Matriz de atividade individual* Módulo: 3 Título: Fórum Internacionalização do escopo dos projetos – Aspectos críticos e os caminhos para lidar

, de maneira mais efetiva, com o desafio de eliminar as distâncias e as diferenças entre as organizações e as culturas mundiais Aluno: Ailton José da Cunha Disciplina: Gestão de Projetos Turma: MBA SP8 – Turma A–E2 Introdução

“Internacionalização não é panacéia.” (PENNA, 1996, p. 16). A definição de internacionalização de empresas é a de “[...] um processo crescente e continuado de envolvimento de uma empresa nas operações com outros países fora de sua base de origem.” (GOULART; BRASIL; ARRUDA, 1996, p. 21). Esta definição é ampla, abrangente e até obvia, porém, bastante boa para trazer um significado bem estruturado. A internacionalização, neste caso dos mercados e das empresas que neles pretendem actuar, significa a actuação em diferentes nações conduzindo movimentos de factores de produção como transferências de capital, desenvolvendo projectos em cooperação com parceiros estrangeiros ou simplesmente comercializando os seus produtos em noutros países. A internacionalização, no sentido macro-económico, tem a ver com o conjunto dos fluxos de trocas de matérias-primas, produtos acabados e semi-acabados e serviços, dinheiro, idéias e pessoas, efectuadas entre dois Estados-Nação. (ABRANTES, [200-]) A decisão de explorar novos mercados geográficos tem implicações profundas e de longo alcance sobre o modus operandi das empresas. De fato, a iniciativa de transpor as fronteiras domésticas vem sendo estudada e tratada como decisão estratégica das empresas, juntamente com a decisão de diversificação. Devido à grande integração dos países na economia mundial e a

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p. A empresa tem de chegar à conclusão de que realmente a participação no mercado internacional é um pedaço importante na operação dela. ou seja. Neste contexto globalizante. patrocinada pela alta direção. A Globalização oferece grandes possibilidades de aumentar a capacidade produtiva doméstica por meio de investimento direto estrangeiro e pela sua capacidade de ampliar o acesso ao mercado externo para produtos que o Brasil apresenta vantagens comparativas. bem como a equipe do projeto. Tanto que.. Se não for assim. o sucesso da organização. [.participação crescente do Brasil na economia internacional existe uma grande chance de que o haja a reversão do isolamento econômico e aproveitamento das oportunidades oferecidas pela globalização. é uma candidata natural à internacionalização. p. em decorrência. ela vai ter problemas gigantescos no longo prazo.] (SILBER. Os stakeholders mais diretos e próximos de um projeto de internacionalização resumem-se na alta direção (patrocinadora do projeto) e nos funcionários da empresa. de maneira mais efetiva. acionistas e executivos. 6). (ALVARENGA. 2006. 2006. 27). Do sucesso dos projetos e do alcance de seus objetivos individuais depende o sucesso das estratégias e. 2008). Todos devem estar imbuídos na idéia do projeto para que ele aconteça com sucesso. projetos são instrumentos táticos de execuções de ações estratégicas [das empresas]. a decisão de internacionalizar-se é estratégica das empresas. portanto. com as distâncias e as diferenças existentes entre as organizações No mundo corporativo. a união de diferentes organizações com objetivos em comum viabiliza parcerias onde a atuação de equipes das diferentes 2 .. Aspectos críticos e caminhos para lidar. (FLEURY.

de custos. Com relação a gestão da integração. a formação de uma equipe multiempresarial versa. há uma grande preocupação com a diferença cultural de cada organização. a variedade de idéias. Desta forma o trabalho de gerenciamento do escopo do projeto compreende não só as necessidades do projeto. é necessário que os gerentes do projeto identifiquem quais as estruturas mais adequadas para possibilitar ganhos na execução do projeto. a avaliação minuciosa dos pontos a serem cobertos pelo projeto deve ser ainda mais detalhada. permitem enriquecer o conteúdo. mas principalmente da cultura organizacional e dos elementos que a influenciam. determinando um conjunto informal de regras. Já no caso da gestão da qualidade. com pode garantir uma “constante vigilância”. consolidando a equipe e a comunicação entre seus membros. Nesse aspecto. procedimentos e formas de atuação características de cada organização. conhecimentos e capacidades que extrapolam as fronteiras empresariais. No caso da gestão de tempo. e vice- 3 . podem causar enormes transtornos em sua execução. Por outro lado. de escopo e de riscos. Para a gestão de comunicação. pois as organizações podem ter pontos de discordância que se não forem bem explicitados no início do projeto. pois uma organização poderá sempre avaliar as ações executadas por outra. o cuidado deve ser ampliado.organizações é fator determinante para o sucesso na gestão dos projetos. Desta maneira poderemos reduzir a distância e diferenças geográficas por meio da criação de uma subcultura referente ao projeto. de recursos humanos e de aquisições.

Com relação as áreas de gestão de integração e do escopo. faz-se necessária a utilização do maior número possível de profissionais envolvidos no projeto para garantir que a distância e distinção cultural possam ser sobrepostas com uma diversidade de idéias e conhecimentos que alinhem todas as expectativas e mantenha o grupo direcionado a um objetivo comum. monitoramento e gestão das ações de comunicação do projeto. e os gestores do projeto devem saber a melhor maneira de comunicação para cada público. Talvez a principal área de conhecimento afetada em um projeto com diferenças culturais é a gestão de comunicação. Além disso. Aspectos críticos e caminhos para lidar. esta barreira fica ainda maior. se houver dificuldade com a linguagem. pois é necessário decidir um idioma único ou arcar com custos de tradução urgentes para garantir que todos os envolvidos se comuniquem adequadamente. com as distâncias e as diferenças existentes entre as culturas mundiais Quando um projeto envolve equipes de países/culturas diferentes. em culturas diferentes. de maneira mais efetiva. a forma de comunicação e a visão do mercado já sofrem impactos diretos em atividades rotineiras. no planejamento e execução de um projeto. A gestão do tempo e de custos também deve ter uma maior atenção 4 . Como exemplo. o envolvimento dos gestores de projeto passa a ter maior abrangência e os cuidados no planejamento devem ser redobrados visando considerar todos os aspectos distintos entre as culturas garantindo assim o sucesso do projeto. para garantir a transparência e fluidez durante a fase de execução do projeto.relação a distribuição. o jeito de se comunicar também é diferente. onde algo novo será criado. a fim de garantir a motivação adequada e evitar problemas desnecessários na execução do projeto.

prazo ou escopo. os gerentes de projetos devem considerar as diferentes necessidades pessoais para garantir a motivação adequada a cada cultura. Com relação a gestão de riscos. mercados. os gestores do projeto podem utilizar de diferentes ferramentas disponibilizadas pela internet para aproximar virtualmente as distâncias físicas e fusos horários.devido a necessidade de envolvimento de equipes localizadas distantes e que. bem como analisar adequadamente a melhor relação custo x qualidade para as aquisições de matérias-primas. a fim de atingir a satisfação do cliente ou a evolução de um processo ou serviço. ligações internacionais e de profissionais “perdendo” tempo em viagens. bem como a aderência as normas de qualidade do local envolvido. vale ressaltar a necessidade de um amplo conhecimento sobre leis. exigem dos profissionais um cuidado especial visando a execução de cada etapa do projeto. Desta forma. prever com certa antecedência qualquer eventualidade que possa afetar o projeto em relação ao custo. Já a gestão da qualidade. na medida do possível. Esta também pode ser considerada uma maneira eficaz para redução do custo do projeto. como nos casos de diferentes organizações e regiões. devem ser mantidas em contato freqüente para evitar atrasos e custos desnecessários. 5 . a preocupação de listar todos os riscos previstos no início do projeto é tão importante quanto manter a equipe toda atenta a qualquer novo indicador ou suspeita durante qualquer fase do projeto. na medida do possível. Assim. procedimentos. insumos e serviços. concorrência e cultura de cada local envolvido para conseguir. Com relação a gestão de recursos humanos e aquisições. maximizando a necessidade de deslocamentos.

por uma maior integração entre as operações nacionais e internacionais. podemos concluir que ainda resta um longo caminho de aprendizagem [algumas já chegaram lá] para que as multinacionais brasileiras ingressem no rol das transnacionais do mundo desenvolvido. acima de tudo. necessariamente pela adaptação dos modelos de negócio às culturas locais. Tudo o que foi dito pode ser resumido em algumas ponderações: Realizar uma pesquisa acerca de todos os fatores 6 . porém. É um desafio grande demais para ser feito de um modo errôneo. 2007. pelo intento estratégico dos dirigentes e proprietários no sentido de transformarem a internacionalização em compromissos prioritários das suas respectivas agendas. 114-115).Conclusão No que tange as considerações finais. deve-se destacar que quando se quer internacionalizar uma empresa é fundamental a adoção de um projeto bem estruturado e planejado com o uso da metodologia do PMBoK (2004). p. A aceleração desta aprendizagem passa. as portas do mundo estão abertas. O maior desafio empresarial é encontrar aspectos internos que garantam que um projeto de internacionalização seja viável. (CYRINO. somente se dá através de projetos com estrutura e planejamento. Segundo França e Manolescu ([200-]). Cada empresa. O caminho do sucesso implica em que as organizações se desgarrem do passado e foquemse em atitudes de governança corporativa para atender as novas realidades. Um ambiente desfavorável será encontrado. custos e riscos. No balanço entre benefícios. resta saber se é viável atravessá-las ou não. O êxito de um objetivo estratégico empresarial que é a presença fora do país. pelo desenvolvimento de gestores com ‘mindsets’ internacionais e. PENIDO. de acordo com a sua especificidade deve analisar sua situação e pesar o que é mais viável ao seu negócio. estar preparado para encará-lo é o mais importante para que sejam propiciadas condições que possa ser competitiva no mercado internacional.

2006. PENNA. Haroldo Vinagre. “Por que a internacionalização em empresas brasileiras é importante” Vanzolini em Foco. São Paulo: Saraiva. ARRUDA. p. Rio de Janeiro: Qualitymark. SILBER. Haroldo Vinagre. In: BRASIL. In: VASCONCELLOS. 65. In: BRASIL. SILBER. ”A internacionalização numa economia Mundializada” em http://www. Carlos Alberto (Org. 7 . “Internacionalização de Empresas Brasileira”. 1996. 2006. riscos positivos e negativos“ em http://revistapromundi.pt/millenium/15_arq2. Cap. / dez. “A utilidade da Gestão de Projetos na Internacionalização de Empresas: Uma abordagem sobre planejamento. São Paulo. Carlos Alberto.net/09/2010/a-utilidade-dagestao-de-projetos-na-internacionalizacao-de-empresas-uma-abordagemsobre-planejamento-riscos-positvos-e-negativos-por-quintiliano-campomori/. Afonso. Marco Antonio. “A globalização dos mercados”. Haroldo Vinagre. GOULART. [200-]. BRASIL. “Internacionalização de Empresas Brasileira”. Cap. ARRUDA. “Gestão de Negócios Internacionais”.mencionados e analisar o Projeto de Internacionalização resultante baseado no PMBoK (2004). ABRANTES. Simão Davi. Acesso em: 25 Jan 2011. Rio de Janeiro: Qualitymark. Quintiliano. Carlos Alberto (Org. 2. nov.ipv. FLEURY. “O Brasil e o Panorama Internacional”. LIMA. ARRUDA. Simão Davi (Org.). “Internacionalização de Empresas Brasileiras: Motivações e Alternativas”. 1. para se internacionalizar com maiores possibilidades de sucesso. António Alexandre da Costa. João Camilo. 21-35. 1996.htm. Acesso em: 25 Jan 2011. Miguel.). Lisboa: IPV. metodologia que pode ser um fator de grande valor para o êxito nesse esforço. n.). p. Linda. 1-19. Referências bibliográficas CAMPOMORI (2010).

br/semead/9semead/resultado_semead/trabalhosPDF/1 76. 2008. 8 . In: ALMEIDA. *Esta matriz serve para a apresentação de trabalhos a serem desenvolvidos segundo ambas as linhas de raciocínio: lógico-argumentativa ou lógico-matemática. Acesso em: 26 Jan 2011.com. Andrea da Silva. MANOLESCU. Ademar. CYRINO. Acesso em: 25 Jan 2011. BRITTO. Notas de Aula. Erika. [200-]. Friedhilde Maria Kustner.br/publicacoes/Internacionalizacao %20de%20Empresas%20com%20PMBOK.pdf. 2007. 2004. São José dos Campos. Ricardo P de. Project Management Institute.”Internacionalização de empresas brasileiras: o caso BEMFIXA Industrial em http://www.). UNIPAV. “Benefícios. ORSI.pdf. FRANÇA. Álvaro. p. [EUA]: [s. Antonio C. João Vicente.]. riscos e resultados do processo de internacionalização das empresas brasileiras”. “Projeto de Internacionalização de Empresas Industriais” em http://www. São José dos Campos. Amaru. “Internacionalização de Empresas”. Rio de Janeiro: Elsevier. LIMA. “Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos – Guia PMBoK”.n. “Elaboração de Projetos”. PENIDO. Jose G de. Marília Gomes.ALVARENGA. ZACCARO. Belo Horizonte: UNA. In: “X Encontro Latino-Americano de Iniciação Científica”. Augustinho.usp.fea. MAXIMIANO. UNIPAV. GOES. [200-]. 1261-1264.praxian. “Internacionalização de Empresas Brasileiras: Perspectivas e Riscos”. André (Org.ead.

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