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Análise da Defesa Civil em Pouso Alegre

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

FACULDADE DE ENGENHARIA
GESTÃO PÚBLICA EM PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL

Eduardo Rodrigo Simões

Atuação do Corpo de Bombeiros Militar em Pouso Alegre no Ciclo de Proteção


e Defesa Civil: Diagnóstico e Análise

Juiz de Fora
2022
Eduardo Rodrigo Simões

Atuação do Corpo de Bombeiros Militar em Pouso Alegre no Ciclo de Proteção


e Defesa Civil: Diagnóstico e Análise

Monografia apresentada ao Instituto de


Engenharia da Universidade Federal de
Juiz de Fora, como requisito parcial à
obtenção do título de Especialista em
Gestão Pública em Proteção e Defesa
Civil. Área de concentração: Defesa Civil.

Orientador: Major BM Ivan Santos Pereira Neto – Mestre

Juiz de Fora
2022
Dedico este trabalho a minha querida e
amada filha Maria Eduarda Martins
Simões. Saudades meu anjinho, que
Deus a tenha. Te amo. Obrigado por tudo.
AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a Deus, por tudo que me deu e me proporcionou,


e por nos fazer acreditar e crer em seus propósitos. Agradeço pela força nestes
momentos difíceis e pelo fortalecimento na fé e santidade.
Agradeço também a minha esposa Maíra M. B. Simões e as minhas filhas
Maria Eduarda Martins Simões (in memoriam) e Rafaela Martins Simões, por
estarem sempre comigo nos bons e maus momentos, e me mostrarem o que
realmente importa nesta vida. A minha esposa por sempre estar ao meu lado e por
cuidar tão bem de nós. Minha filha Rafaela por ser nossa base e sustentação. Amo
vocês.
Este agradecimento é especial para você, minha querida e amada filha Maria
Eduarda (in memoriam). Obrigado por fazer parte de nossas vidas e da minha em
especial, por me ensinar o que é o amor sem limite, amor puro e verdadeiro. Foram
poucos anos com você, mas foram bem vividos e irão deixar saudades. Quero seguir
seu exemplo de amor, simplicidade, humildade, fé e de força minha guerreira. Você
e sua irmã são minhas inspirações e razão de meu viver. Olhe por nós que jamais
iremos te esquecer. Você deixou seu legado de amor e fé aqui na terra. Até breve,
minha querida. Te amo para todo o sempre.
Agradeço a minha mãe, pai (in memoriam) e irmã, por todo amor e cuidado,
mostrando-nos sempre que Deus, família e educação são a base para prosperarmos
e seguirmos firmes em frente. Amo vocês.
Agradeço aos amigos por estarem presentes em nossas vidas, principalmente
nos momentos difíceis, o apoio presencial e mesmo a distância nos fortalece nesta
caminhada.
Agradeço ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais por me acolher em
mais de 17 anos de profissão, com muita honra, dignidade e respeito, sendo meu
orgulho, de minha família e principalmente de minhas filhas.
Agradeço a meu orientador, Major Ivan Santos Pereira Neto, pelo apoio em
minha caminhada profissional, pessoal e neste trabalho. Suas dicas, observações e
conselhos me ajudaram e continuam me ajudando em meu crescimento profissional.
Nunca desista de seus sonhos.
Maria Eduarda Martins Simões
RESUMO

Considerando a importância das ações para redução do risco de desastres no


Brasil e no mundo, bem como a temática de proteção e defesa civil adotada no
Brasil, com foco na redução do risco de desastre e no gerenciamento de desastres
e, considerando o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais como órgão
pertencente e atuante no Sistema de Proteção Social do Estado de Minas Gerais, no
qual dentre outras missões possui a atribuição legal do atendimento de ocorrências
relacionadas a proteção e defesa civil, o presente trabalho tem como objetivo
levantar e analisar as ocorrências relacionadas ao ciclo de proteção e defesa civil
realizadas pelo Corpo de Bombeiro Militar em Pouso Alegre no período de 2014 a
2021. Para alcance dos objetivos e resposta da hipótese apresentada,
desenvolvemos uma pesquisa de caráter exploratória e descritiva, com natureza
aplicada. O levantamento dos dados foi realizado através de documentações
indiretas, através de pesquisa documental e bibliográfica, utilizando-se o método
estatístico para quantificação e análise dos dados. Por fim, a metodologia do
trabalho será no campo quantitativa de forma numérica e expressa em números
estatísticos. Como resultado da pesquisa temos a importância e relevância
estatística das ocorrências relacionadas a prevenção e defesa civil para a Unidade
Bombeiro Militar em Pouso Alegre, principalmente através do gerenciamento de
risco de desastres, compreendidos pelas fases de prevenção, mitigação e
preparação. A pesquisa também nos informa que a Unidade BM de Pouso Alegre
não atuou no ciclo completo de proteção e defesa civil ao longo do período
estudado, faltando atuação referente à fase de reconstrução. Concluímos também
que o Comando da Instituição Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, através
de políticas e incentivos internos, adotou a proteção e defesa civil como uma das
prioridades da Corporação. Sugere-se o aprofundamento da pesquisa para o campo
qualitativo, com foco em novas observações e confirmação dos registros dentro dos
atendimentos de proteção e defesa civil.

Palavras-chave: Proteção e Defesa Civil. Ocorrências.


ABSTRACT

Considering the importance of disasters risk reduction actions in Brazil and in the
world, as well as the theme of protection and civil defense adopted in Brazil, with a
focus on disaster risk reduction and disaster management and, considering the
Military Fire Department of Minas Gerais as an agency belonging and active in the
Social Protection System of the State of Minas Gerais, in which, among other
missions, it has the legal attribution of attending occurrences related to protection
and civil defense. The present work aims to raise and analyze occurrences related to
the cycle of protection and civil defense carried out by the Military Fire Department in
Pouso Alegre in the period ranging from 2014 to 2021. To achieve the objectives and
answer the hypothesis presented, we developed an exploratory and descriptive
research, with an applied nature. Data collection was carried out through indirect
documentation, through documental and bibliographic research, using the statistical
method for data quantification and analysis. Finally, the methodology of the work will
be in the quantitative field, numerically and expressed in statistical numbers. As a
result of the research, we have the importance and statistical relevance of
occurrences related to prevention and civil defense for the Military Fire Unit in Pouso
Alegre, mainly through disaster risk management, comprising the phases of
prevention, mitigation and preparation. The research also informs us that the BM Unit
of Pouso Alegre did not act in the complete cycle of protection and civil defense
during the studied period, lacking action regarding the reconstruction phase. We also
concluded that the Command of the Military Fire Department of Minas Gerais,
through internal policies and incentives, adopted protection and civil defense as one
of the priorities of the Corporation. It is suggested to deepen the research for the
qualitative field, focusing on new observations and confirmation of records within the
civil defense and protection services.

Keywords: Protection and Civil Defense. Occurrences.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Perdas totais e registros por estado .......................................................... 24


Figura 2 - Gestão Integrada em Proteção e Defesa Civil .......................................... 27
Figura 3 - Fases da Gestão de Riscos e do Gerenciamento de Desastres ............... 28
Figura 4 – Classificação e Codificação de Ocorrências – Distribuição por categorias
e grupos – DIAO .................................................................................................................... 41

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total


de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2014 ...................................................... 51
Gráfico 2 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2014 ........... 52
Gráfico 3 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total
de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2015 ...................................................... 53
Gráfico 4 – Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2015 .......... 54
Gráfico 5 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total
de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2016 ...................................................... 55
Gráfico 6 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2016 ........... 56
Gráfico 7 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total
de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2017 ...................................................... 57
Gráfico 8 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2017 ........... 58
Gráfico 9 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total
de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2018 ...................................................... 59
Gráfico 10 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2018 ......... 60
Gráfico 11 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total
de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2019 ...................................................... 61
Gráfico 12 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2019 ......... 62
Gráfico 13 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total
de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2020 ...................................................... 63
Gráfico 14 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2020 ......... 64
Gráfico 15 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total
de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2021 ...................................................... 65
Gráfico 16 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2021 ......... 66
Gráfico 17 - Comparativo percentual entra as ocorrências de PDC e o total de
ocorrências atendidas pela Unidade ......................................................................... 67
Gráfico 18 – Comparativo e média móvel das ocorrências de prevenção ao longo do
período delimitado ..................................................................................................... 69
Gráfico 19 - Comparativo e média móvel das ocorrências de mitigação ao longo do
período delimitado ..................................................................................................... 70
Gráfico 20 - Comparativo e média móvel das ocorrências de preparação ao longo do
período delimitado ..................................................................................................... 71
Gráfico 21 - Comparativo e média móvel das ocorrências de resposta ao longo do
período delimitado ..................................................................................................... 72

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Divisão das ocorrências operacionais no ciclo de PDC .......................... 43


Quadro 2 - Divisão das ocorrências operacionais no ciclo de PDC .......................... 44
Quadro 3 - Divisão das ocorrências operacionais no ciclo de PDC .......................... 45
Quadro 4 - Codificação Brasileira de Desastres........................................................ 47
Quadro 5 - Divisão das ocorrências operacionais no ciclo de PDC .......................... 49
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

BM Bombeiro Militar
CBMMG Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
COBRADE Codificação Brasileira de Desastres
COMPDEC Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil
CONPDEC Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil
DIAO Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social
FIOCRUZ Fundação Oswaldo Cruz
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IPCC Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas
PDC Proteção e Defesa Civil
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil
QBRN Químico, Biológico, Radiológico e Nuclear
SINPDEC Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................... 14
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................. 18
2.1 CONCEITOS DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL ....................................... 18
2.1.2 Proteção ............................................................................................................ 19
2.1.3 Desastre ............................................................................................................ 19
2.1.4 Ameaça.............................................................................................................. 20
2.1.5 Vulnerabilidade ............................................................................................... 20
2.1.6 Exposição ......................................................................................................... 21
2.1.7 Risco .................................................................................................................. 21
2.1.8 Perigo ................................................................................................................ 22
2.1.9 Danos ................................................................................................................. 23
2.1.10 Prejuízos ........................................................................................................... 23
2.1.11 Resiliência ........................................................................................................ 24
2.1.12 Ocorrência ........................................................................................................ 25
2.2 CONCEITOS RELACIONADOS AO CICLO DE PROTEÇÃO E DEFESA
CIVIL ................................................................................................................... 25
2.2.1 Ciclo de Proteção e Defesa Civil ................................................................ 26
2.2.2 Prevenção ......................................................................................................... 28
2.2.3 Mitigação .......................................................................................................... 29
2.2.4 Preparação ....................................................................................................... 29
2.2.5 Resposta ........................................................................................................... 30
2.2.6 Recuperação .................................................................................................... 31
3 REFERENCIAL NORMATIVO RELACIONADO A PROTEÇÃO E
DEFESA CIVIL....................................................................................... 32
3.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL ................................................................................ 32
3.2 LEGISLAÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS ...................................... 33
3.3 LEGISLAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS
GERAIS .............................................................................................................. 34
3.4 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE POUSO ALEGRE ............................... 37
4 METODOLOGIA .................................................................................... 38
5 DESENVOLVIMENTO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ..................... 40
5.1 PADRONIZAÇÃO DO ATENDIMENTO OPERACIONAL DO CBMMG .. 40
5.2 OCORRÊNCIAS SELECIONADAS PARA O CICLO DE PROTEÇÃO E
DEFESA E CIVIL................................................................................ 41
5.3 LEVANTAMENTO DAS OCORRÊNCIAS DE PDC AO LONGO DO
PERÍODO DELIMITADO NA PESQUISA ..................................................... 50
5.3.1 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2014 pela unidade BM de
Pouso Alegre ................................................................................................... 50
5.3.2 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2015 pela unidade BM de
Pouso Alegre ................................................................................................... 52
5.3.3 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2016 pela unidade BM de
Pouso Alegre ................................................................................................... 54
5.3.4 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2017 pela unidade BM de
Pouso Alegre ................................................................................................... 57
5.3.5 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2018 pela unidade BM de
Pouso Alegre ................................................................................................... 59
5.3.6 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2019 pela unidade BM de
Pouso Alegre ................................................................................................... 61
5.3.7 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2020 pela unidade BM de
Pouso Alegre ................................................................................................... 62
5.3.8 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2021 pela unidade BM de
Pouso Alegre ................................................................................................... 65
5.4 COMPARATIVO PERCENTUAL DO QUANTITATIVO DE
OCORRÊNCIAS DE PDC EM RELAÇÃO AO TOTAL DE
OCORRÊNCIAS ATENDIDAS POR ANO AO LONGO DO PERÍODO
DELIMITADO .................................................................................................... 67
5.5 COMPARATIVO INDIVIDUALIZADO DAS FASES DE PROTEÇÃO E
DEFESA CIVIL NA UNIDADE BM DE POUSO ALEGRE AO LONGO DO
PERÍODO ESTUDADO ................................................................................... 68
5.5.1 Prevenção......................................................................................................... 68
5.5.2 Mitigação .......................................................................................................... 70
5.5.3 Preparação ....................................................................................................... 71
5.5.4 Resposta ........................................................................................................... 72
5.5.5 Reconstrução .................................................................................................. 73
6 CONCLUSÃO ........................................................................................ 74
REFERÊNCIAS ...................................................................................... 76
APÊNDICE A – Solicitação de uso de dados estatísticos em trabalho
acadêmico ............................................................................................. 81
ANEXO A – Encaminhamento de solicitação para uso de informações
em TCC – CBMMG/7ª CIA IND ............................................................. 83
ANEXO B - Autorização para uso de informações em TCC –
CBMMG/6º COB .................................................................................... 85
14

1 INTRODUÇÃO

“Está comprovado que os desastres têm aumentado com o passar dos anos.
Perdem-se vidas, bens materiais e o meio ambiente, além da contabilização dos
prejuízos sociais e econômicos.” (PINHEIRO, 2015, p. 22).
A Organização das Nações Unidas, através do Marco de Ação de Sendai
2015-2030, estabeleceu como paradigma a redução de riscos de desastres,
priorizando ações voltadas para o entendimento do risco de desastres em todas as
dimensões. Foi definido pelo Marco de Sendai, dentre outros princípios, que cada
Estado tem a responsabilidade fundamental de prevenir e reduzir os riscos de
desastres e que essa redução demanda que as responsabilidades sejam
compartilhadas pelos governos centrais e por autoridades, setores e partes
interessadas nacionais relevantes. Sendai (2015, tradução nossa).
Segundo o módulo de Formação Resposta, do Ministério da Integração
Nacional de 2017, os eventos adversos afetam a população mundial e brasileira,
como veremos a seguir:

Eventos adversos, sobretudo de origem climática, como secas,


estiagens, incêndios florestais, de origem hidrológica como
enxurradas, inundações e alagamentos, de origem meteorológica
como ondas de calor e ciclones tropicais, afetam, atualmente,
populações em todo o mundo e também no Brasil. (BRASIL, 2017, p.
20)

Nesse mister, a temática sobre desastres no Brasil é constante e faz parte do


noticiário nacional, afetando a vida de milhões de pessoas em todo mundo,
possuindo cada vez mais visibilidade devido a sua frequência e intensidade, como
ressaltam Rocha e Londe (2021).
No Brasil, a partir do ano de 2011, de acordo com (IBGE, 2018, p. 5), o
“governo federal estabeleceu um programa multisetorial voltado para a gestão de
risco e resposta a desastres naturais, de forma integrada e priorizando ações de
prevenção e mitigação”. Ainda segundo IBGE (2018), em 2012 o programa foi
aperfeiçoado pelo Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres.
A escolha do município de Pouso Alegre para análise e diagnóstico sobre a
atuação da Unidade BM de Pouso Alegre, face aos atendimentos de proteção e
15

defesa civil, encontra motivação extra devido ao fato do município de Pouso Alegre
encontrar-se entre os 821 municípios cadastrados no Ministério de Desenvolvimento
Regional, através da Secretária Nacional de Proteção e Defesa Civil, como
municípios brasileiros prioritários para a gestão de risco, como citado a seguir:

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil desenvolveu o


projeto “Mapeamento de Risco e Desastres” em 821 municípios
brasileiros definidos como prioritários para a gestão de riscos. Os
produtos entregues aos municípios identificam os setores de alto e
muito alto risco e suas vulnerabilidades, e apresentam indicações de
ações não estruturais e de intervenções estruturais com estimativas
de custos. (BRASIL, 2012, p.1).

Corroborando com as informações anteriores, de acordo com estudo


realizado pelo IBGE em 2018, ocorrido em 872 municípios brasileiros, no qual inclui-
se Pouso Alegre, estudo este sobre a população exposta ao risco de desastres
naturais, e considerando que as análises obtidas foram realizadas através da
associação dos dados do censo demográfico de 2010 com áreas de riscos de
movimentos de massa, inundações e enxurradas provindas de diferentes fontes de
informações pelo Instituto, temos que o município de Pouso Alegre, localizado no
estado de Minas Gerais, possui 4.915 domicílios em risco, com uma população em
risco de 17.244 pessoas. Considerando que o estudo nos informa que a população
da cidade de Pouso Alegre para o ano de 2010 era de 130.615 habitantes, segundo
censo demográfico de 2010, concluímos que a cidade de Pouso Alegre possui
aproximadamente 13% de sua população em área de risco, segundo o referido
estudo. IBGE (2018).
Como ideia comparativa do parágrafo anterior, referente ao estudo realizado
pelo IBGE em 2018, na cidade de Praia Grande, São Paulo, temos um total de 4.935
domicílios em risco, com uma população em risco de 17.869 pessoas. A população
total de Praia Grande era de 262.051 pessoas, o que resulta em aproximadamente
6,8% dessa população exposta aos riscos de desastres naturais. Comparando a
cidade de Pouso Alegre e Praia Grande verificamos que a cidade de Praia Grande
possui um pouco mais que o dobro da população da cidade de Pouso Alegre,
entretanto a cidade de Pouso Alegre possui praticamente o mesmo número de
domicílios e população exposta aos riscos de desastres naturais que a cidade de
Praia Grande. IBGE (2018).
16

Portanto, considerando as características de riscos do município de Pouso


Alegre e a importância da temática de proteção e defesa civil no Brasil e no mundo,
o presente estudo visa analisar e diagnosticar dados referentes à atuação da sede
da 7ª Companhia Independente de Bombeiros Militar, localizada no município de
Pouso Alegre, no ciclo completo de Proteção e Defesa Civil, balizado pela Lei
Federal nº 12.608/2012, a qual institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.
O objetivo geral da pesquisa é levantar dados estatísticos sobre a atuação da
Unidade BM de Pouso Alegre referente às fases de prevenção, mitigação,
preparação, resposta e reconstrução. A hipótese inicial apresentada é de que ao
longo do tempo estudado a Unidade BM de Pouso Alegre atuou de forma completa
dentro do ciclo de proteção e defesa civil.
Para alcance do objetivo geral deste trabalho, contaremos com os seguintes
objetivos específicos:

a) Realizar revisão conceitual sobre temas inerentes a proteção e defesa


civil, através de conceitos e definições de assuntos e normativas legais
correlatas ao entendimento do tema;
b) Analisar e comparar os dados estatísticos coletados na pesquisa;
c) Fornecer informações quantitativas em quais fases do ciclo de proteção e
defesa a Unidade BM de Pouso Alegre mais atuou dentro da delimitação
da pesquisa.

A delimitação do tema ocorrerá de duas formas: delimitação territorial e


temporal. Na delimitação territorial, a pesquisa será realizada referente aos
atendimentos dentro da área de atuação da sede da Unidade Bombeiro Militar do
município de Pouso Alegre, pertencente à 7ª Companhia Independente de
Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais. Em relação à delimitação temporal da
pesquisa, ela será definida em 8 anos, compreendida entre os anos de 2014 e 2021.
Para alcance dos objetivos propostos e resposta à hipótese apresentada, este
trabalho foi dividido em capítulos de forma a introduzir gradativamente o
conhecimento relativo ao tema ao leitor (a), visando a compreensão e análise dos
resultados.
17

Neste primeiro capítulo introdutório, foram descritos os objetivos da pesquisa,


a razão de sua elaboração e limitação acerca da temática, bem como situamos o (a)
leitor (a) acerca do tema pesquisado.
No segundo e terceiro capítulos, respectivamente o de Fundamentação
Teórica e do Referencial Normativo Relacionado a Proteção e Defesa Civil,
buscamos desenvolver a ideia principal do trabalho com definições e conceitos
relacionados a proteção e defesa civil, no primeiro relacionado a revisão bibliográfica
e no segundo relacionado a revisão normativa e legal.
No quarto capítulo apresentamos a metodologia da pesquisa, na qual
definimos o método de pesquisa utilizado e suas características, bem como os
procedimentos para coleta dos dados.
No quinto e penúltimo capítulos deste trabalho, realizamos o desenvolvimento
e análise dos resultados, primeiramente definindo quais atendimentos seriam
pesquisados e seu enquadramento dentro de cada fase do ciclo de proteção e
defesa civil e, posteriormente, realizamos a demonstração dos dados coletados
graficamente e suas análises.
Por fim, no sexto e último capítulo foram apresentadas as conclusões do
estudo, identificadas a partir do desenvolvimento da pesquisa, seguidas das
referências, apêndice e anexos.
18

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

No capítulo introdutório situamos o leitor acerca do tema abordado,


demonstrando os objetivos e a razão do trabalho, bem como sua limitação acerca da
temática. Desta forma, apresentaremos a seguir os conceitos, definições e
explanações relacionados a proteção e defesa civil e ao ciclo e gestão pública de
proteção e defesa civil.

2.1 CONCEITOS DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL

Destacamos a seguir os principais conceitos e definições relacionadas a


proteção e defesa civil:

2.1.1 Defesa Civil

De acordo com (CASTRO, 2016, p. 54), podemos definir Defesa Civil como
“conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas destinadas
a evitar ou minimizar os desastres, preservar o moral da população e restabelecer a
normalidade social “. Ainda de acordo com o mesmo autor, temos como objetivo
geral da defesa civil a redução de desastres, através da diminuição de ocorrências e
da sua intensidade.
Alinhado com o conceito de Defesa Civil, Pinheiro (2015) ressalta que a
defesa civil consiste em um sistema composto por órgãos, instituições públicas e
privadas e a própria sociedade como um todo.
Alves (2016) complementa os objetivos da defesa civil como sendo o de
planejar e fornecer assistência à população em caso de desastres, além de evitar a
concretização destes por meio da ação e implementação de medidas preventivas.
Podemos destacar as definições das palavras defesa e civil, no contexto da
proteção da população, definidas por Casarim (2019):

Podemos dizer que a expressão Defesa Civil, intitulada na década de


1940, a palavra defesa não esta relacionado ao ato de combater o
inimigo em si e, sim, refere-se a proteger a população da explosão e
dos incêndios dos ataques aéreos, a socorrer os feridos (os
cidadãos, sejam eles civis ou militares), a treinar a população para se
deslocarem para os locais determinados ao tocar da sirene, e a
palavra civil não esta a excluir os militares e, sim, a significar que
19

essa defesa não tem o caráter militar de guerrear, de combater o


inimigo de guerra, mas a palavra civil está ligado a população civil,
ao direito civil de cidadão à vida dentro da sociedade, a integração
de toda população a proteger-se mutuamente dos desastres sofridos.
(CASARIM, 2019, p.38).

2.1.2 Proteção

De acordo com o Dicionário Online de Português, o significado da palavra


proteção remete “ação ou efeito de proteger, apoio, ajuda, socorro: a proteção da
lei”. Para o meio jurídico temos o conceito de proteção como sendo um conjunto de
leis que protege algo e os meios usados para colocar essas leis em prática.
(PROTEÇÃO, 2022).
Relacionado à definição de proteção e defesa civil, segundo o Decreto nº
10.593 de 2020, que dentre outras apresentações, dispõe sobre a organização e
funcionamento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, assim podemos
defini-la, de acordo com o citado decreto no inciso X do artigo 2º como sendo:

X - proteção e defesa civis - conjunto de ações de prevenção,


mitigação, preparação, resposta e recuperação destinadas a:
a) evitar ou minimizar os efeitos decorrentes de desastre;
b) preservar o moral da população; e
c) restabelecer a normalidade social e torná-la resiliente; [...].
(BRASIL, 2020, p. 2).

2.1.3 Desastre

A instrução normativa nº 36 de 04 de dezembro de 2020, do Ministério do


Desenvolvimento Regional, define desastre como sendo:

resultado de eventos adversos, naturais, tecnológicos ou de origem


antrópica, sobre um cenário vulnerável exposto a ameaça, causando
danos humanos, materiais ou ambientais e consequentes prejuízos
econômicos. (BRASIL, 2020, p.1).

Pela definição de desastre apresentada anteriormente, o autor Alves (2016)


identifica algumas características dos desastres, como a pluralidade de sua origem,
podendo ser de causas naturais ou não, os danos ocasionados pelos desastres,
sendo estes humanos ou materiais, com agravos econômicos, ambientais e sociais,
20

além da incapacidade da população afetada em lidar com o evento adverso com


seus próprios recursos.
Para Rocha e Londe (2021), existe uma combinação para a ocorrência de
desastres, e essa combinação envolve uma ameaça, condições de vulnerabilidades,
os diferentes níveis de exposição e a insuficiente capacidade de resposta a estes
desastres.

2.1.4 Ameaça

De acordo com a Instrução Normativa n° 36 de 2020 do Governo Federal, a


qual estabelece os procedimentos e critérios para o reconhecimento federal e para
declaração de emergência ou estado de calamidade pública pelos municípios,
estados e pelo Distrito Federal, observa-se a definição de ameaça como sendo um
evento em potencial, natural, tecnológico ou de origem antrópica, com grande
possibilidade de causar danos humanos, materiais e ambientais e perdas
socioeconômicas públicas e privadas.
No campo de atuação internacional, a Estratégia Internacional para Redução
de Desastres da Organização das Nações Unidas, UNDRR (2020), classifica a
ameaça como sendo um evento físico, potencialmente prejudicial, fenômeno e/ou
atividade humana que pode causar a morte e/ou lesões, danos materiais,
interrupção de atividade social e econômica ou degradação do meio ambiente.
A ameaça possibilita a ocorrência de eventos adversos, com capacidade de
causar danos e prejuízos, é o que discorre o CEPED/RS (2016).

2.1.5 Vulnerabilidade

De acordo com (ROCHA e LONDE, 2021, p.12), a vulnerabilidade “refere-se


às características de pessoas ou grupos de pessoas que vivem em condições que
limitam sua habilidade de antecipar, lidar e se recuperar de um impacto.”
Segundo Alves (2016), podemos classificar a vulnerabilidade em natural e
social. Na primeira o autor afirma que a vulnerabilidade decorre da condição
intrínseca de um ambiente, não dependendo da ação humana, citando como
exemplo falhas geológicas, vulcões e fragilidades a tsunamis em áreas costeiras. Na
última o autor menciona que se forma através da ação humana, seja pela ocupação
21

de áreas de riscos, edificações precárias, remoção de vegetação em área de


proteção permanente, dentre outros.
Além disso, (PINHEIRO, 2015, p. 51) reforça que “no âmbito das cidades, a
vulnerabilidade pode ser considerada o único componente que proporciona a
ocorrência de desastres a estar sob o controle humano”.
Na esteira relacionada a vulnerabilidade, de acordo ainda com o autor
Pinheiro (2015), a percepção dos gestores em relação aos chamados desastres
naturais deverá estar focada nas vulnerabilidades localizadas no sistema receptor
destas ocorrências, concluindo que os desastres não são naturais e sim produtos
das condições de vulnerabilidade e exposição do ambiente a essas ocorrências.
A vulnerabilidade dos sistemas humanos e naturais expostos é um
componente de risco, e também, independentemente, um foco importante na
literatura. Entende-se amplamente que a vulnerabilidade difere dentro das
comunidades e entre sociedades, regiões e países, também mudando ao longo do
tempo, conforme preconiza o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
– IPCC 2022, das Nações Unidas.

2.1.6 Exposição

De acordo com o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre


Desastres, CEPED/RS (2016), o potencial para uma ameaça se transformar em
desastre depende do grau de exposição de determinada população e de seus
recursos. Portanto, a “exposição indica quanto uma cidade, comunidade ou sistema,
localizado em uma área suscetível a um determinado perigo, estará sujeita a sofrer
com um evento adverso, quando este ocorrer”. (CEPED/RS, 2016, p. 36).

2.1.7 Risco

Segundo consta no relatório do (IPCC 2022, p. 6, tradução nossa), “o risco


é definido como o potencial de consequências adversas para os sistemas humanos
ou ecológicos, reconhecendo a diversidade de valores e objetivos associados a tais
sistemas”.
Conforme literatura produzida por Castro (2016), o autor define risco como a
medida do dano potencial expressa pela probabilidade estatística de ocorrência e
22

intensidade e suas consequências, sendo que o risco está relacionado a


probabilidade de danos potenciais dentro de um determinado período ou ciclo.
Salienta ainda que os riscos estão relacionados com a probabilidade da ocorrência
de um evento adverso sobre um sistema vulnerável.
Acrescentando as definições apresentadas anteriormente sobre riscos, a
norma de defesa civil do ano de 2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional,
que versa sobre Critérios de Priorização de Propostas para Ações de Prevenção
para a Redução do Risco de Desastres, salienta as consequências dos riscos como
sendo a “probabilidade de ocorrência de danos ou perdas, dentre as quais
destacam-se: mortos, feridos e edificações destruídas ou danificadas, como o
resultado de interações entre um perigo natural e as condições de vulnerabilidade
local”. (BRASIL, 2021, p. 3).
De acordo com o IPCC (2021, tradução nossa), os riscos são expressos em
termos de seus danos e prejuízos, podendo serem de caráter econômicos e não
econômicos, além de perdas de vidas e bens. Os riscos das vulnerabilidades
observadas e as respostas às mudanças climáticas são destacados pelo relatório do
IPCC.

2.1.8 Perigo

Encontramos no sexto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental de


Mudanças Climáticas – IPCC 2022, relatório este com foco nos impactos,
adaptações e vulnerabilidades dos ecossistemas e sociedade frente aos desastres,
a definição de perigo como sendo:

Perigo é definido como a ocorrência potencial de um evento ou


tendência física natural ou induzida pelo homem que pode causar
perda de vida, ferimentos, ou outros impactos na saúde, bem como
danos e perdas à propriedade, infraestrutura, meios de subsistência,
prestação de serviços, ecossistemas e recursos ambientais. As
condições climáticas físicas que podem estar associadas a perigos
são avaliadas no Grupo de Trabalho I como climáticas
impulsionadores de impacto. (IPCC, 2022, p.7, tradução nossa).

O Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/RS)


menciona que o conceito de perigo “[...] incorpora a probabilidade quantitativa ou
qualitativa de que os eventos adversos ocorram. Dessa forma, chamamos de perigo
23

uma situação que tem potencial para causar consequências indesejáveis [...].
(CEPED/RS, 2016, p.33).

2.1.9 Danos

A instrução normativa nº 36 de 2020, publicada pelo governo federal, define


dano como sendo o “resultado das perdas humanas, materiais ou ambientais
infligidas às pessoas, comunidades, instituições, instalações e aos ecossistemas,
como consequência de um desastre”. (BRASIL, 2020, p. 2).
Castro (2016) concretiza danos como uma medida que define a gravidade ou
intensidade de um evento adverso, sendo que para este autor, os danos causados
por desastres podem ser classificados como humanos, materiais e ambientais.
O CEPED/RS (2016) engloba os conceitos e características dos danos,
apresentados anteriormente, com a seguinte definição:

Os danos são o resultado das perdas humanas, materiais ou


ambientais infligidas às pessoas, comunidades, instituições,
instalações e aos ecossistemas, como consequência de um
desastre. Geralmente, os danos são decorrentes de efeitos diretos
do desastre, como, por exemplo: quantidade de pessoas mortas,
desabrigadas e feridas (perdas humanas); quantidade de unidades
habitacionais destruídas e danificadas (materiais); contaminação do
solo (ambientais). (CEPED/RS, 2016, p.37).

2.1.10 Prejuízos

A normativa nº 36 de 2020 do governo federal define a palavra prejuízo, em


relação aos desastres, como sendo a “medida de perda relacionada com o valor
econômico, social e patrimonial de um determinado bem, em circunstâncias de
desastre”. (BRASIL, 2020, p. 2).
O prejuízo, face aos desastres, está relacionado a perdas econômicas,
sociais e ao patrimônio. Os prejuízos calculados incialmente pelas perdas e danos
podem ser bem maiores do que realmente foram mensurados, visto que os efeitos
causados por desastres nas comunidades atingidas perduram por determinado
tempo, até que seja restabelecida a normalidade local. CEPED/RS (2016).
Como forma de ilustrarmos as definições de danos e prejuízos apresentadas
nos itens 2.1.9 e 2.1.10, respectivamente, apresentamos a Figura 1, extraída do
24

Relatório de Danos Materiais e Prejuízos Decorrentes de Desastres Naturais no


Brasil (1995 – 2019), disponível em FAPEU (2020), que mostra que o Estado de
Minas Gerais, ao longo do período estudado, contabilizou a segunda maior perda
em moeda corrente relacionados aos danos e prejuízos causados por desastres e
apresentou o maior número de registros de ocorrências relacionadas a esta
temática. O estado de Minas Gerais foi citado neste parágrafo como exemplo, devido
ao fato do município de Pouso Alegre, cidade limitante territorial da pesquisa,
pertencer ao estado de Minas Gerais.

Figura 1 - Perdas totais e registros por estado

Fonte: FAPEU (2020).

2.1.11 Resiliência

De acordo com Alves (2016) o conceito de resiliência alterna-se muito da


doutrina, sendo que alguns autores utilizam o termo como sendo um sinônimo de
vulnerabilidade, existindo ainda aqueles que relacionam a resiliência como a
capacidade de recuperação de uma comunidade após um evento adverso. O
mesmo autor destaca que:
25

A importância da resiliência ganhou notoriedade nos últimos anos, a


ponto da II Conferência Mundial sobre Redução de Riscos de
Desastres, ocorrida em Hyogo no Japão, do qual originou o
documento denominado “Marco de Ação de Hyogo”, ter como tema:
“Construindo a Resiliência das Nações e Comunidades aos
Desastres”. (ALVES, 2016, p. 72).

Adotaremos o conceito do Escritório das Nações Unidas para a Redução de


Riscos e Desastres (United Nations Office for Disaster Risk Reduction), onde
podemos entender como resiliência a capacidade de um sistema, comunidade ou
sociedade de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se de uma ameaça quando
exposto a ela.
De acordo com Rocha e Londe (2021), uma questão importante relacionada a
resiliência seria o conceito de build back better (“reconstruir melhor”). Nesse sentido
as autoras discorrem que após um sistema ou comunidade ser acometido por um
desastre, temos o indicativo de que algo falhou na questão da prevenção, sendo
está uma boa oportunidade de corrigir as falhas no processo de reconstrução dos
danos e efeitos desse evento adverso, de forma que o sistema, comunidade ou
sociedade se torne melhor e diminuam os impactos de novos desastres.

2.1.12 Ocorrência

Segundo a Instrução Técnica Operacional nº 25 do Corpo de Bombeiros


Militar de Minas Gerais, podemos definir ocorrência como sendo:

todo fato que, de qualquer forma, afete ou possa afetar a ordem


pública, exigindo a intervenção Policial e/ou de Bombeiro Militar por
meio de ações e/ou operações, compreendendo ocorrências típicas e
atípicas. A comunicação do fato pode ser por solicitação de qualquer
pessoa ou em cumprimento a requisição de autoridade competente
para este ato. (CBMMG, 2020, p. 11).

2.2 CONCEITOS RELACIONADOS AO CICLO DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL

Segundo a Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012, a qual institui a Política


Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), especificamente em seu artigo 3º e
parágrafo único, a PNPDEC engloba as ações de prevenção, mitigação, preparação,
26

resposta e recuperação. Neste contexto, nos tópicos a seguir abordaremos cada


uma dessas fases pertencentes ao ciclo de proteção e defesa civil.

2.2.1 Ciclo de Proteção e Defesa Civil

Conforme função essencial da proteção e defesa civil, Pinheiro (2015)


enfatiza que ela consiste na redução dos desastres, sejam eles naturais ou
causados pela ação ou omissão do ser humano.
Para Casarim (2019), podemos dividir a atuação da defesa civil em um ciclo
contínuo da gestão de risco e do gerenciamento de desastres, como cita o referido
autor:

A ação de prevenção, que compreende práticas para evitar os


desastres, a ação de mitigação, que assimila práticas e
planejamentos para reduzir os desastres, e a ação de preparação,
que absorve o conjunto de treinamentos das pessoas para minimizar
os desastres compõe a Gestão de Risco, sendo a Gestão de Riscos
anterior à catástrofe. Já a ação de resposta, que inclui todas as
operações de atendimento a catástrofe, e a ação de recuperação,
quem contêm condutas para retorno a normalidade da população e
área atingida, engendram o Gerenciamento de Desastres, ou seja,
essas duas fases de ação são posteriores à catástrofe. (CASARIM,
2019, p.43).

Para o governo federal, através do Ministério da Integração Nacional, por


meio do Módulo Formação Resposta de 2017, a PNPDEC, estabelecida por meio da
Lei nº 12.608/2012, prevê que as ações de proteção e defesa civil sejam
organizadas pelas ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e
recuperação. Brasil (2017, grifo nosso). Ainda de acordo com o citado curso de
formação, módulo de formação resposta do Governo Federal, o somatório dessas
“ações é um processo contínuo, integrado, permanente e interdependente, que
envolve a prevenção, mitigação preparação, resposta e recuperação, configurando
uma gestão integrada em proteção e defesa civil”. (BRASIL, 2017, p. 17).
27

Figura 2 - Gestão Integrada em Proteção e Defesa Civil

Fonte: Elaboração SEDEC/MI (2017).


Disponível: Brasil (2017, p. 17).

Na Figura 2, verificamos o ciclo de proteção e defesa civil para o qual,


segundo BRASIL (2017), há várias formas de representação. Porém, para cada uma
das partes de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação, há
responsabilidades específicas, que são consideradas contínuas e sistêmicas ao
longo do ciclo de proteção e defesa civil.

De acordo com o Glossário da Estratégia Internacional para Redução


de Desastres (EIRD/ONU, 2009), a gestão de risco de desastres
caracteriza-se pelo conjunto de decisões administrativas, de
organização e de conhecimentos operacionais desenvolvidos por
sociedades e comunidades para estabelecer políticas, estratégias e
fortalecer suas capacidades e resiliência a fim de reduzir os impactos
de ameaças e, consequentemente, a ocorrência de possíveis
desastres. Em outras palavras, a gestão de riscos consiste na
adoção de medidas para reduzir os danos e prejuízos ocasionados
por desastres, antes que estes ocorram.
O gerenciamento de desastres, por outro lado, contempla a
organização e gestão de recursos e responsabilidades para o manejo
de emergências quando o desastre se concretiza. Essa etapa,
também denominada como gestão de emergências ou gestão de
desastres, inclui planos, estruturas e acordos que permitem
28

coordenar os esforços do governo, de entidades voluntárias e


privadas para responder as necessidades associadas às
emergências (EIRD/ONU, 2009). (CEPED/RS, 2016, p. 17).

Resumidamente aos conceitos apresentados anteriormente, dentro da linha


da Gestão dos Riscos de Desastres e do Gerenciamento de Desastres, CEPED/RS
(2016) nos mostra, segundo Figura 3, a divisão das ações de defesa civil neste
contexto e um breve resumo de cada fase do ciclo de proteção e defesa civil.

Figura 3 - Fases da Gestão de Riscos e do Gerenciamento de Desastres

Fonte: BRASIL (2010); EIRD/ONU (2009).


Extraída de CEPED/RS (2016, p. 17).

2.2.2 Prevenção

De acordo com decreto federal de 2020, que versa dentre outros assuntos
sobre a organização e o funcionamento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa
Civil, entendemos como ações de prevenção “medidas prioritárias destinadas a
evitar a conversão de risco em desastre ou a instalação de vulnerabilidades”.
(BRASIL, 2020, p.1).
Alves (2016) cita que a atividade de defesa civil engloba todas as fases de
gestão de risco de desastres, entretanto o autor enfatiza que a PNPDC privilegia a
fase de prevenção em detrimento das demais, trazendo em suas diretrizes
determinada prioridade para esta fase.
Segundo (CASARIM 2019, p. 43), “a ação de prevenção, que compreende
práticas para evitar os desastres”. Castro (2016) define prevenção como sendo:
29

Conjunto de ações destinados a reduzir a ocorrência e a intensidade


de desastres naturais ou humanos, através da avaliação e redução
das ameaças e/ou vulnerabilidades, minimizando os prejuízos
socioeconômicos e os danos humanos, materiais e ambientais.
Implica a formulação e implantação de políticas e de programas, com
a finalidade de prevenir ou minimizar os efeitos de desastres. A
prevenção compreende: a Avaliação e Redução de Riscos de
Desastres, através de medidas estruturais e não-estruturais. Baseia-
se em análises de riscos e de vulnerabilidades e inclui também
legislação e regulamentação, zoneamento urbano, código de obras,
obras públicas e planos diretores municipais. (CASTRO, 2016, p.
146).

2.2.3 Mitigação

De acordo com a Instrução Normativa nº 36 de 2020, podemos definir as


ações de mitigação como sendo “medidas e atividades imediatamente adotadas
para reduzir ou evitar as consequências do risco de desastre”. (BRASIL, 2020, p.1).
Segundo o Dicionário online de Português, entendemos por mitigação, na
área de PDC, a ação de atenuar, enfraquecer, diminuir, com consequente redução
da gravidade dos danos, prejuízos ou os efeitos nocivos de um desastre.
(MITIGAÇÃO, 2022).
Como exemplo de ação de mitigação, segundo o guia do governo federal de
orientações para apoio à elaboração de planos de contingência municipais para
barragem, podemos mencionar a confecção de um plano de contingência para
determinada localidade susceptível a possibilidade de ocorrência de um desastre,
sendo que a finalidade principal deste plano seria a de mitigar os danos humanos
num cenário de desastres. Adicionalmente devem estar planejadas as ações do
poder público que visem ao socorro e ao acolhimento adequado dessa população,
perfazendo assim outras fases do ciclo de proteção e defesa civil. Brasil (2016).

2.2.4 Preparação

Conforme consta no caderno técnico de gestão integrada de riscos e


desastres (GIRD+10), do Ministério de Desenvolvimento Regional, mesmo atuando
nas fases de prevenção e mitigação, devemos ter especial atenção e cuidado na
fase de preparação para os desastres, conforme descrito a seguir:
30

Mesmo atuando na prevenção e mitigação dos riscos de desastres, é


fundamental estar preparado para desastres e emergências. O
objetivo do eixo estratégico de manejo dos desastres e emergências
é qualificar o pronto-atendimento de emergências e o atendimento de
desastres. Isso pode ser feito por meio do planejamento de
operações para cada tipo de ameaça, de treinamentos e exercícios
simulados de preparação para desastres e da organização de
recursos e estruturas operacionais. (BRASIL, 2021, p. 22).

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, o objetivo da preparação


para casos de desastres é “garantir que os sistemas, procedimentos e recursos
estejam preparados para proporcionar uma assistência rápida e efetiva às vítimas e
facilitar, assim, as medidas de socorro e restabelecimento dos serviços.” (FIOCRUZ,
2022).
Castro (2016) reforça que a preparação para os desastres são ações
desenvolvidas pela comunidade, órgãos governamentais e não-governamentais com
o intuito de minimizar os efeitos dos mesmos. O mesmo autor elenca que as ações
para esta preparação compreendem o repasse de conhecimentos científicos e
tecnológicos, incluindo a formação, capacitação e preparação de equipes para
garantir a diminuição dos riscos de desastres e melhorar as ações nas respostas aos
desastres e na reconstrução.
A fase de preparação é a oportunidade para o ente administrativo melhorar
sua infraestrutura, a qual poderá ser utilizada para o pronto atendimento a
emergência, além da elaboração de planos de contingência e estoques de materiais,
sendo estes possíveis de serem ofertados à população atingida em uma situação de
desastre. Além disso, nesta fase são elaborados e criados mecanismos de
monitoramento e alerta, com intuito de avisar a comunidade e administração pública
sobre a possibilidade de um evento adverso, conforme Alves (2016).

2.2.5 Resposta

Segundo o Ministério de Integração Nacional, através da apostila do instrutor


no módulo resposta, podemos definir resposta como sendo “medidas emergenciais,
realizadas durante ou após o desastre, que visam ao socorro e à assistência da
população atingida e ao retorno dos serviços essenciais.” (BRASIL, 2017, p. 30).
Alves (2016) reforça o conceito apresentado no parágrafo anterior, no sentido
que a fase de resposta é destinada ao atendimento da população após a
31

concretização de um desastre e salienta que esta fase se subdivide em socorro,


assistência às vítimas e restabelecimento dos serviços essenciais.
A fase de resposta demanda um robusto investimento do Estado, conforme
podemos destacar a seguir:

Essas ações demandam um considerável aparelhamento do Estado,


como um corpo de bombeiros bem estruturado, com contingente
pessoal e equipamentos adequados quantitativamente e
qualitativamente. As instituições de saúde também devem possuir
pessoal treinado, equipamentos suficientes e localizar-se em áreas
livres de impactos, para que não tenham sua capacidade de
atendimento comprometida. (ALVES, 2016, p. 158).

2.2.6 Recuperação

Conforme encontramos citado na Instrução Normativa nº 36 de 2020, que


estabelece procedimentos e critérios para o reconhecimento federal e para
declaração de emergência ou estado de calamidade pública pelos municípios,
estados e pelo Distrito Federal, as medidas de recuperação são realizadas após os
desastres e tem como objetivo o retorno da localidade atingida à situação de
normalidade. Essas medidas abrangem ações de reconstrução ou recuperação das
infraestruturas danificadas ou destruídas, e a reabilitação do meio ambiente e da
economia, com o objetivo de restabelecer o bem-estar social.
Segundo o Ministério de Integração Nacional, através da apostila do instrutor
no módulo resposta o principal objetivo da reconstrução é:

reconstruir para diminuir o risco, reduzindo a exposição e/ou a


vulnerabilidade futura, evitando as áreas de risco ou intervindo para
alcançar o nível de risco aceitável, possibilitando uma ocupação mais
segura. A conclusão da reconstrução contribui decisivamente para
recuperar o cenário do desastre e as condições normais de vida da
população afetada. (BRASIL, 2017, p. 23).

Ainda de acordo com a norma citada anteriormente, a reconstrução deverá


adotar o sistema de “reconstruir melhor”, aproveitando essa oportunidade de
reconstrução para reduzir os riscos de futuros desastres, sendo essa uma das
quatro prioridades elencadas pelo Marco de Sendai, vigente no período de 2015 a
2030, marco este estabelecido através de 3ª Conferência das Nações Unidas para a
Redução do Risco de Desastres, ocorrida em março de 2015, no Japão.
32

3 REFERENCIAL NORMATIVO RELACIONADO A PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL

Nos tópicos seguintes, apresentaremos o arcabouço legal relacionado às


atividades de prevenção e defesa civil e sobre as atribuições legais da atuação do
Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

3.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 144, cita que a segurança


pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, sendo exercida para
a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio,
através dos órgãos instituídos pela União e pelos Estados, dentre eles os corpos de
bombeiros militares, citado no inciso V deste mesmo artigo.
Dentre os órgãos constituídos pelos Estados, previsto no artigo 144, a
Constituição Federal menciona no § 5º do citado artigo 144, que aos corpos de
bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de
atividades de defesa civil.
A competência para legislar sobre Defesa Civil compete privativamente à
União, conforme previsto no inciso XXVIII do artigo 22 da Constituição Federal.
Partindo dessa premissa, no ano de 2012, foi criada uma importante legislação
federal que norteia a proteção e defesa civil no Brasil, através de suas políticas,
sistemas e conselhos. Trata-se da lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012. A referida lei
institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil -PNPDEC, discorre sobre o
Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil - SINPDEC e sobre o Conselho
Nacional de Proteção e Defesa Civil – CONPDEC, além de autorizar a criação de
sistema de informações e monitoramento de desastres.
De acordo com a lei federal nº 12.608 de 2012, que dentre outros aspectos
institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC, a qual abrange as
ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação, tais ações
devem:

Integrar-se às políticas de ordenamento territorial, desenvolvimento


urbano, saúde, meio ambiente, mudanças climáticas, gestão de
recursos hídricos, geologia, infraestrutura, educação, ciência e
tecnologia e às demais políticas setoriais, tendo em vista a promoção
do desenvolvimento sustentável. (BRASIL, 2012, p. 1).
33

A lei federal nº 12.608 de 2012 menciona que o Sistema Nacional de Proteção


e Defesa Civil - SINPDEC “é constituído pelos órgãos e entidades da administração
pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades
públicas e privadas de atuação significativa na área de proteção e defesa civil”, com
a finalidade de auxiliar no planejamento, articulação, coordenação e execução dos
programas, projetos e ações de PDC. (BRASIL 2012, p. 5).
Já em relação ao Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil - CONPDEC,
sua organização, composição e o funcionamento são estabelecidos pelo poder
executivo federal, possuindo, dentre outras finalidades, a de auxiliar na formulação,
implementação e execução do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e
proposição de normas para implementação e execução da PNPDEC. Além disso o
CONPDEC contará com “representantes da União, dos Estados, do Distrito Federal,
dos Municípios e da sociedade civil organizada, incluindo-se representantes das
comunidades atingidas por desastre, e por especialistas de notório saber”. (BRASIL,
2012, p. 6).
Por fim, referente ainda à lei federal nº 12.608 de 2012, esta autorizou a
criação de sistema de informações de monitoramento de desastres, que atuará por
meio de base de dados compartilhada entre os integrantes do SINPDEC, visando o
oferecimento de informações atualizadas para prevenção, mitigação, alerta, resposta
e recuperação em situações de desastre em todo o território nacional. Brasil (2012).

3.2 LEGISLAÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

A Constituição do Estado de Minas Gerais cita em seus artigos 136 e 137


que:
Art. 136 – A segurança pública, dever do Estado e direito e
responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem
pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos
seguintes órgãos:
I –Polícia Civil;
II – Polícia Militar;
III – Corpo de Bombeiros Militar.
[...]
Art. 137 – A Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros
Militar se subordinam ao Governador do Estado. (MINAS GERAIS,
2021, p. 121).
34

A Constituição do Estado de Minas Gerais, em seu artigo 142, cita o Corpo de


Bombeiros Militar de Minas Gerais como força pública estadual, órgão permanente,
organizado com base na hierarquia e disciplina, cabendo dentre outras funções a
coordenação e execução de atividades relacionadas a defesa civil.
A lei complementar nº 54 de 1999 do estado de Minas Gerais, que dispõe
sobre a organização básica do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, em seu
artigo 3º, traz as seguintes competências ao CBMMG:

Art. 3º - Compete ao Corpo de Bombeiros Militar:

I - coordenador e executar as ações de defesa civil, proteção e


socorrimento públicos, prevenção e combate a incêndio, perícias de
incêndio e explosão em locais de sinistro, busca e salvamento;
II - atender a convocação, à mobilização do Governo Federal
inclusive, em caso de guerra externa ou para prevenir grave
perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, subordinando-se
à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de
Corpo de Bombeiros Militar e como participante da defesa interna e
territorial;
III - coordenar a elaboração de normas relativas à segurança das
pessoas e dos seus bens contra incêndios e pânico e outras
previstas em lei, no Estado;
IV - exercer a polícia judiciária militar, relativamente aos crimes
militares praticados por seus integrantes ou contra a instituição
Corpo de Bombeiros Militar, nos termos da legislação federal
específica;
V - incentivar a criação de Bombeiros não militares e estipular as
normas básicas de funcionamento e de padrão operacional;
VI - exercer a supervisão das atividades dos órgãos e das entidades
civis que atuam em sua área de competência;
VII - aprimorar os recursos humanos, melhorar os recursos materiais
e buscar novas técnicas e táticas que propiciem segurança à
população. (MINAS GERAIS, 1999, grifo nosso).

3.3 LEGISLAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS

Em relação às legislações internas do CBMMG, que versam sobre a atuação,


procedimentos operacionais e administrativos relacionados a proteção e defesa civil,
podemos destacar o credenciamento da Academia de Bombeiros Militar como
instituição de ensino superior voltada para prevenção, gestão e gerenciamento de
catástrofes, bem como resoluções internas sobre a atuação da Corporação na área
de proteção e defesa civil e do Plano de Comando da Corporação, em sua 4ª
35

edição, sendo este documento voltado para nortear ações internas e externas da
Corporação para possibilitar o alcance das diretrizes estratégicas estabelecidas.
No ano de 2012, conforme cita Casarim (2019), o Corpo de Bombeiros Militar
de Minas Gerais obteve o credenciamento pelo Governo do Estado de Minas Gerais,
com homologação da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino
Superior, da Academia de Bombeiros Militar como instituição de ensino superior. Na
ocasião foi autorizado o funcionamento, dentre outros cursos, do Curso de
Formação de Oficiais, como curso de Ciências Militares, com ênfase em Prevenção,
Gestão e Gerenciamento de Catástrofes, demonstrando a seriedade da corporação
e o cumprimento de sua missão institucional inserida no sistema de proteção e
defesa civil.
Podemos destacar através da resolução interna nº 722 de 2017, que dispõe
sobre a atividade de proteção e defesa civil no CBMMG, a importância que a
Corporação trata do tema, logo nos primeiros artigos da mencionada resolução. A
citada resolução destaca a integração do Corpo de Bombeiros Militar de Minas
Gerais ao Sistema Nacional de Proteção de Defesa Civil no âmbito estadual, além
de estabelecer as diretrizes, atribuições, funcionamento e a realização da
coordenação e controle das atividades de Proteção e Defesa Civil no Corpo de
Bombeiros Militar de Minas Gerais.

As diretrizes e atribuições previstas no caput deste artigo visam


fomentar, em todos os níveis, a participação da Corporação nas
ações de Proteção e Defesa Civil junto aos municípios mineiros e
demais órgãos que compõem Sistema Nacional de Proteção e
Defesa Civil (SINPDEC), conforme previsto na Lei Federal nº
12.608/12, com a Gestão do Risco de Desastres (prevenção,
mitigação e preparação) integrada à Gestão de Desastres (resposta
e recuperação). (CBMMG, 2017, p.1).

No ano de 2020 o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, através da


resolução nº 885 de 10 de janeiro de 2020, criou o curso de Capacitação em
Proteção de Defesa Civil, curso este voltado para a gestão integrada para resiliência
a desastres. Na oportunidade para a criação deste curso, o CBMMG calçou seus
argumentos na PNPDC de 2012, no Marco de Sendai, nos Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e na própria resolução interna nº
722 de 2017, que dispõe sobre as atividades de Proteção e Defesa Civil no Corpo
de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Aliado a isto, outros motivos que fomentaram
36

a criação do curso de proteção e defesa civil foram o aumento desordenado e


urbanização dos municípios mineiros, a necessidade de redução dos riscos de
desastres e de suas vulnerabilidades, além da necessidade de proporcionar uma
resposta mais eficiente no estado de Minas Gerais, com auxílio aos municípios na
elaboração de planos e ações de recuperação, na padronização das atividades de
proteção e defesa civil em todas as Unidades da Corporação, além do fato da
Corporação possuir importante papel na proteção aos sistemas econômicos locais
para o desenvolvimento sustentável do Estado de Minas Gerais e da aproximação
da instituição com a sociedade mineira através de ações no ciclo completo de
proteção e defesa civil.
Em consonância com as resoluções internas do CBMMG, o Plano de
Comando da Corporação de 2021 nos deixa a tendência do comando da instituição
para área de proteção e defesa civil, onde, nas palavras do Chefe do Estado Maior
do CBMMG, afirma que a Corporação obteve nos últimos anos “uma forte guinada
para o atendimento às questões relacionadas à proteção e defesa civil”. (CBMMG,
2021, p. 8).
Ainda de acordo com o Plano de Comando do CBMMG em sua 4ª edição,
temos a apresentação dos resultados dos anos de 2019 e 2020, que demonstram
uma atuação mais presente do CBMMG no fomento das disciplinas de proteção e
defesa civil, através de cursos de qualificação, concursos internos e treinamentos,
sendo que estas disciplinas estão inseridas diretamente no ciclo completo de
proteção e defesa civil.

Considerando a competência constitucional e legal do CBMMG para


coordenar e executar as ações de PDC, a Corporação precisa
ampliar seu portfólio de serviços oferecidos à sociedade mineira
através da realização de ações em todas as fases do ciclo de
atividades de PDC, não limitando o seu foco às ações de Resposta
tradicionalmente atribuídas aos Corpos de Bombeiros Militares.
Alinhadas às diretrizes internacionais e à Política Nacional de
Proteção e Defesa Civil, as ações de Gestão do Risco de Desastres
(Prevenção, Mitigação e Preparação) devem ser prioridades entre as
ações planejadas/realizadas pelo CBMMG. (CBMMG, 2021, p. 91).

Para concluirmos uma breve análise do Plano de Comando do CBMMG em


sua 4ª edição, observamos como um dos objetivos da Corporação, em relação a
proteção e defesa civil, o de realizar uma política de aproximação da Instituição com
37

as Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil – COMPDEC, no


propósito de “tornar o CBMMG referência e coordenação regional para as
COMPDEC, por meio do fomento da criação, operacionalização e atuação técnica
das coordenadorias municipais do Estado de Minas Gerais.” (CBMMG, 2021, p. 92).

3.4 LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO DE POUSO ALEGRE

De acordo com a lei ordinária nº 6.425 do ano de 2021, que criou a


Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil - COMPDEC do Município de
Pouso Alegre/MG, a Coordenadoria possui a finalidade de coordenar, em nível
municipal, todas as ações de proteção e defesa civil, nos períodos de normalidade e
anormalidade.
Ainda em cumprimento ao artigo 15 da citada lei anterior, o chefe do
executivo municipal de Pouso Alegre, sancionou o Decreto nº 5.333 de 2021, com o
intuito de regulamentar a lei nº 6.425 de 14 de julho de 2021, a qual criou a
COMPDEC no município. No referido decreto municipal, precisamente no artigo 5º,
inciso VIII, temos a previsão legal da participação do CBMMG para integrar o
Conselho Municipal de Proteção e Defesa Civil do município.
38

4 METODOLOGIA

O presente trabalho possui natureza aplicada, baseado na geração de


conhecimento para aplicação prática e imediata, dirigidos à solução de problemas
específicos atuais envolvendo os interesses e atuação local do CBMMG no ciclo de
PDC, para o município de Pouso Alegre. Cristiane (2014) apud Cesário, Flauzino e
Mejia (2020).
A pesquisa possui caráter exploratório no sentido do desenvolvimento do
trabalho ser baseado em bibliografias acerca do tema e caráter descritivo, quando se
busca o levantamento e análise estatísticas dos dados coletados e sua frequência
ao longo do período estudado. Rampazzo (2005) apud Praça (2015).
Recapitulando o capítulo introdutório deste trabalho, temos como objetivo
geral da pesquisa o de levantar dados estatísticos sobre a atuação da Unidade BM
de Pouso Alegre referente às fases de prevenção, mitigação, preparação, resposta e
reconstrução.
Para as autoras (LAKATOS e MARCONI 2009, p. 176), o “levantamento de
dados, primeiro passo para qualquer pesquisa científica, sendo feito de duas
maneiras: pesquisa documental (ou de fontes primárias) e pesquisa bibliográfica (ou
de fontes secundárias)”. O trabalho foi realizado através do levantamento de
documentações indiretas, para tanto, em nossa pesquisa, utilizamos os dois
métodos apresentados anteriormente, o de pesquisa documental e o de pesquisa
bibliográfica.
Através da pesquisa documental, procuramos informações e publicações
administrativas, parlamentares e de arquivos públicos oficiais, constando em
anuários estatísticos emitidos pela Instituição CBMMG, sobre os atendimentos de
ocorrências realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar nas fases de PDC,
referentes ao município de Pouso Alegre. Na esfera da pesquisa bibliográfica,
encontramos em publicações, os argumentos e teses que foram utilizados para o
compreendimento global do assunto pesquisado e suas anuências ao tema
propostos com as devidas citações realizadas ao longo do texto. Lakatos e Marconi
(2009).
Quanto à seleção dos dados a serem pesquisados e delimitação temporal da
pesquisa, buscamos analisar as variações nas caraterísticas dos dados, dos
mesmos elementos amostrais coletados, ao longo de um determinado período. No
39

caso específico dessa pesquisa, a coleta de dados foi realizada entre os anos de
2014 e 2021, através de anuários estatísticos do CBMMG.
De acordo com (ZAMBELLO et al., 2018, p. 54), “método é um dos pilares do
conhecimento científico. Para que qualquer conhecimento seja considerado
científico é obrigatório que, no processo de sua produção, o método tenha orientado
com rigor todas as suas etapas”.
Como definição do método de pesquisa, utilizamos o método estatístico, que
consiste basicamente em quantificar dados sobre fenômenos e processos, para que
possam ser analisados. Zambello et al. (2018).
O desenlace apresentado será no campo da pesquisa quantitativa, pois
segundo Garces (2010) e Aragão (2011) tal pesquisa é realizada de forma numérica,
sendo expressos em números de estatísticas, com a utilização de gráficos e tabelas
conclusivos, sem uma presença descritiva, podendo assim ser utilizada para
investigação e tomada de decisão. Apud Cesário, Flauzino e Mejia (2020).
Reforçando as características do trabalho na seara quantitativa, temos a
contribuição de Fernandes (2009), onde o referido autor menciona que os métodos
quantitativos trabalham com:

dados numéricos e técnicas estatísticas tanto para classificar como


para analisar os resultados, desta forma são mais empregados em
pesquisas nas áreas biomédicas e exatas, nomeando-se como uma
pesquisa tanto descritiva como analítica. (Apud PRAÇA, 2015, p. 82).

Espera-se, como resultado das análises e do diagnóstico estatísticos dos


dados, a obtenção de informações sobre quais áreas a Unidade BM de Pouso
Alegre mais atua no ciclo de proteção e defesa civil e quais áreas poderão ser
aperfeiçoadas para um melhor atendimento da Unidade dentro deste ciclo,
beneficiando assim a comunidade local.
40

5 DESENVOLVIMENTO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

Como forma de avançarmos no diagnóstico e análise dos atendimentos


operacionais realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar em Pouso Alegre, referente
ao ciclo de proteção e defesa civil, realizaremos inicialmente a divisão das
ocorrências previstas e atendidas pelo CBMMG nas respectivas áreas do ciclo de
PDC, quais sejam a de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação,
de modo que tenhamos a divisão das ocorrências estudadas dentro das fases do
ciclo de PDC.
Posteriormente realizaremos pesquisa quantitativa no banco de dados
estatístico da corporação, a fim de levantarmos o total de ocorrências atendidos pela
corporação em cada fase do ciclo de PDC, no tempo delimitado da pesquisa.
Ao final, realizaremos análise dos dados coletados e discussão dos
resultados, de modo que possamos observar em quais fases a Unidade mais atua
no ciclo de proteção civil e quais são menos atuantes.

5.1 PADRONIZAÇÃO DO ATENDIMENTO OPERACIONAL DO CBMMG

Ressalta-se inicialmente que as ocorrências atendidas pelo Corpo de


Bombeiros Militar de Minas Gerais estão previstas dentro da Diretriz Integrada de
Ações e Operações – DIAO, do Sistema Integrado de Defesa Social do Estado de
Minas Gerais, a qual possui a seguinte finalidade:

estabelecer a padronização da metodologia de trabalho e o emprego


da ação operacional integrada entre as Polícias Estaduais, Corpo de
Bombeiros Militar, [...], visando aumentar a capacidade de resposta,
com a otimização e o ordenamento de estratégias prévias que
envolvam as mencionadas instituições, além de disciplinar e
harmonizar o emprego dos recursos disponíveis. (MINAS GERAIS –
DIAO, grifo nosso).

Na DIAO encontramos, dentre outras categorias de atendimentos, os grupos


de ocorrência onde se enquadram os atendimentos realizados pelo Corpo de
Bombeiros Militar, dentre as quais destacamos as categorias e grupos, conforme
Figura 4.
41

Figura 4 – Classificação e Codificação de Ocorrências – Distribuição por categorias


e grupos – DIAO

CATEGORIA II - OCORRÊNCIAS TÍPICAS DE BOMBEIRO

Grupo O Referente à Explosão e Incêndio


Grupo P Referente à Prevenção
Grupo R Referente às Atividades de Defesa Civil
Grupo S Referente à Busca e Salvamento

CATEGORIA III - AÇÕES E OPERAÇÕES DECORRENTES DO


SISTEMA DE DEFESA SOCIAL

Grupo A Ações de Defesa Social


Grupo Q Demonstrações, Palestras e Treinamentos.
Grupo U Comunicações e Solicitações Diversas
Grupo W Procedimentos Administrativos (CIAD)
Grupo X Coordenação e Controle
Grupo Y Operações de Defesa Social

Fonte: Adaptado de MINAS GERAIS - DIAO

Destacamos que a DIAO, sendo uma diretriz integrada de ações e operações


do sistema de defesa social do Estado de Minas Gerais, abrange todos os órgãos de
defesa social do Estado, em suas específicas categorias de atendimentos. Desse
modo, ao longo dos anos a DIAO sofreu e sofre alterações e atualizações
sistemáticas, de forma a se atualizar as demandas da sociedade e das instituições,
com a inclusão ou alteração de novas categorias, grupos e naturezas de
ocorrências.

5.2 OCORRÊNCIAS SELECIONADAS PARA O CICLO DE PROTEÇÃO E DEFESA


E CIVIL

Para contextualização e definições de quais naturezas de ocorrências iremos


selecionar em nossa pesquisa, dividiremos o ciclo de proteção de defesa civil em
dois grupos. No primeiro grupo constarão as ocorrências relacionadas as fases do
gerenciamento do risco de desastres, onde tomaremos como base o Memorando do
CBMMG nº 2 de 2021, que versa sobre o Índice de Redução do Risco de Desastre –
IRRD na Instituição.
42

Segundo o Memorando nº 2 de 2021 do CBMMG, o “índice de Redução do


Risco de Desastres - IRRD visa incorporar a redução do risco de desastre e as
ações de proteção e defesa civil entre os elementos de avaliação do desempenho
operacional da Corporação.” (CBMMG, 2021, p.1).
Portanto, tomando como base o referido memorando citado no parágrafo
anterior, para fins de definição, as naturezas de redução do risco de desastres serão
as relacionadas às ações de prevenção, mitigação e preparação para emergências e
desastres, de acordo com as ocorrências típicas de bombeiro definidas na Diretriz
Integrada de Ações e Operações.
As naturezas de ocorrências relacionadas a fase de prevenção, as quais
serão pesquisadas, estão dispostas no Quadro 1. As ocorrências da fase de
mitigação estão mencionadas no Quadro 2 e as naturezas de ocorrências
relacionados a fase de preparação estão demonstradas através do Quadro 3.
43

Quadro 1 - Divisão das ocorrências operacionais no ciclo de PDC

Fase de Prevenção

Vistorias Operacionais Diversas Prevenção Contra Incêndios e


Acidentes (PCI/PCA)
o Vistoria em Hidrante
o Perigo de Derrapagem
o Vistoria em Risco de Queda de Árvore
o Perigo de Eletrocussão
o Vistoria em Lote Vago
o Perigo de Desabamento
o Vistoria em Risco de Desabamento /
o Perigo de Explosão / Incêndio
Desmoronamento
o Prevenção Aquática / Operação
o Vistoria em Risco de Deslizamento /
Veranico
Soterramento
o Prevenção em Evento Esportivo
o Vistoria em Risco de Rompimento de
Barragens
o Prevenção em Evento Político /
Comício
o Vistoria em Risco de Enchente / Inundação
/ Alagamento
o Prevenção em Evento Religioso
o Vistoria em Passarelas / Viadutos / Pontes
o Prevenção em Órgão Público
o Vistoria pós-sinistro
o Prevenção em Eleições / Votações
o Vistoria em enxame de insetos
o Prevenção em Ponto Base / Feriados
Prolongados
o Vistoria em risco de
queda/rolamentos/tombamentos
o Prevenção em Festa Popular

o Prevenção em Show

o Prevenção de Artefato Explosivo /


Fogos de Artifício

o Prevenção em Desfile

o Prevenção em Pouso e Decolagem


de Aeronave

o Prevenção contra Incêndio em


Aeródromos

o Outros tipos de PCI / PCA

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).


44

Quadro 2 - Divisão das ocorrências operacionais no ciclo de PDC

Fase de Mitigação

Ações de Apoio à Comunidade Ações da Gestão do Risco de


Desastres
o Abastecimento de Água
o Mapeamento de áreas de risco

o Distribuição de Materiais o Monitoramento

o Orientação à população residente em


o Evacuação de Áreas de Risco
áreas de risco

o Outros tipos de apoio a comunidade o Ações de preparação envolvendo


Defesa Civil Estadual/Municipal

o Outros tipos de atividades de defesa


civil

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).


45

Quadro 3 - Divisão das ocorrências operacionais no ciclo de PDC


Fase de Preparação

Demonstrações Profissionais Treinamento

o Treinamento de combate a incêndio


o Demonstração de combate a incêndio
o Treinamento de salvamento
o Demonstração Mista / Conjunta
aquático
o Demonstração de salvamento aquático o Treinamento de salvamento em

o Demonstração de salvamento em altura


altura o Treinamento de salvamento

o Demonstração de salvamento terrestre terrestre


o Treinamento de formação de
o Demonstração de cães
brigadas
o Demonstração de operações aéreas o Treinamento de atendimento em
o Demonstração de primeiros socorros acidentes de massa
o Treinamento aéreo
o Outros tipos de demonstrações
profissionais o Treinamento de piloto de aeronave
o Treinamento com tripulantes
operacionais
o Treinamento de primeiros socorros
o Treinamento de condução e
operação de viaturas
o Treinamento de Mergulho
Autônomo
o Outros tipos de treinamento
Operações do Corpo de Bombeiros Militar Palestras

o Operação simulada com empresas o Palestra de Prevenção e Combate


a Incêndio e Pânico (PCIP)
o Operação simulada do CBMMG
o Palestra de Combate a Incêndio
o Operação preventiva para redução de
incêndios/acidentes o Palestra de Primeiros Socorros
o Apoio a órgãos federais o Palestra de Defesa Civil
o Apoio a órgãos estaduais
o Apoio a órgãos municipais
o Apoio a empresas/instituições privadas

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).


46

O segundo grupo do ciclo de proteção de defesa civil está relacionada ao


gerenciamento do desastre, onde constam as fases de resposta e reconstrução.
Inicialmente indicaremos a Codificação Brasileira de Desastres – COBRADE, como
base para seleção das ocorrências de respostas aos desastres atendidas pela
Unidade de Pouso Alegre, dentro deste segmento de classificação. O Quadro 4
apresenta, de forma resumida, as ocorrências constantes na Classificação Brasileira
de Desastres.
47

Quadro 4 - Codificação Brasileira de Desastres

Categoria Grupo Subgrupo Tipo

1. Terremoto - Tremor de terra


- Tsunami
2. Emanação Vulcânica 0

-Quedas, tombamentos e
rolamentos
1) Geológico 3. Movimento de massa - Deslizamentos
- Corridas de Massa
- Subsidência e colapso

- Erosão costeira marinha


4. Erosão - Erosão de margem fluvial
- Erosão continental

1. Inundações 0

2) Hidrológico 2. Enxurradas 0

3. Alagamentos 0

- Ciclones
1. Sistema de grande
- Frentes frias / Zonas de
escala/escala regional
convergência
1. Natural
3) Meteorológico - Tempestade local /
2. Tempestades
Convectiva

- Ondas de calor
3. Temperaturas Extremas
- Ondas de frio

- Estiagem
- Seca
4) Climatológico 1. Seca
- Incêndio Florestal
- Baixa umidade do ar

- Doenças infecciosas virais


- Doenças infecciosas
bacterianas
1. Epidemias - Doenças infecciosas
parasíticas
- Doenças infecciosas
5) Biológico fúngicas

2. Infestação de pragas - Infestações de animais

- Infestações de algas

- Outras Infestações

Fonte: Adaptado de BRASIL (2017). Módulo de formação: resposta


48

Quadro 4 - Codificação Brasileira de Desastres (continuação)

Categoria Grupo Subgrupo Tipo

1. Desastres siderais com riscos - Queda de satélite


radioativos (radionuclídeos)

- Fontes radioativas em
2. Desastres com substâncias e processos de produção
1) Desastres Equipamentos radioativos de uso
relacionados a em pesquisas, indústrias e usinas
substâncias nucleares
radioativas
- Outras fontes de
3. Desastres relacionados com
liberação de
riscos de intensa poluição
radionuclídeos para o
ambiental provocada por resíduos
meio ambiente
radioativos

1. Desastres em plantas e distritos - Liberação de produtos


industriais, parques e químicos para a
armazenamentos com atmosfera
extravasamento de produtos causada por explosão ou
perigosos incêndio
- Liberação de produtos
químicos nos sistemas
de água potável
2. Desastres relacionados à
contaminação da água - Derramamento de
2) Desastres
produtos químicos em
relacionados
ambiente lacustre, fluvial,
a produtos
marinho e aquíferos
2. Tecnológico perigosos
- Liberação produtos
3. Desastres Relacionados a químicos e contaminação
Conflitos Bélicos como consequência de
ações militares.
- Transporte rodoviário
- Transporte ferroviário
4. Desastres relacionados a - Transporte aéreo
transporte de produtos perigosos - Transporte dutoviário
- Transporte marítimo
- Transporte aquaviário
- Incêndios em plantas e
3) Desastres distritos industriais,
relacionados a 1. Incêndios urbanos parques e depósitos.
incêndios urbanos - Incêndios em
aglomerados residenciais
1.Colapso de edificações 0
4) Desastres
relacionados a 2.Rompimento/colapso de 0
obras civis barragens

5) Desastres 1. Transporte rodoviário 0


relacionados a 2. Transporte ferroviário
transporte de
passageiros e 3. Transporte aéreo
cargas não 4. Transporte marítimo
perigosas 5. Transporte aquaviário
Fonte: Adaptado de BRASIL (2017). Módulo de formação: resposta
49

Após classificação, através do Quadro 4, dos eventos considerados como


desastres pela COBRADE, iremos a seguir, através do Quadro 5, indicar quais
ocorrências atendidas pelo CBMMG serão enquadradas e pesquisadas dentro da
fase de resposta referente ao ciclo de proteção e defesa civil, possuindo como base
a classificação realizada pela COBRADE.

Quadro 5 - Divisão das ocorrências operacionais no ciclo de PDC

Fase de Resposta

o Incêndios residenciais, industriais e comerciais

o Incêndios em vegetações

o Acidentes com produtos perigosos/QBRN

o Enchente, inundação, alagamento e enxurrada

o Descargas atmosféricas e abalos sísmicos

o Deslizamento de terra e corridas de massa

o Quedas, rolamentos e tombamentos

o Granizo

o Vendaval

o Chuvas intensas

o Evacuação de área de risco

o Colapso de edificações

o Rompimento de barragens

o Outros tipos de desastres

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Para a fase de reconstrução do ciclo de PDC, não possuímos natureza


específica na DIAO para essa classificação, portanto iremos analisar as possíveis
ocorrências que não estão previstas dentro das outras fases do ciclo de PDC e que
possam se enquadrar dentro desta fase.
50

5.3 LEVANTAMENTO DAS OCORRÊNCIAS DE PDC AO LONGO DO PERÍODO


DELIMITADO NA PESQUISA

Após classificação de quais ocorrências dentro do ciclo de proteção e defesa


civil serão pesquisadas nos anuários estatísticos da corporação, e após divisão
dessas ocorrências dentro das fases do ciclo de PDC, iremos realizar os
levantamentos e comparações para melhor entendimento, levando-se em
consideração a delimitação temporal da pesquisa, que será entre os anos de 2014 e
2021.

5.3.1 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2014 pela unidade BM de Pouso


Alegre

No ano de 2014, a Unidade de bombeiros militar em Pouso Alegre atendeu


um total de 8989 ocorrências, segundo o Anuário Estatístico do CBMMG.
Do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM de Pouso Alegre no ano
de 2014, segundo os critérios estabelecidos na Seção 5.2 deste trabalho, obtivemos
um total de 2356 ocorrências enquadradas como proteção e defesa civil. No Gráfico
1, verificaremos a comparação entre as ocorrências relacionadas a proteção e
defesa civil e o total geral de ocorrências atendidas pela unidade no referido ano.
51

Gráfico 1 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total


de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2014

9000
8000
7000
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0

Total de ocorrências 8989


Ocorrências de PDC 2356

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 1, percebemos que do total de ocorrências atendidas


pela Unidade BM em Pouso Alegre no ano de 2014, 26,21% foram relacionadas a
proteção e defesa civil.
Das ocorrências de proteção e defesa civil atendidas no ano de 2014,
segundo ainda classificação dos critérios estabelecidos neste trabalho e
considerando o ciclo de proteção e defesa civil, as ocorrências foram divididas nas
fases do ciclo de PDC conforme Gráfico 2.
52

Gráfico 2 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2014

Reconstrução
0

Resposta
Preparação 324

Mitigação 242
Prevenção
8 1782

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 2, percebemos que a fase de prevenção obteve um


destaque expressivo em relação as demais fases do ciclo de PDC, com um total de
1782 ocorrências atendidas no ano de 2014, ou 75,64% das ocorrências de PDC.
Ainda referente ao ano de 2014 tivemos a fase de resposta como segunda
ranqueada nas ocorrências de PDC, seguida pela fase de preparação e mitigação.
Não tivemos ocorrências atendidas pela Unidade BM em 2014 relacionadas a fase
de reconstrução.

5.3.2 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2015 pela unidade BM de Pouso


Alegre

No ano de 2015, a unidade de bombeiros militar em Pouso Alegre atendeu


um total de 10246 ocorrências, segundo o Anuário Estatístico do CBMMG.
Do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM de Pouso Alegre no ano
de 2015, segundo os critérios estabelecidos no item 5.2 de ocorrências relacionadas
ao ciclo de proteção e defesa civil, obtivemos um total de 5136 ocorrências
relacionadas a proteção e defesa civil. Através do Gráfico 3 verificamos a
53

comparação entre as ocorrências relacionadas a proteção e defesa civil e o total


geral de ocorrências atendidas pela unidade em 2015.

Gráfico 3 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total


de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2015

12000

10000

8000

6000

4000

2000

Total de ocorrências 10246


Ocorrências de PDC 5136

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 3, percebemos que do total de ocorrências atendidas pela


Unidade BM em Pouso Alegre no ano de 2015, 50,13% foram relacionadas a
proteção e defesa civil.
Das ocorrências de proteção e defesa civil atendidas no ano de 2015,
segundo ainda classificação dos critérios estabelecidos neste trabalho, e
considerando o ciclo de proteção e defesa civil, as ocorrências foram divididas nas
fases do ciclo de PDC conforme Gráfico 4.
54

Gráfico 4 – Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2015

Reconstrução
0

Resposta
Preparação 280
455
Mitigação
627
Prevenção
3774

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

De acordo com o Gráfico 4, notamos que a fase de prevenção ainda se


mantém como destaque isolado no total de ocorrências atendidas do ciclo de PDC
para o ano de 2015. A fase de prevenção no ano de 2015 foi responsável pelo
atendimento de 73,48% das ocorrências atendidas de PDC. Ainda dentro da análise
do Gráfico 4, percebemos o aumento expressivo de ocorrências da fase de
mitigação, saltando de 8 ocorrências em 2014 para 627 em 2015. Para o ano de
2015 a fase de preparação ultrapassou a fase de resposta nos atendimentos
relacionados ao ciclo de PDC. Também em 2015 não tivemos ocorrências
relacionadas à fase de reconstrução.

5.3.3 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2016 pela unidade BM de Pouso


Alegre

No ano de 2016, a unidade de bombeiros militar em Pouso Alegre atendeu


um total de 8405 ocorrências, segundo o Anuário Estatístico do CBMMG.
Do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM de Pouso Alegre no ano
de 2016, segundo os critérios estabelecidos no item 5.2 de ocorrências relacionadas
ao ciclo de proteção e defesa civil, obtivemos um total de 4049 ocorrências de
55

proteção e defesa civil. No Gráfico 5 podemos verificar a comparação entre as


ocorrências relacionadas ao ciclo de proteção e defesa civil e o total geral de
ocorrências atendidas pela unidade no ano de 2016.

Gráfico 5 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total


de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2016

9000
8000
7000
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0

Total de ocorrências 8405


Ocorrências de PDC 4049

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 5, percebemos que do total de ocorrências atendidas


pela Unidade BM em Pouso Alegre no ano de 2016, 48,17% foram relacionadas a
proteção e defesa civil.
Das ocorrências de proteção e defesa civil atendidas no ano de 2016,
segundo ainda classificação dos critérios estabelecidos neste trabalho e
considerando o ciclo de proteção e defesa civil, as ocorrências foram divididas nas
fases do ciclo de PDC conforme Gráfico 6.
56

Gráfico 6 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2016

Reconstrução
0

Resposta
Preparação
449
331

Prevenção
Mitigação 2292
977

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Pela análise do Gráfico 6, percebemos que a fase de prevenção ainda se


mantem na primeira colocação com o maior número de ocorrências atendidas de
PDC. Entretanto percebemos uma queda percentual desta fase em comparação aos
anos de 2014 e 2015, onde se manteve acima dos 70% nos respectivos anos. Para
o ano de 2016, a fase de prevenção foi responsável por mais da metade das
ocorrências de PDC, com um total de 56,61%. A segunda posição no total de
ocorrências atendidas remete à fase de mitigação, com um aumento de 55,82% em
relação ao ano anterior. No ano de 2016 houve também um aumento da fase de
resposta em relação aos anos de 2014 e 2015, saltando de um total de 324 e 280
ocorrências atendidas, respectivamente, para um total de 449 ocorrências. A fase de
preparação ficou na quarta posição seguida pela fase de reconstrução, a qual mais
uma vez não obteve atendimento da Unidade no ano de 2016.
57

5.3.4 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2017 pela unidade BM de


Pouso Alegre

No ano de 2017, a unidade de bombeiros militar em Pouso Alegre atendeu


um total de 8901 ocorrências, segundo o Anuário Estatístico do CBMMG.
Do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM de Pouso Alegre no ano
de 2017, segundo os critérios estabelecidos no item 5.2 de ocorrências relacionadas
ao ciclo de proteção e defesa civil, obtivemos um total de 3847 ocorrências de
proteção e defesa civil. No Gráfico 7 podemos verificar a comparação entre as
ocorrências relacionadas a proteção e defesa civil e o total geral de ocorrências
atendidas pela unidade no referido ano.

Gráfico 7 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total


de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2017

9000
8000
7000
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0

Total de ocorrências 8901


Ocorrências de PDC 3847

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 7, percebemos que do total de ocorrências atendidas


pela Unidade BM em Pouso Alegre no ano de 2017, 43,22% foram relacionadas a
proteção e defesa civil.
58

Das ocorrências de proteção e defesa civil atendidas no ano de 2017,


segundo ainda classificação dos critérios estabelecidos neste trabalho e
considerando o ciclo de proteção e defesa civil, as ocorrências foram divididas nas
fases do ciclo de PDC conforme Gráfico 8.

Gráfico 8 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2017

Reconstrução
0

Resposta
497
Preparação Prevenção
514 1810

Mitigação
1026

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 8, mesmo permanecendo na primeira colocação no


número de atendimentos, percebemos que a fase de prevenção, pela primeira vez
desde análise dos dados a partir do ano de 2014, obteve menos da metade das
ocorrências atendidas na Unidade para o ano de 2017, dentro do ciclo de PDC. A
fase de prevenção foi responsável pelo atendimento de 47,05% das ocorrências
atendidas, seguida pela fase de mitigação que mais uma vez apresentou elevação
do número atendido em relação aos anos anteriores. As terceira e quarta fases
responsáveis pelos atendimentos de ocorrências do ciclo de PDC na Unidade BM de
Pouso Alegre foram a preparação e resposta, respectivamente, com uma diferença
percentual de menos de 5% entre elas para o referido ano. Repetimos mais uma vez
o não atendimento de ocorrências relacionadas à fase de reconstrução para o ano
de 2017 em Pouso Alegre.
59

5.3.5 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2018 pela unidade BM de Pouso


Alegre

No ano de 2018, a unidade de bombeiros militar em Pouso Alegre atendeu


um total de 7543 ocorrências, segundo o Anuário Estatístico do CBMMG.
Do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM de Pouso Alegre no ano
de 2018, segundo os critérios estabelecidos no item 5.2 de ocorrências relacionadas
ao ciclo de proteção e defesa civil, obtivemos um total de 3016 ocorrências de
proteção e defesa civil. No Gráfico 9 podemos verificar a comparação entre as
ocorrências relacionadas a proteção e defesa civil e o total geral de ocorrências
atendidas pela unidade no referido ano.

Gráfico 9 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e total


de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2018

8000

7000

6000

5000

4000

3000

2000

1000

Total de ocorrências 7543


Ocorrências de PDC 3016

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 9, percebemos que do total de ocorrências atendidas


pela Unidade BM em Pouso Alegre no ano de 2018, 39,98% foram relacionadas a
proteção e defesa civil.
60

Das ocorrências de proteção e defesa civil atendidas no ano de 2018,


segundo ainda classificação dos critérios estabelecidos neste trabalho, e
considerando o ciclo de proteção e defesa civil, as ocorrências foram divididas nas
fases do ciclo de PDC conforme Gráfico 10.

Gráfico 10 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2018

Reconstrução
0

Resposta
336
Prevenção
Preparação 1342
778

Mitigação
560

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Pela análise do Gráfico 10, percebemos que a fase de prevenção ainda se


mantem na primeira colocação, com o maior número de ocorrências atendidas de
PDC. Entretanto pelo segundo ano consecutivo das análises dos dados, a fase de
prevenção ficou abaixo da metade dos atendimentos da Unidade relativos a PDC,
precisamente com um total de 44,50% das ocorrências. Percebemos que a fase de
preparação saltou para a segunda colocação com um total de 778 ocorrências
atendidas, seguida pela fase de mitigação, que obteve um decréscimo em relação
aos anos de 2015 a 2017, com redução de 45,42% dos atendimentos em relação ao
ano de 2017. Em quarta posição para o ano de 2018 está a fase de resposta, o qual
também obteve um decréscimo em relação ao ano anterior, seguida mais uma vez
na última posição pela fase de reconstrução, a qual não obteve atendimentos para o
ano de 2018.
61

5.3.6 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2019 pela unidade BM de Pouso


Alegre

No ano de 2019, foram atendidos pela Unidade BM de Pouso Alegre um total


de 6562 ocorrências, segundo o Anuário Estatístico do CBMMG.
Do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM de Pouso Alegre no ano
de 2019, segundo os critérios estabelecidos no item 5.2 de ocorrências relacionadas
ao ciclo de proteção e defesa civil, obtivemos um total de 2515 ocorrências de
proteção e defesa civil. No Gráfico 11 verificamos a comparação entre as
ocorrências relacionadas a proteção e defesa civil e o total geral de ocorrências
atendidas pela unidade no referido ano.

Gráfico 11 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e


total de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2019

7000

6000

5000

4000

3000

2000

1000

Total de ocorrências 6562


Ocorrências de PDC 2515

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 11, percebemos que do total de ocorrências atendidas


pela Unidade BM em Pouso Alegre no ano de 2019, 38,33% foram relacionadas a
proteção e defesa civil.
62

Das ocorrências de proteção e defesa civil atendidas no ano de 2019,


segundo ainda classificação dos critérios estabelecidos neste trabalho, e
considerando o ciclo de proteção e defesa civil, as ocorrências foram divididas nas
fases do ciclo de PDC conforme Gráfico 12.

Gráfico 12 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2019

Reconstrução
0

Resposta
418
Prevenção
Preparação 1188
510

Mitigação
399

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Pela análise do Gráfico 12, percebemos que a fase de prevenção se


manteve na primeira colocação, com o maior número de ocorrências atendidas de
PDC no ano de 2019 pela Unidade BM de Pouso Alegre, com um total de 47,24%
em relação às ocorrências de PDC. Percebemos também, pela primeira vez desde
análise dos dados, um equilíbrio dos atendimentos das fases de mitigação,
preparação e resposta, com diferença percentual entre elas menor que 5%. A fase
de reconstrução não registrou ocorrências no ano de 2019.

5.3.7 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2020 pela unidade BM de Pouso


Alegre

No ano de 2020, foram atendidos pela Unidade BM de Pouso Alegre um total


de 5193 ocorrências, segundo o Anuário Estatístico do CBMMG.
63

Do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM de Pouso Alegre no ano


de 2020, segundo os critérios estabelecidos no item 5.2 de ocorrências relacionadas
ao ciclo de proteção e defesa civil, obtivemos um total de 1470 ocorrências de
proteção e defesa civil. No Gráfico 13 verificamos a comparação entre as
ocorrências relacionadas a proteção e defesa civil e o total geral de ocorrências
atendidas pela unidade no referido ano.

Gráfico 13 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e


total de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2020

6000

5000

4000

3000

2000

1000

Total de ocorrências 5193


Ocorrências de PDC 1470

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 13, percebemos pela primeira vez desde as análises


dos dados, que o total de ocorrências de PDC no ano de 2020 esteve abaixo das
duas mil ocorrências. Neste ano a Unidade atendeu um total de 1470 ocorrências de
PDC, o que equivale a 28,31% do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM
em Pouso Alegre no ano de 2020 referentes a proteção e defesa civil.
Das ocorrências de proteção e defesa civil atendidas no ano de 2020,
segundo ainda classificação dos critérios estabelecidos neste trabalho, e
64

considerando o ciclo de proteção e defesa civil, as ocorrências foram divididas nas


fases do ciclo de PDC conforme Gráfico 14.

Gráfico 14 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2020

Reconstrução
0

Prevenção
330
Resposta
603
Mitigação
134
Preparação
403

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Pelos detalhes do Gráfico 14, percebemos pela primeira vez, desde as


análises dos dados a partir do ano de 2014, que a fase de prevenção não ficou na
primeira colocação dos atendimentos relacionadas a proteção e defesa civil na
Unidade BM de Pouso Alegre. A fase de prevenção não ficou nem na segunda
colocação dos atendimentos para o ano de 2020, sendo ultrapassadas pelas fases
de resposta e preparação.
Destacamos também que a fase de resposta, pela primeira vez ao longo do
período estudado, ficou na primeira colocação no total de ocorrências atendidas de
PDC na Unidade BM de Pouso Alegre no ano de 2020, perfazendo um total de
41,02% dos atendimentos relativos à proteção e defesa civil da Unidade. A fase de
reconstrução não registrou ocorrências no ano de 2020.
65

5.3.8 Ocorrências de PDC atendidas no ano de 2021 pela unidade BM de Pouso


Alegre

No ano de 2021 foram atendidos pela Unidade BM de Pouso Alegre um total


de 5501 ocorrências, segundo o Anuário Estatístico do CBMMG.
Do total de ocorrências atendidas pela Unidade BM de Pouso Alegre no ano
de 2021, segundo os critérios estabelecidos no item 5.2 de ocorrências relacionadas
ao ciclo de proteção e defesa civil, obtivemos um total de 1742 ocorrências de
proteção e defesa civil. No Gráfico 15 verificamos a comparação entre as
ocorrências relacionadas a proteção e defesa civil e o total geral de ocorrências
atendidas pela unidade no referido ano.

Gráfico 15 - Comparativo entre o total de ocorrências atendidas pela Unidade e


total de ocorrências do ciclo de PDC no ano de 2021

6000

5000

4000

3000

2000

1000

Total de ocorrências 5501


Ocorrências de PDC 1742

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 15, percebemos que as ocorrências de PDC se


mantiveram abaixo das duas mil ocorrências para ano de 2021, assim como no ano
anterior. Em 2021 a Unidade obteve discreta melhora percentual em relação ao ano
66

de 2020, com um total de 31,67% de ocorrências atendidas relativos a PDC, face ao


total de registro anual de 2021.
Das ocorrências de proteção e defesa civil atendidas no ano de 2021,
segundo ainda classificação dos critérios estabelecidos neste trabalho, e
considerando o ciclo de proteção e defesa civil, as ocorrências foram divididas nas
fases do ciclo de PDC conforme Gráfico 16.

Gráfico 16 - Número de ocorrências dentro do ciclo de PDC no ano de 2021

Reconstrução
0

Prevenção
Resposta
490
542

Preparação Mitigação
640 70

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Pela análise do Gráfico 16, percebemos que apesar do aumento do número


de ocorrências da fase de prevenção, ela se manteve na terceira posição em relação
ao total de ocorrências de PDC da Unidade para o ano de 2021. Ocorreu para o ano
de 2021 inversão do primeiro e segundo colocados do ano de 2020. Em 2021 a fase
de preparação esteve na primeira posição e a fase de resposta na segunda
colocação dos atendimentos da Unidade BM em Pouso Alegre dentro do ciclo de
proteção e defesa civil. Também houve redução significativa da fase de mitigação
em relação aos anos anteriores, se mantendo maior no total de ocorrências
atendidas somente em referência ao ano de 2014. Por fim, a fase de reconstrução
não registrou ocorrências no ano de 2020, assim como todos os anos analisados na
pesquisa.
67

5.4 COMPARATIVO PERCENTUAL DO QUANTITATIVO DE OCORRÊNCIAS DE


PDC EM RELAÇÃO AO TOTAL DE OCORRÊNCIAS ATENDIDAS POR ANO AO
LONGO DO PERÍODO DELIMITADO

Nesta seção iremos comparar graficamente o percentual total de ocorrências


anual atendidos pela Unidade de Pouso Alegre com o total de ocorrências
relacionadas ao ciclo de proteção e defesa civil, conforme podemos verificar no
Gráfico 17.

Gráfico 17 - Comparativo percentual entre as ocorrências de PDC e o total de


ocorrências atendidas pela Unidade

60
50,13 48,17
50
43,22
39,98 38,33
40
31,67
28,31
30 26,21

20

10

0
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Percentual de ocorrências de PDC em relação ao total de ocorrências (em %)


Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando os dados do Gráfico 17, percebemos que as ocorrências


relacionadas ao ciclo de proteção e defesa civil ocupam local de destaque perante o
total global de ocorrências atendidas pela Unidade, com no mínimo 25% dos
atendimentos realizados pela Unidade anualmente relacionadas as fases de
proteção e defesa civil.
68

Em uma média aritmética simples, entre os anos de 2014 e 2021, a média


percentual de atendimentos de PDC da Unidade foi de 38,25%, destacando-se o
ano de 2015, onde mais da metade das ocorrências atendidas pela Unidade BM de
Pouso Alegre foram relacionadas a proteção e defesa civil.
Os anos de 2015 a 2019 obtiveram dados de atendimentos de ocorrências
relacionadas a proteção e defesa civil acima da média para o período. No ano de
2014, 2020 e 2021 o percentual de atendimentos esteve abaixo da média percentual
total.

5.5 COMPARATIVO INDIVIDUALIZADO DAS FASES DE PROTEÇÃO E DEFESA


CIVIL NA UNIDADE BM DE POUSO ALEGRE AO LONGO DO PERÍODO
ESTUDADO

Nas seções a seguir, iremos comparar individualmente as fases de


prevenção, mitigação, preparação, resposta e reconstrução ao longo do período
estudado na Unidade BM Pouso Alegre. Realizaremos também a média móvel a
cada dois anos subsequentes, de modo a compararmos a evolução dos
atendimentos em relação a média móvel.

5.5.1 Prevenção

Em relação a fase de prevenção, obtivemos a seguinte comparação do


atendimento de ocorrências relacionadas a esta fase entre os anos de 2014 e 2021
na Unidade BM de Pouso Alegre, conforme Gráfico 18.
69

Gráfico 18 – Comparativo e média móvel das ocorrências de prevenção ao longo


do período delimitado

4000

3500

3000

2500

2000

1500

1000

500

0
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Prevenção Tendência Média Móvel (prevenção)

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando as informações do Gráfico 18, e levando-se em consideração os


dados analisados nos tópicos anteriores, onde nos foi demonstrado que a fase de
prevenção foi a fase que mais obteve atendimentos na Unidade BM de Pouso
Alegre, dentro do ciclo de proteção e defesa civil desde o ano de 2014, verificamos
uma queda dos números de ocorrências relacionadas a prevenção a partir do ano de
2015 até o ano de 2020. Do ano de 2020 para o ano de 2021 houve um pequeno
aumento dos atendimentos relacionados a esta fase.
No ano de 2015, onde os atendimentos de proteção e defesa civil na Unidade
ultrapassam mais da metade dos atendimentos, conforme demonstrado no Gráfico
3 do item 5.3.2, os atendimentos da fase de prevenção estiveram bem acima da
média móvel do período. A partir de 2015 verificamos pelo Gráfico 18 queda no
total de ocorrências de prevenção até o ano de 2020, onde a partir desse ano as
ocorrências de prevenção voltaram a ultrapassar, de forma discreta, a média móvel
do período.
70

5.5.2 Mitigação

Em relação a fase de mitigação, obtivemos a seguinte comparação dos


atendimentos de ocorrências relacionadas a esta fase entre os anos de 2014 e 2021
na Unidade BM de Pouso Alegre, conforme Gráfico 19.

Gráfico 19 - Comparativo e média móvel das ocorrências de mitigação ao longo do


período delimitado

1200

1000

800

600

400

200

0
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Mitigação Tendência Média Móvel (mitigação)

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando as informações constantes no Gráfico 19, relativo à fase de


mitigação, verificamos que a Unidade esteve acima da média móvel dos
atendimentos nos anos de 2015 a 2017 da análise. A partir de 2018 até o ano de
2021, os atendimentos relacionados a mitigação, dentro do ciclo de PDC, estiveram
abaixo da média móvel do período. Destaca-se uma discrepância dos atendimentos
da fase de mitigação na Unidade nos primeiros quatro anos da análise, onde no ano
de 2014 tivemos um atendimento próximo a zero, com apenas 8 atendimentos e no
ano de 2017 o pico de atendimentos do período estudado com 1026 atendimentos.
A partir do ano de 2017 houve queda constante e acentuadas no número de
atendimentos de mitigação referentes à fase de PDC, saltando de 1026
71

atendimentos em 2017 para 70 em 2021, redução esta de 93,18% para o período


citado neste parágrafo.

5.5.3 Preparação

Em relação a fase de preparação, obtivemos a seguinte comparação do


atendimento de ocorrências relacionadas a esta fase entre os anos de 2014 e 2021
na Unidade BM de Pouso Alegre, conforme Gráfico 20.

Gráfico 20 - Comparativo e média móvel das ocorrências de preparação ao longo


do período delimitado

900
800
700
600
500
400
300
200
100
0
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Preparação Tendência Média Móvel (preparação)

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando o Gráfico 20, verificamos uma oscilação das ocorrências de


preparação relativas ao ciclo de proteção e defesa civil a partir do ano de 2014,
sendo o menor atendimento no ano de 2014 com 242 ocorrências e o maior
atendimento para o ano de 2018 com 778 ocorrências. Em relação à média móvel,
podemos destacar um equilíbrio para os anos que estiveram acima e abaixo da
média móvel, onde em 04 anos os dados obtidos estiveram acima da média móvel e
em 04 anos esses dados estiveram abaixo da média móvel.
72

5.5.4 Resposta

Em relação à fase de resposta, obtivemos a seguinte comparação do


atendimento de ocorrências relacionadas a esta fase entre os anos de 2014 e 2021
na Unidade BM de Pouso Alegre, conforme Gráfico 21.

Gráfico 21 - Comparativo e média móvel das ocorrências de resposta ao longo do


período delimitado

700

600

500

400

300

200

100

0
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

Resposta Tendência Média Móvel (resposta)


Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Analisando as informações constantes no Gráfico 21, verificamos que do ano


de 2014 para o ano de 2015, as ocorrências de resposta não tiveram uma oscilação
significativa, com percentual negativo de 13,58%, de 2014 para 2015. Já para o ano
de 2015 para 2016, houve uma elevação de 169 ocorrências, saltando de 280 em
2015 para 449 em 2016, o que em percentual nos fornece um acréscimo de 60,36%
de 2015 para 2016. Entre os anos de 2018 e 2021, houve oscilação dos
atendimentos de resposta na Unidade, se destacando o ano de 2020, onde a fase
de resposta foi a fase com maior número de ocorrências dentro dos atendimentos do
ciclo de proteção e defesa civil da Unidade, com um total de 603 ocorrências.
73

5.5.5 Reconstrução

Para a fase de reconstrução ou recuperação, relacionadas ao ciclo de


proteção e defesa civil, não obtivemos qualquer atendimento que se enquadrasse
dentro dos atendimentos da Unidade BM em Pouso Alegre para a referida fase,
dentro do período analisado.
74

6 CONCLUSÃO

Concluímos que os atendimentos relacionados a proteção e defesa civil


desempenham grande importância estatística para Unidade BM de Pouso Alegre
relativo ao total de ocorrências atendidas anualmente.
As ocorrências relacionadas à gestão de riscos de desastres, as quais
compreendem as fases de prevenção, mitigação e preparação, compreendem valor
expressivo em relação à gestão dos desastres, compreendido pelas fases de
resposta e reconstrução. Do total de 23.537 ocorrências atendidas pela Unidade de
Pouso Alegre relacionadas a proteção e defesa civil durante o período estudado,
concluímos que a Unidade atendeu 85,34% dessas ocorrências relacionadas ao
gerenciamento do risco de desastres. Identificamos assim que a Unidade BM de
Pouso Alegre segue orientações internacionais e normativas nacionais quanto à
atuação prioritária nas fases de prevenção, mitigação e preparação. Houve
atendimento na fase de resposta em 14,66% das ocorrências atendidas de PDC
pela Unidade.
A fase de prevenção esteve na primeira colocação da pesquisa entre os anos
de 2014 e 2019. Nos anos de 2020 e 2021 a fase de prevenção foi superada pelas
fases de resposta e preparação, respectivamente. A situação mencionada
incialmente nesse paragrafo se deu provavelmente devido à pandemia do
coronavírus, e apesar da diminuição dos atendimentos relacionados ao ciclo de
proteção e defesa civil nos anos de 2020 e 2021, principalmente nas fases de
prevenção e mitigação, a Unidade BM de Pouso Alegre manteve seu pronto
atendimento e atuação frente ao aumento nas fases de preparação e respostas nas
ocorrências de proteção e defesa civil, nos respectivos anos.
Concluímos, portanto, que houve oscilações em todas as fases de proteção e
defesa civil pesquisado ao longo do período estudado. Tal situação remete, no
campo interno do CBMMG, provavelmente, dentre outros fatores, à capacitação
institucional para o conhecimento e aprofundamento dos atendimentos relacionados
a proteção e defesa civil, com exemplo na promoção de cursos e treinamentos e
atualização de normas internas relacionadas a PDC. No campo externo, temos
dentre outros possíveis fatores dessas oscilações, o aumento de ocorrências
relacionados a desastres e a pandemia do coronavírus.
75

Concluímos também que a Unidade BM de Pouso Alegre não atua no ciclo


completo de proteção e defesa civil, devido ao fato de não haver atendimentos
relacionados à fase de reconstrução. A fase de reconstrução carece de maior
atenção da Unidade através de políticas internas ou de celebração de convênios e
apoios a órgãos públicos ou privados, para operações e empreendimentos que
ensejam na reconstrução ou recuperação de locais atingidos por desastres. Com
essa conclusão refutamos a hipótese inicial de que a Unidade BM de Pouso Alegre
atuou no ciclo completo de proteção e defesa civil ao longo do período estudado.
Concluímos, por fim, que a política de comando da Corporação, dentre os
vários objetivos estratégicos existentes, adotou a proteção e defesa civil como uma
das prioridades da Corporação. Com isso, ao longo dos anos do período estudado,
houve grande empenho institucional para que a Corporação atuasse de forma mais
equânime, satisfatória e presente no ciclo completo de proteção e defesa civil, tanto
no gerenciamento ao risco de desastres como no próprio gerenciamento aos
desastres. O resultado esperado é uma prestação de serviço à sociedade de maior
qualidade, com foco na prevenção e mitigação, com equipes capacitadas
preparadas, prontas para uma resposta rápida e eficiente nas ocorrências
relacionadas a proteção e defesa civil e a busca na atuação conjunta da
reconstrução de cenários afetados por desastres.
Sugere-se o aprofundamento da pesquisa realizada, no sentido de uma
análise qualitativa dos registros realizados, como forma de se obter maiores
informações e fidedignidade dos relatórios registrados, com o intuito de se obter qual
fase se enquadram realmente as ocorrências atendidas e registradas dentro do ciclo
de proteção de defesa civil. Sugere-se também o empenho institucional na
promoção de políticas internas para atuação na fase de reconstrução, relacionada
ao ciclo de proteção e defesa civil.
76

REFERÊNCIAS

ALVES, Henrique Rosmaninho. A gestão de riscos de desastres naturais no


Brasil: face as mudanças sociais e ambientais desencadeadas pelo processo de
urbanização. Curitiba: Prismas, 2016. 223 p. ISBN: 978-85-5507-222-2.

BRASIL. Congresso. Constituição (1988). Constituição da República Federativa


do Brasil: texto constitucional promulgado em 5 de outubro de 1988, com as
alterações determinadas pelas Emendas Constitucionais de Revisão nos 1 a 6/94,
pelas Emendas Constitucionais nos 1/92 a 91/2016 e pelo Decreto Legislativo no
186/2008. Brasília, Coordenação de Edições Técnicas 2016. Disponível em:
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81

APÊNDICE A – Solicitação de uso de dados estatísticos em trabalho


acadêmico
82
83

ANEXO A - Encaminhamento de solicitação para uso de informações em TCC –


CBMMG/7ª CIA IND
84
85

ANEXO B - Autorização para uso de informações em TCC – CBMMG/6º COB

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