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12º Ano Módulo 7 Tema: A Crise de 1929
AS TRANSFORMAÇÕES DAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO
SÉCULO XX
A Grande Depressão
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, os países europeus encontravam-se
devastados, com a economia enfraquecida e com forte retração de consumo o
que abalou a economia mundial.
Os Estados Unidos por sua vez, lucraram com a exportação de alimentos e
produtos industrializados aos países aliados no período entre guerras. Como
resultado disso, entre 1918 e 1928 a produção norte-americana cresceu de
forma significativa. Por outro lado, os benefícios tecnológicos introduzidos
pelo taylorismo (cada trabalhador só executa uma etapa do processo de
produção) e pelo fordismo (produção em massa) também contribuíram para este
resultado.
A prosperidade económica gerou o chamado "American way of life" (modo de
vida americano). Havia emprego, os preços caíam, a agricultura produzia muito e
o consumo era incentivado pela expansão do crédito e pelo parcelamento do
pagamento das mercadorias (prestações).
Porém, a economia europeia restabeleceu-se e passou a importar cada vez
menos dos Estados Unidos. Verifica-se então uma retração do consumo da
Europa relativamente aos produtos americanos.
Por outro lado, verifica-se uma superprodução agrícola nos EUA: produziu-se
Causas mais do que era necessário, logo existia um excedente de produção agrícola
para o qual não se encontrava nenhum comprador, dentro ou fora do país o que
provoca a baixa dos preços e a ruína dos produtores;
Verifica-se também a diminuição do consumo: As indústrias cresciam, mas o
poder de compra da população não. Ou seja, aumentavam as ofertas e
diminuíam os compradores, fazendo com que várias indústrias falissem. O preço
dos produtos no mercado ia baixando sucessivamente transformando os
negócios em projetos ruinosos.
O encerramento das empresas implicava o aumento do desemprego e a
retração geral da produção.
Para além disso, centenas de americanos tinham investido pesadamente no
mercado de ações, recorrendo ao crédito (empréstimos) para comprar mais
ações. Na realidade, os preços das ações estavam a subir e incentivavam mais
pessoas a investir, dado que enriqueciam rapidamente. Em Setembro de 1929 os
valores das ações atingiram o seu ponto máximo. A partir daí começaram a
descer. As pessoas queriam ver-se livres das ações que compraram rapidamente
de forma a perderem o mínimo de dinheiro possível.
Em suma, a economia americana subsistia graças ao crédito, ao pagamento em
prestações e à especulação.
O Crash Crise financeira
bolsista Em setembro de 1929, o índice Dow Jones, que avalia o mercado, registou o seu
pico máximo. A partir daí, o volume dos negócios começa a diminuir até a
situação ficar insustentável.
Os acionistas colocavam as suas ações à venda e como havia poucos
compradores, os preços das ações começam a cair.
No dia 24 de outubro de 1929, que ficou conhecida como Quinta-Feira Negra,
ocorreu o crash (quebra) da bolsa de valores de Nova York. Ou seja, milhões de
títulos foram colocados à venda sem que houvesse compradores. As ações
transformaram-se em papéis sem qualquer valor.
Como a maior parte das ações tinham sido adquiridas com crédito, a ruína dos
acionistas implicou a ruína dos bancos (impossibilitados de reaver o dinheiro
que emprestaram, acabam por falir).
Com o receio da falência dos bancos, as pessoas removem destes os seus
fundos, o que agrava a situação destas instituições.
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Crise económica:
Mas a falência dos bancos provoca a paralisia da economia americana que
vivia com base no crédito.
Muitas empresas entram em falência impossibilitadas de se financiarem nos
bancos;
A produção industrial baixa;
Muitas pessoas perderam o emprego, o pânico e a incapacidade de pagarem
as dívidas e os empréstimos levou outras ao suicídio;
Baixam os preços dos produtos industriais;
A diminuição do consumo e as dificuldades da indústria têm consequências no
campo: baixa dos preços dos produtos agrícolas, abate de gado e destruição
de produções, falência dos produtores agrícolas.
Assim, um dos grandes problemas enfrentado foi a grande deflação - queda
geral do preço dos produtos.
Crise Social:
Desemprego; Miséria de muitas famílias;
Cortes drásticos nos salários daqueles que mantinham o seu emprego;
Crescem os bairros de lata, desenvolve-se a deliquência, corrupção, gangsters.
A Grande Depressão causou grande recessão económica em diversos
outros países, fundamentalmente naqueles que dependiam dos Estados
Unidos: os que lhes forneciam matérias-primas (Austrália, Nova
Zelândia, México, Brasil, Índia); aqueles cuja reconstrução dependia
Mundialização dos créditos americanos (Alemanha, Áustria)
Da A baixa geral dos preços, associada à falta de investimento e à baixa da
Crise produção deram origem a um ciclo vicioso depressivo dominado pela
angústia e miséria – baixa de consumo, queda dos preços, queda da
produção, falências, desemprego, queda de consumo,…
Incapazes de solucionar a crise, os países aumentam as taxas dos seus
produtos o que faz diminuir o comércio mundial.
A Crise de 1929, foi uma grande depressão económica que teve início em
1929, e que persistiu ao longo da década de 1930 e terminou apenas com
a Segunda Guerra Mundial. Causou altas taxas de desemprego, quedas
drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como
quedas drásticas na produção industrial e dos preços.
Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes
efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país.
Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram o auge nos Estados
Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano
Saída da Crise Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal.
Essas políticas económicas, adotadas quase simultaneamente por
Roosevelt nos Estados Unidos e por Hjalmar Schacht na Alemanha foram,
três anos mais tarde, racionalizadas por John Maynard Keynes.
O New Deal, juntamente com programas de ajuda social realizados por
todos os estados americanos, ajudou a minimizar os efeitos da Depressão
a partir de 1933. A maioria dos países atingidos pela Grande Depressão
passaram a recuperar-se economicamente a partir de então. Em alguns
países, a Grande Depressão foi um dos fatores primários que ajudaram
a ascensão de regimes ditatoriais.