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Especificação de Cabo de Aço

1) O documento fornece especificações técnicas mínimas para cabos de aço, incluindo construção, diâmetro, resistência, carga de ruptura, torção e acabamento. 2) É explicada a diferença entre cabos rotativos e não rotativos, e como a resistência à rotação varia de acordo com o projeto da construção. 3) Terminologia técnica como carga de ruptura teórica, mínima efetiva e real são definidas para esclarecer possíveis confusões.

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Especificação de Cabo de Aço

1) O documento fornece especificações técnicas mínimas para cabos de aço, incluindo construção, diâmetro, resistência, carga de ruptura, torção e acabamento. 2) É explicada a diferença entre cabos rotativos e não rotativos, e como a resistência à rotação varia de acordo com o projeto da construção. 3) Terminologia técnica como carga de ruptura teórica, mínima efetiva e real são definidas para esclarecer possíveis confusões.

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Especificação de
Cabo
 

   

Especificação mínima de cabo de aço para consulta:


1. Construção do cabo - rotativo ou não rotativo - nos termos convencionais estabelecidas pelas
Normas Internacionais ou informar o cabo CASAR desejado, por exemplo, Starlift, Eurolift,
Stratoplast, Turboplast etc.
2. Diâmetro do cabo:    mm
3. Resistência à tração (do arame):    N/mm² ou     kgf/mm²
4. Carga de ruptura mínima efetiva (do cabo):     kN ou     tf
5. Torção do cabo: regular à direita (ou regular à esquerda, lang à direita ou lang à esquerda).
6. Comprimento do cabo:     m
7. Acabamento do cabo: polido (ou galvanizado), sem terminal (1) (ou com terminal em uma ou nas
duas extremidades).
8. Especificação do terminal do cabo, por exemplo: sapatilho (tipo?) ou soquete (tipo?) - veja
também a nossa planilha "Terminais".

(1)
Todas os cabos CASAR vêm com as pontas pontiagudas por fusão elétrica (electrofused and tapered)

Esclarecimentos adicionais:

Caso não houver conhecimento de um ou mais dados solicitados acima, os dados técnicos do guindaste
como a capacidade de içamento e o tipo de aplicação / operação, assim como o fator de segurança que
se aplica ao equipamento, poderão ser informados.

Muitas vezes acontece que os termos técnicos, que determinam a aptidão do cabo para determinado
equipamento e operação, estão sendo confundidos, mal interpretados ou simplesmente ignorados. Por
conseguinte, esclarecemos:

Ad 1: Construção do cabo - rotativo ou não rotativo


Num cabo rotativo (também chamado "cabo convencional") uma carga externa gera um momento que
procura destorcer o cabo e fazer girar a carga.
Um cabo não rotativo ou resistente à rotação possui uma alma de aço cabo independente (AACI) torcida
em sentido contrário às pernas externas.
Sob carga, a alma tenta girar o cabo numa
direção e as pernas externas tentam girá-lo em
sentido oposto.
A composição geométrica de um cabo não
rotativo deve ser projetada de tal maneira que
os momentos da alma e os momentos das
pernas externas se compensem, ou seja,
estabeleçam um equilíbrio um com o outro em
grande escala de variação de carga, conseguindo
que o cabo de aço não gire mesmo em grandes
alturas de içamento.
A característica, ou seja, a qualidade da "não
rotatividade" ou da "resistência à rotação" de um
cabo varia significativamente com o projeto de
sua construção, o que pode ser verificado
facilmente comparando as construções de cabos
convencionais conhecidas como as categorias
19x7, 34 x 7 ou 36 x 7 com os cabos de aço
especiais Starlift, Eurolift ou Powerplast da CASAR, por exemplo.
Esta diferença em qualidade de resistência ao giro pode ser testada em ensaios com cabo de aço
equipado com um destorcedor (inglês: "swivel") na ponta onde o cabo recebe a carga no gancho.
O comportamento dos cabos com determinada construção e sob carga variada em % da carga de ruptura
mínima de cada cabo, é demonstrado no gráfico embaixo, comparando:
 O cabo convencional rotativo com 6 ou 8 pernas gira imediatamente a partir da carga mínima e
dependendo da altura até sem carga, puxado somente pelo próprio peso.
 Os cabos 17 x 7 ou 18 x 17, supostamente resistentes à rotação, começam a girar
progressivamente já com 20% de sua carga de ruptura mínima.
 Somente cabos especiais, com a qualidade CASAR Starlift e Eurolift, por exemplo, conseguem
estabilidade giratória com até 80% de sua carga de ruptura mínima, que - por sinal - é muito
mais alta do que do cabo convencional.

Às vezes pode ser observado, na prática, que por falta de conhecimento ou falta de instruções corretas
do fabricante, cabos de aço rotativos ou pouco resistentes à rotação são utilizados com este assim
chamado "destorcedor" ou "Swivel" na ponta do gancho em guindastes offshore (por exemplo) para
impedir o giro da carga, deixando o cabo "abrir" e "fechar" em cada ciclo de trabalho, o que não é bem a
função de um destorcedor.
Quem quiser saber mais sobre cabos de aço não rotativos, clique em Literatura Casar, "The rotation
characteristics of steel wire ropes".
Para acabar com este mau costume e barbaridade em termos de segurança
as Normas ISO e EN desenvolveram parâmetros especiais para o uso do
"swivel" em cabos de aço não guiados (em caída livre) como por exemplo em
guindastes de içamento, botes de resgate e outras aplicações. Para ver a
Norma, clique em NORMA ISO 4308 - Anexo C.

Ad 2: Diâmetro do cabo:
O diâmetro do cabo especificado é sempre nominal com margem de tolerância de +5% (Normas
Internacionais) ou +4% (Padrão CASAR)

Ad 3: Resistência à tração (do arame):


 resistência à tração = tensile strength (inglês) = qualidade (dureza) do arame = a resistência
(mínima) a tração de um fio (ou arame) de aço, calculado em kgf/mm² (=kilograma força por
milímetro quadrado), é a base de cálculo para os valores de carga de ruptura do cabo de aço

Ad 4: Carga de ruptura mínima efetiva (do cabo):


A terminologia dos fabricantes (e das Normas Internacionais) faz diferença entre os três termos de carga
de ruptura para o cabo de aço:
 carga de ruptura teórica = Calculated aggregate breaking load e
 carga de ruptura (mínima) efetiva = Minimum Breaking Load = MBL
 carga de ruptura real (ensaiada) = real breaking load tested

A carga de ruptura teórica do cabo calcula-se com a resistência dos fios multiplicada pelo total da área
metálica (seção) de todos os fios.
A carga de ruptura mínima efetiva é a carga de ruptura teórica menos uma determinada porcentagem
em virtude do encablemento dos arames (fator de encablemento), que varia de acordo com a construção
de cada cabo. Este valor, a carga de ruptura mínima efetiva é o valor relevante para a aptidão do
cabo em termos de carga e fator de segurança e, portanto, não deveria faltar em nenhuma especificação
de cabo.
É muito importante lembrar que o fabricante de cabos de aço convencionais, como são os cabos da
classe 6x19 e 6x37, assim como 19x7 e 34x7, somente consegue aumentar a carga de ruptura do cabo
optando por arames mais duros, por exemplo, trocando a resistência à tração IPS por EIPS! É por isso
que às vezes o requisitante do cabo informa somente a resistência à tração, acostumado com as
especificações de cabos convencionais.
Diferente do cabo convencional, os cabos de aço especiais, desenvolvidos após a Segunda Guerra
Mundial, como por exemplo, os cabos da CASAR, possuem área metálica e carga de ruptura mínima
efetiva bem mais alta, isto sempre comparado com cabos de aço convencionais com os mesmos
diâmetros e qualidade de arame idêntica, veja os gráficos comparativos:
(2)
Veja os fatores de enchimento no quadro "Características Gerais" para cada modelo de cabo!
Os gráficos comparam os cabos de aço especiais CASAR com os cabos de aço convencionais conforme
Norma DIN 3063 (8x19W) e 3064 (6x36WS) para cabos rotativos e DIN 3069 (=18x7) e 3071 (=36x7)
para cabos resistentes a rotação.
O fabricante do cabo de aço costuma certificar e garantir o valor da carga de ruptura mínima efetiva do
cabo de aço seja convencional ou especial. Quando solicitado, o fabricante poderá testar a carga de
ruptura em laboratório fazendo ensaio de ruptura de cabo de aço, obtendo como resultado a
 carga de ruptura real,
valor sempre acima da carga de ruptura mínimo efetivo informado no catálogo.

Ad 5: Torção do cabo: regular ou lang à direita ou à esquerda

Torção regular à direita > sZ

Torção regular à esquerda > zS

Como reconhecer um cabo de torção regular, seja a direta ou a esquerda? Acompanhe com o olho a
torção dos fios dentro das pernas: sempre quase em linha com eixo do cabo, cruzando desta maneira a
torção das pernas que cruzam a direita (exemplo superior sZ) e cruzam a esquerda (exemplo inferior
zS).
Torção lang a direita > zZ

Torção lang a esquerda > sS

Como reconhecer um cabo de torção lang? Veja só na superfície a torção dos fios acompanhando a
torção das pernas e sempre cruzando o eixo horizontal do cabo.
A nomenclatura sZ, zS, sS ou zZ é conhecida e muito usada por quem consulta ou oferece cabos de aço.
Para a maioria das aplicações o cabo de torção regular está sendo usado. Os fios externos num cabo de
torção regular rompem mais cedo do que cabo de torção lang, assim oferecendo um indicador mais
confiável para julgar a condição do cabo em termos de vida útil.
A escolha do sentido correto para a torção do cabo já é mais complicada por ser vital para o bom
funcionamento do sistema de passagem (reeving system) de um guindaste, uma ponte ou qualquer
outro equipamento de içamento de carga.
Para quem quiser saber mais ou tiver dúvida no momento de fazer a consulta sobre que cabo adquirir,
consulte o manual do fabricante do seu equipamento ou aprofunde o seu conhecimento na literatura da
CASAR oferecida neste website também (veja, por exemplo, esta: Which rope for my crane?).
KRK Hidroserv Ltda. CASAR DRAHTSEILWERK SAAR GMBH
Rua Domingos Viotti, nº 44 Casarstraße 1 — D-66459 Kirkel
Bairro Santa Amélia - CEP: 31.550-260 Germany
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil P.O. Box 187 D-66454 Kirkel
Telefone: 31 3496 - 1662 Tel.: 00xx496841- 8091- 0
Fax: 31 3496 - 2653 Fax: 00xx496841- 8694
Atualizado em 31 de Janeiro

Common questions

Com tecnologia de IA

CASAR special ropes, such as Starlift and Powerplast, offer higher rotational stability and increased breaking load compared to traditional steel wire ropes. These special ropes provide stability with up to 80% of their minimum breaking load, whereas conventional ropes start twisting at significantly lower loads . Moreover, CASAR ropes incorporate advanced construction techniques, resulting in a greater metallic area and effective breaking load without solely relying on wire hardness, making them more suitable for high-load applications .

Non-rotating steel wire ropes achieve resistance to turning under load through a specific construction where an inner steel core is twisted in the opposite direction to the outer strands. This counter-twisting balances out rotational forces, allowing the cable to maintain stability without turning even when hoisting large loads. The construction involves a geometric design that ensures equilibrium between the moments of the core and the outer strands across varying load scales . Unlike conventional rotating ropes, which twist immediately under load, non-rotating ropes like the CASAR Starlift or Eurolift provide rotational stability up to 80% of their minimum breaking load, which is significantly higher than conventional ropes .

Tensile strength impacts the breaking load of steel wire ropes, as it is a measure of the wire’s resistance to pull. In conventional ropes, breaking load is increased by using harder wires with higher tensile strength, such as swapping IPS for EIPS grades . Special wire ropes, however, achieve a higher breaking load not only through tensile strength but also through enhanced construction techniques, resulting in a higher metallic area and effective breaking load compared to conventional ropes with the same diameter and wire quality .

The twist direction of wire ropes significantly influences their application and longevity. Ropes with regular twists (sZ, zS) tend to have external wires that break earlier, providing a reliable indication for maintenance and replacement. In contrast, lang lay ropes (zZ, sS) feature wires that follow the strand's twist, offering increased longevity and resistance to wear. The correct choice of twist is vital for optimal system operation in reeving systems and load handling . Nomenclature such as sZ for regular right and zZ for lang right is widely used in industry for specifying twist directions .

The Minimum Breaking Load (MBL) is crucial in specifying steel wire ropes as it defines the rope's capability to handle loads safely and determines the safety factor for its application. MBL is calculated as the theoretical breaking load of the wires minus a percentage accounting for the cabling factor, which varies with each rope construction. This theoretical load is derived from the tensile strength of the wires multiplied by the rope's total metallic cross-sectional area. The effective MBL thus represents the rope's guaranteed load capacity before potential failure .

Swivels are used in non-guided steel wire rope applications, such as cranes and lifeboats, to prevent the load from spinning uncontrollably. However, using swivels with inappropriate ropes can cause safety hazards as they might 'open' the rope unnecessarily. To mitigate such risks, ISO and EN standards have established guidelines for swivel use, ensuring that special construction non-rotating ropes, like those by CASAR, are employed. These standards are designed to maintain safety and rope integrity under operational conditions .

The margin of tolerance in cable diameter specifications affects the selection by allowing slight variations (+5% international standards or +4% CASAR standards). This tolerance ensures compatibility with equipment requirements and operational safety margins. Precise diameter is crucial for fitting in hoisting machinery and achieving desired performance levels without compromising safety . Errors in diameter can lead to mismatched equipment fit and increased wear or failure risks over time .

Incorrect specification parameters in steel wire ropes, such as misunderstandings in tensile strength, MBL, or twist direction, can severely compromise operational safety and equipment lifespan. Misalignments in expected versus actual performance could lead to premature rope failure, posing safety hazards and potential equipment damage. Proper parameter specification is essential to ensure that ropes are well-suited for their intended applications and adhere to necessary safety margins . The misunderstanding or lack of proper technical guidance often leads to poor rope choice, further exacerbating safety risks and operational inefficiencies .

ISO 4308 provides guidelines that define safe usage parameters for steel wire ropes in hoisting operations by detailing the appropriate conditions for utilizing particular rope types and accessories like swivels. It sets standards for designing ropes that prevent hazardous swivelling, ensuring load stability even during high-risk, non-guided lifts . By aligning rope specifications with operational demands, the standard enhances safety and performance in various hoisting applications .

The specification of wire rope terminals, such as thimbles or sockets, influences functionality by ensuring a secure connection between the rope and load-bearing equipment. Proper terminal selection impacts load distribution, minimizes stress concentration, and ensures operational reliability across applications like cranes and offshore operations . Mismatched or inadequate terminals can lead to inefficient load transfer and potential failure points, highlighting the need for careful specification based on operational demands and safety standards .

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