Cultura do Algodão no Cerrado

Importância econômica
A evolução da cultura do algodoeiro no cerrado brasileiro

Até o início da década de 90, a produção de algodão no Brasil concentrava-se nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Após esse período, aumentou significativamente a participação do algodão produzido nas áreas de cerrado, basicamente da região Centro-Oeste. Esta região, que em 1990 cultivava apenas 123.000 ha (8,8% da área de algodão do país) passou para 479.000 ha em 2002, correspondendo a 63,0% do total d área (Tabela 1). Os estados do Centro-Oeste, reconhecidamente produtores de algodão herbáceo, são Mato Grosso, Goiás Mato Grosso do Sul.

Outros estados brasileiros que também estão produzindo algodão no Cerrado são a Bahia e o Maranhão na região Nordeste, cujos sistemas de produção apresentam características semelhantes às do Centro-Oeste.

Tabela 1. Área colhida e produtividade do algodão herbáceo, por regiões geográficas do Brasil, no período de 1980 a 2002.
Centro-Oeste Área (mil ha) Ano 1980 1985 1990 1995 2000 2002 81 148 123 199 414 479 Área (mil ha) 81 148 123 199 414 479 Área (mil ha) 336 540 490 283 54 35 Sul Produti vidade (kg/ha) 1.671 1.918 1.740 1.874 2.313 2.388 Sudeste Área (mil ha) 373 547 431 241 115 102 Produti vidade (kg/ha) 1.580 1.695 1.334 1.497 2.110 2.448 Nordeste Área (mil ha) 559 1.013 330 360 225 149 Produti vidade (kg/ha) 264 453 458 477 1.113 1.675 Brasil Área (mil ha) 1.353 2.253 1.392 1.104 809 765

Produti vidade (kg/ha)

1.0

1.1

1.2

1.3

2.3

2.9

Fonte: Anuário... (1983, 1988, 1993, 1997); IBGE (2002).

Atualmente, a região Centro-Oeste responde por 74,47% do algodão produzido no Brasil. Somando-se a produção do Centro-Oeste com a da Bahia e do Maranhão, o algodão do cerrado representa mais de 80,0% da produção nacional (Tabela 2).

O deslocamento da produção de algodão para a região dos cerrados, principalmente do Centro-Oeste, foi resultante das condições favoráveis para o desenvolvimento da cultura e da utilização de variedades adaptadas às condições locais, tolerantes a doenças e com maior potencial produtivo, aliadas às modernas técnicas de cultivo. Soma-se a isso, a expressiva elevação dos preços internos no primeiro semestre de 1997, o estreito suprimento do produto no mercado interno e o estímulo dos governos estaduais, através de programas especiais de incentivo à essa cultura.

Tabela 2. Área colhida, produção e rendimento médio de algodão herbáceo em caroço, segundo as regiões e estados do Brasil, 2002.

Região/Estado Brasil Norte Rondônia Nordeste Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Bahia Sudeste Minas Gerais São Paulo Sul Paraná Centro-Oeste Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás
Fonte: IBGE (2002)

Área colhida (ha) 764.974 65 65 148.941 3.134 7.792 15.995 18.075 8.117 5.000 16.750 74.078 102.221 38.871 63.350 34.889 34.889 478.858 45.035 334.318 99.505

Produção (t) 2.282.949 41 41 249.448 9.799 2.494 16.524 12.206 9.394 2.750 9.161 187.120 250.196 91.146 159.050 83.300 83.300 1.699.964 158.373 1.240.911 300.680

Produtividade (kg/ha) 2.984 631 631 1.675 3.127 320 1.033 675 1.157 550 547 2.526 2.448 2.345 2.511 2.388 2.388 3.550 3.517 3.712 3.022

Participação na produção (%)

100,

0,

0,

10,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

8,

10,

3,

6,

3,

3,

74,

6,

54,

13,

Outro fator determinante da evolução da cultura do algodão no Centro-Oeste é a produtividade. Enquanto no Sul, representado pelo estado do Paraná, a produtividade em 2002 foi de 2.388 kg/ha e no Sudeste, de 2.448 kg/ha de algodão em caroço, a média do Centro-Oeste foi de 3.550 kg/ha, aproximadamente 47% maior (Tabela 2). Panorama em Mato Grosso

Mato Grosso ocupa, atualmente, a primeira posição em área cultivada, produção e produtividade. O estado contribui com 54,36% da produção nacional (Tabela 2).

Mato Grosso é uma das mais importantes áreas de expansão da cultura do algodão herbáceo no Brasil. De 4.480 hectares e uma produção de 4.914 toneladas em 1980, passou a cultivar 334.318 hectares, com um produção de 1.240.911 toneladas em 2002. A produtividade cresceu 238,7% no período, passando de 1.097 kg/ha em 1980 para 3.712 kg/ha na safra 2002 (Tabela 3).

Tabela 3. Área colhida, produção e produtividade de algodão herbáceo no Mato Grosso de 1980 a 2002.

8 1.260 2.480 16.422 69. Ano 1980 1985 1990 1995 1998 1999 2000 2001 2002 Fonte: Anuário.. 1993. Área colhida (ha) 31.831 3.022 kg/ha (Tabela 4)..533 186.911 Produtividade (kg/ha) 1.097 1.318 Produção (ton. 1993. 1997).812 566.240.390 106.802 908.062 278.837 57. produção e produtividade de algodão herbáceo em Goiás 1980 a 2002.525. (1983.0 . Tabela 4. passando de 2. a produtividade aumentou de ano para ano.2 1.680 Produtividade (kg/ha) 2.754 157. De 31.327 1. 1997)..718 106.700 3.95% no período.056 96. A produtividade cresceu 50.505 hectares.680 toneladas em 2002.665 2.762 412.960 116.914 21.3 2.476 326.6 3. passou a cultivar 99. Apesar das oscilações da área cultivada.150 300.) 62.) 4. (1983.450 hectares e uma produção de 62..376 1.6 2. Panorama em Goiás Goiás ocupa.526 3.289 1. 1988. atingindo mais de 300 mil toneladas de algodão em caroço na safra 2001/02 (Tabela 4).0 3.031 260.634 87.505 Produção (ton.459 69.3 2.450 64.315 334.539 99. Área colhida.483 200.030 59. IBGE (2002).945 43. atualmente. 1988.661 117.002 kg/ha para 3.Ano Área colhida (ha) 4. com uma produção de 300.0 1. a segunda posição em área cultivada e produção (Tabela 2).854 1. IBGE (2002).182 257.712 1980 1985 1990 1995 1998 1999 2000 2001 2002 Fonte: Anuário.363 254.458 283.960 toneladas em 1980.060 35.

011 mil hectares. Tabela 6. a área decresceu sensivelmente. Entretanto.791 93.229 114. 1988. passando de 1. a partir de 1995.615 66. Área colhida.346 106.8 2.) 69. O Estado ocupa o quinto lugar em produção.4 2.554 kg/ha em 1980. produção e produtividade de algodão herbáceo na Bahia 1980 a 2002.5 1. De uma área igual a 44. perdendo apenas para Mato Grosso (Tabela 2).521 127.078 hectares em 2002. Ano Área colhida (ha) 44. para 3. pois de apenas 880 kg/ha em 1980. um crescimento de 126. produção e produtividade de algodão herbáceo no Mato Grosso do Sul de 1980 a 2002.447 hectares.570 60. passou para 2. com uma produção de 105.151 46. contribuindo com 6.6 1.886 161.839 169.161 186.559 105. que engloba também os municípios de Luís Eduardo Magalhães.3 3.361 Produtividade (kg/ha) 1980 1985 1990 8 1. mas partir de então. Ano Área colhida (ha) 74. Área colhida. IBGE (2002). A produção concentra-se na região de Barreiras. atingindo 186.517 kg/ha em 2002.425 158.035 hectares em 2002. um crescimento de 187. São Desidério e Ronda Velha.2 5 .615 hectares e produção de 69.526 kg/ha em 2002. Tabela 5.Panorama em Mato Grosso do Sul Em Mato Grosso do Sul.346 toneladas em 1980..5 Panorama na Bahia A Bahia é o único estado brasileiro produtor de algodão que apresentou aumento de área dessa cultura na safra 2001/02 em relação à 2000/01. 1997).04% (Tabela 6).447 Produção (ton. (1983.231 48.7 1.619 44.870 129. Mas.) 65.035 Produção (ton. passou a cultivar 60. atingindo 74. o algodão teve expansão acentuada em meados da década de 1990.5 1. a produtividade aumentou.6 3.058 45..373 Produtividade (kg/ha) 1980 1985 1990 1995 1998 1999 2000 2001 2002 Fonte: Anuário.011 49.3% (Tabela 5). 1.317 73. O algodão teve expansão acentuada no início da década de 1990.94% do total nacional e o segundo em produtividade.791 toneladas em 1995. Em compensação. a área cultivada decresceu.193 109.450 50. atingindo pouco mais de 45. 1993. a produtividade aumentou significativamente.

a semeadura é aconselhável em regiões ou épocas em que as temperaturas permaneçam entre 18º e 30ºC. tendo sido determinada a exigência em unidades de calor para cada fase do crescimento do algodoeiro. A cultura foi introduzida recentemente e as tecnologias ainda não estão totalmente definidas.532 50. por grandes empresários rurais. Noites frias ou temperaturas diurnas baixas restringem o crescimento das plantas levando-as à emissão de poucos ramos frutíferos.1 2. mas o Estado apresenta grande potencial para expansão da cultura. 1997).557 109. Parâmetros térmicos para o desenvolvimento da cultura do algodoeiro.3 3.164 42. Por isso.090 41. o algodão é produzido principalmente na região de Balsas e é cultivad predominantemente.085 132. Vegetativo Formação de gemas e floração Maturação de frutos Fonte: Doorenbos et al. (1983. 156. Tabela 1..0 2. Assim.5 Panorama no Maranhã No estado do Maranhão. é . A produção ainda é pequena. nunca ultrapassando o limite inferior de 14ºC e superior a 40ºC (Doorenbos at al. (1979) Limite ideal (ºC) 18 a 30 30 30 Limite máximo (ºC) 40 40 dia: 40 noite: 27 14 20 dia: 20 noite: 12 20 27 a 32 38 A temperatura tem importância também como indutora do crescimento das plantas. 1979). 1993. Os parâmetros térmicos que limitam o desenvolvimento do algodoeiro ao longo do seu ciclo podem ser observados na Tabela 1.. tendo e vista a estrutura ferroviária e rodoviária existente e por estar próximo do polo têxtil do Ceará.092 187.078 76.120 4 3 1. Clima O algodoeiro é muito sensível à temperatura. 1988.381 55..679 170.1995 1998 1999 2000 2001 2002 Fonte: Anuário.952 56. IBGE (2002).607 74. Estapas de crescimento Limite mínimo (ºC) Germinação Des..

em vários estádios. 50 a 60% dessa água é necessária durante o período de floração (50 70 dias). onde T = temperatura máxima diária. t = temperatura mínima diária. A necessidade de água do algodoeiro. denominadas de Unidades de Calor (UC) ou Graus Dia (GD) é característica de cada variedade.300mm de chuva para atender suas necessidades de água. o algodoeiro necessita de 700 a 1.675 Entrenós Na haste principal 2-3 40-60 Nos ramos 5-6 80-120 (1) UC ± Unidades de Calor acumuladas. Na Tabela 2 encontram-se essas temperaturas determinadas para variedades cultivadas nos Estados Unidos e no Brasil. Tabela 2. representado pelo somatório da diferença entre as temperaturas médias e a temperatura mínima basal diárias. em função da latitude e altitude de cada localidade. 15 = temperatura base (ºC). Essas necessidades térmicas. na região de Rondonópolis. Estádio de Crescimento Número de dias Unidades de Calor (1) MT Literatura MT Literatura Semeadura à emergência 4-9 50-60 Emergência ao primeiro botão Primeiro botão à primeira flor Emergência à primeira flor Primeira flor ao primeiro capulho Emergência ao primeiro capulho 33 21 54 54 109 27-38 20-25 47-63 45-66 125-161 358 271 629 658 1. 2001 Dependendo do clima e da duração do ciclo.287 425-475 300-350 725-825 850 1. Número médio de dias e unidades de calos (UC) que o algodão necessita durante seu crescimento. para que o algodoeiro expresse todo seu potencial de crescimento a cada fase de seu desenvolvimento. na safra 98/99. 2001. Dados médios obtidos com as cultivares ITA 90 e Antares. Fonte: Rosolem. quando a massa foliar está completamente desenvolvida. calculadas por: UC= [(T + t)/2 ± 15]. representada pela evapotranspiração máxima (Etm) em relação à . de acordo com ROSOLEM. MT. influenciando fortemente a época de cultivo.necessário um determinado acúmulo térmico.575-1.

8 Final de ciclo e colheita 0. Épocas de semeadura e zoneamento para a cultura do algodoeiro no estado de Mato Grosso do Sul. Na Tabela 6 é encontrada a época de semeadura para o Estado da Bahia..7 Gemas e Floração 1. para os Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Municípios Época de semeadura Todos os tipos de solo Água Clara Alcinópolis Amambai Anastácio Anaurilândia Antônio João Aparecida do Taboado Aquidauana Aral Moreira Bandeirantes Bataguassu 1/10 a 20/11 21/11 a 20/01 21/10 a 30/11 01/10 a 30/11 01/10 a 20/11 21/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 30/11 21/10 a 30/11 01/12 a 10/01 01/10 a 20/11 . é estimada para cada etapa do desenvolvimento das plantas utilizando-se o respectivo coeficiente de cultivo (kc). incluindo os municípios da região do cerrado baiano. por município. Coeficiente de cultivo para cada fase de desenvolvimento do algodoeiro. Nas tabelas 4 e 5 podem ser encontradas as épocas de semeadura.05 Maturação de Frutos 0.4 Fonte: Doorenbos et al. através da equação: ETm = kc x ETo. foi introduzido o zoneamento agrícola. o qual é baseado na definição das regiões e épocas de semeadura com menor risco de perdas por adversidades climáticas. Tabela 4.65 A partir de 1997/98. polarizada pelo município de Barreiras. Período inicial (15 a 25 dias) 0.evapotranspiração de referência (Eto). (1979) Des. vegetativo 0. para efeito de crédito e seguro agrícola. Tabela 3. Na tabela 3 são apresentados os valores de kc nas diversas fases de desenvolvimento do algodoeiro.

Bataiporã Bela Vista Bodoquena Bonito Brasilândia Caarapó Camapuã Campo Grande Caracol Cassilândia Chapadão do Sul Corguinho Coronel Sapucaia Corumbá Costa Rica Coxim Deodápolis Dois Irmãos do Buriti Douradina Dourados Eldorado Fátima do Sul Glória de Dourados Guia Lopes da Laguna Iguatemi Inocência Itaporã Itaquiraí Ivinhema 01/10 a 20/11 01/10 a 30/11 01/10 a 30/11 01/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 30/11 01/10 a 20/11 21/11 a 20/01 01/10 a 30/11 21/10 a 30/11 01/10 a 30/11 21/11 a 20/01 21/11 a 20/01 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 21/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 30/11 21/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 .

Japorã Jaraguari Jardim Jateí Jutí Laguna Carapã Maracajú Miranda Mundo Novo Naviraí Nioaque Nova Alvorada do Sul Nova Andradina Novo Horizonte do Sul Paranaíba Paranhos Pedro Gomes Ponta Porã Porto Mutinho Ribas do Rio Pardo Rio Brilhante Rio Negro Rio Verde de Mato Grosso Rochedo Santa Rita do Pardo São Gabriel do Oeste Selvíria Sete Quedas Sidrolândia 21/10 a 20/11 01/12 a 10/01 01/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 30/11 21/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 21/10 a 10/12 21/11 a 20/01 21/10 a 30/11 01/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 30/11 21/11 a 20/01 01/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/12 a 10/01 01/10 a 20/11 21/10 a 30/11 01/10 a 20/11 .

Épocas de semeadura e zoneamento para a cultura do algodoeiro no estado de Mato Grosso.Jesus do Araguaia Brasnorte 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/12 a 10/02 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a 31/01 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 Épocas de semeadura Solo tipo 2 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 20/02 Solo tipo 3 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 20/02 . Municípios Solo tipo 1 Acorizal Água Boa Alta Floresta Alto Araguaia Alto Boa Vista Alto Garças Alto Paraguai Alto Taquari Apiacás Araguaiana Araguainha Araputanga Arenápolis Aripuanã Barão de Melgaço Barra do Bugres Barra do Garças B.Sonora Tacuru Taquarussu Terenos Três Lagoas Vicentina 21/11 a 20/01 21/10 a 30/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 01/10 a 20/11 Tabela 5.

dos Guimarães Cláudia Cocalinho Colíder Colniza Comodoro Confresa Cotriguassu Cuiabá Curvelândia Denise Diamantino Dom Aquino Feliz Natal Figueirópolis do Oeste Gaúcha do Norte General Carneiro Glória do Oeste Guarantã do Norte Guiratinga 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/12 a 31/12 01/12 a 10/01 01/12 a 31/12 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01/ a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 31/12 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/12/ a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 20/02 01/12 a 10/02 01/12 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 20/02 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/12 a 31/12 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 20/02 01/12 a 10/02 01/12 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 20/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 0101 a 28/02 01/12 a 31/01 .Cáceres Campinápolis C. Novo do Parecis Campo Verde Campos de Júlio Cana Brava do Norte Canarana Carlinda Castanheira C.

do Livramento Nova Bandeirante Nova Brasilândia Nova Canaã do Norte Nova Guaritá Nova Lacerda Nova Marilândia Nova Maringá Nova Monte Verde Nova Mutum Nova Nazaré 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 20/11 a 21/01 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/01 a 10/02 01/01 a 20/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a10/02 01/01 a 28/02 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/12 1 10/01 01/01 a 31/01 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 20/01 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 31/01 a 01/01 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 20/01 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 a . Sra.Indiavaí Itaúba Itiquira Jaciara Jangada Jauru Juara Juína Juruena Juscimeira Lambari do Oeste Lucas do Rio Verde Luciara Marcelândia Matupá Mirassol do Oeste Nobres Nortelândia N.

Nova Olímpia Nova Santa Helena Nova Ubiratã Nova Xavantina Novo Horizonte do Norte Novo Mundo Novo São Joaquim Novo Santo Antonio Paranaíta Paranatinga Pedra Preta Peixoto de Azevedo Planalto da Serra Poconé Pontal do Araguaia Ponte Branca Pontes e Lacerda Porto Alegre do Norte Porto dos Gaúchos Porto Esperidião Porto Estrela Poxoréo Primavera do Leste Querência Reserva do Cabaçal Ribeirão Cascalheira Ribeirãozinho Rio Branco Rondolândia 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 20/11 a 21/01 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/01 a 31/01 01/01 a 31/01 20/11 a 21/01 20/11 a 21/01 01/01 a 10/02 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/01 a 10/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01//01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 .

José Marcos dos Quatro 20/11 a 21/01 01/12 a 10/01 01/01 a 31/01 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 20/11 a 21/01 01/01 a 31/01 01/01 a 10/02 20/11 a 21/01 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/01 a 31/01 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 São Pedro da Cipa Sapezal Serra Nova Dourada Sinop Sorriso Tabaporã Tangará da Serra Tapurah Terra Nova do Norte Tesouro Torixoréu União do Sul Vale de S.Rondonópolis Rosário do Oeste Salto do Céu Santa Cruz do Xingu Santa Carmen Santa Rita do Trivelato Santa Terezinha Santo Afonso S. José do R. José do Xingu S.Antonio do Leverger S. José do Povo S. Antonio do Leste S. Felix do Araguaia S. Domingos Várzea Grande 01/12 a 10/01 01/12 a 31/12 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/12 a 31/12 01/01 a 10/02 01/01 a 10/02 01/12 a 10/01 01/12 a 10/01 01/01 a 10/02 01/01 a 31/01 01/12 a 10/01 01/12 a 31/01 01/12 a 20/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 20/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/12 a 20/01 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 01/12 a 20/02 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/12 a 31/01 01/12 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/12 a 31/01 . Claro S.

se mal utilizadas. a esta operação seguem outras. afirma-se. secundárias.aqui. uma vez corrigidas as deficiências nutricionais. No entanto. Contudo. Este tipo de preparo só deve ser utilizado quando da correção de algumas características na subsuperfície do solo. demasiadamente argilosos e/ou siltosos e de baixa permeabilidade. 01/01 a 10/02 01/01 a 31/01 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/01 a 28/02 01/01 a 20/02 01/01 a 10/02 01/01 a 28/02 01/01 a 28/02 Manejo de solos Por se tratar de uma planta oleaginosa. De maneira geral. permeáveis. a capacidade produtiva é baixa em condições naturais. excessivamente arenosos e/ou pedregosos. Manejo do Solo O manejo do solo se constitui de práticas simples e indispensáveis ao bom desenvolvimento das culturas e compreende um conjunto de técnicas que. os seguintes tipos de manejo do solo: y Preparo convencional . Os solos de cerrado. que consiste no uso de implementos sobre os resíduos da cultura anterior. solos rasos. mediante o uso de arado.Vera Vila Bela Trindade Vila Rica da SS.r latifolium Hutch). de forma que passem a apresentar características suficientes para atender às necessidades básicas ao seu pleno desenvolvimento por outro lado. podem levar à destruição dos solos a curto prazo (Figura 1). profundos. para triturar os torrões.intermediário. proporcionam alta produtividade mas. podendo chegar à desertificação de áreas extensas. por serem profundos. Plantio direto . podendo ser cultivada em diversos tipos de solo de características físicas adversas e menos férteis. desde que sejam efetuadas as devidas correções. no que se refere ao solo. o potencial para uso com o algodoeiro é alto. Geralmente é utilizado um escarificador a 15cm suficiente para romper crostras e pé de grade niveladora (Figura 3). ricos em matéria orgânica. preferindo aqueles de textura média. em geral. trata-se de uma cultura de larga adaptação. o algodoeiro herbáceo (Gossypium hirsutun L. cálcio e magnésio trocáveis. no que se refere às condições edáficas. teoricamente. em acidez hidrolítica. como exigente. bem drenados e de boa fertilidade. 100% da superfície são removidos por implementos. entre outras.provoca inversão da camada arável do solo. com grade ou cultivador. pode-se considerar. com o revolvimento mínimo necessário para o cultivo seguinte. apresentam características de valor elevado em capacidade de infiltração de água. y Preparo mínimo . onde necessite de incorporação de corretivos ou rompimento de camadas compactadas (Figura 2). Áreas sujeitas a encharcamento também são desfavoráveis ao cultivo do algodoeiro por não suportarem baixa oxigenação no ambiente radicular. em toxidez de alumínio. utilizadas racionalmente. as sementes são semeadas através de semeadora especial sobre a palhada de culturais do cultivo anterior ou de culturas de cobertura palha produzidas no local para este fim (Figura y . na capacidade de fixação de fósforo e baixos níveis de potássio. devem ser evitados por suas características de difícil correção.

para isto. Neste processo é determinante a desnudez do solo e a camada compactada se torna desfavorável ao desenvolvimento dos cultivos pois. O impacto das gotas de chuva diretamente sobre a superfície desnuda desses solos. A descompactação deve ser efetuada com um implemento.4). ou seja. incidindo no incremento de perdas de nutrientes do solo. Estudo do perfil do solo Através de uma trincheira. semeadura direta sobre a superfície. além de pouco permeável à água e ao ar. As técnicas de manejo do solo a serem aplicadas em determinada área dependem de vários fatores. elegem-se os preparos que provoquem o menor revolvimento do solo.. o que repercute negativamente sobre a produtividade do solo. A matéria orgânica é o componente de maior importância no desenvolvimento da estrutura e na manutenção de sua estabilidade.semelhante ao Plantio Direto. são características que indicam a existência de compactação ou toxidez. dificulta a penetração das raízes. Para cada caso. que exige ambiente edáfico com equilíbrio entre a quantidade de macro e microporos. que possível. no desenvolvimento de raízes ou na textura (Figura 5). onde a maior parte das raízes se desenvolve. arranca as partículas finas arrastadas pela água em sua descida. deformações da forma cilíndrica. a umidade do solo. geralmente de hastes rígidas capazes de rompe a dita camada de forma que a ponta da haste opere a. contudo. de acordo com: a textura do solo. incidindo diretamente sobre a maior ou menor susceptibilidade do solo a formação de crostas superficiais(Figura 6). diferindo deste sistema apenas por haver poucos resíduos na superfície do solo. observando-se a morfologia das raízes (Figura 7). o estudo do perfil do solo torna-se primordial. comumente chamada ³camada compactada´. Sintomas como desvio lateral da raiz principal. até a referida camada. As características dessa camada fazem parte dos principais fatores que servem de base para a decisão do tipo de preparo de solo a ser usado. tortuosidade anormal. definir-se-ão as técnicas. a existência de camadas compactadas. que é a causa mais grave da degradação do meio físico. 3 e 4. favorável tanto à retenção de umidade quanto à aeração. A camada agrícola ou arável é a parte superior. Os manejos referidos nos itens 2. pedregosidade e os riscos de erosão e máquinas. havendo necessidade de correção. que reduz a taxa de infiltração. seja na cor. o grau de infestação de invasoras. aumenta a erosão a lixiviação de cátions. Cada área rural tem suas peculiaridades e requer decisão própria. vale a pena lembrar que sempre. pode-se estudar o perfil do solo em que se observa a existência de diferentes camadas que se diferenciam. 5 cm abaixo do limite inferior da . estabelecidas na conservação de água e do solo. rica em matéria orgânica e em microrganismos. na dureza. deve-se decidir pelos manejos conservacionistas e mesmo quando da impossibilidade. pelo menos. principalmente quando se trata de uma cultura como o algodão. A existência de camada compactada é facilmente identificada através do exame do sistema radicular das plantas em pleno desenvolvimento vegetativo. até o momento. são conhecidos como conservacionistasconsiderando-se uma das melhores formas. No Cerrado brasileiro o uso de máquinas e implementos cada vez mais pesados vem acelerando o processo de empobrecimento da matéria orgânica e a formação de encrostamento superficial e de camadas adensadas na subsuperfície do solo. onde exercem efeito prejudicial sobre a infiltração de água. os resíduos vegetais que se encontram na superfície. com semeadora especial. y Plantio semi direto . acúmulo de raíze secundárias próximo a superfície.

parte se infiltra no solo e atinge o lençol freático.compactação. geralmente. Parte da água retida no solo é perdida por evaporação e/ou evapotranspiração e. parte pode exceder e ser perdida por escoamento superficial. como a rotação de culturas. Uma das característidas do solo que mais sofre influência do manejo é a estrutura que pode ser considerada o componente básico de sua fertilidade física. pois o processo de nutrição de plantas depende da água disponível para a formação da solução do solo -. estabelecidas entre os componentes minerais e orgânicos do solo e que resulta d uma série de processos físicos. o que é de grande importância. a drenagem e a evaporação. as plantas podem absorver os nutrientes necessários ao seu pleno desenvolvimento. conservem os recursos naturais. as raízes das plantas ali existentes já se encarregaram de realizá-la biologicamente. além de controlarem a erosão do solo e as perdas de nutrientes. lagos e rios. como a principal via de circulação da água e do ar no solo. a sua fertilidade. O componente vital deste equilíbrio dinâmico é a matéria orgânica. com uma boa drenagem ao longo do perfil. protejam o ambiente e melhorem as condições de saúde e segurança a longo prazo. pode facilmente se deteriorar pela ação das forças de compressão derivadas do uso incorreto de máquinas e implementos agrícolas. dependendo do volume e da velocidade deste escoamento. Além disso eleva a acidez e provoca irregularidade superficial. a qual tem que ser mantida através de adições regulares de materiais orgânicos. Áreas de solos de textura média ou arenosa com mais de quatro anos de pousio dificilmente necessitam de descompactação pois. em função da capacidade de infiltração e retenção de água do solo e da intensidade das chuvas. repercutem muito no aumento e na conservação da estabilidade de agregados na superfície e na redução da compactação das camadas subsuperficiais. Do volume de água que cai na superfície. Os restos vegetais deixados na superfície do solo nos sistemas de manejo conservacionistas (Figura 9). e o manejo do solo conservacionista. Manejo Conservacionista Os objetivos de uma agricultura sustentável são o desenvolvimento de sistemas agrícolas que sejam produtivos. o que vem . o plantio direto. promovem bom trabalho. e de suaves pendentes. o que afeta gradativamente a capacidade produtiva do solo. Todos estes fatores incidem também sobre a capacidade de infiltração de água no solo que é resultante do balanço entre a quantidade de água que chega e a que sai. químicos e biológicos. um verdadeiro sistema de agricultura sustentável é aquele em que os efeitos benéficos das diferentes práticas de conservação são iguais ou ultrapassam os efeitos adversos dos processos depredativos. mantêm e/ou melhoram a produtividade do solo. a ascensão capilar. enquanto a parte infiltrada é retida pelo solo . garantindo a perenização dos cursos d'água. o escorrimento superficial. reduzindo entre outros fatores. são muito aceitáveis pois. escarificadores (Figura 8). A estrutura que envolve uma série de interrelações muito sutis. enquanto camadas mais profundas e expessas necessitam de subsoladores de alta resistência. Para romper adensamentos superficiais. que em geral são profundos. bem estruturados possuem textura média. Nos melhores solos do cerrado. ao condicionar o desenvolvimento da porosidade intra e interagregados. então. pode ocorrer o arraste de partículas de solo e dos insumos nele aplicados. as práticas culturais e de manejo. pode-se manter um alto nível de produtividade mediante a aplicação de escassas mas bem estruturadas práticas de conservação de solos.constituindo-se em água disponível para as plantas. a capacidade de infiltração e a retenção de água. sedimentando-se em baixadas. Neste balanço influi a taxa de infiltração. Neste sentido.

pode-se dizer que a proteção da superfície do solo nos sistemas de manejo evita perdas de umidade por evaporação. verdadeira despensa de nutrientes. é um dos principais condicionantes do desenvolvimento da estrutura do solo e de sua estabilidade. Em muitos solos. como visto anteriormente. a matéria orgânica tem paticipação direta ou indireta. há outras. Adubação e correção . mantêm e/ou melhoram a produtividade do solo. indiretas: o húmus. ocorre perda de parte dos nutrientes que poderiam retornar ao solo.dificultar seu uso agrícola. que podem ser liberados progressivamente à disposição dos cultivos. logo. Uma maneira de minimizar estas perdas seria através da implantação de sistemas agrícolas sustentáveis que sejam produtivos. o que. evitando as perdas por lixiviação. Os resíduos dos cultivos deixados na superfície pelos sistemas de plantio direto (Figura 1) e/ou semi direto oferecem a melhor forma de se restaurar a produtividade dos solos agrícolas degradados. também. diretamente à fertilidade e à produtividade dos solos cultivados. unido ao desenvolvimento de uma quantidade maior de macroporos aptos para a transmissão de água e de microporos para sua retenção. por outro lado. proporcionam incremento significativo na capacidade de armazenamento de água e nutrientes e melhor disponibilidade destes para os cultivos. que podem ser liberados progressivamente à disposição dos cultivos. a matéria orgânica humificada do horizonte superficial o principal fator responsável pela "capacidade de troca de cátions" (CTC) verdadeira dispensa dos nutrientes. Neste sentido. incidem sobre o regime de temperatura e umidade do solo e. o algodoeiro não seria considerado uma planta esgotante do solo. Este método de destruição dos restos culturais associado ao revolvimento intensivo do solo durante seu preparo faz com que as recomendações de adubação sejam superiores ao que é retirado pela fibra e semente para compensar as perdas e evitar o empobrecimento gradual do solo. a reciclagem de nutrientes e o preparo conservacionista do solo são muito aceitáveis pois. estando presente na atividade agrícola desde a sua origem e até a sua utilização. os resíduos dos cultivos deixados na superfície pelos sistemas de preparo conservacionistas protegem a ação direta do impacto das gotas de chuva (responsáveis pelo selamento de poros e pela formação de crostas superficiais). nos casos em que é adotada a prática de arrancar e queimar a soqueira como medida de controle de doenças e pragas. pode-se deduzir que a matéria orgânica tem papel fundamental na ciclagem e manutenção dos nutrientes. em cultivo convencional. reduzem o escoamento superficial. Contudo. A parte desta relação direta. conservem os recursos naturais. Assim. comparada a outras culturas de importância econômica. . exigindo mais energia e insumos para a manutenção de sua produtividade. as práticas culturais e de manejo. como a rotação de culturas. que costuma se a mais rica em húmus e nutrientes. a matéria orgânica humificada do horizonte superficial é o principal fator responsável pel "capacidade de troca de cátions" (CTC). Em todos esses fatores citados. pode-se deduzir que é um componente do solo que tem papel fundamental nas perdas de nutrientes por lixiviação. logo. Em muitos solos. Considerando que a quantidade de nutrientes exportados da lavoura pela fibra e semente é relativamente pequena. a degradação da estrutura incide sobre a distribuição do tamanho dos poros e da erodibilidade e perdas de solo da zona. de maneira histórica. além d controlarem a erosão do solo e as perdas de nutrientes. protejam o ambiente e melhorem as condições de saúde e segurança a longo prazo.

sendo que a partir do quarto ano é recomendável retirar amostras nas camadas 0-10. estudo do perfil do solo e etc. identificados e enviados ao laboratório. Cobertura do solo (palhada de milho e soja).Figura 1. complexo florístico de ervas daninhas. cor e textura do solo. retirando-s 15 a 20 subamostras simples. pesquisa de mercado. de mesmo volume. O planejamento de um sistema sustentável. Por essa razão as amostras coletadas devem ser representativas da área a ser cultivada. homogêneos quanto à topografia. a área a ser amostrada deve ser dividida em talhões de até 20 ha. O ideal seria repetir a amostragem e análise de solo anualmente. uma vez que a recomendação de adubação e calagem depende dos resultados da análise do solo. cobertura vegetal anterior. é conveniente retirar amostras com bastante antecedência do plantio. da qual são retirados cerca de 500 a 600 g de terra. No caso do manejo convencional. Para isso. requer uma série de etapas preliminares como histórico da área. 10-20 e 20-40 cm d profundidade. estão as amostragens de solos para análises de fertilidade que servirão como base para recomendação de calagem e adubação. visando assegurar . histórico de uso e drenagem. toda a área deve ser percorrida em zigue-zague. Em cada talhão. como o citado anteriormente. convém coletar as amostras antes da aração para permitir a aplicação de calcário antes dessa operação. Análises do Solo Como seguimento importante desta última. Em áreas sob cultivo convencional as amostras de solo devem ser coletadas nas camadas 0-20 e 20-40 cm No sistema de Plantio Direto nos três primeiros anos segue-se o mesmo procedimento do convencional. As subamostras simples deverão ser misturadas em um recipiente limpo para formar uma única amostra composta. Quanto à época de amostragem.

neutralizar o alumínio trocável. o qual aplica a seguinte fórmula: NC (t/ha) = CTC (V2-V1)/100. Que pod ser complementada pela análise foliar. as folhas devem ser colocadas em sacos de papel. Após a coleta. Recomenda-se evitar folhas que apresentem danos causados por pragas e doenças sintomas de doenças. que permite exploração de maior volume de solo e conseqüentemente maior eficiência na absorção de nutrientes do solo pela planta. A época correta de amostragem é no período do florescimento. com a calagem a cultura é beneficiada indiretamente pelo aumento da capacidade de troca de cátions (CTC) e da disponibilidade de N S. B e Mo. Quando usada em conjunt com os resultados de análise do solo e o histórico de uso da área. elevar a saturação de bases e fornecer cálcio e magnésio para as plantas. identificadas e enviadas ao laboratório. melhoria do desenvolvimento do sistema radicular. sendo: NC = necessidade de calcário em t/ha . 80 a 90 dias após a emergência. se possível no mesmo dia. Calagem Por ser o algodoeiro pouco tolerante à acidez e à presença de alumínio trocável e ser exigente em cálcio. permite acompanhar o equilíbrio nutricional das culturas. A calagem é a aplicação de corretivo da acidez (geralmente calcário no solo e tem o objetivo de corrigir a acidez. tendo-se a recomendação de adubação mais consistente. num total de 30 folhas por área homogênea. sendo a mais usada para a cultura do algodão aquele baseado na CTC e SATURAÇÃO DE BASES. Recomendação de calagem São vários os métodos usados para cálculos da necessidade de calcário. elemento importante na germinação e desenvolvimento inicial das raízes. Deve-se coletar a 5ª folha totalmente formada a partir do ápice da haste principal. P. Além desses efeitos diretos. Análises Foliares A análise foliar é uma ferramenta essencial para a avaliação do estado nutricional do algodoeiro que deve ser considerada como complementar à análise do solo e nunca como substituta. a correção da acidez é essencial para a obtenção de boa produtividade.o acompanhamento das condições de fertilidade do solo e recomendação de adubação adequada.

Mg e K) por lixiviação. A correção da acidez e dos teores tóxicos de Al na subsuperfície pode ser feita com gesso agrícola.0 (Ca2+ + Mg2+ + K+ + H+ +Al3+) V2 = porcentagem de saturação por bases recomendada para a cultura (60-70%) V1 = porcentagem de saturação por bases atual do solo. calculada pela fórmula: 100 x SB/CTC SB = soma de bases trocáveis (Ca2++Mg2++ K+. em cmolc/dm3).000 x PI/20 x 100/PRNT.200 kg/ha Até 3. (2002): I) Em solos argilosos. cloreto e .0 t/ha em solos arenosos. a quantidade de gesso (QG) a ser aplicada no solo pode ser calculada pela fórmula: QG (kg/ha) = 50 x %argila Ou ainda: Solos arenosos (< 15% de argila) Solos de textura média (15 ± 35% de argila) Solos argilosos (35 ± 60% argila) Solos muito argilosos (> 60% argila) Até 700 kg/ha Até 1. que é aumentada na presença dos ânions sulfato. Caso haja diferença em qualquer desses critérios é necessário fazer uma correção na quantidade aplicada: Quantidade de calcário (t/ha) = NC x S/10. porém com baixos teores de potássio.200 kg/ha Até 2. onde PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total do calcário utilizado.500 kg/ha. Vale salientar que o solo corrigido pode voltar a ficar ácido porque os fatores que causam a acidez continuam atuando ao longo do tempo.200 kg/ha Para o algodoeiro. por exemplo: y perdas de bases (Ca. III) A quantidade de gesso a ser aplicada não deve ultrapassar 1. a gessagem pode ser efetuada desde que sej feita adubação com potássio. O seu uso é recomendado quando na camada subsuperficial (20-40) a saturação por alumínio for superior a 20% e/ou a saturação de cálcio for menor que 60% da CTC efetiva. De modo geral.5 t/ha em solos argilosos e 2. deve ser aplicado na superfície ½ da dosagem recomendada até o limite de 2. IV) O gesso pode ser usado como fonte de enxofre e nesse caso a quantidade deve ser calculada para fornecer 20 a 30 kg/ha desse nutriente.000 m2). A quantidade de calcário recomendada é para aplicação do produto em uma superfície (S) de um hectare (10. A calagem deve ser feita a pelo menos dois meses do plantio e em área total com posterior incorporação com aração e gradagem. a uma profundidade de incorporação (PI) de 20 cm e usando calcário com PRNT igual a 100 %. Caso seja usado o plantio direto. sugere-se a observação das seguintes condições destacadas por Medeiros et al. o gesso pode ser usado sem restrições.CTC (mmolc/dm3) = capacidade de troca cátions do solo a pH 7. II) Em solos argilosos com teores médios ou altos de potássio.

S e B (1/2 da dose). além das exigências nutricionais. isso. é conveniente monitorar. K) pelas culturas. uma vez que o cloreto de potássio tem elevado índice salino. Nos casos em que se esper resposta a esse nutriente. y utilização y extração y Por de cátions (Ca. caso esses dois últimos não tenham sido aplicados na semeadura. yA recomendação de nitrogênio é baseada na produtividade esperada e no potencial de resposta da cultura associado ao histórico de uso da área. Resultados de pesquisas recentes têm indicado que: . seja como sulfato de amônio e/ou superfosfato simples. vários fatores determinam a resposta das culturas à adubação. se espera resposta à adubação potássica quando o teor de potássio no solo for superior a 2. Desse ponto em diante. especialmente na regiões de cerrado. O fósforo. assim como o nitrogênio. com N. cultura anterior.5 mmol c/dm3 ou quando a relação (Ca + Mg)/K < 20. embora seja o macronutriente menos absorvido pelo algodoeiro. A segunda cobertura com N e K (se necessário) deve ser feita cerca de 20-3 dias após a primeira. que acidificam o solo. y Não yO enxofre. tais como a dinâmica dos nutrientes no solo. sobretudo em solo arenosos. não é recomendado pela análise do solo. se necessário. Além disso. metade ou um terço da dose recomendada de potássio e micronutrientes. K. a disponibilidade de água. dentre outros. ao lado e abaixo da semente. com conseqüente redução do pH. y É recomendável o uso de fontes solúveis de fósforo e de formulações NPK que contenham sulfatos. é usado em maior proporção nas formulações de adubação devido à sua fixação no solo. a aplicação de quantidades elevadas de adubo potássico na semeadura pode prejudicar a emergência das plantas devido ao aumento da pressão osmótica no meio. considerando as tabelas de recomendação de adubação de cada estado ou região. A adubação de plantio deve ser feita no sulco de semeadura. Adubação Para se fazer uma adubação equilibrada. é muito importante conhecer a quantidade total de nutrientes extraídos. Mg. o histórico de uso da área (principalmente. correções e adubações aplicadas) e. yO fósforo e o potássio são recomendados em função da análise do solo. Porém.nitrato fornecidos nas adubações. De qualquer forma os teores de nutrientes no solo devem ser manejados de modo a se construir sua fertilidade até os níveis considerados altos ou adequados. anualmente. por exemplo. a fertilidade do solo através de análises laboratorias para que se identifique alterações na reação do solo e a necessidade de sua correção. A adubação de cobertura pode ser única ou parcelada. de adubos nitrogenados. que além de N e P também fornecem enxofre. Este parcelamento aumenta a eficiência da adubação pois assegura o fornecimento desses nutrientes na fase de maior absorção pelas plantas e evita perdas por lixiviação. como sulfato de amônio e uréia. exportados (fibra e sementes) e quanto retornou ao solo através dos restos culturais. fósforo em dose total. A primeira cobertura deve ser feita entre 30 a 35 dias após a emergência. com pequena proporção de nitrogênio (10-15 kg/ha). a aplicação de 25 a 30 kg/ha usando gesso tem sido suficientes para o algodoeiro. a adubação deve objetivar manter a fertilidade e o nível da produtividade alcançada. y processo de nitrificação (transformação de amônio em nitrato) que ocorre após a mineralização do nitrogênio da matéria orgânica. cuja reação provoca acidificação do solo.

para prevenir deficiências. Nessas formulações é comum o uso de fritas como fonte de todos os micronutrientes. Os resultados de pesquisa mostram que a adubação foliar é menos eficiente do que a adubação tradicional via solo. na fase de correção. Os sintomas são mais acentuados nas folhas mais velhas. recomenda-se aplicar 3 kg/ha de Zn se o teor no solo for inferior a 0. Em áreas com histórico favorável para a deficiência desse micronutriente. nas quais surgem manchas avermelhadas ou pardas que secam e provocam a queda prematura das folhas. Boro ± O algodoeiro é uma das plantas mais exigentes em Boro. Por isso. Os principais sintomas de deficiências são: y folhas novas amareladas e enrugadas. As fritas são relativamente baratas e de lenta solubilização no solo. y flores defeituosas e aumento da queda de botões florais e dos frutos. caracterizado pela coloração verde-limão típica que atinge as folhas mais velhas. causando sua queda prematura. o crescimento é paralisado e ocorre murchamento e queda das folhas. sem que ocorra aumento da produtividade. formando um contraste nítido com o verde das nervuras. As folhas deficiente e as maçãs se desprendem com facilidade. ou em cobertura junto com N e K. Magnésio ± O sintoma bem característico é a clorose internerval das folhas mais velhas. visando altas produtividades. No caso de solos corrigidos e com uso de elevadas adubações com NPK. com número reduzido de ramos vegetativos e botões florais. que avança entre as nervuras. contrastando com o verde normal das folhas mais velhas. é conveniente o uso de formulações NPK de plantio contendo micronutrientes. aumento da queda de botões florais e aumento da intensidade de ataques de pragas e doenças.6 mg/dm3. As plantas apresentam-se pouco desenvolvidas. Esses sintomas são difíceis de serem detectados no campo. Com o agravamento da deficiência. quando essas deficiências ocorrem parte da produção potencial da planta já está comprometida e a correção apenas diminui a intensidade das perdas. Entretanto. y aparecimento de anéis verde-escuros nos pecíolos. provocando a maturação prematura dos frutos e causando prejuízo na produtividade e na qualidade do produto. aplicações acima de 2 kg/ha podem causar prejuízo na produção. Sintomas de deficiências Nitrogênio ± Redução do crescimento vegetativo e amarelecimento uniforme da planta. para prevenir possíveis deficiências. a superfície das folhas passam para uma coloração bronzeada.yA aplicação de nitrogênio em cobertura em doses acima de 120 kg/ha não são econômicas. recomenda-se a aplicação de até 1. prolongamento do ciclo da cultura. A clorose se desloca gradualmente para as folhas mais novas e as mais velhas morrem e caem. a pulverização foliar é recomendada apenas para corrigir deficiências detectadas durante o desenvolvimento da cultura. que evolui para a coloração vermelho-púrpura. Quanto aos micronutrientes. Sob condições severas de deficiência o sistema radicular é prejudicado. y As aplicações tardias de nitrogênio (após 80 dias de emergência) promove o crescimento vegetativo.2 kg/ha na semeadura. assegurando liberação gradual dos micronutrientes sem causar toxicidade. os quais apresentam escurecimento interno na sua base. . Potássio ± Amarelecimento das margens das folhas mais velhas. As folhas que não caem tornam-se avermelhadas. Enxofre ± Clorose do ponteiro. Em solos de cerrado. Fósforo ± Ocorre atraso no desenvolvimento e as folhas apresentam coloração verde escuro intensa e manchas ferruginosas no limbo. Como o limite entre a deficiência e a toxicidad de boro é muito estreito. y Respostas a doses elevadas de nitrogênio em cobertura (acima de 140 kg/ha) estão associadas à compactação do solo e/ou à presença de nematóides. a adubação via solo tem se mostrado mais eficiente do que a adubação foliar. Cálcio ± Sintomas de deficiência de cálcio são difíceis de serem encontrados no campo.

. devido ao antagonismo entre eles ou em solos alcalinos. Ferro ± Sintomas semelhantes aos da deficiência do manganês. contrastando com o verde das nervuras. Cobre ± as folhas novas apresentam nervuras tortas e salientes. Zinco ± Clorose internerval nas folhas novas. quando a deficiência é muito severa. Não se espera deficiência de ferro no Brasil. a não ser em condições de elevada disponibilidade de manganês. Manganês ± Clorose internerval das folhas novas dos ponteiros. São sintomas de difícil ocorrência no campo. que se apresentam com as bordas voltadas para cima e lóbulos alongados no formato de ³dedos´.y superbrotamento e morte dos ponteiros.

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