Autobiografia Alexandre
Autobiografia Alexandre
Sempre acreditei que a vida é uma grande escola. Aprendi muito nos sítios
onde trabalhei, mas também nas situações do dia a dia, nas responsabilidades
que fui tendo, nos desafios que tive de superar. Tudo isso me ensinou muito. O
processo RVCC tem esse valor: reconhece que mesmo sem um percurso
escolar completo, as pessoas adquirem conhecimentos e competências válidas
e importantes.
Na altura em que deixei a escola, achei que estava a fazer o que era melhor.
Fui trabalhar cedo como muitos outros, e achei que era o caminho certo. Hoje,
com outra maturidade e com mais vivência, percebo que talvez pudesse ter
feito diferente. Mas não vale a pena viver de arrependimentos. Agora quero
olhar em frente, corrigir esse caminho e seguir em frente com mais certezas e
preparação.
Com este processo, quero reforçar as minhas competências, atualizar o que sei
e, acima de tudo, ganhar ainda mais confiança para abraçar novas
oportunidades. Sei que este passo me vai ajudar a construir um futuro mais
sólido, mais alinhado com aquilo que quero para mim. E acredito, de coração,
que nunca é tarde para recomeçar.
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A família e a infância
Cresci numa família com poucas posses, onde era preciso pensar primeiro na
sobrevivência e só depois nos sonhos. Isso fez com que eu tivesse de começar
a trabalhar cedo abdicar dos estudos, seguir caminhos mais seguros e viáveis,
mesmo que não fossem os que mais desejava. A falta de dinheiro nunca me
tirou o alento nem a vontade de lutar, mas confesso que limitou algumas
oportunidades e tornou tudo mais difícil.
A minha infância foi vivida num ambiente rural, simples, mas cheio de amor e
respeito. Estávamos sempre em contacto com a natureza, com os animais,
relembro os campos e os cheiros da terra lavrada depois da chuva. Foi uma
infância à antiga com liberdade para brincar e aprender com o mundo à nossa
volta.
O meu pai foi à guerra em 1974 e infelizmente, voltou bastante afetado. Acabou
por desenvolver esquizofrenia e teve de se reformar cedo. Apesar disso,
sempre foi um homem respeitado e trabalhador, ensinou-me a mim e aos meus
irmãos, o valor do esforço. A minha mãe foi, a figura mais presente e
importante da minha vida. Trabalhava como funcionária pública nas piscinas de
Maximinos e mesmo com todas as dificuldades, nunca nos faltou com amor,
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dedicação e força. Foi com ela que aprendi a ser persistente e a nunca desistir,
mesmo quando o caminho parecia difícil demais.
Tenho três irmãos mais velhos, o Gaspar, a Brigite e o Márcio. Eu sou o mais
novo, mas isso nunca me fez sentir menor. Brincávamos juntos, jogávamos à
bola, aos berlindes, andávamos de trator e saltávamos à fogueira no São João.
Nunca faltávamos à missa ao domingo, porque isso fazia parte da nossa vida
em família.
Naquele tempo, não se falava muito em “direitos das crianças”, mas havia uma
grande noção do dever e proteção por parte dos pais. Os tempos mudaram,
hoje fala-se mais, mas ainda há muito por garantir. Acredito que todas as
crianças devem crescer num ambiente com segurança, acesso à saúde e à
educação, e liberdade para sonhar. E essa responsabilidade não é só dos pais,
mas também das escolas e da sociedade como um todo.
Hoje, vejo as crianças presas aos telemóveis, aos tablets e às consolas. Têm
mais acesso à informação, é verdade, mas perderam o contacto humano, a
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criatividade e aquela liberdade de brincar ao natural. Os perigos também
mudaram, antes o medo era de uma queda, de um acidente. Agora, é o
cyberbullying, o isolamento digital, os vícios online e a exposição a coisas que
não deviam ver tão novos. Por isso, hoje em dia é ainda mais importante que
os pais estejam atentos, presentes e que haja diálogo.
A verdade é que na altura em que era criança tudo era diferente. Havia menos
trânsito, as ruas estavam mais vazias e nós sentíamo-nos mais seguros. A
minha mãe deixava-me sair para brincar, tranquila, sabendo que estava por
perto e que, mais cedo ou mais tarde, eu havia de aparecer com a cara suja e
um sorriso de orelha a orelha, mal ela me chamasse da janela. Não existiam
tantos receios como os que os pais têm hoje, raptos, violência,assaltos... tudo
isso estava longe da nossa realidade.
Hoje, olho à volta e vejo como tudo mudou. As crianças de agora já não vivem
essa liberdade. A interação que nós tínhamos na rua, a correr e a tropeçar, hoje
acontece por mensagens ou vídeos. E, mesmo assim, parece mais solitária. Os
pais também têm menos tempo, trabalham mais horas, andam mais cansados,
e isso também se nota no tempo que sobra para os filhos.
Sou fruto de um percurso com muitas lutas, mas também com muitas lições. E
é por isso que, mesmo sem ter tudo, continuo a dar valor ao que tenho, e a
acreditar que o mais importante é nunca desistir de ser melhor, um dia de cada
vez.
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A(s) escola(s)
Durante muitos anos, ficou cá dentro aquele peso de ter deixado algo por
terminar. Com o tempo, veio a maturidade, e com ela a vontade de voltar a
pegar nos livros. Foi através do processo RVCC que consegui com muito
esforço e dedicação, concluir o 9.º ano. Posso dizer com orgulho que foi um
dos momentos mais importantes da minha vida. Senti que fechei um ciclo, que
cumpri um dever comigo próprio.
Sempre fui mais virado para o lado prático e criativo. As disciplinas que me
despertavam mais interesse eram Educação Visual, Educação Tecnológica e
História. Eram áreas onde conseguia expressar-me melhor e onde sentia que o
meu esforço rendia frutos. Já noutras disciplinas como Matemática e Ciências,
davam-me mais luta. Não eram o meu forte, mas nunca deixei de tentar, fazia o
que podia, dentro das minhas capacidades.
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valor enorme, quando hoje vemos filas de carros junto às escolas, são os
países que vão buscar/leva os filhos.
As rotinas eram simples, mas havia tempo para aprender, para brincar, para
fazer travessuras e para sonhar. E, apesar das dificuldades era um tempo
bonito, cheio de inocência e de pequenas alegrias.
Foi um momento marcante. Aquele dia ficou gravado em mim. Talvez tenha
sido aí que nasceu a minha paixão pela mecânica. Sujo de terra e óleo, ao lado
do meu pai senti que fazia a importância de aprender e trabalhar para uma vida
digna. Na minha opinião, foi um instante de ligação, de aprendizagem, mesmo
que ele nem o soubesse demonstrar com palavras.
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A formação profissional
Nunca fui uma pessoa muito virada para os estudos. A verdade é que a escola
nunca me prendeu. Estar horas sentado a ouvir alguém a falar de temas que,
para mim, pareciam tão distantes da realidade... não era o meu estilo. Sempre
preferi aprender a mexer, desmontar, ver como as coisas funcionam por dentro.
Desde pequeno que mostrava esse lado prático, talvez até curioso demais, e
foi isso que, com o tempo, me levou à mecânica.
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Repeti esta formação para reforçar conhecimentos, porque acredito que
prevenir é sempre melhor do que remediar. Aprendi a identificar riscos, a agir
de forma mais consciente e a respeitar normas que muitas vezes são
esquecidas por quem está “no terreno”. Para além disso, fiz também um curso
de Primeiros Socorros no Âmbito Laboral – Nível I, onde aprendi a reagir em
emergências, algo essencial num trabalho como o meu, onde o risco está
sempre presente.
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Outros contextos de aprendizagem
Muito do que sei hoje não aprendi nos livros nem dentro de uma sala de aula.
Foi a própria vida que me ensinou às vezes da forma mais dura, outras com
pequenas lições do dia a dia. Fora da escola, cresci a lidar com situações reais:
a gerir horários apertados, a comunicar com clientes, a resolver problemas
tanto no trabalho como em casa. Nada disto vem com manual, aprende-se
mesmo vivendo.
Posso dizer com toda a certeza que estas aprendizagens práticas, vindas da
vida real, valeram tanto como qualquer aula. Construíram a forma como
trabalho, como lido com os outros e como enfrento os desafios. E são essas
aprendizagens feitas no terreno, que me acompanham todos os dias.
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O desporto automóvel sempre fez parte de mim. Desde muito novo que me
apaixonei por carros, por velocidade, pelo barulho dos motores afinados a
puxar bem alto. Não era só um gosto, era mesmo uma paixão.
Comecei por acompanhar corridas, ver vídeos, ler sobre o assunto... e sempre
que havia um evento num autódromo, fazia os possíveis para estar lá. Aquela
adrenalina que se sente quando os carros arrancam, o cheiro da borracha a
queimar no asfalto, os olhos a seguir cada curva... é uma sensação difícil de
explicar. Parece que durante aqueles momentos tudo para, só existe a pista, os
carros e a emoção.
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A vida profissional
A verdade é que isto para mim nunca foi apenas um trabalho. É uma paixão,
daquelas que se sente mesmo no corpo. Desde que tive o meu primeiro Honda
Civic VTi, que o mundo da preparação automóvel passou a fazer parte de mim.
Lembro-me perfeitamente da sensação de conduzir aquele carro e de começar
a perceber tudo o que podia ser feito para o melhorar. A partir daí comecei a
mergulhar de cabeça no mundo da mecânica, da performance, dos motores e
das afinações.
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dava gozo, fazia com paixão e, mesmo sem estar declarado, foi ali que
comecei a ganhar experiência a sério na área.
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normais, mas também com veículos preparados para competição, que é
mesmo a minha especialidade e o que mais gosto de fazer.
Nunca aprendi com ninguém. Fui sempre autodidata. Desde pequeno que me
meto nisto e fui sempre aprendendo por mim. O processo foi feito de tentativa e
erro, muita pesquisa, prática constante e curiosidade. Tornei-me o meu próprio
professor.
Este tipo de trabalho, claro, tem riscos: cortes, roturas, ferimentos nos olhos ou
cabeça, lesões musculares... por isso, usamos equipamento de proteção
individual, como botas, luvas, óculos e massas para lavar as mãos. A
segurança é essencial.
Tenho contrato de trabalho sem termo, com uma carga horária de 9 horas por
dia. Entro sempre a horas, mas sair… nem sempre consigo sair no tempo
certo, porque o trabalho às vezes estica. Mas já estou habituado.
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marketing digital é essencial, precisamos de estar presentes nas redes sociais,
mostrar o que fazemos, conquistar novos clientes. Isso ainda nos falta, mas sei
que seria uma grande mais-valia para a empresa.
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Vida pessoal
Houve um momento que me marcou bastante nessa altura. Tinha uns 15 anos
quando percebi, da forma mais dura, o que é sentir uma traição. Tinha um
amigo muito chegado na escola. Era daqueles amigos que se conta tudo, em
quem confiava de olhos fechados. Partilhávamos segredos, falávamos de tudo.
Mas um dia, ele quebrou essa confiança, contou a outros colegas coisas que
lhe tinha dito em privado. Senti-me completamente apanhado de surpresa. Foi
um murro no estômago.
Na altura, doeu muito. Senti-me exposto, traído, e não sabia bem como lidar
com aquilo. Fiquei em baixo, afastei-me, e foi difícil digerir tudo. Mas com o
tempo, percebi que foi uma lição. Aprendi que a confiança é uma coisa séria.
Não se dá a toda a gente. Desde aí tornei-me mais cuidadoso com quem deixo
entrar no meu mundo. Passei a dar mais valor às amizades verdadeiras,
àquelas que estão lá nos bons e nos maus momentos.
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Hoje vejo que aquele episódio, por mais que tenha doído, ajudou-me a crescer.
Ajudou-me a criar uma força interior, uma espécie de escudo emocional que fui
construindo com as experiências. Aprendi a levantar-me quando me magoam,
a seguir em frente com mais cabeça, capaz de confiar, só que agora, com mais
sabedoria.
A vida deu uma grande volta quando fui pai aos 18 anos. A minha filha Aline
nasceu e apesar de eu ser ainda muito novo, aquele momento marcou-me para
sempre. Durante algum tempo, ela viveu em França, mas hoje está comigo.
Sou o seu tutor e faço tudo para que tenha uma vida estável e segura. É uma
responsabilidade grande, mas também um orgulho enorme. Faço o possível, e
o impossível, para que ela se sinta amada, protegida e com espaço para
crescer.
Aos 19 anos, conheci a Adriana, a mulher que tem estado ao meu lado desde
então. Construímos a nossa vida junta, passo a passo sempre com muito
esforço e dedicação. Casámos, erguemos a nossa casa com as nossas
próprias mãos e formámos uma família bonita e unida. Temos dois filhos
maravilhosos: o Tomás e a Luana. São a nossa alegria, o nosso futuro e a
nossa maior motivação.
A verdade é que a família é o centro de tudo na minha vida. São eles que me
fazem levantar todos os dias com vontade de ser melhor, de trabalhar mais, de
lutar por um futuro com mais estabilidade, e mais oportunidades. Tudo o que
faço, faço a pensar neles.
Não sou perfeito, e a vida nem sempre foi fácil, mas acredito que a dedicação à
família são os pilares que nos mantêm de pé, mesmo quando tudo parece
desabar. E é por isso que, acima de tudo, sou um homem de família, com
orgulho, com emoção e com muita vontade de continuar a construir algo de
bom.
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A Habitação
Vivo em Merelim São Paio, no concelho de Braga. A nossa casa começou a ser
construída em 2022, num terreno autónomo que conseguimos com muito
esforço e dedicação. Foi um projeto pensado em conjunto, para dar conforto e
estabilidade à minha família. Idealizamos a casa, pedimos a um arquiteto que
desenhasse o projeto, foi necessário ir à conservatória do registo predial e
contrair um empréstimo ao banco.
A localização é bastante boa, e facilita muito a nossa vida no dia a dia. A cerca
de 300 metros fica a Escola Básica Mosteiro e Cávado, onde o meu filho
Tomás estuda e que atualmente frequenta o 6.º ano. Temos uma paragem de
autocarro a apenas 50 metros, o que é uma grande ajuda principalmente para
quem não tem transporte próprio ou para os miúdos ganharem alguma
autonomia.
Além disso, existem duas zonas industriais a cerca de 2 km, o que pode
representar oportunidades de trabalho e movimento económico na zona. E
claro, em apenas 4 km chegamos ao centro da cidade de Braga, o que nos
coloca perto de tudo, escolas, centros de saúde, transportes, comércio, cultura.
Sinto que estamos num bom sítio, calmo, mas ao mesmo tempo perto de tudo
o que precisamos. Esta casa é muito mais do que paredes e telhado,
representa o nosso esforço, o nosso sonho de uma vida melhor onde criamos
os nossos filhos.
A minha casa tem tudo o que preciso para viver com conforto. Foi pensada ao
pormenor, tanto a nível de comodidade como de poupança de energia. Temos
aspiração central e ar condicionado nas divisões principais, o que facilita muito
o dia a dia, mas também apostámos em soluções mais económicas e eficientes
para o aquecimento da casa.
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Como sempre tive em mente a importância do isolamento, coloquei placas de
roofmate de 4 cm nas paredes e de 6 cm no telhado. Isto ajuda bastante a
manter a temperatura interior, tanto no inverno como no verão, e também reduz
bastante o barulho vindo do exterior.
Na sala, temos uma lareira a lenha com recuperador de calor. Esta opção foi
escolhida por ser muito mais eficiente do que uma lareira aberta. Para além de
dar um ambiente acolhedor à casa, consegue aquecer bem o espaço e ainda
poupar na conta da luz ou do gás. Para manter o calor dentro de casa, as
janelas são todas com vidro duplo, o que também ajuda imenso no isolamento
térmico.
Outra coisa que fazemos com regularidade é arejar as divisões. Acho que é
mesmo essencial para a saúde da casa e de quem lá vive. O ar precisa de
circular, renovar-se, e isso só se consegue se houver entrada de ar fresco de
vez em quando.
No fundo, acredito que o conforto de uma casa não está só nas coisas
modernas que ela tem, mas também na forma como é pensada e vivida no dia
a dia.
Com o passar dos anos, tenho percebido que aquilo que procuramos numa
casa vai muito além de quatro paredes e um telhado. Antigamente, talvez o
mais importante fosse apenas ter um sítio onde nos abrigássemos do frio, da
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chuva ou do calor. Mas hoje, sinto que isso já não chega. As nossas
necessidades mudaram, tal como o nosso modo de viver.
Hoje em dia fala-se muito em casas inteligentes. É verdade que ainda não são
para todos os bolsos, mas não há dúvida de que vieram mudar a forma como
vivemos. Criaram ambientes mais eficientes, mais seguros e até mais
cómodos, especialmente para quem consegue investir nesse tipo de
tecnologia. São casas pensadas ao detalhe, que se adaptam ao dia a dia das
pessoas que lá vivem. E isso, para mim, tem muito valor.
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Outra coisa que me chamou à atenção foi o facto de se poder controlar vários
equipamentos à distância, mesmo quando se está fora de casa. Por exemplo,
ligar o aquecimento antes de chegar ou verificar se está tudo fechado e seguro.
Também vi casas com sistemas de som e vídeo integrados em várias divisões,
o que deve ser ótimo para quem gosta de música ou de ver filmes com
qualidade.
Há ainda outro ponto que achei interessante, o uso da tecnologia para ajudar a
poupar energia. Existem sistemas que fazem a gestão do consumo elétrico e
até sugerem formas de gastar menos. E, em algumas casas mais avançadas,
há sensores que monitorizam a saúde das pessoas. Coisas como os
batimentos cardíacos ou a tensão arterial, que podem ser úteis, especialmente
para quem tem problemas de saúde ou vive sozinho.
No fundo, isto tudo é a tecnologia ao nosso serviço. É verdade que ainda está
longe de ser uma realidade acessível a todos, mas acredito que, com o tempo,
estas soluções vão tornar-se mais comuns.
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Tempos livres e saúde/qualidade de vida
Nos meus tempos livres, depois de um dia de trabalho, continuo ligado àquilo
que mais gosto: a mecânica automóvel, principalmente no mundo da
competição. Faço trabalhos para mim em casa, no meu pequeno espaço de
garagem. Aos sábados, aproveito para dar continuidade a esses projetos,
muitas vezes já com carros ligados às corridas, o que também me ajuda a
ganhar um extra, que dá sempre jeito.
Os domingos são sagrados em casa. São dias para estar com os meus, para
carregar baterias. Costumamos sair em família: passeamos, vamos até à praia,
ao shopping, ao cinema ou simplesmente damos uma volta pelas lojas. É um
momento mais leve, de partilha e convívio, onde também aproveitamos para
gastar um pouco dos “extras” que fui fazendo durante a semana, seja em
roupas, seja num jantar especial.
Uma das coisas que mais me ajuda a relaxar são as caminhadas, gostaria de
ter, mas tempo livre para praticar com regularidade. Gosto especialmente de
andar em espaços verdes, onde se sente o cheiro da terra e o som dos
pássaros. Também aprecio caminhar junto ao mar, na praia, com os pés na
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areia e o som das ondas a acompanhar o passo. De vez em quando, também
faço circuitos de manutenção ao ar livre, sabe mesmo bem mexer o corpo e
libertar a cabeça.
Além disso, noto que quando me mexo com frequência, controlo melhor o
apetite, a digestão é mais leve e até a disposição melhora. Não é preciso ir ao
ginásio todos os dias ou fazer desporto de competição. Às vezes, basta mesmo
uma boa caminhada para pôr tudo no lugar.
No fundo, são pequenas escolhas que vou tentando manter no meu dia a dia. E
mesmo que nem sempre consiga cumprir tudo à risca, sei que o importante é
não desistir e continuar a cuidar de mim.
No fundo, o meu tempo livre gira à volta daquilo que me faz feliz: a mecânica, a
casa e a família. Tento manter o equilíbrio entre o trabalho e o descanso, o
esforço e os momentos bons. E é isso, para mim que define a verdadeira
qualidade de vida.
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Leitura
Não sou daqueles que andam sempre com um livro na mão, mas passo a vida
a ler. Gosto de estar informado, principalmente sobre aquilo que me interessa e
me faz crescer , seja a nível pessoal, profissional ou até relacionado com a
saúde.
Para além disso, também me interesso muito por assuntos que envolvem a
natureza humana. Gosto de compreender melhor as pessoas, o
comportamento, as emoções, o que nos leva a agir de determinada forma. Não
é leitura “pesada”, mas sim informação útil que me ajuda a crescer como
pessoa e a lidar melhor com os outros, no trabalho e em casa.
Para mim, ler não é só folhear livros, é procurar conhecimento onde ele estiver.
Nesse sentido, a leitura está presente todos os dias na minha vida, mesmo que
seja em pequenos momentos, no telemóvel, no computador ou na televisão.
Gosto de aprender e acredito que enquanto mantivermos essa vontade,
estamos sempre a evoluir.
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nos prendem ao ecrã do início ao fim. Lembro-me de ver o filme e ficar a torcer
por ele como se o conhecesse.
Para além destes, gosto muito de ver filmes que retratam a força do ser
humano em momentos difíceis. Um exemplo disso é O Resgate do Soldado
Ryan. É um filme intenso, que mostra o lado mais humano da guerra, o
sacrifício, a amizade, a coragem.
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Reflexão Final / Conclusão
Ao olhar para o caminho que fiz até aqui, sinto que tudo teve o seu tempo e o
seu propósito. Apesar das voltas que a vida me deu, nunca deixei de sonhar
nem de querer mais para mim e para os meus. E é por isso que penso cada
vez com mais clareza, em investir numa formação como técnico superior na
área automóvel. Seria uma forma de aprofundar os conhecimentos que já
tenho na prática, dar um passo mais seguro em direção a novas oportunidades
e até abrir portas para outras funções, dentro ou fora da oficina.
Acredito que nunca é tarde para aprender e que a vida está sempre a ensinar-
nos, mesmo fora da escola. Eu já aprendi muito com a experiência, com os
erros, com o trabalho e com a responsabilidade de ser pai e homem de família.
Mas agora chegou o momento de juntar a isso uma formação mais sólida, que
me dê mais segurança e valor no mercado de trabalho.
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