Educação Escolar Indígena e Quilombola
Educação Escolar Indígena e Quilombola
Educação escolar
indígena e quilombola
Material para uso exclusivo de aluno matriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o compartilhamento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Jeane Passos de Souza – CRB 8a/6189)
Bibliografia.
eISBN 978-65-5536-638-9 (ePub/2021)
eISBN 978-65-5536-639-6 (PDF/2021)
Capítulo 1 Capítulo 4
Políticas para educação indígena Educação escolar quilombola, 49
e quilombola, 7 1 Pedagogia decolonial e educação
1 Educação indígena e educação antirracista nas competências
quilombola como modalidades da BNCC, 50
de ensino da educação escolar 2 Desenvolvimento curricular
brasileira, 8 intercultural nas escolas
2 Políticas públicas para quilombos quilombolas, 52
e áreas indígenas, 14 3 Gestão e projeto político-pedagógico
Considerações finais, 16 na escola quilombola, 55
Referências, 17 Considerações finais, 57
Referências, 59
Capítulo 2
Raça, etnia e territorialidades, 21 Capítulo 5
1 Identidade étnico-racial, 22 História e diretrizes legais sobre
2 Etnicidade e territorialidade os direitos indígenas, 61
quilombola e indígena, 26 1 História e cultura indígena
3 Educação para as relações no Brasil, 63
étnico-raciais na escola e a Base 2 Diretrizes legais da educação
Nacional Comum Curricular indígena, 67
(BNCC), 28 Considerações finais, 69
Considerações finais, 30 Referências, 70
Referências, 31
Capítulo 6
Capítulo 3 Educação escolar indígena, 73
Quilombos e sua história, 35 1 Interculturalidade e educação
1 História e organização social indígena, 74
dos quilombos, 36 2 Bilinguismo/multilinguismo, 76
2 Professores quilombolas – 3 Educação do indígena na escola não
descolonizando o conhecimento, 43 indígena e a questão da diversidade
Considerações finais, 45 na BNCC, 78
Referências, 46 Considerações finais, 81
Referências, 82
Capítulo 7 Capítulo 8
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Educação especial e Educação escolar indígena
educação escolar quilombola e quilombola na prática, 97
e indígena, 85 1 Experiências de educação escolar
1 Educação especial enquanto em aldeias indígenas e em
modalidade que perpassa outras comunidades quilombolas, 98
modalidades de ensino, 87 2 Questões étnico-raciais na escola e
2 Pessoas com deficiência na escola a produção do fracasso escolar, 103
quilombola e indígena, 89 Considerações finais, 104
3 Direito ao AEE e à educação Referências, 105
para todos, 91
Considerações finais, 93 Sobre o autor, 107
Referências, 94
Políticas para
educação indígena
e quilombola
7
Os povos indígenas e as comunidades quilombolas, compreendidas
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enquanto parcelas das populações do campo1 e com direito a uma edu-
cação do campo, conforme o Decreto no 7.352/2010, distinguem-se das
outras parcelas das populações do campo por lutarem pelo direito de
reconhecimento a uma identidade étnica, constituída a partir de seu ter-
ritório, sua história, sua memória e cultura, sua língua materna e de um
modo próprio de ensinar.
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cacionais para o desenvolvimento de uma educação escolar indígena e
quilombola, lembrando que essas modalidades da educação básica são
diferenciadas e representam um esforço de mediação entre a educação
indígena e quilombola e a educação para o indígena e quilombola.
2 A Convenção 169 da OIT foi promulgada no Brasil por meio do Decreto no 5.051, de 19 de abril de 2004.
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Os resultados do Censo de 2010 do IBGE revelaram um crescimento
significativo em relação à população indígena no Brasil, passando de
734 mil, no Censo de 2000, para 896 mil pessoas. O Censo de 2000 não
verificou o pertencimento a um grupo étnico e linguístico. O Censo de
2010 permitiu às pessoas que se declarassem indígenas pertencentes
a um povo ou etnia e se falavam uma língua indígena. Dessa forma, o
Censo de 2010 verificou a existência de 274 línguas indígenas faladas
por indivíduos pertencentes a 305 etnias diferentes (BRASIL, [s. d.]).
não teve direito a uma educação formal, talvez pelo receio de ocorrerem
ameaças à estabilidade social do país.
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terras remanescentes de quilombos, à escola, ao resgate das línguas
africanas reminiscentes e ao fortalecimento da memória coletiva na
construção de uma educação do quilombola e não para o quilombola.
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no 26/1991, passaram a ser executadas pelas secretarias estaduais e
municipais de educação, o que permitiu o reconhecimento oficial das
escolas indígenas como escolas diferenciadas a partir de 1999.
Considerações finais
Neste capítulo, tratamos do tema da educação escolar indígena e
quilombola, desenvolvida nas escolas inseridas nos territórios dos po-
vos indígenas e das comunidades quilombolas. Uma educação diferen-
ciada e alicerçada na educação indígena e quilombola com seus pro-
cessos próprios de aprendizagem.
4 Criada em 1996, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas
(CONAQ) tem como caráter central se constituir como movimento social, não se configurando como
outras formas organizativas, tais como organizações não governamentais, sindicatos ou partidos políticos
(CONAQ, [s. d.]).
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de
outubro de 1988. 27. ed. São Paulo: Saraiva, 2001.
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universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível
médio e dá outras providências. 2012a. Disponível em: [Link]
br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/[Link]. Acesso em: 11 maio 2021.