Dicionário de Palavras Fantásticas
Dicionário de Palavras Fantásticas
O dicionário fantástico
por Luiz Paulo Brüggemann
2
Apresentação
Olá, caro(a) leitor(a) e pesquisador(a). Fico
feliz de lhe ter chegado em mãos - ou virtualmente -
esse dicionário que dediquei tanto carinho e esforço
para fazê-lo. Preciso atentar que essa é uma versão
gratuita, portanto, nem sua versão digital e impressa
estão à venda. Você deve adquiri-la sem custo
algum.
Nesse dicionário, você verá a etimologia e
definição das palavras fantásticas, que vêm do
mundo da fantasia. São palavras de lendas do
folclore brasileiro, da mitologia tupi-guarani, de
mitologias estrangeiras, como a nórdica e celta,, e
até mesmo de livros de fantasia escritos por autores
como J. R. R. Tolkien. Espere encontrar definições
etimológicas e descritivas para objetos e artefatos
mágicos, personagens e criaturas fantásticas, deuses
mitológicos e muito mais.
3
Mas peraí! Antes de tudo, o que é
etimologia? Essa palavra vem do latim etimologia,
do grego antigo ἐτυμολογία (etumología), de ἔτυμον
(étumon, ‘sentido verdadeiro’) + -λογία (-logía,
‘estudo ou lógica de’), de λόγος (lógos, ‘palavra;
explanação’). Parece uma confusão, né? Mas enfim,
etimologia significa ‘estudo do verdadeiro
significado das palavras’, podendo ser entendida
hoje em dia como o ‘estudo da origem das palavras’.
A confusão com tantos idiomas variados e antigos,
radicais e sufixos que fazem parte de uma única
palavra é justamente para nos organizar e saber por
que ela existe e em qual contexto está inserida.
Deduzo que você busca a verdade sobre as
palavras e, nesse caso, deseja conhecer
especificamente o mundo da fantasia. Adentrar
nesse mundo exige coragem, intelecto, esforço e
vontade de aprender. Posso garantir que vale a pena
o esforço, pois em troca obterá muito aprendizado,
sabedoria e diversão.
4
É importante eu deixar claro que a maior
parte das definições desse dicionário provém de
buscas incessantes pela internet, através de
pesquisas, transcrição e reprodução de trechos e
traduções de minha autoria de websites como
Wiktionary, Wikcionário, Wikipédia, The Writer’s
Room, Etymonline, Linguee, Dicionário Priberam,
Tolkien Gateway e muitos outros. Não sou um
acadêmico da área etimológica e/ou filológica e
muito menos possuo alguma graduação do tipo,
mas sou um verdadeiro fã de linguística, etimologia
e fantasia. Fique à vontade para julgar a qualidade
do meu material, pois o que posso garantir é que fiz
o meu melhor como um apaixonado pelo mundo
da fantasia e das palavras.
Esse também não é um livro religioso e nem
espiritual. Não quero, de forma alguma, ofender a
religião e/ou prática espiritual de ninguém. Peço
também tolerância daqueles que, devido a sua
religião e/ou espiritualidade, não aprovam alguns
símbolos e significados contidos nesse livro. É
5
importante entender que muito do que está aqui
escrito é para fins de esclarecimento e senso comum.
Essa edição também foi criada por apenas
uma pessoa de forma gratuita e espontânea, o que
exige bastante esforço, mas também não previne
erros. Portanto, confira minuciosamente a
veracidade e fontes das informações aqui contidas.
Garanto que o uso desse dicionário pode dar
pistas importantes para a sua pesquisa, queira você
fazê-la por mera diversão ou para escrever a sua
própria obra de fantasia.
Fico por aqui. Desejo a você ótimas
pesquisas, aprendizado e diversão. Um forte abraço!
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Sumário
Letra A - Pág. 8 Letra S - Pág. 171
Letra B - Pág. 27 Letra T - Pág. 183
Letra C - Pág. 43 Letra U - Pág. 190
Letra D - Pág. 54 Letra V - Pág. 195
Letra E - Pág. 62 Letra X - Pág. 202
Letra F - Pág. 71 Letra W - Pág. 203
Letra G - Pág. 85 Letra Y - Pág. 204
Letra H - Pág. 100 Letra Z - Pág. 207
Letra I - Pág. 108 Glossário - Pág. 208
Letra J - Pág. 113 - Folclore brasileiro: pág. 208
- Mitologia celta: pág. 209
Letra K - Pág. 117
- Mitologia grega e romana:
Letra L - Pág. 119 pág. 209
Letra M - Pág. 132 - Mitologia nórdica: pág. 209
Letra N - Pág. 151 - Mundo de Tolkien: pág. 212
- Objetos, armas e artefatos:
Letra O - Pág. 160 pág. 212
Letra P - Pág. 164 - Outras criaturas, seres e
Letra Q - Pág. 167 pessoas: pág. 213
- Outras palavras: pág. 214
Letra R - Pág. 168
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A
abismo - substantivo masculino. Vem do latim
vulgar abyssimus, vindo do latim clássico abyssus, do
grego ábyssos, que significa ‘lugar sem fundo’.
Formado por a- (‘sem’) + byssos (‘fundo’),
provavelmente relacionado a bathos,
‘profundidade’.
8
adaga - substantivo feminino. Etimologia
desconhecida. É o nome genérico de um tipo de
espada curta, de corte e perfuração, com duplo
corte de têmpera forte, serrada ou compacta.
9
A águia é uma ave de rapina da família
Accipitridae, geralmente de grande porte, carnívora
e de grande acuidade visual. Suas principais presas
são coelhos, esquilos, cobras, marmotas e outros
animais, principalmente roedores de pequeno
porte. Algumas espécies se alimentam de ovos de
outros pássaros e peixes.
10
Alice se encontra com a lagarta, por Arthur Rackham
11
alquimia - substantivo feminino. Vem do
galego-português antigo alquimia, do árabe
andalusino ( اَ ْل ِكي ْميَاalkímya) e do latim medieval
alchemia, do árabe ( اَ ْل ِكي ِميَاءal-kīmiyāʔ), do grego
antigo χυμείᾱ (khumeíā, ‘arte de misturar metais’),
de χύμα (khúma, ‘lingote, barra’).
12
âmbula para a outra - o tempo decorrido para o
material passar de uma âmbula para a outra
corresponde, em princípio, sempre ao mesmo
período de tempo.
13
acredita trazer sorte ao possuidor. Qualquer coisa
pode funcionar como amuleto: estátuas, moedas,
desenhos, partes de plantas, parte de animais e
palavras escritas.
14
anel - substantivo masculino. Vem do
galego-português antigo anel, emprestado do
occitano antigo anel, do latim ānellus (‘anel de
dedo’), diminutivo de ānulus.
Um anel é um pequeno aro, frequentemente
de metal precioso, que coloca no dedo como adorno
ou por distinção de dignidade, profissão, estado
civil, compromisso afetivo e entre outros. No
mundo da fantasia, anéis podem ser poderosos e
mágicos, trazendo proteção ao seu possuidor.
15
Anhangá - nome, substantivo masculino. Do tupi
Ahiag̃, significa ‘espírito’.
Na mitologia tupi, Anhangá é o espírito
protetor dos animais e dos caçadores. É associado ao
mal e é inimigo de Tupã.
16
animālis, anima + -ālis. A palavra anima vem do
proto-itálico anamos, do proto-indo-europeu
h₂enh₁mos, cuja raiz significa ‘respirar’.
17
Aragorn se tornaria o maior homem de todos
os seus tempos, liderando os homens para o oeste
contra as forças de Sauron, ajudando a destruir o
Um Anel e unindo os reinos de Arnor e Gondor.
18
latim arcus (‘arco’), do proto-indo-europeu
*h₂erkʷo- (‘arco, flecha’).
O arco é uma arma portátil e perfurante,
constituída de vara forte e flexível com uma corda
presa às suas extremidades, com que se atira flechas.
19
romper muralhas ou portões de castelos, fortalezas e
povoações fortificadas.
20
Uma arma é um instrumento, mecanismo ou
dispositivo para proporcionar vantagem no ataque e
na defesa em uma luta, batalha ou guerra (ex.:
machado, espada, adaga, etc).
21
Rei Arthur retornando da batalha de Monte Badon
22
Arwen - nome, substantivo feminino. Em Sindarin,
idioma élfico por J. R. R. Tolkien, Arwen significa
‘Donzela Nobre’, de ara- (‘nobre’) e gwenn
(‘donzela’). Tolkien observou que também significa
‘enormemente abençoada’ no gaélico.
Na obra literária O Senhor dos Aneis, Arwen
Undómiel também é chamada de Arwen Evenstar.
Foi uma meio-elfa casada com Aragorn II, sendo ela
filha de Elrond e Celebrían.
Dos Filhos de Ilúvatar, Arwen fora
considerada a mais bela da Terceira Era, lembrando
Lúthien da Primeira Era, que nunca mais apareceria
em Ëa. Assim como Lúthien, Arwen rejeitou a sua
imortalidade élfica para se casar com Aragorn e
morrer com ele.
ِ َح َّش
assassino - substantivo, adjetivo. Do árabe اشين
(ḥaššāšīn, ‘usuários de haxixe’) ou اسيُّون ِ َأ َس
(ʔasāsiyyūn, ‘fundamentalista’).
23
Auðr - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo e significa ‘prosperidade’.
Na mitologia nórdica, Auðr é filho da noite
personificada, Nótt. É atestado na Edda em prosa,
escrita no século XIII por Snorri Sturluson e nas
poesias dos skalds.
24
Auðumbla lambe Búri enquanto produz rios de leite
25
advenīre, adventum ('chegar'), da qual as línguas
românicas tiraram o significado de 'acontecer'.
Significa aquilo que acontece sem um projeto.
26
B
Balder - nome, substantivo masculino. Do nórdico
antigo Baldr, do adjetivo baldr, ballr (‘bravo’), do
proto-germânico *balþaz, do pré-germânico *bʰóltos
(‘inflado, forte’), do proto-indo-europeu *bʰel-
(‘soprar, inflar’) + *-tos, sufixo equivalente a *-þaz.
Também conhecido como Baldur ou
Baeldaeg na mitologia nórdica, é uma divindade
relacionada a justiça e a sabedoria, e todos os deuses
o louvam pela sua beleza. Algumas fontes o
colocam como filho de Odin e Frigga e, segundo
outras, seria apenas um “protegido” dos dois.
27
Balrog - nome, substantivo masculino. Vem do
Sindarin, idioma élfico criado por J. R. R. Tolkien,
significando ‘Demônio de Poder’, de raiz BAL
(‘poder’) + raug/rog (‘demônio’).
Na obra O Senhor dos Aneis de Tolkien, os
Balrogs eram Maiar corruptos de Morgoth, durante
a criação de Arda, que se escondiam nas sombras e
chamas, carregando chicotes e espadas. Balrogs
famosos incluem Gothmog, morto por Ecthelion, e
Maldição de Durin, morto por Gandalf.
28
bandagem - substantivo feminino. Aparentemente,
vem do francês bandage, bande + -age, do francês
antigo bande, de origem germânica, do franco
*binda (‘juntar, conectar’), cognato com o inglês
bind.
Faixa de tecido que se aplica em alguma parte
do corpo como curativo ou imobilização.
29
Conjunto de cartas de jogo que varia em
número e desenhos.
30
*deu- (‘fazer, performar, reverenciar, mostrar
favor’).
Algo belo é aquilo que traz admiração,
harmonia e beleza.
31
Bíblia - substantivo feminino. Termo emprestado
do latim biblia, do grego antigo βιβλία (biblía),
plural de βιβλίον (biblíon, que significa 'livro').
32
Bilbo - nome, substantivo masculino. Sugere-se que
Bilbo foi um nome inventado por J. R. R. Tolkien,
um nome “curto, simples, inventado para um herói
de um livro para crianças ou história leve de
fantasia”.
Bilbo Bolseiro aparece em O Hobbit e na obra
O Senhor dos Aneis. Ele é um hobbit que viveu no
Condado durante os anos finais da Terceira Era. Ele
ganhou uma fortuna na sua aventura com os anãos
Thorin e sua companhia, trazendo para o Condado
o Um Anel de Sauron.
33
Boitatá - nome, substantivo masculino. Vem do
tupi-guarani mbae (‘cobra’) + -tata (‘fogo’). É um
ser mitológico que tem a forma de uma grande
serpente em chamas.
34
enorme cobra escura capaz de virar as embarcações.
Também pode imitar as formas das embarcações,
atraindo náufragos para o fundo do rio ou assumir
a forma de uma mulher.
35
O termo cristal vem do galego-português
antigo cristal, crestal, do latim crystallum (‘cristal,
gelo’), do grego antigo κρύσταλλος (krústallos, ‘gelo
limpo, claro’), de κρύος (krúos, ‘geada’), do
proto-indo-europeu *krus-, *kru- (‘duro, superfície
de fora dura, crosta’).
A bola de cristal é um instrumento usado no
mundo da fantasia que tem a capacidade de
adivinhar ou prever acontecimentos do futuro e
fatos ocultos do presente. No mundo real, também
é utilizada por algumas pessoas e religiões com o
mesmo objetivo.
36
Boromir - nome, substantivo masculino. Sugere-se
que Boromir venha do Sindarin, idioma élfico
criado por J. R. R. Tolkien, boro(n) (‘firme’) e o
idioma Quenya míre (‘joia’).
37
Costuma aparecer nas festividades de junho,
de santos populares como Santo Antônio, São João
e São Pedro, e nas Festas Juninas.
38
bracelete - substantivo masculino. Do francês
bracelet, do francês médio bracelet, do francês antigo
bracelet, diminutivo de bras (‘braço’).
O bracelete é um objeto de adorno feito de
materiais muito diversos e geralmente em forma de
aro, que se leva no pulso, no antebraço ou no braço.
39
É uma joia (ou acessório) para ser presa no
vestuário, usualmente feita de metal e decorada com
pedras preciosas. Podem ser utilizados como
ornamentos ou servir de prendedores.
40
brith (‘mágica’). Poderia em vez vir de uma palavra
celta diferente como do irlandês antigo Brigit
(literalmente significa ‘exaltada’).
41
Audumla, que lambia o gelo salgado de
Ginnungagap. A única fonte existente deste mito é
a Edda em prosa de Snorri Sturluson.
42
C
caipora - substantivo masculino. Do tupi antigo
ka'a (‘floresta’) + porá (‘morador’).
É uma entidade da mitologia tupi-guarani,
que habita as florestas e reina sobre todos os
animais. É representado por um pequeno índio nu
de pele escura, com o corpo coberto de pelos.
Protege a fauna das florestas brasileiras e ataca os
caçadores que não cumprem o acordo de caça feito
com ele.
Os caiporas são diferentes dos curupiras.
Caiporas pintam a pele inteira de uma única cor, o
verde-mato, enquanto os curupiras apenas passam
linhas de tinta, fazendo desenhos como os índios.
43
cajado - substantivo masculino. Vem do
galego-português antigo cayado, do latim caia
(‘clava’). Significa haste longa, cajado.
44
Κένταυρος (Kéntauros, ‘um membro da raça
selvagem da Tessália’), talvez proveniente de κεντέω
(kentéō, ‘eu incito, insulto’) + ταῦρος (taûros, ‘boi,
touro’).
Criatura fantástica, com rosto, torso e braços
de homem, garupa e pernas de cavalo.
45
último do proto-indo-europeu *kleh₂u- (‘prego,
pino, gancho - instrumentos, de uso antigo para
trancar portas’).
Chave é um objeto que abre e fecha uma
tranca.
46
Personagem do folclore brasileiro muito
conhecido no estado de Minas Gerais e na cidade de
Ouro Fino. É um homem negro trazido de uma
aldeia no Congo para trabalhar como escravo no
Brasil.
Depois de trabalhar por muitos anos, Chico
comprou sua liberdade e teve sua própria mina de
ouro. Tornou-se uma lenda por sua luta e coragem
e, com a sua mina de ouro, ele ganhou muito
dinheiro e libertou outros escravos.
47
colubra, de origem incerta. Cognato com o galego
cobra e espanhol culebra.
O termo Norato vem de Honorato, do
espanhol Honorato, do latim honōrātus (‘honrado’),
particípio de honōrō (‘honra, respeito’), de honor
(‘honra, reputação’), do latim antigo honos, de
origem desconhecida.
No folclore paraense, conta-se que uma
mulher de uma aldeia indígena engravidou do Boto
e um casal de gêmeos nasceu, porém era um casal de
cobras d’água. O pajé aconselhou abandonar as crias
às margens do Tocantins, e assim foi feito.
As cobras gêmeas viraram gigantes, e uma
delas se chamava Honorato (Norato), enquanto a
outra, com seu gênio ruim, foi chamada de Maria
Caninana.
Durante muito tempo, Cobra-Norato
tentara dissuadir sua irmã enfezada de praticar
maldades, já que ela costumava afogar banhistas e
afundar embarcações.
48
Maria Caninana caçoa e zomba de outra
cobra encantada que morava debaixo do altar de
uma igreja em Óbidos, sabendo que, quando a
cobra saísse de lá, a igreja inteira ruiria. Para a sorte
das beatas, a igreja não ruiu, mas ganhou uma
rachadura de alto a baixo.
Cobra-Norato briga com sua irmã e a mata,
o qual vive então feliz, mas ainda com a maldição de
não mais ser humano. Ele pede para que os
habitantes de uma aldeia o ajudem a quebrar a
maldição, porém nem mesmo sua mãe quer
ajudá-lo.
Conta-se que um soldado corajoso ajudou
Cobra Norato a quebrar a maldição ao jogar gotas
de leite sobre a cabeça do ser e, em seguida, aplicar
um golpe que lhe tiraria sangue, fazendo com que se
misturasse com o leite. Como por mágica, Cobra
Norato se transforma definitivamente em homem.
O que acontece posteriormente não se sabe,
mas parece que fora servir no mesmo batalhão de
seu amigo.
49
Cobra Norato se transformando em homem
50
conto - substantivo masculino. Vem do
galego-português antigo conto, do latim vulgar
contu(s), comptu(s), do latim computus (‘cálculo’), de
computō, de con- +putō (“eu reconheço”).
51
defunto que foi amaldiçoado e vaga pela Terra
depois de ser rejeitado por Deus e pelo diabo.
O motivo da rejeição são suas maldades que
teria cometido em vida, fazendo-o tão asqueroso
que nem mesmo a Terra quer sua carne.
52
O Curupira é uma figura do folclore
indígena, ser fantástico das matas, um anão com
imensa cabeleira vermelha que tem os pés ao inverso
com os calcanhares para frente para confundir seus
inimigos.
53
D
dado - substantivo masculino. Vem do
galego-português antigo dado, do latim vulgar
dadu, de origem incerta; possivelmente do árabe
clássico ( َأ ْعدَادʔaʕdād, ‘números’), ou do latim
datum. Significa dado de jogar.
54
escrita no século XIII por Snorri Sturluson. É
indicado como o filho do deus Dellingr e está
associado com o brilhante cavalo guará Skinfaxi,
que “desenha o dia para a humanidade”.
Em outras versões, Dag é filho de ou Dellingr
com Nótt, a personificação da noite, ou Jörð, a
personificação da Terra.
55
Dáinn - nome, substantivo. Vem do nórdico antigo,
de etimologia incerta. Talvez de dáinn, particípio
passado de deyja (‘morrer’), significando então
(‘aquele como um morto’).
Na mitologia nórdica, os quatro veados ou
cervos comem entre os ramos da árvore do mundo
Yggdrasill. De acordo com a Edda poética, eles
erguem suas cabeças para comer os ramos. O
orvalho da manhã se junta nos seus chifres e forma
os rios do mundo. Seus nomes são Dáinn, Dvalinn,
Duneyrr e Duraþrór.
56
(-mōn), do proto-indo-europeu *deh₂-i- (‘dividir,
cortar’).
57
dragão - substantivo masculino. Do
galego-português antigo dragon, do latim
dracōnem, do grego antigo δράκων (drákōn, ‘uma
serpente gigante, uma python, um dragão’),
provavelmente de δέρκομαι (dérkomai, ‘eu vejo
claramente’).
58
(‘delírio, miragem, ilusão’). Parente do saxão antigo
gidrog (‘delírio’) e alto-alemão antigo bitrog
(‘delírio’), gitrog (‘fantasma’).
Podendo também ser chamado de draug,
vem da mitologia nórdica como uma criatura que
ressurge após a morte (morto-vivo). Seriam
parecidos com os zumbis.
59
duende - substantivo masculino. Termo emprestado
do espanhol duende, do espanhol antigo duen de
casa (‘dono de casa’).
Um duende é uma criatura do folclore
ibérico, latino-americano e filipino, conceituado
como um espírito travesso que habita uma casa.
60
Duneyrr - nome, substantivo. Possivelmente
significa ‘trovões nos ouvidos’. Para demais
definição e significado, ver a entrada Dáinn.
61
E
eco - substantivo masculino. Emprestado do latim
echō, do grego antigo ἠχώ (ēkhṓ), de ἠχή (ēkhḗ,
‘som’), do proto-indo-europeu *sweh₂gʰ-. Significa
som repetido.
62
Manuscrito da Edda em prosa, escrita por Snorri
Sturluson no século XIII
63
Eikþyrnir - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo Eikþyrnir, de origem incerta.
Na mitologia nórdica, Eikþyrnir (ou
Eikthyrnir) é um veado que permanece de pé sobre
o Valhalla.
64
Na mitologia nórdica, o elfo é um espírito
luminoso que preside sobre a natureza e fertilidade,
morando no mundo Álfheim (Terra dos Elfos).
65
do Sindarin para exílios alto-élficos, e rond, baseado
no élfico primitivo rondo, que significa ‘caverna’.
Num ensaio provavelmente escrito entre
1959 e 1960, J. R. R. Tolkien traduziu o nome
como ‘Estrela-domo’. Os elementos Sindarin são el
(‘estrela’) e rond (‘um teto abobadado ou curvado,
os céus’). Num ensaio sobre “O Problema de Ros”
(versão inglesa The Problem of Ros) escrito em 1969
ou depois, J. R. R. Tolkien traduziu o nome como
‘estrela-domo’, observando que foi dado por Elwing
em memória de Menelrond, o Hall do Trono de
Elwë. Elrond foi também traduzido como ‘Abóbada
dos Céus’. Numa carta de 1972, J. R. R. Tolkien
escreveu que o nome Elrond significa ‘A abóbada
das estrelas’.
Na obra O Senhor dos Aneis de J. R. R.
Tolkien, Elrond foi um meio-elfo filho de Eärendil e
Elwing, pai de Arwen e Lorde de Rivendell. Ele
lutou consistentemente contra Sauron na Segunda
e Terceira Eras. Tem um irmão gêmeo de Elros, que
depois se tornara o primeiro rei de Númenor.
66
Ele aparece nas obras de Tolkien O Hobbit, O
Senhor dos Aneis, O Silmarillion e Contos
Inacabados. Foi um personagem crítico ao ajudar
Thorin e sua companhia a entrar na Montanha
Solitária, assim como o Conselho de Elrond trouxe
a criação da Sociedade do Anel.
67
energia - substantivo feminino. Vem do latim
energīa (‘energia’), do grego antigo ἐνέργεια
(enérgeia, ‘ação, ato, trabalho’), de ἐνεργός (energós,
‘ativo’), de ἐν (en, ‘em’) + ἔργον (érgon, ‘trabalho’),
do proto-indo-europeu wérǵom, de werǵ- (‘fazer’) +
-om (sufixo).
68
épico - substantivo masculino. Vem do latim epicus,
do grego antigo ἐπικός (epikós), vindo de ἔπος (épos,
‘palavra, história’).
69
eucatástrofe - substantivo feminino. Vem de eu- +
catastrophe, cunhado pelo autor inglês J. R. R.
Tolkien em 1944. O prefixo eu- vem do grego antigo
εὖ (eû, ‘bem, bom’). A palavra catastrophe vem do
grego antigo καταστροφή (katastrophḗ), de
καταστρέφω (katastréphō, ‘eu faço uma reviravolta’),
de κατά (katá, ‘baixo, contra’) + στρέφω (stréphō, ‘eu
torno’).
70
F
fábula - substantivo feminino. Termo emprestado
do latim fābula, de for, fā- (‘falar, dizer’) + -bula
(sufixo). O termo for, fā- vem do proto-itálico fāōr,
do proto-indo-europeu bʰéh₂ti (‘falar’).
71
Fáfnir - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo, que significa ‘o abraçador’.
Na mitologia nórdica, Fáfnir é um dragão
morto por Sigurd, a versão nórdica do herói
germânico Siegfried. Na Völsunga saga, Fáfnir
matou seu pai, Hreithmar, para obter um vasto
montante de ouro, que Hreithmar teria pedido a
Odin como compensação pela perda de um de seus
filhos.
Cheio de ganância, Fáfnir se transformou
num dragão para vigiar o seu tesouro e,
posteriormente, foi morto pelo jovem herói Sigurd.
72
fantasia - substantivo feminino. Termo emprestado
do latim phantasia, do grego antigo φαντασία
(phantasía). Significa aparência, percepção,
impressão; imagem, de φᾰ́ντᾰσῐς (phántasis) + -ῐ́ᾱ
(-íā, sufixo usado para formar substantivos
femininos abstratos). Φᾰ́ντᾰσῐς (Phántasis) deriva de
φᾰντᾰ́ζω (phantázō, 'fazer visível, apresentar; tornar
visível, aparecer; imaginar'), vindo de φαίνω (phaínō,
'aparecer, revelar; brilhar'), vindo, por último, do
proto-indo-europeu *bʰeh₂- ('brilhar').
73
*dʰeh₂u-.
O fauno é uma figura da mitologia romana
representada por um homem com corpo de bode.
74
Fenrir - nome, substantivo masculino. Emprestado
do nórdico antigo Fenrir (‘morador do pântano’),
Fenrisúlfr (‘lobo Fenris’).
Na mitologia nórdica, Fenrir é um lobo
monstruoso. Ele é atestado na Edda em verso,
compilada no século XIII a partir de fontes
tradicionais anteriores, na Edda em prosa e na
Heimskringla, escritas no século XIII por Snorri
Sturluson.
Fenrir é o pai dos lobos Skoll e Hati, é um
filho de Loki, e é pressagiado para matar o deus
Odin durante os eventos do Ragnarök, mas por sua
vez, ser morto pelo filho de Odin Vidar.
75
fera - substantivo feminino. Do latim fera, de ferus,
do proto-itálico *feros, do antigo *xʷeros, do
proto-indo-europeu *ǵʰwéros, vindo de *ǵʰwer-
(‘animal selvagem’).
76
Forseti - nome, substantivo. Do nórdico antigo
forseti (‘aquele que preside, anfitrião’).
Na mitologia nórdica, Forseti é o deus da
justiça, meditação e conhecimento interior. É
também uma força de paz. Ele é filho dos deuses
Balder e Nanna. Sua casa é o palácio de ouro Glitnir
(que significa ‘brilhante’).
Forseti se sentava em sua sala distribuindo
justiça e resolvendo as disputas de deuses e homens.
Forseti prometeu que, em todas as decisões em seu
tribunal, ambas as partes estariam sempre de
acordo.
77
fossegrim - substantivo masculino. Deriva do
norueguês fosse (‘cachoeira’) e grim, termo usado no
folclore nórdico para descrever seres sobrenaturais.
No folclore escandinavo, fossegrim pode ser
chamado apenas de grim na Noruega ou
Strömkarlen na Suécia. É um espírito da água que
toca violino, especialmente o Hardanger.
É descrito como um violinista talentoso, e
pode inclusive ensinar a outros essa habilidade em
troca de oferta de alimentos feita na noite de
quinta-feira em segredo.
78
Frey - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo Frey, de Freyr, herdado do
proto-germânico *frawjô (‘Lorde, Senhor’).
Também chamado de Frej, Freyr ou Freir,
Frey é um deus nórdico do clã dos Vanes, sendo a
divindade da prosperidade, boas colheitas,
agricultura, casamentos, fertilidade, alegria e paz. É
filho do deus Njörð e irmão gêmeo da deuse Freyja,
sendo casado com a gigante Gerda.
79
Freya - nome, substantivo feminino. Vem do
nórdico antigo Freyja (‘amante, senhora’), do
proto-germânico *frawjǭ (‘senhora’), do
proto-indo-europeu *proHwo-, uma derivação de
*per- (‘ir adiante’).
Freya (ou Freia) é, na mitologia nórdica, a
deusa associada ao amor, beleza, fertilidade, sexo,
guerra, ouro e seiðr (magia para ver e influenciar o
futuro).
Ela está atestada na Edda poética, compilada
no século XIII a partir de antigas fontes
tradicionais; na Edda em prosa e Heimskringla,
compostos por Snorri Sturluson no século XIII; em
diversas sagas de islandeses; na história curta de
‘Sörla þáttr’; na poesia dos skalds; e, dentro da era
moderna, no folclore escandinavo.
80
Freya na caverna dos anões
81
Frigga - nome, substantivo feminino. Vem de Frigg
+ -a, do nórdico antigo Frigg, do proto-germânico
*Frijjō, possivelmente relacionado a *frijōną,
herdado do proto-indo-europeu *priHyéh₂ti, de
*preyH- (‘dar prazer; amar’) + *-yós (sufixo).
Na mitologia nórdica, Frigga é a deusa-mãe
da dinastia Aesir, esposa de Odin, madrasta de
Thor, Meili, Váli e Vidar e mãe de Bragi, Baldur,
Hoder e Hermod, e em algumas versões também é
mãe de Týr e Heimdall.
Frigga é a deusa da fertilidade, do amor e da
união, também protetora da família, das mães e das
donas-de-casa, e símbolo de doçura.
82
Frodo Bolseiro
83
fylgja - substantivo feminino. Vem do nórdico
antigo fylgja (‘companhia’), do germânico *fulgjō
(‘espírito guardião’), de *fulgijaną (‘acompanhar’).
Na mitologia nórdica, a fylgja é um ser
sobrenatural ou espírito que acompanha uma
pessoa em conexão ao seu destino. Podem aparecer
como mulheres em sonhos ou, enquanto acordado,
frequentemente na forma espiritual sem corpo de
um inimigo.
84
G
Galadriel - nome, substantivo feminino. Vem do
Sindarin, idioma élfico criado por J. R. R. Tolkien,
traduzido por ele como ‘donzela coroada com uma
grinalda de forte esplendor’, ‘Donzela coroada com
cabelo brilhante’, ‘grinalda cintilante’, e ‘donzela
coroada com uma grinalda radiante’.
Galadriel consiste de galad (‘luz, esplendor’)
+ rî (‘coroa’). Foi um epessë (apelido) dado à
personagem na sua juventude porque, enquanto se
exercitava, costumava prender seus longos cabelos
dourados como uma coroa.
Na obra O Senhor dos Aneis de Tolkien,
Galadriel é uma donzela de Noldor que viveu na
Terra-Média durante as Três Eras. Ela nasceu em
Aman, como vinda do povo de Noldor, sendo filha
de Finarfin e irmã mais nova de Finrod Felagund
(posteriormente Rei de Nargothrond), Angrod e
Aegnor.
85
Ela é descrita como ‘a mais poderosa e bela
de todas as elfas que permaneceram na Terra-Média’
e ‘a maior de todas as elfas’. Durante a Guerra do
Anel, Galadriel revelou a Frodo Bolseiro que ela
carregava Nenya (um dos Anéis do Poder). Após a
Guerra, ela é autorizada a voltar para Valinor.
86
construções altas e afugentam espíritos malignos
com seu rugido e suas expressões distorcidas
durante as horas da madrugada.
87
Desenho do século XIX de um gato
88
Gandalf - nome, substantivo masculino. Da
mitologia nórdica antiga Gandalfr (‘elfo com um
cajado mágico’). Vem de gandr (‘cajado mágico’) +
alfr (‘elfo’).
Nome pertencente ao mago Gandalf da obra
de J. R. R. Tolkien O Senhor dos Aneis. O
personagem possui outros nomes como
Mithrandir em élfico, Incánus nos idiomas do sul
da Terra-Média e Tharkûn no idioma dos anãos.
89
Gefjon - nome, substantivo feminino.
Possivelmente, vem do nórdico antigo gefa ‘dar,
ceder’, podendo ser traduzido como ‘Doadora’ ou
‘A Generosa’.
Também chamada de Gefjun ou Gefion,
Gefjon é uma deusa nórdica Vanir, associada ao
arado, à ilha dinamarquesa de Zelândia, ao lendário
rei sueco Gylfi, ao lendário rei dinamarquês Skjöldr,
à presciência, aos seus bois criados e à virgindade.
90
gênio - substantivo masculino. Do latim genius e,
por último, do proto-indo-europeu *ǵenh₁- (‘gerar’),
talvez através do latim antigo genō (‘gerar, dar à luz;
produzir, causar’).
91
Gerda - nome, substantivo feminino. Variante
latinizada do escandinavo Gerd, do nórdico antigo
Gerðr, de garðr (‘jardim’), com significado mais
antigo de ‘proteção’.
Na mitologia nórdica, é uma gigante e uma
deusa muito inteligente e bela, filha de Gymir e
Aurboða. É casada com Frey, com quem teve um
filho, Fliolmo. É irmã de Beli, o qual fora morto por
Frey.
92
Na obra literária escrita por J. R. R. Tolkien
O Senhor dos Aneis, Gimli é um anão da Casa de
Durin. Ele participa da Sociedade do Anel,
ajudando Frodo Bolseiro na sua jornada para
destruir o Um Anel. Gimli era filho do anão Glóin,
um dos companheiros de Bilbo Bolseiro em O
Hobbit.
93
gnomo - substantivo masculino. Emprestado do
latim moderno gnomus, usado por Paracelsus como
um sinônimo para pygmaeus (‘pigmeu’). O termo
gnomus é possivelmente um composto do grego
antigo γῆ (gê, ‘terra’) e νομός (nomós, ‘morar’).
94
possivelmente uma mistura do holandês antigo
kobeholdo (‘gobling’) e o latim tardio cobalus
(‘goblin da montanha’), do grego antigo κόβαλος
(kóbalos, ‘goblin’).
95
golem - substantivo. Do hebraico ( גולם \ ֹּגלֶםgólem).
É uma criatura humanoide feita de qualquer
matéria inanimada anterior, como madeira ou
pedra, animados com magia.
96
gremlin - substantivo masculino. De etimologia
incerta. Pode ser uma variante de goblin. Pode vir do
irlandês gruaimín (‘pequena pessoa sombria’); ou
do holandês gremmelen (‘encardir, manchar;
estragar’).
O gremlin é uma criatura imaginária com
reputação de ter inclinações travessas, como por
exemplo, danificar ou desmantelar maquinários.
97
folclore brasileiro, ele é os olhos de um pequeno
índio que foi mordido por uma serpente quando
apanhava frutos na floresta.
98
Na mitologia nórdica, Gullveig é uma deusa
Vanir bruxa que era a mais vaidosa de todos os
deuses nórdicos, amando o ouro acima de tudo. Por
isso, usava sua onipotência em magia para conseguir
o que queria.
99
H
hafgufa - substantivo feminino. Vem do nórdico
antigo haf (‘mar’) + gufa (‘vapor’), significando
então ‘vapor-do-mar’).
Na mitologia nórdica, é uma criatura
marinha que vive nas águas da Islândia e na direção
sul de Helluland. Ela usa sua própria isca feita de
uma espécie de vômito para pescar.
100
folhagem da árvore Læraðr, produzindo hidromel
de suas mamas para o einherjar (exército do
Valhalla).
101
Heimdall sopra Gjallarhorn
102
herói - substantivo masculino. Vem do latim hērōs
(‘herói’), do grego antigo ἥρως (hḗrōs, ‘semi-deus,
herói’), do proto-indo-europeu ser- (‘vigiar,
proteger’).
103
hipnose - substantivo feminino. Vem do grego
antigo ὕπνος (húpnos, ‘dormir’) + -ose. ὕπνος
(húpnos) vem do protogrego húpnos, do
proto-indo-europeu supnós, de swep- (‘dormir’) +
-nós. Cognato com o sânscrito स्वप्न (svápna).
Significa estado de transe.
104
secundário entre os que habitam a Terra Média.
Possuem cerca de metade da altura humana média e
são ocasionalmente conhecidos como halflings.
Seus pés têm solas de couro resistentes (portanto,
não precisam de sapatos) e são cobertos por cabelos
crespos.
Eles vivem descalços e tradicionalmente
moram em casas subterrâneas que têm janelas,
construídas nas encostas das colinas, embora outros
morem em casas desenterradas.
105
Hœnir - nome, substantivo masculino. Emprestado
do nórdico antigo Hǿnir, de etimologia incerta.
Possivelmente vem do proto-germânico *hauhnijaz
(‘aquele que é alto’), ou do proto-germânico
*huhnijaz (‘aquele que é branco’).
Na mitologia nórdica, Hœnir era um
membro da família dos deuses Aesir e irmão de
Odin.
Foi enviado para viver com os deuses Vanir,
como prova de boa vontade, depois que a paz foi
declarada entre eles e os Aesir.
106
Huggin - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo Huginn (‘pensamento’).
Na mitologia nórdica, Huginn e Muninn são
um par de corvos que voam sobre o mundo
Midgard e trazem informações para o deus Odin.
107
I
Iaçá - nome, substantivo feminino. Do tupi aiasá,
que significa ‘fruta que chora’.
De acordo com o folclore paraense, existia
uma tribo indígena muito numerosa na Amazônia.
Época que os alimentos estavam escassos, sendo
difícil conseguir comida para todos. Então, o
cacique Itaki tomou uma decisão cruel. Resolveu
que, a partir daquele dia, todas as crianças
recém-nascidas seriam sacrificadas, evitando o
aumento populacional desta tribo.
Um dia a filha do cacique, chamada Iaçá,
gerou uma menina que também teve que ser
sacrificada. Iaçá então desesperada, chorou de
saudades várias noites. Ficou vários dias
enclausurada em sua oca e pediu a Tupã que
mostrasse ao seu pai outra maneira de ajudar o
povo, sem o sacrifício das crianças.
108
Certa noite de lua, Iaçá ouviu um choro de
criança. Aproximou-se da porta da oca e viu sua
filhinha sorridente, ao pé de uma grande palmeira.
Ao abraçar-lhe, misteriosamente a filha desapareceu.
Iaçá, inconsolável, morreu de tanto chorar.
No dia seguinte, seu corpo foi encontrado abraçado
ao tronco da palmeira. Porém, no rosto, trazia,
ainda, um sorriso de felicidade. Seus olhos estavam
em direção ao alto da palmeira, que se encontrava
carregada de frutinhos escuros.
Itaki, então, mandou que apanhassem os
frutos, de onde obteve um vinho avermelhado que
batizou de Açaí (Iaçá invertido), em homenagem a
sua filha . Alimentou seu povo e, a partir deste dia,
suspendeu os sacrifícios
109
Outra versão considera que Iara viria do
norueguês antigo, de Jardar que significa ‘um bom
ano, uma boa colheita’.
Segundo o folclore brasileiro e a mitologia
tupi-guarani, Iara é uma linda sereia que vive no rio
Amazonas. Sua pele é parda e ela era uma mulher de
origem indígena antes de ter sido transformada em
sereia.
110
Iduna - nome, substantivo. Provavelmente vem do
nórdico antigo Iðunn, de ið- (‘de novo, repetido’) e
unna (‘amar’).
Na mitologia nórdica, Iduna (ou Iðunn e
Idun) era a esposa de Bragi e deusa da poesia.
111
imaginação - substantivo feminino. Vem do latim
imāginātiōnem, imāginor +-tiō. O termo imāginor
vem de imāgō (‘imagem; semblante’), do
proto-itálico imā + -āgō, do proto-indo-europeu
h₂eym- (‘imitar’).
112
J
Jaci - nome, substantivo feminino. Do tupi Ya-cy ou
Ia-cy, que significa ‘mãe dos vegetais’.
Na mitologia tupi, Jaci é a deusa Lua,
protetora das plantas, dos amantes e da reprodução.
113
ertha, alto-alemão antigo erda, gótico 𐌰𐌹𐍂𐌸𐌰
(airþa).
Na mitologia nórdica, Jörd foi uma das
esposas e grandes amores de Odin, e os dois tiveram
dois filhos nomeados Thor e Meili.
114
Jörmungandr - nome, substantivo. Emprestado do
nórdico antigo Jǫrmungandr, de jǫrmun- (‘imenso;
grande’) + gandr (‘entidade alongada’), do
proto-germânico *ermunaz + *gandaz.
Na mitologia nórdica, Jörmungandr é a
Serpente do Mundo ou a Serpente de Midgard,
uma cria de Loki, a qual é jogada ao oceano por
Odin, mas cresce e se enrola no mundo. É
finalmente derrotada por Thor no Ragnarök.
115
jötunn - substantivo masculino. Vem do nórdico
antigo jǫtunn, do proto-germânico *etunaz
(‘gigante, comedor’), de *etaną (‘comer’), do
proto-indo-europeu *h₁ed- (‘comer’). Cognato com
o sueco jätte, dinamarquês jætte, norueguês jotnar,
jotne.
Os jötnar (plural de jötunn) são membros de
uma tribo de espíritos da natureza com poderes e
habilidades sobre-humanas, que se opõem aos
deuses Aesir e Vanir. Eles vivem em Jǫtunheim.
116
K
Kraken - nome, substantivo masculino. Emprestado
do norueguês kraken, do nórdico antigo kraki
(‘arpéu de madeira’, literalmente ‘ganchinho: algo
com gancho’), proto-germânico *krankaz
(‘enganchado’).
O Kraken é um lendário monstro-do-mar
que se dizia aparecer entre os mares da Noruega e da
Islândia. Na mitologia nórdica, é uma espécie de
lula ou polvo gigante que ameaçava os navios.
117
Kvasir - nome, substantivo masculino. Do nórdico
antigo Kvasir, de etimologia desconhecida.
Na mitologia nórdica, depois da guerra entre
os deuses Aesir e Vanir, todos esses deuses juntaram
as salivas em sinal de paz, resultando desta junção
um deus da raça Vanir extremamente sábio, o deu
Kvasir.
Kvasir foi morto pelos irmãos anões Fjalar e
Galar. Os irmãos tiraram-lhe o sangue e
misturaram-no com mel, resultando um hidromel
que inspirava os poetas, o hidromel da poesia, que
guardavam no Odrörir.
118
L
lágrima - substantivo feminino. Vem do latim
antigo dacrima e/ou dacruma, do
proto-indo-europeu dáḱru-. Significa gota ou fluido
secretado pelos olhos.
119
Na mitologia nórdica, são espíritos da terra,
presentes também nas crenças do paganismo
nórdico, como a religião Ásatrú. São espíritos
protetores da natureza e podem se apresentar em
diferentes formas. São muito respeitados e ofertados
em rituais ligados a essa cultura.
120
Legolas - nome, substantivo masculino. Tem origem
no idioma élfico Sindarin criado pelo escritor J. R.
R. Tolkien. Vem Sindarin puro Laegolas, que
significa ‘folha verde’. Consiste nas palavras laeg
(‘verde’) e golas (‘coleção de folhas, folhagens’). A
tradução para o Quenya, outro idioma élfico criado
por J. R. R. Tolkien é Laiqualassë.
121
leprechaun - substantivo masculino. Vem do
irlandês leipreachán, luprachán, do irlandês médio
luchrupán, do irlandês antigo luchorpán.
Demais etimologia é disputada; é
tradicionalmente explicada como um composto
contendo lú (‘pequeno’, do proto-indo-europeu
*h₁lengʷʰ-) + corp (‘corpo’, que vem do latim
corpus). No entanto, uma sugestão alternativa é que
deriva do latim Lupercī (‘sacerdotes de Lupercus’),
que foi mal interpretado como uma espécie antes
do dilúvio pelo escolásticos medievais irlandeses.
Conhecido também como leprecau ou
sapateiro, é uma figura mitológica do folclore da
Irlanda, apresentado como um pequeno homem de
30 a 50 cm de altura.
Ele está sempre ocupado trabalhando num
único pé de sapato no meio das folhas de um
arbusto ou “sob uma folha de labaça”. Ele é tido
como o sapateiro do povo das fadas e diz-se que
fazem só dois sapatos por ano.
122
Leprechauns são também conhecidos pelos
nomes de Tumores, Duendes ou Gnomos.
123
lindwyrm - substantivo feminino. Cognato com o
nórdico antigo linnormr (‘serpente constritora’),
norueguês lindorm (‘serpente’) e alemão Lindwurm
(‘dragão’). De origem incerta.
Também conhecido como lindworm,
lindorm ou linnormr, é conhecida na mitologia
nórdica e germânica como uma serpente ou dragão.
124
livro - substantivo masculino. Vem do
galego-português antigo livro, emprestado do latim
librum, do latim antigo loeber, do proto-itálico
louðeros (‘livre’), do proto-indo-europeu
h₁léwdʰeros, de h₁lewdʰ- (‘povo’).
125
Também chamado de licantropo, é um ser
lendário presente em diversas mitologias, com
origens na Grécia. Trata-se de um humano que se
transforma durante o lobo durante a lua cheia,
voltando a sua forma original ao amanhecer. No
Brasil, geralmente é dito que o sétimo filho homem
depois de seis filhas mulheres se tornaria um
lobisomem.
126
lobo - substantivo masculino. Vem do
galego-português antigo lobo, do latim lupus
(‘lobo’), vindo de idioma osco-úmbrico, do
proto-itálico *lukʷos (‘lobo’), do
proto-indo-europeu *wĺ̥kʷos.
É um animal mamífero e carnívoro da família
dos canídeos e do gênero Canis. Geralmente tem
um porte maior em relação às demais espécies de
canídeos, sendo grandemente comunicativos e
sociáveis entre eles.
127
Lobo-Guará - nome, substantivo masculino. Para a
etimologia de Lobo, ver a entrada lobo. O termo
Guará ou aguará se origina do tupi-guarani
agoa’rá, ‘pelo de penugem’.
O animal lobo-guará, também chamado de
guará, aguará, iguaraçu, lobo-de-crina, lobo-de-juba
e lobo-vermelho é uma espécie de canídeo endêmico
da América do Sul. Ele parece uma raposa, mas não
é raposa e nem lobo. É a única espécie do gênero
Chrysocyon. Ele ocorre em savanas e áreas abertas no
centro do Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia,
sendo um animal típico do Cerrado. Foi extinto em
parte de sua ocorrência ao sul, mas ainda deve
ocorrer no Uruguai.
Já no folclore brasileiro, nas lendas que
surgem próximo à região do Cerrado, acredita-se no
Lobo-Guará que, por suas características
misteriosas e parecer muito manso, tem o poder de
hipnotizar as suas vítimas, que ficam sem se mover.
128
Também há a crença de que o Lobo-Guará
habita um mundo paralelo e, por isso, some do
olhar dos caçadores que querem matá-lo. São
diversas histórias que povoam os lugares onde vive o
Lobo-Guará, dando conta da sua capacidade de
dominar as presas e “fugir do mundo real dos
humanos”.
129
proto-germânico *lugô, que significa ‘chama’). Hoje
se vê como vindo do nórdico antigo lok (‘tranca’),
equivalente a lok + -i, do proto-germânico *luką
(‘tranca’), do proto-indo-europeu *lewg- (‘tornar,
dobrar’), conectando seu nome a emaranhamento.
Na mitologia nórdica, Loki é conhecido
como o deus da trapaça e da travessura e do fogo,
estando também ligado à magia e poder assumir a
forma que quiser.
Ele não pertence aos Aesir, embora viva com
eles. É frequentemente considerado um símbolo da
maldade, traiçoeiro, de pouca confiança.
130
Lyngbakr - nome, substantivo masculino. Vem do
islandês lyngbakr, de lyngi (‘urze’) + bak (‘costas’),
algo como ‘costas-de-urze’.
Na mitologia nórdica, é o nome de um
monstro-marinho parecido com uma gigante baleia,
reportado na saga Örvar-Odds como tendo existido
no mar da Groenlândia. De acordo com a saga,
Lyngbakr atrairia os navegantes do mar ao
posicionar a sua ilha coberta-de-urze e, quando toda
a tripulação descia sobre suas costas, ela os afundava
e afogava no mar.
131
M
maça - substantivo feminino. Do galego-português
antigo maça, do latim tardio mattia ou latim vulgar
*mattea, provavelmente do latim mateola, do
proto-indo-europeu *mat (‘enxada, arado’).
Pode também ser chamada de clava, a maça
costuma ser uma arma formada por um cabo
comprido, com uma pesada bola de ferro dentada,
numa das extremidades.
132
maçã - substantivo feminino. Do galego-português
antigo maçãa, do latim vulgar māla Mattiāna
(literalmente ‘maçãs de Mácio’).
133
machado - substantivo masculino. Termo herdado
do latim marculātus, vindo de marculus (‘martelo’).
134
Significa ‘mágica, feitiçaria’.
135
O Encantador Merlin por Howard Pyle
136
Na mitologia nórdica, Máni é o deus da Lua,
irmão da deusa Sól, filhos de Mundilfari e Glaur.
Máni era seguido pelos céus pelos irmãos Hjúki e
Bil; juntos representam as três fases da lua. Era
constantemente perseguido pelo lobo Hati e a sua
irmã por Skoll. O seu destino no Ragnarök é ser
devorado por Hati.
A sua existência é atestada no Völuspá, da
Edda poética, e também no Skáldskaparmál, Edda
em prosa, em que Sól é mencionada no capítulo 26
como “irmã de Máni”, e no capítulo 56 são dados
nomes à Lua crescente, minguante, contadora de
anos, brilhante, crepúsculo, reluzente e entre
outros.
137
Mani - nome, substantivo feminino. Vem do termo
tupi mãdi'og, mandi-ó ou mani-oca, que significa
‘casa de Mani’, sendo Mani a deusa benfazeja dos
guaranis que se transforma em mandioca.
No folclore brasileiro indígena, Mani era
uma índia da tribo tupi, cuja mãe, filha do cacique,
engravidou-se sem casar e sem saber o progenitor,
trazendo muita tristeza para o chefe da tribo. Após
um sonho, o cacique passa a acreditar que sua filha
conta a verdade e que continua pura.
Certo dia de manhã, Mani é encontrada
morta por sua mãe, ainda com um semblante
sorridente. A mãe de Mani a enterrou dentro de sua
oca e suas lágrimas de tristeza regavam a terra.
Dias depois, nesse mesmo local, nasceu uma
planta diferente e, ao perceber que a terra rachava, a
mãe de Mani começou a cavar para encontrar a sua
filha com vida. No entanto, encontrou uma raiz, a
mandioca.
138
Mapinguari - nome, substantivo masculino.
Sugere-se ser uma contração do tupi mbaé-pi-guari,
‘a coisa que tem o pé torto, retorcido, ao avesso’.
No folclore brasileiro, o Mapinguari é um
personagem monstruoso que habita a floresta
amazônica e possui as seguintes características
físicas: estatura alta (cerca de 2 metros); corpo
coberto de pelos vermelhos; apenas um olho grande
no centro da cabeça; possui uma boca grande e
dentes afiados na barriga; braços longos; e garras
grandes nas mãos.
A criatura também usa uma armadura com o
casco da tartaruga para se defender. Mata qualquer
bicho da floresta, além do humano que cruzar seu
caminho. Caça de dia e dorme à noite. Ela não é
silenciosa, emite gritos altos e consistentes, e corre
pelas matas quebrando galhos, derrubando árvores
e deixando rastro de destruição. Alguns acreditam
que ela só foge quando vê o bicho-preguiça.
139
Ilustração de Mapinguari por Charles Mos
140
marmennill - substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo marmennill (‘tritão’).
No folclore escandinavo, o marmennill
(também conhecido como marmandill, marbendill
ou margmelli) é um tritão que geralmente aparece
nas histórias como sendo, acidentalmente, pescado
do mar. A criatura é tipicamente conhecida por sua
habilidade de ver o futuro ou de senão revelar
conhecimento oculto, frequentemente rindo
quando vê os outros agindo feito tolos.
141
martelo - substantivo masculino. Vem do
galego-português antigo martelo, do latim tardio
martellus, diminutivo de martulus, variante do
latim marculus, ou alternativamente baseado em
malleus. O termo marculus talvez venha do
proto-indo-europeu melh₂tlo-, de melh₂- (‘triturar’).
142
pousa sobre os muros e telhados das casas e se põe a
assobiar. Ela só para quando o morador, já muito
enfurecido pelo estridente assobio, promete a ela
algo para que pare (geralmente tabaco, mas também
pode ser café, cachaça ou peixe). Dessa forma, a
matinta para e voa, e no dia seguinte vai até a casa
do morador pertubado para cobrar o combinado.
Caso o prometido seja negado, uma desgraça
acontece na casa do que fez a promessa não
cumprida.
143
Meili - nome, substantivo. Vem do nórdico antigo
meili (‘aquele que é amável’).
Na mitologia nórdica, Meili é um deus filho
de Odin e Jörð, e irmão do deus Thor.
144
Mímir - nome, substantivo masculino. A etimologia
geralmente aceita entre os filólogos é do
proto-indo-europeu *(s)mer- (‘pensar, lembrar,
refletir’).
Na mitologia nórdica, Mímir (também
chamado de Mim), reconhecido por seu
conhecimento e sabedoria, é decapitado durante a
guerra Aesir-Vanir.
145
Minotauro - nome, substantivo masculino. Do
grego antigo Μινώταυρος (Minṓtauros), de Μίνως
(Mínōs, ‘Minos, o rei de Creta’) + ταῦρος (taûros,
‘touro, boi’). O termo Μίνως (Mínōs) significa ‘rei’
no grego antigo de Creta, possivelmente
relacionado ao sânscrito मनिु (muni, ‘asceta’)
(estando de acordo com a lenda de Minos, o qual
vivia nas cavernas de Creta), o que sugere uma
origem proto-indo-europeia comum.
Personagem presente em diversas histórias da
Grécia Antiga que teria o corpo de um homem e a
cabeça de um touro. Segundo a mitologia, ele
moraria no centro de um labirinto projetado por
Dédalo e Ícaro.
146
místico - substantivo masculino. Emprestado do
latim mysticus, do grego antigo μυστικός (mustikós,
‘segredo, místico’), vindo de μῠ́ στης (mústēs,
‘alguém que foi iniciado’) + -ῐκός (-ikós), de μυέω
(muéō, ‘eu inicio’), de μῡ́ ω (mū́ō, ‘eu fecho’).
147
Mordor - nome, substantivo feminino. Vem do
Sindarin, idioma élfico criado por J. R. R. Tolkien,
que significa ‘Terra Preta’. Seu composto é MOR-
(‘preto, obscuro’) e dôr (‘terra’). Seu nome em
Khuzdul era Nargûn, que contém o elemento narg
(‘preto’).
Na Terra-Média, criada por Tolkien, é a terra
ao leste de Gondor. Durante a maior parte da
Segunda e Terceira Eras, foi dominada por Sauron.
148
proto-itálico *kaput, do proto-indo-europeu
*káput-, de *kap- (‘apreender, segurar’).
A mula-sem-cabeça é uma personagem do
folclore brasileiro que, segundo as lendas, seria o
fantasma de uma mulher amaldiçoada por se
relacionar com um padre. É descrita como uma
mula com fogo no lugar da cabeça, que cavalga
desde o pôr do sol de quinta-feira até o nascer do sol
de sexta-feira
149
Munnin - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo Munnin (‘memória’ ou ‘mente’).
Na mitologia nórdica, Huginn e Muninn são
um par de corvos que voam sobre o mundo
Midgard e trazem informações para o deus Odin.
150
N
Nanna - nome, substantivo. De etimologia incerta. Na
mitologia nórdica, Nanna Nepsdóttir é a deusa
associada ao deus Baldr.
151
local narrativo para As Crônicas de Nárnia, uma série de
sete livros infantis. Em Nárnia, alguns animais podem
falar, as criaturas mitológicas abundam e a magia é
comum.
152
Negrinho vai em busca do cavalo do baio
perdido, mas não consegue capturá-lo e, dessa maneira,
o fazendeiro o castiga com muitas chibatadas. Decide
então lançar o Negrinho num formigueiro, certo de que
morreria lá.
No outro dia, o fazendeiro se depara com o
garoto montado no seu cavalo, sem nenhum ferimento
no corpo. Ao lado, estava a Virgem Maria. Muito
arrependido, o fazendeiro pede perdão, mas Negrinho
sai galopando feliz e livre no cavalo baio.
153
O Lago Ness (Loch Ness) é um lago grande,
profundo e de água doce nas Terras Altas da Escócia,
Reino Unido. Ele é conhecido por alegados
avistamentos do Monstro do Lago Ness, também
chamado carinhosamente de Nessie. Sua aparência seria
a de um réptil marinho com quatro nadadeiras e um
longo pescoço, semelhante a um plesiossauro.
154
Nidhogg - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo Níðhöggr, que significa ‘O Percutor da
Malícia’.
Na mitologia nórdica, é o enorme dragão
serpente que vive em Niflheim, o mundo inferior
nórdico. Ele rói as raízes mais fundas da árvore do
mundo, Yggdrasil, com o objetivo de a destruir,
aguardando o Ragnarök.
155
nixie - substantivo feminino. Vem do alemão Nixe,
feminino de nix, do alto-alemão médio nickes, do
alto-alemão antigo nihhus (‘elfo-da-água’, ‘crocodilo’),
do proto-germânico *nikwus, *nikwis, talvez do
proto-indo-europeu *neygʷ- (‘lavar’). Cognato com o
inglês antigo nicor (‘elfo-da-água, hipopótamo, morsa’),
inglês nicker.
No folclore escandinavo e germânico, a nixie
pode ser chamada de nixy, nix, näcken, nicor, nøkk e
nøkken. São espíritos da água humanoides e que,
frequentemente, mudam de forma.
156
Njord - nome, substantivo masculino. Vem do nórdigo
antigo Njǫrðr, do proto-germânico *Nerþuz, de origem
desconhecida, mas possivelmente do
proto-indo-europeu *h₂nḗr (‘poder, vitalidade, força’).
Cognato com o feroês Njørður e o islandês Njörður.
Na mitologia nórdica, Njord é o deus Vanir dos
Mares, dos ventos e da fertilidade, filho de Odin. Njord
era casado com Skadi, assim como era o pai de Freyja, a
deusa do amor, e de Frey, deus da fertilidade.
157
Na mitologia nórdica, as Nornas são três anciãs
que moram em uma das raízes de Yggdrasil. Tem como
função tecer o destino dos deuses e homens e zelar pelo
cumprimento e conservação das leis que regem as
realidades dos homens, dos Aesires, dos elfos, dos anões
etc.
158
novela - substantivo feminino. Vem do italiano novella
(‘aventura’), do latim novella, feminino de novellus
(‘novo; fresco’), de novus (‘novo’), do
proto-indo-europeu néwos.
A novela é um gênero literário que consiste em
uma narrativa de caráter breve, sendo, porém,
considerado o gênero entre o conto, de menor extensão,
e o romance, de maior extensão. Dentre as principais
características desse gênero estão: o número reduzido de
personagens, a sequencialidade dos fatos, a linguagem
objetiva, a narração rápida e a variedade de temas.
159
O
Odin - nome, substantivo masculino. Emprestado
do nórdico antigo Óðinn (de onde vem o islandês
Óðinn, norueguês nynorsk Oden), com relação ao
alto-alemão antigo Wodan e inglês antigo Wōden.
Vem do proto-germânico *Wōdanaz, derivado do
proto-germânico *wōdaz (‘fúria, inspiração
maníaca, furor poeticus’), do proto-indo-europeu
*weh₂t- (‘estar excitado’).
Na mitologia nórdica, Odin é o deus
principal do clã dos deuses Æsir, o clã mais
importante de deuses. É também conhecido como
“Pai de Todos” e “O enviado do Senhor da Guerra”.
É conhecido como o deus da sabedoria, da guerra e
da morte, assim como, em menor escala, da magia,
da poesia, da profecia, da vitória e da caça.
160
Odin disfarçado de andarilho
161
ogro - substantivo masculino. Emprestado do
francês ogre, que vem do latim Orcus (‘deus do
submundo’), do grego antigo Ὄρκος (Órkos). Ver
orc.
162
R. R. Tolkien, do inglês antigo orc, do qual ele
pegou o significado de ‘demônio’. Ambas palavras
tem origem no latim Orcus (‘o submundo; o deus
Plutão’). O termo Orcus vem do latim medieval
Orchus e possui etimologia desconhecida. Alguns
referem o termo ao proto-indo-europeu h₂erk-
(‘segurar, fechar’), e outros ao grego antigo ὅρκος
(hórkos, ‘juramento’), de onde vem o proto-itálico
orkos.
Orc é um monstro mítico maldoso
humanoide, usualmente muito agressivo e verde.
163
P
pai - substantivo masculino. Vem do
galego-português antigo pay, linguajar infantil de
padre, do latim pater (‘pai’), do proto-indo-europeu
*ph₂tḗr (‘pai’).
164
O pirarucu é um dos maiores peixes de água
doce do planeta, nativo da Amazônia. A cor de sua
cauda é vermelha, o que justifica a parte final de seu
nome (urucum, ‘vermelho’).
No folclore brasileiro, o Pirarucu é também
um grande guerreiro indígena que habitou as
planícies amazônicas. Era muito valente, porém
também vaidoso e arrogante. Por conta disso, o
deus Tupã o castiga com uma terrível tempestade
que o lança para o rio. Pirarucu se torna um peixe
grande, escuro, de cabeça chata e cauda vermelha
que serve de alimento para os outros.
165
costuma fazer durante a madrugada e essa lenda
pode estar associada a paralisia do sono.
166
Q
quimera - substantivo feminino. Do latim
Chimaera, do grego antigo Χίμαιρα (Khímaira,
‘monstro mitológico que respira fogo, lício que
cospe fogo ou montanha cilícia’), de χίμαιρα
(khímaira ‘cabra’, de χίμαρος (khímaros, ‘bode’) +
-α (-a)), do proto-indo-europeu *ǵʰey-.
Criatura híbrida da mitologia grega,
geralmente descrita com corpo de leão e três cabeças
(leão, cabra e dragão), cauda de serpente e asas.
Também é capaz de lançar fogo pelas narinas.
167
R
rainha - substantivo feminino. Termo herdado do
galego-portugues antigo reinha, rainha, do latim
rēgīna, do proto-itálico rēgīnā (feminino de rēx,
rēgis). Possivelmente do proto-indo-europeu
h₃rḗǵnih₂, cognato do proto-celta rīganī (‘rainha’),
sânscrito राज्ञी (rā́ jñī, ‘rainha’).
168
Ratatoskr - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo Ratatoskr, contendo dois elementos:
rata- (que vem de rati-, ‘o viajante’) e -toskr
(‘presas’). Pode significar ‘presas do viajante’ ou ‘as
presas escaladoras’).
Seu nome às vezes é anglicizado como
Ratatosk e, na mitologia nórdica, é um esquilo que
corre acima e abaixo na árvore do mundo, Yggdrasil,
espalhando fofocas. Ele espalha insultos entre a
águia Hræsvelgr, que fica no topo de Yggdrasil e o
dragão Nidhoggr, que fica sob suas raízes.
169
rei - substantivo masculino. Herdado do
galego-português antigo rei, do latim rēgem (‘rei’),
do proto-indo-europeu h₃rḗǵs (‘regras’), de h₃reǵ-
(‘endireitar’) + -s (sufixo).
170
S
saci-pererê - substantivo masculino. Pode também
ser chamado de saci-cererê, matimpererê, matita
perê, saci-saçurá e saci-trique.
O termo saci vem do tupi antigo sa'si;
matimpererê vem do tupi matintape’re; e o termo
pererê vem do tupi pererek-a (‘ir aos saltos’).
Personagem popular do folclore brasileiro,
descrito como um menino negro com uma única
perna, usando short e um gorro vermelho, fumando
um cachimbo. Ele pode ser representado como
apenas um espírito brincalhão que gosta de pregar
peças ou como uma entidade maligna.
171
Sæhrímnir - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo, de etimologia incerta.
Na mitologia nórdica, Sæhrímnir é a criatura
morta e comida todas as noites pelos deuses Aesir e
einherjar. O cozinheiro dos deuses, Andhrímnir, é
responsável por abater Sæhrímnir e prepará-la no
caldeirão Eldhrímnir. Depois que Sæhrímnir é
comida, a criatura retorna à vida para prover
sustento no próximo dia.
172
Anfíbio da ordem Anura
predominantemente terrestres, com pele rugosa, e
glândulas paratoides semelhantes a verrugas.
173
Na obra literária O Senhor dos Aneis de J. R.
R. Tolkien, Saruman, o Branco foi o primeiro da
ordem de magos que veio à Terra-Média como
emissário dos Valar na Terceira Era. Por um tempo,
ele foi chefe dos magos, assim como o chefe do
Conselho Branco. No entanto, por sua apreciação
pelo poder de Sauron, sua inveja de Gandalf e sua
insuportável arrogância, Saruman caiu no
mimetismo do Senhor das Trevas, tornando-se o
seu servo.
174
Selkolla - nome, substantivo masculino. Vem do
nórdico antigo e significa literalmente
‘cabeça-de-foca’.
No folclore islandês, Selkolla é um ser
sobrenatural descrito como uma bela mulher que,
às vezes, é vista com uma cabeça de foca.
175
sereia - substantivo feminino. Do galego-português
antigo serẽa, do latim tardio sirēna, do latim Sīrēn
(‘sirene’), do grego antigo Σειρήν (Seirḗn), talvez
originalmente ‘criador de tranças’, do σειρά (seirá,
‘corda’), do proto-indo-europeu *twerH- (‘agarrar,
apreender, fechar’).
Também chamada de sirena, sereias são
criaturas presentes em diversas mitologias descritas
com a parte de cima de uma mulher e a parte de
baixo com cauda de peixe, com poderes e
habilidades que variam de lenda para lenda. A
versão masculina das sereias chama-se tritão.
176
Sif - nome, substantivo feminino. Do nórdigo antigo
sif (‘parente, parenta’), do proto-germânico *sibjō
(‘relação, parentesco’), do pré-germânico
*sebʰi/*sebʰyo, do proto-indo-europeu *s(w)e.
Na mitologia nórdica, Sif é esposa do deus
Thor e mãos dos seus filhos Magni, Modi, Lorride e
Thrud. Se casou primeiramente com o gigante
Orvandil, com quem teve um filho chamado Uller
(“o magnífico”), que é um deus do inverno.
Seu cabelo dourado foi feito pelos anões
(trolls) de forma a enraizar e crescer na sua cabeça
depois que Loki o cortara numa brincadeira.
177
Silfos ou Sílfides são seres mitológicos do ar
na tradição germânica.
178
Na mitologia nórdica, Skadi é uma deusa
jötunn associada à caça, esqui, inverno e
montanhas. Ela é atestada na Edda poética,
compilada no século XIII de fontes tradicionais
anteriores; A Prata Edda e em Heimskringla,
escrito no século XIII por Snorri Sturluson.
179
história do assassinato de Caim contra seu irmão
Abel no Gênese.
Na obra literária O Senhor dos Aneis,
Sméagol é também conhecido como Gollum, uma
criatura (originalmente um hobbit stoor) que
carregou o Um Anel. Ele viveu nas Montanhas da
Perdição na maior parte de sua vida, perdeu seu anel
para Bilbo Bolseiro (no livro O Hobbit) e
acompanhou Frodo Bolseiro e Samwise Gamgee na
jornada para destruir o Um Anel.
180
Sól - nome, substantivo feminino. De etimologia
incerta.
Na etimologia nórdica, Sól (ou Sigel e
Sunna) era a deusa do Sol, uma filha de Mundilfari
e Glaur. Era esposa de Glen e irmã do deus da Lua,
Máni. Tinha dois cavalos Arvak e Alsvid que
puxavam a sua carruagem Alfrodul,
constantemente perseguida pelo lobo Skoll, filho de
Fenrir. O nome Alfrodul, por vezes se referia à
própria deusa.
Sól é morta por Skoll no Ragnarök (a partir
da Edda em prosa, na Edda poética consta que
Fenrir irá matá-la), havendo fontes que dizem que
terá tido uma filha, que continua o seu percursos
nos céus.
181
proto-indo-europeu swópniom, da raiz swep-
(‘dormir’).
182
T
Tanngnjóstr - nome, substantivo masculino. Do
nórdico antigo tanngnjóstr, que significa ‘moedor
de dentes’.
Na mitologia nórdica, Tanngnjóstr e
Tanngrisnir são as cabras que puxam a carruagem
do deus Thor.
183
Tanngrisnir - nome, substantivo masculino. Do
nórdico antigo tanngrisnir, que significa
‘rosnador-de-dentes’.
Para o seu significado, veja a entrada
Tanngnjóstr.
184
Thor sendo vestido de mulher pela deusa Freyja e sua
serviçal, ilustração de Elmer Boyd Smith
185
Thrud - nome, substantivo. Vem do nórdico antigo
Þrúðr (‘força’).
Na mitologia nórdica, é uma das filhas de
Thor e Sif. Ela é “a Regente do Tempo” e era
famosa por sua beleza extraordinária.
186
Geralmente habitam montanhas, florestas, cavernas
ou grutas.
187
Tutu - nome, substantivo masculino. Do
quimbundo quitutu que significa ‘ogro’ ou ‘papão’.
É uma entidade do folclore brasileiro que
perseguia e devorava crianças que não dormiam no
horário correto e não respeitavam os mais velhos. É
uma espécie de bicho-papão.
188
Ilustração de Týr por Wilhelm Wägner
189
U
Uirapuru - nome, substantivo masculino. Vem do
tupi wirapu’ru.
No folclore brasileiro, é um ser descrito
como homem transformado em pássaro, que os
índios consideram o rei do amor.
Diz-se que um jovem guerreiro apaixonou-se
pela esposa de um grande cacique e, por não poder
aproximar-se dela, pediu a Tupã que o
transformasse em um pássaro. Tupã atendeu seu
desejo transformando-lhe em um pássaro
vermelho-telha que à noite cantava para sua amada.
Entretanto, quem notou fora o cacique que,
fascinado, perseguiu o pássaro para prendê-lo, mas o
Uirapuru se escondeu nas entranhas da floresta e o
cacique por lá se perdeu.
À noite, o Uirapuru canta para sua amada,
esperando que ela descubra seu canto.
190
Ilustração do Uirapuru por Bianca Duarte
191
Uller - nome, substantivo. Vem do nórdico antigo
ullr (‘glória’).
Na mitologia nórdica, é o deus da caça, da
justiça, do inverno e também considerado o
patrono da agricultura. Vive em Ydalir e é um
excelente arqueiro e esquiador. É o filho de Sif e
enteado de Thor. Seu pai é Orvandil. A sua mulher
é a gigante Skadi, que se divorciou de Njord.
192
Xilogravura do século XVII de um unicórnio
193
pré-germânico *wr̥tís, do proto-indo-europeu *wert-
(‘tornar, soprar’), do proto-indo-europeu *wer-
(‘tornar, dobrar’).
Na mitologia nórdica, é também chamada de
Urðr ou Urd-a, sendo a deusa do passado. Ela é
representada ao lado das outras nornas, Skuld
(futuro) e Verdandi (presente), geralmente como a
figura de uma mulher ou de um ser mítico que vivia
em Uroarbrunnr. Juntos com as suas irmãs, é
responsável por decidir o destino dos humanos.
194
V
Váli - nome, substantivo masculino. De etimologia
incerta.
Na mitologia nórdica, Váli é um deus filho de
Odin e Rind, que nasceu com o propósito de matar
o deus cego Hoder, pelo assassinato de Balder.
Nasceu também destinado a sobreviver ao
Ragnarök para preservar a cultura viking.
195
Uma valquíria conversa com um corvo nessa gravura
de 1862, por Joseph Swain e Frederick Sandys
196
vampiro - substantivo masculino. Emprestado do
francês vampire ou alemão Vampir e, por último,
do servo-croata vàmpīr, do proto-eslavo *ǫpyrь, de
etimologia incerta, porém com duas hipóteses de
Skok:
● Vem do turco, na forma ubyr ou ubyrly
(‘bruxa ou bruxo’).
● Construção eslava de *u- + *pyřь, ‘voador’.
197
Vé - nome, substantivo masculino. Deriva do nórdico
antigo vé (‘santuário’), do proto-germânico *wīhą
(‘local sagrado, santuário’).
Na mitologia nórdica, Vé (também chamado
de Wiho para os germânicos) era um deus Aesir,
filho de Bestla e Borr. Seus irmãos eram Vili e Odin,
sendo conhecido por dar à humanidade dons da fala
e da palavra.
Na poema Lokasenna, o deus Loki sugere
que Vé teve um caso com Friga, esposa de Odin.
198
Na mitologia nórdica, Vídar ou Vidar é um
dos filhos de Odin. Vídar é associado com a
vingança e dito ter vingado a morte de seu pai ao
matar o lobo Fenrir no Ragnarök.
199
irmãos eram Vé e Odin. Era conhecido por ter dado
à humanidade os dons da emoção, sentimentos e
pensamentos.
200
vitória-régia - substantivo feminino. Do latim
Victoria regia. O termo Victoria vem do latim
victōria, de victor (‘conquistador’). O termo regia
vem do latim rēgia, que significa ‘palácio real’. A
combinação vitória-régia em português pode
significar algo como ‘palácio real da vitória’.
A Lenda da Vitória-Régia pertence ao
folclore brasileiro na cultura do norte do Brasil.
Segundo essa lenda indígena e amazônica, a
vitória-régia, planta aquática símbolo da Amazônia,
vem de uma índia que se afogou após tentar tocar o
reflexo da lua num rio. A deusa Jaci, em vez de
transformar a índia numa estrela, comove-se e a
transforma numa planta aquática, a vitória-régia.
201
X
xadrez - substantivo masculino. Do
galego-português antigo axadrez, enxadrez, do
árabe andalusino ط َر ْنج ْ ( ال َشaš-šaṭranj), do árabe
ْ ( َشšaṭranj, ‘xadrez’), do persa ( شترنگšatrang),
ط َر ْنج
do meio persa 𐭢𐭭𐭠𐭫𐭲𐭠𐭰 (ctlng /čatrang/, “xadrez”),
do sânscrito चतरु ङ्ग (cátur-aṅga, literalmente
‘quatro partes’) (de um exército: rei, elefantes,
cavalos, soldados a pé).
202
W
wendigo - substantivo masculino.Emprestado do
ojíbua wiindigoo, do proto-algonquiano
*wi·nteko·wa (‘coruja; espírito malevolente, monstro
canibal’).
Criatura ou espírito maligno devorador de
homens, nativo das florestas norte-americanas. É
retratado como um monstro humanoide ou como
um espírito que possuiu um humano e o tornou
monstruoso. Wendigos são associados ao assassinato
e à ganância insaciável.
203
Y
yeti - substantivo. Do tibetano གཡའ་དྲེད (g.ya'
dred, ‘urso de pedra’), composto de གཡའ (g.ya',
‘pedregoso ou local pedregoso’) e དྲེད (dred,
‘urso’).
Popularmente conhecido como “abominável
homem das neves”, o yeti é uma criatura que se
assemelha a um macaco gigante de pelagem branca e
supostamente vive nos Himalaias.
204
do Universo e liga nove mundos da cosmologia
nórdica: Mannheim, Godheim, Vanaheim,
Helheim, Svartalfheim, Alfheim, Jotunheim,
Nilfheim e Muspelheim.
205
O Freixo Yggdrasil (1886) por Friedrich Wilhelm
Heine
Ymir - nome, substantivo masculino. Do nórdico
antigo Ymir, do proto-germânico *jumjaz
(‘gêmeo’), do proto-indo-europeu *ym̥H-yo-, de
*yemH- (‘gêmeo’).
Na mitologia nórdica, é também chamado de
Ímer, Imer, Ymer ou Ímer, sendo a primeira
criatura viva, criada diretamente do Ginungagap
pelo calor de Muspelheim e pelo gelo de Niflheim,
que se derreteu e as gotas deram origem ao gigante
Ymir. Ele dormiu e, do seu suor, nasceram todos os
seres, inclusive demônios e duendes, chamados de
trolls. Seus filhos são Thrudgelmir e Bolthorn.
206
Ymir é atacado por seus irmãos Odin, Vili e Vé
207
Z
zumbi - substantivo. Emprestado do quimbundo*
nzumbi (‘fantasma’, ‘espírito’) ou do quimbundo
nzambi (‘deus’). O termo nzambi vem do
proto-bantu *jambe, que significa ‘deus’.
Zumbis são mortos-vivos sem consciência
que se alimentam de carne humana, incluindo
cérebros.
* O quimbundo é uma língua africana falada no
noroeste da Angola, incluindo a província de
Luanda.
208
Glossário por
categorias
Folclore Cuca - pág. 52
brasileiro curupira - pág. 52
Guaraci - pág. 97
Anhangá - pág. 16
guaraná - pág. 97
Bernunça - pág. 31
Iaçá (açaí) - pág. 108
Boitatá - pág. 34
Iara - pág. 109
Boiuna - pág. 34
Jaci - pág. 113
boto - pág. 37
lobisomem - pág. 126
caipora - pág. 43
Lobo-Guará - pág. 128
capelobo - pág. 44
macaxeira - pág. 133
Ceuci - pág. 45
Mani - pág. 138
Chico Rei - pág. 46
Mapinguari - pág.
Cobra Norato - pág.
139
47
Matinta Perera - pág.
corpo-seco - pág. 51
142
209
mula-sem-cabelça - Merlin - pág. 144
pág. 148 Ness - pág. 153
Negrinho do
Pastoreio - pág. 152 Mitologia grega
Pirarucu - pág. 164 e romana
Pisadeira - pág. 165
basilisco - pág. 30
saci-pererê - pág. 171
centauro - pág. 44
Tupã - pág. 187
cérbero - pág. 45
Tutu - pág. 188
ciclope - pág. 47
Uirapuru - pág. 190
fauno - pág. 73
vitória-régia - pág.
Fênix - pág. 74
201
herói - pág. 103
Minotauro - pág. 146
Mitologia celta
quimera - pág. 167
Arthur - pág. 21 unicórnio - pág. 192
banshee - pág. 29
bruxa - pág. 40 Mitologia
elfo - pág. 64 nórdica
fada - pág. 71
Aegir - pág. 9
gremlin - pág. 97
Auðr - pág. 24
leprechaun - pág. 122
210
Auðumbla - pág. 24 Fáfnir - pág. 72
Balder - pág. 27 Fenrir - pág. 75
Bifrost - pág. 32 Forseti - pág. 77
fossegrim - pág. 78
Bragi - pág. 39
Frey - pág. 79
brunnmigi - pág. 40
Freya - pág. 80
Búri - pág. 41 Frigga - pág. 82
Dag - pág. 54 Fulla - pág. 83
Dáinn - pág. 56 fylgja - pág. 84
Dellingr - pág. 56 Garmr - pág. 87
draugr - pág. 58 Gefjon - pág. 90
Gerda - pág. 92
Duneyrr - pág. 61
gnoll - pág. 93
Duraþrór - pág. 61 goblin - pág. 94
Dvalinn - pág. 61 Gullinbursti - pág. 98
Edda - pág. 62 Gullveig - pág. 98
Eikþyrnir - pág. 64 hafgufa - pág. 100
Eir - pág. 64 hamingja - pág. 100
Heiðrún - pág. 100
elfo - pág. 64
Heimdall - pág. 101
fada - pág. 71
Hildisvíni - pág. 103
211
Hœnir - pág. 106 Njord - pág. 157
Hoder - pág. 106 norna - pág. 157
Huggin - pág. 107 Odin - pág. 160
Iduna - pág. 111 Rán - pág. 168
Jörd - pág. 113 Ratatoskr - pág. 169
Jörmungandr - pág. Sæhrímnir - pág. 172
115 Selkolla - pág. 175
jötunn - pág. 116 Sif - pág. 177
Kraken - pág. 117 Skadi - pág. 178
Kvasir - pág. 118 Sól - pág. 181
landvættir - pág. 119 Syn - pág. 182
lindwyrm - pág. 124 Tanngnjóstr - pág. 183
Loki - pág. 129 Tanngrisnir - pág. 184
Lyngbakr - pág. 131 Thor - pág. 184
Magni - pág. 135 Thrud - pág. 186
Máni - pág. 136 Tyr - pág. 188
marmennill - pág. 141 Uller - pág. 192
Meili - pág. 144 Urd - pág. 193
Mímir - pág. 145 Váli - pág. 195
Modi - pág. 147 valquíria - pág. 195
Munnin - pág. 150 Vé - pág. 198
Nanna - pág. 151
212
Vídar - pág. 198 Mordor - pág. 148
Vili - pág. 199 Samwise - pág. 172
vörðr - pág. 201 Saruman - pág. 173
Yggdrasil - pág. 204 Sméagol - pág. 179
Ymir - pág. 206
Objetos, armas
Mundo de e artefatos
Tolkien
adaga - pág. 9
Aragorn - pág. 17 ampulheta - pág. 12
Arwen - pág. 23 amuleto - pág. 13
Balrog - pág. 28 anel - pág. 15
Bilbo - pág. 33 arco - pág. 19
Boromir - pág. 37 aríete - pág. 19
Elrond - pág. 65 arma - pág. 20
Éowyn - pág. 68 armadura - pág. 21
eucatástrofe - pág. 70 bandagem - pág. 29
Frodo - pág. 82 baralho - pág. 29
Galadriel - pág. 85 bola de cristal - pág.
Gandalf - pág. 89 35
Gimli - pág. 92 bota - pág. 37
hobbit - pág. 104 braçadeira - pág. 38
Legolas - pág. 121 bracelete - pág. 39
213
broche - pág. 39 anão - pág. 14
bronze - pág. 40 animal - pág. 17
bússola - pág. 42anjo - pág. 17
cajado - pág. 44 assassino - pág. 23
chave - pág. 45 besta - pág. 31
dado - pág. 54 bruxa - pág. 40
espada - pág. 69 cupido - pág. 52
espelho - pág. 69demônio - pág. 56
flecha - pág. 76 deus - pág. 57
livro - pág. 125 dinossauro - pág. 57
maça - pág. 132 dragão - pág. 58
machado - pág. 134
duende - pág. 60
martelo - pág. 142
fantasma - pág. 73
vara - pág. 197 fera - pág. 76
xadrez - pág. 202gato - pág. 87
gênio - pág. 91
Outras gigante - pág. 92
criaturas, gnomo - pág. 94
seres e pessoas golem - pág. 96
lobo - pág. 127
águia - pág. 9
mago - pág. 135
214
monstro - pág. 147 belo - pág. 30
ninfa - pág. 155 Bíblia - pág. 32
ogro - pág. 162 conto - pág. 51
orc - pág. 162 cor - pág. 51
rainha - pág. 168 duro - pág. 61
rei - pág. 170 eco - pág. 62
sapo - pág. 172 energia - pág. 68
sereia - pág. 176 épico - pág. 69
silfo - pág. 177 fábula - pág. 71
vampiro - pág. 197 fantasia - pág. 73
wendigo - pág. 203 feitiço - pág. 74
yeti - pág. 204 guaraná - pág. 97
zumbi - pág. 207 guerra - pág. 98
herói - pág. 103
Outras hipnose - pág. 104
palavras história - pág. 104
imaginação - pág. 112
abismo - pág. 8
inimigo - pág. 112
abóbora - pág. 8
lágrima - pág. 119
Alice - pág. 10
lenda - pág. 121
alquimia - pág. 12
maçã - pág. 133
amor - pág. 12
macaxeira - pág. 133
aventura - pág. 25
215
mãe - pág. 134
magia - pág. 135
mágico - pág. 135
místico - pág. 147
mito - pág. 147
novela - pág. 159
pai - pág. 164
pequeno - pág. 164
religião - pág. 170
Riuck - pág. 170
universo - pág. 193
vida - pág. 198
216