Funções Compostas e Inversas em Matemática
Funções Compostas e Inversas em Matemática
AD
1. Função Composta Podemos ter três tipos de problemas com função
composta:
Z
1.1. Definição
Seja f uma função de um conjunto A em um con- Dados Pede-se
RI
junto B e seja g uma função de B em um conjunto C; 1o Tipo f(x) e g(x) f(g(x)) ou g(f(x))
chama-se função composta de g e f à função h de A
2o Tipo f(x) e f(g(x)) g(x)
em C definida por
3o Tipo g(x) e f(g(x)) f(x)
TO
h (x) = g (f(x))
para todo x D A.
1.2. Teorema
Indicaremos esta aplicação h por g o f (lê-se: g
composta com f). Portanto,
AU
Quaisquer que sejam as funções
(gof) (x) = g (f(x))
f g h
A B C D
para todo x D A.
tem-se que: (hog)of = ho(gof)
Podemos representar também a composta g o f
pelo diagrama.
Demonstração:
ÃO
f
A B
Consideremos um elemento qualquer x de A e colo-
g
quemos f(x) = y, g(y) = w e h(w) = z; temos:
gof ((hog)of) (x) =(hog)(f(x))=(hog) (y) = h(g(y))=h(w)= z,
e notemos que:
N
3
ÇÃ
1 9
3
5
25
exercícios resolvidos
A B C
1. Sejam as funções reais f e g, definidas por
f(x) = x2 + 4x – 5 e g(x) = 2x – 3. Pede-se:
DU
Matemática I 11 Curso pH
A
(f o g)(2) = 4 u 22 – 4 u 2 – 8 = 0 y ⭓ 1 g(x) ⭓ 1 x – 3 ⭓ 1 x ⭓ 4
calculemos g o f para x = 2 y ⭓ 1 f(y) = y2 + 2y + 4 f(g(x))
AD
(g o f)(2) = 2 u 22 + 8 u 2 – 13 = 11 = (g(x))2 + 2g(x) + 4
c) O problema em questão resume-se em resolver (f o g)(x) = (x – 3)2 + 2(x – 3) + 4 =
a equação (f o g)(x) = 16 = x2 – 4x + 7.
ou seja:
2o: y ⬍ 1
4x2 – 4x – 8 = 16 4(x2 – x – 6) = 0 x = 3
Z
ou x = –2 y ⬍ 1 g(x) ⬍ 1 x ⬍ 4
y ⬍ 1 f(y) = 3y + 4 f(g(x)) = 3g(x) + 4
RI
2. Sejam as funções definidas por f(x) = x e (f o g)(x) = 3(x – 3) + 4 = 3x – 5
Conclusão: (f o g)(x) = x – 4x + 7, se x ⭓ 4
g(x) = x2 – 3x – 4. Determinar os domínios das fun- 2
ções (f o g) e (g o f). 3x – 5, se x ⬍ 4
TO
Solução:
a) (f o g)(x) = f(g(x)) = g(x) = x2 – 3x – 4.
Para que exista (f o g)(x) D ⺢, devemos ter exercícios
x2 – 3x – 4 ⭓ 0, isto é: x ⭐ –1 ou x ⭓ 4. Então
D(f o g) = {x D ⺢ | x ⭐ –1 ou x ⭓ 4}
AU
1. Dados
b) (g o f)(x) = g(f(x)) = [f(x)]2 – 3 u f(x) – 4 =
= x – 3 x – 4, f(x) = x2; g(x) = 5x
Para que exista (g o f)(x) D ⺢, devemos ter Determine:
x ⭓ 0. a) f o g(x) b) f o f(x)
Então D(g o f) = {x D ⺢ | x ⭓ 0}. c) g o f(x) d) g o g(x)
ÃO
3. Sejam as funções reais f(x) = 3x – 5 e (f o g)(x) = 1
2. (PUC/RIO–98 – 1a Fase) Para f(x) = e g(x) = 1 – x temos
= x2 – 3. Determinar a lei da função g. que g o f o g o f(x) é x
Solução: a) g o f(x)
Se f(x) = 3x – 5 então trocando-se x por g(x) te- b) f o g(x)
N
mos: c) f(x)
(f o g)(x) = f(g(x)) = 3 u g(x) – 5 d) g(x)
mas é dado que: (f o g)(x) = x2 – 3, então e) Id.
3g(x) – 5 = x2 – 3, ou seja:
O
5. Sejam f e g funções reais definidas por o g é o intervalo real [+ 5, +3], a alternativa que
representa a imagem da função g é:
f(x) = x + 2x + 4, se x ⭓ 1 e g(x) = x – 3.
2
3x + 4, se x ⬍ 1 a) [+ 5, +3]
Obter a lei que define f o g. b) [–2, +2]
RE
Solução: c) [–2, + 5 ]
Fazendo g(x) = y, temos (f o g)(x) = f(g(x)) = f(y). d) [– 5, +2]
Temos de examinar dois casos. e) [– 5, + 5 ]
Curso pH 12 Matemática I
A
g g
2.1. Introdução b1 a1 b1 a1
AD
Consideremos uma função f de A em B: b2 a2 a2
b3 a3 b2 a3
f
a1 b1 b4
Z
B A B A
a2 b2
Nem sempre a relação inversa de f é uma função.
RI
No primeiro exemplo, g não é função de B em A
a3 b3 porque D(g) & B; no segundo exemplo, g não é função
de B em A porque há um elemento de B(b1) associado
TO
a dois elementos de A(a1 e a2).
A B
Observamos que se exigirmos que I (f) = B, então
Os pares ordenados de f se caracterizam pelo fato necessariamente D(g) = B e portanto, o que ocorre no
das primeiras coordenadas serem elementos de A e 1o exemplo não poderia ocorrer.
as segundas coordenadas elementos de B: Se exigirmos também que a cada elemento
AU
f = {(a1, b1), (a2, b3), (a3, b2)} y D B = I(f) esteja associado um único elemento x D A,
então o que ocorre no segundo exemplo não poderia
Suponhamos que as coordenadas dos pares de f ocorrer.
são trocadas. Obteríamos a relação
Mas exigir que I(f) = B e que a cada y D B esteja
g {(b1, a1), (b2, a3), (b3, a2)} associado um único x D A é equivalente a exigir que f
ÃO
denominada relação inversa de f, que pode ser repre- seja uma bijeção de A em B. Portanto se f é bijeção de
sentada pelo seguinte diagrama de setas: A em B, a inversa de f é uma função de B em A (por
sinal, também uma bijeção de B em A).
g Podemos então escrever:
b1 a1
N
b3 a3 2.2. Definição
ÇÃ
f f
a1 b1 a1 b1
A relação existente entre os pares ordenados de f e
a2 b2 a2 f–1 pode ser escrita pela seguinte propriedade:
b4
(x, y) D f (y, x) D f –1
RE
a3 b3 a3 b2
ou
A B A B y = f(x) x = f –1 (y)
Matemática I 13 Curso pH
A
Dada a função bijetora f de A em B, definida pela y=x
f
AD
sentença y = f(x), para obtermos a sentença aberta
f -1
que define f –1, procedemos do seguinte modo:
Z
0 x
tendo x = f(y).
2o Transformamos algebricamente a expressão
RI
Por exemplo, a inversa da função f(x) = 2x é f –1 (x) = x .
x = f(y), expressando y em função de x para ob- 2
termos y = f –1 (x). A figura a seguir ilustra a simetria entre os gráficos das
duas funções:
TO
Exemplos: y
y = 2x
1o Qual a função inversa da função f bijetora em ⺢ y=x
definida por f(x) = 3x + 2?
AU
2
A função dada é f(x) = 3x + 2. Aplicando a regra y = x/2
prática: 1
I. Permutando as variáveis: x= 3y + 2
x – 2 = 3y y = x – 2 f –1(x) = x – 2 0 1 2 x
3 3
ÃO
2o Qual é a função inversa da função f bijetora em ⺢
definida por f(x) = x3?
A função dada é f(x) = y = x3. Aplicando a regra
prática: exercícios
I. Permutando as variáveis: x = y3
N
imagem 5?
2.4. Propriedades
9. Sejam os conjuntos:
ÇÃ
(x, y) y=x
10. Dadas as funções f e g, de ⺢ em ⺢, definidas por
y f(x) = 4x + 1 e g(x) = 3x – 5, determine a função
inversa de g o f.
x (y, x)
Lembrando a relação: x
1 1
(x, y) D f (y, x) D f –1 b) +1 e)
x x+1
c) x + 1
RE
Curso pH 14 Matemática I
AD
3
2 b) f(0) = f(3) e) f(x – 3) = f(x) – f(3)
–1
c) f (x) = f 1 , se x & 0
1 2 x
a) d)
Z
–2 –1
1 2
–2
–3 exercícios gerais
RI
–2
–3
19. Sejam f e g funções reais de variáveis reais, tais
b) e) que g(x) = x – 1 e (f o g)(x) = x2 + 12, se x & 0.
x x
TO
2 3 Encontre o valor de f(4).
2
1
2 3 1 2 20. (UNIRIO) Se f: ⺢ A ⺢ é uma função definida pela
c) expressão f(x – 1) = x3, então o valor de f(3) é igual
AU
a:
3
2 a) 0 d) 15
–2 –1 b) 1 e) 64
c) 6
13. A função f: ⺢ A ⺢ é tal que f(x) = (x – 1)3. Sendo f –1 21. (UGF) A função f é definida recursivamente no con-
ÃO
a função inversa de f, o valor de f –1 (64) é: junto dos inteiros positivos por:
a) 1 f(x) = x – 5 se x ⭓ 20
b) 2 f[f(x + 6)] se x ⬍ 20
c) 4 O valor de f(18) é:
d) 5
a) 12 d) 15
N
e) 6
b) 13 e) 64
c) 14
14. (UFF–96 – 2a Fase) Sendo f a função real definida por
f(x) = x2 – 6x + 8, com x ⬎ 3, determine o valor de
22 Uma função f: ⺞ A ⺞ associa a cada natural n, a
O
f –1 (3).
raiz quadrada positiva do menor quadrado perfeito
maior que n. O valor de f(9) + f(19) + f(92) vale:
ÇÃ
x–4 4x +3
b) f –1 (x) = e) f –1 (x) = f(1) = 3 e, para todo n maior ou igual a 1, tem-se:
2x – 3 x+2
[f(n)]2 – f(n – 1) u f(n + 1) = (–1)n .
2x + 3
c) f –1 (x) = O valor de f(3) é:
2–x
a) 13 d) 10
O
a) (g o f) (x)
b) f –1 (120) 24. Uma função f de variável real satisfaz a condição
f(x + 1) = f(x) + f(1) qualquer que seja o valor da
17. (UFF–2001 – 2a Fase) Dada a função real de variável real f, variável x. Sabendo que f(2) = 1, o valor de f(92) é
RE
x+1 igual a:
definida por f(x) = , x & 1:
x–1 a) 48 d) 45
a) determine (f o f)(x); b) 47 e) 44
b) escreva uma expressão para f –1 (x). c) 46
Matemática I 15 Curso pH
A
(CESGRANRIO/RJ) x
f: ⺢ ⺢ g: ⺢ ⺢
y
x ax + b x x2 1 2 3 4 5
AD
onde a e b são constantes; conhecendo-se a com-
posta,
g o f: ⺢ ⺢ 30. (CESGRANRIO/RJ–76) Seja f: x A f(x) a função cujo grá-
x g (f(x)) = 4x2 – 12x + 9, fico é
Z
qual o valor de a + b? y
RI
26. (CESGRANRIO/RJ) Seja ƒ uma função de ⺢ em ⺢, tal
que f(2) = 7, f(9) = 3, f(0) = 0, f(5) = 16 e f(7) = 4. Seja
g uma outra função, de ⺢ em ⺢, tal que a imagem
de cada ponto x do seu domínio seja 2x + 3. En-
TO
tão, chamando-se h à função composta gof, tem-se
que:
0 x
a) h(1) = 16
b) h(2) = 49
AU
c) h(9) = 9 O gráfico que mais bem representa a função inversa
d) não existe essa função h. f –1: x A f –1 (x) é:
e) nada se pode afirmar, pois a lei de formação de a) y d) y
ƒ não é conhecida.
0 x 0 x
27. (CESGRANRIO/RJ) Sejam f: ]0; '[A] 0; + '[ a função
f(x) = 1 e sua inversa f –1. O valor de f –1 (x) no ponto
ÃO
x2
x = 4 é:
a) 1 d) 2 b) y e) y
4
b) 1
N
e) 4
2
c) 1
Q = {y D ⺪ | 0 ⭐ y ⭐ 9} definimos f: P A Q por 0 x
f(x) = algarismo das unidades do número x. Então o c) y
número de elementos do conjunto f –1 {3} é:
ÇÃ
a) 5 d) 2
b) 4 e) 1
c) 3
DU
d)
2
a) y b) y
b) (x – 5) u 2 –1 e) (x+3) u 2–1
c) 2x + 2
PR
2
c) f(x) = x – 1
Curso pH 16 Matemática I
A
que: b) 2 e) 14
a) para todo x, (fof) (x) = x c) 0
AD
b) para todo x, (fof) (x) = f(x)
c) (fof) (3) = 3 40. A função f: A A ⺢+ definida por f(x) = (x – 1)2 será
d) (fof) (3) = 1 inversível se:
e) (fof) (3) = 2 a) A = ⺢ d) A = [1; +'[
b) A = ⺢+ e) A = ⺢*
Z
34. (CESGRANRIO/RJ) Considere as funções c) A = ⺢–
f: ⺢ A ⺢ g: ⺢ A ⺢
RI
x A 2x + b x A x2 41. Sejam os conjuntos A = {x D ⺢ | x ⭓ –2},
B = {x D ⺢ | x ⭓ –4} e C = {x D ⺢ | x ⭓ –1} e as
onde b é uma constante. Conhecendo-se a com-
funções f de A em B definida por f (x) = x2 + 4x e
posta gof: ⺢ A ⺢
g de B em C definida por g (x) = x2 – 1. Pergunta-
TO
x A g (f(x)) = 4x2 – 12x + 9 se: existe (gof) –1? Justificar a resposta.
podemos afirmar que b é um elemento do conjun-
to:
42. Sejam os conjuntos A = {x D ⺢ | x ⭐ 1 } e
a) (–4, 0) d) (4, +') 2
B = {x D ⺢ | x ⭓ –1} e as funções: f de A em ⺢– de-
AU
b) (0, 2) e) (– ', –4)
c) (2, 4) finida por f (x) = 2x – 1, g de ⺢– em ⺢+ definida por
g (x) = x2 e h de ⺢+ em B definida por h (x) = 4x – 1.
35. (MACK/SP) Se f(x) = 3x + 4 e g (x) = –x + 4, a solução Determinar a função inversa de ho (gof).
da inequação f –1 (x) ⭓ g –1 (x) é dada pelo conjun-
to: 43. (ITA/SP) Considere x = g(y) a função inversa da se-
ÃO
a) [4, '[ d) ⺢ guinte função : “y = f (x) = x2 – x + 1, para cada
b) ⺢ – {4} e) ⺢ – {3}
número real x ⭓ 1 ”. Nestas condições, a função g
c) {4} 2
é assim definida:
36. Se f(x) = 3x, então f(x + 1) – f(x) é: 3
a) g(y) = 1 + y – , para cada y ⭓ 3 .
N
a) 3 d) 3f(x) 2 4 4
b) f(x) e) 4f(x) 1
c) 2f(x) b) g(y) = 1 + y – , para cada y ⭓ 1 .
2 4 4
O
3
37. (FUVEST/SP) Se f: ⺢ A ⺢ é da forma f(x) = ax + b e c) g(y) = y – , para cada y ⭓ 3 .
verifica f[f(x)] = x + 1, para todo real, então a e b 4 4
1
ÇÃ
valem, respectivamente:
d) g(y) = y – , para cada y ⭓ 1 .
a) 1 e 1 d) 1 e –2 4 4
2 1
e) g(y) = 3 + y – , para cada y ⭓ 1 .
b) –1 e 1 e) 1 e 1 4 2 2
2
DU
b) –2 e) n.d.a.
c) 2
45. Sejam as funções f(x) = ax + b e g(x) = mx + n, de
39. Se f(g(x)) = 2x2 – 4x + 4 e f(x – 2) = x + 2, então o ⺢ em ⺢. Em que condições f e g serão comutáveis,
valor de g(2) é: isto é, satisfarão a condição gof = fog?
RE
Matemática I 17 Curso pH