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Convite à Reflexão: Seja Maria

Este documento é um convite a adotar uma abordagem mais contemplativa como Maria ao invés de um estilo de vida ativo e ansioso como Marta. A narrativa descreve como Marta estava ocupada com tarefas domésticas enquanto Jesus visitava, ao contrário de Maria que simplesmente se sentou aos pés de Jesus para ouvi-lo. Jesus então repreende Marta gentilmente para que ela encontre o equilíbrio entre ação e contemplação como fez Maria.
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Convite à Reflexão: Seja Maria

Este documento é um convite a adotar uma abordagem mais contemplativa como Maria ao invés de um estilo de vida ativo e ansioso como Marta. A narrativa descreve como Marta estava ocupada com tarefas domésticas enquanto Jesus visitava, ao contrário de Maria que simplesmente se sentou aos pés de Jesus para ouvi-lo. Jesus então repreende Marta gentilmente para que ela encontre o equilíbrio entre ação e contemplação como fez Maria.
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Um convite a ser Maria

Evelyne Stacie
Dedicatoria

Ao Espírito Santo, que me dirigiu a escrever esse


pequeno livro. À minha família que me encoraja e
me dá a oportunidade de praticar o amor.
Agradecimentos
Obrigada meu Senhor por me amar . Sem Ti eu
sou um enorme vazio. É tudo sobre Você! Obrigada
mãe por acreditar e orar por mim. Meu irmão Ian
por suas palavras de apoio. Obrigada ao meu
esposo Wilson e filhos: Isaac, David e Pedro. À minha
(grande) família e meus amigos, em especial minha
amiga Priscilla Rocha Chaves ( Pri de Luz) por ser o
ferro que me afia. Obrigada por revisar o livro. Um
especial agradecimento à Roberta Gonçalves
Carvalho, pelos seus conselhos valiosos . Minha
querida amiga Renata Macedo e ao amigo Renato
Pastene, por me ajudar a entender os sinais de
Deus.
Obrigada à IDPB MM em Juiz de Fora, aos
missionários Nazaré e Noélio, Beatriz e Hemilly. .
Todos vocês me ajudaram a chegar até aqui.
Sumário
Prefácio.....................................................................4
O ativismo de Marta...........................................6
A escolha de Maria..........................................11
Um convite a ser Maria................................14
Poema Convite........................................................17
Sobre a autora.......................................................19
Prefácio
Numa manhã de sábado acordei com uma
mensagem queimando em meu coração. Eu
sabia que Ele queria que eu escrevesse. Então,
depois de servir rapidamente o café da manhã
à minha famíla (nem tive tempo de tomá-lo),
peguei o caderno e a caneta. O nome da
mensagem veio junto com ela: Um convite a
ser Maria. Deixei o Espirito Santo ditar as
palavras. Escrevi uma folha frente e verso do
caderno. Achei suficiente para postar na minha
rede social. Mas Ele disse: não é só isso. Há
mais! Então liguei o notebook e continuei a
transcrever o que Ele ministrava ao meu
coração. A passagem de Lucas 10:38-42 se
tornou vívida, e de repente eu estava lá, me
identificando com Marta e depois me
sentando ao lado de Maria para ouvir o dono
das Palavras de vida eterna.
Meus queridos, espero de todo o coração que
esse pequeno e singelo livro, escrito por uma
mulher simples, mãe, dona de casa e esposa,
desperte em vocês, assim como despertou em mim
o desejo de ser como Maria, uma mulher também
simples, mas que nos ensinou a estabelecer
prioridades e a descansar aos pés daquele que é
Senhor sobre tudo.
Boa leitura! Deus os abençoe!

A autora
O ativismo de Marta

“E, respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás


ansiosa e afadigada com muitas coisas.”
Lucas 10:41

Na cultura oriental, especialmente numa


época em que não havia escolas para
mulheres, as meninas aprendiam desde muito
pequenas a executar as tarefas domésticas de
preparar e servir o alimento, organizar a casa,
para que pudessem um dia casar-se e ter seu
próprio lar. A continuidade da cultura, era
transmitida de geração em geração e passava
pelas mãos das mulheres na forma de
preparar o alimento ensinado por sua mãe e
tias, que por sua vez fora ensinado por sua vó,
que apreendeu com sua bisavó e assim por
diante. Um prato de comida não era apenas
uma refeição, mas era uma demonstração de
cuidado cheia de significados.
Marta era uma mulher acostumada ao
trabalho. Sabia sua função e desejava
cumpri-la.
Diante da visita de Jesus à aldeia em que
morava, não hesitou em recebê-lo em sua
casa: “e certa mulher, por nome Marta, o
recebeu em sua casa.” (v. 38)
Penso que Marta deva ter se alegrado com
a presença tão notável do Messias em seu
lar, mas logo a alegria deu lugar à
preocupação. “Há tanto a se fazer”, “O assado
de cordeiro ainda não ficou pronto”, “Preciso
servir algo para todos beberem”. Marta era
uma figura agitada e ofegante correndo de
um lado para o outro, sobrecarregada e à
beira de um colapso nervoso.
O homem- Deus que acalmou uma
tempestade com sua voz, que transformou
água em vinho estava assentado na sua sala
de estar, mas ela não estava desfrutando
desse contato, pois o seu foco estava no
lugar errado.
Ao procurar por sua irmã penso que a
indignação tomou conta dela ao que foi capaz
de dirigir-se a Jesus para que a repreendesse.
Marta simplesmente “explodiu”. Como assim
estou me matando de trabalhar e Maria está ali,
bela e formosa, sentada aos pés do Rabi? Ah,
não, isso já é demais! Vou falar com o Mestre!
A resposta de Jesus deve ter surpreendido
Marta. A repreensão amorosa foi dirigida a ela,
como um alerta. As palavras ansiosa e
afadigada foram pronunciadas por Jesus como
adjetivos que denunciavam seu estado. Ela
estava além de seus limites, fazendo coisas que
o Mestre jamais lhe pedira que fizesse.
A Marta ocupadíssima, que concentra sua
energia no fazer, no agir, no construir, é a
personificação do ativismo dos nossos dias.
Quantos de nós não está envolvido em
inúmeros afazeres que, ao invés de nos dar a
sensação de realização, nos reduz a uma
sensação de não suficiência? Não relaxamos e
as noites são passadas em claro, já que a mente
simplesmente “não desliga”.
Uma vez ouvi que a ansiedade é excesso de
futuro. Pessoas ansiosas têm a necessidade de
estar no controle para não serem pegas de
surpresa. A mente dessas pessoas é um
turbilhão.
Segundo dados da Organização Mundial da
Saúde (OMS) em 2019, 18,6 milhões de
brasileiros, quase 10% da população, conviviam
com o transtorno, o maior número de pessoas
com a doença em um país no mundo¹.
Situação essa agravada no período de
pandemia em que a incerteza quanto à
sobrevivência se tornaram cotidianas. As
pessoas se acostumaram a serem ansiosas.
A ansiedade, porém, cobra seu preço. Não
por acaso Jesus usou a palavra afadigada junto
à palavra ansiosa.
O corpo de pessoas ansiosas responde com
o estresse que, por sua vez, faz com que o
organismo desencadeie mudanças fisiológicas,
patológicas e emocionais, que resultam em um
corpo fadigado ².
Quem já teve uma crise de ansiedade
generalizada e crises de pânico sente dores
musculares como se tivesse lutado
corporalmente. A luta mental transforma-se
em tensão física porque o corpo se prepara
para a fuga ou para o enfrentamento do
perigo. O estresse diante de situações incertas
ou ameaçadoras faz com que o corpo, tenso,
experimente cansaço e dores que podem se
prolongar por vários dias. Marta estava nesse
processo quando Jesus a advertiu.
A boa notícia é que esse encadeamento de
emoções e reações químicas pode ser
interrompido, conforme descrito no versículo
42.
Vamos aprender sobre Maria e sobre o
descanso que ela representa.

¹ https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/05/brasil-e-o-pais-com-mais-casos-de-ansiedade-
segundo-oms-veja-os-11-sintomas-do-transtorno.ghtml. 18/09/22

² https://www.ipemed.com.br/blog/pontos-de-confusao-mais-comuns-entre-ansiedade-e-depressao. 18/09/22
A escolha de Maria

Mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa


parte, a qual não lhe será tirada.
Lucas 10:42:

Imagino a cena se desenrolar diante dos


meus olhos: duas mulheres, irmãs, inseridas
numa mesma cultura e provavelmente com
características físicas parecidas, mas que
tiveram reações completamente diferentes
diante da visita do Cristo.
Maria estava no mesmo ambiente que Marta,
mas ao invés de se dirigir à cozinha ou à área
de serviço, foi atraída pelas palavras daquele
homem. Não eram quaisquer palavras e não
era qualquer homem. Eram palavras de vida
eterna que fluíam do Verbo que desceu do céu.
De seus lábios destilavam explicações simples
de questões complexas.
De repente, Maria achou o seu lugar entre
os presentes, bem próximo aos pés do
Mestre.
Seus joelhos se dobraram e a mulher
sentou-se, o mais próximo que pode do
interlocutor.
Todo o seu ser aquietou-se para ouvi-lo e
vê-lo. Todo o seu pensamento estava fixado na
imagem de quem Ele era. O Príncipe da Paz
estava refletido em seus olhos.
Ali, Maria achou o seu lugar imperturbável.
Ainda que a terra se abalasse ela sabia que
estava segura, aos pés de Jesus.
Marta queria agradar ao Senhor com seus
feitos, Maria não estava preocupada com isso.
Seu único desejo era relacionar-se
genuinamente com Ele.
Como uma filha desfrutando a presença de
seu pai. Não havia pressa, nem planejamentos.
Agendas foram esquecidas e os cronogramas
renunciados. A formalidade deu lugar à
simplicidade da convivência pura.
Enquanto o foco de Marta estava em sua
capacidade de realizar as tarefas, a atenção de
Maria estava em Jesus. Ele era o centro.
E quando Jesus está no centro de nossas
vidas, há paz, completude e contentamento.
Algo interessante a se notar é que ambas
eram crentes em Jesus. As duas criam em sua
divindade e poder, mas lidavam com isso de
formas diferentes. Marta sentia que precisava
trabalhar para Deus, enquanto Maria queria
apenas desfrutar de Sua presença. O ativismo
de Marta, porém deu lugar à murmuração e à
sensação de que ninguém a ajudava. Isso soa
familiar?
Um convite a ser Maria

O perigo do ativismo é que ele nos rouba de Deus.


Pode parecer um paradoxo quando somos líderes e
trabalhamos “para Deus”.
Focamos tanto em fazer, aumentar, trabalhar,
produzir que nos esgotamos e frustramos quando a
resposta não vem, ou quando vem e temos um
grande acréscimos de trabalho.
Não digo que Deus não deseja que trabalhemos.
Vejamos:
“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande
trabalhadores para a sua seara.” Mateus 9:38

Trabalhar na obra de Deus é uma honra e


um privilégio.
O crescimento do Reino está nas mãos dos
semeadores e ceifadores dessa geração. O que
não deve ocorrer é um desvirtuamento do
chamado de Deus em nossas vidas, sob o
discurso de que é preciso fazer mais e mais.
Meu conselho é: descubra o que Deus lhe
chamou para fazer, então, em humildade e total
dependência, faça, mantendo os olhos fixamente
Nele. Confie totalmente, dependa integralmente.
Não se estribe na sua capacidade, no seu
talento. Tirar os olhos de Jesus significa perder a
visão da glória. Espere Nele e, principalmente,
descanse em Sua presença. Não transforme o
chamado em encargo.

" Porque o meu julgo é suave e meu fardo é leve."


Mateus 11:30

Por alguma razão Deus ama os lugares


secretos. Talvez porque nesses lugares, onde
ninguém está vendo, somos nossa melhor
versão, a mais autêntica. Não somos uma
projeção do que esperam de nós, movidos por
expectativas que talvez só atingiremos
sacrificando nossa saúde, nossas famílias, nossas
finanças.
Nós não precisamos fazer nada para sermos
notados por Ele. Ele já nos notou e nos amou
muito antes de pensarmos em respondermos
ao Seu amor. Ele nos vê no secreto do nosso
quarto, longe dos olhares e aplausos, e não há
uma posição melhor do que a de filhos.
Nós temos um lugar na mesa do Pai. Nós
somos amados.
Que possamos não consumir nossos dias
preocupados em trazer e levar pratos. Ele nos
convida hoje a sermos Marias e assentarmos à
sua mesa e desfrutarmos da Sua Presença.
A angústia vem de pensamentos disfuncionais
sobre o nosso valor e de que precisamos ser
perfeitos para sermos aceitos.
Não é assim com Deus.
O convite está feito.
Um prato com seu nome està à sua espera.
Você aceita o Seu convite?
Há lugar na mesa do Pai,
e o assento está reservado,
com seu nome marcado.
Você pertence à família:
ninguém pode ocupar
o lugar que é seu no coração de Deus.
O banquete está posto:
“Pão Vivo e Vinho Novo”
há fartura e sustento.
Nessa mesa há cura,
há comunhão doce pura.
Não há o que temer!
O Amor expulsou o medo
e cada filho eleito,
veste-se de Graça e é aceito.
Em Sua presença
há plenitude de Alegria
E nessa ceia bendita
a Paz transborda em cálices,
e a Justiça sacia!
Somente Nele conhecemos
Nosso propósito e identidade.
Filhos, a mesa está à espera!
Venham beber da Fonte de Águas Vivas!

Poema Convite de Evelyne Stacie


Sobre a autora

Evelyne é mãe de três


filhos. Casada com Wilson.
Possui graduação em
Administração pela
Universidade do Estado do
Amazonas e Pós- Graduação
em Gestão Pública Municipal
pela Universidade Federal de
Juiz de Fora. Cursa o
Seminário Internacional da
Igreja de Deus Pentecostal do
Brasil, da qual é membro.
Vive em Juiz de Fora-MG. Este
é seu primeiro e-book.

Instagram: @evystacie
E-mail: stacieevelyne@gmail.com

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