Capacitores em Circuitos Elétricos: Aula 3
Capacitores em Circuitos Elétricos: Aula 3
com
Aula 3
1
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Conversa Inicial
Estamos iniciando a terceira aula de Análise de Circuitos Elétricos.
Seja bem-vindo!
Na aula de hoje, iremos estudar um componente eletrônico muito utilizado
em circuitos elétricos que é o capacitor. Ele é constituído por duas placas
condutoras chamadas de armaduras, entre as quais existe um material isolante
denominado dielétrico. Existem capacitores esféricos, cilíndricos, planos e vários
outros tipos, no entanto, eles desempenham a mesma função, que é a de
carregar e descarregar cargas elétricas.
Bons estudos!
Contextualizando
Para entendermos bem como os capacitores são empregados,
providencie o seu material de estudo e vamos lá!
Os capacitores são empregados nos mais variados circuitos elétricos e
desempenham sempre um papel muito importante – o de armazenar cargas
elétricas para depois descarregá-las em um determinado momento específico.
Eles são utilizados, por exemplo, em circuitos retificadores, circuitos ressonantes
e em divisores de frequências.
Por exemplo:
Em um rádio, a antena capta as ondas que são emitidas pelas estações
transmissoras e cada estação possui uma frequência determinada. Na antena
há um receptor que sintoniza inúmeras estações graças ao circuito ressonante.
Esse circuito transforma corrente alternada em corrente contínua e é constituído
basicamente por um capacitor variável que fica em paralelo com uma bobina.
Para cada valor de capacitância do capacitor, o receptor ajusta o aparelho de
rádio ao comprimento de onda que é transmitido pela emissora de rádio, ou seja,
ele sintoniza a estação de rádio que corresponde a uma frequência de onda
específica.
2
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Pesquise
Circuitos RC Série
Que a eletricidade foi uma das descobertas que mais revolucionaram a
história da humanidade, todos sabem e ninguém duvida. Porém, logo após
descobrir e manusear a corrente elétrica, um dos maiores problemas e
preocupações foi: "Como armazenar as cargas elétricas?". Na figura 1, podemos
perceber vários tipos de capacitores para diferentes aplicações.
3
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
4
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Da figura 4a tiramos:
𝑉𝐺 2 = 𝑉𝑅 2 + 𝑉𝐶 2 Ou 𝑉𝐺 = √𝑉𝑅 2 + 𝑉𝐶 2
𝑉𝑅 𝑉𝐶
cos ϕ = tan 𝜙 =
𝑉𝐺 𝑉𝑅
Da figura 4b tiramos:
𝑉𝐺
= 𝑍 = Impedância do circuito
𝐼
𝑉𝑅
= 𝑅 = Resistência
𝐼
𝑉𝐶
= 𝑋𝐶 = Reatância capacitiva
𝐼
𝑍 2 = 𝑅 2 + 𝑋𝐶 2
Ou 𝑍 = √𝑅 2 + 𝑋𝐶 2
5
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Circuitos RC Paralelo
6
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
7
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
8
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
𝐼 2 = 𝐼𝑅 2 + 𝐼𝐶 2 Ou 𝐼 = √𝐼𝑅 2 + 𝐼𝐶 2
Da figura 3b, tiramos:
1 1 𝐼𝐶 1 𝐼𝑅 1
= , = , =
𝑉𝐺 𝑍 𝑉 𝑋𝐶 𝑉𝐺 𝑅
1 1 1
= 𝑋𝐶 2 + 𝑅2 e resolvendo obtemos
𝑍2
𝑋𝐶 . 𝑅
𝑍=
√𝑋𝐶 2 + 𝑅 2
Da figura 3c, tiramos:
Para exercitar, veja como projetar seu próprio filtro passivo, lendo o texto
a seguir.
[Link]
Aproveite e examine também o seguinte artigo “Compensação de
Reativos Usando Bancos de Capacitores em Série em Sistemas de Distribuição
de Energia Elétrica”.
[Link]
O vídeo a seguir está bem didático e te ajudar a compreender e ver na
prática a aplicação de um capacitor. Observe:
[Link]
(ver material on-line)
9
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
10
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
11
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Da figura 3a tiramos:
𝑉𝐺
= 𝑍 = Impedância
𝐼
𝑉𝑅
= Resistência do circuito = R
𝐼
𝑉𝐿 − 𝑉𝐶 𝑉𝐿 𝑉𝐶
= − = 𝑋𝐿 − 𝑋𝐶
𝐼 𝐼 𝐼
XL = Reatância Indutiva
XC = Reatância Capacitiva
Logo, podemos escrever:
𝑍 = √𝑅 2 + (𝑋𝐿 − 𝑋𝐶)2
Os Circuitos RLC Paralelo são vitais para a vida humana, além de ser
fruto de variadas pesquisas que se fundamenta em seu funcionamento.
Por meio dos tópicos abordados referentes ao circuito RLC com
alimentação senoidal, pode-se comprovar a sua magnitude intensa. Percebe-se
também que sua descoberta, desde a antiguidade, possibilitou uma tremenda
12
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
13
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Figura 3
Da figura 3b obtemos:
𝐼𝐶 − 𝐼𝐿 𝐼𝐶 𝐼𝐿
= −
𝑉𝐺 𝑉𝐺 𝑉𝐺
Da figura 4 temos:
𝐼 1 𝐼𝑅 1
=𝑍 =
𝑉𝐺 𝑉𝐺 𝑅
𝐼𝐶 1 𝐼𝐿 1
= = 𝑋𝐿
𝑉𝐺 𝑋𝐶 𝑉𝐺
14
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
1 1 1 1 2
= + ( − )
𝑍2 𝑅2 𝑋𝐶 𝑋𝐿
𝑅 . 𝑋𝐿 . 𝑋𝐶
𝑍=
√𝑋𝐶 2 . 𝑋𝐿2 + 𝑅 2 . (𝑋𝐿 − 𝑋𝐶)2
15
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
16
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
17
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Figura 3
18
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
𝑃 = 𝑉𝐺 . 𝐼 . cos ϕ
Tiramos:
𝐴𝐶 = 𝑂𝐶 . 𝑡𝑔ϕ
𝐵𝐶 = 𝑂𝐶 . 𝑡𝑔ϕ
Ainda nos diagramas, temos que:
𝐴𝐵 = 𝑂𝐷 = 𝐴𝐶 − 𝐵𝐶 = 𝑂𝐶 . 𝑡𝑔ϕ1 − OC . tgϕ = OC . (tgϕ1 − tg ϕ)
Como:
𝑃
𝑂𝐶 =
𝑉𝐺
E 𝐴𝐵 = 𝑂𝐷 = 𝐼𝐶
𝑃
𝐼𝐶 = . (𝑡𝑔ϕ1 − tgϕ) = 𝑉𝐺 . 𝜔 . 𝐶
𝑉𝐺
𝑉𝐺 𝑉𝐺
𝐼𝐶 = = = 𝑉𝐺 . 𝜔 . 𝐶
𝑋𝐶 1
𝜔. 𝐶
Por outro lado IC = VG . ω . C, comparando as duas expressões temos:
𝑃
𝐶=
𝜔 . 𝑉𝐺 2
Por fim, temos então o valor do capacitor que devemos associar em nosso
circuito para que o FP aumente, mas, lembre-se, o banco de capacitores
trabalhando em vazio também é prejudicial para as instalações elétricas, pode-
se usar um banco de capacitores automatizado para ajustar esse problema.
19
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Trocando Ideias
[Link]
otencia/$FILE/fator_potencia.pdf
(ver o material on-line)
Na Prática
Os capacitores têm uma propriedade que é a de bloquear correntes
contínuas e alternadas de baixas frequências e facilitar a passagem de correntes
alternadas de altas frequências. Essa propriedade é utilizada para separar sons
20
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
agudos de uma música, por exemplo, encaminhando esses sons para os alto-
falantes que são adequados para fazer a reprodução desse tipo de som. Esses
alto-falantes são chamados de tweeter. Os sons graves são sons de baixas
frequências e reproduzidos pelos chamados woofers. Um capacitor, com
capacitância e tipo adequado, faz o bloqueio dessas baixas frequências deixando
passar somente os sons de frequências mais elevadas, que são os sons agudos.
Dessa forma, ocorre a separação de sons agudos e graves.
Na figura a seguir, temos um exemplo de aplicação dos capacitores e
indutores em equipamentos de som.
Síntese
21
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico
Licenciado para - Gilson Gonçalves Bandeira - 04561169407 - Protegido por [Link]
Referências
22
CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico