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Fundamentos da Óptica Geométrica

O documento discute os conceitos fundamentais da óptica geométrica, incluindo: 1) Definições de raios de luz, feixes de luz convergentes, divergentes e paralelos. 2) Tipos de fontes de luz primárias e secundárias. 3) Classificação de meios transparentes, translúcidos e opacos.

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Fundamentos da Óptica Geométrica

O documento discute os conceitos fundamentais da óptica geométrica, incluindo: 1) Definições de raios de luz, feixes de luz convergentes, divergentes e paralelos. 2) Tipos de fontes de luz primárias e secundárias. 3) Classificação de meios transparentes, translúcidos e opacos.

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Física 2 | Módulo 1

1
TEORIA

Óptica

1 - Óptica, Óptica Geométrica e Óptica princípios fundamentais que regem o comportamento dos raios
de luz, de construções e teoremas da geometria plana. Inicia-
Física mos nosso curso pela Óptica Geométrica. A Óptica Física será
estudada em Ondulatória.
A Óptica é a parte da física que estuda a propagação da luz nos
diferentes meios e os fenômenos que dela decorrem: a reflexão,
a refração, a difração, a interferência e a polarização da luz. 1.1 - Conceitos Inicias
A Óptica apresenta inúmeras aplicações práticas, principal- 1.1.1 - Raios de Luz e Feixes de Luz
mente na construção de diversos aparelhos, como, por exemplo: Para representar graficamente a propagação da luz entre dois
• lupas e microscópios compostos que permitem a visão de pontos quaisquer, por exemplo, de uma lâmpada, aos olhos de
objetos de dimensões reduzidas. uma pessoa utilizamos a noção de raio de luz.

• lunetas e telescópios que permitem a visão de objetos


Raio de luz é um segmento orientado de reta que representa
distantes.
geometricamente a direção e o sentido de propagação da luz.
• câmaras fotográficas e equipamentos de projeção.
No mundo atual, a Óptica mostrou ser uma área de estudos
de importância fundamental, com aplicações em vários outros
campos, desde a Astronomia até as telecomunicações, em que
sinais luminosos substituem os sinais elétricos pela utilização
das fibras ópticas em vez de cabos metálicos.

Raios de Luz

Ao conjunto de raios luminosos, usualmente, chamamos feixe


de luz ou pincel de luz. Três tipos de feixe de luz são particu-
larmente importantes, como será ilustrado a seguir. São eles: o
feixe convergente, o feixe divergente e o feixe paralelo.
De modo geral, sempre que se recebe luz de um corpo muito
afastado, por exemplo, de corpos celestes como o sol, a lua, os
planetas, as estrelas, essa luz constitui um exemplo de feixe
Fibra Óptica paralelo. De fato, a grande distância em que se encontram não
permite que outros tipos de feixe cheguem até nós.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 20 de Dez. de 2013 [Link] - Convergente – Os Raios Luminosos Convergem.
Para o estudo da propagação da luz e dos fenômenos da
reflexão e refração não é necessário saber o que é luz, isto é, P
conhecer a sua natureza. Basta saber que a luz enviada pelos
corpos que nos cercam, ao atingir nossos olhos, determina a
sensação visual. Entretanto, para o estudo dos fenômenos da
difração, interferência e polarização é necessário conhecer a
natureza ondulatória da luz. No primeiro caso, temos a chamada
Óptica Geométrica e no segundo caso, a Óptica Física. A Óptica Feixe Convergente. Exemplo: Lente de
Aumento Concentram os Raios em um Ponto
Geométrica é desenvolvida a partir da noção de raio de luz, de

2
[Link] - Divergente – Os raios luminosos divergem.

Feixe Divergente. Exemplo: Luz de Sinal de Trânsito

[Link] - Paralelo – Os Raios Luminosos são Paralelos.

Fontes de Luz Primária

Disponível em: [Link]


Feixe Paralelo. Exemplo: Holofote -[Link]
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.
Só se consegue enxergar corpos se os raios de luz destes
chegam aos olhos, região em que são transformados em impul- A lua, as páginas deste livro, as cadeiras e a mesa de uma
sos e levados até o cérebro através dos nervos ópticos. Assim, sala são exemplos de corpos que não enviam luz própria. Eles
enxerga-se uma fonte primária porque os seus raios chegam são vistos porque enviam a nossos olhos a luz que recebem de
diretamente aos olhos, e uma fonte secundária é visível desde que outros corpos, não chamados fontes de luz.
ocorra reflexão de parte da luz que vem de alguma fonte primária. Com relação ao tamanho, uma fonte de luz pode ser:
• puntiforme: quando suas dimensões são desprezíveis em
Objeto Iluminado
relação à distância percorrida pela luz que emite.
• extensa: quando suas dimensões são comparáveis à
distância percorrida pela luz. Por exemplo, uma estrela
é uma fonte de luz puntiforme para um observador que
se encontra na Terra, devido à grande distância que os
separa; mas a chama de uma vela é uma fonte de luz
Fonte de Luz extensa para um observador localizado a 1 m de distância.

A Luz Vinda da Fonte é Refletida Pelo


Objeto e Atinge os Olhos do Observador.

1.1.2 - Fontes de Luz


O sol, o filamento das lâmpadas incandescentes quando ace-
Chama da vela como fonte extensa.
sas, o pavio aceso de uma vela, são exemplos de corpos que
enviam a própria luz que produzem. São denominados fontes
de luz primárias ou corpos luminosos.

Chama da vela como fonte puntiforme.

1.1.3 - Meios Transparentes, Translúcido e Opacos


Existem meios que permitem que a luz os atravesse através
deles de modo que é possível ver nitidamente os objetos. Tais
meios são chamados transparentes. São exemplos de meios
transparentes o ar atmosférico existente numa sala, deter-
Fontes de Luz Primária minados tipos de vidro e a água com pouca profundidade. A
Disponível em: [Link] luz, ao atravessar um meio transparente, percorre trajetórias
-[Link] regulares bem definidas.
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.

3
Por outro lado, existem meios que permitem a passagem da 1.2.1 - Sombra e Penumbra
luz, mas através deles não se pode ver nitidamente os objetos. As fotos mostradas a seguir apresentam as sombras de uma
Tais meios são chamados translúcidos. Exemplos de meios esfera projetadas no solo, Mas qual a diferença entre elas? Na
translúcidos são o papel de seda, o papel manteiga, a nebli- foto da esfera I. a sombra está bem definida, o que significa
na e o vidro fosco. A luz, ao atravessar um meio translúcido, que a fonte de luz se encontra bem distante da esfera e pode
percorre trajetórias irregulares e indefinidas. ser considerada uma fonte de luz puntíforme. Já na foto da
Por último, uma chapa grossa de ferro, uma parede de tijolos esfera II, observa-se no centro uma sombra projetada e em
são exemplos de meios que não permitem que a luz os atravesse. volta uma região parcialmente iluminada que chamamos de
São os chamados meios opacos. penumbra. Nesse caso, a fonte de luz foi aproximada da esfera
Vamos estudar a propagação da luz nos meios transparen- de modo a ser considerada, em virtude da menor distância
tes que, além disso, serão considerados homogêneos. Um envolvida, uma fonte de luz extensa.
meio é homogêneo quando é dotado das mesmas proprieda-
des em todos os seus pontos.

MEIO TRANSPARENTE: meio óptico que permite a propagação


regular da luz.
Exemplos: ar, vidro comum, papel celofane, etc.

O observador vê o objeto com


nitidez através do meio.
Formação de Sombra
Disponível em: [Link]
teudo/[Link]?id_top=040101
MEIO TRANSLÚCIDO: meio óptico que permite a propagação
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.
irregular da luz.
Exempos: vidro fosco, papel vegetal, tecido fino, etc.

I II

O observador não vê o objeto


com nitidez através do meio.

MEIO OPACO: meio óptico que não permite a propagação da luz.


Exemplos: madeira, placa metálica, tijolo,etc.

Sombra e Penumbra
O observador não vê o
objeto através do meio. Nas figuras, justificamos essas ocorrências por meio de tra-
çado de raios de luz, provenientes de uma fonte puntiforme F e
de uma fonte extensa AB.
1.1.4 - Princípios da Óptica Geométrica
Os princípios ou leis que regem a Óptica Geométrica, enun- A B
F
ciados a seguir, para um único raio luminoso, podem, evidente-
mente, ser estendidos para os feixes luminosos.
corpo opaco corpo opaco
1.2 - 1º Princípio da Propagação Retilínea
cone de
dos Raios Luminosos
cone de
penumbra penumbra
cone cone
Todo raio de luz percorre trajetória retilínea em meios trans- de de
parentes e homogêneos. sombra sombra

Já foi visto, no início do capítulo, que a representação do raio de sombra projetada penumbra sombra penumbra
luz é segmento de reta orientado, cuja justificativa está nesta lei. projetada projetada projetada

A seguir, são analisadas três aplicações de propagação re-


tilínea da luz: Observe que entre o corpo opaco e o anteparo, em que se
A. sombra e penumbra; forma a sombra projetada, temos uma região que não recebe
B. ângulo visual; luz da fonte e uma região parcialmente iluminada, que são,
respectivamente, denominadas cone de sombra e cone de
C. câmara escura de orifício.
penumbra.

4
1.2.2 - Aplicações no Dia-a-Dia [Link] - Eclipse da Lua

[Link] - Eclipse do Sol Nesse caso, a lua situa-se no cone de sombra da terra.
Cone de sombra
Nesse caso, a lua projeta sobre a terra uma região de sombra Eclípse Total

e uma penumbra. Terra


2
Penumbra ou Sol
Sombra Parcial 3

Cone de penumbra
Sombra muito fraca

Eclipse da Lua.
Sol Lua
Disponível em: [Link]
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.
Terra

[Link] - Câmara Escura de Orifício


Umbra ou 4 Câmara escura de orifício é uma caixa de paredes opacas
Sombra Total com um pequeno orifício em uma de suas faces.
1
[Link]
Eclipse Solar.

Região 1 = sombra da Lua.


Orifício
Região 2 = penumbra.
Região 3 = sombra da Lua projetada na Terra. Nessa região
ocorre o eclipse total ou anular do Sol.
Câmara escura de orifício
Região 4 = penumbra projetada. Nessa região ocorre o
eclipse parcial do Sol, caso em que uma parte do “disco solar” Disponível em: [Link]
permanece visível. cura-de-abelardo-morell-um-pouco-de-historia-arte-e-fotografia/
camera01_light-bulb/. Acesso em: 20 de Dez. de 2013.

Um objeto AB luminoso (que emite luz própria) ou iluminado


(que envia a luz que recebe de outros corpos) é colocado diante
da face da câmara que possui o orifício. Os raios de luz emitidos
pelo objeto e que passam pelo orifício originam na parede do
fundo uma figura semelhante ao objeto, mas invertida. Essa
figura é comumente chamada imagem AB’ do objeto AB. O fato
de a imagem ter forma semelhante ao objeto e ser invertida
evidencia a propagação retilínea da luz.

A
B’

0 i
A’
Região 1 – Eclipse Total B
Disponível em: [Link]
Solar_eclipse_1999_4.jpg (Adaptado). Acesso em 7 de jan. de 2014.

p p’

Região 2 – Eclipse Parcial


Disponível em: [Link]
Acesso em 7 de jan. de 2014. Imagem de um Objeto em uma Câmara Escura

5
A imagem projetada na parede da câmara pode ser vista
por um observador externo se essa parede for, por exemplo,
de papel vegetal.
Vale a pena dar uma conferida nos eclipses em tempo
Como os triângulos ABO e A’B’O são semelhantes, podemos “real”, experiência que a internet pode nos propor-
relacionar as alturas AB e A’B’do objeto e da imagem com cionar nos dias atuais. Nos links abaixo, você pode
as distâncias p (do objeto à câmara) e p’(da imagem até a admirar o fenômeno do eclipse solar e do eclipse
parede com orifício): lunar como se ocorressem neste exato momento!
A imagem obtida com uma câmara escura de orifício é invertida Eclipse Solar:
em relação ao objeto.

A ' B' p'


=
AB p

[Link] - Ângulo Visual (θ)


Chama-se ângulo visual θ o ângulo pelo qual o observador Disponível em: [Link]
enxerga o tamanho de um objeto. tch?v=qI2oKWy4_FI&feature=related.
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.
O ângulo visual depende da distância do observador ao objeto.
Os objetos mais afastados parecem menores, porque diminui Eclipse Lunar:
o ângulo visual.

θ θ1 θ2 θ3
Disponível em: [Link]
tch?v=lcRp1jKJmJU&feature=related.
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.

O Observador Vê o Lápis Sob Ângulo Visual Θ


1.3 - 2º. Princípios da Independência dos
Raios Luminosos
Dois raios de luz, ao se cruzarem, seguem inde-
pendentemente, cada um, a sua trajetória.

θ1 θ2 θ3

1 2

O Observador Vê os Postes Sob Ângulos Disponível em: [Link]


Visuais Cada Vez Menores: θ1> θ2> θ3. -[Link]. (Adaptado). Acesso em: 20 de Dez. de 2013.

Disponível em: [Link]


Acesso em: 20 de Dez. de 2013.

Princípio da Independência dos Raios de Luz.


Devido ao Ângulo Visual, Quanto Mais Afasta- O feixe luminoso (1) cruza-se com o feixe (2), mas cada um segue
dos, os Postes são Vistos Menores. normalmente o seu caminho, como se nada houvesse ocorrido.

6
1.4 - 3º. Princípio da Reversibilidade dos Os raios que chegam na superfície refletora recebem o
nome de raios incidentes, já os raios que retornam, recebem
Raios Luminosos o nome de raios refletidos.
A reflexão da luz é o fenômeno no qual a luz, ao propagar-
A trajetória seguida pelo raio de luz, num sentido, é a -se em um meio, incide em uma superfície S e retorna para
mesma quando o raio troca o sentido de percurso. o meio de origem.
Se um feixe de raios paralelos incidir sobre uma superfície S
Figura
FiguraAA Figura
FiguraBB plana e polida de um corpo opaco, a ele corresponderá um feixe
Espelho
Espelho refletido de raios também paralelos. Nesse caso, diremos que
Espelho
Espelho
ocorreu uma reflexão especular.
Luz Incidente Luz Especular Refletida

Espelho
Espelho
Espelho
Espelho

Disponível em: [Link]


sica/[Link]
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.

Na figura A, o raio de luz percorre um caminho num sentido,


enquanto na figura B, o raio percorre o mesmo caminho em
sentido oposto.
Um motorista, ao olhar para o espelho retrovisor interno de seu
Reflexão Especular
carro, vê um passageiro que está no banco traseiro. O passagei-
ro, ao olhar para o mesmo espelho, vê o motorista. Esse fato se Se considerarmos agora o mesmo feixe de raios paralelos
explica considerando que a luz emitida pelo passageiro incide incidindo sobre a superfície S, mas esta apresentar rugosidades,
no espelho e reflete, atingindo o motorista. Reciprocamente, a o feixe refletido perderá o paralelismo e seus raios se espalharão
luz emitida pelo motorista segue o mesmo caminho, porém em em todas as direções. Nesse caso, diremos que ocorreu uma
sentido contrário. reflexão difusa. A reflexão difusa é responsável pela visualização
dos objetos, os quais, ao refletirem a luz difusamente, podem ser
vistos pêlos observadores situados nas mais diversas posições.
Luz Incidente Luz Refletida Difusa

Reflexão Difusa

As superfícies que refletem a luz regularmente são capazes


de formar imagens. É o que acontece, por exemplo, com as
Princípio da Reversibilidade dos Raios de Luz
superfícies metálicas polidas, que são denominadas espelhos.
Disponível em: [Link] De acordo com a forma da superfície, os espelhos podem ser
0110-luz-nem-sempre-se-propaga-em-linha_12.html. planos ou curvos e, por sua vez, os curvos podem ser esféricos,
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.
parabólicos, etc. Os espelhos planos comuns são constituídos
de uma lâmina de vidro de faces paralelas na qual é depositada
1.5 - Reflexão da Luz uma delgada camada de prata em uma das faces.

Raio incidente Raio refletido 1.5.1 - Aplicações no Dia-a-Dia


A maioria dos corpos reflete difusamente a luz que incide
sobre eles; Assim, esta folha de papel, uma parede, um móvel
de uma sala etc. são objetos que difundem a luz que recebem,
espalhando-a em todas as direções. Quando esta luz penetra em
nossos olhos, nós enxergamos o objeto. Se ele não difundisse a
luz, não seria possível vê-lo. Como, na difusão, a luz se espalha
em todas as direções, várias pessoas podem enxergar um obje-
Luz Refletida to, apesar de situadas em posições diferentes em torno deles.

7
Quando chove, a superfície do asfalto, que é normalmente
muito áspera, torna-se lisa, porque fica coberta por uma película
de água. Nessa situação, a reflexão da luz se torna mais regular e
ela não volta para o ponto de onde saiu. É por isso que a estrada
parece escura para o motorista.

Difusão da Luz

A folha de um livro difunde a luz que recebe, podendo, então, Por outro lado, nessa situação, o asfalto passa a funcionar
ser vista de várias posições diferentes. como espelho, refletindo mais regularmente os farois de outros
Outro exemplo de difusão da luz pode ser mostrado quando veículos.
acendemos uma lanterna em um quarto escuro. A trajetória do feixe
luminoso, que sai da lanterna, não poderá ser percebida a não ser
que haja fumaça ou poeira em suspensão no ar. Nesse caso, as
partículas de fumaça ou de poeira, difundindo a luz, permitem-nos
perceber o feixe quando nossos olhos recebem a luz espalhada.
Um fato semelhante ocorre com a luz solar, que é difundida pelas
partículas da atmosfera terrestre. O céu apresenta-se totalmente
claro, durante o dia, em virtude desse espalhamento. Se a Terra
não possuísse atmosfera, o céu seria totalmente negro, exceto nas
posições ocupadas pelo sol e pelas estrelas. Como a lua não possui
atmosfera, é este o aspecto do “céu lunar” que será observado por
um astronauta situado na superfície de nosso satélite.

Disponível em: [Link]


sas-deixam-diversos-desabrigados-em-araruama-cabo-frio-6161432
Acesso em: 20 de Dez. de 2013.

1.5.2 - Leis da Reflexão


[Link] - Reta Normal
A reta normal (simplesmente chamaremos de normal) é sem-
pre perpendicular à superfície refletora.

As partículas de fumaça (ou poeira) difundem a luz, tornando N


visível o feixe luminoso.

Dado o desenho abaixo:

A C

Por que a estrada é mais escura num dia de chuva?


Num automóvel, à noite, na estrada, utilizamos o farol para
ver o caminho. Vemos a luz do farol que atinge o asfalto porque
a reflexão dessa luz é difusa. Desse modo, parte dela acaba
retornando para o ponto de onde saiu. B

8
[Link] - 1ª- Lei da Reflexão Resolução:

O raio refletido pertence ao plano de incidência, R’


ou seja, o raio refletido, a reta normal no ponto de E2
r’ R
incidência e o raio incidente são coplanares.
i’
Raio Incidente Normal Raio Refletido a i
r 40°

E1
Superfície
Refletora Sendo i = 40°, concluímos que r = 40°.
Observamos que α = r; portanto, a = 40°. é o complemento de a.
Logo, 11 - 50° e, sendo r’ = i’, temos; r1 = 50°

[Link] - 2ª- Lei da Reflexão 1.6 - O Espelho Plano


Chama-se espelho plano qualquer superfície plana, polida e
O ângulo de reflexão é sempre igual com alto poder refletor.
ao ângulo de incidência. Bons espelhos planos são obtidos com o polimento de chapas
metálicas. Entretanto, os espelhos obtidos assim nem sempre
Observe o esquema seguinte, que representa a reflexão de são baratos e funcionais. Em geral, os espelhos planos são
um raio luminoso em uma superfície S: confeccionados a partir de uma lâmina de vidro hialino de faces
paralelas, sobre a qual se deposita, por processos fïsico-quí-
Raio Incidente Normal Raio Refletido micos, uma película de prata que, posteriormente recebe um
verniz fixante.
Os espelhos planos têm emprego bastante diversificado.
São utilizados domesticamente, prestando-se a variados fins,
  e também como componentes de inúmeros sistemas ópticos.
Superfície
Refletora O símbolo que adotaremos para representar os espelhos
planos é o representado ao lado.
Convém observar que num espelho plano há predominância
da reflexão regular.
Observação: Quando o raio incide sobre a normal, reflete
sobre a normal.
Ri = N = Ri

1.6.1- Imagem de um Objeto Pontual


Uma fonte puntiforme A (primária ou secundária), colocada à
frente de um espelho plano, forma (ou conjuga) uma imagem A,
(S)
que pode ser vista pelo observador, pois o raio refletido chega
Incidência normal ao seu globo ocular.

Exemplo resolvido observador


A figura representa dois espelhos planos, Ei e E2, perpendiculares
entre si. Um raio de luz incide em EL e, após refletir-se, vai incidir N
em E2. De-termine o ângulo de reflexão do raio que emerge de E2.
A
Rr
E2 Ri
i r

espelho
40˚
A’

O observador vê a imagem A como se a fonte estivesse atrás


E1 do espelho. Isso ocorre porque o prolongamento do raio refletido
Rr passa por A.

9
Considere, por exemplo, a ilustração a seguir, que representa
um espelho diante do qual se coloca a letra F.
(a) A (b)
(c)

P P’
(S)

A A’

A’ N N’
Se o observador estiver em qualquer posição a, b ou c verá a
mesma imagem A” pelo mesmo motivo. Note-se que, qualquer Nessas condições, a imagem fornecida pelo espelho é um
que seja a posição do observador, os valores dos ângulos de F ao contrário, não-superponível ao objeto que lhe deu ori-
incidência e reflexão mudam, mas sempre são iguais gem. Diz-se que a imagem é enantiomorfa, isto é, tem forma
Pela construção da figura a seguir, o triângulo AIB é congruente contrária à do objeto.
ao triângulo A’IB; então, os segmentos AB e AB são congruentes. Entretanto, a imagem fornecida por um espelho plano de
Isso quer dizer que o ponto objeto A e o ponto imagem A’ são um objeto monocromático que admite um eixo de simetria é
simétricos em relação ao espelho. superponível a ele.
Em viaturas utilizadas em emergências, como ambulâncias e
AA carros de bombeiros, é comum pintar a palavra que as designam
CC “ao contrário”. O objetivo é proporcionar aos motoristas que estão
i i rr AA à frente uma leitura adequada em seus espelhos retrovisores.
BB

BB II
rr A’A’ B’B’
C’
C’
A’
A’

Portanto, para se obter geometricamente a imagem de um


objeto pontual, basta traçar por ele, perpendicularmente ao
espelho uma reta e marcar simetricamente o ponto imagem.
A figura anterior mostra a construção de três pontos imagens.

1.6.2 - Imagem de um Objeto Extenso


Para obtermos a imagem de um objeto extenso situado na
frente de um espelho plano, determinamos a imagem de cada um
de seus pontos usando a propriedade de simetria Notamos que
a imagem e o objeto têm as mesmas dimensões e são simétricos
em relação ao plano do espelho. O espelho plano, portanto, não
Disponível em: [Link]
inverte a imagem, mas troca a direita pela esquerda, e vice-versa. Acesso em: 20 de Dez. de 2013.
Verificamos isso com mais evidência ao colocarmos um objeto
que contenha palavras em frente de um espelho. Como pode 1.6.4 - Características da Imagem no Espelho Plano
ser observado na figura você saberia dizer o que está escrito na
do = distância entre o objeto e o espelho
camiseta da menina ao analisar a imagem refletida no espelho?
di = distância entre a imagem e o espelho
ho = altura do objeto
hi = altura da imagem

B
O I
hi
ho A
do di

O objeto e a imagem fornecida por um espelho plano possuem


formas contrárias. Características da imagem
• virtual
1.6.3 - Imagem e Objeto Não-Superponíveis
• direta
É importante observar que, devido à simetria, a imagem de um
objeto extenso fornecida por um espelho plano, embora idêntica • mesmo tamanho (ho = hi)
a ele, não lhe é, em geral, superponível. • do = di

10

EXERCÍCIOS

Questões Propostas 3. (UNAERP) Uma brincadeira proposta em um programa


científico de um canal de televisão consiste em obter
uma caixa de papelão grande, abrir um buraco em uma
1. (UFMG) Observe a figura. de suas faces, que permita colocar a cabeça no seu
interior, e um furo na face oposta à qual o observador
olha. Dessa forma, ele enxerga imagens externas pro-
jetadas na sua frente, através do furo às suas costas.

30 o

70 o

Nessa figura, dois espelhos planos estão dispostos de


modo a formar um ângulo de 30° entre eles. Um raio
luminoso incide sobre um dos espelhos, formando um
ângulo de 70° com a sua superfície. Esse raio, depois
de se refletir nos dois espelhos, cruza o raio incidente
formando um ângulo de
Esse fenômeno ótico baseia-se no
A) 90°. A) princípio da superposição dos raios luminosos.
B) 100°. B) princípio da reflexão da luz.
C) 110°. C) princípio da refração da luz.
D) 120°. D) princípio da propagação retilínea da luz.
E) 140°. E) princípio da independência dos raios luminosos.

2. (UEL) Um raio de luz r incide sucessivamente em dois


4. (UFRJ/2000) Na figura a seguir, F é uma fonte de luz
espelhos planos E1 e E2, que formam entre si um ângulo extensa; e A, um anteparo opaco.
de 60°, conforme representado no esquema a seguir.
Pode-se afirmar que I, II e III são, respectivamente,
E1 regiões de

50 o r

60 o  E2
I II III

Nesse esquema o ângulo α, é igual a


A) sombra, sombra e penumbra.
A) 60o. B) sombra, sombra e sombra.
B) 70o. C) penumbra, sombra e penumbra.
C) 80o. D) sombra, penumbra e sombra.
D) 50o. E) penumbra, penumbra e sombra.
E) 40 o.

11
5. (UFMG/2005) Marília e Dirceu estão em uma praça ilu- 8. (UERJ) Uma garota, para observar seu penteado,
minada por uma única lâmpada. coloca-se em frente a um espelho plano de parede,
Assinale a alternativa em que estão CORRETAMENTE situado a 40 cm de uma flor presa na parte de trás dos
representados os feixes de luz que permitem a Dirceu seus cabelos.
ver Marília. Buscando uma visão melhor do arranjo da flor no cabelo,
A) B) ela segura, com uma das mãos, um pequeno espelho
plano atrás da cabeça, a 15cm da flor. A menor distância
entre a flor e sua imagem, vista pela garota no espelho
de parede, está próxima de

40 cm

Marília Dirceu Marília Dirceu

C) D)

A) 55 cm. B) 70 cm. C) 95 cm.


D) 110 cm. E) 100 cm.
Marília Dirceu Marília Dirceu

9. (UFRS) Uma criança observa um passarinho com um


6. (UFPE) Um objeto é colocado diante de dois espelhos periscópio composto de dois espelhos planos E, paralelos
planos que formam um ângulo de 90° entre si. Consi- e inclinados em 45°, como está representado na figura. O
derando o raio luminoso mostrado nas figuras a seguir, ponto O representa o olho da criança; e P, o passarinho.
determine qual a figura que melhor representa imagens Pode-se afirmar que a imagem do passarinho vista pela
do objeto formadas em cada espelho. criança, por meio desse periscópio, está localizada no ponto

A) B)

C) D)

A) P. B) Q. C) R. D) S. E) T.
E)

10. (CESGRANRIO) A vigilância de uma loja utiliza um es-


pelho convexo de modo a poder ter uma ampla visão do
seu interior. A imagem do interior dessa loja, vista através
desse espelho, será

A) real e situada entre o foco e o centro da curvatura


7. (ITA/SP) Quando um homem se aproxima diretamente do espelho.
de um espelho plano com velocidade de 1,2 m/s, ele B) real e situada entre o foco e o espelho.
A) se afasta de sua imagem com velocidade de 1,2 m/s. C) real e situada entre o centro e o espelho.
B) se aproxima de sua imagem com velocidade de 1,2 m/s. D) virtual e situada entre o foco e o espelho.
C) se aproxima de sua imagem com velocidade de 2,4 m/s. E) virtual e situada entre o foco e o centro de curvatura
D) mantém uma distância constante de sua imagem. do espelho.

12
11. (FCMMG/2007) Um médico, atendendo um paciente, tem C) Imagem
um espelho plano situado no meio da parede vertical em
frente de seus olhos. Ele deseja ver, através do espelho, Espelho
Vela
toda a parede, de cima a baixo, que fica atrás dele, con-
tendo dois cartazes, como mostra a figura.

D)
Espelho
Imagem Vela
3,0 m

13. Numa sala, onde foram colocados espelhos planos em


duas paredes opostas e no teto, um rapaz observa a
imagem do desenho impresso nas costas da sua camisa.
Considere as medidas fornecidas na figura acima. Para que
a situação descrita acima seja vista, o menor valor para a
dimensão vertical (d) do espelho será de, aproximadamente
A) 0,50 m. B) 0,75 m. C) 1,0 m.
D) 1,5 m. E) 0,25 m.

12. (UFMG/2006) Uma vela está sobre uma mesa, na frente


de um espelho plano, inclinado, como representado na
figura a seguir.
Figura 1 Figura 2
Assinale a alternativa cujo diagrama representa COR-
RETAMENTE a formação da imagem do objeto, nessa A figura 1 mostra a trajetória seguida por um raio de luz,
situação. do desenho ao rapaz, e a figura 2, o desenho impresso
nas costas da camiseta. A imagem vista pelo rapaz será:
Espelho
Vela A) B) C)

D) E)

A) Espelho
Imagem Vela

B) Espelho
Vela

Imagem

13
3. (UFOP/MG) Considere um espelho esférico, de distância
Questões dos Últimos Vestibulares focal f e raio de curvatura r. Seja ainda o e i as respectivas
distâncias de um objeto e de sua imagem ao vértice do
espelho. Assinale a afirmativa INCORRETA.
1. (UEL/PR) Pinhole, do inglês “buraco de agulha”, é uma
A) Se o espelho for côncavo e o for maior que r, a ima-
câmera fotográfica que não dispõe de lentes.
gem é real.
Consegue-se uma imagem em um anteparo quando a luz
proveniente de um objeto atravessa um pequeno orifício. B) Se o espelho for convexo e o for maior que r, a ima-
gem é virtual.
C) Se o espelho for côncavo e o for menor que f, a imagem
é menor que o objeto.
20m 5m D) Se o espelho for convexo e o for menor que f, a imagem
é menor que o objeto.

D=? 10m
4. (UFJF/MG) Na entrada de um shopping, é colocado um
grande espelho convexo de distância focal 40 cm. Uma
De acordo com os conhecimentos em ótica geométrica e criança se assusta quando vê sua imagem refletida no
com os dados contidos no esquema acima, determine a espelho. Considerando que, nesse momento, a criança se
distância D do orifício da câmera (pinhole) até a árvore. encontra a 1,2 m do vértice do espelho, podemos afirmar
que ela vê sua imagem nesse espelho
A) 2 m. B) 4 m. C) 40 m. D) 50 m. E) 200 m.
A) três vezes maior. B) duas vezes menor.
C) quatro vezes maior. D) quatro vezes menor.
2. (UNICAMP/2012) A figura a seguir mostra um espelho
retrovisor plano na lateral esquerda de um carro. O E) três vezes menor.
espelho está disposto verticalmente e a altura do seu
centro coincide com a altura dos olhos do motorista. Os
pontos da figura pertencem a um plano horizontal que
5. (FCMMG/2013) Um “container” de metal usado para
transporte de cargas em navios encontra-se fechado e
passa pelo centro do espelho. Nesse caso, os pontos o seu interior é completamente escuro. Ele possui um
que podem ser vistos pelo motorista são: pequeno orifício que está voltado para uma casa, como
mostrado na figura 1.

Figura 1 Figura 2

Figura 3 Figura 4
A) 1, 4, 5 e 9. B) 4, 7, 8 e 9.
Uma pessoa dentro do “Container” verá, projetada na
C) 1, 2, 5 e 9. D) 2, 5, 6 e 9.
parede oposta ao orifício, uma imagem da casa, como
na figura
A) 1. B) 2. C) 3. D) 4.

14
6. (FCMMG/2000) A figura representa a planta baixa de uma Questões Estilo ENEM
sala de espera de um consultório médico retangular (ABCD)
de 3,0 m de comprimento por 2,0 m de largura. Para que
a sala tenha uma aparência mais ampla, o médico mandou 1. (ETE/SP) Atenção à charge.
revestir a parede AB com um espelho plano. Uma pessoa se
encontra parada no canto D.

A B

C D
(BICOLHO, Marcos Antonio, 32o Salão Internacional de

Essa pessoa verá o canto C, através do espelho, distando Humor de Piracicaba. Brasil)

dela de, aproximadamente, Charges fornecem momentos de muita descontração.


A) 3,0 m. B) 3,6 m. C) 4,0 m. D) 5,0 m. Algumas nos fazem rir, já outras... Na charge, a luz incide
nos objetos e nas pessoas. Verifica-se que, na parede,
não há a sombra do ioiô com o qual o menino brinca, pois
7. (UNIFESP) A figura representa um objeto e cinco espelhos
planos, E1, E2, E3, E4 e E5. I. ela está sendo projetada na sombra da pasta que o
homem carrega.
E3
II. a pasta funciona como um anteparo opaco, impedindo
E4 a passagem da luz.
E2 III. a luz, que caminha em linha reta, não sofre desvios
que permitam a projeção da sombra do ioiô na parede.
E5
Está CORRETO o contido em
E1 (objeto) A) I, apenas.
B) III, apenas.
A) E1: E2: E3: E4: E5: . C) I e II, apenas.
D) I e III, apenas.
B) E1: E2: E3: E4: E5: .
E) II e III, apenas.

C) E1: E2: E3: E4: E5: .

D) E1: E2: E3: E4: E5: .


2. (FGV/SP) Leia o trecho da música “Espelho D’Água” de
Almir Sater e Renato Teixeira.

E) E1: E2: E3: E4: E5: Emoção...


Os rios falam pelas cachoeiras,
Compaixão...
Os peixes nadam contra a correnteza,
Sim ou Não...
As dúvidas são partes da certeza,
Tudo é um rio refletindo a paisagem,
Espelho d’água levando as imagens pro mar,
Cada pessoa levando um destino,
Cada destino levando um sonho...

15
As águas límpidas e calmas de um rio podem se com- Essa visitante, ao descer as escadas, fotografa, no ponto
portar como um espelho plano, refletindo a imagem dos B, o mesmo quadro através dos espelhos. A nova foto, tal
objetos de uma paisagem de forma: direta, como vista no visor, é

A) real e de tamanho igual ao do objeto. A) B) C)


B) virtual e de tamanho igual ao do objeto.
C) real e de tamanho menor que o do objeto.
D) virtual e de tamanho menor que o do objeto. D) E)
E) real e de tamanho maior que o do objeto.

3. (FGV) Atenção ao poema

5. (ENEM/2000) A figura a seguir mostra um eclipse solar no


instante em que é fotografado em cinco diferentes pontos
LUA
LUA NA
NA AGUA
AGUA do planeta.

ALGUMA
A GU LUA
A Sol

LUA ALGUMA
L U A II
I

III

Nesse poema, Paulo Leminski brinca com a reflexão IV V


das palavras, dando forma e significado a sua poesia ao
imaginar a reflexão em um espelho d’água. Para obter
o mesmo efeito de inversão das letras, se os dizeres Três dessas fotografias estão reproduzidas abaixo.
da primeira linha estiverem sobre o eixo principal de
um espelho esférico côncavo, com sua escrita voltada
diretamente à face refletora do espelho, o texto corre-
tamente grafado e o anteparo onde será projetada a
imagem devem estar localizados sobre o eixo principal,
nessa ordem, As fotos poderiam corresponder, respectivamente, aos
pontos:
A) no mesmo lugar e sobre o foco.
A) III, V e II. B) II, III e V. C) II, IV e III.
B) no mesmo lugar e sobre o vértice.
D) I, II e III. E) I, II e V.
C) no centro de curvatura e sobre o foco.
D) no foco e sobre o centro de curvatura.
E) no mesmo lugar e sobre o centro de curvatura.

4. (FUVEST/ 2006) Em uma exposição, organizada em


dois andares, foi feita uma montagem com dois espelhos
planos E1 e E2, dispostos a 45° entre os andares, como
na figura 1. Uma visitante, quando no andar superior, no
ponto A, fotografa um quadro (Q), obtendo a foto 1, tal
como vista no visor (fig. 1).

E1
Q A

B
E2

Figura 1

16
A) Refração da luz.
Questões Complementares
B) Reflexão espetacular.
C) Absorção.

1. (UFAL) A figura a seguir ilustra um espelho plano e dois D) Miragem.


pontos, A e B, situados ao longo da linha perpendicular E) Eclipse.
ao espelho. A distância do ponto B à imagem do ponto
A é igual a:
4. (FUVEST/2007) A janela de uma casa age como se fosse
um espelho e reflete a luz do Sol nela incidente, atingindo,
às vezes, a casa vizinha. Para a hora do dia em que a luz
do Sol incide na direção indicada na figura, o esquema que
A B melhor representa a posição da janela capaz de refletir o
raio de luz na direção de P é

2 cm 1 cm Sol

A) 6 cm. B) 5 cm. C) 4 cm.

D) 3 cm . E) 2 cm. P Janela

2. (FCMMG/2009) Um sistema ótico é constituído por dois


espelhos planos paralelos, como na figura. A) B)

A L
D
P P
C

C) D)

P P
O

Uma pequena lâmpada L, colocada entre os dois es-


pelhos, é vista pelo observador O, através dos dois E)
espelhos. A imagem da lâmpada será formada no ponto:

A) A. B) B. C) C. D) D.
P

3. (UEL) Com uma escumadeira de cozinha, foi produzida


esta curiosa imagem em uma camiseta, retratando um
dos interessantes fenômenos cotidianos interpretados
pela Física: a sombra.

Assinale a alternativa que indica o fenômeno que tem a


mesma explicação científica da figura.

17
Revisão Espelho Plano

1. Uma árvore de 5 m de altura projeta uma sombra de 1,25 m e no mesmo instante uma pessoa em pé projeta uma
sombra de 44 cm. A altura dessa pessoa é:

A) 1,70 m B) 1,72 m
C) 1,76 m D) 1,78 m

2. Um jovem de altura H metros observa sua imagem, de altura h metros, gerada na parede opaca (anteparo) de uma câmara
escura de orifício. Sabendo que a distância da imagem ao orifício é de D metros e que a distância do orifício ao anteparo é
de d metros, pode-se dizer que a altura h da imagem vale, em metros,

A) Hd/D B) HD/d
C) d/HD D) D/hd
E) HDd

3. A figura a seguir representa uma associação de espelhos planos sob um ângulo α. Um raio de luz monocromática incide
em E1 sob um ângulo de incidência de 60o e sai do sistema refletindo por E2 sob um ângulo de reexão de 10o.

Com isso, o ângulo mede


A) 30o B) 40o
C) 50o D) 60o
E) 70o

4. Um lápis está na posição vertical a 20 cm de um espelho plano, também vertical, que produz uma imagem desse lápis. A
imagem do lápis:

A) é real e fica a 20 cm do espelho.


B) é virtual e fica a 20 cm do espelho.
C) é real e fica a 10 cm do espelho.
D) é virtual e fica a 10 cm do espelho.
E) é real e fica junto ao espelho.

FÍSICA 1

18
5. A ilustração mostra uma experiência simples com dois 7. Durante sua preparação para uma festa, a jovem Anne
espelhos planos. para em frente ao espelho plano vertical presente no seu
quarto e começa a se observar.

Uma das características que sua imagem apresenta, em


relação à jovem, é que ela (a imagem) é
A) maior.
B) menor.
C) real.
D) imprópria.
E) enantiomorfa.

Disponível em: <[Link]>.


Acesso em: 2 de agosto de 2016.

Para que sejam formadas infinitas imagens, GABARITO


F) os espelhos planos podem ser dispostos aleatoria-
ESPELHO PLANO
mente.
G) os espelhos planos podem ser dispostos perpendi- 1 2 3 4 5 6 7
cularmente.
C A E B C A E
H) os espelhos planos só podem ser dispostos parale-
lamente.
I) o ângulo entre os espelhos planos não é um fator
determinante para esse experimento.
J) o tamanho dos espelhos é um fator relevante no
objetivo do experimento.

6. Na figura a seguir, O representa um objeto puntual lumi-


noso, E representa um espelho plano e X um observador.

A imagem do objeto O está corretamente posicionada


no ponto
A) 1
B) 2
C) 3
D) 4

2
FÍSICA
19
GABARITO

Questões Propostas

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

D B D C A D C D C D B B B

Questões dos Últimos Vestibulares

1 2 3 4 5 6 7

C C C D B D A

Questões Estilo ENEM

1 2 4 4 5

E B E A A

Questões Complementares

1 2 3 4

C D E C

Revisão Espelho Plano

1 2 4 4 5 6 7

C A E B C A E

20

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