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Família de Légua Boji: Encantaria em Codó

O documento explora a família de Légua Boji, uma importante linhagem na encantaria maranhense, destacando seus membros e suas origens, que remontam à cidade de Codó. A família é ligada a práticas religiosas afro-brasileiras, com influências de voduns e caboclos, e possui uma rica tradição cultural. Légua Boji é apresentado como uma figura central, com características que variam entre alegria e seriedade, refletindo a complexidade da identidade cultural e espiritual dessa família.

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Nai Teixeira
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Família de Légua Boji: Encantaria em Codó

O documento explora a família de Légua Boji, uma importante linhagem na encantaria maranhense, destacando seus membros e suas origens, que remontam à cidade de Codó. A família é ligada a práticas religiosas afro-brasileiras, com influências de voduns e caboclos, e possui uma rica tradição cultural. Légua Boji é apresentado como uma figura central, com características que variam entre alegria e seriedade, refletindo a complexidade da identidade cultural e espiritual dessa família.

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FAMÍLIA DE LÉGUA BOJI

Vamos entender um pouco sobre a família de Légua na encantaria maranhense?

Família do Codó ou da Mata do Codó

Chefe: Dom Pedro Angasso(Vodun Cambinda - Associado a Xangô Aganjú,


Esposa: Rainha Rosa
Filho Principal e Chefe da Familia do Codó: Légua Boji Boá Trindade
Filhos Principais da Familia: Floriano Flor de Roma, Princesa da Pedra Fina, Angaçomé,
Angaço Uno, Colimaneiro, Principe Oliberanto, Princesa Flora, Princesa Rosa, Vó Maria
Camundá, Rei Cacamador.
Filhos de Légua: Jacyra da Trindade, Dorinha Legua, Raio do Sol – Filho do Zé Raimundo,
Lauro Légua, José Vaqueiro, Rosolina Légua, Neguinho de Holanda.
Aparentados: Joana Gunça(princesa) - Irmã de Légua, Maresia (turco) - Sobrinho, Xica
Baiana – Sobrinha, Zé Lepredo e Zomador...

1. Uma história longa a ser contada:

Possivelmente esses encantados vieram para São Luís e foram se agrupar em Codó,
não sendo originários de lá. Muitos dizem em suas cantigas terem “vindo beirando o mar”
talvez esta seja uma referência à sua chegada ao Brasil, e não a Codó, cidade que não é
banhada pelo mar. Acredita-se que sejam de origem cambinda, mas até mesmo a origem
cambinda é passível de ser questionada, pois em nenhum momento, nem nos nomes, nem
em suas cantigas, fazem referência a alguma língua banto.
Entretanto mesmo tendo o Codó como sua cidade, o local de origem, muitos não habitam o
Codó, tendo ali só se encantado e ido morar em outros lugares, como até mesmo a Ilha de
São Luís, o Pará e adjacências.
Os codoenses são muito próximos aos voduns jeje, tendo desses muitos usos como a
presença do mastro central, chamado eira, a árvore da vida, o tambor vertical (rum)
chamado por eles de tambor da mata, se opondo aos batás horizontais dos nagôs.
A família de Codó é muito ligada ao vodum Nanã, também chamada de Vó Missã, e por isso
tem em seus fios de contas miçangas de Nanã (mariscado de Nanã), além de miçangas
marrons, lembrando a mata. Trata-se de uma família importante que foi levada para o Pará,
segundo a lenda, por Seu Chico Légua.
Todos os codoenses usam chapéu de couro, ou de palhinha (panamá). Como todas as
demais famílias da encantaria. Todos os codoenses recebem oferendas (comidas, “cortes”)
e festas juntos, mesmo que seus filhos estejam ausentes. Gostam de vinho tinto e cerveja,
fumam charutos também.
Como vimos, "quase" toda essa família vem da "região de Codó", município situado
no cerrado maranhense e na bacia do Rio Itapecuru. Todos eles e elas(Caboclos e
Caboclas - Boiadeiros e Boiadeiras) foram lavradores ou vaqueiros que andaram pelas
estradas desse Brasil por algum motivo ou razão estão de volta, ou mesmo de outra familia
como os Turcos que se agregaram de alguma forma ou por afinidade familiar, mas só que
eles vem na forma de espíritos de luz para ajudar e guiar seus filhos de Umbanda/Mina
nessa imensa batalha contra o mal e para ajudar ao próximo a progredir espiritualmente. Os
caboclos e as caboclas, em geral são negros e muito respeitados. Segundo Mundicarmo
Ferretti, "são entidades menos civilizadas e menos nobres que viveram geralmente em
lugares afastados das grandes cidades e pouco conhecidos que sempre costumam vir
beirando o mar ou “igarapés.” São eles: • Zé Raimundo Boji Buá • Joana Gunça • Maria de
Légua • Oscar de Légua • Teresa de Légua • Pedro Légua • Zé de Légua • Dorinha Boji Buá
• Antônio de Légua • Aderaldo Boji Buá • Expedito de Légua • Lourenço de Légua • Aleixo
Boji Buá • Mariano Légua • Pequenininho • Manezinho Buá • Zulmira de Légua • Mearim •
Folha Seca • Maria Rosa • Caboclinho • João de Légua • Joaquinzinho de Légua • Dona
Maria José • Coli Maneiro • Martinho • Miguelzinho Buá... Vale ressaltar, EU SEI QUE NÃO
ESTÃO TODOS AQUI NA LISTA. ESTA É APENAS UM EXEMPLO.
Em Codó, onde se diz que o caboclo “Brada” mais alto, afirma-se que aquela categoria
de encantado é de Vaqueiros/Boiadeiros, homens e mulheres que lidam com o Gado,
costumam gritar como se estivessem dobrando gado no campo. Família comandada por
Légua Buji Buá, que se intitula filho de Pedro Angaço e Rainha Rosa. Santa Bárbara tem
sido proclamada protetora dos terreiros de Mina do Maranhão. Ela valoriza estes caboclos
boiadeiros, comparando-os.
Codó é uma localidade reconhecida por seus terreiros, por ser uma região quilombola
ligado ao terecô, ao tambor da mata, relacionada mais com os caboclos e a prática da
magia negra.
Entre os encantados mais importantes está ele, Légua Bogi Buá.
Codó, também conhecida como capital da magia negra. Falar desta entidade, de sua família
e dos seus dois lados (“banda branca” e banda “preta” – bem/mal) como sempre é dito pelo
caboclo Lauro Bogi Buá (da família de “Légua”) que e falar a seguinte frase:
“Eu sou Lauro Bogi Buá, uma banda branca e outra preta, metade de Deus e metade do
diabo”. Há diversos mitos de como e quando Légua Bogi chegou a essa região, tanto
quanto em relação a sua família e seu comportamento dentro dos terreiros.
m algumas casas, Légua Bogi é jovem, brincalhão meio rude e desbocado, tem numerosos
amigos, gosta muito de bebida alcoólica e da brincadeira de Bumba meu Boi. Em Codó,
ouvimos falar dele como o encantado mais velho do mundo, como filho desobediente e
como um preto velho angolano. Em Viana (Maranhão), Légua Bogi é visto pelos médiuns
(que tem vidência) como um preto-velho que usa chapéu, parecido com o falecido artista
nordestino Luiz Gonzaga. Algumas pessoas o vêem caminhando na cidade; outras,
andando sobre as águas do mar, sem afundar. Mas, conforme alguns “mineiros”, Légua
também aparece como um boi preto, com uma estrela brilhante na testa, que ameaça “parti
pra cima” do médium que não cumprir suas obrigações para com ele. Légua Bogi é um dos
encantados mais antigos de Codó, mas a família de Légua entrou ali quando já havia
acabado a euforia do algodão, e ele veio como um dos “filhos do gado”, daí porque aparece
com chapéu de couro e rebenque. Eles “aportaram” no início do século XX como uma
família já constituída e foram trazidos por Maximiana e por migrantes do Mearim e Codó.
Quando o caboclo Légua Bogi está incorporado sempre se refere ao lugar de onde veio:
Codó. A ligação com essa região é relacionada no momento do transe, onde a entidade faz
uma ponte entre o Estado que se encontra no momento do transe e Codó (MA)
Quanto à origem da encantaria de Légua Bogi Boa, contam nossos ancestrais daqui da
nossa casa que fica mais precisamente nas proximidades das cidades de pedreiras e
bacabal na baixada do Mearim numa localidade chamada TRINDADE dai a denominação
Légua Bogi da Trindade. Como ele tinha muitos filhos, foram se espalhando nas cidades
vizinhas como Codó, Santa Inês, Bacabal e outras. Quando veio o encanto, veio para a
origem da família que ficava em Trindade,onde atualmente peregrinos visitam pra acender
velas na grande pedra onde eles se encantaram, segundo os fies, eles tem recebido graças
nos pedidos feitos naquele local.
Os Africanos ao chegarem na capital da província em São Luiz, eram vendido e enviados as
fazendas no interior, principalmente das zonas rurais do sertão maranhense. Quando
chegavam principalmente em Caxias ou Codó, se organizaram em grupos grandes e
cultuavam a várias ramificações de cultura religiosa, tais como: Mina, Jeje/Nagô e outras. E
com estas mudanças eles foram se aprofundando em misturas de várias culturas, perdendo
assim, sua liturgia original, tanto em costume quanto em hierarquia. Criaram novos mitos e
confunde-se as origens dos encantados e voduns cultuados em seus rituais... Exemplo: Os
primeiros voduns trazidos pelos africanos sofreram modificações severas, podemos até
chamar de metamorfose, tanto nos nomes e modos de agir, quanto em sua pureza original.
Verificamos que voduns nobres da Familia Daomeana como o ÀGÁSSÚ, passou a ser
cultuado como Dom Pedro Angassu. Com a titularidade da familia do Codó. O Vodun Poly
Boji, da familia de Dambirá(Sr. Acossi), responsável pelas doenças, destaque para Varíola,
passa a ser Légua Boji Boá da Trindade, perdendo sua postura nobre e ganhando o titulo
de brigão, beberão. Légua se manifesta, ora como Vodun, ora como Fidalgo, ou mesmo
Caboclo Africano adotado por um Gentil - Dom Pedro Angassu ora como Preto Velho ou
Vodun Cambinda da Mata de terecô.
Existem duas Versões afirmativas para a Origem da Identidade Africana de seu Légua Boji:
Ele é um Vodun Cambinda que Venera São Bartolomeu e Santo Expedito... e a outra é uma
fusão de duas entidades daomeanas - BARA (Exú) ou Légbá e o Vodun Poli Boji, E este
adora Santo Antônio. A comparação a Légbá, nos remete no meu texto lá em cima que fala
em banda Preta e Branca. Se vocês leram saberão do que estou falando, ou seja, Ele é
dotado de dois atributos, BOM e MAU. A família de Légua se subdivide em 72 Correntes ou
falanges e seus filhos e netos somam um total de 368 na Família de Codó.
Existe um fundamento dentro do povo de Légua que talvez nem seja comentado. Ou por
sua base ser apenas de boca para ouvido entre membros do culto. E não se tem registro
oficial digitado ou publicado sobre tal assunto que são OS PRÍNCIPES DA FAMÍLIA DE
LÉGUA. Então se fala em SETE PRÍNCIPES, dos quais: JOAQUIM LÉGUA BOJI BUA.
LÉGUA BOJI BUA DA TRINDADE. CICERO LÉGUA BOJI BUA. MANOEL LÉGUA BOJI
BUA. DOUTOR LÉGUA BOJI BUA. PEDRO PAULO LÉGUA BOJI BUA. ANTONIO LÉGUA
BOJI BUA. SÃO OS 7 LÉGUA LE-BARÁ(LE de Légua e BARÁ de Exu). PRÍNCIPES DOS
LÉGUAS BOJI. Sistematicamente conhecidos por serem Exus. Por serem BARÁ. OS
ENTÃO PRÍNCIPES DE ELEGUÁ. Está informação é importante para os assentamentos e
fundamentos de Quarto fechado. Uma coisa é o Caboclo dizer que é boiadeiro na boca do
tambor. E a outra coisa é o fundamento feito no quarto do segredo em cima do Médium
manifestado com um dos guias citados acima. Se alguém aqui não sabe ou não ouviu falar
na relação Légua e Exu, Vida e Morte, Branco e Preto. Precisam se aprofundar nas suas
pesquisas e saber que o povo de Légua além da fama tem muito segredo escondido. Que,
como citei, só vai de boca para ouvido dentro do quarto de fundamento.
Como eu disse e repito, se estudarmos a fundo, saberemos o que realmente os antigos
queriam dizer quando retratavam os léguas como Exú, como já dito várias vezes, por ser
um cara mau, brigão, de pouca conversa e muita porrada fizeram relação através disto,
relacionando Eleguá, que é um Exú a Légua Boji. E quando eu digo vieram, na verdade quis
dizer foram trazidos, Légua Boji é Africano e já era muito conhecido lá nas bandas do
Caribé bem antes de surgir nos terreiros maranhenses. Segundo o finado pai Euclides cita
em seus estudos, que quando ele era ainda criancinha já ouvia falar por mãe Maximiana
que Légua foi expulso da África por provocar discórdia, atravessou o atlântico e chegou em
Trinidad, onde permaneceu por um longo período, porém continuou do mesmo modo
arrumando confusões e teve de sair de lá também, e veio parar no Brasil, mas precisamente
no Maranhão, indo se fixar em Codó, onde entrou na família de Dom Pedro Angaço.
Posso concluir então, que dentro desta família se agrupam os verdadeiros boiadeiros da
Mina Nagô, também chamados, mas pouco conhecidos aqui pelo Pará de NOBRES
HUDAVISSE, possuindo grande influência cambinda, porém, com conhecimento, cultura e
tradições dos Mineiros.

🎶Seu Légua quando chega🎶


🎶Vem fazendo Confusão🎶
🎶Arranca tamanca do boi, seu Légua🎶
🎶Lugar de peso é no chão🎶
Légua Boji – Também chamado de José Légua Boji Buá da Trindade, é o pai e Chefe da
família de Codó(Algumas pessoas dizem Rei da Família de Codó); algumas vezes
confundido por estudiosos com o vodum Elegué (de Cuba) e outras com o vodun Tóy Poli
Boji. É muito alegre, brincalhão e apreciador de bebida na cabeça dos médiuns que ele
passa, mas no Pará, sempre se apresentou como um homem sério, tradicional e ranzinza.
Foi grande destaque na cabeça de Pai Prego (Astianax de Oxumarê), o primeiro paraense
raspado no candomblé, por volta de 1930. Seu Légua Boji é por assim dizer o Rei de Codó
e sua falange é da mata de Codó e Pindaré, povo de Caxias de Dom Pedro Angasso,
Rosário, Coroatá, Vale do Mearim, Vale do Itapecuru e Vale do Pindaré. Teria sido Zé Bruno
que fundou a Vila de Nazaré do Zé Bruno, que, incorporado com Seu Légua Boji Buá,
batizou os codoenses com nomes brasileiros, pois segundo ele, os Caboclos do Codó tem
nome Cambimda.

🎶Ele é Zé Raimundo,🎶
🎶Zé Raimundo Camarada(bis)🎶
🎶Ele é Zé Raimundo morador da beira D’água(bis)🎶
🎶Não lhe chame de Raimundo🎶
🎶Ele não é seu “pariceiro”(bis)🎶
🎶Ele caboclo do Codó🎶
●​ 🎶Ele é Malvado e Feiticeiro(bis)🎶

Zé Raimundo Boji Boá Sucena Trindade – encantado maduro, conhecido como Zé


Raimundo, é filho de Dom Manoel com a Rainha Rosa, mas foi criado por Seu Légua Boji. É
grande conselheiro, encantado extremamente equilibrado e que nunca exige nada quando
está em terra. Usa calça arregaçada, chapéu de couro, de palhinha (panamá) e mesmo com
as baixas temperaturas do inverno paulista ele, bem como seus irmãos, dançam sem
camisa, apenas com toalhas estampadas jogadas a tiracolo. Apresenta-se como sendo
mais do mar do que terra. Desce na linha de cura mas não perde a sua postura codoense.
Dirige rituais e é considerado como o melhor para “pôr ordem na casa”. Gosta de músicas
da terra. No Pará também é conhecido como Rezingueiro e Zé Raimundo do Bogari, local
onde teria sua encantaria. Outros dizem ser ele filho do Rei da Turquia que foi dado a Pedro
Angasso e Criado por Légua, daí surgiu a grande amizade entre estas famílias e a
permissão da entrada dos nobres na família do Codó, sendo ele filho do Rei da Turquia
nunca revelado nos fatos históricos narrados nos terreiros e ficando apenas nos
fundamentos de Boca para Ouvido, seu nome turco seria Djakilititan Ramos de Alexandria,
outros dizem que seu corpo estava preso na rede de pesca de seu légua e ao ser tocado
pelo Rei da Família do Codó, despertou para a encantaria e foi adotado pelo mesmo. São
várias história, uma coisa é certa. Quem tem este encantado tem um grande guia espiritual,
foi a curiosidade maior nem é os meios de seu encante, mas sim, uma de suas linhas que
ele vem como Mestre Curador em mesa branca na Doutrina Espirita. Então este encantado,
com toda certeza, esconde muitos segredos.

Joana Gunça – É uma encantada que surgiu em Caxias com mais três irmãs, Ida Gunça,
Cármen Gunça e Maria Gunça, todas consideradas irmãs de Légua Boji. Tem postura de
Vodun que faz bons trabalhos na linha de cura. Passa em algumas casas de umbanda
como codoense e irmã de Zé Raimundo.

Maria de Légua – também chamada de Maria Légua, encantada madura, muito brincalhona
e farrista, mas com bom senso de direção de uma casa. É muito querida por seu pai Légua.
Algumas vezes é confundida com sua irmã, a princesa Dona Maria José, esta também
chamada Florzinha.

Oscar de Légua – é um codoense maduro, é sério sem ser necessariamente antipático.


Também chamado de Oscarzinho de Légua é filho de Rainha Dina e Légua Boji. Toma vinho
mas também gosta de cerveja. É muito bonito e altivo, muitas vezes transformado num
encantado galanteador e parecendo bem mais jovem, mas dentro da família todos sabem
que ele já é de uma certa idade.

Teresa de Légua – também conhecida como Dona Teresinha, está entre as principais filhas
de Seu Légua. Em geral alterna momentos de grande alegria com outros de grande senso
de comando, impondo aí sua posição dentro da família. É uma das maiores “baiadoras”
(dançadoras) do tambor – de – mina. Muito equilibrada, em nenhum momento se confunde
com a posição hierárquica de sua filha e, ao lado de Chica Baiana e Antônio de Légua,
sempre está com a encantada Mariana.

Francisquinho da Cruz Vermelha – é como é conhecido o codoense Francisquinho de


Légua. Encantado maduro, bastante machista, mas que não critica a opção sexual dos
filhos e nem gosta de comentários sobre esta questão.

Zé de Légua – possivelmente seria o mais velho, ou um dos mais velhos da família; muito
confundido com seu pai José Légua Boji Buá. É bastante alegre e também chamado
Zezinho de Légua ou Zé de Légua. Tem poucos filhos e está relacionado entre os principais
filhos homens da família.

Dorinha Légua – é encantada jovem; algumas vezes chamada de Dorinha de Légua, está
entre as principais mulheres da família. É muito alegre e brincalhona; é muito ligada ao pai.

Antônio de Légua – Também está entre os principais filhos de Seu Légua. Mesmo assim é
brincalhão e farrista, gosta de vir fora dos tambores e é sempre o encantado que faz visitas
externas a outras Casas. Gosta mesmo é de ser chefe de terreiro e comandar os rituais,
sempre chegando na Frente, até mesmo antes de iniciar o tambor.

Expedito de Légua – é maduro; é um dos principais filhos e é quem comanda o Axé mina de
Mãe Solange de Abê (aqui em Belém do Pará), filha de Pai Francelino. Brincalhão, gosta
muito de beber e fumar, é muito galanteador com as mulheres. Sempre se apresenta de
chapéu de couro e cabresto de laçar boi na mão. Diz-se ser um caboclo “cuíra” (irrequieto).

Lourenço de Légua – é um dos principais codoenses, muito próximo ao pai. Em quase


todas as casas desempenha papel fundamental na família. Sempre muito responsável e a
frente dos rituais chefiando e organizando. É extremamente alegre.

Aleixo Boji Buá – é codoense do Vale do Mearim, sendo uma ramificação de Seu Légua; é
novo e meio cismado. Tem filho em algumas Casas, porém desce muito pouco.

Zeferina de Légua – não é muito conhecida e também seria uma descendente de Seu
Légua no Vale do Itapecuru.

Pequenininho – é tido como o mais velho dos filhos de Seu Légua e tem uma importância
muito grande na família. Dança bastante na boca do tambor, gosta de usar chapéu de palha
e tem postura de um homem bastante maduro.

Manezinho Buá – é também chamado Manuel de Légua; está entre os principais filhos de
Seu Légua, tem grande poder de decisão, é extremamente alegre e brincalhão. Gosta muito
de conversar e de cantar no tambor.

Zulmira de Légua – é uma ramificação codoense de Seu Légua no Vale do Pindaré, que foi
aparecer em Manaus na Casa de Badé, sendo pouco conhecida, mas adora turbantes e
panos coloridos. É encantada jovem.

Mearim – é um codoense que apesar de não estar entre os principais comanda uma grande
ramificação de Seu Légua na região do Vale do Mearim, de onde tomou seu nome. Sabe
cantar e dançar muito bem. É jovem e às vezes quer ser um grupo independente. Ter a sua
própria família de Boiadeiros.

Folha Seca – está como um dos principais; é encantado maduro, dizem ser legítimo filho de
Légua.

Maria Rosa – é uma das filhas de Seu Légua pouco conhecida, tendo se popularizado no
Pará. Muitas vezes é confundida com Rainha Rosa, senhora do Codó, de quem empresta
suas cantigas, fazendo algumas adaptações. Foi muito famosa na cabeça de Mãe Ester de
Oiá (Belém). Trabalhando na cura e aconselhamento, sempre muito obediente a seu irmão
Antônio de Légua. Madura, dirige tambor e é tida como muito bonita.

Caboclinho – às vezes vem no Codó e outras vezes na família da Mata sendo caboclo
“passeador”, aquele encantado que vem em várias famílias. É jovem, alegre, gosta de
dançar e beber.

João de Légua – um dos filhos de Seu Légua pouco conhecido. Maduro, alegre e algumas
horas chamado de Joãozinho de Légua. Tem poucos filhos.
Joaquinzinho de Légua – também conhecido como Joaquim de Légua e faz parte do grupo
dos principais da família; algumas horas é confundido com Joaquinzinho da Gama. Não tem
muitos filhos.

Pedrinho de Légua – um dos principais filhos de Seu Légua; jovem, alegre e muito embora
seu nome seja Pedro, nunca admite ser assim chamado. Tem grande importância na família
por saber doutrinar cantigas antigas.

Dona Maria José – é também conhecida como Dona Florzinha e aí se apresenta como
princesa, aliás, uma das raras do Codó e que mesmo quando sua família passou para o
Codó adaptando-se ao povo da terra e perdendo a condição vodun, ela se manteve
princesa e se diz “vodunsa”. Está entre as mulheres mais importantes de sua família, sendo
que alguns mineiros a confundem com sua irmã Maria de Légua.

Coli Maneiro – é um dos principais homens filhos de Légua, sendo menino. Ainda bastante
conhecido e tendo muitos filhos, é extremamente extrovertido.

Martinho – também está no grupo dos principais filhos de Seu Légua, mas, ao contrário de
seus irmãos, tem poucos filhos. É adulto e seguindo a tradição da família gosta de fumar e
beber.

Miguelzinho Buá – algumas vezes é chamado Miguelzinho de Légua; está dentre os quinze
principais homens da família. Ainda é bastante conhecido e tem muitos filhos. Seu
verdadeiro nome é Miguel Boji Buá(...). Tem o mesmo costume que seus irmãos.

Ademar – fecha o grupo dos principais filhos, mas é bastante desconhecido no meio dos
mineiros, a não ser entre os que mantém em suas casas um culto mais regular da família de
Codó. É maduro.

Zé Pretinho: Camaroeiro, muito respeitador, sempre sério, comanda seções, gosta de tomar
cachaça Pura, é um agregado de Légua, é o boiadeiro chefe de nossa casa ACALUZ. Faz
trabalho com os que procuram melhorar sua saúde e bem estar. Tá sempre com seu
chapéu, seu rosário Marrom, Branco e Amarelo. Fuma cigarro normal. Mas gosta de beber
na cuia.

Além desses ainda aparecem na família de Seu Légua: Seu Aderaldo de Légua, mais
conhecido como Aderaldo Boji Buá, além de Benedito de Légua, Joventino de Légua,
Marcelino de Légua e Nezinho de Légua.
Ainda vem na família um encantado chamado Antônio Luís, também chamado de Corre
Beirada, que é filho de Dom Luís mas foi criado por Seu Légua, José Pretinho que é mestre
de Catimbó, mas se confunde com Malandros da Praça Mauá, além de muitos outros.
Como vimos, esta família é Comandada por Dom Pedro Angasso, suas cores litúrgicas são:
Marrom - Representando a Familia de Vodun Jeje. Vermelho - Representando Toy Badé,
Amarelo - Representando Santa Barbara, Rainha do Codó. Branco - Representando a
origem mistica de Lissá-Mawú. Fica a critério de cada casa a montagem de suas guias e
Rosários, pois depende muito da entidade, mesmo que eu diga que as balizas e firmas são
sempre marrom e amarelo, vocês vão dizer que na casa de vcs é branca. Aqui na ACALUZ
codoense usa Marrom, Amarelo, Preto e Branco. Mas as cores de fundamento são as
descritas inicialmente. Eles bebem TIQUIRA, Cachaça, Vinhos e outras bebidas destiladas,
além das bebidas litúrgicas como AFURÁ, VEVÉU e ALUÁ. Fumam Charutos, Cigarros,
sendo que os mais velhos da família fumam Cachimbo. Usam lenços estampados, hora
amarrados na cabeça por debaixo do chapéu, hora passado pelos ombros e por vez feito
laços no braço, este uso afirma sua origem Moura.
Em seus rituais de fundamento são utilizados o ABOBÓ(Comida preparada com
feijão-branco de olho preto e azeite de dendê, em alguns lugares como aqui mesmo no
Pará é feito com Abobora ou Moranga, Milho de Galinha Cozido, Coco em pedaços,
Enfeitado com Tabaco desfiado, regado com dendê, cachaça e mel), que são consumidos
por filhos e entidades. Os animais de sacrifícios nos assentamentos são Galos ou Galinhas
mouras, pombo pedrês, o Chibarro(bode). Adoram Santa Barbara, como sua santa maior de
devoção, com o nome de Maria Barbara Soeira com quem abrem ou fecham seus rituais...
Légua tem seu nome ligado às memorias do tempo do cativeiro como protetor dos escravos
e seu defensor nas lutas espirituais ou materiais travadas com os senhores. Os negros
viviam roubando gado para comer e quando o dono dava por falta do boi, começava logo a
bater neles, nas senzalas. Um dia um negro estava sendo castigado invocou a proteção de
Légua e este fez com que o senhor visse o boi no Curral e parar de castigá-lo. Este episódio
explica porque várias doutrinas de Légua falam em boi.
Agregados, Boços e Voduns Cambinda: Dom Pedro Estrela, Corre Beirada, Dom João
de Aroeira, Boço Memeia, Boço Vandereji, João Soeira - Vodum Cambinda, de origem
Austriaca, chefe da familia dos Bastos, Rei das Minas, Equivalente a Xangô Dadá. E com
ele sua familia: Boço Fama, Boço Jara, Dom José da Graça Lira, Onofre Caçador da Mata,
Barão de Anapueira, Rosa de Maceodá, Zé de Amar a Deus, Carrinho Doeira, Estrela
Ferreira do Céu... Cabe a cada um dos zeladores aqui do grupo zelarem por estes
estudos... Confio em vocês...

Seu Légua passou a partir de sua entrada na família do Codó, tomar benção de Dom
Pedro Angasso em respeito pelo acolhimento e em sinal de respeito, passando assim a ser
considerado filho e passou a ser reconhecido como tal. E em gratidão Pedro Angasso seu
Légua passou a se o Chefe da Linha de Caboclos da Mata do Codó, sendo ele o principal
representante. E por ter vindo de Trinidad Légua Boji passou a ser chamado de Légua
BojiBoa da Trindade. Seu maior segredo é que ele ele é COJUBA/ROTO (Tem os testículos
desenvolvidos de forma monstruosa, uma Hérnia) E portanto, não possui nenhum filho de
sangue, apenas de Criação e Respeito.

🎶Toro e Cavalo Brabo ele amansa🎶


🎶Ele não tem medo (da Onça)🎶
🎶Ele Saiu da Mata🎶
🎶Foi de manhã bem sedo🎶
🎶Toro e Cavalo Brabo🎶
🎶Ele Faz é Brinquedo🎶
Por. Adriano Figueiredo - Presidente da ACALUZ
Historiador da ACALUZ - Diego Bragança de Moura.
Imagens: Google - Meramente ilustrativa.

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