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UFCD 6010 Parte2

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teac.epge
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© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Tópicos abordados

  • circuitos de distribuição,
  • circuitos de eficiência,
  • circuitos elétricos industriai…,
  • circuitos mistos,
  • circuitos em paralelo,
  • circuitos de corrente,
  • circuitos indutivos,
  • circuitos de desenvolvimento,
  • circuitos em série,
  • circuitos de projeto
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Tecnologias Específicas

UFCD 6010 – Corrente


Alternada
IMP CDI 206a

Formador Sérgio Rebelo

Sérgio Rebelo Outubro 2023 1


UFCD 6010 – Corrente Alternada
• Carga Horária:25 horas

• Objetivos:

– Definir os conceitos de corrente alternada, período, frequência e fase.

– Identificar os diferentes tipos de formas de onda.

– Analisar circuitos com diagramas vetoriais para cargas resistivas capacitivas e


indutivas.

– Analisar circuitos RLC série e paralelo, atendendo ao fator de potência, energias


ativa e reativa.

– Determinar as potências num circuito.

– Calcular capacidades para compensação do fator de potência.

– Reconhecer as principais grandezas do sistema trifásico de tensões.


Sérgio Rebelo Outubro 2023 2
UFCD 6010 – Corrente Alternada
• Conteúdos

– Corrente alternada sinusoidal

– Período, frequência e fase

– Comportamento do condensador e da bobina em corrente alternada

– Lei de Ohm para corrente alternada

– Diagramas vetoriais

– Circuito RLC série e paralelo; impedância em circuitos RLC série e paralelo

– Potência em a.c.

– Compensação do fator de potência

– Cálculo do somatório das potências em corrente alternada

– Introdução à corrente alternada trifásica

– Tensões simples e compostas


Sérgio Rebelo Outubro 2023 3
Tipos de Circuitos em CA
Nos circuitos elétricos existem recetores, que isoladamente ou em associações diversas,
são do ponto de vista elétrico constituídos por algum ou alguns dos seguintes elementos:
resistências, bobinas ou condensadores.

Vai analisar-se o comportamento dos circuitos em corrente alternada constituídos:

• só por resistências (R);

• só por bobinas (L);

• só por condensadores (C);

• Em diferentes associações destes elementos entre si (associações em série, em


paralelo e mistas).

Sérgio Rebelo Outubro 2023 4


Tipos de Circuitos em CA
Vai apontar-se previamente algumas definições:

- Um circuito composto só por resistência tem o nome de circuito resistivo.

- Um circuito constituído só por bobinas (ou bobinas com resistências) tem o nome
de circuito indutivo. Se a bobina tiver uma resistência R muito baixa (idealmente
nula), comparada com a sua reatância, diz-se que é um circuito indutivo puro.

- Um circuito constituído só por condensadores e resistências tem o nome de


circuito capacitivo. Quando o condensador tem uma resistência R muito
baixa(idealmente nula), comparada coma sua reatância capacitiva, diz-se que ele é
capacitivo puro.

Sérgio Rebelo Outubro 2023 5


Circuitos Resistivos
Neste caso, temos apenas uma resistência ligada ao gerador de tensão alternada:

 = vR =  m sen ( t ) = VR sen ( t )

Define-se a intensidade da corrente na forma:

iR = I R sen ( t )
Escreve-se intensidade da corrente que percorre a resistência como:
vR VR
iR = = sen ( t )
R R
VR
Logo, temos que: IR = e  =0
R
Sérgio Rebelo Outubro 2023 6
Circuitos Resistivos (2)
Portanto, a corrente e a tensão na resistência estão em
fase.

A relação entre as amplitudes da corrente e a tensão


na resistência é dada por:

VR = I R  R
A potência consumida, em corrente alternada, também
seja dada pelo produto do valor eficaz da corrente
eficaz pela resistência do circuito.A potência P, em
corrente alternada, tem o nome de potência ativa.

PActiva = R  I Eficaz
2

PActiva = U Eficaz  I Eficaz  cos ( )


Sérgio Rebelo Outubro 2023 7
Circuitos Resistivos (3)
Portanto ao aplicar-se uma tensão alternada sinusoidal u(t) a uma resistência R, a
curva que se obtém para a corrente i(t) só pode ser também alternada sinusoidal; isto
é, cada ponto da curva para a corrente (valor instantâneo i(t)) é obtido dividindo cada
valor instantâneo de u(t) por uma constante R (Resistência do circuito).

Com efeito estando as duas curvas em fase (φ=0), os vetores correspondentes


também o estarão.

São representados usualmente com um valor igual aos seus valores eficazes (e não às
amplitudes).

Sérgio Rebelo Outubro 2023 8


Circuitos Indutivos
As bobinas têm comportamentos diferentes em corrente contínua e em corrente
alternada.

Em corrente contínua uma bobine apresenta uma resistência muito reduzida,


funcionando idealmente como um curto-circuito.

Sempre que um enrolamento é atravessado por um fluxo magnético variável (provocado


pela corrente alternada), cria-se aos seus terminais uma f.e.m. induzida, a qual cria uma
corrente induzida que tende a opor-se à causa que lhe deu origem.

Sérgio Rebelo Outubro 2023 9


Circuitos Indutivos (2)
Em corrente alternada, há uma reação magnética da bobina, traduzida por uma oposição
suplementar à passagem da corrente, a qual vai adicionar-se à resistência R do
enrolamento, originando assim uma impedância (total) de valor mais elevado.

A esta oposição suplementar, dá-se o nome de reatância indutiva ou indutância XL da


bobina. De referir que a resistência R de uma bobina é muito inferior à reatância XL, pelo
que em muitas situações de despreza R face a XL.

A expressão matemática da reatância indutiva da bobine é : X L =   L = 2    f  L


XL – Reatância Indutiva (ohm)
f – Frequência (Hertz)
L – Coeficiente de auto-indução (Henry)
 – Velocidade angular (rad/s)
Sérgio Rebelo Outubro 2023 10
Circuitos Indutivos (3)
Na figura representa-se a tensão aplicada a bobine bem como a corrente que vai

percorrer o circuito.

Podem tirar-se as seguintes conclusões relativamente ao circuito indutivo puro, isto é

com resistência igual a zero

- A desfasagem entre a corrente e a tensão é de 90° (estão em quadratura)

- A tensão atinge o máximo primeiro que a corrente, isto é, está em avanço (no tempo)

𝜋
em relação à corrente. Pode afirmar-se, que a corrente na bobine está rad ou 90° em
2

𝜋
atraso em relação a tensão, isto é, temos 𝜑 = 2 , como no diagrama vetorial.
Sérgio Rebelo Outubro 2023 11
Circuitos Indutivos (4)
Podem tirar-se as seguintes conclusões relativamente ao

circuito indutivo puro, isto é com resistência igual a zero:

- A potência ativa P (dissipada por efeito de Joule), no

caso particular da bobina pura R=0, então teremos P=0W.

- Existe no entanto associada a reatância indutiva XL uma

outra potência, que tem o nome de potência reativa

indutiva QL.
Qreactiva = X L  I Eficaz
2

Qreactiva = U Eficaz  I Eficaz  sen ( )


Sérgio Rebelo Outubro 2023 12
Circuitos Capacitivos
O condensador é um componente elétrico constituído por duas superfícies condutores,
chamadas armaduras, separadas por uma substância isolante, designada dielétrico.

Os condensadores armazenam carga elétrica. A carga elétrica (Q) armazenada por um


condensador depende, não só da tensão que lhe é aplicada, mas também das
características próprias do condensador.

Assim, à constante de proporcionalidade entre carga


(Q) armazenada e a tensão U que lhe é aplicada,
chama-se capacidade C do condensador, com:

Q
C=
U
Sérgio Rebelo Outubro 2023 13
Circuitos Capacitivos (2)
Define-se circuito capacitivo como o circuito constituído por um ou vários
condensadores ligados entre si, podendo ou não ter resistências intercaladas.

O condensador é um elemento que apresenta uma resistência R praticamente


desprezável. Apresenta no entanto, uma oposição à passagem de corrente alternada, a
qual damos o nome de reatância capacitiva ou capacitância.

Em corrente contínua, verifica-se que o circuito capacitivo era percorrido num instante
por uma corrente i (com um determinado sentido), que tende a anular-se ao fim de um
v

certo tempo, quando o condensador fica carregado. V0MAX=V

 − 
t
v0 ( t ) = V   1 − e t 
 
0 t t
5t
Sérgio Rebelo Outubro 2023 14
Circuitos Capacitivos (3)
Em corrente alternada como o movimento de eletrões ocorre em dois sentidos verifica-
se que o condensador carrega e descarrega, havendo sempre corrente no circuito.

Assim, em corrente alternada, podemos modelar um condensador em função do valor


da sua reatância capacitiva a uma dada frequência.

A expressão matemática da reatância capacitiva do condensador é :


1 1
XC = =
  C 2  f  C
Xc – reatância capacitiva (ohm)
f – frequência (Hertz)
C – capacidade (Farads)
 – velocidade angular (rad/s)
Sérgio Rebelo Outubro 2023 15
Circuitos Capacitivos (4)
Na figura representa-se a tensão u(t) aplicada ao condensador, bem como a corrente i(t)
que vai percorrer o circuito.

Por análise da figura, podem tirar-se as seguintes conclusões relativamente ao circuito


capacitivo puro, isto é, com resistência igual a zero:

- A desfasagem entre a corrente e a tensão é de -90° (estão em quadratura).

- A corrente atinge o máximo primeiro que a tensão, isto é, está em avanço (no tempo)

em relação à tensão. Também podemos afirmar, que a tensão no condensador está em

𝜋
atraso em relação a corrente de 2 rad ou 90°.

Sérgio Rebelo Outubro 2023 16


Circuitos Capacitivos (5)
Podem tirar-se as seguintes conclusões relativamente ao

circuito indutivo puro, isto é com resistência igual a zero:

- Num circuito capacitivo puro, a corrente está em avanço de

𝜋
90° relativamente à tensão aplicada, isto é, temos,𝜑 = − 2 .

- A potência ativa P (dissipada por efeito de Joule), no caso

particular da bobina pura R=0, então teremos P=0W.

- Existe associada a reatância indutiva XC uma outra

potência, que tem o nome de potência reativa capacitiva QC.

Sérgio Rebelo Outubro 2023 17


Circuitos RLC Série
O circuito RLC série, na prática representa um circuito constituído por diversos
elementos( Resistência, Reatância Indutiva e Capacitiva )

Neste tipo de circuito, utilizando a lei das Malhas, sabemos que:

UG = U R + U L + UC
Portanto, a soma vetorial das tensões aplicadas a cada elemento do circuito é igual a
tensão fornecida pelo gerador UG.

Sérgio Rebelo Outubro 2023 18


Circuitos RLC Série (2)
Pode-se distinguir três situações diferentes:

- UL >UC : A tensão aplicada a bobine é maior(devido maior reatância indutiva) do que a


tensão aplicada ao condensador. O comportamento global do circuito assume-se como
indutivo e existe um desfasamento entre a tensão e a corrente do circuito, com valores
entre 0° e 90 °

- UC >UL : A tensão aplicada ao condensador é maior(devido maior reatância capacitiva )


do que a tensão aplicada a bobine. O comportamento global do circuito assume-se como
capacitivo e existe um desfasamento entre a tensão e a corrente do circuito, com valores
entre 0° e -90

- UL =UC : A tensão aplicada a bobine é igual do a tensão aplicada ao condensador, assim


como o valor das suas reactâncias. O comportamento global do circuito assume-se como
resistivo e não existe um desfasamento entre a tensão e a corrente do circuito.
Sérgio Rebelo Outubro 2023 19
Circuitos RLC Série (3)

O valor da impedância Z representa a soma em módulo de todas


as resistências e reactâncias do circuito, a uma dada frequência .

Pode calcular-se o ângulo de desfasagem entre tensão e corrente


do circuito, como sendo:

 VL − VC  X − XC 
 = sen 
−1
 = sen −1  L 
 VG   Z 
Sérgio Rebelo Outubro 2023 20
Circuitos RLC Série (4)
Neste caso, temos a f.e.m. aplicada igual:
U G =  =  m sen( t )
Define-se a corrente do circuito como:

i = I  sen ( t   )
A corrente tem o mesmo valor em todos os elementos e é representada por um único
fasor (vetor girante a verde no diagrama). O módulo da corrente é igual a:
UG m
I= =
1 2 Z
R 2 + ( L − )
C
A soma vetorial dos vectores (no diagrama representados a amarelo) UL ,UC e UR (tensão
aplicada nos elementos do circuito) resulta na tensão do gerador UG . O módulo da

U G2 = U R2 + (U L − U C )
tensão do gerador é igual a: 2

Sérgio Rebelo Outubro 2023 21


Circuitos RLC Série (5)
O circuito RLC série, pode entrar em ressonância, isto é, a tensão aplicada a bobine é
igual do a tensão aplicada ao condensador, assim como o valor das suas reactâncias.

Nesta situação, o circuito diz-se ressonante, com UL =UC e XL =XC e com o valor da
corrente do circuito a atingir o seu valor máximo.

Para cada circuito RLC série existe portanto uma frequência que o leva à ressonância
(situação em que UL =UC e XL =XC ).

A frequência de ressonância pode ser calculada da seguinte forma:


1
fR =
2  L  C

Sérgio Rebelo Outubro 2023 22


Circuitos RLC Série (7)
Na situação de ressonância , como XL =XC pode calcular-se a corrente do circuito como
sendo: UG UG
I= =
Z R
A corrente do circuito é calculada diretamente utilizando a Lei de Ohm, sendo neste
caso particular o módulo da impedância do circuito igual a resistência.

O valor da corrente é apenas limitado pelo valor da


resistência do circuito, o que faz com que o seu
valor seja máximo nesta situação.

Neste caso o ângulo de desfasagem entre tensão e


corrente do circuito é igual a 0°.
 = 0º
Sérgio Rebelo Outubro 2023 23
Compensação do fator de potência
O gráfico representa a potência instantânea, para uma indutância pura.

A potência instantânea é alternadamente positiva e negativa, com uma frequência


dupla da corrente e tensão aplicada na indutância. Se a potência instantânea de um
recetor é positiva , consome-se potência da fonte de alimentação.
Potência, tensão e corrente em Indutâncias
6

0
0 0,01 0,02 0,03
-2

-4

-6
tempo (s)

Corrente (A) Tensão Bobine (V) Potência

Sérgio Rebelo Outubro 2023 24


Compensação do fator de potência (2)
Nos momentos em que essa potência é negativa, esse recetor fornece a fonte de
alimentação.
No caso da indutância, esta recebe e fornece energia alternadamente, sendo a média
nula, isto é, a energia recebida é igual a energia devolvida, pelo que não é dissipada.

Apesar de não ser consumida, esta energia circula no circuito traduzindo-se numa
corrente elétrica. A potência correspondente a esta energia oscilante designa-se por
potência reativa (Q).

Embora só a potência ativa seja consumida, também a potência reativa representa um


custo para o transporte e distribuição da energia.
Desta forma, ao fornecedor de energia interessa que não existam potências a oscilar na
rede(reativas).
Sérgio Rebelo Outubro 2023 25
Compensação do fator de potência (3)
A relação entre potência ativa P e potência aparente S, chama-se fator de potência.

P U ef  I ef  cos( )
F .P. = = = cos( )
S U ef  I ef
Conseguir um alto fator de potência, o mais próximo possível de 1. Representa uma
vantagem para todos os intervenientes da cadeia de energia elétrica.

A existência de fatores de potência inferiores a 1 nas instalações industriais deve-se


principalmente aos recetores indutivos (motores).

Nestas instalações é conveniente compensar baixos fatores de potência. Este


“melhoramento” da instalação é vulgarmente efetuado recorrendo à utilização de
condensadores em paralelo com os recetores, de modo a que a corrente “capacitiva”
que neles circula vá anular (reduzir ao máximo) a corrente “indutiva” dos Recetores.

Sérgio Rebelo Outubro 2023 26


Compensação do fator de potência (4)
Circuito sem compensação do fator de Potência

Circuito com compensação do fator de Potência

Sérgio Rebelo Outubro 2023 27

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