Ensino Médio

MATEMÁTI CA
Alexandre Correia Fernandes
Graduado em Matemática
Mestre em Matemática e Estatística - Área
de concentração : Geometria Diferencial
Ex-professor do Ensino Fundamental
e do Ensino Médio de escolas públicas
e privadas de Minas Gerais.
Professor do Ensino Superior desde 2004.
T
A
M
noçõES DE lIMITES E DErIvADAS
CréDIToS
Ficha Catalográfca
Fernandes, Alexandre Correia.
Matemática : noções de limites e derivadas :
ensino médio / Alexandre Correia Fernandes. --
Belo Horizonte : Editora Educacional, 2010.
44p. Ilust.
ISBn 978-85-7932-159-7
1. Matemática (Ensino médio) I. Título.
09-09385 CDD-510.7
Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do livro, SP, Brasil)
Todos os direitos reservados. reprodução Proibida.
Art. 184 do Código Penal e lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
rua Paraíba, 330 – 17.º andar
30130-140 – Belo Horizonte – MG
Tel.: (31) 2126-0853
www.eeducacional.com.br
Gerência Editorial
Produção editorial e
gráfca
Pesquisa
iconográfca e
autorização de
Textos
Gerência Técnico-
Pedagógica
Coordenação
Pedagógica
Capa
Projeto Gráfco
Editoração eletrônica
revisão de língua e
Estilo
Ilustrações
Impressão e
acabamento
Adriana Batista Gonçalves
Alex Alves Bastos
Daniela Pereira de Melo
Denise de Barros Guimarães
Gabrielle Cunha vieira
Hélio Martins
Joana Paula de Souza
Júnia Kelle Teles Martins
lilian Ferreira de Souza
luciana Marinho da Silva
luciano Pereira Marins
Marcos Eustáquio Gomes
Marcelo Correa de Paula
Mônica Alves de Faria
Priscilla Alves do nascimento
raquel Barcelos e Melo
roberta Mara de Souza lima
Tatiane Aline do Carmo e Melo
valéria Cardoso
Aline Paula de oliveira
Douglas nunes Brandão
Júnia Kelle Teles Martins
luana Félix da Silva
Magali luciene dos Santos
Miriam Carla Martins
Cornélia Cristina S. Brandão
Gustavo Celso de Magalhães
Aldeir Antonio neto rocha
Aparecida Costa de Almeida
lydston rodrigues de Carvalho
Marinette de Cácia Freitas
raquel Cristina dos Santos Faria
rogério Fernandes
Greco Design ltda.
Studio link
Idea Info Design
letra por letra ltda.
e Só letra
Idea Info Design
Xxxxxxxx
T
A
M
SUMÁrIo
Capítulo 1 ― Limite e Continuidade ............................................................. 6
noção intuitiva de limite ...........................................................................7
limites laterais ................................................................................... 7
Propriedades dos limites .......................................................................... 8
limite de uma função polinomial ................................................................ 9
limite de uma função racional .................................................................. 10
Cálculo de limites quando o numerador e o denominador tendem a zero ............... 10
Cálculo de limites por meio de fatoração ................................................... 10
Cálculo de limites por meio de racionalização .............................................. 11
Cálculo de limites por meio de mudança de variável ..................................... 12
Continuidade ....................................................................................... 12
Limites infnitos .................................................................................... 14
Limites de funções quando x tende ao infnito ............................................... 14
limite da função polinomial quando x→±∞ ................................................ 15
Teorema do confronto ............................................................................ 17
limite trigonométrico fundamental ........................................................... 18
limite exponencial fundamental ............................................................... 19
Capítulo 2 — Derivada ............................................................................ 23
Taxa de variação .................................................................................. 24
Taxa média de variação ......................................................................... 24
Taxa instantânea de variação ................................................................. 24
Interpretação geométrica da derivada ......................................................... 25
A derivada como uma função ................................................................... 27
regras de derivação .............................................................................. 28
Derivada da função constante ................................................................ 28
Derivada da função potência .................................................................. 28
Derivada do produto de uma constante por uma função ................................. 28
Derivada da soma e da diferença de duas funções ........................................ 29
Derivada da função f(x) = sen x ............................................................... 30
Derivada da função f(x) = cos x ............................................................... 31
Derivada do produto de funções .............................................................. 31
Derivada do quociente de funções ........................................................... 31
A regra da cadeia ............................................................................... 32
Derivada da função exponencial f(x) = a
x
................................................... 33
Derivada da função logarítmica .............................................................. 33
Derivadas de ordem superior ................................................................... 35
Análise do comportamento de funções ........................................................ 36
Funções crescentes e funções decrescentes ................................................ 36
Extremos relativos e absolutos ............................................................... 38
Aplicações de máximos e mínimos .............................................................. 41
limite e Derivada
ConHEçA SEU lIvro
Para que vou estudar este assunto? Onde ele se aplica? Como ele se relaciona com outros tópicos da
Matemática e com outras Ciências? na introdução de cada capítulo, propomos uma situação-problema,
que você vai retomar mais tarde. Em seguida, descrevemos sinteticamente o conteúdo a ser abordado,
listamos suas aplicações mais imediatas e seus aspectos históricos.
Por que isso acontece? Como isso se explica? O que ocorreria se esse detalhe mudasse? Permeando todo
o texto, você vai encontrar perguntas e questionamentos sobre a teoria apresentada. Com base em suas
refexões, você vai produzir, individualmente ou em grupo, pequenos textos matemáticos.
Como isso funciona? Será que isso sempre ocorre? Que hipóteses essa regularidade sugere? Posso inferir regras
gerais a respeito? Por meio da experimentação, da investigação e da pesquisa, você vai analisar situações novas,
fazer conjecturas, formular hipóteses, testá-las e, com base em suas conclusões, construir novos conceitos e
estabelecer leis gerais relacionadas ao conteúdo. Finalmente, você vai sintetizar suas conclusões por escrito.
Por que os números obedecem a essas regularidades? Posso estabelecer uma lei geral? Qual é a lógica desse
raciocínio? Por meio dele, a que conclusões posso chegar? Propomos, nesta seção, vários problemas de lógica
e de raciocínio numérico, explorando relações lógicas, além de regularidades e curiosidades que envolvem,
principalmente, os números inteiros.
Questões resolvidas aparecem toda vez que há necessidade de manter situações de aplicação de um
conteúdo, de uma regra ou de uma fórmula.
Esta seção aparece a todo momento, sempre que um pequeno segmento se encerra. o objetivo é que você
explore conceitos, resolva problemas práticos e explore situações novas sobre o conteúdo trabalhado.
nesta seção, a maioria das questões são extraídas de exames vestibulares e das provas do Exame nacional
do Ensino Médio (Enem). é uma oportunidade para você se familiarizar com as tendências dos concursos
vestibulares de todo o Brasil, além de possibilitar um aprofundamento do conteúdo, em questões que
apresentam um nível de difculdade crescente.
Introdução
Questões propostas
Refetindo
Investigando
Questões resolvidas
Questões de revisão
e aprofundamento
Raciocínio lógico
e numérico
LIMITE E DERIVADA
Fabio Rodrigues Pozzebo / Folha imagem
Bolsa de valores
Apresentamos uma nova ferramenta
com a qual será possível fazer-se
um estudo mais detalhado acerca
do comportamento de funções, tais
como a função usada para descrever
a oscilação do valor de ações.
Trata-se do conceito de Limite de
uma função, que também é empregado
na determinação de tangentes e
curvas, o que, naturalmente, nos
conduz ao conceito de Derivada e
suas múltiplas aplicações.
Tais conceitos permitiram a
sistematização de um ramo da
Matemática considerado por muitos
como um dos mais importantes
pilares da ciência moderna: o cálculo
diferencial e integral, objeto de estudo
de vários cursos do Ensino Superior.
Limite e Continuidade
Capítulo 1
6
Introdução
Aníbal, poupador inveterado, resolveu aplicar
R$ 10 000,00 em regime de juros compostos, a uma
taxa de 12% ao ano, durante dois anos.
Ansioso por saber quanto ele teria acumulado
ao fm desse período, resolveu utilizar a fórmula
para calcular o montante M, gerado pelo
capital c, aplicado à taxa i, por um período de tem-
po n.
Como os juros seriam capitalizados anualmente,
ele concluiu que o montante seria
Frustrado com o rendimento, ele recorreu ao ge-
rente, que lhe ofereceu outra opção de capitaliza-
ção: a capitalização semestral.
Os juros seriam capitalizados a cada 6 meses, a
uma taxa semestral proporcional a 12% ao ano, ou
seja, uma taxa de 6%, pois o ano tem 2 semestres.
Photos.com Photos.com
Nessas condições, o montante acumulado ao longo
de 4 semestres (2 anos) seria
Não satisfeito, Aníbal insistiu com o gerente
que, dessa vez, lhe propôs a opção de capitali-
zação mensal: os juros seriam capitalizados mês a
mês, a uma taxa mensal proporcional a 12% ao ano,
isto é, 1% ao mês. Dessa forma, o montante acumu-
lado ao fm de 24 meses seria dado por
Foi o sufciente para o ganancioso Aníbal pensar
em capitalizações diárias, por hora, minutos, segun-
dos ...
Qual seria, porém, o montante acumulado se o
número de capitalizações assumisse um valor muito
alto? Além disso, é possível fcar rico se o número de
capitalizações tender ao infnito?
Essas respostas podem ser obtidas por meio do
conceito de Limite, que estudaremos a seguir.
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
7
Noção intuitiva de limite
Seja a função f: IR→ IR defnida por f(x) = x
2
− 1,
representada grafcamente a seguir.
Vamos atribuir a x valores arbitrários, próximos
de 2, e calcular os correspondentes valores de y, para
que possamos saber como essa função se comporta
nas vizinhanças de 2.
x f(x)
1,900
Aproximação pela
esquerda de 2
Aproximação
pela direita de 2
2,610000
1,990 2,960100
1,999
2,000
2,001
2,010
2,100
2,996001
3,000000
3,004001
3,040100
3,410000
f(x) = x
2
− 1
3
y
x
2
1
1 −1 −2 2 3
−1
0
Podemos perceber que, quando x tende para 2 (seja
por valores maiores, seja por valores iguais ou menores
que 2), y tende para 3, o que nos leva a escrever
lim( )
x
x

− ·
2
2
1 3 ,
que será lido da seguinte forma:
O limite da função f(x) = x
2
− 1, quando x tende
a 2, é igual a 3.
De forma geral, se a função f(x) fca
arbitrariamente próxima de um único número real L
para os infnitos valores de x próximos do número c,
então dizemos que a função f tem limite L quando
x → c, e escrevemos
lim ( )
x c
f x L

·
Vale ressaltar que, no estudo do comportamento
de f(x) quando x tende a um certo valor c, não é
necessário que f(x) esteja defnida em x = c.
Questões resolvidas
Seja a função R1. f x
x se x
se x
( )
,
,
·
- ≠
·
¦
'
'
1 1
1 1
. Calcule lim ( )
x
f x
→1
.
Resolução:

y
3
2
1
0 −1 1 2 3 x
Com base no gráfco de f(x), podemos perceber que
y→2 quando x→1.
Determine, caso exista, R2. lim ( )
x
f x
→2
para a função
f x
x se x
x se x
( )
,
,
·

- >
¦
'
¦
'
¦
2
2
1 2
.
Resolução:
y
1
1 0 −1 −2 −3 −4 2 3 4
2
3
4
5
6
x
A construção do gráfco de f nos permite notar que
f(x) se aproxima de 4 à medida que x se aproxima de
2 pela esquerda e que f(x) se aproxima de 3 quando
x se aproxima de 2 pela direita.
Uma vez que f(x) se aproximou de valores diferentes
quando x se aproximou de 2 (pela esquerda e pela
direita), podemos dizer que lim ( )
x
f x
→2
não existe.
Limites laterais
Esse último exemplo serviu para nos mostrar que,
em certos casos, uma função tende para valores
diferentes quando x tende a c por valores maiores
ou menores que c.
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
8
Se x se aproximar de c por valores maiores que c,
isto é, pela direita de c, podemos utilizar a notação
lim ( )
x c
f x

-
para indicar o limite lateral à direita de c.
De modo análogo, se x se aproximar de c por
valores menores que c, isto é, pela esquerda de c,
podemos utilizar a notação
lim ( )
x c
f x


para indicar o
limite lateral à esquerda de c.
Refetindo
Para que lim ( )
x c
f x

exista, qual deve ser a relação
existente entre lim ( )
x c
f x


e lim ( )
x c
f x

-
?
Questões propostas
Seja y = f(x) a função cujo gráfco se encontra a Q1.
seguir. Quais das seguintes afrmativas são corretas?
lim ( )
x
f x

·
8
3 a)
lim ( )
x
f x

·
8
5 b)
lim ( )
x
f x


·
8
3 c)
lim ( )
x
f x

-
·
8
5 d)
f(8) = f(9) = 5 e)
lim ( )
x
f x

-
·
9
5 f)
lim ( )
x
f x

·
9
5 g)
y
5
3
8 9
y = f(x)
x
Em relação à função y = f(x), representada a seguir, Q2.
quais das seguintes afrmativas são corretas?
f[f(-1)] = 1 a)
1 < f[f(1)] < 2 b)
f[f(3)] = 2 c)
lim ( ) lim ( ) ( )
x x
f x f x f
→ →
− -
· ·
1 1
3 d)
lim ( )
x
f x

·
3
1 e)
lim ( ) lim ( )
x x
f x f x
→ →
− -
·
3 3
f)
y
3
2
1
1 0 −1 2 3
Propriedades dos limites
Sejam b e c dois números reais e n um inteiro
positivo. Sejam, ainda, f e g funções para as quais
se têm
lim ( ) ( )
x c
f x g x L M

±
= L e
lim ( ) ( )
x c
f x g x L M

± g = M. São válidas as
seguintes propriedades:
1.ª) Limite de uma constante
O limite de uma constante é a própria
constante, isto é,
lim
x c
b b

·
2.ª) Limite da soma ou diferença
O limite da soma (ou diferença) de duas funções
é igual à soma (ou diferença) dos limites dessas
funções, isto é,
lim ( ) ( )
x c
f x g x L M

±
3.ª) Limite do produto
O limite do produto de duas funções é igual ao
produto dos limites dessas funções, isto é,
lim[ ( ). ( )] .
x c
f x g x L M

·
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
9
4.ª) Limite do quociente
O limite do quociente de duas funções é o
quociente dos limites dessas funções, desde
que o limite presente no denominador seja
diferente de zero, isto é,

lim ( )
x c
g x

≠ 0 lim
( )
( )
;
x c
f x
g x
L
M →

¸

(
¸
(
·

5.ª) Limite de uma potência
O limite da n-ésima potência de uma função
é igual à n-ésima potência do limite dessa
função (desde que esta última potência seja
um número real),isto é,
lim ( ) lim ( )
x c
n
x c
n
n
f x f x L
→ →

¸
(
¸
·

¸

(
¸
(
·
6.ª) Limite de uma raiz
O limite da raiz n-ésima de uma função é a raiz
n-ésima do limite da função (desde que esta
última raiz seja um número real), isto é,
lim ( ) lim ( ) ;
x c
n
x c
n
n
f x f x L
→ →
· · n ∈ IN* e L ≥ 0.
(Se L < 0, n deve ser ímpar)
7.ª) Limite do logaritmo
O limite do logaritmo de uma função é igual ao
logaritmo do limite dessa função, desde que o
limite da função seja positivo, isto é,
limlog [ ( )] log [lim ( )] log ;
x c
b b
x c
b
f x f x L
→ →
· ·
(0<b≠1 e L > 0)
8.ª) Limite do seno
O limite do seno de uma função é o seno do
limite da função, isto é,
lim [ ( )] [lim ( )]
x c x c
sen f x sen f x
→ →
·
9.ª) Limite do cosseno
O limite do cosseno de uma função é o cosseno
do limite da função, isto é,
limcos[ ( )] cos[lim ( )]
x c x c
f x f x
→ →
·
10.ª) Limite da função exponencial de base e
lim
( )
lim ( )
x c
f x
f x
e e
x c

·

Questão resolvida
Aplicando as propriedades dos limites, calcule: R3.
lim( )
x
x x

− -
1
4
3 2 5 a)
lim sen (2x)
x →
4
p
b)
lim( ).
x
x
x e

-
-
1
1
1
3
c)
lim
cos
x
x
x

-
0
4
3 1
d)
Resolução:
a)

lim( ) lim lim lim
. .
x x x x
x x x x
→ → → →
− - · − -
· − -
·
1
4
1
4
1 1
4
3 2 5 3 2 5
3 1 2 1 5
6
b)
lim ( ) lim( )
x x
sen x sen x sen
→ →
·

¸

(
¸
(
(
·
¸
¸

¸
,
(
·
p p
p
4 4
2 2
2
1
p p
p
c)
lim( ). lim( ).lim
( ).
lim(
x
x
x x
x
x
x e x e
e
x

-
→ →
-
- · -
· -

1
1
1 1
1
1 1
1 1
3 3
1
3
--
·
1
2
2
)
.e
d)
lim
cos
limcos
lim( )
cos lim
.
x
x
x
x
x
x
x
x
x




-
·
-
·
( )
-
0
4
0
0
4
0
4
3 1 3 1 3 0 1
·· 1
Limite de uma função
polinomial
Se P é uma função polinomial e c é um número
real, então lim ( ) ( )
x c
P x P c

· .
Questão resolvida
Calcule R4.
lim( )
x→ 1
2x 5
4 3
Resolução:
lim( ) =
x
x x 2x
→−1
5
4 3
3. (−1)
4
− (−1)
3
+ 2.(−1) + 5 = 7

T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
10
Limite de uma função
racional
Se P(x) e Q(x) são funções polinomiais e Q(c) ≠ 0,
então lim
( )
( )
( )
( )
x c
P x
Q x
P c
Q c

· .
Questões propostas
Calcule: Q3.
lim( )
x
x x

- −
1
2
3 2 5 a)
lim( )
x
x x x
→−
− - −
1
3 2
1 b)
lim
x
x
x

-

6
2
5
c)
lim
x
x
x
→−
-
-
4
2
4
4
d)
lim( )( )
x
x x

− −
3
1 4 e)
lim( )
x
x x
→−
- − −
1
17 63 f)
lim
x
x x
e

-
1
3
2
g)
lim
cos
x
x
x

-
-
0
2
1
1
h)
lim(log log )
x
x x


1
2 1
3
8 27 i)
Determine Q4. lim ( )
x
f x
→2
em cada caso:
li
x→2
a)
li
x→2
b)
lim
( )
x
x
f x

·
2
4 12
5
c)
Cálculo de limites quando o
numerador e o denominador
tendem a zero
Se f e g forem funções para as quais
lim ( ) lim ( )
x c x c
f x g x
→ →
· · 0 , nada poderemos dizer, a
princípio, sobre lim
( )
( ) x c
f x
g x →
.
Dependendo das funções f e g, esse limite pode
assumir um valor real qualquer ou pode até não
existir.
Dizemos que
0
0
é uma forma indeterminada,
pois ela nada nos diz sobre tal limite.
Nesses casos, podemos nos valer de certos
artifícios algébricos, apresentados a seguir.
Cálculo de limites por meio
de fatoração
Se, no cálculo do limite de uma função racional,
o numerador e o denominador da função tenderem
a zero quando x tender a um certo valor c, devemos
fatorar e simplifcar a referida função (se for possível)
antes de fazermos a substituição de x por c.
Questão resolvida
Calcule R5. lim
x
x
x



1
3
2
1
1
.
Resolução:
Como 1 é raiz do polinômio x
3
−1, vamos utilizar o
dispositivo prático de Briot-Ruffni:
1 1 0 0 −1
1 1 1 0
Logo:
x
3
−1 = (x − 1)(x
2
+ x + 1)

Portanto:
= = = lim
x
x
x



1
3
2
1
1
lim
( )( )
( )( ) x
x x x
x x →
− - -
− - 1
2
1 1
1 1
lim
x
x x
x →
- -
- 1
2
1
1
3
2
Refetindo
A função
x
x
3
2
1
1


está defnida para x = 1? Por
que pudemos cancelar o fator (x − 1), comum ao
numerador e ao denominador? O que se pode
dizer a respeito de lim
x
x
x



1
3
2
1
1
?
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
11
Questão resolvida
Calcule R6. lim
x
x x
x x

− -

2
4
3 2
10 4
2
Resolução:
Uma vez que 2 é raiz do polinômio x
4
−10x + 4,
podemos, novamente, utilizar o dispositivo prático
de Briot-Ruffni e escrever que
x
4
−10x + 4 = (x − 2)(x
3
+ 2x
2
+ 4x − 2).
Além disso, evidenciando o fator comum x
2
no
polinômio x
3
− 2x
2
, notamos que x
3
− 2x
2
= (x − 2)x
2
.
Portanto:
lim
x
x x
x x

− -

2
4
3 2
10 4
2
lim
( )( )
( )
x
x x x x
x x

− - - −

2
3 2
2
2 2 4 2
2
lim
x
x x x
x

- - −
·
2
3 2
2
2 4 2 11
2
= =
Questão proposta
Calcule os seguintes limites: Q5.
lim
x
x
x
→−

-
1
2
1
1
a)
lim
x
x
x



3
2
9
3
b)
lim
x
x x
x x

- −
- −
1
2
2
2
2 3
c)
lim
x
x x
x

− −

5
2
2
2 9 5
3 75
d)
lim
x
x x x
x x
→ −
- − −
- -
1
3 2
2
2 2
7 6
e)
lim
x
x x
x x x

− -
- − -
2
3 2
3 2
3 4
16 20
f)
lim
x
x
x



1
7
3
1
1
g)
lim
x
x x
x x x

− −
− − −
5
3
3 2
19 30
2 13 10
h)
Cálculo de limites por meio
de racionalização
Questões resolvidas
Calcule R7. lim
x
x x
x

− -

1
2 1
1
.
Resolução:
Em virtude da indeterminação
0
0
, vamos recorrer
ao artifício da racionalização do numerador:
lim
x
x x
x

− -

1
2 1
1
=
lim .
x
x x
x
x x
x x

− -
( )
− ( )
- -
( )
- -
( )

¸

(
¸
(
(
(
1
2 1
1
2 1
2 1
=
lim
( )
x
x x
x x x

− -
− ( ) - -
( )
1
2 1
1 2 1
=
lim
( )
x
x
x x x


− ( ) - -
( )
1
1
1 2 1
=
lim
x
x x

- -
( )
1
1
2 1
=
1
2 2
2
4
·
Calcule R8. lim
x
x
x

- −
− −
4
2 1 3
2 2
.
Resolução:
Vamos multiplicar o numerador e o denominador
pelo “conjugado” do numerador e também pelo
“conjugado” do denominador:
lim
x
x
x

- −
− −
4
2 1 3
2 2
=
lim . .
x
x
x
x
x
x
x

- −
( )
− −
( )
- -
( )
- -
( )
− -
( )
− -
( )

¸

4
2 1 3
2 2
2 1 3
2 1 3
2 2
2 2
((
¸
(
(
(
lim
x
x x
x x

- − ( ) − -
( )
− − ( ) - -
( )

¸

(
¸
(
(
(
4
2 1 9 2 2
2 2 2 1 3

=
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
12
lim
x
x x
x x

− ( ) − -
( )
− ( ) - -
( )

¸

(
¸
(
(
(
4
2 4 2 2
4 2 1 3

=
2 2 2
9 3
2 2
3
( ) -
-
( )
·
Cálculo de limites por meio de
mudança de variável
Questão resolvida
Calcule R9. lim
x
x
x



1
3
1
1
.
Resolução:
Faremos a mudança de variáveis x y y · ≥
6
0 , para
facilitar os cálculos.
Se x →1, então y
6
→1 e y→1, pois estamos
considerando y ≥ 0.
A escolha do expoente 6, para a nova variável y, é
justifcada pelo fato de mmc (2,3) ser igual a 6.
lim lim lim
x y y
x
x
y
y
y
y
→ → →


·


·


·
1
3
1
6 3
6 1
2
3
1
1
1
1
1
1
lim
( )( )
( )( )
y
y y
y y y

− -
− - -
·
1
2
1 1
1 1
lim
( )
( )
y
y
y y

-
- -
·
1
2
1
1
2
3
Questão proposta
Calcule os seguintes limites: Q6.
lim
x
x
x


- −
2 2
2
5 3
a)
lim
x
x
x

- −

8
1 3
8
b)
lim
x
x x
x

- − −
0
1 1
c)
lim
x
x
x

− -
− −
4
3 5
1 5
d)
lim
x
x x
x x x

− −
− −
3 2
6
6
e)
lim
x
x x x
x x

- − - −

2
2 2
2
5 4 3
2
f)
lim
x
x
x

- −
0
3 3
g)
lim
x
x
x

- −
− −
2
4 1 3
3 2 2
h)
lim
x
x
x


- −
1
3
1
2 6 2
i)
lim
x
x
x



1
3
4
1
1
j)
lim
x
x
x



64
3
8
4
k)
lim
x
x
x

- −
- −
0
3 3
2 2
2 2
l)
lim
( )
x
x
x

- −
0
4
2 16
m)
Continuidade
Uma função f é dita contínua num ponto x = c de
seu domínio se, e somente se, as condições a seguir
forem satisfeitas:
1.ª) existe f(c)
2.ª) existe lim ( )
x c
f x

3.ª) lim ( ) ( )
x c
f x f c

·
Caso uma ou mais condições acima não forem
satisfeitas, dizemos que a função é descontínua em
x = c.
Se a continuidade puder ser verifcada em todos
os pontos do domínio de uma função, esta será
denominada função contínua.
São funções contínuas:
I) as funções polinomiais (contínuas para todo
número real);
II) as funções racionais (contínuas em todos os
pontos de seus domínios);
III) as funções raízes (contínuas em todos os pontos
de seus domínios);
IV) as funções exponenciais (contínuas para todo
número real);
V) as funções logarítmicas (contínuas em todos os
pontos de seus domínios);
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
13
VI) as funções trigonométricas f(x) = senx e
f(x) = cosx (contínuas para todo número real) e
as demais funções trigonométricas (contínuas
em todos os números de seus domínios).
Refetindo
Verifque se as funções representadas grafcamente
a seguir são contínuas em x = c. Em caso negativo,
informe qual (ou quais) condição(ões) não foi(foram)
satisfeita(s).
Questões resolvidas
Verifque a continuidade da função R10.
f x
x x x
x x
( )
,
,
·
- ≥
− <
¦
'
¦
'
¦
2
4 0
2 0
em x = 0.
Resolução:
Cálculo de f(0):
f(0) = 0
2
+4.0 = 0
Cálculo de lim ( )
x
f x
→0
:
lim ( )
x
f x


· −
0
2 e lim ( )
x
f x

-
·
0
0
Uma vez que os limites laterais foram diferentes,
podemos afrmar que não existe lim ( )
x
f x
→0
.
Como somente a 1.ª condição foi satisfeita, podemos
concluir que essa função é descontínua em x = 0.
Seja R11. λ ∈ IR e f: IR→ IR a função defnida por
f x
x se x
x se x
( )
,
,
·
− >
− ≤
¦
'
¦
'
¦
3 3
2 3 lλ
. Calcule o valor de λ
para que f(x) seja contínua em x = 3.
Resolução:
Para que a 2.ª condição seja satisfeita, é necessário
que lim ( ) lim ( )
x x
f x f x
→ →
− -
·
3 3
.
Logo, podemos afrmar que 2 3 3 3 6 . − · − ⇒ · l l λ λ .
Questões propostas
Para cada uma das funções a seguir, calcule f(x Q7.
o
),
lim ( )
x x
o
f x


e lim ( )
x x
o
f x

-
. Em seguida, diga se essas
funções são contínuas ou descontínuas em x = x
o
.
f x
x
x
x
x
( )
,
,
·

·
¦
'
¦
'
¦
0
0 0
a) , x
o
= 0
f x
x x
x
x x
( )
,
,
,
·
− <
·
− >
¦
'
¦
'
¦
1 3
5 3
8 3
b) , x
o
= 3
f x
x x
x
x x
( )
,
,
,
·
- >
·
− <
¦
'
¦
'
¦
2
1 2
5 2
7 9 2
c) , x
o
= 2.
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
14
Determine os valores de a e b para os quais a função Q8.
f x
x x
ax b x
x x
( )
,
,
,
·
− < −
- − ≤ <
− ≥
¦
'
¦
'
¦
2
2
4 1
1 2
4 2
é contínua, qualquer que
seja x ∈ IR.
Seja a função Q9. f: IR →IR defnida por
f x
x se x
kx se x
( )
( ),
,
·
− <

¦
'
'
2 2 1
1
. Determine k, de
modo que f seja contínua em x = 1.
Seja Q10. λ ∈ IR e seja f: IR →IR a função defnida por
f x
x se x
se x
( )
,
,
·
− ≠
·
¦
'
'
2 4 3
2 3 lλ
. Calcule λ para que f(x)
seja contínua em x =3.
Seja a função Q11. f x
x
x
se x
k se x
( )
,
,
·
- −


·
¦
'
¦
'
¦
2 2
2
2
3 2
.
Determine k para que f(x) seja contínua em x =2.
Limites infnitos
Há funções para as quais os valores de f(x)
aumentam ou diminuem ilimitadamente quando a
variável independente se aproxima de um número
real c.
Vejamos alguns exemplos:
Consideremos a função f: IR → IR − {2} defnida por
f x
x
( )
( )
·

1
2
2
, representada grafcamente a seguir:
y
x 2 0
Notemos que, quando x tende a 2, seja pela
esquerda, seja pela direita, a função assume
valores arbitrariamente grandes, o que nos permite
escrever:
lim ( )
x
f x

· -∞
2
Vale ressaltar que +∞ e − ∞ não são números
reais. Dessa forma, o limite acima não existe. O
símbolo ∞ apenas indica como a função se comporta
quando x fca cada vez mais próximo de 2.
Consideremos, também, a função f: IR → IR − {1}
defnida por f x
x
x
( )
( )
·

2
1
, cujo gráfco se encontra
esboçado a seguir:
y
1
2
x
Observemos que, quando x tende a 1
pela esquerda, a função f(x) assume valores
arbitrariamente pequenos. Para indicarmos que
f(x) diminui ilimitadamente quando x tende a 1 por
valores menores que 1, escrevemos:
lim ( )
x
f x


= − ∞
1
Por outro lado, quando x tende a 1 por valores
maiores que 1, percebemos que f(x) aumenta ilimi-
tadamente, o que indicaremos da seguinte forma:
lim ( )
x
f x

-
· -∞
1
Constatamos, neste caso, que lim ( ) lim ( )
x x
f x f x
→ →
− -

1 1
.
Limites de funções quando x
tende ao infnito
Podemos estar interessados em estudar o
comportamento das funções quando a variável
independente cresce ou diminui indefnidamente.
Vejamos alguns exemplos:
Comecemos pela função f: IR* → IR defnida por
f x
x
( ) ·
1
:
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
15
y
x 0
É fácil perceber que, quando x → +∞ (x tende
para o infnito), o valor da função f(x) se aproxima
cada vez mais de 0.
O que acabamos de afrmar pode ser expresso da
seguinte maneira:
lim ( )
x
f x
→-∞
· 0
De modo análogo concluímos que, quando
x → –∞ (x tende para menos infnito), o valor da
função f(x) também se aproxima cada vez mais de
zero, ou seja:
lim ( )
x
f x
→−∞
· 0
Analisamos, anteriormente, o comportamento
da função f: IR → IR − {1} defnida por f x
x
x
( )
( )
·

2
1
,
quando x tendia a 1, por valores menores e maiores
que 1.
Agora estamos interessados em saber como esta
função se comporta quando x → +∞ e quando x → –∞.
y
x
1
2
O gráfco acima nos permite afrmar que
lim ( )
x
f x
→−∞
· 2 e lim ( )
x
f x
→-∞
· 2
Refetindo
Considerando a função f: IR*→IR defnida por
f x
x
n
( ) ·
1
, com n ∈ IN*, existe algum valor para o
qual se tenha f(x) = 0? O que podemos afrmar,
neste caso, a respeito de lim ( )
x
f x
→-∞
e lim ( )
x
f x
→−∞
?
Limite da função polinomial quan-
do x→±∞
Seja a função polinomial f(x), de grau n, com
a
n
≠ 0, defnida por:
f x a x a x a x a x a
n
n
n
n
( ) ... · - - - - -


1
1
2
2
1 0
Evidenciando o fator x
n
, obtemos:
f x x a
a
x
a
x
a
x
a
x
n
n
n
n n n
( ) ... · - - - - -
¸
¸

¸
,
(

− −
1 2
2
1
1
0
Quando x → ±∞ , os termos
tendem todos a zero.
Por conseguinte, temos que:
lim ( ) lim ...
lim
x x
n
n
n
n n
x
f x x a
a
x
a
x
a
x
→±∞ →±∞


→±
· - - - -
¸
¸

¸
,
(
·
1 1
1
0
∞∞
a x
n
n
Concluímos, então, que o limite de uma função
polinomial, quando x → ±∞ , é igual ao limite de
seu termo de maior grau.
Analogamente, se h x
f x
g x
( )
( )
( )
· é uma função racional
com f x a x a x a x a x a
n
n
n
n
( ) ... · - - - - -


1
1
2
2
1 0

e g x b x b x b x b x b
m
m
m
m
( ) ... · - - - - -


1
1
2
2
1 0
,

temos:
lim
( )
( )
lim
x x
n
n
m
m
f x
g x
a x
b x
→±∞ →±∞
·
a
x
a
x
a
x
a
x
n
n n n

− −
1 2
2
1
1
0
,..., , ,
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
16
Questão resolvida
Calcule os limites a seguir: R12.
lim
x
x x
→-∞
− 5 3
3 2
a)
lim
x
x x
→−∞
− - -
3
4 3 b)
lim
x
x x
x
→-∞
- −

2 6 5
4 2
3
5
c)
lim
x
x x x
x x
→-∞
- − -
- −
6 3 2 1
3 5 2
4 2
4
d)
lim
x
x x x
x
→−∞
− - − -

4 2 3
3 7
3 2
e)
lim
x
x x x
→-∞
- - −
( )
2
4 3 f)
Resolução:
lim lim
x x
x x x
→-∞ →-∞
− · · -∞ 5 3 5
3 2 3
a)
Observação: Não podemos escrever
lim
lim lim
x
x x
x x
x x
→-∞
→-∞ →-∞
− ·
− ·
-∞ − ∞
5 3
5 3
3 2
3 2
devido ao fato de ∞ não ser número. Consideramos
-∞ − ∞ uma forma indeterminada.
lim lim
x x
x x x
→−∞ →−∞
− - - · − · -∞
3 3
4 3 b)
lim lim lim
x x x
x x
x
x
x x
→-∞ →-∞ →-∞
- −

· · ·
2 6 5
4 2
2
4
2
4
0
3
5
3
5 2
c)
Obs.: Conforme já fora dito anteriormente, ∞ não é
número. Portanto, não podemos escrever
lim
lim
lim
x
x
x
x x
x
x x
x
→-∞
→-∞
→-∞
- −

·
- −

·


2 6 5
4 2
2 6 5
4 2
3
5
3
5
Consideramos


um outro tipo de forma
indeterminada.
lim lim lim
x x x
x x x
x x
x
x
→-∞ →-∞ →-∞
- −
- −
· · ·
6 3 2
3 5 2
6
3
2 2
4 2
4
4
4
d)
lim lim
lim
x x
x
x x x
x
x
x
x
→−∞ →−∞
→−∞
− + − +

=

= −






= −
4 2 3
3 7
4
3
4
3
3 2 3
2
∞∞
e)
Devido à presença da f) forma indeterminada do
tipo -∞ − ∞ , para calcularmos este limite, vamos
multiplicar o numerador e o denominador pelo
“conjugado” de x x x
2
4 3 - - −
( )
.
lim
lim .
x
x
x x x
x x x
x x x
x x x
→-∞
→-∞
- - −
( )
·
- - −
( )
- - -
( )
- - -
2
2
2
2
4 3
4 3
4 3
4 3
(( )

¸

(
¸
(
(
(
·
-
- - -
( )
·
-
- -
→-∞
→-∞
lim
lim
x
x
x
x x x
x
x
x x
4 3
4 3
4 3
1
4 3
2
2
2
¸¸
¸

¸
,
(
-
¸
¸

¸
,
(
(
·
x
Uma vez que x x
2
· , se x ≥ 0, obtemos:
lim
lim
x
x
x
x
x
x x
x
→-∞
→-∞
-
¸
¸

¸
,
(
- -
¸
¸

¸
,
(
-
¸
¸

¸
,
(
(
·
-
¸
¸

4
3
1
4 3
1
4
3
2
¸¸
,
(
- -
¸
¸

¸
,
(
-
¸
¸

¸
,
(
(
·
1
4 3
1
2
2
x x
Questões propostas
A função Q12. f x
x
( ) ·

1
1
2
encontra-se representada
grafcamente a seguir. Observando seu gráfco,
determine, se existir:
x
y
1
1 0 −1 −2 −3 2 3
−1
−2
−3
−4
2
3
4
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
17
lim ( )
x
f x
→−∞
a)
lim ( )
x
f x
→-∞
b)
lim ( )
x
f x
→−

1
c)
lim ( )
x
f x
→−
-
1
d)
lim ( )
x
f x
→−1
e)
lim ( )
x
f x

-
0
f)
lim ( )
x
f x


0
g)
lim ( )
x
f x
→0
h)
lim ( )
x
f x


1
i)
lim ( )
x
f x

-
1
j)
Os esboços dos gráfcos da função f:IR Q13. →IR*+ defnida
por f(x) = a
x
, para os casos em que a > 1 e 0<a<1,
encontram-se registrados a seguir.
y
y = a
x
a > 1 0 < a < 1
y = a
x
y
x x
Observando-os, determine o valor dos seguintes limites:
lim
x
x
→−∞
10 a)
lim ,
x
x
→−∞
0 5 b)
lim
x
x
e
→−∞
c)
lim
x
x
→−∞
¸
¸

¸
,
(
p
4
p
d)
lim
x
x
→-∞
2 e)
lim
x
x
→-∞
¸
¸

¸
,
(
1
3
f)
lim
x
x
→-∞
( )
2 g)
A seguir encontram-se esboçados os gráfcos da Q14.
função f: IR*+→IR defnida por f(x) = log
a
x.
0 < a < 1 a > 1
y
y = log
a
x y = log
a
x
y
x x
Observando-os, encontre o valor dos seguintes limites:
lim log
x
x

+
0
a)
lim log
x
x

-
0
1
5
b)
lim ln
x
x
→-∞
c)
lim log
x
x
→-∞
3
2
d)
Construa o gráfco da função Q15.
f: IR −
p
p
2
-
¦
'
'
¦
`
'
k
p
p →IR (k ∈ Z)
defnida por f(x) = tg x. Em seguida, determine:
lim
x
tgx


p
2
p
a)
lim
x
tgx

-
p
2
p
b)
Calcule os limites a seguir: Q16.
lim
x
x
x x →
-

− - 4
2
1
5 4
a)
lim ( )
x
x x
→−∞
- − 2 100
4 2
b)
lim ( )
x
x x
→−∞
- - 5 2 17
3
c)
lim
x
x x
→-∞
- -
2
1
2
d)
lim
x
x x
x x
→-∞
- -
- -
5 4 3
7 5 1
2
2
e)
lim
x
x x
x
→−∞
- −
-
2
3 7
2 1
f)
lim
x
x x
x
→-∞
- −
-
2
3 7
2 1
g)
lim
x
x x
x x
→−∞
− - -
− -
3 3 1
4 7
2
2
h)
lim
x
x x
x x x
→-∞
- -
- - −
4 2 3
5 3 4
2
3 2
i)
lim
x
x x x
x x x
→−∞
− - -
- − -
9 4 1
5 2 7
3 2
5 3
j)
lim
x
x x x
→-∞
− - −
( )
2
1 k)
Teorema do confronto
Certos limites não podem ser obtidos, facilmente,
de forma direta. Todavia, tais limites podem ser
calculados, de forma indireta, se fzermos uso do
importante teorema que enunciaremos a seguir e que
também é conhecido como “teorema do sanduíche”.
Se f, g e h são funções que estão defnidas em
algum intervalo aberto I que contém c, exceto,
possivelmente, no próprio c, f(x) ≤ g(x) ≤ h(x), para
todo x em I, tal que x ≠ c e lim ( ) lim ( )
x c x c
f x h x L
→ →
· · ,
então lim ( )
x c
g x L

· .
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
18
Questão resolvida
Utilizando o teorema do confronto, calcule R13.
lim
x
x sen
x
→0
2
1
.
Resolução:
Não podemos simplesmente substituir x por 0 porque
lim
x
sen
x

·
0
1
0 não existe.
Como − ≤ ≤ ∀ 1 1 senq q , , q q podemos afrmar que
− ≤ ≤ 1
1
1 sen
x
Multiplicando a desigualdade acima por x²,
obtemos
− ≤ ≤ x x sen x x
f x
g x
h x
2 2 2
1
( )
( )
( )
/

    

Visto que lim lim
x x
x x
→ →
− · ·
0
2
0
2
0 , concluímos que
lim
x
x sen
x

·
0
2
1
0
, que pode ser comprovado pelo
gráfco a seguir.
0.05
0.05
0.1 −0.1 −0.2 −0.3 −0.4 0.2 0.3 0.4
0.1
0.1
0.15
0.15
Limite trigonométrico
fundamental
Seja a função f: IR* → IR defnida por
f x
senx
x
( ) ·
.
Embora saibamos que tal função não está
defnida para x = 0, podemos desejar saber como
ela se comporta à medida que x assume valores
arbitrariamente próximos de zero.
Como, porém, calcular lim
x
senx
x →0
?
O resultado deste importante limite será a con-
clusão da demonstração apresentada na sequência.
Consideremos um círculo de raio unitário e
x um arco (medido em radianos), de modo que
0
2
< < x
p
p
, como representado na fgura a seguir:
Seno
Tangente
Cosseno
T
tg x
P
H O
x
A
Pela fgura, verifcamos que é verdade que
Área DOPH < Área do setor OAP < Área do DOAT.
Como PH senx · ; OA · 1 e AT tg x · , temos que:
Área DOPH =
senx x .cos
2
,
Área setor OAP =
x.1
2
e
Área DOAT =
1
2
.tg x
Logo,
senx x .cos
2
<
x.1
2
<
1
2
.tg x
.
Dividindo todos os membros da desigualdade
acima por
senx.
2
(>0), obtemos:
cos x <
x
senx
<
1
cos x
.
Uma vez que todos os termos desta última
desigualdade são positivos, podemos escrever:
1
cos x
>
senx
x
> cos x
Visto que
1
cos x
e cos x tendem a 1, quando x
tende a 0, pelo Teorema do Confronto, concluímos
y = x
2
y = x
2
sen 1
x
y = ―x
2
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
19
que
senx
x
→1 quando x →0 .
De maneira análoga, provamos também para x < 0.
Logo,
lim
x
senx
x →
·
0
1
O gráfco a seguir, correspondente à função
f x
senx
x
( ) · , ilustra este resultado.
y
x 10 5 −5
−0.2
0.2
0.4
0.6
0.8
1
−10
x
y = sen x
x
Questão resolvida
Calcule os seguintes limites: R14.
lim
x
sen x
x
→0
5
a)
lim
x
sen x
sen x
→0
3
5
b)
lim
cos
x
x
x


0
2
1
c)
lim
x
tg x
x
→0
d)
Resolução:
lim lim
.
.lim
.
x x x
sen x
x
sen x
x
sen x
x
→ → →
· · ·
·
0 0 0
5 5 5
5
5
5
5
5 1 5
a)
lim lim
.
.
lim .
x x
x
sen x
sen x
sen x
x
sen x
x
sen x
x
→ →

· ·
¸
0 0
0
3
5
3
3
3
5
5
5
3
3
3
¸¸

¸
,
(
¸
¸

¸
,
(
·
¸
¸

¸
,
(



lim .
.
lim
lim
x
x
x
sen x
x
sen x
x
se
0
0
0
5
5
5
3
5
3
3
nn x
x
5
5
3
5
1
1
3
5 ¸
¸

¸
,
(
· · .
b)
Uma vez que c) ( cos )( cos ) 1 1
2
− - · x x sen x , vamos
multiplicar tanto o numerador quanto o denominador
de 1
2
− cos x
x
por ( cos ) 1- x . Assim:
lim
cos
lim
cos cos
cos
lim
x x
x
x
x
x x
x x
sen
→ →


·
− ( ) - ( )
- ( )
·
0
2
0
2
0
2
1
1 1
1
xx
x x
sen x
x x
x x
2
0
2
0
1
1
1
1
1
2
1
2
- ( )
·
¸
¸

¸
,
(
- ( )
·
·
→ →
cos
lim .lim
cos
.
d) lim lim
cos
lim
.cos
lim .li
x x x
x
tg x
x
sen x
x
x
sen x
x x
sen x
x
→ → →

· · ·
0 0 0
0
mm
cos
.
x
x

· ·
0
1
1 1 1
Questão proposta
Calcule os seguintes limites: Q17.
lim
x
sen x
x
→0
2
3
a)
lim
x
sen x
sen x
→0
4
8
b)
lim
cos
.
x
x
x sen x


0
1
c)
lim
sec
x
x
x


0
2
1
d)
lim
cos
x
tg x
x


4
1
2
p
e)
lim
x k
sen x senk
x k



f)
Use a identidade
senm senn sen
m n m n
− ·
− -
2
2 2
cos
lim
cos
x
tg x
sen x x



4
1
g)
Limite exponencial
fundamental
Seja a função f x
x
x
( ) · -
¸
¸

¸
,
(
1
1
, cujo domínio é
dado por x x x ∈ < − >
{ ¦
IR ou | 1 0 .
p
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
20
Fazendo uso de uma calculadora científca,
podemos construir a tabela
x f x
x
x
( ) · -
¸
¸

¸
,
(
1
1
−10000 2,7184
−1000 2,7196
−100 2,7320
−10 2,8680
−1,1 13,9808
0,1 1,2710
1 2
10 2,5937
100 2,7048
1000 2,7169
10000 2,7181
100000 2,7183
com base na qual o seguinte gráfco pode ser
construído:
y
0
1
−1
−2 2 4 −4 −6
2
3
4
5
x
Tanto a tabela quanto o gráfco acima nos
sugerem, intuitivamente, que, à medida que
x→ ±∞, f x e ( ) → , em que e é o número de Euler
(2,7182818...).
De fato, é possível provar que:
lim
x
x
x
e
→±∞
-
¸
¸

¸
,
(
· 1
1
Refetindo
O número de Euler é um número irracional que pode
ser obtido a partir de
1 1
0
1
1
1
2
1
3
0
n
n
! ! ! ! !
...
·


· - - - -
.
Questão resolvida
Calcule os seguintes limites: R15.
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
3
2
a)
lim
x
x
x

- ( )
0
4
1 4 b)
lim
x
x
x
x
→∞
-

¸
¸

¸
,
(
1
1
c)
Resolução:
Vamos substituir a)
3
x
por
1
y
e, consequentemente,
x por 3y.
Neste caso, observamos que x → ∞ e que, portanto,
y também tenderá a ∞.
Logo,
lim lim
lim
.
x
x
y
y
y
x
x y
y
→∞ →∞
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
· -
¸
¸

¸
,
(
·
-
¸
¸

¸
,
(

1
3
1
1
1
1
2 2 3
¸¸

(
¸
(
(
· -
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
·
→∞
6 6
6
1
1
lim
y
y
y
e
Fazendo b) 4
1
x
y
· e, consequentemente, x
y
·
1
4
,
notamos que, quando y → ±∞, x → 0.
Logo,
lim lim
lim
x
x
y
y
y
y
x
y
y
→ →±∞
→±∞
- ( ) · -
¸
¸

¸
,
(
·
-
¸
¸

¸
,
(

¸

0
4
16
1 4 1
1
1
1
((
¸
(
(
·
16
16
e
Fazendo c)
x
x t
-

· -
1
1
1
1
, por meio de manipulação
algébrica, notamos que x t · - 2 1.
Notamos que, quando x → ∞ , t → ∞ também.
Logo,
lim
x
x
x
x
→∞
-

¸
¸

¸
,
(
1
1
=
lim
t
t
t
→∞
-
-
¸
¸

¸
,
(
1
1
2 1
= lim .
t
t
t t
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
-
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
1
1
1
1
2 1

= lim .lim .
t
t
t
t t
e e
→∞ →∞
-
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
-
¸
¸

¸
,
(
· · 1
1
1
1
1
2
2 2
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
21
Questão proposta
Calcule os seguintes limites: Q18.
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
7
a)
lim
x
x
x
→∞

¸
¸

¸
,
(
1
6
b)
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
3
5
c)
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
5
2
d)
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
2
4
e)
lim
x
x
x

- ( )
0
1
1 4 f)
lim
x
x
x
x
→−∞
- ¸
¸

¸
,
(
8
g)
lim
x
x
x
x
→∞
-

¸
¸

¸
,
(
1
1
h)
Questões de revisão
e aprofundamento
(UF-PA) Dado o gráfco da função y = f(x), podemos Q19.
afrmar que:
y
x a
b
c
y = f(x)
lim ( )
x a
f x b

· a)
lim ( )
x a
f x c

· b)
lim ( )
x a
f x

· 0 c)
lim ( )
x a
f x c


· d)
lim ( )
x a
f x b


· e)
(UF-PA) Seja f defnida por Q20. f x
x se x
se x
( ) ·
- ≠
·
¦
'
'
3 1
2 1
.
Qual o valor de lim ( )
x
f x
→1
?
1 a)
2 b)
3 c)
4 d)
5 e)
(Mack-SP) Q21. lim
x
x
x
x x


-

- −

¸

(
¸
(
2
2
1
2
7
6
é igual a:
0 a)
2
5
b)
3
5
c)
1 d)
5
2
e)
(UF-PR) O Q22. lim
x
x x
x x

− -
- −
2
2
2
2 12 16
3 3 18
é igual a:

4
15
a)

2
5
b)

1
2
c)

3
2
d)

5
2
e)
(UF-PA) Qual o valor de Q23. lim
x
x
x



2
2
2
?
0 a)
1
4
b)
1
2
c)
2
4
d)
1
2
e)
(PUC-SP) Q24. lim
x
x
x

- −
- −
0
3
1 1
1 1
é igual a:
1
3
a)
2
5
b)
3
5
c)
2
3
d)
3
2
e)
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
22
(Mack-SP) O valor de Q25.
lim
.
x
x x
x

− -

0
2
2 4 2 3
2 1
é:
–1 a)
–2 b)
c) ∞
0 c)
1 d)
(UFU) A função Q26. f x
x
x
( ) ·


2
3
1
1
não está defnida para
x = 1. Para que a função f(x) seja contínua no ponto
x = 1, devemos completá-la com f(1) =
− a) ∞
2
3
b)
1
3
c)
+ d) ∞
0 e)
( Q27. PUCMinas) Se L = lim
x
x
x
→ −∞

-
2 8
1
3
, o valor de L é:
−2 a)
−1 b)
0 c)
1 d)
2 e)
(UF-PA) Qual o valor de Q28. lim
x
x x
x x
→ -∞
- -
- −
2 1
4 5
2
3
?
0 a)
2 b)
4 c)
− d) ∞
+ e) ∞
(PUC-SP) Q29. lim
x
x x
x
→∞
- -

4 6 3
5
2
2
é igual a:
−2 a)
−1 b)
0 c)
1 d)
2 e)
(UF-PA) Calcular Q30. lim
x
x x x
→∞
− - −
( )
2
5 7 .

5
2
a)

2
5
b)
1 c)
2
5
d)
5
2
e)
(PUC-SP) Q31. lim
x
sen x
sen x
→0
5
4
é igual a:
2 a)
1
2
b)
5
4
c)
3
4
d)
2
3
e)
(PUC-SP) O valor de Q32. lim
x
tgx x
x

-
0
é igual a:
0 a)
1 b)
2 c)
− d) ∞
+ e) ∞
(PUC-SP) Se Q33. lim
x
x
x
e
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
· 1
1
, então, para k real e
não nulo, o limite lim
x
kx
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
1
vale:
ke a)
e b)
k
k c)
e
e + k d)
e/k e)
(Cescem) Q34. lim
n
n
n
→∞
- -
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
5 1
1
vale:
5e a)
e b)
5
5 – e c)
5 + e d)
5 e)
e
Derivada
Capítulo 2
Introdução
Suponhamos que o lucro mensal de uma rede
de sorveterias possa ser modelado pela função
, em que x
corresponde ao número de bolas de sorvete vendidas
durante o mês .
Quando do estudo das funções quadráticas, vimos
que o valor máximo ou mínimo sempre ocorre na orde-
nada do vértice da parábola correspondente à função.
Sendo assim, para o problema apresentado
acima, se desejássemos saber qual o lucro máximo
que essa rede de sorveterias poderia obter, ou então,
a quantidade ideal de bolas de sorvete que ela
deveria vender, poderíamos nos valer, apenas, das
coordenadas do vértice da parábola correspondente
a tal função do 2.º grau.
Entretanto, há um outro caminho, que pode
ser considerado melhor do que o que acabamos de
descrever por não estar restrito apenas a funções
quadráticas.
Trata-se da aplicação das derivadas em problemas
de otimização, conforme você poderá perceber no
fim deste capítulo.
23
T
A
M
24
D
E
R
I
V
A
D
A
Taxa de variação
Taxa média de variação
Consideremos o gráfico a seguir, correspondente à
função y = f(x), cuja lei estabelece o relacionamento
entre as grandezas x e y.
y
∆y
f(x)
f(x
1
)
f(x
0
)
x
0
x
1 x
Expressando a variação de x, de x
o
para x
1
, por
∆x (∆x = x
1
− x
o
) e a consequente variação de y, de
f(x
o
) para f(x
1
), por ∆y (∆y = f(x
1
) − f(x
o
)), podemos
definir a taxa média de variação de y em relação a
x, no intervalo [x
o
, x
1
] pelo quociente


y
x
ou seja, por
f x f x
x x
o
o
( ) ( )
1
1


chamado de razão incremental.
Da Geometria Analítica, sabemos que o quociente
acima pode ser interpretado como a inclinação
(ou coeficiente angular) da reta secante à curva
correspondente à função y = f(x), que passa pelos
pontos (x
o
, f(x
o
)) e (x
1
, f(x
1
)).
y
y = f(x)
f(x
1
)
f(x
0
)
x
0
x
1
x
P
Q
Refletindo
O que nos informa o coeficiente angular de uma
reta? Qual a unidade para a taxa média de variação? Se
y é uma distância e x é o tempo, que nome podemos
dar à taxa média de variação de y em relação a x?
Questão resolvida
Num estudo sobre a maneira como o corpo humano R1.
metaboliza o cálcio, um pesquisador injetou uma
pequena quantidade de cálcio, quimicamente
marcada, na corrente sanguínea de um paciente e
mediu a rapidez com que a substância foi removida
do sangue. A concentração C de cálcio marcado,
medida em mg/Ml de sangue, foi monitorada em
intervalos de 1 hora, durante 4 horas, após a injeção,
dando origem à tabela a seguir.
t 0 1 2 3 4
C 0,026 0,015 0,0052 0,0026 0,001
Determine a taxa média de variação para os
intervalos:
[0, 1] a)
[1, 3] b)
Resolução:


C
t
C C
mg ml
=


=


=
( ) ( ) , ,
, /min
1 0
0 015 0 026
1 0
0 011 por
a)


C
t
C C
mg ml
=


=


=
= −
( ) ( ) , ,
, /min
3 1
3 1
0 0026 0 015
3 1
0 0062 por
b)
Taxa instantânea de
variação
Se fixarmos x
o
, a taxa média de variação de y em
relação a x dependerá apenas de x
1
.
Dessa forma, à medida que tomarmos valores de
x
1
cada vez mais próximos de x
o
, poderemos vir a
perceber que a taxa média de variação pode estar
tendendo a certo valor (o que não ocorre sempre).
Chamamos esse valor, para o qual a taxa média de
variação tende, quando x
1
→ x
o
, de taxa instantânea
de variação no ponto x
o
.


y
x
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
25
A taxa instantânea de variação de y = f(x), em
relação a x, no ponto x= x
o
é dada por
Uma vez que x
1
= x
o
+ ∆x, também podemos
escrevê-la como



lim
( ) ( )


∆ x
o o
f x x f x
x →
- −
0
A taxa instantânea de variação da função
y = f(x) no ponto x
o
pode ser chamada de derivada
da função f, em relação à variável x, no ponto x
o
,
que vamos indicar por
f x
o
'( )
.
Portanto, a derivada da função f, em relação à
variável x, em um número x
o
, é dada por
f x
f x x f x
x
o
x
o o
'( ) lim
( ) ( )
·
- −
→ ∆

∆ 0
desde que este limite exista.
Diante do que apresentamos acerca de taxa
instantânea de variação, podemos definir a
velocidade, no instante t t
o
· , de uma partícula que
se move ao longo de uma linha reta como sendo a
taxa instantânea de variação da posição em relação
ao tempo, isto é, se desejarmos calcular a velocidade
de um corpo num instante t t
o
· , basta calcularmos
s t
o
'( ) , ou seja, a derivada da sua função posição em
relação à variável tempo, no instante t t
o
· .
Questão resolvida
Um vaso de flor cai da sacada de um apartamento, R2.
situada a 19 metros de altura, em relação à rua.
Sua altura, após t segundos, é dada pela função
, para 0 2 ≤ ≤ t , em que h é a
altura medida em metros. Nessas condições, calcule
a velocidade do vaso de flor, 1 segundo após o início
da queda.
Resolução:
v h
v
h t h
t
v
t
t
t
( ) '( )
( ) lim
( ) ( )
( ) lim
, (
1 1
1
1 1
1
4 9 1
0
0
= ⇒
=
+ −
=






∆ (( ) +






− − + 



=


2
2
0
19 4 9 1 19
1
4 9 9 8 4 9
, .
( ) lim
, , , (

∆ ∆

t
v
t
t
tt
t
v
t t
t
m s
t
) ,
( ) lim
, ,
, /
2
0
19 4 9 19
1
9 8 4 9
9 8
+ + − 



=
− − ( )
= −


∆ ∆


Interpretação geométrica
da derivada
Seja uma curva y = f(x) definida no intervalo
aberto a b , (
¸

¸
. Consideremos dois pontos distintos
P (x
o
, f(x
o
)) e Q (x
1
, f(x
1
)), pertencentes à curva
correspondente à função y = f(x), conforme indicado
na figura a seguir.
y
y = f(x)
reta
secante
reta
tangente
f(x
1
)
f(x
0
)
x
0
x
1
x
P
Q
∆y
Já afirmamos, anteriormente, que a razão
incremental


y
x
nos fornece a inclinação da reta
que passa pelos pontos P e Q, secante ao gráfico de
y = f(x).
Tomando o ponto P como fixo e imaginando o ponto
Q movendo-se sobre a curva de modo a aproximar-
se de P, podemos perceber que a inclinação da reta
secante PQ variará.
É fácil se convencer de que, à medida que o ponto
Q vai se aproximando indefinidamente do ponto P,
a inclinação da secante pode vir a variar cada vez
menos, tendendo a um valor limite, haja vista que
∆x , dado pela diferença entre x
1
e x
o
, tenderá a
zero.
lim


∆ x x
y
→0


y
x
m/s
T
A
M
26
D
E
R
I
V
A
D
A
Diante do que acabamos de afirmar, podemos
interpretar, geometricamente, a derivada da função
y = f(x) no ponto x
o
como o coeficiente angular da
reta tangente à curva correspondente a y = f(x), no
ponto (x
o
, y
o
), ou seja,
f x tg
o
'( ) · aα
Cabe ressaltar que, se a reta tangente for uma
reta vertical, ela não possuirá coeficiente angular e,
portanto, não haverá derivada no referido ponto.
Outras condições sob as quais a derivada de
uma função não existe num ponto específico de
abscissa x
o
encontram-se também representadas
graficamente a seguir:
y y
x
0
x
0
x
0
x
0
x
Tangente
vertical
Cúspide
Quina ou nó
Descontinuidade
x
x
x
y y
Refletindo
Por que retas verticais não possuem coeficiente angular?
Questões resolvidas
Determinar o coeficiente angular da reta tangente à R3.
curva f x x x ( ) · −
2
no ponto P(1,0).
Resolução:
Como o coeficiente angular da reta tangente à
curva f x x x ( ) · −
2
no ponto (1,0) é dado por f '( ), 1
temos:
m
f x f
x
x x
x
x
x
·
- −
- − -
¸
(
¸
− −


lim
( ) ( )
lim
( ) ( ) ( )
l




∆ ∆

0
0
2 2
1 1
1 1 1 1
iim
.
lim
( )


∆ ∆ ∆

∆ ∆

x
x
x x x
x
x x
x


- - ( ) − −
-
·
0
2
0
1 2 1
1
1
Encontre a equação reduzida da reta tangente à R4.
curva y x ·
2
no ponto de abscissa 3.
Resolução:
Para x = 3, temos que y = 3
2
, donde concluímos que
o ponto de tangência é (3,9).
Cálculo do coeficiente angular da reta:
m
x
x
x x
x
x
x
x
x
·
- −
·
- - −
·



lim
( ) ( )
lim
( )
lim
(





∆ ∆


0
2 2
0
2
0
3 3
9 6 9
6 --
·


x
x
)
6
Da Geometria Analítica sabemos que a equação de
uma reta da qual conhecemos o coeficiente angular
e um ponto é dada por y y m x x
o o
− · − ( ) .
Portanto, temos:
y x − · − 9 6 3 ( )
Ou seja, y x · − 6 9 .
y
x
P
1 −1
10
−10
−20
20
−2 0 2 3 4 5
Encontre a equação geral da reta tangente à curva R5.
y x · , paralela à reta x y − − · 2 5 0 .
Resolução:
Sabemos que retas paralelas têm coeficientes
angulares iguais.
y x · − 6 9
y=x²
−3 −4
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
27
Portanto, a reta procurada tem coeficiente angular
igual a
1
2
.
Fazendo lim
( ) ( )



x
o o
f x x f x
x

- −
·
0
1
2
, obtemos a
abscissa do ponto de tangência. Assim:
lim
( )



x
o o
x x x
x

- −
·
0
1
2
O desenvolvimento do limite acima nos permite
afirmar que
1
2
1
2
x
o
·
, donde concluímos que
x
o
· 1 e, consequentemente, f x
o
( ) também é igual
a 1.
Utilizando a equação da reta, obtemos:
y y m x x
y x
y x
x y
o o
− · −
− · −
− · −
− - ·
( )
( ) 1
1
2
1
2 2 1
2 1 0
Portanto, a reta procurada é a reta de equação
x y − - · 2 1 0 .
y
x 1 0
−1
1
2
−2
2
x
x − 2y − 5 = 0
x − 2y + 1 = 0
3 4
y = x √
Refletindo
Qual a relação existente entre os coeficientes
angulares de retas ortogonais?
Questões propostas
A população de uma cidade foi monitorada, de 1991 Q1.
a 1997, conforme podemos perceber na tabela a
seguir, em que P é dado em milhares de habitantes:
ANO 1991 1993 1995 1997
P 793 820 839 874
Encontre a taxa média de crescimento, em cada
caso:
de 1991 a 1995 a)
de 1993 a 1995 b)
de 1995 a 1997 c)
Encontre o coeficiente angular da reta tangente à Q2.
parábola y x x · -
2
2 , no ponto (−3,3).
Determine a equação da reta tangente à curva dada Q3.
por f x x x ( ) · − − 1 2 3
2
, no ponto (−2,−7).
A derivada como
uma função
A derivada de uma função y = f(x) é a função
denotada por f’(x), (pronuncia-se f linha de x), tal
que seu valor para todo x ∈ D(f) é dado por
f x
f x x f x
x x
'( ) lim
( ) ( )
·
- −
→ ∆

∆ 0
,
caso esse limite exista.
Podemos utilizar outras notações além de f’(x)
e y’, que foram introduzidas por Joseph-Louis
Lagrange (1736−1813) para denotar a função
derivada, a saber:
f x ou y
• •
( )
Notação introduzida por Isaac Newton (1642−1727).
dy
dx
ou
df x
dx
( )
Notação utilizada por Gottfried Wilhelm Leibniz
(1646-1716).
D f x
x
( )
Notação introduzida por Augustin-Louis Cauchy
(1789-1857).
T
A
M
28
D
E
R
I
V
A
D
A
Questão resolvida
Utilizando a definição, encontre a derivada da R6.
função f x x x ( ) · −
3
2 e, em seguida, calcule f '( ). 2
Resolução:
f x '( ) = lim
( ) ( )



x
f x x f x
x

- −
·
0
lim
( ) ( ) ( )

∆ ∆

x
x x x x x x
x

- − - − −
·
0
3 3
2 2

lim
( ) ( )

∆ ∆ ∆ ∆

x
x x x x x x x x x x
x

- - - − − − -
0
3 2 2 3 3
3 3 2 2 2
= lim
( )

∆ ∆ ∆

x
x x x x x
x

- - −
¸
(
¸
0
2 2
3 3 2
= 3 2
2
x −
Como f x x '( ) · − 3 2
2
, temos que f '( ) . 2 3 2 2 10
2
· − · .
Questão proposta
Aplicando a definição, calcule as derivadas das Q4.
funções a seguir:
y x ·
3
a)
y x x · − -
2
5 6 b)
y
x
·
1
c)
Regras de derivação
O cálculo de derivadas de funções por meio da
definição é, em alguns casos, bastante extenso
e demorado.
Para que não tenhamos de recorrer a esse
processo, vamos, na sequência, apresentar algumas
regras que nos permitirão obter, de forma mais
fácil, a derivada de uma função f(x).
Utilizaremos a notação proposta por Leibniz
na enunciação de tais regras. Algumas delas
estarão acompanhadas de suas respectivas
demonstrações.
Derivada da função constante
A derivada de uma função constante é zero, isto é,
d
dx
c
¸
(
¸
· 0 , c ∈ IR.
Demonstração:
f x
f x x f x
x
c c
x
x
x x
'( ) lim
( ) ( )
lim lim
·
- −
·

· ·

→ →

∆ ∆



0
0 0
0 0
Derivada da função potência
Seja n um número real e f(x) = x
n
; a derivada da
função f(x) é dada por
d
dx
x n x
n n

¸
(
¸
·

.
1
Demonstração:
f’ (x) = lim
= lim
f (x + ∆x) − f (x)
(x + ∆x)
n
− x
n
∆x
∆x
∆x → 0
∆x → 0
Utilizando os conhecimentos adquiridos acerca do
Binômio de Newton, podemos desenvolver ( ) x x
n
- ∆
e obter
lim
( )
( ) ... ( )
li

∆ ∆ ∆
∆ x
n n n n n
x nx x
n n
x x x x
x →
− −
- -

- -

¸

(
¸
(

·
0
1 2 2
1
2
mm
( )
... ( )

∆ ∆ ∆
∆ x
n n n
n
x nx
n n
x x x
x
nx

− − −

-

- -

¸

(
¸
(
·
0
1 2 1
1
1
2
Derivada do produto de uma
constante por uma função
Seja f uma função derivável de x, e c
uma constante.
A derivada da função g(x) = c.f(x) é dada por
d
dx
c f x c f x . ( ) . '( )
¸
(
¸
·
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
29
Demonstração:
f x
f x x f x
x
cf x x cf x
x
x
x
x
'( ) lim
( ) ( )
lim
( ) ( )
lim
·
- −
·
- −
·










0
0
00
0
c
f x x f x
x
c
f x x f x
x x
( ) ( )
. lim
( ) ( )
- −
¸

(
¸
(
·
- −
¸

(
¸
(

¸

(
¸




∆ ∆
((
· c f x . '( )
Questão resolvida
Calcule a derivada R7. f x '( ) das seguintes funções:
f x ( ) · 7 a)
f x ( ) ·
p
4
π
b)
f x x ( ) ·
9
c)
f x x ( ) ·
−3
d)
f x x ( ) ·
4
e)
f x x ( ) ·
1
6
18
f)
f x
x
( ) ·
6
5
g)
Resolução:
f x f x ( ) '( ) · ⇒ · 7 0 a)
f x f x ( ) '( ) = ⇒ =
π
4
0
b)
f x x f x x x ( ) '( ) . · ⇒ · ·
− 9 9 1 8
9 9 c)
f x x f x x
x
( ) '( ) · ⇒ · − · −
− − − 3 3 1
4
3
3
d)
f x x x f x x x
f x
x
( ) '( )
'( )
· · ⇒ · ·
∴ ·
− −
4
1
4
1
4
1
3
4
3 4
1
4
1
4
1
4
e)
f x x f x x x ( ) '( ) . · ⇒ · ·

1
6
1
6
18 3
18 18 1 17
f)
f x
x
x f x x
f x x
( ) . '( ) .( )
'( )
· · ⇒ · −
∴ · −
− − −

6
6 6 5
30
5
5 5 1
6
g)
Derivada da soma e da diferença
de duas funções
A derivada da soma (ou da diferença) de duas
funções f e g, deriváveis, é igual à soma (ou
diferença) das derivadas de f e g, isto é,
d
dx
f x g x f x g x ( ) ( ) '( ) '( ) ±
¸
(
¸
· ±
Demonstração:
Faremos a demonstração para a derivada da soma
de duas funções, mas desde já informamos que, de
modo análogo, podemos demonstrar a regra para a
derivada da diferença de duas funções.
Seja h x f x g x ( ) ( ) ( ) · -
h x
h x x h x
x
f x x g x x f x g
x
x
'( ) lim
( ) ( )
lim
( ) ( ) [ ( )
·
- −
·
- - - − -






∆ ∆
0
0
(( )]
lim
( ) ( ) ( ) ( )
lim
( )
x
x
f x x f x g x x g x
x
f x x
x
x

∆ ∆




·
- − - - −
·
- −


0
0
ff x
x
g x x g x
x
f x x f x
x x x
( ) ( ) ( )
lim
( ) ( )
lim




∆ ∆ ∆
-
- −
¸

(
¸
(
·
- −
-
→ → 0 0
gg x x g x
x
f x g x
( ) ( )
'( ) '( ).
- −
· -


Observação: Embora tenhamos apresentado as
regras para as derivadas da soma e da diferença
de duas funções, elas permanecem válidas para
qualquer número finito de funções.
Questões resolvidas
Dada a função R8. f x x x x ( ) · − - − 3 8
4 2
, calcule f '( ) 1 .
Resolução:
f x x x x
f x x x x
f x x
( )
'( ) . . .
'( )
· − - − ⇒
· − - ⇒
· −
− − −
3 8
3 4 1 2 1 1
12 2
4 2
4 1 2 1 1 1
3
xx
f f
-
∴ · − - ⇒ ·
1
1 12 1 2 1 1 1 11
3
'( ) . . '( )
T
A
M
30
D
E
R
I
V
A
D
A
Encontre a equação da reta tangente ao gráfico R9.
da função f x x x ( ) · − -
2
6 5 no ponto de abscissa
x = 0.
Resolução:
Ponto de tangência : , ( ) ( , )
'( ) .
'( )
0 0 0 5
2 6
2
2 1 1 1
f
f x x x
f x x
( ) ·
· − ⇒
·
− −
−−
· · − · −
6
0 2 0 6 6 m f '( ) .
Equação da reta tangente:
y y f x x x
y x
x y
o o o
− · − ⇒
− · − −
- − ·
'( )( )
( ) 5 6 0
6 5 00
Questões propostas
Calcule as derivadas das funções a seguir: Q5.
f x x ( ) · 5
3
a)
f x x ( ) · 2 b)
f x
x
( ) ·
5
4
c)
f x
x
( ) ·
3
3
d)
f x x ( ) · - 7 1
2
e)
f x
x x x
( ) · - − -
2
9
3
4 3
2
5
3 2
f)
f x x x ( ) · − -
4 3
3 7
g)
f x
x
x ( ) · -
2
3
2
h)
Encontre, em cada caso, uma equação da reta Q6.
tangente ao gráfico da função f(x), no ponto x
o

especificado:
f x
x
x
o
( ) , · ·
1
1 a)
f x x x
o
( ) , · · 4 b)
f x x x
o
( ) , · ·
2 3
2 2 c)
Descubra o ponto pertencente ao gráfico da função Q7.
y x x · − -
2
5 tal que a reta tangente à curva, que
passa por ele, forme, com o eixo das abscissas, um
ângulo de 45º.
Determine a equação da reta tangente ao gráfico Q8.
da função f x x x ( ) · − -
2
4 1, sabendo que ela é
perpendicular à reta de equação 2 5 0 y x - − · .
Encontre os pontos da curva correspondente à função Q9.
f x x ( ) · −
3
1, de forma que as retas tangentes a ela,
neles, sejam paralelas à reta y x · - 12 1
Derivada da função f(x) = sen x
A derivada da função f(x) = sen x é a função
f(x) = cos x, isto é,
d
dx
senx x ( ) cos ·
Demonstração:
Seja a função f x sen x
( )
·
( )
.
d
dx
sen x
sen x x sen x
x x
( )

¸
(
¸
·
-
( )

( )

¸

(
¸
(
(

lim


∆ 0
Empregando a identidade trigonométrica
sen sen cos sen A B
A B A B
− ·
- ¸
¸

¸
,
(
− ¸
¸

¸
,
(
2
2 2
, temos:
d
dx
sen x
sen x x sen x
x x
x
( )

¸
(
¸
·
-
( )

( )

¸

(
¸
(
(
·


lim
lim
co



∆ 0
0
2 ss
lim
cos
x x x
sen
x x x
x
x
- - ¸
¸

¸
,
(
- − ¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
(
(
·

∆ ∆


2 2
2
2
0
xx x
sen
x
x
sen
x
x
- ¸
¸

¸
,
(
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
(
(
·
¸
¸

¸
,
(

∆ ∆



2 2
2
0
lim
∆∆


∆ ∆
x
x x
sen
x
x x
2
2
2
2
2
0
.cos
lim . li
- ¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
(
(
·
¸
¸

¸
,
(

mm cos
.cos cos


x
x x
x x

- ¸
¸

¸
,
(
·
·
0
2
2
1
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
31
Derivada da função f(x) = cos x
A derivada da função f(x) = cos x é a função
f(x) = −sen x, isto é,
d
dx
x senx (cos ) · −
A demonstração desta regra pode ser feita com
base no emprego da identidade trigonométrica
cos( ) cos .cos . a b a b sena senb - · − desde que nos
valhamos do fato de que lim
cos


∆ x
x
x →

( )
·
0
1
0
Derivada do produto de funções
Se u e v são funções deriváveis de x e f é a função
definida por f(x) = u(x).v(x), então,
d
dx
u x v x u x v x u x v x ( ). ( ) '( ). ( ) ( ). '( )
¸
(
¸
· -
A fim de simplificar a escrita e a memorização da
regra, podemos escrever:
y u v y u v u v · ⇒ · - . ' ' . . '
Derivada do quociente de funções
Se u e v são funções deriváveis de x, v ≠ 0 e f é a
função definida por f(x) = u(x)/v(x), então,
d
dx
u x
v x
u x v x u x v x
v x
( )
( )
'( ). ( ) ( ). '( )
( )

¸

(
¸
(
·

¸
(
¸
2
Novamente, para simplificar, podemos escrever:
y
u
v
y
u v u v
v
· ⇒ ·

'
' . . '
2
Questões resolvidas
Calcule a derivada das seguintes funções: R10.
f x x x ( ) .cos ·
5
a)
f x x x x ( ) ( )( ) · − −
3 2
2 1 b)
f x
x
x
x ( ) ·
-
≠ −
¸
¸

¸
,
(
2
2 1
1
2
c)
Resolução:
a)
f x x x
u x x u x x
v x x v x sen x
Logo
u
v
( ) .cos
( ) '( )
( ) cos '( )
·
· ⇒ ·
· ⇒ · −
5
5 4
5
¸
¸
::
'( ) ' . . '
'( ) cos
f x u v u v
f x x x x sen x
· -
· − 5
4 5
Como b) u x x · −
3
2 e v x · −
2
1, temos que
u x ' · − 3 2
2
e v x ' · 2 .
Logo,
y x x x x x
x x x x x
x x
' ( )( ) ( ). · − − - −
· − − - - −
· − -
3 2 1 2 2
3 3 2 2 2 4
5 9
2 2 3
4 2 2 4 2
4 2
22
c)
f x
x
x
u x x u x x
v x x v x
Logo
f x
u
v
( )
( ) '( )
( ) '( )
:
'( )
·
-
· ⇒ ·
· - ⇒ ·
2
2
2 1
2
2 1 2
¸
¸
··

·
- −
-
·
-
- -
u v uv
v
f x
x x x
x
f x
x x
x x
' '
'( )
( ) .
( )
'( ) ,
2
2
2
2
2
2 2 1 2
2 1
2 2
4 4 1
xx ≠ −
1
2
Mostre que a derivada da função R11. f x tg x ( ) · é
f x x '( ) sec ·
2
.
Resolução:
Começaremos reescrevendo a função f x tg x ( ) ·
como f x
sen x
x
( )
cos
· .
u x sen x u x x ( ) '( ) cos · ⇒ ·

v x x v x sen x ( ) cos '( ) · ⇒ · −
f x
u x v x u x v x
v x
f x
x x sen x
'( )
'( ). ( ) ( ). '( )
( )
'( )
cos .cos .
·

¸
(
¸

·

2
−− ( )
·
-
·
sen x
x
x sen x
x
x
(cos )
cos
cos
cos
2
2 2
2
2
1
Como sec
cos
, x
x
·
1
temos que f x x '( ) sec ·
2
.
T
A
M
32
D
E
R
I
V
A
D
A
Utilizando a derivada do quociente de funções, R12.
prove que a derivada da função f x x ( ) sec · é
f x x tg x '( ) sec . · .
Resolução:
Começaremos reescrevendo a função f x x ( ) sec ·
como f x
x
( )
cos
·
1
.
u x u x ( ) '( ) · ⇒ · 1 0

v x x v x sen x ( ) cos '( ) · ⇒ · −
f x
u x v x u x v x
v x
f x
x sen x
'( )
'( ). ( ) ( ). '( )
( )
'( )
.cos .
·

¸
(
¸

·
− − (
2
0 1 ))
·
·
(cos )
cos
cos
.
cos
x
sen x
x
x
sen x
x
2
2
1
Como sec
cos
x
x
·
1
e tg x
sen x
x
·
cos
, temos que
f x x tg x '( ) sec . · .
Questões propostas
Demonstre que, se Q10. f x g x ( ) cot · , então
f x ec x '( ) cos · −
2
.
Demonstre que, se Q11. f x ec x ( ) cos · , então
f x ec x g x '( ) cos .cot · − .
Encontre a derivada de cada uma das funções Q12.
seguintes:
f x x x ( ) ( )( ) · - − 1 1 a)
f x
x
x
( ) ·
-

1
1
b)
f x
x
x
( ) ·
-
3
2 1
2
c)
f x
x
x
( ) ·
- 2
3
d)
f x
x
x x
( ) ·
-

2
1
1
2
e)
f x
x x
x
( ) ·
- -
-
2
1
1
f)
A regra da cadeia
A regra da cadeia é a regra que utilizamos para
obter a derivada da função composta g f x ( ( )) em
termos das derivadas de f e g.
Se y g u · ( ) , u f x · ( ) e as derivadas
dy
du
e
du
dx

existem, então a derivada da função composta
y g f x · ( ( )) é dada por
dy
dx
dy
du
du
dx
· .
Questões resolvidas
Encontre a derivada da função R13. y sen x · - ( ) 2 3 .
Resolução:
Na função y sen x
u
· - ( ) 2 3
¸_ ¸ ¸ ¸
, fazendo y senu · e
u x · - 2 3 , temos:
dy
dx
dy
du
du
dx
u
x
·
· ( )
· -
.
cos .
cos( )
2
2 2 3
Portanto, a derivada da função y sen x · - ( ) 2 3 é
y x ' .cos( ) · - 2 2 3 .
Encontre R14. y ' se y x · −
3
2 .
Resolução:
Podemos reescrever a função acima como
y x
u
· − ( )
3
1
2
2
¸_¸
.
Se tomarmos y u ·
1
2
e u x · −
3
2 , com o uso da
regra da cadeia, encontraremos:
dy
dx
dy
du
du
dx
u x
x
u
x
x
·
· · ·


.
.( )
1
2
3
3
2
3
2 2
1
2
2
2 2
3
Logo, y
x x
x
' ·


3 2
2 4
2 3
3
.
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
33
Derivada da função
exponencial f(x) = a
x
Consideremos a função exponencial f x a
x
( ) · , com
a > 0, a ≠ 1 e x ∈ IR. É possível demonstrar-se que
d
dx
a a a
x x

¸
(
¸
· .ln
Como caso particular da regra acima, temos:
d
dx
e e
x x

¸
(
¸
·
Derivada da função logarítmica
Seja a função f x x
a
( ) log · , com a > 0, a ≠ 1 e x ∈ IR.
É possível demonstrar-se que
d
dx
x
x a
a
log
.ln

¸
(
¸
·
1
Em especial, se a = e (número de Euler), temos:
d
dx
x
x
ln
¸
(
¸
·
1
Refletindo
Por que pudemos particularizar as regras das
derivadas das funções exponenciais e logarítmicas
somente para o caso (a = e)?
Questões resolvidas
Determine a derivada das seguintes funções: R15.
f x
x
( ) · 5 a)
f x x ( ) log · b)
Resolução:
f x a a f x
x x
'( ) .ln '( ) .ln · ⇒ · 5 5 a)
f x
x a
f x
x
'( )
.ln
'( )
.ln
· ⇒ ·
1 1
10
b)
A combinação da regra da cadeia com as demais
regras de derivação apresentadas nos permite fazer
as seguintes generalizações, que apresentaremos
na forma de uma tabela de derivadas, que será
amplamente utilizada doravante:
Sejam u e v funções deriváveis de x, c, n e a
constantes reais. Consideremos, ainda, y ' como
notação para a derivada da função y em relação à
variável x.
São válidas as seguintes regras:
FUNÇÃO DERIVADA
1 y = c (c ∈ IR) y’=0
2 y = u
n
y’ = n.u
n-1
. u’
3 y = c . u y’ = c . u’
4 y = u + u y’= u’ + v’
5 y = u − v y’ − u’
6 y = u.v y’ = u’ . v + u.v’
7
y
u
v
·
(v ≠ 0)
y
u v u v
v
'
' . . '
·

2
8
y a
u
·

(a >0 e a ≠ 1)
y a u a
u
' . ' .ln ·
9 y e
u
· y e u
u
' . ' ·
10
y u
a
· log

(a >0 e a≠1)
y
u
u a
'
'
.ln
·
11
y u · ln
y
u
u
'
'
·
12
y senu ·
y u u ' cos . ' ·
( )
13
y u · cos
y senu u ' . ' · −
( )
14
y tgu · y u u ' sec . ' ·
( )
2
15
y gu · cot y ec u u ' cos . ' · −
( )
2
16
y u · sec
y u tgu u ' sec . . ' ·
( )
17
y ecu · cos
y ecu gu u ' cos .cot . ' · −
( )
T
A
M
34
D
E
R
I
V
A
D
A
Questão resolvida
Determine a derivada das seguintes funções: R16.
y x · - 2 1 a) f) y x x · - cos ( )
3 2
2
y e
x x
·
-
2
3
b) g) y g x x · - - cot ( )
3 2
2 3
y x · - ln( )
2
1 c) h)
y
sen x
x
·
3
4 cos
y
x x
·
-
3
2
5
d) i) y
x
x
·

-
¸
¸

¸
,
(
3 1
3
2
2
y sen x x · - - ( ) 5 3 2
2
e)
Resolução:
Fazendo a) y x
n
u
· - ( ) 2 1
1
2
¸
¸ _ ¸ ¸ ¸
, com o auxílio da regra (2)
obtemos:

y x
x
' ( ) . · - ·
-

1
2
2 1 2
1
2 1
1
2
Logo,
y
x
' ·
-
1
2 1
.
y e
x x
u
·
-
2
3
¸
b)
Utilizando a regra (9), obtemos:
y e x
x x
' .( ) · -
-
2
3
2 3
Logo, y x e
x x
' ( ) · -
-
2 3
2
3
y x
u
· - ln( )
2
1
¸¸ ¸ ¸ ¸
c) , Então,
utilizando a regra (11), obtemos:
y
x
x
' ·
-
2
1
2
y
x x
u
·
-
3
2
5
¸
d)
Utilizando a regra (8), obtemos:
y x
x x
' .( ).ln · -
-
3 2 5 3
2
5
y sen x x
u
· - - ( ) 5 3 2
2
¸ ¸ ¸¸ ¸ ¸¸
e)
Utilizando a regra (12), obtemos:
y x x x ' ( ).cos( ) · - - - 10 3 5 3 2
2
A função f) y x x · - cos ( )
3 2
2 pode ser reescrita como
y x x · -
¸
(
¸
cos( )
2 3
2 .
Utilizando as regras (2) e (13), obtemos:
y x x sen x x x ' cos ( ) ( ) ( ) · -
¸
(
¸
− -
¸
(
¸
- 3 2 2 2 2
2 2 2
Logo,
y x x x sen x x ' ( )cos ( ). ( ) · − - - - 6 1 2 2
2 2 2
y g x x
u
· - - cot ( )
3 2
2 3
¸ ¸ ¸¸ ¸ ¸¸
g)
Utilizando a regra (15), obtemos:
y ec x x x x ' cos ( ) .( ) · − - -
¸
(
¸
-
2 3 2 2
2 3 3 4
Logo, y x x ec x x ' ( )cos ( ) · − - - - 3 4 2 3
2 2 3 2
y
sen x
x
u
v
·
3
4
¸¸¸
¸_¸
cos
h)
Utilizando as regras (7), (12) e (13), obtemos:
y
x x sen x sen x
x
'
cos .cos( ) ( ) ( )
cos
=
( ) 



( )




3 3 4 4
4
2
Logo,
y
x x sen x sen x
x
'
cos .cos( ) ( ) ( )
cos
·
( ) -
( )
3 3 4 3 4
4
2
y
x
x
·

-
¸
¸

¸
,
(
3 1
3
2
2
i)
Utilizando as regras (2) e (7), obtemos:
y
x
x
x x x
x
' .
( ) ( ).
( )
·

-
¸
¸

¸
,
(
- − −
-

2
3 1
3
3 3 3 1 2
3
2
2 1
2
2 2
Com o desenvolvimento da expressão acima,
concluímos que
y
x x x
x
'
( )( )
( )
·
− − - -
-
6 2 3 2 9
3
2
2 3
Refletindo
Para a função f x
x
( )
( )
·

5
2 3
3
, qual processo
nos permite obter a derivada de forma mais fácil? A
aplicação da regra do quociente ou das regras (2) e
(3) da tabela de derivadas que apresentamos, com
base em f x x ( ) .( ) · −

5 2 3
3
? Ambos os processos nos
conduzem ao mesmo resultado?
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
35
Questões propostas
Calcule a derivada de cada uma das funções a seguir: Q13.
f x x x ( ) ( ) · - -
2 4
3 5 a) i) f x x e
x
( ) . ·
3
f x x x ( ) ( ) · - −
2 3
2 8 b) j) f(x) = e
(x - x )
2
f x x x ( ) · −
2 3
c) k) f x
x x
( ) ·
-
3
2
5
f x x x ( ) ( ) · - − 3 6 2
2 2 3
d) l) f x
x
x
( ) ·
-
-
10
2
1
1
f t
t
t
( ) ·
-

2 1
1
e) m) f x x x ( ) ln( ) · − -
2
3 1
f x x e x x
x
( ) .ln · -
2
f) n) f x x x ( ) log ( ) · - -
10
2
1
f x x senx x ( ) .cos( ) · -
3
2
g) o)
f x
x
x
( ) ln ·
- ¸
¸

¸
,
(
2 1
2
f x e
x x
( ) . ·
- −
5
4 5 7
3
h) p) f x x ( ) (log ) ·
2 3
Para cada uma das funções a seguir, determine Q14.
f’(x):
f x sen x x ( ) ( ) · - - 5 3 2
2
a) g)
f x
x
sen x
( )
cos
·


1 2
3
f x sen x x ( ) ( ).cos( ) · - − 2 2 b) h) f x tg x ( ) · − 1
f x x x ( ) cos ( ) · -
3 2
2
c) i) f x
tg x
x
( )
sec
·
−1
f x
4x
sen3 x
( )
cos
= d) j)
f x x
x
( ) .cos( ) · 5 2
f x
tg x
( ) ·
- 1
2
e) k) f x g x ( ) cot ( ) · −
5
3 2
f x x tg x ( ) . · 2 f)
Derivadas de ordem
superior
Seja y=f (x) uma função derivável.
Vimos, anteriormente, que a derivada primeira de
f pode ser representada, por exemplo, por f’ ou
dx
.
Caso a derivada de f’ exista, ela será chamada de
derivada segunda de f e poderá ser representada
por f’’ ou
d y
dx
2
2
.
De maneira análoga, se a derivada de f’’ existir,
ela será chamada de derivada terceira de f e poderá
ser indicada por f’’’ ou
d y
dx
3
3
.
Seguindo essa linha de raciocínio, poderemos
determinar a derivada quarta, a derivada quinta,
(...), enfim, a derivada de ordem n da função f
(desde que elas existam).
Questões resolvidas
Encontre as três primeiras derivadas da função R17.
f x x x x ( ) · − -
5 3
2 .
Resolução:
f x x x x
f x x x
( )
'( )
· − -
· − -
5 3
4 2
2
5 6 1
f x x x
f x x
''( )
'''( )
· −
· −
20 12
60 12
3
2
Considerando-se a função R18. f x x x ( ) · − 3 18
4 2
, resolva
a equação f x ''( ) · 0 .
Resolução:
f x x x
f x x x
f x x
f x
x
( )
'( )
''( )
''( )
· −
· −
· −
· ⇒
− ·
3 18
12 36
36 36
0
36 36
4 2
3
2
2
00
1 1
1 1

· − ·
∴ · − { ¦
x x
S
ou
;
A R19. aceleração de um corpo é definida como a taxa
de variação da velocidade em relação ao tempo;
isto é, se y s t · ( ) é a função posição do corpo, a
aceleração do corpo é dada por a s t · ''( ) . Nessas
condições, considerando uma partícula que se move
segundo a função posição s t t t t t ( ) , · − - ≥
3 2
12 36 0
, em que t está medido em segundos e s em metros,
encontre a função velocidade e a função aceleração
e, em seguida, calcule-as para t = 3.
Resolução:
v s t v t t t · ⇒ · − - '( ) ( ) 3 24 36
2
e
a s t a t v t t · ⇒ · · − ''( ) ( ) '( ) 6 24
Logo, no instante t = 3, temos:
v m s ( ) . . / 3 3 3 24 3 36 9
2
· − - ·− e
a(3) = 6.3 − 24 = −6m/s
2
.
T
A
M
36
D
E
R
I
V
A
D
A
Questões propostas
Considerando a função Q15. f x sen x ( ) · , calcule o valor
de f f f f '( ) '' '''
( )
0
2
3
2
4
-
¸
¸

¸
,
(
- ( ) -
¸
¸

¸
,
(
p
p
p
π
π
π
.
A função posição de um corpo que está se movendo Q16.
retilineamente é s t t t ( ) · − −
3
3
2
4 2 , em que s é
dada em metros. Calcule a sua velocidade e a sua
aceleração para t = 4 segundos.
Dada a função Q17. f x x x x ( ) · - − - 4 2 5 2
3 2
, calcule
f f f '( ) ''( ) '''( ). 0 0 0 - -
Análise do comportamento
de funções
Entre as várias aplicações das derivadas está a
análise do comportamento de funções.
Com o auxílio das derivadas podemos, por
exemplo, determinar os intervalos de crescimento
e decrescimento de uma função e também podemos
encontrar seus valores máximos ou mínimos (quando
eles existirem).
Essas informações, associadas ao conhecimento
prévio dos pontos de interseção do gráfico
correspondente à função com o eixo y e com o eixo
x (raízes reais), permitem-nos esboçar o gráfico de
uma vasta gama de funções.
Funções crescentes e funções
decrescentes
É sabido que uma função f é dita crescente em
um intervalo a b , (
¸

¸
de seu domínio se
x x f x f x
1 2 1 2
< ⇒ < ( ) ( )
para quaisquer valores de x
1
e x
2
em a b , (
¸

¸
.
Dito de outra forma, à medida que aumenta o
valor de x dentro do intervalo a b , (
¸

¸
, as imagens
correspondentes também aumentam, o que pode
ser facilmente verificado no gráfico a seguir.
y
x
x
1
f(x
2
)
f(x
1
)
x
2
b
y = f(x)
a
A observação do gráfico nos permite concluir que,
para todo ponto pertencente ao intervalo a b , (
¸

¸
, a
derivada é positiva, uma vez que as retas tangentes
à curva correspondente a y=f(x), que passam por
tais pontos, formam, com o eixo x, ângulos agudos.
Isso nos permite tirar a seguinte conclusão:
Analogamente, uma função f é dita decrescente
em um intervalo
a b , (
¸

¸
de seu domínio se
x x f x f x
1 2 1 2
< ⇒ > ( ) ( )
para quaisquer valores de x
1
e x
2
em a b , (
¸

¸
, o
que significa dizer que, à medida que aumentam
os valores de x dentro do intervalo, as imagens
correspondentes diminuem.
y
0 a x
1
x
2
b
x
f(x
2
)
f(x
1
)
f(x)
Se f’(x) > 0 para todo x ∈
a b , (
¸

¸
, então a
função f(x) é crescente em
a b , (
¸

¸ .
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
37
A análise do gráfico anterior nos permite constatar
que, neste caso, para todo ponto pertencente ao
intervalo a b , (
¸

¸
, a derivada é negativa, haja vista
que as retas tangentes à curva correspondente a
y=f(x), que passam por tais pontos, formam, com o
eixo x, ângulos obtusos.
Isso nos permite tirar a seguinte conclusão:

Além disso, sabemos que uma função f é
denominada constante em um intervalo a b , (
¸

¸
de
seu domínio se, para quaisquer valores de x
1
e x
2
em
a b , (
¸

¸
, temos que f x f x ( ) ( )
1 2
· .

y
0
a x
1
x
2
b
x
f(x
1
) = f(x
2
)
f(x)
Notemos, neste último gráfico, que a função
é constante em a b , (
¸

¸
e que a reta tangente ao
gráfico de y = f(x), por qualquer ponto pertencente
a a b , (
¸

¸
, é horizontal e, portanto, possui coeficiente
angular nulo.
Logo,
As conclusões que acabamos de tirar, associadas
ao fato de que, para funções contínuas, a derivada
f x '( ) só pode mudar de sinal em valores de x para os
quais f x '( ) · 0 ou em valores de x para os quais f x '( )
não está definida, permite-nos determinar intervalos
de crescimento e decrescimento de funções.
Os valores de x que têm a propriedade acima men-
cionada são denominados pontos críticos da função.
Questões resolvidas
Mostre que a função R20. f x x x ( ) · -
3
2 é crescente para
qualquer valor real de x .
Resolução:
A derivada de f é a função f x x '( ) · - 3 2
2
.
Ao fazermos o estudo do sinal de f x '( ) , concluímos
que f x '( ) > 0 ∀ x∈ IR, por tratar-se de uma função
do 2º grau para a qual se observa ∆<0 e gráfico na for-
ma de parábola com concavidade voltada para cima.
Portanto, f x x x ( ) · -
3
2 é crescente x∈ IR, o
que pode também ser comprovado por meio de seu
gráfico, apresentado na sequência.
y
x 1
5
−5
−10
10
−1 −2 2
Dada a função R21. f x x x x ( ) · - - 3 12 15
3 2
, faça o que
se pede:
Encontre os intervalos abertos nos quais a) f x ( ) é
crescente ou decrescente.
Determine os pontos nos quais a reta tangente ao b)
gráfico de f x ( ) é horizontal.
Faça um esboço do gráfico de c) f x ( ) .
Resolução:
f x x x x
f x x x
( )
'( )
· - - ⇒
· - -
3 12 15
9 24 15
3 2
2
a)
Fazendo f x '( ) · 0 , encontramos as raízes

5
3
e −1 ,
que nos permitem fazer o estudo do sinal de f x '( ) :
+ + −
x
−1

5
3
Concluímos, portanto, que:
Se f’(x) = 0 para todo x ∈ a b , (
¸

¸
, então a
função f(x) é constante em a b , (
¸

¸
.
Se f’(x) < 0 para todo x ∈
a b , (
¸

¸
, então a
função f(x) é decrescente em
a b , (
¸

¸ .
Se f(x) está definida em x
o
, então x
o
é um
ponto crítico de f se f’(x
o
) = 0 ou se f’ não está
definida em x=x
o
.
T
A
M
38
D
E
R
I
V
A
D
A
Se x ou x
f x é crescente
Se x
∈ −∞ −
(
¸
(

¸

∈ − -∞ (
¸

¸

∈ − −
(
¸
, ,
'( ) .
,
5
3
1
5
3
1
((

¸

⇒ f x é decrescente ( ) .
Nos pontos em que a reta tangente ao gráfico de b) f x ( )
é horizontal, devemos ter f x '( ) · 0 .
Substituindo em f x ( ) , encontramos:
f −
¸
¸

¸
,
(
· −
5
3
50
9
e f − ( ) · − 1 6
Logo, os pontos em que a tangente ao gráfico de
f x ( ) é horizontal são
− −
¸
¸

¸
,
(
5
3
50
9
,
e − − ( ) 1 6 , .
c)
y
x 0,5
−5
5
10
−0,5 −1 −1,5 −2 −2,5
Questão proposta
Determine os intervalos de crescimento e Q18.
decrescimento das seguintes funções:
f x x x ( ) · - -
2
6 5 a) c) f x x x x ( ) · − - − -
3 2
6 9 5
f x
x
x x ( ) · − - -
3
2
3
3
2
2 4 b)
Extremos relativos e absolutos
Consideremos a função y f x · ( ) , cujo gráfico
está esboçado na figura a seguir.
0
y
f(x
2
)
f(x
1
)
x
1
x
2
x
x = f(x)
Podemos dizer que x = x
1
é um ponto de mínimo
relativo de f(x) e que f(x
1
) é um mínimo relativo
de f(x).
Da mesma forma, podemos afirmar que x=x
2
é
um ponto de máximo relativo de f(x) e que f(x
2
) é
um máximo relativo de f(x).
Que propriedades podemos verificar em x
1
e x
2

para podermos dar a eles essas denominações?
Para respondermos a essa pergunta, vamos
recorrer à definição de extremos relativos, vista
na sequência:
É possível demonstrar-se que:


y
y
y
y
x
x x
x a
a a
a
tangente
horizontal
tangente horizontal
f’(x
o
)
x
o
x
o
x
o
x
o
b
b b
b

f’(x
o
)


Vale ressaltar que a recíproca não é verdadeira,
pois é possível que f’(x
o
) seja nula sem, no entanto,
x
o
ser um ponto de máximo ou mínimo relativo.
Seja f uma função definida em x
o
.
I) f(x
o
) é um máximo relativo de f se existe
um intervalo aberto a b , (
¸

¸
, que contém x
o
, tal
que f(x) ≤ f(x
o
), para todo x ∈ a b , (
¸

¸
.
II) f(x
o
) é um mínimo relativo de f se existe
um intervalo aberto a b , (
¸

¸
, que contém x
o
, tal
que f(x) ≥ f(x
o
), para todo x ∈ a b , (
¸

¸
.
Se f tem mínimo relativo ou máximo relativo
quando x = x
o
, então x
o
é um ponto crítico de f.
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
39
De fato, tomemos como exemplo a função
f x x ( ) ·
5
.
Podemos verificar que ela é crescente para todo
x real, haja vista que sua derivada f x x '( ) · ≥ 5 0
4
,
x ∈ IR e que x = 0 é o seu único ponto crítico (pois
0 anula f x '( ) ; entretanto, x = 0 não é nem ponto de
máximo nem ponto de mínimo relativo, conforme
podemos perceber por meio de seu gráfico:
Concavidade
para cima
Ponto de
inflexão
Concavidade
para baixo
y
x
y=x
5
Este ponto constitui um exemplo de ponto
de inflexão.
É correto afirmar que, se a tangente a um gráfico
existe em um ponto no qual a sua concavidade muda
de sentido, então este é um ponto de inflexão.
Para que possamos determinar e classificar os
extremos relativos de uma função, podemos nos
valer do seguinte critério, conhecido por teste da
derivada primeira para extremos relativos:


x
x
x
x
y y
f’(x
o
) > 0
f(x
o
) é máximo
relativo
f(x
o
) não é nem máximo,
nem mínimo relativo
f(x
o
) não é nem máximo,
nem mínimo relativo
f(x
o
) é mínimo
relativo
f’(x
o
) > 0
f’(x
o
) < 0 f’(x
o
) < 0
x
o
x
o
x
o
x
o
Uma função definida num certo intervalo pode
apresentar vários pontos extremos relativos.
Chamamos de máximo absoluto da função f
num certo intervalo o maior valor apresentado por
f nesse intervalo.
Analogamente, denotamos por mínimo absoluto
da função f, num certo intervalo, o menor valor
apresentado por f nesse intervalo.
Sugerimos que você, leitor, observe a ilustração a
seguir e reflita sobre os comentários feitos sobre ela.
x
a b
Máximo relativo
Mínimo
relativo
Mínimo
relativo
Máximo absoluto. É o
maior valor de f. Também
é um máximo relativo.
Mínimo absoluto.
É o menor valor
de f. Também
é um mínimo
relativo.
c e d
Questões resolvidas
Determine os pontos de máximo ou de mínimo R22.
relativos da função f:IR→IR definida por
f x x x ( ) · − -
4 2
8 5 . Em seguida, faça um esboço de
seu gráfico.
Resolução:
f x x x f x x x ( ) '( ) · − - ⇒ · −
4 2 3
8 5 4 16
Como f x '( ) está definida para todo x real, para
encontrarmos os pontos críticos de f, basta
encontrarmos as raízes de f x '( ) .
f x x x
x x e x
'( )
,
· ⇒ − · ⇒
· − · ·
0 4 16 0
2 0 2
3
Utilizando os pontos críticos obtidos, podemos
(a) (b)
(d) (c)
y
x x
y
y
y
f’(x
o
) > 0
f’(x
o
) > 0
f(x
o
) é máximo
relativo
f(x
o
) é mínimo
relativo
f’(x
o
) < 0
f’(x
o
) > 0
f’(x
o
) < 0 f’(x
o
) < 0
f’(x
o
) < 0 f’(x
o
) > 0
x
o
x
o
Em um número crítico x =x
o
,
I) Se f’ é negativa à esquerda de x
o
e
positiva à direita de x
o
, então f possui um
mínimo relativo em x
o
.
II) Se f’ é positiva à esquerda de x
o
e
negativa à direita de x
o
, então f possui um
máximo relativo em x
o
.
III) Se f’ apresenta o mesmo sinal em ambos
os lados de x
o
, então x
o
não é um extremo
relativo de f.
y= f(x)
T
A
M
40
D
E
R
I
V
A
D
A
propor os seguintes intervalos de teste: −∞ − (
¸

¸
, 2 ,
− (
¸

¸
2 0 , , 0 2 , (
¸

¸
e 2,-∞ (
¸

¸
, que nos permitirão
confeccionar a seguinte tabela:
Intervalo −∞ − (
¸

¸
, 2 − (
¸

¸
2 0 , 0 2 , (
¸

¸
2,-∞ (
¸

¸
Valor de
teste
−3 −1 1 3
Sinal de
f’(x)
f '( ) −3 <0 f '( ) −1 >0 f '( ) 1 <0 f '( ) 3 >0
Conclusão Decresc. Cresc. Decresc. Cresc.
Com o auxílio do Teste da derivada primeira,
concluímos que o ponto crítico −2 dá um mínimo
relativo (pois f’(x) troca de sinal, de negativo para
positivo), que o ponto crítico 0 dá um máximo relativo
e que o ponto crítico 2 dá um mínimo relativo.
f f
f f
f
( ) ( ) ( ) '( )
( ) ( ) ( ) '( )
(
− · − − − - ⇒ − · −
· − - ⇒ ·
2 2 8 2 5 2 11
0 0 8 0 5 0 5
4 2
4 2
22 2 8 2 5 2 11
4 2
) ( ) ( ) '( ) · − - ⇒ · − f
Logo, (−2,−11) e (2, –11) são pontos de mínimo
relativo e (0,5) é ponto de máximo relativo.
y
x 1
5
−5
−1 −2 −3
−10
10
2 3
Seja a função R23. f x x x x ( ) · − - − - 3 16 18 2
4 3 2
definida
no intervalo [ , ] −1 4 . Determine e classifique todos os
seus extremos relativos, represente-a graficamente
e, em seguida, verifique se ela apresenta extremos
absolutos, indicando-os, caso existam.
Resolução:
f x x x x
f x x x x
( )
'( )
· − - − - ⇒
· − - −
3 16 18 2
12 48 36
4 3 2
3 2
Como não existem valores reais para os quais f x '( )
não está definida, os únicos pontos críticos são suas
raízes; no caso, 0, 1 e 3, que nos fornecem os intervalos
de teste −∞ (
¸

¸
,0 , 0 1 , (
¸

¸
, 1 3 , (
¸

¸
e 3,-∞ (
¸

¸
, com base
nos quais podemos compor a seguinte tabela:
Intervalo −∞ (
¸

¸
,0 0 1 , (
¸

¸
1 3 , (
¸

¸
3,-∞ (
¸

¸
Valor de
teste
−1 0,5 2 4
Sinal de
f’(x)
( ) > 0 ( ) < 0 ( ) > 0 ( ) < 0
Conclusão Cresc. Decresc. Cresc. Decresc.
O teste da derivada primeira para extremos
relativos nos permite concluir, portanto, que os
números críticos 0 e 3 correspondem a máximos
relativos e que o número crítico 1 corresponde a
um mínimo relativo.
Substituindo-se, em f(x), x por 0, 1 e 3, obtemos
as ordenadas (valores de y) dos pontos extremos
relativos.
Dessa forma, encontramos os pontos (0,2), (1,−3)
e (3, 29) que serão marcados no plano cartesiano.
Como essa função está definida no intervalo
[ , ] −1 4 , devemos encontrar, também, as imagens
correspondentes x · −1 e x = 4.
Tais imagens são, respectivamente, ―35 e ―30.
As informações obtidas nos possibilitam, agora,
construir o gráfico a seguir:
y
−1 1 2 3 4
0,2
(3,29)
y= −3x
4
+ 16x
3
−18+2
(−1,35)
(4,−30)
Observando o gráfico, percebemos que, para essa
função, temos que f(0) = 2 é um máximo relativo
e f(3)=29 é tanto um máximo relativo quanto o
máximo absoluto.
Além disso, f(1)= −3 é um mínimo relativo de f,
ao passo que f(−1)= −35 é o mínimo absoluto, mas
não é mínimo relativo posto que ocorre numa das
extremidades do intervalo [ , ] −1 4 .
Em f(4) = −30 não ocorre nem mínimo relativo nem
mínimo absoluto.
Refletindo
O gráfico da função f x
x se x
se x
( )
,
,
·
≤ <
·
¦
'
'
0 2
0 2
, no
intervalo [0,2], apresenta um ponto que seja o mais alto?
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
41
Questão proposta
Determine e classifique os extremos relativos Q19.
das seguintes funções e, em seguida, esboce
seus gráficos:
f x
x x
x ( ) · − − -
3 2
3 2
2 4 a) c) f x x x ( ) · − − −
3 2
4
f x x x x ( ) · − -
3 2
2 b) d) f x x x ( ) · − - 3 12 5
4 2
Aplicações de máximos e
mínimos
Toda a teoria exposta acerca de máximos e
mínimos nos possibilita solucionar uma vasta gama
de problemas, muitos deles do nosso cotidiano.
Veremos, em seguida, algumas dessas aplicações.
Questões resolvidas
Se 1 200 cm R24.
2
de papelão estiverem disponíveis para
você confeccionar uma caixa de base quadrada e sem
tampa, qual é o maior volume possível da caixa?
Resolução:
x
x h
A base da caixa é quadrada; portanto, podemos
representar seu volume por V x h ·
2
, em que h é a
altura da mesma.
Nossa caixa deve ter 1 200 cm
2
de área (quantidade
de papelão disponível e que será utilizado).
A expressão (em função de x e h) que fornece a área
da caixa é x
2
+ 4 x h.
Logo, temos que x
2
+ 4 x h = 1 200.
Expressando h em função de x nesta última equação,
obtemos
h
x
x
=
− 1 200
4
2
.
Substituindo esse resultado na equação que fornece
o volume, encontramos:
V x h x
x
x
x x
= =

=

2 2
2 3
1 200
4
1 200
4
.
Logicamente, a área da base da caixa deve ser
qualquer valor de 0cm
2
a 1200cm
2
, ou seja,
⇒ ≤ x x 0 1 200 0 1 200
2
≤ ≤ ≤
.
Por fim, resta-nos determinar o valor de x para o
qual é máximo o volume V.
A derivada de V é V x ' · − 300
3
4
2
. Fazendo
V x '( ) · 0, encontramos x · ±20 , mas a raiz negativa
não convém ao exercício. (Não nos esqueçamos de
que
0 1 200 ≤ ≤ x
).
Logo, a caixa de base quadrada com 20 cm de lado
e, consequentemente, 10 cm de altura é a que
proporciona maior volume. Por conseguinte, o maior
volume possível é 4 000 cm
3
.
Um empresário usa a função R25.
C x
x
x = + < ≤ 3
20 000
0 200 ,
para estimar o custo C
referente à aquisição de x unidades de um produto.
Considerando-se que o veículo que faz a entrega pode
trazer, no máximo, 200 unidades por cada pedido,
encontre o valor de x que minimize o custo.
Resolução:
C x
x
C x
x
= + ⇒ = − 3
20 000
3
20 000
2
'( )
C ’(x) só não está definida para x = 0, o que, neste
problema, não é relevante, uma vez que o domínio
da função é 0 200 < ≤ x .
Os demais pontos críticos correspondem às raízes de
C ’(x).
Fazendo
3
20 000
0
2
− =
x
, encontramos
x = ±
20 000
3
,
mas a raiz negativa não convém ao problema.
Sob essas condições, concluímos que o valor de x que
minimiza o custo é dado por
x = ≅
20 000
3
81 65 ,
.
Arredondando para o número inteiro mais próximo,
concluímos que, em cada pedido, esse empresário
deve adquirir 82 unidades do produto.
De todos os retângulos de área igual a 100 m R26.
2
, qual
apresenta o menor perímetro?
Resolução:

Começaremos denotando o comprimento do
retângulo por x e a sua altura, por y.
y
x
T
A
M
42
D
E
R
I
V
A
D
A
Área b h x y ou ainda y
x
· ⇒ · · . . , , 100
100
.
O perímetro do retângulo é dado por p x y · - 2 2 .
Substituindo y por
100
x
na expressão que fornece o
perímetro do retângulo, obtemos:
p x
x
· - 2
200
.
Calculando-se a derivada de p em relação a x,
encontramos p
x
' · − 2
200
2
, que só não está definida
para x = 0.
Fazendo-se p' · 0 , encontramos os outros pontos
críticos, a saber: −10 e 10.
Uma vez que x representa o comprimento de um
retângulo, não é possível que x seja menor ou igual
a zero.
Portanto, x = 10 m e, consequentemente, y = 10 m são
as medidas dos lados do retângulo de área 100 m
2
que
apresenta o menor perímetro.
Uma ilha está num ponto A, a 6 km do ponto B R27.
localizado numa praia reta, indicada na figura a
seguir. Um turista que está na ilha deseja ir a um
ponto C da praia, localizado a 9 km do ponto B. Ele
pode alugar um barco por R$ 1,50 o quilômetro e
navegar até um ponto P entre B e C e, então, alugar
um bug a um custo de R$ 1,20 o quilômetro e chegar
a C por um caminho retilíneo. Determine o percurso
mais barato de A até C.
Resolução:

B P
A
6 Km
x
C
Praia
9 − x
Com base no Teorema de Pitágoras, podemos calcular
a distância, em função de x, da ilha ao ponto P. Tal
distância é igual a 36
2
- x . Além disso, a distância
de P a C é igual a 9 − x.
O custo com o translado de barco é dado por
C x x
1
2
1 5 36 ( ) , . · - , e o custo com o bug é dado
pela função C x x
2
1 2 9 ( ) , .( ). · −
Logo, o custo total é obtido pela soma de C
1
e C
2
e é
igual a C x x x ( ) , . , , · - - − 1 5 36 10 8 1 2
2
.
Para minimizar C x ( ) , vamos calcular sua derivada
e igualá-la a zero, obtendo, assim, a equação
irracional
1 5
36
1 2
2
,
,
x
x -
· , cuja raiz é x · 8 .
Portanto, para minimizar o custo com a viagem de
A para C, o turista deve desembarcar num ponto P,
entre B e C, distante 8 km de B, e de lá seguir para
C, utilizando o bug.
Questões propostas
Encontre dois números positivos cuja soma seja 90 e Q20.
cujo produto seja o maior possível.
Qual é a maior área possível para um triângulo Q21.
retângulo cuja hipotenusa mede 5 cm?

5 cm
x
y
Ilha
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
43
Um fazendeiro pretende cercar um pasto retangular Q22.
que é margeado por um rio ao longo de um de seus
lados. De acordo com o relatório de uma consultoria
técnica adquirida, 180 000 m
2
são o suficiente para
servir de pastagem para seus animais. Levando-se em
consideração que não haverá cerca margeando o rio,
determine as dimensões que devem ser consideradas
a fim de diminuir o gasto com a cerca.

Rio
x x
y
Uma pessoa joga uma bola para cima com uma Q23.
velocidade inicial de 14m/s do topo de um prédio
de 17 metros de altura. É sabido que a altura
h da bola no instante t é dada pela equação
h = −4,9t
2
+ 14t + 17, que permanece válida até a
bola atingir o solo.
Determine o instante em que a bola atinge o solo. a)
Descubra o momento em que a bola atinge a b)
altura máxima.
Calcule a altura máxima atingida pela bola. c)
Faça um esboço do gráfico da função h. d)

h
t
Questões de revisão
e aprofundamento
(UF-PA) A reta tangente à curva Q24. y x · ln no ponto
(a,b) forma um ângulo de 45º com o eixo x. Então,
a+b vale:
1 c) 3 e) 5 a)
2 d) 4 b)
(UEL-PR) A equação da reta tangente à curva Q25.
de equação y x x · - −
3
2 1, no ponto em que
x · −1, é:
y x · - 5 1 a) d) y x · − - 3 1
y x · - 4 1 b) e) y x · − - 4 1
y x · − 3 1 c)
(UFU) Seja r uma reta tangente à parábola Q26.
y x ·
2
. Sabendo-se que r é paralela à reta
y x · − 2 3 , podemos afirmar que a equação da
reta r é:
x y − - · 2 1 0 a) d) x y − - · 1 0
x y − − · 2 1 0 b) e) 2 1 0 x y − - ·
2 1 0 x y − − · c)
T
A
M
44
D
E
R
I
V
A
D
A
(UF-PA) A equação s = t Q27.
4
− 8t
2
representa o movimento
retilíneo de uma partícula. A aceleração, no primeiro
instante de repouso após t = 0, vale:
12 c) 20 e) 32 a)
16 d) 24 b)
(UEL-PR) A equação horária de um móvel é Q28.
y
t
t · -
3
3
2 , sendo y sua altura em relação ao
solo, medida em metros, e t o número de segundos
transcorridos após sua partida. Sabe-se que a
velocidade do móvel no instante t = 3 é dada por
y’(3), ou seja, é a derivada de y calculada em 3.
Essa velocidade é igual a:
6m/s c) 15m/s e) 29m/s a)
11m/s d) 27m/s b)
(Mack-SP) Se Q29. f x
x
x
( ) ·
− 2
, então f’(x) é igual a:
−1 c) a) x − 2 e) 1
2
2

x
2
2
x
b) d)

1
x
(Cefet-MG) A derivada da função Q30.
f x sen x x tg x ( ) cos · - - , no ponto x · pπ , é:
−2 c) 0 e) 2 a)
−1 d) 1 b)
(PUCMinas) O valor da derivada da função Q31.
f x x ( ) · − 7
no ponto (−2,3) é:

1
2
a)

1
6
b)
1
6
c)
2 d)
3 e)
(PUC-SP) Sendo Q32. f x sen x ( ) ·
2
2 , então a sua derivada
primeira calculada para x ·
p
8
π
vale:
0 c) 2 e) 4 a)
1 d) 3 b)
(UFPR) Se Q33. f x
x
e
x
( )
ln
·
2
2
, então f '( ) 1 é:
2
2
e

a) d) 2


2
2
e b) e) 2
2
e
e c)
(Mack-SP) A derivada da função f dada por Q34.
f x
x x
x x
x x
( ) ·
1
2 3 4
5 6 2
2
2
2
é:
3x² a)
Não existe b)
− 4x³ − 4 c)
15x d)
4
6x e)
4
(UF-PA) Se Q35. y x x · .cos , então y x ''( ) ... ·
xsen x a)
x x .cos b)
( . cos ) x sen x x
c)
( .cos ) x x sen x 2
d)
x x sen x (cos ) − e)
(UNIP-SP) Seja Q36. f IR : , −

¸
(
¸
→ 3 3 a função definida
por f x x x ( ) · −
3
3 . O valor mínimo absoluto de f e o
valor máximo absoluto de f são, respectivamente,
−2 e 0 d) −2 e 2 a)
−2 e 18 e) 0 e 18 b)
0 e 21 c)
(UFU) A função real de variável real definida por Q37.
y x x x · - − - 2 9 24 6
3 2
é decrescente no intervalo:
< 4 1 x a)
x <− 4 b)
x > 0 c)
x > 1 d)
− < < 1 4 x e)
(UF-PA) A abscissa do ponto de máximo relativo de Q38.
y x x x · − − -
3 2
3 45 2 é:
−5 d) 3 a)
−3 e) 5 b)
0 c)
(PUC-PR) Em um painel retangular de comprimento Q39.
(60 + x) cm e de largura 80 cm, deseja-se reservar
no canto superior esquerdo um quadrado de lado x.
Qual o valor de x para que a diferença entre a área
do painel e a do quadrado seja a maior possível?
30 cm a)
70 cm b)
50 cm c)
60 cm d)
40 cm e)

CréDIToS

Adriana Batista Gonçalves Alex Alves Bastos Daniela Pereira de Melo Denise de Barros Guimarães Gabrielle Cunha vieira Hélio Martins Joana Paula de Souza Júnia Kelle Teles Martins lilian Ferreira de Souza luciana Marinho da Silva luciano Pereira Marins Marcos Eustáquio Gomes Marcelo Correa de Paula Mônica Alves de Faria Priscilla Alves do nascimento raquel Barcelos e Melo roberta Mara de Souza lima Tatiane Aline do Carmo e Melo valéria Cardoso Aline Paula de oliveira Douglas nunes Brandão Júnia Kelle Teles Martins luana Félix da Silva Magali luciene dos Santos Miriam Carla Martins Cornélia Cristina S. Brandão Gustavo Celso de Magalhães Aldeir Antonio neto rocha Aparecida Costa de Almeida lydston rodrigues de Carvalho Marinette de Cácia Freitas raquel Cristina dos Santos Faria rogério Fernandes Greco Design ltda. Studio link Idea Info Design letra por letra ltda. e Só letra Idea Info Design Xxxxxxxx

Gerência Editorial

Produção editorial e gráfica

Pesquisa iconográfica e autorização de Textos Gerência TécnicoPedagógica
rua Paraíba, 330 – 17.º andar 30130-140 – Belo Horizonte – MG Tel.: (31) 2126-0853 www.eeducacional.com.br Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do livro, SP, Brasil)

Coordenação Pedagógica Capa Projeto Gráfico Editoração eletrônica revisão de língua e Estilo Ilustrações Impressão e acabamento

Ficha Catalográfica
Fernandes, Alexandre Correia. Matemática : noções de limites e derivadas : ensino médio / Alexandre Correia Fernandes. -Belo Horizonte : Editora Educacional, 2010. 44p. Ilust. ISBn 978-85-7932-159-7 1. Matemática (Ensino médio) I. Título. 09-09385

CDD-510.7

Todos os direitos reservados. reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

SUMÁrIo

M A T

limite e Derivada
Capítulo 1 ― Limite e Continuidade ............................................................. 6 noção intuitiva de limite ...........................................................................7 limites laterais ................................................................................... 7 Propriedades dos limites .......................................................................... 8 limite de uma função polinomial ................................................................ 9 limite de uma função racional .................................................................. 10 Cálculo de limites quando o numerador e o denominador tendem a zero ............... 10 Cálculo de limites por meio de fatoração ................................................... 10 Cálculo de limites por meio de racionalização .............................................. 11 Cálculo de limites por meio de mudança de variável ..................................... 12 Continuidade ....................................................................................... 12 Limites infinitos .................................................................................... 14 Limites de funções quando x tende ao infinito ............................................... 14 limite da função polinomial quando x→±∞ ................................................ 15 Teorema do confronto ............................................................................ 17 limite trigonométrico fundamental ........................................................... 18 limite exponencial fundamental ............................................................... 19 Capítulo 2 — Derivada ............................................................................ Taxa de variação .................................................................................. Taxa média de variação ......................................................................... Taxa instantânea de variação ................................................................. Interpretação geométrica da derivada ......................................................... A derivada como uma função ................................................................... regras de derivação .............................................................................. Derivada da função constante ................................................................ Derivada da função potência .................................................................. Derivada do produto de uma constante por uma função ................................. Derivada da soma e da diferença de duas funções ........................................ Derivada da função f(x) = sen x ............................................................... Derivada da função f(x) = cos x ............................................................... Derivada do produto de funções .............................................................. Derivada do quociente de funções ........................................................... A regra da cadeia ............................................................................... Derivada da função exponencial f(x) = ax ................................................... Derivada da função logarítmica .............................................................. Derivadas de ordem superior ................................................................... Análise do comportamento de funções ........................................................ Funções crescentes e funções decrescentes ................................................ Extremos relativos e absolutos ............................................................... Aplicações de máximos e mínimos .............................................................. 23 24 24 24 25 27 28 28 28 28 29 30 31 31 31 32 33 33 35 36 36 38 41

ConHEçA SEU lIvro

Introdução
Para que vou estudar este assunto? Onde ele se aplica? Como ele se relaciona com outros tópicos da Matemática e com outras Ciências? na introdução de cada capítulo, propomos uma situação-problema, que você vai retomar mais tarde. Em seguida, descrevemos sinteticamente o conteúdo a ser abordado, listamos suas aplicações mais imediatas e seus aspectos históricos.

Refletindo
Por que isso acontece? Como isso se explica? O que ocorreria se esse detalhe mudasse? Permeando todo o texto, você vai encontrar perguntas e questionamentos sobre a teoria apresentada. Com base em suas reflexões, você vai produzir, individualmente ou em grupo, pequenos textos matemáticos.

Investigando
Como isso funciona? Será que isso sempre ocorre? Que hipóteses essa regularidade sugere? Posso inferir regras gerais a respeito? Por meio da experimentação, da investigação e da pesquisa, você vai analisar situações novas, fazer conjecturas, formular hipóteses, testá-las e, com base em suas conclusões, construir novos conceitos e estabelecer leis gerais relacionadas ao conteúdo. Finalmente, você vai sintetizar suas conclusões por escrito.

Raciocínio lógico e numérico
Por que os números obedecem a essas regularidades? Posso estabelecer uma lei geral? Qual é a lógica desse raciocínio? Por meio dele, a que conclusões posso chegar? Propomos, nesta seção, vários problemas de lógica e de raciocínio numérico, explorando relações lógicas, além de regularidades e curiosidades que envolvem, principalmente, os números inteiros.

Questões resolvidas
Questões resolvidas aparecem toda vez que há necessidade de manter situações de aplicação de um conteúdo, de uma regra ou de uma fórmula.

Questões propostas
Esta seção aparece a todo momento, sempre que um pequeno segmento se encerra. o objetivo é que você explore conceitos, resolva problemas práticos e explore situações novas sobre o conteúdo trabalhado.

Questões de revisão e aprofundamento
nesta seção, a maioria das questões são extraídas de exames vestibulares e das provas do Exame nacional do Ensino Médio (Enem). é uma oportunidade para você se familiarizar com as tendências dos concursos vestibulares de todo o Brasil, além de possibilitar um aprofundamento do conteúdo, em questões que apresentam um nível de dificuldade crescente.

naturalmente. o que. objeto de estudo de vários cursos do Ensino Superior. Bolsa de valores .LIMITE E DERIVADA Fabio Rodrigues Pozzebo / Folha imagem Apresentamos uma nova ferramenta com a qual será possível fazer-se um estudo mais detalhado acerca do comportamento de funções. nos conduz ao conceito de Derivada e suas múltiplas aplicações. Tais conceitos permitiram a sistematização de um ramo da Matemática considerado por muitos como um dos mais importantes pilares da ciência moderna: o cálculo diferencial e integral. que também é empregado na determinação de tangentes e curvas. Trata-se do conceito de Limite de uma função. tais como a função usada para descrever a oscilação do valor de ações.

Ansioso por saber quanto ele teria acumulado ao fim desse período. poupador inveterado. resolveu aplicar R$ 10 000. Foi o suficiente para o ganancioso Aníbal pensar em capitalizações diárias. a uma taxa mensal proporcional a 12% ao ano. lhe propôs a opção de capitalização mensal: os juros seriam capitalizados mês a mês. Como os juros seriam capitalizados anualmente. ele recorreu ao gerente. resolveu utilizar a fórmula para calcular o montante M. Aníbal insistiu com o gerente que. pois o ano tem 2 semestres. o montante acumulado ao longo de 4 semestres (2 anos) seria Não satisfeito. ele concluiu que o montante seria Nessas condições.. segundos . 1% ao mês. por hora. isto é. ou seja. gerado pelo capital c. é possível ficar rico se o número de capitalizações tender ao infinito? Essas respostas podem ser obtidas por meio do conceito de Limite.00 em regime de juros compostos.com Introdução Aníbal.Capítulo 1 Limite e Continuidade Photos. a uma taxa de 12% ao ano. a uma taxa semestral proporcional a 12% ao ano. o montante acumulado ao fim de 24 meses seria dado por Frustrado com o rendimento. porém.com Photos. uma taxa de 6%. por um período de tempo n. Os juros seriam capitalizados a cada 6 meses. Dessa forma.. dessa vez. o montante acumulado se o número de capitalizações assumisse um valor muito alto? Além disso. que lhe ofereceu outra opção de capitalização: a capitalização semestral. durante dois anos. aplicado à taxa i. 6 . Qual seria. que estudaremos a seguir. minutos.

000 2. lim f (x) para a função x →2  2  x .990 1. se x ≠ 1 Seja a função f (x) =  . x →2 que será lido da seguinte forma: O limite da função f(x) = x2 − 1.996001 3. x 1. y tende para 3. Vale ressaltar que. caso exista. se x ≤ 2 .999 2. x →2 lim f (x) = L Limites laterais Esse último exemplo serviu para nos mostrar que. no estudo do comportamento de f(x) quando x tende a um certo valor c.410000 Questões resolvidas R1. M A T 7 . representada graficamente a seguir. Uma vez que f(x) se aproximou de valores diferentes quando x se aproximou de 2 (pela esquerda e pela direita). se x > 2  Resolução: 1 2 3 x y 6 5 4 3 2 1 −4 −3 −2 −1 0 1 2 3 4 x −2 −1 0 −1 Podemos perceber que. R2.Noção intuitiva de limite Seja a função f: IR→ IR definida por f(x) = x2 − 1. Calcule lim f (x) .000000 3.100 f(x) 2. uma função tende para valores diferentes quando x tende a c por valores maiores ou menores que c.010 2. então dizemos que a função f tem limite L quando x → c. próximos de 2. f ( x) =   x + 1.  x + 1.004001 3. o que nos leva a escrever lim(x 2 − 1) = 3 . De forma geral. x →1 1. quando x tende para 2 (seja por valores maiores. em certos casos. Determine. quando x tende a 2. não é necessário que f(x) esteja definida em x = c. e escrevemos x→c A construção do gráfico de f nos permite notar que f(x) se aproxima de 4 à medida que x se aproxima de 2 pela esquerda e que f(x) se aproxima de 3 quando x se aproxima de 2 pela direita. se a função f(x) fica arbitrariamente próxima de um único número real L para os infinitos valores de x próximos do número c. podemos dizer que lim f (x) não existe. Vamos atribuir a x valores arbitrários. e calcular os correspondentes valores de y.040100 3. podemos perceber que y→2 quando x→1.960100 2. se x = 1 Resolução: y 3 2 1 L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Aproximação pela esquerda de 2 Aproximação pela direita de 2 −1 f(x) = x2 − 1 y 3 2 1 0 1 2 3 x Com base no gráfico de f(x). é igual a 3. para que possamos saber como essa função se comporta nas vizinhanças de 2.900 1.610000 2.001 2. seja por valores iguais ou menores que 2).

x →c x →c + lim f (x) para indicar o limite lateral à direita de c. pela esquerda de c. 8 9 x M A T 8 x →c lim[ f (x). Sejam. isto é. x →c lim f (x) g(x) L±M 5 3 3.g(x)] = L. x →c f(8) = f(9) = 5 x → 9+ lim f (x) = 5 lim b = b lim f (x) = 5 x →9 y y = f(x) 2. isto é. se x se aproximar de c por valores menores que c. isto é. qual deve ser a relação x →c 2 1 existente entre lim f (x) e lim f (x) ? − + x →c x →c Questões propostas Q1.ª) Limite do produto O limite do produto de duas funções é igual ao produto dos limites dessas funções. podemos utilizar a notação L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Q2. Quais das seguintes afirmativas são corretas? a) b) c) d) e) f) g) lim f (x) = 3 x →8 −1 0 1 2 3 Propriedades dos limites Sejam b e c dois números reais e n um inteiro positivo. ainda. Seja y = f(x) a função cujo gráfico se encontra a seguir.ª) Limite da soma ou diferença O limite da soma (ou diferença) de duas funções é igual à soma (ou diferença) dos limites dessas funções.Se x se aproximar de c por valores maiores que c. lim f (x) = lim f (x) = f (3) + x →1 lim f (x) = 1 x →3 − lim f (x) = lim+ f (x) x →3 Refletindo y 3 Para que lim f (x) exista.M . isto é. se têm lim f (x) =g(xe lim ± (x) =g(x) São ± M L ) L gM f L válidas as x →c x →c lim f (x) = 5 x →8 x →8 − x →8 + lim f (x) = 3 lim f (x) = 5 seguintes propriedades: 1. isto é. Em relação à função y = f(x).ª) Limite de uma constante O limite de uma constante é a própria constante. pela direita de c. representada a seguir. quais das seguintes afirmativas são corretas? a) b) c) d) e) f) f[f(-1)] = 1 1 < f[f(1)] < 2 f[f(3)] = 2 x →1 − x →3 De modo análogo. podemos utilizar a notação lim− f (x) para indicar o limite lateral à esquerda de c. f e g funções para as quais M.

isto é.ª) Limite do logaritmo O limite do logaritmo de uma função é igual ao logaritmo do limite dessa função. x →c g(x) ≠ 0 M Questão resolvida R3. calcule: a) b) lim(3x 4 − 2 x + 5) x →1 L I M I T E E C O N T I N U I D A D E x →c  g( x)  5. isto é.lim e x x →1 x →1 3 +1 x →c lim n f (x) = n lim f (x) = n L . n deve ser ímpar) d) = (1 + 1). Aplicando as propriedades dos limites. n ∈ IN* e L ≥ 0.e 2 lim lim( x 3 +1) 7. x →c cos lim x lim cos x cos x x →0 = x →0 4 = =1 4 x → 0 3x + 1 lim(3x + 1) 3. isto é.14 − 2. Calcule lim( Resolução: x → −1 4 9. desde que o limite presente no denominador seja diferente de zero. desde que o limite da função seja positivo.ª) Limite de uma raiz O limite da raiz n-ésima de uma função é a raiz n-ésima do limite da função (desde que esta última raiz seja um número real). x →c lim sen[ f (x)] = sen [lim f (x)] x →c Questão resolvida R4. x →c (Se L < 0.e x →1 = 2.4. (−1)4 − (−1)3 + 2. = 3. x →c Limite de uma função polinomial Se P é uma função polinomial e c é um número real.1 + 5 =6 b) c)   p  lim sen(2 x) = sen  lim(2 x) = sen  p  = 1 p p p p x →  x→ 2 4  4  lim(x + 1).e x x →1 3 c) d) +1 lim x →0 cos x 3x 4 + 1 Resolução: a) lim(3x 4 − 2 x + 5) = lim 3x 4 − lim 2 x + lim 5 x →1 x →1 x →1 x →1 x →c 6. isto é. 0 4 + 1 x →0 ( ) x →c (0<b≠1 e L > 0) 8.ª) Limite do cosseno O limite do cosseno de uma função é o cosseno do limite da função.isto é.ª) Limite de uma potência O limite da n-ésima potência de uma função é igual à n-ésima potência do limite dessa função (desde que esta última potência seja um número real).ª) Limite da função exponencial de base e x →c lim (x 4 x3 2x 5) = lim e f ( x ) = e x →c lim f ( x ) 3.ª) Limite do seno O limite do seno de uma função é o seno do limite da função. n lim  f (x) =  lim f (x) = Ln      x →c  n x→ p 4 lim sen (2x) lim(x + 1). isto é.  f ( x)  L lim lim   = . então lim P(x) = P(c) .ª) Limite do quociente O limite do quociente de duas funções é o quociente dos limites dessas funções. lim log b [ f (x)] = log b [lim f (x)] = log b L.(−1) + 5 = 7 M A T 9 .e x x →1 3 +1 = lim(x + 1). x →c x→ 1 ― 3 2x 5 ) lim cos[ f (x)] = cos[lim f (x)] x →c 10.

L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Limite de uma função racional Se P(x) e Q(x) são funções polinomiais e Q(c) ≠ 0. então lim x →c P(x) P(c) . devemos fatorar e simplificar a referida função (se for possível) antes de fazermos a substituição de x por c. Questões propostas Q3. lim(x 3 − x 2 + x − 1) lim x→6 x+2 x −5 x+4 lim 2 x → −4 x + 4 x→3 Questão resolvida R5. x →c g( x) . o numerador e o denominador da função tenderem a zero quando x tender a um certo valor c. Nesses casos. Dizemos que 0 é uma forma indeterminada. a x →c princípio. no cálculo do limite de uma função racional. sobre lim M A T 10 f ( x) . = Q (x) Q (c) Dependendo das funções f e g. Determine lim f (x) em cada caso: x →2 a) b) c) li li Logo: x3 −1 = (x − 1)(x2 + x + 1) Portanto: x →2 x →2 lim 4x 12 = x → 2 f ( x) 5 lim x3 − 1 −1 x →1 x 2 = lim (x − 1)(x 2 + x + 1) x2 + x + 1 3 = lim = x →1 x →1 2 (x − 1)(x + 1) x +1 Cálculo de limites quando o numerador e o denominador tendem a zero Se f e g forem funções para as quais x →c Refletindo x3 − 1 está definida para x = 1? Por x2 − 1 A função que pudemos cancelar o fator (x − 1). esse limite pode assumir um valor real qualquer ou pode até não existir. vamos utilizar o dispositivo prático de Briot-Ruffini: 3 lim(x − 1)(4 − x) x → −1 lim( 17 + x − 63 − x) 2 x3 − 1 −1 x →1 x 2 . comum ao numerador e ao denominador? O que se pode dizer a respeito de lim x3 − 1 ? x →1 x 2 − 1 lim f (x) = lim g(x) = 0 . lim e x x →1 +3x lim x →1 x2 + 1 x → 0 1 + cos x lim(log 2 8 x − log 1 27 x) 1 1 1 0 1 0 1 −1 0 Q4. Calcule: a) b) c) d) e) f) g) h) i) lim(3x 2 + 2 x − 5) x →1 x → −1 Cálculo de limites por meio de fatoração Se. apresentados a seguir. 0 pois ela nada nos diz sobre tal limite. Calcule lim Resolução: Como 1 é raiz do polinômio x3 −1. podemos nos valer de certos artifícios algébricos. nada poderemos dizer.

( ( x − 2 − 2) ( ( ( ) . vamos recorrer 0 ao artifício da racionalização do numerador: lim x →1 2x − x + 1 = x −1 C O N T I N U I D A D E lim  lim  x →1    lim x →1 ( 2x − x + 1 ( x − 1) ). c) lim x2 + x − 2 x →1 x 2 + 2 x − 3 Resolução: Vamos multiplicar o numerador e o denominador pelo “conjugado” do numerador e também pelo “conjugado” do denominador: lim x →4 d) lim 2 x 2 − 9x − 5 x →5 3x 2 − 75 lim x 3 + 2x 2 − x − 2 x 2 + 7x + 6 e) x → −1 2x + 1 − 3 x −2 − 2 = f) x 3 − 3x 2 + 4 lim 3 x → 2 x + x 2 − 16 x + 20 lim x →1 g) x −1 x3 − 1 7  lim  x →4    ( 2x + 1 − 3) . x −1 Resolução: Em virtude da indeterminação 0 . Portanto: (x − 2)(x 3 + 2 x 2 + 4 x − 2) x 4 − 10 x + 4 = lim = x →2 x →2 (x − 2)x 2 x 3 − 2x 2 lim x 3 + 2 x 2 + 4 x − 2 11 = x →2 x2 2 R7. Calcule lim x →2 L I M I T E E Resolução: Uma vez que 2 é raiz do polinômio x4−10x + 4. evidenciando o fator comum x2 no polinômio x3 − 2x2. Calcule lim x →1 2x − x + 1 . podemos. Calcule lim x →4 2x + 1 − 3 x −2 − 2 .( 2x + 1 + 3) ( 2x + 1 + 3 x −2 + 2   x −2 + 2    ) ) h) x 3 − 19x − 30 lim 3 x → 5 x − 2 x 2 − 13 x − 10  ( 2x + 1 − 9) lim  x →4   ( x − 2 − 2)  x −2 + 2   = 2x + 1 + 3    ) ) M A T 11 . utilizar o dispositivo prático de Briot-Ruffini e escrever que x4 −10x + 4 = (x − 2)(x3 + 2x2 + 4x − 2). Além disso. novamente. Calcule os seguintes limites: a) lim x −1 x +1 2 2 lim x →1 ( 2x + x + 1 lim x →1 ( 1 2x + x + 1 = 2 4 )= x → −1 1 2 2 b) lim x →3 x −9 x −3 R8. notamos que x3 − 2x2 = (x − 2)x2.Questão resolvida x 4 − 10 x + 4 x 3 − 2x 2 Cálculo de limites por meio de racionalização Questões resolvidas R6.( ( 2x + x + 1   = 2x + x + 1    ) ) ( x − 1) ( ( x − 1) 2 x − (x + 1) 2x + x + 1 (x − 1) )= )= Questão proposta Q5.

então y6 →1 e y→1. pois estamos considerando y ≥ 0. lim x→0 Resolução: Faremos a mudança de variáveis x = y 6 . as funções raízes (contínuas em todos os pontos de seus domínios). dizemos que a função é descontínua em x = c. Calcule lim x →1 3 lim x →1 3 lim 4 x →1 k) l) m) x → 64 3 lim x −1 x −1 . São funções contínuas: I) II) III) IV) V) as funções polinomiais (contínuas para todo número real). as funções exponenciais (contínuas para todo número real). esta será denominada função contínua. as funções racionais (contínuas em todos os pontos de seus domínios). as condições a seguir forem satisfeitas: 1. A escolha do expoente 6.L I M I T E E C O N T I N U I D A D E 2 (x − 4) lim  x →4   (x − 4)  2( 2 + 2) ( ( x −2 + 2   = 2x + 1 + 3    ) ) f) g) lim x→2 x 2 + 5 − x 2 + 4x − 3 x 2 − 2x x +3 − 3 x 4x + 1 − 3 3x − 2 − 2 x −1 2x + 6 − 2 x −1 x −1 x −8 x −4 x+2 −32 x+2 − 2 3 3 lim x→0 ( 9 +3 ) = 2 2 3 h) i) j) lim x→2 Cálculo de limites por meio de mudança de variável Questão resolvida R9.ª) existe lim f (x) x→c x −1 x −1 = lim y →1 3 y6 − 1 y6 − 1 = lim y →1 y2 − 1 = y3 − 1 (y − 1)(y + 1) lim = y →1 (y − 1 y 2 + y + 1 )( ) lim y →1 (y + 1) 2 = (y 2 + y + 1) 3 3. lim x →1 3 lim (2 + x)4 − 16 x→0 x Continuidade Uma função f é dita contínua num ponto x = c de seu domínio se. Se a continuidade puder ser verificada em todos os pontos do domínio de uma função. y ≥ 0 para facilitar os cálculos.3) ser igual a 6. Se x →1. Calcule os seguintes limites: x −2 x2 + 5 − 3 a) b) c) d) lim x→2 Caso uma ou mais condições acima não forem satisfeitas. as funções logarítmicas (contínuas em todos os pontos de seus domínios). para a nova variável y. e somente se. é justificada pelo fato de mmc (2.ª) existe f(c) 2.ª) lim f (x) = f (c) x→c Questão proposta Q6. x +1−3 lim x→8 x −8 lim x→0 1+ x − 1− x x 3− 5+x 1− 5 − x x − 6−x x − 6x − x 2 lim x→4 M A T 12 e) lim x→3 .

  x − 2.3 − λ = 3 − 3 ⇒ l = 6 . Questões resolvidas R10. se x ≤ 3 para que f(x) seja contínua em x = 3. podemos concluir que essa função é descontínua em x = 0. xo = 2. Em seguida.ª condição foi satisfeita. informe qual (ou quais) condição(ões) não foi(foram) satisfeita(s).0 = 0 Cálculo de lim f (x) : x→0 x→0 − lim f (x) = −2 e lim+ f (x) = 0 x→0 Uma vez que os limites laterais foram diferentes. x = 2 7 x − 9. Em caso negativo. f (x) = 5. x > 2  . x = 0   x − 1. se x > 3  .VI) as funções trigonométricas f(x) = senx e f(x) = cosx (contínuas para todo número real) e as demais funções trigonométricas (contínuas em todos os números de seus domínios). λ Questões propostas Q7. Para cada uma das funções a seguir. podemos afirmar que não existe lim f (x) . x < 3  . x = 3 8 − x. Calcule o valor de λ f ( x) =  λ   2 x − l .x ≠ 0 f ( x) =  x . a) x  . calcule f(xo). Resolução: Para que a 2.  x 2 + 4 x. Verifique a continuidade da função L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Refletindo Verifique se as funções representadas graficamente a seguir são contínuas em x = c. diga se essas x → xo funções são contínuas ou descontínuas em x = xo. xo = 0 0. x < 0 Resolução: Cálculo de f(0): f(0) = 02+4.ª condição seja satisfeita. xo = 3 f (x) = 5. podemos afirmar que 2. Seja λ ∈ IR e f: IR→ IR a função definida por  x − 3 . x ≥ 0  f ( x) =  em x = 0. − + x →3 x →3 l Logo. R11. x > 3   x 2 + 1. x → xo− lim f (x) e lim+ f (x) . x→0 Como somente a 1. x < 2  b) c) M A T 13 . é necessário que lim f (x) = lim f (x) .

escrevemos: x →1 − lim f (x) = − ∞ Por outro lado. a função assume valores arbitrariamente grandes.  2+x −2  . que lim f (x) ≠ lim f (x) . Seja a função f: IR →IR definida por 2(x − 2). x < −1  f (x) = ax + b. seja pela esquerda. Vejamos alguns exemplos: Comecemos pela função f: IR* → IR definida por f ( x) = 1 : x . Vale ressaltar que +∞ e − ∞ não são números reais. x ≥ 2  seja x ∈ IR. se x ≠ 2 . o limite acima não existe. neste caso. cujo gráfico se encontra (x − 1) esboçado a seguir: y 2 1 x Limites infinitos Há funções para as quais os valores de f(x) aumentam ou diminuem ilimitadamente quando a variável independente se aproxima de um número real c. Determine os valores de a e b para os quais a função L I M I T E E C O N T I N U I D A D E  x 2 − 4. Calcule λ para que f(x) λ 2l. de kx. Consideremos. também. Q9. Vejamos alguns exemplos: Consideremos a função f: IR → IR − {2} definida por 1 . o que indicaremos da seguinte forma: x → 1+ lim f (x) = +∞ Constatamos. Q11. se x ≥ 1 modo que f seja contínua em x = 1. Seja λ ∈ IR e seja f: IR →IR a função definida por 2 x − 4. qualquer que 4 − x 2 . O símbolo ∞ apenas indica como a função se comporta quando x fica cada vez mais próximo de 2. Para indicarmos que f(x) diminui ilimitadamente quando x tende a 1 por valores menores que 1. representada graficamente a seguir: f ( x) = (x − 2)2 y Observemos que. percebemos que f(x) aumenta ilimitadamente. se x = 2  Determine k para que f(x) seja contínua em x =2. − + x →1 x →1 Limites de funções quando x tende ao infinito 0 2 x M A T 14 Notemos que. se x < 1 f ( x) =  . quando x tende a 2. se x = 3 seja contínua em x =3. se x ≠ 3 f ( x) =  . seja pela direita. a função f: IR → IR − {1} 2x definida por f (x) = . a função f(x) assume valores arbitrariamente pequenos. Determine k. Q10. − 1 ≤ x < 2 é contínua. o que nos permite escrever: lim f (x) = +∞ x→2 Podemos estar interessados em estudar o comportamento das funções quando a variável independente cresce ou diminui indefinidamente. Seja a função f (x) =  x − 2 3k.Q8. Dessa forma. quando x tende a 1 pela esquerda. quando x tende a 1 por valores maiores que 1.

neste caso.. ou seja: lim f (x) = 0 x → −∞ Analisamos. o valor da função f(x) se aproxima cada vez mais de 0. + a2 x 2 + a1x + a0 e g(x) = bm x m + bm −1x m −1 + . n2 2 . o comportamento 2x da função f: IR → IR − {1} definida por f (x) = .. de grau n. 0 − − x x x xn x →±∞ 2 Concluímos. existe algum valor para o xn L I M I T E E C O N T I N U I D A D E qual se tenha f(x) = 0? O que podemos afirmar. quando x → +∞ (x tende para o infinito). os termos tendem todos a zero.. por valores menores e maiores que 1. que o limite de uma função polinomial.. (x − 1) quando x tendia a 1. n1 1 .... com an ≠ 0. y a an −1 a a . temos: O gráfico acima nos permite afirmar que x → −∞ lim f (x) = 2 e lim f (x) = 2 x → +∞ a xn f ( x) = lim n m x → ±∞ g( x) x → ±∞ b x m lim M A T 15 . anteriormente. + a2 x 2 + a1x + a0 Evidenciando o fator xn. O que acabamos de afirmar pode ser expresso da seguinte maneira: lim f (x) = 0 Limite da função polinomial quando x→±∞ Seja a função polinomial f(x). com n ∈ IN*. Agora estamos interessados em saber como esta função se comporta quando x → +∞ e quando x → –∞. quando x → –∞ (x tende para menos infinito). quando x → ±∞ . definida por: f (x) = an x n + an −1x n −1 + .. f ( x) Analogamente.y Refletindo 0 x Considerando a função f: IR*→IR definida por f ( x) = 1 . Por conseguinte. então. + n2 2 + n1 1 + 0  − − x x x xn   Quando x → ±∞ . se h(x) = é uma função racional g(x) 1 x com f (x) = an x n + an −1x n −1 + .. o valor da função f(x) também se aproxima cada vez mais de zero... temos que: a   a a lim f (x) = lim x n  an + n −1 + . + n1 1 + 0  − x →±∞ x x xn   = lim an x n x →±∞ x → +∞ De modo análogo concluímos que. a respeito de xlim f (x) e xlim f (x) ? → +∞ → −∞ É fácil perceber que. obtemos: a   a a a f (x) = x n  an + n −1 + . + b2 x 2 + b1x + b0 ... é igual ao limite de seu termo de maior grau..

se existir: y 4 3 2x 3 + 6 x − 5 2x 3 2 = lim = lim =0 5 x → +∞ x → +∞ 4 x 5 x → +∞ 4 x 2 4x − 2 lim Obs. A função f (x) = Consideramos indeterminada. Portanto. não podemos escrever 2x 3 + 6 x − 5 = x → +∞ 4x5 − 2 lim 2 x 3 + 6 x − 5 ∞ x → +∞ = lim 4 x 5 − 2 ∞ lim x → +∞ Q12. Observando seu gráfico. Consideramos +∞ − ∞ uma forma indeterminada. “conjugado” de ( ) lim 5x 3 − 3x 2 x → +∞ lim ( ( x 2 + 4x + 3 − x = x 2 + 4x + 3 − x . para calcularmos este limite.: Conforme já fora dito anteriormente. vamos multiplicar o numerador e o denominador pelo x 2 + 4x + 3 − x . obtemos: Resolução: a) x → +∞ lim 5x 3 − 3x 2 = lim 5x 3 = +∞ x → +∞ Observação: Não podemos escrever x → +∞ x → +∞ lim 5x 3 − 3x 2 = lim 5x 3 − lim 3x 2 = x → +∞ +∞ − ∞ devido ao fato de ∞ não ser número. ∞ não é número. 4x + 3 x + 4x + 3 + x 2 ) x → −∞ lim − x 3 + 4 x + 3 lim lim 2x 3 + 6 x − 5 x → +∞ 4x5 − 2 x → +∞   lim  x → +∞   x → +∞ ( ) ( = x 2 + 4x + 3 + x   = 2 x + 4x + 3 + x   ) ) lim lim 6 x 4 + 3x 2 − 2 x + 1 3x 4 + 5x − 2 −4 x 3 + 2 x 2 − x + 3 3x − 7 ( ) 4x + 3  2  4 3   x 1 + + 2  + x    x x     x → +∞ = x → −∞ lim x → +∞ lim ( x 2 + 4x + 3 − x ) Uma vez que x 2 = x . d) e) lim ∞ ∞ um outro tipo de forma 2 1 −3 −2 −1 0 −1 −2 −3 −4 1 2 3 x 6 x 4 + 3x 2 − 2 x 6x 4 = lim = lim 2 = 2 4 x → +∞ 3 x + 5 x − 2 x → +∞ 3 x 4 x → +∞ −4 x 3 + 2 x 2 − x + 3 − 4x3 = lim x → −∞ x → −∞ 3 x 3x − 7  4 2 = lim  − x  = −∞ x → −∞  3  lim M A T 16 . determine. b) c) x → −∞ =    4 3  x   1 + + 2  + 1    x x    3  4 + x    lim =2 x → +∞   4 3     1 + + 2  + 1    x x    x → +∞ lim 3  x 4 +  x  lim − x 3 + 4 x + 3 = lim − x 3 = +∞ x → −∞ Questões propostas 1 encontra-se representada x2 − 1 graficamente a seguir. se x ≥ 0. Calcule os limites a seguir: a) b) c) d) e) f) x → +∞ Devido à presença da forma indeterminada do tipo +∞ − ∞ .f) L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Questão resolvida R12.

f(x) ≤ g(x) ≤ h(x). Os esboços dos gráficos da função f:IR →IR*+ definida por f(x) = ax. y y=a x Q16. Em seguida. para todo x em I. determine: a) b) p x→ p 2 p x→ 2 lim f (x) x→0 x →1 x →−1 lim− f (x) x →1+ lim− tgx lim+ tgx L I M I T E E C O N T I N U I D A D E x →−1 lim f (x) lim f (x) Q13. determine o valor dos seguintes limites: a) b) c) d) x → −∞ f) g) lim 10 x lim 0. Calcule os limites a seguir: a) b) c) lim x −1 x 2 − 5x + 4 y=a x y x → 4+ x → −∞ lim (2 x 4 + x 2 − 100) lim (5x 3 + 2 x + 17) lim lim 2 x2 + x + 1 x → −∞ x a>1 0<a<1 x d) e) x → +∞ 5x 2 + 4 x + 3 x → +∞ 7 x 2 + 5 x + 1 x 2 + 3x − 7 x → −∞ 2x + 1 lim x 2 + 3x − 7 x → +∞ 2x + 1 lim −3x 2 + 3x + 1 x → −∞ 4 x 2 − x + 7 lim 4 x 2 + 2x + 3 x → +∞ 5 x 3 + 3 x 2 + x − 4 lim 9x 3 − x 2 + 4 x + 1 x → −∞ 5 x 5 + 2 x 3 − x + 7 lim x → +∞ Observando-os. facilmente. encontram-se registrados a seguir. g e h são funções que estão definidas em algum intervalo aberto I que contém c. possivelmente. tais limites podem ser calculados. Todavia.a) b) c) d) e) x → −∞ lim f (x) lim f (x) f) g) h) i) j) x → 0+ lim f (x) lim f (x) x → +∞ x → 0− x →−1 − lim f (x) lim+ f (x) Q15. Se f. para os casos em que a > 1 e 0<a<1. encontre o valor dos seguintes limites: a) b) c) d) x → 0+ lim log x x → 0+ lim log 1 x 5 x → +∞ lim ln x lim log 3 2 x → +∞ x então lim g(x) = L . exceto. A seguir encontram-se esboçados os gráficos da função f: IR*+→IR definida por f(x) = log a x. y y = loga x y y = loga x lim ( x2 − x + 1 − x ) x x Teorema do confronto Certos limites não podem ser obtidos. tal que x ≠ c e lim f (x) = lim h(x) = L . de forma indireta. x →c M A T 17 . de forma direta. 5 lim e x x x e) f) g) x → +∞ lim 2 x x x → −∞  1 lim   x → +∞ 3 x → +∞ x → −∞ lim p  lim  p  x → −∞ 4 ( 2) x h) i) j) k) Q14. Construa o gráfico da função p  p p f: IR −  + kp  →IR (k ∈ Z) 2  definida por f(x) = tg x. x→c x →c a>1 0<a<1 Observando-os. se fizermos uso do importante teorema que enunciaremos a seguir e que também é conhecido como “teorema do sanduíche”. no próprio c.

∀q. (>0). x →0 x Resolução: Não podemos simplesmente substituir x por 0 porque 1 lim sen = 0 não existe.2 0. de modo que p 0 < x < p . 2 2 2 y = ―x2 Limite trigonométrico fundamental Seja a função f: IR* → IR definida por sen x . O x a desigualdade H A Cosseno Visto que 2 lim− x 2 = lim x 2 = 0 .L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Questão resolvida R13.1 0. concluímos que x →0 x →0 1 lim x sen = 0 . obtemos: 2 cos x < x 1 < .15 0. como representado na figura a seguir: 2 Seno Tangente T P tg x 1 ≤1 x acima por x². 2 x. Dividindo todos os membros da desigualdade acima por sen x.cos x < x.3 −0.1 0.tg x 2 Logo. sen x.15 0.1 e 2 Área setor OAP = y = x sen 1 x 2 −0. f ( x) = x Embora saibamos que tal função não está definida para x = 0. concluímos . porém. sen x cos x Uma vez que todos os termos desta última desigualdade são positivos. que pode ser comprovado pelo x →0 x gráfico a seguir.4 Área DOAT = 1. quando x cos x M A T 18 tende a 0.2 −0.1 < 1. podemos escrever: sen x cos x 1 > > cos x x Visto que 1 e cos x tendem a 1.3 0.cos x . Pela figura.05 y = x2 Área DOPH = sen x. calcular lim x→0 sen x ? x teorema do confronto.1 0.tg x . calcule O resultado deste importante limite será a conclusão da demonstração apresentada na sequência. podemos afirmar que q q −1 ≤ sen Multiplicando obtemos − x 2 ≤ x 2 sen 1/ x ≤ x 2       h( x ) f(x) g( x ) Como. x →0 x Como −1 ≤ sen q ≤ 1. verificamos que é verdade que Área DOPH < Área do setor OAP < Área do DOAT. Consideremos um círculo de raio unitário e x um arco (medido em radianos).05 0. Como PH = sen x . OA = 1 e AT = tg x . podemos desejar saber como ela se comporta à medida que x assume valores arbitrariamente próximos de zero.4 −0.1 0. temos que: 0. pelo Teorema do Confronto. Utilizando o 1 lim x 2 sen .

2 −10 −5 −0.2 5 10 x y = sen x x d) Uma vez que (1 − cos x)(1 + cos x) = sen 2 x .lim x→0 x 1 + cos x )  x → 0 x  x → 0 (1 + cos x ) ( 1 1 1. = 2 2 lim sen x cos x tg x sen x lim = lim = lim = x→0 x x→0 x → 0 x. 1 = 5 sen 3x lim  3. vamos multiplicar tanto o numerador quanto o denominador de 1 − cos x por (1+ cos x) . sen x lim =1 x→0 x O gráfico a seguir.lim = x→0 x→0 x→0 x 5x 5x 5. Calcule os seguintes limites: a) b) c) d) sen 5x lim x→0 x sen 3x lim x → 0 sen 5 x lim 1 − cos x x→0 x2 lim x→0 c) lim x→0 d) lim x→0 e) x→ p 4 lim tg x lim x→0 x Resolução: f) lim x→k Use a identidade sen m − sen n = 2sen lim tg x − 1 sen x − cos x m−n m+n cos 2 2 a) sen 5x 5.lim x→0 x x → 0 cos x L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Questão proposta x Q17.1 = 1 lim .cos x x 1 sen x = 1. Logo. 1  Seja a função f (x) =  1 +  . sen 3x   3x  = 3x = x → 0  sen 5x  sen 5x  5. x y 1 0. x c) De maneira análoga. lim  5. Calcule os seguintes limites: a) lim x→0 sen 2 x 3x sen 4 x sen 8 x 1 − cos x x. 5  sen 5x  5 1 5 lim   x→0  5x  Limite exponencial fundamental dado por {x ∈ IR | x < −1 ou x > 0} .8 0. provamos também para x < 0. g) x→ p 4 b) sen 3x lim = lim x → 0 sen 5 x x→0  sen 3x  lim 3 x → 0  3x  3 1 3  = . correspondente à função sen x f ( x) = . x→0 5x 5x    3.4 0. ilustra este resultado. = .que sen x → 1 quando x → 0 .sen 5x sen 5x lim = lim = 5. Assim: x2 lim x→0 (1 − cos x ) (1 + cos x ) = 1 − cos x = lim 2 x→0 x x 2 (1 + cos x ) 2 2 1 sen 2 x sen x   =  lim =  .6 0.sen x 1 − sec x x2 1 − tg x cos 2 x sen x − sen k x −k Questão resolvida b) R14. cujo domínio é x  x M A T 19 .

De fato. . t → ∞ também. y também tenderá a ∞. 4y y notamos que. Fazendo 4 x = Logo.3 y = 6 x y    1  1  lim  1 +   =  lim  1 +   = e 6 y→∞ y  y  y → ∞       1 1 e. Logo.2710 2 2. 3  lim  1 +  x→∞ x  2x com base na qual o seguinte gráfico pode ser construído: y 5 4 3 2 1 0 −1 b)  1 = lim  1 +  y→∞ y  6 2.7196 2. 1 +   t→ ∞    t   t   M A T 20 ser obtido a partir de 1 1 1 1 1 ∑ n ! = 0 ! + 1! + 2 ! + 3 ! + . n=0 ∞  1 t   1 = lim  1 +   . quando y → ±∞.. Notamos que. consequentemente. y x Neste caso. −6 −4 −2 2 4 x 4  1 lim (1 + 4 x ) x = lim  1 +  x→0 y → ±∞ y  y  1  lim  1 +   y → ±∞ y     16 16 y = Tanto a tabela quanto o gráfico acima nos sugerem.7320 2. f (x) → e .Fazendo uso de uma calculadora científica.7183 x lim (1 + 4 x ) x  x + 1 lim   x→∞  x − 1 Resolução: x 4 a) Vamos substituir x por 3y.5937 2..7182818. à medida que x→ ±∞. x → 0.1 1 10 100 1000 10000 100000 1  f ( x) =  1 +  x  2. por meio de manipulação x −1 t algébrica. intuitivamente.8680 13. observamos que x → ∞ e que.lim  1 +  = e 2 . Calcule os seguintes limites: a) b) c) 3  lim  1 +  x→∞ x  x→0 2x x −10000 −1000 −100 −10 −1. que.).. Refletindo O número de Euler é um número irracional que pode  x + 1 lim   = lim x→∞  x − 1 t→ ∞ 2 x  1 1 +   t 2t + 1  1 2t  1 1  = lim  1 +  . é possível provar que: 1  lim  1 +  = e x →±∞  x x = e16 c) Fazendo x + 1 = 1 + 1 . em que e é o número de Euler (2.7048 2.1 = e 2 t →∞ t →∞  t  t     .9808 1. notamos que x = 2t + 1.. consequentemente. quando x → ∞ . x = .7181 2.7169 2.1 0. podemos construir a tabela L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Questão resolvida R15. Logo. portanto. 1 3 por e.7184 2.

podemos afirmar que: y c) d) e) Q23. (UF-PR) O lim a) b) 4 15 2 5 1 2 3 2 5 2 − − − − − Questões de revisão e aprofundamento Q19.Questão proposta Q18. Calcule os seguintes limites: a) b) c) d) e) f) g) h) 7  lim  1 +  x→∞ x  6  lim  1 −  x→∞ x  x  x + 3 se x ≠ 1 Q20. (UF-PA) Qual o valor de lim x→2 x− 2 ? x −2 a) c y = f(x) 0 1 4 1 2 2 4 1 2 1+ x − 1 1+ x − 1 x→0 b) c) b d) a x e) a) b) c) d) e) lim f (x) = b x →a Q24. (Mack-SP) lim  é igual a: x→2 x − 2 x + x − 6   a) b) c) d) e) 0 2 5 3 5 1 5 2 2 x 2 − 12 x + 16 é igual a: x → 2 3 x 2 + 3 x − 18 2x 2 4  lim  1 +  x→∞ x  lim (1 + 4 x ) x→0 1 x x x +8 lim   x → −∞  x   x + 1 lim   x→∞  x − 1 x x Q22. (UF-PA) Dado o gráfico da função y = f(x). se x = 1 2 Qual o valor de lim f (x) ? x →1 a) b) c) d) e) 1 2 3 4 5 L I M I T E E C O N T I N U I D A D E x 3   lim  1 +  x→∞ 5x   5  lim  1 +  x→∞ x  x x −7   1 + 2 Q21. (UF-PA) Seja f definida por f (x) =  . (PUC-SP) lim 3 a) b) c) 1 3 2 5 3 5 é igual a: d) e) 2 3 3 2 lim f (x) = c x →a lim f (x) = 0 x →a x →a− lim f (x) = c lim f (x) = b x →a− M A T 21 .

o valor de L é: x +1 0 1 2 −∞ +∞ tgx + x é igual a: x Q27. o limite lim  1 +  x→∞ x  ke ek ke e+k e/k kx x vale: Q28. Para que a função f(x) seja contínua no ponto x = 1. (Mack-SP) O valor de lim 2 − x . (PUC-SP) lim a) b) c) d) e) −2 −1 0 1 2 4x 2 + 6x + 3 é igual a: x2 − 5 n  1   Q34. para k real e x→∞ x  1  não nulo. (UF-PA) Calcular lim a) b) c) d) e) 5 2 2 − 5 − 1 2 5 5 2 x→∞ ( x 2 − 5x + 7 − x . devemos completá-la com f(1) = −∞ 2 3 1 3 +∞ 0 3 x → −∞ a) b) c) d) e) 2 1 2 5 4 3 4 2 3 x→0 Q26. então. (PUC-SP) Se lim  1 +  = e . (UFU) A função f (x) = a) b) c) d) e) Q32.2 + 3 é: x→0 2 −1 Q31. (Cescem) lim 5 +  1 +   vale: n→ ∞ n      a) 5e b) e5 c) 5–e d) 5+e e) 5e Q30. ) M A T 22 .L I M I T E E C O N T I N U I D A D E 2x 4 x Q25. (PUC-SP) lim x→0 sen 5x é igual a: sen 4 x a) b) c) c) d) –1 –2 ∞ 0 1 x2 − 1 não está definida para x3 − 1 x = 1. (PUCMinas) Se L = lim a) b) c) d) e) −2 −1 0 1 2 1  Q33. (PUC-SP) O valor de lim a) b) c) d) e) 2 − 8x . (UF-PA) Qual o valor de lim a) b) c) d) e) 0 2 4 −∞ +∞ x→∞ x → +∞ 2x 2 + x + 1 ? x3 + 4x − 5 a) b) c) d) e) Q29.

se desejássemos saber qual o lucro máximo 23 . poderíamos nos valer. apenas. Entretanto. há um outro caminho. em que x que essa rede de sorveterias poderia obter. a quantidade ideal de bolas de sorvete que ela deveria vender. que pode ser considerado melhor do que o que acabamos de descrever por não estar restrito apenas a funções quadráticas.Capítulo 2 Derivada Introdução Suponhamos que o lucro mensal de uma rede de sorveterias possa ser modelado pela função . das coordenadas do vértice da parábola correspondente a tal função do 2. Sendo assim. conforme você poderá perceber no fim deste capítulo. vimos que o valor máximo ou mínimo sempre ocorre na ordenada do vértice da parábola correspondente à função. ou então. corresponde ao número de bolas de sorvete vendidas durante o mês .º grau. Quando do estudo das funções quadráticas. para o problema apresentado acima. Trata-se da aplicação das derivadas em problemas de otimização.

por f (x1) − f (x o ) x1 − x o ∆x (∆x = x1 − xo) e a consequente variação de y. 0062 mg por ml / min chamado de razão incremental. 015 − 0. para o qual a taxa média de variação tende. y f(x1) ∆y f(x) Questão resolvida R1. Da Geometria Analítica. foi monitorada em intervalos de 1 hora. Dessa forma. podemos Expressando a variação de x. à medida que tomarmos valores de x1 cada vez mais próximos de xo. 011mg por ml / min ∆C C(3) − C(1) 0. por Determine a taxa média de variação para os intervalos: a) [0. durante 4 horas. de xo para x1. 026 = = = 1− 0 1− 0 ∆t 0. que passa pelos pontos (xo.0026 4 0. no intervalo [xo. a taxa média de variação de y em relação a x dependerá apenas de x1. quando x1 → xo . f(x0) P M A T 24 x0 x1 x . quimicamente marcada. um pesquisador injetou uma pequena quantidade de cálcio. 0026 − 0. 3] Resolução: a) ∆C C( ) − C( ) 0. f(xo)) e (x1. de taxa instantânea de variação no ponto xo. f(x1)).015 2 0.001 f(x0) x0 ∆y ∆x x1 x definir a taxa média de variação de y em relação a x. Chamamos esse valor. 1] b) [1. por ∆y (∆y = f(x1) − f(xo)). x1] pelo quociente ∆y ∆x ou seja. cuja lei estabelece o relacionamento entre as grandezas x e y. após a injeção. medida em mg/Ml de sangue. poderemos vir a perceber que a taxa média de variação pode estar tendendo a certo valor (o que não ocorre sempre).Taxa de variação D E R I V A D A Refletindo O que nos informa o coeficiente angular de uma reta? Qual a unidade para a taxa média de variação? Se y é uma distância e x é o tempo. que nome podemos dar à taxa média de variação de y em relação a x? Taxa média de variação Consideremos o gráfico a seguir. A concentração C de cálcio marcado.0052 3 0. na corrente sanguínea de um paciente e mediu a rapidez com que a substância foi removida do sangue. correspondente à função y = f(x). t C 0 0. sabemos que o quociente acima pode ser interpretado como a inclinação (ou coeficiente angular) da reta secante à curva correspondente à função y = f(x). dando origem à tabela a seguir. de f(xo) para f(x1). Num estudo sobre a maneira como o corpo humano metaboliza o cálcio. y f(x1) Q y = f(x) b) Taxa instantânea de variação Se fixarmos xo. 015 = = = ∆t 3 −1 3 −1 = − 0.026 1 0.

tenderá a zero. em relação à variável x. a inclinação da secante pode vir a variar cada vez menos. no ponto x= xo é dada por lim ∆y ∆x Resolução: v(1) = h '(1) ⇒ h(1 + ∆t) − h(1) v(1) = lim ∆t → 0 ∆t  4. é dada por Interpretação geométrica da derivada Seja uma curva y = f(x) definida no intervalo aberto  a. à medida que o ponto Q vai se aproximando indefinidamente do ponto P. para 0 ≤ t ≤ 2 . a derivada da sua função posição em relação à variável tempo. podemos definir a velocidade. 8m / s v(1) = lim ∆t → 0 ∆t D E R I V A D A ∆x →0 Uma vez que x1 = xo + ∆x. após t segundos. se desejarmos calcular a velocidade de um corpo num instante t = to . 8∆t − 4. dado pela diferença entre x1 e xo. em relação à variável x. que vamos indicar por f '(x o ) . também podemos escrevê-la como lim f (x o + ∆x) − f (x o ) ∆x ∆x →0 A taxa instantânea de variação da função y = f(x) no ponto xo pode ser chamada de derivada da função f. basta calcularmos s '(to ) . a derivada da função f. Diante do que apresentamos acerca de taxa instantânea de variação. É fácil se convencer de que. Consideremos dois pontos distintos   P (xo. ou seja. no ponto xo. ∆y reta tangente f(x0) P x0 ∆y ∆x x1 x Já afirmamos. 9. 9 − 19  v(1) = lim  ∆t → 0 ∆t ∆t ( −9. isto é. Nessas condições. 1 segundo após o início da queda. 8 − 4. podemos perceber que a inclinação da reta secante PQ variará.12 + 19      v(1) = lim  ∆t → 0 ∆t  4. anteriormente. pertencentes à curva correspondente à função y = f(x). Portanto. secante ao gráfico de y = f(x). b  . 9((1 ∆t )2 + 19 −  −4. conforme indicado na figura a seguir. no instante t = to . Tomando o ponto P como fixo e imaginando o ponto Q movendo-se sobre a curva de modo a aproximarse de P. y = f(x) Q reta secante f '(x o ) = lim f (x o + ∆x) − f (x o ) ∆x →0 ∆x y f(x1) desde que este limite exista. f(x1)). f(xo)) e Q (x1. é dada pela função . em que h é a altura medida em metros. M A T 25 . Sua altura. 9∆t ) m/s = −9. em um número xo. que a razão ∆y nos fornece a inclinação da reta ∆x que passa pelos pontos P e Q. Um vaso de flor cai da sacada de um apartamento. 9(∆t)2 + 19 + 4. no instante t = to . em relação a x. incremental Questão resolvida R2. haja vista que ∆x . calcule a velocidade do vaso de flor. de uma partícula que se move ao longo de uma linha reta como sendo a taxa instantânea de variação da posição em relação ao tempo. 9 9. tendendo a um valor limite.A taxa instantânea de variação de y = f(x). em relação à rua. situada a 19 metros de altura.

9). ou seja. portanto. y = 6 x − 9 . geometricamente. Encontre a equação reduzida da reta tangente à curva y = x 2 no ponto de abscissa 3. Resolução: Como o coeficiente angular da reta tangente à −10 −20 R5. f '(x o ) = tg a α Cabe ressaltar que. yo). se a reta tangente for uma reta vertical.0) é dado por f '(1). podemos interpretar. Encontre a equação geral da reta tangente à curva y = x . x0 Quina ou nó x x0 x Descontinuidade Portanto. Resolução: Para x = 3. a derivada da função y = f(x) no ponto xo como o coeficiente angular da reta tangente à curva correspondente a y = f(x). Determinar o coeficiente angular da reta tangente à curva f (x) = x 2 − x no ponto P(1. temos que y = 32. M A T 26 curva f (x) = x 2 − x no ponto (1.∆x + ( ∆x ) − 1 − ∆x 2 ∆x ∆x ∆x(1 + ∆x) =1 lim ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 lim R4. Resolução: Sabemos que retas paralelas têm coeficientes angulares iguais. temos: . donde concluímos que o ponto de tangência é (3. não haverá derivada no referido ponto.D E R I V A D A Diante do que acabamos de afirmar.0). ela não possuirá coeficiente angular e. paralela à reta x − 2y − 5 = 0 . no ponto (xo. temos: y − 9 = 6(x − 3) Ou seja. Refletindo y=x² Por que retas verticais não possuem coeficiente angular? y 20 10 −4 −3 −2 −1 0 1 2 P y = 6x − 9 3 4 5 x Questões resolvidas R3. Cálculo do coeficiente angular da reta: m = lim (3 + ∆x)2 − (3)2 ∆x → 0 ∆x 9 + 6 ∆x + (∆x)2 − 9 = lim ∆x → 0 ∆x ∆x(6 + ∆x) = lim ∆x → 0 ∆x =6 x0 Tangente vertical y x x0 Cúspide x y Da Geometria Analítica sabemos que a equação de uma reta da qual conhecemos o coeficiente angular e um ponto é dada por y − y o = m(x − x o ) . Outras condições sob as quais a derivada de uma função não existe num ponto específico de abscissa xo encontram-se também representadas graficamente a seguir: y y m = lim ∆x → 0 ∆x → 0 lim f (1 + ∆x) − f (1) ∆x (1 + ∆x)2 − (1 + ∆x) − (12 − 1)   1 + 2.

y 2 1 0 −1 −2 1 2 x 3 4x x − 2y + 1 = 0 y= x A derivada como uma função A derivada de uma função y = f(x) é a função denotada por f’(x).Portanto. a saber: f (x) ou y • • x − 2y − 5 = 0 Refletindo Qual a relação existente entre os coeficientes angulares de retas ortogonais? Notação introduzida por Isaac Newton (1642−1727). 2 f (x o + ∆x) − f (x o ) 1 = . dy df (x) ou dx dx Notação utilizada por Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716). obtemos Fazendo lim ∆x → 0 ∆x 2 abscissa do ponto de tangência.−7). ∆x → 0 O desenvolvimento do limite acima nos permite afirmar que 1 2 xo = 1 . obtemos: y − y o = m(x − x o ) 1 (x − 1) 2 2y − 2 = x − 1 x − 2y + 1 = 0 y − 1= Portanto. M A T 27 .3). em cada caso: a) de 1991 a 1995 b) de 1993 a 1995 c) de 1995 a 1997 Q2. Dx f ( x) Questões propostas Q1. Utilizando a equação da reta. a reta procurada tem coeficiente angular igual a 1 . a reta procurada é a reta de equação x − 2y + 1 = 0 . no ponto (−2. A população de uma cidade foi monitorada. Assim: lim (x o + ∆x) − x o ∆x = 1 2 a ANO P 1991 793 1993 820 1995 839 1997 874 D E R I V A D A Encontre a taxa média de crescimento. Encontre o coeficiente angular da reta tangente à parábola y = x 2 + 2 x . Podemos utilizar outras notações além de f’(x) e y’. tal que seu valor para todo x ∈ D(f) é dado por f (x + ∆x) − f (x) . f (x o ) também é igual a 1. de 1991 a 1997. consequentemente. ∆x →0 ∆x √ f '(x) = lim caso esse limite exista. (pronuncia-se f linha de x). Determine a equação da reta tangente à curva dada por f (x) = 1 − 2 x − 3x 2 . no ponto (−3. em que P é dado em milhares de habitantes: Notação introduzida por Augustin-Louis Cauchy (1789-1857). Q3. que foram introduzidas por Joseph-Louis Lagrange (1736−1813) para denotar a função derivada. donde concluímos que 2 x o = 1 e. conforme podemos perceber na tabela a seguir.

vamos. Derivada do produto de uma constante por uma função Seja f uma função derivável de x. em seguida. de forma mais fácil.f (x) = c. calcule f '(2).22 − 2 = 10 .. apresentar algumas regras que nos permitirão obter. na sequência. a derivada de uma função f(x).f '(x)  dx  M A T 28 . encontre a derivada da função f (x) = x 3 − 2 x e. calcule as derivadas das funções a seguir: a) y = x 3 b) y = x 2 − 5x + 6 c) y = 1 x (x + ∆x)n − x ∆x n Utilizando os conhecimentos adquiridos acerca do Binômio de Newton. Aplicando a definição. Algumas delas estarão acompanhadas de suas respectivas demonstrações. c ∈ IR. Para que não tenhamos de recorrer a esse processo. isto é. + (∆x)n  − x n  x + nx ∆x + 2  lim  ∆x →0 ∆x n(n − 1) n −2   ∆x nx n −1 + x ∆x + . em alguns casos. bastante extenso e demorado. a derivada da função f(x) é dada por d  n x = n....f(x) é dada por d c. dx   Demonstração: f '(x) = lim ∆x → 0 (x + ∆x)3 − 2(x + ∆x) − (x 3 − 2 x) = ∆x → 0 ∆x lim lim x 3 + 3x 2 ∆x + 3x(∆x)2 + (∆x)3 − 2 x − 2∆x − x 3 + 2 x ∆x f (x + ∆x) − f (x) = ∆x c−c lim = lim 0 = 0 ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 Derivada da função potência Seja n um número real e f(x) = xn . A derivada da função g(x) = c. Resolução: f '(x) = lim f (x + ∆x) − f (x) = ∆x → 0 ∆x A derivada de uma função constante é zero. temos que f '(2) = 3. Utilizaremos a notação proposta por Leibniz na enunciação de tais regras. d c  = 0 . Questão proposta Q4. + (∆x)n −1  2   = nx n −1 = lim ∆x →0 ∆x Regras de derivação O cálculo de derivadas de funções por meio da definição é.x n −1 dx   Demonstração: f’ (x) = lim f (x + ∆x) − f (x) ∆x → 0 ∆x = lim ∆x → 0 ∆x → 0 = lim ∆x 3x 2 + 3x ∆x + (∆x)2 − 2    = 3x 2 − 2 ∆x → 0 ∆x Como f '(x) = 3x 2 − 2 .Derivada da função constante D E R I V A D A Questão resolvida R6. Utilizando a definição. podemos desenvolver (x + ∆x)n e obter n(n − 1) n −2  n  n −1 x (∆x)2 + . e c uma constante.

c) f (x) = x 9 ⇒ f '(x) = 9. calcule f '(1) . π ⇒ f '(x) = 0 4 Observação: Embora tenhamos apresentado as regras para as derivadas da soma e da diferença de duas funções.x 9 −1 = 9x 8 d) f (x) = x −3 ⇒ f '(x) = −3x −3 −1 = − e) f (x) = 4 x = x 4 ⇒ f '(x) = 1 3 x4 Questões resolvidas 1 3 1 4 −1 1 − 4 x = x 4 4 1 ∴ f '(x) = 4 4 x3 R8. isto é.2 x 2 −1 + 1. Calcule a derivada f '(x) das seguintes funções: a) f (x) = 7 b) f (x) = p π 4 h '(x) = lim c) f (x) = x 9 d) f (x) = x −3 e) f (x) = 4 x f) f (x) = g) f (x) = 1 18 x 6 6 x5 Resolução: a) f (x) = 7 ⇒ f '(x) = 0 b) f (x) = h(x + ∆x) − h(x) ∆x →0 ∆x f (x + ∆x) + g(x + ∆x) − [ f (x) + g(x)] = lim ∆x →0 ∆x f (x + ∆x) − f (x) + g(x + ∆x) − g(x) = lim ∆x →0 ∆x  f (x + ∆x) − f (x) g(x + ∆x) − g(x)  + = lim   ∆x →0  ∆x ∆x  g(x + ∆x) − g(x) f (x + ∆x) − f (x) = lim + lim ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x = f '(x) + g '(x). podemos demonstrar a regra para a derivada da diferença de duas funções.1 + 1 ⇒ f '(1) = 11 f) f (x) = g) f (x) = 1 18 1 x ⇒ f '(x) = . Resolução: f ( x) = 3 x 4 − x 2 + x − 8 ⇒ f '(x) = 3. deriváveis. Dada a função f (x) = 3x 4 − x 2 + x − 8 .4 x 4 −1 − 1.(−5)x −5 −1 x5 ∴ f '(x) = −30 x −6 M A T 29 .Demonstração: f '(x) = lim f (x + ∆x) − f (x) = ∆x cf (x + ∆x) − cf (x) lim = ∆x →0 ∆x  f (x + ∆x) − f (x)  lim c  = ∆x →0  ∆x  Derivada da soma e da diferença de duas funções A derivada da soma (ou da diferença) de duas funções f e g. Seja h(x) = f (x) + g(x) ∆x →0 D E R I V A D A   f (x + ∆x) − f (x)   c. de modo análogo.13 − 2.  lim    = c.f '(x) ∆x   ∆x →0  Questão resolvida R7. elas permanecem válidas para qualquer número finito de funções.1x 1−1 ⇒ f '(x) = 12 x 3 − 2 x + 1 ∴ f '(1) = 12. é igual à soma (ou diferença) das derivadas de f e g.18 x 18 −1 = 3x 17 6 6 6 = 6. d  f (x) ± g(x) = f '(x) ± g '(x)  dx  Demonstração: Faremos a demonstração para a derivada da soma de duas funções.x −5 ⇒ f '(x) = 6. mas desde já informamos que.

cos x = cos x Questões propostas Q5.0 − 6 = −6 Equação da reta tangente: y − y o = f '(x o )(x − x o ) ⇒ y − 5 = −6(x − 0) 6x + y − 5 = 0 Derivada da função f(x) = sen x A derivada da função f(x) = sen x é a função f(x) = cos x. um ângulo de 45º. com o eixo das abscissas. neles. Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função f (x) = x 2 − 4 x + 1. Encontre os pontos da curva correspondente à função f (x) = x 3 − 1. em cada caso. Descubra o ponto pertencente ao gráfico da função y = − x 2 + 5x tal que a reta tangente à curva. que M A T 30 passa por ele. Calcule as derivadas das funções a seguir: a) f (x) = 5x 3 b) f (x) = 2 x 5 c) f (x) = 4 x d) f (x) = 3 3 x e) f (x) = 7 x 2 + 1 f) f (x) = 2 x 3 3x 2 x 2 + − + 9 4 3 5 4 3 g) f (x) = x − 3x + 7 h) f (x) = 2 + x2 x3 Q6. x o = 2 2 Q7.cos  2 x + ∆x   = lim    ∆x ∆x →0  2     2    ∆x  sen    2  . uma equação da reta tangente ao gráfico da função f(x). 5) f '(x) = 2. de forma que as retas tangentes a ela. temos: 2    2  d  sen ( x )  =  dx   sen ( x + ∆ x ) − sen ( x )  lim  = ∆x →0  ∆x      x + ∆x + x   x + ∆x − x   2 cos   sen   2 2     =  lim  ∆x →0  ∆x       2x + ∆ x   ∆x   2 cos   sen   2    2  = lim   ∆x →0  ∆x        ∆x    sen    2  . . sabendo que ela é perpendicular à reta de equação 2y + x − 5 = 0 . f (0)) = (0. d (sen x) = cos x dx Demonstração: Seja a função f ( x ) = sen ( x ) .  sen ( x + ∆ x ) − sen ( x )  d  sen ( x )  = lim     ∆x →0 dx ∆x     Empregando a identidade trigonométrica  A+B  A−B sen A − sen B = 2 cos   sen   . x o = 4 c) f (x) = 3 x 2 .R9. xo = 1 x b) f (x) = x . forme. Encontre. no ponto xo especificado: a) f (x) = 1 . Q9. sejam paralelas à reta y = 12 x + 1 da função f (x) = x 2 − 6 x + 5 no ponto de abscissa x = 0. Resolução: Ponto de tangência : ( 0.x 2 −1 − 6 x 1−1 ⇒ f '(x) = 2 x − 6 m = f '(0) = 2. Encontre a equação da reta tangente ao gráfico D E R I V A D A Q8. isto é. lim cos  2 x + ∆x  = lim   ∆x ∆x →0 ∆x →0 2   2 1.

Derivada da função f(x) = cos x A derivada da função f(x) = cos x é a função f(x) = −sen x.v ' u ⇒ y' = v v2 Questões resolvidas R10.2 x = 3x 4 − 3x 2 − 2 x 2 + 2 + 2 x 4 − 4 x 2 = 5x 4 − 9x 2 + 2 c) u  x2 f ( x) = 2x + 1  v D E R I V A D A =0 Derivada do produto de funções Se u e v são funções deriváveis de x e f é a função definida por f(x) = u(x).sen b desde que nos valhamos do fato de que lim 1 − cos ( ∆x ) ∆x ∆x → 0 Resolução: a) f (x) = x 5 .v ⇒ y ' = u '.v '(x) ⇒ 2 v ( x )   cos x.x≠− 2 4x 2 + 4x + 1 R11.v + u.cos x − sen x. podemos escrever: y = u.v + u.v(x) − u(x). ( − sen x ) (cos x)2 Novamente.v ' Derivada do quociente de funções Se u e v são funções deriváveis de x.cos b − sen a. temos que u ' = 3x 2 − 2 e v ' = 2 x .v '(x)  = 2  v ( x)   v ( x)  u(x) = x 2 ⇒ u '(x) = 2 x v(x) = 2 x + 1 ⇒ v '(x) = 2 Logo : u ' v − uv ' f '(x) = v2 2 x(2 x + 1) − x 2 . Mostre que a derivada da função f (x) = tg x é f '(x) = sec2 x .v − u. para simplificar. cos x M A T 31 .cos x   u v u(x) = x 5 ⇒ u '(x) = 5x 4 v(x) = cos x ⇒ v '(x) = − sen x Logo : f '(x) = u '.v ' f '(x) = 5x 4 cos x − x 5 sen x b) Como u = x 3 − 2 x e v = x 2 − 1 . Resolução: Começaremos reescrevendo a função f (x) = tg x sen x como f (x) = .v(x) + u(x). d (cos x) = −sen x dx A demonstração desta regra pode ser feita com base no emprego da identidade trigonométrica cos(a + b) = cos a. podemos escrever: y= u '. d dx  u(x)  u '(x).v(x) = u '(x).v(x). d u(x). v ≠ 0 e f é a função definida por f(x) = u(x)/v(x). então. cos x u(x) = sen x ⇒ u '(x) = cos x v(x) = cos x ⇒ v '(x) = − sen x f '(x) = f '(x) = u '(x). Calcule a derivada das seguintes funções: a) f (x) = x 5 . y ' = (3x 2 − 2)(x 2 − 1) + (x 3 − 2 x). Logo.2 f '(x) = (2 x + 1)2 f '(x) = 1 2x 2 + 2x . temos que f '(x) = sec2 x .v '(x)  dx  A fim de simplificar a escrita e a memorização da regra.v(x) − u(x).cos x b) f (x) = (x 3 − 2 x)(x 2 − 1) c) f (x) = 1 x2  x ≠ −  2x + 1  2 cos 2 x + sen 2 x cos 2 x 1 = cos 2 x = Como sec x = 1 . isto é. então.

= dx du dx 1 −1 3x 2 3x 2 = u 2 . então a derivada da função composta y = g( f (x)) é dada por dy dy du = .2 então = 2 cos(2 x + 3) Portanto. Q12.v '(x) v ( x )   0.(3x 2 ) = = 2 2 u 2 x3 − 2 3x 2 x 3 − 2 . 2 dy dy du = . Demonstre que. u = f (x) e as derivadas dy e du dx du existem. cos x cos x = Como sec x = 1 cos x e tg x = sen x . Se y = g(u) . Resolução: Começaremos reescrevendo a função f (x) = sec x 1 como f (x) = .tg x . Encontre y ' se y = x − 2 . temos: Questões propostas Q10.v(x) − u(x). f '(x) = − cos ec x . 3 R14. a derivada da função y = sen (2 x + 3) é se f (x) = cot g x .( − sen x ) (cos x)2 2 A regra da cadeia A regra da cadeia é a regra que utilizamos para obter a derivada da função composta g( f (x)) em termos das derivadas de f e g.cos x − 1.cos(2 x + 3) . dx du dx = ( cos u ) . Encontre a derivada de cada uma das funções seguintes: a) f (x) = (x + 1)(x − 1) x +1 b) f (x) = x −1 c) f (x) = d) f (x) = 3x 2 2x + 1 x+2 x3 2x 1 − 2 x +1 x x2 + x + 1 x +1 Resolução: Podemos reescrever 1 2 a função acima como y = ( − 2) . Encontre a derivada da função y = sen (2 x + 3) . fazendo y = sen u e    3 u f '(x) = sec x. com o uso da regra da cadeia. Utilizando a derivada do quociente de funções.R12. Demonstre que. cos x u(x) = 1 ⇒ u '(x) = 0 v(x) = cos x ⇒ v '(x) = − sen x u '(x). y ' = . f '(x) = − cos ec x. D E R I V A D A prove que a derivada da função f (x) = sec x é f '(x) = sec x. temos que cos x Questões resolvidas R13. u = 2 x + 3 . então y ' = 2. se f (x) = cos ec x . encontraremos: dy dy du . Q11. Resolução: Na função y = sen (2 x +) . x 3  u Se tomarmos y = u 2 e u = x 3 − 2 .tg x . dx du dx f '(x) = f '(x) = ⇒ sen x cos 2 x 1 sen x = .cot g x . 2x 3 − 4 1 e) f (x) = M A T 32 f) f (x) = Logo.

É possível demonstrar-se que d 1 loga x  =   x.u y=u+u y=u−v y = u. u’ y’= u’ + v’ y’ − u’ y’ = u’ .v ' v2 Derivada da função logarítmica Seja a função f (x) = loga x . Determine a derivada das seguintes funções: a) f (x) = 5x b) f (x) = log x Resolução: a) f '(x) = a x . É possível demonstrar-se que d  x a = a x .Derivada da função exponencial f(x) = ax Consideremos a função exponencial f (x) = a x . com a > 0.cot g u ) . temos: d 1 ln x  =  x dx  6 7 8 9 Refletindo y = au (a >0 e a ≠ 1) y = eu y = loga u (a >0 e a≠1) y = ln u y = sen u y = cos u y = tg u y = cot g u y = sec u y = cos ec u y ' = a u .u ' y ' = ( sec u.u ' y ' = − cos ec 2 u . y ' como notação para a derivada da função y em relação à variável x.u '.tg u ) . com a > 0.v’ y' = u '.ln a x. c.u ' y ' = sec2 u .ln a u' u Por que pudemos particularizar as regras das derivadas das funções exponenciais e logarítmicas somente para o caso (a = e)? 10 Questões resolvidas R15.ln a dx   Como caso particular da regra acima.v y= u v (v ≠ 0) DERIVADA y’=0 y’ = n.u ' y ' = ( − cos ec u. se a = e (número de Euler).u ' y ' = ( −sen u ) . a ≠ 1 e x ∈ IR. temos: d  x e = ex dx   A combinação da regra da cadeia com as demais regras de derivação apresentadas nos permite fazer as seguintes generalizações.ln 10 11 12 13 14 15 16 17 y' = y ' = ( cos u ) .ln 5 b) f '(x) = 1 1 ⇒ f '(x) = x. a ≠ 1 e x ∈ IR.un-1 . São válidas as seguintes regras: D E R I V A D A FUNÇÃO 1 2 3 4 5 y = c (c ∈ IR) y = un y=c. que será amplamente utilizada doravante: Sejam u e v funções deriváveis de x. v + u.u ' y' = u' u. que apresentaremos na forma de uma tabela de derivadas. ainda.v − u. n e a constantes reais. u’ y’ = c . Consideremos.u ' ( ) ( ) M A T 33 .ln a y ' = eu .ln a dx Em especial.ln a ⇒ f '(x) = 5x.

obtemos: 2 Com o desenvolvimento da expressão acima.2 x (x 2 + 3)2  u c) y = ln(x 2 + 1) . obtemos: +3x x Logo.ln 3   u  2 e) y = sen (5x + 3x + 2) Utilizando a regra (12).(2 x + 5).(2 x + 3) 2  3x − 1  i) y =  2   x + 3 2 Utilizando as regras (2) e (7). y ' = −6(x + 1) cos2(x 2 + 2 x). (12) e (13). com o auxílio da regra (2)     obtemos: y'= u Utilizando as regras (7). com base em f (x) = 5.2 = 2 1 2x + 1 Logo.cos(5x 2 + 3x + 2) f) A função y = cos3(x 2 + 2 x) pode ser reescrita como y = cos(x 2 + 2 x) 3 . 3(x 2 + 3) − (3x − 1). obtemos: 2 f) y = cos3(x 2 + 2 x) 3 2 g) y = cot g (x + 2 x + 3) +3x c) y = ln(x 2 + 1) h) y = sen 3x cos 4 x  3x − 1  i) y =  2   x + 3 d) y = 3x 2 +5 x y ' = − cos ec 2 (x 3 + 2 x 2 + 3) . obtemos: y ' = 3x + 5 x. y ' = (2 x + 3)e  3x − 1  y ' = 2 2   x + 3 2 −1 . concluímos que y'= (6 x − 2)(−3x 2 + 2 x + 9) (x 2 + 3)3 Refletindo Para a função f ( x) = 5 . Logo. y'= 3 cos ( 3x ) .sen(x 2 + 2 x)   u  3 2 g) y = cot g (x + 2 x + 3) Utilizando a regra (15). y ' = u  2 1 2x + 1 . obtemos: y ' = ex 2 +3x .(3x 2 + 4 x)   Logo. y ' = −(3x 2 + 4 x) cos ec 2 (x 3 + 2 x 2 + 3) u  sen 3x h) y = cos 4 x  v e) y = sen (5x 2 + 3x + 2) Resolução: n  1 a) Fazendo y = ( 2 x + 1) 2 . Então. qual processo (2 x − 3)3 M A T 34 y ' = (10 x + 3). Determine a derivada das seguintes funções: a) y = 2 x + 1 x b) y = e 2 y ' = 3 cos2(x 2 + 2 x)  − sen(x 2 + 2 x) (2 x + 2)    Logo. obtemos: y ' = 2 x x2 + 1 u  2 d) y = 3 x + 5 x Utilizando a regra (8).cos(4 x) + sen (3x)sen(4 x) cos2 ( 4 x ) b) y = e x +3x Utilizando a regra (9).Utilizando as regras (2) e (13).   nos permite obter a derivada de forma mais fácil? A aplicação da regra do quociente ou das regras (2) e (3) da tabela de derivadas que apresentamos.cos( x) sen ( x)  4 sen(4 x)   2 cos ( 4 x )    1 − 1 (2 x + 1) 2 .(2 x − 3)−3 ? Ambos os processos nos conduzem ao mesmo resultado? . utilizando a regra (11). obtemos: y'= 3 cos ( 3x ) . obtemos: D E R I V A D A Questão resolvida R16.

poderemos determinar a derivada quarta. (. i) f (x) = x 3 . determine f’(x): 2 a) f (x) = sen (5x + 3x + 2) f (x) = 3x 4 − 18 x 2 f '(x) = 12 x 3 − 36 x f ''(x) = 36 x 2 − 36 f ''(x) = 0 ⇒ 36 x 2 − 36 = 0 ⇒ x = −1 ou x = 1 ∴ S = {−1. A aceleração de um corpo é definida como a taxa de variação da velocidade em relação ao tempo. considerando uma partícula que se move segundo a função posição s(t) = t 3 − 12t 2 + 36t. Resolução: v = s '(t) ⇒ v(t) = 3t 2 − 24t + 36 e a = s ''(t) ⇒ a(t) = v '(t) = 6t − 24 Logo. dx 2 De maneira análoga. Nessas condições. calcule-as para t = 3. Vimos. isto é. a derivada de ordem n da função f (desde que elas existam). Resolução: f ( x) = x 5 − 2 x 3 + x f '(x) = 5x 4 − 6 x 2 + 1 f ''(x) = 20 x 3 − 12 x f '''(x) = 60 x 2 − 12 R18.cos(x − 2) c) f (x) = cos 3(x 2 + 2 x) sen 3 x co s 4x 1 + tg x 2 h) f (x) = tg 1 − x tg x − 1 i) f (x) = sec x j) f (x) = 5 . ela será chamada de derivada terceira de f e poderá 3 ser indicada por f’’’ ou d y . se a derivada de f’’ existir.32 − 24.. Caso a derivada de f’ exista. Considerando-se a função f (x) = 3x 4 − 18 x 2. a aceleração do corpo é dada por a = s ''(t) .Questões propostas Q13. anteriormente. por f’ ou dx . ela será chamada de derivada segunda de f e poderá ser representada 2 por f’’ ou d y .3 + 36 = − 9m / s e a(3) = 6.x 2 ) Questões resolvidas R17. a derivada quinta.tg x Derivadas de ordem superior Seja y=f (x) uma função derivável. se y = s(t) é a função posição do corpo. Para cada uma das funções a seguir.ln x 3 g) f (x) = x + senx.3 − 24 = −6m/s2. em que t está medido em segundos e s em metros.e x j) f(x) = e (x . temos: v(3) = 3.. encontre a função velocidade e a função aceleração e. t ≥ 0 . enfim.cos(2 x) x d) f (x ) = e) f (x) = k) f (x) = cot g 5(3x − 2) f) f (x) = 2 x. que a derivada primeira de f pode ser representada.). resolva a equação f ''(x) = 0 . no instante t = 3. em seguida. Resolução: D E R I V A D A k) f (x) = 3x l) f (x) = 10 2 +5 x x 2 +1 x +1 e) f (t) = 2t + 1 t −1 m) f (x) = ln(x 2 − 3x + 1) n) f (x) = log10 (x 2 + x + 1)  2x + 1 o) f (x) = ln   2  x  p) f (x) = (log x 2 )3 f) f (x) = x 2e x + x.cos(2 x) h) f (x) = 5. por exemplo.1} R19. dx 3 M A T 35 . Calcule a derivada de cada uma das funções a seguir: a) f (x) = (x 2 + 3x + 5)4 b) f (x) = (x 2 + 2 x − 8)3 c) f (x) = 3 x 2 − x d) f (x) = (3x + 6 x − 2) 3 2 2 Seguindo essa linha de raciocínio. g) f (x) = 1 − 2 cos x 3 − sen x b) f (x) = sen(x + 2). Encontre as três primeiras derivadas da função f ( x) = x 5 − 2 x 3 + x .e 4 x 3 +5 x −7 Q14.

Q17. Essas informações. b  . uma vez que as retas tangentes à curva correspondente a y=f(x). a   derivada é positiva. b  de seu domínio se   x1 < x 2 ⇒ f (x1) > f (x 2 ) para quaisquer valores de x1 e x2 em  a. Considerando a função f (x) = sen x .   Analogamente. as imagens correspondentes diminuem. A função posição de um corpo que está se movendo retilineamente é s(t) = t 3 − 4t 2 − 2 . calcule f '(0) + f ''(0) + f '''(0). ângulos agudos. Dada a função f (x) = 4 x 3 + 2 x 2 − 5x + 2 . Com o auxílio das derivadas podemos. 3 f(x1) a x1 x2 b x Análise do comportamento de funções Entre as várias aplicações das derivadas está a análise do comportamento de funções. Calcule a sua velocidade e a sua aceleração para t = 4 segundos. 2  2  Q16. Funções crescentes e funções decrescentes É sabido que uma função f é dita crescente em um intervalo  a. o   que significa dizer que. A observação do gráfico nos permite concluir que. que passam por tais pontos. b  . à medida que aumentam os valores de x dentro do intervalo. b  de seu domínio se   x1 < x 2 ⇒ f (x1) < f (x 2 ) para quaisquer valores de x1 e x2 em  a. então a   função f(x) é crescente em  a. as imagens   correspondentes também aumentam. o que pode ser facilmente verificado no gráfico a seguir. b  .y D E R I V A D A y = f(x) Questões propostas f(x2) Q15. por exemplo.   Dito de outra forma. com o eixo x. para todo ponto pertencente ao intervalo  a. determinar os intervalos de crescimento e decrescimento de uma função e também podemos encontrar seus valores máximos ou mínimos (quando eles existirem). em que s é dada em metros. formam. calcule o valor π p   3p  de f '(0) + f ''  π  + f ''' (p ) + f ( 4)  π . uma função f é dita decrescente em um intervalo  a. b  . Isso nos permite tirar a seguinte conclusão: Se f’(x) > 0 para todo x ∈  a. à medida que aumenta o valor de x dentro do intervalo  a. associadas ao conhecimento prévio dos pontos de interseção do gráfico correspondente à função com o eixo y e com o eixo x (raízes reais). b  . permitem-nos esboçar o gráfico de uma vasta gama de funções. b  . y f(x1) f(x) f(x2) 0 a x1 x2 b x M A T 36 .

b  e que a reta tangente ao   gráfico de y = f(x). f (x) = x 3 + 2 x é crescente x∈ IR. ângulos obtusos.A análise do gráfico anterior nos permite constatar que. neste último gráfico. sabemos que uma função f é denominada constante em um intervalo  a. permite-nos determinar intervalos de crescimento e decrescimento de funções. portanto. então a   função f(x) é decrescente em  a. c) Faça um esboço do gráfico de f (x) . b  . para funções contínuas. haja vista   que as retas tangentes à curva correspondente a y=f(x). que a função é constante em  a. b  . então a   função f(x) é constante em  a. b  . Isso nos permite tirar a seguinte conclusão: Se f’(x) < 0 para todo x ∈  a. por qualquer ponto pertencente a  a. b  . a derivada é negativa. b) Determine os pontos nos quais a reta tangente ao gráfico de f (x) é horizontal. associadas ao fato de que. que: M A T 37 . Se f’(x) = 0 para todo x ∈  a. encontramos as raízes − 5 e −1 . Mostre que a função f (x) = x 3 + 2 x é crescente para qualquer valor real de x . b  . b  . a derivada f '(x) só pode mudar de sinal em valores de x para os quais f '(x) = 0 ou em valores de x para os quais f '(x) não está definida. o que pode também ser comprovado por meio de seu gráfico.   R21. concluímos que f '(x) > 0 ∀ x∈ IR. 3 que nos permitem fazer o estudo do sinal de f '(x) : + 5 − 3 − −1 + x Concluímos. b  de   seu domínio se. então xo é um ponto crítico de f se f’(xo) = 0 ou se f’ não está definida em x=xo. apresentado na sequência. b  . Fazendo f '(x) = 0 . Ao fazermos o estudo do sinal de f '(x) . Logo.   Além disso. D E R I V A D A Questões resolvidas R20. por tratar-se de uma função do 2º grau para a qual se observa ∆<0 e gráfico na forma de parábola com concavidade voltada para cima. Resolução: A derivada de f é a função f '(x) = 3x 2 + 2 .   y f(x) Se f(x) está definida em xo. que passam por tais pontos. é horizontal e. formam. para todo ponto pertencente ao intervalo  a. para quaisquer valores de x1 e x2 em  a. com o eixo x. portanto. faça o que se pede: a) Encontre os intervalos abertos nos quais f (x) é crescente ou decrescente. Resolução: a) f (x) = 3x 3 + 12 x 2 + 15x ⇒ f '(x) = 9x 2 + 24 x + 15 As conclusões que acabamos de tirar. Portanto. y 10 5 −2 −1 1 2 x f(x1) = f(x2) 0 a x1 x2 b x −5 −10 Notemos. neste caso. Dada a função f (x) = 3x 3 + 12 x 2 + 15x . temos que f (x1) = f (x 2 ) . possui coeficiente   angular nulo. Os valores de x que têm a propriedade acima mencionada são denominados pontos críticos da função.

5 −2 −1. tal   que f(x) ≥ f(xo). −6 ) . podemos afirmar que x=x2 é um ponto de máximo relativo de f(x) e que f(x2) é um máximo relativo de f(x). vista na sequência: Seja f uma função definida em xo. vamos recorrer à definição de extremos relativos. I) f(xo) é um máximo relativo de f se existe um intervalo aberto  a. +∞  ⇒   3  f '(x) é crescente. Que propriedades podemos verificar em x1 e x2 para podermos dar a eles essas denominações? Para respondermos a essa pergunta. b  .   9   3 c) y 10 Podemos dizer que x = x1 é um ponto de mínimo relativo de f(x) e que f(x1) é um mínimo relativo de f(x). b  . pois é possível que f’(xo) seja nula sem. Determine os intervalos de crescimento decrescimento das seguintes funções: a) f (x) = x 2 + 6 x + 5 b) f (x) = x3 3 2 − x + 2x + 4 3 2 e quando x = xo. b  . xo ser um ponto de máximo ou mínimo relativo.5 −5 0. os pontos em que a tangente ao gráfico de f (x) é horizontal são  − 5 . Substituindo em f (x) . − 50  e ( −1. Da mesma forma. −1 ⇒ f (x) é decrescente. encontramos: 50 e f ( −1) = −6  5 f −  = − 9  3 Logo. b  .   É possível demonstrar-se que: Se f tem mínimo relativo ou máximo relativo Questão proposta Q18.5 x um intervalo aberto  a. y f(x2) y a xo b x a xo b x y tangente horizontal x = f(x) ∃ f’(xo) x a xo b x a xo b f(x1) M A T 38 0 x1 x2 x Vale ressaltar que a recíproca não é verdadeira.   II) f(xo) é um mínimo relativo de f se existe 5 −2.D E R I V A D A 5  Se x ∈  −∞. que contém xo. y ∃ f’(xo) y tangente horizontal c) f (x) = − x 3 + 6 x 2 − 9x + 5 Extremos relativos e absolutos Consideremos a função y = f (x) .5 −1 −0. que contém xo. tal   que f(x) ≤ f(xo). . para todo x ∈  a. então xo é um ponto crítico de f.  3  b) Nos pontos em que a reta tangente ao gráfico de f (x) é horizontal. para todo x ∈  a. devemos ter f '(x) = 0 . cujo gráfico está esboçado na figura a seguir. no entanto. −  ou x ∈  −1.  5  Se x ∈  − .

Podemos verificar que ela é crescente para todo x real. Chamamos de máximo absoluto da função f num certo intervalo o maior valor apresentado por f nesse intervalo. Também é um máximo relativo. Analogamente. x = 0 e x = 2 Utilizando os pontos críticos obtidos. podemos nos valer do seguinte critério. I) Se f’ é negativa à esquerda de xo e positiva à direita de xo. Em seguida. conhecido por teste da derivada primeira para extremos relativos: Em um número crítico x =xo. x ∈ IR e que x = 0 é o seu único ponto crítico (pois 0 anula f '(x) . nem mínimo relativo xo x f(xo) não é nem máximo. Resolução: y y f (x) = x 4 − 8 x 2 + 5 ⇒ f '(x) = 4 x 3 − 16 x Como f '(x) está definida para todo x real. faça um esboço de seu gráfico. então este é um ponto de inflexão. então f possui um mínimo relativo em xo. então xo não é um extremo relativo de f. Determine os pontos de máximo ou de mínimo relativos da função f:IR→IR definida por f (x) = x 4 − 8 x 2 + 5 . haja vista que sua derivada f '(x) = 5x 4 ≥ 0 . Sugerimos que você. o menor valor apresentado por f nesse intervalo. y= f(x) Mínimo relativo a b c d e x Questões resolvidas R22. É o maior valor de f. É o menor valor de f. num certo intervalo. podemos M A T 39 f’(xo) < 0 f’(xo) < 0 . então f possui um máximo relativo em xo. Também é um mínimo relativo.xo f(xo) é máximo relativo x xo f(xo) é mínimo relativo y x De fato. É correto afirmar que. nem mínimo relativo y=x5 Concavidade para cima Ponto de inflexão x Concavidade para baixo Uma função definida num certo intervalo pode apresentar vários pontos extremos relativos. f’(xo) > 0 f’(xo) < 0 f’(xo) < 0 xo f(xo) é máximo relativo y f’(xo) > 0 f’(xo) > 0 x f’(xo) > 0 x xo f(xo) é mínimo relativo y f '(x) = 0 ⇒ 4 x 3 − 16 x = 0 ⇒ x = −2. Mínimo relativo Este ponto constitui um exemplo de ponto de inflexão. tomemos como exemplo a função f ( x) = x 5 . conforme podemos perceber por meio de seu gráfico: y y f’(xo) > 0 (c) (d) D E R I V A D A f’(xo) > 0 f’(xo) < 0 f’(xo) < 0 xo x f(xo) não é nem máximo. (a) (b) Máximo relativo Mínimo absoluto. observe a ilustração a seguir e reflita sobre os comentários feitos sobre ela. entretanto. denotamos por mínimo absoluto da função f. se a tangente a um gráfico existe em um ponto no qual a sua concavidade muda de sentido. Para que possamos determinar e classificar os extremos relativos de uma função. Máximo absoluto. basta encontrarmos as raízes de f '(x) . II) Se f’ é positiva à esquerda de xo e negativa à direita de xo. leitor. para encontrarmos os pontos críticos de f. III) Se f’ apresenta o mesmo sinal em ambos os lados de xo. x = 0 não é nem ponto de máximo nem ponto de mínimo relativo.

indicando-os. 1 e 3. Como essa função está definida no intervalo [−1. 0    −1 f '(−1) >0 Cresc. ―35 e ―30.−3) e (3. y O teste da derivada primeira para extremos relativos nos permite concluir.5) é ponto de máximo relativo. 1 e 3.2 1 2 3 4 −3 −2 −1 −5 1 2 3 x (−1.+∞  . (1. 2  e  2. 0  . Resolução: f (x) = −3x 4 + 16 x 3 − 18 x 2 + 2 ⇒ f '(x) = −12 x 3 + 48 x 2 − 36 x Como não existem valores reais para os quais f '(x) não está definida. encontramos os pontos (0.    −2.29) y= −3x4 + 16x3 −18+2 10 −1 5 0. para essa função. mas não é mínimo relativo posto que ocorre numa das extremidades do intervalo [−1.−30) −10 R23. 4] .2]. (−2.+∞    3 f '(3) >0 Cresc. os únicos pontos críticos são suas raízes. Em f(4) = −30 não ocorre nem mínimo relativo nem mínimo absoluto. de negativo para positivo).  3. que o ponto crítico 0 dá um máximo relativo e que o ponto crítico 2 dá um mínimo relativo. represente-a graficamente e.  0. no caso. respectivamente. f(1)= −3 é um mínimo relativo de f. ao passo que f(−1)= −35 é o mínimo absoluto. 1. 3  e  3. em f(x). –11) são pontos de mínimo relativo e (0. em seguida. 1. Seja a função f (x) = −3x 4 + 16 x 3 − 18 x 2 + 2 definida no intervalo [−1.  −2.35) (4. concluímos que o ponto crítico −2 dá um mínimo relativo (pois f’(x) troca de sinal. Tais imagens são. 3    2 (> 0) Cresc. com base         nos quais podemos compor a seguinte tabela: Observando o gráfico.0  .  2. se x = 2 intervalo [0.+∞  . 4] . −2  .5 (< 0) Decresc.+∞    4 (< 0) Decresc. no 0. −2    −3 f '(−3) <0 Decresc. Refletindo M A T 40  x. 4] .   que nos permitirão     confeccionar a seguinte tabela: Intervalo Valor de teste Sinal de f’(x) Conclusão  −∞.  0. percebemos que. que nos fornecem os intervalos de teste  −∞. que os números críticos 0 e 3 correspondem a máximos relativos e que o número crítico 1 corresponde a um mínimo relativo. 2    1 f '(1) <0 Decresc. construir o gráfico a seguir: y (3. Substituindo-se. devemos encontrar. x por 0. apresenta um ponto que seja o mais alto? . temos que f(0) = 2 é um máximo relativo e f(3)=29 é tanto um máximo relativo quanto o máximo absoluto. Com o auxílio do Teste da derivada primeira. as imagens correspondentes x = −1 e x = 4.D E R I V A D A propor os seguintes intervalos de teste:  −∞.  0. se 0 ≤ x < 2 O gráfico da função f (x) =  . Determine e classifique todos os seus extremos relativos.1   0. As informações obtidas nos possibilitam. Além disso.  0.1 . Dessa forma. agora. caso existam. 0. também. Intervalo Valor de teste Sinal de f’(x) Conclusão  −∞.−11) e (2. portanto.0    −1 (> 0) Cresc.2). verifique se ela apresenta extremos absolutos. 29) que serão marcados no plano cartesiano. obtemos as ordenadas (valores de y) dos pontos extremos relativos. f (−2) = (−2)4 − 8(−2)2 + 5 ⇒ f '(−2) = −11 f (0) = (0)4 − 8(0)2 + 5 ⇒ f '(0) = 5 f (2) = (2)4 − 8(2)2 + 5 ⇒ f '(2) = −11 Logo.

concluímos que o valor de x que 20 000 ≅ 81. o maior volume possível é 4 000 cm3. em cada pedido. Questões resolvidas R24. Se 1 200 cm2 de papelão estiverem disponíveis para você confeccionar uma caixa de base quadrada e sem tampa. Por conseguinte. 65 . qual apresenta o menor perímetro? Resolução: y x Começaremos denotando o comprimento retângulo por x e a sua altura. em seguida. 3 2 x . 200 unidades por cada pedido. o que. 10 cm de altura é a que proporciona maior volume. em que h é a altura da mesma. por y. Determine e classifique os extremos relativos das seguintes funções e. encontre o valor de x que minimize o custo. Expressando h em função de x nesta última equação. Veremos. Os demais pontos críticos correspondem às raízes de C ’(x). Um empresário usa a função 20 000 C = 3x + . 0 < x ≤ 200 para estimar o custo C x referente à aquisição de x unidades de um produto. temos que x2 + 4 x h = 1 200. Logo. em seguida. minimiza o custo é dado por x = 3 Arredondando para o número inteiro mais próximo. uma vez que o domínio da função é 0 < x ≤ 200 . Fazendo 4 V '(x) = 0 . a área da base da caixa deve ser qualquer valor de 0cm2 a 1200cm2. Logo. esboce seus gráficos: x3 x2 − − 2x + 4 3 2 V = x 2h = x 2 1 200 − x 2 1 200x − x 3 . Fazendo 3 − x 2 = 0 . Por fim. mas a raiz negativa A derivada de V é V ' = 300 − não convém ao exercício. esse empresário deve adquirir 82 unidades do produto. muitos deles do nosso cotidiano. R26. qual é o maior volume possível da caixa? Resolução: C = 3x + 20 000 20 000 ⇒ C '(x) = 3 − x x2 h x x A base da caixa é quadrada. algumas dessas aplicações. A expressão (em função de x e h) que fornece a área da caixa é x2 + 4 x h. encontramos: C ’(x) só não está definida para x = 0. consequentemente. portanto. R25. do M A T 41 . não é relevante. (Não nos esqueçamos de que 0 ≤ x ≤ 1 200 ). Sob essas condições. = 4x 4 D E R I V A D A Logicamente. no máximo. Considerando-se que o veículo que faz a entrega pode trazer. resta-nos determinar o valor de x para o qual é máximo o volume V. encontramos x = ±20 . a caixa de base quadrada com 20 cm de lado e. podemos representar seu volume por V = x 2h . Nossa caixa deve ter 1 200 cm2 de área (quantidade de papelão disponível e que será utilizado). Resolução: a) f (x) = c) f (x) = − x 3 − x 2 − 4 d) f (x) = 3x 4 − 12 x 2 + 5 b) f (x) = x 3 − 2 x 2 + x Aplicações de máximos e mínimos Toda a teoria exposta acerca de máximos e mínimos nos possibilita solucionar uma vasta gama de problemas. neste problema. concluímos que. encontramos x = ± 3 mas a raiz negativa não convém ao problema. 1 200 − x 2 obtemos h = . De todos os retângulos de área igual a 100 m2.Questão proposta Q19. 20 000 20 000 . ou seja. 4x Substituindo esse resultado na equação que fornece o volume. 0 ≤ x 2 ≤ 1 200 ⇒ 0 ≤ x ≤ 1 200 .

y = D E R I V A D A 100 . e o custo com o bug é dado pela função C2(x) = 1. o custo total é obtido pela soma de C1 e C2 e é igual a C (x) = 1. e de lá seguir para C. Ele pode alugar um barco por R$ 1.(9 − x). em função de x.h ⇒ x. Calculando-se a derivada de p em relação a x. obtendo. obtemos: p = 2x + 200 . 5x 36 + x 2 = 1. R27. O custo com o translado de barco é dado por 2 x 5 cm y C1(x) = 1. ou ainda. . 36 + x 2 . a distância de P a C é igual a 9 − x. entre B e C. vamos calcular sua derivada e igualá-la a zero. x Q20. Uma ilha está num ponto A. Portanto. da ilha ao ponto P. Uma vez que x representa o comprimento de um retângulo. 8 − 1. Além disso. Tal distância é igual a 36 + x . 2 . Um turista que está na ilha deseja ir a um ponto C da praia. y = 10 m são as medidas dos lados do retângulo de área 100 m2 que apresenta o menor perímetro. Resolução: Ilha 6 Km x B P A 9−x C Praia Q21. 36 + x 2 + 10. que só não está definida x para x = 0.20 o quilômetro e chegar a C por um caminho retilíneo. para minimizar o custo com a viagem de A para C. encontramos os outros pontos críticos. Logo. o turista deve desembarcar num ponto P.Área = b. Encontre dois números positivos cuja soma seja 90 e cujo produto seja o maior possível. M A T 42 Portanto. assim. localizado a 9 km do ponto B. 2. 5. 5.y = 100. 2 x . então. a saber: −10 e 10. 200 encontramos p ' = 2 − 2 .50 o quilômetro e navegar até um ponto P entre B e C e. consequentemente. alugar um bug a um custo de R$ 1. a 6 km do ponto B localizado numa praia reta. Para minimizar C(x) . utilizando o bug. distante 8 km de B. x Questões propostas O perímetro do retângulo é dado por p = 2 x + 2y . Substituindo y por 100 na expressão que fornece o x perímetro do retângulo. a equação irracional 1. indicada na figura a seguir. Determine o percurso mais barato de A até C. Fazendo-se p ' = 0 . Qual é a maior área possível para um triângulo retângulo cuja hipotenusa mede 5 cm? Com base no Teorema de Pitágoras. x = 10 m e. cuja raiz é x = 8 . não é possível que x seja menor ou igual a zero. podemos calcular a distância.

180 000 m2 são o suficiente para servir de pastagem para seus animais.9t2 + 14t + 17. D E R I V A D A Rio x y x d) Faça um esboço do gráfico da função h. é: a) y = 5x + 1 b) y = 4 x + 1 c) y = 3x − 1 b) Descubra o momento em que a bola atinge a altura máxima. a+b vale: a) 1 b) 2 Q25. É sabido que a altura h da bola no instante t é dada pela equação h = −4.b) forma um ângulo de 45º com o eixo x. De acordo com o relatório de uma consultoria técnica adquirida. h t Questões de revisão e aprofundamento Q24. Q26. determine as dimensões que devem ser consideradas a fim de diminuir o gasto com a cerca. A equação da reta tangente à curva y = x 3 + 2 x − 1 . (UF-PA) A reta tangente à curva y = ln x no ponto (a. Sabendo-se que r é paralela à reta y = 2 x − 3 . c) Calcule a altura máxima atingida pela bola. (UFU) Seja r uma reta tangente à parábola y = x 2 . a) Determine o instante em que a bola atinge o solo. Levando-se em consideração que não haverá cerca margeando o rio.Q22. (UEL-PR) x = −1 . no ponto em que de equação M A T 43 . Então. Uma pessoa joga uma bola para cima com uma velocidade inicial de 14m/s do topo de um prédio de 17 metros de altura. que permanece válida até a bola atingir o solo. Um fazendeiro pretende cercar um pasto retangular que é margeado por um rio ao longo de um de seus lados. podemos afirmar que a equação da reta r é: a) x − 2y + 1 = 0 b) x − 2y − 1 = 0 c) 2 x − y − 1 = 0 d) x − y + 1 = 0 e) 2 x − y + 1 = 0 d) y = −3x + 1 e) y = −4 x + 1 c) 3 d) 4 e) 5 Q23.

(UFPR) Se f (x) = a) 2e −2 Q39. sendo y sua altura em relação ao 3 solo. e t o número de segundos transcorridos após sua partida..sen x cos x) 2sen x) x −2 Q29.. (UF-PA) A abscissa do ponto de máximo relativo de y = x 3 − 3x 2 − 45x + 2 é: a) −5 b) −3 c) 0 d) 3 e) 5 Q32. é: a) −2 b) −1 c) 0 d) 1 e) 2 Q37. (Mack-SP) Se f (x) = . então y ''(x) = . (UEL-PR) A equação horária de um móvel é t3 + 2t . A aceleração.cos x e) x(cos x − sen x) Q36. (PUC-SP) Sendo f (x) = sen 22 x . (Mack-SP) A derivada da função f dada por 1 x f ( x) = 2 x 3 x 2 5 6x a) b) c) d) e) 3x² Não existe − 4x³ − 4 15x4 6x4 x2 4 é: 2x 2 Q28. deseja-se reservar no canto superior esquerdo um quadrado de lado x. (UFU) A função real de variável real definida por da função a) 4 y = 2 x 3 + 9x 2 − 24 x + 6 é decrescente no intervalo: x <1 Q31. (PUCMinas) O valor da derivada f (x) = 7 − x no ponto (−2. respectivamente. no primeiro instante de repouso após t = 0. (UF-PA) A equação s = t4 − 8t2 representa o movimento retilíneo de uma partícula. é a derivada de y calculada em 3. a) xsen x b) x. (UNIP-SP) Seja f :  − 3.cos x c) (x.cos x . (UF-PA) Se y = x. no ponto x = p . ou seja. O valor mínimo absoluto de f e o valor máximo absoluto de f são. vale: a) 12 b) 16 c) 20 d) 24 e) 32 Q34. medida em metros. então f '(1) é: e2 x d) 2 e) 2e 2 Q33.D E R I V A D A Q27. Essa velocidade é igual a: y= a) 6m/s b) 11m/s c) 15m/s d) 27m/s e) 29m/s Q35. então f’(x) é igual a: x 2 a) −1 c) x − 2 e) 1 − 2 x b) 2 x2 d) − 1 x d) (x. então a sua derivada p primeira calculada para x = π vale: 8 a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 ln x 2 . Qual o valor de x para que a diferença entre a área do painel e a do quadrado seja a maior possível? a) b) c) d) e) 30 70 50 60 40 cm cm cm cm cm M A T 44 b) −2e −2 c) e .3) é: a) − 1 2 b) − 1 6 1 c) 6 d) 2 e) 3 b) x < − 4 c) x > 0 d) x > 1 e) −1 < x < 4 Q38. 3  → IR a função definida   por f (x) = x 3 − 3x . (PUC-PR) Em um painel retangular de comprimento (60 + x) cm e de largura 80 cm. a) −2 e 0 b) −2 e 18 c) 0 e 21 d) −2 e 2 e) 0 e 18 Q30. (Cefet-MG) A derivada da função π f (x) = sen x + cos x + tg x . Sabe-se que a velocidade do móvel no instante t = 3 é dada por y’(3).

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful