INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DA CAÁLA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
TRABALHO EM GRUPO DE CIRCUITOS
ELÉCTRICOS II
TEMA: CIRCUITOS RL RC RLC (SERIÉ)
CURSO: ENGENHARIA ELÉCTRICA
TURMA: 302
GRUPO Nº 01
PERÍODO: MANHÃ
O DOCENTE
____________________________
Engº SAMUEL CASSUCUSSUCO
CAÁLA, DEZEMBRO DE 2023
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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DA CAÁLA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
TRABALHO EM GRUPO DE CIRCUITOS
ELÉCTRICOS II
INTEGRANTES DO GRUPO
Nome: Classificação
Elias Casimiro
Fernando Esperança Zinga Jaime
Gerson Luemba Gimbi
José Afonso Buiti
José Lopes de Andrade Santos
Maria das Dores Tumbula
Moises Farias Feliciano
Vanilson Samuel Francisco
CAÁLA, DEZEMBRO DE 2023
3
RESUMO
Para este trabalho trazemos análise de circuitos RC, RL e RLC em série. Um circuito
elétrico ressoante, também conhecido por circuito RC, RL ou RLC, por ser formado por
resistores, indutores e/ou capacitores, é muito utilizado nas diferentes áreas da engenharia
elétrica. O estudo e análise desses circuitos é de fundamental importância na formação de um
engenheiro, principalmente do engenheiro eletricista.
4
Índice
Circuitos Puramente Resistívo.................................................................................................... 6
Circuito Puramente Indutivo ...................................................................................................... 8
Circuito Puramente Capacitivo................................................................................................. 10
Circuitos RL (série) .................................................................................................................. 12
Circuitos RC (série) .................................................................................................................. 16
Circuitos RLC (série) ............................................................................................................... 20
Considerações Finais ................................................................................................................ 23
Referências Bibliográficas ....................................................................................................... 24
5
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Esquema de um resistor ............................................................................................ 06
Figura 2: Esquema de um indutor à esquerda e o seu símbolo à direita................................... 08
Figura 3: Circuito puramente indutivo à esquerda e formas de onda à direita ......................... 08
Figura 4: Esquema de um capacitor à esquerda e seu símbolo à direita .................................. 10
Figura 5: Circuito puramente capacitivo à esquerda e formas de onda à direita ...................... 11
Figura 6: Circuito RL série ....................................................................................................... 12
Figura 7: Forma de onda da tensão e da corrente ..................................................................... 13
Figura 8: Triângulo de potência do circuito RL série .............................................................. 15
Figura 9: Circuito RC série....................................................................................................... 16
Figura 10: Forma de onda da tensão e da corrente ................................................................... 17
Figura 11: Triângulo de potência ............................................................................................. 19
Figura 12: Circuito RLC série .................................................................................................. 20
6
CIRCUITOS BÁSICOS PUROS
CIRCUITOS PURAMENTE RESISTIVO
A resistência tem a função de se por a passagem da corrente elétrica.
Figura 1: Esquema de um resistor
Fonte: Autores
𝑉
𝑅=
𝐼
IMPEDÂNCIA
A impedância Z representa o efeito de oposição à passagem de corrente que os
elementos de um circuito oferecem. Ela determina a amplitude do sinal de corrente e sua
defasagem em relação ao sinal de tensão. A impedância é dada em função da resistência elétrica
(R) e da reatância (X) do circuito, cuja unidade é Ohm (Ω). Trata-se da relação entre o fasor de
tensão pelo fasor da corrente, de modo semelhante à primeira Lei de Ohm:
A impedância equivalente de um circuito é representada nas formas complexas da
seguinte maneira:
𝑈∗
𝑍∗ =
𝐼
Forma cartesiana:
𝑍 ∗ = 𝑅 + 𝑗𝑋
Forma polar:
𝑍 ∗ = 𝑍∠𝜑
Um resistor não provoca defasagem entre tensão e corrente, logo o ângulo de defasagem
é nulo.
7
A impedância de um circuito puramente resistivo nas formas complexas é representada
da seguinte maneira:
Forma cartesiana:
𝑍 ∗ = 𝑅 + 𝑗0 = 𝑅
Forma polar:
𝑍 ∗ = 𝑍∠𝜑
8
CIRCUITOS PURAMENTE INDUTIVO
O indutor é um elemento que armazena energia na forma de campo magnético. A Figura
2 mostra esquematicamente um indutor e seu símbolo. Trata-se de um fio condutor enrolado
helicoidalmente sobre um núcleo, geralmente de ar, ferro ou ferrite.
Figura 2: Esquema de um indutor à esquerda e o seu símbolo à direita
Fonte: UFGH, adaptado dos autores
A indutância de um indutor é diretamente proporcional ao número de voltas (espiras)
do fio condutor em torno do núcleo, à permeabilidade magnética do núcleo, à área da seção do
núcleo e inversamente proporcional ao comprimento do indutor. Por sua vez, a permeabilidade
magnética é definida como o grau de magnetização de um material em resposta a um campo
magnético aplicado. Em indutores cujo núcleo é um material ferromagnético (por exemplo
ferrite), a permeabilidade magnética do seu núcleo é elevada, aumentando-se assim a sua
indutância. Um indutor se opõe à variação de corrente, pois a variação do campo magnético
através das espiras da bobina faz surgir uma tensão autoinduzida. Esta, por sua vez, produz uma
corrente induzida que se opõe à causa que a originou (variação da corrente), de acordo com a
Lei de Lenz
Num indutor a corrente está atrasada em relação à tensão. Se for aplicada uma tensão
senoidal sobre um indutor ideal, a corrente fica atrasada de 90° em relação à tensão, de acordo
com a Figura 3.
Figura 3: Circuito puramente indutivo à esquerda e formas de onda à direita
Fonte: UFGH, adaptado pelos autores
9
REATÂNCIA INDUTIVA (𝑿𝑳 )
A reatância indutiva mede a oposição que o indutor oferece à variação de corrente, dada
pela seguinte expressão:
𝑋𝐿 = 2𝜋𝑓𝐿
A unidade da reatância indutiva é dada em ohms (Ω).
Em regime permanente, um indutor comporta-se como um curto-circuito em corrente
contínua, pois f = 0 implica 𝑋𝐿 = 0; e como uma impedância em corrente alternada. Se a
frequência da tensão for muito alta, ele comporta-se como um circuito aberto.
A impedância de um circuito puramente indutivo nas formas complexas é representada da
seguinte maneira:
Forma cartesiana:
𝑍𝐿∗ = 𝑗𝑋𝐿
Forma polar:
𝑍𝐿∗ = 𝑋𝐿 ∠ − 90
10
CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO
O capacitor é um dos componentes passivos mais utilizados, encontrado em quase todos
os dispositivos eletrônicos já fabricados. Os capacitores têm uma série de aplicações essenciais
em eletrônicos, comunicações, computadores e sistemas de energia.
Um capacitor ou condensador é um dispositivo que armazena cargas elétricas. A Figura
4 mostra esquematicamente um capacitor de placas paralelas e seu símbolo. Trata-se de duas
placas condutoras paralelas, denominadas armaduras, separadas por um material isolante,
denominado dielétrico.
Figura 4: Esquema de um capacitor à esquerda e seu símbolo à direita
Fonte: UFGH, adaptado pelos autores
A quantidade de carga armazenada no capacitor então, representada por q , é diretamente
proporcional à tensão aplicada V, dada pela Equação.
𝑞 = 𝐶. 𝑉
Embora a capacitância C do capacitor seja a relação da carga q por placa com a tensão
aplicada V, ela não depende de q ou V. Depende das dimensões físicas do capacitor.
𝜀. 𝐴
𝐶=
𝑑
A capacitância de um capacitor de placas paralelas é diretamente proporcional à área de
suas placas e da constante dielétrica do material isolante introduzido entre essas placas e
inversamente proporcional à distância de separação das placas do capacitor. Quanto maior for
a constante dielétrica do material não condutor introduzido entre as placas, maior será a
capacitância do capacitor.
A corrente elétrica é a variação de carga em uma determinada variação de tempo, dada por
i=dq/dt, então se derivarmos a Equação 3.1 em relação ao tempo, obteremos a relação corrente-
tensão do capacitor.
11
𝑑𝑞 𝑑𝑉
=𝐶
𝑑𝑡 𝑑𝑡
𝑑𝑉
𝐼=𝐶
𝑑𝑡
Um capacitor se opõe à variação de tensão. Quando uma tensão é aplicada em um
capacitor, há um acúmulo de cargas em suas placas. Um capacitor comporta-se como um
circuito aberto em corrente continua e como um circuito fechado em corrente alternada.
Num capacitor, a corrente está adiantada em relação à tensão. Se for aplicada uma tensão
senoidal sobre um capacitor ideal, a corrente fica adiantada de 90° em relação à tensão.
Figura 5: Circuito puramente capacitivo à esquerda e formas de onda à direita
Fonte: UFGH, adaptado pelos autores
A reatância capacitiva mede a oposição que o capacitor oferece à variação de corrente,
dada pela seguinte expressão:
1
𝑋𝐶 =
2𝜋𝑓𝐶
A unidade da reatância capacitiva é dada em ohms (Ω).
Um capacitor comporta-se como um circuito aberto em corrente contínua e como uma
impedância em corrente alternada. Se a frequência da tensão for muito alta, ele comporta-se
como um curto circuito.
A impedância de um circuito puramente capacitivo nas formas complexas é
representada da seguinte maneira:
Forma cartesiana: 𝒁∗𝑪 = 𝒋𝑿𝑪
Forma polar: 𝒁𝑪∗ = 𝑿𝑪
12
CIRCUITOS INDUTIVOS
Depois de entendermos os efeitos individuais provocados por cada elemento (resistor,
capacitor e indutor) iremos começar a compreender o efeito da combinação destes elementos.
Nesta aula iremos estudar o efeito de circuitos formados por resistências e indutâncias, em série.
CIRCUITO RL SÉRIE
Todo indutor apresenta indutância e resistência elétrica, devido à resistividade do fio do
indutor. É como se tivéssemos um indutor ideal em série com um resistor, ou seja, a corrente
encontra dois tipos de oposição: a reatância indutiva e a resistência elétrica do fio.
Exemplo:
Um gerador de tensão: 𝑉 ∗ = 220 ∠0º/𝑉𝑟𝑚𝑠 60𝐻𝑧
Figura 6: Circuito RL série
Fonte: Autores
Alimenta uma resistência igual à 20 Ω e um indutor à 50 mH ligados em série Pede-se:
a) Calcule a reatância indutiva e expresse a impedância do circuito na forma cartesiana.
A impedância de um circuito 𝑅𝐿série é a soma das impedâncias de cada elemento:
resistor e indutor. Em operações de soma com números complexos é mais conveniente utilizar
a forma cartesiana.
𝑋𝐿 = 2𝜋 𝑓 𝐿
𝑋𝐿= 2𝜋 60 50
𝑋𝐿= 15,7
Impedância do circuito RL série na forma cartesiana:
𝑍𝑅∗ = 𝑅
13
∗
𝑍𝐿= 𝑗𝑍𝐿
𝑍𝐿∗ = 𝑅 + 𝑗𝑋𝐿
𝑍𝐿∗ = 20 + 𝑗15,7
É conveniente representar a impedância na forma polar para facilitar a utilização da
primeira lei de Ohm para corrente alternada, que utiliza operações de multiplicação ou
divisão.
Transformação da forma cartesiana para forma polar:
𝑋𝐿
𝑍𝐿∗ = √𝑅 2 + 𝑋𝐿2 ∠ tan−1
𝑅
15,7
𝑍𝐿∗ = √202 + 15,72 ∠ tan−1
20
𝑍𝐿∗ = 25,43∠38,13
b) Calcule a corrente total do circuito.
Da primeira Lei de Ohm para corrente alternada, vem:
220∠0
𝐼=
25,43∠38,13
𝐼 = 8,65∠ − 38,13
Observe que a corrente contínua atrasada em relação à tensão, porém de um ângulo
menor que 90°. Enquanto a indutância tende a defasá-la de 90°, a resistência tende a colocá-
la em fase com a tensão.
c) Esboce a forma de onda da tensão e da correntee o ângulo de defasagem entre tensão e
corrente (ⱷ).
Figura 7: Forma de onda da tensão e da corrente
14
Fonte: UFGH, adaptado dos autores
d) Ache a tensão sobre o resistor (𝑉𝑅 ).e sobre o indutor (𝑉𝐿 )..
Como se trata de um circuito série, a corrente é a mesma para os dois dispositivos.
𝐼 = 𝐼𝑅 = 𝐼𝐿
A soma fasorial entre as tensões sobre o resistor (𝑉𝑅 ). e sobre o indutor (𝑉𝐿 ). é igual à tensão
do gerador (𝑉), ou seja:
𝑉 ∗ = 𝑉𝑅∗ + 𝑉𝐿∗
Tensão sobre o resistor:
𝑉𝑅∗ = 𝑍𝑅∗ 𝐼
𝑉𝑅∗ = 20∠0 . 8,65∠ − 38,13
𝑉𝑅∗ = 173∠ − 38,13
Tensão sobre o indutor:
𝑉𝐿∗ = 𝑍𝐿∗ 𝐼
𝑉𝐿∗ = 25,43∠38,13 . 8,65∠ − 38,13
𝑉𝐿∗ = 219.97∠0
Observe que a tensão sobre o resistor (𝑉𝑅 ). está em fase com a corrente. Por outro lado,
a corrente está atrasada de 90° em relação à tensão sobre o indutor (𝑉𝐿 ).
e) Calcule as potências ativa (P), reativa (Q) e aparente (S).
Potência aparente S é a soma vetorial das potências ativa e reativa. Sua unidade é o volt-
ampere (VA). Pode ser calculada de duas maneiras
𝑆 = 𝑉𝐼 𝑜𝑢 𝑆 = √𝑃2 + 𝑄 2
𝑃 = 𝑉𝐼 cos 𝜑 = 220 . 8.65 . cos(−38,13) = 1496.92𝑊
𝑄 = 𝑉𝐼 sin 𝜑 = 220 . 8.65 . sin( −38,13) = −1175𝑉𝐴𝑟
15
𝑆 = 𝑉𝐼 = 220 . 8.65 = 1903 𝑉𝐴
f) Represente o triângulo de potência.
Figura 8: Triângulo de potência do circuito RL série
Fonte: Autores
Nesse circuito, ocorrem dois efeitos: dissipação de energia por meio do resistor
(indicada pela potência ativa) e troca de energia entre indutor e gerador (indicada pela
potência reativa). Se fosse um circuito puramente resistivo, haveria apenas potência ativa e,
portanto, a potência aparente seria igual à potência ativa. Por outro lado, se fosse um circuito
puramente indutivo ou capacitivo, haveria apenas potência reativa e, portanto, a potência
aparente seria igual à potência reativa.
g) Calcule o fator de potência (FP).
𝑃
𝐹= = cos 𝜑 = cos(−38.13) = 77%
𝑆
O fator de potência (FP) mede o aproveitamento da energia fornecida do gerador para a
produção de trabalho pela carga. Um circuito puramente resistivo possui fator de potência
igual a 100%, já um circuito puramente indutivo ou puramente capacitivo possui fator de
potência igual a zero
16
CIRCUITOS CAPACITIVOS
Circuitos capacitivos são circuitos compostos por resistores e capacitores, em série e em
paralelo.
Circuito RC série
Exemplo
Figura 9: Circuito RC série
Fonte: Autores
Um gerador de tensão:
𝑉 ∗ = 220∠0𝑉𝑟𝑚𝑠 /50𝐻𝑧
Alimenta resistência elétrica igual a 30 Ω e um capacitor de a 47 μF.
a) Calcule a reatância capacitiva.
1 1
𝑋𝐶 = = = 67.73
2𝜋 𝑓 𝐶 2𝜋 50 47
b) Calcule a impedância total do circuito na forma complexa polar.
A impedância de um circuito série é a soma das impedâncias de cada elemento do
circuito.
Lembre-se que para realizar operações de soma com números complexos é mais
conveniente utilizar a forma cartesiana. Impedância do circuito 𝑅𝐶 série na forma cartesiana:
𝑍𝑅∗ = 𝑅
𝑍𝐶∗ = 𝑗𝑋𝐶
𝑍𝐶∗ = 𝑅 + 𝑗𝑋𝐶
17
𝑍𝐶∗ = 30 + 𝑗67.73
É conveniente representar a impedância na forma polar para facilitar a utilização da
primeira Lei de Ohm para corrente alternada, que utiliza operações de multiplicação ou divisão.
Transformação da forma cartesiana para forma polar:
𝑋𝐶
𝑍𝐶∗ = √𝑅 2 + 𝑋𝐶2 ∠ tan−1
𝑅
67,73
𝑍𝐶∗ = √302 + 67.732 ∠ tan−1
30
𝑍𝐶∗ = 74.08∠66.11
c) Calcule a corrente total do circuito
Da primeira Lei de Ohm, vem:
𝑉𝐶∗ 220∠0
𝐼= ∗ = = 2,97∠ − 66.11
𝑋𝐶 74.08∠66.11
d) Esboce a forma de onda da tensão e da corrente ângulo de defasagem entre tensão e
corrente (ⱷ).
Figura 10: Forma de onda da tensão e da corrente
Fonte: UFGH, adaptado pelos autores
Observe que a corrente contínua adiantada em relação à tensão, porém de um ângulo
menor que 90°. Enquanto a capacitância tende a defasá-la de 90°, a resistência tende a
colocá-la em fase com a tensão.
18
e) Esboce o diagrama fasorial da tensão e da corrente.
Como se trata de um circuito série, a corrente é a mesma para os dois dispositivos.
𝐼 = 𝐼𝑅 = 𝐼𝐶
A soma fasorial entre as tensões sobre o resistor (𝑉𝑅 ) e sobre o capacitor (𝑉𝐶 ) é igual à
tensão do gerador (𝑉), ou seja:
𝑉 ∗ = 𝑉𝑅∗ + 𝑉𝐶∗
Tensão sobre o resistor:
𝑉𝑅∗ = 𝑍𝑅∗ 𝐼
𝑉𝑅∗ = 30∠0 . 3,97∠ − 66.11
𝑉𝑅∗ = 119,1
Tensão sobre o capacitor:
𝑉𝐶∗ = 𝑍𝐶∗ 𝐼
𝑉𝐶∗ = 74.08∠66.11 . 2,97∠ − 66.11
𝑉𝐶∗ = 220.02∠0
Observe que a tensão sobre o resistor (VR) está em fase com a corrente. Por outro lado,
a corrente está adiantada de 90° em relação à tensão sobre o capacitor (VC).
h) Calcule as potências ativa (P), reativa (Q) e aparente (S).
Potência aparente S é a soma vetorial das potências ativa e reativa. Sua unidade é o volt-
ampere (VA). Pode ser calculada de duas maneiras
𝑆 = 𝑉𝐼 𝑜𝑢 𝑆 = √𝑃2 + 𝑄 2
𝑃 = 𝑉𝐼 cos 𝜑 = 220 . 2,97 . cos(−66,11) = 264,62𝑊
𝑄 = 𝑉𝐼 sin 𝜑 = 220 . 2,97 . sin( −66,11) = −597,42𝑉𝐴𝑟
𝑆 = 𝑉𝐼 = 220 . 2,97 = 653,4 𝑉𝐴
i) Represente o triângulo de potência.
19
Figura 11: Triângulo de potência
Fonte: CTISM, adaptado autores
j) Calcule o fator de potência (FP).
𝑃
𝐹= = cos 𝜑 = cos(−66,11) = 40,5%
𝑆
20
CIRCUITOS RLC
São aqueles constituídos basicamente por um resistor, um indutor e um capacitor,
podendo apresentar comportamento de um circuito é indutivo, capacitivo ou resistivo consiste
em analisar sua impedância equivalente. Esta análise pode ser feita de duas maneiras:
• Verificando a parte imaginária da impedância equivalente na forma complexa cartesiana:
∗
𝑍𝑒𝑞 = 𝑅 + 𝑗𝑋
Se a reatância resultante X for positiva, o circuito é indutivo.
Se for negativa, o circuito é capacitivo.
Já se ela for igual a zero, o circuito é resistivo e, neste caso, dizemos que o circuito é ressonante.
• Verificando o ângulo da impedância equivalente na forma polar:
∗
𝑍𝑒𝑞 = 𝑍∠𝜑
Se o ângulo de defasagem ϕ for positivo, o circuito é indutivo.
Se for negativo, o circuito é capacitivo.
Já se ele for igual a zero, o circuito é ressonante.
Outra maneira de analisar o comportamento de um circuito consiste em analisar seu
triângulo de potência. Se a potência reativa for maior do que zero, o circuito é indutivo. Se ela
for menor do que zero, o circuito é capacitivo. Já se ela for igual a zero, o circuito é ressonante.
CIRCUITO RLC SÉRIE
Figura 12: Circuito RLC série
Fonte: Autores
21
O circuito da figura 12 possui um gerador de corrente alternada que alimenta três
elementos ligados em série: a resistência R, a indutância L e a capacitância C.
A impedância equivalente de elementos ligados em série é igual à soma das impedâncias
individuais de cada elemento. Portanto, podemos expressar a impedância deste circuito da
seguinte maneira:
∗
𝑍𝑒𝑞 = 𝑅 + 𝑗𝑋𝐿 + 𝑗𝑋𝐶
Ou seja:
∗
𝑍𝑒𝑞 = 𝑅 + 𝑗(𝑋𝐿 + 𝑋𝐶 )
Para este caso, conclui-se que:
• Se XL > |XC|, o circuito é indutivo.
• Se XL < |XC|, o circuito é capacitivo.
• Se XL = |XC|, o circuito é ressonante.
Esta conclusão sobre o funcionamento do circuito em questão pode ser feita analisando o
diagrama fasorial do circuito.
Observaos que, se o módulo das tensões sobre o indutor 𝑉𝐿 e o capacitor 𝑉𝐶 for igual, o
circuito é ressonante, pois a tensão resultante estaria em fase com a corrente. Além do mais,
para que estas tensões sejam iguais em módulo, as reatâncias indutiva e capacitiva devem ser
iguais em módulo, ou seja, 𝑋𝐿 = |𝑋𝐶 |.
Se o módulo da tensão no indutor é maior do que o módulo da tensão no capacitor, o
circuito é indutivo, pois a tensão resultante estaria adiantada em relação à corrente. Além do
mais, para que o módulo da tensão no indutor seja maior, a reatância indutiva deve ser maior
do que o módulo da reatância capacitiva, ou seja, 𝑋𝐿 > |𝑋𝐶 |.
Se o módulo da tensão no capacitor é maior do que o módulo da tensão no indutor, o
circuito é capacitivo, pois a tensão resultante estaria atrasada em relação à corrente. Além do
mais, para que o módulo da tensão no capacitor seja maior, o módulo da reatância capacitiva
deve ser maior do que o módulo da reatância indutiva, ou seja, 𝑋𝐿 < 𝑋𝐶 .
22
Nesta configuração, a ressonância ocorre quando o circuito oferece a menor oposição
possível à passagem de corrente elétrica, pois a impedância equivalente só possui a parte real
nesta ocasião. Sabe-se que o valor das reatâncias, indutiva e capacitiva, varia em função da
frequência do sinal de tensão aplicado.
Entretanto, a reatância indutiva é diretamente proporcional à frequência, e a reatância
capacitiva é inversamenteproporcional à frequência. Por isso, se variarmos a frequência do sinal
de alimentação do circuito em questão, podemos chegar num ponto que a reatância indutiva é
igual ao módulo da reatância capacitiva. Nesta situação o circuito se encontra em ressonância,
e esta frequência é denominada frequência de ressonância (𝑓0 ). Matematicamente, temos:
𝑋𝐿 = 𝑋𝐶
1
2𝜋 𝑓 𝐿 =
2𝜋 𝑓 𝐶
1
𝑓02 =
(2𝜋) 𝐿 𝐶
1
𝑓0 =
2𝜋 (𝐿 𝐶)2
23
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nos circuitos RL a corrente está atrasada em relação a tensão.
Nos circuitos RC a corrente está adiantada em relação a tensão.
Em circuitos RLC:
• Se XL > |XC|, o circuito é indutivo.
• Se XL < |XC|, o circuito é capacitivo.
• Se XL = |XC|, o circuito é ressonante.
24
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALBUQUERQUE, R. O. Análise de circuitos em corrente alternada. 2. ed. São Paulo: Érica,
2007.
MARKUS, O. Circuitos elétricos – Corrente contínua e corrente alternada – Teoria e exercícios.
São Paulo: Érica, 2011.
FRAGNITO, Prof. Hugo L. Circuitos de corrente alternada. 2010. 78 p. Notas de Aula.
Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2010. 60
JOHNSON, D. E., HILBURN, J. L., JOHNSON, R. J., Fundamentos de Análise de Circuitos
Elétricos. 4ª Ed – Rio de Janeiro, RJ: Editora Prentice-Hall do Brasil LTDA, 1994