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Apostila Defesa Civil - Módulo II

O documento aborda a disciplina de Defesa Civil do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, com foco no planejamento e execução de ações de defesa civil. O Módulo II explora operações de defesa civil, preparação de planos de contingência e ações de resposta a desastres, enfatizando a importância da coordenação e gestão de recursos. O texto também destaca a necessidade de um sistema de comando para gerenciar situações críticas e a elaboração de um plano de contingência para enfrentar desastres.

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Apostila Defesa Civil - Módulo II

O documento aborda a disciplina de Defesa Civil do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, com foco no planejamento e execução de ações de defesa civil. O Módulo II explora operações de defesa civil, preparação de planos de contingência e ações de resposta a desastres, enfatizando a importância da coordenação e gestão de recursos. O texto também destaca a necessidade de um sistema de comando para gerenciar situações críticas e a elaboração de um plano de contingência para enfrentar desastres.

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CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO PARÁ E

COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL


DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO

Disciplina: DEFESA CIVIL (EAD) 30 H/A

Objetivo: Aquisição de conhecimento acerca do planejamento e execução das ações


de Defesa Civil no Pará.

SUMÁRIO:
Módulo I
1. Apresentação
2. Breve Histórico da Defesa Civil
3. Tipologia dos desastres
4. Períodos e fases da defesa civil
5. Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública

Módulo II
6. Operações de Defesa Civil
7. Preparação do Plano de Contingência
8. As Seções de Proteção e Defesa Civil nos quartéis BM

Dando continuidade à disciplina Defesa Civil ao CGS BM/2022, seguiremos


com o conteúdo no Módulo II, entrando na seara mais específica de nossas
atribuições como bombeiros militares, e consequentemente, técnicos em defesa civil
das seções nas UBMs.
Neste segundo módulos, teremos os seguintes conteúdos a serem
explorados:
◼ Operações de Defesa Civil
◼ Preparação do Plano de Contingência
◼ As Seções de Proteção e Defesa Civil nos quartéis BM

Vamos seguir com os estudos!

BELÉM-PA
2025

Tutor: Tutor: MAJ QOBM Carlos Rangel Valois da


Silva

Módulo II - Defesa Civil / Curso à Graduação a Sargentos - CGS BM/2022 1


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COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL
DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO

MÓDULO II

6. OPERAÇÕES DE DEFESA CIVIL


Os desafios da administração de riscos e de desastres exigem a
construção de um caminho que incorpore a gestão de riscos (GRD) ao ordenamento
territorial, desenvolvimento urbano, saúde, meio ambiente, mudanças climáticas,
gestão de recursos hídricos, geologia, infraestrutura, educação, ciência e tecnologia e
às demais políticas setoriais, tendo em vista a promoção do desenvolvimento
sustentável.

A gestão de desastre pode ser compreendida como um processo amplo de


planejar, coordenar e executar as ações de resposta e de recuperação. Trata também
da organização e mobilização de recursos, instalações e pessoal adicionais para
socorrer e assistir afetados e reabilitar os serviços essenciais. Para isso, cabe ao
agente de Proteção e Defesa Civil tomar decisões, adotar protocolos, padrões e
ações estabelecidas em planos de preparação e contingência, antecipadamente
desenvolvidos. Portanto, o gerenciamento de desastre é um conjunto de ações
relacionadas ao tipo de desastre e à localidade, específicas para cada desastre.

As ações de gerenciamento de desastre, quando são mal


coordenadas, podem provocar novas situações de crises, expondo a
população afetada a novos riscos e aumentando ainda mais sua
vulnerabilidade.
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Deve haver uma relação de


cooperação e articulações estabelecidas
entre os órgãos que o compõem
localmente.
Essas ações priorizam a
capacidade de resposta, individual e
coletiva, diminuindo, assim, as
possibilidades de danos e prejuízos Uso da Sala de Situação ou Gabinete de
Crise: reunião de articulação e
ocasionadas pelo impacto dos eventos deliberações com as secretarias
adversos. municipais.

Cadastro de famílias atingidas por incêndio Vistoria em área de “lixão urbano”, em com
urbano no bairro Cabanagem, em Belém. extravazamento de chorume, em Breves.

Orientações ao município quanto a


Orientações às famílias em abrigo, após
decretação de Situação de Emergência, em
enxurrada, em Nova Ipixuna.
São Domingos do Capim.
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6.1 Ações de resposta a desastres


A resposta aos desastres deve ocorrer imediatamente após o evento
adverso e normalmente segue uma sequência lógica de ações, sendo agrupadas,
conforme se observa na Figura abaixo.

Dentre as ações de resposta a desastres, as de socorro e de assistência às


vítimas, são as primeiras a serem realizadas pelo município após a ocorrência do
desastre. Devem ser complementadas com as de restabelecimento dos serviços
essenciais, que garantam condições mínimas de segurança e habitabilidade nas
áreas atingidas pelos desastres e que permitam o retorno da normalidade para a
população afetada.
Essas ações de resposta a desastres podem levar horas, dias, semanas e
até meses dependendo da intensidade do impacto do desastre e da capacidade local
para o enfrentamento do evento, para garantir o atendimento das demandas
emergenciais.
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⚫ Principais ações de socorro


As ações de socorro podem ser entendidas como aquelas que têm por
finalidade preservar a vida das pessoas cuja integridade física esteja ameaçada em
decorrência do desastre. Dentre as ações mais comuns que se enquadram nesta
categoria destacam-se:
◼ Busca, salvamento e remoção de vítimas;
◼ Triagem para socorro de múltiplas vítimas;
◼ Primeiros socorros;
◼ Atendimento pré-hospitalar
◼ Resgate e salvamento de pessoas afetadas
◼ Assistência médica para a população afetada;
◼ Atendimento médico cirúrgico emergencial;
◼ Desocupação da população da área atingida;
◼ Todas as demais ações para assegurar a incolumidade dos afetados.

Busca de desaparecidos Orientação e informação à população

⚫ Principais ações de assistência às vítimas


Essas ações podem ser entendidas como aquelas que têm por finalidade
manter a integridade física e restaurar as condições de vida digna das pessoas
afetadas pelo desastre até o retorno da normalidade. Podem ser consideradas como
ações de assistência às vítimas:
◼ Promoção de ações de saúde e higiene pessoal;
◼ Assistências psicossocial e psicológica;
◼ Distribuição de água potável, de alimentação;
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◼ Distribuição de colchões, de kits de higiene pessoal e de kits de limpeza;


◼ Distribuição de telhas ou lonas para cobertura de residências;
◼ Gerenciamento de cadáveres e sepultamento;
◼ Gerenciamento de animais domésticos;
◼ Promoção de segurança pública;
◼ Aluguel social temporário;
◼ Todas as demais atividades logísticas e assistenciais até que se
restabeleça a situação de normalidade.

Instalação de abrigo para pessoas sem


Distribuição de cestas de alimentos
condições próprias de habitação

⚫ Principais ações de restabelecimento dos serviços essenciais


Como o próprio nome sugere, essas ações têm por finalidade garantir o
funcionamento dos serviços essenciais afetados pelo desastre. No âmbito da
Proteção e Defesa Civil, os principais serviços considerados essenciais são a
trafegabilidade, o saneamento, a comunicação, a saúde e a geração/distribuição de
energia.

Na reabilitação continua-se a atenção aos afetados, podendo ser


considerada como a primeira etapa do processo de recuperação. Em geral envolve
ações como:

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◼ Restabelecimento do fornecimento de água potável;


◼ Restabelecimento do fornecimento de energia elétrica;
◼ Restabelecimento da oferta de alimentação;
◼ Restabelecimento do serviço de saúde;
◼ Remoção de escombros e desobstrução de vias de acesso;
◼ Recuperação emergencial de acessos públicos e obras de artes
danificadas e/ou destruídas;
◼ Tratamento emergencial e destinação de resíduos sólidos;
◼ Sepultamento de pessoas
◼ Enterro de animais em locais adequados, segundo normas da zoonose;
◼ Limpeza e descontaminação de edificações e instalações;
◼ Desinfecção e desinfestação dos cenários de desastres;
◼ Restabelecimento dos sistemas de comunicação;
◼ Regularização de serviços básicos de educação e transporte coletivo;
◼ Vistoria técnica às estruturas atingidas, emissão de laudos técnicos;
◼ Desmontagem de edificações comprometidas;
◼ Mutirão de recuperação das unidades habitacionais;
◼ Todas as demais ações para regularizar os serviços essenciais atingidos.
◼ Construção de acessos públicos alternativos ou provisórios como
alternativa a trechos interrompidos

Vistoria em pontes de acesso, destruídas Vistoria em pontes de acesso, destruídas


por enxurrada, em Itupiranga. por enxurrada, em Itupiranga.
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Uma ressalva muito importante, e que costuma causar

confusões é a diferenciação entre ações de restabelecimento

e reconstrução. As ações de restabelecimento são de caráter

provisório e visam apenas garantir emergencialmente o

funcionamento de serviços essenciais interrompidos.

As ações de caráter permanente, com objetivo de retorno do

cenário destruído à normalidade são as de reconstrução. É

também na etapa de reabilitação que se procede.

A avaliação dos danos e dos prejuízos causados, com o objetivo de


quantificá-los para planejar a reconstrução e eventual solicitação de cooperação e
apoio externo ao Governo Estadual, Governo Federal ou até, pleitear financiamento
externo junto aos organismos e agentes financeiros internacionais tais como Banco
Mundial, BID e outros.

O CBMPA/CEDEC como um órgão estadual de proteção e defesa civil


estabelece os procedimentos que as Seções de Defesa Civil dos quartéis devem
atender.

Sistema de Comando de Operações (SCO) ou Sistema de Comando de


Incidentes (SCI)
Diante das Operações em Defesa Civil foi posto como diretriz o Sistema de
Comando de Operações (SCO) ou Sistema de Comando de Incidentes (SCI), neste
curso CGS BM/2022 teremos uma disciplina específica sobre o tema (Sistema de
Gerenciamento em Situações Críticas e de Crises), então não vamos nos aprofundar,
porém destacar alguns pontos.
A doutrina do SCO via proporcionar conhecimentos cognitivos, habilidades
e atitudes relacionadas a partir das diretrizes da Política Nacional de Defesa Civil e
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das ações diante de um cenário caótico e desordenado. A doutrina visa estruturar


uma organização estratégica para direcionar as ações de resposta diante de um
cenário de desastre.
O SCO/SCI permite para seus operadores os seguintes objetivos:
1. Maior segurança para as equipes de resposta e demais envolvidos na
situação crítica;
2. O alcance de objetivos e prioridades previamente estabelecidas; e
3. O uso eficiente e eficaz dos recursos (humanos, materiais, financeiros,
tecnológicos e de informação) disponíveis.

Tem ainda os seguintes benefícios, quando usados de forma correta:


1. Fornece um modelo de gerenciamento padronizado para situações críticas de
qualquer natureza e tamanho;
2. Permite que pessoas de diferentes organizações se integrem rapidamente em uma
estrutura de gerenciamento comum;
3. Facilita a integração das comunicações e os fluxos de informações, melhorando os
trabalhos de inteligência e planejamento;
4. Fornece apoio logístico e administrativo para o pessoal operacional;
5. Melhora a articulação do comando com elementos internos e externos à operação,
facilitando relações;
6. Agrega valor à operação evitando a duplicação de esforços e ampliando a
segurança dos envolvidos.

Diante dos grandes desastres, a CEDEC tem usado a doutrina do Sistema


de Comandos de Incidentes. Isto aconteceu em Paragominas (2018), com a
enxurrada (Cobrade 12200) e em Nova Ipixuna (2019), com os efeitos das
Tempestade Local/Convectiva - Chuvas Intensas(Cobrade 13214).
Em ambos os casos houve a necessidade de instalação do Posto de
Comando/Sala de Situação/Gabinete de Crise. A nomenclatura pode diferenciar mas
o objetivo é o mesmo; concentrar as ações estratégicas para avaliar a situação,
estruturar o organograma funcional, definir objetivos e prioridades, além de
desenvolver um plano de ação e coordenar todas as atividades administrativas
(planejamento, organização, direção e controle) da operação.
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Sala de Situação instalada em Ipixuna do


Gabinete de Crise (Sala de Situação)
Pará. Nela estão presentes os principais
instalado no município de Ourém (2022),
Secretários Municipais, o Prefeito, o
para deliberar as ações e decretar Situação
Compdec, Policiais Militares, Bombeiros
de Emergência por Tempestade
Militares, dentre outros personagens que
Local/Convectiva - Chuvas
seriam úteis na tomada de decisão das
Intensas(Cobrade 13214)
ações ante ao desastre.

Hoje, a doutrina do SCI/SCO está difundida na Secretaria de Estado de


Segurança Pública (SEGUP) principalmente quando estamos diante de grandes
eventos como o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, e na a Operação de aplicação
das provas do Enem.
Portando, temos de reconhecer a importância e aplicabilidade do Sistema
de Comando de Incidentes nas ações de defesa civil, seja nos pequenos desastres
até os de maior vulto.
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7. PREPARAÇÃO DO PLANO DE CONTINGÊNCIA

Contingência: é a situação de incerteza quanto


a um determinado evento, fenômeno ou
acidente,que pode se concretizar ou não, durante
um período de tempo determinado.

O plano de contingência é a formalização de uma estratégia de


enfrentamento dos desastres onde estão descritas as características do evento a ser
enfrentado, os locais possíveis de acontecimento, o número provável de afetados e as
ações de prevenção e resposta que o poder público estabeleceu para enfrentá-los.
Nesse planejamento todos os recursos disponíveis devem estar
catalogados e cada setor, com sua vocação, deve ser listado com suas missões
específicas de atuação. Todas as disponibilidades logísticas e de recursos humanos
devem estar catalogados, com os líderes estabelecidos e os contatos registrados.
As medidas de prevenção e preparação bem descritas devem proporcionar
o estabelecimento de formas de monitoramento, alertas e alarmes para que tanto a
comunidade quanto as instituições públicas possam adotar medidas atenuantes para
os problemas previstos.
Para tanto, mecanismos de comunicação horizontal e vertical entre os
entes públicos municipais e de forma transversal com os demais órgãos do Sistema
Nacional precisam estar bem definidos na forma e na personificação dos contatos pré-
estabelecidos.
Um plano de contingência bem elaborado, baseado nas realidades locais,
construído a partir da colaboração dos atores públicos envolvidos e da comunidade
destinatária, torna-se um poderoso instrumento para evitar improvisos, desperdício de
recursos e principalmente tempo.
Assim, os processos de elaboração de planos de contingência podem ser
estruturados a partir de três questões básicas: Hipótese do desastre, a preparação
para desastres e desenvolvimento da resposta, conforme a figura seguinte:
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7.1 Elementos básicos do Plano de Contingência


Os seguintes elementos a serem considerados no plano de contingência de
proteção e defesa civil:
⚫ Indicação das responsabilidades de cada órgão na gestão de desastres,
especialmente quanto às ações de preparação, resposta e recuperação;
⚫ Definição dos sistemas de alerta a desastres, em articulação com o sistema
de monitoramento;
⚫ Organização dos exercícios simulados, a serem realizados com a participação
da população;
⚫ Organização do sistema de atendimento emergencial à população, incluindo-
se a localização das rotas de deslocamento e dos pontos seguros no
momento do desastre, bem como dos pontos de abrigo após a ocorrência de
desastre;
⚫ Definição das ações de atendimento médico-hospitalar e psicológico aos
atingidos por desastre;
⚫ Cadastramento das equipes técnicas e de voluntários para atuarem em
circunstâncias de desastres;
⚫ Localização dos centros de recebimento e organização da estratégia de
distribuição de doações e suprimentos.
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7.2 Etapas para elaboração de um Plano de Contingência

⚫ 1º PASSO – Percepção de risco: a decisão de construir um plano de


contingência reflete a percepção do risco local. Como já foi explicado, um
Plano de Contingência pode ser elaborado para um ou mais cenários de risco
e consolidado em um único Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil
do município (conforme PNPDEC, art. 22, § 6°). No entanto, tal opção deverá
considerar se o mesmo plano pode atender aos diferentes cenários.

Cenários são situações para as quais é preciso organizar


uma resposta. Em outras palavras, são diferentes maneiras
de ocorrência de um desastre. A palavra cenário deriva de
cena, que seria, na verdade, contar uma história. Três
elementos são necessários para definir um cenário:
ameaças, vulnerabilidades e capacidades/recursos.

⚫ 2º PASSO - A constituição de um Grupo de Trabalho: a abrangência de


ações que devem ser previstas e planejadas para constar em um plano de
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contingência envolvem também uma grande variedade de instituições e


responsáveis. Daí decorre a importância de se realizar um planejamento
participativo, com ações articuladas e previamente acordadas entre diversas
instituições.

⚫ 3º PASSO – Análise do cenário de risco e cadastro de capacidades: Este


é momento em que se deve organizar dois resultados a partir da análise dos
documentos disponíveis: cenário (s) de risco, e cadastro de recursos.
Definido o cenário ou cenários de risco, deve-se proceder a análise de cada
cenário. Esta etapa é essencial para o sucesso do plano de contingência, pois
é o momento de conhecer em detalhes a realidade local, para então realizar o
planejamento de ações e procedimentos para atuação integrada.

⚫ 4º PASSO - Definição de ações e procedimentos: O (s) cenário (s)


descritos e os recursos cadastrados na etapa anterior são fundamentais para
o início do desenvolvimento do plano propriamente dito. É a partir deles que
se determina o que será feito para responder ao desastre. Mais uma vez para
cada cenário de risco devem ser consideradas as ações e procedimentos a
realizar desde o acionamento do plano de contingência até o encerramento da
emergência, considerando os recursos disponíveis. Ou seja, não se deve
prever uma ação ou procedimento que demande um recurso que não conste
no cadastro.

Na etapa de preparação, a organização dessas ações e procedimentos


também varia de acordo com o modelo adotado, podendo ser definidos em
função das características intrínsecas dos desastres previstos; dos
condicionantes relacionados com o cenário dos desastres; das estimativas de
danos esperados; do controle de sinistros e socorro às populações em risco;
da assistência às populações afetadas; e da reabilitação dos cenários.

⚫ 5° PASSO - Aprovação: Uma vez concluído o desenvolvimento do plano, há


um passo essencial antes de sua implantação efetiva, que é a aprovação do
documento final. Os planejadores devem incentivar que o plano de
contingência passe por aprovação formal (validação) por parte daqueles que
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devem implantar seus procedimentos, incluindo a sociedade civil,


considerando que os mesmos participaram de sua elaboração.

⚫ 6º PASSO - Divulgação do plano de contingência: O documento final do


plano de contingência deve ser de conhecimento público, em alinhamento às
diretrizes de transparência. Há, porém, no documento final informações
sensíveis, como telefones de autoridades, por exemplo. Neste caso, a versão
completa com todos os cadastros deve estar disponível aos órgãos
responsáveis pelas ações de acionamento.

⚫ 7º PASSO - Operacionalização: A operacionalização do plano ocorre a cada


simulado (Unidade 6) alerta, alarme (em situação real ou em simulado) ou
ocorrência de desastre, devendo seguir os procedimentos e ações previstos
no documento final. É importante que após o término da emergência ou
simulado a experiência sirva como instrumento de prevenção e de avaliação e
revisão do plano.

⚫ 8º PASSO - Revisão: Tendo em vista a imprevisibilidade de um desastre, é


fundamental manter o plano de contingência atualizado, tarefa desafiadora,
mas que pode ser cumprida com revisões regulares. O plano deve especificar
a frequência das revisões e seus responsáveis, atualizando informações como:

◆ Contatos de emergência da equipe e dos órgãos de resposta (telefone


fixo, celular, e-mail, etc.);
◆ Dados de transporte e logística;
◆ Disponibilidade das estruturas de emergência
◆ Listas de recursos disponíveis.

A revisão de um plano também pode ser feita uma vez que tenha sido
aplicado em uma situação real ou simulada, de maneira que sua eficácia
tenha sido testada, bem como os procedimentos e ações verificados se estão
de acordo com a realidade. No caso dos simulados, indica-se que o plano já
preveja os cenários de risco onde serão realizados, sua periodicidade, e os
responsáveis por seu planejamento.
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Um plano de contingência bem elaborado, baseado nas


realidades locais, construído a partir da colaboração dos
atores públicos envolvidos e da comunidade destinatária,
torna-se um poderoso instrumento para evitar improvisos
e desperdício de recursos e, principalmente, de tempo.

8. AS SEÇÕES DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL NOS QUARTÉIS BM


As Corporações Bombeiros Militares por vezes estão a frente nas pesquisas
sobre credibilidade institucional, e isto deve ser explorado de forma positiva. O papel
dos bombeiros vem evoluindo com o tempo, antes meros apagadores de incêndios,
hoje o papel social para o bem estar das comunidades é mais explorados, seja pelos
serviços de prevenção, fiscalização, seja nas respostas aos desastres naturais.
As Unidades Bombeiro Militar estão nas diversas regiões de integração do
estado do Pará, porém seu atendimento deve ser estendido a muitos outros
municípios, para oferecer os serviços de prevenção, fiscalização às normas de
prevenção de incêndio e sinistro, proteção balneária e, claro, objeto de nosso estudo,
ações de proteção e defesa civil.
O número de quartéis no estado ainda é pouco levando-se em conta o seu
tamanho e geografia, tão peculiar e distinta de um ponto a outro.
Apesar de que o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 1 afirmar que o
município que sofreu a ocorrência de desastre deve ser o primeiro ente a dar resposta
para minimizar os efeitos decorrentes de desastres, sejam de origem natural ou de
origem tecnológica, muitas vezes é necessário o apoio do Estado, ou seja, do Corpo
de Bombeiros Militar do Pará e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, para
estender as ações de resposta aos municípios afetados.

1Lei 12.608/2012 e o Decreto nº 10.593/2020 que Dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Nacional de
Proteção e Defesa Civil e do Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil e sobre o Plano Nacional de Proteção e Defesa
Civil e o Sistema Nacional de Informações sobre Desastres.
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Com edição da Portaria nº 710/2018 nos quartéis bombeiros militar foram


criadas as Seções de Proteção e Defesa Civil, como um braço estendido da CEDEC
nas UBMs. O objetivando atender mais rápido os municípios que necessite de aporte
do poder estadual em ações de resposta aos sinistros ocorridos nos municípios dando
suporte às Coordenadorias Municipais de Defesa Civil.

Considerando que os municípios


paraenses registraram em 2019, 176
eventos no Sistema Integrado de
Informação sobre Desastres, e que em 2020
houve registros de 207 ocorrências, uma
diferença de 17,6% em apenas um ano de
diferença. Desta forma, a perspectiva é que
esses números aumentem com o
severidades das mudanças climáticas.

Deste modo o crescimento das ações de defesa civil nos municípios houve a
necessidade da intensificação das ações da CEDEC em todo o estado do Pará, em
muitos casos com necessidade de decretação de Situação de Emergência.
O Corpo de Bombeiros busca estar na maioria do território paraense, tanto
que conta com 30 unidades operacionais distribuídas na Região Metropolitana de
Belém – R.M.B. e interior do Estado, presentes em mais de 26 municípios (CBMPA,
2020).
A proposta da implementação das Seções de Defesa Civil nos quartéis BM
visa tornar o braço da CEDEC mais forte e estendido aos municípios que necessitem
desse apoio.

As SEPDECs tem as seguintes características:


⚫ Atuar nas ações de defesa civil e melhorar a resposta do Estado em caso
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de sinistros e situações de emergências ou estado de calamidade pública;


⚫ Compor a área de atuação das unidades operacionais do CBMPA,
sediadas nos diversos municípios do Estado;
⚫ São subordinadas ao Coordenador Estadual de Defesa Civil; e
⚫ Cada UBM deve ter no mínimo 03 bombeiros militares designados para
atuar nas ações de defesa civil.

São atribuições dos Técnicos de Defesa Civil, conforme a Portaria 420,


de 22 de maio de 2019:
I. Cientificar-se das informações hidro climatológicas no Estado do Pará;
II. Monitorar municípios em situação de alerta e em Situação de Emergência;
III. Levantar dados e informações sobre operações em andamento na CEDEC;
IV. Permanência na unidade para o acionamento imediato de técnicos em
sobreaviso, e deslocamento para operação, se assim o for necessário;
V. Ao assumir o serviço, dar ciência ao Oficial de Área, no quartel do
Comando Geral (em caso da CEDEC);
VI. Subsidiar o Coordenador Adjunto de Defesa Civil, quanto as informações
relativas a Proteção e Defesa Civil no estado do Pará;
VII. Disponibilizar informações ao público externo referente às atividades de
competência da Defesa Civil Estadual (Inspeção Técnica, ocorrências e orientações
gerais);
VIII. Registrar os Formulários de informações de Desastres através do
Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID);
IX. Resguardar pelas instalações físicas internas da Coordenadoria Estadual
de Defesa Civil no horário fora do expediente administrativo;
X. Controle de entrada e saída de materiais e/ou equipamentos da CEDEC.

O efetivo da CEDEC poderá extraordinariamente ser acionado para


atendimento de desastres, exceto em casos de férias e dispensa médica.
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As Seções de Defesa Civil e as COMPDECs


Apesar do órgão principal para difundir a cultura prevencionista é a
Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), que a Lei
12.608/12, que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), em
seu Art. 8º destaca o seu papel, além de identificar e mapear as áreas de riscos do
município e planejar as ações de defesa civil, deve ainda:
(...)

XI - realizar regularmente exercícios simulados,


conforme Plano de Contingência de Proteção e Defesa
Civil;

(...)

XV - estimular a participação de entidades privadas,


associações de voluntários, clubes de serviços,
organizações não governamentais e associações de
classe e comunitárias nas ações do SINPDEC e
promover o treinamento de associações de voluntários
para atuação conjunta com as comunidades apoiadas;

Quanto mais as comunidades se sentirem partícipes deste processo, mais


eficaz serão as ações resilientes no pós-desastre, desde a Resposta até a
Recuperação. As Compdecs devem promover essa cultura principalmente no período
da normalidade.
Contudo, em muitos momentos o desastre é tão intenso que sobrecarrega as
ações de Resposta do município, necessitando desta forma, do apoio da União ou do
Estado. E, como afirma o Art. 7º, Inciso VIII “apoiar, sempre que necessário, os
Municípios no levantamento das áreas de risco, na elaboração dos Planos de
Contingência de Proteção e Defesa Civil e na divulgação de protocolos de prevenção
e alerta e de ações emergenciais” (BRASIL, 2012).
O Estado neste caso poderá auxiliar o município na decretação de Situação de
Emergência ou mesmo homologar a solicitação municipal mediante legislação da
Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (PARÁ, 2021).
O CBMPA/CEDEC constantemente trabalha com a sensibilização dos
gestores municipais sobre a importância e necessidade da implantação de uma
defesa civil forte para atuar no município. Para tanto, promove capacitações aos
coordenadores e técnicos municipais que atuam na suas defesas civis, desde a
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legislação peculiar para as ações emergenciais de resposta à decretação de situação


de emergência e ajuda humanitária.
Porém ainda há a necessidade de intervenção do Estado na maioria dos
municípios, seja nas ações de socorro, seja na decretação da situação de emergência.
Este deficit deve ser coberto pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e suas
seções nos quartéis bombeiro militar.

Lembre-se: Você faz parte desta engrenagem, todos nós somos participes nas
ações de proteção e defesa civil. Faça sempre o seu melhor, para oferecermos
segurança e bem estar às pessoas que passaram por um desastre natural.

“Defesa Civil somos todos nós!”


CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO PARÁ E
COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL
DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Câmara dos Deputados. Legislação Lei n. 12.608, de 10 de abril de 2012. Institui a Política
Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC. Dispõe sobre o Sistema Nacional de Proteção e
Defesa Civil - SINPDEC e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil – CONPDEC. Autoriza a
criação de sistema de informações e monitoramento de desastres. Legislação informatizada. Brasília,
abril de 2012.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Legislação Decreto nº 10.593, de 24 de dezembro de 2020. Dispõe
sobre a organização e o funcionamento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e do Conselho
Nacional de Proteção e Defesa Civil e sobre o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e o Sistema
Nacional de Informações sobre Desastres. Brasília, dezembro, 2012.
BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Departamento de Minimização de Desastres. Módulo de formação: elaboração de Plano de
Contingência: Brasília: Ministério da Integração Nacional, 2017.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Regional. Secretaria Nacional de Defesa Civil. Módulo de
formação: Resposta: Gestão de Desastres, decretação e reconhecimento federal e gestão de
recursos federais em proteção e defesa civil para resposta: Brasília: Ministério da Integração
Nacional, 2017.
BRASIL. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Manual de Planos de Contingência para
desastres de movimento de massa. Brasília, versão 1.0 de 2018.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Regional. Secretaria Nacional de Defesa Civil. Legislação
Portaria nº 260, de 2 de fevereiro de 2022. Estabelece procedimentos e critérios para o
reconhecimento federal e para a declaração de situação de emergência ou estado de calamidade
pública pelos Municípios, Estados e Distrito Federal. Brasília, fevereiro, 2022.
CBMPA - Corpo de Bombeiros Militar do Pará. Histórico do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará.
Disponível em: <https://www.bombeiros.pa.gov.br/. Acesso em 13 abr 2021.
CEDEC – Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Relatório de ações 2021. Belém. 2021.
FALCÃO, Luiz Fernando dos Reis; AMARAL, José Luiz Gomes do; SILVA, Leonardo da; BARACAT,
Edmund Chada. Fundamentos de resposta a desastres. Volume 1. Baurueri, Manole: 2012.
FERREIRA, Sandro Heleno Gomes. Primazia da Gestão dos Riscos - Novo Paradigma da Proteção
e Defesa Civil - (Artigo). Belo Horizonte, 2014.
PARÁ. Corpo de Bombeiros Militar e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Legislação Portaria 710
– Seção de Defesa Civil nos quartéis BM, de 21 de setembro de 2018. Cria a Seção de Defesa Civil
nas Unidades Bombeiro Militar do Estado do Pará que terão como função atuar nas ações de Defesa
Civil e melhorar a resposta do Estado nas situações que assim exigir.
PARÁ. Corpo de Bombeiros Militar e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Legislação Portaria nº
420, de 22 de maio de 2019. Normatiza no âmbito da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil as
funções e atribuições dos serviços internos diários.
PARÁ. Corpo de Bombeiros Militar e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Legislação Portaria nº
144, de 20 de fevereiro de 2019. Determinar as atribuições das Seções de Defesa Civil criadas por
meio da portaria nº 710, de 21 de setembro de 2018.
PARÁ. Corpo de Bombeiros Militar e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Legislação Decreto nº
891, de 10 de julho de 2020. Estabelece procedimentos e critérios para a decretação de situação de
emergência ou estado de calamidade pública pelo Estado e para a homologação estadual das situações
de anormalidade decretadas pelos entes municipais e dá outras providências.
PARÁ. Corpo de Bombeiros Militar e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Legislação Lei Estadual
nº 9207, de 13 de janeiro de 2021. Institui a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (PEPDEC),
dispõe sobre o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (SEPDEC) e o Conselho Estadual de
Proteção e Defesa Civil (CEPDEC); autoriza a criação de sistema de informações e monitoramento de
desastres, regulamenta os incisos I e VII do art. 200 da Constituição do Estado do Pará.

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