CAPÍTULO 4
Transporte de Substâncias Através da s Membranas Celulares
A s diferenças entre a composição d o s líquidos intracelular e extracelular são
causadas por mecanismos de transporte das membranas celulares. As principais
diferenças na composição são as seguintes:
• O líquido extracelular apresenta maiores concentrações d e sódio, cálcio,
bicarbonato e cloreto, em comparação com o líquido intracelular
• O líquido intracelular apresenta maiores concentrações de potássio, fosfatos,
magnésio e proteínas, em comparação com o líquido extracelular.
AMEMBRANA CELULAR ÉCOMPOSTA POR UMA BICAMADA LIPÍDICA QUE
CONTÉM PROTEÍNAS DE TRANSPORTE
moléculas eposoleveis possem
A bc
iam ada l
ipídi
c a f
orm a uma ba r
rei
ra co nt
ra o m o vm
i eno
t d
a m ai
ori
a das
substâncias hidrossolúveis. Entretanto, a s substâncias lipossolúveis menores
~ deretamente pela Decamada
conseguem passar diretamente através da bicamada lipídica. As moléculas de epídica
proteína na bicamada lipídica representam uma via de transporte alternativa para as sompre aberto
substâncias hidrossolúveis:
1 o
Pm
e
d se:
r Compoo
t
r s ou po rs
s que a uxiliam no
• As proteínas de canal proporcionam uma via aquosa para o movimento de íons
(principalmente) através da membrana
Proteino e sebstancion
transporte d
• As proteínas carreadoras ligam-se a moléculas específicas e , e m seguida, hidronoleíveis pela bicamoda
sofrem mudanças conformacionais, q u e m o v e m a s moléculas através d a
membrana.
Otransporte através da membrana celular ocorre por meio de difusão ou p Existem 2 y o r m a s d u
transporte ativo: transporte atracés da membrana
• A difusão refere-se ao movimento aleatório de moléculas através dos espaços
intermoleculares n a membrana celular o u e m associação a u m a proteína
Difusão e Tronsporte ativo
carreadora. Aenergia que produz a difusão é a energia do movimento cinético
(normalida matéria →
→ S ó precisa d a Ecinético
• O transporte ativo refere-se ao movimento de substâncias através da membrana
em associação a uma proteína carreadora, bem como contra um gradiente
eletroquímico. Esse processo exige uma fonte de energia, além da energia
cinética.
DIFUSÃO ~ S uosT.i pos soli vel
Adifusão refere-se ao movimento contínuo de moléculas em líquidos ou gases. * Difusão simples: se move pela
Adifusão através da membrana celular pode ser dividida em dois subtipos: m e m b r a n a sem precesen d e prot.
correachrees
I Adifusão simples indica que as moléculas es movem através de uma membrana Co Ocorre atrovés d o s intertícios
sem que ocorra a ligação a proteínas carreadoras. Ela pode ocorrer por meio de
duas vias: (1) através dos interstícios da bicamada lipídica e (2) através de d a b i c a m a d a e d e carnois proteicos
canais de proteínas preenchidos com água, que se estendem pela membrana
celular
Adifusão facilitada necessita de uma proteina carreadora. Aproteina carreadora * Dif focilitado: precisa d e
ajuda a passagem de moléculas através da membrana, provavelmente por meio proví n a c o r v e a d u r a
de sua ligação química a essas moléculas e de seu transporte através da
membrana.
Ataxa de difusão de uma substância lipossolúvel através da membrana celular é *Anpossolubilidade a o
Txa de
diretamente proporcional à sua lipossolubilidade. Alipossolubilidade do oxigênio,
o a t r o v é s d o m e m b r a n a
do nitrogênio, do dióxido de carbono, dos gases anestésicos e da maioria dos álcoois
difusã
é tão alta que eles conseguem se difundir diretamente através da bicamada lipídica
da membrana celular.
A áqua e outras moléculas insolíveisme lipídios, rincipalmente íons ~ H 2 0 e mdéc Cidrossolúveis difun-
difundem-se através dos canais proteicos na membrana celular. A água passa
d e m -s e a
prontamente através de canais proteicos transmembrana, denominados aquaporinas. tr o v é s d o s condis protácos
Outras moléculas insolúveis em lipídios (principalmente íons) de tamanho pequeno
osuficiente conseguem passar através de outros canais proteicos específicos. ex: Aquaprinos
Os canais proteicos têm permeabilidade seletiva para o transporte de uma ou
mais moléculas específicas. A permeabilidade seletiva dos canais proteicos a
' ~ Condis protéicos t e m permeabilidal
diferentes substâncias resulta das características do próprio canal, como diâmetro, seletiva
formato e natureza das cargas elétricas existentes ao longo da sua superficie interna.
As comportas dos canais proteicos fornecem uma maneira de controlar a sua
permeabilidade. Acredita-se que a s comportas sejam extensões moleculares d a
proteína transportadora, que podem fechar a abertura do canal o u podem ser
m 2 y ou m as d e con trolor
levantadas da abertura por uma mudança conformacional na própria molécula de
~ Existe
proteína. A abertura e o fechamento das comportas são controlados de duas
e o j e c h a m e n t o d o s
maneiras principais: ertura
a ab
* Comportas reguladas por voltagem. Nesse caso, a conformação molecular da comportas.
comporta é controlada pelo potencial elétrico através da membrana celular. Por
exemplo, a carga negativa normal existente no lado interno da membrana celular I Voltogem
faz a s comportas de sódio permanecerem rigorosamente fechadas. Quando a
parte interna da membrana perde a sua carga negativa (i. e., torna-se menos
negativa), ocorre a abertura das comportas, o que possibilita a passagem de íons @ Substâncias químicas
sódio para dentro através dos canais de sódio. A abertura das comportas dos
canais de sódio dá início a potenciais de ação nas fibras nervosas
od flguma outra molécula se ligor
* Comportas reguladas por substância química. Algumas comportas de canais
proteicos são abertas pela ligação de outra molécula à proteína, o que produz
à proteina →m udanço cone
f m
r aiono)
u m a mudança conformacional na proteína d a membrana, que abre o u fecha a
comporta. Esse processo é denominado controle químico (ou por ligante) d a
comporta. Um dos exemplos mais importantes de controle químico da comporta
na proteino →abre ou fecha a
é o efeito d a acetilcolina s o b r e o c a n a l d e cátions d e acetilcolina d a j u n ç ã o comporta
neuromuscular.
Adifusão facilitada também é chamada de difusão mediada por transportador.
As moléculas transportadas por difusão facilitada geralmente não conseguem moléculos tronsp ortados o
p r d ifu s ão J u c ilitad a
m d e u m a p r o t e í n a c a r r e d o r a
atravessar a membrana celular sem a assistência de uma proteína carreadora isa prec
específica:
• Adifusão facilitada envolve duas etapas: (I) a molécula a ser transportada entra
o Substâncias mois importantes que s e movem por
em u m canal fechado e liga-se a u m receptor específico; e (2) ocorre uma
mudança conformacional na proteína carreadora, de modo que o canal agora se A
dif. foilitado: glicos, galoctose, pratese e A
abre para o lado oposto da membrana onde a molécula é depositada
• A difusão facilitada difere da difusão simples em um importante aspecto. Ataxa
de difusão simples aumenta de modo proporcional à concentração da substância
que sofre difusão. Na difusão facilitada, a taxa de difusão aproxima-se de um
limitada pea
l velocidade com que a
u proteina
valor máximo, denominado máx à medida que a concentração da substância ~ m
U x
a é
aumenta. Essa taxa máxima é determinada pela velocidade em que a molécula rmocional
pode soper mudanço confo
de proteína carreadora pode sofrer amudança conformacional
• Entre as substâncias mais importantes que atravessam as membranas celulares
por difusão facilitada, destacam-se a glicose e a maioria dos aminoácidos.
Fatores que afetam a velocidade efetiva da difusão
é determinada pelavo:
Avelocidade de d f u s ã o
A s substâncias podem se difundir em ambas as direções através da membrana
celular. Em geral, o mais importante é a velocidade efetiva de difusão de uma no a membrana
substância em determinada direção. Essa velocidade é determinada pelos seguintes O Permu e b i l i d a e d
fatores:
• Permeabilidade. A permeabilidade de uma membrana a determinada substância
(2) Diferença d e concentração
é expressa como a velocidade efetiva de difusão da substância através de cada
encial elétrico
3 Pot
unidade de área da membrana para uma unidade de diferença de concentração
entre os dois lados da membrana (quando não há nenhuma diferença elétrica ou
de pressão)
• Diferença d e concentração. A velocidade efetiva de difusão através de uma
membrana celular é proporcional à diferença na concentração da substância que
sofre difusão nos dois lados da membrana
rde seletiva dos c a n a i s proficos:
• Potencial elétrico. S e u m potencial elétrico for aplicado através d e uma
* Permeabili de
abilidude pora
membrana, os ions movem-se através da membrana, em virtude de suas cargas
elétricas. Quando grandes quantidades de íons se movem através da membrana,
C a d a c a n a l tem s e u n ív el de p u m e
surge uma diferença de concentração desses mesmos íons na direção oposta à
o d e m o r é c u l a
diferença de potencial elétrico. Quando a diferença na concentração alcança um
c o u t a tip
nível alto o suficiente, os dois efeitos equilibram-se mutuamente, criando um
estado d e equilíbrio eletroquímico. A diferença elétrica q u e equilibra
determinada diferença de concentração pode ser calculada utilizando-se a
equação de Nernst (ver Capítulo 5).
Osmose através de membranas seletivamente permeáveis: difusão efetiva de
água
A osmose refere-se a o movimento efetivo d e água através d e membranas
seletivamente permeáveis, causado por uma diferença de concentração da água. A
água é a substância mais abundante que se difunde através da membrana celular.
Entretanto, a quantidade que se difunde em cada direção é tão precisamente
equilibrada e m condições normais que n ã o ocorre nem mesmo o mais leve
movimento efetivo de moléculas de água. E m consequência, o volume de uma
célula permanece constante. Todavia, pode haver o desenvolvimento d e uma
diferença de concentração de água através de uma membrana celular. Quando isso
ocorre, há um movimento efetivo de água através da membrana, que faz a célula
inchar ou encolher, dependendo da direção do movimento efetivo. Adiferença de
pressão necessária para interromper a osmose é denominada pressão osmótica.
A pressão osmótica exercida por partículas em uma solução é determinada pelo
número de partículas por unidade de volume de líquido, e não pela massa das
partículas. Em média, a energia cinética de cada molécula ou íon que colide em uma
membrana é aproximadamente a mesma, independentemente d e s e u tamanho
molecular. Em consequência, o fator que determina a pressão osmótica de uma
solução é a concentração da solução quanto ao número de particulas por unidade de
volume, e não quanto à massa do soluto.
TRANSPORTE ATIVO DE SUBSTANCIAS ATRAVES DAS MEMBRANAS
O transporte ativo p o d e mover u m a substância contra u m gradiente
eletroquímico. O gradiente eletroquímico é a soma de todas as forças de difusão que
atuam n a membrana. Essas forças incluem a s causadas p o r diferença d e
concentração, p o r diferença elétrica e p o r diferença d e pressão. Quando uma
membrana celular move uma substância contra u m gradiente eletroquímico, o
processo é denominado transporte ativo.
O transporte ativo pode ser dividido em dois tipos, de acordo com a fonte de
energia utilizada para o transporte. Em ambos o s casos de transporte ativo, o
transporte depende de proteinas transportadoras que atravessam a membrana celular,
a s s i m c o m o ocorre n a difusão facilitada:
• Transporte ativo primário. A energia origina-se diretamente d a quebra d o
trifosfato de adenosina (ATP) ou de algum outro composto de fosfato de alta
energia
• Transporte ativo secundário. A energia deriva secundariamente da energia que
f o i armazenada n a f o r m a d e diferenças d e concentração i ô n i c a e n t r e o s d o i s
lados d a membrana, originalmente criadas por transporte ativo primário. O
gradiente eletroquímico de sódio impulsiona a maioria dos processos de
transporte ativo secundário.
Transporte ativo primário
A bomba de sódio-potássio transporta íons sódio para fora das células e íons
potássio para dentro das células. Abomba de sódio-potássio (Na*/K*), presente em
todas a s células d o corpo, é responsável pela manutenção das diferenças de
concentração d e sódio e potássio através d a membrana celular e pelo
estabelecimento de u m potencial elétrico negativo dentro das células. Três íons
sódio se ligam a uma proteina transportadora no interior da célula, ao passo que dois
ions potássio se ligam à proteína transportadora no exterior da célula. A proteína
transportadora t e m atividade d e adenosina trifosfatase (ATPase), e a ligação
simultânea de íons sódio e potássio provoca o aumento da atividade de ATPase da
proteina. Em seguida, a ATPase cliva uma molécula de ATP, com a consequente
formação de uma molécula de difosfato de adenosina e liberação de uma ligação de
fosfato d e alta energia. Acredita-se que essa energia produza uma m u d a n ç a
conformacional na molécula da proteína transportadora, expulsando os íons sódio
para fora e os íons potássio para dentro.
Abomba de Na*/K* controla o volume celular. Abomba de Na/K* transporta três
moléculas de sódio para fora da célula para cada duas moléculas de potássio
bombeadas para o interior da célula. Essa perda efetiva e contínua de ions do
interior da célula inicia uma força osmótica para mover a água para fora da célula.
Além disso, quando a célula começa a inchar, a bomba d e Na*/K*
automaticamente ativada, movendo para o exterior ainda mais íons que carregam
água com eles. Por conseguinte, a bomba de Nat/K* desempenha uma função de
vigilância contínua na manutenção do volume normal das células.
O transporte ativo satura d a mesma forma q u e a difusão facilitada. Quando a
diferença d e concentração d a substância a ser transportada é pequena, a t a x a d e
transporte aumenta d e modo aproximadamente proporcional a o aumento da
concentração. Em concentrações elevadas, a taxa de transporte é limitada pelas
taxas q u e a s reações q ui micas d e ligação, b e r a c ã o e m u d a n c a s
conformacionais das proteinas transportadoras podem ocorrer.
O cotransporte e o contratransporte são duas formas de transporte ativo ~a Existem 2 fo rm as d e tronsport a ti v o 2 º
secundário. Quando íons sódio são transportados para fora das células por
transporte ativo primário, geralmente há o desenvolvimento de um grande gradiente
de concentração de sódio. Esse gradiente representa uma forma de armazenamento
de energia, visto que o excesso de sódio fora da membrana celular está sempre
d e onde vem a aneugia do tronsP. ativo 2=?
tentando se difundir para o interior da célula:
• Cotransporte. Aenergia de difusão do sódio pode puxar outras substâncias junto
com o sódio (na mesma direção) através da membrana celular, utilizando uma
proteina transportadora especial
• Contratransporte. O ion sódio e a substância a ser contratransportada movem-se
para lados opostos d a membrana, sendo o movimento d o sódio sempre para o
interior da célula. Mais uma vez, faz-se necessária uma proteína transportadora.
Aglicose e os aminoácidos podem ser transportados para dentro da maioria das
células por cotransporte de sódio. As proteínas transportadoras têm dois sítios de
ligação e m seu lado externo - u m para o sódio e outro para a glicose e os
aminoácidos. Mais uma vez, a concentração de i o n s sódio é relativamente alta n o
lado de fora e relativamente baixa no interior da célula, fornecendo a energia para o
transporte. Uma propriedade especial das procínas transportadoras é que a mudança
conformacional - que possibilita o movimento do sódio para o interior da célula -
não ocorre até que uma molécula de glicose ou de aminoácido também se ligue à
sua proteína transportadora específica.
Os íons cálcio e hidrogênio podem ser transportados para fora das células por
meio do contratransporte de sódio:
• O contratransporte d e sódio-cálcio ocorre na maioria das membranas celulares.
com movimento de íons sódio para o interior da célula, ao passo que os íons
cálcio s e movem para o exterior; ambos estão ligados à isma proteina
transportadora em forma de contratransporte
• O contratransporte de sódio-hidrogênio ocorre particularmente nos túbulos
proximais dos rins, onde os íons sódio se movem do lúmen do túbulo para o
interior d a s células tubulares, a o passo q u e o s ions hidrogênio são
contratransportados para o lúmen.
O que é transporte ativo secundário?
Equando a célula transporta algo contra o seu gradiente (de onde tem menos para onde tem
mais), usando a energia de outro íon que está voltando a favor do seu caminho natural.
Ou seja:
Acélula "pega carona" na energia do sódio (Na*), que está voltando para dentro da célula (de onde
tem mais para onde tem menos), para arrastar outra substância junto.
Exemplo prático (super comum n o corpo):
Transporte d e glicose n o intestino:
• A célula precisa absorver glicose, m a s ela já está mais concentrada dentro da célula do que
fora.
• Então ela não consegue entrar sozinha (porque seria contra o gradiente).
• Aí o sódio (Na*), que está em maior quantidade fora da célula, entra naturalmente.
• A proteína transportadora aproveita esse movimento do N a para puxar a glicose junto.
• Esse é um simporte (ambos entram juntos).
Por que isso é "secundário"?
Porque a célula não usa ATP diretamente nesse processo -
ela só consegue fazer isso porque a bomba de sódio e potássio (transporte ativo primário) já gastou •
Tonicidade x Osmolaridade
1. O q u e é Osmolaridade?
Osmolaridade é a concentração total de partículas dissolvidas (solutos) em 1 litro de solução.
• Inclui t o d a s a s partículas o s m o t i c a m e n t e ativas, c o m o í o n s (Na*, Cl; K*), glicose, u r e i a etc.
• Não importa s e e s s a s partículas entram ou não n a s células, ela s ó mede o total.
Exemplo:
• Solução com 300 mOsm/L = igual à osmolaridade do plasma →iso-osmótica
2. O que é Tonicidade?
Tonicidade é o efeito de uma solução sobre o volume da célula, ou seja, depende de como a água se
move p o r osmose.
• Leva e m c o n t a s o m e n t e o s s o l u t o s q u e n ã o a t r a v e s s a m a m e m b r a n a ( o s c h a m a d o s solutos
efetivo s)
• A água vai sempre do lugar com menos soluto (mais diluído) para onde tem mais soluto (mais conce
Aosmolaridade mede a quantidade total d e partículas por litro. Avalia a concentração de soluto total
(mesmo os que atravessam a membrana)
Atonicidade mede o movimento d a água e o efeito sobre a célula. Indica s e a célula vai inchar, encolher ou
permanecer igual. Considera somente a s partículas que não atravessam a membrana - e por isso influencian
Transporte p o r vesículas
O transporte por vesículas é um mecanismo celular essencial para a movimentação de moléculas
entre diferentes compartimentos intracelulares e entre a célula e o meio extracelular. Esse processo
permite a comunicação e a distribuição eficiente d e proteínas, lipídios e outras substâncias,
contribuindo p a r a a manutenção d a homeostase celular.
Mecanismo Geral
• Formação de Vesículas:
Moléculas (cargas) s ã o encapsuladas em membranas derivadas d e organelas como o retículo
endoplasmático ou o complexo de Golgi. Aformação envolve o "budding", em que a membrana se
curva e s e desprende formando uma vesícula.
• Seleção do Carga:
Proteínas receptoras e sinais moleculares (como sequências peptídicas ou marcas glicosiladas)
garantem que apenas os componentes corretos sejam incorporados à vesícula.
• Tr a n s p o r t e e Direcionamento:
As vesículas s e deslocam pelo citoplasma ao longo do citoesqueleto, muitas vezes guiadas por
proteínas motoras (como cinesina e dineína). Essa movimentação permite que as vesículas
alcancem seu destino específico dentro d a célula.
• Fusão e Liberação do Conteúdo:
Ao atingir o compartimento-alvo, a vesícula se funde com a membrana desse compartimento,
liberando seu conteúdo. Esse processo de fusão é mediado por proteínas SNARE, que asseguram a €
Principais Processos Envolvidos
1. Exocitose:
• Definição: Aliberação de substâncias da célula para o meio extracelular.
• Função: Importante para a secreção de neurotransmissores, hormônios, enzimas e outros
mensageiros químicos.
• Exemplo Clínico: A secreção de insulina pelas células beta do pâncreas.
2. Endocitose:
• Definição: O processo pelo qual a célula internaliza substâncias do meio extracelular formando
vesículas.
• Função: Permite a captação de nutrientes, a regulação dos receptores de superfície e a remoção
d e p a t ó g e n o s o u d e t r i t o s celulares.
• Tipos:
• Fagocitose: Ingestão d e partículas grandes (por exemplo, células d o sistema imunológico).
• Pinocitose: Captura d e fluidos e solutos dissolvidos.
• Endocitose mediada por receptor: Específica para moléculas que s e ligam a receptores n a
membrana.
3. Transporte Intracelular:
• Trajeto entre Organelas: Vesículas q u e s e formam n o retículo endoplasmático e s e dirigem a o
complexo d e Golgi, e d e lá p a r a outros destinos, c o m o lisossomos ou membrana plasmática.
• Relevância: Esse transporte é fundamental para a maturação, modificação e distribuição de proteí