Anais Ii Siamues
Anais Ii Siamues
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SUMÁRIO
8. CUIDADOS MULTIDISCIPLINARES: A ENFERMAGEM COMO PARTE INTEGRANTE DA EQUIPE DE APOIO
ÀS PESSOAS COM TEA
12. REVASCULARIZAÇÃO CARDIACA COM O USO DE STENTS: TIPOS, TÉCNICAS E VANTAGENS.
14. FATORES RELACIONADOS AO COMPORTAMENTO ABUSIVO DE ÁLCOOL: UM ESTUDO COM UMA
AMOSTRA REPRESENTATIVA DO BRASIL
15. EFEITOS DO MÉTODO PILATES EM PACIENTES COM LOMBALGIA
20. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO SUICÍDIO ENTRE AS GESTANTES
22. AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA DO RITUXIMABE E SUA INCORPORAÇÃO NO SUS PARA O TRATAMENTO
DE LEUCEMIA LINFÓIDE CRÔNICA
24. INSERÇÃO DO PARCEIRO NO PRÉ-NATAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
26. IMPACTO DA VASCULITE AGUDA POR IGA NA QUALIDADE DE VIDA NA PRIMEIRA INFÂNCIA
28. ASSISTÊNCIA REMOTA NO CUIDADO AO IDOSO INSTITUCIONALIZADO - RELATO DE EXPERIÊNCIA
30. TÉCNICAS UTILIZADAS PARA MAMOPLASTIA DE AUMENTO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
32. ANÁLISE DE NOTIFICAÇÕES DE AIDS EM BELÉM: UMA PESQUISA QUANTITATIVA
35. ORIENTAÇÃO DE TÉCNICAS DE PRIMEIROS SOCORROS PARA ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
37. DESGASTE PSICOLÓGICO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO CUIDADO A PACIENTES TERMINAIS
39. EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES ATRAVÉS DA
TECNOLOGIA REMOTA
41. RELAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES PORTADORES DE SÍNDROME METABÓLICA COM AS
DOENÇAS CARDIOVASCULARES
43. ANÁLISE DO INTERNAMENTO HOSPITALAR POR ARTRITE REUMATOIDE NO BRASIL NO PERÍODO DA
PANDEMIA DE COVID-19.
46. O USO DE PSICOFÁRMACOS E AS COMPLICAÇÕES PSICOLÓGICAS EM PACIENTES COM PARKINSON
48. ANÁLISE DOS CASOS DE CÂNCER RELACIONADO AO TRABALHO NO BRASIL
50. TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS, QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR
52. CONTRIBUIÇÃO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA COM ENFOQUE NEUROPSICOLÓGICO EM CRIANÇAS EM
IDADE ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
53. EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES ATRAVÉS DA
TECNOLOGIA REMOTA
55. ABORDAGEM DAS LESÕES DE FACE DECORRENTES POR ARMA BRANCA
57. MÍIASES: REVISÃO DE LITERATURA
59. ARTRITE REATIVA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
61. APLICABILIDADE DA TECNOLOGIA DE ESCANEAMENTO E MOLDAGEM DIGITAL EM REABILITAÇÕES
ORAIS
63. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA ENTRE FITOTERÁPICO À BASE DE PASSIFLORA INCARNATA E
MEDICAMENTOS ALOPÁTICOS
65. A RELEVÂNCIA DA QUALIDADE E SEGURANÇA ASSISTENCIAL DO PACIENTE OFERTADOS NO
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
66. RELATO DE EXPERIENCIA EM UM HOSPITAL PSIQUIATRICO NA CIDADE DE TERESINA- PI.
68. PERFIL DOS PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO: UM ESTUDO COM ADULTOS E IDOSOS RESIDENTES EM
CAPITAIS BRASILEIRAS
70. INFERTILIDADE FEMININA: RELAÇÃO COM A SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS
72. FATORES QUE ENVOLVEM A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UMA PERSPECTIVA PSICOLÓGICA E
PSICOPATOLÓGICA
73. SINDROME DE BURNOUT NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
74. CONSEQUÊNCIA PARA AS CRIANÇAS QUE PRESENCIAM OS MAUS-TRATOS SOFRIDOS PELA MÃE
76. A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM FERIDAS ONCOLÓGICAS
78. ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA NO ATENDIMENTO AO PACIENTE COM
SUSPEITA DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
79. FATORES RELACIONADOS A PRÁTICA DE CAMINHADA EM IDOSOS RESIDENTES NAS CAPITAIS
BRASILEIRAS
81. DESAFIOS DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DURANTE A PANDEMIA DA COVI-19
83. ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO NA SALA DE PARTO DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
85. APLICAÇÃO DA TEORIA DE ENFERMAGEM DO AUTOCUIDADO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
87. EFEITOS DO TREINAMENTO RESISTIDO NA FIBROMIALGIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
92. CONTRIBUIÇÕES PARA UMA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR – UMA ANÁLISE SWOT
96. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS DA AMOXICILINA E DO ÁCIDO CLAVULÂNICO E SUAS APLICAÇÕES
TERAPÊUTICAS EM PACIENTES PEDIÁTRICOS
98. SAÚDE MENTAL E INFÂNCIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE PROTEÇÃO E PROMOÇÃO
99. O MANEJO DA DISMENORREIA EM ADOLESCENTES DIAGNOSTICADAS COM ENDOMETRIOSE: UMA
REVISÃO DE LITERATURA
103. AS PECULIARIDADES DO ATENDIMENTO AO PACIENTE PEDIÁTRICO NO TRAUMA DE FACE
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105. USO DE BANDA ORTODÔNTICA EM TRATAMENTO RESTAURADOR EM MOLAR DECÍDUO: RELATO DE
CASO
106. DEPRESSÃO PÓS-PARTO EM MÃES ADOLESCENTES: UMA REVISÃO DA LITERATURA
111. PREVENÇÃO DAS HEPATITES VIRAIS: UMA ABORDAGEM EDUCATIVA DOS GRADUANDOS DE
MEDICINA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Á SAÚDE
113. SINTOMAS DA PELAGRA E SUA RELAÇÃO COM O ALCOOLISMO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
115. RESTAURAÇÃO EM DENTE COM HIPOMINERALIZAÇÃO MOLAR DECÍDUO UTILIZANDO BANDA
ORTODÔNTICA: RELATO DE CASO
116. TRANSTORNOS PSÍQUICOS EM HIV: UMA REVISÃO DE LITERATURA
118. APRESENTAÇÃO DAS PROPRIEDADES QUÍMICAS E FARMACOLÓGICAS DA COCAÍNA
120. MAMOPLASTIA REDUTORA ATRAVÉS DA TÉCNICA DE PEDÍCULO INFERIOR: UMA REVISÃO DE
LITERATURA
122. EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO AUTOCUIDADO DE PACIENTES COM DIABETES
124. FATORES ASSOCIADOS AO DIAGNÓSTICO DE ASMA: UM ESTUDO TRANSVERSAL COM UMA AMOSTRA
REPRESENTATIVA DO BRASIL
126. MANEJO TERAPÊUTICO IMEDIATO DIANTE DE AVULSÕES NA DENTIÇÃO PERMANENTE
128. FERRAMENTAS GOOGLE COMO INSTRUMENTOS DE REORGANIZAÇÃO DE UMA VIGILÂNCIA
EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
131. ABORDAGEM TERAPÊUTICA VOLTADA À CONSTIPAÇÃO INTESTINAL EM IDOSOS: UMA REVISÃO DE
LITERATURA
134. LESÃO HEPÁTICA INDUZIDA PELO USO IRRACIONAL DE MEDICAMENTOS
136. A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO ANATÔMICO NA REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE
DRENAGEM TORÁCICA
138. A BIOPROSPECÇÃO NA BUSCA POR NOVOS FÁRMACOS NO MEIO MARINHO PARA O TRATAMENTO DE
CÂNCER
140. CUIDADOS DE ENFERMAGEM À GESTANTE E PUÉRPERA FRENTE AO COVID-19
142. A ENFERMAGEM E SEU PAPEL NA REABILITAÇÃO FÍSICA DE PACIENTES VÍTIMAS DE ACIDENTES
144. POLIARTERITE NODOSA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
146. CRONOBIOLOGIA E EDUCAÇÃO E A INFLUÊNCIA DOS RITMOS BIOLÓGICOS NA APRENDIZAGEM E NO
DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL
148. MACONHA NA GESTAÇÃO E CONSEQUÊNCIA PARA O RECÉM NASCIDO: REVISÃO INTEGRATIVA
150. PREDOMÍNIO DE HIPOVITAMINOSE D EM PACIENTES COM CÂNCER: UM FATOR DE RISCO OCULTO?
152. MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS NO MANEJO DA DOR DURANTE O TRABALHO DE PARTO: REVISÃO
INTEGRATIVA
154. AUMENTO DA PREVALÊNCIA DE DIABETES MELLITUS ASSOCIADO AO USO DE ANTIDEPRESSIVOS.
156. CONTROLE GLICÊMICO: MONITORIZAÇÃO E TRATAMENTO DA HIPERGLICEMIA EM PACIENTES NA
TERAPIA INTENSIVA
159. A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA À PACIENTES ONCOLÓGICOS EM CUIDADOS
PALIATIVOS
161. COMPORTAMENTOS ALIMENTARES EM ADULTOS E IDOSOS RESIDENTES NAS CAPITAIS BRASILEIRAS
DE ACORDO COM A ESCOLARIDADE: UM ESTUDO TRANSVERSAL
163. IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA NO MANEJO TERAPÊUTICO DE PACIENTES VÍTIMAS DE
TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
165. DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA DIANTE DE TROMBOSE SÉPTICA DO SEIO CAVERNOSO
167. MAIO AMARELO E A PREVENÇÃO DE TRAUMAS FACIAIS POR ACIDENTES MOTOCICLÍSTICOS: RELATO
DE EXPERIÊNCIA
169. ANAMNESE INFANTIL DE ORIENTAÇÃO PSICANALÍTICA: CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS
171. SUBSTÂNCIAS UTILIZADAS PARA “APRIMORAMENTO COGNITIVO FARMACOLÓGICO” ENTRE
ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS ASSOCIADAS
173. DESAFIOS DA SAÚDE DO HOMEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
175. ANÁLISE DO PAPEL DO MICROBIOMA INTESTINAL COMO MODULADOR ENDÓCRINO EM DOENÇAS
METABÓLICAS E SEU POTENCIAL TERAPÊUTICO.
177. INTERPROFISSIONALIDADE NA PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO: O MODELO DE GESTÃO DO CUIDADO
INTEGRAL A SAÚDE
179. ALCOOLISMO: CARACTERÍSTICAS E INTERVENÇÃO MEDICAMENTOSA
181. AVALIAÇÃO DO USO DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA - TENS - NO ALÍVIO DA
DOR PÓS-OPERATÓRIA
183. MELANOMA: CARACTERÍSTICAS E TRATAMENTO
185. IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO DA ENFERMAGEM COM ACOMPANHANTES: UNIDADE DE TERAPIA
INTENSIVA PEDIÁTRICA PERANTE O CUIDADO
187. QUEIXAS E ALTERAÇÕES COMUNS DO RESPIRADOR ORAL: UM RESGATE DA LITERATURA
189. OSTEOSSARCOMA: REVISÃO DE LITERATURA
191. MULHERES EM SITUAÇÃO DE RUA NO CICLO GRAVÍDICO
195. ISOLAMENTO SOCIAL EM FACE DA COVID-19: REPERCUSSÕES PSICOSSOCIAIS EM CRIANÇAS
197. MONITORIA ACADÊMICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM EM MEDICINA
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199. RISCOS E FATORES ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DE DELIRIUM EM PACIENTES EM TERAPIA
INTENSIVA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
201. A INFLUÊNCIA DA COVID-19 NO DESENVOLVIMENTO DA INFERTILIDADE MASCULINA
206. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PREJUÍZOS DA PANDEMIA DA COVID-19 PARA A SAÚDE MENTAL DE
ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
208. A MATERNIDADE VIVENCIADA POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
210. A RELEVÂNCIA DO CONHECIMENTO ANATÔMICO NA IDENTIFICAÇÃO DE CORPOS ESTRANHOS EM
EXAMES RADIOLÓGICOS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
212. SEGURANÇA DO PACIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO PELA PERSPECTIVA DA ENFERMAGEM: UMA
REVISÃO INTEGRATIVA
214. FISIOPATOLOGIA E SEQUELAS DAS ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS E IMUNOLÓGICAS
DESENCADEADAS POR COVID-19 NO TECIDO PULMONAR
216. MANIFESTAÇÕES OSTEOARTICULARES NA TUBERCULOSE: UMA REVISÃO DE LITERATURA
218. A RELAÇÃO DO VÍCIO E DA FARMACODINÂMICA DE DROGAS PSICOATIVAS, COMO HEROÍNA, COCAÍNA
E NICOTINA
220. MANIFESTAÇÕES CARDÍACAS DA ESPONDILITE ANQUILOSANTE
222. ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO DO PACIENTE COM DOENÇA RENAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
223. CARACTERIZAÇÃO DOS TIPOS DE TOXICIDADE CAUSADOS PELOS ANTINEOPLÁSICOS DA CLASSE DOS
AGENTES ALQUILANTES
225. FORMULAÇÃO DE DENTIFRÍCIO FLUORETADO PARA CAMPANHAS DE SAÚDE BUCAL EM
COMUNIDADES CARENTES
228. AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES BÁSICAS DE VIDA DIÁRIA DE KATZ EM IDOSO EM UMA INSTITUIÇÃO DE
LONGA PERMANÊNCIA EM IMPERATRIZ-MA.
229. PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA NO LAZER EM ADULTOS E IDOSOS RESIDENTES NAS CAPITAIS
BRASILEIRAS
230. INTERVENÇÕES REALIZADAS EM CASOS DE HIPOTERMIAS EM EMERGÊNCIAS
232. PANDEMIA PELA COVID 19 E SUAS CONSEQUÊNCIAS MENTAIS E DE SAÚDE NO ÂMBITO SOCIAL
234. AÇÕES DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO AO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO
237. EXPERIÊNCIA DE SUCESSO: A IMPLEMENTAÇÃO DA PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO COMO ESTRATÉGIA
DE SENSIBILIZAÇÃO NO SERVIÇO DE REFERÊNCIA PARA DOENÇAS INFECCIOSAS
239. ESQUIZOFRENIA INFANTIL: UMA PSICOPATOLOGIA INVISÍVEL
240. CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES COM SÍFILIS GESTACIONAL
242. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA MONKEYPOX EM PESSOAS COM HIV
246. ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA A IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA E DAS PRÁTICAS PROFISSIONAIS NA
ATENÇÃO BÁSICA
248. UTI NEONATAL ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO USO DO MÉTODO CANGURU
250. CONSEQUÊNCIAS DA DESINFORMAÇÃO ALIADA AO USO INDISCRIMINADO DE CONTRACEPTIVOS DE
EMERGÊNCIA: QUAL PAPEL DO FARMACÊUTICO?
252. ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NOS CUIDADOS PALIATIVOS EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: REVISÃO DE
LITERATURA
254. A INFLUÊNCIA CANINA NA SAÚDE MENTAL E FÍSICA DA PESSOA ENLUTADA: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
255. CONSIDERAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NA SAÚDE MENTAL
256. ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA A PACIENTES DIABÉTICO
258. A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR AOS PORTADORES DE DOENÇAS
MENTAIS
260. UTILIZAÇÃO DE OFICINAS TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DE COMPORTAMENTOS AUTOLESIVOS
EM ADOLESCENTES COM PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS: UMA REVISÃO NARRATIVA
262. NOVA FARMACOTERAPIA CONTRA A FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE
264. ANÁLISE DO USO DA TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM
DEPRESSÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
266. PREVENÇÃO E IMPACTOS DE INFECÇÕES HOSPITALARES NAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: UMA
REVISÃO DE LITERATURA
268. SEGURANÇA DO PACIENTE MEDIANTE INTERCORRÊNCIAS CIRÚRGICAS: UMA REVISÃO DE
LITERATURA
270. AVALIAÇÃO DO PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE SARS-COV-2 NO MUNICIPIO DE
TERESÓPOLIS, RJ, BRASIL
272. FATORES ASSOCIADOS AO DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO: UM ESTUDO TRANSVERSAL COM ADULTOS
E IDOSOS DE UMA AMOSTRA REPRESENTATIVA DO BRASIL
274. DOENÇA DE KAWASAKI E COVID-19: UMA REVISÃO DE LITERATURA
276. GRUPO DE PAIS DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
278. ALTERAÇÕES DAS FUNÇÕES ORAIS ASSOCIADAS AO RESPIRADOR ORAL: UMA REVISÃO NARRATIVA
280. A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA NACIONAL DE GESTÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NAS
UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE
282. ESCLEROSE SISTÊMICA, EXPRESSÃO CLÍNICA E FISIOPATOLOGIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.
6
284. PREVALÊNCIAS E FATORES ASSOCIADOS A HIPERCOLESTEROLEMIA EM INDIVÍDUOS DE UMA
AMOSTRA REPRESENTATIVA DO BRASIL
286. ASSISTÊNCIA PRÉ NATAL SOB A ÓTICA DAS PUÉRPERAS: ESTUDO EXPLORATÓRIO
290. MÉTODOS PARA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA EM NEONATOS
294. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA HOMENS: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA
295. ACESSO E ACOLHIMENTO AO USUÁRIO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UM RESGATE TEÓRICO
297. BEM-ESTAR PSICOLÓGICO E PRIVAÇÃO DE SONO DE POLICIAIS CIVIS SOB A ÓTICA DA PSICOLOGIA
POSITIVA: UM RESGATE TEÓRICO
299. EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES ATRAVÉS DA
TECNOLOGIA REMOTA
301. INTOXICAÇÃO POR OPIÓIDES: COMPREENSÃO E MANEJO CLÍNICO
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CUIDADOS MULTIDISCIPLINARES: A ENFERMAGEM COMO
PARTE INTEGRANTE DA EQUIPE DE APOIO ÀS PESSOAS COM
TEA
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno psicológico de desenvolvimento que afeta a
comunicação, a interação social e o comportamento, sendo caracterizado por um conjunto de sintomas que
podem variar de níveis leves a graves. O objetivo deste estudo é analisar a assistência de enfermagem
prestada aos pacientes com transtorno do espectro autista, por meio de uma revisão integrativa da literatura.
METODOLOGIA: A busca por artigos foi realizada nos bancos de dados SCIELO, LILACS e BVS
utilizando os descritores “assistência de enfermagem”, "transtorno do espectro autista", "enfermagem" e
“TEA”, limitados ao período de 2019 a 2023. Pode-se concluir com esse estudo que a assistência de
enfermagem no TEA é fundamental para garantir o cuidado e o bem-estar dos indivíduos com essa condição
e que os enfermeiros devem estar capacitados para identificar e avaliar as necessidades específicas de
indivíduos com TEA, incluindo problemas de comunicação, comportamentos desafiadores e dificuldades
sensoriais, assim como devem estar aptos a fornecer suporte emocional e psicológico aos pacientes e suas
famílias.
8
1 INTRODUÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica que afeta a capacidade de
comunicação, interação social e comportamento de uma pessoa. Apesar de ser uma condição que afeta uma
parcela significativa da população, muitos ainda têm uma compreensão limitada sobre o TEA e as
necessidades de quem vive com esse transtorno.
A genética é uma área de estudo que se dedica a compreender os genes, suas expressões, a
transmissão de informações hereditárias e as implicações dos distúrbios genéticos nesses processos.
Infelizmente, atualmente, há uma compreensão equivocada sobre as doenças genéticas e seus mecanismos,
o que pode prejudicar o diagnóstico e o tratamento adequado.
O TEA, por exemplo, é uma condição que tem uma origem complexa e multidisciplinar,
relacionada a fatores genéticos e ambientais. O autismo é considerado como um distúrbio do
desenvolvimento que se manifesta geralmente antes dos três anos de idade e caracteriza-se por um
comprometimento global no desenvolvimento psiconeurológico, afetando tanto a comunicação (fala e
compreensão) quanto a interação social.
O enfermeiro é um dos profissionais de saúde que acompanha os pacientes por um longo período
de tempo, o que lhe confere um papel crucial na identificação e investigação de possíveis alterações no
desenvolvimento comportamental de crianças. Entretanto, para que o enfermeiro possa desempenhar essa
função de forma eficaz, é essencial que ele possua conhecimentos adequados para identificar os sinais
característicos do TEA, orientar as famílias em relação à interação social e prestar atendimento adequado
aos pacientes. Além disso, é importante que o enfermeiro trabalhe em conjunto com uma rede de apoio
especializada, intersetorial e interdisciplinar para garantir o suporte adequado no processo de cuidado e
desenvolvimento de crianças com TEA.
Para a enfermagem, é de extrema importância desenvolver a habilidade para distinguir o
Transtorno do Espectro Autista de outras síndromes, além de ser capaz de oferecer orientação e suporte às
famílias, e proporcionar assistência adequada ao paciente e seus familiares, visando sempre o tratamento
mais adequado e uma melhor qualidade de vida.
O presente estudo busca identificar, por meio da análise de publicações científicas nacionais e
estrangeiras, como a assistência de enfermagem a pessoas com TEA tem sido abordada.
2 METODOLOGIA
Este estudo é uma revisão integrativa da literatura, um método de pesquisa que envolve a análise
e síntese de informações coletadas em estudos relevantes sobre determinado assunto. O objetivo é reunir
um conjunto de conhecimentos significativos para responder a uma pergunta específica sobre um tema. Em
resumo, a revisão integrativa coleta informações relevantes e resume o conhecimento existente sobre um
tópico específico. Para realizar este estudo, foram consultadas as plataformas digitais de busca Scientific
Electronic Library Online (Scielo), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde
(LILACS) e Virtual Health Library (BVS). A busca dos artigos foi feita utilizando os descritores
“assistência de enfermagem”, "transtorno do espectro autista", "enfermagem" e “TEA”. Para este estudo,
foram estabelecidos como critérios de inclusão: artigos completos, relacionados ao tema, publicados entre
2019 e 2023 em língua portuguesa ou inglesa, e que abordassem a problemática da questão norteadora. Os
critérios de exclusão foram artigos incompletos e aqueles que não respondessem à pergunta principal. Em
resumo, foram estabelecidos critérios específicos para incluir apenas artigos relevantes para o estudo e
excluir aqueles que não atendiam aos requisitos definidos.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Em 1911, o termo "autismo" foi utilizado pela primeira vez pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler
para descrever o comportamento de pessoas que apresentavam dificuldade ou impossibilidade de
comunicação, além de demonstrar uma perda de contato com a realidade. Esses comportamentos foram
inicialmente observados em pacientes diagnosticados com esquizofrenia.
Em 1943, o primeiro paciente com autismo foi estudado por Leo Kanner e a partir desses estudos,
os pesquisadores associaram o Transtorno do Espectro Autista (TEA) a um conjunto de dificuldades
contínuas na comunicação, interação social, comportamentos e interesses limitados, que podem afetar
negativamente a vida cotidiana da pessoa. Essas dificuldades podem variar em gravidade, dependendo do
nível de comprometimento da linguagem, interação socioemocional e comportamento não verbal, associado
a comportamentos estereotipados ou repetitivos que afetam a capacidade da pessoa de se relacionar
socialmente, profissionalmente ou em outras áreas importantes da vida.
9
O TEA é caracterizado por três níveis específicos de sintomas: uma deficiência significativa na
interação social, dificuldades acentuadas na comunicação, tanto verbal quanto não verbal, e a presença de
comportamentos estereotipados e repetitivos, com ausência de atividades criativas. No Brasil, a prevalência
do TEA é estimada em 25 casos a cada 1000 pessoas, sendo que a prevalência é maior no sexo masculino
(1 em 42) do que no feminino (1 em 189), enquanto nos Estados Unidos da América, esse número é de
23/1000. Em 2000, a estimativa era de uma pessoa com TEA a cada 150, mas em 2018 essa estimativa foi
atualizada para uma pessoa a cada 44 com diagnóstico de TEA.
O diagnóstico de TEA é feito com base em avaliações clínicas e de desenvolvimento, geralmente
realizadas antes dos três anos de idade. É fundamental identificar o problema de forma antecipada, para que
as medidas necessárias possam ser tomadas o quanto antes. O tratamento para o TEA é multidisciplinar e
pode incluir terapia comportamental, terapia ocupacional, terapia da fala e terapia medicamentosa. O
objetivo do tratamento é ajudar as pessoas com TEA a se adaptar melhor ao ambiente ao seu redor e a
desenvolver habilidades de comunicação e interação social.
A enfermagem utiliza teorias do comportamento humano como base para a construção de relações
interpessoais durante a assistência à saúde. O objetivo dessa abordagem é promover intervenções
preventivas e corretivas nos transtornos mentais, incentivando a saúde mental e o equilíbrio individual,
comunitário e social. Dessa forma, a enfermagem busca aprimorar suas práticas a partir das experiências
vivenciadas na assistência aos pacientes e tem como responsabilidade realizar a consulta em diferentes
contextos, tais como hospitais, serviços de saúde, escolas e domicílios, seguindo um processo que inclui
diversas etapas. A primeira delas, a coleta de dados ou anamnese, é essencial para obter informações sobre
a saúde do paciente, assim como sobre seu ambiente e estilo de vida.
A assistência de enfermagem é de fundamental importância no cuidado de pacientes com
Transtorno do Espectro Autista (TEA). O enfermeiro deve estar preparado para prestar um cuidado
individualizado, compreensivo e respeitoso, considerando as particularidades do paciente com TEA.
Inicialmente, é essencial que o enfermeiro compreenda a condição do paciente, suas necessidades e
limitações. É importante lembrar que pessoas com TEA apresentam uma ampla variação de habilidades e
dificuldades, por isso, cada indivíduo deve ser abordado de maneira única e individualizada. Na assistência
de enfermagem ao paciente com TEA, a comunicação é um aspecto fundamental. É importante que o
enfermeiro use uma linguagem clara e objetiva, evitando ambiguidades e expressões metafóricas. Além
disso, deve-se estar atento às peculiaridades de diálogo do paciente com TEA, que podem incluir
dificuldade de compreensão de metáforas, tom de voz e expressões faciais.
Outra questão importante é a sensibilidade do enfermeiro em relação ao comportamento do
paciente com TEA. Esses pacientes podem apresentar hábitos repetitivos ou estereotipados, muitas vezes
utilizados como mecanismo de auto regulação e redução de ansiedade. O enfermeiro deve estar atento a
esses comportamentos e evitar julgamentos, respeitando a singularidade e autonomia do paciente. Além
disso, a assistência de enfermagem ao paciente com TEA deve considerar a necessidade de um ambiente
tranquilo e acolhedor, que minimize estímulos sensoriais excessivos. Deve-se evitar luzes e sons fortes,
bem como mudanças bruscas de temperatura ou movimentação excessiva no ambiente.
A enfermagem pode auxiliar no diagnóstico precoce, por meio da observação cuidadosa da atitude
e dos sintomas do paciente, e na elaboração do plano de cuidados, considerando as necessidades específicas
de cada indivíduo com TEA. A assistência de enfermagem também pode incluir a realização de intervenções
terapêuticas, como a terapia ocupacional, a fonoaudiologia e a terapia comportamental, que ajudam a
desenvolver habilidades sociais, emocionais e cognitivas. Outras intervenções de enfermagem incluem o
manejo de comportamentos controlados, o auxílio na administração de medicamentos prescritos pelo
médico, as prestações de cuidados básicos, como higiene e alimentação, e o apoio emocional tanto ao
paciente como aos familiares, que muitas vezes lidam com desafios e dificuldades no cuidado do paciente
com TEA. A educação e orientação dos cuidadores e familiares também são fundamentais para promover a
autonomia e a independência dos indivíduos com TEA e melhorar a qualidade de vida de todos os
envolvidos no cuidado.
Por fim, o enfermeiro deve trabalhar em conjunto com a equipe multidisciplinar, incluindo
médicos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos, para garantir uma assistência integrada e
abrangente ao paciente com TEA. O cuidado deve ser centrado no paciente e adaptado às suas necessidades
individuais, garantindo um atendimento humanizado e efetivo.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar dos desafios associados ao TEA, é importante que a sociedade se torne mais inclusiva e
consciente das necessidades das pessoas com TEA, para que esses cidadãos possam desenvolver todo o seu
potencial. É importante dar mais atenção e suporte, promover a inclusão em todas as áreas, desde a escola
10
e o trabalho, até a vida social e cultural. Com mais educação e conscientização sobre o TEA, podemos
construir uma população mais inclusiva e acolhedora para todos.
5 REFERÊNCIAS
FEIFER, G. P. et al. Cuidados de enfermagem a pessoa com transtorno do espectro autista: revisão de
literatura. Revista uningá, v. 57, n. 3, pág. 60-70, 2020.
MAENNER, M. J. et al. Prevalence and characteristics of autism spectrum disorder among children aged
8 years—autism and developmental disabilities monitoring network, 11 sites, United States, 2018.
MMWR Surveillance Summaries, v. 70, n. 11, p. 1, 2021.
11
REVASCULARIZAÇÃO CARDIACA COM O USO DE STENTS: TIPOS,
TÉCNICAS E VANTAGENS.
1
Cinthia Ferreira Régis
1
Heloisa Carla Costa Parísio
1
Gabrielly Araújo Prazeres Gonçalves
1
Isabelle de Mesquita Bezerra Mendonça
1
Mariana Amorim Amaral Menezes
1
Pedro Pereira Medeiros de Mendonça
1
Moab Alves da Luz
2
Victor Luiz Araújo Prazeres
1
Universidade Maurício de Nassau, Recife, PE, Brasil.; 2Faculdade Pernambucana de Saúde, Recife, PE,
Brasil.
Modalidade: Pôster
12
conhecer as diferenças dos tipos e técnicas do uso de Stent para tornar os procedimentos mais efetivos e
seguros, tornando o tratamento com melhores resultados a nível de segurança e eficácia, com mínimos
eventos cardíacos adversos.
Palavras -chave: Stent, Revascularização cardíaca, Angiografia.
Referências
Lamanna A, Maingard J, Barras CD, Kok HK, Handelman G, Chandra RV, et al. Implante de stent na artéria
carótida: estado atual das evidências e direções futuras. Acta Neurologica Scandinavica. 6 de fevereiro de
2019;
Jaldin RG, Sobreira ML, Moura R, Bertanha M, Pimenta REF, Yoshida R de A, et al. Tratamento da recidiva
de reestenose intra-stent renal por angioplastia com balão farmacológico. Jornal Vascular Brasileiro
[Internet]. 2018 [cited 2021 Apr 20];17(1):81–8. Available from:
[Link]
13
FATORES RELACIONADOS AO COMPORTAMENTO ABUSIVO DE
ÁLCOOL: UM ESTUDO COM UMA AMOSTRA REPRESENTATIVA DO
BRASIL
1
Deborah Benevides de Souza
2
Andressa Carine Kretschmer
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: kretschmerandressa@[Link]
INTRODUÇÃO: O consumo abusivo de álcool (CAA) é um problema de saúde pública que afeta milhões
de pessoas em todo o mundo. O alcoolismo pode levar a sérios problemas de saúde, como problemas
hepáticos, doenças cardíacas, depressão e até mesmo a morte. OBJETIVOS: Conhecer o perfil da população
com CAA de uma amostra de adultos e idosos do Brasil. METODOLOGIA: Pesquisa com o desenho
transversal na qual a variável dependente foi o CAA (sim, não), já as variáveis independentes foram; sexo,
faixa etária, cor, situação conjugal, escolaridade e percepção sobre a saúde. Para este estudo fez-se uso do
banco de dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico - Vigitel do ano de 2017. CAAE: 11713319.7.0000.0008. RESULTADOS: Tratou-se
de 52631 indivíduos, destes 13,6% (7142) possuíam um consumo abusivo de álcool, destes 8,6% eram
homens, 5,1% mulheres. Em relação a escolaridade, constatou-se que 51,1% das mulheres com o consumo
abusivo de álcool possuíam 12 anos ou mais de escolaridade, 35,9% 9 a 11 anos de escolaridade, 13% 0 a
8 anos de escolaridade. Similarmente, nos homens constatou-se que 45,7% tinham 12 anos ou mais de
estudo, 38,5% tinham de 9 a 11 anos de estudo, 15,7% tinham de 0 a 8 anos. Em relação a faixa etária, a
maior parte, 44,2% com diagnóstico de CAA possuía de 18 a 39 anos, seguida pelos de 40 a 59 anos com
39%, e de 60 anos ou mais com 26,7%. Dos indivíduos que apresentavam CAA 53,2% não possuíam
companheiro, e 46,8% residiam com companheiro. Em relação a cor 42,4% destes se declararam brancos e
57,6% não-brancos. No que tange a percepção de sua saúde, 70,7% declararam que percebiam a sua saúde
como positiva e 29,3% como negativa. CONCLUSÃO: Os achados da pesquisa demonstram que a
prevalência de CAA é mais elevada nos homens, e naqueles com menor idade, não-brancos, sem
companheiro e com mais anos de escolaridade. Políticas de saúde podem levar em consideração estes
fatores ao elaborar políticas de saúde.
Palavras-chave: Álcool, Comportamentos de Saúde, Saúde Pública.
REFERÊNCIAS:
BARROS, M.B.A. Inquéritos domiciliares de saúde: potencialidades e desafios. Revista Brasileira de
Epidemiologia, v.11, n. suppl.1, 2008.
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da Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas. Brasília: Ministério da
Saúde; 2011.
MOURA, E.C; MALTA, D.C. Consumo de bebidas alcoólicas na população adulta brasileira:
características sociodemográficas e tendência. Rev Bras Epidemiol, v.14, Supl. 1, p.61-70,
2011.
14
EFEITOS DO MÉTODO PILATES EM PACIENTES COM
LOMBALGIA
Resumo
A dor na região lombar é conceituada como um desconforto localizado na parte inferior da coluna. Ela tem
alta incidência na população, por diferentes causas. Este estudo teve como objetivo descrever a contribuição
do Pilates para melhoria do quadro álgico de pacientes com lombalgia. Trata-se de um estudo de revisão
integrativa da literatura, na qual a busca e o levantamento bibliográfico foram realizados utilizando as bases
de dados eletrônicas: Lilacs e PubMed, entre janeiro e fevereiro de 2023. Os artigos incluídos foram ensaios
clínicos randomizados e estudo transversal. A partir destes estudos, observou-se uma melhora na qualidade
de vida dos grupos estudados após 12 semanas de tratamento com Pilates, além de diminuição do quadro
doloroso em variáveis, como nas atividades diárias e ocupacionais. Assim, conclui-se que o Pilates melhora
o quadro de dor dos pacientes com queixa de dor na lombar, mas não se tem evidência de outros benefícios
proporcionados por esse método.
Palavras-chave: Pilates; Lombalgia; Dor lombar.
Modalidade: Pôster.
1 INTRODUÇÃO
A dor na região lombar é uma disfunção musculoesquelética de natureza multifatorial e de
alta incidência na população mundial, que pode ou não acometer as pernas (AIRAKSINEM et al.,
2006). Ela está mais presente nas sociedades industrializadas, causando limitação física temporária
ou permanente tanto para as atividades profissionais, quanto diárias, sendo a mais relatada causa
de incapacidade em indivíduos com idade menor que 45 anos (WEINER et al., 2006). Esse tipo
de dor pode ser classificada em três categorias: patologia espinhal específica, dor na raiz do
nervo/dor radicular e dor lombar inespecífica (AIRAKSINEM et al., 2006). Segundo Miranda
(2010), fatores mecânicos e ambientais são responsáveis pelo agravamento de 90% dos casos de
dores nas costas, como maus hábitos de postura e longos períodos em posição sentada e sobrepeso.
Tendo em vista o impacto da lombalgia à saúde, têm sido amplamente investigadas
modalidades terapêuticas para o tratamento dessa condição (RIBEIRO; OLIVEIRA; BLOIS,
2015). São vários os métodos de tratamentos da dor lombar, dentre eles: a cinesioterapia,
acupuntura, eletrotermoterapia (MACEDO; BRIGANÓ, 2009) e, também, intervenções
farmacológicas (QASEEM, 2017). Tendo os exercícios terapêuticos como os recursos mais
15
eficazes para o tratamento dessa patologia (MAHER, 2004), pois estes produzem um resultado
satisfatório e de boa durabilidade (RIBEIRO; OLIVEIRA; BLOIS, 2015). Dentre os exercícios
que são indicados na fisioterapia à prevenção e reabilitação da dor lombar, está o Pilates.
O Pilates é baseado em seis princípios básicos: força, concentração, controle, precisão,
fluxo de movimento e respiração (OLIVEIRA, 2019). Sendo uma combinação da yoga ocidental,
zen, ginástica grega e romana, entre outros. Ela se desenvolveu para uma série de exercícios de
condicionamento físico e mental (ANDERSON et al., 2000). Os exercícios podem ser realizados
no solo ou em aparelhos especificamente desenvolvidos para o método (MUSCOLINO;
CIPRIANI, 2004). Dentre seus objetivos estão à reeducação neuromuscular, reeducação postural,
melhora do equilíbrio, simetria muscular e o aumento da amplitude de movimento nos músculos
e nas articulações (BRYAN; HAWSON, 2003). São relatados alguns efeitos desse método de
tratamento, sendo preciso ainda maiores investigações para conhecer seus efeitos sobre a dor
lombar. Portanto, o objetivo deste estudo foi descrever como a prática do Pilates pode contribuir
para a melhoria do quadro de dor de pacientes com lombalgia.
2 METODOLOGIA
Esta pesquisa é caracterizada como um estudo de revisão integrativa da literatura, realizada no
período de janeiro e fevereiro de 2023, que teve como objetivo analisar e montar um panorama dos
estudos já publicados sobre o método Pilates e sobre a lombalgia, a fim de indicar caminhos para futuras
investigações.
Para a amostra deste estudo foi realizada uma pesquisa eletrônica utilizando as bases de
dados, Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e a Biblioteca
Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PUBMED), com delimitação de artigos dos últimos
10 anos, sendo os termos de procura as palavras "pilates", "lombalgia" e "dor lombar", utilizando
os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), esses foram combinados entre si e associados pelo
operador booleano “AND”.
O processo de análise dos artigos se deu em três etapas: na primeira triagem, os artigos
foram analisados através do título, sendo que aqueles que não correspondiam ao tema foram
excluídos deste estudo. Os artigos selecionados foram analisados por meio de seus respectivos
resumos, com exclusão daqueles que não preenchiam os critérios de inclusão, o que consistiu na
segunda triagem. Na terceira triagem, os artigos foram analisados em todo o seu conteúdo e,
desses, foram excluídos os artigos que fugiam da ideia central do estudo. Os textos foram
analisados a fim de obter informações consistentes no que diz respeito aos efeitos do Método
Pilates em pacientes com lombalgia. Além disso, as referências bibliográficas das pesquisas
selecionadas também foram analisadas e os artigos considerados relevantes foram incluídos na
pesquisa. Os artigos excluídos não continham atividades fisioterapêuticas no tratamento ou não
estavam relacionados com a temática desta pesquisa. Dessa forma, foi obtido um total de 8 estudos,
os quais compõem a revisão integrativa em questão.
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A dor lombar é um fator que representa um problema de saúde pública no Brasil, que afeta
milhões de brasileiros, causando-lhes o afastamento das suas atividades laborais (DA ROSA et al., 2018).
No estudo de Fretta et al., (2017) foi observado uma diferença na qualidade de vida dos grupos estudados
através de uma escala multidimensional, após 12 semanas de Pilates. Onde o grupo de intervenção relatou
melhora do quadro de dor em diversas variáveis, como nas atividades gerais, de trabalho e no
relacionamento interpessoal, o que revela ser um fator importante para que esses indivíduos não precisem
se desligar das suas jornadas de trabalho.
No estudo de Souza et al. (2009) foram recrutados 34 voluntários com queixa de dor na região
lombar inespecífica há pelo menos 3 meses; desse total de voluntárias, 17 foram submetidos ao Método
Pilates e outros 17 fizeram parte do grupo controle. A intensidade da dor foi avaliada pela escala numérica
da dor, após 6 sessões, após 12 sessões e após 3 meses da última sessão do tratamento no grupo Pilates e
após 3 meses da última avaliação no grupo controle. Ao fim desses períodos de tempo, foi vista uma
melhora do quadro de dor significativa no grupo Pilates em comparação ao grupo controle, evidenciando
o efeito benéfico na redução do quadro de dor desses pacientes.
Algumas evidências sugerem a inclusão nos programas de prevenção e reabilitação da lombalgia,
a exemplo de exercícios voltados para o fortalecimento dos músculos envolvidos na flexão e extensão do
tronco (KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004; RYDEARD; LEGER; SMITH, 2006), evidenciado
16
por Hasanpour e Dehkordi (2017), que obtiveram como resultado em seu estudo, a diminuição das dores
nas costas e da saúde em geral após o treinamento com Pilates e com o método McKenzie. Entretanto,
não foi demonstrada diferença significativa entre os dois métodos. Em reforço, Yamato et al. (2015)
também não encontrou nenhuma evidência de alta qualidade de que o Pilates seja superior a outros tipos
de intervenção. Mas demonstrou que o Método Pilates é mais eficaz para dor e incapacidade do que uma
intervenção mínima.
Em consonância, Corrêa et al. (2015) propuseram no seu estudo uma amostra de conveniência
randomizada, composta por 2 grupos, sendo um de Pilates e outro de Escola de Postura, que possuíam
relatos de dor lombar persistente por mais de três meses. Como resultado, a maioria das voluntárias
apresentaram melhora nas dimensões de saúde avaliadas, o grupo Escola de Postura apresentaram melhora
nas dimensões: “limitação por aspectos físicos”, “dor” e “estado geral da saúde, diferente do grupo Pilates,
onde só apresentaram melhora apenas na dimensão da “dor”.
Dessa forma, é imprescindível que novos estudos de ensaios clínicos sejam realizados com esse
enfoque, buscando a aplicação efetiva do Pilates, contribuindo para resultados positivos em longo prazo
e com maior evidência de seus efeitos.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nos estudos selecionados e explanados acerca da aplicação do Método Pilates na dor
lombar, houve consenso entre todos os estudos de que o tratamento com essa intervenção reduz
significadamente o quadro de dor, podendo chegar até 100% de melhora, com intervenções de pelos menos
12 semanas de duração. Pode-se ainda observar certa melhora do sono e principalmente da incapacidade
funcional em quadros que vão de moderados a graves.
Os resultados dessa revisão sugerem que o método Pilates produz resultados satisfatórios no
tratamento da dor lombar, que pode ser visto como mais um recurso terapêutico empregado pelos
profissionais da fisioterapia. Porém, ainda são escassas as evidências de que a utilização desse método seja
eficaz no tratamento da lombalgia. Deste modo, faz-se necessário mais estudo com esse enfoque para assim,
além de melhorar, prevenir e tratar dores lombares, obter protocolos específicos que devem ser aplicados
na prescrição dos exercícios do método Pilates para esses pacientes.
REFERÊNCIAS
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17
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18
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19
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO SUICÍDIO ENTRE AS GESTANTES
20
mas também inclui fatores étnicos. Por exemplo, estudos indicam que mulheres grávidas brancas não
hispânicas de idade avançada e solteiras nos Estados Unidos têm uma maior vulnerabilidade ao suicídio
em comparação com mulheres pretas ou hispânicas. Da mesma forma, evidências sugerem que mulheres
grávidas pretas, que também enfrentam vulnerabilidade socioeconômica, apresentam maior propensão a
hospitalizações devido a ideações suicidas nesse mesmo país. Outro aspecto a ser analisado são as variações
nas taxas de mortalidade por suicídio durante a gravidez em diferentes contextos sociais. Não foram
encontradas diferenças significativas na evolução epidemiológica desse quadro entre os anos de 2015 e
2019 nos Estados Unidos. A presença de ideação suicida antes da gravidez é encontrada em 39% das
mulheres residentes em países emergentes. No entanto, esse número tende a diminuir para apenas 20%
após o nascimento da criança. As tentativas de suicídio por parte de gestantes podem acarretar danos
significativos no desenvolvimento do feto e da criança. Além dos riscos de perda fetal, trabalho de parto
prematuro e necessidade de parto cesariano não planejado, o desenvolvimento futuro da criança pode ser
afetado de várias maneiras. Quando a gestante passa por uma tentativa de auto-envenenamento, os desafios
emocionais e psicológicos associados podem interferir nessa conexão fundamental. a tentativa de suicídio
por parte da gestante pode resultar em danos significativos ao feto e à criança, incluindo riscos durante a
gestação, desenvolvimento inadequado, impacto no vínculo mãe-filho e possíveis complicações físicas e
mentais. O suporte médico e psicológico adequado é fundamental para mitigar esses impactos e garantir o
bem-estar de todos os envolvidos. CONCLUSÃO: Constata-se uma relação entre as condições sociais,
econômicas e psicológicas durante a gravidez e a ideação suicida. A pobreza, isolamento social, violência
e estigmas relacionados a doenças crônicas são fatores que influenciam o suicídio em mulheres grávidas.
A gravidez não planejada pode levar a depressão e predizer a ideação suicida na gestação, além de aumentar
o risco de tentativas de aborto por auto-envenenamento, tanto em nível nacional quanto global.
Divergências entre os resultados requerem análises mais sistemáticas. O feto ou a criança também pode
sofrer sequelas irreparáveis, resultante da tentativa de suicídio da mãe, além de prejuízos no vínculo
materno. Portanto, a identificação de grupos vulneráveis é essencial para a prevenção do suicídio entre
gestantes, sendo uma ferramenta fundamental para combater essa situação desfavorável.
REFERÊNCIAS:.
LEVEY, E. J. et al. Suicide risk assessment: examining transitions in suicidal behaviors among pregnant
women in Perú. Archives of women's mental health, v. 22, p. 65-73, 2019.
ZHONG, Qiu-Yue et al. Suicidal behavior-related hospitalizations among pregnant women in the USA,
2006–2012. Archives of women's mental health, [S.L], v. 19, p. 463-472, 2016.
21
AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA DO RITUXIMABE E SUA
INCORPORAÇÃO NO SUS PARA O TRATAMENTO DE LEUCEMIA
LINFÓIDE CRÔNICA
¹Eduarda de Lima Sá Teles
¹Gleiciane Adrielli Souza Guinho
¹Gustavo Henrique da Silva
¹João Wictor de Lima Tiburcio
¹Matheus Givanildo da Silva
¹José Humberto Pessoa de Sales Filho
¹Associação Caruaruense de Ensino Superior, Centro Universitário Tabosa de Almeida (ASCES-
UNITA). Caruaru, Pernambuco, Brasil.
22
terapêutica contra LLC como tratamento primário, todavia, evidencia-se a necessidade de uma constante
atualização dos tratamentos disponibilizados pelo SUS, além da importância de uma prévia discussão
quanto a necessidade dessas incorporações, gerando um âmbito burocrático mediado pelos órgãos
responsáveis.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Medicamento avaliado pela Conitec pode beneficiar pacientes com
leucemia no SUS. Brasília. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. INCA propõe incorporação de nova medicação para leucemia. Brasília.
2023.
23
INSERÇÃO DO PARCEIRO NO PRÉ-NATAL: UMA REVISÃO DE
LITERATURA
INTRODUÇÃO: Sabe-se que o pré-natal é necessário durante todo o período gestacional, sendo realizado
por consultas que busca a interação das futuras mães com a gestação e busca uma gravidez saudável sem
complicações. Encontra-se uma pequena taxa de pais que participam e acompanham suas parceiras durante
esse momento, mas é necessária sua presença para poderem ficar consciente de todos os cuidados e
mudanças que ocorrem durante essa fase, e o principal que é na finalidade de serem preparados para a
paternidade. OBJETIVO: O objetivo desse estudo é descrever os problemas que dificultam a inserção do
pai durante o pré-natal. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão da literatura seguida de uma abordagem
qualitativa. Está foi realizada durante os meses de março e abril de 2023. Os bancos de dados utilizados
foram: Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Banco de Dados de Enfermagem (BDENF). A
pesquisa foi conduzida a partir dos descritores da saúde “Pré-natal AND paternidade. Incluíram-se estudos
publicados entre os anos de 2019 a 2023, disponíveis na íntegra, no idioma português e em outros com
tradução disponível e excluídos aqueles com acesso pago e fora do contexto da pesquisa. RESULTADOS:
A busca resultou em 98 estudos encontrados após aplicação dos critérios de elegibilidade. Estes foram
analisados através da leitura dos resumos, sendo utilizados 12. O pré-natal ainda é considerado na maioria
dos serviços de saúde como um acompanhamento realizado apenas as futuras mães, o que afasta cada vez
mais os pais do processo de gravidez, retirando seu direito de inclusão nessa fase. É possível perceber que
são vários os aspectos que contribuem no afastamento, no qual um dos mais citados em estudos é a condição
cultural que acaba colocando o homem nessa posição, dificultando a conciliação no contexto do
acompanhamento a gravidez. A relação do tempo, obrigações financeiras, jornadas de trabalho e o cansaço
também são citados como fatores de interferência na ausência desses homens durante as consultas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: A participação do pai no pré-natal é de extrema necessidade tanto para a mãe
como para ele, pois através das consultas é repassado toda a preparação para chegada do bebê. Conclui-se
assim que os achados demonstraram problemáticas que impedem a presença desses pais nas consultas,
dificultando a aproximação e interação em todos os momentos que antecedem a gestação. É importante o
incentivo principalmente pelas equipes de saúde na inclusão e buscativa desses homens na participação
desse período que também contribui no enfrentamento das mulheres as novidades que uma gestação traz.
24
Palavras-chave: Pré-natal, Paternidade, Saúde do homem.
REFERÊNCIAS:
GOMES, M. M. et al. Participación del padre joven en el seguimiento del prenatal: el punto de vista del
profesional de salud. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental, v. 12, n. 1, p. 94-99, 26 mar. 2020.
PEDROZA, R. A. L. et al. A presença do pai no pré-natal na Atenção Primária de Saúde. Global Academic
Nursing Journal, v. 2, n. Spe.1, p. e94, 2021.
VEIGA, M. B. A. et al. “Eu estava do lado de fora...”: O lugar ocupado pelo jovem pai no pré-natal e no
parto. Investigação, Sociedade e Desenvolvimento, v. 11, n. 5, pág. e25811528059, 2022.
25
IMPACTO DA VASCULITE AGUDA POR IGA NA QUALIDADE DE VIDA NA
PRIMEIRA INFÂNCIA
Modalidade: Pôster
26
REFERÊNCIAS:
2-)Hu JJ, Zhao YW, Wen R, Luo YY, Zhou WG, Liu YH, Qin F, Liu C, He TQ. Immunoglobulin a vasculitis
with testicular/epididymal involvement in children: A retrospective study of a ten-year period. Front Pediatr.
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4-)Heineke M,Ballering A,Jasmin A,Mkaddem S,Monteiro R,Egmond [Link] insights in the pathogens is
of immunoglobulin A Vasculites (Henoch-schönlein purpura).National Library of
Medicine,[Link]:[Link] .acesso em 17/05/2023.
5-)Penido, M. G. M. G., & Palma, L. M. P.. (2022). IgA vasculitis in children. Scielo, Brazilian Journal of
Nephrology, 44(1), 3–5. [Link]
27
ASSISTÊNCIA REMOTA NO CUIDADO AO IDOSO INSTITUCIONALIZADO - RELATO
DE EXPERIÊNCIA
1Faculdade Atenas de Sete Lagoas (FA). Sete Lagoas, Minas Gerais, Brasil; 2Faculdade São Lucas
(FSL). Porto Velho, Rondônia, Brasil.
28
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,
Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
GILISSEN, J. et al. How to achieve the desired outcomes of advance care planning in nursing homes: a
theory of change. BMC Geriatrics, v. 18, n. 1, 14 fev. 2018.
MARTÍNEZ, W. S. N. F. et al. Meaning of well-being of older institutionalized persons in abandonment
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STURM, N. et al. Spirituality, self-care, and social activity in the primary medical care of elderly patients—
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2022.
29
TÉCNICAS UTILIZADAS PARA MAMOPLASTIA DE AUMENTO: UMA
REVISÃO DE LITERATURA
Modalidade: Pôster
30
recuperação mais lenta e dolorosa. Por fim, na abordagem subfascial, o contorno das mamas é mais
arredondado e suas complicações mostraram-se inferiores quando comparadas com as técnicas anteriores¹.
Já com relação ao tipo de incisão, a mais utilizada no Brasil é a de sulco inframamário, que permite boa
camuflagem da cicatriz e pouco afeta funcionalmente a mama, porém com possibilidade maior de cicatriz
inestética. A via periareolar é mais comum em mamas pequenas e aréolas maiores, pois possibilita uma
cicatriz disfarçada, contudo sem descartar alterações na sensibilidade da aréola e lesões da glândula e ductos
mamários. Já a via axilar é menos utilizada, apesar de não violar a glândula mamária, permite pouca
visualização para posicionamento da prótese e cicatriz visível fora da mama mesmo com a paciente vestida¹
². CONCLUSÃO: Com o avanço nas técnicas de próteses mamárias, a mamoplastia de aumento,
independente das técnicas supracitadas, é um procedimento seguro, de baixa morbidade e com altos índices
de satisfação⁵. É importante que os objetivos e metas sejam alinhadas, pois o tipo de incisão a ser utilizada
varia de acordo com a anatomia do paciente e a opinião do cirurgião responsável, apesar de ser uma decisão
tomada em conjunto médico-paciente.
REFERÊNCIAS:
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Research, Society and Development, v. 12, n. 2, p. e19512240027, 2023.
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2023-aponta-pesquisa/>.
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Plástica, v. 36, p. 244-248, 2022.
5
FERRAZ, Henrique Pontes et al. Mamoplastia de aumento: análise comparativa das técnicas periareolar
e transaxilar. Rev Bras Cir Plást, v. 27, n. 3 Suppl 1, p. 55, 2012.
31
ANÁLISE DE NOTIFICAÇÕES DE AIDS EM BELÉM: UMA PESQUISA
QUANTITATIVA
Modalidade: Pôster
Resumo
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é caracterizada como uma doença de aspecto crônico
ocasionada pelo contágio e infecção pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), que atinge células
singulares do sistema imunológico conhecidas como células CD4 ou linfócitos T. A transmissão acontece,
sobretudo, por relações sexuais sem o uso de preservativo, via parenteral, acidente com materiais
perfurocortantes contaminados e transmissão vertical por meio transplacentário ou durante o aleitamento
materno de uma mãe infectada para o filho. Tal patologia atinge todas as camadas sociais, principalmente
o público jovem e adolescente que se encontra no início da vida sexual e apresentam suscetibilidades que
abrangem fatores como aquisição deficiente de informações, acesso aos serviços de saúde, nível de
instrução escolar, aspectos culturais, além de condições socioeconômicas. A maior porcentagem desse
problema tem como base seu caráter pandêmico e ausência de uma cura, enfatizando que, de acordo com o
Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS, do ano de 2021, referente ao Ministério da Saúde, o índice de
infecção pelo vírus na região Norte se tornou a maior do Brasil, ainda que tenha constatado uma queda no
ano anterior. O presente estudo teve como objetivo analisar as notificações de AIDS no município de Belém
por faixa etária e escolaridade. A metodologia foi um estudo epidemiológico, de análise quantitativa, no
qual foram extraídos dados referentes aos casos notificados de AIDS, no período de 2019 a 2020, no
município de Belém, segundo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do
Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Obteve-se com a análise dos dados
que, em 2019, houve 254 notificações de casos de AIDS, com a maioria ocorrendo na faixa etária de 25-29
anos e ensino médio completo. Em 2020, o número de notificações diminuiu para 125 casos, sendo mais
incidentes na faixa etária de 30-34 anos e ensino médio completo. Nesse contexto, o enfermeiro assume um
papel de destaque, pois é fundamental a construção de um vínculo baseado na compreensão e confiança
para com o paciente, orientando e informando a ele a respeito de sua patologia, prováveis complicações,
vida sexual, alimentação saudável, dentre outros. Assim, é imprescindível a criação e aplicação de políticas
públicas direcionadas a toda população, sobretudo aos grupos vulneráveis que não possuem um acesso
satisfatório às informações necessárias sobre a doença que vão desde sua prevenção, até o diagnóstico e
tratamento.
Palavras-chave: AIDS; Assistência de Enfermagem; Análise de Dados.
32
Eixo-Temático: Enfermagem.
Modalidade: Pôster.
1 INTRODUÇÃO
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (do inglês AIDS) é caracterizada como uma doença
de aspecto crônico ocasionada pelo contágio e infecção do vírus da Imunodeficiência Humana (cuja sigla
HIV também é proveniente do inglês), que atinge células singulares do sistema imunológico conhecidas
como células CD4 ou linfócitos T. Sem o adequado tratamento usando antirretroviral, o patógeno prejudica
e extermina essas células específicas do sistema imunológico, fazendo com que o organismo seja
incapacitado de lutar contra infecções e doenças.
A transmissão acontece, sobretudo, por relações sexuais sem o uso de preservativo, além de via
parenteral, acidente com materiais perfurocortantes contaminados e transmissão vertical por meio
transplacentário ou durante o aleitamento materno de uma mãe infectada para o filho. Assim, tal patologia,
por ser um problema de saúde pública, atinge todas as camadas sociais, principalmente o público jovem e
adolescente que se encontra no início da vida sexual e apresentam suscetibilidades que abrangem fatores
como aquisição deficiente de informações, acesso aos serviços de saúde, nível de instrução escolar, aspectos
culturais, além de condições socioeconômicas.
2 METODOLOGIA
Trata-se de um estudo epidemiológico, de análise quantitativa, no qual foram extraídos dados
referentes aos casos de AIDS, no período de 2019 a 2020, no município de Belém, presentes no Sistema de
Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Departamento de Informática do Sistema Único de
Saúde (DATASUS). Os dados foram organizados em uma planilha, onde foram comparados os potenciais
fatores de vulnerabilidade como escolaridade e faixa-etária, baseados nas notificações no período citado,
sendo, posteriormente, analisados através de estatística descritiva. Para a realização do estudo foram
utilizados apenas dados secundários de acesso público e, por conseguinte, dispensado de avaliação pelo
Comitê de Ética em Pesquisa.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Identificou-se no ano de 2019, um total de 254 notificações de casos de AIDS, sendo que a maioria
dos casos ocorreu na faixa etária de 25-29 anos de idade e ensino médio completo, em um total de 22
notificações. Ainda nesse período, a segunda maior incidência esteve em pessoas na faixa etária de 30-34,
também com ensino médio completo, totalizando 16 notificações. Já em 2020, o número de notificações de
casos de AIDS apresentou uma reduçaõ, sendo no total 125 casos notificados. Entretanto, nesse ano os
casos notificados foram mais incidentes na faixa etária de 30-34, com ensino médio completo, com 12 casos
notificados; e, na segunda colocação, casos de pessoas na faixa de 25-29 anos, também com ensino médio
completo, com um total de 8 notificações.
É importante ressaltar três fatores que podem estar ligados a vulnerabilidade dos indivíduos
acometidos pelo vírus: individual, social e programática. A primeira ocorre quando o indivíduo não dispõe
de informações acerca de medidas de profilaxia ou meios de proteção e, se os possuírem, não colocam em
prática. A vulnerabilidade social, por sua vez, equivale ao indivíduo que não possui acesso aos
33
esclarecimentos da doença e aos serviços de saúde por conta do deficiente sistema de políticas públicas
voltados para o HIV/AIDS. E finalmente, a vulnerabilidade programática se trata dos recursos sociais
indispensáveis para a proteção do indivíduo, isto é, programas que estejam voltados para os cuidados do
bem-estar físico e psicossocial de cada um. No que diz respeito à prevenção, em casos em que a transmissão
se efetua por contato sexual, torna-se essencial investir na educação sexual, com o objetivo de esclarecer o
uso correto de preservativo na prática sexual e aconselhar a redução do quantitativo de parceiros; já na
transfusão sanguínea ou em elementos do sangue é indispensável a realização do teste anti-HIV.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
De acordo com o comparativo, notou-se que houve uma redução significativa do total de casos
notificados de AIDS em 2020, englobando todas as faixas-etárias e níveis de escolaridade, cujo fato pode
ser um reflexo da pandemia da COVID-19, visto que com o isolamento social alinhado ao medo do
contágio, muitas pessoas afastaram-se dos serviços ofertados pela atenção primária, o que pode ter
dificultado o diagnóstico e a consequentemente contribuído para uma falta de notificação de novos casos
da doença. Nesse contexto, o enfermeiro assume um papel de destaque, pois é fundamental a construção de
um vínculo baseado na compreensão e confiança para com o paciente, orientando e informando a ele a
respeito de sua patologia, prováveis complicações, vida sexual, alimentação saudável, dentre outros.
REFERÊNCIAS
34
ORIENTAÇÃO DE TÉCNICAS DE PRIMEIROS SOCORROS PARA
ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Modalida
de: Pôster
INTRODUÇÃO: Os primeiros socorros são os cuidados imediatos prestados à vítima, tendo como
objetivo estabilizar o quadro do indivíduo até a chegada da equipe de saúde para a assistência adequada.
No ambiente escolar, os acidentes são frequentes e constituem preocupação constante, entretanto, apesar
da frequência de ocorrência de situações emergenciais, o ensino dos primeiros socorros é pouco
difundido entre crianças em idade escolar e professores. Nesse sentido, treinar e capacitar a população,
nos diversos cenários de inserção, pode ser uma estratégia para condutas corretas em uma primeira
abordagem e para isso, a promoção da saúde torna-se indispensável. Assim, o Reanimação, projeto de
extensão da UNINASSAU, oferece um importante instrumento para a promoção da saúde, como a ação
dos extensionistas em um colégio na cidade do Recife, à qual foi ensinada aos alunos manobras de
desengasgo e ressuscitação cardiopulmonar (RCP). OBJETIVO: Relatar a contribuição do projeto de
extensão Reanimação para a orientação de técnicas de primeiros socorros para estudantes da Educação
Básica por um grupo de 9 extensionistas do curso de Medicina da Universidade Maurício de Nassau.
METODOLOGIA: Esse trabalho foi realizado tendo como base a experiência de extensionistas do
projeto de extensão Reanimação da UNINASSAU, além dos artigos indexados nas bases de dados
LILACS, Scielo e PubMed, nos anos de 2019 a 2023. Para tal foram utilizados os descritores
“Educação”, “Reanimação cardiopulmonar” e “Primeiros socorros”. RESULTADOS: O projeto de
extensão Reanimação da UNINASSAU é direcionado aos acadêmicos do curso de Medicina e tem como
enfoque o desenvolvimento de atividades práticas e teóricas de Reanimação Cardiopulmonar no contexto
acadêmico e social para a comunidade, promovendo a conscientização em relação aos primeiros
socorros. Nessa perspectiva, no primeiro semestre de 2023, foi realizada uma ação no Colégio Único,
na cidade do Recife, com o objetivo de orientar os estudantes acerca da manobra de desengasgo e da
RCP. As atividades realizadas pelos extensionistas durante a ação pautaram-se em explicações teóricas
com apresentação de slides detalhando os procedimentos básicos a serem realizados em caso de
emergência e necessidade de primeiros socorros, como a utilização do Suporte Básico de Vida (SBV),
que aborda desde o protocolo para reconhecimento de uma parada cardiorrespiratória (PCR), até a
realização de manobras de RCP, além disso foi realizada também a orientação sobre a cadeia de
sobrevivência na PCR, que perpassa por aspectos como a segurança do local, o reconhecimento da PCR,
a solicitação do SAMU e do desfibrilador externo automático (DEA), juntamente com a sua maneira de
utilização. Ademais, foram realizadas também atividades práticas com os estudantes para a orientação
da manobra de desengasgo e da ressuscitação cardiopulmonar. CONCLUSÃO: A qualquer momento
pode ocorrer uma situação de emergência e socorro imediato, de modo que a qualidade dos primeiros
socorros ofertados é importante para elevar as chances de sobrevida e minimizar a piora do estado clínico
do indivíduo até a chegada do serviço especializado ao local. Para isso, o conhecimento proporcionado
pelos extensionistas sobre como prestar socorro, tomar as decisões corretas e solicitar ajuda adequada, é
fulcral nos ambientes escolares.
35
REFERÊNCIAS:
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integrative review. Enfermería Actual de Costa Rica, n. 40, 2021.
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- VIEIRA, Thatiana Zilah Xavier et al. Construção e validação de cartilha educativa sobre suporte básico
de vida para estudantes do ensino médio. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 27, n. 2, p.
545-555, 2023.
36
DESGASTE PSICOLÓGICO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO CUIDADO
A PACIENTES TERMINAIS
1
Júlia Doti Bellico
2
Danielle dos Reis Mendonça
3
Andréa Márcia Soares da Silva
4
Igor Marcelo Ramos de Oliveira
5
Thayna Mayara de Oliveira Araújo Moura
6
Daniele Vieira da Silva Blamires
7
Lizandra Ellem Silva de Souza
1
Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga, Ponte Nova, MG, Brasil; 2 Associação Caruaruense de Ensino
Superior, Caruaru, Pernambuco. Brasil; 3-4 Estácio de Teresina, Teresina, Piauí, Brasil. 5 UFPI, Teresina,
PI, Brasil; 6Universidade Federal do Piauí, Brasil; 7Centro universitário de Juazeiro do Norte, Ceará,
Brasil;
INTRODUÇÃO: Pacientes terminais são aqueles com doenças que ameaçam a vida, esgotando todas as
possíveis formas de cura. O cuidado a essas pessoas requer dos profissionais de saúde uma atenção especial,
os tornando totalmente ligados ao processo de morte, impactando assim na sua saúde mental. Durante todos
os eventos que antecede a morte os profissionais auxiliam no cuidado e atenção que possa melhorar a
aceitação, com isso muitos se sentem incapazes e acreditam na insuficiência do seu trabalho causando
consequências psicológicas. OBJETIVO: O objetivo desse estudo é identificar as causas do desgaste
psicológico em profissionais de saúde no cuidado a pacientes em fase terminal. METODOLOGIA: Esse
estudo trata-se de uma revisão de literatura com uma abordagem qualitativa com busca nas bases de dados
Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da
Saúde (LILACS), Biblioteca Virtual de Saúde (BVS-Bireme) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF)
durante o período de abril a maio de 2023. Os critérios de inclusão foram estudos publicados nos últimos 5
anos, disponíveis na íntegra e de forma gratuita também incluídos apenas estudos no idioma português,
inglês e espanhol. Os critérios de exclusão foram estudos duplicados, teses e trabalhos de conclusão de
curso. RESULTADOS: A busca resultou em 12 estudos utilizados após busca, aplicação dos critérios de
elegibilidade e leitura dos restantes depois da filtragem desses critérios. Alguns autores apontam que a falta
de conhecimento sobre as fases de luto e todo o seu processo dificultam na aceitação de tantas perdas,
acarretando problemas mentais decorrentes de todo o acompanhamento a esses pacientes. Visto que as
principais atribuições do profissional de saúde é lutar pela vida, quando encontram situações em que foge
do seu controle e pode causar o óbito dos pacientes é visível nessas pessoas o sentimento de incapacidade
e a frustração por não conseguir atingir o objetivo de cuidado. Todos esses fatores acarretam o adoecimento
psicológico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Compreende-se que cuidar de pacientes em estado terminais
demanda dos profissionais de saúde um grande desgaste mental que é consequente do acompanhamento
durante todo o processo que antecede a morte. A falta de preparo e os sentimentos adquiridos durante esse
processo são causas que podem ser apontadas para esse desgaste mental. É necessário o acompanhamento
e suporte psicológico a essas pessoas para que então possam preservar sua saúde sem causar maiores danos.
37
REFERÊNCIAS:
BAPTISTA, Gorete; GALVÃO, Ana Maria. O enfermeiro e a relação de ajuda ao doente terminal: revisão
sistemática. In: I Congresso Internacional–Cuidar em Oncologia: livro de resumos. Instituto
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Ipatinga na modalidade EaD, v. 2, n. 1, 2022.
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Society and Development, v. 12, n. 2, p. e12912240073-e12912240073, 2023.
38
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES ATRAVÉS DA TECNOLOGIA REMOTA
39
REFERÊNCIAS:
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Genebra: 2010 OMS;
2. Paro CA, Pinheiro R. Interface Botucatu; 2018 22 Supl. 2:1577-88;
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nacional de práticas integrativas e complementares no SUS: atitude de ampliação de acesso. Secretaria de
Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015
40
RELAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES PORTADORES DE
SÍNDROME METABÓLICA COM AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES
¹Gabrielly Araújo Prazeres Gonçalves
²Cinthia Ferreira Regis
³Heloisa Carla Costa Parísio
³Isabelle de Mesquita Bezerra Mendonça
³Mariana Amorim Amaral Menezes
³Pedro Pereira Medeiros de Mendonça
³Victor Luiz Araújo Prazeres
41
livres, oriundos dos adipócitos, predispõe os indivíduos à arritmia cardíaca. Houve diferença significativa
quando o local de armazenamento de gordura foi levado em consideração, com os indivíduos portadores de
DCV apresentando uma maior distribuição da gordura corporal no abdome elevadas, concentrações de
triglicerídeos e concomitantemente altas concentrações de VLDL-c, além de quaisquer níveis de HDL-c
estariam ligados ao aumento de risco de DAC. Alguns componentes da SM, tais como baixos níveis de
HDL-colesterol, aumento nos níveis de LDL-pequena e densa, a hipertensão arterial, o aumento da oferta
de ácidos graxos livres e a hiperinsulinemia, que acompanha a resistência insulínica na fase inicial, estão
associados com função anormal do endotélio, podendo provocar aterosclerose e DCVs. CONCLUSÃO:
Praticamente todos os componentes da síndrome são inimigos ocultos porque não provocam sintomas, mas
representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves. Como a obesidade é o fator que costuma
precipitar o aparecimento da síndrome, dieta adequada e atividade física regular são as primeiras medidas
necessárias para reverter o quadro. Para uma prevenção adequada da doença cardiovascular é necessária
uma boa estratificação do risco e real controle dos fatores predisponentes. Várias diretrizes foram
publicadas na tentativa de se prevenir a doença cardiovascular e devem ser seguidas. É mandatório que se
controle a pressão arterial e o colesterol agressivamente.
REFERÊNCIAS:
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mortality associated with the metabolic syndrome. Diabetes Care. 2001;24:683-9.
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Care. 2005;28:2289-304.
[Link] AC, Caramelli B, Fonseca FA, Bertolami MC, Afiune Neto A, Souza AD,et al. IV Diretriz
Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenc ̧ ão da Aterosclerose:Departamento de Aterosclerose da
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq BraCardiol. 2007;88 Suppl 1:2–19.
42
ANÁLISE DO INTERNAMENTO HOSPITALAR POR ARTRITE
REUMATOIDE NO BRASIL NO PERÍODO DA PANDEMIA DE COVID-19.
1
Discente do Curso de Medicina da UNINASSAU-Boa Viagem, Recife, Pernambuco, Brasil.
2
Profa. do Curso de Medicina da UNINASSAU-Boa Viagem, Recife, Pernambuco, Brasil.
Eixo temático: Medicina
Modalidade: Pôster/ Apresentação oral
E-mail do 1º autor: meduardarflima@[Link]
INTRODUÇÃO: A artrite reumatoide (AR) constitui uma doença autoimune crônica, inflamatória e
sistêmica que está associada à incapacidade progressiva 1. Caracteriza-se por um processo inflamatório no
tecido sinovial de articulações diartrodiais, gerando dor, deformidades osteocartilaginosas e acometimento
em sítios extra-articulares, reduzindo a qualidade de vida dos pacientes2,3. As manifestações clínicas da AR
são observadas com mais frequência na quarta e quinta décadas de vida. Nos últimos anos, os avanços na
área da genética e suas estratégias terapêuticas, levaram à aprovação de uma variedade de novas terapias.
O tratamento precoce e as opções terapêuticas expandidas de medicamentos antirreumáticos modificadores
da doença (DMARDs) melhoraram acentuadamente o manejo destes pacientes1,8. Em 2019, na China,
iniciou-se uma rápida disseminação do vírus SARs-COV2. Assim, na maioria dos países com um número
significativo de casos, foram aplicadas algumas medidas de bloqueio geral para evitar propagação da
infecção. Entretanto, essas medidas tiveram impacto significativo na qualidade de vida geral, no acesso a
alguns medicamentos e aos profissionais de saúde especializados em doenças autoimunes 11. Assim sendo,
doenças reumatológicas ganharam espaço nos estudos, devido à preocupação em relação aos riscos de pior
morbimortalidade em pacientes usuários de terapias imunossupressoras. OBJETIVO: O estudo tem como
objetivo analisar as taxas de internamento hospitalar e óbitos por AR no período pré e durante a pandemia
pelo SARS-COV no Brasil. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo ecológico, observacional, descritivo
com abordagem quantitativa, realizado por meio do levantamento de dados do DATASUS, a partir dos
números de internamentos hospitalares, óbitos e valor total por região do Brasil(2017-2022). Foi utilizado
o método de pesquisa exploratório nas bases de dados PUBMED e Scielo para ampliação do conhecimento
teórico. RESULTADOS e DISCUSSÃO: A pandemia de COVID-19 foi responsável por ocasionar
inúmeros desafios e preocupações na área da saúde. Essas preocupações foram ainda maiores em pacientes
imunossuprimidos, visto que, o vírus SARS-COV foi responsável por gerar uma tempestade inflamatória
capaz de causar complicações e desfechos desfavoráveis, como morbimortalidade. Sendo assim, era
esperado uma ascensão do número de internamentos e óbitos de pacientes portadores de AR, no entanto, o
43
uso de DMARDs convencionais, o uso crônico de corticosteróides e o uso de biológicos foi considerado
um efeito protetor14. Ao analisar os dados no Brasil, nota-se uma redução no número de casos e
internamentos, sendo a região Sul com redução mais significativa (40%). Em relação aos óbitos, estudos
apontaram que ao contrário dos relatórios iniciais que alertavam sobre maior mortalidade em
imunossuprimidos, publicações recentes confirmaram que estes pacientes tinham taxa de mortalidade
semelhante ou até menor em relação à população normal 15. No Brasil, ocorreu uma redução do número de
óbitos (39%). No entanto, ao analisar os custos por AR, percebe-se um aumento de 2,4% devido fatores
socioeconômicos, epidemiológicos e demográficos. CONCLUSÃO: A pandemia foi responsável por
mudanças significativas no contexto socioeconômico no Brasil. O presente estudo constatou que, devido
os avanços no tratamento de doenças autoimunes, foi possível uma redução do número de internamentos e
óbitos por Artrite Reumatoide no período da pandemia, contrariando o esperado no Início.
REFERÊNCIAS:
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Vacinação contra a COVID-19: expectativas e preocupações de pacientes com doenças autoimunes e
reumáticas. The Lancet Rheumatology , 3 (4), e243-e245.
26. Zhong, J., Tang, J., Ye, C., & Dong, L. (2020). The immunology of COVID-19: is immune modulation
an option for treatment?. The Lancet Rheumatology, 2(7), e428-e436.
27. KUBO, H. K. L., Campiolo, E. L., OCHIKUBO, G. T., & Batista, G. (2020). Impacto da pandemia do
covid-19 no serviço de saúde: uma revisão de literatura. InterAmerican Journal of Medicine and
Health, 3.
28. Santos, H. L. P. C. D., Maciel, F. B. M., Santos Junior, G. M., Martins, P. C., & Prado, N. M. D. B. L.
(2021). Gastos públicos com internações hospitalares para tratamento da covid-19 no Brasil em
2020. Revista de Saúde Pública, 55.
45
O USO DE PSICOFÁRMACOS E AS COMPLICAÇÕES PSICOLÓGICAS EM
PACIENTES COM PARKINSON
1Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG). Belo Horizonte, Minas Gerais,
Brasil; 2Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG).
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
loohmedrado@[Link]
46
Palavras-chave: Psicofarmacologia; Doença de Parkinson; Psicologia.
REFERÊNCIAS:
DOS SANTOS STEIDL, Eduardo Matias; ZIEGLER, Juliana Ramos; FERREIRA, Fernanda Vargas.
Doença de Parkinson: revisão bibliográfica. Disciplinarum Scientia| Saúde, v. 8, n. 1, p. 115-129, 2007.
BARBOSA, Egberto Reis; SALLEM, Flávio Augusto Sekeff. Doença de Parkinson: diagnóstico. Revista
neurociências, v. 13, n. 3, p. 158-165, 2005.
47
ANÁLISE DOS CASOS DE CÂNCER RELACIONADO AO TRABALHO NO BRASIL
INTRODUÇÃO: O câncer é uma doença multifatorial que está associada a fatores genéticos e externos que
predispõem a pessoa a desenvolver a doença. O câncer ocupacional está associado à exposição do
trabalhador a agentes cancerígenos durante o trabalho, contribuindo para o desenvolvimento da doença.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) cerca de 19% dos cânceres estão associados ao ambiente
de trabalho. Os principais trabalhadores acometidos são agricultores, mineradores, indústria química,
construção civil, entre outros. É uma doença que envolve vários fatores como: dose absorvida, tempo de
exposição, susceptibilidade, hereditariedade, alimentação, obesidade, tabagismo, álcool, sedentarismo,
exposição a produtos tóxicos (BRASIL,2007). A remoção e o controle do agente cancerígeno, boa
ventilação do ambiente, a eficiência das ações de saúde do trabalhador, são algumas medidas para prevenir
a doença. A distribuição dos casos mais incidentes da doença segundo o INCA em 2023 são o câncer de
mama, próstata, cólon e reto, traqueia, brônquio e pulmão, estômago, colo uterino, tireóide, dentre outros.
Portanto, ao registrar o caso de câncer ocupacional este deve ser notificado por meio da ficha de notificação
compulsória. OBJETIVO: Analisar os dados de câncer relacionado ao trabalho notificados no Brasil em
2021. MÉTODO: Estudo epidemiológico, sociodemográfico, descritivo, no qual foram analisados 259
registros de casos de câncer relacionado ao trabalho no Sistema De Agravos e Notificação (SINAN) no ano
de 2021. RESULTADOS: Segundo os registros analisados, a incidência da doença por sexo é de 73,4% dos
casos para homens e 26,3% para mulheres. A faixa etária prevalente é de 61 a 79 anos com 29,3%. Destes,
54,8% são da raça branca. Quanto à escolaridade, 26,6% estudaram entre a 1° e a 4° série incompleta.
Quanto à ocupação, os maiores índices são entre os autônomos, 23,6% e aposentados, 21,6%. O tipo de
exposição mais frequente são por agrotóxicos, poeira de metais, tinta automotiva, solda, fosfato, poeira de
cimento, talco, vapores de combustíveis orgânicos, entre outros, envolvendo 50,2% dos casos, destes 21,2%
encontram-se estáveis em relação à doença. Entretanto, foram registrados 18 óbitos por câncer ocupacional.
O Estado Brasileiro que possui mais casos de câncer ocupacional é o Paraná, com 16,6%, seguido por
Minas Gerais, com 16,2% e São Paulo, 15,4%. CONCLUSÃO: Os resultados apontam que o câncer é uma
doença que pode demorar anos para se manifestar, ou seja, ao analisar os dados referentes a idade e a
ocupação destes trabalhadores demonstram que os mais acometidos são autônomos e aposentados que
possuem baixo grau de escolaridade. Evidencia-se assim, a relação entre o tempo de surgimento da doença
e a idade dos acometidos, deste modo, o tempo de exposição está fortemente relacionado com a
manifestação da doença. Assim como, o sexo masculino, em virtude da doença atingir em maior número as
profissões exercidas por eles. O câncer ocupacional é um agravo à saúde do trabalhador e deve ser
monitorado de modo a evitar casos graves da doença, com a realização do adequado acompanhamento da
saúde desses trabalhadores.
48
Palavras-chave: Câncer ocupacional; Saúde do Trabalhador; Enfermagem do trabalho
Referências
BRASIL, Ministério da Saúde (MS). Câncer Ocupacional. Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), 2007.
Disponível em: [Link] Acesso em 09 de novembro de 2022.
BRASIL, Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Estimativa de 2023:
Incidência de câncer no Brasil. INCA, Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: Estimativa 2023: incidência
de câncer no Brasil | INCA - National Cancer Institute. Acesso em 28 de abril de 2023.
BRASIL, Ministério da Saúde (MS). : Dúvidas e respostas sobre a Nota Informativa 94/2019 -
DSAST/SVS/MS - Definição de novos casos da ficha de agravos e doenças relacionadas ao trabalho.
OFÍCIO CIRCULAR Nº 3/2020/DSASTE/SVS/MS Brasília, Janeiro de 2020. Disponível em:
[Link] Acesso em 09 de novembro de 2022.
49
TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS, QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR
1
Lucas Alexandre Amaral da Silva
1
Heloisa Bruna Grubits
2
Jadson Justi
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: Tratamentos em saúde, de maneira geral, tem como único objetivo extinguir ou minimizar
condições de enfermidades, negligenciando assim, outras possibilidades vinculadas à qualidade de vida e
bem-estar. Na Terapia Assistida por Animais é possível contemplar frutos para além desta dualidade.
OBJETIVO: Evidenciar aspectos não terapêuticos vinculados à Terapia Assistida por Animais.
METODOLOGIA: Enquadra-se como teórico-reflexivo e, leva-se em consideração as experiências
adquiridas por meio do programa de extensão universitária denominado “Equoterapia e esporte adaptado”
realizado pela Universidade Católica Dom Bosco. RESULTADOS: Evidencia-se que o tratamento
utilizando-se de terapia com animais focado exclusivamente na busca por resultados, perde-se a
possibilidade de propagação de qualidade vida, bem-estar e inclusão social. Não valorizar
concomitantemente o tratamento de resultados e o lazer proporcionado pela terapia com animais torna o
exercício enfadonho e como consequência pode comprometer os próprios resultados, inviabilizando o
tratamento. Ressalta-se, que em muitas instâncias, estar assistido por animais na terapia tem pouca ou
nenhuma relação com tratamento em saúde, o importante para estes é o bem-estar, a qualidade de vida e o
não limitar (ou atrelar) as atividades somente aos aspectos terapêuticos. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Conclui-se que a Terapia Assistida por Animais é um tratamento que vai além do “terapêutico” e, promove
divertimento e prazer de forma à constituir-se como um pacote de estímulos psicossociais e motriciais que
deve ser levado em consideração quando a questão central é assistência humana.
Palavras-chave: Terapia Assistida por Animais. Saúde. Bem estar humano e animal.
REFERÊNCIAS:
CUNHA, A. et al. A eficácia biopsicossocial das terapias assistidas por animais: cinoterapia e
equoterapia. Di@logus, Cruz Alta, v. 7, n. 2, p. 51-62, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 11
fev. 2023.
FRAGOSO PEREIRA, M. J.; PEREIRA, L.; FERREIRA, M. L. Os benefícios da terapia assistida por
animais: uma revisão bibliográfica. Saúde Coletiva, São Paulo, v. 4, n. 14, p. 62-66, 2007. Disponível
em: [Link] Acesso em: 12 jan. 2023.
GONÇALVES, J. O.; GOMES, F. G. C. Animais que curam: a terapia assistida por animais. UNINGÁ
Review, Maringá, v. 29, n. 1, p. 204-210, 2017. Disponível em:
50
[Link] Acesso em: 13 fev. 2023.
51
CONTRIBUIÇÃO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA COM ENFOQUE
NEUROPSICOLÓGICO EM CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
¹Janaina Barbosa de Souza
¹Heloísa Bruna Grubits
1Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
INTRODUÇÃO: O Conselho Federal de Psicologia (CFP) reconhece a Neuropsicologia como uma das
especialidades da psicologia. A Neuropsicologia atua em três áreas, a saber: pesquisa, avaliação,
intervenção e reabilitação. Na área da avaliação tem a finalidade de aplicar os procedimentos diagnósticos
para identificar o perfil neuropsicológico, analisando as funções neuropsicológicas preservadas e
prejudicadas. Em crianças em idade escolar, o foco da avaliação tende a ser as habilidades relacionadas ao
ambiente escolar e suas demandas, incluindo as habilidades relacionadas à leitura, escrita e matemática,
atenção, funções executivas, aspecto emocional e funcionamento social. Desta forma, pode contribuir para
o planejamento de práticas pedagógicas mais eficazes como bem prevenir déficits no processo ensino-
aprendizagem. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é propor uma reflexão sobre a contribuição da
avaliação psicológica com enfoque neuropsicológico em crianças com queixas acadêmicas e/ou
comportamentais. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa qualitativa com relato de experiência
realizada em uma escola de tempo integral da rede pública que atende crianças da Educação Infantil e do
Ensino Fundamental I, localizada no estado de Mato Grosso do Sul. Como psicóloga escolar, além de outras
práticas, atua na elaboração de relatório de acompanhamento escolar para o encaminhamento de crianças
que apresentam queixas de dificuldades de aprendizagem e/ou de comportamento, análise dos laudos
oriundas do processo avaliativo para planejamento de intervenções pedagógicas e orientações à equipe
pedagógica. RESULTADOS: Verificou-se que ao serem submetidas ao processo de avaliação psicológica
as crianças não tiveram apenas identificados os fatores que estavam prejudicando seu processo de
aprendizagem, mas principalmente, tiveram a oportunidade de terem reconhecidas suas potencialidades.
Além de poderem receber o suporte pedagógico/intervenções eficazes, como: apoio de assistente
educacional inclusivo, participação em sala de recursos multifuncionais, entre outros.
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Avaliação psicológica é um recurso importante para a
identificação dos prejuízos e potencialidades da criança, para auxiliar no diagnóstico e contribuir para
promoção de intervenções pedagógicas e terapêuticas (psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia,
neuropediatra, terapeuta ocupacional) eficientes e prevenir que as dificuldades existentes e o surgimento de
comorbidades impeçam o desenvolvimento integral da criança.
REFERÊNCIAS:
BORGES, L.; BAPTISTA.; M.N. Avaliação Psicológica e psicoterapia na Infância. In: LINS, M.; MUNIZ,
M.; CARDOSO, L. Avaliação Psicológica Infantil. 3. ed. São Paulo: Hogrefe, 2022. p. 71-90.
COSTA, D. I., et al. Avaliação neuropsicológica da criança. Jornal de Pediatria - Vol. 80, N.2(supl), p.
111-116, 2004.
52
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES ATRAVÉS DA TECNOLOGIA REMOTA
53
Palavras-chave: Educação Inteprofissional; Práticas Complementares e Integrativas; Plantas
Medicinais.
REFERÊNCIAS:
1. Organização Mundial da Saúde. Marco para ação em educação interprofissional e prática colaborativa.
Genebra: 2010 OMS;
2. Paro CA, Pinheiro R. Interface Botucatu; 2018 22 Supl. 2:1577-88;
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política
nacional de práticas integrativas e complementares no SUS: atitude de ampliação de acesso. Secretaria de
Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015
54
ABORDAGEM DAS LESÕES DE FACE DECORRENTES POR ARMA
BRANCA
55
eliminação de corpos estranhos geralmente é realizada sob anestesia geral no centro cirúrgico, pois, além
de melhorar o conforto do paciente, proporciona maior segurança ao cirurgião. CONCLUSÃO: As lesões
faciais variam de acordo com sua apresentação e complexidade e devem ser tratadas de acordo com sua
extensão, profundidade, etiologia e duração do trauma e níveis de contaminação. Portanto, conclui-se que
o atendimento ao paciente deve ser realizado, desde abordagem multidisciplinar inicial, passando pela
limpeza e fechamento inicial da laceração, além da redução e fixação das fraturas, se presente, até o
acompanhamento ambulatorial pós-operatório.
Palavras-chave: Arma branca, Lesão facial, Trauma facial.
REFERÊNCIAS:
GOMES, L. S. O. et al. Ferimento por arma branca impactada na face: relato de caso. Brazilian Journal
of Health Review, v. 6, n. 3, p. 9015-9022, 2023.
EL SAYED, M.; HASSAN SAAD, R.; FEREIR, A. Undiagnosed impacted knife blade from a penetrative
orbital injury: A case report. International Journal of Surgery Case Reports. v.53, n. 254, p. 258, 2018.
FIGUEIREDO L.M.G.; FREIRE F.P.F.; SOUZA A.S. Ferimento provocado por arma branca impactada
em região maxilofacial: Relato de caso. Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial. v.
15, n. 1, p. 41, 2015.
56
MÍIASES: REVISÃO DE LITERATURA
57
Development, [S. l.], v. 10, n. 17, p. e189101724662, 2021.
KHAN, BILAL AHMED et al. “Oral and cutaneous myiasis in a five-year-old child from Karachi,
Pakistan.” Le infezioni in medicina. vol. 26, n. 4, p. 385-388, 2018.
THEOTONIO, J.A et al. Óbito decorrente de miíase em regiao maxilofacial: Relato de caso clínico. Rev.
Cir. traumatol. Buco-MaxiloFac., v. 17, p. 27-31, 2017.
58
ARTRITE REATIVA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
¹Gabriele Luize de Lima Rios Menezes
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A artrite reativa (AR) é um tipo de artrite inflamatória que ocorre como resultado de uma
infecção em outra parte do corpo, geralmente no trato gastrointestinal ou geniturinário. É caracterizada pela
inflamação das articulações, geralmente envolvendo as articulações dos membros inferiores, como joelhos,
tornozelos e pés. Ao analisar a epidemiologia, determina-se que a AR é uma condição relativamente rara e
sua incidência também é provavelmente subestimada, já que casos leves são subdiagnosticados. Visto que
essa doença está presente no território brasileiro e não se sabe exatamente suas atuais taxas de prevalência
e incidência no país, verifica-se a necessidade de compreender melhor sobre a artrite reativa, avaliando a
necessidade de dar-se mais foco a essa espondiloartrite. OBJETIVO: Aprofundar o conhecimento sobre a
artrite reativa, explorando questões envolvendo o seu diagnóstico e tratamento. METODOLOGIA: Foi
utilizado neste trabalho o método de pesquisa exploratório, por meio de uma busca bibliográfica para obter
referências que ampliem o conhecimento sobre a artrite reativa. A pesquisa teve como base artigos
científicos publicados entre 2020 e 2023, na língua inglesa, selecionados na plataforma PubMed. Para a
busca, foram aplicados os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCs): Reactive arthritis OR Pos
infectious arthritis. Foram encontrados 1.594 artigos, dos apenas 5 foram selecionados, devido à sua
relevância para o atual estudo. Excluíram-se os artigos os quais não auxiliavam no objetivo e não
coincidiram com a janela cronológica determinada para esse estudo. RESULTADOS: Os estudos apontaram
que a presença de HLA-B27 não é utilizada como ferramenta diagnóstica, porém, além de ser fator de risco
genético para desenvolvimento de AR, apresenta um valor de mau prognóstico, sendo componente passível
de cronificação, erosão articular, acometimento axial com evolução da sacroileíte para um estágio mais
avançado e manifestações extra articulares. A AR que evolui para artrite crônica está mais associada com
agentes etiológicos de origem geniturinária do que com entéricos. Alguns estudos ressaltam a COVID-19
como um dos novos agentes causadores da artrite reativa, apresentando como manifestações reumatológicas
artrite, entesite, dactilite com predileção por pequenas articulações, após recuperação clínica do
coronavírus, no entanto são mais transitórias e autolimitadas. O diagnóstico é clínico e exames auxiliam na
investigação etiológica e diagnóstico diferencial. O estudo do líquido sinovial descarta diagnóstico quando
há leucocitose maior que 50.000 células /microl, culturas positivas para organismo causador encontrada em
artrite séptica ou quando há cristais de urato monossódico presentes na Gota. AR pode causar uma série de
complicações, dentre elas, artrite recorrente, espondilite anquilosante, catarata e estenose uretral. Uma
equipe multiprofissional composta de reumatologista, oftalmologista, enfermeiros e fisioterapeutas deve
acompanhar pacientes com este diagnóstico a fim de proporcionar uma melhor qualidade de vida.
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: De modo geral, há maior atividade da doença em populações
de menor nível socioeconômico e em países de terceiro mundo. O objetivo do tratamento é proporcionar
alívio dos sintomas e evitar aparecimento de manifestações crônicas, o que justifica a importância do
manejo reumatológico precoce e tratamento eficaz para controle da doença.
59
Palavras-chaves: Artrite Reativa, Artrite pós infecciosa, Espondiloartrite.
REFERÊNCIAS:
ALEXANDER, S. A.; KIM, E.; MANDHADI, R. Approaching reactive arthritis associated with poor
prognostic factors: a case report and literature review. Cureus, v. 13, n. 2, 2021.
BENTALEB, I.; et al. Reactive arthritis: update. Current clinical microbiology reports, v. 7, p. 124-132,
2020.
SLOUMA, M.; et al. Reactive arthritis occurring after COVID-19 infection: a narrative review. Infection,
v. 51, n. 1, p. 37-45, 2023.
BEKARYSSOVA, D.; et al. Reactive arthritis before and after the onset of the COVID-19 pandemic.
Clinical rheumatology, v. 41, n. 6, p. 1641-1652, 2022.
60
APLICABILIDADE DA TECNOLOGIA DE ESCANEAMENTO E
MOLDAGEM DIGITAL EM REABILITAÇÕES ORAIS
61
- GOMES, Beatriz Amorim et al. Reabilitação Oral com Laminados Cerâmicos utilizando Escaneamento
Digital: Relato de Caso. ARCHIVES OF HEALTH INVESTIGATION, v. 11, n. 3, p. 469-475, 2022.
- ZANETTE, Vinicius Palagio. Planejamento digital de reabilitação oral: revisão bibliográfica. 2019.
- ARAÚJO, Luis Eduardo Melo. Uso do scanner intraoral na odontologia: revisão de literatura. 2021.
- FEITOSA, E. F. et al. Escaneamento Intraoral em Reabilitações Orais Protéticas. XIV Semana
Acadêmica FAMETRO, 2018.
- FILGUEIRAS, Aloizio et al. Aplicabilidade clínica dos avanços da tecnologia CAD-CAM em
Odontologia. HU rev, p. 29-34, 2018.
- SAAVEDRA, Guilherme et al. Tecnologia CAD/CAM na Odontologia Restauradora. Restaurações
Cerâmicas, v. 1, n. 1, p. 313-369, 2022.
62
INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA ENTRE FITOTERÁPICO À BASE DE
PASSIFLORA INCARNATA E MEDICAMENTOS ALOPÁTICOS
63
Palavras-chave: Produtos Naturais; Ansiolíticos; Interação Medicamentosa.
REFERÊNCIAS:
BOTELHO, Kelly Viviane dos Santos Silva et al. A importância da atenção farmacêutica diante do aumento
da prescrição e uso indiscriminado de ansiolíticos com foco nos Benzodiazepínicos e na Passiflora
Incarnata L. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 3, p. 11434-11456, 2022.
64
A RELEVÂNCIA DA QUALIDADE E SEGURANÇA ASSISTENCIAL DO PACIENTE
OFERTADOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Introdução: As atividades gestoras da qualidade e segurança assistencial referente a saúde do paciente, deve
estar em constante concordância no cumprimento do papel protocolar indicados pela OMS e ONA, tendo
em vista a afinidade existente entre segurança e gestão de riscos dos pacientes em adoecimento. Portanto,
o cuidado ampliado é de importância ímpar na aplicação da qualidade e segurança dos pacientes atendidos
no Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais (HUCM-MG). Objetivo: De maneira mais
específica, o estudo se direciona para analisar a atenção nos cuidados x riscos para qualidade e segurança
dos serviços prestados pelo HUCM-MG. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa desenvolvida no modus
de observação estruturada na abordagem qualitativa, no espaço hospitalar do HUCM-MG, entre junho de
2022 a agosto de 2022, para qual foram analisadas as práticas protocolares de autocuidado e autonomia
gestora no atendimento a pacientes do SUS. Este estudo descritivo acerca dos aspectos da interrelação entre
médico/enfermagem/paciente, avaliou 12 práticas de qualidade e segurança aplicadas no referido hospital.
Em meio aos seis atributos estabelecidos pelo Institute of Medicine (IOM, USA), apenas quatro pautas foram
selecionadas como fonte de análise: 1. intersetorialidade, 2. multicausalidade do processo saúde-doença, 3.
capacitação humanística, 4. utilização de métodos dialógicos. O referencial teórico foi pautado nas obras
de Malagoli e Salles, cujas métricas foram agregadas às normas da qualidade e segurança assistencial da
saúde no HUCM-MG. Resultados: A percepção encontrada sobre os riscos clínicos fora relacionada aos
desenhos alocados no citado hospital e que difere dos demais hospitais públicos da região Sudeste do Brasil,
pelo volume de atendimentos realizados em 2020-22. O hospital por ser público, segue a complexa estrutura
do sistema estipulado pelo SUS. Com o advento da telemática, o prontuário eletrônico modificou a rotina
hospitalar, tornando-se mais humanística, integralizadora e conscienciosa. Ademais, a qualidade e
segurança resultaram na diminuição de falhas, erros e óbitos evitados. Considerações Finais: Esse
resultado mostra que as adequações ajustadas à realidade regional do HUCM-MG, obtiveram um
aprimorado serviço dialógico integrativo e multiprofissional. O gerenciamento de riscos e cuidados
convertidos em medidas de controle e prevenção, evita e reduz a possibilidade de contratempos ou
erros nos serviços prestados aos pacientes. Porquanto, a forma recorrente da atenção ao paciente e
sua família são pautadas na equidade dos cuidados e riscos, no que resulta enorme avanço da qualidade
e segurança do paciente, gerando, assim, consistentes melhorias que vão desde a recepção, passando
pelo atendimento clínico/enfermagem e completando na alta do paciente. Ademais, como o estudo
enfatiza a relevância da necessidade de conscientizar e sensibilizar a comunidade científica/médica/ e a
sociedade em geral, por ser uma temática que ainda é bastante descurada em hospitais Brasil afora, o
HUCM-MG executa tais procedimentos de forma exitosa.
65
RELATO DE EXPERIENCIA EM UM HOSPITAL PSIQUIATRICO NA CIDADE
DE TERESINA- PI.
1
Bruna Altino Rodrigues
1
Fernando da Silva Santos
2
Luciana de Araújo Braga
3
Gilderlane de Sousa Garcez
4
Fernanda de Sousa Rodrigues
5
Manuelle Rodrigues da Silva
6
Lorena Rocha Batista Carvalho
1,1,2,3,4,5,6
Centro de Educação Tecnológica de Teresina- Faculdade CET, Teresina, Piauí, Brasil.
Saúde Mental
Modalidade: Pôster
brunars1310@[Link]
66
repetindo, práticas que não são mais desejadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Como se pode
notar, houve mudanças no processo de assistência ao paciente em sofrimento psiquiátrico, mais
ainda são aquém ao que realmente se espera, pois, a assistência é voltada para a doença e não de
fato ao paciente. Por fim, é cabível expressar o choque de realismo o qual os alunos se
encontraram, pois, são novos tempos com velhas condutas.
Referências:
67
PERFIL DOS PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO: UM ESTUDO COM
ADULTOS E IDOSOS RESIDENTES EM CAPITAIS BRASILEIRAS
1
Deborah Benevides de Souza
2
Andressa Carine Kretschmer
INTRODUÇÃO: A musculação é um bom exercício para quem almeja melhorar sua saúde e qualidade de
vida, pois esta promove a construção de músculos fortes, aumenta a resistência, a flexibilidade e a força.
OBJETIVOS: Caracterizar o perfil dos praticantes de musculação de uma amostra de adultos brasileiros.
METODOLOGIA: Tratou-se de um estudo transversal oriundo de um banco de dados maior, o banco de
dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico - Vigitel do ano de 2017. A qual a variável dependente foi a prática de musculação (sim, não),
já as variáveis independentes foram variáveis sociais e demográficas; sexo, faixa etária, e escolaridade.
Protocolo de aprovação do projeto: CAAE 65610017.1.0000.0008. RESULTADOS: Tratou-se de 52.631
indivíduos adultos e idosos entrevistados pelo Vigitel, destes 3996 eram praticantes de musculação, 41,4%
eram homens e 58,6% eram mulheres. Em relação a faixa etária 56,1% possuíam de 18 a 39 anos, 28,9%
tinham de 40 a 59 anos, e 15% tinham 60 anos ou mais. Em relação a escolaridade 5% possuíam 0 a 8 anos
de estudo, 29,2% tinham de 9 a 11 anos, e 65,8% tinham 12 anos ou mais. CONCLUSÃO: Os achados da
pesquisa demonstram que a prática da musculação é realizada predominantemente por mulheres, indivíduos
mais jovens e com mais anos de estudo. A musculação é uma modalidade de atividade física da qual ainda
é pouco estimulada através de políticas públicas. Porém esta prática é uma excelente forma de melhorar a
saúde física e mental. Pesquisas demonstram que a prática regular de exercícios resistidos pode ajudar a
reduzir o risco de doenças crônicas, melhorar a força, a flexibilidade e a densidade óssea.
68
REFERÊNCIAS:
AMORIM, D.P. Motivação à prática de musculação por adultos jovens do sexo masculino na faixa etária
de 18 a 30 anos. 48 folhas. 2010. Monografia (Graduação) - Faculdade de Educação Física.
Universidade Federal de Rio Grande do Sul. Porto Alegre - RS. 2010.
FILHO, A.V.S., et al. Aspectos motivacionais envolvidos na prática regular de treinamento personalizado
em academias De Fortaleza-CE. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v.13. n.86,
p.971-981, 2019.
69
INFERTILIDADE FEMININA: RELAÇÃO COM A SÍNDROME DE
OVÁRIOS POLICÍSTICOS
1 Faculdade Unime de Lauro de Freitas, Bahia, Salvador, Brasil; 1 Faculdade Atenas de Sete Lagoas,
Sete Lagoas, Mina Gerais, Brasil; 2 Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina,
Pernambuco, Brasil; 3Enfermeira especialista em Enfermagem em Saude da Familia, ( FAVENI),
Aracaju, Sergipe, Brasil.
Modalidade: Pôster
Introdução: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é classificada como um distúrbio hormonal que
acomete cerca de 5-10% das mulheres em idade fértil. Essa desordem endócrino-metabólica é caracterizada
por morfologia ovariana policística, hiperandrogenismo e disfunção ovulatória, podendo comprometer a
fertilidade de muitas mulheres. Junto a isso, essa síndrome pode envolver transtornos psicossociais,
afetando o seu convívio e suas relações sociais. Objetivo: Descrever e relacionar acerca da infertilidade
feminina e a síndrome de ovários policísticos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da
literatura baseada em trabalhos completos disponibilizados pelas bases de dados BVS, LILACS e
PUBMED, GOOGLE ACADÊMICO. Para compor a busca inicial, foram utilizados os "Descritores em
Ciências da Saúde (DeCs): Infertilidade Feminina, Saúde da mulher, Síndrome de ovário policístico.
Através do operador booleano AND. Posteriormente foram estabelecidos critérios de inclusão
considerando: artigos publicados na íntegra e completos, nos idiomas português, inglês e espanhol e no
período temporal (2018-2022). Foram excluídos estudos que não condizem com a temática proposta e
revisões. Após a aplicabilidade dos critérios de elegibilidade, 9 foram selecionados. Resultados e
Discussão: Acredita-se que a infertilidade age negativamente no bem-estar emocional e na qualidade de
vida das mulheres com a síndrome. Em consequência de alterações hormonais, esta síndrome apresenta
sinais e sintomas como menstruação irregular, infertilidade, hirsutismo, acne e/ou alopecia. A prevalência
da SOP tem grande alterabilidade, sendo capaz de abranger de 2,2 % a 26 % das mulheres em idade
reprodutiva. O diagnóstico da SOP é fundamentado nos critérios de Rotterdam determinados em 2004.
Entre os critérios estabelecidos para a diagnóstico da síndrome estão os sinais de hiper testosterona,
Menstruação/ anovulação irregular, morfologia do policístico dos ovários, confirmadas por
ultrassonografia. Para que a paciente seja diagnosticada com SOP, é necessário que ela apresente pelo
70
menos dois dos três critérios apresentados.A SOP é a causa mais comum de infertilidade, resultante de um
defeito no desenvolvimento do folículo ovariano. A infertilidade nas mulheres com SOP é exposta pelo
processo de ovogênese, que diferencia-se das mulheres férteis com ciclos normais. Conclusão: Diante do
exposto por meio desta pesquisa compreendeu-se que um diagnóstico precoce de infertilidade é muito
importante. Diante disso, o enfermeiro tem papel fundamental desenvolvendo ações de planejamento,
identificando fatores de risco contribuindo para um tratamento eficaz e trabalhando na prevenção de
importantes repercussões em longo prazo.
REFERÊNCIAS:
Carneiro JS, Rosa e Silva AC. Complicações gestacionais e perinatais em mulheres com síndrome dos
ovários policísticos. Femina, v. 49, n. 9. p. 530- 6, 2021.
CUNHA, A.; PÓVOA, A. M. Infertility management in women with polycystic ovary syndrome: a
review. Porto Biomedical Journal, v. 6, n. 1, 2021.
CENA, H.; CHIOVATO, L.; NAPPI, R. E. Obesity, Polycystic Ovary Syndrome, and Infertility: A New
Avenue for GLP-1 Receptor Agonists. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 105, n.
8, p. 2695–2709, 2020.
71
FATORES QUE ENVOLVEM A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UMA
PERSPECTIVA PSICOLÓGICA E PSICOPATOLÓGICA
1
Leandro Corrêa Barboza
1
Heloisa Bruna Grubits
2
Jadson Justi
¹Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill
1
Fernanda Lourenço Esteves Corrêa da Silva Cava
1
Helaine Rafaela Gonçalves Espindola
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Eixo temático: Psicologia
Modalidade: Pôster
E-mail do 1º autor: leandrocbarboza2008@[Link]
72
SINDROME DE BURNOUT NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
SOFRIMENTO psíquico na equipe de Sofrimento psíquico na equipe de transplante de medula óssea - uma ansplante
de medula óssea - uma revisão inte visão integrativa. Medicina (Ribeirão Preto), [S. l.], p. 104-111, 24 jan. 2014.
73
CONSEQUÊNCIA PARA AS CRIANÇAS QUE PRESENCIAM OS MAUS-
TRATOS SOFRIDOS PELA MÃE
Stella Fernanda Rufino da Silva¹
INTRODUÇÃO: Os filhos que presenciam maus-tratos sofrido pela mãe podem desenvolver algumas
consequências, como, psicológicas, físicas e comportamentais. Alguns fatores podem explicar o tipo de
impacto que crianças vão ter ao testemunhar o ato de maus-tratos. Um dos grandes problemas da saúde
pública é a violência referente aos danos físicos e psicológicos provocados. O seu resultado afeta as relações
familiares e sociais, prejudica o desenvolvimento humano e gera prejuízos à saúde. OBJETIVO: Descrever
os aspectos psicológicos onde os filhos presenciam os maus tratos sofridos pela mãe, buscando
compreender as influências e consequências para o desenvolvimento da criança. METODOLOGIA: O
trabalho foi realizado por meio da revisão integrativa, referente aos dados encontrados na literatura
científica. Utilizando os bancos de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Eletronic
Library Online (SciELO). Este estudo de revisão integrativa não apresentou necessidade de aprovação pelo
Comitê de Ética em Pesquisa, porque extrai dados de livre acesso, dessa forma não se trata de documentos
que requeiram sigilo. DISCUSSÃO: Por meio dos dados encontrados em artigos de revisão integrativa,
identificou-se que as crianças adquirem os seus primeiros modelos de crença e valores através da família,
podendo sofrer alterações ou não ao decorrer da vida, as relações vivenciadas colaboram com a saúde
mental, influenciando no desenvolvimento, como por exemplo, as relações do relacionamento conjugal,
qualidade do relacionamento familiar e a harmonia influencia diretamente, podendo adquirir um transtorno
psicoafetivo ou déficits. Um dos papéis da família é o amadurecimento e desenvolvimento biopsicossocial,
gerando funções primordiais, biológicas, sociais e psicológicas. A violência presenciada pelos filhos tem
uma forte consequência em relação ao psicológico onde acumula medos, inseguranças e crenças distorcidas
da realidade, levando a um prejuízo no desenvolvimento social e pessoal. Na fase adulta, costumam
reproduzir esse tipo de comportamento vivenciado dentro de casa, desenvolve comportamentos violentos
em suas relações cotidianas, incapazes de romper o ciclo de violência. Com relação às vivências de
violências algumas crianças apresentam estresse pós traumático, depressão, ansiedade e dificuldade para
dormir. Para romper o ciclo de violência é necessário a intervenção primária, criando vínculo com a
comunidade, parceria com a escola e a atuação dos agentes comunitários de saúde. Alguns aspectos
dificultam a prática, tais como, não ter uma equipe capacitada ou capacitação para os profissionais
trabalharem de forma segura nas suas investigações e confirmações dos casos, falta de profissionais
atuantes e a dificuldade de inserir novos, com intuito de realizar um atendimento qualificado, algumas
famílias apresentam apreensão, assim os profissionais encontram dificuldades em acessá-las.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: A violação intrafamiliar é qualquer tipo de agressão ou violação dentro do
ambiente familiar, ela é transmitida de forma negativa na vida das crianças que vivenciam, tem impactos
com diferentes repercussões, prejudicando a saúde psíquica. Os atendimentos de saúde necessitam de
aprimoramentos para oferecer suporte necessário, não deixando as crianças expostas a esse tipo de violência
e realizando um cuidado efetivo com as mães vítimas de maus-tratos, a equipe multidisciplinar deve
desenvolver estratégias para atender as demandas de violências, desenvolvendo ações voltadas à
complexidade.
74
REFERÊNCIAS:
LOPES L.R. Violência intrafamiliar: suas formas e consequências. Rev. Científica Multidisciplinar
Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 05, Vol. 05, pp. 161-173. Maio de 2021.
REIS D.M; PRATA L.C.G; PARRA C.R. O impacto da violência intrafamiliar no desenvolvimento psíquico
infantil. Rev. [Link]. ISSN 1646-6977, 2018.
STEFANINI. J.S; MARTÍNEZ B.J; SILVA D.T.G, et al. Violência intrafamiliar e as repercussões para a
saúde da mulher: compreendendo a história de Antônia. Rev. Nufen: Phenom. Interd. vol.11 no.1 Belém
jan./abr. 2019.
75
A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE
PACIENTES COM FERIDAS ONCOLÓGICAS
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: O câncer, por definição, se trata do crescimento desordenado de células que, quando
agrupadas, podem gerar tumores, os quais podem invadir tanto tecidos como órgãos próximos ou distantes
de sua origem; quando isso ocorre, é chamado de metástase. Nesse contexto, as chamadas feridas
oncológicas (ou neoplásicas e tumorais) surgem quando as células da doença passam a penetrar na
estrutura da pele, ocasionando infiltrações nas camadas da derme e epiderme e trazendo algumas
características como odor fétido, dor local, pele eritematosa e exsudato purulento. O enfermeiro, como o
responsável por tratar feridas, deve ter aptidão para identificar, analisar e tratar esse tipo de lesão, levando
em conta as principais variáveis que norteiam o paciente como os aspectos fisícos, psicossociais,
espirituais e familiares. OBJETIVO: Descrever a assistência de enfermagem a pacientes que apresentam
feridas oncológicas. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica, na qual se realizou uma
busca nas plataformas Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e
Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave “feridas and oncologia and enfermagem” e “feridas
oncológicas and cuidados de enfermagem”, respectivamente, no qual foram incluídos artigos originais e
em português, publicados no período de março de 2019 a fevereiro de 2023, disponíveis na íntegra, online
e gratuitos. RESULTADOS: De acordo com a pesquisa, feridas tumorais são suscetíveis à tratamentos
desde que o câncer se encontre em estágio inicial e tenha possibilidade de recuperação; todavia, se a
doença evoluir e o tratamento antitumoral não apresentar mais efeitos, a conduta será paliativa, pois se
propõe a aliviar sintomas físcos e emocionais do paciente. Para que o tratamento tenha uma maior
eficácia, a comunicação a respeito do tratamento torna-se uma peça fundamental tanto para a equipe de
enfermagem quanto para o paciente e seus familiares. No tratamento, por sua vez, o enfermeiro deve
ponderar, em sua avaliação da ferida, fatores como profundidade, tamanho, grau de odor, tipo de exsudato,
sangramento e dor, objetivando reduzir ao máximo o desconforto e transtornos psicológicos e sociais que
podem afetar o enfermo. Ademais, é importante que o profissional esteja capacitado para prescrever
cuidados voltados para o manejo da dor, tipos de curativos e coberturas a serem utilizadas, controle do
exsudato e apoio emocional. CONCLUSÃO: Com base nos achados, no que tange ao tratamento de
feridas neoplásicas, o enfermeiro é de extrema relevância, especialmente na escolha das intervenções,
visto que com o fundamento científico e olhar holísto, é possível trazer uma maior qualidade de vida na
assisência, recuperação e reabilitação do paciente e sua família, que também estão envolvidos no processo
de cuidar. Por ser o profissional que lida diretamente com o paciente, deve prestar apoio psicológico e
76
promover saúde, estimulando o autocuidado do indivíduo. Assim, é esperado que as repercussões do
tratamento de feridas oncológicas sejam minimizadas e o paciente possa ter uma melhor qualidade de
vida e bem-estar, ressaltando que, em alguns casos, a terapia tem finalidade atenuante e não curativa, uma
vez que a reversão do quadro de saúde é praticamente remota.
Oncológica. REFERÊNCIAS:
SILVA, E.V.S e; CONCEIÇÃO, H.N da. Cuidados paliativos de enfermagem a pacientes com feridas
neoplásicas. Revista Espaço Para a Saúde, [S. l.], v. 21, ed. 1, p. 82-94, jan-jun 2020. DOI
10.22421/15177130-2020v21n1p82. Disponível em:
[Link] Acesso em: 14 mar. 2023
77
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA NO
ATENDIMENTO AO PACIENTE COM SUSPEITA DE ACIDENTE VASCULAR
CEREBRAL
1 Universidade Federal do Pará (UFPA). Belém, Pará, Brasil. 2 Pós-doutor pela Universidade de São
Paulo. São Paulo, Brasil.
Modalidade: pôster
INTRODUÇÃO: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade
adquirida no mundo, este ocorre quando o sangue fornecido ao cérebro é obstruído por um coágulo ou
hemorragia, provocando uma perda súbita das funções neurológicas, devido a morte do tecido cerebral.
OBJETIVO: Identificar os cuidados de enfermagem diante de um paciente com prognóstico de um acidente
vascular cerebral no setor de urgência e emergência. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa
da literatura, seguindo o modelo PICO, com abordagem qualitativa, realizada no mês de março de 2023.
Para auxiliar na construção, utilizou-se as bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System
Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana, Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de
Dados em Enfermagem (BDENF), através dos seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS):
“Acidente Vascular Cerebral", “Cuidados de enfermagem” e “Assistência de Enfermagem”, combinados
por meio do operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas
português e inglês, que abordassem a temática entre 2018 e 2023. Como critérios de exclusão: revisões de
literatura, teses, monografias, dissertações, artigos que fugissem da temática e que estivessem repetidos nas
bases de dados. A pergunta norteadora para esta pesquisa foi a seguinte: Como ocorre a assistência de
enfermagem aos pacientes com acidente vascular cerebral na urgência e emergência? RESULTADOS E
DISCUSSÃO: Enfatiza-se a importância da capacitação do enfermeiro para o diagnóstico das
manifestações de alerta do AVC, sendo este responsável pela avaliação no atendimento do setor de urgência
e emergência e início dos primeiros cuidados no processo de tratamento. Os enfermeiros são responsáveis
pelo monitoramento e cuidados das alterações neurológicas, com aplicação da escala de ROSIER
desenvolvida para avaliar rapidamente o indivíduo com suspeita de AVC e dos parâmetros fisiológicos,
realizando o controle dos sinais vitais, cardiovascular, glicemia, temperatura, hidratação e nutrição, assim
como podem fornecer intervenções contínuas com anti-hipertensivos e resfriamento ativo. Além disso, é
admitido a administração da medicação trombolítica, a realização dos cuidados com a traqueostomia e o
com dispositivo de acesso venoso central. CONCLUSÃO: Conclui-se que o AVC é um limitador à vida,
sendo a identificação imediata e o tratamento eficaz essenciais para a redução da mortalidade. Os
enfermeiros têm um papel importante para realização dos primeiros cuidados, onde a abordagem realizada
com conhecimento técnico científico, rapidez e conhecimento são significativos no tratamento da saúde,
fornecendo menos danos à vida e melhores resultados na recuperação e reabilitação do paciente.
REFERÊNCIAS
CLARE, C. et al. Role of the nurse in acute stroke care: Journals Nursing Standard. v. 35, n. 4, p. 75-79, abr. 2020.
TULEK, Z. et al. Nursing care for stroke patients: A survey of current practice in 11 European countries. Journal of
Clinical Nursing, v. 27, n. 3-4, p. 684–693, 23 out. 2017.
SCHADEWALDT, V. et al. Measuring organizational context in Australian emergency departments and its impact on
stroke care and patient outcomes. Nursing Outlook, v. 69, n. 1, p. 103–115, jan. 2021.
78
FATORES RELACIONADOS A PRÁTICA DE CAMINHADA EM IDOSOS
RESIDENTES NAS CAPITAIS BRASILEIRAS
1
Deborah Benevides de Souza
2
Andressa Carine Kretschmer
INTRODUÇÃO: Caminhar é uma atividade física simples e acessível que pode ser realizada por pessoas
de todas as idades e condições físicas. Ela tem diversos benefícios que vão desde a melhora na saúde geral
do corpo até o bem-estar no que tange a saúde mental. OBJETIVOS: Identificar os fatores relacionados a
prática de caminhada em uma amostra de idosos do Brasil. METODOLOGIA: Tratou-se de um estudo
transversal cuja variável dependente foi a prática de caminhada (sim, não), já as variáveis independentes
foram: sexo, cor, escolaridade situação conjugal e percepção sobre a saúde. Para este estudo fez-se uso do
banco de dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico - Vigitel do ano de 2017. Protocolo de aprovação do projeto: CAAE
65610017.1.0000.0008 RESULTADOS: Tratou-se de 52.631 indivíduos adultos e idosos entrevistados pelo
Vigitel, os idosos representavam 21081 dos amostrados, 10433 responderam a pergunta referente a
atividade física preferencial, destes 5490 (53,6%) dos respondentes eram praticantes de caminhada, dos
praticantes de caminhada 42,4% eram homens e 57,6% eram mulheres. Em relação a escolaridade 39,1%
possuíam 0 a 8 anos de estudo, 29,2% tinham de 9 a 11 anos, e 31,7% tinham 12 anos ou mais. Destes
59,5% eram brancos e 40,7% não-brancos, 44,2% viviam sem companheiro, e 55,8% viviam com
companheiro, em relação a percepção sobre a saúde, 67,5% se referiram como boa e 32,5% como ruim.
CONCLUSÃO: Os achados da pesquisa demonstram a necessidade do estímulo da prática de atividade
física no lazer. O estudo também revela a existência de relações entre variáveis socioeconômicas com a
prática de caminhada.
REFERÊNCIAS:
79
ADAMOLI, A.N; SILVA, M.C; AZEVEDO, M.R. Prática da caminhada no lazer na população adulta de
Pelotas, RS. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, v. 16, n.2, p. 113-119, 2011.
ARAÚJO, L; BARTHOLOMEU, T; TINUCCI, T., et al. Perfil da prática de atividade física dos
frequentadores de um parque público de São Paulo. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de
São Paulo, v. 21, n. 4, p. 3-7, 2011.
80
DESAFIOS DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DURANTE A PANDEMIA DA
COVI-19
INTRODUÇÃO: A pandemia do covid-19 começou em 2019 de forma repentina, por conta do vírus SARS-
CoV-2. Sendo uma doença de fácil transmissão, se espalhou rapidamente por todo o mundo levando muitos
pacientes a óbito. A demanda de pacientes nos hospitais aumentou, causando lotação dos serviços de saúde,
trazendo a necessidade do aumento de profissionais nesses locais. OBJETIVO: Identificar os desafios
vivenciados por profissionais de saúde durante a pandemia da covid - 19. METODOLOGIA: Optou-se pelo
tipo de pesquisa revisão da literatura com uma abordagem qualitativa. Foi realizada no mês de abril de 2023
com a utilização das bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Banco de Dados de
Enfermagem (BDENF) com os descritores da saúde “pandemia AND desafios para saúde”. Os critérios de
inclusão foram estudos na íntegra com acesso gratuito e nos idiomas português, inglês e espanhol com
tradução e publicados no período de 2019 a 2023. Os critérios de exclusão foram estudos fora do assunto
da pesquisa, teses, resumos e dissertações. RESULTADOS: Com a busca foi possível identificar 192
trabalhos filtrados com os critérios de elegibilidade, restando 82 para leitura do título e resumo Foram
utilizados 12 estudos. É possível perceber que os profissionais de saúde estavam na linha de frente do
cuidado e combate a covid-19, que enfrentaram muitos desafios, como a super lotação nos hospitais, falta
de insumos, exposição ao vírus, jornadas de trabalho exaustiva, além da preocupação com seus familiares.
A alta demanda de pacientes trouxe para esses trabalhadores da área a precisão da reorganização do serviço
além do conhecimento sobre a doenças e suas formas de tratamento que mudava a cada estante com todas
as novidades que apareciam. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Sabe-se que a saúde ficou conturbada com a
chegada desse vírus que se espalhou rapidamente entre a população, onde se sabia pouco sobre, dificultando
o entendimento a respeito das formas de prevenção e cuidados a serem prestados. Os profissionais da área
da saúde seguiram na linha de frente desse cuidado, e enfrentaram vários desafios como a prestação de
serviços, com poucas condições de trabalho além da exposição ao adoecimento.
81
REFERÊNCIAS:
DE MORAIS, C. P. T et al. Impacto da pandemia na saúde mental dos rofissionais de saúde que
trabalham na linha de frente da Covid-19 e o papel da psicoterapia. Brazilian Journal of Development,
v. 7, n. 1, p. 1660-1668, 2021.
82
ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO NA SALA DE PARTO DURANTE A
PANDEMIA DE COVID-19
Introdução: A COVID-19 trata-se de uma doença de altamente transmissível e de rápida disseminação, que
provoca desde uma gripe até uma síndrome respiratória aguda. O coronavírus é ainda mais letal em
indivíduos que compõem o grupo de risco. Segundo o Ministério da Saúde, o recém-nascido (RN) é
classificado como grupo de risco, tendo em vista que seu quadro pode ser agravado, mediante à infecção,
devido à baixa tolerância à hipóxia. Porém, ainda não há evidências de que o vírus seja transmitido intra
útero, mas, ainda se faz necessário que haja adequações na assistência para redução do risco de
contaminação na sala de parto. Objetivo: Identificar as principais recomendações da assistência ao recém-
nascido na sala de parto durante a pandemia da Covid-19. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa
de literatura, realizada em dezembro de 2022, por meio das bases de dados: BDENF, LILACS e MEDLINE,
através da BVS. Tendo como norte a seguinte problemática: Quais as recomendações para a assistência ao
recém-nascido na sala de parto durante a pandemia de Covid-19? Para a busca foram utilizados os seguintes
descritores: "Recém-nascido”, “Covid-19” e "Assistência", em cruzamento com os operadores booleanos
“AND” e “OR”. Adotaram-se como critérios de inclusão: artigos que contemplassem a temática,
disponíveis gratuitamente na íntegra, em português e inglês, publicados nos últimos cinco anos. E como
critérios de exclusão: artigos repetidos nas bases de dados supracitadas. Emergiram-se na pesquisa 05
estudos. Resultados: Os estudos evidenciaram que as mulheres sintomáticas ou com diagnóstico de covid-
19 deveriam utilizar máscara facial/cirúrgicas durante o trabalho de parto, parto e pós-parto. Em relação
ao clampeamento oportuno do cordão umbilical (realizado de 1 a 3 minutos após o nascimento), é
recomendado que seja feito imediatamente após o nascimento objetivando a redução do risco de
transmissão secundária do vírus SARS-CoV-2 para o RN. Constatou-se ainda, que o contato pele a pele
(CPP) imediato deve ser desencorajado, tendo em vista que a parturiente ainda encontra-se com secreções
advindas do parto e que podem aumentar o risco de transmissão do coronavírus para o neonato. Se tratando
da amamentação, recomenda-se a permanência do aleitamento materno na primeira hora de vida, de forma
exclusiva, no entanto, enfatiza-se a adoção de medidas de higiene para realização do ato, como lavagem
das mãos e uso de máscara, visto que, há a possibilidade de passagem de anticorpos maternos do SARS-
CoV-2 para o leite materno, e assim conferir imunidade contra o vírus ou reduzir a gravidade da infecção.
Conclusão: Destarte, é possível observar que as principais recomendações para a redução do risco de
83
transmissão do coronavírus e consequentemente, prestar melhor assistência ao RN na sala de parto durante
a covid-19 são: a utilização de equipamentos de proteção individual pela mulher, o desencorajamento do
contato pele a pele, e a importância da amamentação exclusiva. Diante disso, o presente estudo serve como
direcionamento para a atuação dos profissionais de saúde na assistência ao binômio materno-infantil no
contexto pandêmico.
Palavras-chave: Recém-Nascido; COVID-19; Assistência.
REFERÊNCIAS:
PATIL, Uday P.; MARU, Sheela; KRISHNAN, Parvathy; CARROLL-BENNETT, Rachel; SANCHEZ,
Joselito; NOBLE, Lawrence; WASSERMAN, Randi. Newborns of COVID-19 mothers: short-term
outcomes of co locating and breastfeeding from the pandemic⠹s epicenter. Journal Of Perinatology,
[S.L.], v. 40, n. 10, p. 1455-1458, 10 ago. 2020.
SILVA, Juliane Lima Pereira da; LINHARES, Francisca Márcia Pereira; BARROS, Amanda de Almeida;
SOUZA, Auricarla Gonçalves de; ALVES, Danielle Santos; ANDRADE, Pryscila de Oliveira Nascimento.
FATORES ASSOCIADOS AO ALEITAMENTO MATERNO NA PRIMEIRA HORA DE VIDA EM UM
HOSPITAL AMIGO DA CRIANÇA. Texto & Contexto - Enfermagem, [S.L.], v. 27, n. 4, p. 1-10, 2018.
84
APLICAÇÃO DA TEORIA DE ENFERMAGEM DO AUTOCUIDADO NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
1Centro Universitário Católica de Quixadá. Quixadá, Ceará, Brasil; 1Centro Universitário Católica
de Quixadá.Quixadá, Ceará, Brasil.
Modalidade: Pôster
E mail do 1° autor:
2022010368@unicatolicaqu
[Link]
INTRODUÇÃO: Às teorias de enfermagem visam fornecer conceitos úteis para as práticas de atenção ao
ser humano, onde estabelece o conhecimento científico e crítico na atuação do enfermeiro. Em analogia a
isso, a teoria do autocuidado de Dorothea Orem visa possibilitar aos indivíduos tomarem iniciativas e
assumirem responsabilidades em direção à melhoria da qualidade de vida. OBJETIVO: Identificar na
literatura a aplicabilidade da teoria de enfermagem da Dorothea Orem na atenção primária à saúde.
METODOLOGIA: Revisão bibliográfica nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe
em Ciências da Saúde (LILACS) e biblioteca eletrônica Scientific Electronic Library Online (Scielo).
Utilizaram-se os Descritores em Ciência da Saúde com a seguinte estratégia de buscar: Teoria de
Enfermagem AND Autocuidado AND Atenção primária à saúde. Os critérios de inclusão foram: artigos
disponíveis gratuitamente na íntegra, publicados em português, inglês e espanhol, do período de 2010 a
2023, com tipo de estudo geral, completo e que faziam parte do objetivo da pesquisa. Já os critérios de
exclusão foram: aqueles que eram revisão de literatura, artigos repetidos e não se relacionavam com a
temática. RESULTADOS: A partir da pesquisa, obteve-se uma amostra final de 4 artigos para o estudo,
sendo 3 deles explicando a teoria na prática em mulheres com HPV, pessoas com hanseníase e
acompanhamento a gestantes, além de doenças crônicas vistas frequentemente na atenção primária.
Ademais, partindo do pressuposto que é nessa área que a enfermagem pode atuar de frente com a
comunidade, indivíduo e o primeiro contato com algumas doenças, foi possível observar que os conceitos
da teoria nesse âmbito aplicam-se por meio de técnicas que viabilizam o controle e as orientações para
a manutenção do autocuidado. Por meio disso, a teoria aplica-se educação em saúde para habilidades de
práticas e intelectuais para as demandas terapêuticas de como cuidar de determinada situação patológica,
instruir acerca do uso de medicamentos, manuseio de higiene com feridas além das orientações repetidas
sobre as formas de prevenção em Unidades Básicas de Saúde e na comunidade.
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que é essencial o auxílio da enfermagem nas
práticas da teoria do autocuidado com o intuito de tornar mais descomplicada a manutenção da vida por
meio do conhecimento profissional e orientação adequada ao indivíduo e comunidade para tratar, prevenir
e apoiar, principalmente precisando de uma atenção mais centralizada em pacientes que possuem doenças
crônicas.
Primária à Saúde.
REFERÊNCIAS:
85
CARVALHO, E.A. et al. Autocuidado de usuários com doenças crônicas na atenção primária à luz da teoria
SILVA, C.D.A. et al. Construction Construção e validação de diagnósticos de enfermagem para a pessoa
com úlcera do pé diabético. Rev Esc Enferm USP, p.1-8, 2022. Disponível em:
DALMACIO, N.C.G; COSTA, B.E.S; SOUZA, S.C.S; AGUIAR, V.F.F. Percepção da mulher com hpv e
seu autocuidado. Rev enferm UFPE on line, 2019. Disponível em: [Link]
CAVALCANTE, J.L. Promoção do autocuidado de pessoas com hanseníase: intervenção educativa à luz da
teoria de Orem. Rev Gaúcha Enferm, p. 01-05, 2021. Disponível em: [Link]
86
EFEITOS DO TREINAMENTO RESISTIDO NA FIBROMIALGIA:
UMA REVISÃO INTEGRATIVA
1Faculdade de Ensino Superior do Piauí (FAESPI). Teresina, Piauí, Brasil; 1Faculdade de Ensino
Superior do Piauí (FAESPI). Teresina, Piauí, Brasil; 2Faculdade de Ensino Superior do Piauí (FAESPI).
Teresina, Piauí, Brasil. 3Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, Piauí, Brasil.
Resumo
INTRODUÇÃO: O termo Fibromialgia significa uma condição dolorosa que provém de tendões,
ligamentos e músculos. OBJETIVO: Analisar os efeitos dos exercícios resistidos em pacientes portadores
de fibromialgia. METODOLOGIA: Foi realizado uma revisão de literatura integrativa utilizando as bases
de dados PubMed e SciELO. RESULTADOS: O exercício resistido é eficaz em mulheres com
Fibromialgia, e teve como seus principais efeitos alívio dos sinais e sintomas, melhora da força muscular e
diminuição da intensidade da dor. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O exercício resistido mostrou-se benéfico
e eficaz na melhora da dor, além de outros efeitos como a melhora da capacidade funcional e do bem-estar
geral. Houve um consenso entre os autores em relação à melhora da dor.
1 INTRODUÇÃO
O termo fibromialgia foi criado para expor várias condições desta síndrome. Fibro é derivado
do latim, e significa ligamentos, tendões, tecido fibroso. O radical mio, que vem do grego, significa tecido
muscular. Ainda do grego, algos significa dor e ia uma condição. Portanto, fibromialgia significa uma
condição dolorosa que provém de tendões, ligamentos e músculos (PRANDO; ROGATTO, 2006).
Essa patologia atinge cerca de 2 a 5% da população e é bem mais recorrente em pessoas do sexo
feminino entre 30 e 50 anos de idade. A fibromialgia não tem sua causa e o seu mecanismo totalmente
esclarecido, mas soube-se que as pessoas que portam essa doença são mais sensíveis à dor e isso tem relação
com a condução de dor do sistema nervoso. Desse modo, faz com que o cérebro, medula e nervos sintam
os estímulos dolorosos bem mais intensos (PROVENZA et al., 2004).
87
influência que a sintomatologia exerce na vida psicossocial do paciente e que requerem interceptação de
profissionais multidisciplinares (HEYMANN et al., 2010).
Os exercícios físicos, em especial os resistidos, podem ser usados para diminuir os sintomas
e influenciar na adaptação à uma nova condição de vida através da redução das limitações físico-
funcionais (BRESSAN et al., 2008). Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi analisar os efeitos
dos exercícios resistidos em pacientes portadores de fibromialgia.
2 METODOLOGIA
Para conduzir esta pesquisa utilizou-se a seguinte pergunta norteadora: “Quais os efeitos dos
exercícios resistidos na fibromialgia?”. Os levantamentos bibliográficos foram realizados através das bases
de dados, PubMed e SciELO.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Após a busca realizada nas bases de dados, foram encontrados 67 artigos, que se distribuíam da
seguinte forma: PubMed 66, SciELO 1. Em seguida, ao realizar a aplicação do filtro restaram somente 19
artigos, os mesmos foram lidos e, aqueles que não estavam de acordo com os critérios de inclusão, foram
excluídos. Ao final da análise, 5 artigos foram incluídos.
A amostra dos artigos incluídos foi composta por mulheres. A idade das participantes dos estudos
incluídos variou de 18 a 65 anos. Maiores informações sobre os artigos incluídos encontra-se no quadro 1.
Quadro 1: Artigos selecionados após uma revisão criteriosa realizada pelos autores.
88
(REBUTINI et al., Verificar o efeito de Estudo de Exercícios resistidos, Houve redução do grau de influência da
2013) 12 semanas de Caso cicloergômetro e doença, mostrando-se favorável em
treinamento resistido alongamento. aliviar os sinais e sintomas da
em uma paciente com Fibromialgia.
Fibromialgia.
(LARSSON et al., Examinar os efeitos Ensaio Clínico Exercícios resistidos de O programa de exercício resistido
2015) de um programa de Controlado grandes grupos melhorou a força muscular, o estado de
exercícios resistidos Randomizado musculares inferiores e saúde e a intensidade da dor em mulheres
na força muscular e de estabilidade. com Fibromialgia.
intensidade da dor.
(PLASTAM et al., Investigar fatores Estudo Exercícios resistidos de Houve efeito positivo sobre incapacidade
2016) explicativos para multicêntrico grandes grupos recreativa, social e ocupacional.
incapacidade de dor randomizado, musculares e de tronco.
reduzida. controlado e
cego
(SILVA et al., 2019) Comparar a eficácia Ensaio clínico Programa geral de O treinamento de resistência foi mais
da sofrologia e randomizado treinamento de eficaz do que a sofrologia na melhora da
treinamento de controlado resistência e sessões de força e capacidade funcional.
resistência na melhora com avaliador sofrologia.
da dor. cego
(ANDERSSON et al., Avaliar e comparar a Ensaio clínico Aquecimento com O exercício resistido com carga pesada foi
2021) eficácia de exercícios randomizado cicloergômetro, mais positiva do que a sessão de exercício
de fortalecimento e cego agachamento e exercícios de carga leve/moderada.
um programa de resistidos dos principais
caminhada na redução grupos musculares.
da dor.
Fonte: própria.
Os resultados dessa revisão mostraram que o exercício resistido é eficaz em indivíduos portadores
de Fibromialgia, e teve como seus principais efeitos alívio dos sinais e sintomas, melhora da força muscular
e diminuição da intensidade da dor. Rebutini et al., (2013), apontou em seu estudo que um programa de
treinamento de resistência durante 12 semanas foi capaz de reduzir as dores, melhorar a capacidade
funcional, o bem-estar geral e a qualidade de vida da paciente.
Larsson et al., (2015) realizou um estudo similar ao de Rebutini et al., (2013), utilizando um
programa de exercício resistido durante 15 dias. Observou-se melhora da força muscular, do estado de
saúde e da intensidade da dor após a intervenção. Silva et al., (2019) corrobora com Rebutini et al., (2013)
e Larsson et al., (2015), no qual em seu estudo os resultados encontrados demonstraram que o treinamento
resistido melhorou a dor, afirmando que quanto maior a carga adicionada ao longo do tempo, menor o
escore da Escala Visual Analógica da dor.
89
ANDERSSON et al., (2021) ratifica os achados de Silva et al., (2019), pois seu estudo apontou
que o exercício de carga pesada foi experimentado como mais positivo do que o exercício de carga
leve/moderada. Isso é promissor e indica que a abordagem de cargas pesadas e repetições habituais é aceita
na Fibromialgia e tem o potencial para atenuar a hesitação ao exercício devido à dor induzida pelo exercício.
Plastam et al., (2016), em seu estudo apontou melhora da incapacidade gerada pela dor com
exercícios resistidos, sendo os domínios melhorados recreação, atividade social e ocupação, entretanto as
atividades que exigem menos esforço físico não melhoraram, demonstrando que o desempenho nestas
atividades não foi influenciado pelo exercício resistido.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que o tratamento através do exercício resistido mostrou-se benéfico e eficaz na melhora
da dor em mulheres com Fibromialgia, além disso outros efeitos foram a melhora da capacidade funcional
e do bem-estar geral. Em relação à melhora da dor, houve um consenso entre os autores. No entanto, faz-
se necessário a elaboração de mais pesquisas para chegar a um consenso sobre as cargas utilizadas durante
os exercícios para maiores resultados.
REFERÊNCIAS
ANDERSSON, Ulf Mathias et al. Women with Fibromyalgia Prefer Resistance Exercise with Heavy
Loads—A Randomized Crossover Pilot Study. International Journal of Environmental Research and
Public Health, v. 18, n. 12, p. 6276, 2021.
HEYMANN, Roberto Ezequiel et al. Consenso brasileiro do tratamento da fibromialgia. Revista brasileira
de reumatologia, v. 50, p. 56-66, 2010.
LARSSON, Anette et al. Resistance exercise improves muscle strength, health status and pain intensity in
fibromyalgia—a randomized controlled trial. Arthritis research & therapy, v. 17, n. 1, p. 1-15, 2015.
PRANDO, Marcia Aparecida; ROGATTO, Gustavo Puggina. Influência de uma sessão de exercício em
esteira sobre a sintomatologia e a intensidade dolorosa de portadoras de fibromialgia. Lecturas: Educación
física y deportes, n. 94, p. 21, 2006.
PROVENZA, José Roberto et al. Fibromialgia. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 44, p. 443-449,
2004.
PALSTAM, Annie et al. Decrease of fear avoidance beliefs following person-centered progressive
resistance exercise contributes to reduced pain disability in women with fibromyalgia: secondary
exploratory analyses from a randomized controlled trial. Arthritis Research & Therapy, v. 18, n. 1, p. 1-
9, 2016.
90
ROGATTO, Gustavo Puggina; LEITE, Fábio Edson Cremasco; VALIM-ROGATTO, Priscila Carneiro.
FIBROMIALGIA E ESTRESSE: INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO. SaBios-Revista de Saúde e
Biologia, v. 3, n. 2, 2008.
REBUTINI, Vanessa Zadorosnei et al. Efeito do treinamento resistido em paciente com fibromialgia:
Estudo de caso. Motriz: Revista de Educação Física, v. 19, p. 513-522, 2013.
DE ALMEIDA SILVA, Hugo Jário et al. Sophrology versus resistance training for treatment of women with
fibromyalgia: A randomized controlled trial. Journal of bodywork and movement therapies, v. 23, n. 2,
p. 382-389, 2019.
91
CONTRIBUIÇÕES PARA UMA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
HOSPITALAR – UMA ANÁLISE SWOT
Resumo
Modalidade: pôster.
1 INTRODUÇÃO
92
aguda grave. Em 2018, foram atendidos 25.173 pacientes na urgência, 155.896 no ambulatório e 18.395
internações foram realizadas nas mais diversas especialidades. A VEH/HOF é composta por 6 (seis)
enfermeiras, 4 (quatro) técnicos em enfermagem, 3 (três) médicos, 3 (três) enfermeirandos, 1 (um)
estagiário nível médio, 1 (um) assistente administrativo, os turnos de trabalho é de segunda a sexta de 7 às
17h.
2 METODOLOGIA
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
93
trimestralmente o boletim informativo com gráficos e tabelas que ilustram os dados em relação às doenças
de notificação compulsória bem como sobre a quantidade de óbitos e suas investigações. Este boletim é
encaminhado para a Secretaria Estadual de Saúde e para a Direção do HOF, sendo compartilhado entre os
colaboradores dos setores e gerentes das clinicas. Também não existe a comparação de casos entre outras
unidades, município ou até sobre a incidência ou prevalência de agravo no estado. Uma sugestão é o
compartilhamento das informações obtidas através das redes sociais, quadros de avisos e um site (ainda
recorrendo aos recursos gratuitos da Google), criado exclusivamente para esta demanda.
Utilizamos a ferramenta de SWOT (FOFA) com a finalidade de detectar os pontos fortes e fracos
do setor, com o objetivo de torná-lo mais eficiente e competitivo.
Quadro 1: Análise SWOT (FOFA) da Vigilância Epidemiológica Hospitalar de um Hospital extra-
porte da cidade do Recife, Pernambuco, 2022.
ANÁLISE SWOT (FOFA)
PONTOS FORTES PONTOS FRACOS
• Grupo coeso, disponível para o trabalho. • Estrutura física inadequada para a quantidade
• Setor organizado para o dia seguinte; de colaboradores;
• Equipe realiza reunião de alinhamento • Equipamento de informática reduzido (4
periodicamente; computadores) para às vezes 11 pessoas;
• Cumprem o fluxo de notificação de diversos agravos; • Arquivo “físicos espalhados” pela sala.
• Presença de residentes e estagiários;
• Dados sistematizados em planilhas e banco de dados.
OPORTUNIDADES AMEAÇAS
• Utilizam prontuário eletrônico; • Grandes feriados;
• Presença de residentes de enfermagem; • Férias/aposentadoria de trabalhadores;
• Banco de dados próprio; • Eventos na unidade.
• Laudos e imagens tomográficas, radiográficas e
ultrassons de livre acesso.
Fonte: elaborado pelas autoras, 2022.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As entrevistas realizadas trouxeram um cenário onde se pôde visualizar a jornada de trabalho bem
como a rotina adotada por esses trabalhadores. O grupo apresenta-se coeso em suas atividades, entretanto
o ambiente físico restrito muitas vezes é o impedimento para realização das atividades de maneira
confortável, uma vez que nessa estrutura não tem a possibilidade de implantar novos computadores bem
como bancadas. A equipe é relativamente grande e compatível com as atividades desenvolvida. Desde sua
“fundação” enquanto Núcleo de Epidemiologia vem se fortalecendo internamente, entretanto não é tão
visível a outros setores, mas naqueles que são dependentes e interdependentes tem seu destaque.
Comumente a Direção da unidade recorre a VEH/HOF para entender como estão os óbitos e as notificações
de agravos de relevância. Algo a se melhorar seria o rastreio das doenças de notificação imediata durante o
fim de semana, temos uma janela temporal de 2 dias sem busca ativa. Considerando o quantitativo de
profissionais, talvez uma reorganização na escala ou ainda a solicitação de profissionais junto a Secretaria
Estadual de Saúde para suprimir esta lacuna. Quando em situações especiais de monitoramento é liberado
via Secretaria Estadual de Saúde o chamado plantão extraordinário, como aconteceu na Epidemia de Covid,
onde o setor não parou de funcionar por quase 1 ano de segunda a segunda.
REFERÊNCIAS
94
[Link]
saude/hospital-otavio-de-freitas.
SANTOS, B.R.P., et al. O mapeamento do conhecimento por meio da análise SWOT: estudo em uma
organização pública de saúde. Em Questão, n. 3, v, 24, 2018.
95
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS DA AMOXICILINA E DO ÁCIDO
CLAVULÂNICO E SUAS APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS EM PACIENTES
PEDIÁTRICOS
96
doenças infecciosas em pacientes pediátricos. Entretanto, sem excluir a necessidade de aplicação de uma
atenção farmacêutica para conscientizar acerca do uso racional de antibióticos, a partir da utilização de
antibiogramas e outros métodos necessários antes da prescrição para o infante. Ademais, essa prática de
atenção farmacêutica favorece a redução de possíveis problemas relacionados aos medicamentos,
consequentemente, melhorando a recuperação e qualidade de vida do paciente.
97
SAÚDE MENTAL E INFÂNCIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE PROTEÇÃO E
PROMOÇÃO
1
Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill
1
Heloisa Bruna Grubits
2
Jadson Justi
1
Yasmim da Fonseca de Souza Nantes
1
Angela Maria Areias Florencio
1
Leandro Corrêa Barboza
1
Helaine Rafaela Gonçalves Espindola
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Caminhos para uma política de saúde mental infanto-juvenil. Brasília:
Editora MS, 2005.
98
O MANEJO DA DISMENORREIA EM ADOLESCENTES
DIAGNOSTICADAS COM ENDOMETRIOSE: UMA REVISÃO DE
LITERATURA
Resumo
1. INTRODUÇÃO
99
em primária, quando essa dor menstrual ocorre sem presença de patologia pélvica, e secundária nos casos
em que há existência de patologia pélvica ou condição médica diagnosticada. Nesse sentido, uma
substancial parcela das adolescentes que menstruam - cerca de 70 a 93% - são afetadas pela dismenorreia,
sofrendo um notável impacto na qualidade de vida, quadros em que o risco para depressão e ansiedade é
aumentado. Por esse viés, posto que a dor menstrual pode ocorrer como um indicativo de patologia, a
endometriose, doença crônica caracterizada pela localização de tecido endometrial responsivo fora do
útero, aparece com prevalência de 25-49% em adolescentes que apresentam dor pélvica crônica e de 50-
75% naquelas que não apresentam boa resposta à terapia hormonal e AINEs. A partir disso, nota-se o atraso
no diagnóstico devido à recorrente banalização dos médicos em relação à apresentação dos sintomas iniciais
na população feminina em geral, bem como a falta de conhecimento sobre a endometriose entre os
adolescentes. Nesse sentido, requer-se uma abordagem multidisciplinar que visa a manutenção da qualidade
de vida e função social da adolescente, com uma investigação direcionada para a patologia e um manejo
que possa suprimir os episódios de dor, retardar o avanço da doença e preservar a fertilidade.
2. OBJETIVO
3. METODOLOGIA
A presente revisão de literatura foi realizada através da busca por artigos científicos durante o mês
de Maio de 2023 na base de dados PubMed. Os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) selecionados
para a execução da pesquisa foram “Dysmenorrhea”, “Endometriosis”, “Teenager” e “Management”,
relacionados entre si por intermédio do operador booleano “AND”, obtendo um total de 33 artigos. Os
critérios de inclusão abrangeram trabalhos do tipo artigo de pesquisa, veiculados integralmente em língua
inglesa, portuguesa ou espanhola, publicados entre os anos de 2018 e 2023, disponíveis integralmente
online e que obtivessem ao menos 3 dos 4 descritores acima elencados. Enquanto isso, os critérios de
exclusão foram: artigos escritos na forma de revisão da literatura e relato de caso, artigos não disponíveis
integralmente online, artigos duplicados ou com URL inválidos, trabalhos fora do intervalo de tempo
proposto e aqueles disponibilizados em outras línguas. Na base PubMed, aplicando os critérios de inclusão
e exclusão, foram encontrados 6 artigos. Após a análise crítica destes, observando a temática abordada nos
textos, foram selecionados 4 artigos para compor o presente trabalho.
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Endometriose é uma doença crônica inflamatória dependente de estrogênio, sendo estimulada pelo
estrogênio sintetizado pelos ovários e pelos endometriomas. Adolescentes com endometriose podem
manifestar quadros clínicos de dismenorreia e dor pélvica crônica e acíclica, podendo incluir também baixa
energia e desconforto abdominal. Assim, é comum que os sintomas sejam divergentes dos sintomas
apresentados pelas mulheres adultas, que são tidos como “clássicos” nessa patologia, como dispareunia,
disquezia, endometriomas e/ou infertilidade. Podem estar presentes também cefaleias, náuseas, tonturas e
lombalgias. Nesse sentido, o profissional de saúde deve suspeitar de endometriose nos casos de adolescente
100
com dismenorreia e dor pélvica crônica, principalmente porque cerca de dois terços das mulheres com
endometriose irão experimentar sintomas antes dos 20 anos. A abordagem de uma adolescente com
dismenorreia requer inicialmente a busca de informações como idade da menarca, regularidade do ciclo,
duração da menstruação, volume de sangramento e tempo entre início da menarca e dismenorreia. Ademais,
enfatiza-se a necessidade de uma anamnese bem-feita, com busca pelo histórico sexual, cirúrgico,
psicossocial, médico e familiar, assim como a interrogação de sintomas gastrointestinais,
musculoesqueléticos e psicológicos, sem deixar de verificar altura, peso e sinais vitais durante o exame
físico. Durante a investigação, solicita-se exames laboratoriais, como o hemograma e o VHS, e de acordo
com a clínica do paciente o médico pode solicitar exames de imagem como ultrassom e ressonância
magnética, sendo o melhor método para diagnóstico a amostra tecidual obtida por laparoscopia. Entretanto,
em adolescentes, essa cirurgia exclusivamente para diagnóstico deve ser evitada. O manejo da endometriose
nas adolescentes possui a ação conjunta da analgesia e da terapia hormonal como tratamento de primeira
linha, de modo a visar a minimização dos sintomas com a supressão da função menstrual para prevenir a
proliferação endometrial, a diminuição da progressão da doença e a preservação da fertilidade. Por não
haver evidências que indiquem a superioridade de um único agente ou plano de tratamento, a escolha do
hormônio deve ser estabelecida de forma individualizada de acordo com a vontade de contracepção,
preferências e contraindicações de cada paciente. Os anticoncepcionais orais combinados (ACO) costumam
ser a primeira escolha, tendo em vista sua segurança, baixo custo e poucos efeitos colaterais. Por possuírem
ação antiangiogênica, imunomoduladora e anti-inflamatória, os progestágenos são outra opção viável para
tratamento das adolescentes com endometriose, com eficácia de 80 a 100% na melhora nos sintomas. Os
antiprogestágenos, na figura da gestrinona, inibem a produção e a utilização da progesterona. Se
comparados aos antagonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRHa), possuem menos efeito
aos 6 meses, mas são mais efetivas aos 12 meses. Já o GnRHa, como o elagolix, pode ser benéfico para as
adolescentes mais velhas com endometriose diagnosticada cirurgicamente e refratárias à supressão
hormonal, devendo o medicamento ser usado como terapia complementar. Seu mecanismo de ação é
baseado na indução do estado hipogonádico pela supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gônada, sendo que
90% das pacientes restarão amenorreicas, pela redução da inflamação e angiogênese e pela indução da
apoptose das células endometriais. Como efeitos adversos, podem ser apresentados fogachos, ressecamento
vaginal, distúrbios do sono, cefaléia, alterações do humor e perda óssea, sendo esta a razão para que o início
do GnRHa para adolescentes diagnosticadas com endometriose ser adiado até os 16 anos, momento em que
a maioria dos acréscimos ósseos já ocorreram. Recomenda-se a suplementação de cálcio e vitamina D e a
realização de exercícios de sustentação de peso nos casos de uso de GnRHa. Além desses, são mencionados
também os andrógenos, anti-andrógenos e inibidores da aromatase como possibilidades terapêuticas de
adolescentes com endometriose, tendo, porém, menor eficácia comprovada, mais efeitos adversos ou
necessidade de maiores estudos sobre o assunto. Na analgesia, em conjunto com os hormônios da supressão,
os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) executam função importante no controle da inflamação e da
dor relacionadas à endometriose nas adolescentes, tendo comprovada sua segurança para essas situações.
Os antidepressivos tricíclicos em baixas doses e o uso off label de medicamentos usados para dor
neuropática, como a pregabalina, podem ajudar na redução dos sintomas. É contraindicado o uso de
opióides fora de clínicas especializadas. O padrão-ouro para diagnosticar a endometriose será a amostra de
tecido obtida por meio da laparoscopia. No entanto, deve ser evitada em casos nos quais não há tentativa
anterior de tratamento médico, logo, se realizada, deverá ocorrer paralelamente ao tratamento. Porém, em
situações cuja terapia medicamentosa não ocasionou a resposta desejada na paciente, a laparoscopia
diagnóstica pode ser indicada e ter como vantagem a opção de tratamento por meio de ablação ou excisão
de lesões visíveis. Em adolescentes, a endometriose geralmente se apresenta em estágio inicial, com lesões
claras ou vermelhas; aquelas que forem entendidas como suspeitas deverão ser biopsiadas para confirmação
patológica, em seguida deverão ser ressecadas ou coaguladas. Outrossim, durante a laparoscopia, a inserção
de dispositivo intrauterino de levonorgestrel é recomendado pela American College of Obstetricians and
Gynecologists, por ter como propriedade o tratamento da dismenorreia, independente se o diagnóstico de
endometriose ser confirmado. Apesar de tais perspectivas, procedimentos cirúrgicos devem ser evitados em
adolescentes por ainda possuírem papel limitado. Nesse eixo, o tratamento hormonal deve continuar após
a laparoscopia em adolescentes, porque essa não garante a cura definitiva, devendo ser seguida de terapia
hormonal, pois há chance de recorrência de margem de 5% em 1 ano até 50% em 5 anos. Apesar de haver
nítida negligência por parte dos médicos no diagnóstico de adolescentes com endometriose, essa doença
crônica induz uma situação pró-inflamatória que afeta tanto a anatomia pélvica como a implantação de
ovócitos, fato que pode culminar em infertilidade em cerca de 30-50% dos casos. Entretanto, esse cenário
pode ser revertido em adolescentes tratadas com terapia hormonal ou cirurgia. Isso posto, a vigilância de
casos de endometriose deve ser destacada por possibilitar tratamento precoce. Outra questão em debate é a
associação de endometriose com câncer de ovário, embora a incidência seja baixa, fato que deve ser
esclarecido durante a consulta. Haja vista o impacto da dismenorreia na vida das adolescentes acometidas,
é indispensável criar uma relação de confidencialidade com a paciente. Nessa linha de raciocínio, o
101
rastreamento de doenças mentais é importante, pois pode influenciar a dor pélvica crônica, assim como a
prática de exercícios físicos deve ser estimulada por ser um bom tratamento não-farmacológico. Ademais,
o apoio familiar é fundamental para elaboração de um plano de tratamento viável, além do incentivo a
manutenção de atividades escolares e extracurriculares.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Verificou-se que a grande maioria das adolescentes experienciam desconforto pélvico durante o
ciclo menstrual, sendo papel do profissional da saúde evitar a normalização da dismenorreia, tendo em vista
suas repercussões na qualidade de vida e função social das mulheres jovens. Devem receber especial
atenção as pacientes refratárias ao tratamento clínico para dismenorreia, de modo a investigar o diagnóstico
de endometriose. São descritas a eficácia e segurança dos AINEs, CHO, progesterona e GnRHa no
tratamento da endometriose. Apesar de alguns benefícios demonstrados, a realização de cirurgia com fins
diagnósticos e terapêuticos em adolescentes deve ser evitada, mas pode ser considerada quando o
tratamento clínico não surte efeito. Por fim, os contribuintes biopsicossociais para a dor devem ser
abordados por meio de equipes multidisciplinares.
REFERÊNCIAS
DIXON, S. et al. Exploring the interface between adolescent dysmenorrhoea and endometriosis: a protocol
for a cohort and nested case-control study within the QResearch Database. BMJ Open, v. 13, n. 2, p.
e069984, 2023.
SACHEDINA, A.; TODD, N. Dysmenorrhea, Endometriosis and Chronic Pelvic Pain in Adolescents.
Journal of Clinical Residence Pediatric and Endocrinology, n. 12, v. 1, p 7-17, 2020.
102
AS PECULIARIDADES DO ATENDIMENTO AO PACIENTE PEDIÁTRICO
NO TRAUMA DE FACE
103
literatura, verificou-se que apesar de diversas opções de tratamento das fraturas faciais em crianças estarem
à disposição do cirurgião, nenhuma delas traz um resultado altamente satisfatório. Devido a isso, há a
necessidade de se conhecer a conjuntura do trauma buco maxilo facial infantil, para ajudar a traçar medidas
de prevenção e planos de tratamento mais eficazes.
Palavras-chave: Criança, Fraturas de ossos, Ossos faciais.
REFERÊNCIAS:
HAQ M.E.U.; KHAN A.S. A retrospective study of causes, management, and complications of
pediatric facial fractures. European Journal of Dentistry. v. 12, n. 247, p. 252, 2018.
RAHUL M.; ASHIMA G.; AKSHAT G. Arrested root growth and concomitant failure of
eruption of a developing tooth following open reduction and internal fixation of a pediatric
mandibular fracture. Indian Soc Pedod Prev Dent. v. 36, n. 220, p. 222, 2018.
104
USO DE BANDA ORTODÔNTICA EM TRATAMENTO RESTAURADOR EM
MOLAR DECÍDUO: RELATO DE CASO
105
DEPRESSÃO PÓS-PARTO EM MÃES ADOLESCENTES: UMA REVISÃO DA
LITERATURA
Resumo
Introdução: Dentre os transtornos depressivos, destaca-se a depressão pós-parto (DPP), definida como
transtorno do humor que se inicia, normalmente, nas primeiras quatro semanas após o parto, alcançando
sua intensidade máxima nos seis primeiros meses, podendo ser de intensidade leve e transitória ou agravar-
se até uma neurose ou desordem psicótica. A gravidez na adolescência eleva em níveis consideráveis o risco
de DPP, sendo considerada como um fator de risco para o seu surgimento, uma vez que a adolescente se
encontra em um período de desenvolvimento biopsicossocial e, na maioria das vezes, inesperadamente,
passa do papel de menina para mulher e mãe, sendo agora, responsável pelas demandas exigidas pela
maternidade. Objetivo: Discutir acerca da depressão pós-parto em mães adolescentes. Método: O presente
estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura. O levantamento das evidências foi realizado nos
meses de abril e maio de 2023, por discentes integrantes da Liga Acadêmica de Saúde Coletiva (LIASC),
projeto vinculado à Universidade Federal do Piauí (UFPI). Resultados e discussão: quatro artigos fizeram
parte desta revisão. As mães adolescentes que possuíam nível de escolaridade médio e superior
apresentavam menor probabilidade de ter depressão. A inclusão do pré-natal psicológico na atenção básica
é um instrumento relevante, pois possibilita identificar fatores de risco a que essas gestantes estejam
expostas para que seja possível realizar um acompanhamento adequado e uma assistência de qualidade,
evitando agravos à saúde psíquica da mulher. Considerações finais: A escolaridade e idade foram alguns
dos pontos em comum entre os artigos apresentados, porém, não único, visto que são vários os motivos que
podem influenciar nos sintomas de Depressão Pós-Parto no grupo investigado.
Palavras-chave: Depressão pós-parto; Gravidez; Mães adolescentes.
INTRODUÇÃO
A palavra depressão, com frequência, está associada a reações diante de determinados sofrimentos
e sentimento de perda, sendo considerada uma doença pós-moderna. Dentre os transtornos depressivos,
destaca-se a depressão pós-parto (DPP), definida como transtorno do humor que se inicia, normalmente,
106
nas primeiras quatro semanas após o parto, alcançando sua intensidade máxima nos seis primeiros meses,
podendo ser de intensidade leve e transitória ou agravar-se até uma neurose ou desordem psicótica. Estima-
se a ocorrência de depressão pós-parto em adolescentes em torno de 10% a 15% em relação às outras faixas
etárias (JUNIOR SANTOS et al., 2009; CORRÊA; SERRALHA, 2015).
Tal fato é explicado pelas alterações fisiológicas e fatores psicossociais, como viver em um
ambiente de baixa renda, possuir baixa escolaridade, insatisfação corporal e apoio familiar insuficiente.
Desse modo, a gravidez na adolescência eleva em níveis consideráveis o risco de DPP, sendo considerada
como um fator de risco para o seu surgimento, uma vez que a adolescente se encontra em um período de
desenvolvimento biopsicossocial e, na maioria das vezes, inesperadamente, passa do papel de menina para
mulher e mãe, sendo agora, responsável pelas demandas exigidas pela maternidade (SANTOS et al., 2020).
Nesse sentido, a DPP é um problema de saúde pública relevante, com consequências graves não
só para o sistema familiar (mãe, bebê e toda a família), mas para a comunidade. As alterações hormonais
vivenciadas pela mulher no puerpério, as demandas relacionadas ao cuidado com o bebê, o processo de
aleitamento, as pressões sociais e a percepção do corpo após-gestação, são alguns dos inúmeros fatores que
afetam diretamente no estado emocional da mulher, que passa a enfrentar uma maior vulnerabilidade
psíquica e, quando acometida pela DPP, enfrenta níveis mais elevados de ansiedade e de outros sintomas
psiquiátricos; além de uma menor autoestima e menor confiança no desempenho do papel parental, onde
tais alterações, estão mais evidentes em mães-adolescentes, com quadro de DPP (ZANATTA; PEREIRA;
ALVES, 2017).
Diante do exposto, considerando a prevalência da depressão pós-parto durante a gravidez na
adolescência, torna-se importante discutir acerca da temática. Com isso, o presente estudo tem como
objetivo discutir acerca da depressão pós-parto em mães adolescentes, através da literatura científica
disponível.
2 METODOLOGIA
O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura. O levantamento das evidências
foi realizado nos meses de abril e maio de 2023, por discentes integrantes da Liga Acadêmica de Saúde
Coletiva (LIASC), projeto vinculado à Universidade Federal do Piauí (UFPI).
A busca e seleção das produções ocorreu nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Index Psicologia e Base de Dados de Enfermagem (BDENF),
acessadas via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System
Online (MEDLINE), via PubMED. Foram utilizados os seguintes termos, selecionados a partir dos
Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Depressão pós-parto”, “Gravidez” e “Mães adolescentes” e
seus correspondentes no Medical Subject Headings (MeSH), combinados com o operador booleano
“AND”.
Foram incluídos estudos relacionados ao tema e objetivos da revisão, disponíveis na íntegra,
publicados nos últimos cinco anos (2018-2023) e nos idiomas inglês, português e/ou espanhol. Foram
excluídos monografias, dissertações, teses, editoriais, cartas ao editor e resumos publicados em anais de
eventos.
Inicialmente, a busca recuperou 57 produções, das quais 11 foram selecionadas para leitura na
íntegra. Conforme os critérios de elegibilidade aplicados, quatro produções foram consideradas elegíveis
para compor a amostra da revisão. As seguintes variáveis de interesse foram extraídas e analisadas de forma
descritiva: título, autoria, ano, métodos e principais resultados.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Fizeram parte desta revisão quatro artigos. Em relação ao ano de publicação, este variou entre
2018 e 2022. Todos os estudos são internacionais e dois deles (50%) são classificados como transversais.
A categorização dos estudos elegíveis, de acordo com as variáveis selecionadas, encontra-se disponível no
Quadro 1.
107
Efeitos do apoio social, Em um desenho transversal usando Os resultados revelaram que 28,5% das
estresse parental e amostragem de conveniência, 200 mães adolescentes apresentaram provável
autoeficácia na mulheres com menos de 20 anos, seis a depressão pós-parto. As mães que relataram
depressão pós-parto oito semanas após o parto. A entrevista alto apoio social, alto estresse parental, baixa
entre mães adolescentes incluiu dados sociodemográficos, autoeficácia, estresse financeiro e conflito
na Jordânia. Escala de Depressão Pós-Natal de conjugal tiveram pontuações EPDS
MOHAMMAD, K. I. et Edimburgo (EPDS), Escala de Apoio
significativamente mais altas do que aquelas
al., 2021. Social Maternidade (MSSS), Escala de
Estresse Parental (PSS) e Escala de que não relataram esses estressores.
Autoeficácia Percebida (PSES).
Compreendendo a Um questionário sondando os fatores Mães adolescentes tendem a ter maior risco
depressão pós-parto em de risco e proteção da DPP foi usado. A de desenvolver DPP. Os seguintes fatores
mães adolescentes nas detecção de DPP foi feita usando a tendem a estar significativamente
províncias de EPDS. associados à ocorrência de DPP: ter sido
Mashonaland Central e abandonada pelo parceiro quando
Bulawayo do engravidou, falta de acesso às necessidades
Zimbábue. MBAWA,
sociais durante a infância, relacionamentos
M. et al., 2018.
ruins dentro das famílias, medo da
insegurança social após o parto .
Preditores de depressão Estudo transversal que investigou a A prevalência geral de depressão pós-parto
pós-parto nas favelas de eficácia de uma breve intervenção na amostra de mulheres foi de 27,1%.
Nairóbi, Quênia: um psicoeducacional na depressão pós- Mulheres de 18 a 24 anos, insatisfeitas com
estudo transversal. parto. Mães entre 6-10 semanas de pós- a imagem corporal, tiveram uma gravidez
KARIUKI, E. W. et al., parto formaram a população do estudo. não planejada e sentirem-se cansadas
2022. A taxa de depressão foi medida usando tiveram maior chance de desenvolver
o Inventário de Depressão de Beck depressão pós-parto. As participantes que
(BDI). Além disso, um questionário não tiveram uma vida com eventos
sociodemográfico (SDQ) foi usado estressantes tiveram escores de depressão
para coletar variáveis de risco significativamente mais baixos em
hipotéticas. comparação com aqueles que tiveram
eventos de vida estressantes quando a
depressão foi tratada como um resultado
contínuo. A análise de sensibilidade mostrou
que as mães que tinham nível de ensino
médio e superior tinham 51% e 73% tinham
menor probabilidade de ter depressão em
comparação com aqueles com nível de
ensino fundamental, respectivamente.
108
Fonte: Autores, 2023.
As mães adolescentes apresentam maiores índices de DPP. As mulheres que não tiveram uma vida
com eventos estressantes tiveram escores de depressão significativamente mais baixos em comparação com
aqueles que tiveram eventos de vida estressantes quando a depressão foi tratada como um resultado
contínuo. Além disso, tal estudo mostrou que as mães que tinham nível de ensino médio e superior tinham
menor probabilidade de ter depressão em comparação com aqueles com nível de ensino fundamental
(MBAWA et al., 2018; KARIUKI et al. 2022; MOHAMMAD et al., 2021).
Sangsawang et al. (2021) constataram, por meio de seu estudo, que as intervenções que fornecem
apoio psicológico envolvendo parteiras e familiares são eficazes na prevenção da DPP em mães
adolescentes de primeira gestação. Esse efeito preventivo se mantém por até três meses após o parto.
Ademais, é importante conhecer os fatores de risco e proteção da DPP durante a gravidez para planejar
ações preventivas. Assim permite cuidados abrangentes para gestantes e puérperas, indo além do modelo
biomédico e seguindo as diretrizes das políticas públicas recentes, bem como avanços em Psicologia
Clínica, Saúde da Mulher e Obstetrícia (ARRAIS; ARAUJO; SCHIAVO, 2018).
É necessário realizar pesquisas sobre a saúde mental e reprodutiva de adolescentes, especialmente
em países de baixa e média renda como a Nigéria, onde os adolescentes constituem até 20 % da população.
Os dados empíricos para orientar o planejamento nacional para a saúde do adolescente são limitados na
Nigéria e ainda mais para a saúde mental do adolescente. (GUREJE et al., 2020).
É importante que haja uma investigação ainda no pré-natal para que seja possível detectar
precocemente sinais e sintomas da depressão. A inclusão do pré-natal psicológico na atenção básica é um
instrumento relevante, pois possibilita identificar fatores de risco a que essas gestantes estejam expostas
para que seja possível realizar um acompanhamento adequado e uma assistência de qualidade, evitando
agravos à saúde psíquica da mulher (SARMENTO; SILVA; SOBREIRA, 2023).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A escolaridade e idade foram alguns dos pontos em comum entre os artigos apresentados, porém,
não único, visto que são vários os motivos que podem influenciar na Depressão pós-parto (DPP).
Confirmou-se maior incidência de DPP na adolescência, sendo diretamente relacionada a fatores que levam
a tal, como por exemplo: apoio social, condição socioeconômica, história de vida, conflitos e
relacionamentos. Destaca-se, portanto, a necessidade de pesquisas sobre a saúde mental e reprodutiva de
adolescentes, bem como ensaios clínicos randomizados para estabelecimento de padrões-ouro que avaliem
a DPP.
REFERÊNCIAS
ARRAIS, A. R.; ARAÚJO, T. C. C. F.; SCHIAVO, R. A. Fatores de risco e proteção associados à depressão
pós-parto no pré-natal psicológico. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 38, p. 711-729, 2018.
CORRÊA, F. P.; SERRALHA, C. A. Depressão pós-parto e a figura materna: Uma análise retrospectiva e
contextual. ACTA Colomb de Psicol. v. 18, n. 1, p. 113–23. 2015.
KARIUKI, E. W. et al. Predictors of postnatal depression in the slums Nairobi, Kenya: a cross-sectional
study. BMC psychiatry, v. 22, n. 1, p. 1-9, 2022.
109
and Bulawayo provinces of Zimbabwe. Asian J Psychiatr, v. 32, p. 147-150, 2018.
MOHAMMAD, K. I. et al. Efeitos do apoio social, estresse parental e autoeficácia na depressão pós-parto
entre mães adolescentes na Jordânia. J Clin Enfermeiras, v. 30, p. 3456-3465, 2021.
SARMENTO, H. M.; SILVA, A. F. B.; SOBREIRA, M. S. Revista Temas em Saúde, 2020, v. 20, n. 6,
2020.
ZANATTA, E.; PEREIRA, C. R. R.; ALVES, A. P. A experiência da maternidade pela primeira vez: as
mudanças vivenciadas no tornar-se mãe. Pesquisas e Práticas Psicossociais, v .12 n. 3, 2017
Modalidade: Pôster
110
PREVENÇÃO DAS HEPATITES VIRAIS: UMA ABORDAGEM EDUCATIVA
DOS GRADUANDOS DE MEDICINA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Á SAÚDE
Relator: Patrícia Pereira Gomes ¹
Vitórya Sezisnande Rodrigues²
Gabriela Fernanda R. de Souza³
Michelly de lima Silva Andrade³
Lilyan de Lima de Medeiros4
1° Universidade Federal de Santa Catarina, 2° Universidade Uninassau Vilhena, 3° Universidade
Uninassau Vilhena, 4° Universidade Uninassau Vilhena
111
REFERÊNCIAS
112
SINTOMAS DA PELAGRA E SUA RELAÇÃO COM O ALCOOLISMO: UMA
REVISÃO DE LITERATURA
1
Emilly Nayali Sousa Silva
2
Nayara Ariane Silva
1
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Caruaru, Pernambuco, Brasil; 2Centro Universitário
Unifavip Wyden. Caruaru, Pernambuco, Brasil.
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A vitamina B3 (niacina), pode ser adquirida através da dieta ou produzida no fígado a
partir da conversão do aminoácido triptofano. Assim, caracterizada como deficiência de niacina, a pelagra
pode ocorrer por ingestão inadequada ou deficiência dos precursores, sendo o alcoolismo crônico um fator
de risco para a patologia. A pelagra apresenta repercussões sistêmicas e sem tratamento em tempo oportuno,
pode ocasionar óbito, evidenciando a importância desse estudo em identificar os sintomas apresentados e
qual a relação com o alcoolismo, a fim de cooperar com o manejo adequado da patologia. OBJETIVO:
Definir a apresentação clínica da pelagra e a associação com o álcool. METODOLOGIA: Revisão
integrativa da literatura, realizada em maio de 2023, a partir do questionamento: ``Qual a relação existente
entre o consumo de álcool e a patologia pelagra, bem como os sintomas que podemos encontrar?´´,
fundamentado na estratégia PVO. Foi utilizada a chave de busca: ``(Pellagra) AND (Alcoholism)´´ na base
de dados MEDLINE, via Biblioteca Virtual de Saúde, resultando em 144 artigos. Adotou-se como critério
de inclusão: trabalhos publicados entre 2013 e 2022, reduzindo a amostra para 28 artigos. Após análise,
excluiu-se trabalhos duplicados e não disponíveis gratuitamente, de modo que 11 artigos compuseram a
revisão. RESULTADOS: Geralmente, a pelagra pode ser caracterizada por uma tríade sintomática composta
por: alterações dermatológicas, neurocognitivas, especialmente demência, e diarréia. A dermatite presente
na pelagra, que é um eritema simétrico e hiperpigmentado, costuma ocorrer em locais com maior exposição
à radiação solar, principalmente face, pescoço e no dorso dos membros superiores e inferiores. Acerca do
trato gastrointestinal, além de diarreia, podem ocorrer náuseas e vômitos e como manifestações
neurológicas, a demência é a mais comum, mas também inclui ansiedade, insônia, delírio, convulsões e
paraparesia. Existem diversas causas para o desenvolvimento da pelagra, podendo ser classificadas em
primárias, que diz respeito à deficiência dietética de vitamina B3 e triptofano, e secundárias, quando há
ingestão de quantidades adequadas dos nutrientes através da alimentação, mas há fatores que interferem na
absorção, como o alcoolismo crônico. Nesse sentido, a relação da pelagra com o álcool se dá porque o
consumo excessivo dessa droga interfere na nutrição do paciente, o que diminui a disponibilidade da
vitamina B3 e do triptofano, afeta a reação de conversão do triptofano em niacina e ocasiona distúrbios
gastrointestinais, prejudicando a absorção dos nutrientes. No entanto, na pelagra associada ao álcool,
sintomas dermatológicos e diarreia podem ser ausentes, o que dificulta o diagnóstico. Quando há tratamento
precoce e adequado com reposição de niacina, a pelagra apresenta bom prognóstico, mas pode ocasionar
óbito quando não ocorre. CONCLUSÃO: O alcoolismo crônico está associado à pelagra por ocasionar
efeitos tóxicos e prejuízos à absorção e metabolismo da niacina e seus precursores, gerando deficiência
desses nutrientes. Nesse viés, as principais manifestações clínicas da pelagra são: dermatite, diarreia e
demência, embora possa haver outras manifestações no trato gastrointestinal e no sistema nervoso. A
dermatite tem maior proeminência em regiões corporais com exposição solar, podendo estar ausente, assim
como os sintomas gastrointestinais, na pelagra associada ao álcool.
113
Palavras-chave: Niacina, Triptofano, Dermatite, Diarréia, Demência.
REFERÊNCIAS:
ABDULLA, A. B. Pellagra and alcoholism: a biochemical perspective. Alcohol Alcohol. Oxford, v. 49, n.
3, p. 238-250, 2014.
BARRAH, S., JEBALI, H., KHEDER, R. et al. Pellagra disease in a hemodialysis patient. Saudi j.
kidney dis. transpl. Saudi Arabia, v. 31, n. 4, p. 874-876, 2020.
MILLS, K., AKINTAYO, O., EGBOSIUBA, L. et al. Chronic diarrhea in a drinker: a breakthrough case
of pellagra in the US South. J. investig. med; high impact. case rep. North Am, v. 8, 2020.
ZHANG, Q., MAN, X., WANG, W. et al. A case of alcoholic pellagra presenting with dementia and
polyneuropathy. Neurol. sci. Italy, v. 43, p. 739-741, 2022.
114
RESTAURAÇÃO EM DENTE COM HIPOMINERALIZAÇÃO MOLAR
DECÍDUO UTILIZANDO BANDA ORTODÔNTICA: RELATO DE CASO
115
TRANSTORNOS PSÍQUICOS EM HIV: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Modalidade: Pôster
116
sociodemográficos, ambientais, estruturais, biologia individual e estigmas sociais para o desenvolvimento
dessas doenças e comprometimento do quadro geral do paciente. Ademais, o principal desfecho para esses
pacientes portadores de HIV é a interferência ao seguimento do tratamento, do status de HIV, bem como
vincular-se com a rede de cuidados de saúde e permanecer desde o início da Terapia Antirretroviral (TARV)
até alcançar a supressão viral. Foi observado que pacientes com sintomas depressivos, em relação àqueles
sem sintomatologia possuem menores taxas de uso regular da TARV e consequentemente controle
virológico ineficiente (42%) CONCLUSÃO: Observou-se que a população que convive com o HIV possui
alta prevalência de transtornos psiquiátricos devido aos aspectos sociais, do indivíduo e da toxicidade viral.
Sendo assim, os estudos evidenciaram o alto índice de indivíduos com Transtorno por uso de substâncias e
o Transtorno Depressivo Maior quando comparados à população geral. Com isso, nota-se a necessidade de
medidas na saúde pública com um atendimento mais humanizado e multidisciplinar com os pacientes
portadores de HIV.
REFERÊNCIAS:
Deike LG, Barreiro P, Reneses B. The new profile of psychiatric disorders in patients with HIV infection.
AIDS Reviews. 2023 Jan 24
Remien RH, Stirratt MJ, Nguyen N, Robbins RN, Pala AN, Mellins CA. Mental health and HIV/AIDS: the
need for an integrated response. AIDS. 2019 Jul 15
NOGUEIRA, L. F. R. et al. Transtornos Mentais Comuns estão associados a maior carga viral em Pessoas
Vivendo com HIV. Saúde em Debate, v. 43, p. 464–476, 5 ago. 2019.
117
APRESENTAÇÃO DAS PROPRIEDADES QUÍMICAS E
FARMACOLÓGICAS DA COCAÍNA
118
Palavras-chave: Cocaína; Farmacologia; Fenômenos Químicos
REFERÊNCIAS:
BORGES M. T., G.; et al. Perfil químico da cocaína apreendida na região do Vale do Paraíba e seus efeitos
na saúde. Revista Brasileira de Biomedicina, [S. l.], v. 2, n. 2, 2022. Disponível em:
[Link] Acesso em: 3 maio. 2023.
BRUNTON, L.L.; GOODMAN & GILMAN: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 12ª ed. Rio de
Janeiro: McGraw-Hill, 2012.
FERREIRA, P. E. M.; MARTINI, R. K.. Cocaína: lendas, história e abuso. Brazilian Journal of
Psychiatry, v. 23, n. 2, p. 96–99, jun. 2001.
119
MAMOPLASTIA REDUTORA ATRAVÉS DA TÉCNICA DE PEDÍCULO
INFERIOR: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A técnica da mamoplastia redutora através do pedículo inferior se mostrou uma importante
alternativa para mamas com hipertrofia mamária severa e distâncias significativas entre o complexo aréolo-papilar
(CAP) e o ponto A. Muito utilizada na América do Norte, tem como grande vantagem a utilização em grandes
ptoses mamárias, à medida que mantém a vascularização da aréola e elimina o excesso de volume mamário.
OBJETIVOS: Revisar a técnica da mamoplastia redutora por meio do pedículo inferior mensurando sua
aplicabilidade em casos reais ao longo do tempo. METODOLOGIA: Este estudo consiste em uma revisão
integrativa de literatura respaldada em artigos sobre a mamoplastia redutora com a técnica do pedículo inferior
publicados através da base de dados Pubmed, Scielo e Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP), por meio
dos descritores mamoplastia redutora, cirurgia plástica, técnicas, e irrigação entre os anos 2001 - 2021, de língua
portuguesa e/ou inglesa. Dos artigos encontrados, apenas 4 foram selecionados com base nos critérios
estabelecidos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A técnica de mamoplastia redutora que utiliza um pedículo inferior,
incluindo o CAP, demonstra uma ampla aplicabilidade em cirurgias tanto estéticas quanto reconstrutoras, seja para
reconstruções imediatas ou para a obtenção de simetria. Sua principal vantagem reside na sua capacidade de
abordar casos de ptose mamária severa, preservando a vascularização do CAP e o potencial de amamentação1 3. No
que diz respeito à técnica cirúrgica, ela foi inicialmente descrita por diversos autores a partir da metade da década
de 1970. O procedimento é iniciado com a marcação cutânea para determinar a pele e o tecido celular subcutâneo
que será removido, tendo em vista a necessidade de se alcançar uma simetria mamária crítica e baseada em critérios
geométricos. Essa marcação é realizada rotineiramente com a paciente sentada, desenhando linhas de orientação
que se estendem da fúrcula esternal ao apêndice xifóide e da linha medioclavicular até o ponto médio do sulco
submamário, passando pela aréola. A cirurgia tem início com o paciente em posição de decúbito dorsal e sob
anestesia. Procede-se à desepitelização do pedículo inferior por meio da manobra de Schwartzman, após a remoção
dos excessos de tecido glandular mamário nas regiões lateral e medial, o pedículo é fixado à fáscia do músculo
120
peitoral maior utilizando fio inabsorvível, a fim de evitar sua lateralização. Em seguida, são realizadas suturas para
unir os retalhos dermoglandulares, e uma marcação é feita no novo local do complexo aréolo-papilar (CAP),
garantindo sua transposição de forma natural e sem tensão2. No que diz respeito à sensibilidade do CAP, nenhum
relato mencionou perda total da sensibilidade 1. CONCLUSÃO: Baseado nisso, é evidente que a técnica de
mamoplastia redutora com pedículo inferior areolado é um excelente método em cirurgias estéticas e/ou
reconstrutoras, sendo este um procedimento seguro1 3. Dessa forma, os pacientes submetidos à mesma possuem
vantagens como uma ótima abordagem em casos de ptose mamária severa, a qual preserva a sensibilidade do CAP
e o potencial de amamentação1 2 3.
REFERÊNCIAS:
1
SOUZA, M. et al. Técnica de pedículo inferior areolado com cicatriz nos sulcos peitoral e periareolar no
tratamento da ginecomastia com grande excesso de pele. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, v. 28, n. 3,
p. 74–74, 1 jan. 2001.
2
ELSON et al. Breast reduction with the lower pedicle technique: an observational study. v. 29, n. 4, 1 jan.
2014.
3
FILHO, J. et al. Aplicação estética e reconstrutora da mamoplastia com pedículo areolado. Revista
Brasileira de Cirurgia Plástica, v. 28, n. 3, p. 39–39, 1 jan. 2001.
4
OLIVEIRA, L. et al. Retrospective analysis of a personal casuistry in reduction mammoplasty using the
inferior pedicle technique for various indications. v. , n. , p. 6 jun. 2014.
121
EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO AUTOCUIDADO DE PACIENTES COM
DIABETES
1
Manoel Lourenço da Silva
2
Rafaella Fernanda Roesler
3
Andréa Márcia Soares da Silva
4
Igor Marcelo Ramos de Oliveira
5
Adeilson Pereira da Silva
6
Lizandra Ellem Silva de Souza
2
Universidad Privada del Este, Filial Ciudad del Este. Paraguay, Alto Parana - Ciudad del Este; 3-4
Estácio de Teresina, Teresina, Piauí, Brasil. 5 Universidade Estadual da Paraíba, Paraíba, Brasil. 6 Centro
universitário de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil.
INTRODUÇÃO: Diagnosticar uma doença crônica causa uma diferença significativa na vida de um
paciente. Esses passam a ter necessidades e cuidados que envolve aspectos sociais, econômicos e
psicológicos que colocam essas pessoas na posição de não saber como seguir com as condutas que devem
ser realizadas para seu autocuidado. A falta de conhecimento torna ainda mais difícil a adaptação ao novo
diagnóstico. O diabete mellitus está entre as doenças crônicas mais frequentes, que merecem intervenções
importantes para o não avanço da doença como também para a melhora na qualidade de vida. OBJETIVO:
O objetivo desse estudo é descrever como a educação em saúde contribui para o autocuidado de pacientes
diagnosticados com diabete mellitus. METODOLOGIA: É uma revisão sistemática da literatura realizada
nos meses de março a abril de 2023 e desenvolvido a partir de uma busca nas bases de dados Scientific
Electronic Library Online (SCIELO) e Google acadêmico com uso dos descritores da saúde “Diabetes AND
educação em saúde”. Os critérios de inclusão foram estudos publicados nos últimos 5 anos com abordagem
de total interesse para o presente estudo e excluídos aqueles com acesso pago, duplicados, fora do período
estabelecido e teses e trabalhos de conclusão de curso. RESULTADOS: A busca resultou em 210 trabalhos.
Restaram 102 após os critérios de elegibilidade, sendo 52 a base de dados SCIELO e 50 do Google
acadêmico. Esses foram analisados através da leitura do título e resumo, utilizando-se 10 para essa revisão.
É importante destacar que existem fatores que interferem no autocuidado de pessoas com diabete e que
podem dificultar na adesão do paciente as intervenções necessárias. Baixa escolaridade, falta de
conhecimento, desinteresse e até mesmo o medo, estão entre eles. A educação em saúde é um importante
incentivador do autocuidado e contribui para que o paciente tenha conhecimento sobre a doença, sobre os
riscos e principalmente dos cuidados necessários para melhoria de sua saúde e qualidade de vida. Esta pode
ser realizada pelos profissionais de saúde nas consultas e mediante campanhas e projetos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Acredita-se que a educação em saúde pode contribuir para o autocuidado
através da passagem de informações de profissionais de saúde para os pacientes com diagnóstico de diabete.
Esse conhecimento ajuda essas pessoas a entender como devem prosseguir nas intervenções e nos cuidados
que devem ter consigo para se evitar complicações decorrentes da doença.
REFERÊNCIAS:
122
LIMA, G. C. B. B et al. Educação em saúde e dispositivos metodológicos aplicados na assistência ao
Diabetes Mellitus. Saúde em Debate, v. 43, p. 150-158, 2019.
MAGRI, S. et al. Programa de educação em saúde melhora indicadores de autocuidado em diabetes e
hipertensão. RECIIS - Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, v. 14,
n. 2, pág. 386-400.
MARCHETTI, Júlia Rossetto; DA SILVA, Mayara. Educação em saúde na atenção primária: Diabetes
Mellitus. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Xanxerê, v. 5, p. e24183-e24183, 2020.
123
FATORES ASSOCIADOS AO DIAGNÓSTICO DE ASMA: UM ESTUDO
TRANSVERSAL COM UMA AMOSTRA REPRESENTATIVA DO BRASIL
1
Andressa Carine Kretschmer
2
Francielle Bendlin Antunes
3
Érica Cristina da Silva Cabral
4
Nathan Tenório Bezerra
5
Géssica de Oliveira Rodrigues
1) Nutricionista, doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Londrina – UEL; 2) Enfermeira
pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel; 3) Estudante de Enfermagem na Faculdade Cosmopolita; 4)
Estudante de Enfermagem pela Faculdade Integrada Cete – FIC; 5) Nutricionista pela Universidade Federal
de Santa Maria – UFSM, Mestre em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná – UFPR.
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: kretschmerandressa@[Link]
INTRODUÇÃO: A asma é uma condição crônica que afeta as vias respiratórias, causando inflamação e
estreitamento dos brônquios. Isso pode levar a sintomas como tosse, falta de ar, chiado no peito e aperto no
peito. OBJETIVOS: Identificar as prevalências e os fatores associados ao diagnóstico de asma em uma
amostra de indivíduos com 15 anos ou mais do Brasil. METODOLOGIA: Tratou-se de um estudo
transversal, oriundo de um banco de dados maior, o banco de dados da Pesquisa Nacional de Saúde – PNS
do ano de 2019, a variável dependente foi o diagnóstico de asma (sim, não), já as variáveis independentes
tratou-se de variáveis sociodemográficas, comportamentais e relacionadas ao diagnóstico de asma. A
análise de dados se deu de forma descritiva das prevalências encontradas. A PNS foi aprovada pela
Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em 2019.
RESULTADOS: Dos 293731 amostrados 1,5% (4467) possuía o diagnóstico de asma. Destes 37,5% (1676)
eram homens e 62,5% (2791) eram mulheres, 39,2% possuíam até ensino fundamental, 35,6% até ensino
médio, 25,2% superior ou mais elevado. Em relação a idade 44,9% tinha até 39 anos de idade, 33,1% de
40 a 59 anos de idade, 22% 60 anos ou mais. Dos diagnosticados com asma nos últimos 12 meses, 86,7%
algum médico já receitou algum medicamento para controlar os efeitos desta. Destes 64,2% relataram que
a asma não limita suas atividades diárias, 19,5% um pouco, 9,4% moderadamente e 6,9 de maneira intensa
ou muito intensa. Em relação a comportamentos, 11,1% fumam diariamente, 1,6% fumam, porém não
diariamente, 87,2% não fumam na atualidade. Ao ser questionados se no passado realizavam o consumo de
tabaco 30,2% responderam que fumavam diariamente, 4% sim, mas não diariamente, e 65,8 nunca
fumaram. CONCLUSÃO: Os achados da pesquisa revelam prevalências maiores no diagnóstico de asma
em indivíduos com menos anos de idade, e com histórico de consumo de tabaco, comportamento este da
qual pode despertar ou mesmo acirrar a asma. Chama a atenção nos resultados da pesquisa o acesso a
medicação relativa à asma, dado que quase de 2/3 obtém acesso fora da rede pública.
124
REFERÊNCIAS:
CAMPOS, H.S. Asma: suas origens, seus mecanismos inflamatórios e o papel do corticosteróide Asthma:
its origins, inflammatory mechanisms and the role of the corticosteroid. Rev. Bras. Pneumol. Sanit,
v.15, n.1, p.47-60, 2007.
PEREIRA, E.D.B; CAVALCANTE, A.G.M; PEREIRA, E.N.S; LUCAS, P; HOLANDA, M.A. Controle da
asma e qualidade de vida em pacientes com asma moderada ou grave. J bras pneumol, v.37, n.6, p.705-
11, 2011.
125
MANEJO TERAPÊUTICO IMEDIATO DIANTE DE AVULSÕES NA
DENTIÇÃO PERMANENTE
1,2Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.
TRIGUEIRO, Mariana et al. Avulsão dentária: efeito da informação na mudança de comportamento dos
professores do ensino fundamental. Revista Odontológica do Brasil Central, v. 24, n. 69, 2015.
126
DE AQUINO, José Milton et al. Diagnóstico e tratamento na avulsão dentária: uma revisão de literatura.
Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 40, p. e2657-e2657, 2020.
DE ALMEIDA, Caroline Barbosa; MORAES, Maria Luiza Coelho; CORRÊA, Marcelo Bressan.
REIMPLANTE OU IMPLANTE IMEDIATO: DOIS POSSÍVEIS TRATAMENTOS PARA AVULSÃO
DENTÁRIA DE DENTES PERMANENTES: REVISÃO DE LITERATURA. Facit Business and
Technology Journal, v. 1, n. 27, 2021.
PEDROSA, Luciana de Oliveira Souza; DA SILVA SOBRINHO, Adriano Referino; DE OLIVEIRA
CARTAXO, Renata. Protocolos e condutas para diferentes situações clínicas de avulsão de dentes
permanentes. ARCHIVES OF HEALTH INVESTIGATION, v. 10, n. 6, p. 1015-1021, 2021.
DA SILVA, Lara Souza Bernardes et al. AVULSÃO DE DENTES PERMANENTES JOVENS:
PROTOCOLOS E CONDULTAS EMERGENCIAIS: AVULSION OF YOUNG PERMANENT TEETH:
PROTOCOLS AND EMERGENCIAL CONDUCTS. Ciência Atual–Revista Científica Multidisciplinar
do Centro Universitário São José, v. 18, n. 1, 2022.
127
FERRAMENTAS GOOGLE COMO INSTRUMENTOS DE REORGANIZAÇÃO
DE UMA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Resumo
As ferramentas digitais atualmente são essenciais para promover análise de indicadores bem como
reordenar as tarefas executadas nos mais diversos espaços de Vigilância em Saúde. Uma gama de elementos
digitais podem ser utilizadas mediante necessidade dos que produzem dados e informações em saúde e, um
conjunto dessas ferramentas, é disponibilizado gratuitamente pela empresa de tecnologia multinacional
americana com foco em publicidade on-line, tecnologia de mecanismo de pesquisa, computação em nuvem,
software de computador, computação quântica, comércio eletrônico, inteligência artificial e eletrônicos de
consumo, Google. Este estudo trata-se de um relato de experiência no uso de ferramentas disponibilizadas
gratuitamente pela Google no ordenamento de um serviço de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (VEH).
Foram criados formulários, site, textos, planilhas e apresentações para serem utilizadas no serviço. A
implantação gerou saldo positivo junto aos trabalhadores e colaboradores da VEH como facilitador na
rotina, na análise de dados bem como na produção de informação mediante uso da tecnologia.
Palavras-chave: Inclusão digital; Estratégias de eSaúde; Vigilância Epidemiológica.
Modalidade: pôster.
1 INTRODUÇÃO
128
pacientes internados e em atendimento ambulatorial, e tem como recursos humanos três médicos, seis
enfermeiros, quatro técnicos em enfermagem, uma digitadora e um estagiário de nível médio, três
estagiários de enfermagem nível superior, eventualmente recebe Residentes de Enfermagem e da
Residência Multiprofissional, funciona de segunda a sexta-feira de 7 às 17 horas, e excepcionalmente aos
fins de semana quando exige a necessidade de monitoramento de determinado agravo ou surto
epidemiológico, para tanto, o uso da tecnologia é fundamental.
2 METODOLOGIA
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Em momento de reflexão anual realizada pela equipe, no fim do ano de 2021, sobre as atividades
desenvolvidas no setor observou-se a necessidade de buscar e implementar estratégias digitais para facilitar
o acesso a informação interna, mecanismos para mensurar o registro e compilação dos dados obtidos na
rotina da unidade e promover a celeridade na produção de gráficos e dados para o boletim epidemiológico
trimestral da VEH/HOF visto que a quantidade de computadores para uso é insuficiente, além de restringir
o acesso a determinado documento ou planilha quando o mesmo só poderia ser atualizado em apenas um
dos quatro dispositivos Desktop disponíveis. Nesta reflexão foi sugerida pela equipe a utilização de
formulários e planilhas online para o armazenamento de dados, uma vez que poucos meses antes algumas
informações foram perdidas por estarem armazenadas em rede própria do hospital, em uma ação
tecnológica externa a unidade os dados foram acessados e apagados, o resgate desses dados foi dificultoso
para a Equipe de Tecnologia da Informação do Hospital especialmente porque envolvida dados de uso
inclusive das demandas solicitadas em nível central da Secretaria Estadual de Saúde. No mês de janeiro de
2022 foi elaborado um esboço utilizando as ferramentas Google, foram utilizados 7 (sete) ferramentas
digitais gratuitas do Google: Google Forms, Google Site, Planilhas Google, Documentos Google,
Apresentação Google, Google Drive e Gmail. Previamente realizou-se um levantamento da rotina da VEH,
uso de documentos impressos e necessidade de acesso a dados diversos, nessa ocasião o Protocolo
Operacional Padrão foi revisado. No primeiro momento foi criado no Google Drive da VEH/HOF três
pastas: uma para os formulários criados nas Planilhas Google, uma pasta para as fichas de notificação e
uma outra pasta para as fichas de investigação de agravos e de óbitos, posteriormente foi gerado um link e
esse link foi disponibilizado no site. Na pasta destinada aos formulários Google foram criados formulários
para substituir as Planilhas de Excel anteriormente utilizadas, da mesma forma foi gerado um link e esse
link foi disponibilizado no site que foi programado para ser usado apenas nas dependências da VEH/HOF.
Os Formulários Google criados foram os seguintes: Planilha óbitos – registro de óbitos de pacientes
internados e os que estiveram na unidade hospitalar menos que 24h; Planilha tuberculose – registro de
pacientes notificados para Tuberculose; Planilha agravos – pacientes notificados para os demais agravos
compulsórios, excluídos a Tuberculose; Planilha de óbito de mulher em idade fértil e óbito materno –
registro de óbitos das mulheres em idade fértil (9 anos a 49 anos 11 meses e 29 dias) e óbito materno(período
gestacional e até 11 meses e 29 dias após gestação); Planilha de óbito infantil – registro de óbito infantil (0
a 11meses 29 dias); Planilha de teste rápido Covid – registro de teste rápido realizados na unidade; Planilha
de exame PCR para Influenza e Covid – registro de exame PCR realizado fora da unidade;
Acompanhamento Hanseníase – pacientes notificados a nível ambulatorial com Hanseníase;
Acompanhamento do Serviço de Atenção Especializado (SAE) - pacientes notificados a nível ambulatorial
para HIV/AIDS e Sífilis; Investigação de óbito – registro de óbitos gerais investigados; e Investigação de
óbito Covid – registro de óbitos decorrentes da Covid ou Influenza investigados. As análises dos dados são
realizadas utilizando as Planilhas Google geradas pelo próprio formulário Google, uma vez que os gráficos
são gerados automaticamente, as rotinas e orientações foram organizadas utilizando o Documento Google,
e as apresentações das capacitações internas e externas sobre e para a VEH/HOF são realizadas utilizando
Apresentação Google. Os sites externos de uso diário também ganharam um espaço no site, no rodapé
foram disponibilizados 11 sites no formato de caixa de texto (SINATT – Sistema de Informação sobre
Acidentes de Transporte Terrestre; SINAN NET – Sistema de Informação de Agravos de Notificação; E-
SUS notifica; CIEVS PE - Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco;
GAL- Gerenciador de Ambiente Laboratorial; TESTA PE – Informação do resultado de Teste Rápido a
129
Nível Estadual; Ministério da Saúde; Secretaria de Saúde de Pernambuco; IL-TB - Sistema de Informação
para notificação das pessoas em tratamento de ILTB; CID-10 – Lista de Tabulação para Morbidade; NTEP
– ainda em implantação) e as pastas com as fichas de investigação de agravos e óbitos e as fichas notificação
de agravos. As imagens dispostas no site foram escolhidas por conveniência, bem como o padrão visual na
cor verde.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso de dados digitais para armazenamento, consulta, e consolidação das informações que foram
postas nas nuvens (uma tecnologia que permite usuários e empresas armazenar, manter e acessar dados em
servidores de alta disponibilidade via internet) facilitou a logística interna bem como otimização de tempo
e espaço, redução no consumo de insumos, facilitação no uso de dados secundários, celeridade na busca da
informação, aumento na satisfação dos trabalhadores já que a espera pelo uso de computadores diminuiu
consideravelmente.
REFERÊNCIAS
QUEIRÓS, J.M. Ferramenta Digital para a Coleta de Informações e Apoio para o Diagnóstico da
Cultura de Segurança do Paciente. Pouso Alegre: UNIVÁS, 2018. 103p.
PINTO, L.F. et al. O uso de blogs como ferramenta de apoio à gestão em saúde no nível local. Ciência &
Saúde Coletiva, 23(10):3287-3296, 2018.
BONIFÁCIO, S. R.; LOPES, E.L. mapeamento de agravos de saúde: uma aplicação da técnica de
georreferenciamento com o uso do software google Earth. International Journal of Health Management,
n. 2, 2019.
130
ABORDAGEM TERAPÊUTICA VOLTADA À CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
EM IDOSOS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
2
Andreia Cristina Campigotto
1
Discente do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Caruaru,
Pernambuco, Brasil.
2
Docente do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Caruaru,
Pernambuco, Brasil.
Eixo temático: Medicina
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: [Link]@[Link]
INTRODUÇÃO: A constipação intestinal (CI) é um sintoma ou uma doença que pode perturbar de diversas
formas as funções colônicas e anorretais, interferindo na qualidade de vida dos indivíduos. Ainda que a CI
seja considerada um problema de diminuição da frequência das evacuações, a sintomatologia é complicada
e subjetiva, podendo incluir redução dos movimentos intestinais, desconforto, dificuldade para evacuar,
necessidade de aumento no esforço para evacuar, movimentos intestinais dolorosos, mal-estar, fezes
endurecidas, distensão abdominal e esvaziamento intestinal incompleto. As causas de CI são multifatoriais,
abrangendo fatores orgânicos, fisiológicos, psicológicos, emocionais, físicos e ambientais. Em se tratando
de fatores de risco, é observado na literatura que a idade avançada, sexo feminino, baixo nível
socioeconômico e uso de medicamentos impactam no desenvolvimento da CI. Além disso, a baixa ingestão
hídrica, dieta com baixo consumo de fibras, tabagismo e sedentarismo também estão associados a esse
quadro. Diante disso, durante o envelhecimento, a capacidade gastrintestinal sofre alterações, bem como é
comum inatividade física prolongada e polifarmácia, o que faz com que a CI tenha alta prevalência com o
aumento da idade, impactando negativamente no bem-estar dos idosos. Dado que a cronicidade da CI pode
originar outras condições, como doença diverticular do cólon, hemorróidas, fissuras anais e fecalomas,
além de que pode ser um sintoma inicial de doenças graves, a exemplo do câncer colorretal, urge a
necessidade de o paciente receber as devidas orientações para o tratamento dessa condição. OBJETIVO:
Compreender o tratamento farmacológico da constipação intestinal em idosos. METODOLOGIA: Este
trabalho trata-se de uma revisão integrativa realizada no mês de maio de 2023, tendo como pergunta
norteadora: “Quais as modalidades farmacológicas disponíveis para o tratamento da constipação intestinal
em idosos?”. Para isso, foram utilizadas como bases de dados o PubMed e a Lilacs. A busca inicial foi feita
com o uso dos descritores: "Constipation”; “Elderly" e "Drug Therapy", intercalados pelo operador
booleano AND, resultando em 390 trabalhos no PubMed e nenhum no Lilacs, os quais passaram pelo crivo
dos critérios seletivos. Destarte, foram adotados como critérios de inclusão: artigos disponíveis na íntegra
e gratuitamente, trabalhos publicados no período de 2018 a 2022, escritos em português ou inglês, relatos
de caso, metanálises, estudos clínicos randomizados e controlados, revisões sistemáticas e revisões de
literatura, assim como os que englobam a pergunta norteadora e que foram realizados em humanos com
idade de 65 anos ou mais. Os critérios de exclusão foram: livros e documentos, artigos que não
contemplavam diretamente a pergunta norteadora e que não cumpriam com os demais critérios de inclusão.
Após a aplicação dos critérios seletivos, bem como a leitura de títulos e resumos dos trabalhos restantes,
restaram 3 artigos na base PubMed, os quais foram utilizados para composição deste trabalho.
RESULTADOS: Há uma ampla gama de métodos farmacológicos e não farmacológicos disponíveis para
o tratamento da constipação intestinal. Assim, o manejo inicial consiste em uma abordagem baseada em
mudanças de estilo de vida, aumento da ingesta líquida, além da suspensão ou redução de medicamentos
que possam causar constipação. Dessa forma, o primeiro passo do tratamento medicamentoso é
determinado pela adição de laxantes osmóticos (polietileno glicol ou lactulose), os quais tratam a
131
constipação ao aumentar a secreção de fluido no lúmen intestinal por meio da ação direta nas células
epiteliais. Além disso, utilizam-se laxantes estimulantes da atividade colorretal, enemas e drogas
procinéticas. Ademais, pode-se recomendar biofeedback e cirurgia. Esta recomendada apenas em casos
refratários que não respondem à terapia medicamentosa e ao biofeedback. Os métodos farmacêuticos, no
entanto, são bastante onerosos aos pacientes e os expõem a maior risco de efeitos adversos. Nesse sentido,
vêm ganhando destaque medidas não-farmacológicas e saberes da medicina tradicional e complementar
para o tratamento da constipação. Assim, um estudo apontou a eficácia do consumo oral de óleo de amêndoa
doce como terapia para constipação, dada a sua capacidade de estimular nervos intestinais que atuam na
promoção dos movimentos intestinais por seus efeitos colinérgicos. Este óleo vegetal também foi apontado
como um probiótico capaz de aumentar a microbiota intestinal, sobretudo, as bactérias intestinais.
Outrossim, a massagem abdominal também mostrou-se bastante eficaz no tratamento dessa condição em
idosos. E, um outro estudo demonstrou que a suplementação com probióticos de múltiplas cepas
selecionadas é potencialmente benéfica como um instrumento terapêutico adjuvante no tratamento de
constipação na população senil, por ter impacto positivo na motilidade e secreção intestinais. Sendo, no
entanto, necessária uma ingestão prolongada desses probióticos para se alcançar eficácia na terapêutica da
obstipação. Ainda, é válido ressaltar que o uso concomitante desses microrganismos com drogas laxantes
pode reduzir seus efeitos. CONCLUSÃO: Portanto, percebe-se que a constipação intestinal é uma
condição de alta prevalência, de caráter multifatorial e que acomete, principalmente, os idosos, impactando
negativamente no bem-estar dessa população. Assim, são vistos na literatura atual os benefícios e os
malefícios dos tratamentos farmacológicos e não farmacológicos no manejo da CI e, por isso, cabe ao
profissional de saúde, em conjunto ao paciente, decidir a melhor forma de tratamento para cada caso, a fim
de promover a saúde intestinal dos idosos e garantir uma melhor qualidade de vida. Outro ponto passível
de destaque é a necessidade de aprofundamento dos estudos acerca dos métodos não farmacológicos para
tratamento dessa condição.
Palavras-chave: Constipação, Idoso, Tratamento.
REFERÊNCIAS:
ANTUNES, Mateus Dias et al. Constipação intestinal em idosos e a relação com atividade física,
alimentação e cognição: uma revisão sistemática. Revista de Medicina, v. 98, n. 3, p. 202-207, 2019.
DA SILVA, Rita de Cássia Martins et al. Intestinal constipation in the elderly and its association with
physical, nutritional and cognitive factors. Aletheia, v. 51, n. 1 e 2, 2018.
FAGHIHI, Amir; ZOHALINEZHAD, Mohammad Ebrahim; KALYANI, Majid Najafi. Comparison of the
Effects of Abdominal Massage and Oral Administration of Sweet Almond Oil on Constipation and Quality
of Life among Elderly Individuals: a single-blind clinical trial. Biomed Research International, [S.L.], v.
2022, p. 1-9, 21 jun. 2022.
PASSOS, Maria do Carmo Friche et al. Diagnosis and management of chronic idiopathic constipation: A
narrative review from a Brazilian expert task force. Arquivos de Gastroenterologia, v. 59, p. 137-144,
2022.
ŠOLA, Katarina Fehir et al. The effect of multistrain probiotics on functional constipation in the elderly: A
randomized controlled trial. European Journal of Clinical Nutrition, v. 76, n. 12, p. 1675-1681, 2022.
132
133
LESÃO HEPÁTICA INDUZIDA PELO USO IRRACIONAL DE
MEDICAMENTOS
134
Palavras-chave:.
REFERÊNCIAS:
DE FARIAS, Manoel Thomáz et al. Aspectos moleculares e citotóxicos do paracetamol: uma revisão
narrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 8, p. e8511-e8511, 2021.
PEDROSO, Reginaldo dos Santos; ANDRADE, Géssica; PIRES, Regina Helena. Plantas medicinais: uma
abordagem sobre o uso seguro e racional. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 31, 2021.
135
A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO ANATÔMICO NA REALIZAÇÃO
DO PROCEDIMENTO DE DRENAGEM TORÁCICA
136
CONCLUSÃO: Após a análise bibliográfica torna-se evidente a importância da anatomia para a realização
do procedimento afim de evitar complicações. A revisão mostrou que o conhecimento da anatomia da região
traz redução significativa na média de tempo que o médico leva para que a técnica seja efetuada, além de
reduzir drasticamente o risco de lesão de órgão, nervos ou vasos, que trazem agravo para o paciente e
aumentam a morbimortalidade. Além disso, o conhecimento da anatomia e da técnica correta, diminui o
risco de falha na drenagem.
Palavras-chave: Anatomia, Drenagem, Conhecimento.
REFERÊNCIAS:
Referencias: Anatomia orientada para clínica: Keith L. Moore , Arthur F. Dalley. 5 °edição Rio de Janeiro
: Guanabara Koogan, 2007.
AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS. ATLS - Advanced Trauma Life Suport for Doctors. (ATLS),
10° Ed Chicago : Committee on Trauma, 2018, 9.
137
A BIOPROSPECÇÃO NA BUSCA POR NOVOS FÁRMACOS NO MEIO
MARINHO PARA O TRATAMENTO DE CÂNCER
138
consequência, necessita-se que os pesquisadores busquem por novas formas medicamentosas de tratamento
para que possam formular novas estratégias no combate dessa doença na população.
139
CUIDADOS DE ENFERMAGEM À GESTANTE E PUÉRPERA FRENTE AO
COVID-19
GOMES, Celma Barros de Araújo et al. Consulta de enfermagem no pré-natal: narrativas de gestantes e
enfermeiras. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 28, 2019.
MISQUITA, Mirelly Shatilla et al. Atendimento de gestantes na atenção primária à saúde pela enfermagem
durante a pandemia do SARS-COV-2. Nursing (São Paulo), v. 23, n. 269, p. 4723-4730, 2020.
140
MÜLLER, Erildo Vicente et al. COVID-19 Orientações para gestantes e puérperas [livro eletrônico].
Paraná: 2020.
OLIVEIRA, Sheyla Costa de et al. Telenfermagem na COVID-19 e saúde materna: WhatsApp® como
ferramenta de apoio. Acta Paulista de Enfermagem, v. 34, 2021.
SALVETTI, Mariana de Góes et al. Characteristics of pregnant women at risk and relationship with type of
delivery and complications. Rev. Bras. Enferm. 2021;74(4):e20200319.
141
A ENFERMAGEM E SEU PAPEL NA REABILITAÇÃO FÍSICA DE
PACIENTES VÍTIMAS DE ACIDENTES
INTRODUÇÃO: Pacientes vítimas de acidentes acabam tendo várias lesões que comprometem a sua saúde
física, com isso passa a ser preciso cuidados importantes para sua reabilitação, a equipe de enfermagem faz
parte desse processo com intervenções ligadas ao dia a dia dessas pessoas. OBJETIVO: Compreender o
papel das equipes de enfermagem no processo de reabilitação de pacientes vítimas de acidentes.
METODOLOGIA: Foi realizada por meio de uma revisão sistemática de literatura nos meses de abril a
maio de 2023. Os estudos foram encontrados nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe
em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF) com uso dos descritores da
saúde “assistência de enfermagem AND reabilitação de pacientes”. Os critérios de inclusão estabelecidos
foram estudos publicados no período de 2019 a 2023, no idioma português e disponível na íntegra de forma
gratuita. Foram excluídos aqueles com duplicidade nas bases de dados e revisões de literatura. A análise e
interpretação dos dados foi realizada por uma leitura minuciosa do título e objetivo dos estudos, sendo
utilizados 12. RESULTADOS: Os profissionais de enfermagem contribuem no cuidado e reabilitação física
de pacientes, como membro de uma equipe multiprofissional que trabalha em conjunto para melhoria do
estado de saúde dessas pessoas. Como o objetivo primordial da prestação de serviço nesses casos é a
recuperação dos danos causados pelo possível acidente, os enfermeiros devem agir garantindo a sua
independência como também os incentivar para o autocuidado. A esculta, aconselhamento e preservação
do tratamento são pontos importantes a serem realizados. As condutas mais citadas em estudos foram:
preservação da pele, inserção da pessoa na comunidade, busca pela interação da família e aceitação pessoal,
ou seja, todos as intervenções caminham para a aceitação e recuperação. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Conclui-se que o profissional enfermeiro acompanha pacientes em situação de reabilitação física e
proporciona o cuidado, acompanhando esses pacientes por todo o período de reabilitação, com intervenções
que garanta a melhoria da qualidade de vida dos mesmos.
REFERÊNCIAS:
DA COSTA, M. M. S et al. Evidências científicas acerca da assistência do enfermeiro ao idoso vítima de
142
queda. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 22, p. e578-e578, 2019.
143
POLIARTERITE NODOSA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Modalidade: Pôster
144
de 80% em 5 anos, enquanto aqueles pacientes que não adotaram o esquema terapêutico apresentam
sobrevida de 50% no primeiro e 13% no quinto ano, respectivamente.
COSTA, I. M. C.; NOGUEIRA, L. S. C. Poliarterite nodosa cutânea: relato de caso. Anais Brasileiros de
Dermatologia, v. 81, p. S313–S316, 1 out. 2006. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17 mai. 2023.
SILVA JUNIOR, O. F. et al. Poliarterite nodosa: revisão de literatura a propósito de um caso clínico. Jornal
Vascular Brasileiro, v. 9, p. 86–89, 2010. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 mai. 2023.
145
CRONOBIOLOGIA E EDUCAÇÃO E A INFLUÊNCIA DOS RITMOS
BIOLÓGICOS NA APRENDIZAGEM E NO DESENVOLVIMENTO
EDUCACIONAL
1
José Alcy de Pinho Martins
REFERÊNCIAS
146
CARSKADON, M. A., & DEMENT, W. C Normal human sleep: An overview. In Principles
and Practice of Sleep Medicine (5th ed., pp. 16–26). Elsevier Saunders.2011.
CURCIO, G., FERRARA, M., & DE GENNARO, L. Sleep loss, learning capacity and
academic performance. Sleep Medicine Reviews, 10(5), 323–337. 2006.
GARAULET, M., ORTEGA, F. B., et al. Short sleep duration is associated with increased
obesity markers in European adolescents: Effect of physical activity and dietary habits. The
Helena study. International Journal of Obesity, 35(10), 1308–1317. 2011.
147
MACONHA NA GESTAÇÃO E CONSEQUÊNCIA PARA O RECÉM NASCIDO:
REVISÃO INTEGRATIVA
1 Faculdade Unime de Lauro de Freitas, Bahia, Salvador, Brasil; 1 Faculdade Atenas de Sete Lagoas,
Sete Lagoas, Mina Gerais, Brasil; 2 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, (UESB), Jequié, Bahia
Brasil; 3 Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina, Pernambuco, Brasil; 4Enfermeira
especialista em Enfermagem em Saude da Familia, ( FAVENI), Aracaju, Sergipe, Brasil.
Introdução: A exposição pré-natal à cannabis está associada a um maior risco de de problemas infantis,
dentre eles a psicopatologia durante a segunda infância, podendo manifestar-se por meio de habilidades
cognitivas mais fracas e dificuldade em relacionamentos. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre
as consequências do uso da cannabis durante o período gestacional para o recém-nascido. Metodologia:
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura baseada em trabalhos completos disponibilizados pelas
bases de dados Pubmed, SciElo. Para compor a busca inicial, foram utilizados os Descritores em Ciências
da Saúde (DeCs):Recém nascido, Maconha,Gestação. Através do operador booleano AND. Critérios de
inclusão: estar na língua inglesa, portuguesa ou espanhola, textos disponíveis gratuitamente na íntegra entre
os últimos 5 anos. Critérios de exclusão: trabalhos idênticos na mesma ou diferentes bases de dados,
revisões de literatura e que não abordem a temática do trabalho. Após os critérios foram selecionados 6
para compor a revisão. Resultado e Discussão: A utilização global de cannabis cresceu nas últimas décadas
e, entre as mulheres gestantes, o uso pode chegar a 20 % entre 18 e 24 anos de idade. Além de tudo, outro
estudo mostrou que até 35 % dos indivíduos consumiram cannabis no período da gestação confirmada.
Diversos estudos clínicos relacionaram a exposição pré-natal à cannabis a anormalidades placentárias e
restrição do crescimento fetal. Entre as complicações que o feto pode manifesta em consequência de
exposição ao uso de drogas pela mãe durante a gestação, tem-se: prematuridade, redução da circunferência
da cabeça,deslocamento da placenta, levando, em alguns casos, ao aborto espontâneo. O uso de drogas
durante a gestação também ocasiona o aparecimento de vários malefícios à saúde dos recém-nascidos, entre
os quais: malformações congênitas, desconforto respiratório, infecção neonatal, baixo peso ao nascer,
icterícia, edema agudo de pulmão e sofrimento fetal. Independente do conhecimento dos riscos possíveis
para a saúde fetal, o uso de cannabis em mulheres gestantes está se tornando mais corriqueiro e a
148
necessidade de informações claras sobre os cuidados do uso durante a gestação é urgentemente
indispensável. Conclusão: Diante do exposto é possível observar os efeitos do uso da maconha para o
recém-nascido, bem como é de extrema relevância para a saúde pública. Com essa síntese é possível, na
prática clínica, orientar as mulheres que fazem uso da substância sobre as possíveis repercussões para o
recém-nascido e construir estratégias de redução de danos ou até a suspensão do uso.
149
PREDOMÍNIO DE HIPOVITAMINOSE D EM PACIENTES COM CÂNCER: UM FATOR DE
RISCO OCULTO?
1
Josânia da Silva Lima
1
Maria Fernanda Lima Pereira
1
Gabriel Bonato Corrêa
1
Aline Lima da Silva
1
Clara Maria Trevisani de Andrade
1
Géssica Campos Paiva
1
Danielle Cristina Zimmermann Franco
1 Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.
INTRODUÇÃO: Os níveis séricos de vitamina D (25-(OH)VD) abaixo do normal vêm sendo relacionados
à incidência de câncer sendo, dessa forma, evidenciado como fator de risco para o desenvolvimento dessa
doença. Ao se comparar os níveis séricos de vitamina D com incidência de câncer, já foi observado
incidência até 16% menor de neoplasia em pacientes com níveis normais de vitamina D. Além disso,
existem diferenças significativas na concentração média dessa vitamina de acordo com o tipo de neoplasia
desenvolvida. OBJETIVO: Determinar a prevalência de hipovitaminose D em uma amostra composta por
pacientes com diagnóstico de câncer e caracterizá-los quanto ao sexo, idade, localização do tumor e nível
de vitamina D. MÉTODO: Os dados foram coletados entre janeiro e agosto de 2019 através de prontuários
do Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói-RJ, compreendendo pacientes maiores de 18 anos, ambos
os sexos e sem diferenciação de raça, que realizaram dosagem de vitamina D e com diagnóstico de câncer.
Utilizou-se o valor de referência de 25-(OH)VD segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e
Metabologia. Além de estatística descritiva, realizou-se teste t, Anova e quiquadrado (p<0.005). Este estudo
foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Centro Universitário Presidente
Antônio Carlos, Barbacena –MG com parecer número 3.560.715, de acordo com os ditames éticos de
respeito ao sigilo e à autonomia do paciente. RESULTADOS: A concentração média geral de 25-(OH)VD
foi de 25,15±8,05ng/mL e idade média (IM) 59±10,89 anos. Foram identificados um total de 53 pacientes
com alterações do nível de vitamina D, sendo 38 classificados com deficiência (71,7%; média de 25-
(OH)VD=21,2 ng/ml ; IM=60±10,50 anos); e 15 pacientes com níveis satisfatórios (28,3%; média de 25-
(OH)VD=35 ng/ml; IM=55±11,26 anos). Ademais, a hipovitaminose predominou no sexo feminino
(67,92%; média de 25-(OH)VD=21,19 ng/ml; média da idade de 60,56±10,67 anos) e no câncer de mama
(71,7%;) em relação à localização da neoplasia. Se considerada a proposta de concentrações entre 30 e 60
ng/ml para pacientes com neoplasias, apenas 28,30% (n=15) da amostra apresentava-se em conformidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Preliminarmente observou-se que há predomínio da deficiência em pacientes
idosos (≥60 anos) e no sexo feminino, cuja neoplasia mais frequente é a de mama, enquanto no masculino,
prevaleceram, o de próstata e o de cólon. Tal fato associado ao câncer pode agravar o quadro ou até mesmo
dificultar a recuperação da doença, demonstrando a necessidade eminente de acompanhamento médico e
reposição, especialmente, nos pacientes mais velhos.
REFERÊNCIAS
1- MAEDA, S. S. et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)
para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 58, n. 5, 2014.
Disponível em: [Link] Acesso em: 20
dez. 2022.
150
2- CALMARZA, P. et al. Niveles de vitamina D en pacientes recién diagnosticados de câncer. Nutrición
Hospitalaria, v. 35, n. 4, p. 903-8, 2018.
3- CRUZ, K.A.O.; SILVA, M.L; SILVA, T.S. Impact of vitamin d in the prevention of pulmonary and
bronchical cancer. Journal of Nursing UFPE on Line, Recife, v. 12, n. 4, p. 880-8, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 08 jan. 2023.
4- ZHANG, L.; WANG, S.; CHE, X.; LI, X. Vitamin D and Lung Cancer Risk: A Comprehensive Review
and Meta- Analysis. Cellular Physiology and Biochemistry, v. 36, n. 1, p. 299-305, 2015.
151
MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS NO MANEJO DA DOR DURANTE O
TRABALHO DE PARTO: REVISÃO INTEGRATIVA
152
buscas, foram selecionados 07 trabalhos para compor a revisão. RESULTADOS: Evidenciou-se que vários
métodos podem ser empregadas para o manejo não farmacológico da dor durante o trabalho de parto, como
o uso da massagem, apresentando redução da dor, ansiedade, uso de analgesia, anestesia peridural e
espinhal; massagem perineal, reduzindo a frequência de episiotomia e as chances de alterações da
integridade perineal; banho quente, reduzindo a dor, ansiedade e a duração do trabalho de parto. Ademais,
observou-se que na utilização de técnicas de respiração, houve diminuição da dor, ansiedade e da duração
do parto; exercícios do assoalho pélvico, foram associados também a uma menor susceptibilidade de
incontinência urinária no pós-parto e aumento da força da musculatura do assoalho pélvico; essências
florais, reduzindo o estresse, medo e a tensão durante o parto. Dessa forma, todas as práticas abordadas
apresentaram um desfecho positivo em diferentes níveis na redução da dor sem a utilização de métodos
farmacológicos, contribuindo para uma melhor experiência das parturientes durante o trabalho de parto.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, observa-se que os métodos abordados contribuem para a redução
da dor durante o trabalho de parto sem a necessidade de uma intervenção farmacológica para atenuar esse
sintoma, dessa forma, favorecendo o bem-estar dessas gestantes durante o trabalho de parto.
BIANA, Camilla Benigno et [Link] não farmacológicas aplicadas na gravidez e parto: uma revisão
integrativa. Revista da Escola de Enfermagem da Usp, [S.L.], v. 55, p. 01-11, ago. 2021.
CAVALCANTI, Ana Carolina Varandas et al. Terapias complementares no trabalho de parto: ensaio
clínico randomizado. Revista Gaúcha de Enfermagem, [S.L.], v. 40, p. 01-09, maio. 2019.
MASCARENHAS, Victor Hugo Alves et al. Evidências científicas sobre métodos não farmacológicos
para alívio a dor do parto. Acta Paulista de Enfermagem, [S.L.], v. 32, n. 3, p. 350-357, jun. 2019.
153
AUMENTO DA PREVALÊNCIA DE DIABETES MELLITUS ASSOCIADO AO
USO DE ANTIDEPRESSIVOS.
Modalidade: Pôster
E-mail: samuelhis15@[Link]
INTRODUÇÃO: A classe dos medicamentos antidepressivos (ADs) se tornou a mais prescrita pelos
médicos na clínica ambulatorial como resultado dos elevados diagnósticos depressivos no mundo
conjuntamente com a prolongação do tratamento desse distúrbio. Os ADs são utilizados no tratamento dos
distúrbios depressivos que podem apresentar sintomas como alterações negativas de humor, desinteresse
em realizar atividades, sentimentos de tristeza profunda entre outros variados sintomas que prejudicam o
cotidiano do indivíduo. A ação desenvolvida por esses medicamentos está voltada no combate desses
sintomas proporcionando alterações no funcionamento dos neurotransmissores (dopamina, norepinefrina,
serotonina), responsáveis por trazer sentimentos de bem-estar emocional e físico, com intenção de aumentar
a duração do efeito apresentado por esses mediadores químicos. No entanto, é de pouco conhecimento os
efeitos causados pelo uso dos antidepressivos a longo prazo. Muitos estudos relacionam esse uso com o
aumento significativo das desordens metabólicas causadoras da Diabetes Mellitus (DM) como alterações
no funcionamento homeostático da glicose associada ao ganho de peso e induzem a resistência à insulina,
mas os dados concretos são escassos. OBJETIVO: Investigar a prevalência de DM associado ao uso de
Antidepressivos analisando mecanismos biológicos que podem estar envolvidos na relação entre
Antidepressivos e DM e discutir as implicações clínicas. METODOLOGIA: O estudo será baseado em uma
pesquisa bibliográfica do tipo revisão de literatura buscando dados sobre o tema, a coleta foi realizada no
acervo da PUBMED e BVSALUD com estudos publicados entre os anos de 2005 até 2022, foram incluídos
artigos, estudos de corte populacional, meta-análise e estudos individualizados. Foram selecionados os
estudos que apresentavam título e resumo coerente com o tema proposto. RESULTADOS: Os estudos
selecionados mostraram grande relevância e confiabilidade, a análise dos dados confirma a temática
apresentada. Declaram o aumento no crescimento do risco de DM nos pacientes tratados com os
antidepressivos tanto a curto e longo prazo em doses variadas, foram realizados testes com classes
diferentes de ADs e todos apresentaram grau significativo, em diferentes intensidades, o risco de
desenvolvimento da DM. Em alguns estudos foi destacado a diferenciação do sexo e idade nos índices de
risco, as mulheres apresentaram maior suscetibilidade ao risco de aparecimento da diabetes em comparação
com os homens, já em relação a idade houve discrepância nos conteúdos apresentados sendo considerado
inconclusivo. O aumento do índice de massa corporal foi o principal fator descrito nos trabalhos junto com
dislipidemia para essa associação resultante do ganho de peso, outros estudos também relataram a
confirmação da indução na resistência insulina através da ativação da proteína enzimática IRS-1 quinase
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Ao final da análise dos estudos podemos concluir que eles
apresentaram resultados positivos para o risco de diabetes associados ao uso de antidepressivos, mas houve
algumas controversas na comparação geral com outros estudos relacionados, isso pode ser atribuído a
escassez de mais estudos relacionados ao tema, a variedade populacional e também a diversidade de
medicamentos. Sendo assim, mesmo com as indicações bem formuladas sobre os riscos é necessário novos
trabalhos analíticos para contribuir positivamente com os achados catalogados até o momento da realização
desse trabalho.
154
REFERÊNCIAS:
ANDERSOHN, Frank; SCHADE, René; SUISSA, Samy; GARBE, Edeltraut. Long-Term Use of
Antidepressants for Depressive Disorders and the Risk of Diabetes Mellitus. American
Journal Of Psychiatry, [S.L.], v. 166, n. 5, p. 591-598, maio 2009. American Psychiatric
Association Publishing. [Link]
BANSAL, Narinder; HUDDA, Mohammed; PAYNE, Rupert A.; SMITH, Daniel J.; KESSLER,
David; WILES, Nicola. Antidepressant use and risk of adverse outcomes: population-based
cohort study. Bjpsych Open, [S.L.], v. 8, n. 5, set. 2022. Royal College of Psychiatrists.
[Link]
LEVKOVITZ, Yechiel; BEN-SHUSHAN, Galit; HERSHKOVITZ, Avia; ISAAC, Roi; GIL-AD,
Irit; SHVARTSMAN, Dima; RONEN, Denise; WEIZMAN, Abraham; ZICK, Yehiel.
Antidepressants induce cellular insulin resistance by activation of IRS-1 kinases. Molecular
And Cellular Neuroscience, [S.L.], v. 36, n. 3, p. 305-312, nov. 2007. Elsevier BV.
[Link]
Pan A, Sun Q, Okereke OI, Rexrode KM, Rubin RR, Lucas M, Willett WC, Manson JE, Hu FB.
Use of antidepressant medication and risk of type 2 diabetes: results from three cohorts of
US adults. Diabetologia. 2012 Jan;55(1):63-72. doi: 10.1007/s00125-011-2268-4. Epub 2011
Aug 3. PMID: 21811871; PMCID: PMC3229672.
155
CONTROLE GLICÊMICO: MONITORIZAÇÃO E TRATAMENTO DA
HIPERGLICEMIA EM PACIENTES NA TERAPIA INTENSIVA
Modalidade Pôster
156
naqueles com diabetes em terapia com insulina, portanto, a monitorização regular da glicemia é
essencial para detectar e tratar rapidamente elevações glicêmicas. A monitorização pode ser feita
por meio de medidas intermitentes de glicemia capilar (HGT) ou pelo monitoramento contínuo
da glicemia (CGM). O tratamento da hiperglicemia na UTI é baseado principalmente na
administração de insulina intravenosa, com o objetivo de manter a glicemia em níveis seguros. A
terapia com insulina intravenosa deve ser iniciada quando a glicemia atinge 180 mg/dL, visando
reduzir a glicemia em 10-15% nas primeiras horas e sendo ajustada conforme a resposta do
paciente. Além da insulina intravenosa, a insulina subcutânea pode ser uma opção segura e eficaz
em pacientes com resposta inadequada à terapia inicial ou com maior risco de hipoglicemia. Outra
opção é o uso de hipoglicemiantes não insulínicos, como os inibidores da dipeptidil peptidase-4
(DPP-4) e os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2). Esses agentes são
geralmente usados em pacientes com diabetes tipo 2, podendo ser considerados em casos
selecionados de hiperglicemia na UTI. No entanto, o uso desses hipoglicemiantes em pacientes
críticos ainda é controverso. A nutrição adequada, seja enteral ou parenteral, também desempenha
um papel importante no controle glicêmico desses pacientes. CONCLUSÃO: O controle
glicêmico adequado na UTI é essencial para reduzir complicações graves e mortalidade. A
monitorização regular da glicemia, o tratamento com insulina intravenosa e a consideração de
hipoglicemiantes não insulínicos são estratégias-chave para o controle eficaz da hiperglicemia. É
importante lembrar que o tratamento da hiperglicemia deve ser realizado com cautela para evitar
a ocorrência de hipoglicemia, que pode acarretar complicações neurológicas graves. Mais estudos
são necessários para avaliar a eficácia e segurança dos hipoglicemiantes não insulínicos no
contexto da UTI.
REFERÊNCIAS:
ARABI YM, et al. Intensive versus conventional insulin therapy: a randomized controlled
trial in medical and surgical critically ill patients. Crit Care Med. 2008 Dec;36(12):3190-7.
doi: 10.1097/CCM.0b013e31818f21aa. PMID: 18936702.
GUNST J, VAN DEN BERGHE G. Blood glucose control in the intensive care unit: benefits
and risks. Semin Dial. 2010 Mar-Apr;23(2):157-62. doi: 10.1111/j.1525-139X.2010.00702.x.
PMID: 20525106.
VAN DEN BERGHE G, et al. Clinical review: Intensive insulin therapy in critically ill
patients: NICE-SUGAR or Leuven blood glucose target? J Clin Endocrinol Metab. 2009
Sep;94(9):3163-70. doi: 10.1210/jc.2009-0663. Epub 2009 Jun 16. PMID: 19531590.
VAN DEN BERGHE G, et al. Intensive insulin therapy in critically ill patients. N Engl J Med.
2001 Nov 8;345(19):1359-67. doi: 10.1056/NEJMoa011300. PMID: 11794168.
157
NICE-SUGAR Study Investigators, et al. Intensive versus conventional glucose control in
critically ill patients. N Engl J Med. 2009 Mar 26;360(13):1283-97. doi:
10.1056/NEJMoa0810625. Epub 2009 Mar 24. PMID: 19318384.
158
A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA À PACIENTES
ONCOLÓGICOS EM CUIDADOS PALIATIVOS
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: O câncer, também chamado de neoplasia ou tumor maligno, é definido como uma
patologia em que várias células se multiplicam desordenadamente a ponto de invadirem tecidos e órgãos
próximos à origem da neoplasia, podendo atingir várias partes do corpo e dando origem ao fenômeno de
metástase. Possui características complexas e apresentam um grande desafio para a comunidade
científica, visto que o crescimento celular se mostra bastante agressivo e, até o presente momento, não
há uma cura definida. Apesar de tratamentos como quimioterapia, radioterapia e até cirurgias sejam as
mais importantes ferramentas de tratamento atual, muitos casos, já metastáticos, encontram-se fora da
possibilidade de cura (em estado terminal) e, com isso, são inseridos nos cuidados paliativos, que, por
sua vez, são voltados, principalmente, para o manejo da dor, controle dos sinais e sintomas da doença e
promoção uma melhor qualidade de vida para o paciente e sua família. Nesse contexto, a atuação do
enfermeiro e sua equipe são fundamentais para o estabelecimento de relações de cuidado
profissional/paciente, além de adotar métodos e estratégias necessários para fornecer um cuidado eficaz
e satisfatório tanto para si quanto para sua equipe. OBJETIVO: Descrever a atuação do enferimeiro no
cuidado a pacientes oncológicos em cuidados paliativos. METODOLOGIA: Trata-se de um resumo
simples, em que se realizou uma busca bibliográfica nas plataformas Literatura Latino-Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Biblioteca Virtual e Saúde (BVS), utilizando as palavras-
chave “cuidados paliativos and oncologia and enfermagem” em ambas as plataformas, tendo sido
incluídos artigos originais e em português, publicados no período 2019 a 2021, disponíveis na íntegra,
online e gratuitos. RESULTADOS: A partir da análise dos dados, o profissional de enfermagem, estando
presente em diversos pontos deste tratamento com sua equipe, tem um papel essencial no que diz respeito aos
cuidados paliativos, visando minimizar a dor e preservando a qualidade de vida para um final digno. A exemplo dos
pontos citados, destaca-se o momento do diagnóstico do câncer em estágio terminal, em que o enfermeiro trabalha
com a aceitação do diagnóstico pelo paciente e pelo núcleo familiar e presta auxílio integral para ambos, não só do
ponto de vista emocional, mas também através da ótica social, espiritual e física, além do cuidado especificamente
para com a família do enfermo no enfrentamento do luto após a perda de seu ente querido. CONCLUSÃO: A
enfermagem pode conter vários adjetivos que caracterizam a profissão, podendo ciência ou arte, mas
sobretudo uma atividade humana, na qual a palavra “cuidar” está diretamente atrelada a profissão e, no
caso de cuidados paliativos, além da adminstração de medicamentos, o olhar holístico e escuta ativa são
exercícios que visam promover um bem-estar para o paciente e sua família, buscando assim um
atendimento mais humano e competente. Além disso, o profissional deve orientar o paciente quanto ao
diagnóstico, tratamento e acompanhamento de todas as etapas do processo.
REFERÊNCIAS:
159
RALPH, R.M.C; SOUZA, N. R de; FIGUEREDO, E.G de; FREIRE, D.A; OLIVEIRA, T.S; BRANDÃO,
C. P. Funcionalidade, sintomas diversos e qualidade de vida de pacientes submetidos à quimioterapia
paliativa. Revista Baiana de Saúde Pública, [s. l.], v. 45, ed. 4, 31 dez. 2021. DOI
[Link] Disponível em:
[Link] Acesso em: 19 mar. 2023
160
COMPORTAMENTOS ALIMENTARES EM ADULTOS E IDOSOS
RESIDENTES NAS CAPITAIS BRASILEIRAS DE ACORDO COM A
ESCOLARIDADE: UM ESTUDO TRANSVERSAL
1
Deborah Benevides de Souza
2
Vitória Larissa Batista de Paula
3
Sarah Farias Guimarães Machado
4
Andressa Carine Kretschmer
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: kretschmerandressa@[Link]
161
indivíduos com mais anos de estudo possuem também outros comportamentos dos quais não são saudáveis;
troca eventual de almoço por lanches e consumo de refrigerantes.
REFERÊNCIAS:
ROSSI, A; MOREIRA, E.A.M; RAUEN, M.S. Determinantes do comportamento alimentar: uma revisão
com enfoque na família. Rev Nutr, v.21, n.6, p.739-48, 2008.
VAZ, D; BENNEMANN, R. Comportamento alimentar e hábito alimentar: uma revisão. Revista Uningá
Review, v.20, n.1, p.108-112, 2014.
162
IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA NO MANEJO TERAPÊUTICO DE
PACIENTES VÍTIMAS DE TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
163
COON, Eric R.; NEWMAN, Thomas B.; HALL, Matt; WILKES, Jacob; BRATTON, Susan L.; SCHROEDER, Alan R..
Trends in ImagingFindings, Interventions, andOutcomesAmongChildrenWithIsolated Head Trauma.
PediatricEmergencyCare, [S.L.], v. 37, n. 2, p. 1-16, 2018.
SNYDER, Christopher W.; DANIELSON, Paul D.; GONZALEZ, Raquel; CHANDLER, Nicole M..
Computedtomographyscans prior totransferto a pediatric trauma center: transfer time effects, neurosurgicalinterventions,
andpracticevariability. JournalOf Trauma AndAcuteCareSurgery, v. 87, n. 4, p. 808-812, 2019.
YDLDDZHAN, Serhat. HowNecessaryistheComputerizedBrainTomography in Minor Head Trauma?
UlusTravmaAcilCerrahiDerg, v. 25, n. 4, p. 378-382, 2018.
164
DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA DIANTE DE TROMBOSE SÉPTICA
DO SEIO CAVERNOSO
1,2Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.
Introdução: O seio cavernoso é um canal venoso intracraniano formado entre os dois folhetos da Dura-
máter, situado na base do crânio, na região paraselar, bilateralmente. Essa veia drena sangue das veias para
a face; possui em seu interior a Artéria Carótida Interna e os seguintes pares de nervos cranianos: III, IV, V
e VI. A Trombose Séptica do Seio Cavernoso (TSSC), pode ser desencadeada por infecções odontogênicas,
otorrinogênicas, de origem paranasal, facial ou traumática; através da disseminação por contiguidade,
através de periflebites em seios de drenagem para o seio cavernoso ou embolismo séptico. O agente
etiológico infeccioso envolvido nesse processo de disseminação bacteriana é o Staphylococcus aureus, bem
como agentes Gram negativos, o Streptococcus e os anaeróbios. O quadro clínico da TSSC se caracteriza
por cefaléia, febre, vômitos, convulsões, taquicardia, quemose conjuntival, edema de pálpebra e exoftalmia.
Objetivo: Apresentar a origem da TSSC e seu quadro clínico, a fim de garantir um diagnóstico preciso e
uma terapêutica correta. Metodologia: O trabalho é uma revisão de literatura e para sua elaboração foram
realizadas pesquisas nas bases de dados: Pubmed e SciELO; entre os anos de 2018 e 2023, utilizando os
descritores: Tromboflebite. Periflebite. Infecção do Sistema Nervoso Central. Após os critérios de inclusão
e exclusão, foram selecionados 10 artigos. Resultados: O diagnóstico da TSSC é clínico, a partir da
semiotécnica e semiogênese. Devido a causa ser bacteriana, a antibioticoterapia deve ser precoce e
agressiva contra agentes Gram positivos, Gram negativos e anaeróbios, enquanto aguardam os resultados
das culturas. Vancomicina ou oxacilina são utilizados para combater o Staphylococcus. Cefalosporinas
completam a terapia antibiótica, que deve ser continuada por duas a quatro semanas depois da melhora
clínica. O foco de infecção primária deve ser sempre removido. O quadro clínico e a origem da TSSC está
diretamente envolvido com as principais estruturas anatômicas que percorrem em seu interior, dessa forma,
à medida que a doença evolui, os pares de nervos cranianos podem ficar comprometidos e isso se manifesta
com movimentos extra-oculares restritos, edema de pálpebra, exoftalmia e até mesmo perda da visão.
Ademais, a partir da suspeita de uma lesão vascular (Artéria Carótida Interna), os exames complementares
para a confirmação do diagnóstico são a Arteriografia Cerebral, que pode estar acompanhada também da
Angiotomografia ou Angioressonancia que são métodos menos invasivos para o diagnóstico da TSSC. A
sinusite quando não tratada corretamente, se torna uma das causas etiológicas para o desencadeamento de
TSSC. Considerações Finais: Conclui-se que o diagnóstico é clínico e o prognóstico influenciado por um
tratamento precoce e adequado. Sendo assim, os cirurgiões-dentistas e os médicos devem estar atentos a
qualquer suspeita de TSSC em situações clínicas quando houverem principalmente indícios de celulite
periocular, que é um dos principais sinais clínicos que caracterizam a TSSC e, a partir disso, estabelecer
exames complementares e um plano de tratamento que ofereça a melhor terapêutica para o paciente em
questão.
CÔRTES, Júlia Vieira Ferreira et al. Tromboflebite séptica de seio cavernoso com formação de
165
pseudoaneurisma em criança de sete anos. Research, Society and Development, v. 10, n. 3, p.
e41010313443-e41010313443, 2021.
WERN-YIH, C. et al.. Bilateral cavernous sinus and left dural sigmoid sinus thrombosis associated with
extreme exertion: a case report. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 84, n. 1, p. 83–86, jan. 2021.
CHIMELLO, Lethicia Bernardo et al. TROMBOSE SÉPTICA DE SEIO CAVERNOSO BILATERAL
POR CA-MRSA. The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 26, p. 102475, 2022.
PRATA-JÚNIOR, Agnaldo Rocha et al. Trombose séptica do seio cavernoso associada à infecção
odontogênica: relato de caso. Rev. cir. traumatol. buco-maxilo-fac, p. 47-52, 2022.
KIM, D. H. et al.. Cavernous sinus thrombosis with bilateral orbital vein involvement and diffuse
ischemic retinopathy. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 86, n. 1, p. 79–82, jan. 2023.
166
MAIO AMARELO E A PREVENÇÃO DE TRAUMAS FACIAIS POR
ACIDENTES MOTOCICLÍSTICOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
INTRODUÇÃO: Os acidentes de trânsito são considerados, pela Organização das Nações Unidas, como
um problema de saúde pública pelo impacto significativo e quantitativo na morbimortalidade dos
acometidos. Nesse cenário, o Brasil é o terceiro país em que mais óbitos são notificados por acidentes de
trânsito no mundo, sendo o acidente motociclístico, principalmente quando associado ao uso de
substâncias ilegais e desrespeito às leis de trânsito, uma das principais causas de Traumas Craniocerebrais.
Partindo dessa perspectiva, surgiu o movimento “Maio Amarelo”, a fim de incentivar a elaboração de
ações e medidas educativas, além de colocar o assunto em foco na sociedade. Assim, o projeto de extensão
Trauma de Face (TDF) da Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP-UPE), oferece um importante
instrumento para a promoção da saúde, como as ações de conscientização realizadas pelos extensionistas,
em associação com o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (DETRAN), durante todo o mês
de maio. OBJETIVO: Relatar a contribuição do projeto de extensão Trauma de Face para a orientação dos
motociclistas acerca da campanha do Maio Amarelo e a prevenção de traumas faciais pelos extensionistas
do curso de Odontologia da Universidade de Pernambuco (UPE). METODOLOGIA: Esse trabalho foi
realizado tendo como base a experiência dos extensionistas do projeto de extensão Trauma de Face da
UPE, além dos artigos indexados nas bases de dados LILACS, Scielo e PubMed, nos anos de 2013 a 2023.
Para tal foram utilizados os descritores “Educação”, “Traumatismos craniocerebrais” e “Prevenção de
acidentes”. RESULTADOS: O projeto de extensão TDF da UPE é direcionado aos acadêmicos de
Odontologia e tem como enfoque a conscientização da população sobre o trauma da face e suas estratégias
de prevenção, atuando em forma de ações educativas, objetivando mudar hábitos errôneos de
motociclistas e diminuir o número de acidentes. Nesse sentido, durante o mês de maio de 2023, foram
realizadas diversas ações para a conscientização dos motociclistas acerca do Maio Amarelo, juntamente
com o DETRAN, pelas cidades da Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste do estado de
Pernambuco. As atividades desempenhadas pelos extensionistas durante as ações pautaram-se na
abordagem dos condutores de motocicletas e na realização de explicações acerca da necessidade de
utilização dos equipamentos corretos para a prevenção de possíveis acidentes, como a utilização de
capacetes dentro do prazo de validade e atacados corretamente, assim como a utilização,
preferencialmente, de capacete com mentoneira, calçado e roupas fechadas e antena corta-pipa. Ademais,
foi alertado aos motoristas a importância de não fazer uso de álcool e outras drogas durante a condução
do veículo, além disso foram realizadas conversas entre os condutores e algumas vítimas de acidentes
automobilísticos. Foram encontrados 520 artigos sobre a temática e desses foram selecionados 6 para
compor o trabalho. CONCLUSÃO: O Maio Amarelo, devido ao seu caráter educativo e a sua promoção
pelo DETRAN e pelo projeto de extensão TDF, é uma campanha que possui grande importância ao
167
colaborar para o combate à violenta realidade nacional dos acidentes de trânsito e, assim, prevenir o
acometimento dos motociclistas pelo trauma de face.
168
ANAMNESE INFANTIL DE ORIENTAÇÃO PSICANALÍTICA: CONSIDERAÇÕES
TEÓRICAS
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Modalidade: Pôster
169
Palavras-chave: Anamnese infantil, Psicanálise, investigação.
REFERÊNCIAS:
DAVIS, M.; WALLBRIDGE, D. Uma introdução à obra de Donald Woods Winnicott. Rio de Janeiro:
Imago, 1982.
RAPPAPORT, C. R.; FIORI, W. R.; DAVIS, C. Teorias do desenvolvimento: conceitos fundamentais. São
Paulo: EPU, 1981.
ZIMERMAN, D. E. Manual de técnica psicanalítica: uma re-visão. Porto Alegre: Artmed, 2008.
170
SUBSTÂNCIAS UTILIZADAS PARA “APRIMORAMENTO COGNITIVO
FARMACOLÓGICO” ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS E SUAS
CONSEQUÊNCIAS ASSOCIADAS
¹Gleiciane Adrielli Souza Guinho
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: O aprimoramento cognitivo farmacológico (ACF) ou doping intelectual, são termos que
referenciam o uso, por pessoas saudáveis, de medicamentos que possuem ação estimulante no Sistema
Nervoso Central (SNC). Essas substâncias fazem parte do grupo farmacológico de psicotrópicos, e
compõem o tratamento medicamentoso recomendado para melhora dos sintomas causados pelo Transtorno
de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Narcolepsia e distúrbios do sono associados.
OBJETIVO: Objetiva-se analisar, na literatura disponível, aspectos sobre o uso irracional de
psicoestimulantes entre acadêmicos, investigando os principais fármacos utilizados e os efeitos a curto e
longo prazo associados a esse consumo, fornecendo uma visão mais abrangente acerca do tema.
METODOLOGIA: O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura integrativa, na qual a busca
dos artigos de embasamento se deu nas bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS,
PubMed e SciElo; através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Psicotrópicos”, “Estimulantes
do Sistema Nervoso Central” e “Estudantes”, fazendo uso do operador booleano “AND” para combinação
de termos. Foram incluídos estudos publicados antes da última década, que fossem qualitativos,
quantitativos e revisões sistemáticas, nos idiomas português, inglês e espanhol. Os critérios de exclusão
retiraram trabalhos que abordavam o uso de psicoestimulantes em contextos diferentes do acadêmico. Com
isso, foram selecionados, após uma leitura exploratória, 14 artigos publicados entre 2016 e 2020, que
contemplavam o objetivo do resumo. RESULTADOS: Farmacologicamente, os estimulantes do SNC
atuam incentivando a liberação, inibindo a recaptação ou ativando os receptores das substâncias químicas
responsáveis pela transmissão de sinais entre as células nervosas no cérebro (neurotransmissores), com o
intuito de aumentar sua disponibilidade e elevar, assim, a atividade do SNC. Quando utilizados sem
necessidade médica comprovada, para “neuroaprimoramento” (melhora do desempenho cognitivo e
memória, aumento da concentração e motivação, e redução da fadiga), foram justificados pela necessidade
de lidar com o ambiente competitivo e altas cargas de trabalho da universidade. Por sua vez, as drogas mais
citadas foram o Cloridrato de Metilfenidato (Ritalina® e Concerta®), Modafinil (Stavigile®), Anfetaminas
(especialmente o Venvanse®) e Piracetam (Nootropil®); as quais, com exceção desta última, estão sujeitas
ao controle especial pela categoria A3 da Portaria nº 344/98, porém, foram utilizadas, em grande parte, sem
receita médica. Como efeitos colaterais, revelaram-se insônia, nervosismo, taquicardia, perda de apetite e
alucinações. Além destes, sabe-se que o uso irracional de medicamentos, por si, já traz inúmeros malefícios
à saúde, e, em se tratando de drogas psicotrópicas, a longo prazo, há ainda riscos de dependência química,
síndrome de abstinência (em casos de interrupção brusca), desenvolvimento de transtornos mentais e
suicídio. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assente da falta de evidências científicas sobre
a eficácia desses medicamentos para fins que não estejam relacionados às suas respectivas indicações
171
terapêuticas, e ciente dos impactos do seu consumo indiscriminado, faz-se necessário mais estudos para
melhor definir os riscos associados e as implicações éticas e de saúde pública acerca dessa prática insegura
e ilegal, bem como urge a necessidade de estratégias de educação em saúde e orientação farmacológica no
tocante ao tema.
REFERÊNCIAS:
C NDIDO, R. C. F. et al. Prevalence of and factors associated with the use of methylphenidate for cognitive
enhancement among university students. Einstein, v.18. 2020. DOI:
[Link]
DE BRUYN, S. et al. Popping smart pills in medical school: Are competition and stress associated with the
misuse of prescription stimulants among students? Substance Use & Misuse, v.54, n.7. 2019. DOI:
[Link]
RETIEF, M. VERSTER, C. Prevalence and correlated non-medical stimulants and related drug use in a
sample of South African undergraduate medical students. South African Journal of Psychiatry, v.22, n.1,.
2016. DOI: [Link]
172
DESAFIOS DA SAÚDE DO HOMEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE:
UMA REVISÃO INTEGRATIVA
INTRODUÇÃO: A população masculina frequenta menos os serviços de Atenção Primária à Saúde do que
a população feminina. Tal comportamento é influenciado por fatores de natureza social, comportamental,
cultural, pessoal, dentre outros, em que colaboram as poucas ações de promoção da saúde e prevenção de
doenças direcionadas ao público masculino, fato que pode ser influenciado pelo despreparo dos
profissionais de saúde, inércia das políticas públicas de saúde no Brasil e pouco apoio estrutural a fim de
garantir a continuidade das ações. O preconceito, o machismo, a falta de tempo e a incapacidade de se
ausentar de suas atividades laborais levam os homens a menor procura dos serviços de saúde.
Consequentemente, muitas vezes, a procura pelos serviços assistenciais é de caráter urgente decorrente de
um surgimento sintomático de uma determinada patologia já instalada ou até mesmo pela sua progressão
culminando na piora do seu prognóstico. Nesse sentido, é evidente a dificuldade do acesso do público
masculino aos serviços de saúde na atenção primária. OBJETIVO: Destacar os principais desafios da saúde
do homem na atenção primária à saúde. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa, para a qual
foi usada a plataforma da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), os bancos de dados da Biblioteca Eletrônica
Científica Online (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS).
Foram selecionados artigos nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados no período de 2016 a
2022 que abordassem a saúde do homem e as estratégias para o alcance dessa parte da população. A partir
dos critérios de exclusão, os artigos duplicados e aqueles que fugiam da temática central foram
desconsiderados. RESULTADOS: Foram encontrados 42 artigos dos quais 13 permaneceram para análise
final que destacavam a resposta para a questão norteadora. Nesse panorama, ainda é evidente a cultura
machista imposta pela sociedade uma vez que é imposto aos homens que não sejam vulneráveis e os levem
a procurar os serviços de saúde apenas quando há uma condição aguda que compromete a saúde. Além
disso, é necessário ações estratégicas que incentivem a ida dos pacientes masculinos na atenção básica, a
partir de medidas com horários flexíveis, enfermeiros disponíveis para maior conforto e conscientização
sobre a necessidade da procura pela porta de entrada dos serviços de saúde para melhor qualidade de vida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que apesar da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do
Homem, ainda é recorrente a ausência desse público na procura pelo atendimento de saúde precoce,
destacando a ausência de mecanismos dos profissionais de saúde no desenvolvimento de ações que
promovam a busca à atenção primária. Ademais, é evidente a persistência da cultura machista da sociedade
que estereotipa o homem a ser aquele que não demonstra sinais de adoecimento.
REFERÊNCIAS
CARNEIRO, Liana Maria Rocha et al. Atenção integral à saúde do homem: um desafio na atenção básica.
Revista Brasileira em Promoção da Saúde, v. 29, n. 4, p. 554-563, 2016.
173
DA SILVA JÚNIOR, José Antonio et al. Men’s health: nursing work process in primary health care/Saúde
dos homens: processo de trabalho do enfermeiro na atenção primária à saúde. Revista de Pesquisa
Cuidado é Fundamental Online, v. 14, 2022.
DA SILVA, Patrick Leonardo Nogueira et al. Motivação dos homens na busca por assistência prestada
pelas estratégias de saúde da família. Nursing (São Paulo), v. 24, n. 274, p. 5377-5388, 2021.
JÚNIOR, Clausson Disney Silva et al. Saúde do homem na atenção básica: fatores que influenciam a
busca pelo atendimento. Revista Ciência Plural, v. 8, n. 2, p. 1-18, 2022.
SIQUEIRA, Marli Lopes et al. Consulta de enfermagem à saúde de homens na atenção primária à saúde:
estratégias e desafios. Revista de Enfermagem e Atenção à Saúde, v. 10, n. 2, 2021.
174
ANÁLISE DO PAPEL DO MICROBIOMA INTESTINAL COMO MODULADOR
ENDÓCRINO EM DOENÇAS METABÓLICAS E SEU POTENCIAL TERAPÊUTICO.
Ingrid Grazielly Felix Araujo, Davyson da Silva Areco, Luiza Cavalcanti Farias, Ana Beatriz Bezerra
Torres, Mirela Da Silveira Arenas, José Edvânio Silva França, Yuri Espósito de Barros Correia,
Maria Helena A. Mariano
Introdução: A microbiota humana é desenvolvida imediatamente ao nascimento, visto que é necessária para o
desenvolvimento dos diversos sistemas, sendo crucial para a vida. O microbioma gastrointestinal é a soma de
todos os micróbios e seus elementos genômicos em um ambiente específico, como corpo ou parte dele. Esse
ecossistema é considerado um importante modulador da fisiologia humana, fator que pode ser visto pela maior
quantidade de células bacterianas no intestino do que células humanas no corpo. É considerado um novo órgão
endócrino, responsável por metabolizar nutrientes da dieta e produzir inúmeros substratos, os quais serão
absorvidos e podem interagir com as funções de diferentes órgãos. Nesse sentido, ao analisar as características
chaves das doenças metabólicas, notou-se que elas sofriam influência de produtos e metabólitos microbianos,
permitindo a avaliação de um possível papel causal da microbiota intestinal nessas patologias e como uma
possibilidade de intervenção terapêutica. Metodologia: Esse estudo foi desenvolvido utilizando uma
abordagem quantitativa, recorrendo ao método de revisão bibliográfica de literaturas encontradas nas
plataformas PUBMed, Scielo, BVS e Lilacs. Para delimitação da pesquisa, foram empregados os descritores
MeSH: “Cérebro-Intestino-Microbioma", "Microbiota Gastrointestinal” e “Microbiota Fecal”. Assim, foram
encontrados 15 trabalhos relacionados à temática, sendo excluídos os que não abordavam questões endócrinas,
levando ao número final de 7 artigos. Resultados: A microbiota intestinal não é uma coleção de microrganismos
independentes, mas sim um ecossistema microbiano complexo no qual os microrganismos se comunicam,
alimentam, recombinam e coevoluem. A microbiota tem relação direta com o cérebro, por meio do eixo “Gut-
Brain-Axis” e com o fígado, por meio do eixo “Liver-Brain-Gut”. Dessa forma, nota-se uma importante relação
neuroendócrina entre o intestino e o cérebro, devido à inervação da mucosa entérica por nervos aferentes vagais.
Sabendo-se disso, tal descoberta abre a possibilidade de utilizar a microbiota entérica como moduladora
endócrina para diversas patologias metabólicas, como: a doença hepática gordurosa não alcoólica (NASH),
obesidade, Diabetes Mellitus (DM) e doenças cardiometabólicas. A relação da NASH com a microbiota
intestinal está pautada na associação do fígado com os metabólitos intestinais que têm conexão hepática pela
veia porta e mesentérica superior. Enquanto que na DM e obesidade, notou-se que há pobreza da microbiota
intestinal dessa população pela influência dos hábitos alimentares e genética na colonização do trato
gastrointestinal e consequentemente na metabolização de alimentos. Existem várias maneiras pelas quais a
composição e a função microbiana intestinal podem ser moduladas, incluindo intervenção dietética, pré, pró e
pós-bióticos, transferência de microbiota por meio de transplante de matéria fecal, ou por certas drogas, como
antibióticos, corticóides, anti-psicóticos e antidiabéticos. Conclusões: O presente estudo objetivou elucidar a
importância de expandir as pesquisas e conhecimentos acerca do microbioma intestinal e sua influência no
sistema humano em condições fisiológicas e patológicas, para que seja possível compreender os processos que
decorrem nas doenças metabólicas, como DM e obesidade. Além de avaliar seu potencial terapêutico, ainda
pouco esclarecido, no que se refere ao manejo farmacológico e não-farmacológico das condições citadas.
Assim, a microbiota intestinal pode facilitar a estratificação de pacientes, e promover o emprego da medicina
personalizada.
175
REFERÊNCIAS:
1. Olofsson LE, Bäckhed F. The Metabolic Role and Therapeutic Potential of the Microbiome. Endocrine Reviews.
2022 Jan 30
2. Appleton J. The Gut-Brain Axis: Influence of Microbiota on Mood and Mental Health. Integrative Medicine: A
Clinician’s Journal [Internet]. 2018 Aug 1;17(4):28–32. Available from:
[Link]
3. Morais LH, Schreiber HL, Mazmanian SK. The gut microbiota–brain axis in behaviour and brain disorders.
Nature Reviews Microbiology. 2020 Oct 22;
4. Luz MRMP da, Waizbort RF. Transplantes de microbiota fecal para tratamento da colite pseudomembranosa
(1958-2013): prioridade de descoberta e estilos de pensamento na literatura acadêmica. História, Ciências, Saúde-
Manguinhos. 2020 Sep;27(3):859–78.
5. Margolis KG, Cryan JF, Mayer EA. The Microbiota-Gut-Brain Axis: From Motility to Mood. Gastroenterology.
2021 Jan;
176
INTERPROFISSIONALIDADE NA PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO: O
MODELO DE GESTÃO DO CUIDADO INTEGRAL A SAÚDE
177
Palavras-chave: Interprofissionalidade; Profilaxia Pré-Exposição; Sistema Único de Saúde.
REFERÊNCIAS:
CHAREST, et al. Decentralizing PrEP delivery: Implementation and dissemination strategies to increase
PrEP uptake among MSM in Toronto, Canada. Plos One. Mar. 2021.
DUWAL S, DICKINSON L, KHOO S, VON KLEIST M. Mechanistic framework predicts drugclass
specific utility of antiretrovirals for HIV prophylaxis. PLoS Comput Biol. 15(1):1–27, 2019
SILVEIRA PPS, et al. Uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como PREVENÇÃO COMBINADA na
contenção da disseminação do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) em grupos de risco. Revista
Eletrônica Acervo Saúde, 15(6): e10267, 2022.
178
ALCOOLISMO: CARACTERÍSTICAS E INTERVENÇÃO
MEDICAMENTOSA
179
REFERÊNCIAS:
BRUNTON, L.L.; GOODMAN & GILMAN: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 12ª ed. Rio de
Janeiro: McGraw-Hill, 2012.
Organização Pan-americana de Saúde (OPAS). Cerca de 85 mil mortes a cada ano são 100% atribuídas ao
consumo de álcool nas Américas, constata estudo da OPAS/OMS. Washington, 2021. Disponível em:
<[Link]
consumo-alcool-nas-americas>. Acesso em: 10 mai. 2023.
RÖSNER, S., et. al. . Acamprosato para dependência de álcool. Banco de Dados Cochrane de Revisões
Sistemáticas. 2010. Alemanha: Cochrane Drugs and Alcohol Group. 8;(9): Disponível em:
<10.1002/14651858.cd004332.pub2>. Acesso em: 10 mai. 2023.
180
AVALIAÇÃO DO USO DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA
TRANSCUTÂNEA - TENS - NO ALÍVIO DA DOR PÓS-OPERATÓRIA
181
sem considerar os outros métodos de fisioterapia pós-operatória.
182
MELANOMA: CARACTERÍSTICAS E TRATAMENTO
183
REFERÊNCIAS:
RABBIE, R., et al. CD Subtipos de melanoma: perfis genômicos, marcadores moleculares prognósticos e
possibilidades terapêuticas. J. Pathol. v. 247, p. 539–551, 2019.
LAI V, CRANWELL W, SINCLAIR R. Epidemiology of skin cancer in the mature patient. Clin
Dermatol. v. 36, n. 2, p. 167-176, 2018.
BERK-KRAUSS J., et al. New Systematic Therapies and Trends in Cutaneous Melanoma Deaths Among
US Whites, 1986-2016. Am J Public Health. v. 110, n. 5, p. 731-733, 2020.
184
IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO DA ENFERMAGEM COM
ACOMPANHANTES: UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA
PERANTE O CUIDADO
Stella Fernanda Rufino da Silva¹
REFERÊNCIAS:
CABRAL J.V.B; CARNEIRO T.P.S; SILVA A.P.S. Presença de acompanhantes em unidades de terapia
intensiva pediátrica – revisão integrativa. Rev Enferm Contemp. 7(1), 55–62, 2018.
MULLER R; GOMES G.C; NORNBERG P.K.O, et al. Humanização na Unidade de Terapia Intensiva
Pediátrica: facilidades e dificuldades da equipe de enfermagem. Research, Society and Development, v.
10, n.16, e56610162418, 2021.
185
TRENTIN P.A; CHIAVON S.D; BRUM C.N, et al. Cotidiano dos familiares que cuidam de crianças em
uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Research, Society and Development, v. 9, n.11,
e68491110208, 2020.
186
QUEIXAS E ALTERAÇÕES COMUNS DO RESPIRADOR ORAL: UM
RESGATE DA LITERATURA
1
Jadson Justi
2
Heloisa Bruna Grubits Freire
3
Jamson Justi
3
Edrilene Barbosa Lima Justi
1
Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil; 2Universidade Católica Dom
Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 3Universidade Federal de Mato Grosso do
Sul (UFMS). Nova Andradina, Mato Grosso do Sul, Brasil.
REFERÊNCIAS:
BROZEK, J. L. et al. Allergic rhinitis and its impact on asthma (ARIA) guidelines. Journal of Allergy and
Clinical Immunology, New York, v. 126, n. 3, p. 466-76, sep. 2010.
CARVALHO, G. D. S.O.S. respirador bucal: uma visão funcional e clínica da amamentação. São Paulo:
Lovise, 2003.
COREY, J. P.; HOUSER, S. M.; NG, B. A. Nasal congestion: a review of its etiology, evaluation, and
treatment. Ear, Nose and Throat Journal, New York, v. 79, n. 9, p. 690-701, sep. 2000.
187
DIFRANCESCO, R. C. Definindo a respiração oral. In: KRAKAUER, L. H.; DIFRANCESCO, R. C.;
MARCHESAN, I. Q. (Orgs.). Respiração oral. São José dos Campos: Pulso, 2003. p. 15-17.
LUSVARGHI, L. Identificando o respirador bucal. Revista da Associação Paulista dos Cirurgiões
Dentistas, São Paulo, v. 53, n. 4, p. 265-274, jul./ago. 1999.
MACIEL, R. N. Distúrbios do sono (respiratório) no respirador bucal. In: COELHO-FERRAZ, Maria Júlia
Pereira (Org.). Respirador bucal: uma visão multidisciplinar. São Paulo: Lovise, 2005. p. 225-246.
MENDES, A. F. T.; BARBOSA, T. C.; NICOLOSI, R. O respirador bucal na visão da fonoaudiologia:
enfoque fonoaudiológico. In: COELHO-FERRAZ, Maria Júlia Pereira (Org.). Respirador bucal: uma visão
multidisciplinar. São Paulo: Lovise, 2005. p. 181-194.
TSUJI, D. H.; CHUNG, D. Causas de obstrução nasal. In: KRAKAUER, L. H.; DIFRANCESCO, R. C.;
MARCHESAN, I. Q. (Orgs.). Respiração oral. São José dos Campos: Pulso, 2003. p. 91-100.
188
OSTEOSSARCOMA: REVISÃO DE LITERATURA
189
computadorizada e a ressonância magnética. A tomografia computadorizada é mais sensível do que as
radiografias simples e pode ajudar a fornecer detecção superior de calcificações tumorais, envolvimento
cortical e extensão intramedular. A ressonância magnética pode diferenciar a extensão de uma lesão melhor
do que a tomografia e é útil para delinear a extensão do tecido adjacente, aspecto fundamental do
planejamento cirúrgico. CONCLUSÕES: Portanto, conclui-se que o atendimento ao paciente deve ser
realizado, desde abordagem multidisciplinar inicial a fim de avaliar desde o início a sua extensão e etiologia.
É de fundamental importância o conhecimento do Cirurgião-Dentista sobre a lesão para o diagnóstico
precoce visando sempre reconhecer e compreender a doença, e oferecer tratamento adequado aos pacientes
para seu melhor tratamento.
Palavras-chave: Face, Mandíbula, Osteossarcoma.
REFERÊNCIAS:
Almeida, G. R., Rocha, B. D. C., & Nunes, N. A. Osteosarcoma of jaw: Diagnosis and treatment
challengers. Revista da Faculdade de Odontologia de Lins. 2020, 30(1-2), 123-132.
Gonçalo, R. I. C., Medeiros, C. K. S., Neto, H. P. C., dos Santos, J. L. D. M., Germano, A. R., &
Queiroz, L. M. G. Large-extension osteosarcoma with involvement of multiple maxillofacial structures: a
rare case report. Research, Society and Development. 2020, 9(10), 1-11.
Zhao, X.; Wu, Q.; Gong, X.; Liu, J.; Ma, Y. Osteosarcoma: Uma revisão das abordagens terapêuticas
atuais e futuras. Biomed. Eng. Online 2021, 20, 24.
Meltzer, PS; Helman, LJ Novos Horizontes no Tratamento do Osteossarcoma. N. Engl. J. Med. 2021,
385, 2066–2076.
190
MULHERES EM SITUAÇÃO DE RUA NO CICLO GRAVÍDICO
1
Rebeca Ferreira Nery
2
Juliane da Silva Galvão
3
Maria Dhescyca Ingrid Silva Arruda
4
Tauana Reinstein de Figueiredo
5
Kauane Matias Leite
6
Maria Eduarda Lopes de Macedo Bezerra
7
Graziane da Silva Portela Pinto
8
Aline Oliveira Fernandes de Lima
1 Faculdade São Francisco da Paraíba. Cajazeiras, Paraíba, Brasil; 2 Universidade Federal de Pernambuco.
Olinda, Pernambuco, Brasil; 3 Faculdade São Francisco da Paraíba. Cajazeiras,
Paraíba, Brasil; 4 Ebserh, Hospital Escola. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil; 5
Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Brasil; 6 Universidade Federal do Rio
Grande do Norte. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil; 7 Universidade Federal do
Pará. Belém, Pará, Brasil; 8 Faculdade Venda Nova do Imigrante. Parnamirim,
Brasil;
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: rebecafnery@[Link]
Introdução: Vulnerabilidade está vinculado à ausência ou precariedade no acesso à renda, mas também
associado às fragilidades de vínculos afetivos e desigualdade de bens. Objetivo: Descrever a assistência
prestada às mulheres em situação de rua no ciclo grávido puerperal. Metodologia: Revisão integrativa da
literatura, realizada nas bases de dados: Bases de Dados em Enfermagem (BDENF), Literatura Latino-
Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval
System Online (MEDLINE), através da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e por meio de literatura
complementar na Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Utilizaram-se os seguintes descritores:
“Gravidez”, “Vulnerabilidade” e “Parto” os quais foram combinados com o operador booleano “AND” no
cruzamento. Como critério de inclusão, artigos que abordassem a temática, nos idiomas português, espanhol
e inglês, e publicações disponíveis na íntegra. E como critérios de exclusão, estudos que não abordassem a
temática e publicações repetidas. Emergiram-se na pesquisa 05 estudos. Fundamentação teórica:
Posterior à análise minuciosa, constatou-se que, embora a gestação seja algo normal, é um período em que
as mulheres se sentem mais vulneráveis em questão fisiológica e psicológica. Considerações finais:
Destarte, evidenciou-se que o cuidado prestado às mulheres que gestam em situação de rua, era fragilizado
e precário, isto porque, mesmo diante de programas estratégicos dos sistemas de saúde, como o consultório
de rua, ainda existe a dificuldade de acesso ao atendimento, resultantes da ausência do cartão SUS e de
endereço fixo da População em Situação de Rua.
Palavras-chave: Gravidez; Vulnerabilidade; Parto.
Modalidade: Pôster.
191
1 INTRODUÇÃO
2 METODOLOGIA
O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa (RI) de literatura, de abordagem qualitativa,
desenvolvida a partir de levantamentos bibliográficos, tendo como base a seguinte problemática: Como é
realizada a assistência às mulheres em situação de rua no ciclo grávido puerperal?
A busca pelos artigos foi realizada em janeiro de 2023 nas bases de dados: Bases de Dados em
Enfermagem (BDENF), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e
Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), através da Biblioteca Virtual de
Saúde (BVS) e por meio de literatura complementar realizada na Scientific Eletronic Library Online
(SciELO). Utilizaram-se os seguintes descritores: “Gravidez”, “Vulnerabilidade” e “Parto” os quais foram
combinados com o operador booleano “AND” no cruzamento.
Foram utilizados como critérios de inclusão os artigos nos idiomas português, inglês e espanhol,
disponíveis gratuitamente, em texto completo, publicados nos últimos cinco anos (2018-2022), e que
respondessem ao objetivo proposto. E como critérios de exclusão adotaram-se estudos duplicados nas bases
supramencionadas, além de literaturas cinzentas, resumos e artigos que não abordassem a temática.
A partir da busca inicial, foram selecionados 15 artigos, que além de estarem em consonância com
os critérios de inclusão estabelecidos, responderam adequadamente à pergunta norteadora, após a leitura de
título, resumo e texto completo. Esses foram avaliados, respondendo os objetivos propostos, na qual foram
lidos na íntegra, sendo selecionados 07 estudos, mediante análise de conteúdo e segundo os critérios de
inclusão e exclusão.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
192
Analisa-se a importância da qualificação diante os profissionais de saúde, para oferecer uma
atenção integral a essas gestantes, desde a atenção básica até as maternidades, pois assim, ocorrerá uma
assistência adequada e atenta às possíveis complicações, prezando sempre pelo bem-estar da puérpera e do
filho, para que ela possa enfrentar com mais tranquilidade (BARROS et al., 2020).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Destarte, evidenciou-se que o cuidado prestado às mulheres que gestam em situação de rua, era
fragilizado e precário, isto porque, mesmo diante de programas estratégicos dos sistemas de saúde, como o
consultório de rua, ainda existe a dificuldade de acesso ao atendimento, resultantes da ausência do cartão
SUS e de endereço fixo da PSR.
Neste sentido, torna-se necessário um atendimento mais humanizado e acolhedor à estas gestantes,
visando melhor acompanhamento pré-natal deste grupo vulnerável, e diminuição das situações de risco para
o binômio mãe-bebê.
REFERÊNCIAS
BARROS, Keila Cristina Costa et al. Vivências de cuidado por mulheres que gestam em situação de rua.
Rev Rene, v. 21, p. 34, 2020.
BISCOTTO, Priscilla Ribeiro; JESUS, Maria Cristina Pinto de; SILVA, Marcelo Henrique da; OLIVEIRA,
Deíse Moura de; MERIGHI, Miriam Aparecida Barbosa. Understanding of the life experience of homeless
women. Revista da Escola de Enfermagem da Usp, [S.L.], v. 50, n. 5, p. 749-755, out. 2016.
CARMO, Michelly Eustáquia do; GUIZARDI, Francini Lube. O conceito de vulnerabilidade e seus
sentidos para as políticas públicas de saúde e assistência social. Cadernos de Saúde Pública, [S.L.], v. 34,
n. 3, p. 1-14, 26 mar. 2018.
COSTA, Samira Lima da; VIDA, Cindy Passeti da Costa; GAMA, Isabela Augusta; LOCATELLI, Nathália
Tarossi; KARAM, Bruno Jaar; PING, Chao Tsai; MASSARI, Marina Galacini; PAULA, Tailah Barros de;
BERNARDES, Ana Flávia Martins. Gestantes em situação de rua no município de Santos, SP: reflexões e
desafios para as políticas públicas. Saúde e Sociedade, [S.L.], v. 24, n. 3, p. 1089-1102, set. 2015.
LIRA, Cindy Damaris Gomes; JUSTINO, Jéssica Micaele Rebouças; PAIVA, Irismar Karla Sarmento de;
MIRANDA, Moêmia Gomes de Oliveira; SARAIVA, Ana Karine de Moura. IS THE ACCESS OF THE
STREET POPULATION A DENIED RIGHT? Reme Revista Mineira de Enfermagem, [S.L.], v. 23, p.
1-8, 2019.
SANTANA, Cássia Soares de; FREITAS, Isabella Larissa da Silva; MESQUITA, Keysse Suelen Fidelis
de; ARAÚJO, Bárbara Régia Oliveira de; MELO, Givânya Bezerra de; ALMEIDA, Ana Valéria Alves de.
Assistência de enfermagem à mulher em situação de rua no ciclo gravídico-puerperal: uma revisão de
193
literatura. Caderno de Graduação - Ciências Biológicas e da Saúde - Unit, Alagoas, v. 5, n. 2, p. 71-82,
maio 2019.
194
ISOLAMENTO SOCIAL EM FACE DA COVID-19: REPERCUSSÕES
PSICOSSOCIAIS EM CRIANÇAS
195
Como lidar com os aspectos psicossociais e de saúde mental referentes ao surto de COVID-19. Versão 1.5..
IASC – Inter-Agency Standing Committee, 2020.
WHO. Mental health and psychosocial considerations during COVID-19 outbreak. 2020.
196
MONITORIA ACADÊMICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM EM
MEDICINA
Lorena Rocha Batista Carvalho¹
Kleyson Lemos2
Introdução: A monitoria acadêmica é um serviço de apoio pedagógico oferecido aos alunos interessados
em conhecer e aprofundar conteúdos, bem como solucionar dificuldades em relação à matéria trabalhada
em aula teórica e prática. A monitoria da disciplinas Habilidades e Simulação do curso de Graduação em
Medicina do Centro Universitário Facid Wyden, visa a fim de ajudar o desenvolvimento de atividades
de ensino-aprendizagem, levando os alunos a vivenciar experiências que complementem sua formação
acadêmica. Objetivo: Relatar a experiência dos acadêmicos do quinto período do curso de Medicina da
importância da monitoria acadêmica. Metodologia: : Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de
experiência, realizado no mês de fevereiro e março de 2023 pelos acadêmicos de medicina. Resultados:
Os monitores do curso de Medicina, selecionados pelos professores da disciplina com base no edital
publicado pela IES, se candidataram à monitoria e foram aprovados na disciplina na qual concorreram,os
critérios usados é importante e relevante na graduação, estar regularmente matriculado no período letivo,
apresentar histórico com aprovação na disciplina e Índice de Rendimento Acadêmico (IRA) igual ou
superior a 6,0 (seis), comprovados por meio do histórico escolar e por meio da consulta ao histórico
acadêmico, disponibilidade de horários e entrevista individual. Aos monitores cabe acompanhar as aulas
práticas de Habilidade e simulação realizadas pelos professores e alunos em horários pré-estabelecidos
pelo professor no Laboratório de Habilidades e Simulação. Considerações Finais: Concluímos que a
importância da monitoria na vida acadêmica possibilita a construção de conhecimento, habilidade,
atitudes, aprendizado e responsabilidade. A utilização das estratégias trabalhadas pelo aluno durante as
aulas teóricas e práticas, possibilitam aprender a organizar-se e tomar consciência das demandas exigidas
pelas tarefas propostas, resolver as situações desafiadoras, avaliar as práticas e os procedimentos
realizados, assim como os resultados alcançados, mover esforços para aprender e ajudar a lidar melhor
com os desafios, controlar e organizar o material e tempo, para ter excelente desempenho durante a
jornada acadêmica.
REFERÊNCIAS:
197
FRISON, L. M. B.. Monitoria: uma modalidade de ensino que potencializa a aprendizagem colaborativa e
autorregulada. Pro-Posições, v. 27, n. 1, p. 133–153, jan. 2016.
FIDELIS, G. T. DE A.; RIBEIRO, M. M. F.; ROCHA, A. M. C.. Vinte anos de experiência de mentoria na
Faculdade de Medicina da UFMG: desafios enfrentados e soluções propostas. Revista Brasileira de
Educação Médica, v. 45, p. e112, 2021.
Ribeiro MMF, Martins AF, Fidelis GTA, Goulart GC, Molinari LC, Tavares EC, et al. Tutoria em escola
médica: avaliação por discentes após seu término e ao final do curso. Rev Bras Educ Med.
2013;37(4):509-14.
198
RISCOS E FATORES ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DE
DELIRIUM EM PACIENTES EM TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO
BIBLIOGRÁFICA
199
síndrome clínica, seu diagnóstico deve ser feito à beira do leito, para melhor direcionamento terapêutico do
paciente e visão prognóstica. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: A nível de UTI o diagnóstico
precoce e a monitorização do delirium se faz de extrema importância, sendo relacionado a prevenção de
eventos adversos, além de como indicador de disfunção orgânica. Em suma, a diminuição da incidência
precisa ser priorizada como um parâmetro de qualidade à nível da UTI, demonstrando a melhora no avanço
do cuidado com os pacientes. Sendo assim, promovido um cuidado seguro, permitindo a implementação de
medidas preventivas e terapêuticas para melhor reabilitação e potencial diminuição de perdas relacionadas
a este quadro.
MORI, S. et al. Incidence and factors related to delirium in an intensive care unit. Revista Da
Escola De Enfermagem Da U S P, v. 50, n. 4, p. 587–593, 1 jul. 2016.
200
A INFLUÊNCIA DA COVID-19 NO DESENVOLVIMENTO DA
INFERTILIDADE MASCULINA
1 Faculdade Unime de Lauro de Freitas, Bahia, Brasil; 1 Centro Universitário Ruy Barbosa Wyden,
Lauro de Freitas, Bahia, Brasil; 2 Faculdade São Francisco, Cajazeiras,
Paraíba, Brasil; 3 Universidade (Unb), Brasília, Distrito Federal, Brasil; 4
Centro Universitário Uninovafapi, Teresina, Piauí, Brasil; 5 Enfermeira
Especialista em Enfermagem e Saúde da Mulher pela Faculdade Venda Nova
do Imigrante, Rio grande do Norte, Brasil.
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: jucielegomes443@[Link]
Resumo
Introdução: A infertilidade masculina é um problema sério de saúde. Estudos apontam para possíveis
interferências da infecção pelo novo coronavírus na fertilidade masculina e, consequentemente, na
reprodução humana. Objetivo: Identificar como a COVID-19 influencia nos casos de infertilidade
masculina. Método: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, de abordagem qualitativa, desenvolvida
por meio de levantamento bibliográfico. A busca foi realizada em janeiro de 2023 nas bases de dados:
Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis
and Retrieval System Online (MEDLINE), através da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Utilizaram-se os
seguintes descritores: “Infertilidade Masculina”, “Infertilidade” “SARS-CoV-2” e “COVID-19”, os quais
foram combinados com o operador booleano “AND” no cruzamento. Como critérios de inclusão, os artigos
nos idiomas português, espanhol e inglês, disponíveis gratuitamente, em texto completo, publicados nos
últimos cinco anos. E como critérios de exclusão: os estudos duplicados nas bases supramencionadas e que
não abordassem a temática. Emergiram-se na pesquisa 08 estudos. Resultados: Mediante análise dos
estudos, notou-se que, a análise da fertilidade masculina é fundamental, tendo em vista que impactam na
continuidade da vida, sendo um dos fatores responsáveis pelo declínio da população. Constatou-se também,
201
que após a contaminação pela COVID-19, o homem pode apresentar Orquite Testicular, afetando assim a
qualidade do sêmen. Conclusão: Destarte, evidenciou-se que a COVID-19 impacta no desenvolvimento da
infertilidade masculina. Os achados apontam que o SARS-CoV-2 invade as células testiculares e acaba
prejudicando a espermatogênese e ainda a produção hormonal, em especial da testosterona. Entretanto não
se tem certeza se as alterações são de fato autolimitadas. Por isso, é extremamente necessário que se avalie
as chances desses pacientes desenvolverem repercussões a longo prazo e o verdadeiro impacto da infecção
sobre a fertilidade masculina.
1 INTRODUÇÃO
A infertilidade masculina é um problema sério de saúde, que chega a uma estimativa de mais de
485 milhões de casais apresentando infertilidade. Estudos demonstram que as causas da infertilidade são
identificadas em 15% dos casais. Embora de 2,5% a 12% dos homens em todo o mundo sejam inférteis, as
estimativas de infertilidade masculina em muitos países são imprecisas (BORIS, 2011).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) trás como dados, que entre 60 e 80 milhões de pessoas
em todo o mundo apresentam dificuldade em concluir o projeto de paternidade e maternidade em algum
momento da vida e estima-se que este indicador seja aproximadamente 20% dos casais em idade
reprodutiva (KLONOFF-COHEN et al., 2001).
No início do ano de 2020, a OMS declarou o coronavírus como um surto global (DIAS;
FAZENDA; RAMOS, 2022). Essa rápida proliferação levou a declaração de pandemia, levando a grandes
mudanças nos comportamentos sociais. A COVID-19 teve um impacto elevado nos índices dentro da saúde
pública, assim como também teve um impacto significativo na prestação de cuidados de saúde para todos
os pacientes sem COVID-19 (ZHU et al., 2020).
Além disso, estudos evidenciaram possíveis interferências da infecção pelo novo coronavírus na
fertilidade masculina e, consequentemente, na reprodução humana (DIAS; FAZENDA; RAMOS, 2022
Neste sentido, essa temática torna-se relevante, levando em consideração os impactos enfrentados
pelo homem diante deste diagnóstico, visto que este pode afetar não somente a vida sexual, mas todo o
contexto. Outrossim, esse estudo objetiva identificar como a COVID-19 influencia nos casos de
infertilidade masculina.
2 METODOLOGIA
O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa de literatura, de abordagem qualitativa,
desenvolvida a partir de levantamentos bibliográficos.
A busca pelos artigos foi realizada em janeiro de 2023 nas bases de dados: Literatura Latino-
Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval
System Online (MEDLINE), através da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Para busca, utilizaram-se os
seguintes descritores: “Infertilidade Masculina”, “Infertilidade” “SARS-CoV-2” e “COVID-19”, os quais
foram combinados com o operador booleano “AND” no cruzamento.
Foram utilizados como critérios de inclusão os artigos nos idiomas português, espanhol e inglês,
disponíveis gratuitamente, em texto completo, publicados nos últimos cinco anos (2018-2022), e que
respondessem ao objetivo proposto. E como critérios de exclusão adotaram-se os estudos duplicados nas
bases supramencionadas, além de estudos de revisão, resumos de congressos, editoriais, monografias,
dissertações, teses e artigos que não abordassem a temática.
Durante a busca foram encontrados 94 artigos científicos, após a coleta dos dados, empreendeu-se
as etapas de pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados e interpretações. Assim, foram
selecionados 15 artigos, que além de estarem em consonância com os critérios de inclusão estabelecidos,
responderam adequadamente à temática, após a leitura de título, resumo e texto completo. Esses foram
avaliados, respondendo os objetivos propostos, na qual foram lidos na íntegra, sendo selecionados 08
estudos, mediante análise de conteúdo e segundo os critérios de inclusão e exclusão (Figura 1).
202
Figura 1 – Fluxograma das referências selecionadas
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Mediante análise dos estudos, notou-se que, a análise da fertilidade masculina é fundamental,
tendo em vista que impacta na continuidade da vida, sendo um dos fatores responsáveis pelo declínio da
população (DIAS; FAZENDA; RAMOS, 2022).
Constatou-se também, que após a contaminação pelo COVID-19 o homem pode apresentar
Orquite Testicular que é uma complicação que leva à interrupção da espermatogênese, apoptose de células
germinativas, afetando assim a qualidade do sêmen (DUTTA et al., 2021). Além disso, a infecção pelo
COVID-19 pode induzir hipogonadismo masculino agudo que se manifesta clinicamente como uma
redução nos níveis de testosterona (ABDEL-MONEIM, 2021; SEYMEN, 2020).
Nesse sentido, evidenciou-se o SARS CoV-2 liga sua proteína S a enzima conversora de
angiotensina 2 (ACE2), que embora esteja altamente disseminado no sistema respiratório, é encontrado
também em outros órgãos, e é o principal receptor hospedeiro que auxilia a entrada do SARS-CoV-2 nas
células testiculares (células dos ductos seminíferos, espermatogônias, células de Leydig e células de
Sertoli), levando a uma resposta inflamatória descontrolada induzida pela infecção por SARS-CoV-2, e a
graves efeitos perturbadores nas funções testiculares (DIAS; FAZENDA; RAMOS, 2022; DUTTA et al.,
2021).
Além disso, sabe-se que a alta resposta inflamatória, associada a febre, ativa as células imunes e
mediadores inflamatórios, como interferons e citocinas. E podem afetar a função testicular e a
espermatogênese, assim como os parâmetros do sêmen, a concentração e motilidade espermática (ABDEL-
MONEIM, 2021).
De acordo com Seymen (2020), o SARS-CoV-2 pode infectar os testículos, o trato genital
203
masculino, e causar danos à fertilidade masculina. A infecção por coronavírus pode afetar também as
secreções, mas a presença do vírus no sêmen, ainda está em estudos.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
ABDEL-MONEIM, Adel. COVID-19 Pandemic and Male Fertility: clinical manifestations and pathogenic
mechanisms. Biochemistry (Moscow), [S.L.], v. 86, n. 4, p. 389-396, 19 Mar. 2021.
DIAS, Sara Almeida; FAZENDA, Juliana Maria; RAMOS, Lucas de Paula. Interferência do Covid-19 na
fertilidade masculina. Research, Society And Development, [S.L.], v. 11, n. 15, p. 1-9, 13 nov. 2022.
DUTTA, Sulagna; SENGUPTA, Pallav. SARS-CoV-2 and Male Infertility: possible multifaceted
pathology. Reproductive Sciences, [S.L.], v. 28, n. 1, p. 23-26, 10 jul. 2020.
FUSTINO, Laura Gonçalves; STOLZ, Janaína Viana; HAAS, Patrícia. Male infertility in patients
diagnosed with COVID-19: a narrative review. Revista de Medicina, v. 101, n. 1, 2022.
GONÇALVES, Laura Faustino; STOLZ, Janaína Viana; HAAS, Patrícia. Infertilidade masculina em
pacientes com diagnóstico de COVID-19: uma revisão narrativa. Revista de Medicina, v. 101, n. 1, 2022.
KLONOFF-COHEN, Hillary; CHU, Elaine; NATARAJAN, Loki; SIEBER, William. A prospective study
of stress among women undergoing in vitro fertilization or gamete intrafallopian transfer. Fertility And
Sterility, [S.L.], v. 76, n. 4, p. 675-687, out. 2001.
204
reproduction system and fertility. Journal of Assisted Reproduction And Genetics, [S.L.], v. 38, n. 7, p.
1691-1708, 11 maio de 2021.
PEÑA, Gilda Monteagudo; GÁMEZ, Maite Cabrera; CARBALLO, Gisel Ovies; PENDÁS, Bertha
Rodríguez. Salud sexual y reproductiva en tiempos de la COVID-19. Revista Cubana de Saúde Pública,
[s. l], v. 47, n. 4, p. 1-16, 2021.
SEYMEN, Cemile Merve. The other side of COVID‐19 pandemic: effects on male fertility. Journal Of
Medical Virology, [S.L.], v. 93, n. 3, p. 1396-1402, 22 nov. 2020.
YOUNIS, Johnny S.; ABASSI, Zaid; SKORECKI, Karl. Is there an impact of the COVID-19 pandemic on
male fertility? The ACE2 connection. American Journal Of Physiology-Endocrinology And
Metabolism, [S.L.], v. 318, n. 6, p. 878-880, 1 jun. 2020.
ZADEH, Arash Ardestani; ARAB, Davood. COVID-19 and male reproductive system: pathogenic features
and possible mechanisms. Journal Of Molecular Histology, [S.L.], v. 52, n. 5, p. 869-878, 7 Jul. 2021.
ZHU, Na; ZHANG, Dingyu; WANG, Wenling; LI, Xingwang; YANG, Bo; SONG, Jingdong; ZHAO,
Xiang; HUANG, Baoying; SHI, Weifeng; LU, Roujian. A Novel Coronavirus from Patients with
Pneumonia in China, 2019. New England Journal Of Medicine, [S.L.], v. 382, n. 8, p. 727-733, 20 fev.
2020.
205
CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PREJUÍZOS DA PANDEMIA DA COVID-19 PARA A
SAÚDE MENTAL DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
1
Yasmim da Fonseca de Souza Nantes
1
Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill
1
Heloisa Bruna Grubits
2
Jadson Justi
1
Simone Principe Rondon
1
Gabriel Marques Lima de Andrade
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A pandemia da COVID-19 afetou de diversas formas a vida das pessoas gerando prejuízos
econômicos, na saúde física e mental, entre outros. Na área da educação superior muitos acadêmicos foram
submetidos à mudança brusca do ensino presencial para o ensino remoto e, isso, aliado à riscos da gravidade
da doença bem como, a perda de familiares e amigos – entre outros –, geraram um estado de grande
incerteza, insegurança, descontrole e vulnerabilidade. Toda a situação mencionada favoreceu o
adoecimento psicológico de dezenas de milhares de estudantes ao redor do mundo. OBJETIVO: Discutir
sobre prejuízos na saúde mental de estudantes universitários decorrentes do isolamento social durante a
pandemia da COVID-19. METODOLOGIA: O presente estudo enquadra-se como teórico-reflexivo
utilizando-se de artigos científicos publicados no período de 2020 a 2023. Os artigos em questão foram
pesquisados nas bases de dados “Scientific Electronic Library Online – SciELO, Periódicos Eletrônicos em
Psicologia – PePSIC e Biblioteca Virtual em Saúde” – BVS por meio dos descritores “isolamento social,
saúde mental, prejuízos à estudantes e interação social”. RESULTADOS: Os dados encontrados na
literatura destacam – em maior quantitativo – as seguintes evidências: (1) aumento da ansiedade, (2)
depressão, (3) transtornos de somatização, (4) insônia, (5) tristeza, (6) sentimentos de solidão, (7)
irritabilidade, (8) estresse e (9) dificuldade de aprendizagem. É relevante destacar que o isolamento social
em si já é capaz de gerar impacto negativo na aprendizagem de acordo com a teoria sócio-histórica de
Vygotsky. E, segundo a mesma teoria, a aprendizagem se dá por mediadores e com interação do grupo de
pares no contexto educacional. Sem a interação presencial com os colegas de turma – durante o isolamento
social – houve baixo desempenho acadêmico e aumento exacerbado de reprovações. Ainda de acordo com
a literatura compulsada, os estudantes que mais foram afetados são do sexo feminino compreendendo a
faixa etária de adolescentes e adultos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pandemia da COVID-19 afetou
diretamente os estudantes universitários em razão da necessidade de isolamento social e também da adoção
de novas metodologias de ensino repentina. Já os transtornos mentais que foram desencadeados ou
agravados pela experiência pandêmica, impactaram com maior gravidade as mulheres. A elaboração de
estratégias de prevenção de adoecimento da saúde mental de estudantes – por parte de instituições de ensino
e do poder público – é necessária como mecanismo para a valorização da qualidade da vida humana.
Contudo, a criação de grupos de profissionais para monitorar a saúde mental de estudantes se faz necessária
para toda instituição educacional.
206
REFERÊNCIAS:
BECKER, A. S. et al. O impacto na saúde mental de estudantes universitários submetidos ao ensino digital
remoto durante o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19: uma revisão sistemática. Revista
da AMRIGS, Porto Alegre, v. 65, n. 1, p. 2-11, 2021. Disponível em:
[Link] Acesso em: 9 mar.
2023.
COELHO, A. P. S. et al. Saúde mental e qualidade do sono entre estudantes universitários em tempos de
pandemia da COVID-19: experiência de um programa de assistência estudantil. Research, Society and
Development, Vargem Grande Paulista, v. 9, n. 9, p. 1-14, 2020. Disponível em:
[Link] Acesso em: 12 mar. 2023.
MOTA, D. C. B. et al. Saúde mental e uso de internet por estudantes universitários: estratégias de
enfrentamento no contexto da COVID-19. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 26, n. 6, p. 2159-
2170, 2021. Disponível em:
[Link] Acesso em: 11 mar.
2023.
OLIVEIRA, E. N. et al. Covid-19: repercussões na saúde mental de estudantes do ensino superior. Saúde
em Debate, Rio de Janeiro, v. 46, n. 1, p. 206-220, 2022. Disponível em:
[Link] Acesso em: 9 mar.
2023.
207
A MATERNIDADE VIVENCIADA POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA:
UMA REVISÃO INTEGRATIVA
1,1,2
Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, Piauí, Brasil.
INTRODUÇÃO: A maternidade é uma fase complexa para todas as mulheres, tanto nas transformações
físicas quanto emocionais. Esse contexto é ainda mais complexo e desafiador para as pessoas com
deficiência (PCD) que enfrentam ainda a estigmatização, com desconfiança acerca de sua capacidade de
gerar, ter um filho sem deficiência e oferecer cuidado. Assim, essa experiência que deveria ser maravilhosa
e apreciada torna-se um momento difícil e de insegurança. OBJETIVOS: Caracterizar o contexto da
maternidade vivenciada por pessoas com deficiências e constatar, principalmente, suas dificuldades.
METODOLOGIA: Este trabalho trata-se de uma revisão integrativa com pesquisa de artigos realizada nas
fontes Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Biblioteca Eletrônica Científica
Online (SciELO). Foram incluídos textos completos, no idioma português em um intervalo de tempo de 10
anos (2013-2023). Já para critério de exclusão foi estabelecido textos que fugissem à temática, não
estivessem disponíveis e que apresentassem duplicidade. RESULTADOS: Constituíram a amostra final
desta revisão apenas 7 artigos dos 22 encontrados. A gravidez é um processo biológico comum às mulheres
e adquire matizes particulares para cada indivíduo. As pessoas com deficiência que se tornam mães
enfrentam um contexto diferenciado de maternidade e de dificuldades. Essa experiência é iniciada com a
surpresa e insegurança, haja vista que muitas dessas mulheres são desencorajadas a vivenciar a gravidez,
sendo estigmatizadas em todos os âmbitos, pelos familiares, amigos e profissionais de saúde. No ambiente
de saúde essas mulheres lidam com profissionais despreparados para prestar auxílio e orientações. A família
e amigos, que constituem a rede de apoio, muitas vezes, externam sua incredulidade na capacidade dessas
mulheres de terem e cuidarem de seus filhos. Apesar disso, na realidade da maioria das mães, familiares e
amigos constituem sua rede de apoio, prestando auxílio no cuidado, em orientações, financeiramente e de
forma emocional, sendo um ouvinte ativo. Além disso, mais uma dificuldade enfrentada é que essa rede de
apoio não é estendida à medida que a criança desenvolve novas necessidades. As mães encontram muitos
obstáculos em estabelecer uma relação com a escola, a qual não possibilita uma comunicação facilitada,
impedindo a participação ativa das mães no desenvolvimento escolar do menor. É interessante ressaltar a
construção da relação mãe e filho, a qual é formada à medida que esses crescem. A comunicação, por
exemplo, se dá inicialmente de forma não verbal, formada por toques e carícias e evolui de acordo com o
desenvolvimento da criança e do contexto em que está inserida. Apesar das dificuldades, essas mulheres
conseguem se adaptar e exercer sua maternidade, com esforço individual e auxílio de sua rede de apoio.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com a realização deste trabalho constata-se como se dá a vivência da
maternidade por pessoas com deficiência, as dificuldades encontradas, as angústias, a estigmatização por
parte da sociedade, a rede de apoio e o abandono. A mãe com deficiência apresenta resiliência e busca se
adaptar para exercer sua maternidade.
208
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, G. M. S.; AIELLO, A. L. R.. Rede social de apoio de mães com deficiência intelectual.
Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 26, n. 4, p. 752–761, out. 2013.
BELO, L. C. O.; OLIVEIRA FILHO, P. DE .. Maternidade marcada: o estigma de ser mãe com deficiência
visual. Saúde e Sociedade, v. 27, n. 3, p. 957–967, jul. 2018.
SANTOS, L. F. DE M. DOS . et al.. Transition to motherhood and mothering for women in wheelchairs: a
nursing perspective. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 72, p. 290–296, dez. 2019.
SANTOS, R. DA S.; RIBEIRO, V. M.. Transition of blind women to motherhood from the perspective of
Transitions Theory. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 73, p. e20190234, 2020.
209
A RELEVÂNCIA DO CONHECIMENTO ANATÔMICO NA IDENTIFICAÇÃO DE
CORPOS ESTRANHOS EM EXAMES RADIOLÓGICOS: UMA REVISÃO
BIBLIOGRÁFICA
210
localização dos órgãos acometidos, bem como facilita a identificação de alterações e achados radiológicos
atípicos.
VENTER, N. G. et al. Avaliação de métodos radiológicos na detecção de corpo estranho de madeira em modelo animal.
Acta Cirúrgica Brasileira, v. 20, p. 19–26, 2005.
POLAT, B. et al. DIAGNOSIS AND TREATMENT OF RETAINED WOODEN FOREIGN BODIES IN THE
EXTREMITIES USING ULTRASOUND. Acta Ortopédica Brasileira, v. 26, n. 3, p. 198–200, jun. 2018.
RODRIGUES, F. G. et al. Endoscopic ultrasound in the diagnosis of foreign bodies of the colon and rectum. Revista
da Associação Médica Brasileira, v. 62, n. 9, p. 818–821, dez. 2016.
211
SEGURANÇA DO PACIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO PELA
PERSPECTIVA DA ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
REFERÊNCIAS
ABREU, I. M.; ROCHA, R. C.; AVELINO, F. V. S. D.; GUIMARÃES, D. B. O.; NOGUEIRA, L. T.;
MADEIRA, M. Z. A. Cultura de segurança do paciente em centro cirúrgico: visão da enfermagem. Rev
Gaúcha Enferm, v. 40, 2020.
212
GUTIERRES, L. S.; MENEGON, F. H. A.; LANZONI, G. M. M.; SILVA, R. M.; LOPES, S. G.;
SANTOS, J. L. G. Dificuldades de enfermeiros na segurança do paciente em centro cirúrgico: estudo
exploratório. Online Braz J Nurs, v. 19, n.4, 2020.
GUTIERRES, L. S.; SANTOS, J. L. G.; PEITER, C. C.; MENEGON, F. H.A.; SEBOLD, L. F.;
ERDMANN, A.L. Boas práticas para segurança do paciente em centro cirúrgico: recomendações de
enfermeiros. Rev Bras Enferm, v. 71, 2018.
RIBEIRO, B.; SOUZA, J. S. M. A segurança do paciente no centro cirúrgico: papel da equipe de
enfermagem. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, v. 43, n. 1, 2022.
ROCHA, R. C.; ABREU, I.M.; CARVALHO, R. E. F. L.; ROCHA, S. S.; MADEIRA, M. Z. A.;
AVELINO, F. V. S. D. Cultura de segurança do paciente em centros cirúrgicos: perspectivas da
enfermagem. Rev Esc Enferm USP, v. 55, 2021.
213
FISIOPATOLOGIA E SEQUELAS DAS ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS E
IMUNOLÓGICAS DESENCADEADAS POR COVID-19 NO TECIDO
PULMONAR
¹Gleiciane Adrielli Souza Guinho
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A COVID-19 é uma doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, que apresenta
diferentes tipos de complicações e graus de comprometimento funcional pulmonar nos indivíduos
atingidos, e, no período de infecção, apresenta entre as suas implicações mais graves a Síndrome do
Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), passível de evolução para insuficiência respiratória e morte.
Fisiopatologicamente, os acometidos apresentam uma resposta inflamatória exagerada, mecanismo que
contribui para alterações estruturais e imunológicas significativas no tecido pulmonar. OBJETIVOS:
Analisar as publicações na literatura e descrever as principais alterações teciduais, funcionais e
imunológicas pulmonares devido aos quadros de inflamação provocados pela COVID-19. MATERIAIS E
MÉTODOS: O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura narrativa, na qual a busca dos artigos
de embasamento se deu nas bases de dados SciElo, PubMed, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS);
através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Lesão Pulmonar”, “Inflamação” e “COVID-19”,
aplicados com o auxílio do operador booleano “AND” que combinou os termos de busca e refinou os
resultados. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, que fossem qualitativos,
quantitativos e revisões sistemáticas, nos idiomas português, inglês e espanhol. Com isso, foram
selecionados, após uma leitura exploratória, 10 artigos, publicados entre 2019 e 2022, que contemplavam
o objetivo do resumo. DESENVOLVIMENTO: Num primeiro momento, o SARS-CoV-2 age adentrando
no corpo através dos cílios apicais do trato respiratório, ligando-se ao receptor da Enzima Conversora de
Angiotensina 2 (ACE2), e replicando-se no epitélio da mucosa e células epiteliais alveolares. No sucesso
dessas etapas, a imunidade inata é ativada, atuando como primeira fase de defesa do organismo. Porém,
apesar da tentativa de controle, a resposta imune nesses casos frequentemente apresenta-se desproporcional,
causando uma resposta inflamatória exagerada, com elevados níveis de citocinas, tais como a L1β, IL2,
IL6, IL7, IL8, IL10, IL17, IFN-γ, MCP1, G-CSF e TNF-alfa, que induzem excessivamente a expressão de
moléculas de atração de neutrófilos e monócitos, ocasionando lesões teciduais, além de serem capazes de
levar células endoteliais e epiteliais do pulmão à apoptose, danificando barreiras microvasculares e
alveolares que encadeiam extravasamento vascular, edema alveolar e hipóxia. Além disso, a formação de
redes extracelulares para erradicação de patógenos (Neutrophil Extracellular Traps) também se faz presente
em altos níveis, podendo gerar a destruição de tecidos, trombose microvascular e danos permanentes ao
214
sistema respiratório. A partir disso, injúrias teciduais pulmonares por hemorragia focal, inflamação
exsudativa alveolar e intersticial com danos em diferentes graus, fibrose, congestão e degeneração tecidual,
além de dilatação de capilares da parede alveolar, foram relatadas nos estudos. Clinicamente, as
manifestações refletem desde sintomas respiratórios e sistêmicos leves até quadros graves com SDRA,
sepse, disfunção de múltiplos órgãos e morte. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Através da
investigação das manifestações pulmonares e gravidade clínica decorrentes do comportamento inflamatório
desencadeado pela resposta imune do hospedeiro, é possível compreender melhor o mecanismo
fisiopatológico da COVID-19, e, assim, esclarecer a gravidade das alterações e danos estruturais e
contribuir com para novas pesquisas que otimizem a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.
REFERÊNCIAS:
BETSY, J. B. et al. Targeting potential drivers of COVID-19: Neutrophil extracellular traps. J. Exp. Med.,
v.217, n.6. 2020. DOI: [Link]
DE SORDI, L. H. S. et al. O Papel da Imunidade Inata na COVID-19. Revista Ciências em Saúde., v.10,
n.3. 2020. DOI: [Link]
LOUREIRO, C. M. C. et al. Alterações pulmonares na COVID-19. Revista Científica HSI., v.4, n.2. 2020.
DOI: [Link]
215
MANIFESTAÇÕES OSTEOARTICULARES NA TUBERCULOSE: UMA
REVISÃO DE LITERATURA
Brasil
Modalidade: Pôster
216
tuberculose vertebral,se destaca como a forma mais comum de tuberculose óssea, resultando na destruição
dos corpos vertebrais e em deformidades da coluna dorsal, associada ou não à doença pulmonar. As
vértebras são os ossos mais afetados, conhecida como "Mal de Pott", seguida das epífises dos ossos longos
e as articulações de joelho e quadril são, geralmente, afetadas. Entre as deformidades encontradas na
coluna, destacam-se a escoliose e a cifose. A cifose progressiva ocorre com mais frequência quando a área
afetada compreende a coluna torácica baixa e a transição toracolombar. O comprometimento medular é
mais comum nas regiões cervical e torácica superior. O envolvimento da coluna cervical é raro e se
relaciona a uma alta taxa de mortalidade enquanto o envolvimento de três ou mais vértebras traduz um risco
elevado de paraplegia. CONCLUSÃO: As manifestações osteoarticulares da tuberculose, afetam qualquer
osso ou articulação, entretanto é mais comum na coluna vertebral, quadril e joelhos. O diagnóstico precoce
e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações graves, como deformidades
permanentes e disfunção articular. São necessárias mais pesquisas para aprimorar o entendimento da
fisiopatologia, diagnóstico e manejo da tuberculose osteoarticular, buscando estratégias de diagnóstico mais
avançadas e novas abordagens terapêuticas.
REFERÊNCIAS:
ANGERETT, N. R. et al. Rare septic arthritis of the wrist and carpus primary osteoarticular manifestation
of Mycobacterium tuberculosis: A case report. SAGE Open Medical Case Reports, v. 10, p.
2050313X2211020, jan. 2022.
KABORE, C. et al. [Osteoarticular tuberculosis nosology and diagnostic pitfalls]. Revue Medicale De
Liege, v. 73, n. 4, p. 191–196, 1 abr. 2018.
SCHETTINO, L. C.; CARELLI, L. E.; BARBOSA, M. O. Tuberculose vertebral: análise descritiva de uma
série de casos submetidos a tratamento cirúrgico. Coluna/Columna, v. 9, n. 2, p. 119–125, jun. 2010.
217
A RELAÇÃO DO VÍCIO E DA FARMACODINÂMICA DE DROGAS
PSICOATIVAS, COMO HEROÍNA, COCAÍNA E NICOTINA
218
psicoativas pode-se notar fenômenos de tolerância à droga, refletindo a necessidade de doses mais altas
para ela alcançar o mesmo efeito nos circuitos neurológicos, em especial no circuito da dopamina. Em
outras palavras, o indivíduo desenvolve um vício.
219
MANIFESTAÇÕES CARDÍACAS DA ESPONDILITE ANQUILOSANTE
INTRODUÇÃO: A espondilite anquilosante (EA) é uma doença reumatológica crônica autoimune que
acomete principalmente o esqueleto axial. Essa condição tem uma relação genética com o gene HLA-B27,
o qual está presente em cerca de 80% dos casos de EA, mas não necessariamente a presença do gene indicará
a instauração da doença. Embora a EA acometa mais comumente as articulações axiais, há relatos na
literatura sobre chances de acometimento extra-articular, em especial manifestações cardíacas que, mesmo
com baixa incidência, tem grande influência no prognóstico e manejo do paciente. METODOLOGIA:
Foram pesquisados artigos nas bases de dados, PUBMED e SciELO, utilizando os descritores:
Espondiloartrite, Espondilite Anquilosante, Manifestações cardíacas e Manifestações cardiovasculares,
resultando em 21 estudos. Após a seleção de somente artigos que abordavam sobre os acometimentos
cardíacos, foram elegíveis 13 para o desenvolvimento do trabalho. RESULTADOS: A Espondilite
anquilosante é caracterizada por ser uma doença inflamatória e imunomediada, que acomete principalmente
as articulações do esqueleto axial. Devido ao seu padrão inflamatório e de cronificação, as manifestações
extra-articulares podem ser observadas em alguns pacientes com EA. Dentro das manifestações que não
acometem a coluna axial do paciente, destacam-se principalmente os acometimento cardíacos. Nesses
desfechos, cabe observar os distúrbios de condução cardíaca. Nas doenças de origem aórtica, como
regurgitação aórtica e aortite, nota-se que as anormalidades valvares mais importantes descritas na EA são
espessamento e dilatação da raiz aórtica, espessamento e retração da cúspide aórtica, regurgitação aórtica e
mitral além de disfunção diastólica do ventrículo esquerdo. A incidência do acometimento cardiovascular
nos pacientes com EA é mais comumente relatado em 10-30% desses indivíduos, tendo como fator de risco
o sexo masculino e obesidade. Os acometimento valvares são presentes, sendo o mais relatado o aórtico,
tendo maior sensibilidade e especificidade para a EA,. Tais acometimentos não conseguem ser monitorados
somente por exames de prova inflamatória, como velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína
c-reativa (PCR), visto que não há um caráter de uniformidade na evolução da EA e suas afecções extra-
articulares. CONCLUSÃO: As manifestações extra-articulares na EA, embora raras, são indicativos de pior
prognóstico para os pacientes portadores e consequentemente apresentam alta morbidade, devendo,
portanto, serem diagnosticadas e tratadas precocemente para aumentar as chances de um melhor
prognóstico para esses indivíduos. Dessa maneira, o presente estudo analisou as principais causas de
acometimentos extra axiais na EA, com enfoque no sítio cardíaco, a fim de evidenciar os acometimentos
cardiovasculares mais comumentes relatados na literatura e, com isso, procurar garantir melhor prognóstico
220
na busca da redução da morbimortalidade nessa população ao aprimorar métodos diagnósticos e protocolos
de tratamento.
REFERÊNCIAS:
4. Baniaamam M, Heslinga SC, Boekel L, Konings TC, Handoko ML, Kamp O, et al. The Prevalence of
Cardiac Diseases in a Contemporary Large Cohort of Dutch Elderly Ankylosing Spondylitis Patients-The
CARDAS Study. Journal of Clinical Medicine [Internet]. 2021 Oct 29 [cited 2022 Nov 2];10(21):5069.
Available from: [Link]
5. Park S-H, Sohn I-S, Joe B-H, Hwang H-J, Park C-B, Jin E-S, et al. Early cardiac valvular changes in
ankylosing spondylitis: a transesophageal echocardiography study. Journal of Cardiovascular Ultrasound
[Internet]. 2012 Mar 1 [cited 2022 Nov 2];20(1):30–6. Available from:
[Link]
221
ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO DO PACIENTE COM DOENÇA
RENAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
1
Fernanda Lourenço Esteves Corrêa da Silva Cava
1
Heloisa Bruna Grubits
2
Jadson Justi
1
Angela Maria Areias Florencio
¹Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill
1
Leandro Corrêa Barboza
1
Simone Principe Rondon
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Eixo temático: Psicologia
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A doença renal é uma condição crônica e incurável que inicialmente é caracterizada como
insuficiência renal. A pessoa acometida por essa doença apresenta inicialmente a diminuição da filtragem
de impurezas do organismo até o momento que o órgão em questão se torne incapaz de realizar sua função.
Dentre as alternativas de tratamento para estes pacientes está o transplante renal – caso haja indicação –,
no qual um órgão saudável é recebido pelo paciente por meio de um doador vivo ou falecido. OBJETIVO:
Evidenciar a necessidade do acompanhamento psicológico de pacientes com doença renal.
METODOLOGIA: O presente estudo enquadra-se como um relato de experiência de um de seus
proponentes na prática laborativa com pacientes com doença renal em um hospital situado em um município
do Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. RESULTADOS: São inúmeras as perdas e mudanças
psicossociais que os pacientes com doença renal vivenciam ao longo do tratamento de forma a interferir
diretamente na qualidade de vida. As perdas e mudanças em questão, geralmente, estão atreladas a (1) perda
de emprego, (2) alteração na imagem corporal, (3) restrições alimentares, (4) perda de interesse sexual, (5)
readaptação das atividades de vida diária, (6) comprometimento psicológico, entre outras. É válido
mencionar que para ocorrer o transplante, o paciente também passa por uma consulta psicológica no qual é
realizado um levantamento das percepções em relação a descoberta da doença, adaptações ao tratamento
dialítico e as motivações que o fazem desejar o transplante. Como o transplante não é um tratamento
curativo, o paciente continua sendo acompanhado em um ambulatório – geralmente pelos mesmos
profissionais em saúde –, e assim é possível levantar as mudanças que a cirurgia pode acarretar em sua vida
e traçar um panorama entre as expectativas e possíveis impactos em sua qualidade de vida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dentro do contexto hospitalar a psicologia é essencial quando a questão é o
monitoramento da condição psíquica de pacientes dos mais diversos quadros em saúde e a condição de
doença renal não é exceção. E, o levantamento de indicadores de qualidade de vida – realizado por
psicólogos – é fundamental para se compreender o impacto na vida e na saúde de transplantados renais de
forma a proporcionar maior condição para o manejo de atenção e cuidado humano. Conclui-se também que
pacientes com doença renal necessitam de acompanhamento psicológico no pré e pós intervenção cirúrgica.
Palavras-chave: Saúde, Doença renal, Psicologia.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Diretrizes clínicas para o cuidado ao paciente com doença renal crônica – DRC no
sistema. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
BRASIL. Guia instrutivo: Organização local da linha de cuidado da pessoa com doença renal
crônica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
222
CARACTERIZAÇÃO DOS TIPOS DE TOXICIDADE CAUSADOS
PELOS ANTINEOPLÁSICOS DA CLASSE DOS AGENTES
ALQUILANTES
223
Palavras-chave: Toxicidade; Antineoplásicos; Alquilantes
REFERÊNCIAS:
ALMEIDA, V. L. de, et al. Câncer e agentes antineoplásicos ciclo-celular específicos e ciclo-celular não
específicos que interagem com o DNA: uma introdução. Química Nova, [S. l.], v. 28, n. 1, p. 118-129,
2005. doi:10.1590/s0100-40422005000100021
BRUNTON, L.L.; GOODMAN & GILMAN: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 12ª ed. Rio de
Janeiro: McGraw-Hill, 2012.
GABRIEL, G.; NEPOMUCENO, L.; PIMENTA, V.; ARAÚJO, E. Agentes antineoplásicos para o
tratamento do osteossarcoma. Enciclopédia Biosfera, [S. l.], v. 14, n. 26, 2017. Disponível em:
[Link] Acesso em: 3 maio. 2023.
MARTINS, I.; ROSA, H. V. D. Considerações Toxicológicas da Exposição Ocupacional aos Fármacos
Antineoplásicos. Rev. Bras. Med. Trab., Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p. 118-125, 22 abr. 2004.
224
FORMULAÇÃO DE DENTIFRÍCIO FLUORETADO PARA CAMPANHAS DE
SAÚDE BUCAL EM COMUNIDADES CARENTES
1
Lucas Telesforo Teixeira
1
Alexandre Sampaio de Lima Martins
1
Guilherme Brandão Raposa Lengruber do Carmo
1
Cristiano Guilherme Alves de Oliveira
1Universidade Iguaçu - Campos V - Itaperuna - RJ
REFERÊNCIAS:
BRAGA, Mariana Minatel; MENDES, Fausto Medeiros; GIMENEZ, Thais; EKSTRAND, Kim Rud. o uso
do icdas para diagnóstico e planejamento do tratamento da doença cárie. Pro-Odonto Prevenção, [s.
l], v. 4, n. 5, p. 9-55, 2015.
225
CALIXTO, Larissa Fróes; DIAS, Verônica Oliveira; OLIVEIRA, Maria José Lages; MAIA, Naiara
Gonçalves Fonseca; OLIVEIRA, Carolina de Castro; MARTINS, Milene Aparecida Torres Saar. Impacto
das lesões cariosas cavitadas e das consequências da cárie dentária não tratada na qualidade de vida
de crianças de 08 a 10 anos de idade. Arquivos em Odontologia, Belo Horizonte, v. 13, n. 54, p. 1-7, fev.
2018.
CARVALHO, D. et al. (2009) ‘Fluoride toothpastes for preventing dental caries in children and
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CHAVES, Sônia Cristina Lima; VIEIRA-DA-SILVA, Lígia Maria. A efetividade do dentifrício fluoretado
no controle da cárie dental: uma meta-análise Anticaries effectiveness of fluoride toothpaste: a meta-
analysis. Rev Sa Efetividade do Dentifrício Fluoretado no Controle da Cárie Dental: Uma Meta-
Análise Anticaries Effectiveness Of Fluoride Toothpaste: A Meta-Analysisaúde Pública, São Paulo, v.
5, n. 36, p. 598-604, maio 2002.
DIAS, Stefania Germano et al. importância da participação dos pais na educação dos filhos no contexto
escolar. in: congresso nacional de educação, 2., 2015, Santa Maria-Rs. II CONEDU. Santa Maria-Rs:
Conedu, 2015. p. 1-9.
EYER, F.; ENAX, J.. Early Childhood Caries: epidemiology, aetiology, and prevention. International
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226
PETERSEN, P. E. (2003) ‘The World Oral Health Report 2003 WHO Global Oral Health
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RAVCHENKO, Julia et al. The effect of non-fluoride factors on risk of dental fluorosis: evidence from
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SINGH, Aditi; DHAWAN, Preeti; TULI, Avantika; KHANDURI, Nitin; SHARMA, Mahema. Evaluation
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in children and adolescents (Review)’, (1). doi:
10.1002/[Link]
227
AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES BÁSICAS DE VIDA DIÁRIA DE KATZ EM IDOSO EM UMA
INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA EM IMPERATRIZ-MA.
REFERÊNCIAS:
Caderno de atenção básica n°19, envelhecimento e saúde da pessoa idosa, Ministério da Saúde, 2006.
DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira; ANDRADE, Claudia Laranjeira de; LEBRAO, Maria Lúcia. O
Índex de Katz na avaliação da funcionalidade dos idosos. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo , v. 41, n.
2, p. 317-325, June 2007 . Available from
<[Link]
. access on 08 Oct. 2019. [Link]
228
PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA NO LAZER EM ADULTOS E IDOSOS
RESIDENTES NAS CAPITAIS BRASILEIRAS
Andressa Carine Kretschmer, Vitória Castelo Branco Bezerra Silva, Graziele Fonseca, Francielle
Bendlin Antunes.
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A prática de atividade física é um dos principais fatores de prevenção para as doenças
crônicas não transmissíveis, também contribui para o bem-estar psicológico, melhora o humor, pode aliviar
a ansiedade, e melhorar a autoestima. OBJETIVO: Identificar as modalidades de atividades físicas mais
praticadas em adultos e idosos residentes nas capitais brasileiras e as características socioeconômicas e
comportamentais relacionadas ao comportamento ativo. METODOLOGIA: Tratou-se de um estudo
transversal oriundo de um banco de dados maior, o banco de dados do estudo Sistema de Vigilância de
Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – VIGITEL do ano de 2017,
a variável dependente foi a prática de atividade física no lazer (sim, não), já as variáveis independentes
foram cinco variáveis socioeconômicas e comportamentais. Inicialmente foi realizada a análise descritiva
dos dados na qual se identificou as atividades físicas mais praticadas, posteriormente relacionou-se a prática
de AF com as variáveis independentes de interesse. Protocolo de aprovação do projeto: CAAE
65610017.1.0000.0008). RESULTADOS: Tratou-se de 52.631 indivíduos adultos e idosos entrevistados
pelo Vigitel, constatou-se que 37,8% dos indivíduos residentes nas capitais brasileiras praticavam atividade
física suficiente no lazer (>=150 minutos na semana), as atividades físicas mais praticadas eram a
caminhada (23%), musculação (7,6%), ginástica (4,3%). Na análise ajustada obteve-se relações; com o
sexo masculino RP= 1,11 IC95% 1,10 - 1,12, com a idade, sendo encontrada uma RP= 0,97 IC95% 0,95 -
0,98 naqueles com 60 anos ou mais, uma RP= 0,95 IC95% 0,92 - 0,97 naqueles com 40 a 60 anos quando
comparados aqueles com 18 a 39 anos, com a variável escolaridade foi encontrada uma RP= 0,91 IC95%
0,90 - 0,92 naqueles de 0 a 8 anos de escolaridade, uma RP= 0,83 IC95% 0,82 - 0,84 naqueles com 9 a 11
anos de escolaridade, quando comparados àqueles com mais de 12 anos de estudo, com o tabagismo uma
RP= 0,89 IC95% 0,87 - 0,89 e com o consumo regular de vegetais RP= 1,12 IC95% 1,11 - 1,13.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados da pesquisa revelam que os homens e indivíduos mais jovens
são mais ativos, assim como a atividade física preferencial é a caminhada, revela também a relação entre
os comportamentos de saúde saudáveis e a prática da atividade física.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em
Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Vigitel Brasil 2021: vigilância de fatores de risco e
proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em
Saúde, Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis – Brasília:
Ministério da Saúde, 2021.
SILVA R.S; SILVA I; SILVA R.A; SOUZA L; TOMASI E. Atividade física e qualidade de vida.
Ciênc saúde coletiva, v.15, n.1, p.115–20, 2010.
POLISSENI, M.L.C; RIBEIRO, L.C. Exercício físico como fator de proteção para a saúde em
servidores públicos. Rev Bras Med Esporte, v.20, n.5, p.340-4, 2014.
229
INTERVENÇÕES REALIZADAS EM CASOS DE HIPOTERMIAS EM
EMERGÊNCIAS
1
Universidad Privada del Este, Filial Ciudad del Este. Paraguay, Alto Parana - Ciudad del Este; 2-3
Estácio de Teresina, Teresina, Piauí, Brasil. 4Centro Universitário Facex, São Gonçalo do Amarante, RN,
Brasil, 5 Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga, Ponte Nova, MG, Brasil; 6 Centro universitário de
Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil.
REFERÊNCIAS:
230
DE VASCONCELOS, I. S et al. O papel do enfermeiro intensivista na hipotermia terapêutica em pacientes
pós-parada cardiorrespiratória: The role of the intensivist nurse in therapeutic hypothermia in post-stop
cardiorrespiratory patients. Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 9, p. 62045-62055, 2022.
GRIMA, Itziar Ibáñez; DEBALLÓN, Iván Ortega. Manejo prehospitalario de la hipotermia accidental; una
emergencia sanitaria en el Mediterráneo. Revista de Investigación y Educación en Ciencias de la Salud
(RIECS), v. 5, n. S1, p. 68-80, 2020.
GIFFHORN, H. et al. Hipotermia terapêutica em febre-Relato de caso. Rev. méd. Paraná, p. 87-89, 2020.
231
PANDEMIA PELA COVID 19 E SUAS CONSEQUÊNCIAS MENTAIS E DE
SAÚDE NO ÂMBITO SOCIAL
Stella Fernanda Rufino da Silva¹
INTRODUÇÃO: Declarado como pandemia pela Organização Mundial de Saúde o novo coronavírus,
tornou-se a saúde pública e populacional estado de calamidade, configurando uma crise humanitária e
sanitária sofridos por mudanças drásticas e impactos sociais severos, algumas vezes irreversíveis. Diante
disso, na situação pandêmica o número de pessoas psicologicamente afetadas teve índices maiores do que
as que foram acometidas pela infecção, sofrendo principalmente com humor rebaixado, irritabilidade,
medo, culpa, insônia, entre outros fatores psicológicos negativos e muitas vezes de longa durabilidade.
OBJETIVO: Analisar e descrever os impactos sociais, mentais e físicos sofridos pelos profissionais de
saúde e pela população mundial, frente a nova pandemia da COVID 19. METODOLOGIA: O trabalho foi
realizado por meio de uma revisão integrativa, referente aos dados encontrados na literatura científica.
Utilizando o banco de dados da Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Considerados artigos que
abordassem a temática, disponíveis na íntegra, gratuitos e em língua portuguesa. Este estudo de revisão
integrativa não apresentou necessidade de aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, porque extrai
dados de livre acesso, dessa forma não se trata de documentos que requeiram sigilo. DISCUSSÃO: Com o
aumento repentino e constante de novos casos de infecção pelo coronavírus, afetando de modo desigual os
diferentes grupos populacionais, a saúde mundial entrou em crise, a calamidade da pandemia afetava toda
a população agressivamente, fatores como isolamento social, investigação de tratamento, fechamento de
empresas, desemprego, adoecimento e morte, começaram a afetar psicologicamente a população. Sendo
assim, foi necessário que a Organização Mundial de Saúde empregasse principais estratégias para lidar com
essa nova crise humanitária, abordando temas pandemicos diversos relacionados com, as crises mentais, os
grupos vulneráveis, a população de risco e a proteção dos profissionais de saúde, priorizando medidas
principalmente de promoção e prevenção de saúde. Com esses novos documentos institucionais, auxiliou a
saúde pública ao lidar com os pacientes acometidos pela infecção, também ao abordarem problemas
psicossociais que se gerou ao prolongamento do isolamento social, no processo de adoecimento, na
passagem do luto familiar e global, na promoção da qualidade de vida e levando novas informações
quebrando notícias sensacionalistas e reduzindo a desinformação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A análise
dos artigos por meio da revisão integrativa, identificou que essa pesquisa possui grande importância ao
relatar o enfrentamento populacional e profissional, enfrentados nesse momento pandêmico vivido pelo
novo vírus, onde a população teve que enfrentar sentimentos de sofrimento, medo, solidão e angústia,
sofridos de modo agressivo e repentino. Sendo que, os profissionais de saúde lidaram diariamente com
muitas complicações devido a patologia dos pacientes, óbitos numerosos e problemas psicossociais como
medo, depressão e ansiedade. Por tanto é de grande importância uma estratégia preventiva efetiva, que
reduza os riscos de adoecimentos físicos e mentais, reforçando o autocuidado e práticas de saúde mais
saudáveis para toda população mundial.
Palavras-chave: Pandemia COVID 19; Saúde Pública; Isolamento Social; Apoio Familiar.
REFERÊNCIAS:
232
LIMA R.C. Distanciamento e isolamento sociais pela Covid-19 no Brasil: impactos na saúde mental.
Physis: Rev. de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 30(2), e300214, 2020.
SANTOS K.O.B; FERNANDES R.C.P; ALMEIDA M.M.C, et al. Trabalho, saúde e vulnerabilidade na
pandemia de COVID-19. Cad. Saúde Pública; 36(12):e00178320, 2020.
SOUZA D.O. A pandemia de COVID-19 para além das Ciências da Saúde: reflexões sobre sua
determinação social. Rev. Ciência & Saúde Coletiva, 25(Supl.1):2469-2477, 2020.
233
AÇÕES DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO AO CÂNCER DO COLO
DE ÚTERO
Resumo
O câncer de colo do útero é uma das principais causas de óbito em mulheres globalmente. Estima-se que
mais de meio milhão de mulheres são diagnosticadas com a doença anualmente, com cerca de 300.000
mortes ocorrendo todos os anos. A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a principal causa do
câncer de colo do útero. A prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para melhorar o prognóstico
da doença. O objetivo deste resumo expandido é fornecer uma revisão abrangente e atualizada sobre o
câncer de colo do útero, incluindo informações sobre as causas, fatores de risco, sintomas, prevenção,
diagnóstico e tratamento. A pesquisa para este resumo foi realizada utilizando-se uma variedade de fontes
confiáveis de informações, incluindo artigos, livros, relatórios de organizações de saúde e instituições
governamentais. Foram utilizados critérios de seleção rigorosos para garantir a qualidade e relevância das
informações incluídas neste resumo. O câncer de colo do útero é causado principalmente pela infecção pelo
HPV, que é transmitido através do contato sexual. Outros fatores de risco incluem tabagismo, imunidade
comprometida, uso prolongado de pílulas anticoncepcionais e história familiar de câncer de colo do útero.
Nos estágios iniciais, o câncer de colo do útero pode não apresentar sintomas, mas, à medida que progride,
pode causar sangramento vaginal anormal, dor durante o sexo e corrimento vaginal com odor desagradável.
A melhor maneira de prevenir o câncer de colo do útero é através da vacinação contra o HPV e dos exames
regulares de Papanicolau. O diagnóstico do câncer de colo do útero é feito através do exame de Papanicolau
e outros exames de diagnóstico, como biópsias e testes de imagem. O tratamento do câncer de colo do útero
depende do estágio da doença e da idade da paciente, podendo incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
O câncer de colo do útero é uma doença grave que pode ser prevenida e tratada com medidas preventivas,
como a vacinação contra o HPV, e o diagnóstico precoce. A realização de exames regulares de Papanicolau
é fundamental para a detecção precoce da doença. Além disso, a conscientização sobre os fatores de risco
e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce pode ajudar a reduzir a incidência e a mortalidade
por câncer de colo do útero em todo o mundo.
234
1 INTRODUÇÃO
O câncer de colo de útero (CCU) é uma das neoplasias mais frequentes entre mulheres, em todo o
mundo. Ele ocorre quando as células do colo do útero crescem de maneira anormal invadindo tecidos e
órgãos próximos. É geralmente causado pela infecção do vírus HPV e pode ser prevenido com exames
regulares e vacinação. Infelizmente, muitas mulheres não recebem a atenção adequada para prevenção e
rastreamento do câncer cervical, resultando em diagnósticos tardios e taxas de mortalidade elevadas. É
crucial aumentar a conscientização sobre a importância da detecção precoce e do tratamento para combate
a esse câncer.
O câncer da cérvice uterina pode afetar mulheres de todas as idades, embora seja mais comum
entre aquelas acima de 30 anos. Os sintomas iniciais podem incluir dor durante o sexo, sangramento vaginal
anormal e corrimento vaginal com odor desagradável. No entanto, muitas mulheres não apresentam nenhum
sintoma nas fases iniciais da doença, o que torna ainda mais importante a realização de exames regulares
para detecção do câncer cervical em seu estágio inicial.
Felizmente, existem medidas eficazes de prevenção que podem ajudar a reduzir o risco de
desenvolver o câncer de colo do útero. A vacinação contra o HPV é uma das formas mais eficazes, e deve
ser administrada antes do início da atividade sexual. Além disso, a realização regular do exame de
Papanicolau, que detecta alterações pré-cancerígenas nas células do colo do útero, é fundamental para a
prevenção e tratamento precoce do câncer cervical.
No entanto, o acesso a cuidados de saúde adequados para o rastreamento, diagnóstico e tratamento
do câncer de colo do útero ainda é um desafio em muitas partes do mundo, especialmente nos países em
desenvolvimento. É necessário aumentar a conscientização sobre a importância da prevenção e detecção
precoce dessa neoplasia, bem como garantir o acesso a serviços de saúde de qualidade para todas as
mulheres.
2 METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, de caráter exploratório e descritivo,
buscando enfatizar a importância dos cuidados preventivos ao câncer de colo do útero. A pesquisa incluiu
alguns estudos relacionados ao cuidado dos profissionais de enfermagem e ao diagnóstico precoce do
câncer de colo do útero, levando em consideração os descritores: assistência de enfermagem; câncer de colo
do útero; exame do papanicolau (PCCU); e Papilomavírus Humano (HPV). A pesquisa foi realizada a partir
de artigos, diretamente ligadas ao objeto do estudo, publicados no período de 2017 a 2023, em português e
inglês, e disponíveis na íntegra em meios eletrônicos e bases de dados tais como Biblioteca Virtual em
Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), além de manuais (do Ministério da Saúde e
de instituições governamentais).
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O câncer cervical, também conhecido como câncer de colo do útero, é causado principalmente
pela infecção persistente por certos tipos de Papilomavírus Humano (HPV) oncogênicos. Embora a
presença do vírus no organismo não seja suficiente para o desenvolvimento do câncer, outros fatores de
risco modificáveis (tabagismo, múltiplos parceiros, vida sexual precoce, multiparidade e uso de
contraceptivos orais) e não modificáveis (idade, predisposição genética e imunidade) podem contribuir para
o processo oncogênico. O câncer cervical é o terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres em todo o
mundo, ficando atrás apenas do câncer de mama e colorretal, e os subtipos mais comuns causadores da
doença são HPV-16 e HPV-18.
O histórico do câncer de colo do útero é longo e complexo. Durante a maior parte da história, a
doença não era reconhecida como uma condição distinta e muitas mulheres morriam devido a complicações
relacionadas a doenças do sistema reprodutivo. Foi apenas entre os séculos XIX e XX que os médicos
começaram a identificar o câncer cervical como uma doença em particular. Naquela época, a maioria dos
casos era diagnosticada em estágios avançados, nos quais o tratamento já se mostrava limitado e com altas
taxas de mortalidade.
Durante as décadas seguintes, os avanços no conhecimento sobre a biologia do câncer cervical, e
o desenvolvimento de novas técnicas de detecção e tratamento, permitiram melhorar significativamente as
taxas de sobrevivência e reduzir a mortalidade em decorrência dessa neoplasia. A introdução do exame de
Papanicolau na década de 1940 foi um grande avanço, permitindo que as alterações celulares precoces
fossem detectadas antes que se tornassem cancerosas. Desde então, foram desenvolvidas outras técnicas de
235
detecção precoce, como o teste de HPV e a colposcopia, que permitem uma avaliação mais precisa das
alterações no colo do útero.
A sintomatologia do CCU depende do grau de avanço da doença, sendo dificilmente observada na
fase inicial, e caracterizando-se por sangramento vaginal anormal, menstruação longa mais que o habitual,
secreção vaginal incomum e pouco sanguinolenta, sangramento após a relação sexual, dispareunia e dor
pélvica. Desse modo, em decorrência do surgimento de tais sinais e sintomas é importante a procura de
ajuda especializada, sendo a unidade básica de saúde a principal porta de entrada e primeira escolha para
buscar auxílio.
Como evidenciado anteriormente, o câncer do colo do útero é causado por subtipos do HPV, uma
infecção sexualmente transmissível (IST) frequente nos países subdesenvolvidos. A maioria da população
em algum momento da vida terá contato com o vírus e cursará para regressão do mesmo, não causando
danos ao organismo. Entretanto, quando a infecção se torna persistente, a doença instala-se e ocorre o
desenvolvimento do CCU. Segundo o INCA (2022) a incidência anual de casos é de 16.710 representando
um risco de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres. Com isso, percebe-se que a prevenção é a melhor
alternativa para mitigar o surgimento de novo casos.
A detecção prévia da neoplasia ocorre por meio do diagnóstico precoce de pessoas com sinais e
sintomas da doença, enquanto o rastreamento consiste na realização de exames em uma determinada
população assintomática, e aparentemente saudável, para a detecção de alterações indicativas de câncer. O
diagnóstico pode ser feito através de exame pélvico, história clínica, Papanicolau, biópsia e colposcopia. O
exame citopatológico ou PCCU é ofertado gratuitamente na Atenção Básica (AB) constituindo um dos
meios seguros para diagnóstico precoce da doença. O público alvo para realização do exame são mulheres
na faixa etária entre 25 a 64 anos e que já tiveram atividade sexual. Ademais, como estratégias preventivas
tem-se a vacina contra o HPV para jovens de 9 a 14 anos, além do uso de preservativos.
Ao diagnóstico positivo para CCU, o tratamento dependerá da evolução da doença, tamanho do
tumor e fatores pessoais como faixa etária e desejo por ter filhos. Dentre os tratamentos estão quimioterapia,
radioterapia e cirurgia. O câncer do colo do útero é uma temática bastante importante e que deve ser
debatida recorrentemente, principalmente na AB, onde o enfermeiro é o principal transmissor de
informações a respeito do tema devendo orientar seus pacientes a prevenir-se, mitigando assim a incidência
de casos de neoplasias uterinas.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Há muito trabalho a ser feito na luta contra o câncer de colo do útero. O acesso a cuidados de saúde
adequados continua sendo um problema em muitas partes do mundo, especialmente nos países em
desenvolvimento. É necessário aumentar a conscientização sobre a importância da prevenção e detecção
precoce do câncer cervical e garantir que todas as mulheres tenham acesso a serviços de saúde de qualidade.
5 REFERÊNCIAS
CARVALHO, K. F.; COSTA, L. M. O.; FRANÇA, R. F. A relação entre HPV e Câncer de Colo de Útero:
um panorama a partir da produção bibliográfica da área. Revista Saúde em Foco–Edição, n. 11, 2019.
LOPES, V. A. S.; RIBEIRO, J. M. Fatores limitadores e facilitadores para o controle do câncer de colo de
útero: uma revisão de literatura. Ciência & Saúde Coletiva, v. 24, p. 3431-3442, 2019.
MEDRADO, L.; LOPES, R. M. Conexões históricas entre as políticas de rastreamento do câncer de colo
do útero e a educação profissional em citopatologia no Brasil. Trabalho, Educação e Saúde, v. 21, 2023.
Ministério da Saúde. Dados e números sobre câncer do colo do útero relatório anual 2022. Rio de Janeiro:
Instituto Nacional de Câncer, 2022. 31 p.
NETO, C. F. M. A.; COLAÇA, B. A.; LLANCO, Y. S. C. Análise do perfil epidemiológico dos exames
citopatológico do colo do útero em altamira no período de 2014 a 2020: dados a partir do siscan.
Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 27, n. 2, p. 813-828, 2023.
236
EXPERIÊNCIA DE SUCESSO: A IMPLEMENTAÇÃO DA PROFILAXIA
PRÉ-EXPOSIÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE SENSIBILIZAÇÃO NO
SERVIÇO DE REFERÊNCIA PARA DOENÇAS INFECCIOSAS
237
ABIA, nº 63, 2018.
CHAREST, et al. Decentralizing PrEP delivery: Implementation and dissemination strategies to increase
PrEP uptake among MSM in Toronto, Canada. Plos One. Mar. 2021.
FERNANDES, N M. Da pesquisa à implementação: breve histórico sobre a PrEP no Brasil. In: ABIA (org.)
Truvada® Livre!. Boletim ABIA, n 63, 2018.
238
ESQUIZOFRENIA INFANTIL: UMA PSICOPATOLOGIA INVISÍVEL
1
Antônia Vitória Gomes Costa Barreiros
1
Izabela de Figueiredo Reis
1
Jéssica Cristine da Silva Garcia
2
Aimê Gomes Costa Rodrigues
1 Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Sinop, Mato Grosso, Brasil.; 2 Universidade Nilton
Lins. Manaus, Amazonas, Brasil.
Modalidade: Pôster
vitoriantonia15@[Link]
REFERÊNCIAS
SOARES, Hugo Leonardo Rodrigues; GONÇALVES, Hérica Cristina Batista; WERNER JUNIOR, Jairo.
Esquizofrenia hebefrênica: psicose na infância e adolescência. Fractal: Revista de Psicologia, v. 23, p. 239-240, 2011.
RIBEIRO, Carolina Campos et al. Repercussões Clínicas Associadas à Esquizofrenia Infantil: Relato de Caso. Revista
Científica da Faculdade de Medicina de Campos, v. 12, n. 3, 2017.
MAGNAGNAGNO, Odirlei Antonio; VIEIRA, Guilherme Pelissari; LISE, Andrea Maria Rigo. ESQUIZOFRENIA
INFANTIL: RELATO DE CASO. Revista Thêma et Scientia, v. 9, n. 1E, p. 193-199, 2019.
239
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES
COM SÍFILIS GESTACIONAL
240
Palavras-chave: Pré-natal, saúde da mulher, saúde da criança.
REFERÊNCIAS:
DA SILVA, M. A et al. A assistência de enfermagem no pré-natal em gestantes diagnosticadas com sífilis:
através de uma revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Enfermagem, v. 11, p. e7143-e7143,
2021.
DO NASCIMENTO, J. M. F et al. Sistematização da assistência de enfermagem à criança com sífilis
congênita: relato de experiência. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 10, p. e8937-e8937, 2021.
SALES, A. S. G et al. Assistência de enfermagem na prevenção de sífilis congênita: uma revisão
integrativa. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 8, n. 2, p. 993-1006,
2022.
241
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA MONKEYPOX EM PESSOAS COM HIV
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: analvd55@[Link]
RESUMO
INTRODUÇÃO: A monkeypox, também conhecida como a varíola dos macacos, é uma doença infecciosa
zoonótica ocasionada pelo Orthopoxvirus. Investigações sobre os casos devem ser melhor estudadas,
principalmente para analisar as consequências da monkeypox nas pessoas com HIV, pois existe a
possibilidade de ser um vírus oportunista em pacientes infectados pelo HIV. Assim, o objetivo deste estudo
é identificar na literatura as manifestações clínicas da monkeypox em pessoas com HIV.
METODOLOGIA: Revisão integrativa da literatura realizada na base de dados Medline via Pubmed,
utilizando os termos Medical Subject Headings (MeSH): HIV, Complications, Monkeypox, combinados
com o operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram: estudos primários que respondiam à
pergunta norteadora “Quais as manifestações clínicas da monkeypox em pessoas com HIV?”.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Foram encontrados 64 estudos e ao aplicar os critérios de seleção
estabelecidos, restaram 5 na amostra final. A partir da análise dos artigos selecionados, observou-se que o
primeiro caso de coinfecção viral aguda por HIV e monkeypox relatado na América Latina evoluiu com
eritema difuso, lesões disseminadas e dolorosas, principalmente na cavidade oral e região perianal.
Mediante o diagnóstico de HIV, o paciente foi submetido a uma investigação laboratorial completa e iniciou
o tratamento antirretroviral (TARV). Esse caso não evoluiu para a forma mais grave da infecção por
monkeypox e a cicatrização das lesões cutâneas ocorreu em um período de tempo semelhante aos outros
casos da doença apresentados na literatura. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto, constatou-
se que a monkeypox em pessoas com HIV pode causar manifestações clínicas, como: lesões na pele,
presentes em região oral, genital ou perianal, febre, astenia, fadiga, mialgia e ainda alterações nos
linfonodos, que apresentam-se aumentados. Indivíduos portadores de HIV são vulneráveis ao
desenvolvimento de imunossupressão e consequente surgimento de infecções oportunistas, que podem
evoluir para formas graves e até mesmo a morte. Logo, há necessidade de treinamentos aos profissionais
de saúde, voltados para a identificação e abordagem correta frente a casos de coinfecção do HIV e
monkeypox.
242
PALAVRAS-CHAVE: HIV; Complications; Monkeypox;
Eixo Temático: Temas Livres
Modalidade: Pôster
1 INTRODUÇÃO
A monkeypox, também conhecida como a varíola dos macacos, é uma doença infecciosa
zoonótica ocasionada pelo Orthopoxvirus, a qual é semelhante à varíola inicialmente diagnosticada na
África no final do século XX. Devido ao surgimento da monkeypox em regiões não endêmicas, em maio
de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou surtos em alguns países como Estados Unidos
e Austrália, e observou-se que entre os casos, os pacientes não apresentavam histórico de viagens para áreas
endêmicas, eram predominantemente homens que faziam sexo com homens e com múltiplos parceiros
sexuais, o que sugeriu que a transmissão era por contato direto de pessoa para pessoa durante o ato sexual
ou por contato direto com as lesões infecciosas (MALDONADO et al., 2023; RAMOS; CIVERA;
FUSTER, 2022).
Segundo a pesquisa de Maldonado et al. (2023), em um hospital peruano, entre os 205 casos
confirmados, a maioria eram homens, homossexuais ou bissexuais e eram portadores do Vírus da
Imunodeficiência Humana (HIV). Investigações sobre os casos devem ser melhor estudadas,
principalmente para analisar as consequências da varíola dos macacos nas pessoas com HIV, pois existe a
possibilidade de ser um vírus oportunista em pacientes infectados pelo HIV (RODRIGUEZ-MORALES;
BARBOSA-QUINTERO; VILAMIL-GOMEZ, 2022). Desse modo, indivíduos com imunossupressão
severa por HIV, influencia significativamente para a forma necrosante grave da monkeypox, gerando alta
prevalência de manifestações dermatológicas e sistêmicas fulminantes, podendo evoluir até mesmo à morte
(MITJA et al., 2023).
Outrossim, destaca-se que embora as pessoas com HIV apresentam uma proporção significativa dos
pacientes atuais com monkeypox, as manifestações clínicas parecem semelhantes entre os casos HIV
positivos e negativos, caso a infecção pelo HIV seja bem controlada. Todavia, a infecção descontrolada
pelo HIV, pode representar um risco grave e desenvolver sintomatologia prolongada. Destarte, essa
sintomatologia caracteriza-se por linfadenopatia, fadiga e erupção cutânea característica e outros sintomas
como náuseas, conjuntivite e lesões genitais (FISCHER, Fabian, et al.,2022).
Atualmente, não existem tratamentos específicos clinicamente comprovados para a infecção por
monkeypox. No entanto, existem medidas de prevenção que podem ajudar a prevenir um surto, como:
isolamento do paciente, uso de máscara cirúrgica e cobertura das lesões até que todas as crostas da lesão
tenham caído naturalmente e uma nova camada de pele tenha se formado. Ademais, o Tecovirimat é a única
opção terapêutica para a varíola dos macacos aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos. Enfim,
apesar da doença ser considerada autolimitada, os especialistas recomendam que os pacientes busquem
atendimento médico diante dos sinais de complicação da patologia (GANDRAKOTA, Nikhila et al.,2002).
Diante do exposto, o objetivo deste estudo é identificar na literatura as manifestações clínicas da
monkeypox em pessoas com HIV.
243
2 METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em maio de 2023. A pergunta norteadora
foi: “Quais as manifestações clínicas da monkeypox em pessoas com HIV?”. A busca foi realizada na base
de dados Medline via Pubmed, utilizando os termos Medical Subject Headings (MeSH): HIV,
Complications, Monkeypox, combinados com o operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram:
estudos primários que respondiam à pergunta norteadora, nos idiomas inglês, português e espanhol,
publicados a partir de 2022, pois foi o ano em que iniciou o surto mais recente dessa doença. Como critérios
de exclusão, foram excluídos resumos, dissertações, artigos de revisão e estudos que não abordavam
diretamente a proposta estudada.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
244
e face. Na língua havia erosão dolorosa e três lesões umbilicais no pênis. As lesões mais significativas
estavam na região perianal e eram pápulas esbranquiçadas umbilicais, em configuração de beijo. Nos
exames laboratoriais confirmou-se infecção aguda por HIV, com antígeno HIV 1 positivo e anticorpo anti-
HIV1/2 negativo. O swab das lesões e exsudato no tronco, região genital, perianal e oral positivaram para
monkeypox. O paciente foi tratado com analgésicos orais e antibiótico tópico para as lesões, recebendo alta
e entrando em isolamento domiciliar. O tratamento para HIV foi protelado até que houvesse melhora na
infecção por monkeypox, dado o risco de interações medicamentosas e toxicidade no tratamento de
complicações dessa doença. Nesse sentido, esse estudo buscou ampliar os dados sobre casos clínicos dos
quais os profissionais da saúde devem estar cientes.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do exposto, constatou-se que a monkeypox em pessoas com HIV pode causar
manifestações clínicas, como: lesões na pele, presentes em região oral, genital ou perianal, febre, astenia,
fadiga, mialgia e ainda alterações nos linfonodos, que apresentam-se aumentados. Indivíduos portadores de
HIV são vulneráveis ao desenvolvimento de imunossupressão e consequente surgimento de infecções
oportunistas, que podem evoluir para formas graves e até mesmo a morte. Portanto, é importante que os
profissionais de saúde investiguem possíveis casos de coinfecção de HIV em pacientes com sintomas da
monkeypox.
Logo, há necessidade de treinamentos aos profissionais de saúde, voltados para a identificação e
abordagem correta frente a casos de coinfecção do HIV e monkeypox. Outrossim, é preciso haver uma
intercomunicação efetiva entre os níveis de atenção primária, secundária e terciária de saúde, que permita
o diagnóstico precoce de infecções sexualmente transmissíveis, promova o tratamento correto e
proporcione recuperação da saúde e melhora da qualidade de vida dos pacientes nessa situação.
REFERÊNCIAS
HOFFMANN, C. et al. Clinical characteristics of monkeypox virus infections among men with and
without HIV: a large outbreak cohort in Germany. HIV Medicine, v. 24, n. 4, p. 389-397, 2023.
SILVA, M. S. T. et al. The first case of acute HIV and monkeypox coinfection in Latin America.
The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 27, n. 2, p. 102736, 2023.
SOUSA, D. et al. Human monkeypox coinfection witch acute HIV: an exuberant presentation.
International Journal of STD e AIDS, v. 33, n. 10, 2022.
245
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA A IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA E
DAS PRÁTICAS PROFISSIONAIS NA ATENÇÃO BÁSICA
Stella Fernanda Rufino da Silva¹
1-2-3. Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC). Campinas, São Paulo, Brasil.
INTRODUÇÃO: Com a evolução populacional e o avanço da saúde pública, no ano de 1994 o Ministério
da Saúde cria no território brasileiro a Estratégia de Saúde da Família (ESF), sendo inserida juntamente
com outras já diretrizes do Sistema Único de Saúde, neste novo modelo se abrangeu o conjunto familiar
como núcleo, onde todas as outras necessidades seriam também atendidas, como forma integral e ao mesmo
tempo individual. A Estratégia de Saúde da Família engloba principalmente problemas humanitários,
sanitários, atenção curativa, prevenção e promoção de saúde. OBJETIVO: Analisar as características da
equipe de saúde da família, identificando a sua importância no âmbito de saúde pública, dificuldades
enfrentadas e o processo de trabalho. METODOLOGIA: A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão
integrativa, referente aos dados encontrados na literatura científica. Utilizando o banco de dados da
Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Considerados artigos que abordassem a temática, disponíveis
na íntegra, gratuitos e em língua portuguesa. Este estudo de revisão integrativa não apresentou necessidade
de aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, porque extrai dados de livre acesso, dessa forma não se
trata de documentos que requeiram sigilo. DISCUSSÃO: Com a implantação da Estratégia Saúde da
Família notou-se uma melhor adequação em todo espectro das necessidades populacionais, sendo que a
estratégia tornou-se referência para que os profissionais de saúde da equipe multiprofissional, pudessem
seguir um plano de cuidado que abrangesse o núcleo principal, a família. Sendo que a equipe
multidisciplinar necessita manter a competência ao lidar com problemas cotidianos, levando principalmente
serviços que incluem a promoção e preservação da saúde, do tratamento de doenças, incapacidades,
recuperação, desconforto, além de questões de vulnerabilidade, condições econômicas, fatores mentais e
emocionais. Garantindo os princípios do Sistema Único de Saúde, a universalidade, equidade e a
integralidade, de modo a realizar tais princípios cotidianamente, nos atendimentos, campanhas, consultas,
grupos de apoio, reuniões profissionais, visitas domiciliares e pesquisas demográficas de saúde, a fim de
levar saúde pública a toda população brasileira. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo avaliou as
principais necessidades populacionais e a importância que a Estratégia Saúde da Família no âmbito da
saúde pública trouxe ao núcleo familiar. O programa ajudou a melhorar o acesso da população aos serviços
de saúde, principalmente os mais vulneráveis, reduziu também as morbimortalidades da população,
expandiu as linhas de profissionais e tratamento prestados, diminuiu a desigualdade aos acessos de saúde,
além do número de hospitalizações desnecessárias. Por mais que existam algumas dificuldades no
programa, o foco principal continua sendo abordado, o aumento do acolhimento da população e a promoção
e prevenção da saúde populacional de forma igualitária.
REFERÊNCIAS:
HORTA N.C; SENA R.R; SILVA M.E.O, et al. A prática das equipes de saúde da família: desafios para a
promoção de saúde. Rev. Bras Enferm, Brasília 62(4): 524-9, jul-ago, 2009.
246
MACINKO J; MENDONÇA C.S. Estratégia Saúde Da Família, Um Forte Modelo De Atenção Primária À
Saúde Que Traz Resultados. Rev. Saúde Debate, V. 42, Número Especial 1, P. 18-37, Setembro 2018.
MARQUI A.B.T; JAHN A.C; RESTA D.G, et al. Caracterização das equipes da Saúde da Família e de seu
processo de trabalho. Rev. Esc Enferm USP; 44(4):956-61, 2010.
MOTTA L..C.S; BATISTA R.S. Estratégia Saúde da Família: Clínica e Crítica. Rev. Brasileira De
Educação Médica 39 (2) : 196-207; 2015.
247
UTI NEONATAL ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO USO DO
MÉTODO CANGURU
1Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). Cáceres, Mato Grosso, Brasil. 2Centro
Universitário Augusto Motta - UNISUAM
248
Enfermeiro Frente Aos Cuidados De Enfermagem. Rev. DêCiência em Foco. v.2, n.2, p. 99-113, 2018.
LUZ, S. C. L.; BACKES, M. T. S.; ROSA, R.; SCHMIT, E. L.; SANTOS, E. K. A. Método Canguru:
potencialidades, barreiras e dificuldades nos cuidados humanizados ao recém-nascido na UTI Neonatal.
Rev. Bras. Enferm. v.2, n.75, 2022.
NUNES, N. P.; PESSOA, ÚRSULA M. L.; MONT’ALVERNE, D. G. B.; DE SÁ, F. E.; CARVALHO, E.
M. Método canguru: percepção materna acerca da vivência na unidade de terapia intensiva neonatal.
Revista Brasileira em Promoção da Saúde, v.28, n.3, p.387-393, 2015.
249
CONSEQUÊNCIAS DA DESINFORMAÇÃO ALIADA AO USO
INDISCRIMINADO DE CONTRACEPTIVOS DE EMERGÊNCIA: QUAL
PAPEL DO FARMACÊUTICO?
¹Gleiciane Adrielli Souza Guinho
Modalidade: Pôster
250
familiar a longo prazo, que possam estar aliados, também, à prevenção de Infecções Sexualmente
Transmissíveis (IST’s), contribuindo para saúde sexual e reprodutiva do público em questão.
REFERÊNCIAS:
251
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NOS CUIDADOS PALIATIVOS EM
ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: REVISÃO DE LITERATURA
REFERÊNCIAS:
252
DIAS, T. K. C et al. Assistência de enfermeiros a crianças em cuidados paliativos: estudo à luz da teoria de
Jean Watson. Escola Anna Nery, v. 27, p. 2-4, 2023.
SILVA, A. E. A produção dos cuidados paliativos no contexto da atenção domiciliar. 2018. 168 f. Tese
[Doutorado em Enfermagem] – Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo
Horizonte, v. 1, p. 34-35, 2018.
253
A INFLUÊNCIA CANINA NA SAÚDE MENTAL E FÍSICA DA PESSOA
ENLUTADA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
1
Helaine Rafaela Gonçalves Espindola
1
Heloisa Bruna Grubits
2
Jadson Justi
1
Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill
1
Angela Maria Areias Florencio
1
Leandro Corrêa Barboza
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Eixo temático: Psicologia
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: anni_gs@[Link]
INTRODUÇÃO: O luto envolve sentimento de tristeza pela morte de alguém. Contudo, além de afetar a
saúde mental e física acarreta momentos de angustia, dor interna e sentimento de que nada mais faz sentido.
O luto pode desenvolver doenças como a ansiedade, depressão e até mesmo doenças cardiovasculares.
OBJETIVO: Evidenciar a relevância da presença canina para a saúde mental e física de uma pessoa
enlutada. METODOLOGIA: Esta pesquisa enquadra-se como um relato de experiência levando em
consideração uma perspectiva reflexiva sobre possíveis contribuições da presença de um cão na vida de
uma pessoa enlutada. RESULTADOS: O relato de experiência em questão refere-se a um familiar de um
dos proponentes do presente estudo – aqui denominado de P1 de forma a resguardar sua identidade – que
logo após a morte de sua esposa não via mais sentido em sua vida. O sentimento de tristeza era constante
de forma que o deixou debilitado física e mentalmente. É válido destacar que após o falecimento de sua
esposa P1 não socializava como antes, tornou-se uma pessoa rancorosa, descrente da felicidade e do amor.
E, após um tempo sofreu um infarto onde foi submetido à uma cirurgia cardíaca de emergência, contudo,
respondeu bem ao procedimento cirúrgico. Assim que passou a fase crítica de recuperação cirúrgica – mas
ainda em estado de luto pela morte da esposa – um de seus colegas o presenteou com um cão. Quando o
cão chegou na vida de P1 trouxe novamente o entusiasmo por meio do sentimento de alegria e notória
vontade de realizar atividades variadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Enfatiza-se a companhia do cão
como favorecedor do sentimento de alegria, pois com seu novo companheiro P1 faz caminhadas diárias,
socializa melhor com a comunidade e apresenta notória saúde mental e física amplamente percebida por
amigos e familiares. P1 tem 85 anos, mora apenas com seu cão, apresenta ampla lucidez, independência e
boa condição de saúde geral. Por meio do presente relado de experiência pode-se sugerir que a presença de
cães na vida humana pode trazer benefícios múltiplos tanto para a saúde física como a mental, bem como
aumentar a expectativa de vida. Este estudo ainda sugeri que a presença de cães pode proporcionar bem-
estar emocional, haja vista que P1 teve melhoras significativas após ganhar o cão. A presença do cão na
vida de P1 lhe auxiliou consideravelmente para superar o luto e lidar com os muitos sentimentos que surgem
nesse momento de perda.
REFERÊNCIAS:
254
CONSIDERAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NA SAÚDE
MENTAL
1
Gabriel Marques Lima de Andrade
1
Heloisa Bruna Grubits
2
Jadson Justi
1
Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill
1
Simone Principe Rondon
1
Yasmim da Fonseca de Souza Nantes
3
Rosimeire Benito Cortez
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil; 3Universidade Federal de Mato Grosso do
Sul (UFMS). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Eixo temático: Psicologia
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: gabriel_psic@[Link]
INTRODUÇÃO: A saúde humana sempre foi de interesse coletivo porém, nos últimos anos, mais
especificamente a saúde mental, tem ganhado destaque e ampla visibilidade. E, o tema em questão – saúde
mental – tornou-se evidente também para o campo da pesquisa, haja vista o crescente aumento de casos
acometidos por transtornos mentais. Desde 2020 – com o acometimento da pandemia da COVID-19 –,
observaram-se quadros de ansiedade, estresse e depressão de forma que os sintomas persistiram e trouxeram
impactos significativos no campo da saúde, social, laboral e educativo. As relações sociais ficaram restritas
e isso acentuou os sintomas de ansiedade e depressão. Contudo, justifica-se a construção da presente
pesquisa na necessidade de expor considerações relevantes para a sociedade no que tange a atuação em
saúde mental. OBJETIVO: Evidenciar o trabalho do psicólogo atuante em saúde mental.
METODOLOGIA: Este estudo enquadra-se como teórico-reflexivo levando em consideração o método
narrativo como suporte para seu controle científico. RESULTADOS: O psicólogo possui as principais
ferramentas de acesso ao sofrimento psíquico das pessoas, que é a observação, a escuta qualificada e o
manejo em situação de crise. Partindo disso, enfatiza-se que é imprescindível a atuação do profissional em
questão quando o que se tem em mira é a saúde integral. Partindo disso, tem-se que o desalinho em saúde
mental pode resultar em consequências psicossomáticas do ser humano uma vez que há influência direta
na saúde como um todo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O psicólogo desenvolve atividades com a finalidade
de proporcionar às pessoas uma saúde mental como prioridade. Assim, as atividades são direcionadas para
a redução do sofrimento. É válido destacar que o profissional em questão tem autonomia de considerar a
escola psicológica que convier para o tratamento de seu paciente desde que leve em consideração a
orientação, conscientização, entre outras. Nesse sentido, o tratamento escolhido pelo psicólogo apresenta
intervenções específicas em cada caso, de forma que se relacionem as funções dos pensamentos,
sentimentos e comportamentos do paciente.
Palavras-chave: Saúde mental, Psicologia, Atuação laborativa.
REFERÊNCIAS:
AMARANTE, P. D. C. Saúde mental e atenção psicossocial. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2007.
BOGADO, L. F. Reforma psiquiátrica e inserção social: pensando novas e velhas questões. Rio de
Janeiro: PUC Rio, 2003.
DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed,
2000.
MELLO, M. F.; MELLO, A. A. F.; KOHN, R. E. Epidemiologia da saúde mental no Brasil. Porto
Alegre: Artmed, 2007.
255
ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA A PACIENTES DIABÉTICO
1,2Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.
Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) está presente em cerca de 3-4% dos pacientes adultos que realizam
algum procedimento odontológico. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até o ano de 2030,
cerca de 366 milhões de pessoas terão DM. Essa doença de caráter sistêmica, engloba uma série de
distúrbios metabólicos que resultam na falha da atividade e/ou secreção da insulina, hormônio este
produzido pelas células beta das ilhotas de Langerhans no pâncreas, responsável pela captação de glicose
no sangue. O aumento da glicose no sangue devido a falhas no hormônio supracitado desencadeia o quadro
denominado: hiperglicemia. A DM é classificada em dois tipos principais I e II, a DM I é quando o
organismo não produz insulina suficiente, tornando o indivíduo insulinodependente e a DM II acontece
devido ao uso ineficaz da insulina pelo próprio organismo. Objetivo: Elucidar o manejo de pacientes
portadores de DM. Metodologia: O trabalho é uma revisão de literatura. Para sua elaboração foram
realizadas pesquisas nas bases de dados: Pubmed e SciELO; entre os anos de 2018 e 2023, utilizando os
descritores: Hiperglicemia, Cuidados Odontológicos, Doença Periodontal. Após os critérios de inclusão e
exclusão, foram selecionados 10 artigos. Resultados: DM I acomete geralmente crianças e jovens,
enquanto o DM tipo II acomete indivíduos com excesso de peso corporal associado principalmente ao
sedentarismo. A sintomatologia apresentada pela DM I demonstra perda de peso e polifagia e a DM II se
manifesta com hipertensão e obesidade, contudo pode haver pacientes assintomáticos, o que faz com o
cirurgião-dentista (CD) detenha sempre de uma anamnese detalhada com história pregressa do paciente e
familiares. É importante que o CD tenha em seu consultório testes glicêmicos para avaliar a condição clínica
do seu paciente antes, durante e após o procedimento, caso tenha alguma alteração, o procedimento deve
ser interrompido e oferecido ao paciente um alimento leve (15g de carboidrato) na tentativa de reverter o
quadro; e aferição de pressão antes e após o procedimento. O melhor horário para atendimento do paciente
é pela manhã, onde os níveis de insulina encontram-se altos, com maior atividade metabólica. O CD deve
optar por anestésicos locais: prilocaína 3% (vasoconstritor-felipressina) ou mepivacaína 3% sem
vasoconstritor. A ansiedade e o medo do paciente devem ser observados e controlados, pois podem levá-lo
à hiperglicemia, visto que a adrenalina liberada promove um aumento da glicemia. Uso de clorexidina
0,12% é indicado como meio de prevenção de DP, bem como profilaxia antibiótica em casos de pacientes
descompensados, uma vez que a DM provoca uma diminuição do fluxo salivar e capacidade imunológica
do paciente deixando-o suscetível a doenças infecciosas como candidíase oral, glossite atrófica, candidíase
pseudomembranosa e queilite angular. Conclusão: Dessa forma, o CD ao identificar qualquer característica
clínica desencadeada por DM deve encaminhar o seu paciente para cuidados médicos para começar o
tratamento odontológico, visto que, não se trata nenhum paciente com condição sistêmica descompensada.
Para isso, o CD necessita de conhecimento a respeito da sintomatologia desta doença e dos protocolos de
atendimento para pacientes com essa condição.
REFERÊNCIAS:
256
Graduação-Ciências Biológicas e da Saúde-UNIT-ALAGOAS, v. 6, n. 1, p. 89-89, 2020.
257
A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR AOS
PORTADORES DE DOENÇAS MENTAIS
Stella Fernanda Rufino da Silva¹
ANJOS F.N.C; SOUZA A.M.P. A percepção sobre o trabalho em equipe multiprofissional dos trabalhadores
de um Centro de Atenção Psicossocial em Salvador, Bahia, Brasil. Rev. Comunicação saúde educação
21(60):63-76, 2017.
258
JAFELICE G.T; MARCOLAN J.F. O trabalho multiprofissional nos Centros de Atenção Psicossocial de
São Paulo. Rev. Bras Enferm, 71(Suppl 5):2131-8, 2018.
JORGE M.S.B; RANDEMARK N.F.R; QUEIROZ M.V.O; RUIZ E.M. Reabilitação Psicossocial: visão da
equipe de Saúde Mental. Rev. Bras Enferm, 59(6): 734-9, nov-dez; 2006.
259
UTILIZAÇÃO DE OFICINAS TERAPÊUTICAS NO
TRATAMENTO DE COMPORTAMENTOS AUTOLESIVOS EM
ADOLESCENTES COM PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS: UMA
REVISÃO NARRATIVA
¹Thalya Sousa da Silva
Eixo temático:
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: [Link]@[Link]
260
suporte no desenvolvimento pessoal e auxiliando na condução de sentimentos dos usuários.
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a utilização de oficinas terapêuticas
vem com o desígnio de ajudar e melhorar a saúde mental desses clientes assim como os familiares
envolvidos no processo, proporcionando ambientes de convivência, educação em saúde, serviços
sociais, psicológicos e pedagógicos. A eficiência dessas ferramentas e sua aplicação proporciona
inúmeras vantagens ao usuário e envolvidos. Este estudo traz sua contribuição avaliativa sobre a
utilização de oficinas terapêuticas na prestação de serviços em saúde mental e faz ênfase da
importância de estudos sobre essa área da psiquiatria.
261
NOVA FARMACOTERAPIA CONTRA A FISIOPATOLOGIA DA
OBESIDADE
¹Eduarda de Lima Sá Teles
¹Gleiciane Adrielli Souza Guinho
¹Gustavo Henrique da Silva
¹João Wictor de Lima Tiburcio
¹Matheus Givanildo da Silva
¹Risonildo Pereira Cordeiro
¹Associação Caruaruense de Ensino Superior, Centro Universitário Tabosa de Almeida (ASCES-
UNITA). Caruaru, Pernambuco, Brasil.
262
Palavras-chave: Bupropiona; Naltrexona; Obesidade; Tratamento Farmacológico
REFERÊNCIAS:
SILVA, Givanildo Roberto da. Efeitos da associação Naltrexona/Bupropiona sobre a via dopaminérgica do
comportamento alimentar em ratos wistar obesos. Universidade Federal de Pernambuco. 2018
263
ANÁLISE DO USO DA TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL NO
TRATAMENTO DE PACIENTES COM DEPRESSÃO: UMA REVISÃO DE
LITERATURA
1Centro Universidade Maurício de Nassau, Recife, PE, Brasil; 1Centro Universidade Maurício de
Nassau, Recife, PE, Brasil; 2Centro Universidade Maurício de Nassau,
Recife, PE, Brasil;3Graduado pela Universidade Federal de Pernamburo e
Mestre em Neuropsiquiatria, Recife, PE, Brasil.
Modalidade: Pôster
264
Palavras-chave: Depressão; Psicoterapia; Terapia cognitivo-comportamental.
REFERÊNCIAS:
POWELL, Vania Bitencourt; ABREU, Neander; OLIVEIRA, Irismar Reis de; SUDAK, Donna.
Terapia cognitivo-comportamental da depressão. Revista Brasileira de Psiquiatria, [S.L.], v. 30,
n. 2, p. 73-80, out. 2008. EDITORA SCIENTIFIC.
265
PREVENÇÃO E IMPACTOS DE INFECÇÕES HOSPITALARES NAS
UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Modalidad
e: Pôster
INTRODUÇÃO: A Infecção Hospitalar (IH) é definida como aquela adquirida após a admissão do paciente
na unidade hospitalar, manifestando-se durante a internação, a partir de 72 horas, ou após a alta, quando
relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares e estiver dentro do período de incubação do
patógeno. Os riscos para se adquirir infecções nosocomiais estão diretamente associados com a frequência
do uso de procedimentos invasivos, com as drogas que aumentam a resistência dos microorganismos e com
o estado clínico do paciente. Logo, na prevenção das IH deve ser dada uma ênfase especial ao diagnóstico,
tratamento otimizado e medidas de prevenção das infecções por bactérias multirresistentes, numa
abordagem interdisciplinar. OBJETIVOS: Realizar uma revisão bibliográfica a fim de avaliar as estratégias
para a prevenção e os impactos causados pelas infecções hospitalares em unidades de terapia intensiva.
METODOLOGIA: Foi realizado um levantamento bibliográfico, tendo como fundamento artigos
indexados das bases de dados eletrônicos: Scielo e PubMed, entre os anos de 2011 a 2018, através dos
descritores “Infecção Hospitalar”, “Unidade de Terapia Intensiva” e “Prevenção de Doenças”.
RESULTADOS: A problemática das IH é mais prevalente na UTI, ambiente em que o paciente está mais
exposto ao risco de infecção, dado sua condição clínica desfavorável, comorbidades, alterações na
microbiota e a variedade de procedimentos invasivos realizados diariamente, como cateter venoso central
(CVC), sonda vesical de demora (SVD) e os ventiladores mecânicos (VM). É destacado que na UTI os
pacientes têm de 5 a 10 vezes mais probabilidade de contrair infecções hospitalares e que esta pode
representar cerca de 20% do total das infecções de um hospital. A taxa de mortalidade nas UTIs varia,
podendo alcançar altos níveis em caso de infecções, que podem ser ou não preveníveis. As infecções não
preveníveis são infecções provenientes da microbiota residente, sendo características de pacientes
imunocomprometidos. Já as infecções preveníveis, causadas por microbiota transitória, utilizam medidas
de controle na cadeia de transmissão dos microrganismos, através da lavagem das mãos, utilização dos
equipamentos de proteção individual e medidas de assepsia. Dentre tais infecções, destacam-se: as do trato
urinário, as respiratórias, as de ferida operatória e as de corrente sanguínea. Estas, devido à prevalência e
perfil epidemiológico, apresentam protocolos específicos para prevenção, baseados no cuidado para
inserção e manutenção dos artigos invasivos e na diária reavaliação da necessidade de utilização, evitando
que seja um meio de cultura. Ademais, o uso abusivo e inadequado dos antibióticos e a falta de critérios na
266
escolha do tratamento predispõe o surgimento de microorganismos multidroga resistentes, favorecendo o
aumento de infecções disseminadas e da mortalidade. CONCLUSÃO: A tecnologia aplicada à assistência
hospitalar em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), viabiliza o prolongamento da sobrevida do paciente em
situações muito adversas. Entretanto, esse fenômeno é um dos fatores determinantes do aumento do risco
de IH em pacientes críticos. Então, fica evidente a relevância dos programas de prevenção e comissões de
controle de infecções nestas unidades de saúde, além disso, a necessidade de investir continuamente na
educação dos trabalhadores de saúde para melhor prevenir e tratar tais situações.
REFERÊNCIAS:
- SILVA, Alanna Gomes da; OLIVEIRA, Adriana Cristina de. Impacto da implementação dos bundles na
redução das infecções da corrente sanguínea: uma revisão integrativa. Texto & Contexto-Enfermagem,
v. 27, 2018.
267
SEGURANÇA DO PACIENTE MEDIANTE INTERCORRÊNCIAS
CIRÚRGICAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
268
fornecer informações sobre exames necessários a serem realizados antes da cirurgia e orientar sempre
que possível.
REFERÊNCIAS:
BRASIL, Ministério da Saúde. Centro Cirúrgico. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
CALEGARI, Isadora et al. Adesão às medidas para prevenção de infecção do sítio cirúrgico no
perioperatório: estudo de coorte. Revista Enfermagem UERJ, v. 20, n. 7, 2021.
MARTINS, Janaina et al. Gestão de enfermagem no centro cirúrgico em hospital filantrópico, frente à
pandemia COVID-19. Revista Ciência & Humanização, v. 17, n. 8, 2021.
PIRES, Janaína. O Centro Cirúrgico: estrutura organizacional, física e sala para cirurgia geral. 4 ed. São
Paulo: Atlas, 2020.
SILVA, Aline et al. Assistência de enfermagem nas complicações no pós-operatório de cirurgia bariátrica.
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v.4, n.5, p. 23494-23513 sep./oct. 2021.
269
AVALIAÇÃO DO PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE
SARS-COV-2 NO MUNICIPIO DE TERESÓPOLIS, RJ, BRASIL
270
importantes para entender o impacto total da pandemia de COVID-19 nas estimativas populacionais
auxiliando nas medidas estratégicas no enfrentamento pandêmico atuais e a se preparar melhor para
combater futuras incursões de patógenos respiratórios altamente transmissíveis na população humana.
271
FATORES ASSOCIADOS AO DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO: UM ESTUDO
TRANSVERSAL COM ADULTOS E IDOSOS DE UMA AMOSTRA
REPRESENTATIVA DO BRASIL
1
Andressa Carine Kretschmer
2
Francielle Bendlin Antunes
3
Erica Cristina da Silva Cabral
4
Nathan Tenório Bezerra
5
Géssica de Oliveira Rodrigues
1) Nutricionista, doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Londrina – UEL; 2) Enfermeira
pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel; 3) Estudante de Enfermagem, Faculdade Cosmopolita; 4)
Estudante de Enfermagem pela Faculdade Integrada Cete – FIC 5) Nutricionista pela Universidade Federal
Santa Maria – UFSM, Mestre em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná – UFPR, orientadora do
trabalho.
272
Palavras-chave: Depressão; Brasil; Saúde Pública.
REFERÊNCIAS:
ESTEVES, F.C; GALVAN, A.L. Depressão numa contextualização contemporânea. Aletheia, n.24, p. 127-
135, 2006.
LIMA, A.F.B.S; FLECK, M.P.A. Qualidade de vida e depressão: uma revisão da literatura. Rev psiquiatr
Rio Gd Sul, v.31, n.3, 2009.
273
DOENÇA DE KAWASAKI E COVID-19: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A Doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite sistêmica, aguda e autolimitada, que
acomete pequenos e médios vasos e, principalmente, as artérias coronárias. Sua etiologia não está
totalmente elucidada, embora haja evidência de desregulação imunológica em resposta a um agente
inflamatório infeccioso, em especial os vírus respiratórios, em indivíduos geneticamente susceptíveis. Tal
correlação se dá porque o aumento de infiltrado plasmático de imunoglobulina A (IgA) e macrófagos,
presente na DK, representa padrão semelhante à resposta imune inata e adaptativa contra infecções virais.
Devido à alta prevalência e à facilidade de transmissão, o novo Coronavírus pode representar um risco
maior para Doença de Kawasaki ou sintomas semelhantes à DK. OBJETIVO: Descrever possível
associação entre a Doença de Kawasaki e a COVID-19, de acordo com as evidências científicas disponíveis
até o momento. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada a partir da busca por
artigos nas línguas portuguesa e inglesa publicados entre os anos 2020 e 2023, nas plataformas Google
Scholar, Scientific Electronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine (PubMed
MEDLINE). Foram aplicados os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCs): Kawasaki Disease
274
AND COVID-19 AND Cardiac Manifestations. Os critérios de inclusão estabelecidos foram: publicações
sem restrições de localizações, disponíveis na íntegra de forma online e gratuita e que abordassem o
conteúdo integral ou parcialmente. Como critérios de exclusão eliminaram-se artigos não relacionados à
temática, Doença de Kawasaki, COVID-19 e manifestações cardíacas, e que não estivessem disponíveis na
íntegra de forma online e gratuita. Dessa forma, foram identificados 65 estudos sobre o assunto e, após
aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 11 estudos foram inicialmente selecionados, dos quais apenas
7 foram incluídos, devido à sua relevância para o atual estudo. RESULTADOS: Os estudos apontaram que
as infecções pelo novo Coronavírus levam a uma resposta hiperinflamatória, caracterizada por uma
tempestade de citocinas, ativação de macrófagos e, inclusive, importante presença de imunoglobulina IgA,
o que pode sugerir uma possível ligação entre o novo Coronavírus e a Doença de Kawasaki. Além disso, a
síndrome inflamatória multissistêmica, distúrbio de hiperinflamação pediátrica causado pelo novo
Coronavírus, mostrou manifestações clínicas que mimetizam a Doença de Kawasaki, podendo ser um
possível elo entre a COVID-19 e a DK. O dano epitelial por COVID-19 em estágio inicial, assim como na
DK, pode induzir à endotelite local secundária, causando disfunção endotelial, acelerando o
desenvolvimento da DK. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Há algumas evidências que
sugerem que o novo Coronavírus estimula reações imunes disfuncionais e hiperativas encontradas na
Doença de Kawasaki, em pacientes jovens. Os sintomas semelhantes aos da DK podem ocorrer várias
semanas após a infecção por COVID-19 causando doença grave, devido ao envolvimento miocárdico e
coronariano, os quais requerem intervenções terapêuticas específicas. Os autores concluem, portanto, que
a associação entre a Doença de Kawasaki e a COVID-19 ainda necessita de mais pesquisas para uma melhor
elucidação.
REFERÊNCIAS:
DE FIGUEIREDO, Bárbara Queiroz et al. Doença de Kawasaki e sua relação com a Covid-19. Research,
Society and Development, v. 11, n. 11, p. e490111133948-e490111133948, 2022.
275
GRUPO DE PAIS DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO
AUTISTA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
1
Angela Maria Areias Florencio
1
Heloísa Bruna Grubits
2
Jadson Justi
1
Elaine Cristina da Fonseca Costa Pettengill
1
Fernanda Lourenço Esteves Corrêa da Silva Cava
1
Simone Principe Rondon
1
Helaine Rafaela Gonçalves Espindola
1
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 2Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Modalidade: Pôster
REFERÊNCIAS:
276
BRASIL. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo
(TEA). Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
BRASIL. Linha de cuidado para a atenção às pessoas com transtornos do espectro do autismo e suas
famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde,
2015.
CARBONE, P. S. et al. Primary care for children with autism. American family physician, v. 81, n. 4, p.
453-460, 2010.
LORD, C. et al. Autism spectrum disorder. The Lancet, v. 392, n. 10146, p. 508-520, 2018.
ZWAIGENBAUM, L. et al. Early detection for autism spectrum disorder in young children. Paediatrics
& child health, v. 24, n. 7, p. 424-432, 2019.
277
ALTERAÇÕES DAS FUNÇÕES ORAIS ASSOCIADAS AO RESPIRADOR
ORAL: UMA REVISÃO NARRATIVA
1
Jadson Justi
2
Heloisa Bruna Grubits Freire
3
Edrilene Barbosa Lima Justi
3
Jamson Justi
1
Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil; 2Universidade Católica Dom
Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 3Universidade Federal de Mato Grosso do
Sul (UFMS). Nova Andradina, Mato Grosso do Sul, Brasil.
278
LUSVARGHI, L. Identificando o respirador bucal. Revista da Associação Paulista dos Cirurgiões
Dentistas, São Paulo, v. 53, n. 4, p. 265-274, jul./ago. 1999.
MACIEL, R. N. Distúrbios do sono (respiratório) no respirador bucal. In: COELHO-FERRAZ, Maria
Júlia Pereira (Org.). Respirador bucal: uma visão multidisciplinar. São Paulo: Lovise, 2005. p. 225-246.
MENDES, A. F. T.; BARBOSA, T. C.; NICOLOSI, R. O respirador bucal na visão da fonoaudiologia:
enfoque fonoaudiológico. In: COELHO-FERRAZ, Maria Júlia Pereira (Org.). Respirador bucal: uma
visão multidisciplinar. São Paulo: Lovise, 2005. p. 181-194.
TSUJI, D. H.; CHUNG, D. Causas de obstrução nasal. In: KRAKAUER, L. H.; DIFRANCESCO, R. C.;
MARCHESAN, I. Q. (Orgs.). Respiração oral. São José dos Campos: Pulso, 2003. p. 91-100.
279
A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA NACIONAL DE GESTÃO DA ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE
280
DE ARAÚJO, Maria Fabiana Ferreira; DE SOUZA, Rodrigues Ferreira; FIGUEIREDO, Erick Frota
Gomes. Assistência farmacêutica no cuidado à saúde na atenção primária: uma revisão integrativa da
literatura. Research, Society and Development, v. 10, n. 15, p. e152101522877-e152101522877, 2021.
DE MELO RIBEIRO, Maria Eduarda et al. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS. Revista Ibero-
Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 9, n. 4, p. 1630-1642, 2023.
SANTOS, Willian Couto; ABI RACHED, Chennyfer Dobbins. Implantação do Hórus como sistema de
informação na gestão da dispensação e o controle dos medicamentos no município de Guarulhos/SP.
Revista Eletrônica de Sistemas de Informação e Gestão Tecnológica, v. 11, n. 2, 2021.
281
ESCLEROSE SISTÊMICA, EXPRESSÃO CLÍNICA E FISIOPATOLOGIA:
UMA REVISÃO INTEGRATIVA.
282
O entendimento desses mecanismos fisiopatogênicos possibilita identificar potenciais alvos terapêuticos, o
que pode resultar em avanços no manejo dessa complexa doença, evoluindo em medidas para aliviar os
sintomas e reduzir as lesões dos diversos órgãos.
REFERÊNCIAS:
Horimoto AMC, Matos ENN, Costa MRD, Takahashi F, Rezende MC, Kanomata LB, Locatelli EPP,
Finotti LT, Maegawa FKM, Rondon RMR, Machado NP, Couto FMAATD, Figueiredo TPA, Ovidio
RA, Costa IPD. Incidence and prevalence of systemic sclerosis in Campo Grande, State of Mato Grosso
do Sul, Brazil. Rev Bras Reumatol Engl Ed. 2017 Mar-Apr;57(2):107-114. English, Portuguese. doi:
10.1016/[Link].2016.09.005. Epub 2016 Oct 15. PMID: 28343614.
Hawk A, English JC 3rd. Localized and systemic scleroderma. Semin Cutan Med Surg. 2001
Mar;20(1):27-37. doi: 10.1053/sder.2001.23093. PMID: 11308134.
LeRoy EC, Black C, Fleischmajer R, Jablonska S, Krieg T, Medsger TA, Jr., et al. Scleroderma
(systemic sclerosis): classification, subsets and pathogenesis. J Rheumatol. 1988 Feb;15(2):202-5.
Sampaio-Barros, Percival D., Azevedo, Ana Beatriz Cordeiro de e Freire, Eutília Andrade Medeiros.
Esclerose sistêmica. Revista Brasileira de Reumatologia. 2004, v. 44, n. 1, pp. 79-85. Disponível em:
<>. Epub 10 Maio 2011. ISSN 1809-4570.
283
PREVALÊNCIAS E FATORES ASSOCIADOS A HIPERCOLESTEROLEMIA
EM INDIVÍDUOS DE UMA AMOSTRA REPRESENTATIVA DO BRASIL
1
Andressa Carine Kretschmer
2
Géssica de Oliveira Rodrigues
3
Francielle Bendlin Antunes
4
Érica Cristina da Silva Cabral
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: kretschmerandressa@[Link]
284
REFERÊNCIAS:
MORAES, A.S; CHECCHIO, M.V; FREITAS, I.C.M. Dislipidemia e fatores associados em adultos
residentes em Ribeirão Preto, SP. Resultados do Projeto EPIDCV. Arq Bras Endocrinol Metab, v.57, n.9,
p.691-701, 2013.
285
ASSISTÊNCIA PRÉ NATAL SOB A ÓTICA DAS PUÉRPERAS: ESTUDO
EXPLORATÓRIO
Resumo
Introdução: O ciclo gravídico-puerperal é um processo fisiológico que gera mudanças físicas,
psicológicas, sociais na mulher e é influenciado por inúmeros fatores como as alterações biológicas e as
características socioeconômicas, além dos aspectos culturais, no qual ela está inserida. Objetivo: Descrever
com base na literatura sob a ótica assistência pré-natal. Método: Revisão integrativa da literatura de
abordagem qualitativa e descritiva.O levantamento bibliográfico foi realizado em 2022, por meio de
consulta nas bases dos dados: (LILACS), (BDENF) (através da Biblioteca Virtual em Saúde – BVS),
(SciELO), (IBECS). Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra gratuitamente, publicados em
português, inglês, espanhol, com recorte temporal de 2017 a 2022. Constituíram como critérios de exclusão:
publicações repetidas, estudos de revisão, além de estudos que não respondessem ao objetivo ou à questão
norteadora de pesquisa delineada. Ao aplicar a estratégia de busca foram encontrados 95 estudos. Com a
utilização dos critérios de seleção, restaram 41 estudos. A partir da leitura dos títulos e resumos, foram
286
excluídos 33 estudos que não se encaixavam no objetivo dessa revisão. Por fim, a amostra de análise foi
composta por 8 artigos científicos, selecionados para compor os resultados. Resultados e Discussão: Na
percepção das puérperas, a assistência pré-natal viabilizou a construção de vínculo com a equipe de saúde
através de uma assistência humanizada, prevalecendo a satisfação com a assistência recebida na gestação.
Conclusão: Diante do exposto é preciso avançar para alcançar efetivamente a qualidade da assistência pré-
natal e aprimorar as práticas profissionais da atenção primária para atender às expectativas das mulheres
durante a assistência no período gravídico.
Palavras-chave: Assistência Pré Natal; Pré Natal; Percepção.
1 INTRODUÇÃO
O ciclo gravídico-puerperal é um processo fisiológico que gera mudanças físicas, psicológicas,
sociais na mulher e é influenciado por inúmeros fatores como as alterações biológicas e as características
socioeconômicas, além dos aspectos culturais, no qual ela está inserida (ALVES ET AL 2018).
O ministério da saúde (MS), recomenda que a primeira consulta de pré-natal aconteça
precocemente até 120 dias de gestação, com um quantitativo mínimo de seis consultas e consulta puerperal
até 42 dias após o parto. A assistência pré-natal é de grande importância, e deve ser iniciada assim que
descobrir a gravidez, seja com o enfermeiro ou com o médico obstetra, pois a realização adequada através
de medidas preventivas, ações de promoção à saúde e a identificação de fatores de risco em tempo oportuno,
contribui na redução da mortalidade materna e infantil no qual irá permitir um desenvolvimento saudável
e uma gestação tranquila (AMORIM ET AL 2021).
Em 2011 o Ministério da Saúde instituiu a Rede Cegonha que consiste numa rede de cuidados que
visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto
e puerpério e à criança o direito ao nascimento seguro, crescimento e desenvolvimentos saudáveis, com o
objetivo de reduzir a mortalidade materna infantil estando à enfermagem atuando como ator indispensável
nesse processo. ( Brasil , 2011).
A Portaria GM/MS Nº 3 de 28 de setembro de 2017 institui a Rede de Atenção Materna e Infantil
(Rami) sendo uma atualização da proposta da Rede Cegonha, tendo como objetivo implementar um modelo
de atenção à saúde seguro, de qualidade e humanizado, com foco no planejamento familiar, na gravidez, no
pré-natal, no nascimento, na perda gestacional, no puerpério e no cuidado do recém-nascido e da criança,
promovendo o crescimento e desenvolvimento saudáveis e reduzir a morbimortalidade materna e infantil
( KAWATSU ET AL 2020).
A Atenção Pré-Natal (APN) de qualidade está relacionada com a disponibilidade de recursos em
âmbito gerencial e assistencial, bem como ao desenvolvimento de ações de forma rotineira, obedecendo a
padrões técnico-científicos de qualidade. Para que seja efetivo, recomenda-se que o pré-natal seja iniciado
no início da gestação e seja constituído por um conjunto de ações estabelecidas por protocolos assistenciais
que orientem as condições e procedimentos necessários ao cuidado das gestantes, diminuindo
procedimentos desnecessários LIVRAMENTOET AL 2018).
Diante desse exposto, o estudo possibilitará um maior conhecimento à comunidade acadêmica,
revelando os principais fatores a serem trabalhados para que enfermeiros e futuros profissionais pré-
natalistas possam realizar sua assistência de qualidade sendo capazes de estimar a prevalência de
complicações e orientações de cuidados a serem realizados no pré natal. Contudo o presente estudo teve
como objetivo descrever com base na literatura a percepção das puérperas acerca do cuidado pré-natal e
sua relevância para a saúde materno infantil.
2 METODOLOGIA
Revisão integrativa da literatura de abordagem qualitativa e descritiva. O levantamento
bibliográfico foi realizado em 2022, por meio de consulta nas bases dos dados: Literatura Latino-
Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de dados de enfermagem (BDENF), e
SciELO – Scientific Electronic Library Online (através da Biblioteca Virtual em Saúde – BVS). Diante
disso, este estudo busca responder: Qual a percepção da puérpera em relação à assistência pré natal
recebida?
287
A captura dos documentos restringiu-se aos seguintes critérios de inclusão: artigos disponíveis na
íntegra gratuitamente; artigos de pesquisas qualitativas, quantitativas e métodos mistos; artigos publicados
nos idiomas inglês, espanhol e português, com recorte temporal de 2017 a 2022.
Os critérios de exclusão foram: revisões de literatura; teses, dissertações, livros; artigos duplicados
ou que não atendessem ao objetivo da questão de pesquisa
Os descritores utilizados foram extraídos nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e
aplicados na BVS. A estratégia de busca empregada foi: (Assistência Pré Natal) OR (Pré Natal) AND
(Percepção ). Ao aplicar a estratégia de busca foram encontrados 95 estudos. Com a utilização dos critérios
de seleção, restaram 41 estudos. A partir da leitura dos títulos e resumos, foram excluídos 33 estudos que
não se encaixavam no objetivo dessa revisão. Por fim, a amostra de análise foi composta por 8 artigos
científicos, selecionados para compor os resultados.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A assistência pré-natal é uma ação programática realizada, principalmente, na atenção primária e
está diretamente relacionada com os níveis de saúde do binômio mãe-filho e com os resultados obstétricos,
e mais da metade das gestantes brasileiras realizam seu acompanhamento pré-natal na rede básica de saúde
( LIVRAMENTO ET AL 2018).
Diante disso foi possível observar na percepção das puérperas a importância das ações de
acolhimento e comunicação efetiva pelo profissional de saúde, e que as mesmas colaboram para que a
mulher se empodere do processo gestacional e não se sinta objetificada. No entanto a postura e ação
acolhedora faz com que se sinta respeitada, valorizada e acolhida, tornando uma assistência qualificada e
humanizada por parte dos profissionais de saúde (GRZYBOWSKI ET AL 2020).
Essa abordagem de acolhimento, atividades de educação em saúde e o cuidado humanizado
favorece uma construção de uma relação dialógica entre os profissionais e usuárias, apresentando-se como
dispositivos fundamentais à assistência de qualidade e para consolidar a integralidade da atenção à saúde
da mulher nas unidades de saúde ( BEZERRA ET AL 2021).
Ao ser questionada sobre a assistência recebida durante as consultas de pré-natal, a maioria das
puérperas relatou que recebeu boa assistência pelos profissionais envolvidos, médicos, enfermeiras e
estagiários. Ademais referiram que foram orientadas; acolhidas com escuta ativa, de maneira que se
sentiram seguras; e que suas queixas, anseios e dúvidas foram esclarecidos nas consultas, nas palestras e
nas aulas sobre prevenção de doenças, nos procedimentos referentes ao diagnóstico e ao tratamento ofertado
no pré-natal ( LIVRAMENTO ET AL 2018).
Quanto à preferência do profissional, a maioria expressaram satisfação com a assistência prestada
pela enfermeira no pré natal, ao referir ações de cuidado que promovem a escuta e o acolhimento em relação
ao binômio mãe/filho, desconstruindo um modelo de cuidar frio e impessoal. ( KAWATSU ET AL 2020).
Diante disso é possível observar-se que a mesma se sente segura, acolhida ao realizar a
consulta com a enfermeira, e referiu bom atendimento, pois "tiveram liberdade de perguntar e
esclarecer todas as dúvidas ( SARRAZIN ET AL 2019).
Contudo foi possível observar nas suas falas estarem insatisfeitas com o desconhecimento da fase
do puerpério, relatando que o recebeu orientação sobre cuidado somente para o bebe. Portanto o puerpério
é um período de transição na vida das mulheres, em que ocorrem ajustes fisiológicos necessários à
recuperação e adaptação das alterações sofridas pelo organismo e que o cuidado deve ser materno infantil.
( SARRAZIN ET AL 2019).
Ainda nas falas as mulheres não ouviram falar do plano de parto durante as consultas. Sendo que
a construção conjunta do plano de parto contribui para o desenvolvimento de confiança e segurança, além
de promover o estabelecimento de vínculo da gestante com o profissional e com o serviço ( KAWATSU ET
AL 2020).
Ademais, em relação à presença de acompanhante durante as consultas de pré-natal, a maioria das
gestantes referiu ir sozinha às consultas, sendo o maior empecilho para tal o horário das consultas e a
distância do local de trabalho. Sendo que a participação paterna durante o pré-natal está relacionada com
288
maior envolvimento dos pais no apoio à gestante durante o parto, o puerpério e cuidados com o bebê,
aumentando o vínculo entre o pai e o bebê ( PRUDÊNCIO ET AL 2018).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do exposto foi possível conhecer a percepção das puérperas em relação à assistência
recebida durante o pré-natal no âmbito da atenção primária. Como visto as puérperas expressaram está
satisfeita com assistência e ao mesmo tempo apresentou esta insatisfeita com alguns empecilhos.
Foi possível se observar que ainda existem lacunas que permitem a falta de informação,
gerando dúvidas e insatisfação nas gestantes durante o pré natal. Nessa perspectiva o profissional de
enfermagem se mostrou preferido na assistência, contudo o mesmo deve implementar de ações educativas,
todas as orientações nas três fase ( gestação, parto e puerpério), permitindo assim que a gestante esteja apta
e com confiança para passar por um puerpério, que seja tranquilo e que ela se sinta cada vez mais acolhida
por uma assistência de qualidade.
REFERÊNCIAS
AMORIM TS et al. Gestão do cuidado de Enfermagem para a qualidade da assistência pré-natal na Atenção
Primária à Saúde. Anna Nery, v. 26, e. 20210300, p, 1-9, 202
Bezerra, TB, Oliveira, CAN. A percepção de puérperas sobre a assistência recebida no pré-natal. Rev
Enferm UFPE on line, v. 15, n. 2, 2021.
BEZERRA JC et al. Dificuldades, medos e expectativas de gestantes no período gravídico. Saúde Coletiva
(Barueri) [Internet], v. 11 n, 69, p. 8560–71, 2021.
GRZYBOWSKI LS et al. Atenção primária à saúde e pré-natal: o ciclo gravídico puerperal e a avaliação
do atendimento recebido a partir da percepção de gestantes e puérperas, Rev. APS, v. 23, n. 2, p. 268 - 286,
2020.
KAWATSU MM et al. Percepção das puérperas em relação ao atendimento recebido na unidade básica de
saúde durante a consulta de pré-natal. Rev Fac Ciênc Méd Sorocaba, v. 21, n. 4, p. 170-6, 2020.
289
MÉTODOS PARA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADA À
VENTILAÇÃO MECÂNICA EM NEONATOS
¹ Faculdade Adventista da Bahia, Cachoeira, Bahia, Brasil; ² Universidade do Estado da Bahia, Salvador,
Bahia, Brasil; ³ Centro Universitário Alfredo Nasser, Aparecida de Goiânia, Goiás, Brasil; ⁴ Universidade
Estadual do Maranhão. Maranhão, Colinas, Brasil; ⁵Universidade Federal do Delta do Parnaíba. Parnaíba,
Piauí, Brasil; ⁶Universidade Federal do Delta do Parnaíba. Parnaíba, Piauí, Brasil.
Resumo
Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, é a área hospitalar destinada aos recém-
nascidos de alto risco com idade de 0 a 28 dias e que necessitam de um cuidado mais especializado e
contínuo. entre as patologias mais comuns no ambiente de UTI destaca-se a Pneumonia Associada à
Ventilação (PAV), visto que em sua grande maioria, os pacientes internados nesse ambiente necessitam de
suporte ventilatório. Objetivo: Descrever os principais métodos para prevenção de pneumonia associada à
ventilação mecânica em neonatos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada
por meio da análise nas bases de dados, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo elas:
Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-americana e do
Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e a Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO), utilizando os
Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) em cruzamento com o operador booleano and, sendo selecionado
cinco trabalhos após a aplicação dos critérios de elegibilidade para compor essa revisão. Resultados e
Discussão: Evidenciou-se que entre as medidas de prevenção estão: a higiene das mãos, manuseio estéril
de equipamentos, higiene bucal, posicionamento de lactentes para prevenir o refluxo gástrico e reavaliação
constante para prontidão para extubação. Além disso, a internação prolongada pode aumentar o risco para
infecções, devido a imunidade, a patologia de base e a reinserção de microrganismos
[Link]ções Finais: Portanto, observa-se que os neonatos devido a sua imaturidade
imunológica são mais vulneráveis a infecções respiratórias, sendo necessário em alguns casos um suporte
ventilatório.
Modalidade: Pôster.
1 INTRODUÇÃO
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, é a área hospitalar destinada aos recém-nascidos
de alto risco com idade de 0 a 28 dias e que necessitam de um cuidado mais especializado e contínuo. O
290
risco de infecção nessas unidades torna-se alto devido ao risco de hipoglicemia, ainda mais por se tratar de
um neonato que não desenvolveu por completo sua imunidade, o que faz com que a situação se torne ainda
mais agravante (CARVALHEIRA et al, 2019).
Dentre as patologias mais comuns no ambiente de UTI destaca-se a Pneumonia Associada à Ventilação
(PAV), visto que em sua grande maioria, os pacientes internados nesse ambiente necessitam de suporte
ventilatório (LEGALA; MEDEIROS; AYALA, 2018). A PAV é a causa mais comum e frequente de
infecção hospitalar, facilitando a propagação de infecções, elevando a taxa de mortalidade, internação
prolongada e o aumento do custo associado aos gastos (JOSÉ et al, 2015).
Existem diversos fatores que contribuem para o aparecimento de PAV, no entanto o principal deles é a
intubação endotraqueal, que transcende a defesa das vias aéreas permitindo a entrada de bactérias para os
pulmões (CARVALHEIRA et al, 2019). Para a prevenção da PAV é necessário um cuidado e uma atenção
redobrada da equipe multiprofissional pelo acesso ao paciente no momento da realização de procedimentos
invasivos (LEGAL; MEDEIROS; AYALA, 2018).
Nesta perspectiva, a PAV é um problema de saúde pública, devido sua elevada taxa de mortalidade e o
fato de gerar altos custos adicionais aos hospitais. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo
descrever, por meio do método de revisão integrativa de literatura, estudos sobre os métodos para prevenção
de pneumonia associada à ventilação mecânica em neonatos na Unidade de Terapia Intensiva.
2 METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, tendo como o objetivo principal utilizar métodos para
identificar, selecionar e sintetizar os resultados sobre uma determinada área de conhecimento. Desta forma,
foi utilizada a estratégia PICo (Quadro 1), para formulação da pergunta norteadora: “Quais os métodos para
prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica em neonatos nas unidades de terapia intensiva
neonatal?’’. No qual o “P”, identifica-se como população de análise do estudo, o “I” o conceito que se
pretende investigar e o “Co” está relacionado ao contexto.
P População Neonatos
A busca metodologia foi realizada por meio da análise nas bases de dados, disponíveis na Biblioteca
Virtual em Saúde (BVS), sendo elas: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online
(MEDLINE), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e a Bibliografia
Brasileira de Odontologia (BBO). Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) em
cruzamento com o operador booleano and, da seguinte forma: Unidades de Terapia Intensiva Neonatal and
Prevenção and Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica, encontrando 30 artigos. Posteriormente foram
estabelecidos os critérios de inclusão, considerando: artigos publicados na íntegra em texto completo, nos
últimos dez anos (2012-2022), nos idiomas: inglês, português e espanhol, encontrando 23 artigos.
291
Posteriormente, foi realizada a leitura minuciosa nos títulos e resumos, desconsiderando os artigos
conforme os critérios de exclusão: publicações que não contemplasse o objetivo do estudo, artigos na
modalidade de tese, dissertações e revisões, sendo que artigos duplicados não foram contabilizados. Desta
forma, foram selecionados cinco artigos para o desenvolvimento do estudo.
O estudo dispensou submissão ao Conselho de Ética e Pesquisa, por não tratar de pesquisas clínicas que
envolvam animais e seres humanos, e apenas realizar coletas de informações em sistemas secundários de
domínio público..
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) se tornou uma importante infecção adquirida em
hospitais e a principal complicação da ventilação mecânica invasiva. Leva a morbidade significativa,
aumenta acentuadamente o tempo de tratamento e as despesas de pacientes infantis e eleva sua taxa de
mortalidade (Shun et al., 2015).
Assim a PAVM em neonatos é tratada com antibióticos empíricos selecionados com base em padrões
de resistência locais e dados individualizados do paciente. Muitas UTINs implementam feixes de prevenção
em um esforço para diminuir a PAVM, garantindo o ambiente mais limpo para neonatos intubados (higiene
das mãos, manuseio estéril de equipamentos), posicionamento de lactentes para prevenir o refluxo gástrico
e reavaliação constante para prontidão para extubação.
O estudo de Crivaro et al (2015) enfatiza que a vigilância é caracterizada como uma das medidas de
prevenção, relacionada a assistência aos cuidados dos neonatos, e redução do índice das taxas de infecções.
No entanto, durante o período que foi realizado o estudo, foram descritos, surtos, e foram implementados
o protocolo da higienização das mãos, e os efeitos positivos relacionados e a diminuição do índice da taxa
de infecção, podem ter melhorado, e contribuiu para a alta dos neonatos na unidade de terapia intensiva .
Já o estudo de Kang et al (2021) aponta que a higiene bucal é o método preventivo mais simples e eficaz
pois mantém a cavidade oral limpa e previne infecções orais. As soluções de cuidado oral comuns
atualmente incluem solução salina normal, bicarbonato de sódio 2,0%-2,5%, clorexidina e leite materno.
Esta solução altera o pH do ambiente oral, mantém um ambiente alcalino fraco e reprime o crescimento de
alguns microrganismos acidófilos ambientais.
O estudo de Tan et al (2014) ressalta, o tempo mais viável para internação, seria a duração precoce,
na unidade de terapia intensiva neonatal, aponta como uma das formas de prevenção, a PAVM, aponta que
com a internação prolongada aumenta o risco para infecções, devido a imunidade, a patologia de base e a
reinserção de microrganismos nosocomial.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Portanto, observa-se que os neonatos devido a sua imaturidade imunológica são mais vulneráveis a
infecções respiratórias, sendo necessário em alguns casos um suporte ventilatório. A pneumonia associada
à ventilação mecânica é um evento adverso associado à morbimortalidade entre os neonatos.
Dessa forma, faz-se necessário a implementação de medidas preventivas como a higiene das mãos pela
equipe de saúde, posicionamento adequado do neonato e utilização de técnica estéril no manuseio dos
equipamentos. Além disso, a higiene oral, leite materno e o tempo curto de internação mostraram-se
medidas preventivas eficientes na prevenção desse evento nas unidades de terapia intensiva neonatal.
REFERÊNCIAS
292
em unidade de terapia intensiva neonatal. Saúde Coletiva., v. 9, n. 50, 2019.
CRIVARO, Valeria et al. Surveillance of healthcare-associated infections in a neonatal intensive care unit
in Italy during 2006–2010. BMC infectious diseases, v. 15, n. 1, p. 1-8, 2015.
KANG, W. et al. Prevenção de pneumonia neonatal associada à ventilação mecânica por meio de
cuidados bucais com uso combinado de colostro e bicarbonato de sódio. European Review for Medical
and Pharmacological Sciences, v. 25, pág: 2361-2366, 2021.
293
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA HOMENS: UMA REFLEXÃO
NECESSÁRIA
¹Jadson Justi
¹Victor Antunes de Souza Serrão
1
Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Eixo temático: Psicologia
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: jadsonjusti@[Link]
INTRODUÇÃO: No Brasil, a violência doméstica contra as mulheres representa a maioria dos casos. Isso
acontece porque tal prática é uma construção hegemônica histórica com estreita relação entre categorias de
gênero, classe, raça, etnia bem como, relações de poder. No âmbito jurídico, são variadas as formas de
proteção tanto para a mulher quanto para homens, tem-se como exemplo a Lei Maria da Penha. Entretanto,
é válido mencionar que a violência doméstica também pode ser praticada contra os homens, não se fazendo
restrição a apenas um sujeito passivo. Tal violência – contra homens – não está estritamente associada a
agressões físicas mas, a ofensas verbais, ameaças, humilhações, violência patrimonial e financeira. Dentre
as agressões mais comuns – mesmo que em pequeno número – contra homens no âmbito familiar
denunciadas em delegacias no território brasileiro, tem-se tapas, beliscões, socos, arremessos de objetos,
além de xingamentos, acusações e chantagens emocionais que podem causar impactos na saúde física e/ou
psicológica. Desta forma, questiona-se por que a violência contra homens ainda não é objeto de ampla
discussão na sociedade brasileira? OBJETIVO: Discutir sobre os motivos que levam a sociedade brasileira
a negligenciar a violência doméstica contra homens. METODOLOGIA: Apresenta-se como uma revisão
narrativa com aporte teórico-reflexivo pautado no cenário contemporâneo acerca da violência doméstica.
RESULTADOS: Constata-se que há pouca literatura sobre a presente temática (violência doméstica contra
homens). Averiguou-se que há inúmeros depoimentos em fóruns online – de quem vivenciou este tipo de
experiência – com o intuito de instruir outras pessoas. No entanto, não há grande alcance ou repercussão
desses depoimentos, o que pode sugerir pouco interesse da presente pauta uma vez que o patriarcado
histórico bem como, o machismo é preponderante na sociedade brasileira. Tem-se também, a omissão de
homens em buscar auxílio quando estão diante desse cenário. Acredita-se que os principais motivos
concernentes a isso, sejam: (1) medo, vergonha ou receio de ser ridicularizado, (2) preconceito dos órgãos
públicos e da sociedade em reconhecer o homem também como possível vítima, (3) sexismo e misandria,
(4) filhos e, (5) privar assuntos relacionados à família. Nesse contexto, pode-se sugerir que o medo e a
vergonha surjam como os principais empecilhos ao primeiro pedido de ajuda pois o receio do descrédito e
da humilhação por parte de familiares, amigos próximos e até mesmo de instituições judiciárias impede a
decisão de denúncia por parte dos homens contra as agressões sofridas. E, pelo pouco registro de denúncias,
há margem para não haver discussão sobre enfrentamento desses casos de violência. CONSIDERAÇÕES
FINAIS: A violência doméstica em relação ao homem ainda não é um debate corriqueiro na sociedade. E,
apesar da Lei Maria da Penha proteger também os homens – enquanto vítimas – é pouco respaldada
legalmente quando lhe cabe aplicação.
Palavras-chave: Violência doméstica, Homens, Saúde física e mental.
REFERÊNCIAS:
ALVIM, S. F.; SOUZA, L. Homens, mulheres e violência. Rio de Janeiro: Instituto Noos, 2004.
BARSTED, L. L. Lei e realidade social: igualdade X desigualdade. In: KATO, S. L. (org.). Manual de capacitação multidisciplinar: Lei n. 11.340,
de 7 de agosto de 2006 - Lei Maria da Penha. Cuiabá: Poder Judiciário, Tribunal de Justiça, 2006. p. 42-48. Disponível em: Disponível em:
[Link] Acesso em: 22 mar. 2021.
CAPELLA, A. C. N. Perspectivas teóricas sobre o processo de formulação de políticas públicas. In: Políticas Públicas no Brasil. Rio de Janeiro:
FioCruz, 2007. p. 87-122.
MUCHEMBLED, R. História da violência. Tradução: Abner Chiquieri. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.
VIEIRA, P. R.; GARCIA, L. P.; MACIEL, E. L. N. Isolamento social e o aumento da violência doméstica: o que isso nos revela? Revista Brasileira de
Epidemiologia, v. 23, 2020.
294
ACESSO E ACOLHIMENTO AO USUÁRIO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À
SAÚDE: UM RESGATE TEÓRICO
1
Thais Benites Mancuello
1
Karina Angélica Alvarenga Ribeiro
2
Jadson Justi
3
Nedson Fernandez dos Santos
1
Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil;
2
Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil; 3Centro Universitário
Leonardo da Vinci (UNIASSELVI). Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Eixo temático: Enfermagem
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: thais_benites@[Link]
INTRODUÇÃO: Nos serviços de saúde, o acesso e acolhimento podem ser interpretados como uma
maneira sistemática do processo de trabalho, de capacidade resolutiva, compondo-se de atos seguidos de
escuta, orientação e vínculo entre profissionais e população, salientando a continuidade no atendimento,
encaminhamento ao serviço de referência quando necessário, cuidados à assistência correta, orientação de
forma inteligível e desenvolvimento de agendamento de maneira hábil. Entretanto, alguns elementos podem
ser considerados obstáculos para a realização do acolhimento nas unidades de saúde, como a incompreensão
da equipe diante da realidade situacional das diferentes famílias e a inaptidão dos profissionais para o
manejo das distintas demandas. Outro fator que dificulta a promoção do trabalho acolhedor é a resistência
apresentada pelos usuários, consequência do predomínio de uma ideia fixa sobre o funcionamento da saúde
pública. OBJETIVO: Investigar a produção científica nacional sobre o acesso e acolhimento ao usuário na
Atenção Primária à Saúde, identificando os obstáculos e vulnerabilidades, bem como conhecer as
dimensões que envolvem esse processo, por meio de uma revisão teórica. METODOLOGIA: Caracteriza-
se como um resgate de produções científicas nacionais a partir de revisão teórica sobre o acesso e
acolhimento ao usuário na Atenção Primária à Saúde. As bases de dados utilizadas foram: Scientific
Electronic Library Online – SciELO – e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde –
LILACS –, compreendidos no período de publicação de 2010 a 2017. Foram analisados três eixos: 1) acesso
e acolhimento ao usuário na Atenção Primária à Saúde; 2) obstáculos e vulnerabilidades que inviabilizam
o acesso e acolhimento ao usuário na Atenção Primária à Saúde; e 3) dimensões do acesso e acolhimento
aos usuários na Atenção Primária à Saúde. RESULTADOS: Referente aos artigos selecionados, todos estão
diretamente relacionados à Atenção Primária à Saúde, acesso e acolhimento, entretanto, alguns são
específicos sobre acolhimento e outros priorizam o acesso à saúde. Logo, foram encontrados doze artigos
referentes a acolhimento (55%), nove relacionados ao acesso (41%) e dois abordando como tema acesso e
acolhimento concomitantemente (4%). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em relação aos eixos investigados,
observou-se que a problematização que abrange a Atenção Primária à Saúde, algo que foi evidenciado com
clareza nos estudos analisados, ainda continua em pauta como assunto primordial pelo Ministério da Saúde,
constatando que mesmo com uma abordagem abrangente sobre o assunto e com variadas análises e
constatações sobre as lacunas de desenvolvimento do acesso e do acolhimento, mudanças não ocorreram e
o seu processo ainda continua vulnerável ao que se pode inferir “falha humana”. Assim, é preciso uma
ampliação no setor da educação permanente e, na educação em saúde, uma abrangência em assuntos que
não sejam somente pautados em doenças.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Acolhimento nas práticas de produção de saúde. 2. ed. Brasília, DF:
Ed. Ministério da Saúde, 2010a. (Série B. Textos Básicos de Saúde). Disponível em:
[Link] Acesso em: 19
dez. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. HumanizaSUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 4.
ed. 4. reimp. Brasília, DF: Ed. Ministério da Saúde, 2010b. (Série B. Textos Básicos de Saúde).
Disponível em:
295
[Link]
Acesso em: 11 fev. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Carta dos direitos dos usuários da saúde. Brasília, DF: Ed. Ministério
da Saúde, 2012. (Série E. Legislação de Saúde). Disponível em:
[Link] Acesso em: 20 jan. 2023.
FERTIG, A.; BRAGA, F. S.; WITT, R. R. A percepção do usuário da Atenção Primária sobre o
acolhimento em unidade de saúde da família. Revista de Enfermagem, Frederico Westphalen, v. 9, n. 9.
p. 1-13, 2013. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 jan.
2023.
296
BEM-ESTAR PSICOLÓGICO E PRIVAÇÃO DE SONO DE POLICIAIS CIVIS
SOB A ÓTICA DA PSICOLOGIA POSITIVA: UM RESGATE TEÓRICO
1
Rosimeire Benito Cortez
2
Heloisa Bruna Grubits
3
Jadson Justi
2
Gabriel Marques Lima de Andrade
1
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil;
2
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil; 3Universidade
Federal do Amazonas (UFAM). Parintins, Amazonas, Brasil.
Modalidade: Pôster
REFERÊNCIAS
ASCARI, R. S. et al. Prevalência de risco para Síndrome de Burnout em policiais militares. Cogitare
Enfermagem, Curitiba, v. 21, n. 2, p. 1-10, 2016.
297
BERNARDO, V. M. et al. Atividade física e qualidade de sono em policiais militares. Revista Brasileira
de Ciências do Esporte, Brasilia, v. 40, n. 2, p. 131-137, 2018.
BOND, J. et al. Association of traumatic police event exposure with sleep quality and quantity in the
bcops study cohort. International Journal of Emergency Mental Health and Human Resilience, [s.l.], v.
15, n. 4, p. 255-265, 2013.
298
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES ATRAVÉS DA TECNOLOGIA REMOTA
299
Palavras-chave: Educação Inteprofissional; Práticas Complementares e Integrativas; Plantas
Medicinais.
REFERÊNCIAS:
1. Organização Mundial da Saúde. Marco para ação em educação interprofissional e prática colaborativa.
Genebra: 2010 OMS;
2. Paro CA, Pinheiro R. Interface Botucatu; 2018 22 Supl. 2:1577-88;
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política
nacional de práticas integrativas e complementares no SUS: atitude de ampliação de acesso. Secretaria de
Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015
300
INTOXICAÇÃO POR OPIÓIDES: COMPREENSÃO E
MANEJO CLÍNICO
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A intoxicação por opioides ocorre quando há uso elevado de uma substância dessa classe,
excedendo a dose pertencente à janela terapêutica medicamentosa, causando efeitos tóxicos no organismo.
Essa intoxicação pode advir de sobredosagem acidental, agonismo farmacêutico, interação medicamentosa
ou abuso de alguma substância da classe opioide. OBJETIVO: Compreender a fisiopatologia,
manifestações clinicas e manejo do paciente com intoxicação opiácea. METODOLOGIA: Foi realizada
uma revisão de literatura integrativa, do tipo descritiva nas seguintes bases de dados: SCIELO, PUBMED
e LILACS. Os descritores utilizados foram: “Overdose de Opiáceos”, “Uso Indevido de Medicamentos sob
Prescrição”, “Transtornos Relacionados ao Uso de Opioides” e “Epidemia de Opioides” encontrando, assim
5 estudos inclusos no SCIELO. Com filtragem de artigos em português, inglês e espanhol dos últimos 5
anos, sendo excluídos os estudos duplicados e os que não abordavam o assunto. RESULTADOS: A ligação
dos opioides aos receptores ocorre acoplada à proteína G e três receptores específicos são envolvidos
conhecidos como mu, delta e kappa. Os receptores opioides são estimulados por endorfinas endógenas que
geralmente produzem analgesia e sensação de bem-estar. No caso de superdosagem, concentrações elevadas
do fármaco podem sobrecarregar a capacidade de uma enzima para tratar um substrato em um processo
conhecido como saturação, nessa situação pequenos aumentos na dose de droga podem levar a aumentos
desproporcionais das concentrações plasmáticas e, portanto, à intoxicação. A síndrome classicamente
descrita em pacientes com intoxicação por opioides inclui apneia, estupor e miose. Uma frequência
respiratória (FR) menor ou igual a 12 respirações por minuto (RPM) em um paciente que não está no sono
fisiológico sugere fortemente intoxicação aguda por opioides, principalmente se acompanhada por miose
ou estupor. A ingestão de múltiplas medicações pode causar pupilas reativas ou midriáticas. Existem várias
causas potenciais de edema pulmonar, uma dessas é a tentativa de esforço respiratório contra a glote fechada
que conduz a uma diminuição na pressão intratorácica, o que faz com que o extravasamento de líquidos
ocorra. Além disso, as pessoas que tenham sido mantidas imóveis em um estado de estupor induzido por
opioides podem evoluir com rabdomiólise e insuficiência renal mioglobinúrica e síndrome compartimental.
Outras alterações laboratoriais incluem elevadas concentrações séricas de transaminases em associação
com lesão hepática causada por/ou acetaminofeno ou isquemia. Pacientes com apneia precisam de um
estímulo farmacológico ou mecânico para tornar a respirar. Pacientes com estupor que têm FR de 12RPM
ou menos, a ventilação deve ser provida com ambu contendo máscara e válvula, realizando a manobra de
elevação da mandíbula, de forma a diminuir a hipercapnia. Na suspeita da intoxicação por opioides e
301
depressão respiratória deve-se utilizar a naloxona, o antídoto para a overdose de opioides é um antagonista
do receptor opioide mu-competitivo que reverte todos os sinais de intoxicação por opioides.
CONCLUSÃO: Pelas observações existem 3 receptores opioides principais: delta, kappa e mu. Eles
ocorrem por todo o sistema nervoso central, porém em áreas e tratos associados à percepção de dor
encontram-se em maior proporção. A intoxicação aguda por opioide é caracterizada por euforia e
sonolência. E o antidoto utilizado é naloxona.
The Lancet Public Health. Opioid overdose crisis: time for a radical rethink. 3 ed. Lancet Public Health,
2022. p. 195 v. 7. Disponível em: [[Link] Aceso em: XXXX
HOLLAND, A. et al. Overdose prevention centres in the UK. 3 ed. The Lancet Public Health, 2022. p.
196-197 v. 7. Disponível em: [[Link] Acesso em: XXXX
CHAN, YC. Clinical Toxicology and Overdose of Psychiatric Medications. 2 ed. East Asian Arch
Psychiatry, 2019. p. 57-62. v. 29. Disponível em: [[Link] Acesso
em: XXXX
LEMIRE, Francine. Crise des opioïdes: sur la voie de la rémission. 6 ed. Can Fam Physician, 2019. p. 447,
v. 65 Disponível em: [[Link] Acesso em: XXXX
302
303
RELAÇÃO ENTRE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS E
COMPORTAMENTOS ALIMENTARES EM ADULTOS E IDOSOS DE UMA
AMOSTRA BRASILEIRA
1
Andressa Carine Kretschmer
2
Francielle Bendlin Antunes
3
Erica Cristina da Silva Cabral
4
Joyce Martins Guimarães
5
Géssica de Oliveira Rodrigues
1) Nutricionista, doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Londrina – UEL; 2) Enfermeira
pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel; 3) Estudante de Enfermagem na Faculdade Cosmopolita; 4)
Estudante de Enfermagem pelo Centro Universitário de Caruaru; 5) Nutricionista, mestre em Nutrição pela
Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: kretschmerandressa@[Link]
304
consumo de refrigerantes na qual 51,4% dos obesos relataram que consumiam pelo menos em um dia na
semana a bebida. Estes resultados são atribuídos em parte pois a medida em que os indivíduos obtêm um
diagnóstico negativo sobre a sua saúde, estes tendem a mudar seus hábitos ou comportamentos.
REFERÊNCIAS:
FORTES L.S; MORGADO, F.F.R; FERREIRA, M.E.C. Fatores associados ao comportamento alimentar
inadequado em adolescentes escolares. Arch Clin Psychiatry, v.40, n.2, p.59-64, 2013.
ROSSI, A; MOREIRA, E.A.M; RAUEN, M.S. Determinantes do comportamento alimentar: uma revisão
com enfoque na família. Rev Nutr, v.21. n.6, p.739-48, 2008.
305
OCORRÊNCIA DE INFECÇÕES DE CATETER VENOSO CENTRAL EM
PACIENTES QUE REALIZAM HEMODIÁLISE: UMA REVISÃO
INTEGRATIVA
1,1,2,3
Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, Piauí, Brasil.
REFERÊNCIAS
306
BORGES, Palmiane de Rezende Ramim; BEDENDO, João. Fatores de risco associados à infecção de
cateter provisório em pacientes sob tratamento dialítico. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 24, p. 680-
685, 2015.
COUTINHO, Brenda Santos et al. O uso do acesso venoso na hemodiálise: repercussões na saúde. Saúde
(Santa Maria), 2021.
PEREIRA, Maria Izabel et al. Infecção em cateter de hemodiálise: revisão bibliográfica. Revista Thêma
et Scientia, v. 9, n. 2, p. 135-146, 2019.
RIBEIRO, Regina Camila et al. O aumento das infecções relacionadas à hemodiálise por cateter venoso
central. Revista de Iniciação Científica e Extensão, v. 1, n. Esp 5, p. 432-438, 2018.
SCHWANKE, Alessandra Amaral et al. Cateter venoso central para hemodiálise: incidência de infecção e
fatores de risco. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 71, p. 1115-1121, 2018.
307
CARACTERIZAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS
RELACIONADOS AO TRABALHO NO BRASIL
INTRODUÇÃO: A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde mental como um estado de
bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse
rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade. Os transtornos mentais relacionados ao
trabalho têm mostrado um aumento significativo que abala este bem estar e saúde mental do trabalhador,
e resulta no adoecimento emocional, intelectual e físico, com potencial de atingir a produtividade das
atividades laborais. OBJETIVO: Analisar os registros de notificações compulsórias de transtornos
mentais relacionados ao trabalho no Brasil, visto que é uma demanda crescente relacionada à saúde do
trabalhador. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa descritiva e retrospectiva em uma base de
dados pública e disponível na internet ([Link] Os dados são referentes às
notificações compulsórias realizadas no Sistema de Informação de Notificação de Agravos (SINAN) no
ano de 2021. RESULTADOS: Foram registrados 1683 casos de transtornos mentais relacionados ao
trabalho. Dentre os trabalhadores acometidos por transtornos mentais, 66,6% são do sexo feminino. A
faixa etária prevalente foi entre os 31 a 40 anos, seguida da faixa dos
41 aos 50 com 34% e 30% respectivamente. Em relação à escolaridade, os mais acometidos foram os
profissionais de ensino superior com 34,5% dos casos, logo na sequência estão os com ensino médio
completo com 29,7%. Foram analisados 23 dos 26 estados brasileiros, em que os estados do sudeste
prevaleceram com 812 notificações, o que representa 48% da amostra, entre os eles, destaca-se São Paulo
com 456 notificações. Em relação à situação no mercado de trabalho, os profissionais de carteira assinada
no método de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), lideram o ranking de profissionais acometidos
por transtornos mentais com 58% dos casos. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças
(CID-11), as situações de saúde que tiveram maior número de notificações, foram a F41.2- Transtorno
misto de ansiedade e depressão com 9,6%, em segundo com 8,73% a F43.1- ‘stress’ pós traumático e em
terceiro lugar, o Z73.0 Esgotamento e F41.1 Ansiedade generalizada, ambas com 6,77%. Sobre a
evolução do estado clínico dos pacientes, 49,6% dos pacientes ficaram incapacitados temporariamente
ao retorno de suas ocupações, e mais da metade (52,3%) foram encaminhados aos serviços de saúde
mental. CONCLUSÃO: Com a intensificação dos sintomas mentais causados pelas atividades laborais,
nota-se a importância das notificações compulsórias relacionadas ao trabalhoe análise destes dados, visto
que com o crescimento desses transtornos há um significativo declínio da qualidade de vida do
trabalhador e diminuição da produtividade, o que reflete-se em afastamentos. Nota-se nos resultados
analisados que há aumento dos casos conforme a escolaridade, atingindo seu pico no nível superior, e que
as mais atingidas são mulheres, levanta-se a hipótese de sobrecarga trabalho doméstico e ocupacional.
Acentua-se ainda as causas e sintomas destes transtornos, o uso de drogas psicoativas, iatrogenia, agressão
e suícidio. Portanto, faz-se necessário que os empregadores realizem acompanhamento e proporcionem a
oferta deacesso aos serviços de saúde para suporte emocional aos trabalhadores.
308
PALAVRAS- CHAVE: Doenças Ocupacionais ; Transtornos mentais ; Enfermagem do trabalho
REFERÊNCIAS:
BARBARO, Alessandra Marino et al . Transtornos mentais relacionados ao trabalho: revisão de
literatura. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drogas. (Ed. port.), Ribeirão Preto , v. 5, n. 2,
p. 1-16, ago. 2009 . Disponível em:
<[Link]
69762009000200008&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 09 nov. 2022
BRASIL. Ministério da saúde. Saúde mental no trabalho, 10 de outubro. Brasília, 2022. Disponível em:
<[Link]
comemora do-em-10-de-
outubro/#:~:text=De%20acordo%20com%20a%20Organiza%C3%A7%C3%A3o,a%20aus%C3%
AAncia%20de%20doen%C3%A7as%20mentais.> Acesso em 15 de novembro de 2022.
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Divisão de Vigilância em
Saúde do Trabalhador. Nota Técnica 02/2021. Disponível em
<[Link]
[Link]> Acesso em 15 de novembro de 2022
309
TECNOLOGIAS EM SAÚDE NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À
PACIENTES ONCOLÓGICOS UTILIZANDO IMUNOTERÁPICOS
1Discentes do Curso de Enfermagem no Centro Universitário FIBRA. Belém, Pará, Brasil; 2Orientadora,
Mestre em Enfermagem (UFPA), Especialista em Enfermagem Obstétrica (UFPA), Docente do Centro
Universitário FIBRA e Faculdade Estácio de Belém. Belém, Pará, Brasil.
Modalidade: Pôster
Resumo
Modalidade: Pôster.
1 INTRODUÇÃO
310
O termo câncer refere-se a um grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento descontrolado e
a disseminação anormal de células do corpo. As causas são complexas e podem envolver um combinação
de fatores genéticos, ambientais e estilo de vido como o consumo excessivo de álcool e tabaco. Em muitos
casos, a demora na conclusão de um diagnóstico específico contribui para uma maior taxa de letalidade
relacionada a essa patologia. Entretanto, ainda que estudos de tratamento na área tenham avançado e tendo
a quimioterapia e radioterapia beneficiado a sobrevivência e até mesmo a cura de muitos pacientes, os
efeitos colaterais são alarmantes. Dessa forma, nota-se a necessidade de implementar novas formas de
terapia em que as mesmas apresentem uma redução da toxicidade para não causar danos ao doente e sua
imunidade.
As células tumorais conseguem ludibriar o sistema imunológico e, por isso, ele se torna incapaz
de identificar e exterminar essas células. Nesse contexto, têm-se a Imunoterapia como um tratamento
responsável por estimular o sistema de defesa a detectar e combater neoplasias malignas. Os principais
exemplos são vacinas anticâncer (HPV), terapia com célula T e bloqueio de checkpoint imunológico. Além
disso, essas técnicas reduzem os efeitos adversos e o organismo adquiri a chamada vigilância imunológica,
na qual consegue rastrear e aniquilar células tumorais que possam vir a surgir.
Nesse contexto, destaca-se que, para que haja uma assistência mais satisfatória e humana aos
pacientes em uso dessas terapias, o enfermeiro oncológico (responsável por acompanhar o paciente em
todas as etapas de seu tratamento) desempenha um papel essencial voltado para educação, administração
de imunoterápicos, assim como identificação e monitoramento e controle de eventos adversos.
Nesse caso, o profissional pode usurfruir de tecnologias em saúde, que são fundamentais para
melhorar o relacionamento entre ele, o paciente e sua família, promover uma melhor gestão de sua equipe
e avaliar os impactos da evolução do quadro do doente. Tais tecnologias podem ser de três tipos: leve, leve-
dura e dura e podem ser vistas no decorrer do acompanhamento do tratamento, pois a primeira baseia-se
nas relações humanas, a segunda são os conhecimentos do enfermeiro a respeito de seu trabalho, e a terceira
é voltada para os equipamentos e máquinas utlizadas.
Sendo assim, esta pesquisa teve como objetivo identificar e compreender a utilização de
tecnologias em saúde aplicadas na assistência de enfermagem à pacientes oncológicos que utilizam
imunoterápicos.
2 METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão bibliográfica, no qual se realizou uma busca na plataforma Google
Acadêmico, utilizando as palavras-chave “imunoterapia and oncologia and enfermagem”, dispondo de
artigos originais e em português, publicados no período 2021 e 2022, disponíveis na íntegra, online e
gratuitos. Dos cinco estudos encontrados, quatro foram utilizados e um foi excluído por não abordar o
trabalho da enfermagem com imunoteráicos.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
De acordo com a pesquisa, tem-se que que a tecnologia leve presente no tratamento de
imunoterapia está voltada para a criação de vínculos de confiança e respeito da equipe de enfermagem
com seus pacientes e suas respectivas famílias, visto que é necessário o engajamento e aceitação dos
mesmos para com a terapia proposta. As principais ações contidas nesse contexto são: explicar ao
paciente sobre o tratamento e suas etapas, destacando o uso da pré-medicação quando necessário,
orientar sobre os mecanismos de ação das drogas de forma clara e compreensível, instruir quanto os
efeitos colaterais dos medicamentos e educar sobre importância da avaliação periódica do caso e buscar
atendimento da equipe de saúde, se assim for necessária.
A tecnologia leve-dura, por sua vez, é enfatizada quando o enfermeiro, sendo o profissional
responsável pelo manuseio, administração da droga e cuidados sobre quaisquer eventos adversos
imunorrelacionados, traz consigo a necessidade de atualizações e capacitações direcionadas,
principalmente para intervenções específicas frente aos possíveis diagnósticos de enfermagem
identificados junto ao paciente oncológico em imunoterapia, o que demanda ampliação do conhecimento
não só do profissional, mas também de toda a equipe de enfermagem e multiprofissional envolvida. Dessa
maneira, Um dos objetivos dessa tecnologia é promover a interação interdisciplinar para que haja uma
maior troca de saberes e contribuir para a qualidade da assistência prestada.
311
Já a tecnologia dura é destacada no tratamento oncológico na utilização de materiais de recursos
imunoterápicos como vacinas anticâncer (Papiloma Vírus Humano, HPV, por exemplo), terapia com
receptor de antígeno quimérico de célula T (CAR T cell therapy) e terapias com bloqueio de checkpoint
imunológico (imune checkpoint blockade therapy). Nesse contexto, é válido destacar a terapia Car T cell,
uma vez que seu procedimento ocorre após a coleta das células T do paciente, por meio de um
procedimento chamado de aférese (daí a presença do maquinário relacionado a esse tipo de tecnologia),
onde, posteriormente, essas células são modificadas em laboratório para dar origem às células CAR T.
Após o processo de modificação, as células CAR T são multiplicadas até uma dose adequada para o peso
do paciente e, ao final, são infundidas na circulação sanguínea do doente para reconhecer e promover a
destruição de células específicas do câncer.
É válido destacar que, hodiernamente, é imprescindível focar em maneiras de alinhar a
tecnologia com as ciências da saúde. A imunoterapia, por ser uma terapia recente quando comparada a
quimioterapia convencional, exige uma boa formação da equipe de enfermagem sobre os mecanismos
fisiopatológicos e manejos de sinais e sintomas relacionados aos seus efeitos adversos. Ademais, as
competências do enfermeiro também percorrem a anamnese, registro, checagem e administração de
medicamentos imunoterápicos obrigatórios contendo o nome do paciente, data, horário e dose presentes
tanto em prontuário físico como no eletrônico e sendo carimbado e assinado de forma legível. É
imprescindível que tais condutas sejam padrão em todas as unidades que trabalhem com imunoterapia.
As reações adversas dessas técnicas diferem das relacionadas à quimioterapia antineoplásica,
visto que estão ligadas à estimulação do sistema imunológico, em que ocorre o acionamento do mesmo
para produção de anticorpos que irão combater o tumor. As mais comuns são dor local, hepatite
autoimune, reação cutâneas de leve a grave, cefaleia, tonturas, distúrbios gastrointestinais, toxicidade
endócrina e toxicidade pulmonar. Uma das principais (quiçá a principal) causas para esse tipo de reação
está na exacerbação do sistema imunológico pela especificidade da imunoterapia na reação antígeno-
anticorpo, a qual pode causar reações de alta resposta, ou seja, o número alto de anticorpos pode
sobrecarregar órgãos vitais, como pulmão e o fígado.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
312
REFERÊNCIAS
FIALHO, I. C. T. S.; MONTEIRO, D. E.; SOARES, R. de S.; OLIVEIRA, R. M. M. de; FULY, P. dos S. C.
Intervenções de enfermagem nas reações adversas em pacientes oncológicos em uso de imunoterapia:
Uma revisão de escopo. Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 7, p. e46910716871, 2021.
DOI: 10.33448/rsd-v10i7.16871. Disponível em:
[Link] Acesso em: 16 mar. 2023.
NANI, MCB; DIAS, RC; DE AGUIAR, GE; DOS SANTOS, HC de AS; BANI, GM de C. O desempenho da
imunoterapia na redução de células tumorais: uma revisão integrativa / A atuação da imunoterapia na
redução de células tumorais: uma revisão integrativa. Revista Brasileira de Desenvolvimento , [S. l.] , v.
7, n. 4, pág. 41136–41149, 2021. DOI: 10.34117/bjdv7n4-531. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 mar. 2023
FONTOURA, BA.; CAIXETA, E. de S. .; SILVA, L. de S. .; SILVA, RGC da.; PEREIRA, VCB.; PASSOS, HOMEM . A
imunoterapia como tratamento do câncer e o papel da enfermagem. Investigação, Sociedade e
Desenvolvimento , [S. l.] , v. 10, n. 6, pág. e38710615902, 2021. DOI: 10.33448/rsd-
v10i6.15902. Disponível em: [Link] Acesso em: 21
mar. 2023.
313
O PAPEL DA ENFERMAGEM NA QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR DE PACIENTES EM
CUIDADOS PALIATIVOS
1Discentes do Curso de Enfermagem no Centro Universitário FIBRA. Belém, Pará, Brasil; 2Orientadora,
Mestre em Enfermagem (UFPA), Especialista em Enfermagem Obstétrica (UFPA), Docente do Centro
Universitário FIBRA e Faculdade Estácio de Belém. Belém, Pará, Brasil.
Modalidade: Pôster
314
promoção de qualidade e bem-estar dos pacientes paliativos. CONCLUSÃO: Com base nos artigos
analisados, vale ressaltar a relevância da visão holística do enfermeiro em proporcionar qualidade de vida
e bem-estar dos pacientes paliativos, bem como utilizar ações que promovam uma interação entre o
profissional, paciente e sua família, objetivando uma ampliação e reavaliação dos cuidados paliativos. Vale
ressaltar ações como proporcionar conforto, minimizar a dor e reduzir o sofrimento desses pacientes,
levando em consideração suas particularidades, questões sociais e religiosas, que são aspectos
fundamentais que a equipe de enfermagem possa realizar as intervenções adequadamente. Logo, faz-se
necessário habilitar e capacitar a equipe de enfermagem e principalmente o enfermeiro para lidar com o
processo de morte e tornar-se apto para assistir o paciente.
REFERÊNCIAS:
integrativa de literatura. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, Goiás, Brasil, v. 22, p. 56169,
2020. DOI: 10.5216/ree.v22.56169. Disponível em: [Link]
Acesso em: 15 abril. 2023.
ABRÃO, R.K; SANTANA E.A.S; SOUSA, M.P De. CUIDADOS PALIATIVOS: UMA REFLEXÃO SOBRE A
FORMAÇÃO DOS ENFERMEIROS. Revista Uniabeu , [s. l.], v. 12, n. 32, p. 154-171, Setembro-dezembro
2019. Disponível em: [Link] Acesso
em: 11 maio 2023.
315
INTERAÇÕES POR POLIMEDICAÇÃO E USO DE PLANTAS MEDICINAIS
NO TRATAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS EM IDOSOS
¹Gleiciane Adrielli Souza Guinho
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) aparecem como condições de saúde
associadas à deficiências e/ou incapacidades funcionais do organismo. Entre as mais comuns, apresentam-
se o Diabetes Mellitus (DM) e a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), tratadas por meio da mudança dos
hábitos de vida, terapia medicamentosa, e, frequentemente, pelo uso de plantas medicinais, especialmente
no que se refere ao público idoso. OBJETIVO: Analisar as publicações sobre as interações
medicamentosas ocasionadas pelo uso de plantas medicinais em meio a polifarmacoterapia de idosos
acometidos com Hipertensão Arterial Sistêmica e/ou Diabetes Mellitus. MATERIAIS E MÉTODOS: O
presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura narrativa, na qual a busca dos artigos de embasamento
se deu nas bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS, PubMed e SciElo; através dos
Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Plantas Medicinais”, “Polimedicação” “Hipertensão Arterial”
e “Diabetes Mellitus”, fazendo uso do operador booleano “AND” e “OR” para refinar o resultado das
buscas. Foram incluídos estudos publicados antes da última década, que fossem qualitativos, quantitativos
e revisões sistemáticas, nos idiomas português, inglês e espanhol. Com isso, foram selecionados, após uma
leitura exploratória, 8 artigos, publicados entre 2017 e 2022, que contemplavam o objetivo do resumo.
RESULTADOS: A polimedicação é uma ocorrência comum em pacientes idosos, e exibe, na falta de
orientação adequada, riscos de interação e consequências à saúde. Entre as classes medicamentosas mais
consumidas por esse público, foram citados os Antagonistas do Receptor de Angiotensina II (ARAII),
Diuréticos, Betabloqueadores, Biguanidas, Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs), Sulfonilureias,
Bloqueadores de canal de cálcio (BCC), Estatinas, Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina
(iECA), Antidepressivos, Benzodiazepínicos (BZD) e Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
(ISRS). Por sua vez, entre as espécies vegetais mais utilizadas para manejo dos sintomas do DM e HAS,
estão a Plectranthus barbatus (boldo), Alpinia zerumbet (Colônia) e Sechium edule (Chuchu), conhecidas
pelos seus efeitos anti-hipertensivos; a Carica papaya L. (mamão), Pimpinella anisum L. (erva doce),
Matricaria chamomilla L. (camomila) e Rosmarinus officinalis L. (alecrim), que possuem efeitos
hipoglicemiantes; e Cymbopogon citratus (capim-cidreira), Baccharis trimeraI L. (carqueja) e Allium
sativum L. (alho), detentoras de ambos efeitos. Nesse sentido, interações “planta-medicamento” são
preocupantes, principalmente nos casos de efeitos sinérgicos com medicamentos antidiabéticos e anti-
hipertensivos (devido à semelhança dos mecanismos de ação), podendo causar, na falta de orientações,
quadros de hipoglicemia e/ou hipotensão, que manifestam-se clinicamente a partir de tonturas, tremores,
fraquezas, cefaléia e confusão mental, sintomas que, em pacientes idosos, podem ter desfechos graves.
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Visto isso, é possível concluir que os riscos de interações
medicamentosas são evidentes e podem aumentar gradativamente com o número de medicamentos
utilizados, tornando-se ainda mais complexos no público em questão devido às alterações fisiológicas do
envelhecimento. Com isso, faz-se necessário pesquisas mais específicas acerca dessas interações, a fim de
316
melhor esclarecê-las, bem como há a necessidade de que profissionais de saúde, com ênfase no
farmacêutico, informe e oriente o consumo adequado e racional das plantas medicinais, proporcionando
um tratamento seguro e eficaz.
REFERÊNCIAS:
317
A INFECÇÃO POR COVID-19 COMO FATOR DE INFLUÊNCIA NO
SURGIMENTO DE DOENÇAS AUTOIMUNES
318
múltiplos estudos de caso. Sendo essa perturbação realizada devido ao mecanismo fisiopatológico do vírus,
que termina por gerar o evento da “tempestade de citocinas”. Ainda assim, é necessário maiores
investigações para compreender a extensão dos danos e frequência que o mesmo pode acontecer nos casos
de infecção.
319
INFLUÊNCIA DA PANDEMIA NA PRESCRIÇÃO DE ANSIOLÍTICOS E
ANTIDEPRESSIVOS PARA MULHERES
320
índices de prescrição de ansiolíticos e antidepressivos para as mulheres. Contudo, ainda é preciso a
realização de mais estudos para afirmar se os casos de ansiedade e depressão verdadeiramente aumentaram
entre essa população.
321
PROBIÓTICOS NA DISFUNÇÃO DA MICROBIOTA INTESTINAL E
SUA RELAÇÃO COM A DOENÇA DE ALZHEIMER
322
neurodegenerativas como o Alzheimer. Contudo, ainda é necessário mais estudos para fortalecer o
entendimento sobre essa relação e, assim, montar novos modelos terapêuticos para a doença de Alzheimer
que afeta milhares de indivíduos.
323
AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO AÇÚCAR NAS VIAS
DOPAMINÉRGICAS
¹João Wictor de Lima Tiburcio
¹Eduarda de Lima Sá Teles
¹Gleiciane Adrielli Souza Guinho
¹Gustavo Henrique da Silva
¹Matheus Givanildo da Silva
¹Kellvin Costa Maciel
¹Associação Caruaruense de Ensino Superior, Centro Universitário Tabosa de Almeida (ASCES-UNITA).
Caruaru, Pernambuco, Brasil.
324
REFERÊNCIAS:
BEAR, Mark F. Neurociência: desvendando o sistema nervoso. 4 ed., Artmed Editora, 2017. ISSN 978-
85-8271-433-1. Acesso em: 14 mai. 2023.
GUYTON, A.C. e Hall J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Editora Elsevier. 13ª ed., 2017.
RAMOS, V. P. MENESES, C. O. R. de. Efeitos do consumo excessivo de açúcar sobre o desempenho
cognitivo: uma revisão de literatura / Effects of excessive sugar consumption on cognitive performance: a
literature review. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 6, p. 24931–24951, 2021. DOI:
10.34119/bjhrv4n6-106. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 12 mai. 2023.
325
MISOPROSTOL: FARMACOLOGIA E USOS TERAPÊUTICOS
326
Palavras-chave: Misoprostol; Tratamento farmacológico; Saúde materna.
REFERÊNCIAS:
CÔRREA, Marilena Cordeiro Dias Villela. Aborto e misoprostol: usos médicos, práticas de saúde e
controvérsia científica. Ciência saúde coletiva. 2012. 17(7). Disponível em:
<[Link] Acesso em: 10 mai. 2023.
HOFMEYR, G. J. et. al. (2010). Vaginal misoprostol for cervical ripening and induction of labour.
Cochrane Database of Systematic Reviews. Disponível em doi:10.1002/14651858.cd000941.pub2.
Acesso em: 10 mai. 2023.
KOCH, Daeska Marcella. Uso do misoprostol em uma maternidade pública do estado do Paraná : uma
abordagem farmacoepidemiológica. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2018. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 10 mai. 2023.
PROSTOKOS/misoprostol: comprimido vaginal. Marta Melissa Leite Maia. Pernambuco: Hebron, 2020.
Bula de medicamento.
327
ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL: UMA REVISÃO DA ETIOPATOGENIA E ABORDAGEM
TERAPÊUTICA
Modalidade: Pôster
E-mail do 1° autor: arthurmaguiar@[Link]
INTRODUÇÃO: A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ), é uma doença reumática crônica que afeta crianças
e adolescentes. É caracterizada por inflamação articular, podendo acarretar graves danos articulares com
potencial déficit na qualidade de vida dos pacientes. A compreensão dos seus mecanismos
fisiopatológicos, consequentemente, o desenvolvimento de opções de tratamento eficazes é de extrema
relevância para melhorar o prognóstico dos indivíduos acometidos pela AIJ. OBJETIVO: Realizar um
breve resumo da Artrite Idiopática Juvenil, investigando a sua etiopatogenia, além de avaliar abordagens
terapêuticas. METODOLOGIA: Foi utilizado neste trabalho o método de pesquisa exploratório, por meio
de uma busca bibliográfica para obter referências que ampliem o conhecimento sobre Artrite idiopática
Juvenil. A pesquisa teve como base artigos científicos publicados entre os anos de 2010 a 2023, escritos
em inglês e em português, selecionados de bases científicas como PUBMED e SciELO. Para a busca,
foram utilizados descritores em saúde relevantes ao tema, tais como: Artrite Idiopática Juvenil;
Etiopatogenia; Tratamento. Foram excluídos artigos que não estavam diretamente relacionados à AIJ,
que não abordavam a etiopatogenia ou o tratamento, e aqueles que estavam duplicados. RESULTADOS:
Foi verificado que a etiopatogenia da AIJ é multifatorial e envolve uma combinação de fatores genéticos
e ambientais. Diversos genes foram identificados como potenciais contribuintes para o desenvolvimento
da doença, incluindo aqueles relacionados ao sistema imunológico e à regulação da resposta inflamatória.
Além disso, infecções e exposição a determinados agentes, podem desempenhar um papel no
desencadeamento da Artrite Idiopática Juvenil. No que diz respeito ao tratamento, foram identificadas
várias opções terapêuticas eficazes para o controle da AIJ, baseando-se em abordagens farmacológicas
e não farmacológicas. Os medicamentos utilizados incluem anti-inflamatórios não esteroides,
corticosteroides, medicamentos modificadores do curso da doença (DMARDs) e terapias biológicas,
como inibidores do fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). Vale ressaltar que, a fisioterapia, a terapia
ocupacional e o suporte psicossocial desempenham um papel importante no manejo da patologia.
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante disso, a AIJ é considerada uma doença complexa,
multifatorial, podendo ser influenciada por fatores internos e externos. O entendimento dos mecanismos envolvidos
na etiopatogenia da Artrite Idiopática Juvenil, tem permitido o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais
328
direcionadas e eficazes, envolvendo abordagem multidisciplinar. A identificação precoce da doença e a
implementação de estratégias terapêuticas adequadas são fundamentais para alcançar melhores desfechos,
proporcionando uma melhor perspectiva de qualidade de vida para estes enfermos.
REFERÊNCIAS:
Zaripova LN, Midgley A, Christmas SE, Beresford MW, Baildam EM, Oldershaw RA. Juvenile
idiopathic arthritis: from aetiopathogenesis to therapeutic approaches. Pediatr Rheumatol Online J. 2021
Aug 23;19(1):135. doi: 10.1186/s12969-021-00629-8. PMID: 34425842; PMCID: PMC8383464.
Onel KB, Horton DB, Lovell DJ, Shenoi S, Cuello CA, Angeles-Han ST, Becker ML, Cron RQ, Feldman
BM, Ferguson PJ, Gewanter H, Guzman J, Kimura Y, Lee T, Murphy K, Nigrovic PA, Ombrello MJ,
Rabinovich CE, Tesher M, Twilt M, Klein-Gitelman M, Barbar-Smiley F, Cooper AM, Edelheit B,
Gillispie-Taylor M, Hays K, Mannion ML, Peterson R, Flanagan E, Saad N, Sullivan N, Szymanski AM,
Trachtman R, Turgunbaev M, Veiga K, Turner AS, Reston JT. 2021 American College of Rheumatology
Guideline for the Treatment of Juvenile Idiopathic Arthritis: Therapeutic Approaches for Oligoarthritis,
Temporomandibular Joint Arthritis, and Systemic Juvenile Idiopathic Arthritis. Arthritis Rheumatol.
2022 Apr;74(4):553-569. doi: 10.1002/art.42037. Epub 2022 Mar 1. PMID: 35233993; PMCID:
PMC10161784.
Garner AJ, Saatchi R, Ward O, Hawley DP. Juvenile Idiopathic Arthritis: A Review of Novel Diagnostic
and Monitoring Technologies. Healthcare (Basel). 2021 Dec 4;9(12):1683. doi:
10.3390/healthcare9121683. PMID: 34946409; PMCID: PMC8700900.
329
A RELAÇÃO DO VÍCIO COM O ABUSO DE TELEFONES CELULARES
330
que o uso exacerbado de telas pode causar ao indivíduo.
331
TRANSTORNO DE ALIMENTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA:
BULIMIA NERVOSA
Resumo
INTRODUÇÃO: Os transtornos alimentares são distúrbios psiquiátricos, que caracterizam-se por graves
perturbações nos hábitos alimentares dos indivíduos. Dentre eles, destaca-se a bulimia nervosa, uma das
principais preocupações na área da saúde durante a adolescência. Essa doença é identificada por episódios
repetidos de ingestão excessiva de alimentos, seguidos de métodos compensatórios inapropriados, que têm
como objetivo evitar o ganho de peso. Diante da complexidade desse transtorno, é essencial compreender
os fatores de risco, as características clínicas e os desfechos em longo prazo associados à bulimia nervosa
na adolescência. OBJETIVO: Análise da literatura sobre bulimia nervosa na adolescência, a fim de
fornecer uma visão abrangente sobre o tema. METODOLOGIA: Este trabalho é uma revisão de literatura
integrativa. Realizou-se o levantamento bibliográfico através de artigos em bibliotecas virtuais, como
SciELO - Scientific Electronic Library Online, BVS – Biblioteca Virtual em Saúde e PUBMED – National
Library of Medicine, que abordam o assunto: transtornos alimentares em adolescentes - bulimia. Os
critérios de inclusão foram: textos disponibilizados em sua versão completa, escritos em língua portuguesa
ou inglesa, e que abordem transtornos alimentares em adolescentes, com ênfase na bulimia nervosa. Foram
excluídas as publicações de mais que 5 anos atrás. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A bulimia nervosa
é um transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar, seguidos por
um ou mais comportamentos compensatórios, que visam evitar o ganho calórico e ocorrem no mínimo duas
vezes por semana por pelo menos três meses. Há indícios de aumento da prevalência e, apesar da queda
geral das taxas de incidência, entre meninas de 10 a 14 anos os novos casos estão aumentando. Atinge o
pico no fim da adolescência, tem maior prevalência entre jovens do sexo feminino. Além disso, está
associada a maior mortalidade. Tem duas formas de apresentação: tipo purgação e tipo não-purgação. O
quadro clínico é composto por sintomas sistêmicos (do sistema nervoso central, cardiovasculares,
musculoesqueléticos, do trato gastrointestinal, endócrinos, dentre outros). Tem difícil diagnóstico. Está
associado a fatores biológicos, psicológicos e socioculturais. O tratamento da bulimia nervosa requer uma
abordagem multidisciplinar e, em casos mais graves, pode necessitar de internação. CONSIDERAÇÕES
FINAIS: A bulimia nervosa é um transtorno alimentar que impacta negativamente na saúde física e mental
dos adolescentes, cujo diagnóstico precoce pode evitar o desenvolvimento de complicações futuras. Este
trabalho discorre sobre a bulimia nervosa a fim de explanar acerca desta patologia em adolescentes, para
evitar desfechos negativos. O presente artigo visa ainda contribuir como insumo para a base de dados atual
e para futuras pesquisas científicas e fomentar discussões acerca desta temática de extrema relevância.
332
Palavras-chave: Bulimia; Saúde mental; Adolescente.
1 INTRODUÇÃO
2 METODOLOGIA
Esse trabalho trata-se de uma revisão de literatura integrativa. Para sua elaboração, realizou-se o
levantamento bibliográfico através de artigos em bibliotecas virtuais que abordam o assunto: transtornos
alimentares em adolescentes - bulimia.
Os documentos para leitura e análise foram selecionados a partir da busca em bibliotecas virtuais,
tais como: SciELO - Scientific Electronic Library Online, BVS – Biblioteca Virtual em Saúde e PUBMED
– National Library of Medicine, utilizando os seguintes descritores: bulimia, saúde mental, adolescente e
transtornos alimentares.
Os critérios de inclusão foram: textos disponibilizados em sua versão completa, escritos em língua
portuguesa ou inglesa, e que abordem transtornos alimentares em adolescentes, com ênfase na bulimia
nervosa. Foram excluídas as publicações de mais que 5 anos atrás.
Após a definição dos artigos, conforme os critérios de inclusão e exclusão selecionados, foram
seguidos os seguintes passos: leitura exploratória, leitura seletiva e eleição dos artigos a serem utilizados,
seguindo as finalidades e o tema desta revisão, e, por fim, a redação do artigo final.
O presente estudo foi realizado exclusivamente com dados secundários, de acesso público, sem
identificação dos sujeitos, obedecendo aos princípios éticos da resolução 196/96 do Conselho Nacional de
Saúde, o que justifica a ausência do parecer do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP).
333
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3.2 EPIDEMIOLOGIA
Durante a vida, até 3% das mulheres e mais de 1% dos homens sofrem desse distúrbio, mas, de
forma geral, há um declínio nas taxas de incidência de bulimia nervosa. Entretanto, há uma tendência de
aumento entre meninas de 10 a 14 anos, o que sugere uma mudança para idades mais precoces de início ou
de detecção. Além disso, a incidência entre mulheres é mais de vinte vezes maior que em homens (24:1 no
caso de BN estritamente definida e 26:1 em BN amplamente definida) (VAN EEDEN; VAN HOEKEN;
HOEK, 2021).
Por outro lado, há evidências que indicam um aumento na prevalência de bulimia nervosa. As
taxas de prevalência podem chegar a até 4,6% em mulheres e até 1,3% em homens ao longo da vida. Esse
transtorno, atinge o pico no fim da adolescência e no início da vida adulta, tem maior prevalência entre
jovens do sexo feminino e pode causar graves consequências físicas e psicológicas (ALMEIDA &
CARDOSO, 2021; VAN EEDEN; VAN HOEKEN; HOEK, 2021).
Uma possível explicação para essa aparente discrepância entre a incidência e a prevalência da
doença é que as pessoas que têm uma frequência menor de compulsão alimentar e comportamento
compensatório procuram menos frequentemente ajuda do que aquelas que têm esse padrão comportamental
com mais frequência e, portanto, são menos incluídos em estudos baseados em cuidados (VAN EEDEN;
VAN HOEKEN; HOEK, 2021).
O risco de mortalidade é aumentado em portadores de bulimia nervosa e estudos sugerem que,
apesar do maior acometimento da população feminina, homens têm um risco de mortalidade maior, o que
ressalta a relevância de diagnóstico e tratamento também em homens (VAN EEDEN; VAN HOEKEN;
HOEK, 2021).
3.3 CLASSIFICAÇÃO
Esse transtorno tem duas formas de apresentação: tipo purgação e tipo não-purgação. O primeiro
tipo envolve abuso de medicações (laxantes, sedativos e enemas) e progride até o estágio de vômitos auto
induzidos, durante o episódio de BN. Na forma não-purgativa, o indivíduo recorre a mecanismos
compensatórios, como jejuns e realização excessiva de atividades físicas, porém não realiza uso de
fármacos nem envolve vômitos (ALMEIDA & CARDOSO, 2021).
334
sistema endócrino (distúrbios hormonais e doenças tireoidianas), dentre outros (ALMEIDA & CARDOSO,
2021).
Como os sintomas não são específicos e os portadores da doença geralmente não revelam que
realizam práticas compensatórias, o diagnóstico costuma ser equivocado ou tardio, o que leva à piora do
estado do paciente (ALMEIDA & CARDOSO, 2021).
3.6 TRATAMENTO
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os transtornos alimentares têm diagnóstico clínico. Dentre esses transtornos, está a bulimia
nervosa, que pode ser identificada por meio de uma avaliação primária. Quando reconhecida precocemente,
faz-se de extrema importância direcionar o paciente para tratamento adequado, que inclui: psicoterapia,
acompanhamento com nutricionista e psiquiatra e garantia de uma rede de apoio.
A bulimia nervosa é um transtorno alimentar que impacta negativamente na saúde física e mental
dos adolescentes. A literatura vigente evidencia que, quando identificada precocemente, através do seu
quadro clínico, pode-se evitar o desenvolvimento de complicações futuras.
335
Este trabalho discorre sobre a bulimia nervosa em adolescentes como forma de explanar acerca do
conceito dessa patologia, de sua epidemiologia, de suas manifestações, do seu quadro clínico e das suas
complicações, do seu diagnóstico, dos seus fatores predisponentes e do seu tratamento em adolescentes, a
fim de evitar desfechos negativos, bem como de incentivar a realização de diagnósticos precoces. O
presente artigo visa ainda contribuir como insumo para a base de dados atual e para futuras pesquisas
científicas e fomentar discussões acerca desta temática de extrema relevância.
REFERÊNCIAS
AQUINO, M. C.; BRAZ, W. M.; OLIVEIRA, G. F. Avaliação dos transtornos alimentares e seus impactos
na qualidade de vida: Uma revisão sistemática da literatura. Revista de Psicologia, v. 17, n. 65, p. 276–
296, 2023.
PEREIRA, E. R. M.; COSTA, M. N. S.; AOYAMA, E. A. Anorexia e bulimia nervosa como transtornos
alimentares na adolescência. Revista Brasileira Interdisciplinar de Saúde, v. 2, n. 3, p. 1-4, 2020.
VAN EEDEN, A. E.; VAN HOEKEN, D.; HOEK, H. W. Incidence, prevalence and mortality of anorexia
nervosa and bulimia nervosa. Current Opinion in Psychiatry, v. 34, n. 6, p. 515–524, 2021.
336
ARBOVIROSES E SUAS MANIFESTAÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS:
FACILITAÇÃO DO DIAGNÓSTICO
INTRODUÇÃO:Arboviroses, são um conjunto de doenças que são transmitidas por artrópodes infectados,sendo
o Aedes aegypti o vetor da Dengue (DENV), Chikungunya (CHIKV) e Zika (ZIKV) que possuem agentes
etiológicos compostos por RNA simples e envelopado, sendo a DENV e a ZIKV da família flaviviridae e do
gênero Alphavírus e a CHIKV da família Togaviridae e do gênero Alphavirus. Em 2019, foram notificados no
Brasil 1.544.987 casos de DENV. 132.205 de CHIKV e 10.768 de ZIKV, nos quais foram confirmados 782 mortes
por DENV. 92 por CHIKV e três por [Link] essas infecções, possuem características clínicas semelhantes,
dificultando o diagnóstico diferencial, sendo necessária a avaliação clínica minuciosa, ressaltando a
sintomatologia osteomuscular e sintomas constitucionais, exames laboratoriais de sorologia viral.
OBJETIVO:Descrever as manifestações clínicas das três Arboviroses, enfatizando os sintomas osteomusculares
e constitucionais. METODOLOGIA:Foi realizada uma revisão de literatura, a qual foram selecionados artigos na
base de dados do PubMed. A busca de artigos foi realizada a partir dos descritores “Arboviruses AND joint”,
“Chikungunya”, “Dengue” e “Zika virus”. Além disso, foram usados os filtros de publicações de 2012-2023, o de
textos de livre leitura bem como somente artigos de revisão, restando para a análise apenas 5 artigos dos quais 4
foram selecionados. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Foi observado durante a análise das revisões literárias a
importância de determinar o acometimento osteoarticular do paciente e correlacionar a intensidade da dor e dos
sintomas constitucionais. No tocante ao diagnóstico diferencial quanto aos quadros articulares e musculares, tem-
se que a CHIKV, apresenta mialgia branda, poliartralgia intensa, prolongada, bilateral, simétrica de grandes e
pequenas articulações , enquanto que a ZIKV apresenta mialgia moderada, dor articular de leve intensidade nas
pequenas articulações das interfalangeanas. Já na DENV, se observam casos de mialgia acentuada e artralgia leve.
Além do acometimento articular, é possível distinguir os sintomas constitucionais de acordo com sua intensidade,
visto que na CHIKV a febre costuma ser >38C, rash cutâneo ++/3 e poucos casos de conjuntivite. Na ZIKV a febre
é ≤ 38C, rash cutâneo +++/3 e conjuntivite em 50-90% dos casos. Na DENV a febre >38 C, rash cutâneo -/3, dor
retroorbital +++/3 e rara conjuntivite. .CONSIDERAÇÕES FINAIS: Visto que o diagnóstico das arboviroses tem
grande semelhança, devemos nos apoiar em uma análise clínica e laboratorial minuciosas, nos sintomas
osteomusculares e características mais específicas de cada etiologia, a fim de determinar o tratamento adequado,
evitando o confundimento entre as mesmas.
Palavras-chave: Arboviroses; Chikungunya;Musculoesqueléticas.
REFERÊNCIAS:
337
SILVA, J. V. J., Jr. et al. A scoping review of Chikungunya virus infection: epidemiology, clinical
characteristics, viral co-circulation complications, and control. Acta Trop. 188, 213–224 (2018).
SUHRBIER, A., Jaffar-Bandjee, M. C. & Gasque, P. Arthritogenic alphaviruses – an overview. Nat. Rev.
Rheumatol. 8, 420–429 (2012).
CALVO EP, ARCHILA ED, LÓPES L, Castellanos JE. Rediscovering the chikungunya virus. Biomédica. 2021
Jun 29;41(2):353-37
338
REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE ACESSO VENOSO PERIFÉRICO:
ANATOMIA E INDICAÇÕES
INTRODUÇÃO: Os vasos sanguíneos, responsáveis pelo transporte de sangue no organismo, podem ser
divididos, conforme sua estrutura e função, em três tipos: artérias, veias e capilares. Geralmente, os vasos
sanguíneos são formados pelas seguintes túnicas: íntima, média e adventícia. O conhecimento da anatomia
e localização dos vasos periféricos utilizados para cateterismo periférico nas instituições de saúde é
fundamental, pois os acessos venosos periféricos são frequentemente utilizados em administração de
fluidos, medicações, hemocomponentes e para coleta de exames laboratoriais. Além disso, é de suma
importância para manutenção do acesso venoso. O cateterismo venoso é um procedimento invasivo,
comumente realizado por profissionais de saúde capacitados, para o estabelecimento de um acesso vascular
que viabilize a terapia intravenosa preconizada. OBJETIVO: Elucidar os aspectos anatômicos e topografia
dos vasos periféricos utilizados para cateterismo intravenoso periférico, tais como: fossa cubital, veia
basílica e cefálica, radial e as principais indicações. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa
da literatura realizada no mês de abril de 2022 na Biblioteca Virtual Uninassau selecionou-se livros online
originais da plataforma, publicados entre 2002 e 2014, que continham as descrições dos acessos venosos
periféricos dos membros superiores e as indicações de punção venosa periférica. Desta busca foram obtidos
15 títulos potenciais, 05 compuseram a amostra final, 04 relacionados à anatomia vascular e 01 às
indicações do cateterismo. RESULTADOS: As veias superficiais do membro superior confluem
basicamente para duas veias mais calibrosas, as veias cefálicas e basílica. Contudo, não é possível
estabelecer um padrão rígido quanto à sua distribuição, pois as variações são frequentes, inclusive de um
membro para outro. A drenagem venosa dos dedos é feita através de veias digitais palmares e dorsais que
se comunicam pelas veias intercapitulares. Elas drenam o sangue para o arco venoso palmar superficial. A
confluência das veias digitais dorsais originam as veias metacarpais dorsais que confluem para formar a
rede venosa dorsal da mão. Desta rede originam-se a veia cefálica e a veia basílica, as duas principais veias
superficiais do membro superior. A veia cefálica nasce do lado radial da rede venosa dorsal da mão, ascende
lateralmente na face anterior do antebraço e braço. No ombro perfura a fáscia clavipeitoral e termina na
veia axilar. A veia basílica nasce do lado medial do rede venosa dorsal da mão, ascende medialmente na
face anterior do antebraço, no meio do braço, perfura a fáscia, tornando-se profunda e acompanhando as
veias braquiais, às quais se une para formar a veia axilar. Na região anterior do cotovelo existem
comunicações entre elas e tem particular importância, pois as veias que aí são encontradas, sendo
339
superficiais e calibrosas, são utilizadas na prática médica, para infusões endovenosas, coleta de sangue para
exames, transfusão de sangue e plasma e cateterismo cardíaco. Destas comunicações destaca-se a veia
intermediária do cotovelo, cujo padrão é correr oblíqua e proximalmente da veia cefálica para a veia
basílica, recebendo a veia intermediária do antebraço. CONCLUSÃO: O conhecimento da anatomia dos
vasos periféricos utilizados na prática médica é importante para facilitar a execução prática e diminuir a
ocorrência de complicações.
REFERÊNCIAS
CARMAGNANI, M.I; FAKIH, F.T.; CANTERAS, L.M.S.; LABBADIA, LA.L.; TANAKA, LA.H.
Procedimentos de enfermagem: guia prático. Guanabara Koogan: Río de Janeiro, 2009. p.149-152.
PUTZ, R.; PABST, R. Sobotta, Atlas de Anatomia Humana. Vol. 1 e 2. 22 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
340
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA DE KAWASAKI: UMA
REVISÃO DE LITERATURA.
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A doença de Kawasaki (DK), é uma vasculite sistêmica, aguda e autolimitada que acomete
médios vasos sobretudo as artéria coronária, inicialmente descrita, no Japão por Tomisaki Kawasaki. Ocorre
mais comumente na infância, em crianças menores de 5 anos e é mais prevalente em países do Leste
asiático, em destaque o Japão. É a causa mais comum de doença cardíaca adquirida na infância em países
desenvolvidos, levando a complicações nas artérias coronarianas em cerca de 25% dos casos. Sua etiologia
ainda não foi elucidada, porém há indícios de uma causa infeciosa e para o diagnóstico são utilizados
critérios clinicos desenvolvidos pela Japonese Kawasaki Disease Research Committee ou pela American
Heart Associantion (AHA). OBJETIVO: Elucidar as principais formas diagnósticas da doença de Kawasaki
visando o reconhecimento precoce e melhor prognóstico. METODOLOGIA: Realizou-se uma pesquisa
bibliográfica acerca do tema, na base de dados do PubMed com os descritores "Kawasaki Disease" e
"Diagnosis" com o operador booleana "AND" entre as palavras. Os critérios de inclusão incluem os artigos
disponíveis de forma gratuita no idioma inglês e português, e, como critério de exclusão os artigos com
fuga do tema e repetidos. RESULTADOS: O diagnóstico da Doença de Kawasaki (DK), é clínico e exames
laboratoriais e o ecocardiograma podem ser utilizados para excluir diagnósticos diferenciais e auxiliar o
diagnóstico. A partir dos critérios desenvolvidos pela American Heart Association (AHA), o diagnóstico é
feito com base no critério obrigatório de febre alta e persistente por pelo menos 5 dias, associado a quatro
dos seguintes sinais: hiperemia conjuntival bilateral não exudativa, alteração de lábios e cavidade oral,
exantema polimorfo, alteração de extremidades e linfadenopatia cervical unilateral ≥ 1,5cm. Porém, haver
crianças que não desenvolvem todos os sinais e não se encaixam nos critérios da AHA, sendo conhecida
como Doença de Kawasaki imcompleta. Essa forma é mais prevalente em lactentes, principalmente
menores de 6 meses, podendo a febre persistente ser o único achado clínico. Assim sendo haverá retardo
ou ausência na suspeita clínica, a qual deve ser realizado o mais breve possível, devido ao maior risco de
acometimento coronário. Por esses motivos suspeita-se de DK incompleta em crianças com quadro de febre
persistente e 2 ou 3 dos demais critérios, e lactentes com febre por pelo menos 7 dias, devendo ser realizado
exames laboratoriais e e ecocardiograma para auxilio do daignóstico. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES
FINAIS: A partir das evidências científicas coletadas é possível afirmar que o conhecimento acerca da
341
anamnese e exame físico, são as ferramentas necessárias para que os profissionais de saúde possam
reconhecer as alterações características da Doença de Kawasaki, proporcionando a definição de diagnóstico
precoce e melhor prognóstico ao paciente. Ademais, medidas socioeducativas em saúde também precisam
ser destacadas, afinal, ações e palestras sazonais para conscientização sobre esta doença e sua
sintomatologia, permitem que as pessoas que não são da área de saúde possam identificar e buscar um
serviço de saúde para tratamento.
REFERÊNCIAS:
Yu JJ. Diagnosis of incomplete Kawasaki disease. Korean J Pediatr. 2012 Mar;55(3):83-7. doi:
10.3345/kjp.2012.55.3.83. Epub 2012 Mar 16. PMID: 22474462; PMCID: PMC3315623.
McCrindle BW, Rowley AH, Newburger JW, Burns JC, Bolger AF, Gewitz M, Baker AL, Jackson MA, Takahashi
M, Shah PB, Kobayashi T, Wu MH, Saji TT, Pahl E; American Heart Association Rheumatic Fever,
Endocarditis, and Kawasaki Disease Committee of the Council on Cardiovascular Disease in the Young;
Council on Cardiovascular and Stroke Nursing; Council on Cardiovascular Surgery and Anesthesia; and
Council on Epidemiology and Prevention. Diagnosis, Treatment, and Long-Term Management of Kawasaki
Disease: A Scientific Statement for Health Professionals From the American Heart Association. Circulation.
2017 Apr 25;135(17):e927-e999. doi: 10.1161/CIR.0000000000000484. Epub 2017 Mar 29. Erratum in:
Circulation. 2019 Jul 30;140(5):e181-e184. PMID: 28356445.
Saguil A, Fargo M, Grogan S. Diagnosis and management of kawasaki disease. Am Fam Physician. 2015
Mar 15;91(6):365-71. PMID: 25822554.
Singh S, Jindal AK, Pilania RK. Diagnosis of Kawasaki disease. Int J Rheum Dis. 2018 Jan;21(1):36-44. doi:
10.1111/1756-185X.13224. Epub 2017 Nov 13. PMID: 29131549; PMCID: PMC7159575.
Rowley AH. The Complexities of the Diagnosis and Management of Kawasaki Disease. Infect Dis Clin
North Am. 2015 Sep;29(3):525-37. doi: 10.1016/[Link].2015.05.006. Epub 2015 Jul 4. PMID: 26154665;
PMCID: PMC4552602.
342
O PAPEL DO ENFERMEIRO NO APOIO AO CUIDADOR DE PACIENTES
COM ALZHEIMER
Modalidade: Pôster
E-mail: shyasmym@[Link]
INTRODUÇÃO: A Doença de Alzheimer (DA) é uma afecção neurodegenerativa que afeta o córtex
cerebral, caracterizada pelo acúmulo de placas beta amiloides no espaço extracelular, e entrelaçados
neurofibrilares em meio intracelular, em áreas específicas do cérebro, ocasionando inflamação dos
neurônios, danos oxidativos, perda neuronal e de substância branca. A DA causa diminuição das funções
cognitivas, sendo mais frequente a perda de memória. A doença de Alzheimer é dividida em quatro fases:
Fase 1- leve, onde o portador passa a apresentar esquecimento afetando o seu dia a dia; Fase 2- moderada,
ocorre o esquecimento de pessoas, nome de objetos e atividades do cotidiano; Fase 3 - grave, onde ocorre
resistência a realização de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para se alimentar e
deficiência motora progressiva; Fase 4- terminal, presença de infecções recorrentes, afasia, disfagia e
restrição ao leito. Ademais, afeta principalmente idosos tornando-o dependente de um cuidador, geralmente
um familiar, que terá que se adaptar à nova condição. Não é apenas o portador de DA que é afetado pelo
diagnóstico, o cuidador também é atingido pela mudança abrupta o qual terá que vivenciar, apresentando
medo pela nova condição e suas limitações, angústia pelo fato de o portador esquecer progressivamente
cada pessoa, além de sentimentos como impotência, depressão e ansiedade. Desse modo, o enfermeiro tem
papel fundamental no auxílio aos familiares cujas vidas são totalmente transformadas pelo diagnóstico de
Alzheimer. OBJETIVO: O presente estudo visa demonstrar o papel do enfermeiro na disseminação de
informações e apoio aos familiares de portadores de Alzheimer. METODOLOGIA: Revisão integrativa da
literatura, de caráter qualitativo, realizado nas bases de dados BVS, SciELO e Revista eletrônica de saúde,
utilizados os descritores: Alzheimer, cuidadores e papel do enfermeiro. Dentre os critérios de inclusão:
publicações, redigidas em português e inglês na íntegra, entre 2018 a 2022. Foram encontradas 10
publicações, dentre as quais cinco encaixaram-se nos critérios de inclusão, sendo utilizadas como fonte para
este estudo. RESULTADOS: O enfermeiro desempenha um papel importante no cuidado aos idosos com
demência, assim como, no repasse de orientações aos familiares quanto à evolução e progressão da doença.
Assim, pondera-se que a DA não afeta somente o portador como também a saúde emocional do cuidador,
que se vê imerso em uma situação delicada. Portanto, faz-se necessário que o enfermeiro, como educador,
oriente o cuidador sobre o curso da doença e as possíveis vivências após o diagnóstico de Alzheimer, assim
como também deve articular-se com outros profissionais, como psicólogos, para ajudar na aceitação da
doença tanto pelo portador como pelo familiar. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Através da análise dos artigos
foi possível identificar a importância do papel do enfermeiro na construção do planejamento de cuidados
aos portadores de DA, e também a extensão desse cuidado aos familiares/cuidadores que se tornarão o porto
seguro dos idosos com demência. Portanto, faz-se necessário a busca de conhecimento por parte dos
343
enfermeiros para prestação de apoio aos familiares, uma vez que a estabilidade emocional e mental dos
cuidadores é importante para a efetividade do cuidado.
REFERÊNCIAS:
FERREIRA, M. R. C. et al. Impacto emocional da doença de Alzheimer para familiares do doente e como
o diagnóstico afeta as atividades ocupadas: revisão integrativa. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento,
v. 11, n. 13, p. 1-9, 2022.
344
O USO DO SECHIUM EDULE (JACK.) SWARTZ NO CONTROLE DA
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
345
COSTA, A. R. F. C. da; CORDOVIL, F. M.; LIMA, M. J. de; COELHO, W. A. C.; SALVADOR FILHO,
E. C. USO DE PLANTAS MEDICINAIS POR IDOSOS PORTADORES DE HIPERTENSÃO
ARTERIAL. Revista de Ciências da Saúde Nova Esperança, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 16–28, 2019.
Disponível em: [Link] Acesso em: 18
maio. 2023.
NUNES, M. G. S.; BERNARDINO, A. O.; MARTINS, R. D. Uso de plantas medicinais por pessoas com
hipertensão. Rev Rene. 2015 nov-dez; v.16. n.6. p. 775-81. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 maio. 2023.
SILVA, Thallyta Juliana Pereira et al. Utilização popular de plantas medicinais para tratamento e controle
da hipertensão arterial: Uma revisão integrativa. AMAZÔNIA: SCIENCE & HEALTH, v. 10, n. 1, p. 79-
93, 2022.
346
SARCOIDOSE CARDÍACA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Modalidade: Pôster
INTRODUÇÃO: A sarcoidose, também chamada de doença de Besnier Boeck, é uma doença crônica, não
contagiosa, caracterizada por um transtorno multissistêmico com presença de lesões granulomatosas não
caseificantes, sendo mais comumente encontrada nos pulmões e nos gânglios linfáticos. Sua patogênese
ainda não é totalmente esclarecida, mas pode estar associada a uma infecção ou a uma resposta anormal do
sistema imunológico diante a substância encontrada no ambiente, como bolor ou morfo. Fatores
hereditários parecem ser importantes. A sarcoidose geralmente surge em pessoas de 20 a 40 anos, com
prevalência estimada em 4 a 60 casos por 100 mil pessoas, apresentando maior predominância no sexo
feminino. O acometimento cardíaco ocorre em apenas uma pequena parcela dos pacientes que possuem
sarcoidose sistêmica, apresentando-se tanto de modo assintomático como sintomático. A apresentação
clínica da sarcoidose cardíaca (SC) varia desde uma condição descoberta incidentalmente até insuficiência
cardíaca (IC), bradiarritmias, taquiarritmias e morte súbita e seu diagnóstico é realizado quando um método
de imagem sugere a infiltração do miocárdio por material granulomatoso, sendo a biópsia o padrão-ouro
para a confirmação diagnóstica. Ademais, o tratamento da SC inclui medicamentos para falha cardíaca,
esteroides e imunossupressores, tratamento das arritmias letais com ablação e/ou cardiodesfibrilador
implantável e, nos casos avançados, o transplante cardíaco. OBJETIVO: O presente estudo tem como
objetivo analisar publicações científicas recentes referentes à sarcoidose cardíaca, a fim de elucidar aspectos
relacionados ao seu diagnóstico, manejo e tratamento. METODOLOGIA: Esse estudo bibliográfico
abordou várias fontes literárias por meio de buscas sistemáticas utilizando os bancos de dados eletrônicos:
Pubmed, Scielo, Wiley online library, National library of medicine e Virtual health library, fazendo a seleção
de artigos de revisão e estudos clínicos publicados nos idiomas inglês, português e espanhol nos últimos 5
anos. RESULTADOS: A apresentação clínica da sarcoidose é bastante variada, podendo ser assintomática,
apenas com achados na radiografia do tórax, até a forma com envolvimento de múltiplos órgãos. Os
sintomas mais comuns são febre, sudorese noturna, fadiga, prostração, perda ponderal, anorexia. Quando
acomete pulmão, órgão mais comum de ser acometido, também ocorre tosse, dor torácica, dispneia.
Radiologicamente temos a presença de adenopatia hilar bilateral, podendo ter infiltrado e fibrose pulmonar.
O diagnóstico é feito com o quadro clinico, laboratorial, radiológico somado a uma biopsia demonstrando
granuloma não caseoso. O diagnóstico nunca é feito com 100% de certeza, sendo necessário a exclusão de
várias outras patologias. A doença é geralmente autolimitada, raramente tendo complicações. Como regra,
pacientes assintomáticos devem ser observados e não requerem tratamento visto que muitos casos têm
regressão espontânea. O uso de corticoide tem sido a terapia de escolha em casos sintomáticos.
347
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: Ao acometer tantos órgãos apresenta-se a diversos
especialistas, tendo alto índice de negligência, assim está patologia necessita de alta suspeição clínica para
seu diagnóstico, tratamento e acompanhamento sendo desafiante para o médico.
REFERÊNCIAS:
1-) REZENDE, TT; VIEIRA, DPP; GARCIA, ACR; FILHO, RFS; RAMOS, Deputado Europeu;
SANTOS, TB; PEREIRA, D. de O.; GAGO, PF Sarcoidose cardíaca: uma revisão da literatura: Cardiac
sarcoidosis: a review of theliterature. Revista Brasileira de Desenvolvimento , [S. l.] , v. 8, n. 10, pág.
65224–65233, 2022. DOI: 10.34117/bjdv8n10-018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 25 maio. 2023.
2-) VELTKAMP, M.; MEEK, B., MOLLER, D.; BEIJER, E. Etiology and Immunopathogenesis of
Sarcoidosis: Novel Insights. Seminars in Respiratory and Critical Care Medicine, v.38, n.04, p. 404–416,
2017. Disponível em: . Acesso em 20 de jan. 2021.
3-) BICKETT, A. N.; LOWER, E. E.; BAUGHMAN, R. P. Sarcoidosis Diagnostic Score A Systematic
Evaluation to Enhance the Diagnosis of Sarcoidosis. Chest, v. 154, n. 5, p.1052-1060, 2018. Disponível
em:< [Link] [Link]/science /article/pii/S0012369218307396>. Acesso em: 26 de jan.
2021.
5-) LEE, G.M.; POPE, K.; MEEK, L. CHUNG, J.H.; HOBBS, S.B.; WALKER, C.M. Sarcoidosis: A
Diagnosis of exclusion. AJR Am J Roentgenol. V. 214, n.1, p. 50 – 58, 2020. Disponível em: <
[Link] >. Acesso em 29 de abr. 2021.
348
HIGIENE ORAL DE PACIENTES AUTISTAS: DIFICULDADES E
LIMITAÇÕES
Modalidad
e: Pôster
349
Palavras – chave: Higiene bucal, Autismo, Autism dental management.
REFERÊNCIAS:
- DELLI, K. et al. Management of children with autism spectrum disorder in the dental setting: concerns,
behavioural approaches and recommendations. Medicina oral, patologia oral y cirugia bucal, v. 18, n. 6,
p. e862-8, 2013.
- LEWIS, C. et al. Listening to parents: A qualitative look at the dental and oral care experiences of children
with autism spectrum disorder. Pediatric dentistry, v. 37, n. 7, p. E98-104, 2015.
- MAGALHÃES, J. M. et al. Experiences of family members of children diagnosed with autism spectrum
disorder. Revista gaucha de enfermagem, v. 42, p. e20200437, 2021.
- ARAUJO, F. S. et al. Pacientes com Transtorno do Espectro Autista e desafio para atendimento
odontológico – revisão de literatura. Research, Society and Development, v. 10, n. 14, p. e496101422317,
2021.
- SANTOS, M. F. M. et al. C. USO DA CARTILHA EDUCATIVA PARA HIGIENE BUCAL COMO
MEDIDA PREVENTIVA NA SAÚDE DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO EXPECTRO
AUTISTA - REVISÃO. Em: Autismo: avanços e desafios - Volume 3. [s.l.] Editora Científica Digital,
2022. v. 3p. 96–103.
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