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Autodidata em Inglês

De forma geral, o autoditata (self-taught) é aquele indivíduo que tem a


capacidade de aprender algo, sem o auxílio de um professor ou mestre. A
pessoa que com o próprio esforço, busca as fontes de conhecimento
necessárias para sua aprendizagem. Quem realmente deseja ser fluente em
Inglês, tem que entender um pouco sobre esse tema, principalmente aqueles
que não dispõem de recursos financeiros para morar no exterior (situação
ideal).

O aprendizado de idiomas é um processo onde o estudante faz o papel de


protagonista, não de coadjuvante. O estudante é protagonista quando: tenta
falar em inglês sobre temas do seu interesse, procura entender músicas e
filmes em Inglês sem o auxílio de material de apoio (legendas), busca
situações onde será obrigado a utilizar o idioma que está aprendendo
(ambiente com muitos estrangeiros), lê livros em Inglês (de qualquer tipo) e por
aí vai (and so forth).

Fazendo o papel secundário ou aprendendo de forma passiva o máximo que o


estudante vai conseguir é conhecimento em gramática normativa. Daí vem a
importância de ser autodidata. Mas como ser autodidata?

A principal característica do autodidata é a curiosidade. Qualquer pessoa


que vai além do que é passado pelo mestre, por simples prazer em aprender
mais, já tem boas chances de ser um autodidata. Porém só a curiosidade não
basta. Outros fatores importantes são: atitude e disciplina. A atitude nos tira da
inércia e nos dá um gás para iniciar os estudos. É aquele momento que a gente
sai do “eu gostaria de aprender Inglês” para o “eu estou aprendendo Inglês”. Já
a disciplina é aquela força que nos mantém nos estudos dia após dia.

No artigo anterior eu falei sobre as principais características do autodidata. Se


você é curioso, tem atitude e é disciplinado, está no caminho certo. Mas por
onde começar? Pelo fato do autodidata não seguir um plano de estudos pré-
definido é muito fácil perder o foco. Para solucionar isso se lembre da famosa
frase: dividir para conquistar. Quando começamos os estudos de Inglês é
normal surgir muitas dúvidas e aquela sensação de “eu não sei nada”. O
segredo é administrar o que não sabe e focar em temas importantes do idioma
como: vocabulário básico, frases úteis e combinações de palavras. Com o
tempo você vai conseguir identificar as próprias deficiências e ir preenchendo
essas lacunas através da pesquisa novas fontes de informação (internet, livros
ou revistas).

No meu caso, sempre que quero aprender sobre um assunto novo, seja uma
linguagem de programação de computador, um novo conceito na área de
administração/business ou um assunto relacionado ao inglês. Eu compro um
livro, normalmente o Best Seller do tema. Só para exemplificar: recentemente
eu descobri que estudar Inglês através de possíveis combinações de palavras
(collocations) é talvez uma das formas mais rápidas para se adquirir fluência,

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principalmente morando em um país onde o Inglês é pouco falado. O que eu
fiz? Corri e comprei um dos melhores dicionários sobre o tema, o Oxford
Collocations. Eu tinha um problema, não dominada muito bem as combinações
de palavras, agora eu tenho uma solução de 900 páginas: o Livro. Que, aliás,
está aqui do meu lado esperando para ser estudado.

Confira alguns livros que poderão servir de guia para você que está
começando ou já estuda Inglês há algum tempo: Inglês na Ponta da Língua,
Essential Grammar in Use, Como Não Aprender Inglês e Advanced Grammar in
Use. Se você tem alguma sugestão de livro é só enviar nos comentários.

O livro é o melhor amigo do autodidata. Se você quer estudar por conta


própria, compre livros. A Internet é fantástica, porém se você não for
cuidadoso vai acabar se perdendo nesse oceano de informações.

A propósito (by the way), esse é um ótimo tema.

Depois de falar sobre a liberdade do autodidata em estudar o tema que mais


lhe interessa, eu gostaria de alertar sobre os perigos que isso pode
representar. A Internet é uma ferramenta fantástica para os estudantes de
Inglês, isso não é nenhuma novidade, porém saber utilizá-la de forma
adequada e racional é fundamental. Uma busca rápida no Google por “dicas
de inglês” retorna 1.470.000 resultados. Se a expressão de busca for “curso de
inglês on-line” esse número passa para 2.110.000 resultados. Portanto é
notório que o que não falta é fonte de informação para quem decide estudar
Inglês pela Internet, com a vantagem do conteúdo gratuito. Nesse ponto muita
gente se perde, o autodidata tem que ter foco, não adianta nada acessar
dezenas de sites com dicas de Inglês e não dedicar um bom tempo lendo e
relendo os textos. É isso mesmo “relendo”, a melhor maneira de aprender é
revisar o que foi estudado, falarei mais sobre isso em outra oportunidade.

A dica que dou é a seguinte: escolha bem os sites, blogs e podcasts que
servirão de base para os seus estudos.

Confira a seguir os sites que leio e “releio”:

BBC Learning English - www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish


English Made In Brazil - www.sk.com.br

Agora os blogs:

Blog Tecla SAP - teclasap2.blogspot.com


Inglês na ponta de Língua - denilsodelima.blogspot.com

Os Podcasts que acompanho são os seguintes:

ESL Podcast - www.eslpod.com


The Word Nerds - thewordnerds.org

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Isso não quer dizer que não faço uso de outras fontes na Internet, só que estes
sites são o meu ponto de partida. Caso o tema que estou estudando ainda não
tenha sido tratado em nenhum deles, aí sim parto para outras fontes.

Para você que vai fazer a sua lista de sites favoritos não deixe de visitar o blog
da Ana Luiza o Inglês On-Line, lá você vai encontrar uma infinidade de links
para excelentes blogs e sites de Inglês. Não se esqueça de relacionar o
English Experts na sua lista de blogs. Ok?

Termino hoje com a seguinte frase: no mundo atual o importante não é o


que você sabe, mas a rapidez com que você aprende. Pense nisso! ;-)

Hoje, no último post da série, eu gostaria lembrar da importância do


professor de Inglês. Quando eu decidi estudar Inglês por conta própria (self-
taught), acreditava que seria possível ficar fluente sem a ajuda de nenhum
professor. Com o tempo a gente descobre que as coisas não são bem assim,
principalmente no que diz respeito ao aprendizado de idiomas. Calma! Antes
que vocês pensem que eu estou contradizendo o que eu falei no início da série,
eu explico. Imagine que falar inglês fluentemente signifique 100%, você
sozinho só conseguirá 80%. Os outros 20% só serão conseguidos com o
auxílio de um profissional da área, é ele quem vai aparar as arestas do
aprendizado e corrigir aquelas falhas que quem estuda por conta própria
não percebe. Lógico que este entendimento só vale para quem estuda Inglês
no Brasil. Quem mora na Inglaterra, por exemplo, vai aprender isso no dia-a-
dia.

Um idioma é uma habilidade adquirida essencialmente por interação humana,


ou seja, aprender inglês lendo textos via internet, ouvindo fitas ou mesmo
conversando via Skype é ótimo, porém a fluência só é adquirida através da
prática diária, através da comunicação entre pessoas. Se você já adquiriu os
80%, busque agora praticar o Spoken English na vida real, pode ser com um
professor ou com estrangeiros. Talvez você tenha mais sorte do que eu,
infelizmente na minha cidade eu não encontro muitas oportunidades de
conversar com estrangeiros.

Quando eu comecei a estudar inglês tinha o péssimo hábito de traduzir tudo


palavra por palavra. Devo admitir que às vezes a coisa dá certo, mas outras
vezes simplesmente não tem nada a ver. Nada a ver mesmo!

Um exemplo disto é a expressão “nada a ver“. Quer ver? Então vejamos,


“nada” em inglês costumamos traduzir por “nothing“; “a” pode ser artigo, então
seria “the“; e, “ver“, “see” ou “to see“. Pronto agora é só juntar tudo e dizer:

nothing the to see


nothing to see

Pronto, tá aí uma tremenda aberração que nos prova que traduzir palavra por
palavra com a ajuda de um dicionário não adianta muito! Isto porque os gringos
dirão que as duas frases em cima has nothing to do with inglês.

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Percebeu? Vou repetir: eles dirão que as duas frases acima has nothing to do
with inglês. Agora acho que você entendeu! Ou seja, para dizer “não ter nada
a ver com…” em inglês diga “have nothing to do with…”

Para facilitar, vamos aos exemplos:

1. This has nothing to do with my decision [Isto não tem nada a ver com
minha decisão]
2. I have nothing to do with your problems. [Eu não tenho nada a ver com
seus problemas]
3. Bush admits that Iraq had nothing to do with 9/11. [Bush admite que o
Iraque não teve nada a ver com o atentado de 11 de setembro]

400 palavras em inglês num minuto


O texto abaixo foi extraído de um email que circula na Internet e tem algumas
informações interessantes. Confira! Como aprender a escrever 400 palavras
em Inglês em apenas um minuto. Se você pensa que estou brincando,
experimente ler toda esta matéria e depois me conte. Comece logo a estudar
Inglês que, diferentemente do que você pensa, é extremamente fácil de
aprender. Bastando apenas a seguir regrinhas elementares.

Mas, antes de tudo, quero explicar que as Regras abaixo apresentam uma ou
mais exceção, o que demonstra duas coisas: primeiro que tais exceções só
servem precisamente para confirmar as Regras e, segundo que é bem
preferível, errar numa ou noutra ocasião e aprender 400 palavras em inglês
num minuto, do que ficar preocupado com a rara exceção… e não aprender
nada.

Regra 1

Para todas as palavras em português que terminem em DADE (como a palavra


cidade) retire o DADE e coloque em seu lugar TY e assim CIDADE passou a
ser CITY. Vejamos agora um pouco das cento e tantas palavras que você já
aprendeu nestes primeiros vinte segundos de leitura deste artigo:

CIDADE = CITY
VELOCIDADE = VELOCITY
SIMPLICIDADE = SIMPLICITY
NATURALIDADE = NATURALITY
CAPACIDADE = CAPACITY

Regra 2

Para todas as palavras em português que terminem em “ÇÃO” (como a palavra


NA-ÇÃO) tire fora o “ÇÃO” e coloque em seu lugar “TION” e assim a palavra
NAÇÃO passou a ser NATION (as respectivas pronúncias não importam no

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momento, e além disso você estaria sendo muito malcriado querendo exigir
demais numa aula de graça!). Vejamos agora algumas das centenas de
palavras em que a imensa maioria delas se aplica a essa Regra:

SIMPLIFICAÇÃO = SIMPLIFICATION
NAÇÃO = NATION
OBSERVAÇÃO = OBSERVATION
NATURALIZAÇÃO = NATURALIZATION
SENSAÇÃO = SENSATION

Regra 3

Para os advérbios terminados em “MENTE” (como a palavra


NATURALMENTE), tire o “MENTE” e em seu lugar coloque “LLY” (e assim a
palavra passou a ser NATURALLY. Quando o radical em português termina em
“L”, como na palavra TOTALMENTE, acrescente apenas “LY”). Veja agora
abaixo algumas delas:

NATURALMENTE = NATURALLY
GENETICAMENTE = GENETICALLY
ORALMENTE = ORALLY

Regra 4

Para as palavras terminadas em “ÊNCIA” (como no caso de ESSÊNCIA), tire o


“ÊNCIA” e em seu lugar coloque “ENCE”. Eis algumas delas abaixo:

ESSÊNCIA = ESSENCE
REVERÊNCIA = REVERENCE
FREQÜÊNCIA = FREQUENCE
ELOQÜÊNCIA = ELOQUENCE

Regra 5

E para terminar esse artigo, ficando ainda com mais água na boca, aprenda a
última e a mais fácil delas (há um monte de outras regrinhas interessantes,
mas não disponho aqui de espaço para tudo). Para as palavras terminadas em
“AL” (como na palavra GENERAL) não mude nada, escreva exatamente como
está em português e ela sai a mesma coisa em inglês.

Veja alguns exemplos:


NATURAL = NATURAL
TOTAL = TOTAL
GENERAL = GENERAL
FATAL = FATAL
SENSUAL = SENSUAL

Conforme você acaba de ver, a menos que seja um leitor preguiçoso e lento,
não foi preciso gastar mais de um minuto para aprender 400 palavras em

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inglês. Façam o favor de dar crédito a quem lhes revelou a dica, tá? Mas não
espalhem, senão o mundo vai aprender o idioma em 30 dias.

Autor da dica: Mario Giudicelli, jornalista.

Se você gostou desse artigo provavelmente vai apreciar também as dicas


abaixo:

- As palavras mais comuns da língua inglesa


- Aprenda a pensar em Inglês
- 14 dicas para turbinar o seu Inglês
- Quanto tempo é necessário para aprender Inglês?
- Como encontrar sua “voz inglesa”

Leia abaixo 14 dicas que podem te tornar fluente em Inglês rapidamente.

1. Alugue bons vídeos e DVDs e assista a cada um duas vezes, tentando


entender bem a história. Depois, assista uma terceira vez sem ler a legenda.

2. Assine TV a cabo e assista programação na língua estudada o maior tempo


possível.

3. Memorize a letra das suas músicas favoritas e passe o dia cantando.

4. Treine o seu aparelho fonador. Programe-se para ler em voz alta,


articulando bem as palavras por dez minutos diários.

5. Compre um dicionário bilíngüe e estude a sessão de fonética (sons).

6. Ao ler em outro idioma (e também escutar) ignore todas as palavras


desconhecidas e concentre-se naquelas conhecidas.

7. Só recorra ao dicionário se a mesma palavra desconhecida ocorrer três ou


mais vezes.

8. Comece hoje mesmo um diário na língua que você deseja aprender. Se não
souber uma palavra, invente. O que vale é estruturar o pensamento na língua
estudada.

9. Escolha um assunto, cadastre-se no Yahoo Groups e entre em uma ou mais


listas de discussão.

10. Copie textos no idioma estudado periodicamente. Isso ajuda a memorizar


as estruturas gramaticais e o vocabulário do novo idioma.

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11. Use a Internet para ler revistas e jornais em outras línguas, mesmo que a
princípio não entenda nada. Grande parte da compreensão vem com a
familiaridade com o texto.

12. Torne o novo idioma a ser aprendido parte da sua vida. Escute, fale, leia e
escreva o máximo que puder todos os dias.

13. Esforce-se para pensar sempre em outra língua.

14. Aprenda a gostar do novo idioma. Sem isso você nunca será
completamente bem-sucedido no seu propósito de ser fluente.

Aprenda a pensar em Inglês


Na semana passada eu e Mary Ziller (parceira do blog) participamos de um
chat com Ron Martinez. É isso mesmo galera, nós trocamos algumas idéias
com o autor do best seller Como dizer tudo em Inglês. Durante o bate papo ele
fez uma analogia interessante entre a dança e o aprendizado de idiomas e eu
complementei com outra comparação:When we are driving we don’t realize
how many things we are doing simultaneously, when we are talking in
English this happens too.

Quando nós estamos dirigindo nós não percebemos quantas coisas estamos
fazendo simultaneamente, quando nós estamos falando em Inglês isso deve
acontecer também.

Vou detalhar um pouco a idéia. Quem já tirou carteira de motorista vai entender
o que eu quero dizer. As primeiras aulas na auto-escola são um tormento para
o aluno, parece quase impossível lembrar de tanta coisa ao mesmo tempo -
manobras, marchas, pedais, o cinto de segurança, setas – como se não
bastasse isso tudo, cada um deve ser “ativado” em uma ordem determinada.
Isso para não falar dos outros carros, parecem conspirar contra você, querem
atrapalhar de qualquer jeito a sua vida, querem bater no seu carro, verdadeiros
inimigos ambulantes. Acho que exagerei um pouco, mas é quase isso que
acontece. Depois de algum tempo toda aquela dificuldade inicial, como que
num passe de mágica, desaparece. Mas como? Na verdade o nosso cérebro
assimila aquilo tudo e transforma em conhecimento permanente, ou seja, em
coisas que a gente não precisa “pensar” para fazer. Você pára pra pensar em
como vai escovar os dentes? É claro que não!

Com o inglês acontece o mesmo, quando estamos começando a estudar é


complicado lembrar de tanta regra e tanto vocabulário novo. O segredo é
praticar todos os dias, com o tempo aquele conhecimento se torna tão comum
que a gente usa naturalmente. Vou dar um exemplo, observe o diálogo:

Hi. How are you?

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I’m fine thank you. And you?

I’m fine too, thank you.

Você parou para tentar traduzir? Provavelmente não, essa é a primeira


situação ensinada em qualquer curso de idiomas. De tanto ouvir,
provavelmente você já assimilou. Portanto, estude o máximo que puder, até o
dia em que conseguir pensar em Inglês, depois é só colher os louros da vitória.

I hope that helps!

Os 7 trunfos para falar inglês

Oi pessoal, hoje eu vou apresentar algumas dicas do livro de Lílian Prist, Os 7


trunfos para falar inglês. Seguir estas dicas poderá acelerar o seu aprendizado.

1. Muito Input

Ouvir, ouvir, ouvir. Isso é fundamental. Da mesma forma como aconteceu nos
primeiros anos de sua vida.

2. Primeiro a Floresta
Veja a floresta e não apenas a árvore. Dê menos importância às minúcias e às
regras gramaticais (fundamentais para textos e literatura, mas não para adquirir
fluência).

3. Dê Valor ao Ritmo
Focalize mais a “música” do que a “letra” ao ouvir pessoas falando inglês.

4. Mais Linguagem Corporal


Comece a observar as expressões faciais, os gestos, sem se preocupar com o
significado de cada palavra.

5. Maximize o que sabe


Pare de pensar no que falta, no que você não sabe. A questão é valorizar o que
sabe e administrar com tranqüilidade o que desconhece.

6. Mais Receptividade
Questione e analise menos, seja mais intuitivo, instintivo.

7. Relax
Tensão e ansiedade de aprender rapidamente acabam causando verdadeiros
bloqueios.

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A pergunta que todos fazemos é: será que vale a pena estudar gramática? Não
é novidade dizer que um idioma é algo baseado essencialmente na troca de
informações pela fala e escrita. A gramática nada mais é do que uma tentativa
de documentar isso tudo e ainda manter o idioma padronizado.

Nós brasileiros temos um certo trauma desse tema. Isso porque nos primeiros
anos de escola somos obrigados a estudar regras complicadíssimas do bom e
velho Português. Depois, nos últimos anos nos obrigam a estudar regras não
menos chatas, só que agora de outro idioma, o Inglês.

Gramática por si só não tem utilidade nenhuma. Pronto falei! Estou sendo
radical, mas verdade seja dita, ninguém aprende Inglês na escola – refiro-me
aqui ao ginasial – estudando gramática. Se você é uma exceção, por favor,
entre em contato, gostaria de saber como conseguiu essa façanha.

Vou contar um segredo. Estude a gramática depois que você já domina o


tema. É contraditório, não é? Vou explicar! Antes de estudar Present Perfect
busque em seu livro ou na Internet frases que estão nesse tempo verbal. Faça
um exercício de tradução e tente acostumar seu cérebro à formação das
frases. Treine em voz alta, escreva, reescreva, use no dia-a-dia. Só depois
disso comece a estudar a gramática relacionada ao tema. Você vai ver como o
estudo vai ficar mais agradável. A cada nova regra você vai ter aqueles
insights: “caramba, por isso que eu digo isso assim e não assado”. Faça o
teste!

Como eu disse o início, a gramática é uma “tentativa” de documentar o


idioma. Porém nem sempre isso funciona. Aprenda a falar primeiro, depois
estude as regras. Não o inverso. Aí sim você vai aproveitar todo potencial
da gramática.

Com o objetivo de melhorar a pronúncia, eu criei o hábito de gravar as


conversas que tenho com amigos americanos via Skype ou MSN. Isso é muito
interessante, pois posso escutar os diálogos novamente e com isso ir me
avaliando. Essa prática já me rendeu uma considerável melhora na fluência.

Alguns dias atrás aconteceu uma situação interessante. Eu mostrei uma


dessas gravações para minha irmã, que também está estudando Inglês.
Adivinhem o que aconteceu? Ela não reconheceu a minha voz. Eu achei isso
interessante e ao ouvir com mais atenção percebi que ela tinha razão, a voz
que eu uso para falar em Português é diferente daquela que uso para em
Inglês. Esse episódio me lembrou de um artigo escrito por Jason Bermingham
na revista Speak Up. Veja o que ele diz:

Portuguese is a more nasal language than English [...] If you are a Brazilian
who speaks English, you need to reduce the amount of air entering the nasal
cavity. But remember no air is as bad as too much air. If you cut off the flow, it
will sound as if you have a stuffy nose.

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Traduzindo… O Português é um idioma mais nasal do que o Inglês [...] Se você
é um Brasileiro que fala Inglês, você deve reduzir a quantidade de ar que entra
na cavidade nasal. Mas lembre-se nenhum ar é tão ruim quanto muito ar. Se
você cortar totalmente a corrente de ar, ficará parecendo que você está com o
nariz entupido.

Esse mesmo artigo apresenta um teste muito interessante. O teste revela se


você tem uma voz nasal (ideal para quem fala Português) ou não (ideal para
quem fala Inglês). Siga as instruções: comece a contar em Inglês (é claro) de 1
até 10 (one, two, three…), quando você chegar no 5 (five) feche o nariz e
continue contando. Se a mudança for quase imperceptível isso quer dizer que
você está pronunciando corretamente. Interessante, não é?

Talvez isso explique porque a nossa voz muda de acordo com o idioma que
estamos falando. Só uma dica, não faça esse teste no trabalho. Os seus
colegas poderão achar que você está pirando. ;-)

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