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Análise de Convergência de Sequências e Séries

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Unidade I

1. Justifique as seguintes afirmações:


1 1
a. A sequência {𝑛} é convergente e lim = 0.
𝑛∈ℕ 𝑛→∞ 𝑛

A sequência é convergente pois seus termos ficam cada vez menores. Utilizando a definição de
1
convergência, seja 𝜀 > 0. Tomando 𝑛0 > 𝜀 temos que:

1 1
𝑛 ∈ ℕ 𝑒 𝑛 ≥ 𝑛0 ⇒ 0 < ≤ < 𝜀,
𝑛 𝑛0

1
o que mostra que a sequência é convergente e lim = 0.
𝑛→∞ 𝑛

b. A sequência {(−1)𝑛 }𝑛∈ℕ não é convergente.

A sequência não é convergente pois seus termos ficam oscilando entre −1 e 1. Considerando as
subsequências {(−1)2𝑛 } e {(−1)2𝑛−1 } temos que estas subsequências são convergentes e lim (−1)2𝑛 = 1
𝑛→∞

e lim (−1)2𝑛−1 = −1. Portanto a sequência dada não é convergente.


𝑛→∞

(−1)𝑛 (−1)𝑛
c. A sequência {1 + } é convergente e lim (1 + ) = 1.
𝑛 𝑛∈ℕ∗ 𝑛→∞ 𝑛

A sequência é convergente. Basta observar que utilizando as propriedades de convergência de sequências,


(−1)𝑛
colocando 𝑥𝑛 = 1 e 𝑦𝑛 = , para 𝑛 ∈ ℕ∗ , temos lim 𝑥𝑛 = 1 e lim 𝑦𝑛 = 0. Logo, aplicamos a
𝑛 𝑛→∞ 𝑛→∞

propriedade do limite da soma de modo a concluir que .

2. Justifique as seguintes afirmações:


a. A sequência {arctg(𝑛)}𝑛∈ℕ é limitada.

A sequência {arctg(𝑛)}𝑛∈ℕ é limitada. Basta observar que, como a função 𝑓(𝑥) = arctg(𝑥), 𝑥 ∈ ℝ, é
limitada. Portanto, a sequência 𝑥𝑛 = 𝑓(𝑛) = arctg(𝑛) é limitada.

b. A sequência {𝑒 𝑛 }𝑛∈ℕ não é limitada.


A sequência {𝑒 𝑛 }𝑛∈ℕ não é limitada. Basta observar que, como a função 𝑓(𝑥) = 𝑒 𝑥 , 𝑥 ∈ ℝ, não é limitada.
Portanto, a sequência 𝑥𝑛 = 𝑓(𝑛) = 𝑒 𝑛 não é limitada.

1
c. A sequência {cos (𝑛)} é limitada.
𝑛∈ℕ∗

1 1
A sequência {cos (𝑛)} é limitada. Basta observar que, como a função 𝑓(𝑥) = cos (𝑥) , 𝑥 ∈ ℝ∗ , é
𝑛∈ℕ∗
1
limitada. Portanto, a sequência 𝑥𝑛 = 𝑓(𝑛) = cos (𝑛) é limitada.

d. A sequência {sin(𝑛)}𝑛∈ℕ é limitada.

A sequência {sin(𝑛)}𝑛∈ℕ é limitada. Basta observar que, como a função 𝑓(𝑥) = sin(𝑥) , 𝑥 ∈ ℝ, é limitada.
Portanto, a sequência 𝑥𝑛 = 𝑓(𝑛) = sin(𝑥) é limitada.

𝒏𝟐 +𝟐𝒏
e. A sequência { } não é limitada.
𝒏+𝟏 𝒏∈ℕ

𝒏𝟐 +𝟐𝒏 𝒙𝟐 +𝟐𝒙 𝒙𝟐 +𝟐𝒙+𝟏−𝟏


A sequência { } é limitada. Basta observar que, como a função 𝒇(𝒙) = = =
𝒏+𝟏 𝒏∈ℕ 𝒙+𝟏 𝒙+𝟏

(𝒙+𝟏)𝟐 −𝟏 𝟏
= 𝒙 + 𝟏 − 𝒙+𝟏 , 𝒙 ∈ [𝟎, 𝟏[, não é limitada, pois 𝐥𝐢𝐦 𝒇(𝒙) = ∞. Portanto, a sequência 𝒙𝒏 =
𝒙+𝟏 𝒙→∞
𝒏𝟐 +𝟐𝒏
𝒇(𝒏) = não é limitada.
𝒏+𝟏

3. Determine se as sequências são monótonas crescentes, decrescentes ou não são monótonas:


𝑛3 −1
a. 𝑥𝑛 = , 𝑛 = 1, 2, 3, …
𝑛

𝑛3 −1 𝑛3 −1 1
A sequência 𝑥𝑛 = , 𝑛 = 1, 2, 3, … é monótona crescente, pois temos 𝑥𝑛 = = 𝑛2 − 𝑛. Daí:
𝑛 𝑛

𝑛2 < (𝑛 + 1)2
𝑛 <𝑛+1⟹{ 1 1
− <−
𝑛 𝑛+1
1 1 1
⟹ 𝑛2 − < (𝑛 + 1)2 − < (𝑛 + 1)2 −
𝑛 𝑛 𝑛+1
⟹ 𝑥𝑛 < 𝑥𝑛+1 , ∀𝑛 ∈ ℝ

𝑛
b. 𝑥𝑛 = 3𝑛 , 𝑛 = 1, 2, 3, …
𝑛
A sequência 𝑥𝑛 = 3𝑛 , 𝑛 = 1, 2, 3, … é monótona decrescente. Note que:

𝑛+1
𝑥𝑛+1 𝑛+1 𝑛 + 1 3𝑛 𝑛 + 1 3𝑛 1 1 1 1 1 1 2
= 3 𝑛 = 𝑛+1 ∙ = ∙ 𝑛+1 = (1 + ) ∙ = + ≤ + = <1
𝑥𝑛 3 𝑛 𝑛 3 𝑛 3 3 3𝑛 3 3 3
3𝑛
𝑥𝑛+1
⟹ < 1 ⟹ 𝑥𝑛+1 < 𝑥𝑛 , ∀𝑛 ≥ 1.
𝑥𝑛

𝑛!
c. 𝑥𝑛 = 2𝑛 , 𝑛 = 0, 1, 2, 3, …

𝑥𝑛+1 (𝑛 + 1)! 2𝑛 𝑛 + 1
= ∙ = ≥1
𝑥𝑛 2𝑛+1 𝑛! 2
⟹ 𝑥𝑛+1 ≥ 𝑥𝑛 , ∀𝑛 ≥ 1.

1
Em particular, para 𝑛 = 1 temos 𝑥1 = 2, enquanto para 𝑛 = 0 temos:

0!
𝑥0 = = 1.
20

𝑛𝜋
d. 𝑥𝑛 = sin ( 2 ) , 𝑛 = 0, 1, 2, 3, …

𝑛𝜋
A sequência 𝑥𝑛 = sin ( 2 ) , 𝑛 = 0, 1, 2, 3, … não é monótona. Basta notar que:

0, 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑛 é 𝑝𝑎𝑟;
𝑥𝑛 = {
±1, 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑛 é í𝑚𝑝𝑎𝑟.

2𝑛
e. 𝑥𝑛 = 1+2𝑛 , 𝑛 = 0, 1, 2, 3, …

2𝑛
A sequência 𝑥𝑛 = 1+2𝑛 , 𝑛 = 0, 1, 2, 3, … é monótona crescente. Note que:

2𝑛 1
𝑥𝑛 = = , ∀𝑛 = 0, 1, 2, 3, …
1 + 2𝑛 1 + 1
2𝑛

Agora, temos:
1 1 1 1
𝑛 + 1 > 1 ⟹ 2𝑛+1 > 2𝑛 ⟹ 𝑛
> 𝑛+1 ⟹ 1 + 𝑛 > 1 + 𝑛+1
2 2 2 2
1 1
⟹ > ⟹ 𝑥𝑛+1 > 𝑥𝑛 , ∀𝑛 = 0, 1, 2, 3, …
1 1
1+ 1 + 2𝑛
2𝑛+1

sin(𝑥) 𝜋
4. Utilize o limite fundamental lim = 1 para concluir que a sequência 𝑥𝑛 = n ∙ sin (2𝑛) é
𝑥→0 𝑥

convergente, e determine seu limite.

Vamos reescrever o termo geral para ele se assemelhar à expressão do limite fundamenta:

𝜋
𝜋 2𝑛 𝜋 𝜋 sin (2𝑛)
𝑥𝑛 = ∙ ∙ sin ( ) = ∙ 𝜋
2 𝜋 2𝑛 2
2𝑛

𝜋
sin(𝑛) sin( )
Como lim = 1, temos que lim 𝜋
2𝑛
= 1. Daí:
𝑛→0 𝑛 𝑛→∞ 2𝑛

𝜋
𝜋 sin (2𝑛) 𝜋 𝜋
lim ∙ 𝜋 = lim ∙ 1 = .
𝑛→∞ 2 𝑛→∞ 2 2
2𝑛

5. Nas séries abaixo, calcule os 5 primeiros termos da soma e julgue, justificando sua resposta, se a série é
convergente ou divergente:
3
a. ∑(−1)𝑘+1 ∙ 2𝑘

0
3 3
𝑛 = 0 ⟹ ∑(−1)𝑘+1 ∙ 𝑘
= (−1)0+1 ∙ 0 = −3;
2 2
𝑘=0
1
3 3
𝑛 = 1 ⟹ ∑(−1)𝑘+1 ∙ 𝑘
= −3 + = −1,5;
2 2
𝑘=0
2
3 3 3
𝑛 = 2 ⟹ ∑(−1)𝑘+1 ∙ 𝑘
= −3 + − 2 = −2,25;
2 2 2
𝑘=0
3
3 3 3 3
𝑛 = 3 ⟹ ∑(−1)𝑘+1 ∙ 𝑘
= −3 + − 2 + 3 = −1,88;
2 2 2 2
𝑘=0
4
3 3 3 3 3
𝑛 = 4 ⟹ ∑(−1)𝑘+1 ∙ = −3 + − + − = −1,97;
2𝑘 2 22 23 24
𝑘=0
A série é convergente, pois a soma é crescente quando 𝑛 é par, e a soma é decrescente quando 𝑛 é ímpar.
3
Além disso, considerando a sequência das somas parciais 𝑆𝑛 = ∑𝑛𝑘=0(−1)𝑘+1 ∙ temos:
2𝑘

𝑆2𝑛 < 𝑆2𝑛+1 , ∀𝑛.

b. ∑[1 + (−1)𝑘+1 ]

𝑛 = 0 ⟹ ∑[1 + (−1)𝑘+1 ] = [1 + (−1)0+1 ] = 0;


𝑘=0
1

𝑛 = 1 ⟹ ∑[1 + (−1)𝑘+1 ] = 0 + 2 = 2;
𝑘=0
2

𝑛 = 2 ⟹ ∑[1 + (−1)𝑘+1 ] = 2 + 0 = 2;
𝑘=0
3

𝑛 = 3 ⟹ ∑[1 + (−1)𝑘+1 ] = 2 + 2 = 4;
𝑘=0
4

𝑛 = 4 ⟹ ∑[1 + (−1)𝑘+1 ] = 4 + 0 = 4;
𝑘=0

A série é divergente, pois considerando a sequência das somas parciais 𝑆𝑛 = ∑𝑛𝑘=0[1 + (−1)𝑘+1 ] temos
lim 𝑆2𝑛+1 = ∞.
𝑛→∞

3 𝑘
c. ∑ (5) .

0
3 𝑘
𝑛 = 0 ⟹ ∑ ( ) = 1;
5
𝑘=0
1
3 𝑘 3
𝑛 = 1 ⟹ ∑ ( ) = 1 + = 1,6;
5 5
𝑘=0
2
3 𝑘 3 3 2
𝑛 = 2 ⟹ ∑ ( ) = 1 + + ( ) = 1,96;
5 5 5
𝑘=0
3
3 𝑘 3 3 2 3 3
𝑛 = 3 ⟹ ∑ ( ) = 1 + + ( ) + ( ) = 2,18;
5 5 5 5
𝑘=0
4
3 𝑘 3 3 2 3 3 3 4
𝑛 = 4 ⟹ ∑ ( ) = 1 + + ( ) + ( ) + ( ) = 2,31;
5 5 5 5 5
𝑘=0

3 𝑛
A série é convergente, pois o acréscimo é cada vez menor. Em verdade, a diferença 𝑆𝑛+1 − 𝑆𝑛 = (5) ⟶

0, quando 𝑛 ⟶ ∞.

6. Nos itens abaixo, determine se a série dada é convergente ou divergente. Em caso de ser convergente,
determine seu limite:
1 1
a. ∑∞
𝑛=1 (3𝑛 + 5𝑛 )

1 1
A série ∑∞
𝑛=1 (3𝑛 + 5𝑛 ) não é convergente, pois é uma série de termos positivos e ainda:

∞ 1 1 ∞ 1 1 ∞ 1
∑ ( + 𝑛) ≥ ∑ = ∙∑ .
𝑛=1 3𝑛 5 𝑛=1 3𝑛 3 𝑛=1 𝑛
1
Como a série ∑∞
𝑛=1 𝑛 . é divergente, concluímos a divergência da série dada.

3 2
b. ∑∞
𝑛=0 (4𝑛 + 5𝑛 )

3 2
A série ∑∞
𝑛=0 (4𝑛 + 5𝑛 ) é convergente, pois é uma série de termos positivos e ainda:

∞ 3 2 ∞ 3 ∞ 2 ∞ 1 ∞ 1
∑ ( 𝑛 + 𝑛) = ∑ 𝑛
+ ∑ 𝑛
= 3 ∙ ∑ 𝑛
+ 2 ∙ ∑ 𝑛
𝑛=0 4 5 𝑛=0 4 𝑛=0 5 𝑛=0 4 𝑛=0 5

1 1 5 13
= 3. +2∙ = 4+ = .
1 1 2 2
1−4 1−
5

1
c. ∑∞
𝑛=1 (𝑛2 + 1).

1
A série ∑∞
𝑛=1 (𝑛2 + 1) é divergente, pois é uma série de termos positivos e ainda:

∞ 1 ∞
∑ ( + 1) ≥ ∑ 1.
𝑛=1 𝑛2 𝑛=1

Como a série à direita é divergente, segue que a série dada é divergente.

7. Nos itens abaixo, determine se a série é convergente ou divergente, justificando sua resposta:
1
a. ∑∞
𝑛=1 𝑛3𝑛
1 1
A série ∑∞
𝑛=1 𝑛3𝑛 é convergente, pois pondo 𝑎𝑛 = 𝑛3𝑛 temos

𝑎𝑛+1 𝑛 3𝑛 1 1 𝑎𝑛+1 1
= ∙ 𝑛+1 = ∙ ⟹ lim = .
𝑎𝑛 𝑛+1 3 1
1+𝑛 3
𝑛→∞ 𝑎𝑛 3

Segue do Teste da Razão a convergência da série dada.

1
b. ∑∞
𝑛=1 𝑛𝑛

1 1
A série ∑∞
𝑛=1 𝑛𝑛 é convergente pois, pondo 𝑎𝑛 = 𝑛𝑛 ,temos:

𝑛
𝑛 1 1
lim √|𝑎𝑛 | = lim √ 𝑛
= lim = 0.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛 𝑛→∞ 𝑛

Portanto, segue do Teste da Raiz a convergência da série dada.

𝑛+1
c. ∑∞ 𝑛
𝑛=1(−1) ∙ ln ( )
𝑛

𝑛+1 𝑛+1
A série ∑∞ 𝑛
𝑛=1(−1) ∙ ln ( ) é convergente, pois fazendo 𝑥𝑛 = ln ( ) , 𝑛 = 1,2,3, … , temos:
𝑛 𝑛

𝑛+2 𝑛+1 𝑛+2 𝑛


𝑥𝑛+1 − 𝑥𝑛 = ln ( ) − ln ( ) = ln ( ∙ )
𝑛+1 𝑛 𝑛+1 𝑛+1
2
1+𝑛
= ln ( ) < 0 ⟹ 𝑥𝑛+1 < 𝑥𝑛 , ∀𝑛 = 1,2,3, …
2 1
1+𝑛+ 2
𝑛

𝑛+1 𝑛+1
Isso mostra que a sequência 𝑥𝑛 = ln ( ) é decrescente. Além disso, temos lim 𝑥𝑛 = lim ln ( )=
𝑛 𝑛→∞ 𝑛→∞ 𝑛
1
𝑛(1+ ) 1
lim ln ( 𝑛
) = lim ln (1 + 𝑛) = lim ln(1) = 0. Portanto, aplicando o critério de Leibniz chegamos
𝑛→∞ 𝑛 𝑛→∞ 𝑛→∞

ao resultado.

4 𝑛
d. ∑∞
𝑛=1 (3)

4 𝑛 4
A série ∑∞
𝑛=1 (3) é divergente, pois trata-se de uma progressão geométrica de razão 𝑞 = 3 > 1.
8. Utilize o teste ou critério apropriado para estudar a convergência ou divergência das séries dadas nos
itens abaixo:
𝑛2 +2𝑛+1
a. ∑ 𝑛2 +2

𝑛2 +2𝑛+1
Considere o termo geral 𝑎𝑛 = da série dada. Note que:
𝑛2 +2

2 1 2 1
𝑛2 + 2𝑛 + 1 𝑛2 (1 + 𝑛 + 2 ) 1+𝑛+ 2
lim 𝑎𝑛 = lim = lim 𝑛 = lim 𝑛 = 1.
𝑛→∞ 𝑛→∞ 2
𝑛 +2 𝑛→∞ 2 𝑛→∞ 2
𝑛2 (1 + 2 ) 1+ 2
𝑛 𝑛

𝑛2 +2𝑛+1
Logo, segue do Critério do Termo Geral que a série ∑ não é convergente.
𝑛2 +2

𝑛𝑛
b. ∑ 𝑛!

𝑛𝑛
Considere o termo geral 𝑎𝑛 = da série dada. Temos:
𝑛!

𝑎𝑛+1 (𝑛 + 1)𝑛+1 𝑛! (𝑛 + 1)𝑛 ∙ (𝑛 + 1) 𝑛! 𝑛+1 𝑛 1 𝑛


= ∙ = ∙ 𝑛=( ) = (1 + )
𝑎𝑛 (𝑛 + 1)! 𝑛𝑛 (𝑛 + 1) ∙ 𝑛! 𝑛 𝑛 𝑛
1 𝑛
lim (1 + ) = 𝑒.
𝑛→∞ 𝑛

Como 𝑒 > 1, concluímos do Teste da Razão que a série é divergente.

1
c. ∑ 𝑛3𝑛

1
Considere o termo geral 𝑎𝑛 = 𝑛3𝑛 da série dada. Temos:

𝑎𝑛+1 1 𝑛3𝑛 1 𝑛3𝑛 1 𝑛 1 1


= ∙ = ∙ = ∙ = ∙( )
𝑎𝑛 (𝑛 + 1) ∙ 3𝑛+1 1 𝑛
(𝑛 + 1) ∙ 3 ∙ 3 1 3 𝑛+1 3 1+1
𝑛

𝑎𝑛+1 1 1 1
lim = lim ∙ ( ) = < 1.
𝑛→∞ 𝑎𝑛 𝑛→∞ 3 1 3
1+𝑛

1
Logo, aplicando o Teste da Razão concluímos que a série ∑ 𝑛3𝑛 é convergente.
𝑛𝜋
d. ∑ sin ( )
2

𝑛𝜋
Considere o termo geral 𝑎𝑛 = sin ( 2 ) da série dada. Temos:

0, 𝑠𝑒 𝑛 é 𝑝𝑎𝑟;
𝑎𝑛 = {
±1, 𝑠𝑒 𝑛 é í𝑚𝑝𝑎𝑟.

Logo, temos que a sequência não é convergente e, portanto, pelo Critério da Razão, concluímos que a série
𝑛𝜋
∑ sin ( ) não é convergente.
2

𝑛2
e. ∑ 𝑛3 +𝑛2+2𝑛+1

𝑛2
Considere o termo geral 𝑎𝑛 = 𝑛3 +𝑛2+2𝑛+1 da série dada. Temos:

𝑛2 𝑛2 1 1 1
𝑎𝑛 = = ∙ = ∙ .
𝑛3 + 𝑛2 + 2𝑛 + 1 𝑛3 1 + 1 + 2 + 1 𝑛 1+1+ 2 + 1
𝑛 𝑛2 𝑛3 𝑛 𝑛2 𝑛3

1 2 1
Como 𝑛 ≥ 1, temos que 1 + 𝑛 + 𝑛2 + 𝑛3 ≤ 5, de onde vem que:

1 1
≤ , ∀𝑛 ≥ 1.
5 1+1+ 2 + 1
𝑛 𝑛2 𝑛3

Daí, temos:

1 1 1
𝑎𝑛 = ∙ ≥ , ∀𝑛 ≥ 1.
𝑛 1+1+ 2 + 1 5𝑛
𝑛 𝑛2 𝑛3

1 𝑛2
Como a série ∑ 5𝑛 é divergente, segue do critério da Comparação que a série ∑ 𝑛3 +𝑛2+2𝑛+1 é divergente.

9. Deixa-se cair uma bola de uma altura de 𝑎 > 0. Suponha que, a cada vez que a bola bater no chão, ela
2
sobe a uma altura 3 da altura da queda anterior. Ache a distância total percorrida pela bola. Qual é a distância

total se 𝑎 = 10?
Ao deixar a bola cair da altura 𝑎 > 0, esta percorre inicialmente a distância 𝑑0 = 𝑎 até atingir o solo. De
2
acordo com o enunciado, esta sobe até a nova altura 𝑎1 = 3 𝑎. Logo, a distância percorrida pela bola partido
4 2
do chão até atingi-lo novamente é 𝑑1 = 2𝑎1 = 3 𝑎. Novamente, a bola sobe até a nova altura 𝑎2 = 3 𝑎1 =
4 8
𝑎. Logo, a distância percorrida partindo do chão novamente até o chão é 𝑑2 = 2𝑎2 = 9 𝑎. Prosseguindo
9
2𝑛+1 2 𝑛
com o raciocínio, concluímos que a distância percorrida em um dado passo 𝑛 é 𝑑𝑛 = 𝑎 = 2𝑎 ∙ (3) .
3𝑛

Assim, o percurso total percorrido pela bola até parar no chão é dado pela soma infinita:

∞ ∞
2 𝑛 2 𝑛 1
𝑑 = ∑ 2𝑎 ∙ ( ) = 2𝑎 ∙ ∑ ( ) = 2𝑎 ∙ ( ) = 6𝑎.
3 3 2
𝑛=0 𝑛=0 1 − 3

Portanto, a distância total percorrida pela bola é 𝑑 = 6𝑎.

10. Determine para quais valores de 𝑥 a série ∑∞ 𝑛


𝑛=0 𝑛𝑥 será convergente, exibindo o seu limite. Para quais

valores de 𝑥 a série será divergente?

Vamos considerar o termo geral 𝑎𝑛 = 𝑛𝑥 𝑛 da série dada, e vamos também tentar aplicar o Teste da razão.
Para 𝑥 ≠ 0 temos:

𝑎𝑛+1 (𝑛 + 1)𝑥 𝑛+1 (𝑛 + 1) ∙ 𝑥 𝑛 ∙ 𝑥 𝑛+1


| |=| | = | | = ( ) ∙ |𝑥|
𝑎𝑛 𝑛𝑥 𝑛 𝑛 ∙ 𝑥𝑛 𝑛
𝑎𝑛+1 𝑛+1 1
lim | | = lim [( ) ∙ |𝑥|] = lim [(1 + ) ∙ |𝑥|] = |𝑥|.
𝑛→∞ 𝑎𝑛 𝑛→∞ 𝑛 𝑛→∞ 𝑛

Assim, a fim de aplicarmos o Teste da razão de modo que a série seja convergente, devemos ter
𝑎𝑛+1
lim | | < 1 ⟹ |𝑥| < 1. Como a convergência da série é imediata para 𝑥 = 0, concluímos que a série
𝑛→∞ 𝑎𝑛

∑∞ 𝑛
𝑛=0 𝑛𝑥 será convergente para todo 𝑥 ∈ ℝ, tal que |𝑥| < 1. Ainda aplicando o Teste da Razão, concluímos

que a série ∑∞ 𝑛
𝑛=0 𝑛𝑥 será divergente para todo 𝑥 ∈ ℝ, tal que |𝑥| > 1. Como a série é divergente para 𝑥 =

±1, concluímos que:


𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑥 ∈] − 1,1[;
∑ 𝑛𝑥 𝑛 é {
𝑑𝑖𝑣𝑒𝑟𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑥 ∈] − ∞, −1] ∪ [1, +∞[
𝑛=0
Unidade II

1
1. Para cada 𝑛 ∈ ℕ, considere a função 𝑓𝑛 (𝑥) = 𝑥−𝑛. A sequência de funções {𝑓𝑛 }𝑛∈ℕ está bem definida?

Não, porque o domínio muda a cada valor de 𝑛. O domínio de 𝑓𝑛 é ℝ − {𝑛}, para que o denominador não
se anule.

2. Esboça em uma mesma figura os 5 primeiros termos da sequência de funções {𝑓𝑛 }𝑛∈ℕ∗ definida em
2𝑥
[−2,1] por 𝑓𝑛 (𝑥) = + 1.
𝑛

Funções do 1º grau que se cruzam em (0,1) e que variam de coeficiente angular.

3. Leia atentamente as seguintes afirmações acerca da sequência de funções {𝑓𝑛 }:


I. Para que a sequência esteja bem definida todas as funções nesta sequência devem ter o mesmo
domínio de definição.
II. Se esta sequência {𝑓𝑛 } convergir uniformemente para uma função 𝑓, então ela também irá convergir
simplesmente (ou pontualmente).
III. Se esta sequência {𝑓𝑛 } convergir uniformemente para uma função 𝑓 e cada uma destas funções 𝑓𝑛
forem contínuas, então a função limite 𝑓 também será contínua.
IV. Se a sequência de funções {𝑓𝑛 } forem de classe 𝐶 1 e convergirem simplesmente para uma função 𝑓
e a sequência de derivadas {𝑓𝑛′ } convergirem uniformemente para uma função 𝑔 então a função 𝑓 é
derivável e 𝑓 ′ = 𝑔.
Assinale dentre as alternativas abaixo a opção correta:

O gabarito afirma que todas são verdadeiras, sem dar maiores explicações.

𝑥2
4. Considere a sequência de funções {𝑓𝑛 }𝑛∈ℕ∗ , definidas em [0,2] por 𝑓𝑛 (𝑥) = , com 𝑥 ∈ [0,2] e 𝑛 =
𝑛

1,2,3,4, … . Faça o que se pede nos itens abaixo:


a. Fixe um número 𝑥 ∈ [0,2].

𝑥 = 1.

b. Escolha um número 𝜀 > 0 menor que 1.


1
𝜀= .
2

𝑥2
c. Determine 𝑛0 ∈ ℕ que satisfaz a inequação |𝑛 | < 𝜀 .
0

𝑥2
| |<𝜀
𝑛0
12 1
| |<
𝑛0 2
1 1
<
𝑛0 2
𝑛0 > 2
𝑛0 = 3

𝑥2
d. Escolha 𝑛 ∈ ℕ tal que 𝑛 ≥ 𝑛0 e verifique que vale | 𝑛 | < 𝜀.

𝑛 = 5 > 𝑛0 = 3
𝑥2 12 1 1
| |=| |= < =𝜀
𝑛 5 5 2

e. Esboce em uma mesma figura os gráficos de 𝑓𝑛 para 𝑛 = 1,2,3.

f. Qual é a conclusão a que chegou a respeito da sequência {𝑓𝑛 }𝑛∈ℕ∗ ?

A sequência de funções {𝑓𝑛 }𝑛∈ℕ∗ parece convergir uniformemente para 𝑓(𝑥) = 0, 𝑥 ∈ [0,2].

5. Considerando o que estudamos sobre séries disfunções, analise as seguintes afirmações:


A. Uma série de funções ∑ 𝑓𝑘 pode ser vista como um limite de uma sequência de funções
Porque
B. podemos considerar a sequência de funções {𝑆𝑛 = ∑𝑛𝑘=0 𝑓𝑘 } das somas parciais de modo que lim 𝑆𝑛 =
𝑛→∞

∑ 𝑓𝑘 .
Sobre estas duas afirmações, é correto afirmar que:

O gabarito afirma que ambas asserções são falsas, sem maiores explicações.

6. Considere a série de potências



𝑥𝑛
𝑓(𝑥) = ∑ .
𝑛=1
√𝑛
Faça o que se pede nos itens abaixo:
a. Calcule o raio de convergência desta série.

𝑥𝑛 1 1
Para calcular o raio de convergência da série ∑∞
𝑛=1 = ∑∞
𝑛=1 𝑥 𝑛 , denotamos 𝑎𝑛 = . Dessa forma, o
√ 𝑛 √ 𝑛 √𝑛

termo geral da série fica 𝑎𝑛 𝑥 𝑛 , e procedemos como segue:

1
𝑎𝑛+1 𝑛+1 1 √𝑛 √𝑛 𝑛
𝑟 = lim | | = lim | √ | = lim | ∙ | = lim | | = lim |√ |=
𝑛→∞ 𝑎𝑛 𝑛→∞ 1 𝑛→∞ √𝑛 + 1 1 𝑛→∞ √𝑛 + 1 𝑛→∞ 𝑛+1
√𝑛

1
lim | | = 1.
𝑛→∞ √ 1
1+𝑛

b. Escreva a série de potências que define 𝑓 ′ e determine o seu raio de convergência.

𝑥𝑛
A ideia aqui é aplicar o resultado de derivação termo-a-termo. Note que a sequência de funções {𝑓𝑛 = },
√𝑛
𝑥𝑛
referente ao termo geral da série ∑∞
𝑛=1 , é de classe 𝐶 1 no intervalo 𝐼 =] − 1,1[. Logo, a série converge
√𝑛
𝑥𝑛
uniformemente para a função 𝑓(𝑥) = ∑∞
𝑛=1 . Além disso, temos
√𝑛

𝑛𝑥 𝑛−1
𝑓𝑛′ (𝑥) = , ∀𝑛 = 1,2,3, …
√𝑥
Assim, a série de potências das derivadas é
∞ ∞ ∞ ∞

𝑛𝑥 𝑛−1 𝑚=𝑛−1 ′
(𝑚 + 1)𝑥 𝑚
∑ 𝑓𝑛 = ∑ ⇒ ∑ 𝑓𝑚 = ∑
𝑛=1 𝑛=1
√ 𝑛 𝑚=0 𝑚=0
√𝑚 + 1
𝑚+1
Note que, escrevendo 𝑏𝑚 = , a série das derivadas ∑∞ ′ ∞ 𝑚
𝑚=0 𝑓𝑚 é dada por ∑𝑚=0 𝑏𝑚 𝑥 , que também é
√𝑚+1

uma série de potências final calculando o seu raio de convergência temos


𝑏𝑚+1 1 1
= ⋯ = (1 + ).√
𝑏𝑚 𝑚+1 1
1+𝑚+1
𝑏𝑚+1
lim | | = 1.
𝑛→∞ 𝑏𝑚

Portanto, a série das derivadas ∑∞ ′


𝑚=0 𝑓𝑚 possui o mesmo raio de convergência. Logo a série das derivadas

converge uniformemente em 𝐼. Isto mostra que podemos aplicar o resultado de derivação termo-a-termo de
modo a concluir que:
∞ ∞ ∞
′ (𝑥)
𝑑 𝑥𝑛 (𝑚 + 1)𝑥 𝑚
𝑓 = ∑ = ∑ = ∑ 𝑓𝑚′
𝑑𝑥 √ 𝑛 √𝑚 + 1
𝑛=1 𝑚=0 𝑚=0

𝑡
c. Escreva a série de potências que representa a integral de ∫0 𝑓(𝑥)𝑑𝑥, onde 𝑡 é um ponto qualquer dentro
do intervalo de convergência da série de 𝑓. Esta série converge simplesmente? E uniformemente? Justifique
sua resposta.

A ideia aqui é aplicar o resultado de integração termo-a-termo. Para isso, devemos verificar as hipóteses
𝑥𝑛
deste resultado, como fizemos no item anterior. Vimos que a sequência {𝑓𝑛 = } é de classe 𝐶 1 , logo são
√𝑛

contínuas no intervalo [0, 𝑡] para todo 𝑡 ∈ 𝐼. Além disso, pelo que vimos no item anterior, a série ∑∞
𝑛=1 𝑓𝑛

converge uniformemente para 𝑓 em [0, 𝑡], para todo 𝑡 ∈ 𝐼.o Logo, aplicamos o resultado de integração de
uma série de modo a concluir que:
𝑡 ∞ 𝑡 ∞ 𝑡
𝑥𝑛
∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑡 = ∑ ∫ 𝑓𝑛 (𝑥)𝑑𝑥 = ∑ ∫ 𝑑𝑥 =
0 𝑛=1 0 𝑛=1 0
√𝑛

1
=∑ ∙ 𝑥 𝑛+1
𝑛=1
(𝑛 + 1)√𝑛

Fazendo a mudança obtemos a série de potências

Onde para. Agora,

Portanto o raio de convergência é. Portanto, a série converge uniformemente em EE consequentemente


converte simplesmente final

𝜋 𝜋
7. Considere a função 𝑓: [− 2 , 2 ] → ℝ dada por 𝑓(𝑥) = sen(𝑥). Nos itens abaixo faça o que se pede

a. Calcule as derivadas 𝑓 ′ , 𝑓 ′′ , 𝑓 ′′′ , 𝑓 ′′′′ .

𝑓 ′ (𝑥) = cos(𝑥)
𝑓 ′′ (𝑥) = − sen(𝑥)
𝑓 ′′′ (𝑥) = −cos(𝑥)
𝑓 ′′′′ (𝑥) = sen(𝑥)

b. Obtenha a expressão da série de Taylor de 𝑓 em 𝑎0 = 0.



𝑓 (𝑛) (𝑎0 )
∑ (𝑥 − 𝑎0 ) =
𝑛!
𝑛=0

′ (𝑎
𝑓 ′′ (𝑎0 ) 2
𝑓 ′′′ (𝑎0 ) 3
𝑓 ′′′′ (𝑎0 )
𝑓(𝑎0 ) + 𝑓 0 )(𝑥 − 𝑎0 ) + (𝑥 − 𝑎0 ) + (𝑥 − 𝑎0 ) + (𝑥 − 𝑎0 )4 + ⋯ =
2! 3! 4!
sen(0) 2 cos(0) 3 sen(0) 4
sen(0) + cos(0) 𝑥 − 𝑥 − 𝑥 + 𝑥 +⋯=
2! 3! 4!
𝑥 3 𝑥 5 𝑥 7 𝑥 9 𝑥11
𝑥− + − + − +⋯
3! 5! 7! 9! 11!

c. Qual é o valor da série em 𝑥 = 0?

𝑓 (𝑛) (𝑎0 )
Vemos que o valor da série em 𝑥 = 0 é ∑∞
𝑛=0 (0 − 𝑎0 ) = 0.
𝑛!

d. Esboce em uma mesma imagem os gráficos de 𝑓 e os 4 primeiros termos da série de Taylor.

8. Calcule a série de Taylor da função 𝑓(𝑥) = cos (𝑥) em torno do ponto 𝜋 e compare com a série desta
mesma função estudada no exemplo da correspondente sessão.

Para isso, vamos calcular as derivadas 𝑓 (𝑛) de 𝑓:

𝑓 ′ (𝑥) = − sen(𝑥)
𝑓 ′′ (𝑥) = − cos(𝑥)
𝑓 ′′′ (𝑥) = sen(𝑥)
𝑓 ′′′′ (𝑥) = cos(𝑥)

Assim, a série de Taylor é dada por:


𝑓 (𝑛) (𝜋)
∑ (𝑥 − 𝜋)𝑛 =
𝑛!
𝑛=0

cos(𝜋) sen(𝜋) cos(𝜋)


= cos(𝜋) − sen(𝜋) (𝑥 − 𝜋) − (𝑥 − 𝜋)2 + (𝑥 − 𝜋)3 + (𝑥 − 𝜋)4 + ⋯ =
2! 3! 4!
(𝑥 − 𝜋)2 (𝑥 − 𝜋)4 (𝑥 − 𝜋)6 (𝑥 − 𝜋)8 (𝑥 − 𝜋)10
= −1 + − + − + +⋯
2! 4! 6! 8! 10!

9. Considere a função 𝑓: [−𝜋, 𝜋] → ℝ dada por 𝑓(𝑥) = 𝑥 3 . Nos itens abaixo faça o que se pede:
a. Calcule os coeficientes de Fourier de 𝑓.
1 𝜋 1 𝜋 1
𝑎0 = ∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 3 𝑑𝑥 = ∙ (𝜋 4 − (−𝜋)4 ) = 0;
𝜋 −𝜋 𝜋 −𝜋 𝜋
1 𝜋 1 𝜋 3
𝑎𝑛 = ∫ 𝑓(𝑥) cos(𝑛𝑥) 𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 cos(𝑛𝑥) 𝑑𝑥 = 0;
𝜋 −𝜋 𝜋 −𝜋
1 𝜋 1 𝜋 2(6 − 𝑛2 𝜋 2 )
𝑏𝑛 = ∫ 𝑓(𝑥)sen (𝑛𝑥)𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 3 sen(𝑛𝑥) 𝑑𝑥 = (−1)𝑛 ;
𝜋 −𝜋 𝜋 −𝜋 𝑛3

b. Escreva a expressão da Série de Fourier de 𝑓.

∞ ∞
6 − 𝑛2 𝜋 2
∑ 𝑏𝑛 sen(𝑛𝑥) = 2 ∑(−1)𝑛 ∙ ∙ sen(𝑛𝑥)
𝑛3
𝑛=1 𝑛=1

c. Esboce em uma mesma imagem os gráficos de 𝑓 e os 3 primeiros termos da soma parcial da Série de
Fourier de 𝑓.

10. Considere a função 𝑓: [−𝜋, 𝜋] → ℝ dada por 𝑓(𝑥) = sen(𝑥), para todo 𝑥 ∈ [−𝜋, 𝜋]. Calcule a Série de
Fourier de 𝑓, e compare com a série de Taylor obtida no exercício 7.

1 𝜋 1 𝜋 1
𝑎0 = ∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 = ∫ sen(𝑥) 𝑑𝑥 = ∙ [− cos(𝜋) + cos(−𝜋)] = 0;
𝜋 −𝜋 𝜋 −𝜋 𝜋
1 𝜋 1 𝜋
𝑎𝑛 = ∫ 𝑓(𝑥) cos(𝑛𝑥) 𝑑𝑥 = ∫ sen(𝑛𝑥) cos(𝑛𝑥) 𝑑𝑥 = 0;
𝜋 −𝜋 𝜋 −𝜋
1 𝜋 1 𝜋
𝑏𝑛 = ∫ 𝑓(𝑥)sen (𝑛𝑥)𝑑𝑥 = ∫ sen(𝑛𝑥) sen(𝑛𝑥) 𝑑𝑥 = 𝑛;
𝜋 −𝜋 𝜋 −𝜋

Portanto, a série de Fourier de 𝑓(𝑥) = sen(𝑥) é dada por:


∑ 𝑛 sen(𝑛𝑥)
𝑛=1

E difere bastante da série de Taylor de 𝑓.


Unidade III

1. Determine a ordem e o grau de cada uma das equações diferenciais ordinárias dadas abaixo:

a. (𝑥 ′ + 𝑥)2 = 0

Ordem 1, grau 2.

b. 𝑡 ∙ 𝑥 ′′ + 2𝑥 2 = 1

Ordem 2, grau 1.

𝑑𝑥 2
c. ( 𝑑𝑡 ) + 𝑥 3 = 𝑡 4 + 1

Ordem 1, grau 2.

1
d. 𝑥 ′3 + 2𝑥 ′′2 = 2 ∙ cos(𝑥)

Ordem 2, grau 1. (essa é a resposta do gabarito. Acredito ser ordem 2, grau 2)

2𝑥 ′′ 1
2. Considere a equação diferencial 𝑡𝑥 ′′′ + − 𝑒 𝑡 𝑥 ′ + 𝑥 = cos(𝑡). Leia atentamente as seguintes
𝑡

afirmações acerca desta equação:


I. A ordem desta EDO é 3;
II. O grau desta EDO é 1;
III. Esta EDO é linear.

I é verdadeira, pelo termo 𝑡𝑥 ′′′ , onde aparece uma derivada 3ª.


II é verdadeira, pelo termo 𝑡𝑥 ′′′ , onde a derivada terceira está elevada a 1.
1
III é falsa pelo termo 𝑥.

3. Utilize o método da integração direta para obter a família de soluções das equações abaixo:

1 𝑑2 𝑥
a. 𝑡 2 ∙ 𝑑𝑡 2 + 𝑡 = 1
Solução do Symbolab e do ChatGPT:

1 ′′
𝑥 +𝑡 =1
𝑡2
1 ′′
𝑥 = 1−𝑡
𝑡2
𝑥 ′′ = 𝑡 2 − 𝑡 3

∫ 𝑥 ′′ = ∫(𝑡 2 − 𝑡 3 )


𝑡3 𝑡4
𝑥 = − + 𝐶1
3 4

𝑡3 𝑡4
∫ 𝑥 = ∫ ( − + 𝐶1 )
3 4
𝑡4 𝑡5
𝑥= − + 𝐶1 𝑡 + 𝐶2
12 20

Solução do gabarito do livro:

1 𝑑2𝑥
∙ +𝑡 =1
𝑡 2 𝑑𝑡 2
𝑑2𝑥 1
2
=1−𝑡− 2
𝑑𝑡 𝑡
𝑑2𝑥 1
∫ 2
𝑑𝑡 = ∫ (1 − 𝑡 − 2 ) 𝑑𝑡
𝑑𝑡 𝑡
𝑑𝑥 𝑡2 1
= 𝑡 − + + 𝐶1
𝑑𝑡 2 𝑡
𝑑𝑥 𝑡2 1
∫ 𝑑𝑡 = ∫ (𝑡 − + + 𝐶1 ) 𝑑𝑡
𝑑𝑡 2 𝑡
𝑡2 𝑡3
𝑥 (𝑡 ) = − + ln(𝑡) + 𝐶1 𝑡 + 𝐶2
2 6

b. 𝑡 2 𝑥 ′ − 2 = 0

𝑡2𝑥′ − 2 = 0
2
𝑥′ =
𝑡2
2
∫ 𝑥′ = ∫
𝑡2
𝑥 = 2 ∙ (−𝑡 −1 ) + 𝐶1
2
𝑥(𝑡) = − + 𝐶1
𝑡

4. Em cada um dos itens abaixo, verifique se a função dada é solução da equação correspondente:

𝑑𝑥
a. − 𝑥 = 𝑡 − 𝑡 2 ; 𝑥(𝑡) = 2𝑡 + 𝑡 2
𝑑𝑡

𝑑𝑥
− 𝑥 = 𝑡 − 𝑡 2 ; 𝑥(𝑡) = 2𝑡 + 𝑡 2
𝑑𝑡
𝑥 ′ (𝑡) = 2 + 2𝑡
2 + 2𝑡 − 2𝑡 − 𝑡 2 = 𝑡 − 𝑡 2
2 − 𝑡 2 = 𝑡 − 𝑡 2 (𝑁ã𝑜 é 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜)

b. 𝑡𝑥 ′′ − 2𝑡 2 𝑥 ′ + (2𝑡 2 + 𝑡 − 2)𝑥 = 0; 𝑥(𝑡) = 𝑡𝑒 𝑡

𝑡𝑥 ′′ − 2𝑡 2 𝑥 ′ + (2𝑡 2 + 𝑡 − 2)𝑥 = 0; 𝑥(𝑡) = 𝑡𝑒 𝑡


𝑥 ′ (𝑡) = 1 ∙ 𝑒 𝑡 + 𝑡 ∙ 𝑒 𝑡 = 𝑒 𝑡 + 𝑡𝑒 𝑡
𝑥 ′′ (𝑡) = 𝑒 𝑡 + 1 ∙ 𝑒 𝑡 + 𝑡 ∙ 𝑒 𝑡 = 2𝑒 𝑡 + 𝑡𝑒 𝑡
𝑡(2𝑒 𝑡 + 𝑡𝑒 𝑡 ) − 2𝑡 2 (𝑒 𝑡 + 𝑡𝑒 𝑡 ) = −(2𝑡 2 + 𝑡 − 2)𝑡𝑒 𝑡
2𝑡𝑒 𝑡 + 𝑡 2 𝑒 𝑡 − 2𝑡 2 𝑒 𝑡 − 2𝑡 3 𝑒 𝑡 = −2𝑡 3 𝑒 𝑡 − 𝑡 2 𝑒 𝑡 + 2𝑡𝑒 𝑡
0 = 0 (É 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜)

5. Considere a equação diferencial 𝑥 ′′′′ + 4𝑥 ′′′ + 3𝑥 = 𝑡. Faça o que se pede em cada um dos itens abaixo:

a. Determine a ordem desta equação, justificando sua resposta.

Ordem 4, pela derivada de 4ª ordem 𝑥′′′′.

b. Determine o grau desta equação, justificando sua resposta.

Grau 1, pois 𝑥′′′′ está elevado a 1.

𝑡 𝑡
c. Verifique que 𝑥1 (𝑡) = 3 e 𝑥2 (𝑡) = 𝑒 −𝑡 + 3 são soluções.
𝑥 ′′′′ + 4𝑥 ′′′ + 3𝑥 = 𝑡
𝑡
𝑥1 =
3
1
𝑥1′ =
3
𝑥1′′ = 0
𝑥1′′′ = 0
𝑥1′′′′ = 0
𝑡
0+4∙0+3∙ =𝑡
3
𝑡 = 𝑡 (É 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜)

𝑥 ′′′′ + 4𝑥 ′′′ + 3𝑥 = 𝑡
𝑡
𝑥2 = 𝑒 −𝑡 +
3
1
𝑥2′ = −𝑒 −𝑡 +
3
𝑥2′′ = 𝑒 −𝑡
𝑥2′′′ = −𝑒 −𝑡
𝑥2′′′′ = 𝑒 −𝑡
𝑡
𝑒 −𝑡 + 4 ∙ (−𝑒 −𝑡 ) + 3 ∙ (𝑒 −𝑡 + ) = 𝑡
3
−3𝑒 −𝑡 + 3𝑒 −𝑡 + 𝑡 = 𝑡
0 = 0 (É 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜)

d. Esboce em uma mesma figura os gráficos das soluções 𝑥1 e 𝑥2 .

6. Dada a equação diferencial ordinária


𝑥 ′′ (𝑡) + cos(𝑡) = 0, ∀𝑡 ∈ ℝ,
Assinale a alternativa que representa a família de soluções desta equação.

𝑥 ′′ (𝑡) + cos(𝑡) = 0
𝑥 ′′ = − cos(𝑡)

∫ 𝑥 ′′ = ∫ − cos(𝑡)

𝑥 ′ = − sin(𝑡) + 𝐶1

∫ 𝑥 ′ = ∫(− sin(𝑡) + 𝐶1 )
𝑥(𝑡) = cos(𝑡) + 𝐶1 𝑡 + 𝐶2

2
7. Verifique que {𝑒 −𝑡 + 𝐶} é a família de curvas integrais da equação diferencial
𝑑𝑥
+ 2𝑡 ∙ 𝑥(𝑡) = 0,
𝑑𝑡
E esboce os gráficos das soluções particulares para

a. 𝐶 = 0

b. 𝐶 = 1

c. 𝐶 = −1

𝑑𝑥
+ 2𝑡 ∙ 𝑥(𝑡) = 0
𝑑𝑡
2
𝑑(𝑒 −𝑡 + 𝐶) 2
+ 2𝑡 ∙ (𝑒 −𝑡 ) = 0
𝑑𝑡
2 2
−2𝑡𝑒 −𝑡 + 2𝑡𝑒 −𝑡 = 0
0 = 0 (É 𝑠ó𝑙𝑢çã𝑜)

8. Considere a equação diferencial ordinária


2 2
𝑑4 𝑥 𝑑3𝑥 𝑑2 𝑥 𝑑𝑥
[ 4 ] + 2 3 ∙ 2 − [ + 𝑥] + sen2 (𝑡) = 0
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡
Faça o que se pede em cada um dos itens abaixo:
a. Determine a ordem da equação, justificando sua resposta.

2
𝑑4 𝑥
Ordem 4, graças à derivada de 4ª ordem em [ 𝑑𝑡 4 ] .

b. Determine o grau da equação, justificando a sua resposta.

2
𝑑4 𝑥
Grau 2, graças ao expoente em [ 𝑑𝑡 4 ] .

c. Determine se esta equação é linear ou não linear, justificando sua resposta.


2
𝑑4 𝑥 𝑑3 𝑥 𝑑2 𝑥
Não é linear, graças aos termos [ 𝑑𝑡 4 ] e 2 𝑑𝑡 3 ∙ 𝑑𝑡 2 .

d. Verifique que 𝑥1 (𝑡) = cos(𝑡) é solução desta equação.

𝑥1 = cos(𝑡)
𝑥1′ = − sin(𝑡)
𝑥1′′ = − cos(𝑡)
𝑥1′′′ = sin(𝑡)
𝑥1′′′′ = cos (𝑡)

2 2
𝑑4𝑥 𝑑3 𝑥 𝑑2𝑥 𝑑𝑥
[ 4 ] + 2 3 ∙ 2 − [ + 𝑥] + sen2 (𝑡) = 0
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡
cos2 (𝑡) + 2 ∙ sin(𝑡) ∙ (− cos(𝑡)) − sin2 (𝑡) + 2 ∙ sin(𝑡) ∙ cos(𝑡) − cos 2 (𝑡) + sin2(𝑡) = 0
0 = 0 (É 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜)

e. A função 𝑥2 (𝑡) = sen(𝑡) é também uma solução desta equação?

𝑥2 = sin(𝑡)
𝑥2′ = cos(𝑡)
𝑥2′′ = − sin(𝑡)
𝑥2′′′ = − cos(𝑡)
𝑥2′′′′ = sin(𝑡)

2 2
𝑑4𝑥 𝑑3 𝑥 𝑑2𝑥 𝑑𝑥
[ 4 ] + 2 3 ∙ 2 − [ + 𝑥] + sen2 (𝑡) = 0
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡
sin2(𝑡) + 2 ∙ (− cos(𝑡) ∙ (− sin(𝑡)) − cos 2 (𝑡) − 2 ∙ cos(𝑡) ∙ sin(𝑡) − sin2 (𝑡) + sin2(𝑡) = 0
sin(𝑡) = ± cos(𝑡) (𝑁ã𝑜 é 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜)

9. Considere o modelo matemático onde descrevemos um objeto em queda livre (neste caso uma pequena
bola). Denote 𝐹1 = −𝑚 ∙ 𝑔 a força que a gravidade exige no corpo de massa 𝑚. Considere a força de
resistência do ar, sabendo que esta é dada por 𝐹2 = 𝑘 ∙ 𝑣, onde 𝑣 é a velocidade com que o corpo cai e 𝑘 ∈
ℝ, 𝑘 ≠ 0, é uma constante, faça o que se pede em cada um dos itens abaixo:
a. Faça um desenho esquematizando o movimento do corpo (como foi feito na figura que ilustra o exemplo)
indicando as forças 𝐹1 e 𝐹2 .

b. Determine a equação diferencial resultante; (Dica: utilize a segunda lei de Newton, lembrando que 𝐹1 e
𝐹2 têm sentidos contrários).

𝐹1 + 𝐹2 = 𝑚𝑎
−𝑚𝑔 + 𝑘𝑣 = 𝑚𝑎
𝑑2 𝑥 𝑑𝑥
𝑚∙ 2
−𝑘∙ +𝑚∙𝑔 =0
𝑑𝑡 𝑑𝑡

c. Verifique que
ℎ𝑘 2 − 𝑚2 𝑔 𝑚𝑔 𝑚 2 𝑘
− 𝑡
𝑥(𝑡) = − ∙ 𝑡 + ( ) ∙ 𝑔 ∙ 𝑒 𝑚
𝑘2 𝑘 𝑘
é a solução da equação obtida no item b).

ℎ𝑘 2 − 𝑚2 𝑔 𝑚𝑔 𝑚 2 𝑘
− 𝑡
𝑥(𝑡) = − ∙ 𝑡 + ( ) ∙ 𝑔 ∙ 𝑒 𝑚
𝑘2 𝑘 𝑘
𝑚𝑔 𝑘 𝑚2 𝑘 𝑚𝑔 𝑚𝑔 − 𝑘 𝑡 𝑚𝑔 𝑘
𝑥 ′ (𝑡)
=0− − ∙ 2 ∙ 𝑔 ∙ 𝑒 −𝑚 𝑡 = − − ∙𝑒 𝑚 = (−1 − 𝑒 −𝑚𝑡 ) ;
𝑘 𝑚 𝑘 𝑘 𝑘 𝑘
𝑘 𝑚𝑔 𝑘 𝑘
𝑥 ′′ (𝑡) = 0 − ∙ (− ) ∙ 𝑒 −𝑚 𝑡 = 𝑔 ∙ 𝑒 −𝑚 𝑡
𝑚 𝑘

𝑑2𝑥 𝑑𝑥
𝑚∙ 2 −𝑘∙ +𝑚∙𝑔 =0
𝑑𝑡 𝑑𝑡
𝑘 𝑚𝑔 𝑘
𝑚 ∙ 𝑔 ∙ 𝑒 −𝑚 𝑡 − 𝑘 ∙ ∙ (−1 − 𝑒 −𝑚𝑡 ) + 𝑚𝑔 = 0
𝑘

Simplificando por 𝑚𝑔:

𝑘 1 𝑘
𝑒 −𝑚 𝑡 − 𝑘 ∙ ∙ (−1 − 𝑒 −𝑚𝑡 ) + 1 = 0
𝑘
𝑘 𝑘
𝑒 −𝑚𝑡 − (−1 − 𝑒 −𝑚𝑡 ) + 1 = 0
𝑘 𝑘
𝑒 −𝑚 𝑡 + 1 + 𝑒 −𝑚 𝑡 + 1 = 0

Aqui não daria 0 = 0, de onde deduzo que haja algum erro de digitação no livro.
d. Considerando os valores ℎ = 5, 𝑘 = 0,5, 𝑚 = 1, 𝑔 = 9,8 para as constantes, escreva a equação da
solução e esboce o gráfico desta solução.

ℎ𝑘 2 − 𝑚2 𝑔 𝑚𝑔 𝑚 2 𝑘
− 𝑡
𝑥(𝑡) = − ∙ 𝑡 + ( ) ∙ 𝑔 ∙ 𝑒 𝑚
𝑘2 𝑘 𝑘
5 ∙ 0,52 − 12 ∙ 9,8 1 ∙ 9,8 1 2 0,5
𝑥(𝑡) = 2
− ∙ 𝑡 + ( ) ∙ 9,8 ∙ 𝑒 − 1 𝑡
𝑘 0,5 0,5

Outro erro do livro, que considera um valor diferente para 𝑘.

10. Considere o problema de crescimento populacional de bactérias, estudado no final desta unidade
(𝑃(𝑡) = 𝑃0 𝑒 (𝑘−1)𝑡 ). Com relação a este problema, responda às seguintes perguntas:

a. O que acontece com a população de bactérias no caso em que a constante de proporcionalidade for 𝑘 =
1?

𝑃(𝑡) = 𝑃0 𝑒 (𝑘−1)𝑡
𝑃(𝑡) = 𝑃0 𝑒 (1−1)𝑡
𝑃(𝑡) = 𝑃0

A população permanece constante.

2
b. Se 𝑘 = 3 e 𝑃0 = 100, então qual é a população no instante 𝑡 = 2 horas?

𝑃(𝑡) = 𝑃0 𝑒 (𝑘−1)𝑡
2
𝑃(2) = 100 ∙ 𝑒 (3−1)∙2
2
𝑃(2) = 100𝑒 −3
𝑃(2) ≅ 51 𝑏𝑎𝑐𝑡é𝑟𝑖𝑎𝑠

c. Se a população no instante 𝑡1 = 3 for 𝑃(3) = 1.000 então qual será o valor da constante 𝑘 em função da
população inicial 𝑃0 ? Neste caso, qual será o valor de 𝑘 se 𝑃0 = 10?

𝑃(𝑡) = 𝑃0 𝑒 (𝑘−1)𝑡
1.000 = 𝑃0 𝑒 (𝑘−1)∙3
1.000
3𝑘 − 3 = ln
𝑃0
1 1.000
𝑘= ln +1
3 𝑃0

1 1.000
𝑘= ln +1
3 10
𝑘 ≅ 2,53
Unidade IV

1. Nos itens abaixo, encontre as soluções dos seguintes Problemas de Valor Inicial (PVIs):

𝑑𝑥
a. = 2𝑡; 𝑥(0) = 0
𝑑𝑡

𝑑𝑥
= 2𝑡
𝑑𝑡
𝑑𝑥 = 2𝑡 𝑑𝑡

∫ 1 𝑑𝑥 = ∫ 2𝑡 𝑑𝑡

𝑥(𝑡) = 𝑡 2 + 𝐶1
𝑥(0) = 02 + 𝐶1 = 0
𝐶1 = 0
𝑥(𝑡) = 𝑡 2

𝑑𝑥
b. = 𝑡 3 ; 𝑥(0) = 1
𝑑𝑡

𝑑𝑥
= 𝑡3
𝑑𝑡
1 𝑑𝑥 = 𝑡 3 𝑑𝑡

∫ 1 𝑑𝑥 = ∫ 𝑡 3 𝑑𝑡

𝑡4
𝑥(𝑡) = +𝐶
4
04
𝑥(0) = +𝐶 =1
4
𝐶=1
𝑡4
𝑥(𝑡) = +1
4

𝑑𝑥 𝑡 2
c. = − 1; 𝑥(0) = 2
𝑑𝑡 2

𝑑𝑥 𝑡 2
= −1
𝑑𝑡 2
𝑡2
1 𝑑𝑥 = ( − 1) 𝑑𝑡
2
𝑡2
∫ 1 𝑑𝑥 = ∫ ( − 1) 𝑑𝑡
2
𝑡3
𝑥(𝑡) = −𝑡+𝐶
6
03
𝑥(0) = −0+𝐶 = 2
6
𝐶=2
𝑡3
𝑥(𝑡) = −𝑡+2
6

𝑑𝑥
d. = 2𝑡; 𝑥(0) = 1
𝑑𝑡

𝑑𝑥
= 2𝑡
𝑑𝑡
1 𝑑𝑥 = 2𝑡 𝑑𝑡

∫ 1 𝑑𝑥 = ∫ 2𝑡 𝑑𝑡

𝑥(𝑡) = 𝑡 2 + 𝐶
𝑥(0) = 02 + 𝐶 = 1
𝐶=1
𝑥(𝑡) = 𝑡 2 + 1

2. Leia atentamente as seguintes afirmações acerca do Teorema de Existência e Unicidade de soluções de


equações diferenciais ordinárias de primeira ordem:
I. Tendo em vista as hipóteses do Teorema de Existência e Unicidade, a função 𝑓 = 𝑓(𝑡, 𝑥) pode
não ter derivada parcial com relação a variável 𝑡 contínua, mas é necessário que a derivada
parcial com relação a segunda variável seja contínua;
II. Se a função 𝑓 = 𝑓(𝑡, 𝑥) está definida e satisfaz às hipóteses do Teorema de Existência e
Unicidade em um círculo 𝐵 de raio 𝑟 > 0, então podemos determinar um retângulo 𝑅 e ainda
aplicar o resultado de modo a garantir a existência e unicidade de soluções;
III. Embora o Teorema de Existência e Unicidade tenha sido enunciado para um problema de valor
inicial (PVI) cuja condição inicial está dada para 𝑡0 = 0, podemos ainda enunciar e aplicar o
resultado para um PVI com dado inicial tomado para qualquer instante 𝑡0 ≠ 0;
IV. O Teorema de Existência e Unicidade de Soluções fornece soluções definidas em um intervalo
limitado. Por essa razão, as soluções por ele determinadas são chamadas soluções locais.
𝜕𝑓
Teorema de Existência e Unicidade de Soluções: Se 𝑓(𝑡, 𝑢) e 𝜕𝑢 forem contínuas no retângulo 𝑅: |𝑡| ≤ 𝑎 e

|𝑢| ≤ 𝑏, então existe um intervalo 𝐼 ⊂ [−𝑎, 𝑎] e uma função 𝑥(𝑡) definida em 𝐼 tal que 𝑥(𝑡) é a única
solução do PVI no intervalo 𝐼.

De acordo com o gabarito, todas estão corretas.

3. Resolva as equações de variáveis separáveis dadas nos itens abaixo obtendo a forma geral das soluções
final em seguida para cada item e esboce ao menos 5 das curvas obtidas.

a. 𝑥 ′ = 2𝑥𝑡

𝑥 ′ = 2𝑥𝑡
𝑑𝑥
= 2𝑥𝑡
𝑑𝑡
1
𝑑𝑥 = 2𝑡 𝑑𝑡
𝑥
1
∫ 𝑑𝑥 = ∫ 2𝑡 𝑑𝑡
𝑥
ln|𝑥(𝑡)| = 𝑡 2 + 𝐶
2 +𝐶
𝑥(𝑡) = 𝑒 𝑡

𝑑𝑥 𝑥
b. = 𝑡2
𝑑𝑡

𝑑𝑥 𝑥
= 2
𝑑𝑡 𝑡
1 1
𝑑𝑥 = 2 𝑑𝑡
𝑥 𝑡
1 1
∫ 𝑑𝑥 = ∫ 2 𝑑𝑡
𝑥 𝑡
ln|𝑥(𝑡)| = −𝑡 −1 + 𝐶
1
𝑥(𝑡) = 𝑒 − 𝑡 +𝐶

c. 𝑥 ′ = 𝑥 2 (1 + 𝑡)

𝑥 ′ = 𝑥 2 (1 + 𝑡)
𝑑𝑥
= 𝑥 2 (1 + 𝑡)
𝑑𝑡
1
𝑑𝑥 = (1 + 𝑡) 𝑑𝑡
𝑥2
𝑡2 −1
−𝑥(𝑡) = 𝑡 + + 𝐶
2
1
𝑥(𝑡) = −
𝑡2
𝑡+ 2 +𝐶

𝑑𝑥
d. =1+𝑥
𝑑𝑡

𝑑𝑥
=1+𝑥
𝑑𝑡
1
𝑑𝑥 = 1 𝑑𝑡
1+𝑥
1
∫ 𝑑𝑥 = ∫ 1 𝑑𝑡
1+𝑥
ln|1 + 𝑥| = 𝑡 + 𝐶
1 + 𝑥 = 𝑒 𝑡+𝐶
𝑥(𝑡) = 𝑒 𝑡+𝐶 − 1

4. Utilize o método do fator integrante para resolver as seguintes equações diferenciais ordinárias lineares
e exibindo a fórmula geral para as soluções:

a. 𝑥 ′ = 𝑡𝑥 + 𝑡

𝑥 ′ = 𝑡 + 𝑡𝑥
𝑔(𝑡) = 1; ℎ(𝑡) = 𝑡

𝑢(𝑡) = − ∫ 𝑡 𝑑𝑡

𝑡2
𝑢(𝑡) = −
2
𝑡2 𝑡2 𝑡2
− ′ − −
𝑒 2 ∙𝑥 −𝑒 2 ∙ 𝑡𝑥 = 𝑒 2 ∙𝑡
𝑡2
𝑑 (𝑒 − 2 ∙ 𝑥)
𝑡2
= 𝑒− 2 ∙ 𝑡
𝑑𝑡
𝑡2
𝑑 (𝑒 − 2 ∙ 𝑥)
𝑡2

∫ = ∫ (𝑒 2 ∙ 𝑡)
𝑑𝑡
𝑡2 𝑡2
𝑒 − 2 ∙ 𝑥 = −𝑒 − 2 + 𝐶
𝐶
𝑥 = −1 + 𝑡2
𝑒− 2
𝑡2
𝑥(𝑡) = 𝐶 ∙ 𝑒2 −1

b. 2𝑡𝑥 ′ = 𝑥 − 1

2𝑡𝑥 ′ = 𝑥 − 1
1 1
𝑥′ = − + ∙𝑥
2𝑡 2𝑡
1 1
𝑔(𝑥𝑡) = − ; ℎ(𝑡) =
2𝑡 2𝑡
1
𝑢(𝑡) = − ∫ 𝑑𝑡
2𝑡
1
𝑢(𝑡) = − ln 𝑡
2
1 1 1 1 1
𝑒 −2 ln 𝑡 ∙ 𝑥 ′ − 𝑒 −2 ln 𝑡 ∙ ∙ 𝑥 = 𝑒 −2 ln 𝑡 ∙ (− )
2𝑡 2𝑡
1
1 1 1 𝑒 −2 ln 𝑡
𝑒 −2 ln 𝑡 ∙ 𝑥′ − 𝑒 −2 ln 𝑡 ∙ ∙𝑥 =−
2𝑡 2𝑡
1
1
𝑑 (𝑒 −2 ln 𝑡 ∙ 𝑥) 𝑒 −2 ln 𝑡
=−
𝑑𝑡 2𝑡
1
1
𝑑 (𝑒 −2 ln 𝑡 ∙ 𝑥) 𝑒 −2 ln 𝑡
∫ = ∫−
𝑑𝑡 2𝑡
1 1
𝑒 −2 ln 𝑡 ∙ 𝑥 = 𝑒 −2 ln 𝑡 + 𝐶
𝐶
𝑥 = 1+ 1
𝑒 −2 ln 𝑡
1
𝑥 = 𝐶 ∙ 𝑒 2 ln 𝑡 + 1
𝑥 = 𝐶 ∙ 𝑒 ln √𝑡 + 1
𝑥(𝑡) = 𝐶 ∙ √𝑡 + 1

c. 𝑡𝑥’ + 2𝑥 = 𝑡 2 − 1

𝑡𝑥’ + 2𝑥 = 𝑡 2 − 1
1 2
𝑥′ = 𝑡 − − ∙𝑥
𝑡 𝑡
1 𝑡2 − 1 2
𝑔(𝑡) = 𝑡 − = ; ℎ(𝑡) = −
𝑡 𝑡 𝑡
2
𝑢(𝑡) = − ∫ −
𝑡
𝑢(𝑡) = 2ln 𝑡
2 𝑡2 − 1
𝑒 2 ln 𝑡 ∙ 𝑥 ′ + 𝑒 2 ln 𝑡 ∙ ∙ 𝑥 = 𝑒 2 ln 𝑡 ∙
𝑡 𝑡
𝑑(𝑒 2 ln 𝑡 ∙ 𝑥) 2 ln 𝑡
𝑡2 − 1
=𝑒 ∙
𝑑𝑡 𝑡
2
𝑑(𝑒 ln 𝑡 ∙ 𝑥) 2
2 𝑡 −1
= 𝑒 ln 𝑡 ∙
𝑑𝑡 𝑡
𝑑(𝑡 2 ∙ 𝑥) 𝑡2 − 1
= 𝑡2 ∙
𝑑𝑡 𝑡
𝑑(𝑡 2 ∙ 𝑥)
= 𝑡3 − 𝑡
𝑑𝑡
𝑑(𝑡 2 ∙ 𝑥)
∫ = ∫(𝑡 3 − 𝑡)
𝑑𝑡
𝑡4 𝑡2
𝑡2 ∙ 𝑥 = − +𝐶
4 2
𝑡2 1 𝐶
𝑥= − +
4 2 𝑡2
𝑡2 − 2 𝐶
𝑥(𝑡) = + 2
4 𝑡

5. Em cada um dos itens abaixo, verifique se a equação dada é exata e, em caso positivo resolva:

a. (2𝑡 2 + (𝑡 + 1)𝑥)𝑥 ′ + (𝑡 2 𝑥 + 𝑡 + 1) = 0

𝑀(𝑡, 𝑥) = 𝑡 2 𝑥 + 𝑡 + 1
𝑁(𝑡, 𝑥) = 2𝑡 2 + (𝑡 + 1)𝑥
𝜕𝑀
= 𝑡2
𝜕𝑥
𝜕𝑁
= 4𝑡 + 𝑥
𝜕𝑡
𝜕𝑀 𝜕𝑁
Como ≠ , a EDO não é exata.
𝜕𝑥 𝜕𝑡

b. (𝑥 + 1)𝑥 ′ = 1 − 𝑡

𝑀(𝑡, 𝑥) = 𝑡 − 1
𝑁(𝑡, 𝑥) = 𝑥 + 1
𝜕𝑀
=0
𝜕𝑥
𝜕𝑁
=0
𝜕𝑡

𝜕𝑀 𝜕𝑁
Como = , a EDO é exata. Agora, vamos buscar a função 𝜓(𝑡) tal que:
𝜕𝑥 𝜕𝑡

𝜕𝜓
= 𝑀(𝑡, 𝑥) = 𝑡 − 1
{ 𝜕𝑡
𝜕𝜓
= 𝑁(𝑡, 𝑥) = 𝑥 + 1
𝜕𝑥

Integrando a primeira em relação a 𝑡:

𝑡2
𝜓(𝑡, 𝑥) = − 𝑡 + ℎ(𝑥)
2

Aqui, ℎ(𝑥) é como se fosse nossa constante (afinal, integramos em relação a 𝑡, o que significa que 𝑥 é
interpretado como constante).

𝜕𝜓
= 𝑁(𝑡, 𝑥)
𝜕𝑥
𝑡2
𝜕 ( 2 − 𝑡 + ℎ(𝑥))
= ℎ′ (𝑥) = 𝑥 + 1
𝜕𝑥

∫ ℎ′ (𝑥) 𝑑𝑥 = ∫(𝑥 + 1) 𝑑𝑥

𝑥2
ℎ(𝑥) = +𝑥+𝐶
2

Substituindo ℎ(𝑥) em 𝜓(𝑡, 𝑥), chegamos à solução:

𝑡2 𝑥2
− 𝑡 + + 𝑥 + 𝐶 = 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒
2 2

6. Determine o valor da constante 𝑏 para que a equação dada seja exata e resolva:

(2𝑥 ∙ cos(2𝑡) + 𝑡) + (𝑏 ∙ 𝑠𝑒𝑛(2𝑡) + 𝑥 2 )𝑥′ = 0


Na equação, temos:

𝑀(𝑡, 𝑥) = 2𝑥 ∙ cos(2𝑡) + 𝑡
{
𝑁(𝑡, 𝑥) = 𝑏 ∙ sen(2𝑡) + 𝑥 2

Para que a equação seja exata, devemos ter:

𝜕𝑀 𝜕𝑁
=
𝜕𝑥 𝜕𝑡
2 cos(2𝑡) + 0 = 2𝑏 ∙ cos(2𝑡) + 0
2𝑏 = 2
𝑏 = 1.

O gabarito não resolve a questão, apenas encontra o valor de 𝑏. Resolvendo-a:

(2𝑥 ∙ cos(2𝑡) + 𝑡) + (𝑠𝑒𝑛(2𝑡) + 𝑥 2 )𝑥 ′ = 0


𝑀(𝑡, 𝑥) = 2𝑥 ∙ cos(2𝑡) + 𝑡
{
𝑁(𝑡, 𝑥) = sen(2𝑡) + 𝑥 2
𝜕𝜓
= 𝑀(𝑡, 𝑥) = 2𝑥 ∙ cos(2𝑡) + 𝑡
{ 𝜕𝑡
𝜕𝜓
= 𝑁(𝑡, 𝑥) = sen(2𝑡) + 𝑥 2
𝜕𝑥
𝜕𝜓
∫ 𝑑𝑡 = ∫(2𝑥 ∙ cos(2𝑡) + 𝑡) 𝑑𝑡
𝜕𝑡
𝑡2
𝜓(𝑡, 𝑥) = 𝑥 ∙ sen(2𝑡) + + ℎ(𝑥)
2
𝜕𝜓
= sen(2𝑡) + 𝑥 2
𝜕𝑥
sen(2𝑡) + 0 + ℎ′ (𝑥) = sen(2𝑡) + 𝑥 2
ℎ′ (𝑥) = 𝑥 2
𝑥3
ℎ(𝑥) = +𝐶
3

A solução é:

𝑡2 𝑥3
𝑥 ∙ sen(2𝑡) + + + 𝐶 = 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒
2 3
7. Resolva a equação de Bernoulli dada abaixo, e esboce as curvas para 5 diferentes valores da constante
que determina a família de soluções:

𝑡 2 𝑥 ′ = 𝑡𝑥 + (1 + 𝑡)𝑥 1⁄2

8. Considere a seguinte equação de Bernoulli

𝑡 2 𝑥 ′ + 2𝑡𝑥 − 𝑥 3 = 0

Faça o que se pede nos itens abaixo:


I. Defina 𝑦 = 𝑥 −2 e calcule 𝑦′.
II. Reescreva a equação dada multiplicando por 𝑥 −3 e obtenha uma nova equação diferencial em
𝑦.
III. Esta nova equação é linear ou não linear? Justifique sua resposta.
IV. Resolva esta nova equação utilizando o método do fator integrante, e exiba a família de soluções
em 𝑦.
V. Substitua em 𝑦 = 𝑥 −2 a fórmula geral da solução obtida para 𝑦 e obtenha a fórmula geral para
a solução em 𝑥.

9. Resolva o seguinte problema de valor inicial:

1 2
𝑥 ′ = 3 − ∙ 𝑥 − 𝑡𝑥 2
{ 𝑡 𝑡
1
𝑥(1) =
2

10. Obtenha a família de soluções da seguinte equação de Riccati:

𝑥2
𝑥 ′ = 3 − 3𝑡𝑥 −
2
AE1

Questão 1.

Para determinar a convergência ou divergência de uma série, existem diversos critérios que podem ser
aplicados a diferentes tipos de séries. A seguir, apresentamos o critério do limite que é utilizado,
normalmente, comparando a série que desejamos estudar a convergência (∑∞
𝑛=1 𝑎𝑛 ) com ume que,

previamente, já sabemos se é convergente ou divergente (∑∞


𝑛=1 𝑐𝑛 ).

Critério do Limite: Sejam ∑∞ ∞


𝑛=1 𝑎𝑛 e ∑𝑛=1 𝑐𝑛 duas séries com 𝑎𝑛 > 0 e 𝑐𝑛 > 0, ∀𝑛 ≥ 𝑞, onde 𝑞 é um

número natural fixo. Suponha que:

𝑎𝑛
lim = 𝐿.
𝑛→∞ 𝑐𝑛

Então:

I.Se 𝐿 > 0, 𝐿 ∈ ℝ, ou ambas são convergentes ou ambas são divergentes;


II.Se 𝐿 = +∞ e ∑∞ ∞
𝑛=1 𝑐𝑛 for divergente, então ∑𝑛=1 𝑎𝑛 também será divergente;

III.Se 𝐿 = 0 e ∑∞ ∞
𝑛=1 𝑐𝑛 for convergente, então ∑𝑛=1 𝑎𝑛 também será convergente.

Nessa ATIVIDADE DE ESTUDO, você deverá estudar a convergência da série


1
∑(−1)𝑛 ∙ ,
ln (𝑛 + 2)
𝑛=1

respondendo aos seguintes itens:

a) Utilizando algum dos testes de convergência estudados na disciplina, responda se a série


1
∑∞ 𝑛
𝑛=1(−1) ∙ é convergente ou divergente.
ln (𝑛+2)

Solução:

Para responder esse item, vamos recorrer ao critério de Leibniz: “Seja {𝑥𝑛 } uma sequência não crescente,
e satisfazendo lim 𝑥𝑛 = 0. Então a série ∑(−1)𝑛 𝑥𝑛 é convergente.” (RODRIGUES, 2016).
𝑛→∞
1
Para isso, vamos supor 𝑥𝑛 = ln (𝑛+2) e verificar que 𝑥𝑛 obedece às duas condições do critério de Leibniz:

1
Em primeiro lugar, vamos analisar se a função 𝑓(𝑥) = ln (𝑥+2) é crescente ou decrescente. Para isso,

calculamos sua derivada pela regra do quociente:

1 1
0 ∙ ln(𝑥 + 2) − 1 ∙ 𝑥 + 2 −𝑥 + 2 1
′ (𝑥)
𝑓 = = =−
ln2 (𝑥 + 2) ln2 (𝑥 + 2) ln2 (𝑥 + 2) ∙ (𝑥 + 2)

Como 𝑥 ≥ 1, essa derivada é negativa, nos levando à conclusão de que a função é decrescente.

1
Além disso, a segunda condição do critério de Leibniz também é satisfeita, já que lim = 0.
𝑛→∞ ln (𝑛+2)

1
Sendo assim, podemos concluir que a série ∑∞ 𝑛
𝑛=1(−1) ∙ ln (𝑛+2) é convergente.

b) Utilizando o critério do limite, escolhendo corretamente a série ∑∞


𝑛=1 𝑐𝑛 , responda se a série
1
∑∞ 𝑛
𝑛=1(−1) ∙ é absolutamente convergente ou não.
ln (𝑛+2)

Solução:

Uma série ∑𝑛∈ℕ 𝑎𝑛 é absolutamente convergente se a série ∑𝑛∈ℕ|𝑎𝑛 | for convergente. Assim, para
1
responder esse item, precisamos verificar se ∑∞ 𝑛
𝑛=1 |(−1) ∙ ln (𝑛+2)| é convergente.

Conforme sugerido pelo próprio enunciado, vamos fazer essa investigação com base no critério do limite.
Para isso, vamos supor que:

1 1
I.𝑎𝑛 = |(−1)𝑛 ∙ ln (𝑛+2)| = ln (𝑛+2) > 0, ∀𝑛 ≥ 1;
1
II.𝑐𝑛 = 𝑛 > 0, ∀𝑛 ≥ 1.

1
A escolha de 𝑐𝑛 se dá pelo fato de sabermos que ∑∞
𝑛=1 𝑛, conhecida como série Harmônica, é divergente.

1
𝑎𝑛 ln (𝑛 + 2) 𝑛
𝐿 = lim = lim = lim
𝑛→∞ 𝑐𝑛 𝑛→∞ 1 𝑛→∞ ln (𝑛 + 2)
𝑛
Para calcularmos esse limite, alternamos a variável para 𝑥 e utilizamos a regra de L’Hôpital, já que tanto
numerador quanto denominador tendem a infinito quando 𝑥 tende a 0.

𝑥 1
lim = lim = lim (𝑥 + 2) = +∞
𝑥→∞ ln (𝑥 + 2) 𝑥→∞ 1 𝑥→∞
𝑥+2

Como o critério do limite afirma, se 𝐿 = +∞ e ∑∞ ∞


𝑛=1 𝑐𝑛 for divergente, então ∑𝑛=1 𝑎𝑛 também será
1
divergente. Assim, podemos afirmar que ∑∞ 𝑛
𝑛=1(−1) ∙ ln (𝑛+2) não é absolutamente convergente.

c) Dizemos que uma série é dita condicionalmente convergente quando ela é convergente, mas não é
1
absolutamente convergente. Sabendo disso, responda se a série ∑∞ 𝑛
𝑛=1(−1) ∙ ln (𝑛+2) é condicionalmente

convergente ou não.

Solução:

1
Verificamos, no item 𝑎), que a série ∑∞ 𝑛
𝑛=1(−1) ∙ ln (𝑛+2) é convergente. No entanto, também verificamos,

no item 𝑏), que essa série não é absolutamente convergente. De posse dessas duas conclusões, podemos
afirmar que a série é condicionalmente convergente.
AE2

Questão 1.

Uma carga uniforme de 1,2 kN/m é uniformemente distribuída através da viga ilustrada na figura abaixo.

A deflexão é o grau em que a viga será deslocada sob uma carga (devido à sua deformação). Na viga acima,
𝑑4 𝑦 3
a deflexão, 𝑦(𝑥), é descrita pela equação diferencial linear 𝑑𝑥 4 = − 512.

Considerando essas informações, qual a ordem da equação diferencial que descreve o sistema?

Solução:

Ordem 4, pois aparece na equação uma derivada de ordem 4.

Questão 2.

A sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo, é igual à soma do termo anterior com uma
constante 𝑟 é denominada de Progressão Aritmética (PA) e a constante 𝑟 é denominada a razão da PA. A
(𝑎1 +𝑎𝑛 )𝑛
soma dos 𝑛 primeiros termos de uma PA é dada por 𝑆𝑛 = , em que 𝑎1 e 𝑎𝑛 são, respectivamente, o
2

primeiro e o 𝑛-ésimo termos da PA.

Dado que a soma dos 𝑛 primeiros termos de uma PA seja dada por 𝑆𝑛 , o valor da expressão:

𝑆𝑛+3 − 3𝑆𝑛+2 + 3𝑆𝑛+1 − 𝑆𝑛

é equivalente a?

Solução:
𝑆𝑛+3 − 3𝑆𝑛+2 + 3𝑆𝑛+1 − 𝑆𝑛 =
= 𝑆𝑛 + 𝑎𝑛+1 + 𝑎𝑛+2 + 𝑎𝑛+3 − 3(𝑆𝑛 + 𝑎𝑛+1 + 𝑎𝑛+2 ) + 3(𝑆𝑛 + 𝑎𝑛+1 ) − 𝑆𝑛=
= 𝑆𝑛 + 𝑎𝑛+1 + 𝑎𝑛+2 + 𝑎𝑛+3 − 3𝑆𝑛 − 3𝑎𝑛+1 − 3𝑎𝑛+2 + 3𝑆𝑛 + 3𝑎𝑛+1 − 𝑆𝑛 =
= 𝑎𝑛+1 − 2𝑎𝑛+2 + 𝑎𝑛+3 =
= 𝑎𝑛+1 − 2(𝑎𝑛+1 + 𝑟) + 𝑎𝑛+1 + 2𝑟 =
= 𝑎𝑛+1 − 2𝑎𝑛+1 − 2𝑟 + 𝑎𝑛+1 + 2𝑟 =
=0

Questão 3.

Seja a equação diferencial ordinária 𝑦 ′′ + 𝑠𝑒𝑛𝑥 = 0, assinale a alternativa que contenha a família de
soluções desta equação:

Solução:

𝑦 ′′ + 𝑠𝑒𝑛𝑥 = 0
𝑦 ′′ = −𝑠𝑒𝑛𝑥

∫ 𝑦 ′′ 𝑑𝑥 = ∫ −𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥

𝑦 ′ + 𝐶1 = 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝐶2
𝑦 ′ = 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝐶3

∫ 𝑦 ′ 𝑑𝑥 = ∫(𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝐶3 ) 𝑑𝑥

𝑦 + 𝐶4 = 𝑠𝑒𝑛𝑥 + 𝐶3 𝑥 + 𝐶5
𝑦 = 𝑠𝑒𝑛𝑥 + 𝐶3 𝑥 + 𝐶6

Questão 4.

Os modelos formais de desenvolvimento econômico, quer nos termos da visão keynesiana, como baseados
na concepção neoclássica são essenciais para a compreensão do processo de desenvolvimento econômico,
embora apresentem sérias limitações que não podem ser perdidas de vista.

O Modelo Harrod-Domar de crescimento econômico apresenta uma grande simplicidade e, na medida em


que dá primazia à acumulação de capital e não garante qualquer equilíbrio automático e necessário da
economia através dos mecanismos de mercado, parece se adequar melhor à explicação do processo de
desenvolvimento econômico que outros modelos mais complexos.
A solução do modelo de crescimento de Harrod-Domar descreve a trajetória do produto de uma economia
através da equação diferencial:

𝑑𝑦 𝑠
− 𝑦=0
𝑑𝑡 𝑣

em que 𝑦 é o produto, 𝑡, o tempo, 𝑠, a propensão marginal a poupar, e 𝑣, a relação incremental capital-


produto. Sendo 𝑦0 o valor inicial do produto e assumindo que 𝑠 e 𝑣 são constantes. A solução dessa equação
é:

Solução:

Usando o método de separação de variáveis:

𝑑𝑦 𝑠
− 𝑦=0
𝑑𝑡 𝑣
𝑑𝑦 𝑠
= 𝑦
𝑑𝑡 𝑣
1 𝑠
𝑑𝑦 = 𝑑𝑡
𝑦 𝑣
1 𝑠
∫ 𝑑𝑦 = ∫ 𝑑𝑡
𝑦 𝑣
𝑠
ln|𝑦| + 𝐶1 = 𝑡 + 𝐶2
𝑣
𝑠
ln|𝑦| = 𝑡 + 𝐶3
𝑣
𝑠
|𝑦| = 𝑒 𝑣𝑡+𝐶3
𝑠
𝑦 = 𝑒 𝑣𝑡 ∙ 𝑒 𝐶3
𝑠
𝑦 = 𝐶4 𝑒 𝑣𝑡
𝑠
𝑦 = 𝑦0 𝑒 𝑣𝑡

Questão 5.

Na etapa 1 de um procedimento, um quadrado de lado 1 cm é dividido em nove quadrados iguais e, da


malha resultante, remove-se o quadrado central. Em seguida, na etapa 2, repete-se esse processo com cada
um dos oito quadrados restantes. Na etapa 𝑛 aplica-se o procedimento descrito a cada um dos quadrados
conservados na etapa 𝑛 − 1. Com base nessas informações e sendo 𝑛 um número muito grande, a soma
das áreas dos quadrados removidos até a etapa 𝑛 pode ser escrita como:

Solução:

1 2 1 20
Etapa 1: (3) = 9 = 32

1 1 2 8 23
Etapa 2: 8 (3 ∙ 3) = 81 = 34

1 1 1 2 64 26
Etapa 3: 8 ∙ 8 ∙ (3 ∙ 3 ∙ 3) = 729 = 36

Os expoentes do numerador formam uma PA onde 𝑎1 = 0 e 𝑟 = 3.

𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟
𝑎𝑛 = 0 + (𝑛 − 1)3
𝑎𝑛 = 3𝑛 − 3

Os expoentes do denominador formam uma PA onde 𝑎1 = 2 e 𝑟 = 2.

𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟
𝑎𝑛 = 2 + (𝑛 − 1)2
𝑎𝑛 = 2 + 2𝑛 − 2
𝑎𝑛 = 2𝑛

Assim, a soma das áreas é:


23𝑛−3

32𝑛
𝑛=1

Questão 6.

Considere a série
𝑆𝑛 = 𝑥 + 2𝑥 2 + 3𝑥 3 + 4𝑥 4 + ⋯ + 𝑛𝑥 𝑛 ,

em que |𝑥| < 1. O limite de 𝑆𝑛 quando 𝑛 tende a infinito é igual a:


Solução:

Considere a série de potências em torno de zero ∑ 𝑎𝑛 𝑥 𝑛 , e suponha que o raio de convergência seja 𝑟 > 0.
A função 𝑓(𝑥) = ∑ 𝑎𝑛 𝑥 𝑛 é infinitamente derivável em [−𝑟, 𝑟]. Note ainda que:

𝑓(𝑥) = 𝑎0 𝑥 0 + 𝑎1 𝑥 1 + 𝑎2 𝑥 2 + 𝑎3 𝑥 3 + 𝑎4 𝑥 4 + ⋯ + 𝑎𝑛 𝑥 𝑛 + ⋯
𝑓 ′ (𝑥) = 0 + 1 ∙ 𝑎1 + 2 ∙ 𝑎2 𝑥1 + 3 ∙ 𝑎3 𝑥 2 + 4 ∙ 𝑎4 𝑥 3 + ⋯ + 𝑛 ∙ 𝑎𝑛 𝑥 𝑛−1 + ⋯
𝑓 ′′ (𝑥) = 0 + 0 + 2 ∙ 1 ∙ 𝑎2 + 3 ∙ 2 ∙ 𝑎3 𝑥1 + 4 ∙ 3 ∙ 𝑎4 𝑥 2 + ⋯ + 𝑛 ∙ (𝑛 − 1) ∙ 𝑎𝑛 𝑥 𝑛−2 + ⋯
𝑓 ′′′ (𝑥) = 0 + 0 + 0 + 3 ∙ 2 ∙ 1 ∙ 𝑎3 + 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 𝑎4 𝑥1 + ⋯ + 𝑛 ∙ (𝑛 − 1) ∙ (𝑛 − 2) ∙ 𝑎𝑛 𝑥 𝑛−3 + ⋯
𝑓 ′′′′ (𝑥) = 0 + 0 + 0 + 0 + 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 ∙ 𝑎4 + ⋯ + 𝑛 ∙ (𝑛 − 1) ∙ (𝑛 − 2) ∙ (𝑛 − 3) ∙ 𝑎𝑛 𝑥 𝑛−4 + ⋯

Vamos considerar 𝑥 = 0 em cada equação acima:

𝑓(0) = 𝑎0
𝑓 ′ (0) = 1 ∙ 𝑎1
𝑓 ′′ (0) = 2 ∙ 1 ∙ 𝑎2
𝑓 ′′′ (0) = 3 ∙ 2 ∙ 1 ∙ 𝑎3
𝑓 ′′′′ (0) = 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 ∙ 𝑎4

Generalizando a conclusão acima, temos que:

𝑓 𝑛 (0) = 𝑛! ∙ 𝑎𝑛
𝑓 𝑛 (0)
𝑎𝑛 =
𝑛!
Substituindo em 𝑓(𝑥):

𝑓(𝑥) = 𝑎0 𝑥 0 + 𝑎1 𝑥1 + 𝑎2 𝑥 2 + 𝑎3 𝑥 3 + 𝑎4 𝑥 4 + ⋯ + 𝑎𝑛 𝑥 𝑛 + ⋯
𝑓(0) 0 𝑓 ′ (0) 1 𝑓 ′′ (0) 2 𝑓 ′′′ (0) 3 𝑓 ′′′′ (0) 4 𝑓 𝑛 (0) 𝑛
𝑓(𝑥) = 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 +⋯+ 𝑥 +⋯
0! 1! 2! 3! 4! 𝑛!

𝑓 𝑛 (0) 𝑛
𝑓(𝑥) = ∑ 𝑥
𝑛!
𝑛=0

Essa é a série de Maclaurin de 𝑓. A generalização da série de Maclaurin é chamada de série de Taylor:


𝑓 𝑛 (0)
𝑓(𝑥) = ∑ (𝑥 − 𝑎0 )𝑛
𝑛!
𝑛=0
Onde dizemos que a série gira em torno de 𝑎0 .

Esse problema trata de uma série de Maclaurin em que 𝑎𝑛 = 𝑛. Podemos resolver essa questão
𝑥
Maclaurinizando cada uma das opções. A última delas (a correta) é 𝑓(𝑥) = (1−𝑥)2 = 𝑥(1 − 𝑥)−2. Vamos

usar a regra do produto e a regra da cadeia para derivar.

Derivada 1ª:

𝑓 ′ (𝑥) = 1 ∙ (1 − 𝑥)−2 + 𝑥 ∙ (−2) ∙ (1 − 𝑥)−3 ∙ (−1)


𝑓 ′ (𝑥) = (1 − 𝑥)−2 + 2𝑥(1 − 𝑥)−3

Derivada 2ª:

𝑓 ′′ (𝑥) = −2(1 − 𝑥)−3 ∙ (−1) + 2(1 − 𝑥)−3 + 2𝑥 ∙ (−3) ∙ (1 − 𝑥)−4 ∙ (−1)


𝑓 ′′ (𝑥) = 2(1 − 𝑥)−3 + 2(1 − 𝑥)−3 + 6𝑥(1 − 𝑥)−4
𝑓 ′′ (𝑥) = 4(1 − 𝑥)−3 + 6𝑥(1 − 𝑥)−4

Derivada 3ª:

𝑓 ′′′ (𝑥) = −12(1 − 𝑥)−4 ∙ (−1) + 6(1 − 𝑥)−4 + 6𝑥 ∙ (−4) ∙ (1 − 𝑥)−5 . (−1)
𝑓 ′′′ (𝑥) = 12(1 − 𝑥)−4 + 6(1 − 𝑥)−4 + 24𝑥(1 − 𝑥)−5
𝑓 ′′′ (𝑥) = 18(1 − 𝑥)−4 + 24𝑥(1 − 𝑥)−5

Derivada 4ª:

𝑓 ′′′′ (𝑥) = −72(1 − 𝑥)−5 ∙ (−1) + 24(1 − 𝑥)−5 + 24𝑥 ∙ (−5) ∙ (1 − 𝑥)−6 ∙ (−1)
𝑓 ′′′′ (𝑥) = 72(1 − 𝑥)−5 + 24(1 − 𝑥)−5 + 120𝑥(1 − 𝑥)−6
𝑓 ′′′′ (𝑥) = 96(1 − 𝑥)−5 + 120𝑥(1 − 𝑥)−6

Derivada 5ª:

𝑓 ′′′′′ (𝑥) = −480(1 − 𝑥)−6 ∙ (−1) + 120(1 − 𝑥)−6 + 120𝑥 ∙ (−6) ∙ (1 − 𝑥)−7 ∙ (−1)
𝑓 ′′′′′ (𝑥) = 480(1 − 𝑥)−6 + 120(1 − 𝑥)−6 + 720𝑥(1 − 𝑥)−7
𝑓 ′′′′′ (𝑥) = 600(1 − 𝑥)−6 + 720𝑥(1 − 𝑥)−7
Considerando 𝑥 = 0 em todas essas equações:

𝑓(0) = 0
𝑓 ′ (0) = 1
𝑓 ′′ (0) = 4
𝑓 ′′′ (0) = 18
𝑓 ′′′′ (0) = 96
𝑓 ′′′′′ (0) = 600

Montando a série de Taylor em torno de 0 (série de Maclaurin):

𝑓(0) 0 𝑓 ′ (0) 1 𝑓 ′′ (0) 2 𝑓 ′′′ (0) 3 𝑓 ′′′′ (0) 4 𝑓 ′′′′′ (0) 5


𝑓(𝑥) = 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 +⋯
0! 1! 2! 3! 4! 5!
0 1 4 18 3 96 4 600 5
𝑓(𝑥) = + 𝑥 + 𝑥 2 + 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 +⋯
1 1 2 6 24 120
𝑓(𝑥) = 𝑥 + 2𝑥 2 + 3𝑥 3 + 4𝑥 4 + 5𝑥 5 + ⋯

Que é justamente o somatório apresentado no enunciado.

Questão 7.

O teste da raiz permite estabelecer a convergência de uma série numérica. Nesse sentido, ao investigar a
convergência da série:


2𝑛

𝑛3
𝑛=1

Por esse teste, conclui-se que:

Solução:

Teste da Raiz: dada a série 𝛴𝑎𝑛 , suponha que exista o limite


𝑛
lim √|𝑎𝑛 | = 𝐿
𝑛→∞

Nestas condições, somente é válida uma das seguintes afirmações:


• Se 𝐿 < 1 então a série 𝛴𝑎𝑛 é absolutamente convergente;
• Se 𝐿 > 1 então a série 𝛴𝑎𝑛 é divergente;
• Se 𝐿 = 1 então nada podemos afirmar a respeito da convergência da série.

Utilizando o teste da raiz, temos:

𝑛
𝐿 = lim √|𝑎𝑛 |
𝑛→∞

2𝑛 𝑛

𝐿 = lim | 3 |
𝑛→∞ 𝑛

𝑛 2𝑛
𝐿 = lim √
𝑛→∞ 𝑛3
2
𝐿 = lim 𝑛
𝑛→∞√𝑛3
2
𝐿 = lim 3⁄𝑛
𝑛→∞ 𝑛

𝐿=2

Logo, a série é divergente.

Questão 8.

Considere a sequência formada pelos termos a seguir:

√2, √2√2, √2√2√2, √2√2√2√2, …

{ }

Assinale a alternativa que apresenta seu limite.

Solução:

1
𝑎1 = 22
1 1 3
𝑎2 = 22 ∙ 24 = 24
1 1 1 7
𝑎3 = 22 ∙ 24 ∙ 28 = 28
1 1 1 1 15
𝑎4 = 22 ∙ 24 ∙ 28 ∙ 216 = 216

2𝑛 −1 2𝑛 1 1
− 𝑛 1− 𝑛
𝑎𝑛 = 2 2𝑛 = 22𝑛 2 =2 2

Calculando o lim 𝑎𝑛 :
𝑛→∞

𝐿 = lim 𝑎𝑛
𝑛→∞
1
𝐿 = lim 21−2𝑛
𝑛→∞

𝐿 = lim 21−0
𝑛→∞

𝐿 = lim 21
𝑛→∞

𝐿=2

Questão 9.

Considere a série alternada a seguir:



2𝑛
∑(−1)𝑛
𝑛!
𝑛=0

Sobre a convergência dessa série, analisa as afirmações que seguem:


I.É divergente;
II.É condicionalmente divergente;
III.É convergente;
IV.É absolutamente convergente.

É correto o que se diz em:

Solução

Critério de Leibniz: Seja {𝑥𝑛 } uma sequência não crescente, satisfazendo lim 𝑥𝑛 = 0. Então a série
𝑛→∞

∑(−1)𝑛 𝑥𝑛 é convergente.

2𝑛
Para usar o critério de Leibniz, precisamos investigar se lim = 0. Isso é verdade, porque o denominador
𝑛→∞ 𝑛!

cresce muito mais rapidamente que o numerador.


2𝑛 2∙2∙2∙2∙2∙⋯∙2
=
𝑛! 𝑛(𝑛 − 1)(𝑛 − 2)(𝑛 − 3)(𝑛 − 4) ∙ ⋯ ∙ 1

Portanto, pelo critério de Leibniz, podemos dizer que a série é convergente, tornando a sentença III correta.

Vamos ver agora se a série é absolutamente convergente. Para isso, precisamos verificar a convergência da
2𝑛
série ∑∞ 𝑛
𝑛=0 |(−1) 𝑛! |.

Reescrevendo o termo geral:


2𝑛
∑ |(−1)𝑛 |
𝑛!
𝑛=0

2𝑛

𝑛!
𝑛=0

Teste da razão: Suponha que ∑ 𝑎𝑛 é uma série de termos todos não nulos, isto é, 𝑎𝑛 ≠ 0 para todo 𝑛.
Suponha, ainda, que exista o limite:
𝑎𝑛+1
lim | |=𝐿
𝑛→∞ 𝑎𝑛
Nestas condições, apenas uma das alternativas abaixo pode ocorrer:
• Se 𝐿 < 1 então a série ∑ 𝑎𝑛 é absolutamente convergente;
• Se 𝐿 > 1 então a série ∑ 𝑎𝑛 é divergente;
• Se 𝐿 = 1 então nada podemos afirmar a respeito da convergência da série.

Utilizando o teste da razão:

𝑎𝑛+1
𝐿 = lim | |
𝑛→∞ 𝑎𝑛

2𝑛+1
(𝑛 + 1)!
𝐿 = lim | |
𝑛→∞ 2𝑛
𝑛!
2𝑛+1
(𝑛 + 1)!
𝐿 = lim
𝑛→∞ 2𝑛
𝑛!
2𝑛 ∙ 21
(𝑛 + 1)𝑛!
𝐿 = lim
𝑛→∞ 2𝑛
𝑛!
2𝑛 ∙ 21 𝑛!
𝐿 = lim ∙
𝑛→∞ (𝑛 + 1)𝑛! 2𝑛

2
𝐿 = lim
𝑛→∞ (𝑛 + 1)

𝐿=0

Pelo teste da raiz, a série é absolutamente convergente, tornando a sentença IV correta. Dessa forma, está
correto o que se afirma nas sentenças III e IV.

Questão 10.

Considere a série de potências a seguir:



𝑥𝑛
∑(−1)𝑛 ∙
3𝑛 (𝑛 + 1)
𝑛=0

Assinale a alternativa que contém o intervalo de convergência correto para essa série.

O raio de convergência é dado pela fórmula:

𝑎𝑛
𝑟 = lim | |
𝑛∞→ 𝑎𝑛+1

Aplicando a fórmula:

𝑎𝑛
𝑟 = lim | |
𝑛→∞ 𝑎𝑛+1

(−1)𝑛 ∙ 𝑥 𝑛
3𝑛 (𝑛 + 1)
𝑟 = lim | |
𝑛→∞ (−1)𝑛+1 ∙ 𝑥 𝑛+1
3𝑛+1 (𝑛 + 2)
(−1)𝑛 ∙ 𝑥 𝑛 3𝑛+1 (𝑛 + 2)
𝑟 = lim | 𝑛 ∙ |
𝑛→∞ 3 (𝑛 + 1) (−1)𝑛+1 ∙ 𝑥 𝑛+1

(−1)𝑛 ∙ 𝑥 𝑛 3𝑛 ∙ 3 ∙ (𝑛 + 2)
𝑟 = lim | 𝑛 ∙ |
𝑛→∞ 3 (𝑛 + 1) (−1)𝑛 ∙ (−1) ∙ 𝑥 𝑛 ∙ 𝑥

1 3 ∙ (𝑛 + 2)
𝑟 = lim | ∙ |
𝑛→∞ (𝑛 + 1) −1
(𝑛 + 2)
𝑟 = lim |−3 ∙ |
𝑛→∞ (𝑛 + 1)
2
𝑛 ∙ (1 + 𝑛)
𝑟 = lim |−3 ∙ |
𝑛→∞ 1
𝑛 ∙ (1 + 𝑛)

𝑛 ∙ (1 + 0)
𝑟 = lim |−3 ∙ |
𝑛→∞ 𝑛 ∙ (1 + 0)
𝑟 = lim |−3|
𝑛→∞

𝑟=3

Ou seja, a série converge no intervalo (−3,3). Vamos agora verificar o que ocorre nos limites desse
intervalo, aplicando o teste da alternância.

(−1)𝑛 ∙ 𝑥 𝑛
𝑎𝑛 =
3𝑛 (𝑛 + 1)

Calculando o lim 𝑎𝑛 para 𝑥 = −3:


𝑛→∞

(−1)𝑛 ∙ (−3)𝑛
𝐿 = lim
𝑛→∞ 3𝑛 (𝑛 + 1)

3𝑛
𝐿 = lim
𝑛→∞ 3𝑛 (𝑛 + 1)

1
𝐿 = lim
𝑛→∞ (𝑛 + 1)

𝐿=0
Calculando o lim 𝑎𝑛 para 𝑥 = 3:
𝑛→∞

(−1)𝑛 ∙ 3𝑛
𝐿 = lim 𝑛
𝑛→∞ 3 (𝑛 + 1)

(−1)𝑛
𝐿 = lim
𝑛→∞ (𝑛 + 1)

𝐿=0

Assim, a série converge em seus extremos. Portanto, o intervalo de convergência é [−3,3].


AE3

Questão 1.

Sabendo que

𝑥𝑛
∑∞
𝑛=0 = 𝑒𝑥,
𝑛!

Assinale a alternativa que apresenta o valor correto da soma da série:

𝑒2 𝑒3 𝑒4
1−𝑒+ − + −⋯
2! 3! 4!

Solução:

A série pedida é:

𝑒𝑛
∑∞ 𝑛
𝑛=0(−1) ∙ ,
𝑛!

Podemos Maclaurizar as opções. Uma delas (a correta) é 𝑒 −𝑒 . Isso nos dá uma dica para começarmos
considerando arbitrariamente 𝑓(𝑥) = 𝑒 −𝑥 .

𝑓(𝑥) = 𝑒 −𝑥
𝑓 ′ (𝑥) = −𝑒 −𝑥
𝑓 ′′ (𝑥) = 𝑒 −𝑥
𝑓 ′′′ (𝑥) = −𝑒 −𝑥
𝑓 ′′′′ (𝑥) = 𝑒 −𝑥

Considerando 𝑥 = 0 em todas essas equações:

𝑓(0) = 1
𝑓 ′ (0) = −1
𝑓 ′′ (0) = 1
𝑓 ′′′ (0) = −1
𝑓 ′′′′ (0) = 1

Montando a série de Taylor em torno de 0 (série de Maclaurin):

𝑓(0) 0 𝑓 ′ (0) 1 𝑓 ′′ (0) 2 𝑓 ′′′ (0) 3 𝑓 ′′′′ (0) 4


𝑓(𝑥) = 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 + 𝑥 −⋯
0! 1! 2! 3! 4!
1 1 1 1 1
𝑓(𝑥) = 𝑥 0 − 𝑥1 + 𝑥 2 − 𝑥 3 + 𝑥 4 − ⋯
0! 1! 2! 3! 4!

𝑥𝑛
𝑓(𝑥) = ∑(−1)𝑛 ∙
𝑛!
𝑛=0

Considerando 𝑥 = 𝑒, temos:


𝑒𝑛 𝑛
𝑓(𝑒) = ∑(−1) ∙
𝑛!
𝑛=0

Que é a soma pedida no enunciado. Como assumimos no início 𝑓(𝑥) = 𝑒 −𝑥 , e tendo concluído que a série
de Maclaurin de 𝑓(𝑒) produz a soma desejada, a resposta será 𝑓(𝑒) = 𝑒 −𝑒 .

Questão 2.

Considere o problema de valor inicial 𝑡 ∙ cos(𝑡) = (2𝑥 + 𝑒 3𝑥 )𝑥′, com 𝑥(0) = 0. Determine a solução
implícita deste PVI.

Dica: Uma primitiva para 𝑥 ∙ cos (𝑥) é cos(𝑥) + 𝑥 ∙ sin(𝑡) + 𝐶.

Solução:

A dica dada no problema afirma que, se 𝑥 = cos(𝑡) + 𝑡. sin(𝑡) + 𝐶, então 𝑥 ′ = 𝑡 ∙ cos (𝑡). Usando essa
informação na equação, temos:

𝑡 ∙ cos(𝑡) = (2𝑥 + 𝑒 3𝑥 )𝑥 ′
𝑥 ′ = (2𝑥 + 𝑒 3𝑥 )𝑥 ′
1 = (2𝑥 + 𝑒 3𝑥 )

∫ 1 𝑑𝑡 = ∫(2𝑥 + 𝑒 3𝑥 )𝑑𝑡
𝑡 ∙ cos(𝑡) = (2𝑥 + 𝑒 3𝑥 )𝑥 ′
𝑡. cos(𝑡) = 2𝑥𝑥 ′ + 𝑒 3𝑥 𝑥 ′

∫ 𝑡. cos(𝑡) 𝑑𝑡 = ∫ 2𝑥𝑥 ′ 𝑑𝑡 + ∫ 𝑒 3𝑥 𝑥 ′ 𝑑𝑡

Usando a dica dada:

𝑒 3𝑥
cos(𝑡) + 𝑡 ∙ sin(𝑡) + 𝐶1 = 𝑥 2 + 𝐶2 + + 𝐶3
3
𝑒 3𝑥
cos(𝑡) + 𝑡 ∙ sin(𝑡) = 𝑥 2 + + 𝐶4
3

Usando o valor inicial 𝑥(0) = 0:

𝑒 3∙0
2
cos(0) + 0 ∙ sin(0) = 0 + + 𝐶4
3
1
1 + 0 = 0 + + 𝐶4
3
1
𝐶4 = 1 −
3
2
𝐶4 =
3

Portanto, a solução implícita é:

𝑒 3𝑥 2
2
cos(𝑡) + 𝑡 ∙ sin(𝑡) = 𝑥 + +
3 3

Questão 3.

Sejam {𝑎𝑛 } = {1050, 1048, 1046, 1044, . . . } e {𝑏𝑛 } = {110, 118, 126, 134, . . . } duas sequências
numéricas infinitas. Acerca dessas sequências analise as afirmações que seguem:

I. As sequências são denominadas progressões geométricas.


II. O 95º termo das duas sequências é igual.
III. A sequência 𝑏𝑛 é crescente.

É correto o que se afirma em:


Solução

As duas sequências são progressões aritméticas. Logo, a sentença I está incorreta.

𝑎95 = 𝑏95
1.050 + 94 ∙ (−2) = 110 + 94 ∙ 8
1.050 − 188 = 110 + 752
862 = 862
A sentença II está correta.

A sentença III está correta, pois a razão da PA é positiva. Ou seja, ela é crescente.

Portanto, está correto o que se afirma em II e III.

Questão 4.

A sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo, é igual à soma do termo anterior com uma
constante r é denominada de Progressão Aritmética (PA) e a constante 𝑟 é denominada razão dessa PA. Por
outro lado, a sequência numérica na qual cada termo, a partir do segundo, é igual ao produto do termo
anterior pela constante 𝑞 é denominada de Progressão Geométrica (PG), em que 𝑞 é a razão da PG.

Dado que é uma PG de primeiro termo igual a 125 e razão 1/25, a soma dos 4 primeiros termos da sequência
definida por {𝑏𝑛 }∞
𝑛=1 , tal que 𝑏𝑛 = log 5 𝑎𝑛 é igual a:

𝑏1 = log 5 125 = 3
𝑏2 = log 5 5 = 1
1
𝑏3 = log 5 = −1
5
1
𝑏4 = log 5 = −3
125

Assim, temos que:

𝑏1 + 𝑏2 + 𝑏3 + 𝑏4 = 0

Questão 5.
Assinale a alternativa que apresenta a solução geral da equação diferencial dada por

𝑦𝑦 ′ + 25𝑥 = 0

Solução

𝑦𝑦 ′ + 25𝑥 = 0

∫ 𝑦𝑦 ′ 𝑑𝑥 + ∫ 25𝑥 𝑑𝑥 = ∫ 0 𝑑𝑥

𝑦2 25𝑥 2
+ 𝐶1 + + 𝐶2 = 𝐶3
2 2
𝑦 2 + 25𝑥 2 = 2𝐶3
𝑦 2 + 25𝑥 2 = 𝐶4

Questão 6.

Analise a equação diferencial a seguir e identifique a alternativa que apresenta uma possível solução correta.

𝑑𝑦
= 3𝑥𝑦 − 2𝑦
𝑑𝑥

Solução

𝑑𝑦
= 3𝑥𝑦 − 2𝑦
𝑑𝑥
𝑑𝑦
= 𝑦(3𝑥 − 2)
𝑑𝑥
1
𝑑𝑦 = (3𝑥 − 2)𝑑𝑥
𝑦
1
∫ 𝑑𝑦 = ∫(3𝑥 − 2) 𝑑𝑥
𝑦
3𝑥 2
ln|𝑦| + 𝐶1 = − 2𝑥 + 𝐶2
2
3𝑥 2
ln|𝑦| = − 2𝑥 + 𝐶3
2
3𝑥 2
−2𝑥+𝐶3
|𝑦| = 𝑒 2

3𝑥 2
𝑦= 𝑒 2 −2𝑥+𝐶3
Questão 7.

Considerando a sequência definida por:

𝑛+1 𝑛
(𝑎𝑛 )∞
𝑛=2 = ( )
𝑛−1

Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. A sequência é convergente.
PORQUE
II. O limite da sequência é 2.

Solução

Calculando o limite do termo geral, temos:

𝑛+1 𝑛
𝐿1 = lim ( )
𝑛→∞ 𝑛 − 1

𝑛−1+2 𝑛
𝐿1 = lim ( )
𝑛→∞ 𝑛−1
𝑛−1 2 𝑛
𝐿1 = lim ( + )
𝑛→∞ 𝑛 − 1 𝑛−1
2 𝑛
𝐿1 = lim (1 + )
𝑛→∞ 𝑛−1

Aparentemente o limite foi reescrito dessa forma para se assemelhar à definição de 𝑒:

1 𝑛
𝑒 = lim (1 + )
𝑛→∞ 𝑛

O ChatGPT utilizou a seguinte propriedade desconhecida por mim:

2 𝑛 lim
2𝑛
lim (1 + ) = 𝑒 𝑛→∞𝑛−1
𝑛→∞ 𝑛−1
Calculando agora o limite que se encontra no expoente de 𝑒:

2𝑛
𝐿2 = lim
𝑛→∞ 𝑛 − 1

2𝑛
𝐿2 = lim
𝑛→∞ 1
𝑛 (1 − 𝑛)
2
𝐿2 = lim
𝑛→∞ 1
1−𝑛
2
𝐿2 = lim
𝑛→∞ 1 − 0

𝐿2 = 2

Por isso, o limite 𝐿1 seria 𝑒 2 . Isso torna a asserção II falsa. Mas, como o limite está definido, isso torna a
asserção I verdadeira. Portanto, a resposta seria: “A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma
proposição falsa.”

Questão 8.

𝑑𝑦
Seja a equação 𝑑𝑥 − 2𝑦 = 3𝑒 3𝑥 , assinale a alternativa que contenha o fator integrante.

Solução

Uma EDO 𝑦 ′ = 𝑓(𝑥, 𝑦) é dita linear se a função 𝑓 for linear na segunda variável, isto é, 𝑓(𝑥, 𝑦) = 𝑔(𝑥) +
ℎ(𝑥) ∙ 𝑦, onde as funções 𝑔(𝑥) e ℎ(𝑥) são contínuas. Neste caso, as EDO’s lineares são escritas na forma:

𝑦 ′ = 𝑔(𝑥) + ℎ(𝑥) ∙ 𝑦

Para resolver esta equação, utiliza-se a técnica do fator integrante 𝑒 𝑢(𝑡), onde:

𝑢(𝑥) = − ∫ ℎ(𝑥) 𝑑𝑥

Utilizando essa técnica na questão:

𝑑𝑦
− 2𝑦 = 3𝑒 3𝑥
𝑑𝑥
𝑦 ′ − 2𝑦 = 3𝑒 3𝑥
𝑦 ′ = 3𝑒 3𝑥 + 2𝑦
Escrita dessa forma, podemos identificar 𝑔(𝑥) = 3𝑒 3𝑥 e ℎ(𝑥) = 2.

𝑢(𝑥) = − ∫ ℎ(𝑥) 𝑑𝑥

𝑢(𝑥) = − ∫ 2 𝑑𝑥

𝑢(𝑥) = −2𝑥

Dessa forma, o fator integrante será 𝑒 −2𝑥 .

Questão 9.

Assinale a alternativa que contenha a solução da equação diferencial:

9𝑦 ′′ + 9𝑦 ′ − 4𝑦 = 0

Solução:

Partindo de uma solução genérica 𝑦 = 𝑒 𝑘𝑥 :

9𝑦 ′′ + 9𝑦 ′ − 4𝑦 = 0
9(𝑒 𝑘𝑥 )′′ + 9(𝑒 𝑘𝑥 )′ − 4𝑒 𝑘𝑥 = 0
9𝑘 2 𝑒 𝑘𝑥 + 9𝑘𝑒 𝑘𝑥 − 4𝑒 𝑘𝑥 = 0

Simplificando por 𝑒 𝑘𝑥 :

9𝑘 2 + 9𝑘 − 4 = 0
−9 ± √81 − 4 ∙ 9 ∙ (−4)
𝑘=
2∙9
−9 ± √225
𝑘=
18
−9 ± 15
𝑘=
18
1/3
𝑘={
−4/3

Dessa forma, temos duas soluções particulares da equação:


1 4
𝑦1 (𝑥) = 𝑒 3𝑥 e 𝑦2 (𝑥) = 𝑒 −3𝑥

A solução geral é uma combinação linear dessas duas soluções:

1 4
𝑦(𝑥) = 𝐶1 𝑒 3𝑥 + 𝐶2 𝑒 −3𝑥

Questão 10.

Assinale a alternativa que contenha a solução da equação diferencial:

𝑦 ′′ − 2𝑦 ′ + 5𝑦 = 0

Solução:

Partindo de uma solução genérica 𝑦 = 𝑒 𝑘𝑥 :

𝑦 ′′ − 2𝑦 ′ + 5𝑦 = 0
(𝑒 𝑘𝑥 )′′ − 2(𝑒 𝑘𝑥 )′ + 5𝑒 𝑘𝑥 = 0
𝑘 2 𝑒 𝑘𝑥 − 2𝑘𝑒 𝑘𝑥 + 5𝑒 𝑘𝑥 = 0

Simplificando por 𝑒 𝑘𝑥 :

𝑘 2 − 2𝑘 + 5 = 0
−(−2) ± √(−2)2 − 4 ∙ 1 ∙ 5
𝑘=
2∙1
2 ± √−16
𝐾=
2
2 ± 4𝑖
𝐾=
2
𝑘 = 1 ± 2𝑖

Nesse ponto, a calculadora do Symbolab utiliza a seguinte propriedade desconhecida por mim:

“Para duas raízes complexas 𝑘1 ≠ 𝑘2 , onde 𝑘1 = 𝛼 + 𝛽𝑖 e 𝑘2 = 𝛼 − 𝛽𝑖, a solução geral toma a forma 𝑦 =
𝑒 𝛼𝑥 (𝐶1 cos(𝛽𝑥) + 𝐶2 sin(𝛽𝑥)).”
Em nosso problema, temos que 𝛼 = 1 e 𝛽 = 2. Dessa forma, a solução será 𝑦 = 𝑒 𝑥 (C1 cos(2𝑥) +
𝐶2 sin(2𝑥)).
MAPA

Uma das principais aplicações do estudo das equações diferenciais está nos modelos que descrevem as
dinâmicas populacionais, que permitem previsões sobre o número de indivíduos de uma determinada
espécie ao longo do tempo.

O primeiro modelo criado para descrever crescimentos populacionais foi feito por Thomas Robert Malthus
(1766 - 1834) e ficou conhecido como Lei de Malthus. Nesse modelo era suposto que a variação da
população era proporcional à população inicial e à variação do tempo.

Fonte: adaptado de: BIFFI, L. C. R.; SILVA, B. G. da; TRIVIZOLI, L. Uma contextualização histórica para
o modelo clássico de Malthus. Revista Brasileira de História, Educação e Matemática (HIPÁTIA), v.
3, n. 2, p. 8-24, 2018.

Dessa forma, a equação diferencial que descreve esse modelo é:

𝑃′(𝑡) = (𝛼 − 𝛽)𝑃(𝑡)

Onde:
𝑃(𝑡) representa o total de indivíduos de certa população em um instante 𝑡 (em anos);
𝛼 representa o índice de natalidade dessa população;
𝛽 representa o índice de mortalidade dessa população.

Nessa atividade MAPA, queremos que você faça algumas análises de situações referentes ao modelo de
Malthus. E, para isso, você deve responder aos seguintes itens:

a) Segundo dados do IBGE de 2021, a cidade de Maringá (PR) possuía, nesse ano, uma população estimada
em 436.472 habitantes, uma taxa de natalidade de 0,01023 (10,23 para 1000 habitantes) e uma taxa de
mortalidade de 0,00867 (8,67 para cada 1000 habitantes). Descreva o PVI que representa a dinâmica
populacional da cidade de Maringá, segundo a Lei de Malthus com os dados apresentados, considerando o
valor inicial como número de habitantes em 2021.

Fonte: https://www.ipardes.gov.br/cadernos/MontaCadPdf1.php?Municipio=87000. Acesso em: 29 jun.


2023.

Solução:
De acordo com o enunciado, temos que 𝛼 = 0,01023 e 𝛽 = 0,00867. Substituindo esses valores na EDO
fornecida, temos:

𝑃′ (𝑡) = (𝛼 − 𝛽)𝑃(𝑡)
𝑃′ (𝑡) = (0,01023 − 0,00867)𝑃(𝑡)
𝑃′ (𝑡) = 0,00156𝑃(𝑡)

Ainda de acordo com o enunciado, vamos considerar a população em 2021 (436.472 habitantes) como o
valor inicial. Dessa forma, o PVI será:

𝑷′ (𝒕) = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝟓𝟔𝑷(𝒕)
{
𝑷(𝟎) = 𝟒𝟑𝟔. 𝟒𝟕𝟐

b) Determine a solução do PVI obtido no item a).

Solução:

Estamos diante de uma EDO linear de primeira ordem. Além disso, analisando o PVI, temos que
𝜕
𝑓(𝑡, 𝑃(𝑡)) = 0,00156𝑃(𝑡) e que 𝜕𝑃(𝑡) 𝑓(𝑡, 𝑃(𝑡)) = 0,00156 estão definidas e são contínuas em ℝ2 . Dessa

forma, o Teorema de Existência e Unicidade de Soluções nos garante que o PVI tem solução única.

Para encontrar a família de soluções dessa EDO, vamos reescrevê-la da seguinte forma:

𝑃′(𝑡)
= 0,00156
𝑃(𝑡)

Integrando ambos os lados em relação a 𝑡:

𝑃′ (𝑡)
∫ 𝑑𝑡 = ∫ 0,00156 𝑑𝑡
𝑃(𝑡)
ln|𝑃(𝑡)| + 𝐶1 = 0,00156𝑡 + 𝐶2
ln|𝑃(𝑡)| = 0,00156𝑡 + 𝐶2 − C1
ln|𝑃(𝑡)| = 0,00156 + C3
|𝑃(𝑡)| = 𝑒 0,00156𝑡+𝐶3
𝑃(𝑡) = 𝑒 0,00156𝑡+𝐶3
O módulo pode ser desprezado porque ∀𝑡, 𝐶3 ∈ ℝ, 𝑒 0,00156𝑡+𝐶3 > 0. Além disso, como temos uma soma
no expoente do segundo termo, podemos reescrevê-lo da seguinte forma:

𝑃(𝑡) = 𝑒 0,00156𝑡 ∙ 𝑒 𝐶3

Chamando 𝑒 𝐶3 = 𝐶4 , chegamos a:

𝑃(𝑡) = 𝐶4 𝑒 0,00156𝑡

Esta é a família de soluções da EDO. Aplicando nela o valor inicial fornecido, temos:

𝑃(0) = 𝐶4 ∙ 𝑒 0,00156∙0 = 436.472


𝐶4 ∙ 𝑒 0 = 436.472
𝐶4 = 436.472

Dessa forma, a solução do PVI é:

𝑷(𝒕) = 𝟒𝟑𝟔. 𝟒𝟕𝟐𝒆𝟎,𝟎𝟎𝟏𝟓𝟔𝒕

c) Qual a previsão para a população da cidade de Maringá em 2025? E em 2030? A população tende a
crescer ou decrescer nesses períodos?

Solução:

Em 2025, teremos 4 anos após o ano inicial (2021). Assim, considerando 𝑡 = 4 anos na solução do PVI:

𝑃(𝑡) = 436.472 ∙ 𝑒 0,00156∙𝑡


𝑃(4) = 436.472 ∙ 𝑒 0,00156∙4
𝑃(4) = 436.472 ∙ 𝑒 0,00624
𝑃(4) ≅ 436.472 ∙ 1,00626

𝑷(𝟒) ≅ 𝟒𝟑𝟗. 𝟐𝟎𝟒 𝒉𝒂𝒃𝒊𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔

Em 2030, teremos 9 anos após o ano inicial (2021). Assim, considerando 𝑡 = 9 anos na solução do PVI:
𝑃(𝑡) = 436.472 ∙ 𝑒 0,00156∙𝑡
𝑃(9) = 436.472 ∙ 𝑒 0,00156∙9
𝑃(9) = 436.472 ∙ 𝑒 0,01404
𝑃(9) ≅ 436.472 ∙ 1,01414

𝑷(𝟗) ≅ 𝟒𝟒𝟐. 𝟔𝟒𝟑 𝒉𝒂𝒃𝒊𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔

Analisando os dados fornecidos e os dados calculados, percebemos que:

𝑃(0) < 𝑃(4) < 𝑃(9)

Dessa forma, podemos afirmar que:

A população tende a crescer nesses períodos.

d) Observe que para a cidade de Maringá a diferença 𝛼 − 𝛽 é positiva. O que ocorre em uma cidade em
que 𝛼 − 𝛽 = 0? E o que ocorre quando 𝛼 − 𝛽 é negativo?

Solução:

Este item não deixa claro se deveríamos considerar o mesmo valor inicial proposto no item a). Sendo assim,
vamos desenvolver nossa solução para um valor inicial qualquer.

Em uma cidade em que 𝛼 − 𝛽 = 0, poderíamos concluir intuitivamente que a população permaneceria


constante ao longo do tempo, já que a taxa de natalidade 𝛼 seria igual à taxa de mortalidade 𝛽. Vamos,
agora, desenvolver nossos cálculos para comprovar essa hipótese.

Nessas condições, a EDO seria:

𝑃′ (𝑡) = (𝛼 − 𝛽) ∙ 𝑃(𝑡)
𝑃′ (𝑡) = 0 ∙ 𝑃(𝑡)
𝑃′ (𝑡) = 0

Integrando ambos os lados em relação a 𝑡:

∫ 𝑃′ (𝑡) 𝑑𝑡 = ∫ 0 𝑑𝑡
𝑃(𝑡) + 𝐶1 = 𝐶2
𝑃(𝑡) = 𝐶2 − 𝐶1
𝑃(𝑡) = 𝐶3

Para qualquer valor inicial, teríamos uma função constante como solução do PVI. Esse cálculo confirma
nossa hipótese:

A população permaneceria constante ao longo


do tempo em uma cidade onde 𝜶 − 𝜷 = 𝟎.

Em uma cidade em que 𝛼 − 𝛽 < 0, poderíamos concluir intuitivamente que a população diminuiria ao
longo do tempo, já que a taxa de natalidade 𝛼 seria menor que a taxa de mortalidade 𝛽. Vamos, agora,
desenvolver nossos cálculos para comprovar essa hipótese.

Nessas condições, e considerando 𝛼 − 𝛽 = 𝛾, a EDO seria:

𝑃′ (𝑡) = (𝛼 − 𝛽) ∙ 𝑃(𝑡)
𝑃′ (𝑡) = 𝛾 ∙ 𝑃(𝑡)

Reescrevendo a equação:

𝑃′(𝑡)
=𝛾
𝑃(𝑡)

Integrando ambos os lados em relação a 𝑡:

𝑃′ (𝑡)
∫ 𝑑𝑡 = ∫ 𝑦 𝑑𝑡
𝑃(𝑡)
ln|𝑃(𝑡)| + 𝐶1 = 𝑦𝑡 + 𝐶2
ln|𝑃(𝑡)| = 𝛾𝑡 + 𝐶2 − 𝐶1
ln|𝑃(𝑡)| = 𝛾𝑡 + 𝐶3
|𝑃(𝑡)| = 𝑒 𝛾𝑡+𝐶3
𝑃(𝑡) = 𝑒 𝛾𝑡+𝐶3
𝑃(𝑡) = 𝑒 𝛾𝑡 ∙ 𝑒 𝐶3
𝑃(𝑡) = 𝐶4 ∙ 𝑒 𝛾𝑡
Para qualquer valor inicial, teríamos uma função exponencial decrescente como solução do PVI, já que
𝛾 < 0. Esse cálculo confirma nossa hipótese:

A população diminuiria ao longo


do tempo em uma cidade onde 𝜶 − 𝜷 < 𝟎.

e) Estude agora o que acontece com a solução do PVI do item a, quando 𝑡 → +∞. O resultado obtido faz
sentido quando o aplicamos ao mundo real? O que esse resultado nos diz sobre o modelo de Malthus?

Solução:

Quando 𝑡 → +∞, temos:

lim 436.472𝑒 0,00156𝑡 = +∞


𝑡→+∞

Sabemos que isso não faz sentido na prática porque teríamos uma população infinita quando 𝑡 → +∞.
Dessa forma, podemos concluir que o modelo proposto por Malthus é limitado, por levar em consideração
unicamente as taxas de natalidade e mortalidade da população de uma determinada região.

Desenvolvida por Thomas Robert Malthus (1766-1834), no auge da primeira revolução industrial, a ideia
central da Teoria Malthusiana é a tensão entre o crescimento populacional, em progressão geométrica, e a
produção de recursos, em progressão aritmética.

Apesar das inegáveis contribuições de Malthus para o estudo do crescimento demográfico, sua teoria sofreu
diversas críticas ao longo do tempo. Uma delas, diretamente relacionada ao escopo deste trabalho, é a
abordagem extremamente simplista acerca do crescimento populacional.

Sabemos que, além das taxas consideradas na EDO desta atividade, diversos fatores afetam a dinâmica
demográfica. Aspectos geográficos, econômicos e sociais, como acesso a saúde, educação e segurança,
influenciam na forma como varia a população de uma certa região.

A Teoria Malthusiana falha também em não considerar mudanças culturais e de hábitos de consumo de uma
certa população. Além disso, essa teoria não previa os avanços tecnológicos posteriores à época de sua
criação. Tais avanços, além de afetar taxas de natalidade e mortalidade, contribuíram também para uma
maior eficiência na produção e distribuição de recursos.

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