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Segurança Contra Incêndios no Brasil

O documento discute a importância da prevenção e proteção contra incêndios no Brasil. Historicamente ocorreram grandes tragédias no país devido à falta de legislação adequada e medidas de segurança contra incêndio. Após cada tragédia, novas leis e normas foram criadas para garantir maior segurança contra incêndios em edificações.

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Segurança Contra Incêndios no Brasil

O documento discute a importância da prevenção e proteção contra incêndios no Brasil. Historicamente ocorreram grandes tragédias no país devido à falta de legislação adequada e medidas de segurança contra incêndio. Após cada tragédia, novas leis e normas foram criadas para garantir maior segurança contra incêndios em edificações.

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Apresentaçao

Historicamente, no Brasil já vivenciamos grandes tragédias para levar àpauta o assunto

segurança contra incêndio. Podemos destacar o incêndio criminoso no Gran Circo

Norte-Americano (1961), em Niterói, resultando em 250 mortos e 400 feridos. A perda

total na indústria Wolkswagen (1970), em São Bernardo do Campo, deixando quatro

vítimas fatais. os edificios Andraus e Joelma, em 1972 e 1974, respectivamente,

deixando um total de 205 mortos e 675 feridos em São Paulo. A simples falta de uma

legislação que exigisse, por exemplo, escadas de emergência, paredes e portas corta-

fogo, sinalização de rotas de fuga ou saídas de emergência, agravaram estas tragédias.

Mais recentemente, aqui em nosso estado tivemos o caso da Boate Kiss (2013), na

cidade de Santa Maria, que vitimou cerca de 342 jovens, em virtude do uso indevido o

de um artefato (sinalizador), cujas fagulhas atingiram o teto desenvolvendo um incendio

tendo como principal combustivel a espuma do tratamento acústico. Obviamente, este

tipo de equipamento só poderia ser utilizado ao ar livre, mas nada impediu que um dos

integrantes da banda o utilizasse no palco.

Analisando friamente os fatos históricos e os atuais, percebe-se que após cada tragédia

marcada por perdas fatais e materiais, o homem reage criando leis e regras que

garantam um nível adequado de segurança contra incêndio nas edificações. Nos anos

70, legislações e normas foram criadas e revisadas ano apos ano, com tal finalidade.

Apesar de se falar bastante em projetos baseados no desempenho, a realidade atual dos

estados brasileiros ainda necessita que medidas prescritivas de segurança contra

incêndios sejam impostas. Isso se deve ao fato de que muitas legislações estaduais ou

municipais estão defasadas, ou são quase inexistentes.


Objetivos

O presente Artigo tem por objetivos identificar a competência legal do Corpo de

Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul, em sua prerrogativa de realizar a

fiscalização de projetos de Proteção e prevenção Contra Incêndios, do mesmo modo

demonstrar o que garante este poder ao Corpo de Bombeiro Militar, agente fiscalizador

do estado.

O poder de polícia está inserido na corporação de maneira administrativamente, direito

este conferido pela Constituição federal e estadual, esclarecer quais são os objetivos do

Poder de Polícia conferido aos Corpos de Bombeiros Militares, relatando suas

prerrogativas e seus limites de atuação. Relatar como o Poder de Polícia encontra-se,

inserido intrinsicamente ao dever de agir. Tendo como base uma pesquisa documental,

bibliográfica e legislativa. Usando um modo dedutivo, é possível exemplificar quais são

as normas e legislações especificas de prevenção e proteção contra incêndios que

tornam as edificações e locais de risco de incêndio em ambientes mais seguros, por

meio da adoção de medidas de prevenção e proteção mais modernas e eficazes.

Com o episódio da Boate Kiss foi criada a Lei Complementar nº 14.376/13. Por

consequência uma nova atualização de medidas de prevenção e proteção contra

incêndios, buscando diminuir o número de tragedias como as já registradas

historicamente no mundo em nosso país.

Além do mais, esclarecer para que não reste dúvidas, quanto a competência dos Corpos

de Bombeiros Militares, quanto a legitimidade assegurada constitucionalmente para

atuar como órgão de fiscalização em relação a prevenção e proteção contra incêndios,


competência esta imposta pelo poder de polícia, para que se poça exigir que se

cumpram as exigências estabelecidas pelas legislações.

Palavras-chave: Poder de Polícia. Corpo de Bombeiros Militar. Prevenção e proteção

contra incêndios

1. INTRODUÇÃO

O Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) é um plano de prevenção contra

Incêndios exigido pelo corpo dos bombeiros, e outros órgãos públicos para qualquer

imóvel, para que eles possam ter seu abit-se, e tambem possuem a finalidade de

proporcionar maior segurança as pessoas e os ocupantes das diversas categorias de

imóveis, como: Industrias, comércios de forma geral, e condominios residenciais

multifamiliares.

O PPCI tem como objetivo proteger a vida dos ocupantes e patrimonio das edificações

através de ações que evitam a propagação do fogo e reduzem os danos materiais,

causados em uma situação de incêndios. Segundo Brentano (2013), para se avaliar as

medidas de prevenção e proteção contra Incêndios, uma determinada edificação deve

ser classificada segundo sua: ocupação, altura, área, carga de incêndio, de fogo ou

térmica. Na legislação vigente do RS a carga térmica sendo considerado um fator

importante no risco de uma edificação não consta na legislação. Após o acidente da


Boate Kiss em Santa Maria RS, onde morreram 242 jovens estudantes devido a erros no

projeto de PPCI de uma maneira geral, foi criada uma nova lei nº. 13.425/2017 chamada

lei Kiss que altera algumas instruções técnicas da lei complementar nº.14.376 de 26 de

dezembro de 2013. O presente trabalho, é relevante para o estudante de engenharia civil

interessado em trabalhar nesta area, na elaboração e execução de projetos de PPCI assim

como todos os profissionais que atuam nessa área, porque pode surgir situações que um

projeto de plano simplificado de um determinado estabelecimento comercial com duas

ocupações ou mais se torne um projeto completo de PPCI, conforme a legislação

vigente, este trabalho foi desenvolvido para dar esclarecer a todos os proffissionais e

trabalhadores que queiram desempenhar esta atividade.

Os Corpos de Bombeiros Militares, a legislação militar e o poder de fiscalização nas

edificações e áreas de risco

Introdução

A questão da fiscalização das edificações e áreas de risco pelos Corpos de Bombeiros

Militares é um assunto sempre muito atual, que permeia vertentes de Direito

Administrativo, no tocante ao exercício do Poder de Polícia, e de Direito Constitucional,

haja vista o pacto federativo existente no país, sendo importante analisar até que ponto

essa competência de fiscalização fixada por lei estadual não interfere na autonomia da

competência municipal em razão do interesse local. Outrossim, eventuais deslizes no

desenvolvimento da atividade de fiscalização sujeitam os bombeiros militares a

responder judicialmente, inclusive perante a justiça militar estadual, a exemplo do que


ocorreu no caso da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, em 2015, quando oito integrantes

do Corpo de Bombeiros foram julgados.

Os Corpos de Bombeiros Militares no contexto da Segurança Pública

Importante destacar, inicialmente, que o conceito de segurança pública, de acordo com

Lazzarini (2000, p. 119), está abrangido num conceito maior, que é o da ordem pública:

“Vemos, portanto, que a noção de ordem pública abarca a de segurança pública”.

O próprio artigo 144 da Constituição Federal enfatiza que a segurança pública é

exercida para que a ordem pública seja preservada, donde se abstrai que para que a

ordem pública exista, há necessidade de existir e de ser exercida, previamente, a

segurança pública.

Grande parte da doutrina existente a respeito de segurança pública se concentra nas

atividades desenvolvidas pela polícia, em especial quanto ao combate à criminalidade,

ressaltando a atividade preventiva, realizada previamente à ocorrência do delito e a

atividade repressiva, realizada após a ocorrência do delito.

O próprio mestre Lazzarini (Ibidem, p. 129) enfatiza essa situação, do enfoque da

segurança pública voltada para a questão do crime, ressaltando o seguinte no tocante aos

Corpos de Bombeiros Militares:


[…] os Corpos de Bombeiros Militares, em princípio, não exercem atividades de

segurança pública, porque, estas, repitamos, dizem respeito às infrações penais, com

típicas ações policiais preventiva ou repressivas imediatas.

A atividade-fim dos Corpos de Bombeiros Militares é de prevenção e combate a

incêndios, busca e salvamento e, agora, a de defesa civil, como previsto no artigo 144, §

5º, final da Constituição Federal de 1988 e legislação infraconstitucional de cada

unidade federada.

E Roth (2013, p. 370), chama a atenção quanto aos órgãos de Segurança Pública citados

no artigo 144 da CF, de que apenas dois deles são militares:

De se notar que, dos sete Órgãos de Segurança Pública mencionados, apenas dois deles

são militares: a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, nos termos do artigo 42

da Constituição Federal, in verbis: “Os membros das Polícias Militares e Corpos de

Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são

militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios”.

Analisando-se outros aspectos do art. 144 da Constituição Federal, verifica-se a grande

importância dos Corpos de Bombeiros Militares no contexto da segurança pública:


1) Que a Segurança Pública não se limita a ser um dever do Estado, mas também um

direito e uma responsabilidade de todas as pessoas. Isso traz uma perspectiva bastante

interessante, ou seja, que a questão da segurança não é um problema só da polícia, mas

de todos. A segurança começa pela conduta de cada um.

2) A atividade de Segurança Pública tem dois objetivos bem definidos:

a) Preservação da Ordem Pública. Quando os serviços essenciais estão em

funcionamento (segurança, saúde, transportes), garantindo que as pessoas tenham

condições de exercer plenamente suas atividades, pode-se dizer que existe ordem

pública. As grandes catástrofes, a exemplo de grandes incêndios e enchentes, também

afetam a vida normal das pessoas, trazendo desordem social, impedindo que as pessoas

exerçam suas atividades normalmente, além do grande clamor popular que acabam

causando; e

b) Preservação da Incolumidade das pessoas e do patrimônio. A palavra “incólume”, diz

respeito àquele que não sofreu nada no perigo, estando ileso, intacto, são e salvo. No

dia-a-dia, todos nós, indeterminadamente, nos defrontamos com situações de perigo ou

de risco. E não só as pessoas estão sujeitas a isso, mas também o patrimônio de modo

geral, seja uma casa, um prédio, um carro etc, que sofrem ameaça constante de danos.

Temos como exemplos, na vertente que diz respeito mais diretamente aos Bombeiros:

os veículos que circulam na cidade, e seus ocupantes, estão, a todo momento, sujeitos a

um acidente, havendo o risco de isso acontecer; os prédios onde as pessoas trabalham

ou residem estão sujeitos ao perigo de um incêndio; algumas casas, e as pessoas que


nelas vivem, estão sujeitas a inundações, principalmente se estiverem em locais sujeitos

a esse tipo de risco.

As atribuições legais dos Corpos de Bombeiros Militares

A Constituição Federal, em seu artigo 144, § 5º, estabelece que incumbe aos corpos de

bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, também a execução de

atividades de defesa civil.

As atribuições definidas em lei que a Constituição menciona, remete a legislações

estaduais. No caso de São Paulo, estavam, inicialmente, previstas no item V do artigo 2º

da Lei Estadual nº 616, de 17 de dezembro de 1974: “realizar serviços de prevenção e

de extinção de incêndios, simultaneamente com o de proteção e salvamento de vidas

humanas e materiais no local do sinistro, bem como o de busca e salvamento, prestando

socorros em casos de afogamentos, inundações, desabamentos, acidentes em geral,

catástrofes e calamidades públicas”.

Quanto à execução de atividades de defesa civil, convém, a priori, destacar o conceito

de “defesa civil”, que, nos termos do inciso I do artigo 2º do Decreto nº 7.257, de 04 de

agosto de 2010, é o: “conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e

recuperativas destinadas a evitar desastres e minimizar seus impactos para a população e

restabelecer a normalidade social”.


Existe todo um Sistema estruturando a Defesa Civil no Brasil, que é o SINPDEC

(Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil), composto por órgãos e entidades da

administração pública da União, Estados, Distrito Federal e municípios, além das

entidades da sociedade civil responsáveis pelas ações de defesa civil no País, mas que

não se confunde com os Corpos de Bombeiros Militares e com as atividades por eles

realizadas, muito embora, em alguns Estados da Federação, o Coordenador Estadual de

Defesa Civil seja o respectivo Comandante do Corpo de Bombeiros Militar, a exemplo

dos Estados do Acre, Amazonas, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins.

O conceito de Defesa Civil, conforme mencionado, engloba várias ações (preventivas,

de socorro, assistenciais e recuperativas), mas, em regra, os Corpos de Bombeiros

Militares atuam, precipuamente, na prevenção e no socorro.

Outra atribuição legal conferida aos Corpos de Bombeiros Militares diz respeito à

fiscalização de edificações e áreas de risco, ou seja, o poder de polícia para atuar

proativamente na fiscalização do cumprimento das medidas de segurança contra

incêndios previstas em Normas de Segurança Contra Incêndio, independentemente de

solicitação do particular. No caso de São Paulo, essa atribuição foi dada pela Lei

Complementar nº 1.257, de 06 de janeiro de 2015, que ampliou e definiu novas

competências ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo

(CBPMESP), além das que já eram previstas na Lei nº 616/74. Vários outros Estados já

possuíam essa atribuição em suas respectivas legislações.

As Normas de Segurança Contra Incêndio


Os Códigos ou Regulamentos de Segurança Contra Incêndio (normas) podem ser

prescritivos, elencando uma série de medidas de proteção de acordo com uma

padronizada classificação das edificações e áreas de risco em função de suas

ocupações/uso e tamanho (área e altura), trazendo soluções coletivas, e também podem

ser por desempenho, flexibilizando a adoção de medidas de proteção em função de

características específicas de determinadas edificações e áreas de risco, trazendo

soluções individualizadas.

No Brasil, os Corpos de Bombeiros Militares adotam uma solução mista em suas

normas de Segurança Contra Incêndio. Em regra, adotam, precipuamente, normas

prescritivas, mas também permitem soluções individualizadas, em função de riscos

específicos e construções que fogem ao padrão convencional, com comissões técnicas

para análise e indicação de soluções pontuais e alternativas.

A fiscalização dos Corpos de Bombeiros Militares e o interesse local das prefeituras

A Constituição Federal (CF) deu autonomia a seus Estados-membros, com repartição de

competências administrativas, tributárias e legislativas. Dentro desse princípio

federativo, segundo Moraes (2013, p. 166), o que estabelece essa repartição de

competências é a predominância do interesse: “O princípio geral que norteia a

repartição de competência entre as entidades componentes do Estado Federal é o da

predominância do interesse”.
A CF não é específica com relação a competências próprias ou privativas dos Estados-

membros, por isso a doutrina dizer que, neste caso, se trata de competência

remanescente, conforme assevera Moraes (2016, p. 325): “Aos Estados-membros são

reservadas as competências administrativas que não lhes sejam vedadas pela

Constituição, ou seja, cabem na área administrativa privativamente ao Estado todas as

competências que não forem da União (CF, art. 21), dos municípios (CF, art. 30) e

comuns (CF, art. 23)”.

Nenhum dos artigos da Constituição Federal, que tratam das competências dos entes

federativos, diz respeito, especificamente, à segurança contra incêndios, a não ser se

levarmos esse assunto para as questões de defesa civil (competência privativa da União,

de acordo com o inciso XXVIII do art. 22), de proteção do meio ambiente (competência

comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de acordo com o

inciso VI do art. 23 e competência concorrente da União, Estados e Distrito Federal, de

acordo com o inciso VI do art. 24) e de direito urbanístico (competência concorrente da

União, Estados e Distrito Federal, de acordo com o inciso I do art. 24).

O urbanismo, dentro da competência legislativa dos municípios, tem sua relevância nas

questões de interesse local (inciso I do art. 30 da Constituição Federal: compete aos

Municípios legislar sobre assuntos de interesse local), a exemplo das relativas ao

disciplinamento do uso do solo e das regras que devem ser observadas para se edificar

numa determinada cidade (inciso VIII do art. 30 da Constituição Federal: compete aos

Municípios promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante

planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano), sendo,


por isso, de grande importância também os Códigos de Obras e Edificações, que

dispõem sobre as regras gerais e específicas a serem obedecidas no projeto,

licenciamento, execução, manutenção e utilização das obras, edificações e

equipamentos, dentro dos limites dos imóveis, bem como os respectivos procedimentos

administrativos, executivos e fiscalizatórios, sem prejuízo do disposto na legislação

estadual e federal pertinente.

Dentro do respeito às competências legislativas, não seria pertinente o Município

estabelecer regras a serem cumpridas pelos Corpos de Bombeiros Militares, uma vez

que se tratam de Corporações Estaduais, órgãos integrantes da Segurança Pública,

conforme já exposto. Para que haja sintonia na questão da fiscalização das edificações

de uma cidade, envolvendo aspectos de segurança contra incêndio, os municípios

podem firmar Convênios com os seus respectivos Estados, prevendo tal condição.

Recentemente, no âmbito da União, foi sancionada a Lei nº 13.425, de 30 de março de

2017, que estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio

e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público.

Trata-se de lei preocupada em regular questões de cunho urbanístico, de acordo com os

dispositivos mencionados no inciso I de seu art. 1º. E para que não colida com as

competências legislativas, é cabível sua suplementação por parte dos Estados, dos

Municípios e do Distrito Federal, conforme estabelece seu art. 7º e respectivo parágrafo,

in verbis:
Art. 7º – As diretrizes estabelecidas por esta Lei serão suplementadas por normas

estaduais, municipais e do Distrito Federal, na esfera de competência de cada ente

político.

Parágrafo único. Os Estados, os Municípios e o Distrito Federal deverão considerar as

peculiaridades regionais e locais e poderão, por ato motivado da autoridade competente,

determinar medidas diferenciadas para cada tipo de estabelecimento, edificação ou área

de reunião de público, voltadas a assegurar a prevenção e combate a incêndio e a

desastres e a segurança da população em geral.

Importante ressaltar que o poder de polícia dos Corpos de Bombeiros Militares não tira

o poder de polícia das Prefeituras, no tocante à “polícia das edificações”, de modo que

aqueles devem se ater às questões que contrariem as normas/regulamentos de segurança

contra incêndio e estas, em razão do interesse local, às questões que contrariem os

Códigos e Legislações de uso e ocupação do solo, sendo comum a realização de

operações em conjunto, mesmo porque, as irregularidades constatadas pelos Bombeiros

nas edificações, regra geral, devem ser comunicadas às respectivas Prefeituras para

adoção de outras providências, a exemplo da necessidade de fechamento de um

estabelecimento comercial, que pode, eventualmente, extrapolar o poder de fiscalização

dos Bombeiros em razão de dispositivos de legislação estadual própria.


A indelegabilidade do Poder de Polícia dos Corpos de Bombeiros Militares a

particulares

Atualmente, verifica-se que a questão da fiscalização pelos Corpos de Bombeiros

Militares é essencial, buscando-se evitar novas tragédias, a exemplo da que ocorreu na

Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2013.

No Estado de São Paulo, dentre as mudanças trazidas pela Lei Complementar nº

1.257/15, que instituiu o Código Estadual de Proteção Contra Incêndios e Emergências,

destaca-se o estabelecimento do Poder de Polícia aos bombeiros militares, que ainda

depende de regulamentação para seu pleno exercício (outros Estados, a exemplo de

Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso, já têm regulamentadas suas respetivas leis

prevendo o poder de polícia aos seus bombeiros militares. Em Minas Gerais temos a Lei

nº 14.130, de 19/12/01, regulamentada pelo Decreto nº 44.746, de 25/02/08, alterado

pelo Decreto nº 46.595, de 10/09/14; na Bahia temos a Lei nº 12.929, de 27/12/13,

regulamentada pelo Decreto nº 16.302, de 27/08/15 e em Mato Grosso temos a Lei nº

10.402, de 25/05/16, regulamentada pelo Decreto nº 859, de 17/02/17).

O poder de polícia, de acordo com o artigo 78 do Código Tributário Nacional, trata-se

de prerrogativa da Administração Pública, de restringir direitos para que prevaleça o

interesse público, não se confundindo com o “poder da polícia”. O poder de polícia no

âmbito da Administração Pública acaba se manifestando, com maior ênfase, por ocasião

de ações de fiscalização, com medidas, por exemplo, de fechamento de um

estabelecimento comercial por agentes da vigilância sanitária, em razão da venda de

produtos deteriorados, que colocariam em risco a saúde de toda uma coletividade.


No caso dos Bombeiros, o poder de polícia se materializa na fiscalização de edificações

e áreas de risco, a fim de verificar se tais locais estão de acordo com as normas de

proteção contra incêndio, com os equipamentos instalados e em funcionamento, bem

como as demais medidas exigíveis de acordo com determinadas características

construtivas e de ocupação, a ponto de aplicarem sanções no caso de inobservância das

normas, agindo, proativamente, numa atitude preventiva, a fim de evitar incêndios e

salvar vidas.

A Lei nº 13.425/17, recém sancionada no âmbito da União, ratificou essa competência

de fiscalização aos Corpos de Bombeiros Militares, estabelecendo em seu art. 3º e § 1º,

in verbis, que:

Art. 3º – Cabe ao Corpo de Bombeiros Militar planejar, analisar, avaliar, vistoriar,

aprovar e fiscalizar as medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em

estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público, sem prejuízo das

prerrogativas municipais no controle das edificações e do uso, do parcelamento e da

ocupação do solo urbano e das atribuições dos profissionais responsáveis pelos

respectivos projetos. (g.n.)

1º – Inclui-se nas atividades de fiscalização previstas no caput deste artigo a aplicação

de advertência, multa, interdição e embargo, na forma da legislação estadual pertinente.


Em regra, o poder de polícia da Administração Pública é indelegável a particulares ou

agentes, ainda que públicos, para o exercício de suas atividades e atribuições.

As atividades de fiscalização de edificações e áreas de risco, no tocante à proteção

contra incêndios, estão intimamente ligadas ao poder de polícia dos Corpos de

Bombeiros Militares, que podem, em razão dessa fiscalização, conforme exposto,

aplicar sanções, que vão desde advertências ou notificações, passando pelas multas e

chegando até a embargos de estabelecimentos, entendendo-se que são atividades

indelegáveis, próprias do Estado, conforme manifestação nº

29.767/2016-AsJConst/SAJ/PGR, referente a Ação Direta de Inconstitucionalidade

5.354/SC proposta pela Procuradoria-Geral da República, com pedido de medida

cautelar, em face do art. 112, parágrafo único, da Constituição do Estado de Santa

Catarina, e do art. 12, § 1º , da Lei 16.157, de 7 de novembro de 2013, do mesmo

estado, os quais autorizam que bombeiros voluntários realizem vistorias e fiscalizações

e lavrem autos de infração referentes a normas de segurança contra incêndio e pânico:

[…] 2. Vistoria, fiscalização e lavratura de autos de infração, por serem expressão do

poder de polícia do estado, não podem ser delegadas a particulares. O poder de polícia,

atividade estatal típica – fora atos meramente preparatórios e os de simples execução

material –, não pode ser delegado a agentes não estatais. Precedentes. 3. São

inconstitucionais normas estaduais que deleguem a agentes não estatais exercício direto

e imediato de atividades próprias de bombeiros militares estaduais. Violação ao art. 144,

caput e § 5º, da Constituição da República. […]


A cooperação dos Bombeiros Municipais e Bombeiros Voluntários restrita às

emergências

Diferentemente das Guardas Municipais, a Constituição Federal não prevê a existência

de Corpos de Bombeiros Municipais dentro do capítulo da Segurança Pública (art. 144).

Moraes (2016, p. 856) citando jurisprudência², referindo-se a este artigo da CF, ressalta

que, conforme decidiu o STF, a enumeração constitucional dos órgãos policiais é

taxativa.

Por outro lado, o artigo 241 da CF prevê a possibilidade de consórcios públicos e

convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de

serviços públicos. É o que ocorre, por exemplo, com os Convênios firmados entre o

Estado de São Paulo e seus Municípios para os Serviços de Bombeiros (Lei nº 684/75,

recepcionada), que possibilitam, inclusive, o Estado aceitar bombeiro municipal para a

cooperação na prestação dos serviços de bombeiros pelo Corpo de Bombeiros da Polícia

Militar (art. 1ºA acrescentado à Lei nº 684/75, por meio da Lei nº 14.511, de 22 de julho

de 2011).

Com relação ao bombeiro voluntário, a Constituição do Estado de São Paulo prevê, em

seu artigo 148, que lei estadual estabelecerá condições que facilitem e estimulem a

criação de Corpos de Bombeiros Voluntários nos Municípios, respeitada a legislação

federal. A lei estadual mencionada é a de nº 10.220, de 12 de fevereiro de 1999, que

autoriza os Municípios, por meio de lei, criarem e organizarem corpos voluntários de

combate a incêndio, socorro em caso de calamidade pública ou de defesa permanente do

meio ambiente, desde que sujeitos aos padrões, normas e instruções do Corpo de
Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e desde que celebrado por meio

de convênio entre o Município e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, de forma a

garantir a padronização da estrutura, instrução e equipamentos operacionais.

Essa mesma questão, dos bombeiros municipais e voluntários, voltou a ser tratada na

Lei Complementar nº 1.257/15, de São Paulo, prevendo a possibilidade de um trabalho

integrado, não só dos bombeiros militares, municipais e voluntários, mas também de

congêneres (bombeiros civis, brigadistas de incêndio, guarda-vidas e similares), no

sentido de cooperarem na prestação dos serviços de bombeiros, nos termos da legislação

vigente, dentro de um “Sistema de Atendimento de Emergências”. Essa cooperação, no

entanto, se restringe ao atendimento operacional de emergências, de pronta resposta.

Não é cabível a cooperação no caso da fiscalização das edificações e áreas de risco, vez

que esse poder de polícia não pode ser delegado a particular, conforme já comentado

anteriormente.

O poder de fiscalização e a responsabilidade perante a Justiça Militar estadual

A Justiça Militar estadual julga os militares dos Estados (policiais e bombeiros

militares) quando da prática de crimes militares, conforme dispõe o art. 125, § 4º da CF:

4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos

crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares,

ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil […]


A fiscalização das edificações e áreas de risco pelos Corpos de Bombeiros Militares

traz, sem dúvida, uma carga maior de responsabilidade a tais Corporações, ensejando

melhor controle interno dos procedimentos que envolvam esse tipo de serviço. Em

2015, oito bombeiros foram condenados pela Justiça Militar do Rio Grande do Sul,

resultado de denúncias que tiveram por base inquérito policial que investigou a

falsificação de assinaturas e outros documentos para permitir a abertura da Boate Kiss

junto à prefeitura local. Vários outros crimes contra a Administração Militar previstos

no Código Penal Militar podem ser cometidos no desempenho dessa atribuição de

fiscalização, dentre os quais: concussão, corrupção passiva e prevaricação.

Conclusão

Dentre as várias atribuições legais dos Corpos de Bombeiros Militares, a exemplo do

combate a incêndios e da busca e salvamento de vidas, também devem fiscalizar as

edificações e áreas de risco, com o objetivo de verificar o cumprimento das medidas de

segurança contra incêndios e emergências previstas nas normas de Segurança Contra

Incêndio.

Esse poder de polícia dos Corpos de Bombeiros Militares (CBM), que consiste na

fiscalização das edificações e áreas de risco, podendo resultar em aplicação de sanções,

não tira o poder de polícia das Prefeituras, haja vista o interesse local. Enquanto os

CBM devem atentar para as questões que contrariem as normas/regulamentos de

segurança contra incêndio, as Prefeituras devem atentar para as questões de uso e

ocupação do solo.
O poder de fiscalização dos CBM, por ser expressão do poder de polícia do Estado, não

pode ser delegado a particulares. Os CBM como integrantes da Administração Pública

têm por escopo o interesse público.

O desenvolvimento dessa atribuição de fiscalização no exercício do poder de polícia

pelos Corpos de Bombeiros Militares enseja maior responsabilidade por parte de seus

integrantes, devendo haver eficiente controle interno para que não ocorram desvios de

procedimentos, que podem redundar não só em punições disciplinares, mas também em

condenações no âmbito da Justiça Militar Estadual a que se submetem não só os

policiais militares, mas também os bombeiros militares, sejam eles orgânicos, a

exemplo de São Paulo e Paraná, ou não, a exemplo dos demais Estados da Federação.

Referências:

BRASIL. Procuradoria-Geral da República. Manifestação nº

29.767/2016-AsJConst/SAJ/PGR, referente a Ação Direta de Inconstitucionalidade

5.354/SC proposta pela Procuradoria-Geral da República. Disponível em:

<http://www.mpf.mp.br/pgr/institucional/procurador-geral-da-republica/informativo-de-

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RESUMO:

O presente artigo trata sobre a prevenção e combate a incêndio nas edificações em geral.

Cita as

normas, leis e instruções técnicas do corpo de bombeiros que são seguidas no estado de

Minas

Gerais. Destaca sobre as exigências normativas de um sistema combate a incêndio

eficaz e a

importância de manter esses equipamentos em perfeitas condições de uso. Salienta

sobre a
prevenção do incêndio nas edificações. Além de citar as classes do incêndio existentes e

como

combate-las. Foram citados os principais equipamentos e documentos necessários para

um sistema

de combate a incêndio que são utilizados nas edificações. Fala também sobre a

importância desses

equipamentos, e que não são cobrados pelos órgãos municipais, estaduais e federais

penas para

cumprir normas, mas sim para salvar vidas e reduzir perdas e danos materiais.

Palavras-chave: Combate a incêndio, Equipamentos, Prevenção.

ABSTRACT:

The present article treats on prevention and combat in general the fire in constructions.

It cites the

laws, norms and instructions techniques of the body of firemen who invigorate in the

state of Minas

Gerais. It detaches on the normative requirements of a system combat the fire and the

importance of if

keeping the combat equipment the fire in perfect conditions of use. Salient on the

prevention of the fire

in the constructions. Beyond citing the phases and classrooms of the fire and as combat

them. The
fire in the constructions was cited the main equipment of used combat. It also speaks on

the

importance of these equipment, and that federal penalties are not charged by the

municipal, state

agencies and to fulfill norms, but yes to save lives and to reduce material damageses.

Keywords: Combat the fire, Equipment, Prevention.

Contato: nip@finom.edu.br

INTRODUÇÃO

Na pré-história o fogo foi um grande acontecido, trazendo muitos benefícios

para civilização humana. Desde então o ser humano usa o fogo para diversas

atividades, como para se alimentar e fabricar materiais. Mas o mesmo fogo que

Como citar esse artigo:

SANTOS, Amanda Diniz; SANTOS, Isadora Diniz; CORREA, Willian;

PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO NAS EDIFICAÇÕES. Anais do 1°

Simpósio de TCC, das faculdades FINOM e Tecsoma. 2019; 567-581

568

construiu, também pode destruir, um fogo que era pequeno, pode virar um grande

incêndio se não for combatido.

O incêndio é a ocorrência do princípio de fogo que não pôde ser extinto, que é

extremamente perigoso para humanos e edificações. A permanência em locais


incendiados, geralmente pode conduzir um ser humano a morte, seja pela alta

temperatura das chamas, causando queimaduras ou pela inalação da fumaça. O

incêndio é acontece de forma imprevisível, no entanto hoje nos tempos atuais,

existem diversas formas de se combater o fogo. Infelizmente foram necessárias

muitas perdas materiais e mortes para que as normas e legislações de combate a

incêndio fossem cumpridas e obrigatórias.

Para se ter uma edificação considerada segura, é necessário cumprir diversas

normas e leis, tanto em nível federal, como estadual e municipal. São detalhados os

equipamentos necessário, manutenções dos equipamentos, condutas em caso de

incêndio.

Com o objetivo de prevenir os incêndios nas edificações, foram sendo aos

poucos adotadas medidas de proteção, foram sendo criados novos equipamentos e

novas legislações. Hoje as legislações de prevenção a incêndio são mais rigorosas e

seu cumprimento e ainda mais vistoriado, devido a grandes ocorrências de incêndios

ocorridos atualmente.

Os incêndios devem ser evitados ainda no estágio da prevenção, para evitar

que incêndios venham a acontecer. A importância de um planejamento de um

projeto de prevenção e combate a incêndio é que ele realmente evite ou minimize

impacto de um incêndio. Nesta etapa os projetistas, engenheiros e arquitetos tem

sua fundamental parceria para trabalhar na prevenção.


De acordo com estudos, uma edificação segura, além de ter um bom sistema

de prevenção e combate a incêndio e um projeto bem executado, é essencial que a

edificação passe sempre por inspeções, fiscalizações, manutenções e testes. É

essencial que os habitantes tenham noção sobre como se comportar em situações

de ocorrência um incêndio, é importante sempre que se tenham pessoas

qualificadas a operar o sistema de forma eficiente, e saber comandar os demais

habitantes até as saídas de emergência, ou seja, é necessário que tenha uma

equipe de brigada de incêndio em edificações que tenham grande circulação de

pessoas.

569

Considerando a importância e complexidade dos equipamentos contra

incêndio, vale salientar que cada edificação possui especificação diferente com

função da sua classificação. Desta forma é feita uma análise das edificações para

classificar cada uma, e projetar quais serão os equipamentos necessários para cada

edificação, de acordo com o que foi classificado.

Para que o fogo exista é necessário a existência de quatro elementos, que

juntos formam o fogo. São eles: combustível, comburente, calor e reação em cadeia,

assim é formado o quadrilátero do fogo.

Existem três formas de extinção do fogo, a retirada de qualquer um dos

elementos do fogo, por meio do abafamento, resfriamento e isolamento.


O fogo é dividido em classes sendo elas as classes A, B, C, D, e K. Cada uma

relaciona com uma categoria de material diferente.

Os famosos equipamentos de combate a incêndio são divididos em diversas

categorias de acordo com a classificação da edificação são eles: hidrantes,

mangueiras de incêndio, extintores, sinalização de emergência, iluminação de

emergência, porta corta-fogo, sprinklers dentre outros.

JUSTIFICATIVA

Observar quais normas, leis, instruções técnicas e decretos devem ser

analisados para elaboração do projeto de combate a incêndio das edificações,

analisar quais as documentações devem ser feitas pelos engenheiros e

apresentadas ao Corpo de Bombeiros para liberação do alvará. A prevenção de

incêndio não deve ser apenas dos profissionais ligados ao projeto, como

engenheiros, bombeiros e projetista, mas sim de todos que habitam a edificação.

Serão citadas as principais dificuldades na execução dos projetos de variáveis

motivos.

OBJETIVOS

Objetivo Geral

Este artigo tem o objetivo de salientar sobre a grande importância, de se ter um

bom sistema de prevenção de incêndio e em caso de incêndios e essencial que se

tenha um bom sistema de combate ao fogo nas edificações. Aborda-se as


legislações que devem ser seguidas, para se ter uma edificação segura e dentro da

lei. Bem como definir como será realizado o projeto de combate a incêndio, definido

570

pela classificação da edificação, e dimensionamento dos equipamentos de combate

a incêndio, e a documentação exigida pelo corpo de bombeiros de Minas Gerais.

Objetivo específico

Definição do fogo, diferenças entre princípio de incêndio e incêndio, tipos de

equipamento de prevenção e combate a incêndio, métodos de extinção de incêndio,

e classes de incêndio. Normas, leis e instruções técnicas que devem ser seguidas

para execução do projeto de combate a incêndio e métodos de extinção do fogo.

METODOLOGIA

O utilizado para elaboração deste artigo foi levantamento de dados em normas

bibliográficas e sites da internet. Foram feitas pesquisas em livros, artigos científicos

e principalmente na NR norma regulamentadora do MTE, nas instruções técnicas do

compor de bombeiros de MG e nas normas da ABNT.

CONCEITOS BÁSICOS

O fogo já é conhecido desde a pré-história, e foi uma ferramenta muito benéfica

para a civilização humana. Porém o fogo benéfico pode se transformar em um

grande malefício, fugindo do controle do homem, passando de um pequeno fogo

para um grande incêndio. Des de então o homem foi desenvolvendo ferramentas


para o controle do fogo, e facilitando seu uso.

Com o tempo foram surgindo normas e legislações, e criação de equipamentos

de prevenção e combate a incêndio.

Os princípios de incêndios e incêndios podem ser eliminados rapidamente se

seguidas todas as normas corretamente, facilitando assim a extinção do fogo.

As normas de prevenção a incêndio, tem o objetivo de eliminar possíveis

incêndios, criando medidas para que o foco do incêndio não surja, mas quando não

houver a possibilidade de evitar, devem existir as medidas que evitem e limitem a

propagação do fogo.

O projeto de combate a incêndio deve ser realizado juntamente com o projeto

arquitetônico, considerando as distâncias até as saídas, as escadas de emergência

devem ter largura, dimensionamento dos degraus, corrimãos etc., de acordo com as

normas. O primeiro item a ser observado é a classificação da ocupação. Ela vai

571

determinar qual será o tipo de equipamento de combate a incêndio deverá ser

instalado na edificação.

As Normas Técnicas e legislações tem como objetivo atender o Código

Estadual, Municipal e Federal, estabelecendo diretrizes de prevenção e combate a

incêndio nas edificações.

As classificações das edificações são feitas em função de normas e exigências


do sistema. A classificação das edificações, é definida de acordo com o tipo de

empreendimento a que se destina, e o tipo de serviços.

A altura da edificação está ligada diretamente ao sistema que deve ser usado

para combater o fogo, quanto mais alta a edificação, mais difícil será de combater o

fogo, e dificulta a saída de pessoas e o acesso dos combatentes, ou seja para essas

edificações as exigências do sistema de segurança serão maiores.

NORMAS E LEGISLAÇÕES

Para que se tenha uma edificação considerada segura, deve ser realizado o

projeto de combate a incêndio, seguindo as principais normas relativas à prevenção

no estado de Minas Gerais, sendo elas as NBR 10897; NBR 10898; NBR 11742;

NBR 12692: NBR 12693; NBR 13434; NBR 13435; NBR 13437; NBR 13714; NBR

14349; NBR 9077; NBR 9441; e contam também além das NBR as normas Técnicas

do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais as IT´s 01 a IT 41.

O projeto e implantação do sistema de prevenção e combate a incêndio é ate

hoje um assunto bastante complexo, pois exige uma classificação muito rígida

quanto a classificação da edificação e ao potencial de ocorrência de incêndios. As

normas e instruções técnicas do Corpo de Bombeiros de Minas gerais, tem como

principal objetivo:

 Reduzir ou até mesmo eliminar as possibilidades que um incêndio venha a

acontecer;
 Reduzir a propagação de um incêndio, protegendo a vida dos ocupantes da

edificação, reduzindo também os danos ambientais e materiais;

 Garantir que o sistema de prevenção e combate a incêndio, seja eficaz, para cada

tipo de edificação. Proporcionando meios de combater o incêndio.

AVCB - AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS

572

O AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, certifica que a edificação

possui todas as condições necessárias de segurança contra incêndio. É um

documento atestado pelo próprio corpo de bombeiros após entregue toda

documentação exigida e vistoria, se for constatado que está em conformidade com a

legislação é emitido laudo de AVCB, vale salientar que o laudo possui prazo de

validade sendo obrigatório sua renovação e expedição de novo documento. As

principais legislações que tratam sobre segurança contra incêndio. Se seguidas as

normas corretamente as normas a propagação do incêndio é dificultada, reduzindo

danos ao meio ambiente e a propriedade. Seguindo as normas do corpo de

bombeiros, foram listadas as principais medidas que são exigidas nas edificações:

 Acesso de viatura na edificação e áreas de risco;

 Separação entre edificações;

 Segurança estrutural nas edificações;

 Controle de materiais de acabamento;


 Saídas de Emergência;

 Elevador de emergência;

 Controle de fumaça;

 Gerenciamento de risco de incêndio;

 Brigada de incêndio;

 Iluminação de emergência;

 Detecção de incêndio;

 Sinalização de emergência;

 Extintores de incêndio;

 Hidrantes e mangotinhos;

 Chuveiros automáticos;

 Resfriamento;

 Espuma mecanizada.

Para que as edificações obtenham o laudo do AVCB, o engenheiro deve ter o

projeto aprovado pelo Corpo de Bombeiros do estado da edificação. Os projetos

apresentados devem ser: Projeto Técnico; Projeto Técnico Simplificado; Vale

salientar que para obtenção do AVCB, o processo a ser apresentado, depende das

características da edificação.

573

CONCEITO DE FOGO
Na antiguidade o fogo já era um elemento essencial para humanidade, o fogo

sem dúvida é uma das mais importantes ferramentas descobertas na história, a

baixo segue a descrição do que é o fogo.

De acordo com Telmo Brentano (2007) fogo é a junção de quatro elementos, que

libera calor e luz, denominada combustão. Essa reação química, só acontece

quando houver a presença simultânea de três elementos, com suas proporções

certas, são elas: combustível, calor e o comburente e a reação em cadeia. Esses

quatro elementos juntos formam o chamado quadrilátero do fogo. Atualmente foi

acrescentado ao triângulo do fogo mais um elemento que é a reação em cadeia.

(Figura 1).

Figura 1- Triângulo e tetraedro do fogo

Fonte: Arquivo do 7º G.C.I.R ¹

Combustível: O material combustível para o fogo é tudo que pode queimar,

podendo ser sólidos, líquidos ou gasosos, que depois de atingir seu ponto de

ebulição, gerando uma reação.

Comburente: É o oxigênio existente no ar. É ele que ativa o fogo, o oxigênio deve

estar á cima de 15% para geração do fogo.

Calor: É a energia de ativação do fogo, pode ser resultado de ações humanas ou

naturais.

Reação em cadeia: É uma reação que ocorre quando o fogo se auto alimenta.
574

Classes de incêndio

De acordo com Telmo Brentano (2007), o incêndio é classificado de acordo com o

material combustível, sendo divididos nas seguintes classes:

a) Classe A: São materiais de fácil combustão, queimando em sua profundidade e

superfície, deixando resíduos. São eles: Madeira, papel, tecido, dentre outros.

b) Classe B: São os materiais líquidos inflamáveis, queimando somente em sua

superfície, e não deixa resíduos. São eles: Óleos, álcool, gasolina, dentre outros.

Disponível em: www.7gcir.blogspot.com. Acesso em maio 2019.

c) Classe C: São materiais elétricos energizados. São eles: Motores,

eletrodomésticos, dentre outros.

d) Classe D: São os elementos pirofóricos. São eles: Magnésio, zircônio e titânio.

e) Classe K: São os elementos como óleo e gordura de cozinhas. Geralmente

ocorre em fritadeiras, frigideiras e assadeiras

MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

Os métodos de extinção do fogo, é relacionado a partir dos elementos que dão

ignição ao fogo, que consiste na retirada do material combustível, comburente ou o

calor, ou seja para extinguir o fogo é necessário que se elimine pelo menos um dos

três elementos ou que haja a interrupção da reação em cadeia. Os métodos de

extinção são escolhidos de acordo com o que se deseja neutralizar.


Existem três tipos de métodos de extinção que são resfriamento, abafamento e

isolamento.

- Resfriamento: Consiste na elevação da temperatura do material combustível.

Neste método é utilizado água nas chamas do fogo provocando seu resfriamento

eliminando o calor do triângulo do fogo. O resfriamento é o método mais comum

entre as extinções de incêndio.

- Abafamento: O abafamento consiste na retirada do oxigênio do triângulo do

fogo, assim também extinguimos o fogo. O método de abafamento é o mais difícil,

pois só pode ser usado em pequenos incêndios.

- Isolamento: Consiste na separação do material combustível dos demais

elementos do triângulo do fogo, é considerada uma das formas mais simples de

575

extinção do incêndio, o material deve ser retirado antes de ser atingido pela área de

propagação do fogo, no caso de gases ou líquidos, basta interromper a chegada do

material combustível ao fogo, fechando válvulas ou interrompendo vazamentos.

EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO

A escolha dos equipamentos de combate a incêndio, na qual se irá eliminar o

fogo, é baseada na classe e tamanho fogo. Os equipamentos utilizados mais

comuns são: Extintor de incêndio, hidrantes, mangueiras de incêndio, água, sistema

de chuveiro automático ou sprinklers dentro outros.


Extintores de Incêndio

Os extintores de incêndio são os equipamentos mais comuns no combate a

incêndio. Apesar de ser usados apenas para combater o princípio do incêndio, ele é

essencial para que um

foco de incêndio ganhe grande proporção.

Os extintores são fabricados de acordo com diversas especificações e são divididos

para cada classe de incêndio, sendo elas (Figura 2):

- Extintores de pó químico seco PQS são indicados para combater princípios de

incêndio de classe B e C, sendo restritos a classe D.

- Extintores de pó químico especial PQE são indicados para combater princípios de

incêndio de classe D, sendo restritos as classes A, B e C.

- Extintores de espuma mecânica que são indicados para classe A e B.

- Extintores de gás carbônico, que são indicados para classe B e C

- Extintores de água pressurizada, são indicados para classe A, sendo restrito as

demais classes.

Figura 2 – Classes de incêndio e seus respectivos extintores

576

Fonte: Imaster ²

Sistema de Hidrantes

O hidrante é um equipamento de combate a incêndio fixo, funcionando apenas


sob comando do operador, que quando acionado é liberado um forte jato de água.

Disponível em: http://www.imaster-vencedor.com.br. Acesso em Maio 2019. O jato

de água que é liberado do hidrante através das mangueiras de incêndio é calculada

de acordo com o grau de risco observado na elaboração do projeto de combate a

incêndio. O hidrante é de suma importância pois ele pode extinguir o fogo ainda no

início ou eliminar. Esse sistema pode ser usado pelos próprios ocupantes da

edificação que tenham treinamento, antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

A edificação particular tem um próprio sistema de abastecimento de água para

os hidrantes, que são calculadas de acordo com cada edificação, já a edificação

pública tem o abastecimento no hidrante de passeio.

A cor padrão dos equipamentos ligados a combate a incêndio são identificados

sempre pela cor vermelha.

Figura 3 - Hidrante

Fonte: Enggegas3

Caixa de Incêndio ou Abrigo do Hidrante de parede

Os abrigos ou como conhecido caixa de hidrante, deve ser identificado também

pela cor vermelha, deve possuir um visor na tampa da caixa escrito incêndio, ter

dimensões de acordo com a norma do Corpo de Bombeiros, nesses abrigos serão

armazenadas as mangueiras de hidrante de cada pronto solicitado no projeto, a

577
mangueira tem comprimentos e larguras diferentes, é importante observar com

atenção a mangueira, registro e esguicho exigido de acordo com o risco da área.

O projeto irá determinar quantas caixas de hidrante deverá conter na

edificação, vale salientar que a área de proteção não pode ultrapassar 30,0 metros.

Figura 4 – Caixa de hidrante

Disponível em: www.enggegas.com.br. Acesso Maio 2019

Fonte: R e C Consultoria

Mangueiras de incêndio

As mangueiras de hidrante devem ter um certo cuidado para serem guardadas nos

abrigos, pois a forma de como ela foi guardada pode facilitar seu uso durante uma

emergência, ela não deve ser enrolada, deve ser guardada dobrada. As mangueiras

possuem comprimentos diversos, variando de 10 metros a menor e 30 metros a

maior. O cumprimento das mangueiras também deve ser um item calculado durante

a elaboração do projeto, ela deve ter a distância do percurso total da área que ela

deve proteger. As mangueiras são feitas de nylon ou borracha.

578

Figura 5– Mangueira de Hidrante

Disponível em: http://www.solucoesindustriais.com.br/ Acesso Maio 2019

Fonte: Soluções Industriais

Existem os acessórios que acompanham as mangueiras, que são os chamados


esguichos, que são peças que se adaptam na ponta da mangueira de incêndio, esse

esguicho é responsável por dar direção ao jato de água, existe o esguicho regulável

e o não regulável. O esguicho mais utilizado é o agulheta e o regulável. Esse tipo de

esguicho faz com que a água seja lançada a uma velocidade maior, pois seu

diâmetro do seu orifício é menor que o da mangueira.

Sinalização de Emergência

A sinalização de emergência é obrigatória para qualquer estabelecimento que

contenha grande circulação de pessoas, essa sinalização contém regras préestabelecidas

pelo Corpo de Bombeiros de acordo com as instruções técnicas. Com

a finalidade de minimizar ocorrências de incêndio, alertando sobre riscos. Além de

orientar os habitantes dos locais sobre ações de combate e fuga/emergência.

As sinalizações de emergência de acordo com as instruções técnicas são

divididas em dois grupos: que são básicas e complementares.

A sinalização básica é dividida em quatro categorias:

- Sinalização de Proibição;

- Sinalização de Alerta;

- Sinalização de Orientação e Salvamento;

- Sinalização de Equipamentos de Combate e Alarme.

579

As sinalizações complementares identificam situações de indicação de rotas de


fuga, extintores de incendio, hidrantes, dentre outros. É identificada por mensagens

e/ou figuras claras para que qualquer pessoa possa entender o que se indica na

placa. Além de ser fluorescente.

Figura 6 – Placas de Sinalização de Emergência

Fonte: Soluções Industriais

PRINCIPAIS CAUSAS DE INCÊNDIOS NAS EDIFICAÇÕES

As causas de um incêndio são classificadas em grupos, sendo eles causas

naturais: causadas pela natureza, não dependendo do homem, como por exemplo:

raios, radiação solar, combustão e etc., - Causas acidentais: Variados fatores

variados, sendo acidentais, como por exemplo: curto circuito, explosões e etc., -

Causas criminosas: que são totalmente realizadas dependendo do homem, como

por exemplo: incêndios em vegetação, balões de fogo e etc.

PREVENÇÃO DE INCÊNDIO

A prevenção de incêndio tem uma grande relação de medidas e cuidados que

devem ser tomados, que visam evitar aparecimento de focos de incêndio

Boa parte dos incêndios ocorridos são reflexo de condições ou atos inseguros,

que poderiam perfeitamente ser evitáveis. A adoção de medidas preventivas visa

evitar que incêndios ocorram, além de gerar benefícios como tranquilidade e

segurança das pessoas que habitam as edificações. Porém para que se torne

realidade essa segurança é preciso adotar medidas preventivas de acordo com as


leis.

580

REAÇÃO DAS PESSOAS EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

Segundo Theobald (2017) todo projeto de prevenção e combate a incêndio,

sempre deve ser elaborado pensando na segurança dos ocupantes da edificação.

Entre os objetivos da prevenção e segurança, deve se levar em conta o

comportamento das pessoas em casos de incêndio. A reação do ser humano a

algum sinistro é quase sempre de pavor e desespero. Estas reações são quase

sempre descontroladas, podendo ser prejudiciais à própria pessoa, que no ato do

desespero pode vir a causar algum acidente ou até mesmo grandes fatalidades.

Muitas vezes quando a edificação é ocupada por um grande número de pessoas,

acontece de todas as pessoas correrem descontroladas, aos gritos para tentar achar

uma saída da edificação.

Normalmente as pessoas com conhecimento básico em combate a incêndio ou

que tenha treinamento na área sabem como reagir a tal situação, tomando decisões

de forma mais calma, guiando os demais ocupantes de forma rápida e segura,

seguindo instruções que foram recebidas nos treinamentos e simulados. A

sinalização e iluminação de emergência nesses casos são de suma importância

para que seja feita uma desocupação segura e rápida das pessoas da edificação.

Muitas pessoas nesta situação entram em pânico, e não tem a capacidade de


tomar decisões corretas e seguras, essas pessoas podem atrapalhar o processo de

desocupação, essas pessoas quando reconhecidas devem ser retiradas

primeiramente. Por isso é importante que hoje em dia todas as pessoas tenham uma

pequena noção em prevenção e combate a incêndio, para saber como reagir em

caso de emergência.

CONCLUSÃO

Com base em todas as pesquisas e análises realizadas ao longo do trabalho

conclui-se sobre a importância do seguimento de legislações no que se diz respeito

ao sistema de prevenção e combate a incêndio. O seguimento dessas medidas se

faz necessária devido a grande importância de um sistema de prevenção e combate

a incêndio eficaz, pois esse sistema reduz ou elimina significativamente danos as

edificações e traz mais segurança para os ocupantes. Vale salientar também sobre a

capacitação das pessoas em operar os equipamentos de combate a incêndio em

caso de algum sinistro é fundamental. Prevenir o Incêndio é tão importante quanto

581

saber como combatê-lo. Atualmente a maior dificuldade das Corporações de apoio

tem sido na análise, fiscalização dos projetos, execução e liberação de obras. É

importante que todos tenham a consciência de que a prevenção é o melhor caminho

para a proteção do cidadão.

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