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CURSO ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA TRF-1ª REGIÃO AULA 0

SAUDAÇÕES E APRESENTAÇÃO PESSOAL

Seja bem-vindo ao Ponto dos Concursos! Aqui você estudará para um importante concurso: o do TRIBUNAL REGIONAL DA 1ª REGIÃO. E eu vou ajudá-lo nessa preparação. Permita que eu me apresente a você. Sou o professor Albert Iglésia, formado em Letras (Português/Literatura) pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em Língua Portuguesa pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército Brasileiro em parceria com a Universidade Castelo Branco. Ministro aulas de Língua Portuguesa desde o ano de 2001. Iniciei minhas atividades docentes no Rio de Janeiro – meu estado de origem. Atualmente moro em Brasília, onde dou aulas de gramática, interpretação de texto e redação oficial voltadas para concursos públicos. Durante quase seis anos estive cedido à Casa Civil da Presidência da República, onde atuei no setor de capacitação de servidores e ministrei cursos de atualização gramatical e redação oficial. Também Integro o quadro de instrutores da Escola de Administração Fazendária (Esaf) e já lecionei o curso de Redação de Correspondências Oficiais e Atualização Gramatical para auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal. Aqui no Ponto já participei de diversos trabalhos. Neste momento, estou envolvido com os seguintes cursos: TRT-4ª Região, TRT-24ª Região, TRT-14ª Região, TRE-PA, ICMS-DF, TRT 1ª Região, Fiscal de Atividades Urbanas-DF, Embratur, Pacote para Iniciantes, Banco do Brasil, BNDES, Bacen, TCU e – obviamente – TRF 1ª Região. Meu endereço eletrônico é albert@pontodosconcursos.com.br. Sempre que precisar, faça contato comigo. Se eu não lhe responder imediatamente, é provável que esteja envolvido com aulas ou até mesmo esclarecendo outras dúvidas dos demais alunos.

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LÍNGUA PORTUGUESA E O CONCURSO DO TRF-1ª REGIÃO

Muitos concursos de Tribunais têm sido elaborados pela Fundação Carlos Chagas (FCC): TRT-4ª Região/2011, TRT-14ª Região/2011, TRT-24ª Região/2010, TRT-12ª Região/2010, TCM-CE/2010, TCE-GO/2009 e TCE-CE/2008, por exemplo. A lista é extensa, e basta você acessar o sítio da instituição (http://www.concursosfcc.com.br/) para comprovar o que estou falando.

O conteúdo programático que a Fundação estabeleceu para o seu concurso e que estudaremos é o que se segue:

Ortografia oficial. Acentuação gráfica. Flexão nominal e verbal. Pronomes:

emprego, formas de tratamento e colocação. Emprego de tempos e modos verbais. Vozes do verbo. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. Ocorrência de crase. Pontuação. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). Intelecção de texto.

No concurso do TRF-1ª Região, a prova de Língua Portuguesa para integra o grupo CONHECIMENTOS BÁSICOS, o qual conterá 20 QUESTÕES para ANALISTA e 25 para TÉCNICO, todas com PESO 1. Nossa disciplina deverá ser a principal do grupo, com o maior número de questões. A importância do estudo dos aspectos gramaticais é acentuada porque ainda haverá prova discursiva para Analista, a qual também será avaliada quanto ao domínio da modalidade escrita da Língua Portuguesa. Portanto você tem bons motivos para se empenhar em nossas aulas.

O CURSO QUE PROPONHO

Este curso destina-se aos futuros servidores do TRF-1ª Região, é de exercícios comentados e está estruturado da seguinte forma:

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Aula

Assunto

0

Apresentações (pessoal e do curso) Resolução da prova TRE-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO/2010

 

Ortografia oficial.

1

Acentuação gráfica. Flexão nominal.

 

Flexão verbal (emprego de tempos e modos verbais; vozes do

2

verbo) Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação.

3

Concordância nominal e verbal.

4

Regência nominal e verbal. Ocorrência de crase.

5

Pontuação. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). Intelecção de texto.

Durante as aulas, você terá a oportunidade de revisar a teoria gramatical por meio dos exercícios comentados de provas anteriores. Oferecerei a você explicações relevantes e objetivas sobre os assuntos importantes do ponto de vista da FCC. Entenda que, para ser aprovado em concurso público, você não precisa saber tudo sobre todos os assuntos; mas sim saber o que a banca examinadora normalmente exige dos candidatos em cada assunto. E como eu só me preocupo com uma disciplina (você tem que se preocupar com várias ao mesmo tempo), julgo que levo vantagem sobre você na identificação do que a FCC cobra em matéria de Língua Portuguesa. Esclareço que, ao abordar assuntos possíveis de serem cobrados e que normalmente não aparecem nas provas da Fundação (flexão nominal,

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por exemplo) poderei utilizar questões de outras bancas para tratá-los adequadamente. Ao término de cada aula, as questões utilizadas serão transcritas sem os respectivos comentários na última parte do material, para que o aluno tenha a oportunidade de fazer, ao longo da semana, uma revisão do conteúdo estudado. Na sequência estará o gabarito delas.

“ESQUENTANDO OS MOTORES”

Deixo aqui breves comentários sobre uma prova elaborada pela FCC em 2010. Nas aulas (e nos fóruns), as explicações serão aprofundadas. Aproveite a oportunidade para avaliar o seu conhecimento sobre alguns pontos do conteúdo programático e identificar desde já aqueles que merecem mais a sua atenção. Espero que tudo o incentive a adquirir este curso e a prestar os exames para o Tribunal. As provas estão previstas para 27/3/2011.

FCC/TRE-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO/2010

CONHECIMENTOS BÁSICOS

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto seguinte.

Entre a cruz e a caldeirinha

“Quantas divisões tem o Papa?”, teria dito Stalin quando alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como bem observa o escritor Elias Canetti, “perto da Igreja, todos os poderosos do mundo parecem diletantes”.

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Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico. Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a visita do papa Bento XVI ao Brasil.

“O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país. Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder (religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum interno ao Brasil (pesquisas com células- tronco, por exemplo, aborto, e outras questões árduas)”, avalia o filósofo Roberto Romano. E prossegue: “Não são incomuns atos religiosos que são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo “Ameaça ao Estado laico”, avisa que a Concordata poderá incluir o retorno do ensino religioso às escolas públicas. “O súbito chamamento do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas e dos que têm praticado todas as formas de consciência e crença neste país, desde a República”, acredita a pesquisadora. Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

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Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin: “Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?”

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

1.

A expressão entre a cruz e a caldeirinha indica uma opção muito difícil de se fazer. Justifica-se, assim, sua utilização como título de um texto que, tratando da atuação da Igreja, enfatiza a dificuldade de se considerar em separado

(A)

a ingerência eclesiástica nas atividades comerciais e nas diplomáticas.

(B)

a instância do poder espiritual e o campo das posições políticas.

(C)

o crescente prestígio do ensino religioso e a decadência do ensino laico.

(D)

os efetivos militares à disposição do Papa e a força do pontificado.

(E)

as denúncias papais do laicismo e os valores da democracia liberal.

Comentário – O texto ressalta a influência da Igreja nas áreas espiritual e religiosa, o que pode ser depreendido, sobretudo, da leitura do terceiro parágrafo. A preparação de uma “Concordata” – tratado diplomático público e solene que o Vaticano celebra com outro(s) Estado(s) para regular relações mútuas e matérias de interesse comum – pressupõe o interesse da Igreja na manutenção de sua influência. A avaliação do filósofo Roberto Romano corrobora a ideia de que é mesmo difícil separar o poder espiritual da Igreja das posições políticas. Segundo Romano, um ícone da influência eclesiástica na área política é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Conforme avisa a educadora Roseli Fischman, a instituição do ensino religioso nas escolas públicas tem reflexos no direito alheio e pode ameaçar o “Estado laico”, uma característica política do país. Resposta – B

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2.

Atente para as seguintes afirmações:

I.

As frases de Stalin e de Elias Canetti, citadas no 1º parágrafo, revelam critérios e posições distintas na avaliação de uma mesma questão.

II.

Na Concordata (referida no 3º parágrafo), a Igreja pretende valer-se de dispositivos constitucionais que lhe atribuem plena autonomia legislativa.

III.

A educadora Roseli Fischman propõe (4º parágrafo) que o ensino religioso privilegie, sob a gestão direta do MEC, minorias que professem outra fé que não a católica.

Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em

(A)

I.

(B)

II.

(C)

III.

(D)

I e II.

(E)

II e III.

Comentário – Item I – ao se referirem à Igreja Católica e ao poder dela, Stalin demonstra que a entende como unidades de um exército que reúne efetivos e recursos de todas as armas; mas Elias Canetti explica que o poder da Igreja é de ordem espiritual, e não bélico ou humano. Item certo. Item II – “conseguir concessões vantajosas para o seu pastoreio” não significa pretender “plena autonomia legislativa”. Item errado. Item III – dizer que a pesquisadora Roseli Fischman propõe algum privilégio é extrapolar o que foi dito no texto. Ela apenas avisa que a atitude do MEC significa uma violação de direitos; a educadora não se posiciona contraria ou favoravelmente a alguma profissão de fé. Item errado. Resposta – A

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3.

Considerado o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

(A)

o poder papal não é palpável = o Papa não dispõe de poder considerável.

(B)

parecem diletantes = arvoram-se em militantes.

(C)

com créditos muito superiores = de muito maior confiabilidade.

(D)

repercussões no direito comum interno = efeitos sobre o direito canônico.

(E)

denúncia do laicismo = condenação dos ateus.

Comentário – Alternativa A: literalmente, não ser palpável significa não ser evidente, claro; no contexto, a expressão exprime que o poder do Papa é espiritual.

Alternativa B: parecer diletante é o mesmo que parecer imaturo, amador em questões de ordem intelectual ou espiritual. Alternativa D: no texto, o segmento “inclusive com repercussões no direito comum interno ao Brasil” revela que esse direito (o direito comum) difere do direito canônico (aquele que segue ou está de acordo com os princípios de fé e disciplina da Igreja), traduzido no contexto pela expressão “seu pastoreio”. Alternativa E: por “denúncia do laicismo” podemos entender o apontamento de doutrina contrária à influência religiosa nas instituições sociais, o nada tem a ver com a condenação dos ateus. Resposta – C

4.

Ao se referir ao poder da Igreja, Elias Canetti e Luis Felipe Pondé

(A)

admitem que ele vem enfraquecendo consideravelmente ao longo dos últimos anos.

(B)

consideram que, na atualidade, ele só se manterá o mesmo caso seja amparado por governos fortes.

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(C)

afirmam que nunca ele esteve tão bem constituído quanto agora, armado da fé para se aliar aos fortes.

(D)

lembram que a energia de um papado não provém da instituição eclesiástica, mas da autoridade moral do Papa.

(E)

advertem que ele não depende da força militar, uma vez que se afirma historicamente como poder espiritual.

Comentário – Tanto o escritor quanto o professor advertem que o poder da Igreja Católica, que tem no Papa a sua maior representação, independe de força física ou de um exército militar, pois a força dela é de ordem espiritual. Esse entendimento pode ser confirmado nas seguintes palavras: “o poder papal não é palpável” (Elias Canetti) e “Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?” (Luiz Felipe Pondé). Resposta – E

5.

Na frase Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?, o segmento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido e a correção, por

(A)

ao ter no exército sua eternidade?

(B)

fazendo do exército sua eternidade?

(C)

contando na eternidade com o exército?

(D)

dispondo da eternidade como exército?

(E)

provendo o exército assim como a eternidade?

Comentário – Se você reordenar o trecho sublinhado, perceberá que a questão é fácil de ser resolvida: “tendo a eternidade como exército?”. Percebeu que a “coisa” tida ou da qual se dispõe é a “eternidade” e não o “exército”? É a “eternidade” caracterizada como “exército”; é ela o alvo do que se declara, e não o “exército”.

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Resposta – D

6.

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

(A)

Deve-se firmar alguns acordos entre o Vaticano e o Brasil durante as discussões da Concordata.

(B)

Nunca chegou a preocupar Stalin, naturalmente, os guardas suíços que constituem a segurança do Vaticano.

(C)

Ao se deterem na estátua Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, os olhos de um turista não verão o que de fato ela consagra.

(D)

As concessões vantajosas que pretendem obter, nas discussões da Concordata, a Igreja Católica, dizem respeito a questões polêmicas.

(E)

Muitas repercussões passarão a haver no direito interno, caso a Concordata consagre os acordos que constituem o principal interesse da Igreja.

Comentário – Alternativa A: a FCC considerou que a expressão “Deve-se firmar” constitui uma locução verbal na voz ativa sintética. Sendo assim, a verbo auxiliar “Deve” teria que se flexionar na terceira pessoa do plural (“Devem-se firmar”) para concordar com o núcleo do sujeito simples:

“acordos”. Entretanto, é licito também interpretar a construção como voz passiva formada:

a) quer com o verbo auxiliar “Deve” (locução verbal: “Devem-se firmar”;

sujeito paciente: “alguns acordos

b) quer com o verbo principal “Deve” – e nesse caso a locução verbal

inexiste; o verbo “firmar” integra o sujeito oracional “firmar alguns acordos ”; o verbo principal concorda no singular.

”);

É isso o que nos ensina, por exemplo, Domingos Paschoal Cegalla (Novíssima gramática da língua portuguesa – 48. ed. rev. – São Paulo:

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Companhia Editora Nacional – 2008 – páginas 461 e 462). Mas parece que a FCC ignorou tal ensinamento e se distanciou também da Esaf, por exemplo, que já anulou duas questões semelhantes e pelo mesmo motivo (questão 9 da prova 1 do gabarito 1 do concurso para o cargo de EPPGG do MPOG/2009; questão 13 da prova 1 do gabarito 2 do concurso para o cargo de analista da Receita Federal/2009 – elaboramos recurso contra o último gabarito e obtivemos êxito). Alternativa B: reordene os termos da frase e perceba a discordância entre sujeito e verbo: “Naturalmente, os guardas suíços que constituem a segurança do Vaticano nunca chegou a preocupar Stalin”. O verbo deveria ser flexionado na terceira pessoa do plural: chegaram. Alternativa D: o sujeito da forma verbal “pretendem” é o termo “a Igreja Católica”, o que obriga o verbo a se flexionar na terceira pessoa do singular: pretende. Alternativa E: no sentido de existir, ocorrer, acontecer, o verbo haver é impessoal e se mantém na terceira pessoa do singular. Como verbo principal de uma locução, sua impessoalidade é transmitida ao seu verbo auxiliar, que se mantém na terceira pessoa do singular: “passará a haver”. Resposta – C

7.

Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase

(A)

Tudo o que advir como poder da Igreja tem correspondência com o plano simbólico e espiritual.

(B)

O poder civil e a esfera religiosa nem sempre conviram quanto à busca de um sereno estabelecimento de acordos.

(C)

Ao longo da História, nações e igrejas muitas vezes se absteram de buscar a convergência de seus interesses.

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(D)

A pergunta de Stalin proveu de sua convicção quanto ao que torna de fato competitivo um país beligerante.

(E)

Ciente da fragilidade militar da Igreja, o ditador não se conteve e interveio na História com a famosa frase.

(presente do indicativo

Comentário – Alternativa A: “Tudo o que advém do verbo advir, derivado do verbo vir). “

perfeito do indicativo do verbo convir, derivado do verbo vir).

Alternativa

B:

nem

sempre

convieram

(pretérito

Alternativa C: “

muitas

vezes se abstiveram

 

(pretérito

perfeito do indicativo do verbo abster, derivado do verbo ter). “

Alternativa

D:

proveio

de

sua

convicção

(pretérito

perfeito do indicativo do verbo provir, derivado do verbo vir).

Alternativa

E:

as

formas

“conteve”

e

“interveio”,

ambas

conjugadas no pretérito perfeito do indicativo, estão corretamente flexionadas, pois derivam, respectivamente, dos verbos ter e vir. Resposta – E

8.

A frase que admite transposição para a voz passiva é:

(A)

Perto da Igreja, todos os poderosos do mundo parecem diletantes.

(B)

A Concordata poderá incluir o retorno do ensino religioso.

(C)

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

(D)

Não são incomuns atos religiosos com finalidade política.

(E)

O Brasil é um país estratégico para a Igreja Católica.

Comentário – Como regra geral, a admissão de voz passiva é pertinente a verbos transitivos diretos. A dica, então, é procurar um entre as alternativas. Você deve ter encontrado dois: “poderá incluir” (na locução, analise o verbo principal, o último) e “Há” (no sentido de existir). Como o verbo haver no

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sentido de existir não admite sujeito e toda voz passiva possui sujeito, o verbo haver não nos serve. Resta a alternativa B: O retorno do ensino religioso poderá ser incluído pela Concordata. Resposta – B

9.

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto.

(A)

Deve de ser preocupante para os católicos, que eles venham caindo de número nas estatísticas, em conformidade com a Fundação Getúlio Vargas.

(B)

Mau-grado seu desempenho nas estatísticas da FGV, esta mesma instituição considera que a Igreja tem mais prestígio que outras classes.

(C)

A mesma Fundação em que se abona o papel da Igreja como democrática, é também a instituição em que avalia seu decréscimo de fiéis.

(D)

Não obstante esteja decrescendo o número de fiéis, a Igreja, segundo a Fundação Getúlio Vargas, é prestigiada como instituição democrática.

(E)

A FGV, em pesquisas atinentes da Igreja Católica, chegou a resultados algo controversos, seja pelo prestígio, seja pela contingência do seus fiéis.

Comentário – Alternativa A: o verbo dever não rege a preposição de, portanto são incorretas frases como: *Ele deve de vir mais tarde e *Devem de ser duas horas. Também é errada a expressão *deve de ser. Registre-se que, com o verbo ter, o uso da preposição de é legítimo: tem de fazer, tem de ser. A vírgula após “católicos” causou separação indevida entre o predicado e o sujeito (oracional) “que eles venham caindo de número nas estatísticas”. A forma verbal “venham” (presente do subjuntivo) deveria ser conjugada no presente do indicativo, pois o fato é real e não hipotético. Alternativa B: a palavra “grado” significa “vontade”. “Malgrado”, numa só palavra e com “l”, tem valor semântico concessivo, significa “apesar de” e não varia: “Malgrado os meus esforços, não cheguei a

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tempo”. “Mau grado”, em duas palavras e com “u”, significa “contra a vontade”: “De mau grado respondeu às perguntas”. Alternativa C: no segmento “é também a instituição em que avalia seu decréscimo de fiéis” faltou o pronome apassivador se, a exemplo do que segmento anterior. Note: “é também a instituição em que se avalia seu decréscimo de fiéis” = “é também a instituição em que seu decréscimo de fiéis é avaliado”.

Alternativa E: o adjetivo “atinente” rege preposição a e não de (“atinentes à Igreja Católica”). Ainda que pareça estranho para muitos, a expressão “resultados algo controversos” está correta. Nela, o vocábulo “algo” é advérbio (= um pouco, um tanto) e intensifica o significado do adjetivo “controversos”. Já na locução “do seus fiéis”, há um erro de concordância: o artigo “o” (do = de + o) não foi pluralizado para harmonizar-se com o substantivo “fiéis”. Resposta – D

10. Está adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

(A) Se o Papa dispusesse de inúmeras e bem armadas divisões, talvez Stalin reconsiderasse sua decisão e buscasse angariar a simpatia de Pio XI.

(B)

Como alguém lhe perguntou se não é o caso de ganhar a simpatia de Pio XI, Stalin lhe respondera que ignorava com quantas divisões conta o Papa.

(C)

Caso o Brasil não fosse um país estratégico para a Igreja, a Concordata não se revestirá da importância que lhe atribuíram os eclesiásticos.

(D)

São tão delicadas as questões a serem discutidas na Concordata que será bem possível que levassem muito tempo para desdobrar todos os aspectos.

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(E) Roberto Romano lembra-nos de que já houve, na História, atos religiosos que acabassem por atender a uma finalidade política que é prevista.

Comentário – Na aula específica, explicarei melhor o que é correlação verbal e darei alguns exemplos. Por enquanto veja as correções abaixo e compare-as com as formas propostas pela banca examinadora. Alternativa B: como a pergunta surge antes da resposta, natural é que o tempo verbal daquela seja o pretérito mais-que-perfeito e

Stalin lhe

respondeu (

desta, o pretérito perfeito: “Como alguém lhe perguntara (

)

)”.

Na sequência: “se não era”; “contava o Papa”.

Alternativa C: “Caso o Brasil não fosse (

)

não se revestiria

(

)”.

tempo (

)”.

Alternativa D: “(

Alternativa E: “(

)

)

será bem possível que levem muito

já houve, na História, atos religiosos que

acabaram por atender a uma finalidade política que era prevista”. Resposta – A

Muito bem, por enquanto é só. Aguardo você na próxima aula, em que estudaremos outros assuntos. Antes disso, procure resolver sozinho as questões apresentadas aqui. Fique com Deus e um abraço.

Professor Albert Iglésia

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QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

FCC/TRE-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO/2010

CONHECIMENTOS BÁSICOS

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto seguinte.

Entre a cruz e a caldeirinha

“Quantas divisões tem o Papa?”, teria dito Stalin quando alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como bem observa o escritor Elias Canetti, “perto da Igreja, todos os poderosos do mundo parecem diletantes”.

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico. Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a visita do papa Bento XVI ao Brasil.

“O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país. Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder (religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum interno ao Brasil (pesquisas com células- tronco, por exemplo, aborto, e outras questões árduas)”, avalia o filósofo Roberto Romano. E prossegue: “Não são incomuns atos religiosos que

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são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo “Ameaça ao Estado laico”, avisa que a Concordata poderá incluir o retorno do ensino religioso às escolas públicas. “O súbito chamamento do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas e dos que têm praticado todas as formas de consciência e crença neste país, desde a República”, acredita a pesquisadora. Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin: “Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?”

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

1.

A expressão entre a cruz e a caldeirinha indica uma opção muito difícil de se fazer. Justifica-se, assim, sua utilização como título de um texto que, tratando da atuação da Igreja, enfatiza a dificuldade de se considerar em separado

(A)

a ingerência eclesiástica nas atividades comerciais e nas diplomáticas.

(B)

a instância do poder espiritual e o campo das posições políticas.

(C)

o crescente prestígio do ensino religioso e a decadência do ensino laico.

(D)

os efetivos militares à disposição do Papa e a força do pontificado.

(E)

as denúncias papais do laicismo e os valores da democracia liberal.

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2.

Atente para as seguintes afirmações:

I.

As frases de Stalin e de Elias Canetti, citadas no 1º parágrafo, revelam critérios e posições distintas na avaliação de uma mesma questão.

II.

Na Concordata (referida no 3º parágrafo), a Igreja pretende valer-se de dispositivos constitucionais que lhe atribuem plena autonomia legislativa.

III.

A educadora Roseli Fischman propõe (4º parágrafo) que o ensino religioso privilegie, sob a gestão direta do MEC, minorias que professem outra fé que não a católica.

Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em

(A)

I.

(B)

II.

(C)

III.

(D)

I e II.

(E)

II e III.

3.

Considerado o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

(A)

o poder papal não é palpável = o Papa não dispõe de poder considerável.

(B)

parecem diletantes = arvoram-se em militantes.

(C)

com créditos muito superiores = de muito maior confiabilidade.

(D)

repercussões no direito comum interno = efeitos sobre o direito canônico.

(E)

denúncia do laicismo = condenação dos ateus.

4.

Ao se referir ao poder da Igreja, Elias Canetti e Luis Felipe Pondé

(A)

admitem que ele vem enfraquecendo consideravelmente ao longo dos últimos anos.

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(B)

consideram que, na atualidade, ele só se manterá o mesmo caso seja amparado por governos fortes.

(C)

afirmam que nunca ele esteve tão bem constituído quanto agora, armado da fé para se aliar aos fortes.

(D)

lembram que a energia de um papado não provém da instituição eclesiástica, mas da autoridade moral do Papa.

(E)

advertem que ele não depende da força militar, uma vez que se afirma historicamente como poder espiritual.

5.

Na frase Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?, o segmento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido e a correção, por

(A)

ao ter no exército sua eternidade?

(B)

fazendo do exército sua eternidade?

(C)

contando na eternidade com o exército?

(D)

dispondo da eternidade como exército?

(E)

provendo o exército assim como a eternidade?

6.

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

(A)

Deve-se firmar alguns acordos entre o Vaticano e o Brasil durante as discussões da Concordata.

(B)

Nunca chegou a preocupar Stalin, naturalmente, os guardas suíços que constituem a segurança do Vaticano.

(C)

Ao se deterem na estátua Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, os olhos de um turista não verão o que de fato ela consagra.

(D)

As concessões vantajosas que pretendem obter, nas discussões da Concordata, a Igreja Católica, dizem respeito a questões polêmicas.

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(E)

Muitas repercussões passarão a haver no direito interno, caso a Concordata consagre os acordos que constituem o principal interesse da Igreja.

7.

Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase:

(A)

Tudo o que advir como poder da Igreja tem correspondência com o plano simbólico e espiritual.

(B)

O poder civil e a esfera religiosa nem sempre conviram quanto à busca de um sereno estabelecimento de acordos.

(C)

Ao longo da História, nações e igrejas muitas vezes se absteram de buscar

a convergência de seus interesses.

(D)

A pergunta de Stalin proveu de sua convicção quanto ao que torna de fato

competitivo um país beligerante.

(E)

Ciente da fragilidade militar da Igreja, o ditador não se conteve e interveio na História com a famosa frase.

8.

A

frase que admite transposição para a voz passiva é:

(A)

Perto da Igreja, todos os poderosos do mundo parecem diletantes.

(B)

A

Concordata poderá incluir o retorno do ensino religioso.

(C)

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

(D)

Não são incomuns atos religiosos com finalidade política.

(E)

O Brasil é um país estratégico para a Igreja Católica.

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9.

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto.

(A)

Deve de ser preocupante para os católicos, que eles venham caindo de número nas estatísticas, em conformidade com a Fundação Getúlio Vargas.

(B)

Mau-grado seu desempenho nas estatísticas da FGV, esta mesma instituição considera que a Igreja tem mais prestígio que outras classes.

(C)

A mesma Fundação em que se abona o papel da Igreja como democrática, é também a instituição em que avalia seu decréscimo de fiéis.

(D)

Não obstante esteja decrescendo o número de fiéis, a Igreja, segundo a Fundação Getúlio Vargas, é prestigiada como instituição democrática.

(E)

A FGV, em pesquisas atinentes da Igreja Católica, chegou a resultados algo controversos, seja pelo prestígio, seja pela contingência do seus fiéis.

10.

Está adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

(A)

Se o Papa dispusesse de inúmeras e bem armadas divisões, talvez Stalin reconsiderasse sua decisão e buscasse angariar a simpatia de Pio XI.

(B)

Como alguém lhe perguntou se não é o caso de ganhar a simpatia de Pio XI, Stalin lhe respondera que ignorava com quantas divisões conta o Papa.

(C)

Caso o Brasil não fosse um país estratégico para a Igreja, a Concordata não se revestirá da importância que lhe atribuíram os eclesiásticos.

(D)

São tão delicadas as questões a serem discutidas na Concordata que será bem possível que levassem muito tempo para desdobrar todos os aspectos.

(E)

Roberto Romano lembra-nos de que já houve, na História, atos religiosos que acabassem por atender a uma finalidade política que é prevista.

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3. C

4. E

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7. E

8. B

9. D

10. A

GABARITO