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Apostila de Cálculo II – Unimar

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NOTAS DE AULAS PARA ACOMPANHAR A
DISCIPLINA DE CÁLCULO II

Prof ª. Drª. Fátima Ahmad Rabah

Marília

Profª Drª Fátima Ahmad Rabah

Apostila de Cálculo II – Unimar
1
2º Semestre de 2009

EMENTA
* Aplicações de Derivada
* Integrais

OBJETIVO
* Raciocinar lógica e organizadamente;
* Aplicar com clareza e segurança os conhecimentos adquiridos;
* Utilizar estes conhecimentos em outras situações que surgirão a longo de sua atividade
acadêmica.

MÉTODO DE AVALIAÇÃO
* Atividade (Sala de Aula) + Parcial 1 + P1 = 10 pontos
* Atividade (Sala de Aula) + Parcial 2 + P2 = 10 pontos

DATAS DE PROVAS
Parcial 1:

P1:

Parcial 2:

P2:

Substitutiva:

Exame:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA BÁSICA

FLEMMING, Diva Marília, GONÇALVES, Mirian Buss. Cálculo A.: funções, limites,
derivação e integração. São Paulo: Makron Books, 1992.

LARSON, Roland E., HOSTETLER, Robert P., EDWARDS, Bruce H. Cálculo com
Profª Drª Fátima Ahmad Rabah

Apostila de Cálculo II – Unimar
2
geometria analítica. Rio de Janeiro: LTC, 1998.

SWOKOWSKI, Earl William. Cálculo com geometria analítica. Rio de Janeiro:LTC, 1994.
APLICAÇÕES DA DERIVADA
Você verá como a derivada pode ser interpretada como taxa de variação. Assim sendo,

a derivada pode representar conceitos como taxa de crescimento populacional, custo marginal
do produtor, velocidade de um objeto móvel, taxa de inflação ou taxa com a qual os recursos
naturais estão se esgotando.
Você provavelmente já percebeu a relação entre derivadas e taxa de variação. A
derivada é o coeficiente angular da tangente e o coeficiente angular de qualquer reta é um
número que mede sua maior ou menor inclinação em relação ao eixo horizontal.
A análise do comportamento das funções será feita detalhadamente usando definições
e teoremas que envolvem derivadas.

1. TAXA DE VARIAÇÃO E ANÁLISE MARGINAL
1.1 Velocidade Média e Instantânea
Vamos iniciar com uma situação prática que servirá como modelo para uma discussão
mais geral.
Imagine um carro se movendo numa estrada reta, sendo S(t) sua distância após t horas do
ponto de partida. Suponha que você deseje determinar a velocidade do carro num certo tempo
t, mas não possui acesso ao velocímetro do carro. Eis o que você pode fazer.
Você precisa conhecer, primeiro, a posição do carro no tempo t e, depois, no tempo t + t,
isto é, determinar S(t) e S(t + t).
Calcule, então, a velocidade média do carro entre t e t + t como se segue.

Velocidade média =

Variação na distância
S(t  t) - S(t)
=
Variação no tempo
t

Como a velocidade do carro varia durante o intervalo de tempo t e t + t, a velocidade não
será igual à velocidade instantânea (a velocidade mostrada no velocímetro) no tempo t.
Entretanto, quando t é pequeno, é pequena a possibilidade de variações drásticas de

Profª Drª Fátima Ahmad Rabah

onde S está em metros e t em segundos.6m/s. então a aceleração do objeto no instante t é dada por Aceleração = d2y dx 2  s' ' (t) ou ainda a(t) = v’(t). Quando t tende a zero.9.8t. Então. a velocidade em t = 1 é v(1) = . temos que a função velocidade é v(t) = S‘(t) = .4. Portanto.9t2 + 30. Note que a expressão da velocidade média S(t  t) . Segue-se que a velocidade instantânea no tempo t é justamente a derivada S’(t) da função-distância. Definição: Se S é a função posição de um objeto se movendo em linha reta. onde v(t) é a velocidade no instante t.9. Pode-se calcular a velocidade instantânea no tempo t fazendo t tender a zero na expressão da velocidade média. este quociente tende ao valor da derivada de S. a velocidade instantânea será uma boa aproximação da velocidade média. Velocidade = derivada da distância Exemplo Encontre a velocidade média nos instantes t = 1 e t = 2 de um objeto em queda livre cuja função posição é dada por S(t) = .Apostila de Cálculo II – Unimar 3 velocidade. Exemplo Ache a aceleração de um objeto em queda livre cuja função posição é Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Definição: A velocidade instantânea de um objeto móvel é a derivada S’(t) de sua função-distância.8m/s e a velocidade em t = 2 é v(2) = 19.S(t) é exatamente a razão t incremental encontrada na definição de derivada. isto é. Solução Derivando.

a taxa de variação instantânea de y em relação a x é justamente a derivada dy .2 Taxa de Variação Média e Instantânea Estas idéias podem ser usadas em situações mais gerais.9t 2 + 30.Apostila de Cálculo II – Unimar 4 S(t) = . isto é. 1. Encontre a taxa de variação média da altura nos intervalos: Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . dx Definição: Sendo y = f(x). onde S é medido em metros e t em segundos. Para uma variação de x a x + x. sua altura S no instante t é dada pela função posição S(t) = .8 m/s2. Taxa de variação = dy  f ' (x) dx Exemplo Se um objeto cai de uma altura de 30m. Imagine y sendo uma função de x. Portanto. a razão incremental: Variação de y y f(x  x) . y = f(x). e a razão incremental tende à derivada dy  f ' (x) . quando x tende a zero). Assim.4.f(x) = = Variação de x x x representa a taxa de variação média de y em relação a x. a aceleração é dada por: a(t) = v’(t) = s’’(t) = . ou seja.4. À medida que o intervalo de variação torna-se menor (isto é. a taxa de variação instantânea de y em relação a x é dada pela derivada f.9. a variação de y correspondente será de y = f(x + x) – f(x).9. a taxa média de variação tende ao que você intuitivamente poderia chamar de taxa de variação instantânea de y em relação a x. Solução Do Exemplo anterior sabe-se que a função velocidade desse objeto é v(t) = . dx Logo.9t2 + 30.8 t.

4.9(1)2 + 30 = .4.1m para 10.11.4.25.5 OBS: Note que as velocidades médias no Exemplo anterior são negativas.1 .Apostila de Cálculo II – Unimar 5 (a) [1. t 1. indicando que o objeto está se movimentando para baixo.4.9 + 30 = 25.2] temos: t = 1  S(1) = .19.5] temos: t = 1  S(1) = .1 t = 1.5) = .4 .6 + 30 = 10.7    14. Exemplo: Estima-se que daqui a x meses a população de uma certa comunidade será de P(x) = x2 + 20x + 8000.5  S(1.1.1.5)2 + 30 = .5  1 0.7m/s .4.1    12.9 + 30 = 25.2] (b) [1.025 + 30 19 A taxa de variação média é S 19 .4.4m.6.25. (a) Daqui a 15 meses.1 -14. t 2 1 1 (b) Para o intervalo [1.9(1.4 O objeto cai de uma altura de 25.9(1)2 + 30 = .2m/s .5] Solução (a) Para o intervalo [1. logo.9(2)2 + 30 = .1 t = 2  S(2) = . qual será a taxa de variação da população desta comunidade? (b) Qual será a variação real sofrida durante o 16º mês? Solução Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . a taxa de variação média é S 10.

15 = [(16)2 + 20.16 + 8000] . daqui 15 meses. dizer que custo marginal é a variação no custo total devido a um pequeno acréscimo na quantidade produzida. Como P’(15) = 2.P(15) 16 .3 Análise Marginal em Economia Estamos supondo que. mas é intuitivo que estamos querendo “maximizar” lucro. Um dos conceitos mais importantes da microeconomia é o conceito de custo marginal(Cmg). No exemplo anterior. visa-se o maior lucro possível. Ainda não sabemos o que quer dizer o maior possível. a população crescerá de 50 habitantes por mês. Taxa de variação = P’(x) = 2x + 20. a razão da diferença entre a variação real da população durante o 16º mês [item (b)] e a taxa mensal de variação da população [item (a)] no início daquele mês é que a taxa de variação da população se modificou durante o mês. isto é.15 + 20 = 30 + 20 = 50. quando se começa um processo produtivo. (b) A variação real sofrida durante o 16º mês será a diferença entre a população ao final dos 16 meses e a população ao final dos 15 meses. ou seja. caso a taxa de variação da população permaneça constante. 1. de forma bem simples. Variação da população = P(16) . Podemos. x .Apostila de Cálculo II – Unimar 6 (a) A taxa de variação da população é a derivada da função-população. conclui-se que. Mas formalmente temos: Definição: Dada C(x) uma função custo. A taxa de variação no item (a) pode ser considerada como a variação ocorrida durante o 16º mês.[(15)2 + 20. o custo marginal é: Cmg (x) = lim x  0 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah C .15 + 8000] = 51 habitantes.

Apostila de Cálculo II – Unimar 7 Vamos entender melhor este conceito com um exemplo. Exemplo 1 Suponha que uma firma possui uma máquina produzindo 1. enquanto que a mesma taxa poderia causar um enorme impacto numa cidade de Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Custo da 51ª unidade = [C(51) – C(50)]/(51 – 50) = 8068 – 7760 = R$ 308.000 unidades de um produto por dia. (b) Quando são produzidas 50 unidades. Portanto. q = 50 e o custo marginal é de C´(50) = 305 reais por unidade.4 Porcentagem de Variação Em muitas situações práticas. o custo adicional C. y = C’(x). é uma boa aproximação do custo de produção de uma unidade adicional. Obs: Custo marginal é medida em reais por unidade e. ou seja. para se produzir a 1. para se produzir mais uma unidade. é 5. é necessário um custo adicional C. freqüentemente.00. Exemplo 2 Suponha que o custo total em reais ao se fabricar q unidades de um certo produto seja de C(q) = 3q² + 5q + 10.001ª. temos que para x x = 1. (c) O custo real de produção da 51ª unidade é a diferença entre o custo de produção de 51 unidades e o custo de produção de 50 unidades. a taxa de variação de uma quantidade não é tão significativa quanto sua porcentagem de variação. 1. (a) Deduza a fórmula do custo marginal. (b) Qual é o custo marginal de 50 unidades produzidas? (c) Qual é o custo real de produção da 51ª unidade? Solução (a) O custo marginal é a derivada C´(q) = 6q + 5.001ª unidade. Se a máquina tem seu custo marginal igual a 5. A taxa de variação anual de uma parcela de 500 pessoas numa cidade de 5 milhões de habitantes. Como Cmg(x) = lim x  0 C = C’(x). a 1. por exemplo. nada representará em relação à população. no nosso caso.

em 1975? Solução (a) A taxa de variação será a derivada N´(t) = 2t + 5.000 população por ano. em 1975? (b) Qual é a porcentagem de variação do produto nacional bruto. Taxa de Variação de Q Q A taxa de variação de 500 pessoas por ano na população de uma cidade de 5 milhões de habitantes acarreta uma porcentagem de variação de somente 100  500  0. é de = 2(5) + 5 = 15 bilhões de dólares por ano. f(x) y Exemplo O produto nacional bruto de um certo país era de N(t) = t² + 5t + 100 bilhões de dólares t anos após 1970.Apostila de Cálculo II – Unimar 8 2000 habitantes. A porcentagem de variação compara a taxa de variação de uma quantidade com o valor desta quantidade: Porcentagem de variação de Q = 100. N (5) 150 EXERCÍCIOS Profª Drª Fátima Ahmad Rabah N´(5) . (a) Qual é a taxa de variação do produto nacional bruto. A taxa de variação. Porém. a mesma taxa de variação numa cidade de 2000 habitantes acarreta uma porcentagem de variação de 100  500  25% da população por ano. Definição: Sendo y = f(x).01% da 5.000 Eis a fórmula da porcentagem de variação escrita em termos de derivadas. f´(x) dy / dx  100. em 1975. é de 100  N ´(5) 100  15   10 % ao ano. 2.000. em 1975. (b) a porcentagem de variação. a porcentagem de variação de y em relação a x é dada pela fórmula Porcentagem de variação = 100 .

Estima-se que daqui a t anos a circulação de um jornal local será de C(t) = 100t² + 400t + 5000. (a) Deduza a expressão da taxa de variação da circulação do jornal daqui a t anos. 1 300) 2. 24 rádios por hora) (c) Quantos rádios serão montados pelo operário entre 9 e 10 horas da manhã? (Resp.x³ + 6x² + 15x rádios x horas depois. Um estudo sobre a eficiência do turno da manhã de uma fábrica indica que. 26 rádios) 3. Estima-se que daqui a t anos a população de uma certa comunidade suburbana será de P(t) = 20 – 6/ (t + 1) milhares de habitantes. f’(x) = -3x2 + 12x + 15) (b) A que taxa o operário estará montando rádios às 9 horas da manhã? (Resp. chegando ao trabalho às 8 horas. 1 000) (d) Qual será a taxa de crescimento da população daqui a 9anos? (Resp. C’(t) = 200t + 400) (b) Qual será a taxa de variação da circulação daqui a 5 anos? A circulação aumentará ou diminuirá? (Resp. P’(t) = 6/ (t + 1)2 milhares por ano) (b) Qual será a taxa de crescimento da população daqui a 1ano? (Resp. montará f(x) = . em média. (a) Deduza a expressão da taxa à qual o operário montará rádios x horas depois. (a) Deduza a expressão da taxa de variação da população em relação ao tempo. (Resp. 1 500 por ano) (c) Qual será o crescimento da população durante o 2º ano? (Resp. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .Apostila de Cálculo II – Unimar 9 1. onde q é o número de unidades produzidas diariamente. um operário. Atualmente. o fabricante está produzindo 80 unidades por dia e pretende elevar este número de 1 unidade. 60 por ano) 4.05q² reais. O ganho total de fabricação de um certo produto é de R(q) = 240q + 0. (Resp. crescendo com uma taxa de 1 400 por ano) (c) Qual será a variação da circulação durante o 5º ano? (Resp. (Resp.

dC  taxa de variação do custo (reais de unidades) em relação à produção dq e dq  taxa de variação por unidades produzidas(unidades por hora)em relação ao tempo dt Como a taxa de variação do custo em relação ao tempo também é dada pela derivada dC . Suponha que. Então. REGRA DA CADEIA Em muitas situações práticas. R$ 248. (Resp. Sejam C.Apostila de Cálculo II – Unimar 10 (a) Use análise marginal para estimar o ganho adicional produzido pela 81ª unidade . R$ 248. por sua vez. Nesse caso. o número de unidades e o número de horas. respectivamente. a quantidade em estudo é dada como função de uma variável que.00) (b) Use a função de ganho para calcular o ganho adicional real produzido pela 81ª unidade. é uma função de uma outra variável. por sua vez. o custo total de produção de uma certa fábrica seja função do número de unidades produzidas que.05) ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 2. a taxa de variação da quantidade em relação à segunda variável é igual à taxa de variável da quantidade em relação à primeira variável multiplicada pela taxa de variação da primeira variável em relação à segunda. segue-se que dt Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . é função do número de horas de funcionamento da fábrica. q e t o custo (em reais). por exemplo. (Resp.

5 p 2  17  2 dp 2 e dp  0. a derivada de y em relação a x é a derivada de y em relação a u multiplicada pela derivada de u em relação a x.1 + 0. Definição: Seja y função de u e u função de x. uma quantidade é dada como função de uma variável que.Apostila de Cálculo II – Unimar 11 dC dC dq  . dt dC 1 1  p  0. Estima-se que daqui a t anos a população será p(t) = 3. Exemplo Um estudo do meio ambiente de uma comunidade suburbana conclui que a taxa média diária de monóxido de carbono no ar é de C(p) = 0. da taxa de monóxido de carbono daqui a 3anos? Solução O objetivo é calcular dC . dt dq dt Esta fórmula é um caso particular de uma regra importante denominada regra da cadeia. quando a população é de p milhares. dx du dx ou seja. Estes problemas são.1 Taxas Relacionadas Em muitos problemas. Qual será a taxa de variação.5 p 2  17 partes por milhão. y pode ser considerado como função de x e dy dy du  . Calcule primeiro as derivadas.1 t² milhares. quando t = 3.2 t dt Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . às vezes. O objetivo é calcular a taxa de variação da quantidade original em relação à segunda variável. por sua vez. 2. . em relação ao tempo. Eis um exemplo. Então. pode ser reescrita como função de uma segunda variável. denominados problemas de taxas relacionadas e podem ser resolvidos com auxílio da regra da cadeia.

1. relacionadas pela equação y = 5x 2 + 1. p = p(3) = 3. Nestes problemas. Neste tópico.1 + 0.4. uma variável era dada como função de uma segunda variável que.2 (3)  0.24 partes por milhão por ano. Um estudo do meio ambiente indica que a taxa média do monóxido de carbono no ar é de C(p)  0. (Resp. poderia ser escrita como função de uma terceira.6)  0. por sua vez. Estima-se que daqui a t anos a população de uma certa comunidade suburbana será de p(t) = 20 – 6/(t + 1) milhares. sabendo que dx/dt = 3 quando x = 2.6 . quando a população é de p milhares.(16)  17] 2  0.31 partes por milhão por ano) 3.5. em relação ao tempo.4 dp 2 e dp  0.5. dt Usando a Regra da Cadeia concluímos que: dC dC dp  . Qual será a taxa de variação.(0. daqui a 2 anos? (Resp. (3)² = 4 logo. dos quais você possui apenas informações sobre a taxa de variação de Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Diferenciação Implícita e Taxas Relacionadas Vimos anteriormente como usar a regra da cadeia para resolver certos tipos de problemas de taxas relacionados. p 2  p  58 partes por milhão. dC 1 1  (4)[0. Encontre dy/dt quando x = 2. da taxa de monóxido de carbono. você aprenderá uma técnica ligeiramente diferente de resolução de problemas de taxas relacionadas.Apostila de Cálculo II – Unimar 12 Quando t = 3. dt dp dt EXERCÍCIOS 1. Suponha que x e y são funções diferenciáveis de t. 60) 2. 0.  0.

p( t ). dt dt dt ou simplesmente. quando derivar 3. os valores p = 30 e dp = 2. obtendo dt Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . De quanto o nível de ar poluído está aumentando? Solução Sendo t a medida de tempo (em anos). Para não se esquecer de p é uma função de t. Exemplo Um estudo do meio ambiente de uma comunidade indica que existirão Q(p) = p² + 3p + 1 200 unidades de substâncias poluindo o ar.  3. dt dt dt Substitua agora. Você dt dt consegue isto. Esta técnica está ilustrada no exemplo a seguir. usando a regra de cadeia para potências. quando derivar [p(t)]² e. substitua temporariamente p por p(t) e reescreva a equação sob a forma: Q = [p(t)]² + 3. fórmulas explícitas relacionando todas as variáveis.Apostila de Cálculo II – Unimar 13 algumas variáveis e. a taxa de variação do nível de poluição em relação ao tempo é dQ dp e a taxa de variação da população em relação ao tempo é . não. dt dt Neste problema. usando a regra da constante multiplicada.p + 1 200. Você obterá dQ dp dp  2. A população atual é de 30 000 habitantes e está crescendo numa taxa de 2 000 habitantes por ano. quando p = 30. dQ dp dp  2p 3 . Derive agora ambos os membros em relação a t (diferenciação implícita). quando a população for de p milhares de habitantes. na equação.p(t) + 1 200. você sabe que dp dQ = 2 e o objetivo é calcular . derivando em relação a t ambos os membros da equação: Q = p² + 3.p(t).

tem-se: dt dx 1  . Qual é a taxa de crescimento da sombra do menino? Solução Seja x o comprimento (em metros) da sombra do menino e y a distância entre o menino e o poste. Exemplo 3 Um tanque de água tem o formato de um cone invertido de 20 metros de altura e 5 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . obtém-se a proporção 6 1 5 Sabe-se que Derivando ambos os lados desta equação em relação a t.14m/s. Exemplo 2 Um menino de 1 m de altura caminha se afastando de um poste de luz de 6 m de altura. ou seja.7 e o objetivo é calcular . x = y.7  0.2  126.0. Fig. a taxa de crescimento atual do nível de ar poluído é de 126 unidades por ano.Apostila de Cálculo II – Unimar 14 dQ  2. dt 5 dt Substituindo dy = 0. como mostra a figura. a taxa de crescimento da sombra do menino é de 0.2  3.7 na igualdade. ABC e DEC.7 m/s. obtém-se dx 1 dy  . e seja t o tempo (em segundos). numa velocidade de 0. dt 5 ou seja.14 .30. dt Assim. Pela semelhança dos triângulos dt dt 1 xy x  . Posições relativas do poste e do menino dx dy = 0.

quando h = 8. você obtém a proporção 5 r  . Você sabe que objetivo é calcular dV  2 ( o sinal negativo indica que o volume é decrescente) e o dt dh . 20 h resultando numa expressão de r em função de h. h o nível de água correspondente e r o raio da superfície de água. r h . Com que velocidade o nível da água estará descendo. dt dt Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . dt 16 dt Substitua na equação os valores h = 8 e dV dh  2 e resolva a equação em . dt Comece com a fórmula. você obtém V 1  h3. Você obterá dV 1 dh   h2 . quando a profundidade da água for de 8 metros? Solução Seja V0 volume de água no tanque após t minutos.Apostila de Cálculo II – Unimar 15 metros de raio da base circular. 4 Substituindo esta expressão na equação do volume. O tanque tem vazamento constante de 2m³ de água por minuto. como mostra a figura. do volume do cone: V 1  r2 h 3 Da semelhança de triângulos. 48 Derive ambos os membros desta equação em relação a t.

833km/h) Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . que o nível da água está descendo numa taxa de 1 2 metros por minuto. 0. Encontre a taxa de variação do raio quando seu valor é de 5 centímetros. Se s está decrescendo a uma taxa de 650 quilômetros por hora quando s é 16 quilômetros.6m2/s) 2. então. qual é a velocidade do avião? (Resp. Um avião está voando a uma altitude de 10 quilômetros em uma trajetória que o levará a passar diretamente acima de uma estação de radar. A que taxa a área da água perturbada está aumentando quando o raio exterior é de 1 metro? (Resp. gerando ondas em forma de círculos concêntricos. (Resp. Uma pedra é jogada em um laguinho de águas calmas. Exercícios 1. Tanque de água com formato de um cone Você pode concluir.3 metro por segundo. Bombeia-se ar em um balão esférico a uma taxa de 75 centímetros cúbicos por minuto.24cm/min) 3. O raio r da onda exterior aumenta a uma taxa constante de 0. 0. Seja s a distância (em quilômetros) entre a estação de radar e o avião.Apostila de Cálculo II – Unimar 16 obtendo Fig.

Onde ela é decrescente?. Encontre a taxa de variação da distância entre a câmera e a base do ônibus espacial 10 segundos após o lançamento. (Suponha que a câmera e a base do ônibus espacial estão no mesmo nível quando t = 0.1 Máximos e Mínimos Relativos Um máximo relativo de uma função é um “pico”. Um mínimo relativo é um “fundo Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . onde s é medido em metros e t em segundos.) (Resp. o ponto máximo do gráfico da função em relação a qualquer outro ponto vizinho a ele no gráfico. 278. Atinge um mínimo em I ?.Apostila de Cálculo II – Unimar 17 4. Vamos mostrar também.106m/min) 5.(Suponha que o tamanho do cascalho é tal que o raio do cone é igual à sua altura. Máximos e Mínimos Relativos em um Intervalo Grande parte do esforço do cálculo dirige-se à determinação do comportamento de uma função f em um intervalo I.) (Resp. estamos interessados nas seguintes perguntas: f atinge um valor máximo em I ?. 4.54m/s) 4. A câmera está a 600 metros do local do lançamento. Por exemplo. por que essas perguntas são importantes em aplicações. como a derivada pode ser usada para responder essas perguntas. Uma câmera de televisão no nível do solo está filmando a subida de um ônibus espacial que está subindo verticalmente de acordo com a equação s = 15t 2. Vamos mostrar neste item. Encontre a taxa de variação da altura da pilha quando a altura é 3 metros. 0. Cascalho está sendo empilhado em uma pilha cônica a uma taxa de 3 metros cúbicos por minuto.

Na Fig.4.2 Função Crescente e Decrescente Conhecendo-se os intervalos nos quais a função é crescente ou decrescente. A função representada na Fig.1 Máximos e Mínimos Relativos Decrescente Crescente Crescente Decrescente Fig.2 é crescente. A função da Fig. isto ocorre quando x = b.Apostila de Cálculo II – Unimar 18 de vale”. quando x < a e b < x < c.2. o ponto mínimo do gráfico em relação a qualquer outro vizinho. o mínimo relativo não é o ponto “mais baixo” do gráfico. pode-se facilmente identificar os máximos e mínimos relativos da função.4. a função é decrescente.4.4. 4. Caso contrário. Note que o máximo relativo não precisa ser o ponto “mais alto” do gráfico. 4. é máximo somente em relação aos pontos vizinhos. quando a < x < b e x > c. O mínimo relativo ocorre quando a função deixa de ser decrescente e passa a ser Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . O máximo relativo ocorre quando a função deixa de crescente e passa a ser decrescente.1 possui um máximo relativo em x = b e mínimos relativos em x = a e x = c. Máximo relativos Mínimo relativos Mínimo relativos Fig. É decrescente.2 Funções Crescentes e Decrescentes Uma função é crescente quando seu gráfico “cresce” à medida que x aumenta de valor. Da mesma forma.

b).1 Significado Geométrico do Sinal da Derivada Se f´(x) > 0 para todo x em (a. os únicos pontos nos quais a função pode possuir máximos ou mínimos relativos são aqueles nos quais as derivadas são nulas ou indefinidas. f é constante em (a. necessariamente. quando a derivada é negativa. o coeficiente angular é negativo e a função é decrescente.3 Significado Geométrico do Sinal da Derivada 4. então f é crescente em (a.3.4 Pontos Críticos Como a função é crescente quando sua derivada é positiva e decrescente quando sua derivada é negativa. isto ocorre quando x = a e x = c. Todo extremo relativo é um ponto crítico. porque a derivada é o coeficiente angular da tangente. Se f´(x) = 0 para todo x em (a. A Fig. b). mas nem todo ponto crítico é.Apostila de Cálculo II – Unimar 19 crescente. Se f´(x) < 0 para todo x em (a. um extremo relativo. O ponto crítico da função é aquele no qual a derivada é nula ou indefinida. o coeficiente angular da tangente é positivo e a função é crescente. Caso contrário. 4. 4. 4.3 Sinal da Derivada Pode-se reconhecer quando uma função diferencial é crescente ou decrescente através do sinal de sua derivada.3 ilustra esta situação. b). Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Quando a derivada é positiva. b). b).4.2. 4. Na Fig. então f é decrescente em (a. Fig. então. b).

Se o sinal de f´ muda no ponto c.2. 3.14.14).2) = 13 e f(1) = .12x – 7 é crescente e onde é decrescente. Então: 1. Como f(. 4.1 Teste da Derivada Primeira Seja c um número crítico de uma função f contínua em um intervalo aberto I que contém c. f(c) é um mínimo relativo de f. colocando estes pontos críticos (Ver Fig. f(c) é um máximo relativo de f. 2. A Fig.5). Se o sinal de f´ muda no ponto c.2 e x = 1. segue que os pontos críticos são (. 13) e (1. então f(c) não é máximo relativo nem mínimo relativo de f.4 Três pontos críticos 4. 4. Exemplo 1 Determine onde a função f(x) = 2x³ + 3x² . .4 ilustra a situação. calculando e fatorando a derivada f´(x) = 6x² + 6x – 12 = 6(x² + x – 2) = 6(x – 1)(x + 2) Através da forma fatorada da derivada. você percebe que f´(x) = 0. Se f´ não muda de sinal no ponto c. calcule seus extremos relativos e construa o gráfico correspondente.Apostila de Cálculo II – Unimar 20 Fig. Inicie a construção do gráfico. exceto possivelmente em c. 3. quando x = . passando de positivo à negativo. passando de negativo à positivo. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Suponha que f é diferenciável em todo o intervalo I. Solução Comece.4.

tanto (x – 1). quanto (x + 2) são positivos. Solução Para conhecer os pontos críticos. calcule a derivada f´(x) = 3(x – 1)².5 Construção do Gráfico Exemplo 2 Determine onde a função f(x) = 2 + (x – 1)³ é crescente e onde é decrescente.2.2.Apostila de Cálculo II – Unimar 21 Para determinar onde a função é crescente e onde é decrescente. Logo. observe os sinais da derivada. Portanto. a derivada é negativa e f é decrescente. neste intervalo. neste intervalo. Logo. Quando x < . Intervalo x<-2 -2<x<1 x>1 Sinal de f´(x) + + Função Crescente ou Decrescente Crescente Decrescente Crescente Fig. Quando . x > 1. tanto (x – 1). logo. quanto (x + 2) são negativos. calcule seus extremos relativos e construa o gráfico correspondente. f é crescente. 4.2 < x < 1. Eis uma tabela que resume estas observações. a derivada é positiva e f é crescente. Finalmente. neste intervalo. quando x < . enquanto (x + 2) é positivo. . a derivada f ´(x) = 6(x – 1)(x + 2) é positiva. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .2 < x < 1 e x > 1. o termo (x – 1) é negativo.

O ponto crítico correspondente é (1.Apostila de Cálculo II – Unimar 22 que é igual a zero. os extremos absolutos coincidem com os relativos. este ponto não é máximo nem mínimo relativo. o máximo absoluto e o máximo relativo da Fig.1 coincidem. Máximos e Mínimos Absolutos Na maioria dos problemas práticos de otimização. quando x < 1 e x > 1. Note que. 5. quando x = 1. Intervalo x<1 x>1 Sinal de f´(x) + + Função Crescente ou Decrescente Crescente Crescente Construa o gráfico usando esta informação. 2). que não é um mínimo relativo. porém o mínimo absoluto ocorre na extremidade x = a. O mínimo absoluto é o menor valor. Máximo Absoluto Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . O máximo absoluto de uma função num intervalo é o maior valor da função neste intervalo. Freqüentemente.6 Gráfico de y = 2 + (x – 1)³ 5. Fig. como mostra a Fig.6. 4. No intervalo a  x  b. observe o sinal da derivada. não. Para determinar onde a função é crescente e onde é decrescente. como f é crescente em ambos os lados do ponto crítico (1. 2). o máximo relativo. 4. o objetivo é calcular o máximo absoluto ou o mínimo absoluto de uma certa função num intervalo e.

2 Extremos absolutos de uma função contínua num intervalo fechado 5. 5.5.1 Extremos absolutos 5. O Mínimo Absoluto coincide com o Mínimo Relativo Máximo Absoluto coincide com o Máximo Relativo O Mínimo Relativo ocorre numa extremidade O Máximo Absoluto ocorre numa extremidade Fig.1. Uma função contínua num intervalo fechado alcança um máximo absoluto e um mínimo absoluto no intervalo.Apostila de Cálculo II – Unimar 23 Mínimo Absoluto Fig. A Fig. ou seja. 5. O extremo absoluto pode coincidir com o extremo relativo ou ocorrer no extremo x = a ou x = b. um intervalo que contenha suas duas extremidades.2 ilustra estas possibilidades.1 Roteiro para calcular Extremos Absolutos de uma função Contínua f num Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .1 Extremos Absolutos em Intervalos Fechados Um intervalo fechado é um intervalo da forma a  x  b.

derivamos. temos que o máximo é f(2) = 16 e que o mínimo é f(1) = . f´(x) = 0) 2º Passo: Calcule f(x) em cada um dos números críticos e nas extremidades x = a e x = b. à tarde. 1º Passo: Encontre os números críticos de f no intervalo a  x  b (ou seja. você obtém as coordenadas t dos pontos críticos t = 2 e t = 5. calculando f nesses pontos críticos e nos extremos do intervalo. onde t é o número de horas transcorridas após o meio-dia. dentro do intervalo de tempo mencionado. a velocidade do tráfego é de aproximadamente v(t) = 2t 3 – 21t2 + 60t + 40 quilômetros por hora. Exemplo 1 Encontre o máximo e o mínimo absoluto de f(x) = 3x4 – 4x³ no intervalo [. Exemplo 2 Por várias semanas. Da derivada V´(t) = 6t² . o tráfego se move mais rapidamente e a que horas se move mais lentamente? Solução O objetivo é calcular o máximo absoluto e o mínimo absoluto da função V(t) no intervalo [1. Verificou-se que num dia normal de semana. ambas pertencendo ao intervalo [1. o Serviço de Trânsito vem pesquisando a velocidade do tráfego numa auto-estrada. entre 1 e 6 horas. 3º Passo: O maior desses valores é o máximo absoluto e o menor é o mínimo absoluto. Finalmente. esses são os únicos números críticos de f. Solução Para encontrar os números críticos.1.1. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . 6].(t – 5).42t + 60 = 6(t – 2). obtendo f´(x) = 12x³ – 12x² = 0 12x²(x – 1) = 0 x=0ex=1 Faça f´(x) = 0 Fatore Números críticos Como f´(x) está definida para todo x. A que horas.Apostila de Cálculo II – Unimar 24 Intervalo fechado a  x  b. 2]. 6].

Um fabricante. deseja saber quando o operário estará trabalhando mais eficientemente. por exemplo. Eficiência Máxima de um Operário Eis uma situação prática que pode ser analisada com a ajuda da derivada segunda. Derivada Segunda Em muitos problemas práticos. e mais devagar às 5horas da tarde. calcule primeiro a derivada da função para obter sua taxa de variação. você pode concluir que o tráfego se move mais rapidamente às 2 horas da tarde. com velocidade de 65km/h. Feito isto. você precisa derivar novamente e trabalhar com a derivada da derivada da função original. obtendo V(1) = 81 V(2) = 92 V(5) = 65 V(6) = 76. 6. Para determinar quando a taxa de variação de uma função é a maior ou a menor possível. O Serviço de Trânsito deseja determinar quando o tráfego numa certa estrada é o mais intenso possível. Para isto. Como o maior destes valores é V(2) = 92 e o menor é V(5) = 65. O número de unidades que um operário pode produzir em x horas é usualmente dado por uma função igual a do gráfico. usando as técnicas de otimização aprendidas nos itens anteriores.Apostila de Cálculo II – Unimar 25 Calcule agora V(t) para estes valores de t para as extremidades t = 1 e t = 6. maximize ou minimize esta taxa. Um economista deseja predizer o pico da taxa de inflação. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . procura-se determinar quando a taxa de variação de uma certa quantidade é a maior ou a menor possível. com velocidade de 92km/h. quando a produção deste operário será a maior possível. Esta derivada da derivada é a derivada segunda da função. ou seja.

que é nula. Em termos geométricos. porém.3t² + 18t +12. quando o operário se acostuma à rotina. A que horas da manhã o operário trabalha mais eficientemente? Solução A taxa de produção do operário é a derivada R(t) = Q’(t) = . chegando ao trabalho às 8 horas. após o qual a fadiga faz com que a taxa de produção decresça. o objetivo é maximizar a função R(t) no intervalo 0  t  4. O próximo exemplo mostra como calcular o ponto máximo de eficiência usando a derivada segunda. Supondo que o turno da manhã seja de 8 horas ao meio-dia. terá montado Q(t) = .t³ + 9t² + 12t unidades t horas depois. no início. O momento de eficiência máxima (às vezes chamado de ponto de retornos reduzidos) é o tempo no qual é maior a taxa de produção do operário. quando t = 3. a taxa de produção é baixa. a taxa aumenta.6t +18. Exemplo Um estudo da eficiência do turno da manhã de uma fábrica indica que um operário médio.Apostila de Cálculo II – Unimar 26 Produção Total Eficiência Máxima nº de horas O gráfico mostra que. é o ponto no qual a curva da função de unidades produzidas é mais “íngreme”. Comparando R(0) = 12 R(3) = 39 R(4) = 36 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . chegando a um tempo de eficiência máxima. A derivada de R é R’(t) = Q’’(t) = .

Fig.0 (a) ocorre quando t = 3. quando sua tangente se move no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . 6. a taxa de produção do operário é crescente e após este ponto. 6. e a favor. quando x < a e concavidade para baixo.1 Concavidade O ponto de retornos reduzidos da curva de produção da Fig. ao percorrer a curva da esquerda para direita. Em termos geométricos. 6. 6. ou seja. Antes deste ponto. 6. a média de produção R(t). 6. tem concavidade para cima.1. Usam-se as seguintes noções de concavidade para descrever o sentido da curva. por exemplo. em t > 3.0 Curva de produção e média de produção correspondente O gráfico do número de unidades produzidas Q(t) e de sua derivada.1.Apostila de Cálculo II – Unimar 27 você pode concluir que a taxa de produção será maior e que o operário trabalhará mais eficientemente quando t = 3. quando x > a. está ilustrado na Fig. o sentido da curva de produção é contrário ao movimento dos ponteiros do relógio. A curva da Fig. quando sua tangente se move no sentido dos ponteiros do relógio. Uma curva é dita ter concavidade para cima (convexa). Note que a curva de produção é mais íngreme quando t = 3. em t < 3. ao percorrer a curva da esquerda para direita.0.1 Definição de Concavidade Uma curva é dita ter concavidade para baixo (côncava). decrescente. às 11 horas.

2 Concavidades e coeficiente angular da tangente 6. Quando a curva tem concavidade para baixo (como na Fig. o coeficiente angular de sua tangente cresce. quando x aumenta de valor. 6. o coeficiente angular decresce. Angular Nulo Fig.2 Sinal da Derivada Segunda A relação entre concavidades e coeficiente angular da tangente determina uma Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . 6.Apostila de Cálculo II – Unimar 28 Concavidade para baixo Concavidade para Baixo Concavidade para Cima Fig.1 Concavidades Quando a curva tem concavidade para cima (Fig. Coef. Angular Nulo Coeficiente Angular Negativo Coeficiente Angular Positivo Coeficiente Angular Positivo Coeficiente Angular Negativo Coef.2a). quando x aumenta de valor.2b). 6. 6.1.

A tabela a seguir apresenta os resultados do teste. Logo.1 = -12x. Intervalo Valor para teste Sinal de f´´(x) Conclusão -<x<-1 x=-2 f´´(. é crescente e a curva do gráfico de f tem concavidade para cima no intervalo. A segunda derivada de f é f´(x) = (-6).(x² + 3) -1 é côncavo (f ´´(x) < 0) ou (f´´(x) > 0) convexo . Se f´´(x) < 0 para todo x em I. Mas f´ é o coeficiente angular da tangente.2. que f é contínua em toda a reta real.1. f´ é decrescente. 6. a derivada primeira f´ é crescente no intervalo. f ´´( x )  ( x 2  3 )2 . Suponha que a derivada segunda f´´ seja positiva num intervalo.1 Significado Geométrico do Sinal da Derivada Se f´´(x) > 0 para todo x em I. se f ´´ é negativa no intervalo. ).(2x )( x 2  3) ( x 2  3) 4  36.( 2). 1) e (1. então. Logo. então o gráfico de f é convexo em I. então o gráfico de f é côncavo em I. os intervalos para teste são (-. 6.(2x). portanto.(x² + 3) . Solução Observe em primeiro lugar. o coeficiente angular da tangente é decrescente e a curva do gráfico de f tem concavidade para baixo no intervalo.2 .1 possui um ponto x = a onde a concavidade muda. Como f´´(x) = 0 em x = 1 e f´´ está definida em toda a reta. -1). Um ponto deste tipo é Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .2) > 0 Convexa -1<x<1 x=0 f´´(0) < 0 Côncava 1<x< x=2 f´´(2) > 0 Convexa 6. (-1.( x 2  1) ( x 2  3 )3 .2 Pontos de Inflexão Na Fig.(x² + 3) . Exemplo Determine os intervalos abertos nos quais o gráfico de f(x) = 6.Apostila de Cálculo II – Unimar 29 caracterização simples de concavidades em termos de sinal da derivada segunda. Por outro lado.( 12)  ( 12 x ).

ou f´´(c) = 0.1) > 0 Convexa 0<x<2 x=1 f´´(1) < 0 Côncava 2<x< x=3 f´´(3) > 0 Convexa 6.3 Teste da Derivada Segunda Eis um teste simples. temos f´(x) = 4x³ . NOTA: Seja (c. envolvendo o sinal da derivada segunda. Solução Diferenciando duas vezes. Efetuando testes nos intervalos por eles determinados. Intervalo Valor para teste Sinal de f´´(x) Conclusão -<x<0 x=-1 f´´(. concluímos que ambos são pontos de inflexão.12x² f´´(x) = 12x² . O ponto (c. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Então.1 Definição de Pontos de Inflexão Seja f uma função cujo gráfico tem reta tangente no ponto (c. Exemplo Determine os pontos de inflexão é discuta a concavidade do gráfico de f(x) = x4 – 4x³. Os possíveis pontos de inflexão estão localizados em x = 0 e x = 2. ou f´´não está definida em x = c. 6. que auxiliará você na classificação dos pontos críticos de primeira ordem. A tabela a seguir. f(c)). mostra o resumo dos testes. f(c)) um ponto de inflexão.24x = 12x(x – 2). f(c)) é um ponto de inflexão se o gráfico muda de concavidade neste ponto. Seja f uma função tal que f´(c) = 0 e cuja derivada segunda existe em um intervalo aberto contendo c.2.Apostila de Cálculo II – Unimar 30 chamado um ponto de inflexão.

Apostila de Cálculo II – Unimar 31 1. logo f ´´(c)  0.3 (b) mostra como. então c é um máximo relativo. um ponto de inflexão. num máximo relativo. As Figs. Se f´´(c) < 0. Máximo Relativo (a) Mínimo Relativo (b) Ponto de Inflexão (c) Ponto de Inflexão (d) Fig. f possui concavidade para baixo. se f´´(c) for definida. Solução Como a derivada f´(x) = 6x² + 6x – 12 = 6(x – 1)(x + 2) Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .3 Comportamento da curva do gráfico. logo f ´´(c)  0. f´(c) = 0 e f´´(c) > 0. 2. o ponto crítico correspondente será um mínimo relativo.3 (c) e 6. A Fig. quando a derivada primeira é nula. será nula. se f´(c) = 0 e f´´(c) < 0. f possui concavidade para cima. A Fig. enquanto que. será. 3.12x – 7. então c é um mínimo relativo. Se f´´(c) > 0.3 (d) mostram que. Se f´´(c) = 0. Exemplo Use o teste da derivada segunda para calcular o máximo e o mínimo relativos da função f(x) = 2x³ + 3x² . Segue-se que. o ponto crítico correspondente será um máximo relativo. Neste caso. se em algum ponto f´(c) = 0 não for um extremo relativo. então. nada se pode afirmar. 6. num mínimo relativo. 6. 6. 6. então.3(a) mostra como.

Como f´´(.14) é um mínimo relativo.000 para 0 < q < 45 unidades.14) são pontos críticos de primeira ordem de f. os pontos correspondentes (. 13) é um máximo relativo. Determine onde a função dada é crescente e onde é decrescente. para x = . calcule a derivada segunda f´´(x) = 12x + 6 e calcule seu valor.00. Determinar as dimensões de um retângulo de área máxima.2. Uma empresa tem acompanhado a resposta do mercado para diversas quantidades oferecidas de um produto.2) = -18 < 0. (Resp.q) 4. e chegou à conclusão de que o preço evolui com a quantidade oferecida. q = 250) Obs: Receita = preço x quantidade de produtos. qual é a Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Uma empresa tem acompanhado o custo devido à produção e à comercialização de q unidades de seu produto e conclui que seu modelo que descreve aproximadamente o comportamento do custo em função da quantidade produzida é de C(q) = q³ . . Para testar estes pontos. segundo o modelo: p = 100 – 0. calcule seus extremos relativos e construa o gráfico correspondente. .2 e x = 1. Se a empresa vende a unidade de seu produto a R$ 50. segue-se que (.Apostila de Cálculo II – Unimar 32 é nula em x = . Que quantidade deverá ser oferecida ao mercado para que a receita seja máxima? (Resp.2. (a) f(x) = x3 + 3x2 + 1 (b) f(x) = x2 2x  5 2. a ser construído com arame de 100 cm de comprimento.650q + 1. segue-se que (1. 200  q  300.2 e x = 1. Exercícios 1. l = 25 cm) 3.2. 13) e (1. ou seja R = p.2q. e como f´´(1) = 18 > 0.

50q + 2. Determine onde a função dada é crescente. 1] (b) f(x) = 2x3 + 3x2 – 12x – 7. 40 < q < 80. decrescente.500. 0] 7.Apostila de Cálculo II – Unimar 33 quantidade que deve ser comercializada para ter lucro máximo? (Resp. [-3. Um objetivo a ser perseguido é encontrar a quantidade a ser produzida dentro de determinadas condições. q = 30). Suponha que o custo de produção de um bem em uma empresa possa ser descrito pela equação C(q) = q² . q = 50) 6. 5. Calcule a quantidade q a ser produzida para que o custo médio de produção seja mínimo. construa o gráfico correspondente. onde tem concavidade para cima e para baixo.4x3 + 10 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Um dos parâmetros de custo em uma empresa é o custo médio por unidade produzida. (a) f(x) = x2 + 4x + 5 . (a) f(x) = 1 3 x – 9x + 2 3 (b) f(x) = x4 . [-3. Calcule o máximo e o mínimo absolutos (se existentes) da função dada no intervalo especificado. de tal forma que o custo médio de produção ( C  C / q ) seja o menor possível.(Resp. Calcule os extremos relativos e os pontos de inflexão.

NOTAÇÕES: O processo de antiderivação é a operação inversa da derivação e é também chamada de INTEGRAÇÃO e indicamos pelo símbolo  f ( x ) dx ( Integral Indefinida ). todas as antiderivadas de 4x3 são da forma x4 + C. Logo. o processo que determina a função original (Primitiva) a partir de sua derivada. temos : Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . ou seja. G(x) = x4 + 3. então F(x) + C também o é. podemos afirmar que f(x) = 3x2 pois d (3x2) = 6x. ao derivarmos f(x) obtemos f’(x) = 6x. “Vamos utilizar a notação F(x) como antiderivada de f(x)“. H(x) = x4 – 5 são antiderivadas de 4x3. Daí o processo de antiderivação nos dar uma família de funções que se diferenciam pela constante. onde C é uma Constante de Integração. OBS: Seja F(x) uma antiderivada de f(x). como tal indica uma família de antiderivadas de f(x). Digamos que temos f’(x) = 6x. pois a derivada de cada uma delas é 4x3. a dx este processo damos o nome de ANTIDERIVAÇÃO. por exemplo: F(x) = x4. dada uma função f(x) = 3x2.Apostila de Cálculo II – Unimar 34 INTEGRAÇÃO Sabemos que.

símbolo de integral. dx diferencial. Fórmulas fundamentais de Integração a)  kdx  kx  C com k : cte. b)  kf ( x)dx  k . f(x) integrando. ● d dx ●  f ' ( x)dx  f ( x )  C  A integração é o inverso da diferenciação. c)   f ( x)  g ( x)dx   f ( x ) dx  d)   f ( x)  g ( x)dx   f ( x) dx   g ( x ) dx ( Regra da Diferença ) e) n  x dx  ( Regra da Constante ) f ( x ) dx ( Regra do Múltiplo constante ) x n 1  C com n n 1  -1  g ( x)dx ( Regra da Soma ) ( Regra Simples da Potência ) Profª Drª Fátima Ahmad Rabah  .Apostila de Cálculo II – Unimar 35  f ( x)dx  F ( x)  C ● Lembrando que F(x) é uma função tal que F’(x) = f(x) e C uma constante arbitrária. Exemplos :  2dx  2 x  C  3x 2  4tdt  2t dx  x 3  C 2 C Cálculo de Antiderivadas (Integrais)  f ( x)dx  f ( x)  A diferenciação é o inverso da integração.

basta deriva-lo e “tentar “ obter o “Integrando“. Exemplos : Acompanhe os passos básicos para uma “ boa “ integração : 1)  x2 1  3 xdx  3 .x 2  C  . : 1  x dx  ln x  C com x > 0. Exercícios: Resolva as Integrais : 1) x dx 2)  (3s  4) 4)  sen x dx 5)  cos x dx 7)  5 ds  x 3  5x 2  4 dx x2  sen x 2 x  9)   2e  2 cos x x 7  2 3)  6)   2 px dx x 1  8)  3.  x3  2 2x 3 2 1 2 3 x 2 2 2x x x dx   x dx   C  . xdx  3 . 3 3 3 3 2  OBS. x 3  C  C. x dx  3     2 x = x1 2) 3)    C   e 3x 2 C .tgx  cos ec 2 x dx   dx 10)  sec 2 x dx cos ecx Profª Drª Fátima Ahmad Rabah x dx .Apostila de Cálculo II – Unimar 36 Obs. sec x.: Para verificarmos se o resultado está correto. 2 Simplificando 1 x 2 1 3 dx  x dx  C   2 C.

encontre o lucro semanal máximo que pode ser obtido. escrevemos os cálculos intermediários. 13) Uma indústria fez uma análise de suas instalações de produção e de seu pessoal. Lembre-se de que. onde x é o número de trabalhadores adicionais.Apostila de Cálculo II – Unimar 37 11) O custo marginal da fabricação de x unidades de um produto tem como modelo a seguinte equação dC  32  0. um certo fabricante determinou que se produzissem x unidades de um determinado produto por semana. 12) Ache a Função Custo correspondente ao custo marginal dC 1   4 com custo de dx 20 x $ 750 para x = 0.g ' ( x) dx Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . A produção da primeira unidade custa $ 50. caso se admita mais 25 trabalhadores.o custo marginal seria dado por 0. a indústria pode produzir 3000 unidades por dia.00. 2 ) e possui derivada f’(x) = 6 x  10 . Com o atual equipamento e número de trabalhadores.04 x ( Custo Marginal ). dx Ache o Custo Total da produção de 200 unidades. Estima-se que sem qualquer mudança nas instalações a taxa de variação do número de unidades produzidas por dia em relação à variação no número de trabalhadores adicionais é 80 – 6x1/2. 14) Depois de uma experiência.3x – 11 onde o custo de produção é em reais. O papel da substituição na integração é comparável ao da Regra da Cadeia na diferenciação. 15) Ache a equação da função f(x) cujo gráfico passa pelo ponto P ( 4.00 por unidade. PS: Resolva Lista de Exercícios Extra – Vide Anexo (seção 6. se y = F(u) e u = g(x) são funções diferenciáveis. Encontre a produção diária. e o custo fixo por semana é R$ 100. a Regra da Cadeia diz que d  F ( g ( x))  F ' ( g ( x)). no entanto. na mudança de variável. Se o preço de venda do produto é fixado em R$ 19.2) Método da Substituição ou Mudança de Variável para integração Muitas vezes a simples identificação das funções permite fazer a substituição mentalmente.

Existem diversas técnicas para aplicar a substituição. no entanto.g ' ( x ) dx   f (u ) du  F (u )  C. É claro que familiaridade com derivadas é fundamental.  função interna OBS: Se u = g(x). Por exemplo .g ' ( x) dx  F ( g ( x))  C. À medida que você adquire experiência em integração. O objetivo. reconhecendo a presença de f(g(x)) e de g’(x) da função interna da composição. função externa Derivada da função interna    f ( g ( x )). Sabemos que a Regra Simples da Potência é dada por Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . sua habilidade em identificar as funções aumenta. Teorema: (Antiderivada de uma Função Composta) Sejam f e g funções tais que fog e g’ são contínuas em um intervalo I. Enunciamos esse resultado no teorema abaixo. é o mesmo com qualquer técnica – estamos tentando encontrar uma antiderivada do integrando. De F é uma antiderivada de f em I.Apostila de Cálculo II – Unimar 38 Da nossa definição de antiderivada. então  f ( g ( x)). segue que  F ' ( g ( x)). Os Exemplos a seguir mostram como aplicar o teorema diretamente.. Observe que o teorema não diz como distinguir entre f(g(x)) e g’(x) no integrando.. escrevemos du = g’(x) dx e a integral no teorema fica na forma  f ( g ( x )).g ' ( x) dx  F ( g ( x ))  C.g ' ( x ) dx  F ( g ( x ))  C . cada uma ligeiramente diferente da outra.

dx d   x 2  1  ◙ dx  4 ◙  2 x x x 2  4  4 2 3   ( x  1) .2 x ( Regra da Cadeia ). usada quando a função é expressa como potência de x somente.Apostila de Cálculo II – Unimar 39 n  x dx  x n 1  C com n n 1  -1. temos du = 2x dx..  3 1  C   2 x x 2  1 dx ( Integrando ). 4   Note 2x no integrando ele é exatamente ( x2 + 1 )’ . dx 4 ◙ Daí a Regra Geral da Potência para u função diferenciável de x ser . logo :   3 2 3  2 x. daí : 2  4 d  x 2  1  4.( x2 + 1 )3. x  1 dx   u . Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .( x 2  1) 3 .2 x ( Dividir ambos os membros por 4 ). Vejamos outros tipos de funções: Para calcular ◙   3  1 dx temos que encontrar f(x) tal que f’(x) = 2x. Fazendo x2 + 1 = u.. du u4 dx   u 3 du  C .

Apostila de Cálculo II – Unimar
40

n
u .

du
u n 1
dx 
 C , com n
dx
n 1

-1.

Exemplos : Calcule as seguintes integrais indefinidas :
5
5
a )  3.(3 x  1) 4 dx   (3 x  1) 4 .3 dx   u 4 du  u  (3 x  1)  C .
5
5

 u  3x  1

 du
 dx  3  du  3.dx

2
2
2
b)  (2 x  1).( x 2  x)dx   ( x 2  x).(2 x  1) dx   u du  u  C  ( x  x)  C
2
2

 u  x2  x

 du
  2x 1
 dx

du   2 x  1 dx
3

2
( x 3  2)
c) 3x 2 . x 3  2 dx  ( x 3  2) 2 .3x 2 dx  u 2 du  u

C




3
3
2
2
1

1

3

2

2
 . ( x 3  2) 3  C
3

 u  x3  2

 du 2
  3x
 dx
d) 

 du  3x2dx

 4x
(1  2 x 2 ) 2

dx   (1  2 x 2 )  2 ( 4 x) dx   u  2 du 

u 1
1
1
C 
C 
C
2
1
u
2x  1

Profª Drª Fátima Ahmad Rabah

Apostila de Cálculo II – Unimar
41

 u  2 x 2  1

 du
  4 x  du  4 xdx
 dx
Exercícios : Calcule as seguintes integrais indefinidas :
1 )  1  2 x  4 .2 dx
3) 

x 1
(x

2

 2 x  3)

2

5 x 2  4 .10 x dx

2) 
dx

x2

4) 

x

2

 4x  3

dx

5 )  sen( x  4) dx

6)

2
 ( x  sec 3 x) dx

2

8)

7)

 sen

9)

dx
 2
x  6 x  13

x. cos x dx

10)

x 2  2 x 4 dx

x2
dx
x 1

PS: Resolva Lista de Exercícios Extra – Vide Anexo (seção 6.4)

Método Integração por Partes

Tomando como ponto de partida a Derivação pela Regra do Produto temos ...

d
(uv )  u ' v  uv'
dx

● uv 

( Regra do Produto )

 d

(uv )   u ' vdx   uv' dx
dx

 

( Integrando ambos os lados )

Profª Drª Fátima Ahmad Rabah

Apostila de Cálculo II – Unimar
42
● uv 

 vu ' dx   uv' dx

● uv   vdu   udv

( Reescrevendo a expressão )

( Escrevendo na forma diferencial )

Daí temos ...

 udv  uv   vdu

Integração por Partes com u e v funções diferenciáveis de x.

Ao aplicarmos esta técnica devemos separar o integrando em duas partes, u e dv,
levando em conta duas diretrizes :
1 ) A parte escolhida como dv deve ser facilmente integrável.

2)

 vdu

deve ser mais simples do que

 udv .

Exemplos:

1 ) Determine

 x. sen xdx

.

Resolução:

a ) u = senx ; dv = xdx

Temos basicamente três “ saídas “ :

b ) u = x.senx ; dv = dx
c ) u = x ; dv = senx dx

● Na saída a obtemos du = cosx dx e v =

x2
=
2

dv =

xdx , logo temos :

Profª Drª Fátima Ahmad Rabah

v=  dv =  dx = x Tentemos pois a “ saída “ c . ● Em c temos : du = 1dx  x sen xdx   x..e   e .  udv  uv   vdu Lembrando . a nova integral que é mais complicada do que a 2 2 original. u = x2  du = 2xdx Resolução: dv = exdx  v = ex Portanto: * 2 x 2 x x 2 x x 2 x x  udv  uv   vdu   x e dx  x . cos x   cos xdx   x cos x  sen x  C logo. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . sen x   x (sen x  x cos x ) dx .. v=  dv =  senx dx = ..cosxdx ● Em b temos :  x sen xdx  x 2 logo. cos xdx .. sen x   .cosx. 2 ) Idem para x 2 .e ( x  1)  C  x 2 e x dx  e x ( x 2  2 x  2)  C .Apostila de Cálculo II – Unimar 43  x sen xdx  x2 x2 . e x dx . .2 xdx  x e  2  xe dx  x e  2. du = senx + x.

cos x dx 2 x dx PS: Resolva Lista de Exercícios Extra – Vide Anexo (seção 6. que nada mais é do que a área da Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .. E para as demais regiões.Apostila de Cálculo II – Unimar 44 u=x  xe *  xe x x  du = dx  dx Daí . cos 3x dx 7) e 2x . dx  x..6) Áreas e Integral Definida Podemos determinar a área de regiões simples como polígonos e círculos usando fórmulas geométricas conhecidas.e x   e x dx  xe x  e x  e x ( x  1)  C dv = exdx  v = ex Exercícios : Calcule as seguintes integrais indefinidas : 3 x 3 e 2 x dx 1 )  x 2 e x dx 2) 3 )  ln x dx 4 )  x 2 ln x dx 5 )  x sen 4 x dx 6)  sen 8)  x. como podemos calcular? A saída é utilizarmos o conceito de Integral Definida.

a . . b A  f ( x)dx . y = f(x) y Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . .altura 3.Apostila de Cálculo II – Unimar 45 região delimitada pelo gráfico de f. pois a área era um triângulo. 2 Veja o desenvolvimento a seguir . .9 27    2 2 2 A = 13. com a b = Limite superior de integração. . A x 0 3 Neste exemplo. 3 ] . não utilizamos o conceito de integral. Veja o gráfico.5 u. Resolução : y 9 3 A   3 x dx  0 base. y y = f(x) A A 0 x a b Exemplo : Calcule a área da figura formada sob a curva da função f(x) = 3x no intervalo x  [ 0. portanto A  B. pelo eixo x e pelas retas x = a e x = b onde a notação é: a = Limite inferior de integração.h .

Daí.... i 1 Ou seja.. vamos expandir o conceito de Integral Definida para ... que “quase” preenche a área A.. x . b A  a n f ( x)dx  lim  f ( xi ). y = f(x) y * Apesar do gráfico não demonstrar. E nunca a ultrapassam.... temos n  e Apolig. logo quando x  0 ....... quando x  0 e n ( nº de retângulos ) . formado por retângulos de base x e altura f(xi).x x  0 . (devido a problemas técnicos) todos os retângulos tocam a curva f(x) em um ou dois pontos...... Profª Drª Fátima Ahmad Rabah ... x ....Apostila de Cálculo II – Unimar 46 Região sob o gráfico de f .. maior o número de retângulos ( n ) e mais próximo da área sob a curva vai estar a área do polígono.. portanto Aretângulo = f(xi)..... Note que quanto menor x ..... .  A.. a área sob a curva é a somatória das áreas dos retângulos de área f(xi).. A 0 x0 x1 x2 .. xn x x a b Temos um polígono não regular......... A 0 a b x Vamos tentar preencher esta área com retângulos ....

A(x) = F(x) + C  A(x) = F(x) – F(a) . portanto temos .. de Integral). A(a) = 0 .. temos : y y = f(x) A(x) A 0 x a x b ( x + x ) Temos: f(x) = A’(x) (Def. pelo limite) --. portanto 0 = F(a) + C  C = -F(a) . Logo A(b) = F(b) – F(a) . F’(x) = f(x) (Derivada da Integral).f(x) é derivada da integral A(x) .. A(x) = F(x) + C (Def.. b ] e A(x) a área compreendida entre a e x.Apostila de Cálculo II – Unimar 47 Teorema Fundamental do Cálculo Seja f uma função contínua em [ a. Daí . b b a a  f ( x)dx  F ( x)  F (b)  F (a ) Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . b A(b)   f ( x)dx  F (b)  F (a) Teorema Fundamental do Cálculo a Notação mais comum.

Apostila de Cálculo II – Unimar 48 Com F a integral de f(x). a < c < b . f ( x )dx b b b a a a   f ( x)  g ( x)dx   f ( x)dx   g ( x)dx . a 5) b a a b  f ( x)dx    f ( x)dx Exemplos: 1 1 0 0 2 1 )  2 x dx  x 1 2) 2 x  e dx   0 3)  12  0 2  1  0 = 1 e 2 x 2 1  0 e 2. a 4)  f ( x)dx 0 .( 2)  Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .(1  e  2 ) 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2  (6 x  5) dx   6 x dx    5dx  6.1 e 2.  a c b a c f ( x) dx   f ( x) dx   f ( x) dx . b 3) .3  5.0 e 2 e 0 1 e 2 1       . Propriedades das Integrais Definidas 1) 2) b b a a  k.f ( x )dx  k. k : cte.  x dx   5dx   5.

10) Cálculo de área usando o Teorema Fundamental do Cálculo Profª Drª Fátima Ahmad Rabah 1 2 . cos 2x dx  15 0  t 2.3  5. 9    (15  10)  54  16  25  70  25  45. para 2 2 onde f(x) =   x  0 0x PS: Resolva Lista de Exercícios Extra – Vide Anexo (Seção 6. t  1 1  24 5 .     5. 3  3   3 Exercícios : Calcule as seguintes integrais definidas : 10 3 1)  5x  1 2 9 2t 2 3)  dx  t 2 2  f ( x ) dx  5) 0  x 4  5  x para para 8 dt   292 9 107 10 4) senx.( 2)  6.Apostila de Cálculo II – Unimar 49  (3) 3 ( 2) 3  8   6. cos x 4  cos2 x  sen 2 x 0 onde f(x) = 6) 4 2  x  5 x  6 dx  0 dx  17 3 0  x 1 1 x  2  7)  f ( x )dx  2  -  x   sen x 4 2 )  (1  sen 2x )3 .

pelas retas x = a. x = b e o eixo dos x. ou seja. onde f é contínua e f(x)  0. onde f é contínua e f(x)  0.Cálculo da área da figura plana limitada pelo gráfico de f. b É fácil constatar que neste caso basta tomar o módulo da integral  f ( x ) dx .b].Cálculo da área da figura plana limitada pelo gráfico de f. y y = x2 A x 0 2  A= 3 2  x dx  3 2 x3 3 3  2 3  3 3 2 27 8    3 3 3 3 A= 19 3 Caso II . y y = f(x) A A x 0 a b Neste caso. a área é dada por b A =  f ( x ) dx a Exemplo : Calcule a área sob a curva y = x2. x  [a.Apostila de Cálculo II – Unimar 50 Caso I . pelas retas x = a. x = b e o eixo dos x. a b A =  f ( x ) dx a Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . no intervalo [ 2.b]. x  [a. 3 ] .

12     18     2     3   3  3 3 3 3          A= 22 u. pelas retas x = a. 3 2     2. x = b. onde f e g são funções contínuas em [a.Apostila de Cálculo II – Unimar 51 y a b x A y = f(x) Exemplo : Encontre a área limitada pela curva y = x2 .b]. x  [a. y 0 1 3 y = x2 .a 3 Caso III .b]. Neste caso pode ocorrer uma situação particular onde f e g assumem valores não negativos para todo x  [a.4x.Cálculo da área da figura plana limitada pelos gráficos de f e g. o eixo x. y y = f(x) A a y = g(x) b x Então a área é calculada pela diferença entre a área sob o gráfico de f e a área sob o gráfico de g. e as retas x = 1 e x = 3.b] e f(x)  g(x).4x A 3    x3 4 x 2   2   3 A   x 2  4 x dx    1 3 1  33   13  22 22  27   1    2. ou ainda. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .

18 ua) 3) Encontre a área da região limitada pelas curvas y = x² e y = .1. (Resp. (Resp.6x² + 8x e y = x² . 71/6 ua) 5) Encontre a área da região limitada pelas curvas y . x + 1  x² .4x. A x No intervalo [-1.x = 6 e y – x³ = 0 e 2y + x = 0. Logo.Apostila de Cálculo II – Unimar 52 b b a a A   f ( x ) dx   g ( x ) dx Exemplo : Encontre a área da região limitada pelas curvas y = x² – 1 e y = x + 1. (Resp. 2]. 2   A    x  1  x 1 2  2   1 dx   x  x 1 2   x2  x3  2 dx     2x   2  3    A= 2  1 9 2 9 u. 8/3 ua) 4) Encontre a área da região limitada pelas curvas y = x³ . o eixo dos x e as retas x = -1 e x = 2. 157/12 ua) 2) Encontre a área da região limitada pela parábola y² = 2x – 2 e a reta y = x – 5. (Resp.5x + 6.2x² .a 2 Exercícios 1) Encontre a área da região limitada pela curva y = x³ . 22 ua) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PS: Resolva Lista de Exercícios Extra – Vide Anexo (seção 6. y y=x+1 y = x2 – 1 As curvas interceptam-se nos pontos de abscissa – 1 e 2.12) Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . (Resp.x² + 4x.

● sen 2 x  cos 2 x  1 ● sen x. cos y  1  sen  x  y   sen  x  y   2 ● sec 2 x  1  tg 2 x ● sen x.tgudu  sec u  C ●  sec udu  ln sec u  tgu ●  cos sec ●  cos sec udu  ln cos sec u  cot gu 2 2 ● udu   cot gu  C  cos sec u. cot gudu   cos sec u  C C C C C ■ Recordando algumas das principais Identidades Trigonométricas . cos y  1  cos x  y   cos x  y   2 2 ● 1  cos x  2 sen 2 ● 1  cos x  2 cos Profª Drª Fátima Ahmad Rabah x 2 x 2 ... ●  cos udu  sen u  C ●  sen udu   cos u  C ●  tgudu  ln sec u  C   ln cos u ●  sec udu  tgu  C ●  cot gudu  ln sen u ●  sec u..Apostila de Cálculo II – Unimar 53 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Integração de Funções Trigonométricas ■ Comecemos com uma pequena tabela de Integrais Trigonométricas .. sen y  1  cos x  y   cos x  y   2 ● cos sec 2 x  1  cot g 2 x 2 ● sen x  1 1  cos 2 x  2 2 ● cos x  1 1  cos 2 x  2 ● cos x.

 sec u du e  cos eu du . ln sec x  C Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . cos x      x 2   1 sen 2 x 2 ● 1  sen x  1  cos 1º Caso – As integrais  sen u du e  cos u du . x 1 2 dx   tgu. As integrais indefinidas dessas funções estão indicadas na tabela.(3 x 2 ) dx   sen u du   cos u  C  u  x3   du 2 2   3x  du  3x dx  dx  sen 2 xdx   sen u =  cos x 3  C 3 ) du 1 1 1   sen u du   cos u  C   cos 2 x  C 2 2 2 2  u  2x   du du  2   dx  dx 2 4)  tg x x dx   tg x .2 du.  tgu du e  cot gu du . Exemplos ◙ Achar as integrais indefinidas :  2 cos xdx  2 cos xdx 1) = 2 sen x  C 2 )  3 x 2 sen x 3 dx   sen x 3 .  2  tgu du  2. ln sec u  C  2.Apostila de Cálculo II – Unimar 54 ● sen x.

Apostila de Cálculo II – Unimar 55  1 2  u xx  du 1 1 1 2   x  2 du  x 2 dx  dx 2 2º Caso – As integrais  sen n u du e  cos n u du . Estas integrais também podem ser resolvidas com auxílio das fórmulas de redução ou recorrência. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . podemos usar artifícios de cálculo com auxílio das identidades trigonométricas (ou usar as Fórmulas de Recorrência) (1) sen 2 x  cos 2 x  1 2 (2) sen x  1 1  cos 2x  2 2 (3) cos x  1 1  cos 2x  2 visando a aplicação do método da substituição. Os exemplos que seguem ilustram os dois possíveis casos: n é um número ímpar ou n é um número par.  Usando o método da substituição Vamos inicialmente preparar o integrando. Nestas integrais. observando que o artifício que usaremos é válido sempre que n for um número ímpar. Exemplos ◙ Achar as integrais indefinidas : 1)  cos5 x dx .

5 2 4  cos x dx   (cos x  2 sen x.cosx + sen4 x. sen x  cos 2 x. cos 2 x. sen x  . cosx = cosx – 2sen²x. cos x  sen x. sen x  ( .cosx = (1 – 2sen²x + sen4 x) . cos 4 x. cos x ) dx   cos x dx  2  sen 2 x. sen x   cos3 x dx  cos 4 x.sen x  cos 2 x. cos x dx   sen 4 x. cos x dx ) 5 5 5 5 3 3 1 4 8 cos 4 x. sen x  sen x  C 5 15 15  5  cos x dx  1 4 8 cos 4 x. Portanto. cos x dx  sen x   2 1 sen 3 x  sen 5 x  C .cosx.Apostila de Cálculo II – Unimar 56 Fatorando convenientemente o integrando e aplicando a identidade (1). temos: cos5 x = (cos²x)².sen x  sen x  C. 5 15 15 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .cosx = (1 – sen²x)² . 5  cos x dx   1 4 1 4 1 2 . 3 5 5  cos x dx  sen x  2 1 sen 3 x  sen 5 x  C 3 5  Usando fórmulas de redução ou recorrência.

1  cos 2 x    2   2   1 1  2 cos 2 x  cos 2 2 x 4  1 1  cos 4 x   1  2 cos 2 x   4 2   3 1 1  cos 2 x  cos 4 x. 8 4 32  Usando fórmulas de redução ou recorrência. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . 1  3 1  4  sen x dx    8  2 cos 2 x  8 cos 4 x  dx    3 1 1 x  sen 2 x  sen 4 x  C. Na preparação do integrando.Apostila de Cálculo II – Unimar 57 2)  sen 4 x dx . 8 2 8 Portanto. 8 4 32  4  sen x dx  3 1 1 x  sen 2x  sen 4 x  C. Temos: sen4 x = (sen²x)²  1    .  Usando o método da substituição Neste exemplo n é um número par. usamos agora as identidades (2) e (3).

 sen 0 x dx )  sen x dx   4 4 4 4 2 2   1 3 3 . cos 4 x. 4 8 8  3º Caso – 4  sen x dx   1 3 3 .senx. cos x  . onde m e n são inteiros positivos. a preparação do integrando deve ser feita visando à aplicação do método da substituição.sen 3 x. Quando pelo menos um dos expoentes é ímpar usamos a identidade (1) e quando os dois expoentes são pares usamos (2) e (3) e eventualmente. sen x dx   cos 6 x. cos x  (  .sen 3 x. cos 4 x dx   sen 2 x.sen 3 x.sen x dx 1 1   cos5 x  cos7 x  C 5 7 1 1 5 7   sen 3 x. cos x  . 4 8 8 A integral  sen m u.senx. cos 4 x. cos x  . também (1).Apostila de Cálculo II – Unimar 58  sen 4 x dx   1 3 1 3 1 1 2 .(sen x dx )   (1  cos 2 x ).sen 3 x. cos x  .senx. cos x  x  C.(sen x dx )   cos 4 x. cos x  x  C. Nestas integrais. cos n u du . cos 4 x dx   cos x  cos x  C 5 7 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . Exemplos ◙ Achar as integrais indefinidas : 1)  sen 3 x.

cos x dx  x sen 3 2 x sen 4 x    C.  cos 2 x  coss 2 x  dx 4  2 2   4 2    1 1 1 1  1 1   cos 2 x  cos 2 2 x  cos 2x  cos 2 2x  cos3 2 x  dx 8 8 4 8  8 4    1 1  1 1   cos 2 x  cos 2 2 x  cos3 2 x  dx 8 8  8 8      1 1 1 1  cos 4x 1 x sen 2x   dx   1  sen 2 2 x cos 2x dx 8 16 8 2 8  x sen 2 x x sen 4 x 1 1      cos 2 x dx   sen 2 2 x. cos 4 x dx   sen 2 x.(cos 2 x ) 2 dx 1  1  (1  cos 2 x ). cos x  4º Caso –   1 sen 2 x . cos 2 x dx 8 16 16 64 8 8  x sen 2 x sen 4x sen 2x sen 3 2 x     C 16 16 64 16 48  x sen 3 2 x sen 4 x    C. 16 48 64 OBS: Quando m = n usamos a identidade sen x. 16 48 64 2 4  sen x. 2 (4) As integrais  tg n u du .Apostila de Cálculo II – Unimar 59 2)  sen 2 x.  cot g n u du .  sec n u du e  cos ec n u du onde n é inteiro positivo. 1  cos 2 x   2 2    2 dx 1  1 1   1 1   cos 2 x  . Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .

tg n u  tg n  2 u. 6 3  3  tg 3 d  1 2 1 tg 3  ln cos 3  C. cot g 2 u  cot g n  2 u. Temos.tg 2 u  tg n  2 u.Apostila de Cálculo II – Unimar 60 Na preparação do integrando.(sec 2 u  1) e cot g n u  cot g n  2 u. Exemplo ◙ Achar a integral indefinida:  Usando o método da substituição 3 2  tg 3 d   tg 3 . Os artifícios são semelhantes aos usados nos casos anteriores. usamos as identidades: tg 2 u  sec 2 u  1 ou cot g 2 u  cos sec 2 u  1 ou sec 2 u  tg 2 u  1 cos sec 2 u  cot g 2 u  1 .(sec 2 3  1) d   tg 3 .(cos sec 2 u  1) . 6 3 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . sec 2 3 d   tg 3 d 1 1  tg 2 3  ln cos 3  C.tg 3 d   tg 3 .

sec 4 x dx   tg 5 x. podemos preparar o integrando para aplicar o método da substituição. sec 2 x dx   tg 5 x. sec 3 x dx   (sec 5 x  sec 3 x ) dx   sec 5 x dx   sec 3 x dx Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . sec 2 x dx   1 8 1 tg x  tg 6 x  C 8 6 1 8 1 6 5 4  tg x. Exemplos ◙ Achar as integrais indefinidas:  Usando o método da substituição (m ímpar e n par)   1)  tg 5 x. sec 3 x dx   (sec 2 x  1). sec x dx  8 tg x  6 tg x  C  Usando o método de integração por partes (m par e n ímpar) ou fórmulas de recorrência 2)  tg 2 x. sec n u du e  cot g m u. onde m e n são inteiros positivos. Quando m for par e n for ímpar a integral deve ser resolvida por integração por partes. cos ec n u du . tg 2 x  1 .Apostila de Cálculo II – Unimar 61 OBS: Lembrando que pode ser resolvida usando as fórmulas de redução ou recorrência. sec 2 x dx   tg 7 x. Quando m for ímpar ou n for par. 5º Caso – As integrais  tg m u.

4 – 1ª parte) Método Substituições Trigonométricas Vamos estudar agora integrais que apresentem as formas a 2  b 2 .u 2  a 2 . aplica-se recorrência na maior integral (  sec 5 x dx ). conservando a menor integral (  sec 3 x dx ). para que no final. sec 7 3x dx PS: Resolva Lista de Exercícios Extra – Vide Anexo (seção 7.u 2 e b 2 . cos  tg  a . caso seja necessário. 1  sen   a. a 2  b 2 .tg sen   CO HI 2 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .u 2 2 Subst. sen  b u u Triângulo Retângulo CO CA a.tgx  ln sec x  tgx  C .Apostila de Cálculo II – Unimar 62 1 1 1 sec 3 x. sec b a. Podemos expressá-las sem os radicais. 4 8 8  OBS: Numa situação como essa. Exercícios :  sec 3xtg3xdx 1) 2)  4)  sec( 2 x  )dx  sec  7) 2 5) 2  3 cos x dx sen 2 x  tg 4 3)  dx sen 2 x xdx 6 ) x dx 2 sec 2 2 x dx tg 2 x 8 )  tg 5 3x. Trigonométrica Transformada 2 I a 2  b 2 . sec cos   CA HI a . utilizando a chamada Substituição Trigonométrica conforme a tabela: Trigonometria no Caso Radical a  b .u 2  a 2 III a u  .tg b a.u 2 . sec 2   1  a.u 2 II b 2 . possa ser subtraída e aplicar novamente a recorrência. 1  tg 2  a.tgx  sec x.

u 2  a 2  b2  2 a 2  b2.tg  2 tg  u  x  2. cos   Obs.  2  b  1  b  1... é obtida usando-se um triângulo retângulo.  a2 b 2 a 2  b 2 .  4  x2    4  x 2  a. sec .  . sen 2   a 2  a 2 sen 2   a 2 .(2 sec )   2 1 cos 1 d   cos  ... : Repare que a variável final é  . sen  Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .  b 1  2 dx  2 .  C= 4 4 4  2 1 4 1 4 u 4u  1 C. na variável original. 4.u 2 .  x  dx 2 4 x 2   2 sec  1 sec 1 d   2 d    2 4 tg  4  ( 4tg  ). os demais casos são análogos . cos 2   a. sec  2.Apostila de Cálculo II – Unimar 63 Demonstraremos o desenvolvimento do radical   a  sen  b   a 2  b 2 .(1  sen 2 )  a. 1 1 1 u 21 1 u 1 1 1 1 2 2 (sen  ) .(sen  )  2 d 2  4 sen  4  1   1 1 cos 2  cos   d   .  . sec  d .   u  a . Exemplos : 1 ) Achar a integral x II dx 2  a 2  4  a  2. cos  d   u du  . d  4  cos  sen 2  sen 2    cos 2    u  sen    du  cos d . A expressão correspondente.tg 2 .  u 2  x 2  u  x. (1  sen 2 )  a.tg  x 2  4.

x CO x  Como x  4 sen   sen    4 HI 4 4 logo x  16  x 2 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . 2 ) Achar a integral x  2  a 2  16  a  4.sen   4 . CO   4.  4.. sen   x 2  16.  b 1  dx  4. ● Voltando para a variável original “ x “ . cos ...Apostila de Cálculo II – Unimar 64 ● Devemos agora voltar à variável original “ x “ . sen   sen   u  x  4. 4x .  dx x 2. CO   4 . x CO x  Como x  2tg  tg   2 CA 2 4  x2 logo x  . 2 1 1 1 1 1 1 HI HI Daí . 1  dx   a 4 2 16  x u  ..  u 2  x 2 Iu  x. dx x 2 16  x 2  4 cos  (16sen 2 ).CO  C   HI Portanto .   16  x 2  a. cos   4. sen   4 . .( 4 cos ) d   1 16sen 2  d  1 1 2 cot g  C  cos sec  d   16 16 .  2  b  1  b  1. 4  x 2  4  x2 C 4x 4  x2 C. sen 2  . cos d .

tg   sec .  dx  2.  sec 3  sec d  sec .tg d . 16 16 tg 16 CO 16 CO 16. sec .tg) d  4  sec 3 d  4  sec .tg   tg .  .  sec . sec . sec  x  4.(2. sec 2 d .tg . III x2 x2  4 dx    x 2  4  a.tg  2. sec .  a 2  2 2  u  b .  .CO 16 x CA Portanto . 16 x  3) Achar a integral   a 2  4  a  2. sec  .Apostila de Cálculo II – Unimar 65 Daí .tg * Por Partes  udv  uv   vdu .tg d  2  dv  sec  d  v  tg Portanto.  2  b  1  b  1. sec  1 sec  u  x  2.  C  C .. sec 2 d 2..   u  sec  du  sec .  dx x 2 .tg 2d Profª Drª Fátima Ahmad Rabah  . cot g   .tgd 3 d  sec  . *  x2 x2  4 dx   ( 4 sec 2 ).  u 2  x 2  u  x. 16  x 2 16  x 2 C...  1 1 1 1 1 1 CA CA 16  x 2 .

tg  2.tg   sec 3 d   secd  sec 3 d   sec 3 d  sec  . Ver início do exercício: x 2  4  2. ln sec   tg  C 2 2 OBS: Podemos resolver essa integral. Voltando para *   4  sec 3  d  4. ln sec   tg  C . sec  . x x2  4  . sec  . Como x  2 sec   sec   x 1 x 2 CA 2    cos     . 2 cos  2 x HI x Logo temos .tg   sec d 2  sec 3 d  sec  .tg  .(sec 2   1) d  sec 3 d  sec . sec  .tg   sec  .  1 1  ... ● Voltando para a variável original “ x “ .tg  ln sec  tg  C  sec 3 1 1 d  .Apostila de Cálculo II – Unimar 66  sec 3 d  sec .tg   sec  d 2  sec 3 d  sec . usando as fórmulas de recorrência. 2 Daí.tg  .. ln sec  tg   C 2  2  4  sec 3  d  2..tg Profª Drª Fátima Ahmad Rabah  .

x 2  4 x   2. onde p(x) e q(x) são funções q( x ) polinomiais. 1º Caso: Os fatores de q(x) são lineares e distintos. 2 Exercícios: ◙ Achar as integrais: 1)  1 4 x 2 dx 2) 3 2 (1  x )  x 6 dx 2 3) x 1 4 x2  3 dx PS: Resolva Lista de Exercícios Extra – Vide Anexo (seção 7. ou seja: q(x) = (x – a1) . 2 x2  4 x  2. (x – a2) . (x – an) .. ln 2 x2  4 x. x2  Portanto.4 – 2ª parte) Integração de Funções Racionais por Frações Parciais Seja f(x) uma função racional do tipo f ( x )  p( x ) .. sec  . ln 2 2 x2  4 C .Apostila de Cálculo II – Unimar 67 2. ln  2 2 x x2  4 x  2. onde os a j são distintos. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah x2  4 2 . ln sec  tg  2.tg  2. x2  4 dx  x .

escrevemos A3 A A2 x 1  1  2 x ( x  2) ( x  1) x  x  2x (1) 3 A equação acima é uma identidade para todo x (exceto x = 0.2 A1 ou A1 = 1/2.1 em (2) obtemos .2/3. An são constantes que devem ser determinadas.. Substituindo x por 0 em (2) obtemos . A2 . x  x 2  2x 3 Solução: Fatoramos o denominador e temos x 1 3 2 x  x  2x  x 1 x ( x  2)( x  1) Assim.1. incluindo 0. Substituindo x por 2 em (2) obtemos 1 = 6 A2 Substituindo x por . Queremos encontrar as constantes de A1. Exemplo Calcular I =  x 1 dx . De (1) obtemos x – 1 = A1(x – 2).2 = 3 A3 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . . 2. (x – 2) (2) A equação (2) é uma identidade verdadeira para todos os valores de x. 2. .1 = . . ou A3 = .. ou A2 = 1/6. . (x  a1 ) (x  a 2 ) (x  a n ) onde A1 . A2 e A3 . (x + 1) + A3 x.(x + 1) + A2 x.Apostila de Cálculo II – Unimar 68 A decomposição da função racional f ( x )  p( x ) em frações mais simples é q( x ) dada por f (x)  A1 A2 An   .1).

A1 + A2 . (x  a i ) .. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah Br .Apostila de Cálculo II – Unimar 69 Existe outro método para encontrar os valores de A1. . 6 ( x  1) 4 2º Caso: Os fatores de q(x) são lineares sendo que alguns deles se repetem. Se um fator linear (x – ai) de q(x) tem multiplicidade r. temos x 1 1/ 2 1/ 6 (2 / 3)    2 x ( x  2) ( x  1) x  x  2x 3 Assim..2 A1 = .2 A1 (3) Para (3) ser uma identidade. A2 e A3 .2A3 ) x .1 Resolvendo estas equações simultaneamente. A1 + A2 + A3 = 0 . Substituindo estes valores em (1). B2 . Se no membro direito de (2) combinarmos termos. nossa integral pode ser expressa como segue:  x 1 1 dx 1 dx 2 dx dx       2 2 x 6 x  2 3 x 1 x  x  2x 3  1 1 2 ln x  ln x  2  ln x  1  C 2 6 3  1 Cx 3 ( x  2) ln .A1 + A2 .2A3 = 1 . obtemos A1 = 1/2. a esse fator corresponderá uma soma de frações parciais da forma: f (x)  B1 (x  a i ) r  B2 ( x  a i ) r 1  onde B1 . temos x – 1 = (A1 + A2 + A3 ) x² + (. . A2 = 1/6 e A3 = -2/3. os coeficientes da esquerda devem se igualar aos coeficientes correspondentes da direita. Br são constantes a determinar. Portanto.

3/16.2B4 x² + B5 x² (x² – 4x + 4) ou x³– 1 = (B2 + B5). B4 = 5/4 e B5 = . Achando o mmc de ambos os membros de (4) obtemos x³ – 1 = B1(x – 2)³ + B2 x.x – 8 B1. (x³ . B2 = 3/16.6B1 + 12B2 + B3 – 2B4 + 4 B5 = 0 12B1 – 8B2 = 0 – 8 B1 = -1 Resolvendo. B3 = 7/4. Substituindo estes valores em (4). Igualando os coeficientes das potências iguais de x.2)³ + B3 x2 + B4 x2 (x – 2) + B5 x² (x – 2)² ou x³ – 1 = B1(x³ . 2).x3 + (.4 B5).x2 + (12B1 .8B2).8) + B3 x² + B4 x³ .6x² + 12x – 8) + B2 x.6x² + 12x . x 2 ( x  2) 3 Solução : A fração do integrando é escrita como uma soma de frações parciais como segue: B3 B5 B B B4 x3 1  21  2    2 3 3 2 x ( x  2) ( x  2) x ( x  2) x ( x  2) (4) A identidade acima é válida para todo x (exceto x = 0.x4 + (B1 – 6B2 + B4 .6B1 + 12B2 + B3 – 2B4 + 4 B5). obtemos B2 + B5 = 0 B1 – 6B2 + B4 . obtemos B1 = 1/8. (x .Apostila de Cálculo II – Unimar 70 Exemplo Calcular I =  x3 1 dx .4 B5 = 1 . temos: x3 1 2 x ( x  2) 3  1/ 8 x 2  3 / 16 7/4 5/ 4 (3 / 16)    3 2 x ( x  2) ( x  2) ( x  2) Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .

nossa integral pode ser expressa como segue: x3 1 1 dx 3 dx 7 dx 5 dx 3 dx dx   2        2   3 3 2 8 16 x 4 4 16 ( x  2) x ( x  2) x ( x  2) ( x  2)   1 3 7 5 3  ln x    ln x  2  C 2 8x 16 4( x  2) 16 8( x  2)  11x 2  17 x  4 3 x  ln C.x + (2C . sendo que os fatores quadráticos não se repetem.( x 2  2 x  2) dx .2x – 3 = (Ax + B).( x  2 x  2) x  2 x  2 x  1 (5) A identidade acima é válida para todo x (exceto x = 1).B) ou Igualando os coeficientes das potências iguais de x. corresponderá uma fração parcial da forma: Cx  D x  bx  c 2 Exemplo Calcular I =  x 2  2x  3 ( x  1). Solução : A fração no integrando é escrita como uma soma de frações parciais como segue: x 2  2x  3 Ax  B C  2  2 ( x  1). Achando o mmc de ambos os membros de (5) obtemos x² .x² + (B – A + 2C). A cada fator quadrático x² + bx + c de q(x). temos Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . 2 16 x  2 8 x ( x  2) 3º Caso: Os fatores de q(x) são lineares e quadráticos irredutíveis.2x – 3 = (A + C).(x – 1) + C(x² +2x +2) ou x² .Apostila de Cálculo II – Unimar 71 Assim.

9 x 9 ( x  1  1) 9 ( x  1) 9 1 dx   2 dx   2 dx   2 dx .  2 5 x  2x  2 5 x  2x  2 5 x  2x  2 5 x  2x  2 Logo temos x 2  2x  3 9 1 2( x  1) 2 1 4 dx dx  . nossa integral pode ser expressa como segue:  x 2  2x  3 ( x  1). obtemos: 9 7 4 x  x  2x  3 5  5  25 2 ( x  1). Substituindo estes valores em (5). obtemos A = 9/5.4/5.( x  2x  2) x  2x  2 x  1 2 Assim.( x  2 x  2) x  2x  2 x  2x  2  9 2 1 4 ln x 2  2 x  2   dx  ln x  1 10 5 ( x  1) 2  1 5  9 2 8 1 ln x 2  2 x  2  arctg( x  1)  ln x  1  ln C 10 5 10 10 Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . x  2x  2 2 Assim.( x Ao integrar  2  2 x  2) dx  9 x 7 dx 4 dx dx      5 x 2  2x  2 5 x 2  2x  2 5 x 1 x dx vemos que o diferencial do denominador é 2.2 2C – B = -3 Resolvendo. adicionamos e subtraímos 1 no numerador. resultando desta forma. B = 7/5 e C = .Apostila de Cálculo II – Unimar 72 A+C=1 B – A + 2C = .(x + 1) dx.  2 dx   2 dx    2 5 2 5 5 x 1 ( x  1).

temos: A+D=0 4A + 2D + E = 0 10A + B + 3D + 2E = 0 12A + C + 3E = 1 9A = 1.(x² + 2x + 3)² +x. dx . A cada fator quadrático x² + bx + c de q(x) tem multiplicidade s.( x  2 x  3) 2 C2x  D2 2  bx  c  s 1  Cs x  Ds x 2  bx  c .(Dx + E) = (A + D) x4 + (4A + 2D + E). Solução : O integrando pode ser escrito na forma x 1 2 x. 8 10 5 ( x  1) 4º Caso: Os fatores de q(x) são lineares e quadráticos irredutíveis.x³ + (10A + B + 3D + 2E).x² + (12A + C + 3E).( x  2x  3) 2  A Bx  C Dx  E   2 2 x x  2x  3 x 2  2x  3     (6) A identidade acima é válida para todo x (exceto x = 0).(Bx + C) + x. Igualando os coeficientes das potências iguais de x. a esse fator corresponderá uma soma de frações parcial da forma: x Exemplo Calcular I =  C1 x  D1 2  bx  c x 1 2   x s x. Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .( x² + 2x + 3). Achando o mmc de ambos os membros de (6) obtemos x + 1 = A.Apostila de Cálculo II – Unimar 73  1 C ( x 2  2 x  2) 9 2 ln  arctg( x  1) .x + 9A. sendo que alguns dos fatores quadráticos se repetem.

 2 dx 9 x  2x  3   1 1 1 . B = -1/3.  x 1 2 x. ln x  . Temos.  . Substituindo estes valores em (6). completamos o quadrado do denominador e fazemos uma substituição conveniente.  . 2 2 2 9 x 3 x 2  2x  3 9 x  2x  3 x.( x  2x  3)  2    Portanto. obtemos A = 1/9.( x  2 x  3) 2 dx   onde I1   x  x 1 2  2x  3  2 1 1 1  x 1 . obtemos: x 1 1 1 1  x 1 1 x2  .Apostila de Cálculo II – Unimar 74 Resolvendo o sistema. 9 3 9 dx e I2   x x2 2  2x  3  dx Para resolver a integral I2. 9 x 3 x 2  2x  3   2 dx  1 x2 . D = -1/9 e E = -2/9. vem: I2   u 1 du u2  2  u 1 du   2 du u 2 u 2 2    1 1 u ln u 2  2  arctg C 2 2 2  1 1 x 1 ln x 2  2 x  3  arctg  C. dx  . C = 1/3. x  2x  3 ( x  1) 2  2 2  Fazendo a substituição u = x + 1 e du = dx.I1  I 2 . I2    x2 x2 dx   dx. 2 2 2   Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .

arctg C 2( u  2) 2 2 2 2 1 x 1 2 x 1   . Temos. obtemos:  x 1 1 1 1 x 1 2 x  1 dx  . x 2  2 x  3 2( x 2  2 x  3) 2   Substituindo os resultados obtidos para I1 e I2 na integral inicial.( u 2  2) 1 1 du   . completamos o quadrado do denominador e fazemos a mesma substituição que fizemos para calcular I2. u  2  2 dx du 2 (onde u = x + 1) du  2.Apostila de Cálculo II – Unimar 75 Uma integral como I1 não foi vista anteriormente. u 2  2 dx 2  x 1    x 1 u 1 1 u  . u 1 2 2  2 du (usando recorrência)  u. 4 2. inicialmente. ln x +    .( x  2 x  3) 2   2     1 1 1 x  1 ln x 2  2 x  3  arctg   C 9 2 2 2  Profª Drª Fátima Ahmad Rabah .arctg  2 2 2 9 3  2. x  2x  3 2( x  2 x  3) 4 x. I1   x     2   2x  3  x  1 2 2 u2 u 2 u  2 2  2 u 2 1  1  2 2. Para calculá-la.arctg C . 2  4 4 u  2    2   2.

Apostila de Cálculo II – Unimar 76    1 x2 2 x 1 1 ln x   .arctg  ln x 2  2 x  3  C .6) Profª Drª Fátima Ahmad Rabah . x  2 x  3 2   PS: Resolva Lista de Exercícios Extra – Vide Anexo (seção 7. 2 9 36 18 6.