difícil operar a pedreira sem recorrer a técnicas de desmonte que não venham a gerar fortes impactes a nível do ruído e das vibrações. Aliás, essa situação já se verifica hoje em Arcena, com a actividade da Pedreira do Bom Jesus, que está mais afastada de Arcena, existindo muitos relatos de explosões que causaram não só um forte ruído, como também danos nas habitações. Proximidade do aterro sanitário O EIA não faz qualquer avaliação sobre os riscos inerentes à exploração de uma pedreira encostada a um grande aterro sanitário em exploração, como é neste caso o aterro de Mato da Cruz. Esta situação é gravíssima, uma vez que não há registo de uma situação idêntica noutro país. Normalmente o que ocorre é o aproveitamento de pedreiras abandonadas para a instalação de aterros, nunca a abertura de uma pedreira encostada a um aterro em exploração ou selado. Os riscos inerentes a esta situação prendem-se com a desestabilização do aterro provocada pelas vibrações resultantes das explosões, o que poderá ter efeitos ao nível da estanqueidade das telas que garantem a impermeabilização, ao nível do sistema de drenagem de biogás, podendo ocorrer fugas e eventuais explosões e ainda em relação à estabilidade dos taludes que pode ser comprometida, podendo ocorrer deslizamentos de terras e resíduos, situação que pode ser potenciada com a ocorrência de períodos de intensa pluviosidade que são cada vez mais frequentes. Ampliação do aterro de Mato da Cruz O EIA apresenta como uma das principais justificações para a abertura da pedreira em Arcena, a necessidade urgente de ampliação do aterro sanitário de Mato da Cruz, explorado pela Valorsul, mas não faz referência a nenhum estudo que demonstre que a nova célula do aterro tem de ser obrigatoriamente construída naquele local e por outro lado assume que a única solução para os resíduos que o incinerador da Valorsul não pode tratar têm forçosamente de ser enviados para um aterro.

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Com efeito, no que se refere à solução técnica para tratar esses resíduos urbanos indiferenciados seria ambientalmente mais favorável uma solução através da tecnologia de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB), sendo que esta nova solução de tratamento necessitará forçosamente de um estudo de localização. Aterro em REN A colocação de um aterro de resíduos urbanos em zona de REN, não só afecta a recarga do aquífero, como também põe em risco a qualidade das águas subterrâneas, o que é agravado pelo facto de estar prevista a descarga de grandes quantidades de resíduos urbanos no aterro. Aquando da instalação do Aterro Sanitário de Mato da Cruz foi previsto que o final da sua vida útil seria 2005, mas na realidade o aterro continua em funcionamento e a Valorsul pretende inclusive a abertura de mais área de deposição. E em relação ao Aterro Sanitário do Oeste e a 2… fase? Nós continuaremos a lutar para que a 2… fase não avance e as alegadas dificuldades da Valorsul para aumentar a área de deposição de resíduos não só não nos comovem como vêm reforçar as antigas reivindicações do MPI, ou seja, a prioridade que tem de ser dada ao tratamento dos resíduos! _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

BREVES
Financiamento pela indústria interfere nos estudos sobre ALIMENTOS TRANSGÉNICOS Investigadores da Universidade Católica Portuguesa publicaram um artigo científico* onde se verifica que interesses comerciais influenciaram publicações sobre os riscos para a saúde de alimentos geneticamente modificados, ou seja os estudos financiados pela indústria ou envolvendo cientistas empregados pela indústria produzirem tendencialmente conclusões favoráveis à comercialização do produto, ao contrário das conclusões a que se chega em estudos não dependentes desse condicionamento financeiro. Até a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA, na sigla inglesa) da União Europeia (UE), cuja tarefa é, precisamente, a avaliação independente da segurança dos organismos geneticamente modificados (OGM), inclui membros com ligações à indústria.
* Referência do artigo com o estudo: Diels, J. et al., 2011. Association of financial or professional conflict of interest to research outcomes on health risks or nutritional assessment studies of genetically modified products. Food Policy, 36 (2), pp.197-203. Disponível em http://www.stopogm.net/

2011 - Ano Internacional das Florestas
Com o objetivo de promover a conservação das florestas em todo o mundo e sensibilizar a população para o seu papel no desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas escolheram 2011 para o Ano Internacional das Florestas, sob o mote A Floresta é de todos, para todos. A floresta é fonte de múltiplos serviços ambientais imprescindíveis para a sociedade: renovação do ar e fornecimento de água de qualidade; as florestas também são um pilar do combate à desertificação e às a l t e r a ç õ e s climáticas.

20011- 2012 — Ano do Morcego O Ano do Morcego é uma campanha lançada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pelo Acordo para a Conservação das populações Europeias de Morcegos – EUROBATS, e visa divulgar a importância dos morcegos e sua conservação. Os morcegos são animais extraordinários e, ainda que muitas vezes incompreendidos, são parte fundamental dos nossos ecossistemas. No nosso país existem 27 espécies, todas protegidas e muitas delas ameaçadas de extinção. Mais informações em: www.wix.com/anodomorcego/icnb

espaço

Jovem Atento

Uma aventura no Planeta Azul

(continuação)

De seguida, encontrámo-nos na berma de uma estrada. Reparámos num carro que deitava tanto fumo do escape que nos fez tapar o nariz à sua passagem. Via-se que não ia à revisão há anos, pois o seu dono provavelmente não queria gastar dinheiro nisso. - O fumo que os automóveis e as fábricas deitam vai (como todos devem saber) para a atmosfera e, consequentemente, faz com que a camada de ozono que nos protege dos raios ultra-violetas, fique enfraquecida e, pior ainda, fica com “buracos”. O mundo torna-se mais quente e inóspito em certos sítios por causa do efeito de estufa. O Homem devia ter pensado melhor antes de fazer o que fez, pois agora ainda não é tarde demais mas já devíamos ter tomado medidas há mais tempo. Para que a nossa situação melhore é preciso tomar medidas drásticas antes que algo de muito mau aconteça. Ora vejamos o que podemos fazer: andar a pé ou de bicicleta sempre que a distância for pequena; andar de transportes públicos (embora por vezes seja mais caro e mais difícil do que arranjar um carro e deslocar-se nele); não utilizar aerossóis; não fumar; etc. Dirigimo-nos para um grande casarão onde um senhor passeava o seu cão. A Judite fez sinal e seguimos o senhor que parecia dirigir-se para a cidade. Esquisito, desde quando é que se passeiam cães à berma de uma estrada movimentada como aquela? O dono fingiu atirar um pau ao ar (sem o fazer na verdade) e deixou que o cão fosse atrás dele. O senhor virou-se na direcção contrária e regressou a casa. Tinha acabado de abandonar um cão! - Infelizmente, muitos cães são abandonados principalmente em tempo de férias. Isto é um comportamento desumano, uma vez que o cão é o melhor amigo do Homem e nunca o abandona e nós agradecemos-lhes assim! Pensem muito bem antes de abandonar um cão, pois há muitas maneiras de não terem que fazer tal coisa, como por exemplo: deixá-lo com um familiar ou amigo que não se importe de ficar a cuidar dele enquanto estão de férias; há hotéis para animais, nos quais os cães ficam em canis só para si e são bem tratados; se os cães forem pequenos e não estorvarem muito pode-se considerar a ideia de os levar para férias (é o que eu faço com as minhas pequenas cadelas, pois não é proibida a entrada delas na nossa caravana); contratar uma pessoa de confiança para ir cuidar dos seus animais todos os dias (os meus pais pagavam a uma amiga para ela tratar dos peixes, dos gatos e dos cães). Depois não percebi muito bem o que aconteceu mas fomos tele-transportados para o meu quarto. … Laura Azevedo Varges, Dezembro de 2007