MA22
Fundamentos de Cálculo
PROFMAT - SBM
Propriedades dos Limites de Sequências
Ewando José e Lucyleia Lima
• Imagine que queiramos calcular o limite da sequência (𝑎𝑛 ),
1 1
onde 𝑎𝑛 = + 𝑛 2𝑛
,𝑛 ∈ ℕ.
• Notamos que podemos escrever a sequência (𝑎𝑛 ) como soma
1
de duas outras sequências: 𝑎𝑛 = 𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 , onde 𝑥𝑛 = e
𝑛
1
𝑦𝑛 = 𝑛 ; além disso, já sabemos que lim 𝑥𝑛 = lim 𝑦𝑛 = 0.
2 𝑛→∞ 𝑛→∞
• Como tirar proveito dessas informações? O fato é que usando
a definição de limite para deduzir algumas de suas
propriedades gerais, aumentaremos em muito o nosso poder
de cálculo.
lim 𝑥𝑛 = 𝑙 𝑒 lim 𝑦𝑛 = 𝑘, então
𝑛→∞ 𝑛→∞
lim (𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 ) = lim 𝑥𝑛 + lim 𝑦𝑛 = 𝑙 + 𝑘
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
• Devemos mostrar que dado 𝜀 > 0, existe 𝑛0 ∈ ℕ, tal que 𝑛 > 𝑛0 então
𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 − (𝑙 + 𝑘) < 𝜀. Desigualdade triangular:
• Usando a desigualdade triangular podemos escrever: 𝑎+𝑏 ≤ 𝑎 + 𝑏
𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 − (𝑙 + 𝑘) = 𝑥𝑛 − 𝑙 + (𝑦𝑛 − 𝑘) ≤ 𝑥𝑛 − 𝑙 + (𝑦𝑛 − 𝑘) . (1)
𝜀 𝜀
• Temos que: (i) lim 𝑥𝑛 = 𝑙 ⇒ Dado 2 > 0, ∃ 𝑛0 ∈ ℕ|𝑛 > 𝑛0 ⇒ 𝑥𝑛 − 𝑙 < 2.
𝑛→∞
𝜀 𝜀
(ii) lim 𝑦𝑛 = 𝑘 ⇒ Dado 2 > 0, ∃ 𝑛1 ∈ ℕ|𝑛 > 𝑛1 ⇒ 𝑦𝑛 − 𝑘 < 2.
𝑛→∞
𝜀 𝜀
• Portanto, de (1), temos: 𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 − (𝑙 + 𝑘) ≤ 𝑥𝑛 − 𝑙 + 𝑦𝑛 − 𝑘 ≤ + =𝜀
2 2
Teorema: Seja 𝑎𝑛 𝑛∈ℕ uma sequência e 𝑓. [1, +∞[⟶ ℝ e 𝑎𝑛 = 𝑓 𝑛 .
Se lim 𝑓 𝑥 = 𝑙 ⇒ lim 𝑎𝑛 = 𝑙.
𝑛→∞ 𝑛→∞
1 1
• Voltando à sequência 𝑎𝑛 = 𝑛 + 2𝑛 , n = 1, 2, 3, ... , temos, pela
Proposição 1, que:
1 1 1 1
lim 𝑎𝑛 = lim + 𝑛 = lim + lim 𝑛 = 0 + 0 = 0
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛 2 𝑛→∞ 𝑛 𝑛→∞ 2
−1 𝑛+1 𝑛 − 1
𝑎𝑛 = + ,𝑛 𝜖 ℕ
𝑛 𝑛
−1 𝑛+1 𝑛−1
• 𝑎𝑛 pode ser escrita como 𝑎𝑛 = 𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 , em que 𝑥𝑛 = e yn = .
𝑛 𝑛
• Logo, pela Proposição 1,
lim 𝑎𝑛 = lim (𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 ) = lim 𝑥𝑛 + lim 𝑦𝑛
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
−1 𝑛+1 𝑛−1
= lim 𝑛
+ lim =0+1=1
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛
−1 𝑛+1 1 −1 𝑛+1 1
• Note que: (i) 𝑥𝑛 = 𝑛
= − 𝑛
, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑛 𝑝𝑎𝑟 ou 𝑥𝑛 = 𝑛
= 𝑛 , 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑛 í𝑚𝑝𝑎𝑟.
𝑛−1 1
(ii) yn = =1−
𝑛 𝑛
lim 𝑥𝑛 = 𝑙 𝑒 lim 𝑦𝑛 = 𝑘, então
𝑛→∞ 𝑛→∞
lim (𝑥𝑛 𝑦𝑛 ) = ( lim 𝑥𝑛 ) ( lim 𝑦𝑛 ) = 𝑙𝑘.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
• Devemos mostrar que dado 𝜀 > 0, existe 𝑛0 ∈ ℕ, tal que 𝑛 > 𝑛0 então 𝑥𝑛 𝑦𝑛 − 𝑙𝑘 < 𝜀.
• Usando a desigualdade triangular podemos escrever:
𝑥𝑛 𝑦𝑛 − 𝑙𝑘 = 𝑥𝑛 𝑦𝑛 − 𝑦𝑛 𝑙 + 𝑦𝑛 𝑙 − 𝑙𝑘 = (𝑥𝑛 − 𝑙)𝑦𝑛 + 𝑙(𝑦𝑛 − 𝑘)
≤ (𝑥𝑛 − 𝑙)𝑦𝑛 + 𝑙(𝑦𝑛 − 𝑘) = (𝑥𝑛 − 𝑙) 𝑦𝑛 + 𝑙 (𝑦𝑛 − 𝑘) (2)
• Temos que: (i) ∃ 𝑀 > 0 tal que 𝑦𝑛 ≤ 𝑀 ∀𝑛 ∈ ℕ, pois toda sequência convergente é
limitada.
𝜀 𝜀
(ii) lim 𝑥𝑛 = 𝑙 ⇒ Dado > 0, ∃ 𝑛0 ∈ ℕ|𝑛 > 𝑛0 ⇒ 𝑥𝑛 − 𝑙 < .
𝑛→∞ 2𝑀 2𝑀
𝜀 𝜀
(iii) lim 𝑦𝑛 = 𝑙 ⇒ Dado > 0, ∃ 𝑛1 ∈ ℕ|𝑛 > 𝑛1 ⇒ 𝑥𝑛 − 𝑙 < .
𝑛→∞ 2𝑙 2𝑙
𝜀 𝜀
• Portanto, de (2), temos: 𝑥𝑛 𝑦𝑛 − 𝑙𝑘 ≤ (𝑥𝑛 − 𝑙) 𝑦𝑛 + 𝑙 (𝑦𝑛 − 𝑘) ≤ M+ 𝑙=𝜀
2𝑀 2𝑙
• Se lim 𝑥𝑛 = 𝑙 𝑒 lim 𝑦𝑛 = 𝑘 e c um número real arbitrário, então:
𝑛→∞ 𝑛→∞
(i) lim 𝑐𝑥𝑛 = ( lim 𝑐)( lim 𝑥𝑛 ) = 𝑐𝑙
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
𝑃1
(ii) lim (𝑥𝑛 −𝑦𝑛 ) = lim [𝑥𝑛 +(−𝑦𝑛 )] = lim 𝑥𝑛 + lim (−𝑦𝑛 ) = 𝑙 − 𝑘
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
𝑃2
(iii) lim 𝑥𝑛2 = lim 𝑥𝑛 𝑥𝑛 = ( lim 𝑥𝑛 )( lim 𝑥𝑛 ) = 𝑙𝑙 = 𝑙 2
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
(Geralmente, se 𝑝 ≥ 1 é um inteiro, da Proposição 2 e do Princípio de Indução
𝑝
Matemática, decorre que se lim 𝑥𝑛 = 𝑙, então lim 𝑥𝑛 = 𝑙 𝑝 ).
𝑛→∞ 𝑛→∞
Seja 𝑝 𝑥 = 𝑎𝑚 𝑥𝑛𝑚 + ⋯ + 𝑎1 𝑥𝑛 + 𝑎0 um polinômio. Tem-se
lim 𝑥𝑛 = 𝑙 ⇒ lim 𝑝(𝑥𝑛 ) = 𝑝(lim 𝑥𝑛 ) = 𝑝 𝑙 .
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
• De fato, da Proposição 1 e da Proposição 2, segue-se que:
lim 𝑝(𝑥𝑛 ) = lim (𝑎𝑚 𝑥𝑛𝑚 + ⋯ + 𝑎1 𝑥𝑛 + 𝑎0 )
𝑛→∞ 𝑛→∞
= lim 𝑎𝑚 𝑥𝑛𝑚 + ⋯ + lim 𝑎1 𝑥𝑛 + lim 𝑎0
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
= 𝑎𝑚 ( lim 𝑥𝑛𝑚 ) + ⋯ + 𝑎1 ( lim 𝑥𝑛 ) + 𝑎0
𝑛→∞ 𝑛→∞
= 𝑎𝑚 𝑙 𝑚 + ⋯ + 𝑎1 𝑙 + 𝑎0 = 𝑝(𝑙).
Se 𝑦𝑛 é uma sequência de números reais não nulos convergidos para um número
1 1
real 𝑘 não nulo, então a sequência 𝑦𝑛
converge para 𝑘.
lim 𝑥𝑛 = 𝑙 𝑒 lim 𝑦𝑛 = 𝑘, com 𝑦𝑛 ≠ 0, pra todo 𝑛 ∈ ℕ, e 𝑘 ≠ 0, então
𝑛→∞ 𝑛→∞
lim 𝑥𝑛
𝑥𝑛 𝑛→∞ 𝑙
lim = = .
𝑛→∞ 𝑦𝑛 lim 𝑦𝑛 𝑘
𝑛→∞
𝑛2 −2
Considere a sequência 𝑎𝑛 = ,𝑛 𝜖ℕ
𝑛2 +2𝑛+1
𝑛2 −2 2
𝑛2 −2 1− 2 𝑥𝑛
𝑛2
• Como 𝑎𝑛 = = 𝑛2 +2𝑛+1
= 2
𝑛
1 , podemos escrever 𝑎𝑛 = , onde
𝑛2 +2𝑛+1 1+ + 2 𝑦𝑛
𝑛2 𝑛 𝑛
2 2 1
𝑥n = 1 − e 𝑦n = 1 + + .
𝑛2 𝑛 𝑛2
2 𝑃1 2
• lim 𝑥𝑛 = lim 1 − = lim 1 − lim = 1 − 0 = 1.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛2 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛2
2 1 𝑃1 2 1
• lim yn = lim 1 + + = lim 1 + lim + lim = 1 + 0 + 0 = 1.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛 𝑛2 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛 𝑛→∞ 𝑛2
𝑥𝑛 1
• Podemos concluir que: lim 𝑎𝑛 = lim = = 1.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑦𝑛 1
Se 𝑥𝑛 é uma sequência convergente satisfazendo 𝑥𝑛 < 𝑏 para todo 𝑛 ∈ ℕ (respectivamente,
𝑥𝑛 > 𝑏 para todo 𝑛 ∈ ℕ), então lim 𝑥𝑛 ≤ 𝑏 (respectivamente, lim 𝑥𝑛 ≥ 𝑏).
𝑛→∞ 𝑛→∞
• Vamos provar o primeiro caso.
• Seja lim 𝑥𝑛 = 𝑙 . Suponha por absurdo que 𝑙 > 𝑏.
𝑛→∞
• Tomemos ε > 0, suficientemente pequeno, tal que 𝑙 − 𝜀 > 𝑏.
• Por definição de limite de uma sequência, ∃ 𝑛0 ∈ ℕ|𝑛 > 𝑛0 ⇒ 𝑥𝑛 ∈
𝑙 − ε, 𝑙 + ε .
• Com isso, temos que para todo 𝑛 > 𝑛0 , tem-se que 𝑥𝑛 > 𝑏. Absurdo,
pois por hipótese 𝑥𝑛 < 𝑏. Portanto, 𝑙 ≤ 𝑏.
Se (𝑥𝑛 ) e (𝑦𝑛 ) são sequências tais que (𝑥𝑛 ) é limitada e lim 𝑦𝑛 =0, então lim 𝑥𝑛 𝑦𝑛 = 0.
𝑛→∞ 𝑛→∞
1
Considere a sequência 𝑎𝑛 = 𝑛 cos 𝜋𝑛 , 𝑛 𝜖 ℕ
1
• Seja 𝑎𝑛 = 𝑥𝑛 𝑦𝑛 , tal que, 𝑥𝑛 = e 𝑦𝑛 = cos 𝜋𝑛 .
𝑛
• Temos que: 𝑦𝑛 = cos 𝜋𝑛 não é convergente, pois para 𝑛 par, temos
que cos 𝜋𝑛 = 1 e para 𝑛 ímpar cos 𝜋𝑛 = −1. Mas, 𝑦𝑛 é limitada.
1
• Logo, pela Proposição 7, temos que lim cos 𝜋𝑛 = 0,
𝑛→∞ 𝑛
1
pois, lim 𝑛 = 0.
𝑛→∞
Sejam 𝑥𝑛 , (𝑦𝑛 ) e (𝑧𝑛 ) três sequências satisfazendo 𝑥𝑛 < 𝑦𝑛 < 𝑧𝑛 , para todo 𝑛 ∈ ℕ, e
suponha lim 𝑥𝑛 = 𝑙 = lim 𝑧𝑛 . Então, lim 𝑦𝑛 = 𝑙.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
• Dado ε > 0, ∃𝑛1 ∈ ℕ|n ≥ 𝑛1 ⇒ 𝐿 − 𝜀 < 𝑥𝑛 < 𝐿 + 𝜀.
• Dado ε > 0, ∃𝑛2 ∈ ℕ|n ≥ 𝑛2 ⇒ 𝐿 − 𝜀 < 𝑧𝑛 < 𝐿 + 𝜀.
• Tome 𝑛0 = max 𝑛1 , 𝑛2 .
• Se 𝑛 ≥ 𝑛0 , temos 𝐿 − 𝜀 < 𝑥𝑛 < 𝑦𝑛 < 𝑧𝑛 < 𝐿 + 𝜀 ⇒ 𝑦𝑛 − 𝐿 < 𝜀.
𝑛
Seja 𝑎𝑛 = 2𝑛 + 3𝑛
𝑛 𝑛 2𝑛 𝑛 2𝑛
• 𝑎𝑛 = 2𝑛 + 3𝑛 = 3𝑛 3𝑛 +1 =3 3𝑛
+1
𝑛
• ⇒ 3 ≤ 𝑎𝑛 ≤ 3 2
• Pelo Teorema do Confronto, temos
𝑛
𝑙𝑖𝑚 𝑎𝑛 = 3, pois 𝑙𝑖𝑚 3 = 3 e 𝑙𝑖𝑚 3 2 = 3.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
Dizemos que uma sequência de números reais 𝑥𝑛 tende para +∞ e escrevemos
lim 𝑥𝑛 = +∞ se, dado arbitrariamente um número real 𝐴 > 0, existe
𝑛→∞
um inteiro positivo 𝑛0 tal que para todo 𝑛 > 𝑛0 , tem-se que 𝑥𝑛 > 𝐴.
Dizemos que uma sequência de números reais 𝑥𝑛 tende para −∞ e escrevemos
lim 𝑥𝑛 = −∞ se, dado arbitrariamente um número real 𝐴 > 0, existe
𝑛→∞
um inteiro positivo 𝑛0 tal que para todo 𝑛 > 𝑛0 , tem-se que 𝑥𝑛 < −𝐴.
• Vimos acima que se (𝑥𝑛 ) é uma sequência ilimitada, então ela
diverge. É importante observar que o fato dela ser ilimitada e
divergir, não significa que ela tenda à +∞ ou −∞.
1
Seja 𝑥𝑛 = 𝑛 se 𝑛 é par e 𝑦𝑛 = se 𝑛 é ímpar.
n
• Dado 𝐴 > 0 e 𝑛0 > A um inteiro qualquer, sempre haverá
inteiros pares 𝑛 > 𝑛0 tais que 𝑛 > 𝐴 e ao mesmo tempo,
1
inteiros ímpares 𝑛′ > 𝑛0 tais que < 𝐴. Ou seja, nunca
𝑛′
encontraremos um inteiro positivo 𝑛0 a partir do qual todos
os termos da sequência serão maiores do que 𝐴.
Listaremos a seguir alguns fatos simples (mas úteis) que decorrem
das definições que acabamos de ver:
(a) lim 𝑥𝑛 = +∞ se, e somente se, lim (−𝑥𝑛 ) = −∞.
𝑛→∞ 𝑛→∞
(b) lim 𝑥𝑛 = lim 𝑦𝑛 = +∞ e 𝑐 > 0, então
𝑛→∞ 𝑛→∞
lim (𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 ) = +∞, lim (𝑥𝑛 𝑦𝑛 ) = +∞ e lim 𝑐𝑥𝑛 = +∞.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
(c) Se 𝑥𝑛 ≥ 𝑦𝑛 para todo n e lim 𝑦𝑛 = +∞, então lim 𝑥𝑛 = +∞.
𝑛→∞ 𝑛→∞
• Como consequência de (a), (b) e (c), obtém-se:
(b’) lim 𝑥𝑛 = lim 𝑦𝑛 = −∞ e 𝑐 > 0, então
𝑛→∞ 𝑛→∞
lim (𝑥𝑛 + 𝑦𝑛 ) = −∞, lim (𝑥𝑛 𝑦𝑛 ) = +∞ e lim 𝑐𝑥𝑛 = −∞.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
(c’) Se 𝑥𝑛 ≤ 𝑦𝑛 para todo n e lim 𝑦𝑛 = −∞, então lim 𝑥𝑛 = −∞.
𝑛→∞ 𝑛→∞
• Outro fato que merece ser mencionado é o seguinte:
1
(d) Se 𝑥𝑛 > 0 para todo 𝑛, então lim 𝑥𝑛 = 0 ⇔ lim = +∞.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑥𝑛
1
(d’) Se 𝑥𝑛 < 0 para todo 𝑛, então lim 𝑥𝑛 = 0 ⇔ lim = −∞.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑥𝑛
(i) Se lim 𝑥𝑛 = 𝑙 𝑒 lim 𝑦𝑛 = +∞, então
𝑛→∞ 𝑛→∞
lim 𝑥𝑛 𝑦𝑛 = +∞ para 𝑙 > 0 e lim 𝑥𝑛 𝑦𝑛 = −∞ para 𝑙 < 0.
𝑛→∞ 𝑛→∞
(ii) Se lim 𝑥𝑛 = 𝑙 𝑒 lim 𝑦𝑛 = −∞, então
𝑛→∞ 𝑛→∞
lim 𝑥𝑛 𝑦𝑛 = −∞ para 𝑙 > 0 e lim 𝑥𝑛 𝑦𝑛 = +∞ para 𝑙 < 0.
𝑛→∞ 𝑛→∞
• Em relação ao caso em que 𝑙 = 0, na proposição acima, nada se pode
concluir.
1
• Por exemplo, se 𝑥𝑛 = e 𝑦𝑛 = 𝑛 + 𝑛2 , vemos que (𝑥𝑛 𝑦𝑛 ) converge para 1.
𝑛2
• Se tomarmos 𝑧𝑛 = 𝑛3 + 1 vemos que (𝑥𝑛 𝑧𝑛 ) tende para +∞ e se tomarmos
𝑤𝑛 = 1 − 𝑛3 , vemos que (𝑥𝑛 𝑦𝑛 ) tende para −∞.
• Vejamos agora como a partir de uma sequência (𝑥𝑛 ), podemos
construir uma nova sequência (𝑆𝑛 ). O primeiro termo da nova
sequência será igual ao primeiro termo da sequência (𝑥𝑛 ), o segundo
termo, será a soma dos dois primeiros termos de (𝑥𝑛 ), o terceiro,
será a somas dos três primeiros termos de (𝑥𝑛 ) e, assim
sucessivamente, ou seja,
𝑆1 = 𝑥1 , 𝑆2 = 𝑥1 + 𝑥2 , 𝑆3 = 𝑥1 + 𝑥2 + x3 , … , 𝑆𝑛 = 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ +
𝑥𝑛 , … .
• Somas do tipo 𝑥1 + 𝑥2 + 𝑥3 + ⋯ + 𝑥𝑛 , … , com infinitas parcelas,
não têm significado algébrico, no entanto, elas serão utilizadas
significando lim 𝑆𝑛 . Chamaremos tais somas infinitas de séries e as
𝑛→∞
∞
denotaremos com o símbolo 𝑛=1 𝑥𝑛 .
∞
Quando existe lim 𝑆𝑛 e vale 𝑙, dizemos que a série 𝑛=1 𝑥𝑛 converge para 𝑙 ou, simplesmente,
𝑛→∞
∞
é convergente. Nesse caso, escrevemos 𝑛=1 𝑥𝑛 = 𝑙. Caso contrário, dizemos que a série é
divergente.
∞ 1
Considere a série 𝑛=1 2𝑛
• Temo que:
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
𝑆1 = 2 , 𝑆2 = 2 + 22 , 𝑆3 = 2 + 22 + 23 , … , 𝑆𝑛 = 2 + 22 + 23 … + 2𝑛 , ….
• Usando a soma dos termos de uma PG, temos:
1
𝑆𝑛 = 1 − 𝑛
2
1
• lim 𝑆𝑛 = lim 1 − lim 2𝑛 =1−0=1
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
∞
Se 𝑛=1 𝑥𝑛 converge, então lim 𝑥𝑛 = 0.
𝑛→∞
• Seja 𝑆𝑛 = 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 e seja 𝑙 = lim 𝑆𝑛 .
𝑛→∞
• Temos também que lim 𝑆𝑛−1 = 𝑙 .
𝑛→∞
• Logo,
0 = 𝑙 − 𝑙 = lim 𝑆𝑛 − lim 𝑆𝑛−1 = lim (𝑆𝑛 −𝑆𝑛−1 ) = lim 𝑥𝑛 .
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞
2.2 01 − 𝐴𝑐ℎ𝑒 𝑜𝑠 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑠𝑒𝑞𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠 𝑥𝑛 𝑛≥1 abaixo:
𝑛3 + 𝑛 − 1
𝑎) 𝑥𝑛 =
2𝑛3 + 7𝑛2 + 1
𝑛3 +𝑛−1 1 1
𝑛3 +𝑛−1 1+ 2 − 3
𝑛3
• Temos que: 𝑥𝑛 = = 2𝑛3 +7𝑛2 +1
= 𝑛
7 1
𝑛
2𝑛3 +7𝑛2 +1 2+𝑛+ 3
𝑛3 𝑛
1 1 1 1
• lim 1 + 𝑛2 − = lim 1 + lim 𝑛2 − lim = 1+0+0=1
𝑛→∞ 𝑛3 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛3
7 1
• lim 2 + 𝑛 − 𝑛3 = 2+0+0 = 2
𝑛→∞
𝑛3 +𝑛−1 1
• 𝐸𝑛𝑡ã𝑜 lim =2
𝑛→∞ 2𝑛3 +7𝑛2 +1
2.2 01 − 𝐴𝑐ℎ𝑒 𝑜𝑠 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑠𝑒𝑞𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠 𝑥𝑛 𝑛≥1 abaixo:
𝑎𝑟 𝑛𝑟 +⋯+𝑎1 𝑛+𝑎0
c) 𝑥𝑛 = , onde 𝑟 ≤ 𝑠.
𝑏𝑠 𝑛𝑠 +⋯+𝑏1 𝑛+𝑏0
𝑎𝑟 𝑛𝑟 +⋯+𝑎1 𝑛+𝑎0 𝑎𝑟 𝑎
1 + 0 𝑎
𝑛𝑠−𝑟
+ …+ 𝑠−1 𝑛𝑠
𝑛𝑠
• 𝑏𝑠 𝑛𝑠 +⋯+𝑏1 𝑛+𝑏0 = 𝑛
𝑏1 𝑏
𝑏𝑠 +⋯ 𝑠−1 + 𝑜𝑠
𝑛𝑠 𝑛 𝑛
𝑎𝑟 𝑎1 𝑎
+ …+ 𝑠−1 + 0𝑠
𝑛𝑠−𝑟
• lim 𝑏1
𝑛
𝑏
𝑛
𝑛→∞ 𝑏𝑠 +⋯ 𝑠−1 + 𝑛𝑜𝑠
𝑛
0+0+⋯0+0 0
• lim 𝑥𝑛 = = =0
𝑛→∞ 𝑏𝑠 +0+⋯0+0 𝑏𝑠
04 – Se lim 𝑥𝑛 = 𝑙, use a definição de limite para mostrar que lim (−𝑥𝑛 ) = −𝑙.
𝑛→∞ 𝑛→∞
• Se lim 𝑥𝑛 = 𝑙, então, ∀ ε > 0 ∃ 𝑛1 ∈ ℕ|n ≥ 𝑛1 ⇒ |𝑥𝑛 − 𝜀| < 𝜀. (1)
𝑛→∞
• Queremos provar que
∀ 𝜀′ > 0 ∃ 𝑛2 ∈ ℕ|𝑛 ≥ 𝑛2 ⇒ −𝑥𝑛 − (−𝑙) < 𝜀′.
(1)
• Mas −𝑥𝑛 − (−𝑙) = −𝑥𝑛 + 𝑙 = −(𝑥𝑛 −𝑙) = 𝑥𝑛 − 𝑙 < 𝜀.
• Logo, pondo 𝑛2 = 𝑛1 , temos que
∀ 𝑛 > 𝑛1 ⇒ −𝑥𝑛 ∈ −𝑙 − 𝜀, −𝑙 + 𝜀 , o que prova que
lim (−𝑥𝑛 ) = −𝑙.
𝑛→∞
2.4 01 − 𝑄𝑢𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑠𝑒𝑞𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠 𝑎𝑏𝑎𝑖𝑥𝑜 𝑠ã𝑜 𝑖𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑒 𝑞𝑢𝑎𝑖𝑠 𝑐𝑢𝑚𝑝𝑟𝑒𝑚 𝑎
𝑝𝑟𝑜𝑝𝑖𝑒𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒 𝑠𝑒𝑟 ± ∞?
−3𝑛2 +1
c) 𝑥𝑛 = 𝑠𝑒 𝑛 é í𝑚𝑝𝑎𝑟 𝑒 𝑥𝑛 = 1 − 𝑛2 𝑠𝑒 𝑛 é 𝑝𝑎𝑟.
2𝑛2 +𝑛
−3𝑛2 +1 1
−3𝑛2 +1 −3+ 2 −3+0 −3
𝑛2
• 𝑇𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒 lim 2𝑛2 +𝑛 = lim 2𝑛2 +𝑛
= lim 𝑛
1 = =
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛→∞ 2+ 2+0 2
𝑛2 𝑛
• lim 1 − 𝑛2 = −∞
𝑛→∞
• 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑥𝑛 é 𝑖𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑚𝑎𝑠 lim 𝑥𝑛 ≠ ±∞
𝑛→∞
02 − 𝑉𝑒𝑟𝑖𝑓𝑖𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑒 𝑎 𝑠𝑒𝑞𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎 é 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑜𝑢 𝑠𝑒 lim 𝑥𝑛 = ±∞
𝑛→∞
𝑆𝑒 𝑒𝑙𝑎 𝑓𝑜𝑟 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒, 𝑑𝑒𝑡𝑒𝑟𝑚𝑖𝑛𝑒 𝑜 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒.
3𝑛3 + 1
𝑐)𝑋𝑛 = 2
2𝑛 + 𝑛
1
3𝑛3 +1 3𝑛+ 2
• lim = lim 𝑛
1
𝑛→∞ 2𝑛2 +𝑛 𝑛→∞ 2 +𝑛
1
• lim 3𝑛 + 𝑛2 = +∞
𝑛→∞
1
• lim 2 + 2 =2
𝑛→∞ 𝑛
• L𝑜𝑔𝑜 lim 𝑋𝑛 = +∞ , a sequência não é convergente
𝑛→∞