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Fármacos Antiobesidade: Tratamentos e Efeitos

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Guilherme Farias
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FÁRMACOS ANTIOBESIDADE

FÁRMACOS ANTIOBESIDADE
OBESIDADE

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia


e Metabologia (SBEM), quase metade da população
brasileira está acima do peso.
O sobrepeso é maior entre os homens (52,6%).

O Brasil terá quase 30% de adultos obesos em 2030,


segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2022.
Se essa projeção for confirmada, o Brasil será o 4º país
com maior número total de pessoas com excesso de peso.

A obesidade tornou-se o quinto maior fator de risco de


morte no mundo. Profa. Eline Matheus
Embora causas monogênicas da obesidade possam ocorrer, como,
por exemplo, uma mutação no gene ou receptor de leptina,
evidencia-se que a obesidade é uma doença poligênica.
Mais de 250 genes, marcadores e regiões cromossômicas estão
associados à obesidade.
Em adição, inúmeros fatores ambientais, como alimentação,
atividade física, estresse, tabagismo e alcoolismo, são capazes de
ativar ou silenciar genes envolvidos no processo de patogênese da
obesidade.
Esses fatores ambientais que interagem com o genoma são
chamados epigenéticos e ocupam importante papel na prevenção
e no tratamento das doenças crônicas, uma vez que modulam a
expressão de vários genes associados à obesidade.

Profa. Eline Matheus


A Lei 11.721/2008 determina que o 11 de outubro é Dia Nacional
de Prevenção da Obesidade.
A data havia sido criada, há cerca de dez anos, pela Federação
Latino-Americana de Obesidade, porém reconhecida, em 1999, pelo
Governo Federal e instituída no Brasil, na época, com o nome de Dia
Nacional de Combate à Obesidade.
A World Obesity também adota o dia 11 de outubro
como o dia mundial da obesidade.

Profa. Eline Matheus


OBESIDADE

É DEFINIDA COMO UM EXCESSO


DE GORDURA CORPORAL

REFERÊNCIA PARA DETERMINAR A GORDURA CORPORAL:

ÍNDICE DE MASSA CORPORAL = kg


m2

Profa. Eline Matheus


Categoria IMC (kg/m2)
Abaixo do Peso < 18,5
Normal 18,5-24,9
Acima do peso 25-29,9
Obesidade(classe 1) 30-34,9
Obesidade (classe 2) 35-39,9
Obesidade extrema ≥40
(Classe3)
National Institute of Health & World Health Organization/2002

NÃO DISTINGUE ENTRE TECIDO GORDUROSO


E MUSCULAR OU O PESO RELACIONADO A
RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
Profa. Eline Matheus
ÍNDICE DE ADIPOSIDADE CORPORAL
Bergman, R.N. et al. Obesity. March, 2011
“A Better Index of Body Adiposity”

HOMENS MULHERES
Excesso de gordura 24% 29%
Moderada 18-23.9% 25-28.9%
Ideal 14-17.9% 19-25%
Baixa 10-13.9% 15-18.9%
Excepcionalmente 6-9.9% 10-14.9%
baixa

Profa. Eline Matheus


Profa. Eline Matheus
Recentemente a SBEM e a ABESO (Associação
Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome
Metabólica) lançaram um documento que tem como
proposta uma nova forma para classificar a obesidade,
além da análise do IMC (Índice de Massa Corporal).

Os benefícios clínicos derivam


da perda modesta de peso
Profa. Eline Matheus
O maior reservatório de energia do corpo são os depósitos de gordura.

Para manter constante o tamanho desses depósitos:

CONSUMO ABSORÇÃO
DE ENERGIA DE ENERGIA

EQUILÍBRIO DE ENERGIA
Reservatório de energia
peso corporal

Perda de peso Ganho de peso

Atividade Absorção de:


física
Proteínas
Energia para
absorção e Gorduras
armazenamento
dos nutrientes
Carboidratos
Gasto basal

Profa. Eline Matheus


CAUSAS DA OBESIDADE

 FATORES GENÉTICOS
 ALIMENTAÇÃO
 ATIVIDADE FÍSICA

“A GENÉTICA CARREGA A ARMA.


OS FATORES AMBIENTAIS PUXAM O GATILHO”
(Bray, 1999)
Profa. Eline Matheus
COMPLICAÇÕES DA
OBESIDADE

• DOENÇA CARDIOVASCULAR
• DIABETES MELITTUS
• CÁLCULOS BILIARES
• DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
• OSTEOARTRITE
• CÂNCER

Profa. Eline Matheus


CENTRO DA FOME X CENTRO DA SACIEDADE
& antecome

Centro da fome 8

Jo Centro da
Saciedade

Profa. Eline Matheus


NA -

serdomina
O
z

ansiedade
un

Não come

ap Geragon

-
anorígeno
optima
O
Profa. Eline Matheus
CONTROLE PELOS NEUROMODULADORES
ALVOS PEPTÍDICOS & SEUS RECEPTORES

-qual
CCK e GASTRINA: CCK-1 E CCK-2 (Ptn G) a
GLUCAGON, GLP-1 e OXINTOMODULINA: RECEPTOR PARA
GLUCAGON e GLPR-1
-
FAMÍLIA DO NEUROPEPTÍDEO Y
% (NPY, POLIPEPTÍDEO PANCREÁTICO (PP) e PEPTÍDEO
TIROSINA-TIROSINA (PYY)): RECEPTOR Y1, Y2, Y4, Y5 e Y6

Cingesta Os leptina
GRELINA e OBESTATINA:
OOREXIGÊNICA e ANOREXIGÊNICA
Profa. Eline Matheus
AMILINA: AMY-1, AMY-2 e AMY-3

MCH (MELANIN CONCENTRATING HORMONE): MCHR1 e


MCHR2

:O -MSH (MELANOCYTE STIMULATING HORMONE):


MC1R, MC2R, MC3R, MC4R, MC5R

AgRP (AGOUTI-RELATED PROTEIN):


co-expressado com o NPY. Atua como agonista inverso dos
receptores da melanocortina (MC3 e MC4)

LEPTINA: LRb Profa. Eline Matheus


EFEITOS DOS VÁRIOS NEUROTRANSMISSORES, RECEPTORES E
PEPTÍDEOS NA INGESTA DE ALIMENTOS
NT/RECEPTOR/PEPTÍDEO AÇÕES INGESTA
NORADRENALINA ↑ CONCENTRAÇÃO DIMINUI

8
α1 ESTIMULA RECEPTOR DIMINUI
α2
β2
ade ESTIMULA RECEPTOR
ESTIMULA RECEPTOR
AUMENTA
DIMINUI
SEROTONINA ↑ CONCENTRAÇÃO DIMINUI
5-HT1A
5-HT1B
de ESTIMULA RECEPTOR
ESTIMULA RECEPTOR
AUMENTA
DIMINUI
5-HT2C ESTIMULA RECEPTOR DIMINUI
DOPAMINA
D1 DOPD ESTIMULA RECEPTOR DIMINUI
D2 ESTIMULA RECEPTOR DIMINUI

HISTAMINA
H1 Id ESTIMULA RECEPTOR DIMINUI
H3 ESTIMULA RECEPTOR DIMINUI
LEPTINA ↑ CONCENTRAÇÃO DIMINUI

CPY
NEUROPEPTÍDEO Y ↑ CONCENTRAÇÃO
O AUMENTA
Profa. Eline Matheus
O CONTROLE DO APETITE PELAS
CATECOLAMINAS – DA, NE e ADR.
-X
Inibem diretamente o Centro da Fome que estimula o Centro da
Saciedade. * Come
Fármacos que aumentam a transmissão catecolaminérgica
inibem o apetite.

carboidratos
O CONTROLE DO APETITE PELA SEROTONINA

O controle do comportamento alimentar, particularmente o


consumo de carbohidratos, parece ser regulado pela
transmissão serotoninérgica.
Fármacos que aumentam a transmissão serotoninérgica levam à
diminuição da ingesta de carbohidratos.

Profa. Eline Matheus


CLASSIFICAÇÃO
A forme
ANOREXÍGENOS QUE ATUAM NA VIA
CATECOLAMINÉRGICA - DA NA , ADR ,

4 inibem centro

O
DIETILPROPIONA

O
FEMPROPOREX
MAZINDOL
da frome ;
centro da
zome D ungesta
ANOREXÍGENOS QUE ATUAM NA VIA & transmis
SEROTONINÉRGICA serotonina
inibem ingesta
E
a
FLUOXETINA
de carboidratos
-

DEXFENFLURAMINA -

FENLURAMINA
To verotonina Profa. Eline Matheus
TRATAMENTO DA OBESIDADE
CENTRAIS – CENTRO DA FOME - > inibem o da saciedade.
ANFETAMINA (adrenérgico misto e inibidor da MAO)
-

FENTERMINA (adrenérgico)
-

degradação
L
MAZINDOL (adrenérgico) de murotransmit

ANFEPRAMONA (adrenérgico) worst


FEMPROPOREX (adrenérgico) E ingesto
CENTRAIS – CENTRO DA SACIEDADE
O(inibidor seletivo da captação de serotonina)
FLUOXETINA -

O O
FENFLURAMINA e DESFENFLURAMINA (serotoninérgico)
-

enceção SIBUTRAMINA (adrenérgico e serotoninérgico)


PERIFÉRICOS: INTERFEREM NA ABSORÇÃO INTESTINAL
O CETILISTAT
ORLISTAT, A
-
ACARBOSE

ANTIDIABÉTICOS
Profa. Eline Matheus
ESTRUTURA GERAL
R5
R1 R2
R6

R7
R3

ANFETAMINA R4

anorenígeno , mas muitos efeitar


adversor Alterções ~

O derivado com substituições no anel


O ·
aromático (CF3) e C2H5 no N
ces(fenfluramina) não produz os efeitos
O
da anfetamina.
Profa. Eline Matheus
· O o

00
O impo
anorenégenos mérgica
"uptake"

Profa. Eline Matheus


ANFEPRAMONA

00 FEMPROPOREX

O
MAZINDOL

0
0 Profa. Eline Matheus
ANOREXÍGENOS QUE ATUAM NA VIA
CATECOLAMINÉRGICA NA , DD , ADR
-centro

Frome

go
da

w
DIETILPROPIONA
FEMPROPOREX
MAZINDOL

Profa. Eline Matheus


EFEITOS INDESEJÁVEIS:
•AUMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL * PA
•AUMENTO DA GLICOSE SANGUÍNEA Bicore
•CONSTIPAÇÃO
•RETENÇÃO URINÁRIA
•TAQUICARDIA
•ARRITMIAS CARDÍACAS
•AGITAÇÃO
•INSÔNIA
•SECURA NA BOCA
•CANSAÇO
•DEBILIDADE FÍSICA

Profa. Eline Matheus


FÓRMULA PARA EMAGRECER
1- ANOREXÍGENO (FEMPROPOREX, DIETILPROPIONA e MAZINDOL; SIBUTRAMINA)
-

RETENÇÃO URINÁRIA; CONSTIPAÇÃO; HIPERTENSÃO; catecot


TAQUICARDIA; INSÔNIA; HIPERGLICEMIA 66 adrenérgico

2- contrapar
Para

30anorenégend
• DIURÉTICO → poupador de K+ ou não-poupador ? da
efeitos
• LAXANTE

Tem !
• HIPOTENSOR
• BETA-BLOQUEADOR e ntido
• SEDATIVO → estudos em animais mostraram que o clordiazepóxido aumentou
a ingesta alimentar.
• HIPOGLICEMIANTE
• HORMÔNIO TIREOIDEANO

Profa. Eline Matheus



FLUOXETINA
verdome se
H
&

CH-CH2-CH2-N
CH3
O

F3C

O
Profa. Eline Matheus
SÍNDROME SEROTONINÉRGICA
A combinação de L-triptofano,
dexfenfluramina e fenfluramina com
os Inibidores Seletivos do Uptake (Reuptake)
da SEROTONINA pode causar:
• AGITAÇÃO

I
• HIPERATIVIDADE MUSCULAR
• RIGIDEZ
• HIPERTERMIA
• TAQUICARDIA
• HIPOTENSÃO
• COMA
• MORTE Profa. Eline Matheus
SIBUTRAMINA catecot
LNA PA

O O serotonina

alterações no

Band
-

diminue
efeitos

Foi introduzida nos EUA em 1998.


É um inibidor do reuptake da serotonina e da
noradrenalina, e em menor extensão, da dopamina.
Profa. Eline Matheus
• reduz acentuadamente o ganho de peso por 
a ingesta calórica pelo aumento das respostas
à saciedade pós-ingestão, e  o gasto de
energia por -
aumentar a taxa metabólica;
gordura visceral ) ?

• produz redução da circunferência da cintura,


diminuição dos níveis plasmáticos de
triglicerídeos e LDL, com aumento de HDL;

•são observados efeitos benéficos sobre a


hiperinsulinemia e a taxa de metabolismo da
glicose.
Profa. Eline Matheus
FARMACOCINÉTICA

· é bem absorvida e sofre extenso metabolismo de primeira passagem –


CYP3A4 – 2 metabólitos: monodesmetilsibutramina (M1) e
didesmetilsibutramina (M2)

· níveis plasmáticos máximos = 1-2 horas (dose única oral de 20 mg)

são observados níveis sangüíneos dos metabólitos em estado de equilíbrio


dinâmico dentro de dias

· meia-vida = 1,1 horas


-
· metabólitos ativos (meia-vida 14-16 horas)

os metabólitos ativos são inativados no fígado e 85% são excretados na urina


e nas fezes

· ligação à proteínas plasmáticas = 97% (sibutramina) e 94% (metabólitos)

· eliminação = urina e fezes (10 : 1)

· não é conhecido se a sibutramina é excretada no leite materno


Profa. Eline Matheus
REGIME DE ADMINISTRAÇÃO
120( )
%
depois não
10 mg/dia. A
perde mais
peso
A perda de peso será evidente em 4 semanas
A dose pode ser aumentada, de acordo com a
necessidade, para 15mg/dia

A sibutramina não é recomendada para


pacientes acima de 65 anos.

Profa. Eline Matheus


PRECAUÇÕES:

Não existem estudos clínicos que permitam a


prescrição para menores de 18 anos;
Embora os estudos em animais não tenham demonstrado
características de teratogenicidade, não existe evidência
de segurança do uso de sibutramina durante a gravidez;

Foram vistos aumentos médios da pressão sistólica ou


diastólica de até 4 mmHg e um aumento de 6 bpm na
freqüência cardíaca média, durante o tratamento com a
sibutramina;
Sibutramina não foi avaliada em pacientes com doenças
cardíacas ou coronarianas e deve ser usada com cautela
nestes pacientes.
Não foi observada nenhuma arritmia grave.
Profa. Eline Matheus
A sibutramina não foi avaliada em pacientes com
insuficiência renal, portanto deve-se ter cautela nos
pacientes com diminuição da função renal.

Foram relatados alguns casos de convulsão


(3 pacientes em 3244) o que indica que a sibutramina
deve ser usada com cuidado em pacientes com história
de epilepsia ou convulsão e deve ser descontinuada em
pacientes que entram em convulsão durante o
tratamento.

A sibutramina parece não afetar a performance


psicomotora e cognitiva em voluntários sadios mas
deve ser usada com cautela em pacientes que
trabalham com máquinas e dirigem veículos.
Profa. Eline Matheus
EFEITOS ADVERSOS

I
• Boca seca
• Constipação
• Insônia
• Aumento da freqüência cardíaca
• Aumento da pressão arterial
• Dor de cabeça
• Naúsea
• Vertigem
• Parestesia
• Dispnéia
• Sudorese
• Dismenorréia

Profa. Eline Matheus


O
FENFLURAMINA verotonina
- vaciedade

Derivado fluorado da feniletilamina;


É rapidamente absorvida por via oral;
Metabolizada no fígado e eliminada pelos rins,
sob a forma de metabólitos e parte inalterada;
Metabólitos: norfenfluramina e o ácido
m-trifluorometil-hipúrico;
Meia-vida -vibut
= 14-30h;
Pico de Cmax = 2-4h que se mantêm por 4-6h;

A FENFLURAMINA DIFERE DOS OUTROS ANORÉXICOS PORQUE EM DOSES


TERAPÊUTICAS DEPRIME O SNC.
-Esta propriedade sedativa pode ser útil em obesos ansiosos.

Como os outros anoréxicos, só deve ser utilizada por curtos períodos de 4-6
semanas.

Provoca perda de peso por um mecanismo metabólico periférico – efeito


glicolítico – além do central.
Profa. Eline Matheus
Regime posológico: inicial= 20mg manhã e noite na 1ª semana, aumentando-se
20mg em cada semana, até o máximo de 60 mg/dia para obesos leves, 80mg para
obesos moderados e 120 mg para os graves;
Quando cessar o tratamento a dose deve ser reduzida gradualmente;

Frequentemente causa: náuseas, diarreia, cefaleia, tonturas, sedação, boca seca,


flatulência, desconforto abdominal, constipação, fadiga, aumento da depressão,
pesadelos, palpitações, calafrios, retenção de líquidos, impotência, rash cutâneo,
alopecia e anemia hemolítica;
-fet .

Na intoxicação: vômitos, midríase, nistagmo, tremores, rigidez, hiperreflexia,


sudorese, hiperpirexia, taquipnéia, taquicardia, rubor facial, hipertensão, arritmias,
convulsões, coma e morte por parada cardíaca;

Potencializa o efeito hipotensor da guanetidina e o efeito depressor de outros


depressores o SNC;

Profa. Eline Matheus


A FENFLURAMINA , mistura racêmica quimicamente mais próxima da
anfetamina do que da serotonina, afeta os níveis cerebrais de serotonina e
seus metabólitos em doses relativamente pequenas. Foi introduzida como
anorexígeno há uns 20 anos atrás.
Seu isômero d- (dexfenfluramina) é 2 vezes mais potente.

A DEXFENFLURAMINA causa liberação de serotonina, inibe o uptake e


estimula os receptores 5-HT em concentrações moderadamente baixas.

Causa hipertensão pulmonar, que pode ser fatal.

Profa. Eline Matheus


FÁRMACOS QUE ATUAM
PERIFERICAMENTE tat
acarbone

ORLISTAT

É um análogo estável da LIPSTATINA, um inibidor


da lipase que ocorre naturalmente produzido
pelo Streptomyces toxytricini.
Profa. Eline Matheus
não transf
É um inibidor de lipases.
-godura
,
a vai
war eliminada
A enzima inativada é incapaz de hidrolisar a gordura proveniente dos
nat
alimentos, na forma de triglicerídeos, em ácidos graxos livres e
monoglicérideos absorvíveis. fezel
Produz um aumento da gordura fecal relacionado com a dose, que atinge
um platô com 32% de gordura dietética.

Quando administrado em combinação com uma dieta hipocalórica a


indivíduos obesos, o orlistat produz perda moderada de peso corporal em
comparação com dieta e placebo.

A PERDA DE PESO E OS BENEFÍCIOS INICIAM-SE NORMALMENTE,


DENTRO DAS PRIMEIRAS DUAS SEMANAS DE TRATAMENTO.

Profa. Eline Matheus


CINÉTICA
ABSORÇÃO
Desprezível;
As concentrações plasmáticas foram indetectáveis (< 5 ng/mL)
após administração oral de dose única de 360mg.

DISTRIBUIÇÃO
Como a absorção é desprezível não foi possível determinar o Vd;
In vitro liga-se em mais de 99% à proteínas (albumina e
lipoproteínas);

Profa. Eline Matheus


BIOTRANSFORMAÇÃO
Estudos obtidos em animais mostram que o orlistat é
biotransformado pré-sistemicamente, na parede GI;
Estudos em pacientes obesos mostraram que dois metabólitos
principais (M1 e M3) foram responsáveis por aproximadamente
42% da radioatividade detectada no plasma após a mínima
absorção do orlistat;
Os metabólitos apresentam uma anel lactônico aberto e uma
atividade inibidora da lipase extremamente fraca (1000 para M1 e
2500 para M3, x < que o orlistat).

Profa. Eline Matheus


e

EXCREÇÃO
A principal via é a fezes.
bion
Aproximadamente 97% da dose é excretada nas fezes, sendo que 83% na
forma de orlistat não modificado;
A excreção renal cumulativa foi < 2% da dose administrada.
O tempo para atingir a excreção total (fecal e urinária) foi de 3 a 5 dias.

Dose: 120 mg, 3 x/dia, tomadas durante ou


até uma hora após as 3 principais refeições

Profa. Eline Matheus


EFEITOS INDESEJÁVEIS acação
cólicas abdominais, flatulência com descarga e perdas oleosas.
Urgência para evacuar e aumento das evacuações.
Pode ser necessária uma terapia suplementar com vitaminas lipossolúveis.
Foi relatado uma redução na absorção de anticoncepcionais orais.

CONTRA INDICAÇÕES
Pacientes com síndrome de má-absorção crônica e colestase.

Profa. Eline Matheus


CETILISTAT
É outro inibidor das lipases em desenvolvimento clínico para
o tratamento da obesidade.

DOSE:
60 mg

Apresentou eficácia comparável ao rimonabanto e orlistat, mas


com 90% menos efeitos severos gastrointestinais do que o
orlistat.
Profa. Eline Matheus
ACARBOSE
INIBIDORES DA -GLICOSIDASE INTESTINAL

breaks?

Profa. Eline Matheus


DOSE:
25-100 mg antes das refeições

EFEITOS ADVERSOS:
• FLATULÊNCIA
• FEZES MOLES
• DIARRÉIA
• DOR E DISTENSÃO ABDOMINAIS

Profa. Eline Matheus


SISTEMA ENDOCANABINÓIDE

Profa. Eline Matheus


ENDOCANABINÓIDES ENDÓGENOS

CB1 - 1990

CB2 - 1993
Profa. Eline Matheus
RECEPTOR CB1 ATUA NA LIPOGÊNESE

Balanço homeostático, metabólico,


resposta imune, entre outras.
↑ a expressão de
LIPOPROTEÍNA LIPASE e
↓ a de ADIPONECTINA

Profa. Eline Matheus


Obvidade

XuB1

Profa. Eline Matheus


ANTAGONISTA CB1
BANT

Descoberto
em 1994 por
Rinald-
Carmona na
França.

Profa. Eline Matheus


ANTIDIABÉTICOS
METFORMINA - oral
bigramidas
GLIFLOZINAS - oral
L

SEMAGLUTIDA - sc
LIRAGLUTIDA - sc Agonistas de GLP-1 -  insulina -  glucagon

EXENATIDE - sc

PRAMLINTIDE - sc Análogo da AMILINA-  insulina -  glucagon


Profa. Eline Matheus
Profa. Eline Matheus
OUTROS FÁRMACOS

FENTERMINA + TOPIRAMATO
Associação aprovada em 2012

NALTREXONA + BUPROPIONA
Associação aprovada em 2014

Profa. Eline Matheus


Profa. Eline Matheus
OUTROS AGENTES – NATURAIS e SUPLEMENTOS –
EMPREGADOS PARA CONTROLE DE PESO

PRINCÍPIO ATIVO EFEITO

PICOLINATO DE CROMO CROMO MECANISMO NÃO-


ESCLARECIDO
MA HUANG EFEDRINA NORADRENÉRGICO

HIPERICUM HIPERICINA SEROTONINÉRGICO/


PERFORATUM IMAO
PIRUVATO DE CÁLCIO PIRUVATO MECANISMO NÃO-
ESCLARECIDO
GUARANÁ CAFEÍNA NORADRENÉRGICO

CHÁS DIVERSOS CAFEÍNA NORADRENÉRGICO

GARCINIA GAMBOGIA ÁCIDO HIDROXICÍTRICO MECANISMO NÃO-


ESCLARECIDO

Profa. Eline Matheus


FITOTERÁPICO INDICAÇÃO CLÍNICA

Garcinia cambogia Obesidade e Hipoglicemiante


Psyllium (Plantago psillium e Síndrome Metabólica
Plantago ovata)
Momordica charantia Síndrome Metabólica
Lagerstroema speciosa Síndrome Metabólica
Cordia ecalyculata Emagrecimento
Irvingia gabonensis Emagrecimento
Slendesta (extrato de proteína Promove saciedade
da batata Russet Nugget)
Cissus quadrangularis Obesidade e Síndrome
Metabólica

Profa. Eline Matheus

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