Aspectos do Direito das Famílias
Aspectos do Direito das Famílias
Direito das Famílias é o direito que disciplina as relações formadas na vida familiar, seja ela conjugal ou não,
tendo origem no casamento, união estável na família monoparental e outros núcleos fundados no afeto e na
solidariedade. → trata-se de um direito de natureza privada, embora seja protegida pelas vias públicas.
- Cristiano chaves: a partir de uma abrangente relação, interligando diferentes pessoas que compõem um
mesmo núcleo afetivo, nele inseridos, inclusive, terceiros agregados.
- CUIDADO: O EMPREGADO DOMÉSTICO PODE DESENVOLVER VÍNCULO AFETIVO,
podendo assim se envolver no direito de família.
Tipo de família:
a) família matrimonial, advinda do casamento;
b) família não-matrimonial: constituída fora do casamento (união estável e famílias monoparentais);
c) família adotiva: constituída pelo vínculo de adoção;
d) família substituta: que se configura pela guarda, tutela (art. 28 do ECA);
e) família homoafetiva, formada por pessoas do mesmo sexo. → resguardada pelo principio da igualdade.
- União estável homoafetiva, equipara-se à união estável heteroafetiva.
A constituição de 1988 prevê novas formas de constituir família
§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como
entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. (Regulamento)
§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus
descendentes.
§ 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela
mulher.
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um
ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos.
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Redação dada Pela Emenda
Constitucional nº 66, de 2010)
§ 8º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando
mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.
rt. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com
absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura,
à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda
forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada Pela
Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
§ 1º - O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente,
admitida a participação de entidades não governamentais e obedecendo os seguintes preceitos:
§ 2º A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de
fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de
deficiência.
I - idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observado o disposto no art. 7º, XXXIII;
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola; (Redação dada Pela Emenda
Constitucional nº 65, de 2010)
VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, nos termos
da lei, ao acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou adolescente órfão ou abandonado;
§ 5º A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que estabelecerá casos e condições de
sua efetivação por parte de estrangeiros.
§ 6º Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e
qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.
§ 7º No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-se- á em consideração o disposto no
art. 204.
I - o estatuto da juventude, destinado a regular os direitos dos jovens; (Incluído Pela Emenda
Constitucional nº 65, de 2010)
II - o plano nacional de juventude, de duração decenal, visando à articulação das várias esferas do poder
público para a execução de políticas públicas.
Jurisdição voluntária:
- Requerimento de separação (sem pretensão resistida)
Jurisdição litigiosa:
- Ação de divorcio (tem litígio)
Liga o direito material à realidade:
- Art 319 do CPC
fatos→ causa remota: que autoriza ir a juízo
Fundamentos→ Causa próxima: o que justifica ir ao juizo.
Direito Matrimonial:
- Atualmente, pelo princípio da liberdade, a escolha é livre quando à forma de constituição de família. →
O casamento deixou de ser a única instituição para a formação de família, há uma pluralidade de
entidades familiares.
- Conceito de casamento: relação jurídica solene, entre duas pessoas de sexos opostos ou não, com
finalidade de constituir família. → o regime de bens, salvo nos casos em que a separação total for
obrigatória ou estipulação em pacto nupcial será de Separação parcial dos bens (supletivo).
Características do casamento:
a) STF iguala união estável ao casamento → visando a dignidade da pessoa humana e isonomia.
b) Solenidade do ato nupcial: celebração em consonância com a lei → processo de habilitação →
publicação dos editais → realização da cerimônia → inscrição no registro público.
c) Dissolubilidade ilimitada → antes só poderia desvincular uma vez (lei 6515/77).
d) Casamento deve ser unico, ou seja, não é permitido a POLIGAMIA.
O rompimento do noivado poderá causar indenização, mesmo que apenas por danos morais, basta que cumpra o
Art 186 do CC→ aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar
dano à outrem, ainda que EXCLUSIVAMENTE MORAL, comete ato ilícito. → culpa aquiliana.
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ROMPIMENTO DE NOIVADO → competência em regra da vara civil,
mas se cumulada com declaratória de união estável, será competência da vara da família.
REQUISITOS para pleitear a ação:
I) Promessa de casamento concretizada DIRETAMENTE pelos noivos.
II) Recusa de cumprir a promessa esponsalícia → um novo noivado, revoga o noivado anterior.
III) Ausência de motivo justo → se houver culpa por parte do outro nubente, fica esse inseto de arcar com a
indenização → erro essencial, infidelidade, sevícia, injúria grave, ABANDONO, entre outros.
III) A existência de dano → basta o dano moral.
Cuidado: não cabe mais o suprimento de idade, grávida aos 16. Mas não é proibido manter união estável
(vivem em concubinato) → Art. 1520 não será permitido, em qualquer caso, o casamento de quem não atingiu
a idade núbil, observando o Art. 1517 (16 anos).
Impedimentos Matrimoniais:
O código civil dispõe sobre causas impeditivas de celebração do matrimônio, ou seja, hipóteses em que o
casamento é proibido e que se celebrado haverá nulidade do negócio jurídico celebrado.
Decreto 3200/41: poderá haver casamento entre tio e sobrinha de dois médicos, nomeados pelo juiz, atestar a
sanidade dos requerentes, afirmando não ser inconveniente, sob o ponto de vista da saúde de qualquer deles e da
prole, a realização do casamento. → PODE CASAMENTO ENTRE TIO E SOBRINHA, DESDE QUE TENHA
EXAME PRÉ NUPCIAL.
Art 1522: os impedimentos podem ser opostos, até o momento da celebração do casamento, POR QUALQUER
PESSOA capaz. P. U. Se o juiz ou o oficial tiver ciência do impedimento, será obrigado a declará-lo. → O MP
tem competência para isso também.
ATENÇÃO: matrimônio de estrangeiro no Brasil, aplica-se às normas quanto aos impedimentos e formalidade
de celebração, se tratando de causas SUSPENSIVAS, aplica-se o estatuto pessoal (a lei do esrtangeiro)
Causas suspensivas:
Não devem se casar, mas podem se casar com risco de anulabilidade do casamento:
- As causas suspensivas, quando não respeitadas, implicará na aplicação automática do Art .1.641, I, do
CC. → ou seja, o casamento celebrado sob regime de separação obrigatória de bens e, em alguns casos,
permitirá a anulação do casamento, se ausente a capacidade matrimonial .
Art 1523: não devem se casar:
I- o viúvo ou viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der
partilha aos herdeiros.
II- a viúva, ou mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até 10 MESES depois do
começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade conjugal.
III- o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal
IV- o tutor ou curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com pessoa tutelada
ou curatelada, e não estiverem saldadas as respectivas contas.
PU → nos incisos I, III e IV se comprovada a falta de prejuízo para o herdeiro, para ex cônjuge e para a pessoa
curatelada, não será aplicada a causa suspensiva e no caso do II deverá comprovar a inexistência de gravidez ou
que a criança já nasceu.
Art 1524 → podem ser arguidas somente por parentes de linha reta de um dos nubentes e pelos colaterais de
segundo grau.
Celebração do casamento:
1- Formalidades essenciais da cerimônia nupcial:
Ao casamento deve ser dada a devida publicidade, em razão da sua repercussão social e da necessidade de
preservar o consentimento dos nubentes (Art. 1531) → juiz de paz em que se processou a habilitação meo
competente para a celebração;
A vontade dos nubentes deve ser clara e indubitável, não se admitindo silêncio.
2- Casamento por procuração: O casamento pode celebrar-se mediante procuração, por instrumento público,
com poderes especiais. → a eficácia do mandato é de 90 dias, se a procuração estabelecer o regime de bens ,
amplia-se o objeto do mandato para que se firme o PACTO ANTENUPCIAL. Ambos os nubentes podem ser
representados pelo mesmo procurador. → A revogação da procuração não precisará chegar ao conhecimento do
mandatário, mas, celebrado o casamento sem que o mandatário ou outro contraente tivessem ciência da
revogação, responderá por perdas e danos, ou seja, revogada a procuração, sem que o outorgado ou o outro
contraente tenha conhecimento da revogação, o casamento é ANULÁVEL, respondendo o outorgante por
perdas e danos.
3- Casamento sob moléstia grave e casamento nuncupativo: exceções as formalidades do casamento.
a) Em caso de moléstia grave de um dos nubentes, o presidente do ato irá celebrá-lo onde se encontrar o
impedido, sendo urgente, ainda que à noite, perante DUAS testemunhas que saibam ler e escrever. → a
urgência afasta a formalidade. → se não for possível a presença do juiz de paz (autoridade competente),
esse poderá enviar um substituto legal para realização da cerimônia.
b) Em caso de um dos nubentes se encontrarem em risco iminente de vida, e não for possível a presença
da autoridade e nem do seu substituto, poderá ser celebrado na presença de SEIS testemunhas, que não
tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, até segundo grau. → casamento in extremis vitae
momentis.
4- Casamento perante autoridade diplomática ou consular:
O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de
ambos os países. A forma prescrita do ato será a prescrita pelo direito estrangeiro, enquanto os efeitos serão
os da legislação brasileira (impedimentos aplica-se ao da legislação brasileira, mas as causas suspensivas
aplicam-se ao do país vigente).
a) se ambos os nubentes forem brasileiros: a lei local deve reconhecer os efeitos civis da celebração. →
deverão ser registrados em 180 dias contados da volta de um ou de ambos os cônjuges ao Brasil. A
falta de registro do casamento, no estrangeiro, na forma, não significa que o braileiro não está casado.
→ Ou seja, se ambos forem brasileiros, assumem leis brasileiras.
b) Se o brasileiro casar-se com estrangeiro: Deve ter autorização no cartório de registro no brasil, caso
contrário casa com a lei de determinado país.
5- Casamento religioso com efeitos civis:
Se o casamento for apenas religioso, sem efeito civil, estamos diante de uma união estável e não de casamento,
mas é possível que o casamento tenha efeitos civis. O casamento religioso que seguir as exigências do
casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data
de sua celebração.
- Habilitados, dentro do prazo decadencial de 90 dias, o interessado requererá o registro do casamento ao
oficial do Registro Civil, tudo conforme a lei de Registros Públicos.
Provas do casamento:
I) Provas diretas: o casamento celebrado no Brasil prova-se pela certidão do registro.
- Justificada a falta ou a perda do registro civil, é admissível qualquer outra espécie de prova.
- Certidão do registro é prova específica. → se perder o registro, em um primeiro momento deve-se
justificar a falta ou a perda do registro, para depois provar a existência do ato nupcial
- O casamento no exterior prova-se de acordo com a lei do local da celebração, para que o documento
produza efeitos no Brasil, deve ser autenticado de acordo com as leis celulares.
II) Provas indiretas: a posse do estado de casado, exigindo-se que um tenha o nome um do outro, que ambos se
tratam como casados e que a sociedade lhes conheça a condição de cônjuges. (posse do estado de casado é
peremptória).
- Somente os filhos podem alegar esse estado após a morte dos pais. → efeito ex tunc, todos os efeitos
civis desde a data do casamento.
- AÇÃO DECLARATÓRIA DE EXISTÊNCIA DE CASAMENTO, COM EFEITO RETROATIVO.
Na dúvida entre as provas favoráveis e contrárias, julgar-se-á pelo casamento, se os cônjuges, cujo casamento se
impugna, viverem ou tiverem vivido na posse do estado de casados. → in dubio pro matrimonio, isto é,
produzida as provas e ainda existindo dúvida se foi ou não celebrado o casamento, de se admitir o requerimento
ou o pedido declaratório de existencia de casamento.
Regimes de bens:
I) Regime da comunhão parcial: Conhecido como legal ou supletivo
É o regime que exclui da comunhão os bens que os cônjuges possuíam antes de se casar ou que venham adquirir
por causa anterior e alheia ao casamento, incluído, portanto, na comunhão, apenas os bens adquiridos
posteriormente, prescreve a comunhão de aquestos, solidariedade entre os cônjuges.
- Há bens incomunicáveis, ou seja, que constituem patrimônio pessoal de cada um, bens adquiridos antes
do casamento, herança e bens particulares. Art. 1.661. São incomunicáveis os bens cuja aquisição tiver
por título uma causa anterior ao casamento.
- Sobre bens móveis, estes serão considerados adquiridos durante o casamento, salvo prova em contrário.
- Os bens sub-rogados também não se comunicam , salvo se houver valor excedente ao bem
particular, o valor excedente entrará no valor dos aquestos.
- QUANTO AO PASSIVO, cada consorte responde pelos próprios débitos anteriores o casamento, e nas
dívidas posteriores, contraídas no exercício da administração do patrimônio comum, obrigam os bens
comuns e aos particulares do cônjuge que os administra, e aos do outro na proporção do proveito que
houver auferido. Ou seja, a dívida contraída após o casamento é responsabilidade de ambos os
cônjuges.
- Os bens de Herança são incomunicáveis, mas os frutos desse bem, se comunicam.
Separação de fato (sair da casa, mas ainda não tem divórcio) → implicará na incomunicabilidade na aquisição
de bens. → pleiteia AÇÃO DECLARATÓRIA DE INCOMUNICABILIDADE, demonstrando, apenas, que o
bem foi adquirido após a separação de fato do casal → EMENDA 66/10 Não existe mais a separação de fato.
- Se o bem foi adquirido antes do desaparecimento de um deles, poderá haver suprimento da vontade,
devendo o cônjuge que ficou na casa pedir autorização em juízo para vender o bem e reverter em
benefício da família.
II) Regime de comunhão total: comunicabilidade de todos os bens, seja ele presente ou futuro, adquiridos antes
ou depois do casamento, as dívidas se tornam comuns. → CONSTITUINDO UMA ÚNICA MASSA.
- necessita de lavratura de pacto pré nupcial.
Não estão inclusos os bens do art 1669
IV - as doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a cláusula de incomunicabilidade;
V - Os bens referidos nos incisos V a VII do art. 1.659. → V - os bens de uso pessoal, os livros e
instrumentos de profissão; VI - os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge; VII - as pensões,
meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes.
Regime misto, em que durante todo o casamento os bens serão incomunicáveis, mas na hora da partilha divide
todos os bens adquiridos na constância do casamento, incluindo aqueles que já tiverem sido vendidos. Ou seja,
todos os bens adquiridos de maneira onerosa durante o casamento cada cônjuge terá sua respectiva meação.
- Assim, haverá dois patrimônios, o inicial (composto pelos bens que cada cônjuge tinha antes do
casamento e os que foram adquiridos durante a vigência deste) e o final;
- Necessita de lavratura de ato antenupcial.
- Cada um responde pelos seus débitos. → quando a dívida ultrapassar a meação, não ficará o outro ou
os herdeiros a pagarem a prestação.
- Tem efeitos na dissolução da sociedade conjugal → patrimônio inicial - final. CUIDADO: mesmo se o
bem for vendido, ele entrará na meação.
- Garantia do retorno da meação.
Cada consorte conserva, com exclusividade o domínio, posse e administração de seus bens presentes e futuros e
a responsabilidade pelos débitos anteriores e posteriores ao matrimônio. Dois patrimônios distintos.
a) Legal: casos em que a lei estipula que esse regime deve ser adotado, por razões de ordem pública ou
como sanção.
I - das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento;
Salvo no regime de separação absoluta dos bens, os cônjuges não podem sem autorização do outro, alienar ou
gravar de ônus real os bens imóveis, pleitear como autor ou réu acerca de bens e direitos imobiliários, prestar
fiança ou aval, alugar prédio urbano residencial por prazo igual ou superior a 10 anos, fazer doação, não sendo
remuneratória, com os bens comuns ou que possam integrar futura meação. → poderá ter suprimento da vontade
do cônjuge por determinação judicial (AÇÃO DE SUPRIMENTO DE VONTADE).
Impenhorabilidade do único imóvel residencial da família:
Esses bens não responderão por débitos civis, comerciais ou previdenciários contraídos pela entidade familiar.
→ Em caso de mais de um imovel usado como residência, a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor,
salvo quando o outro estiver registrado para tal finalidade. → a impenhorabilidade poderá recair sobre bens
móveis.
- Caso tenha a má administração, qualquer cônjuge poderá propor ação de anulatória por falta de
autorização marital ou uxória de 2 anos, depois da dissolução da sociedade conjugal. Há litisconsórcio
passivo necessário entre os cônjuges.
- Será anulável a alienação de imovel, que não tiver o assentimento, salvo regime de participação final
nos aquestos ou no regime de separação total de bens.
Atos que os cônjuges podem praticar independente de autorização:
1) atos imprescindíveis à sua profissão
2) Administrar os próprios bens.
3) Anulação dos atos de fiança e aval.
4) Dispor de bens se casado sob regime de separação universal
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu
consorte.
c) pelo divórcio (não há mais separação): Legitimação para a propositura é personalíssima → somente
pode ser proposta pelo cônjuge.
- o divórcio estabelece o fim da sociedade conjugal
- COMPETÊNCIA: último domicílio do casal e um deles ainda residir no local, se nenhum
deles residir no mesmo local, o que pleitear primeiro a ação (prevenção), ou se tiver filho onde
reside o filho (FILHO ATRAI A COMPETÊNCIA).
- O MP será intimado se houver interesse de menor ou incapaz.
- Divórcio tem efeito ex nunc
- Divórcio em cartório desde que a mulher não esteja grávida ou tenha interesse de menor.
Partilha dos bens:
O divorcio pode ser concedido sem que haja prévia partilha dos bens, nem o divorcio consensual e nem o
litigioso tem essa exigência. A partilha deverá ser realizada em consonância com o regime de bens adotado.
Considerando que o casal tem direito à plena disposição dos bens, estes podem ser doados entre si ou aos filhos.
Quando ocorrer da partilha ficar de forma desigual, o valor que ultrapassar a meação será tributado ( ITCMD) já
que é considerado doação. → chamado de TORNA → excedente da partilha e não inclui o valor da dívida
contraída pelo casal
Cumulação de ações: Divorcio pode cumular com ação partilha (divorcio ou extinção de união estável)
- visita e guarda
- alimentos (para mãe, para o filho e eventual alimento compensatório). → alimentos prestações sucessivas
CUIDADO: o filho que ainda não nasceu entra na divisão da herança. → aberta a sucessão, a herança
transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários.
Sobrepartilha:
Acontece com os bens sonegados ou descobertos após a partilha com liquidação difícil ou morosa;
Sub Rogados:
Bens que eram pessoais, mas foram vendidos e com o valor do bem particular foi adquirido um outro bem. Se o
valor adquirido na constância do casamento for maior que o bem particular, o valor que ultrapassou entrará na
partilha.
União Estável:
Reconhecida pelo Art 226 da CF → Depois estabelecido pelo código civil → 9.278/96 → 8971/94 (lei mais
específica) → princípios gerais do direito ou analogia → união estável como entidade familiar.
Competência da vara de família→ antes transferiram para a vara cível.
Isso é heteroafetivo.
- União estável deverá ser convertida em casamento, mesmo que homoafetiva
→ Art. 1.726. A união estável poderá converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros ao juiz e
assento no Registro Civil → o pedido de conversão deve ser feito ao oficial do Registro civil que inicia o
processo de habilitação, verifica impedimentos e regime de bens, envia a homologação ao Juiz de Direito e
publica o edital de proclamas (documento do cartório tipo um edital).
- Converter com reconhecimento da data de início da união estável. → pedido realizado ao juiz de direito
que apura os fatos.
CUIDADO: não tem como aplicar o regime de SEPARAÇÃO TOTAL OBRIGATÓRIA na união estável, visto
que a esta depende de ato de vontade.
Ação ou requerimento de união estável:
- ação quando houver litígio entre os conviventes.
- Requerimento consenso entre os conviventes
Se a união estável ainda persistir: AÇÃO DE DECLARAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL / Se extinta, AÇÃO DE
DECLARATÓRIA C/C DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL
- Falecido um dos conviventes a ação declaratória e de dissolução de união estável deverá ser proposta
contra os herdeiros, se houver filho menor deverá ser nomeado um curador legal, pois a autora é a mãe
o filho será o réu.
Ação poderá ser cumulada com partilha de bens, guarda, regulamentação das visitas, fixação de alimentos para
o companheiro necessitado ou para os filhos ou para ambos.
Namoro qualificado: é duradouro, mas não tem vontade de constituir família. → ausência da affectio maritalis.
- Regime legal é o de separação parcial de bens. Mas pode estabelecer por simples documento atribuir
outro regime de bens, por inadequação do pedido há falta do interesse de agir, portanto se houver
judicialização da modificação do regime de bens, há falta do interesse de agir → princípio da
mutabilidade. → equipara-se ao casamento.
Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no
que couber, o regime da comunhão parcial de bens.
- O casado, pode manter união estável desde que separada de fato ou judicialmente. União estável
putativa → se não tiver separado de fato é concubinato. O agente de boa fé vive em união estável e o
casado vive em concubinato.
União estável era conhecida, antes da constituição atual como concubinato puro, pois os companheiros não
tinham nenhum impedimento, mas decidiam em não oficializar o casamento. Tinha, também, o concubinato
impuro quando tinha algum impedimento, atual concubinato. Ou seja, quem vive em união estável e tem algum
impedimento do art 1521 vive em concubinato. → as pessoas com causas suspensivas, não estão impedidas de
constituir união estável e nem interferem no regime de bens (no casamento deve ser separação obrigatória, mas
na união estável permanece sendo o de separação parcial).
- Atenção se houver separação de fato, não há mais de se falar em comunicabilidade de bens do casal
separado. Logo, mesmo sendo casado, mas vivendo em união estável com outra pessoa, o bem
adquirido durante esta convivência será meado com a companheira e não com a esposa (famílias
paralelas).
Direito Parental:
Parentesco por consanguinidade: vínculo estabelecido entre as pessoas que descendem de um mesmo tronco
ancestral.
Parentesco por afinidade: relação estabelecida entre o cônjuge e os parentes do outro. → O parentesco por
afinidade limita-se aos ascendentes, aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro. → NÃO
HÁ VÍNCULO JURÍDICO ENTRE CONCUNHADOS → cuidado: na linha reta da afinidade não há
dissolução.
- Filhos adotivos equiparam-se aos filhos biológicos.
- Não é correto aludir parentesco legítimo (dentro do casamento) e ilegítimo (fora do casamento)
Art. 1.591. São parentes em linha reta as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes
e descendentes.
Art. 1.592. São parentes em linha colateral ou transversal, até o quarto grau, as pessoas provenientes de um só
tronco, sem descendem uma da outra
Art. 1.594. Contam-se, em linha reta, os graus de parentesco pelo número de gerações, e, na colateral, também
pelo número delas, subindo de um dos parentes até ao ascendente comum, e descendo até encontrar o outro
parente. → Assim, o grau de parentesco é obtido através da contagem do número de gerações que separam as
pessoas cujas relações estão sendo determinadas.
Art 1694: estabelece a possibilidade de os parentes pedirem uns aos outros alimentos que necessitem para viver
de modo compatível com a condição social.
LEMBRETE: ficam impedidos de se casar os parentes colaterais até 3° grau, por consanguinidade ou afinidade.
- Os parentes por afinidade em linha reta nunca deixarão de ser parentes.
Paternidade socioafetiva:
Foi positivada no ordenamento pelo art. 1593, cc. → paternidade socioafetiva deve prevalecer sobre a
paternidade biológica, pois o afeto é o princípio basilar do direito de família.
- A própria reprodução heteróloga confirma este entendimento, ou seja, o marido ou o companheiro
admite como filho o ser gerado por inseminação artificial, porém com semem de outro.
- Comum o pai assumir filho de outrem, registrando-o → depois não será possível esse pai com simples
exame de DNA desconstituir o vínculo parental.
Filiação:
Relação jurídica que liga o filho aos pais, independente do casamento. Paternidade é uma presunção iuris tantum
→ até que se prove o contrário. → o marido tem direito de contestar a paternidade (direito imprescritível). → Se
o autor falecer no curso da ação negatória de paternidade, os herdeiros dele podem prosseguir na ação. →
AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE NÃO PODE CUMULAR COM DECLARATÓRIA DE
PATERNIDADE.
Art. 1.597. Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos:
I - nascidos cento e oitenta dias, pelo menos, depois de estabelecida a convivência conjugal; → DE
VIGÊNCIA DO SEGUNDO CASAMENTO → a viúva ou mulher fica suspensa de se casar por um período.
II - nascidos nos trezentos dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal, por morte, separação
judicial, nulidade e anulação do casamento;
III - havidos por fecundação artificial homóloga, mesmo que falecido o marido;
V - havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido. → não
se admite negatória de paternidade.
Para não haver confusão na paternidade o cc estabelece causa suspensiva II - a viúva, ou a mulher cujo
casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até dez meses depois do começo da viuvez, ou da
dissolução da sociedade conjugal; → Mas se casar deve usar de todos os meio de provas possíveis para provar
a paternidade, caso não consiga presume-se que seja do primeiro marido, se nascer dentre os primeiros 300 dias
da dissolução conjugal, se nascer depois, presume-se ser filho do segundo marido desde que decorridos 180 dias
depois de estabelecida convivência conjugal.
Não pode tributar Art. 1.600. Não basta o adultério da mulher, ainda que confessado, para ilidir a presunção
legal da paternidade → não basta a confissão materna para excluir a paternidade.
Art. 1.604. Ninguém pode vindicar estado contrário ao que resulta do registro de nascimento, salvo
provando-se erro ou falsidade do registro → registro gera presunção de veracidade do estado da filiação e
sobrepõe à paternidade biológica.
Art. 1.605. Na falta, ou defeito, do termo de nascimento, poderá provar-se a filiação por qualquer modo
admissível em direito:
I - quando houver começo de prova por escrito, proveniente dos pais, conjunta ou separadamente;
II - quando existirem veementes presunções resultantes de fatos já certos. → a posse do estado de filho
pode ser considerada como fato certo.
Art. 1.606. A ação de prova de filiação compete ao filho, enquanto viver (imprescritível), passando aos
herdeiros, se ele morrer menor ou incapaz. → AÇÃO DE VINDICAÇÃO DO ESTADO DE FILHO ou
DECLARATÓRIA DE PATERNIDADE.
Parágrafo único. Se iniciada a ação pelo filho, os herdeiros poderão continuá-la, salvo se julgado extinto o
processo.
- O reconhecimento é um ato puro e simples. Se ocorrer por escritura pública, o menor deverá ser
assistido pelos pais ou tutor. Se maior de idade exige-se o consentimento do filho (condição de
validade- sob pena de nulidade do ato). com exceção dos casos do art. 1609, quando reconhecidos por
testamento:
O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e será feito:
I - no registro do nascimento;
III - por testamento, ainda que incidentalmente manifestado; → ato personalíssimo e não há de se falar em
representação. –. FORMA DE RECONHECIMENTO É IRREVOGÁVEL, nem mesmo com outro testamento.
IV - por manifestação direta e expressa perante o juiz, ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto
único e principal do ato que o contém → haverá averbação da paternidade, e poderá ocorrer em qualquer ação.
Parágrafo único. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou ser posterior ao seu
falecimento, se ele deixar descendentes.
Art. 1.614. O filho maior não pode ser reconhecido sem o seu consentimento, e o menor pode impugnar o
reconhecimento, nos quatro anos que se seguirem à maioridade, ou à emancipação. → ação negatória de
paternidade que tem como causa próxima a falta de sinceridade do declarante.
Do procedimento:
A mãe pode indicar o nome do pai, o pai concordando juiz manda lavrar a termo e expedir mandado ao cartório
para acrescentar o nome do pai e dos avós paternos aos documentos. Não havendo reconhecimento, o MP
poderá ajuizar ação investigatória de paternidade, é mero procedimento e por isso não haverá
contraditório.
- A Partir do reconhecimento já podem as partes desde o momento, acordar sobre guarda, visita, pensão
alimentícia.
- Se o suposto pai no prazo de 30 dias não apresentar resposta ou negar a paternidade, o juiz remeterá os
autos ao MP para que se entenda pertinente, iniciei a investigação (legitimação extraordinária ao mp →
interesse de outro em nome próprio).
- Competência é no foro de domicílio do suposto pai (Art. 46 do CPC), → súmula 1 do STJ SE NÃO
FOR CUMULADA COM ALIMENTOS (se tiver alimentos foro de domicílio ou residência do
alimentando) → súmula 33 do STJ trata-se de competência relativa a impedir que o juiz de ofício,
declinar a competência.
- Exame de DNA: essa prova não é absoluta. Mas permite desde logo se as partes consentiram com o
julgamento antecipado ou se não indicam novas provas para serem analisadas na AIJ. SÚMULA 301
EM AÇÃO INVESTIGATÓRIA, A RECUSA DO SUPOSTO PAI A SUBMETER-SE AO EXAME
DE DNA INDUZ PRESUNÇÃO JURIS TANTUM DE PATERNIDADE. → havendo inversão do ônus
da prova.
O reconhecimento é irrevogavel, incondicional , individivel e tem efeito ex tunc (retroage ao dia de nascimento
do filho).
Art. 1.611. O filho havido fora do casamento, reconhecido por um dos cônjuges, não poderá residir no lar
conjugal sem o consentimento do outro. → o filho adquire direitos, faculdades e deveres de ordem pessoal e
patrimonial;
Art. 1.612. O filho reconhecido, enquanto menor, ficará sob a guarda do genitor que o reconheceu, e, se
ambos o reconheceram e não houver acordo, sob a de quem melhor atender aos interesses do menor.
Ação de investigação de paternidade ou maternidade deve ser proposta pelo investigante → contra o réu
que é o suposto pai.
Quando o filho já estiver registrado no nome de outra pessoa que, na verdade, não é o pai dele, o pretenso pai
poderá ajuizar ação para desconstituir o registro de nascimento, no tocante ao pai registrado, cumulando tal
pretensão com ação declaratória de paternidade contra o suposto filho.
Legitimidade ativa:
- Tanto o filho quanto o pai tem legitimidade para propor ação negatória de paternidade c/c ação
declaratória de paternidade e nada impede que apenas a ação negatória de paternidade seja ofertada.
Defesas:
Ação declaratória de paternidade, se houver necessidade alimentar deve estar cumulada com ação de alimentos
→ súmula 277 → o juiz poderá fixar alimentos independente de pedido. → Os alimentos passam a ser
consequência do pedido da declaração.
Art. 7° Sempre que na sentença de primeiro grau se reconhecer a paternidade, nela se fixarão os alimentos
provisionais ou definitivos do reconhecido que deles necessite. → Ação investigatória c/c ação de alimentos.
- Sobre os alimentos o pai já está em mora desde de a citação na ação investigatória de paternidade.
Multiparentalidade: possibilidade da mesma pessoa ter mais de uma mãe e mais de um pai → em razão da
convivência entre a paternidade biológica e socioafetiva;
Os alimentos se não estipulados a título provisório, são devidos retroativamente à citação → Mora desde a
citação. → súmula 277, STJ.
Alimentos podem ser fixados de ofício pelo juiz. → se o juiz reconhecer a necessidade do menor.
- Sempre que na sentença de primeiro grau reconhecer a paternidade, nela se fixarão os alimentos
provisionais ou definitivos do reconhecido que deles necessite. → alimentos como consequência da
procedência do pedido declaratório de paternidade.
Alimentos:
Legitimidade ativa: filhos menores, cuja necessidade é presumida e ou filhos maiores cuja necessidade deve ser
demonstrada. → os pais, se necessitados, poderão propor a ação de alimentos contra os filhos, pagando cada um
segundo as suas possibilidades.
Alimentos são obrigações divisíveis e não solidárias → observa-se o binômio possibilidade + necessidade.
Fixação de alimentos ao cônjuge: Não é fixada em prazo certo, em regra é até não constituir nova família;
Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que
necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de
sua educação. § 1 Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos
da pessoa obrigada. § 2 Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência, quando a situação de
necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia → Não se discute mais culpa. O alimentante, deve manter a
vida do alimentado no mesmo nível como era quando casado.
O cônjuge poderá desistir ou renunciar a verba alimentícia: Uma vez que o cônjuge não é parente.
Não há prazo decadencial para pleitear alimentos → porém o valor devido prescreve, em dois anos a partir
da data em que se vencer. CUIDADO: mas não conta prazo prescricional contra a menores e nem de
ascendentes para descendentes no período de poder familiar.
Legitimados Passivos: Os alimentos podem ser pleiteados dos ascendentes e também dos colaterais, até
segundo grau, na ausência dos pais.
- Por isso, se os pais não pagarem alimentos aos filhos, total ou parcialmente, tal verba pode ser
cobrada dos avós (responsabilidade AVOENGA)
Súmula 596: "A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e subsidiária, somente se
configurando no caso de impossibilidade total ou parcial de seu cumprimento pelos pais." → mas demonstrada a
impossibilidade de encontrar os pais, poderá ser proposta diretamente aos avós.
Art. 1.697. Na falta dos ascendentes cabe a obrigação aos descendentes, guardada a ordem de sucessão e,
faltando estes, aos irmãos, assim germanos como unilaterais. → pelo princípio da solidariedade, os alimentos
podem ser pleiteados pelos parentes na colateralidade, segundo a ordem de vocação hereditária até quarto grau,
o parente mais próximo excluindo o mais remoto.
Art. 1.698. Se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente
o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; sendo várias as pessoas obrigadas a prestar
alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas,
poderão as demais ser chamadas a integrar a lide.Não haverá litisconsórcio passivo necessário entre os avós
maternos e paternos.
Ação cominatória c/c alimentos → proposta pelo MP, contra os filhos de pai idoso → tutela (cabe agravo)
Cobrança de alimentos contra o espólio → caberá apelação na ação de investigação de paternidade post mortem.
→ há responsabilidade do espólio quando o falecido foi previamente condenado ou a ação pode ser ajuizada
diretamente contra o espólio.
Imprescritível:
Prescrição: enquanto for menor e enquanto durar a autoridade parental, é imprescritível → proposta de ação
prescrevem em dois anos após completar 18 anos.
- Mesmo quando destituídos da autoridade parental, mas carecerem de alimentos, os pais podem ser
acionados.
- O direito aos alimentos é imprescritível, mas as prestações prescrevem em 2 anos após completada a
maioridade. → prescrição não conta enquanto durar a autoridade parental.
Irrepetibilidade
Uma vez pagos, não podem ser objeto de ação de repetição de indébito.
- Se existir a má-fé do alimentado, haverá pedido de devolução do que foi pago indevidamente, sob pena
de LOCUPLETAMENTO ILÍCITO.
Ex: se ele for o suposto pai, e pagar alimentos, não poderá reavê-lo depois de comprovar que não é o pai, para
de pagar. → salvo se demonstrada má-fé (provar que nunca teve relação com a mulher)
EX1: Ação exoneratória cumulada rejeição de indébito → mulher recebia alimentos e recebia até se casar com
outro, se ele se casar ou estiver em união estável, e o ex-marido continuou pagando por não saber dessa atual
relação, este poderá pleitear essas ações. Mas o pai se provar que a mãe desviou o dinheiro pode propor ação de
prestação de contas/ ação revisional para ter o dinheiro e arcar com as despesas do filho.
Alimentos compensatórios:
Para manter o status quo antes do casamento. → independente do regime de bens → manter o equilíbrio
econômico → natureza indenizatória (quebra de expectativa). → podem ser pagos em parcelas únicas ou tudo
de uma vez.
- entra em débito conjugal .
- Possível cumular alimentos provisórios com alimentos compensatórios. → têm naturezas jurídicas
distintas.
- Não se estende aos filhos.
- Alimentos compensatórios, por terem natureza indenizatória não cabe prisão como sanção do não
cumprimento. → cabe apenas execução direta (PENHORA);
- cabíveis são alimentos provisórios em caráter provisório.
Execução de alimentos:
a) indireta: pode ser de alimentos provisórios ou definitivos. Possível execução pelos últimos 3 meses de
alimentos atrasados.
- O executado será citado para pagar, comprovar o pagamento ou justificar impossibilidade de fazê-lo no
prazo de 3 dias.
- prazo de prisão de um a três meses → regime fechado e sem contato com outros presos. → a prisão não
exime o executado do pagamento das prestações vencidas e vincendas (vincendas deverão ser objeto de
nova execução indireta).
possível é o ajuizamento das duas execuções nos casos de dívidas pretéritas e atualizadas → ritos diferentes
Súmula 309 do STJ: o débito que autoriza a prisão do alimentante é o que compreende até as 3 prestações
anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo. → dívidas atualizadas.
- As prestações que vencerem no curso do processo estão incluídas no valor devido.
b) execução direta: penhora de bens → casos em que não se admite a prisão do executado.
Foro de competência para a execução: no juízo do domicílio do credor ou no domicílio do executado.
- hipótese de penhora do FGTS
Desconto em folha de pagamento, inclusive das parcelas vencidas → não ultrapasse 50% dos ganhos líquidos do
executado.
Autoridade parental:
O poder familiar será exercido pelos pais, na falta de um deles esse será exercido com exclusividade.
- Em caso de desacordo: ação de suprimento de vontade, na qual a causa remota será a filiação e a causa
próxima a divergência existente entre o casal.
- O fato do pai não ter a guarda, não altera a qualificação da autoridade parental.
Pode regularizar o divorcio e suspender a paternidade. → a regularização quanto à guarda, analisa-se se a
competência será da vara de família (se houver situação regular), se tiver alguma irregularidade (vara da
infância e da juventude) → irregularidade os pais praticam atos que geram suspensão ou destituição.
- Os pais guardam os filhos até completarem a maioridade civil.
Cúmulo de ações: divorcio e guarda → podem ser em varas diferentes.
Art. 1.637. Se o pai, ou a mãe, abusar de sua autoridade, faltando aos deveres a eles inerentes ou arruinando
os bens dos filhos, cabe ao juiz, requerendo algum parente, ou o Ministério Público, adotar a medida que lhe
pareça reclamada pela segurança do menor e seus haveres, até suspendendo o poder familiar, quando convenha.
Parágrafo único. Suspende-se igualmente o exercício do poder familiar ao pai ou à mãe condenados por
sentença irrecorrível, em virtude de crime cuja pena exceda a dois anos de prisão.
- Pode ser cumulado com antecipação de tutela, para que evite riscos ao menor. → sede de pedido
liminar
Causa remota: estado de filho / causa próxima: presença de um dos motivos do Art 1638
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que:
I - castigar imoderadamente o filho; (lei das palmadas)
Parágrafo único. Perderá também por ato judicial o poder familiar aquele que:
I – praticar contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar: a) homicídio, feminicídio ou lesão
corporal de natureza grave ou seguida de morte, quando se tratar de crime doloso envolvendo violência
doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher; b) estupro ou outro crime contra a
dignidade sexual sujeito à pena de reclusão;
II – praticar contra filho, filha ou outro descendente: a) homicídio, feminicídio ou lesão corporal de natureza
grave ou seguida de morte, quando se tratar de crime doloso envolvendo violência doméstica e familiar ou
menosprezo ou discriminação à condição de mulher; b) estupro, estupro de vulnerável ou outro crime contra a
dignidade sexual sujeito à pena de reclusão.
Competência: se o menor estiver em situação regular Juiz da vara da infância e da juventude para decidir sobre
suspensão e desconstituição da autoridade parental. Se a situação for regular vara da família.
Art. 1.584. A guarda, unilateral ou compartilhada, poderá ser: I – requerida, por consenso, pelo pai e pela
mãe, ou por qualquer deles, em ação autônoma de separação, de divórcio, de dissolução de união estável ou em
medida cautelar;II – decretada pelo juiz, em atenção a necessidades específicas do filho, ou em razão da
distribuição de tempo necessário ao convívio deste com o pai e com a mãe. § 1º Na audiência de conciliação, o
juiz informará ao pai e à mãe o significado da guarda compartilhada, a sua importância, a similitude de deveres
e direitos atribuídos aos genitores e as sanções pelo descumprimento de suas cláusulas. § 2º Quando não houver
acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho, encontrando-se ambos os genitores aptos a exercer o poder
familiar, será aplicada a guarda compartilhada, salvo se um dos genitores declarar ao magistrado que não deseja
a guarda da criança ou do adolescente ou quando houver elementos que evidenciem a probabilidade de risco de
violência doméstica ou familiar. § 3º Para estabelecer as atribuições do pai e da mãe e os períodos de
convivência sob guarda compartilhada, o juiz, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, poderá
basear-se em orientação técnico-profissional ou de equipe interdisciplinar, que deverá visar à divisão equilibrada
do tempo com o pai e com a mãe. § 4º A alteração não autorizada ou o descumprimento imotivado de cláusula
de guarda unilateral ou compartilhada poderá implicar a redução de prerrogativas atribuídas ao seu detentor. § 5º
Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá a guarda a pessoa
que revele compatibilidade com a natureza da medida, considerados, de preferência, o grau de parentesco e as
relações de afinidade e afetividade. § 6º Qualquer estabelecimento público ou privado é obrigado a prestar
informações a qualquer dos genitores sobre os filhos destes, sob pena de multa de R$ 200,00 (duzentos reais) a
R$ 500,00 (quinhentos reais) por dia pelo não atendimento da solicitação.
É POSSÍVEL FIXAR MULTA AO PAI QUE NÃO VISITA? Depende! Se o efeito existe é razoável. Se a mãe
não deixa ela cometer crime de desobediência. Se na visita o filho ficar em perigo, a mãe poderá requerer o
cancelamento da visita. → o filho poderá pleitear abandono moral, posteriormente. → guarda compartilhada não
pode visitar.
- GUARDA PARA MAIORES DE 12 ANOS DEVERÁ OUVI-LO.
- Mesmo a mãe tendo a guarda a obrigação parental é de ambos. → A escola é obrigação de ambos,
todas as atividades devem ser comunicadas, salvo se o pai destituir das obrigações parentais. → o pai
que não for comunicado poderá ajuizar ação cominação.
Ação de revisão de guarda (mudar de guarda compartilhada para unilateral → rever o tipo de guarda e não há
prática de alienação parental) ou ação declaratória de alienação parental com um dos pedidos sendo a retenção
da guarda (quando houver alienação parental).
§ 5º Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá a guarda a
pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida, considerados, de preferência, o grau de parentesco
e as relações de afinidade e afetividade.
- deve ser precedida pelo devido processo legal, porém em face do melhor interesse da criança.
- Pode ser concedida como medida de urgência, sem oitiva da parte contrária.
- O legislador prefere que a criança seja colocada sob tutela.
- O deferimento da guarda de criança a terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais,
assim como o dever de prestar alimentos → a pedido do interessado ou do MP.
Fins previdenciários:
Deve-se observar o melhor interesse da criança.
Alienação parental:
Art 2° da LAP conceitua: alienação parental é a interferência na formação psicológica da criança ou do
adolscente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou
adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância, para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao
estabelecimento ou manutenção de vínculos entre este.
- Coloca o filho contra o pai → Seja verdade ou mentira o fato contado para o filho. → não precisam
estar sob a guarda, basta tomar conta. → objetivo de afastar o menor dos pais.
- procedimento autônomo ou incidental. Pode ser incidental (quando uma ação está em andamento e
percebe-se no curso do processo a alienação do processo→ está em apenso), autônoma (depois do
trânsito em julgado de ação anterior ou se não tiver outra ação anterior) ou ex officio (sem legitimado
ativo, em prol da criança).
LAP - lei de alienação parental.
Legitimidade de qualquer um que coloque o filho contra o pai.
- O juiz poderá de ofício instaurar incidente ou ação de alienação parental. → AÇÃO DECLARATÓRIA
DE ALIENAÇÃO PARENTAL (declara algo que já existe)
Competência: no caso de ação autônoma é no foro do domicílio do detentor da guarda do menor (súmula 383).
- Se o juiz tomar medidas em prol do menor não é conhecida como extra petita.
- Se houver dificuldade da visita, o juiz poderá inverter a visitação.
- todos os meios de provas são admitidos
- Visa sempre a conciliação e mediação.
Perícia deve ser realizada por pessoa especializada nesse assunto (nomeada 20 dias antes da AIJ). → psicólogo
ou assistente social.
Tipos de pedido:
Simples: um único pedido
Cumulado: Analisa e prova todos os pedidos
Sucessivo: várias chances de ganhar uma ação, se não ganhar um analisa o próximo pedido
Alternativo: quando tiver obrigação alternativa, que a escolha compete o réu
CUIDADO: se o pai pedir fixação cautelar do domicílio, pode-se alterar a competência. → caberá o agravo →
acordo internacional vai para a competência federal. → cautelar pode pedir antes ou na petição do pedido
principal. → nos casos de família poderá ter afastamento do devido processo legal (praticidade em prol do
interesse da criança) → para não haver surpresa abre vistas. → prazo de 15 dias para contestar a audiência de
conciliação e mediação.
Newton entende que o médico deve realizar a transfusão de sangue para que o médico não seja processado por
omissão de socorro;
Newton discorda do artigo 31 do ECA → somente é admissível substituição para família estrangeira pelo
procedimento de adoção.
Adoção:
Medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer quando esgotados os recursos de manutenção da
criança ou adolescente na família natural ou extensa.
- O adotado deve ter no máximo 18 anos na data do pedido, salvo se já estiver sob guarda ou tutela dos
adotantes. → o tutor ou curador deve dar cona da administração para poder adotar.
- Adotante deve ser no mínimo 16 anos mais velho que o adotado.
Trata-se de um procedimento de jurisdição voluntária. → não há pretensão resistida → consentimento será
dispensado se os pais da criança a ser adotada forem desconhecidos. → quando maior de 12 anos o
consentimento do menor é indispensável e não pode ser destituído como o consentimento dos pais.
Competência:
- menor vara da infância e da juventude
- maior vara de família.
Antes do código de 2002 poderia adotar por escritura pública. → hoje o vínculo é constituído por sentença
judicial. → se o for por escritura o ato é nulo pois não concorda com a lei. → cancela registro anterior.
Se eu quero adotar uma criança e os pais não consentem: ação de destituição do poder familiar ou da autoridade
parental cumulada com adoção. → destituição parental deve ter ato grave anterior.
- Pobreza não é motivo para a destituição parental
- Criança de abrigo, presume-se que já houve a destituição da autoridade parental.
Se os pais concental: Requerimento de adoção → na vara da infância e juventude quando menor
Adoção é irreversível, mas quando pede-se guarda provisória essa é reversível → adoção no Brasil, deve ser
plena. → pais adotivos passam a ser pais de maneira retroativa, no momento do nascimento.
- Ação de destituição da autoridade parental cumulada com guarda provisória, cumulada com adoção.
Adoção à brasileira: crime, mas é melhor para criança, podendo o juiz deixar de aplicar a pena→ reconhecida a
paternidade socioafetiva. → burla ao cadastro de adoção.
Adoção póstuma: só poderia adotar mesmo se o adotante tiver morto, se já tiver prometido ou ajuizada a ação.
Depois que houve o requerimento, os pais biológicos não podem destituir, depois do ajuizamento da ação.
Ações: destituição de autoridade parental c/c guarda (antecipação de tutela) c/c com adoção
- a idade mínima de diferença deve ser de 16 anos entre o adotante e adotado
- Quando já tem a guarda, dispensa o período de estado de convivência. O estado de convivência no
Brasil é de 90 dias no Brasil.
- Quem já tem a guarda é um contraponto entrar na fila da adoção, pois não tem a guarda judicial. Na
hora pode regularizar.
- Casal estrangeiro: adota só se não tiver outro casal brasileiro para adotar. Estágio de convivência de 30
ou 45 que pode ser prorrogado por igual período. Competência é lugar de convivência do menor.
Deverá passar pelo CEJA, esse órgão vai analisar e entrevistar o casal estrangeiro. Preocupação com o
pós sentença. → o estágio de convivência será cumprido em território nacional.
Adoção por sentença é total ou plena
Ex: maria e pedro têm Joaquim e Teresa e Antônio adotou o Joaquim, averbado na certidão de registro que
Tereza e Antônio são pais de Joaquim desde o nascimento. —> certidão não pode ter nenhuma descriminação.
Art. 51. Considera-se adoção internacional aquela na qual o pretendente possui residência habitual em
país-parte da Convenção de Haia, de 29 de maio de 1993, Relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em
Matéria de Adoção Internacional, promulgada pelo Decreto n o 3.087, de 21 junho de 1999 , e deseja adotar
criança em outro país-parte da Convenção. § 1 o A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou
domiciliado no Brasil somente terá lugar quando restar comprovado:
I - que a colocação em família adotiva é a solução adequada ao caso concreto; II - que foram esgotadas todas as
possibilidades de colocação da criança ou adolescente em família adotiva brasileira, com a comprovação,
certificada nos autos, da inexistência de adotantes habilitados residentes no Brasil com perfil compatível com a
criança ou adolescente, após consulta aos cadastros mencionados nesta Lei; III - que, em se tratando de adoção
de adolescente, este foi consultado, por meios adequados ao seu estágio de desenvolvimento, e que se encontra
preparado para a medida, mediante parecer elaborado por equipe interprofissional, observado o disposto nos §§
1 o e 2 o do art. 28 desta Lei.§ 2 o Os brasileiros residentes no exterior terão preferência aos estrangeiros, nos
casos de adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro.§ 3 o A adoção internacional pressupõe a
intervenção das Autoridades Centrais Estaduais e Federal em matéria de adoção internacional.
Adoção à brasileira:
Se não entrar no processo correto, haverá constitutivo do crime tipificado pelo 242 do CP.
Ex: empregada engravidou, patrões registram o filho. Empregada exige restituição, por um tempo, até que a
patroa entrou com ação negatória de maternidade c/c ação declaratória de maternidade.
Adoção é irreversível, mas nada impede que o filho possa ser adotado por um outro casal, com a anuência dos
pais, será mero requerimento de adoção.
Hipoteca legal: se o tutor ficar com algum débito, o tutor deve arcar. Com responsabilidade subsidiária do juiz.
Art. 37 ECA.
Atos que podem ser praticados art. 1747 e 1748 (devendo dar parecer do promotor)
Ato realizado que deve ser autorizado pelo juiz é inválido até que convalidado pelo juiz (pode ser ratificado)
Cabe ao tutor remuneração e não salário.
Deve haver prestação de contas (ação de exibição de contas), no lapso temporal determinado pelo juiz. Em
apenso com os pedidos de tutela.
Cessação da tutela: art 1763
Competência da vara de família
Causa remota: menor falta de autoridade parental
Causa própria: necessidade de representação → tutela somente via judicial.
Curatela:
maior que ficou doente mental.
Interdição: parcial ou total
→ quando parcial: juiz diz, mediante perícia médica quais são os atos que ela não poderá praticar
● requerimento de interdição (e curatela) com antecipação de tutela. → requerimento jurisdição
voluntária
→ Decisão interlocutória→ cabe agravo → citação do interditando para entrevista (para o juiz ver como a
pessoa está) → cartório no prazo de 15 dias para impugnação (ninguém é intimado) → próximo passo é a
perícia (perícia pode ser dispensada para ter julgamento antecipado? se não prejudicar a parte poderá ter a
dispensa, salvo quando analisar certa lucidez, pois é a perícia que determina se a interdição será total ou parcial
→ AIJ) Art do CPC, não está obrigado a seguir todas as regras no procedimento de jurisdição voluntária. →
sentença de levantamento da interdição (pode ser recorrida por apelação).
→ se o interditando impugnar no prazo de 15 dias, ninguém poderá mais impugnar → se não nomeia-se um
curador impugnação abrindo as portas para os parentes → sob pena de nulidade
→ o fato de contestar dentro do prazo de 15 dias deixa de ser jurisdição voluntária.
● curatela compartilhada: chama todos e evita litígio.
● Legitimados: cônjuge, ascendentes e descendentes → o promotor pode se tiver caráter de urgência.
● Podem ser interditados: Doença, Alcoolista, Filho pródigo