(i) Nome completo da candidata
Ana Carolina Coelho Aires Fugita
(ii) Resumo conciso da aula
A Teoria Geral do Processo estabelece princípios, como o da inércia e do impulso, o qual
determina que é dever das partes tomar a iniciativa para iniciar o processo, enquanto o juiz tem
o dever de intimar. Já os princípios da congruência e correlação garantem que o juiz não pode
conceder algo que não tenha sido requerido.
Há também o princípio do acesso à justiça assegurado pelo CPC, permitindo que
qualquer pretensão seja levada ao Judiciário, embora o conflito também possa ser resolvido por
meios alternativos. Além disso, as partes têm direito ao cumprimento da decisão em tempo
razoável. A boa-fé objetiva impõe um padrão de conduta a todos que participam do processo.
O contraditório impede decisões contra uma parte sem sua intimação, evitando surpresas. O
princípio da igualdade assegura paridade de tratamento, garantindo igualdade na produção de
provas documentais e testemunhais. A proporcionalidade se reflete na fixação de danos morais.
Por fim, a motivação exige que todas as decisões sejam fundamentadas.
O processo é uma relação jurídica estruturada em contraditório dentro de um
determinado procedimento, que é a sequência de atos a serem seguidos. O procedimento
comum é aplicado quando a lei não determina regra específica, enquanto o procedimento
especial é adotado em casos que fogem da regra geral, como nas ações de dissolução de
sociedade.
O direito de petição garante o acesso ao Judiciário para qualquer pessoa, enquanto o
direito de ação é o direito do autor em relação ao réu, desde que atendidas as condições de
legitimidade (ser titular do direito) e interesse de agir (motivação para recorrer ao Judiciário). Os
elementos da ação são as partes (autor e réu), a causa de pedir (situação) e o pedido
(consequência jurídica desejada). A litispendência ocorre quando dois ou mais processos têm as
mesmas partes, causas e pedidos. Nesses casos, o processo inicial segue e os posteriores são
extintos. A conexão ocorre quando há identidade entre pedido ou causa de pedir, enquanto a
continência se caracteriza por um pedido mais amplo que engloba outro menor, levando à
extinção do menos abrangente.
A petição inicial passa por um juízo de admissibilidade, que leva à citação do réu. No
procedimento comum, a resposta do réu se dá pela contestação, enquanto nos procedimentos
especiais, a contestação pode não ser uma resposta aceita. Em processos de execução, é possível
apresentar embargos. O juiz pode decidir pela produção de provas ou pela realização de perícia,
conduzindo o processo para audiência e sentença.
A sentença deve conter a identificação das partes, a legitimidade, os fatos, a
documentação e o valor da causa. A competência do foro deve ser observada, sendo que em
São Paulo existem foros regionais específicos. Os tipos de pedido podem ser certo e
determinado, genérico (quando o valor exato ainda não é conhecido), subsidiário (se não for
possível o pedido principal, busca-se outra alternativa), alternativo (escolha entre duas
possibilidades), cumulado (mais de um pedido na mesma ação) e implícitos (já previstos no
ordenamento jurídico).
No juízo positivo, a relação trilateral se forma com a petição inicial e se consolida com a
citação do réu. No juízo intermediário, há ausência de algum requisito, enquanto no juízo
negativo, ocorre o indeferimento da inicial por falta de requisito objetivo ou improcedência
liminar do mérito. A resposta do réu pode incluir a reconvenção, que equivale a uma nova ação
dentro da contestação. A revelia ocorre quando não há resposta do réu, gerando a presunção
relativa da veracidade dos fatos alegados pelo autor. No caso de julgamento antecipado, o
recurso cabível é a apelação. Por fim, a sentença deve garantir coerência entre o dispositivo e o
restante da decisão.
(iii) Dúvidas suscitadas ao longo da aula
1. A distinção entre causa de pedir remota e próxima.
2. Qual a relação entre a inépcia da petição inicial e o exemplo dado em aula de uma ação
indenizatória por tentativa de homicídio?
3. Diferença entre conexão e continência.
4. Conceito de reconvenção.
(iv) Breve percepção individual da candidata sobre o tema abordado.
Vejo a Teoria Geral do Processo como uma ferramenta essencial para a proteção de
direitos e a promoção da justiça. Por conta disso, acredito que um bom entendimento da TGP
é fundamental para o trabalho como Estagiária Plantonista no Departamento Jurídico.
Os princípios fundamentais da TGP, como o contraditório e a igualdade de tratamento,
refletem a busca por um julgamento justo. Esses princípios são especialmente relevantes em um
cenário como o do DJ, onde erros processuais podem impactar diretamente a vida de pessoas
hipossuficientes
Além disso, compreender institutos como litispendência, conexão e continência contribui
para uma solução de conflitos mais rápida, e a análise dos diferentes tipos de pedido (genérico,
alternativo e subsidiário) evidencia a importância de uma petição inicial bem fundamentada,
capaz de garantir que a sentença atenda efetivamente às necessidades do assistido.