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Gerenciamento de Desastres Naturais no Brasil

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Sobreviver e viver de forma segura, principalmente quando o assunto é: desastre

natural.

O mundo encontra-se em plena modificação. Movimentos sociais, revoluções


tecnológicas, substituição de ideologias políticas e, principalmente, as transformações
ambientais e geográficas.

O Brasil vem sofrendo com o aumento dos inúmeros casos de ocorrências de desastres,
exigindo ações de prevenção e preparo para reduzir a ocorrência e a intensidade dos
desastres e diminuir os impactos negativos advindos desses eventos, caso ocorram.

Conforme Lei nº 12.340, de 1º de dezembro de 2010 (Brasil, 2010) 1, compete ao Poder


Executivo Federal apoiar, de forma complementar, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios em emergência ou estado de calamidade pública.

Porém, como característica intrínseca do ser humano frente a toda essa realidade, o
homem exercita seu dom de adaptação, necessário para permitir sua sobrevivência.

Prevenir é, por certo, a ação mais coerente e eficaz de ser realizada. O estudo das áreas
de risco, o projeto e execução de obras protetivas, a preparação da comunidade
vulnerável para a modificação de sua percepção quanto ao risco que a cerca, todas essas
ações são necessárias para garantirmos a proteção de nossas famílias.

Desastre é uma situação na qual o número de vítimas excede a capacidade de


atendimento. Quando temos uma ocorrência de dimensões maiores, na qual além de
muitas vítimas temos o envolvimento do meio ambiente com dificuldades de
comunicação, transporte, abastecimento, infraestrutura e logística, estamos diante de
uma catástrofe.

Plano de atendimento a desastres são ações que visam a organizar e racionalizar os


recursos disponíveis através de um planejamento estratégico.

Em situações de catástrofe ou acionamento do objetivo passa a ser a estabilização do


paciente e com limitação dos recursos individuais define-se como situação de desastre
ou para acionamento deste plano quando o número de vítimas excederem a capacidade
1
Lei nº 12.340, de 1º de dezembro de 2010. Dispõe sobre o Sistema Nacional de Defesa Civil
– SINDEC, sobre as transferências de recursos para ações de socorro, assistência às vítimas, res-
tabelecimento de serviços essenciais e reconstrução nas áreas atingidas por desastre, e sobre o
Fundo Especial para Calamidades Públicas, e dá outras providências. Diário Oficial [da] Repúbli-
ca Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 2 dez. 2010. Seção 1, p. 1-2, 2010.
do hospital em atender pacientes com os recursos disponíveis diariamente no pronto-
socorro, sendo necessário ativar os demais setores do hospital ou recursos externos
(municipais, estaduais ou federais) para apoio.

De forma geral, os planos de contingência devem conter uma visão geral das
organizações envolvidas na resposta aos desastres e suas responsabilidades.

Deve enumerar os requisitos legais para as operações de emergência, apresentar um


sumário das situações em que o plano é aplicável, expor a concepção geral das
operações e atribuir responsabilidades pelo planejamento e operação em emergências.

Quanto à evolução os desastres podem ser divididos em:

Desastres súbitos ou de evolução aguda, que se caracterizam pela rapidez com que
evoluem e, normalmente, pela violência dos fenômenos que os causam;

Desastres de evolução crônica, gradual (lenta), que se caracterizam por evoluírem


progressivamente ao longo do tempo, como por exemplo no caso das secas e estiagens;
e Desastres por somação de efeitos parciais, que se caracterizam pela acumulação de
eventos semelhantes, cujos danos, quando somados ao término de um determinado
período, representam também um desastre muito importante, como por exemplo, no
caso dos acidentes de trânsito.

Gerenciamento de Desastres

Quanto à intensidade os desastres podem ser divididos em:

Desastres de nível I, que se caracterizam por serem de pequeno porte, com danos
facilmente suportáveis e superáveis pelas próprias comunidades afetadas;

Desastres de nível II, que se caracterizam por serem de médio porte, com danos e
prejuízos que podem ser superados com recursos da própria comunidade, desde que haja
uma mobilização para tal;

Desastres de nível III, que se caracterizam por serem de grande porte e exigirem ações
complementares e auxílio externo para a superação dos danos e prejuízos; e

Desastres de nível IV, que se caracterizam por serem de muito grande porte. Nesses
casos, os danos e prejuízos não são superáveis e suportáveis pelas comunidades sem
ajuda de fora da área afetada, mesmo quando as comunidades são bem-informadas,
preparadas, participativas e facilmente mobilizáveis.

Finalmente, quanto à origem os desastres podem ser divididos em:

Desastres naturais, que se caracterizam por serem provocados por fenômenos e


desequilíbrios da própria natureza e produzidos por fatores de origem externa que atuam
independentemente da ação humana;

Desastres humanos, que se caracterizam por serem provocados por ações ou omissões
humanas; e

Desastres mistos, que se caracterizam por ocorrerem quando as ações ou omissões


humanas contribuem para intensificar, complicar e/ou agravar desastres naturais.

As características regionais de desastres mais atendidos pela Defesa Civil no Brasil são:

a) Região Norte: Incêndios florestais e inundações.


b) Região Nordeste: Secas e inundações.
c) Região Centro-Oeste: Incêndios florestais.
d) Região Sudeste: Deslizamento e inundações.
e) Região Sul: Inundações, vendavais e granizo.

A probabilidade de ocorrência do evento adverso pode ser analisada por meio de mapas de risco
(Figura 1), que podem ser obtidos utilizando Sistemas de Informação Geográfica, cruzando
conjunto de dados de diferentes fontes (mapas, medições em campo, imagens de satélites,
questionários etc.), permitindo identificar as características do ambiente e o contexto
socioeconômico que poderiam influenciar na ocorrência de desastres (MARCELINO, 2008) 2

2
MARCELINO, E. Desastres naturais e geotecnologias: conceitos básicos. Instituto Nacional de
Pesquisas Especiais-INPE. Ministério da Ciência e Tecnologia. Santa Maria, Rio Grande do Sul, 2008.
Atuar conjuntamente com os entes e órgãos parceiros visando à promoção de ações educativas
relacionadas a higiene pessoal, dos alimentos, saneamento, conservação e armazenamento da
água após a ocorrência do desastre. Em situações em que existam atividades de prevenção de
riscos a desastres.3

Os prejuízos sociais mais importantes relacionam-se com a interrupção do funcionamento ou


com o colapso de serviços essenciais, como:
a) Assistência médica, saúde pública e atendimento de emergências médico-cirúrgicas.
b) Abastecimento de água potável.
c) Esgoto de águas pluviais e sistema de esgotos sanitários.
d) Sistema de limpeza urbana e de recolhimento e destinação do lixo.
e) Sistema de desinfestação e desinfecção do habitat e de controle de pragas e vetores.
f) Geração e distribuição de energia elétrica.
g) Telecomunicações.
h) Transportes locais e de longo curso.
i) Distribuição de combustíveis, especialmente os de uso doméstico.
j) Segurança pública.
3
<http://www.saude.gov.br/bvs>; e no Site da Fundação
Nacional de Saúde: <http://www.funasa.gov.br/site/publicacoes/saude-ambiental/>
k) Ensino.

Há também consequências que podem ocorrer imediatamente após um desastre natural,


como exposição ao risco de acidentes, lesões e doenças, decorrentes do deslocamento
massivo de populações. As aglomerações, muitas vezes em abrigos, com precária
infraestrutura encontram condições para a proliferação de doenças transmissíveis. A
pouca previsibilidade nas rotinas familiares e as mudanças inesperadas com as perdas
materiais, simbólicas e de vidas, assim como, as situações estressantes e conflitantes das
evacuações forçadas do local pela necessidade de abandonar as moradias em risco, são
situações que culminam com o aparecimento de manifestações agudas no adoecimento
das pessoas nos abrigos, em especial das crianças, hospitalizações e episódios
dramáticos, como as tentativas de suicídio de um membro da família.

Nas áreas rurais, desastres naturais como a seca ou as enchentes podem afetar muito a
vida das pessoas e a produtividade da terra, com estragos em plantações e na criação
animal, afetando severamente a agricultura e a pecuária, e comprometendo ou
impossibilitando a produção e a qualidade de alimentos produzidos, além da produção
destruída nas diversas lavouras afetadas, os municípios perderam cabeças de gado,
estradas, pontes, equipamentos e moradias na área rural

CONCLUINDO

Importam-se as medidas que iniciam o processo de restabelecimento das condições de


vida da comunidade afetada. Engloba dois aspectos: um que tende a restabelecer os
serviços básicos indispensáveis (abastecimento de água, esgotamento sanitário, energia
elétrica sistema de comunicação), num curto prazo de forma transitória, e num segundo
momento, direcionam-se às soluções permanentes e de longo prazo. A recuperação pode
ser entendida como uma oportunidade para desenvolver e aplicar as medidas de redução
de risco e de desastres futuros.

REFERÊNCIAS
Guia de preparação e respostas do setor saúde aos desastres / Carlos Machado de
Freitas, Maíra Lopes Mazoto e Vânia da Rocha. ─ Rio de Janeiro, RJ:
Fiocruz/Secretaria de Vigilância em Saúde, 2018.

Plano de Contingência para Emergência em Saúde Pública por Inundação [recurso


eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de
Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde Pública. 2.
ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

FREITAS, Carlos Machado de; Ximenes EF. Enchentes e saúde pública: uma questão
na literatura científica recente das causas, consequências e respostas para prevenção e
mitigação. Ciência e Saúde Coletiva (Impresso), v. 17, p. 1601-1616, 2012.

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