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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI
BACHARELADO EM MEDICINA
MARINA OLÍMPIA DANTAS CRUZ
FASES DA INTERFASE (SIGNIFICADO, CHECKPOINTS E DIFERENÇAS).
TERESINA
2024
MARINA OLIMPIA DANTAS CRUZ
FASES DA INTERFASE (SIGNIFICADO, CHECKPOINTS E DIFERENÇAS)
Trabalho da disciplina de Tecnologia
de informação e comunicação,como
requisito parcial para obtenção de nota
em Sistema Orgânico Integrado.
Orientadora: Prof. Dra. Franciléia Nogueira Albino
TERESINA
2024
O que significam as fases de Interfase?
A interfase é uma das principais fases do ciclo celular e pode ocorrer de três formas
como:
G1, S e G2. Pode-se dizer que é o estágio de preparação da célula para a divisão,
pois ocorre seu crescimento e a duplicação do DNA. A G1 inicia-se logo após a
divisão celular, é uma fase rápida e curta, onde ocorre a síntese de RNA e de
proteínas, com recuperação do volume da célula que havia sido reduzido a mitose.
Nessa fase é onde as células com DNA danificado ou que não possuem quantidade
de proteínas para continuação do ciclo celular são impedidas de passar. Na fase S,
ocorre a síntese do DNA e a duplicação dos centrossomos e centríolos. Na fase G2,
as células acumulam energia usando a mitose e sintetizam tubulina para formar os
microtúbulos do fuso mitótico (Junqueira, 2013).
Onde ocorrem as duas principais checagens (Checkpoints)?
Checkpoints são pontos de parada durante o ciclo celular onde ocorre análise da
estrutura do material genético, ou seja, se houver algum erro e ele for detectado, a
célula entra em apoptose, sendo as duas principais checagens em G1 e G2
(Tortora, 2016).
Quais as diferenças?
Checkpoint em G1 - O DNA danificado aumenta os níveis de p53 que é ativador de
p21. A proteína p21 é inibida dos complexos ciclinas-cdKs que provoca a parada do
ciclo celular. Caso o DNA seja reparado, há progressão do ciclo, mas quando não é
reparado a célula entra em apoptose.
Checkpoint em G2 - O DNA não replicado ou danificado é reconhecido por um
conjunto de proteínas encontradas nessa fase. Ao ser reconhecido, elas ativam a
proteína Chk1 que fosforila e inibe a fosfatase Cdc25, prevenindo a defosforilação
da quinase dependente de ciclina e ativação da mesma, impedindo assim que o
ciclo continue (Junqueira, 2013).
A compreensão das fases da interfase e dos checkpoints no ciclo celular tem
implicações significativas na prática médica, especialmente em oncologia e no
entendimento de distúrbios genéticos.
1. Oncologia: Ao entender as fases do ciclo celular, os profissionais de saúde
podem avaliar e direcionar tratamentos para impedir a replicação descontrolada das
células, uma característica fundamental do câncer. A compreensão dos checkpoints,
especialmente em G1 e G2, é crucial para identificar e tratar células com danos
genéticos.
2. Terapia Genética: A compreensão da síntese de DNA na fase S da interfase é
essencial para terapias genéticas, onde a manipulação do material genético é
realizada para corrigir defeitos hereditários. A identificação e correção de erros no
DNA podem ser facilitadas compreendendo as fases específicas do ciclo celular.
3. Farmacologia: Muitos medicamentos, como quimioterápicos, visam interromper o
ciclo celular em diferentes fases. Compreender as fases da interfase e os
checkpoints ajuda os médicos a escolherem estratégias terapêuticas mais eficazes
e com menos efeitos colaterais.
4. Prevenção e Diagnóstico: A identificação de células com danos no DNA, por meio
dos checkpoints, pode ter implicações na prevenção de doenças. Além disso, a
compreensão das fases do ciclo celular é vital para a interpretação de resultados de
testes genéticos e diagnósticos.
Portanto, a correlação entre as fases da interfase e os checkpoints com a prática
médica é essencial para abordar eficazmente distúrbios genéticos, câncer e
desenvolver estratégias terapêuticas mais direcionadas.
REFERÊNCIAS
JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 12. Ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2013.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 14. ed.
Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2016.