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Lições de Jesus sobre Serviço e Oração

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Terminada a história, Jesus é quem pergunta ao intérprete: Qual destes três parece

ter sido o próximo do que estava caído? (v. 36).


Note que ele muda o foco da pergunta. Primeiramente o intérprete perguntou:
“quem é meu próximo?”. Jesus agora pergunta: “quem foi próximo daquele que estava
caído?”.
A resposta, mais uma vez, era óbvia e, mais uma vez, a aplicação de Jesus foi a
mesma: “vá e faça o mesmo”; mas a aplicação ficava mais profunda, em outras palavras:
“seja você o próximo de quem precisa do seu amor”.
Com qual personagem nós realmente nos identificamos? Tenho a impressão que
muito se fala, no meio evangélico, sobre sermos sacerdotes, ou levitas, outros preferem ser
os doutores da lei, mas quase não se fala sobre agirmos como o samaritano.
Por que nossa prática nem sempre reflete nossas afirmações?
Será que temos tantas dúvidas que só poderemos começar a agir quando tivermos
todas as certezas?
Bomba-relógio explodindo em 3,2,1...

53 . O QUE REALMENTE IMPORTA?


Lucas 10. 38-42
A família de Marta e Maria, irmãs de Lázaro, era muito amiga de Jesus e acolhia-o
sempre que possível. A profunda relação entre eles fica bem evidente em João 11, onde
Jesus ressuscita a Lázaro.
Aqui temos a impressão de que se trata da primeira visita de Jesus a essa casa. Marta, como
boa anfitriã e dona-de-casa, procurava servir a Jesus da melhor maneira possível. E
enquanto ela trabalhava, sua irmã apenas ficava sentada ouvindo o mestre, o que a deixou
irritada.
É importante pensar que naquela cultura, as mulheres não podiam aprender com os
rabinos, isso era privilégio dos homens, a função das mulheres era servi-los. Marta era
responsável e podemos ter certeza que também fazia isso de coração. Mesmo assim,
precisava saber de algo ainda mais profundo.
É então que Jesus nos dá uma grande lição sobre o que realmente importa em
nossas vidas.

Ter Jesus como convidado ou ser aprendiz dele?

Foi Marta quem convidou a Jesus para ficar em sua casa. Era um ilustre visitante e
precisava ser bem servido. Ela era uma mulher trabalhadora e preocupada, demonstrava
uma personalidade mais direta e objetiva (Jo 11.20), isso definia o direcionamento de sua
vida: trabalhar e servir (Jo 12.2). Isso também a levava a ficar irritada com sua irmã, que
parecia apenas querer ficar folgada. Marta se dirige diretamente a Jesus, certa de que ele
lhe daria razão.
Ela não estava errada em servir, pelo contrário, Jesus mesmo ensinava a
importância do serviço de uns para com os outros e que ele mesmo viera para servir.
Também não se pode dizer que ela fizesse isso apenas por obrigação, pelo contrário, seu
trabalho expressava sua consideração por Jesus.
O problema era que, por mais que sua intenção fosse nobre, acabava se perdendo
dentro das próprias tarefas. Apesar de sua consideração por Jesus, acabava se distanciando
daquilo que ele tinha para oferecer, afastando-se daquilo que realmente importava.
Muitas vezes Jesus é um ilustre convidado em nossa casa, mas apenas isso.
Consideramos Jesus alguém muito importante e queremos fazer algo por ele, mas
acabamos deixando de vivenciar aquilo que ele realmente oferece: relacionamento, vida,
ensinamentos, etc. Dessa maneira Jesus se torna apenas um ícone, um ídolo; mas não nosso
Mestre e Senhor. Não quero dizer que Marta pensasse assim, mas era importante que
aprendesse isso, assim como cada um de nós.
Para Maria, pouco importava se ele estava em sua casa ou onde fosse. Ela queria
ouvi-lo e aprender dele. Ela não estava apenas considerando Jesus uma pessoa importante,
mas usufruindo daquilo que o fazia importante. Ela não estava apenas escapando do
serviço doméstico, como Marta estava sugerindo, mas escolhendo a melhor parte.
Para você: Jesus é um ícone sagrado a ser admirado ou um mestre a ser ouvido?

Trabalhar pra Jesus ou estar aos seus pés?

A resposta de Jesus foi: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas
coisas. Essa análise pode ser aplicada a você?
Nossa vida tem sido cada vez mais “corrida”, estamos cada vez mais inquietos e
nossas preocupações são inúmeras: trabalho, casa, escola, filhos, casamento, falta de
casamento, etc. A vida cotidiana exige de nós muitas coisas e é comum deixarmos que a fé
se torne apenas mais um item entre tantos outros que temos que dar conta. E, quando isso
acontece, ela se torna apenas mais uma obrigação a se cumprir, mais um motivo de
preocupação.
Há uma linha tênue entre o ativismo inquieto e o serviço que vem da fé. A diferença
está na força motivadora: queremos fazer algo para agradar Jesus ou recebemos o seu amor
e respondemos a ele com nosso serviço?
Mais uma vez a questão recai sobre as prioridades. O serviço prático realmente faz
parte da vida cristã, como bem mostraram o trecho anterior sobre o bom samaritano e
vários outros ensinos de Jesus. O apóstolo Tiago também lançaria o desafio aos que
achavam que a fé não tinha relação com as obras: “mostra-me sua fé sem obras, e eu, com
as obras, te mostrarei a minha fé” (Tg 2.18b). Entretanto é preciso que se tenha em mente o
que deve vir primeiro, em outras palavras, qual a prioridade, o que realmente importa.
“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de
Deus” (Mt 4.4). Depois de dizer isso, Jesus foi servido por anjos e mais tarde até fez o
milagre da multiplicação dos pães, ou seja, há tempo pra tudo e as prioridades precisam ser
claras para nós.
Jesus não censura Marta, mas a ensina algo que sempre ensinou: que a marca da
vida que ele estava trazendo era a simplicidade (Mt 6.25-34; Jo 6.27). Maria já tinha
entendido isso, essa era a boa parte, que não lhe seria tirada.
Marta não estava errada em trabalhar e servir, mas ainda precisava entender que,
por mais que o trabalho seja valoroso, estar aos pés de Cristo é ainda mais.

Conclusão

O que realmente importa em nossa vida são as palavras que saem da boca de Deus (Mt 4.4;
Jo 6.35). Essas palavras não nos deixarão preguiçosos, mas orientarão no que devemos
fazer, em como devemos agir e com o que devemos nos preocupar, mais que isso, no
ensinarão o que realmente importa.

54 . APRENDENDO A ORAR
Lc 11.1-4
Ensina-nos a orar

Jesus orava bastante e o evangelho de Lucas é o que mais registra isso. Há uma
ênfase no evangelho de Lucas em mostrar Jesus como o ser humano perfeito, com suas
próprias limitações e necessidade de dependência de Deus. Jesus, esvaziado de sua
divindade (Fp 2.5-11), dependia do relacionamento com o Pai através da oração.
Ao terminar um desses momentos, um de seus discípulos pede que lhes ensine a
orar. Ele percebeu o quanto isso era importante para Jesus e que era muito importante
para eles também, o exemplo de Jesus deixava isso claro.
Era comum que os mestres da época, inclusive João Batista, ensinassem modelos de
orações aos seus discípulos. Aprender a orar era como ter uma confissão de fé que se
expressava diretamente a Deus, indicava o relacionamento do discípulo para com Deus e
suas implicações na vida cotidiana. Ou seja, não se tratava de “palavras mágicas” que
moveriam a mão de Deus, mas do modo como se relacionava, confessava e se vivia a vida
cotidiana diante de Deus.
Como são nossas orações?
De quem aprendemos a oração que fazemos?
Como vemos o Deus para o qual oramos?
O que esperamos com nossas orações?
Responder a essas questões pode nos ajudar a ver o que entendemos por oração e
sobre nosso relacionamento com Deus.
O discípulo demonstrou grande humildade e reverência para com a oração. Que
façamos o mesmo para aprendermos a orar, pois todos nós temos muito a aprender de
Jesus.

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