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VOLEIBOL ESCOLAR.

CORTADA .

Ação de ataque mais eficaz e potente utilizada no jogo de voleibol, constituindo-se numa combinação de movimentos que inclui corrida, salto e ataque. Dos tapinhas, para a cortada como é realizada atualmente, foram necessários alguns anos de prática, estudos e melhora da condição física dos jogadores. O aproveitamento dos principais atacantes do mundo chega a beirar 70% de bolas colocadas no chão. Apesar de tantos dados que dão um brilho especial a este fundamento, a carga de saltos a qual o atacante deve ser submetido precisa ser melhor conduzida. Temos casos graves e crônicos de lesões de joelhos e colunas por excesso de treinamento de saltos. Este fundamento motiva o aprendiz, sendo praticada espontaneamente nos bate-bolas, nas brincadeiras em círculos na rua , nas praias, levando os praticantes a realizar movimentos repetidamente, sem a preocupação de fazê-lo corretamente, provocando vícios que mais tarde deverão ser eliminados. Esse fundamento talvez seja o que mais possua distorções a serem corrigidas no processo de aprendizagem. TIPOS A cortada pode variar quanto à mecânica de execução, conforme: • O tempo disponível para a preparação; • A distância do atacante em relação à rede (bolas próximas, normais e afastadas); • A altura da bola (alta, média,baixa e rasante); Quanto aos objetivos de sua utilização pode ser: • “cravada”; • para o meio da quadra; • para o fundo da quadra; • bolas de “cheque”; • “explorando” o bloqueio; • largada; • meia força; • para voltar do bloqueio;

PREPARAÇÃO PARA O ATAQUE . Quanto à utilização do corpo e braços para dirigir a bola. • para a direita. Essa posição deve ser. colocação do levantador em relação à bola e à região a qual ele vai atacar. dependendo do tamanho dos membros inferiores do executante e da sua preferência. enquanto o tronco e os membros inferiores se estendem buscando transferir o impulso horizontal. ganhar-se a melhor transferência possível para o salto.VOLEIBOL ESCOLAR. de frente para a bola. Isto se explica pelo posicionamento do corpo em relação à trajetória da bola que está chegando. a última passada seja feita com a perna esquerda. o primeiro deve ser com a esquerda. posicionando-se um pouco à frente. sendo importante que. Já para os canhotos é exatamente o contrário. todo o corpo se estende para cima buscando o alcance máximo. o segundo com a direita. PREPARAÇÃO PARA O SALTO Na preparação para o salto os membros inferiores já começam a se flexionar. O número de passadas pode ser de 02 a 04. SALTO Os braços são trazidos estendidos para frente e para o alto num movimento de rotação dos ombros. responsável pelo encontro do atacante com a bola mais à frente do local onde o salto foi realizado. enquanto o executante analisa vários fatores como: qualidade do passe. DESLOCAMENTO (ou passada ou corrida) A corrida levará o aprendiz ao local do salto e dará a ele uma certa velocidade horizontal. Um professor observador deve orientá-los como canhotos que são e não adaptá-los às técnicas exclusivas dos destros. e o terceiro com a esquerda. o tipo de levantamento que vai ser realizado quanto à altura e velocidade. sempre que possível. Algumas variações são importantes de serem aprendidas. POSIÇÃO BÁSICA. Alta. Se ele der três passos. pode ser: • para frente. o tronco também é levado mais à frente. concentrando toda a energia potencial para o salto. Nesse momento. juntando os pés naturalmente para saltar. para os destros. como os ataques com um pé só denominados tempo-costas e china. A última passada é geralmente a mais ampla. FASE DE EXECUÇÃO E DESCRIÇÃO A cortada é a habilidade mais decomposta em relação às fases de execução. • para colocar em jogo. já que colocará o executante no local exato onde realizará o salto. pelo fato deles jogarem muito mais pela direita da quadra do que pela esquerda. marcando o local do salto. os membros superiores estendidos o máximo possível atrás do corpo. • para a esquerda. que será transformada em impulso com predominância vertical devendo ser ritmado para. ao final da corrida.

O punho se flexiona dando rotação à bola. formado um ângulo de aproximadamente 90º com o antebraço. O braço de ataque é trazido à frente até atingir a extensão máxima no contato com a bola. dando equilíbrio ao movimento de tronco. O contato com a bola deve ser feito à frente do corpo e no máximo alcance possível. RETORNO À SITUAÇÃO DE JOGO Depende do resultado do ataque. Assim que a queda for consolidada. se bater no bloqueio a bola pode ser recuperada pela própria equipe atacante e várias são as possibilidades de continuação jogo.VOLEIBOL ESCOLAR. QUEDA A queda deve recuperar o equilíbrio. todas elas devem se flexionar levemente. No momento em que os pés saem do chão. deixando que ela finalize naturalmente. que também se projeta para trás. a preparação para o ataque se inicia. com toda a palma da mão e todos os dedos. Após o ataque. ATAQUE À medida que a bola chega. a queda interrompe o ciclo. pois o corpo será projetado à frente. o atacante deve se preocupar com a seqüência do jogo. e é preciso resguardar as articulações do impacto mais violento sobre o solo. toda esta cadeia de movimentos não deve ser interrompida. finalizando o movimento com vigor no momento do ataque. auxiliando na formação do “arco”. dando ao corpo o amortecimento devido e impedindo que o jogador invada a quadra contrária. Se a bola cair. Para isso. As pernas que se projetaram levemente para trás. também são trazidas para frente no momento do ataque. O tronco roda levemente e se estende para trás formando um arco (sem exagero). o braço de ataque é levado para trás do corpo por sobre o ombro. ao mesmo tempo em que o outro braço desce e se flexiona à frente do corpo. . enquanto o outro braço continua elevado à frente. o corpo começa a se “fechar” para o ataque. O tronco é um importante impulsionador da bola e deve flexionar-se.

são três bloqueadores contra 3. característica do atacante. O bloqueador precisa analisar vários aspectos: tipo de levantamento. postura. o bloqueador é aquele que dispõe de menos tempo de analisar. Como sua dinâmica de execução é reduzida praticamente a um salto e à espera da bola. o bloqueio é classificado em: • defensivo. Dependendo da posição das mãos. não pode ser considerada uma habilidade de aprendizado difícil. • altura e velocidade do levantamento. • distância entre bloqueador e atacante. sendo que dentro de um jogo. • combinações de ataque do adversário. A dificuldade na sua aplicação baseia-se em fatos originários do confronto ataque versus bloqueio: a bola está nas mãos do levantador adversário (só ele sabe para onde vai levantar a bola): o bloqueio dispõe de pouco espaço para trabalhar. notadas somente no final da execução. já que precisa se posicionar próximo à rede. às vezes. superior a do deslocamento dos bloqueadores. os bloqueadores precisam posicionar-se antes do ataque para não oferecer brechas que o adversário possa descobrir na sua montagem. No defensivo. devendo o executante optar pelo deslocamento ideal. Assim. as palmas das mãos estarão voltadas para cima. entretanto é. condições próprias do bloqueador ao seu lado: equilíbrio. Os fatores que interferem na escolha são: • tempo disponível para a preparação. o mais difícil de ser aplicado numa partida de voleibol. • ofensivo.4 ou até 5 atacantes. O bloqueio possui duas variações na sua mecânica. posicionamento. Em qualquer fase do treinamento é aconselhável usar colchonetes apropriados para amortecer a queda nos exercícios de bloqueio. menos espaço para se posicionar e menos comodidade para se deslocar. vários tipos de passadas podem ser utilizados. a velocidade do levantamento é. O uso desse material evita traumas sobre as articulações envolvidas no salto. força empreendida no ataque. talvez. BLOQUEIO Um dos fundamentos mais fáceis de serem aprendidos. viabilidade de sucesso. posicionamento do atacante. podendo escolher para onde vai bater. altura de alcance do atacante.VOLEIBOL ESCOLAR. enquanto os atacantes deslocam-se de frente. Tem como . o atacante tem pleno controle da bola. os deslocamentos precisam ser paralelos à rede e laterais. TIPOS O bloqueio está diretamente ligado ao deslocamento que o precede e o tempo que o bloqueador dispõe para executá-lo.

De acordo com as situações características do jogo. não tem tempo suficiente para parar. Quanto à composição. na maioria das vezes. o bloqueio apresenta grande variedade de recurso. de acordo com o número de participantes permitido pela regra. • MOVIMENTAÇÃO ESPECÍFICA E PREPARAÇÃO PARA O SALTO O deslocamento do bloqueador vai depender da região que ele ocupa e onde vai ser realizado o ataque. de frente para a rede. FASES DE EXECUÇÃO • POSIÇÃO BÁSICA É mantida uma posição básica alta. o objetivo é mandar a bola diretamente ao solo adversário. objetivo amortecer o ataque e criar condições para a bola ser recuperada por sua defesa e contra-atacada. Essa preparação deve ser feita quase de frente para a rede. preparar o salto e saltar. braços estendidos para cima e pernas ligeiramente flexionadas e mantidas na direção dos ombros. • bloqueio com uma das mãos para bolas de velocidade. colocação do levantador em relação à bola. Exemplos: • disputa entre bloqueadores. altura e velocidade do levantamento. O breque é fundamental nesse momento. Se estiver indo para a esquerda. • duplo. No bloqueio ofensivo. Tudo isso é realizado num tempo mínimo. por anular o efeito da corrida e favorecer o salto vertical. A partir dessa análise. o bloqueio pode ser: • individual ou simples. Nesse momento o executante precisa ter acuidade visual e usar a visão periférica para distinguir importantes detalhes: qualidade do passe. • para bolas de cheque. A última passada deve ser efetuada como preparação para o salto. • quando não é possível a composição uniforme de um bloqueio duplo. fintas individuais e coletivas.VOLEIBOL ESCOLAR. o pé direito deverá estar voltado para frente de forma a favorecer o breque e proporcionar maior equilíbrio ao corpo. As palmas das mãos estarão direcionadas para baixo. O bloqueador deve ter preocupação de chegar à última passada com os dois pés juntos e semiflexionando as pernas para iniciar o salto. Se estiver indo para a direita. atacantes colocados para receber o levantamento. que conseguem maior amplitude e velocidade as passadas laterais são mais para ajuste ou bolas curtas. Para movimentações mais longas deve-se optar pelas passadas cruzadas. ele deve estar pronto para saltar onde está ou iniciar o deslocamento para o local onde será realizado o ataque. pois o bloqueador. o movimento será com o . • evitando exploradas. • triplo. • com flexão de punhos (para bolas fracas). • “puxando” os braços para outra região desguarnecida.

O quadril é projetado levemente para trás como fator de equilíbrio para o bloqueio. pois diminuirá o alcance e a invasão à quadra adversária. O salto do bloqueio deve ser realizado frações de segundo mais tarde. Deve haver cuidado para não exagerar essa projeção do quadril. Se o salto for realizado no mesmo momento do atacante. O tempo de salto deve ser analisado da seguinte maneira: a bola vai sair da mão do atacante e chegar às mãos do bloqueador. . quando a bola chegar às mãos do bloqueador. O corpo todo se contrai para o impacto. O ideal é que se realize no mesmo local da impulsão. embora isso esteja limitado pela proximidade com a rede. provavelmente. Os braços já devem se posicionar para preparar o salto. Em alguns casos. Braços e pernas estendem-se simultaneamente. esse já estará caindo e. em nenhum momento ele dará chance ao atacante de escolher o tempo de ataque e pegá-lo com o posicionamento de mãos e braços desfeitos e podendo. Se as fibras musculares ficarem contraídas por muito tempo. Esses são recursos que dão mais oportunidade ao atacante e não auxiliam no sucesso do bloqueio. • O SALTO E O BLOQUEIO PROPRIAMENTE DITO O salto é imediato à preparação. ao mesmo tempo em que ganham alcance. as mãos devem procurar tocar a testa). Assim. Os braços permanecem próximos à rede e são dirigidos ao campo contrário. Flexões exageradas devem ser evitadas para não ocorrer perda no poder de alcance. para dar tempo para a bola chegar no bloqueio quando este estiver no seu ponto máximo de alcance. Dentro da tática coletiva. de forma equilibrada. principalmente nas bolas rápidas. • RETORNO À SITUAÇÃO DE JOGO. sempre que possível utilizando a máxima amplitude possível. o jogador deve prepararse para a ação seguinte. A função do bloqueio é interceptar os ataques mais fortes. no caso. explorá-lo. Os olhos analisam os movimentos do atacante. a queda acaba sendo num pé só ou em outro lugar que não o do salto. O momento do bloqueio deve evitar ações como flexão dos punhos ou procura pela bola.VOLEIBOL ESCOLAR. O bloqueador deve manter o posicionamento de braços até que volte ao chão. com as pernas flexionando-se e amortecendo a queda. desarmando-se. a explosão de salto perderá em potência. pé esquerdo. Dependendo do resultado do bloqueio. • A QUEDA Deve ser realizada nos dois pés. voltada para a bola. voltam-se para a bola (se enxergarmos a bola como se fosse um rosto humano. quando o bloqueador se atrasa. as bolas que passarem por ele são de responsabilidade da defesa. A cabeça deve se posicionar por trás dos braços. Mãos espalmadas e firmes. E aconselhável que os braços partam estendidos para a ação. distribuindo a carga igualmente.

em geral.VOLEIBOL ESCOLAR. quando o jogador desejava empregar à bola o efeito flutuante. Leva vantagem em relação ao flutuante no fator tempo. o sacador batia forte e alto. Pelo fato de tirarem o contato dos pés com o chão. O saque com rotação é um saque forte. como o saque lento rente à rede era facilmente devolvido. o saque tipo tênis era o mais utilizado. Quanto mais parada. a qualquer momento. é natural que o saque tenha sido copiado deste. eliminam praticamente o trabalho de tronco e a bola ganha efeito pelo movimento mais concentrado no braço. levantar ou atacar). À medida que se tomava uma arma de ataque. mesmo para os grandes sacadores em suspensão Pode quebrar o ritmo de passe de uma equipe e surpreender. pois o passador adversário. Quando perder a velocidade terá uma queda repentina. desmontando assim o sistema de recepção contrário. É uma opção importante. Anteriormente era permitido o bloqueio do saque. . passou a ser executado cada vez mais afastado da linha de fundo. às vezes não consegue reagir à força do saque. pois as correntes de ar que encontra dar-lhe-ão sustentação durante a trajetória. aproveitando as correntes de ar para fazê-la cair mais rapidamente. Apesar do saque em suspensão ter cada vez mais adeptos no mundo. Atualmente. Os jogadores habilidosos lançam a bola para um saque em suspensão e só definem se vão sacar com rotação ou flutuante no último momento. Esse tipo de saque surgiu espontaneamente. Rápido. fazendo-a oscilar levemente. a recepção adversária. O saque tipo tênis leva enorme vantagem em relação ao saque por baixo exatamente por ser batido acima da cabeça. com mudança repentina no modo de sacar. apesar de poder prever a trajetória. com o executante podendo efetuar outra ação na seqüência (bloqueio. em suspensão será o "viagem" e "chapado" será o flutuante em suspensão. para imprimir rotação à bola. quando Willian e Renan utilizaram pela primeira vez no início dos anos 80. Vários jogadores utilizam o saque "chapado” conseguindo ganhar alguns centímetros em relação à altura da rede. Então. pois sendo o voleibol um esporte baseado no tênis. sempre que houver referência ao saque tipo tênis será o flutuante. Daqui para frente. recuperar a bola bloqueada. Quando o objetivo era empregar rotação. podem ser flutuantes ou com rotação. o saque balanceado era o preferido. a mais usada é a versão em suspensa batizada pelos brasileiros de "Viagem ao Fundo do Mar". principalmente entre os homens. Até 1970. maior será a dificuldade em recebê-la. o tipo tênis bem executado dificulta a ação de qualquer passador. O SAQUE TIPO TÊNIS Os saques por cima. Isso aproxima a bola da altura da rede podendo imprimir-lhe força e efeito. No saque flutuante a bola não descreve nenhum movimento giratório durante o percurso. e procura dar à bola o máximo de giros e potência.

menores chances de vencer o rali em disputa. pois terá domínio sobre o lançamento e o movimento. potência abdominal. Afinal. na direção do ombro de ataque. o saque precisa ser forte. TIPOS E FASES DE EXECUÇÃO Além dos tipos básicos. velocidade de deslocamento (retorno à quadra). flexionado a 90° em . As habilidades fundamentais necessárias: lançar. Para dar equilíbrio ao corpo. sem interferência externa. O sacador deve ter controle para dirigir. O lema é: "se entrar. para que o levantador tenha menos opções e. Muitos jogadores preferem sacar forte. pois o desperdício do saque dará ponto ao adversário. em suspensão ou do chão. o pé da frente será contrário à mão que dará o saque. esse é um raro momento. rebater e as combinações com as habilidades locomotoras. também. um pé na frente do outro.VOLEIBOL ESCOLAR. coordenação viso-motora. há pequenas variações na dinâmica do saque tipo tênis: • em função da força a ser imprimida longo • • em • alto • curto da • rasante • "sem peso" trajetória médio da bola função em função da distância do sacador em relação à linha de fundo diagonal • corredor • em função da direção O saque tipo tênis possui quatro fases de execução: • PREPARAÇÃO PARA O SAQUE De frente para a quadra. Não basta possuir habilidade para sacar flutuante ou com rotação. permanecendo atrás o braço que baterá na bola. força de sustentação dorsal (preparação do saque). • LANÇAMENTO DA BOLA E PREPARAÇÃO PARA O SAQUE O lançamento da bola será à frente do corpo. que o índice de erros seja menor. segurar a bola com ambas as mãos ou com a mão contrária àquela que irá bater. agilidade. E importante. conseqüentemente. força isométrica de punho e dedos (saque). a bola para qualquer região da quadra contrária. Com a nova contagem corrida de pontos. Capacidades físicas envolvidas: coordenação dinâmica geral. de membros superiores. na preparação os braços devem ser elevados. dirigidos para o local onde se quer mandar a bola. equilíbrio estático. o atleta de uma equipe de ponta deverá ter condições de dirigir seu saque. entrou!" No nível profissional que o voleibol chegou. cintura escapular e peitoral. É preciso desenvolver o saque de vários pontos da zona permitida com a mesma qualidade. mobilidade de cintura escapular.

• O SAQUE PROPRIAMENTE DITO O braço de ataque encontra a bola enquanto o outro vai descendo. O final do movimento deve ser igual ao da cortada. pois sua extensão levará o sacador a não conseguir dar à bola o efeito desejado. para ter ganho máximo da capacidade de impulsão e.VOLEIBOL ESCOLAR. O salto do saque flutuante em suspensão não precisa ser tão potente. Se comparássemos a bola a um rosto voltado para o sacador. A perna que estava atrás na preparação do saque será trazida depois da bola ser golpeada. com exceção do salto inicial e da queda que finaliza o movimento. Os dois tipos em suspensão seguem as mesmas fases. ocorrendo desaceleração aos poucos. O tronco permanecerá em posição normal e confortável. mas apenas o suficiente para ganhar um ponto de alcance mais alto. dando força e rotação à bola. alcançar mais alto a bola. o golpe deve ser desferido na "boca". com isso. A queda deve ser acompanhada de passadas que conduzirão o sacador à região onde realizará sua próxima ação. Se o sacador realizar qualquer movimento de flexão do punho na hora da batida. O fato de o sacador ter que lançar a própria bola dificulta para jogador.o "Viagem" . levando-se em consideração à distância que o executante se encontra da rede. o tronco se estende e o quadril se projeta. a defesa. O golpe deve ser efetuado com a palma da mão e dedos num único ponto de bola e num momento breve. sem quebrar a finalização do movimento de saque. O efeito será conseguido corretamente pela associação da velocidade do movimento e a maneira como a bola é golpeada. para o sacador manter a potência do salto e acertar o tempo de bola. • RETORNO À QUADRA DE JOGO O retorno deve ser imediato. flexionando-se o tronco à frente e o punho. O salto tem um componente horizontal que se assemelha ao do ataque de fundo. relação ao ombro. Todos os gestos subseqüentes são idênticos aos da cortada. O movimento equivocado de extensão do tronco é responsável muitas vezes pelo fato de o sacador não conseguir dar efeito à bola. Caberá a cada um dar a altura e distância que melhor se adaptarem à sua condição física e técnica. A altura da bola deverá permitir a preparação do braço e a execução correia da batida. dando-lhe trajetória reta até ela passar sobre a rede. O saque com rotação difere do flutuante no seguinte: após o lançamento. O punho estará contraído e o braço deve prosseguir naturalmente no movimento para frente.é mais vigoroso e deve ser tão potente quanto o da cortada. O lançamento não é muito alto e pode ser realizado durante a última passada. A queda . O golpe na bola é desferido quase que sobre a cabeça. dará rotação indesejada à bola. O lançamento deve ser realizado no momento da primeira passada. O salto do saque com rotação .

TIPOS. O saque japonês é o balanceado flutuante. No Brasil. Perdeu um pouco de espaço. Algumas pessoas confundem. SAQUE BALANCEADO É realizado de lado para a quadra e. Muitos devem lembrar do levantador soviético Zajtsev e seu saque balanceado com rotação. apelidado dessa forma quando os japoneses tiraram a rotação que era imprimida por quase todos. como balanceado. O saque balanceado tem resultados semelhantes e até melhores do que o tipo tênis para alguns indivíduos. Em nível mais adiantado. pelo saque tipo tênis. quase unânime. O saque balanceado possui quatro fases de execução: • Preparação para o saque . Vamos ater-nos ao saque balanceado flutuante. pode ser incluído em sessões de treinamento juntamente com a cortada. o saque balanceado não é muito usado. A vantagem do saque balanceado em relação ao tipo tênis é englobar uma cadeia muscular diferente da cortada. No saque flutuante a bola viaja parada. independente da mecânica do saque. sem movimento de rotação. até bem pouco tempo. principalmente equipes masculinas. com o braço estendido acima da cabeça. o saque balanceado pode ser suprimido. evitando sobrecarga sobre determinados grupos musculares e traumas articulares. aproveitando o impulso para iniciar a corrida que o levará à posição de defesa. DESCRIÇÃO E FASES DE EXECUÇÃO Há dois tipos básicos de saque balanceado: com rotação ou flutuante – o "japonês". A utilização do saque balanceado com rotação foi influenciada pelo ataque de lado. sem que isso sobrecarregue o aluno. deve ser para frente. largamente utilizado nos anos 40.VOLEIBOL ESCOLAR. pelo movimento diferente. Saque balanceado é aquele efetuado de lado para a quadra. o saque tipo tênis com efeito flutuante. Para dar rotação à bola pode-se utilizar uma corrida prévia com o objetivo de imprimir mais força ao saque. vinha correndo e disparava um verdadeiro torpedo. por falta de tradição e pela preferência atual. Ele lançava a bola detrás. que utilizam mais o saque tipo tênis e em suspensão. já que elimina muito mais facilmente movimentos exagerados de tronco e punho. muito utilizado pelas equipes orientais e do antigo bloco socialista. mas para alunos de faixa etária menor poderá trazer alívio considerável para as articulações de ombro e coluna já que.

com o punho ou ainda com a mão em forma de concha. permitindo maior alcance. dando equilíbrio ao corpo (tal qual no saque tipo tênis). pés paralelos e separados naturalmente. quando se estenderem. De lado para a quadra . mais força à bola. • O saque propriamente dito O tronco deve rodar ereto sobre o eixo da coluna. o braço contrário vai descendo. O pé direito acompanha o movimento de tronco e o apoio na ponta dará extensão ao movimento. O final do movimento deixa o sacador de frente para a quadra. deve apressar-se em voltar ao jogo sem que o movimento de saque fique prejudicado. na "boca" da bola. O corpo permanece de lado para a quadra. aproximadamente. O braço contrário ao de ataque será elevado. segurando a bola à frente do corpo com ambas as mãos ou com a mão contrária àquela que irá bater. Enquanto o braço de ataque é trazido estendido para o encontro com a bola. No momento do saque. enquanto o braço de ataque se estende ao lado do corpo. 45 o em relação à quadra e. O lançamento deve ser mais alto para que os membros inferiores possam flexionar-se e imprimir. • O retorno à quadra de jogo O retorno deve ser imediato. O pé esquerdo (para o destro) permanecerá fixo no chão. • Lançamento e preparação para o ataque à bola O lançamento da bola deve ser exatamente à frente do corpo. Velocidade sem pressa. A altura do lançamento deve dar condições para o sacador fazer a preparação para o saque. do quadril para cima. mantém a posição inicial. O golpe deve ser seguido de uma flexão de punho acentuada.os destros com o ombro esquerdo mais próximo à quadra -. mas o sacador está de lado para a quadra. dando a rotação pretendida ao saque. o executante guarda uma angulação de. O punho deve estar contraído e o braço deve prosseguir normalmente o movimento de rotação. O tronco flexiona-se lateralmente e é trazido para o ataque à bola com vigor. O golpe na bola será efetuado com a palma da mão. pois o movimento forte faz com que o corpo se projete para a direção tomada pela bola. daí para baixo.VOLEIBOL ESCOLAR. . voltado aproximadamente 45° para o chão. O saque com rotação difere do flutuante em alguns pontos.

VOLEIBOL ESCOLAR. as características do atacante. forças isotônica e isométrica de membros superiores e inferiores. dinâmico e recuperado. com o centro de gravidade projetado para fora do corpo. A defesa deve ser executada com precisão e qualidade mesmo em bolas mais fortes. pois o defensor deverá estar no ponto de queda da bola. As primeiras defesas eram com mãos espalmadas. agilidade. para dar condições. o defensor está em situação inferior ao atacante e o máximo que consegue fazer é colocar a bola para o alto. com apoio na ponta dos pés. ou para atender às alterações regulamentares ou por inovações técnicas. descrição e fases de execução Abordaremos aqui o fundamento defensivo realizado em manchete com os braços estendidos à frente. • Posição básica Deverá ser baixa. DEFESA É toda ação que visa a impedir o sucesso do ataque adversário. impedindo que ela ultrapasse seu corpo. dentro de uma área que um companheiro possa recuperá-la. a que distância da rede estará a bola no momento de ser atacada. antes que isso aconteça. O executante procura tocar a bola na altura do quadril. A postura de defesa é cansativa. força isométrica da musculatura que sustenta o impacto da bola. foram utilizados vários recursos de defesa. Vários aspectos devem ser analisados: a qualidade do levantamento. de contra-atacar da melhor maneira possível. a colocação dos bloqueadores e as condições reais . Tipos. equilíbrio estático. Com o passar do tempo. permitindo técnicas de execução além da manchete. À medida que o voleibol evoluiu. A defesa baseia-se em observação correta e posicionamento exato. Na maioria das vezes. pois a velocidade de uma bola atacada chega a ser maior que a de reação do ser humano. coluna dorsal e cintura escapular. A liberação dos dois toques na defesa alterou sua forma de utilização. à própria equipe. Capacidades físicas envolvidas: coordenação dinâmica geral e visomotora. E a maneira que deve ser preferida. uns foram abandonados e outros modificados. pois o corpo está à beira do desequilíbrio. como se vê em jogos de principiantes. guardada as condições de execução.

No primeiro caso o corpo fica mais ereto. sabendo que terá maior facilidade para a defesa próxima ao chão. entretanto há um ponto que não se pode desprezar: quanto mais o defensor se aproximar da rede.VOLEIBOL ESCOLAR. obrigando o defensor a realizar corridas mais longas para alcançá-la. são laterais e curtos. Para o cérebro decodificar todas essas informações precisa estar em estado de prontidão e a posição básica correta facilita essa predisposição. sem cruzamento de passadas. O defensor que se colocar mais recuado tem a vantagem de ganhar alguns centésimos de segundo. com os braços semiflexíonados à frente. Isso acontece em décimos de segundo. A primeira fase ocorre após a definição do levantamento. preferencialmente. prontos para a defesa alta. Outros. a região que sobrará para a própria atuação etc. pois há o deslocamento para a região da quadra a ser defendida e outro. frente ao ataque. pois equilíbrio total pode impedir o jogador de deslocar em direção à bola. • Execução da defesa (contato com a bola) A defesa acontece em frações de segundo e não há tempo para isolar o amortecimento da direção que a bola seguirá. algumas vezes. mantêm-se mais afastados da rede. No segundo. Alguns preferem jogar mais adiantados e valer-se da defesa alta. A partir da posição básica. A partir daí. quando o defensor sabe qual deverá ser a sua posição dentro da tática coletiva de organização. preciso encontrar o meio termo ideal. Muitos erros de defesa decorrem da falsa idéia de imaginar que há tempo para aguardar a bola de frente e depois transferi-la no momento que toca os . No geral. Nesse momento. diferente. as pernas se afastam lateralmente para dar maior equilíbrio ao corpo. menor é o tempo de reação disponível. optará pelo deslocamento de adaptação para a bola que será atacada. deixando os braços mais próximos do chão.. importante é o posicionamento de prontidão do corpo: manter-se na ponta dos pés. • Deslocamentos e colocação para a defesa Obedecem as fases e possuem características diversas. Os deslocamentos para a bola devem ser. em direção à bola. A·postura corporal e a localização dentro da quadra variam de acordo com as diferenças individuais. Qual a melhor maneira? Depende da adaptação de cada um. Muitos atletas dificuldade para defender. Isso o impede de se deslocar rapidamente em caso de necessidade e permite somente a defesa de bolas que vão ao seu encontro. o executante volta-se para o levantador. deixando que a bola tome essa direção no momento em que toca seus antebraços. mas deve ter a noção de que será mais difícil chegar a uma bola largada. já que a bola chegará nele muito mais cedo. por assumir u posição com as pernas muito afastadas. a bola tocará o bloqueio e sai dos limites da quadra. o jogador projeta o tronco mais à frente. O deslocamento para a posição deve antecipar-se ao ataque para que a equipe possa se organizar de maneira mais harmônica. Mas. que estarão ligeiramente voltados para dentro. Como o posicionamento já está assumido.

auxiliando no amortecimento. O corpo terá uma função importantíssima. A dinâmica do movimento de defesa pode variar: • em função da posição do corpo baixa • média • alta • quanto ao deslocamento que a precede • quanto à velocidade do ataque • quanto à trajetória da bola atacada direta • desviada •quanto à altura da bola • entre os pés e os joelhos • entre joelhos e quadril • entre quadril e ombros • à altura da cabeça • acima da cabeça . conscientizando o jogador de que sua ação não termina naquele primeiro momento. antebraços. harmonizando a ação sem deixar os braços executarem o movimento isoladamente. O tronco muitas vezes cede para trás. • recuperação de bolas que voltam da rede. • "tapinha". para que haja espaço para o amortecimento. juntamente com os ombros. •com as mãos espalmadas acima da cabeça. • Pronta ação para o prosseguimento do jogo A defesa com qualidade sempre será sucedida por um ataque ou ação de proteção. • com os pés. • “abafa”. Dada sua importância. A defesa apresenta variações que são classificadas como recursos: • manchete inversa.VOLEIBOL ESCOLAR. Isso é possível em bolas fracas (recepção de saque ou "bolas de graça"). Os braços devem se projetar mais à frente. • com uma das mãos (acima ou abaixo). • com um braço. na tentativa de absorver a cortada. mas não em ataques que beiram os lOO km/h. deverá ser tratada com atenção especial desde a aprendizagem.

táticas e alterações das regras. Se a bola for batida fraca. quando este estiver se desfazendo. São utilizados quando a utilização dos fundamentos básicos restringem a ação eficaz do jogador. Deve ser atacada contra o lado da mão ou do braço externo do bloqueador. o braço do bloqueador está na altura da bola (o bloqueio subiu mais que o necessário e deixou o braço exposto para ser "explorado"). a bola está passando pelo atacante e ele não conseguirá jogá-la para a quadra adversária. será facilmente recuperada pela defesa adversária. E utilizada quando o bloqueio é superior ao ataque e quando o atacante está sob a bola ou longe do bloqueio. em algumas situações. o bloqueio está em melhores condições que o ataque. feito com as pontas dos dedos.VOLEIBOL ESCOLAR. . diferenças de estilo ou de escola. Acelerar o braço. Exige visão total de jogo e habilidade fina. ou atrasá-lo. Usa-se a "explorada" para o lado em diversas situações: a bola está muito colada na rede. • quanto ao alcance do defensor • sobre o corpo • à frente • atrás • ao lado • nas diagonais OS RECURSOS Referem-se às técnicas diferenciadas de um modo geral. Fora desenvolvidos a partir de evoluções técnicas. • Recursos de ataque • • “Explorada” (para fora e para cima) O atacante deve saber o momento correto de se valer desse artifício. Serão relacionados os mais comuns em cada fundamento. Largada (curta e longa) Deve ser utilizada quando o atacante perceber que não há nenhum jogador adversário em condições de chegar a tempo e recuperar a bola. pois é um movimento de muita precisão. A "explorada" para cima tem de ser mais forte. pois a bola tocará a ponta do bloqueio e ganhará altura. por isso são variáveis e apresentam. Os recursos ultrapassam os padrões técnicos estabelecidos. buscando analisar detalhes que interessem no plano educativo e dissipar dúvidas porventura existentes quanto à sua utilização. a fim de pegar o bloqueio ainda em formação.

VOLEIBOL ESCOLAR. Tem a grande vantagem de aumentar a chance de amortecimento do ataque que a manchete inversa não oferece. Colocadas para cima. O atacante não tem condições de executar o movimento de cortada. contra um bloqueador parado. Uma largada na qual o jogador demonstre sua intenção não surpreende ninguém. as palmas das mãos farão a bola sair para trás. para que a bola volte enfraquecida do bloqueio e haja recuperação. ou sobre a cabeça ou sobre um dos ombros. a seguir. para fora da quadra. para tocar a bola que vem nessa altura. mas com a liberação dos dois toques passou a ser utilizado também no voleibol de quadra. contando com a desaceleração do braço no momento final do ataque. em levantamentos defeituosos. • Recursos de recuperações) defesa (utilizados também em recepções e • • Manchete inversa Menos utilizada depois da liberação dos dois toques nas bolas vindas da quadra contrária. no meio da quadra. o atacante não deve efetuar movimentos antecipados. Dois movimentos distintos acontecem numa fração de segundos: na "empurrada" para o lado. limitando-se a tentar salvar um levantamento. dando condições de recuperação. mãos unidas e antebraços dirigidos para cima. A única opção do atacante é bater dosando a força. • Defesa com as mãos espalmadas acima da cabeça Era um recurso do vôlei de praia. senão todo esforço e presença de espírito do atacante são desperdiçados. Utilizada também contra o bloqueio. O tronco assume uma posição mais ereta no momento do contato. A "empurrada" para frente é mais utilizada em bolas indefinidas sobre a rede. Meia-força Semelhante à largada. o atacante deve valer-se do fato de estar vindo em direção à rede. é realizada com a palma da mão encostando na bola o suficiente para ela transpor o bloqueio e cair em algum lugar desguarnecido. Para isso acontecer. As mãos estarão espalmadas. Essa corrida é utilizada para imprimir mais força e ganhar a disputa. O movimento da cortada é seguido à risca. . • "Empurrada" (para frente e para o lado) Recurso semelhante à "explorada". é utilizado em bolas muito coladas à rede. Devem estar voltadas para frente. permitindo um contra-ataque mais eficiente. que está mais favorável ao bloqueador adversário. O atacante vai com uma das mãos e o bloqueador com as duas. pois o choque do ataque contra as mãos provocará extensão dos punhos suficiente para dar altura desejada à defesa. de maneira que a bola bata e suba. Neste caso. Para obter sucesso. a proteção de ataque deve estar atenta. Os braços são levados acima da cabeça. ainda continua com alguns adeptos por oferecer uma base mais uniforme que as mãos. o atacante empurra a bola contra as mãos do bloqueador e.

Apesar dos comentários de que o voleibol viraria futevôlei. Defesa com os pés Com a permissão das regras de utilizar todo o corpo para tocar a bola. Duas situações colocam-nos como opção melhor para recuperação: • bolas que se dirigem para fora da quadra podem ser impulsionadas com mais força pêlos pés do que pelas mãos. A defesa com uma das mãos no alto difere completamente. para que algum companheiro possa recuperá-la. • • "Abafa" Muito bonito de ver. em algumas situações. E utilizada em bolas que tocam o bloqueio e se dirigem para o fundo da quadra. com o dorso da impulsionando a bola para cima. E o limite do defensor que correu. "Tapinha" Acontece durante o mergulho. os pés passaram a ter uma nova função. Defesa com um dos braços Segue o princípio da defesa com uma das mãos embaixo. não dando condições do defensor girar o corpo e correr atrás dela. Durante o peixinho. a bola é tocada com a mão fechada e a flexão de punho faz com que ela ganhe altura e possa ser recuperada. Exige completo domínio corporal no mergulho. deixando que a mão deslize. que • • • . • bolas que vão passar sob a rede. o jogador apóia-se no chão. Recuperação de bolas que voltam da rede Devem ser treinadas de acordo com as variações possíveis. • Defesa com uma das mãos (embaixo ou no alto) Muitos ataques são tão fortes e baixos que fica praticamente impossível chegar com os dois braços à bola e executar a manchete. A bola baterá no dorso da mão e subirá antes de tocar o solo. outra. nas quais a tentativa de chegar com mergulho ou rolamento pode provocar uma invasão. uma que chega reta perto da fita desce mais próxima à rede. pois a bola assume trajetórias diferentes conforme bate na rede. O único recurso que resta é saltar e tocá-la com a mão fechada ou aberta. pois o amortecimento e o contato com a bola são simultâneos. Mas. para bolas que chegam ao lado do corpo e próximas ao chão. O braço estende-se. Uma bola que chega reta no meio da rede costuma voltar um pouco mais longe. Portanto. recursos de defesa com uma das mãos devem ser treinados.VOLEIBOL ESCOLAR. os pés são utilizados de maneira voluntária com mais eficácia que as mãos. mergulhou e se esforça para recuperar a bola. a defesa com os pés não é treinada como recurso técnico.Tem a vantagem de poder amortecer melhor a bola.

Alguns levantadores executam largadas com as duas mãos e até do chão. geralmente. na oportunidade subseqüente. Se houver atenção e rapidez. E necessário que o passe seja alto e a largada feita acima da rede. a partir daí. corre um pouco pela rede e cai mais além. pernas flexionadas e braços quase sob a rede. Os bloqueadores têm utilizado o recurso de colocar as mãos junto à rede para que a bola ganhe mais velocidade na volta. Alguns levantadores retiraram a mão no momento do levantamento. pois a rede é mais baixa e a velocidade de resposta das mulheres. vai pelo lado. Exige muita técnica e requer precisão. No feminino é mais comum caírem bolas assim. • • . dando maior arsenal de recursos para o levantador. E a criatividade aliando-se à técnica. Outros desenvolveram. De frente para a rede. Simulação de ataque Recurso utilizado. Levantamento com uma das mãos Recurso próprio para bolas que se dirigem para o campo contrário e provocariam toque na rede por parte do levantador. E uma situação extrema de recuperação. O ideal é treiná-la para frente e para trás. O levantador atacou uma bola e. deixando a bola passar para a outra quadra. simula o ataque. aquelas que tocam a base inferior da rede dão um tempo maior de recuperação. entretanto é preciso estar seguro de que ela cairá pois. o recurso de empurrar a bola para o fundo da quadra contrária ao invés de levantar. principalmente com os homens. • • Ataque de segunda Variação da largada. serve o atacante que está ao seu lado sem marcação do bloqueador que subiu para marcar o suposto ataque de segunda. na qual o levantamento é feito com a ponta dos dedos. o tempo é suficiente para que haja uma defesa. menor. a colocação do defensor antecipada e a recuperação da bola possível. • • Recursos do levantador Largada Utilizado com uma das mãos empurrando a bola para baixo. após a realização de um ataque de segunda. O corpo deve estar colocado de frente para a quadra contrária. o movimento pode ser analisado. quando o levantador vira o corpo e executa uma cortada. surpreendendo assim o adversário. com a mão esquerda e direita.VOLEIBOL ESCOLAR. caso tentasse levantar com as duas mãos. Recursos de saque Já foram comentados no capítulo SAQUES.

A posição da mão de fora nessa situação passa a ser completamente diferente. aí sim. Ótimo recurso contra atacantes que gostam de atacar a bola rente à rede. ou que salta atrasado. Quando isso acontece. Se a todo o momento os bloqueadores puxarem o braço pra cá ou pra lá. utiliza esse impulso para empurrar a bola e leva vantagem. dando-lhe espaço para o ataque e. tirar as mãos do caminho da bola. na última hora. Entretanto. O ideal é ser o último a partir para a disputa. Nas bolas fracas há uma briga de habilidade para proteger passagem da bola. Frente a um ataque forte. não deve ser estimulado a tornar-se habitual. Nessa briga deve-se partir de baixo para cima. rapidamente. • • Recursos de bloqueio Evitando exploradas (de bolas fortes ou fracas) Algumas situações mostram claramente a intenção do atacante de explorar o bloqueio. não ganhar altura a qualquer preço e fazer o possível para não ser o primeiro a tocar na bola.VOLEIBOL ESCOLAR. não há tática de defesa que funcione. flexionando os braços e evitando que ela o toque. sem contar com a força que o chão poderia transferir. com o bloqueador deixando-a quase paralela ao chão e. Aquele que se adianta perde o contato com o solo e briga no ponto máximo do salto. o bloqueio deve esperar o movimento adversário e. não mais para a própria quadra porém evitando que ela toque na mão de fora e acabe beneficiando o atacante. "Puxada" (para bloqueios simples) Recurso para fintar o atacante. puxar os braços para a região anteriormente desguarnecida. pois a organização de bloqueio coletivo deve ter a função de orientar a defesa para seu posicionamento. flexionando o punho para evitar que a bola vá para fora. o bloqueador pode também se valer de alguns recursos para equilibrar as forças. • Disputa de bloqueio x bloqueio (bolas indefinidas sobre rede) Por que geralmente a briga nessas situações é vencida pelo mais baixo e o mais alto quase sempre acaba caindo para trás? Simplesmente por razões físicas. O de menor estatura. • .

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