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OO ASSASSÉÉDIO SEXUAL E O

DIO SEXUAL E O

ASSASSÉÉDIO MORAL

DIO MORAL

ASS ASS É É DIO MORAL DIO MORAL
ASS ASS É É DIO MORAL DIO MORAL
ASS ASS É É DIO MORAL DIO MORAL

NO NO

AMBIENTEAMBIENTE DEDE TRABALHOTRABALHO

NO NO AMBIENTE AMBIENTE DE DE TRABALHO TRABALHO ” ” PROFESSORA PROFESSORA ADRIANA ADRIANA C. C.

PROFESSORA PROFESSORA ADRIANA ADRIANA C. C. CALVO CALVO MestreMestre dada PUC/SPPUC/SP ee ProfessoraProfessora AcadêmicaAcadêmica

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INTRODUÇÃO “ “ De De fato, fato, a a linha linha - - mestra mestra

INTRODUÇÃO

DeDe fato,fato, aa linhalinha--mestramestra dodo comportamentocomportamento humanohumano nana sociedadesociedade giragira emem tornotorno dodo binômiobinômio 'fazer'fazer oo bembem ee oo malmalEE issoisso sese ddáá porpor influênciainfluência dada prpróópriapria ííndolendole humana,humana, marcadamarcada porpor sentimentosentimento inatoinato dede preservapreservaççãoão dede seusseus direitosdireitos personalpersonalííssimos.ssimos. ConfereConfere oo DireitoDireito àà sociedadesociedade aa certezacerteza ee aa seguranseguranççaa necessnecessááriasrias parapara oo seuseu desenvolvimentodesenvolvimento normalnormal

(*(* CarlosCarlos AlbertoAlberto BittarBittar ,, emem ReparaReparaççãoão CivilCivil porpor DanosDanos Morais,Morais, 3a.3a. EdiEdiçção,ão, EditoraEditora RevistaRevista dosdos Tribunais).Tribunais).

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CONCEITO DE ASSÉDIO SEXUAL

CONCEITO DE ASSÉDIO SEXUAL “ “ Pedido Pedido de de favores favores sexuais sexuais pelo pelo

PedidoPedido dede favoresfavores sexuaissexuais pelopelo superiorsuperior hierhieráárquico,rquico, comcom promessapromessa dede tratamentotratamento diferenciadodiferenciado emem casocaso dede aceitaaceitaççãoão e/oue/ou ameaameaççasas,, ouou atitudesatitudes concretasconcretas dede represrepresááliaslias nono casocaso dede recusarecusa,, comocomo aa perdaperda dede emprego,emprego, ouou dede benefbenefíícios".cios".

* ErnestoErnesto LippmanLippman -- AssAsséédiodio SexualSexual nasnas RelaRelaççõesões dede Trabalho,Trabalho, LTrLTr,, SãoSão Paulo,Paulo,

2001.2001.

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CRIME DE ASSÉDIO SEXUAL

CRIME DE ASSÉDIO SEXUAL “ “ Constranger Constranger algu algu é é m m com com

ConstrangerConstranger algualguéémm comcom oo intuitointuito dede levarlevar vantagemvantagem ouou fornecimentofornecimento sexual,sexual, prevalecendoprevalecendo-- sese oo agenteagente dede suasua formaforma dede superiorsuperior hierhieráárquico,rquico, ouou ascendênciaascendência inerenteinerente aa exercexercííciocio dede emprego,emprego, cargocargo ouou funfunççãoão

* O crime de assédio sexual foi introduzido pela Lei 10.224/01.

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ASSÉDIO SEXUAL

ASSÉDIO SEXUAL O O ass ass é é dio dio sexual sexual é é uma uma

OO assasséédiodio sexualsexual éé umauma formaforma dede abusoabuso dede poderpoder nono ambienteambiente dede trabalho.trabalho. HHáá 22 tipostipos dede assasséédiodio sexual:sexual:

1.1. Chantagem:Chantagem: éé oo tipotipo criminalcriminal previstoprevisto pelapela LeiLei

10.224/01.10.224/01.

2.2. IntimidaIntimidaçção:ão: intenintenççãoão dede restringir,restringir, semsem motivo,motivo, aa atuaatuaççãoão dede algualguéémm ouou criarcriar umum circunstânciacircunstância ofensivaofensiva ouou abusivaabusiva nono trabalho.trabalho.

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ASSÉDIO SEXUAL

ASSÉDIO SEXUAL Distin Distin ç ç ão ão entre entre Ass Ass é é dio dio

DistinDistinççãoão entreentre AssAsséédiodio SexualSexual ee incontinênciaincontinência dede condutaconduta

EmEm ambosambos osos casoscasos oo atoato éé praticadopraticado porpor superiorsuperior hierhieráárquico,rquico, contudo,contudo, nono assasséédiodio sexualsexual porpor chantagemchantagem hháá oo constrangimentoconstrangimento porpor meiomeio dede promessapromessa dede algumaalguma vantagemvantagem ouou dede ameaameaççaa dede perderperder oo empregoemprego emem casocaso dede recusa.recusa.

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DANO MORAL – ASSÉDIO SEXUAL. "O assédio sexual é um

 

ato

que,

pela

sua

própria

natureza,

se

pratica

 
 

secretamente. Portanto, a prova direta dificilmente existirá. Por conseguinte, os Tribunais têm levado em conta a conduta similar do agente, como forma de prova indireta. Comprovado que o agente agiu da mesma maneira em relação a outras possíveis vítimas, demonstrando um comportamento desvirtuado da normalidade, o assédio sexual restará admitido. No caso dos autos, entretanto, a conduta reiterada do agente não restou comprovada. Não há qualquer elemento de prova, mesmo a indireta, que corrobore as assertivas da reclamante, razão pela qual não se pode atribuir ao empregador a responsabilidade que a autora pretende

lhe imputar’. *TRT 3ª R. – RO 8.051/98 – 4ª T. – Rel. Luiz Otávio L. Renault – DJMG

RO 8.051/98 – 4ª T. – Rel. Luiz Otávio L. Renault – DJMG Palestra_27/2004 / 2074711/-//ACC/18-03-2004
RO 8.051/98 – 4ª T. – Rel. Luiz Otávio L. Renault – DJMG Palestra_27/2004 / 2074711/-//ACC/18-03-2004

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DANO MORAL – Assédio sexual. Caracterização. A caracterização do assédio sexual no âmbito das relações

DANO MORAL – Assédio sexual. Caracterização. A caracterização do assédio sexual no âmbito das relações de trabalho passa pela verificação de comportamento do empregador ou de prepostos que, abusando da autoridade inerente à função ou condição, pressiona o empregado com fins de obtenção ilícita de favores. Mas galanteios ou simples comentários de admiração, ainda que impróprios, se exercidos sem qualquer tipo de pressão, promessa ou vantagem, não configuram o assédio para efeitos de sancionamento civil. (TRT 3ª R. – RO 1533/02 – 4ª T. – Relª Juíza Lucilde D'Ajuda L. de Almeida – DJMG

– Relª Juíza Lucilde D'Ajuda L. de Almeida – DJMG 27.06.200206.27.2002). Palestra_27/2004 /
– Relª Juíza Lucilde D'Ajuda L. de Almeida – DJMG 27.06.200206.27.2002). Palestra_27/2004 /

27.06.200206.27.2002).

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CONCEITO DE ASSÉDIO MORAL

CONCEITO DE ASSÉDIO MORAL O O ass ass é é dio dio moral moral no no

OO assasséédiodio moralmoral nono trabalhotrabalho éé oo ""terrorterror psicolpsicolóógicogico"" impingidoimpingido aoao trabalhador,trabalhador, ""aaççãoão estrategicamenteestrategicamente desenvolvidadesenvolvida parapara destruirdestruir psicologicamentepsicologicamente aa vvíítimatima ee comcom issoisso afastafastáá--lala dodo mundomundo dodo trabalho"trabalho"

(cf.(cf. MMáárciarcia NovaesNovaes Guedes,Guedes, inin ""MobbingMobbing ViolênciaViolência PsicolPsicolóógicagica nono Trabalho",Trabalho", RevistaRevista LTrLTr,, 6767--2/162/165).2/162/165).

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CONCEITO DE ASSÉDIO MORAL

CONCEITO DE ASSÉDIO MORAL " " Mobbing Mobbing ” ” , , ass ass é é

""MobbingMobbing,, assasséédiodio moralmoral ouou terrorterror psicolpsicolóógicogico nono trabalhotrabalhosãosão sinônimossinônimos destinadosdestinados aa definirdefinir aa violênciaviolência pessoal,pessoal, moralmoral ee psicolpsicolóógica,gica, vertical,vertical, horizontalhorizontal ouou ascendenteascendente nono ambienteambiente laborallaboral

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CONCEITO DE ASSÉDIO MORAL

CONCEITO DE ASSÉDIO MORAL O O termo termo mobbing mobbing foi foi empregado empregado pela pela

OO termotermo mobbingmobbing foifoi empregadoempregado pelapela primeiroprimeiro vezvez pelopelo etiologistaetiologista HeinzHeinz LorenzLorenz,, aoao definirdefinir oo comportamentocomportamento dede certoscertos animaisanimais queque circundandocircundando dede formaforma ameaameaççadoraadora outrooutro membromembro dodo grupo,grupo, provocamprovocam suasua fugafuga porpor medomedo dede umum ataque.ataque.

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CONCEITO DE ASSÉDIO MORAL

CONCEITO DE ASSÉDIO MORAL “A situação em que uma pessoa exerce uma violência psicológica extrema, de

“A situação em que uma pessoa exerce uma violência psicológica extrema, de forma sistemática e freqüente (em média uma vez por semana) e durante um tempo prolongado (em torno de uns 6 meses) sobre outra pessoa, a respeito da qual mantém uma relação assimétrica de poder no local de trabalho, com o objetivo de destruir as redes de comunicação da vítima, destruir sua reputação, perturbar o exercício de seus trabalhos e conseguir, finalmente, que essa pessoa acabe deixando o emprego" .

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ASSÉDIO MORAL

NoNo mundomundo dodo trabalho,trabalho, oo assasséédiodio moralmoral ouou mobbingmobbing podepode serser dede natureza:natureza:

mobbing pode pode ser ser de de natureza: natureza: vertical vertical - - a a violência

verticalvertical -- aa violênciaviolência parteparte dodo chefechefe ouou superiorsuperior hierhieráárquico;rquico; horizontalhorizontal -- aa violênciaviolência éé praticadapraticada porpor umum ouou vvááriosrios colegascolegas dede mesmomesmo nníívelvel hierhieráárquico;rquico; ouou ascendenteascendente -- aa violênciaviolência éé praticadapraticada pelopelo grupogrupo dede empregadosempregados contracontra umum chefe.chefe.

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ASSÉDIO MORAL

ASSÉDIO MORAL 3 3 grupos grupos de de comportamentos: comportamentos: 1. 1. um um grupo grupo

33 gruposgrupos dede comportamentos:comportamentos:

1.1.

umum grupogrupo dede aaççõesões sese desenvolvedesenvolve sobresobre aa comunicacomunicaççãoão comcom aa pessoapessoa atacada;atacada;

2.2.

outrooutro grupogrupo dede comportamentocomportamento sese assentaassenta sobresobre aa reputareputaççãoão dada pessoa.pessoa.

3.

ações do terceiro grupo tendem a manipular a dignidade profissional da pessoa.

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REFLEXÃO: REFLEXÃO: O O conceito conceito de de violência violência no no trabalho trabalho est

REFLEXÃO:REFLEXÃO:

OO conceitoconceito dede violênciaviolência nono trabalhotrabalho estestáá emem plenaplena evoluevoluçção.ão. AA importânciaimportância dosdos comportamentoscomportamentos psicolpsicolóógicosgicos éé equivalenteequivalente àà queque sese ddáá aosaos comportamentoscomportamentos ffíísicos.sicos.

Atualmente,Atualmente, reconhecereconhece--sese aa amplitudeamplitude dosdos atosatos dede violênciaviolência ditosditos 'secund'secundáários'.rios'. OO comportamentocomportamento tirânicotirânico ee abusivoabusivo emem faceface dede umum colegacolega constituiconstitui umauma dasdas formasformas maismais gravesgraves dede violência,violência, tãotão corrosivacorrosiva quantoquanto aa

discriminadiscriminaççãoão racialracial ouou oo assasséédiodio sexualsexual (

)( )

* Juíza Martha Halfeld Furtado de Mendonça Schimidt, in, "O Assédio Moral no Direito do Trabalho".

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Não Não é é por por outra outra razão razão que que a a OMS
Não Não é é por por outra outra razão razão que que a a OMS

NãoNão éé porpor outraoutra razãorazão queque aa OMSOMS (Organiza(Organizaçção Mundial

ão Mundial

dada SaSaúúde)de) prevêprevê oo aumentoaumento galopantegalopante dasdas doendoenççasas ligadasligadas ààss formasformas dede gestãogestão ee organizaorganizaççãoão dodo trabalhotrabalho geradasgeradas pelaspelas polpolííticasticas neoliberais.neoliberais. NasNas prpróóximasximas ddéécadascadas

irãoirão dardar corpocorpo aa umauma eraera dede novasnovas doendoenççasas profissionais.profissionais. AA novanova economiaeconomia provocaprovoca competitividadecompetitividade ee inseguraninseguranççaa

nana empresa.empresa.

DeDe outrooutro lado,lado, hháá umum acacúúmulomulo dede

atribuiatribuiçções,ões, aa umum mesmomesmo empregado,empregado, dede quemquem sese esperaespera umauma polivalênciapolivalência;; fontefonte dede economiaeconomia ee custos,custos, vezvez queque evitaevita aa contratacontrataççãoão dede outrosoutros obreirosobreiros parapara cumpriremcumprirem aa atividadeatividade porpor eleele desenvolvida"desenvolvida" (*MENEZES,(*MENEZES, ClClááudioudio

ArmandoArmando CouceCouce de,de, p.p. 13).13).

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PROJETO DE LEI

PROJETO DE LEI O O PL PL 4.742/2001 4.742/2001 pretende pretende introduzir introduzir no no C

OO PLPL 4.742/20014.742/2001 pretendepretende introduzirintroduzir nono CCóódigodigo PenalPenal BrasileiroBrasileiro oo artigoartigo 146146--AA queque tipificatipifica oo crimecrime dede assasséédiodio moralmoral nono trabalhotrabalho comocomo sendo:sendo:

aa desqualificadesqualificaççãoão porpor meiomeio dede palavras,palavras, gestosgestos ouou atitudesatitudes dada autoauto--estima,estima, seguranseguranççaa ouou imagemimagem dodo servidorservidor ppúúblicoblico ouou empregado,empregado, emem razãorazão dede vvíínculonculo hierhieráárquicorquico funcionalfuncional ouou laborallaboral

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JURISPRUDÊNCIA

JURISPRUDÊNCIA A A jurisprudência jurisprudência na na Justi Justi ç ç a a do do Trabalho

AA jurisprudênciajurisprudência nana JustiJustiççaa dodo TrabalhoTrabalho éé recenterecente ee aindaainda escassa.escassa.

AA 1a.1a. decisãodecisão queque reconheceureconheceu expressamenteexpressamente direitodireito aoao pagamentopagamento dede danosdanos moraismorais pelopelo cometimentocometimento dede assasséédiodio moralmoral éé dede 2002,2002, conformeconforme ementaementa abaixo:abaixo:

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1. 1. “ “ ASS ASS É É DIO DIO MORAL. MORAL. CONTRATO CONTRATO DE

1.1. ASSASSÉÉDIODIO MORAL.MORAL. CONTRATOCONTRATO DEDE INAINAÇÇÃOÃO

MORAL. CONTRATO CONTRATO DE DE INA INA Ç Ç ÃO ÃO – – INDENIZA INDENIZA Ç

INDENIZAINDENIZAÇÇÃOÃO PORPOR DANODANO MORAL.MORAL. A A tortura tortura

POR POR DANO DANO MORAL. MORAL. A A tortura tortura psicol psicol ó ó gica, gica,
POR POR DANO DANO MORAL. MORAL. A A tortura tortura psicol psicol ó ó gica, gica,

psicolpsicolóógica,gica, destinadadestinada aa golpeargolpear aa autoauto--estimaestima

dodo

empregado,empregado, visandovisando forforççarar suasua demissãodemissão ouou apressarapressar

aa suasua dispensadispensa atravatravééss dede mméétodostodos queque resultemresultem emem sobrecarregarsobrecarregar oo empregadoempregado dede tarefastarefas ininúúteis,teis, sonegarsonegar--lhelhe informainformaççõesões ee fingirfingir queque nãonão oo ,, resultaresulta emem assasséédiodio moral,moral, cujocujo efeitoefeito éé oo direitodireito àà indenizaindenizaççãoão porpor danodano moral,moral, porqueporque ultrapassaultrapassa oo

âmbitoâmbito profissional,profissional, eiseis queque minamminam aa sasaúúdede ffíísicasica ee

mentalmental dada vvíítimatima ee corroemcorroem aa suasua autoauto--estima estima

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m, porque a

transformou o contrato de atividade em

m, porque a transformou o contrato de atividade em
m, porque a transformou o contrato de atividade em
m, porque a transformou o contrato de atividade em
m, porque a transformou o contrato de atividade em
m, porque a transformou o contrato de atividade em No No caso caso dos dos autos,

NoNo casocaso dosdos autos,autos, oo assasséédiodio foifoi alaléém, porque a

empresaempresa transformou o contrato de atividade em

contratocontrato dede inainaççãoão,, quebrandoquebrando oo carcarááterter sinalagmsinalagmááticotico dodo contratocontrato dede trabalhotrabalho e,e, porpor conseqconseqüüência,ência, descumprindodescumprindo aa suasua principalprincipal obrigaobrigaçção,ão, queque éé aa dede fornecerfornecer oo trabalho,trabalho, fontefonte dede dignidadedignidade dodo empregado.empregado.

(TRT(TRT 1717ªª RR RORO 2276/20012276/2001 RelRelªª JuJuíízaza SôniaSônia dasdas DoresDores DionDioníísiosio

09.03.2002)09.03.2002)

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2. 2. ASS ASS É É DIO DIO MORAL MORAL Dispensar Dispensar o o empregado

2.2. ASSASSÉÉDIODIO MORALMORAL DispensarDispensar oo empregadoempregado

éé direitodireito potestativopotestativo do do empregador. empregador. Não Não se se admite, admite,

porporéém,m, queque lancelance mãomão habitualmentehabitualmente dada ameaameaççaa dada utilizautilizaççãoão dessedesse direitodireito parapara pressionarpressionar oo empregado,empregado, visandovisando oo aumentoaumento dede produproduçção.ão. AoAo assimassim agir,agir, inclusiveinclusive submetendosubmetendo oo empregadoempregado aa comentcomentááriosrios humilhanteshumilhantes ee vexatvexatóóriosrios sobresobre suasua produproduççãoão ee capacidade,capacidade, configuraconfigura--sese oo assasséédiodio moral,moral, passpassíívelvel dede indenizaindenizaçção,ão, poispois afetaafeta diretamentediretamente aa dignidadedignidade dodo trabalhadortrabalhador ee aa suasua integridadeintegridade pspsííquicaquica ee atatéé ffíísica,sica, violandoviolando princprincíípiopio fundamentalfundamental dada ConstituiConstituiççãoão dada RepRepúúblicablica (art.(art. 1o,1o, IIIIII dada C.F.).C.F.). ** DJMGDJMG DATA:DATA: 2424--0707--20042004

PG:PG: 14.14.

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ASS ASS É É DIO DIO MORAL. MORAL. Danos Danos Morais. Morais. Valor. Valor. 3.

ASSASSÉÉDIODIO MORAL.MORAL. DanosDanos Morais.Morais. Valor.Valor.

3.3.

Quando Quando o o empregador empregador obriga obriga o o seu seu empregado empregado a a

submetersubmeter--sese aa exameexame psiquipsiquiáátricotrico alaléémm dodo regularregular ee

periperióódico,dico, sugerindosugerindo queque eleele sejaseja portadorportador dede doendoenççaa mental,mental, acatandoacatando indicaindicaççãoão dodo superiorsuperior hierhieráárquicorquico motivadamotivada nana suspeitasuspeita dede umum comportamentocomportamento "arredio"arredio ee calado"calado" queque éé atribuatribuíídodo aoao obreiro,obreiro, esteeste empregadorempregador ultrapassaultrapassa osos limiteslimites dede atuaatuaççãoão dodo seuseu poderpoder diretivodiretivo parapara atingiratingir aa dignidadedignidade ee aa integridadeintegridade ffíísicasica ee pspsííquicaquica dodo empregado.empregado. **DJMGDJMG DATA:DATA: 0707--0808--20042004 PG:PG: 1111

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4. 4. ASS ASS É É DIO DIO MORAL. MORAL. Danos Danos Morais. Morais. Não

4.4. ASSASSÉÉDIODIO MORAL.MORAL. DanosDanos Morais.Morais.

NãoNão hháá

comocomo negarnegar queque oo fantasmafantasma dodo desempregodesemprego assusta.assusta. AoAo contrcontrááriorio dada figurafigura indefinidaindefinida ee evanescenteevanescente queque povoapovoa oo imaginimaginááriorio popular,popular, eleele éé real.real. OO receioreceio dede perderperder oo empregoemprego deixadeixa marcasmarcas profundasprofundas ee ààss vezesvezes indelindelééveisveis nosnos trabalhadorestrabalhadores queque sofremsofrem oo assasséédiodio moral,moral, aquiaqui caracterizadocaracterizado pelapela atitudeatitude patronalpatronal que,que, durantedurante cercacerca dede umum ano,ano, lembroulembrou ee exaltouexaltou aosaos seusseus empregadosempregados queque aa dispensadispensa estavaestava iminente.iminente. ** DJMGDJMG DATA:DATA: 2727--1010--20042004 PG:PG: 1010

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5. 5. “ “ DANO DANO MORAL. MORAL. Configura Configura - - se se situa
5. 5. “ “ DANO DANO MORAL. MORAL. Configura Configura - - se se situa
5. 5. “ “ DANO DANO MORAL. MORAL. Configura Configura - - se se situa

5.5. DANODANO MORAL.MORAL. ConfiguraConfigura--sese situasituaççãoão dede assasséédiodio moralmoral oo constrangimentoconstrangimento dede subordinadasubordinada aa carinhoscarinhos nãonão solicitadossolicitados ee indesejados,indesejados, nono ambienteambiente dede trabalho,trabalho, associadoassociado àà cobrancobranççasas ppúúblicasblicas dede regularizaregularizaççãoão dede situasituaççãoão financeirafinanceira particularparticular ee dissociadadissociada dada empresa.empresa. OO valorvalor dada indenizaindenizaççãoão porpor danosdanos moraismorais devedeve atenderatender nãonão apenasapenas aa reparareparaçção,ão, masmas tambtambéémm oo critcritéériorio pedagpedagóógicogico ee oo critcritéériorio punitivo.punitivo.

MajoraMajoraççãoão parapara R$R$ 50.000,00.50.000,00. ((Processo:Processo: 00967.013/0000967.013/00--33

(RO).(RO). DataData dede PublicaPublicaçção:ão: 09/06/2003).09/06/2003).

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6. 6. ASS ASS É É DIO DIO MORAL. MORAL. 1. 1. O O dano

6.6. ASSASSÉÉDIODIO MORAL.MORAL. 1.1. OO danodano moralmoral estestáá presentepresente quandoquando sese temtem aa ofensaofensa aoao patrimôniopatrimônio idealideal dodo trabalhador,trabalhador, taistais como:como: aa honra,honra, aa liberdade,liberdade, aa imagem,imagem, oo nomenome etc.etc. NãoNão hháá ddúúvidasvidas dede queque oo danodano

moralmoral devedeve serser ressarcidoressarcido

OO queque justificajustifica oo danodano moralmoral éé

oo assasséédiodio moral.moral. 2.2. OO assasséédiodio moralmoral éé aa exposiexposiççãoão dodo

trabalhadortrabalhador aa situasituaççõesões humilhantes,humilhantes, repetitivasrepetitivas ee prolongadasprolongadas durantedurante aa jornadajornada dede trabalhotrabalho ee nono exercexercííciocio dede suassuas funfunçções.ões. 3.3. OO empregador,empregador, pelapela culpaculpa nana escolhaescolha ee nana fiscalizafiscalizaçção,ão, tornatorna--sese responsresponsáávelvel pelospelos atosatos dede seusseus prepostosprepostos (S(Súúmulamula nnºº 341,341, STF).STF). AA responsabilidaderesponsabilidade éé objetivaobjetiva dodo

empregadorempregador

DOEDOE SP,SP, PJ,PJ, TRTTRT 22ªª

Data:Data: 01/08/2003.01/08/2003.

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DIO MORAL.

MORAL.

EMPREGADA EMPREGADA OFERECIDA OFERECIDA

 
 
 
 
EMPREGADA EMPREGADA OFERECIDA OFERECIDA     7. 7. ASS ASS É ÉDIO COMO COMO PRÊMIO. PRÊMIO.

7.7. ASSASSÉÉDIO

COMOCOMO PRÊMIO.PRÊMIO. Pedido indenizatório de R$ 10 milhões

contra uma das maiores empresas de refrigerantes do Nordeste. De acordo com denúncia ao Ministério Público, o gerente ofereceu empregada como "prêmio" aos vendedores que a atingissem determinada cota mensal de vendas ou a clientes que adquirissem os produtos da empresa. Ele é acusado de ter queimado as nádegas da denunciante com um isqueiro. Além disso, em uma reunião, o gerente teria indagado dos vendedores se mantêm relações sexuais com a funcionária, quando teria perguntado: "Você não pega essa neguinha aí, não?“

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O depoimento colhido por outra testemunha revela que o gerente obrigou colegas de trabalho do
O depoimento colhido por outra testemunha revela que o gerente obrigou colegas de trabalho do
O depoimento colhido por outra testemunha revela que o gerente obrigou colegas de trabalho do
O depoimento colhido por outra testemunha revela que o gerente obrigou colegas de trabalho do

O depoimento colhido por outra testemunha revela que o gerente obrigou colegas de trabalho do sexo masculino a usar saias como prenda por não terem atingido a cota de vendas. Pior: como castigo teria obrigado os vendedores que não atingiram novamente a cota a segurar um pênis

de borracha. Segundo o procurador, o gerente é autor de uma série de atos que terminaram "por se converter na mais grave sucessão de transgressões à dignidade dos trabalhadores que tivemos notícia ao longo de 12 anos atuando no Ministério Público do Trabalho “. Ação civil -

Região (Bahia).

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Muito obrigada por sua atenção! Contato: profadrianacalvo@ajato.com.br Palestra_27/2004 / 2074711/-//ACC/18-03-2004

Muito obrigada por sua atenção!

Contato:

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