CENTRO QUALIFICA DA EPT PROFENSINO
PORTEFÓLIO
CARLA PATRÍCIA CUNHA BARBOSA
TORVC:
Formadora:
Introdução
O meu nome é Carla Patrícia Cunha Barbosa, nasci a 19 de agosto de 1984,
na cidade de Paredes. Tenho 40 anos de idade e sou casada há 12 anos.
Atualmente, vivo na Travessa da Costeira, nº 59, em Guilhufe, uma freguesia
pertencente ao concelho de Penafiel.
Possuo formação até ao 9º ano e atuo como Técnica de Ação Educativa.
A minha família é constituída pelo meu marido, os meus pais, o meu irmão e
minha cunhada, a minha afilhada, os meus primos e tios e o meu avô.
O meu pai, Justino da Rocha Barbosa, e a minha mãe, Maria de Fátima Cunha
Santos, são a base da minha vida. Ambos têm o 4º ano de escolaridade.
Graças ao amor, dedicação e sacrifício deles, pude construir a vida que tenho
hoje.
O meu irmão, Rui Pedro, é o meu maior apoio. Sei que posso sempre contar
com ele para tudo, desde um simples favor até um conselho importante.
Imagem 1. Fotografia com o meu irmão bebé
O meu marido, Nuno Vicente Alves da Silva, é o meu melhor amigo, confidente
e parceiro em todos os sentidos. Seja nos momentos de alegria ou nos
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desafios que fomos encontrando ao longo da nossa vida, sempre pude contar
com ele e com o apoio dele.
Imagem 2. Fotografia com o meu marido
Fisicamente descrevendo-me, sou alta e tenho um tom de pele moreno. Tenho
cabelos castanhos, de comprimento médio, que gosto de realçar com algumas
madeixas. Os meus olhos, por detrás dos óculos, são castanhos-claros.
Considero-me uma pessoa trabalhadora, honesta, humilde e que ajuda sempre
os outros. Mas também sou teimosa, pessimista e, por vezes, explosiva. Luto
sempre para ter uma vida estável, mesmo que para isso tenha de conciliar
mais do que um emprego. Trabalhei em eventos e se tiver de repetir estou
preparada para isso. O local onde trabalhei “Quinta dos Amores”, exercia
funções de ajudante de cozinha e, nessa fase, abdicava das minhas tarefas
domésticas, mas, felizmente, o meu marido assegurava a vida doméstica.
Nos meus tempos livres, adoro ir ao ginásio, passear e conviver com os meus
amigos e familiares e viajar.
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Imagem 3. Fotografia numa das viagens a Vigo
Para mim, a prática de exercício físico ajuda-me a aliviar o stress, então
considero que seja como um refúgio. Durante os treinos consigo desconectar-
me da rotina e termino os treinos mais leve psicologicamente. Embora os
resultados físicos também sejam importantes, o que mais valorizo é o bem-
estar mental que a atividade física me proporciona.
Imagem 4. Fotografia a praticar exercício no ginásio
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Em casa, quando faço as tarefas domésticas com o meu marido, gosto de
limpar, mas tento sempre fugir de passar a ferro e cozinhar. São duas tarefas
que considero aborrecidas e repetitivas.
Sou apaixonada por cuidar de crianças e jovens. Ao longo da minha
experiência em escolas e creches, consegui criar laços de confiança com os
jovens sob os meus cuidados e desenvolver habilidades pedagógicas. A
satisfação em ver os sorrisos das crianças é a minha maior recompensa.
Imagem 5. Fotografia com alguns alunos
Desta forma, optei por realizar o processo RVCC com o objetivo de impulsionar
a minha carreira profissional na área da educação. Procuro, através desta
certificação, adquirir novas qualificações e valorizar meu currículo, aumentando
as minhas chances de progredir e alcançar meus objetivos profissionais.
Diante do cenário atual do mercado de trabalho, acredito que investir na minha
qualificação é fundamental para garantir minha empregabilidade e me preparar
para os desafios futuros. O RVCC vai-me permitir adquirir novas competências
e estar mais preparada para as demandas do mercado da educação.
Além dos benefícios profissionais, o processo de elaboração do RVCC tem
sido uma experiência enriquecedora, proporcionando um aprofundamento dos
meus conhecimentos e um desenvolvimento significativo das minhas
habilidades em tecnologias da informação e comunicação (TIC).
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História de Vida
Infância
Nascida no Hospital de Paredes, no dia 19 de agosto de 1984, a minha infância
decorreu num ambiente familiar tradicional. Inicialmente, residíamos numa casa
alugada localizada na Senhora do Monte, em Penafiel. Era uma casa pequena
e que não tinha muitas condições. Muitas vezes tomava banho em casa dos
meus avós, senão tínhamos de aquecer água numa panela para conseguirmos
tomar banho na banheira.
No entanto, tenho muito boas memórias dessa altura. Partilhava o meu dia-a-
dia com os meus pais e a rotina familiar era marcada por momentos de
convívio, refeições em conjunto e muitas brincadeiras.
As brincadeiras de rua, as festas de aniversário e as férias escolares foram
momentos marcantes da minha infância.
A educação recebida pelos meus pais, assente em valores como a
honestidade, o respeito e a solidariedade, moldou a minha personalidade e a
minha visão do mundo.
A vizinhança, composta por pessoas afáveis e solidárias, contribuiu para um
ambiente de crescimento saudável, marcado pela amizade e pela partilha.
Durante as férias escolares, ia para casa dos meus avós maternos. A casa dos
meus avós estava situada numa localidade pacata. Passava muito tempo a
brincar na rua com a minha família e com as crianças da vizinhança.
Jogávamos ao jogo das escondidas, à macaca, estica, ao peão, futebol e à
caça-caça. A minha avó acompanhava-me sempre com o seu olhar atento para
garantir que não nos afastávamos da rua.
Aos 7 anos de idade, quando o meu irmão nasceu, senti muito orgulho.
Naquela época, ainda criança, não compreendia a importância que ele teria na
minha vida. Com o passar dos anos, à medida que amadurecemos,
aprendemos a valorizar-nos a nós mesmos e à nossa família. E foi então que
percebi que o meu irmão é a pessoa mais importante da minha vida. Essa
ligação especial, de sangue, une-nos de forma única. Apoiamo-nos sempre
mutuamente em todos os momentos, incluindo em momentos mais desafiantes.
Aos 10 anos de idade, os meus pais começaram a construir uma casa. Após
termos uma construção minimamente adequada para habitação, mudamo-nos
para viver nos anexos até que a casa tivesse completamente finalizada.
Pouco a pouco foram acabando a construção da casa pensando sempre no
futuro dos filhos.
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Adolescência
Na altura da minha adolescência comecei a ter um grupo de amigos mais
sólido e com quem partilhava momentos especiais. Pedia muitas vezes aos
meus pais para sair aos domingos à tarde, para ir à praia na altura das férias
de verão, fazer caminhadas e dormir em casa de amigos.
Com 17 anos comecei a trabalhar e a pensa no futuro. Abri uma conta
poupança, na qual, todos os meses, o banco retirava automaticamente um
valor previamente estipulado. Este hábito de poupar veio do ensinamento dos
meus pais, e, ainda hoje, continuo a seguir essas ideias, pelas quais lhes dou
muito valor.
Graças a essa mentalidade, posso dizer que, aos 18 anos, já tinha um carro à
minha espera na garagem dos meus pais. Contudo, durante algum tempo, não
consegui dar continuidade à conta poupança, pois tive de pagar o valor
restante da compra do veículo. Assim que terminei de pagar, voltei a poupar,
sempre com o futuro em mente.
Esse pensamento responsável permitiu-me ajudar o meu irmão e os meus pais,
da mesma forma que eles me ajudaram a mim. Ainda hoje, continuamos a
apoiar-nos mutuamente, mantendo esse espírito de união e entreajuda
Os 18 anos de idade foram muito marcantes para mim por duas razões: os
meus pais ofereceram-me a carta de condução, que foi algo que sempre
desejei para facilitar as minhas deslocações para o trabalho e para casa, e
pude começar a exercer o meu direito de voto.
Ainda não tinha terminado de tirar a carta e já tinha comprado o meu próprio
carro. Durante as aulas de condução aprendi que as regras e os sinais de
trânsito são essências para a segurança de todos nas ruas e nas estradas.
Servem como um guia para peões, ciclistas e motoristas, evitando acidentes e
garantindo a fluidez do trânsito.
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Imagem 6. Exemplos de sinais de trânsito que aprendi
As regras e os sinais indicam como devemos nos comportar em diferentes
situações, evitando colisões e outras ocorrências perigosas. Graças a essas
normas, o fluxo de veículos e pessoas torna-se mais organizado, evitando
congestionamentos e facilitando a locomoção. Respeitar as regras de trânsito é
um ato de cidadania e um gesto de cuidado com o próximo.
Imagem 7. Carta de Condução
Ao longo dos anos enquanto condutora, tive dois acidentes graves no qual
ambos os carros tiveram de ir para a sucata.
No primeiro acidente recordo-me que as primeiras pessoas a chegarem ao
local foram o meu irmão e o meu tio, irmão da minha mãe, e mais tarde o meu
namorado, atual marido.
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Após uns anos, voltei a ter novamente um acidente. No ato do acidente,
passou uma colega de infância que ligou de imediato para o meu marido. Ele e
o meu irmão de imediato chegaram ao local do acidente. A preocupação do
meu marido era o meu bem-estar, já eu era completamente o contrário. Estava
preocupada com o estado do meu carro, tanto que fugi várias vezes da
ambulância para ver como tinha ficado.
Entretanto, a minha cunhada também chegou ao local e acompanhou-me até
ao hospital. O meu irmão e o meu marido tiveram de ficar no local a tratar do
processo do acidente.
Desde o local do acidente até sair do hospital chorei muito e senti-me muito
triste por ter ficado novamente sem carro. Mas, felizmente, sempre tive o apoio
da minha família para me ajudar a levantar.
Em outubro de 2002 exerci, pela primeira vez, o meu direito ao voto, algo que
sempre desejei. O direito de votar é um dos pilares fundamentais de qualquer
sociedade democrática. É através do voto que os cidadãos têm a oportunidade
de expressar as suas opiniões, escolher os seus representantes e influenciar
as decisões que moldam o futuro do país. Este direito, conquistado com o
esforço de gerações passadas, é mais do que um privilégio; é uma
responsabilidade que cada cidadão deve assumir com seriedade.
Ao votar, participamos no processo de construção de uma sociedade mais
justa e inclusiva, garantindo que os nossos interesses e preocupações sejam
ouvidos. O voto é uma forma de exercer a cidadania ativa, contribuindo para o
fortalecimento das instituições democráticas e para a preservação dos nossos
direitos e liberdades.
Não usufruir deste direito significa abdicar da possibilidade de participar nas
decisões que afetam o nosso presente e futuro. Por isso, é essencial que cada
um de nós reconheça o valor do voto e se envolva ativamente na vida
democrática.
Aos 20 anos comecei a conhecer pessoas novas e foi aí que surgiu o meu
primeiro e último namoro. Conhecemo-nos por intermédio de uma amiga que
tínhamos em comum. Quando a minha amiga o apresentou ao nosso grupo,
ambos ficámos de olho um no outro. Não me recordo qual de nós teve iniciativa
de trocar contactos, mas ele acabou por me ligar para nos conhecermos
melhor. Recordo-me de um dos dias termos ido à praia e, desde então,
começámos a criar uma amizade forte. Aos poucos essa amizade evoluiu para
um namoro.
Começamos a namorar a 4 de abril de 2004. Chegou a uma altura em que
decidi contar aos meus pais. Ele foi gradualmente entrando na família e, assim,
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o nosso namoro foi ganhando forma, com bons e maus momentos, como é
normal.
Durante a fase inicial do namoro, em algumas saídas, o meu irmão tinha de
nos acompanhar. No entanto, em casa estávamos à vontade para estar juntos
livremente.
Imagem 8. Foto no início do namoro
Fase adulta
A vida adulta é um misto de responsabilidades e descobertas. Quando era
mais nova, achava que ser adulto significava ter liberdade para fazer o que
quisesse. Mas, agora, percebo que essa liberdade vem acompanhada de
escolhas, prioridades e, muitas vezes, sacrifícios.
É pagar contas, gerir orçamentos, manter a casa organizada e ainda arranjar
tempo para cuidar de mim. É tentar equilibrar trabalho, relações e momentos
de lazer. Nem sempre é fácil, mas há um certo orgulho em ver o que sou capaz
de construir com esforço e dedicação.
Também aprendi que a vida adulta não é só trabalho e obrigações. Há espaço
para crescer, para aprender coisas novas e para aproveitar pequenos
momentos, como um café com amigos, um passeio ao fim da tarde ou um
jantar tranquilo em casa. É uma fase desafiante, mas cheia de oportunidades
para crescer como pessoa.
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E, apesar de todos os desafios, há algo de especial em olhar para tudo o que
conquistei até agora e saber que, mesmo com tropeços pelo caminho, estou a
fazer o meu melhor.
Namorei oito anos quando decidimos que estava na altura de casarmos e
morarmos juntos. Dois anos antes de casar, falei com os meus pais, que
tiveram a generosidade de me oferecer uma casa. Fiquei extremamente
contente e orgulhosa por este gesto deles, que refletiu todo o apoio e carinho
que sempre me deram.
A construção e evolução da minha casa
A construção começou em 2010, dois anos antes do meu casamento. Na altura
em que casei, a casa tinha apenas um quarto, uma casa de banho e uma
cozinha minimamente mobilada. Após o casamento, comecei a completar a
casa aos poucos, sempre de acordo com os meus gostos e preferências.
A vida familiar tem altos e baixos, como é natural, mas posso afirmar que tenho
muito orgulho nos meus pais e dou-lhes o devido valor. Houve alguns
pormenores da casa em que eu mesma investi, como a pré-instalação de ar
condicionado e a ajuda para os estores elétricos, que considerei luxos. Esta
mesma dedicação e apoio dos meus pais foi também proporcionada ao meu
irmão, mostrando a forma igualitária e cuidadosa como sempre nos trataram.
Atualmente, a casa é composta por uma cozinha e sala de jantar, uma sala de
estar, três quartos (um deles funciona como escritório), duas casas de banho e
um corredor.
No exterior, existe um pequeno terraço onde tenho uma esplanada, uma
espreguiçadeira e um grelhador para os churrascos de verão. Também construí
uma cabine para o gás e uma despensa.
Quase todo o mobiliário da casa, à exceção de um quarto, foi feito por mim fora
do horário de trabalho, com a ajuda de um irmão e um colega. Apesar que tive
que pagar as ajudas de eletricidade e favores a quem me ajudou
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Imagem 9 e 10. Fotos da sala de jantar e sala de estar
Seis anos após começar a viver na minha casa, tive de voltar a pintar o interior.
Decidi também melhorar o conforto térmico, instalando ar condicionado. Com
tantas modificações feitas à casa, o conforto tornou-se uma prioridade.
A casa era muito húmida, por isso decidimos aplicar pladur e substituir o
rodapé de tijoleira por um de pedra. Acrescentámos ainda uma parede rústica
na sala de jantar e alterámos a base do nosso quarto, cobrindo toda a extensão
do chão e da parede.
Algum tempo depois, colocámos rodapés na parte exterior da casa e
instalámos gradeamento nas portas grandes. Atualmente, já estou a considerar
forrar um dos sofás e trocar as carpetes.
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O quadro elétrico da casa já é automático, o que significa que, em situações
como tempestades, o sistema dispara automaticamente. Todas as ligações
estão separadas e numeradas, facilitando a identificação.
Imagem 11 e 12. Quadro elétrico
No entanto, houve uma situação inesperada. Um dia, ao regressarmos a casa,
descobrimos que vários eletrodomésticos estavam avariados: o forno, a
máquina de lavar loiça, a máquina de lavar roupa, a máquina de secar e duas
televisões. Não sabemos exatamente o que aconteceu, uma vez que não
estávamos em casa.
Participei o caso ao seguro, mas o valor reembolsado só foi suficiente para
substituir a máquina de lavar roupa e o forno. Os restantes aparelhos tive de
reparar e substituir por minha conta.
Para começarmos a economizar energia, decidimos substituir toda a
iluminação da casa por LEDs. Antes, tínhamos focos de luz amarela que
exigiam a troca frequente das lâmpadas, com exceção dos quartos, que tinham
candeeiros. Optámos por instalar focos em toda a casa, todos com tecnologia
LED. Estas lâmpadas são bastante económicas e, quando há alguma avaria, é
necessário trocar o foco completo e não apenas a lâmpada.
Chegámos à conclusão de que, tanto pela economia de energia como pelo
menor custo a longo prazo, esta mudança foi vantajosa.
Além disso, instalámos sensores de movimento LED na garagem e na porta
que usamos diariamente. Ainda que tenhamos mantido um candeeiro, os
sensores foram escolhidos para facilitar o uso e poupar energia.
Todas estas mudanças foram feitas com o objetivo de reduzir o consumo
energético.
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Adicionalmente, todos os nossos eletrodomésticos têm eficiência energética
elevada, sendo a maioria de classe A+ e alguns de classe A++.
Imagem 13 e 14. Frigorífico e máquina de lavar roupa classe A+ e A+++, respetivamente
O casamento e a rotina de casal
Casei no dia 26 de agosto de 2012, na Igreja do Calvário, em Penafiel, e o
evento foi celebrado na Quinta dos Amores, situada em Mouriz, Paredes. Foi
um dia inesquecível, mas, se soubesse o que sei hoje, provavelmente não teria
optado por casar, devido ao custo elevado. Com esse valor, poderia ter
terminado a construção da casa.
Apesar disso, aos poucos fui concretizando os meus projetos. Ainda hoje não
tenho tudo o que gostaria, mas sigo com a mesma mentalidade: um passo de
cada vez.
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Imagem 15. Foto no dia do casamento
Após três anos de casados, decidimos que era o momento de tentar ter um
filho. No entanto, apesar de anos de tentativas, tratamentos e inseminações,
nunca conseguimos alcançar esse sonho. Investimos um valor significativo
nessa jornada, mas, infelizmente, acabámos por aceitar que não seria possível.
Somos um casal em que ambos trabalhamos nos nossos respetivos empregos.
Para gerir melhor o tempo e evitar correrias, esforçamo-nos por nos organizar
de forma equilibrada.
Partilhamos as tarefas domésticas e as responsabilidades das compras. Por
exemplo, enquanto um de nós cozinha, o outro trata das roupas. Ajudamo-nos
mutuamente também na limpeza: se um de nós deixa a máquina de lavar a
funcionar antes de ir para o trabalho, o primeiro a chegar a casa estende a
roupa.
Há cerca de quatro anos, tomei a iniciativa de fazer um part-time durante o
verão, trabalhando em eventos. Durante esse período, as tarefas domésticas
ficam maioritariamente a cargo do meu marido. Ele assume quase todas as
responsabilidades da casa, desde cozinhar, lavar, estender e apanhar a roupa,
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até à limpeza da casa e outras tarefas. A única coisa que ele não faz é passar
a ferro.
Além disso, temos sempre o cuidado de reciclar enquanto realizamos as
tarefas domésticas, contribuindo para o ambiente. Como sempre fui eu que
comecei a levar o lixo ao contentor. não existia reciclagem na minha zona,
mas me deslocava ao local mais próximo. há cerca .de 2 anos temos ao lado
da nossa casa. no qual ate temos este a minha entrada
Imagem 16. Caixote de reciclagem do plástico
Quando vamos às compras, tenho o hábito de fazer uma lista para garantir que
não nos esquecemos de nada. Ambos temos o cuidado de comparar os preços
e, sempre que surgem promoções que impliquem deslocações, avaliamos se o
custo do combustível compensa.
No início de cada mês, costumamos fazer compras mensais de produtos
essenciais como massa, arroz, óleo, azeite, batatas, cebolas, detergentes,
produtos de higiene, entre outros. Por vezes prefiro ser sozinho a ir as compras
sem lista. porque minha esposa estipula uma determinada quantidade, mas
existindo promoções ainda acaba por gastar mais. derivado as promoções
exagera , mas no poximo mês já recuperamos o valor gasto a mais
Além disso, todos os fins de semana fazemos as compras semanais de
alimentos frescos, como fruta, legumes, queijo, fiambre, pão de forma,
bolachas, iogurtes, leite simples e com chocolate, entre outros. Também
aproveitamos para ir ao talho.
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Em relação ao plano alimentar, procuro ter cuidados com a nossa alimentação.
Por vezes, isso pode sair mais caro, mas opto por comprar algumas variedades
diferentes de determinados alimentos para atender às preferências de ambos.
No entanto, não há qualquer problema se um de nós comer o que foi comprado
para o outro.
Estas escolhas são feitas com o objetivo de manter um equilíbrio na nossa
saúde.
Imagem 17, 18 e 19. Escolhas de alimentos mais saudáveis para a minha alimentação
Tento manter uma alimentação equilibrada, incluindo a preparação de pratos
com legumes variados, salteados ou cozidos, carnes brancas e
acompanhamentos como arroz ou batata. Opto por bebidas sem lactose, entre
outras escolhas que promovam a saúde.
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Evito alimentos fritos, utilizando bastante a air fryer, que é uma alternativa mais
saudável. Substituo frequentemente o óleo por azeite, embora ainda o use
ocasionalmente na fritadeira elétrica ou em refogados, quando necessário.
Falando um pouco sobre os meus hábitos alimentares, procuro ter cuidado com
o consumo de pão e bolachas e, para manter o equilíbrio, permito-me um "dia
da asneira" ao domingo, exceto em ocasiões especiais, como festas.
A alimentação é o processo pelo qual os organismos obtêm e assimilam
nutrientes essenciais para as suas funções vitais, incluindo crescimento,
reprodução e manutenção da saúde. É também um reflexo da cultura de cada
pessoa, sendo influenciada por hábitos e tradições.
Alimentar-se é um ato voluntário e consciente, onde escolhemos os produtos
que consumimos, mas também envolve processos involuntários e
inconscientes, como a digestão, absorção e metabolismo. Estes processos
garantem a formação e manutenção dos tecidos, regulam funções corporais e
fornecem energia.
Para uma alimentação rica e natural, devemos dar atenção a três tipos de
alimentos: vegetais, naturais e integrais:
Alimentos Vegetais
Os vegetais incluem verduras, legumes e frutas, que são fontes de minerais,
vitaminas, açúcares, proteínas e gorduras equilibradas. Estes alimentos devem
ser consumidos diariamente, em todas as refeições, preferencialmente crus e
bem higienizados. São especialmente indicados para quem precisa de uma
dieta equilibrada, como pessoas com excesso de peso.
Alimentos Naturais
Produzidos pela natureza, os alimentos naturais fornecem as substâncias
essenciais ao funcionamento do organismo. O corpo utiliza estes nutrientes,
absorvendo-os e eliminando o que não serve. Por outro lado, alimentos
industrializados contêm substâncias químicas, como conservantes e corantes,
que podem prejudicar a saúde, causando alergias, intoxicações e outros
problemas. É importante evitar doces, açúcar, bebidas artificiais, enlatados,
margarina e produtos embalados.
Alimentos Integrais
Os alimentos integrais mantêm a sua composição natural, sem adição ou
remoção de nutrientes. São ricos em fibras, vitaminas e minerais, sendo
fundamentais para o bom funcionamento do organismo e, em particular, do
intestino. Devem ser consumidos regularmente, evitando-se o consumo
excessivo de açúcares.
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A roda dos alimentos é um instrumento de educação alimentar que ajuda a
população a fazer escolhas saudáveis e equilibradas. Representada
graficamente como um círculo, simboliza um prato de refeições, dividindo os
alimentos em sete grupos, cada um com funções nutricionais específicas:
Cereais e derivados (28%)
Hortícolas (23%)
Fruta (20%)
Laticínios (18%)
Carne, peixe e ovos (5%)
Leguminosas (4%)
Gorduras (2%)
Esta distribuição assegura a variedade nutricional, permitindo substituir
alimentos dentro de cada grupo. A roda também destaca a importância da
água, recomendando o consumo diário de 2 a 3 litros, de preferência entre as
refeições.
Seguir estas orientações é essencial para saber comer e saber viver,
promovendo saúde e bem-estar.
Imagem 20. Roda dos alimentos
Temos um orçamento familiar mensal, bem como um orçamento anual para
fazer face a imprevistos relacionados com a casa, os carros, a saúde ou outros
extras necessários.
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Despesa Percentagem
Crédito 25%
Água 5%
Luz 5%
Gás 5%
Telemóvel 5%
Saúde 5%
Ginásio 5%
Alimentação 25%
Combustível 15%
Beleza e bem-estar 5%
Tabela 1. Orçamento mensal
Se surgir um extra que possa ser considerado um luxo, prefiro aguardar e fazê-
lo apenas quando considerar o momento mais adequado.
Considero um luxo atividades como passear, jantar fora, comprar roupas de
qualidade ou investir em decorações para a casa. No entanto, há um luxo que
acho que ambos merecemos pelo menos uma vez por ano: uma semana de
férias, sem preocupações e sem fazer absolutamente nada.
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Imagem 21. Férias
Após todos os orçamentos, muitas despesas acabam por ser dedutíveis no
IRS, que deve ser validado anualmente até fevereiro. Sempre fui eu quem
tratou dessa tarefa.
Quando preciso de ir ao médico por motivos imprevistos, prefiro optar por
consultas particulares, inicialmente, eu fazia o IRS com uma contabilista. No
entanto, há cerca de dois anos, o decidi fazê-lo. Por precaução, optei por
confirmar o resultado na contabilidade, e os valores coincidiram exatamente.
Desde então, sou eu quem assume essa responsabilidade, o que já representa
uma poupança.
pois os tempos de espera nos hospitais públicos são muito longos e não tenho
isenção. Apesar disso, tenho uma boa relação com o meu médico de família,
que me acompanha desde que nasci. Há cerca de dois anos, ele reformou-se,
mas tive a sorte de ficar com a sua filha como nova médica de família.
O meu antigo médico continua a dar consultas no consultório particular, e
muitas vezes opto por consultá-lo lá, pois ele conhece bem o meu historial.
Contudo, recorro ao centro de saúde para realizar análises e exames de rotina
ou para obter medicação que necessite de receita médica, especialmente para
conseguir preços mais acessíveis.
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A saúde é fundamental para o nosso bem-estar. Apesar de ser saudável e
precisar de ir ao centro de saúde apenas uma vez por ano, acredito que, em
casos de problemas de saúde, as visitas deveriam ser pelo menos trimestrais.
Na minha família, tenho o exemplo diabético e eu sou um deles. já bem dos
meus pais, irmãos e um sobrinho desde nascença. Sabemos que a diabetes
pode ser hereditária. Existem dois tipos principais de diabetes:
Diabetes Tipo 1:
Neste caso, o sistema imunitário do organismo ataca as células do pâncreas
responsáveis pela produção de insulina, destruindo mais de 90% delas de
forma permanente. O pâncreas, assim, produz pouca ou nenhuma insulina.
Diabetes Tipo 2:
Algumas pessoas com diabetes tipo 2 conseguem controlar os níveis de
glicemia apenas com dieta e atividade física, mas a maioria necessita de
medicação, incluindo, por vezes, insulina.
Os sintomas de diabetes podem incluir boca seca, urinar frequentemente,
perda de energia, perda de peso, entre outros. É essencial ter cuidados
alimentares, evitando doces, fritos, margarina, refrigerantes, produtos
enlatados e outros alimentos prejudiciais.
O meu e diabete tipo 1, tomo medicação o xigduo e micro-fine .
Colocar foto dos medicamentos
Além de cuidar da saúde, gosto de manter-me ativa. No meu tempo livre, tento
ir ao ginásio cerca de duas horas, três a quatro vezes por semana.
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Imagem 22. Ida ao ginásio
adoro passar tempo com o meu marido, conversar com colegas, fazer
caminhadas e, sempre que possível, passear.
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Imagem 23. Caminhadas à beira-mar
A rotina na nossa casa mantém-se sempre a mesma, mas o meu maior sonho
agora é tornar-me auxiliar de educação ativa. Estou a tirar uma formação para
concretizar esse objetivo e seguir o caminho que sempre desejei.
Já trabalhei como técnica de ação educativa, integrada nos programas POKS.
No entanto, quando o contrato acabou, tive de me despedir dessa experiência.
Foi algo que me custou imenso, pois era um trabalho que adorava e que me
fazia sentir realizada.
Era uma pessoa muito humilde no meu local de trabalho, e tanto os superiores
como algumas colegas valorizavam muito a minha dedicação. Estava sempre
disponível para ajudar no que fosse necessário, muitas vezes colocando-me
em segundo plano. Chegava a sair mais tarde para garantir que tudo ficava
organizado para as minhas colegas, pois sempre tive uma atenção especial
aos pormenores em todas as tarefas. Além disso, comprava por conta própria
detergentes e materiais de limpeza, não por interesse, mas pela minha forma
de ser organizada e meticulosa.
Recebia frequentemente feedback muito positivo da direção, que apreciava o
meu trabalho. Chegaram a dizer-me que não queriam que eu fosse embora e
que, na verdade, os trabalhadores dedicados eram os que mais custava
perder. O próprio diretor comentou que, infelizmente, há pessoas que ocupam
lugares sem contribuir, enquanto quem realmente faz a diferença acaba por
sair.
Houve uma situação na escola que me marcou profundamente: um grupo de
alunos dirigiu-se à direção para pedir que eu não fosse embora. Quando soube
disso, senti-me emocionada, mas também fiz questão de esclarecer com a
direção que não tinha qualquer envolvimento nessa iniciativa. Foi um gesto
genuíno por parte dos alunos, e tanto professores como alunos manifestaram
tristeza com a minha partida. Muitos não acreditavam que eu ia embora e
partilharam comigo o quanto o ambiente ia mudar.
Criei grandes amizades tanto com os professores como com os alunos que
frequentavam o pavilhão onde trabalhava. Ainda hoje, muitos desses alunos
falam comigo através das redes sociais, partilhando a saudade que sentem e
dizendo que o ambiente já não é o mesmo. Recordam com carinho a minha
simpatia, o apoio que lhes dava, as brincadeiras e o cuidado que tinha com
eles, como guardar mochilas e outros bens. Até nos meus intervalos me
procuravam para resolver alguma situação.
No meu último dia de trabalho, as minhas colegas surpreenderam-me com uma
despedida especial: prepararam uma mesa com docinhos e ofereceram-me
uma lembrança, tudo com a autorização da direção, apesar de terem de
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abandonar os seus postos por algum tempo. Mais tarde, já depois de ter saído
da escola, recebi um convite da coordenadora para participar no jantar de
Natal, o que demonstra o carinho e a consideração que tinham por mim.
Esta experiência marcou-me profundamente e deixou memórias que guardarei
para sempre, tanto pelas relações que construí como pelo impacto que deixei
nas pessoas com quem convivi.
Imagem 24. Fotografia com a minha coordenadora
No dia fiz questão de falar com todos os elementos da escola. As minhas
colegas mais próximas guardaram-me lugar para estarmos juntas, e aproveitei
também para cumprimentar alguns professores com quem passava várias
horas por dia. Alguns deles comentaram que já se notava a diferença no
pavilhão, tanto ao nível da limpeza como pelo ambiente de simpatia que eu
costumava trazer.
Durante o tempo em que trabalhei no âmbito dos POKS, não atingia o salário
mínimo, não fazia descontos nem tinha direito a subsídios, mas, mesmo assim,
sentia-me feliz e realizada no trabalho.
Depois de me ter despedido, fui convidada para participar em três jantares e
até num passeio. Apesar de já não estar lá, sinto que nunca deixei de ser parte
daquele grupo. A ligação com os colegas e com a escola permanece especial
para mim
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Imagem 25 e Imagem 26. Fotos no Jantar de Natal
Quando a minha cunhada engravidar, vou sentir-me muito orgulhosa, mas
também um pouco triste, pois somos muito próximos e nos cruzamos
diariamente, o que faz com que eu deseje muito mais essa experiência.
Conheço-me bem e sei o que estou a passar na minha vida, a dificuldade de
não conseguir alcançar o que sempre imaginei. Gostava de poder criar o meu
sobrinho como se fosse meu filho, colocar uma cadeira no meu próprio carro,
ter a casa cheia de brinquedos, poder levar ou buscar à escola, comprar as
coisas próprias para ele, entre outras vivências que sempre sonhei.
Apesar disso, o meu irmão é tudo para mim. Ele está sempre pronto para me
apoiar em tudo na vida. Em momentos difíceis, como após os acidentes que
ocorreram, ele me deu todo o apoio e carinho, e hoje continua a estar sempre
disponível para me ajudar, tal como eu estou disponível para ele.
Uma das coisas que mais me custa pedir ao meu irmão é para me levar ou
buscar a algum destino. Contudo, ele nunca me diz não. Trabalho numa quinta
e, por vezes, devido ao horário, o meu marido não consegue ir-me buscar, já
que o seu emprego é noturno. Nessas situações, o meu irmão sempre esteve
lá para me apoiar, chegando a sair da cama às 3 ou 4 da manhã para me
buscar ao meu part-time. O mesmo se aplica ao meu pai e à minha cunhada,
que também me levam e trazem para qualquer lugar.
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Imagem 27. Fotografia do meu irmão Rui e da minha cunhada Ana
A minha cunhada, pais, irmão e marido são os pilares da minha vida, sempre
prontos para me apoiar. No entanto, sinto-me na obrigação de retribuir todo
esse apoio e carinho e gosto de compensar todas essas situações da melhor
maneira possível.
Imagem 28. Fotografia dos meus pais
26
Percurso Escolar
Com apenas três anos, em 1987, comecei o meu percurso no jardim de
infância da Misericórdia de Paredes. As manhãs eram marcadas por um misto
de ansiedade e entusiasmo. Todos os dias, a minha mãe deixava-me no
infantário antes de ir para o emprego dela. As brincadeiras com as outras
crianças atraiam-me, mas a separação da minha mãe era dolorosa.
A meio da tarde, a minha avó materna ia-me buscar a pé e o caminho até casa
dela era feito de forma alegre e com muitas brincadeiras.
Aos seis anos, a Escola Básica do 1.º Ciclo n.º 1 de Gandra acolheu-me
durante três anos, desde 1991 a 1994. A escola ficava relativamente perto da
minha casa, pelo que fazia este percurso sozinha.
Nesta altura, o ambiente escolar era marcado por algumas práticas
disciplinares bastante diferentes das atuais. As “reguadas” eram comuns e
aplicadas em diversas situações, desde erros ortográficos até comportamentos
considerados inadequados pelos professores. Embora na época estas
punições fossem vistas como normais, hoje, felizmente, compreendemos que
não contribuem para uma aprendizagem saudável.
Imagem 29. Fotografia com os colegas da escola primária
Uma vez por semana ia para a catequese. A catequese era dada em casa da
catequista, onde nós ficávamos todos sentados na escadaria da sua casa.
27
Em 1994, aos 10 anos de idade, fui para o 2º ciclo, na Escola Básica Penafiel
Sul, em Marecos, onde permaneci a estudar até 2000.
Imagem 30. Escola Básica Penafiel Sul
Nesta altura, a mobilidade era mais restrita e com os empregos dos meus pais,
as idas e os regressos da escola eram feitos de transportes públicos.
Nas horas de almoço, muitas vezes ia almoçar a casa, pelo que me juntava
com alguns colegas para fazermos esse percurso juntos. Pelo caminho
fazíamos muitas brincadeiras e, por vezes, também algumas asneiras.
Nos intervalos da escola brincávamos muito e fazíamos diversos jogos,
nomeadamente o jogo das escondidas, a macaca, estica, o peão, futebol e a
caça-caça.
Durante as aulas, os professores sempre foram bastante exigentes em relação
à aprendizagem e aos nossos trabalhos. Desde o jardim de infância até ao
ensino básico, tive oportunidade de contar com professores incríveis. Para
além de professores, eram muitas vezes amigos, que me acompanharam em
diversas fases da minha vida e me ajudaram a superar desafios.
Após terminar o 9º ano, decidi abandonar os estudos, uma vez que a escola
acabou por ser um lugar que me causava mais frustração do que prazer. Não
tinha interesse pelas matérias lecionadas e acabei por tomar essa decisão,
embora os meus pais não o desejassem.
Com o passar do tempo, fui percebendo a importância dos estudos para o meu
crescimento pessoal e profissional e, hoje, sinto um profundo arrependimento
por não ter aproveitado a oportunidade que os meus pais ofereceram.
Decidi voltar aos estudos para fazer o nível secundário e tirar a formação de
técnica e auxiliar de educação, sendo um desejo meu permanecer a trabalhar
nas escolas.
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Nos dias de hoje, vou-me cruzando com professores e colegas dessa época,
reconhecemo-nos mutuamente e falamos do nosso dia-a-dia. Neste momento,
a escola que me encontro a trabalhar ainda tem professores que foram meus.
29
Percurso Formativo
Com o passar do tempo, fui percebendo a importância dos estudos para o meu
crescimento pessoal e profissional. Hoje, sinto um profundo arrependimento
por não ter aproveitado as oportunidades que os meus pais me ofereceram. No
entanto, decidi dar uma nova direção à minha vida e voltar aos estudos para
concluir o ensino secundário. Além disso, decidi seguir a formação de técnica e
auxiliar de educação, um caminho que sempre desejei. O meu maior objetivo é
continuar a trabalhar nas escolas, pois é nesse ambiente que me sinto
realizada e feliz.
Ao longo do meu percurso formativo, realizei diversos cursos, mas considero
que alguns foram mais importantes do que outros para a minha área.
O curso de abordagem geral de noções básicas de primeiros socorros contém
todas as aprendizagens necessárias para aprender a salvar a vida de uma
pessoa, seja criança, jovem ou adulto, com diferentes manobras (reanimação
cardiopulmonar, manobra de Heimlich, posição lateral de segurança, entre
outras) para cada corpo e situação. Estas manobras são essenciais para agir
rapidamente em situações de emergência, como paragens cardíacas ou
situações de engasgamento.
Já o curso de gestão de situações de crise contém as aprendizagens
necessárias para acalmar jovens em situações de ansiedade e stress.
A formação em animação sociocultural proporcionou-me um conjunto de
ferramentas práticas que utilizo diariamente no meu trabalho. A capacidade de
planear e executar projetos socioculturais, de dinamizar atividades lúdicas e
educativas, e de mediar conflitos são habilidades essenciais para o meu dia a
dia.
Duraçã
Pontos de Data de
Código Unidade de formação de curta duração (UFCD) o
crédito Certificação
(horas)
NA Curso de Informática 70 NA 20/07/2001
NA Animação Sociocultural 179 NA 03/10/2006
NA Direito do Trabalho 90 NA 29/12/2006
9049 Gestão de situações de crise 25 2.25 10/01/2019
6570 Abordagem geral de noções básicas de primeiros socorros 25 2.25 27/11/2019
6569 Noções gerais sobre a pele e sua integridade 25 2.25 10/12/2019
Os certificados destas formações estarão em anexo.
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Percurso Profissional
“Padaria Aliança”
Em 2001, após ter desistido dos estudos, comecei a trabalhar numa
padaria/confeitaria chamada “Aliança”. Por dezassete anos, tive a oportunidade
de vivenciar a rotina intensa de uma padaria, atuando como empregada de
balcão.
As minhas responsabilidades incluíam o atendimento aos clientes, a
preparação de pães e a manutenção da higiene dos ambientes de trabalho. A
cada dia, realizava a limpeza minuciosa das áreas comuns e das arcas
frigoríficas, além de elaborar os registos de higiene.
No final do expediente, era responsável pela contagem e organização dos
pastéis e dos pães, garantindo assim a qualidade e a organização do
estabelecimento.
Imagem 31. Fotografia com as colegas de trabalho na "Padaria Aliança"
Em 2018, despediram diversas pessoas, tendo eu sido uma delas.
31
Fiquei desempregada e o fundo de desemprego acabou por me chamar para
trabalhar num jardim de infância.
“Jardim de Infância de Rans”
No Jardim de Infância de Rans estava numa das salas a dar apoio à
professora.
Imagem 32. Foto ilustrativa do Jardim de Infância de Rans
O meu horário de trabalho era das 8h às 16h. Tinha o cuidado de chegar
quinze minutos mais cedo, para poder tomar conta das crianças da minha sala.
Algumas chegavam nas carrinhas escolas e outras eram trazidas pelos
familiares.
Quando as crianças chegavam, eu levava-as até à sala. Na entrada sala
encontravam-se os bancos e os cabides devidamente identificados com o
nome de cada aluno. Lá ajudava-os a tirar os casacos e as mochilas e a
pendurar tudo no cabide correto.
Após a chegada da professora, ajudava-a na preparação dos materiais para as
atividades que iriam ser realizadas naquele dia. Lavava alguns materiais que
fossem necessários, tais como pincéis, baldes, panos, entre outros.
Durante as atividades plásticas, ajudava sempre os meninos, quer nos
desenhos, quer nos recortes, a trabalhar com as plasticinas, com tintas,
cartolinas, palha, na montagem dos seus trabalhos, onde ajudava a pendurar
para secar.
32
Fazia decorações na sala conforme a época do ano e também mudava a sala
esteticamente.
Por vezes, algumas crianças estavam mais aborrecidas e, então, levava-as até
ao corredor ou até ao recreio durante uns minutos para distraí-las e depois
voltávamos para continuar a atividade.
Nas horas mais calmas em que a professora ficava sozinha com eles,
aproveitava e organizava os trabalhos nas suas próprias capas e por ordem de
execução.
A meio da manhã, ia buscar o lanche que cada um tinha nas mochilas e
sentava-os na carpete da sala para que pudessem comer. No final da refeição,
fazia a limpeza do local.
Neste infantário existiam duas salas, uma vez que também tinha o ensino
primário. Na hora de almoço tinha a responsabilidade de levar todos à casa-de-
banho para que lavasses as mãos antes da refeição. De seguida, levava-os
para a cantina, ajudava-os a sentar-se no seu lugar para que almoçassem.
Na hora de almoço, eu e a minha colega almoçávamos à vez. Numa semana,
ficava eu a ajudar na cantina e a minha colega fazia a sua pausa. Na semana a
seguir, trocávamos.
Durante a hora de almoço, tinha a responsabilidade de estar atenta se comiam
corretamente e quando algum menino não quisesse comer, tentava fazer
brincadeiras para incentivá-lo a comer.
À medida que os meninos terminavam a refeição, colocava-os em fila para irem
novamente lavar as mãos. E, de seguida, levava-os para uma sala maior, onde
juntávamos as duas turmas para que pudesse ficar apenas uma funcionária a
tomar conta das crianças.
Nessa sala colocávamos filmes, contávamos histórias, cantávamos, as
crianças brincavam juntas ou descansavam. Algumas crianças gostavam de
fazer uma sesta e, então, deitava-os nos colchões que existiam na sala para
que pudessem dormir. Alguns acabávamos por adormecer a ouvir as histórias
ou a ver os filmes e também esses eram colocados nos colchões para que
pudessem fazer a sua sesta de forma descansada.
No final da pausa da colega, cada uma de nós levava os seus elementos para
a sua sala. Caso algum dos meus elementos ficasse a dormir, eu entregava os
meninos à professora e voltava para sala, onde ficava até eles acordarem.
Nos dias em que o tempo estava mais agradável, levávamos os meninos para
o recreio para brincarem ao ar livre.
33
No infantário existiam “atividades escolares” num pavilhão da escola. Nesses
dias e horários, acompanhava as crianças da sala até ao pavilhão. Durante as
atividades, ficava a tomar conta deles para que nenhum se magoasse e, caso
acontecesse, acolhia-os e via se era necessário colocar gelo ou alguma
pomada.
Às vezes as crianças sujavam-se e então tinha de trocar-lhes a roupa. Na
mochila delas, vinha sempre uma muda de roupa suplente e um saco para
colocar a roupa suja. Caso não tivessem roupa suplente seja esquecimento
dos pais ou por, infelizmente, terem menos possibilidades, a escola dispunha
de reservas de roupa que muitas vezes eram doadas.
Ao longo do ano, fazia diferentes atividades com as crianças nomeadamente, a
prenda do Dia da Mãe e do Dia do Pai e a decoração de outono, primavera,
Natal e Páscoa.
Em épocas festivas, organizávamos um lanche com os meninos e os seus
familiares e a escola oferecia uma recordação aos mais novos. O magusto era
uma festinha que os meninos gostavam muito de participar, pois podiam
enfarruscar a cara e brincar com os amigos e familiares.
O “Desfile do Carneirinho” realizado todos os anos, era organizado apenas
pelos pais, mas estava sempre disponível para ajudá-los no que fosse
necessário. No dia, acompanhávamos os meninos e as professoras a desfilar
pela cidade de Penafiel.
Ao final do dia de escola e visto que não existia prolongamento, os familiares
começavam a ir buscar as crianças entre as 15h e as 15h30. Este momento
exigia bastante responsabilidade, uma vez que apenas podíamos entregar as
crianças às pessoas que estavam definidas pelos pais.
Depois de todos irem embora, tinha de limpar a minha sala, a casa-de-banho e
o corredor e às 16h terminava o meu turno.
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“Jardim de Infância Padre António Rodrigues Pimentel”
Num ano letivo, fui transferida para outro jardim de infância, mas estava numa
função um pouco diferente, visto que estava a fazer o prolongamento. Assim, o
meu horário era das 11h às 19h.
Imagem 33. Fotografia do Jardim de Infância Pimentel
Quando chegava de manhã, começava a preparar as mesas, isto é, colocava
os pratos, copos, talheres e guardanapos. De seguida, ia para a cozinha para
descascar as frutas que mais tarde seriam oferecidas aos meninos. Alguns
preferiam a fruta sem casca e outros com casca, pelo que tentávamos ter as
duas opções.
A comida vinha da Junta de Freguesia, e assim que chegava começávamos a
sentar todos. Colocava os temperos nas saladas e preparávamos os pratos dos
meninos. Enquanto eles comiam, apenas ia verificando se eles precisavam de
alguma coisa e se estavam a comer efetivamente. Às vezes, era necessário
fazer algumas brincadeiras ou ir até ao exterior para cativar alguns meninos
para comerem.
Assim que terminassem o almoço, as colegas levavam os meninos para as
suas salas e eu tinha a responsabilidade de arrumar e limpar a cozinha e as
mesas.
Fazia a minha pausa das 14h às 15h e depois entrava novamente ao serviço
para começar a preparar os lanches.
Todas as semanas era afixado o menu dos lanches. Estes podiam variar,
desde pão com queijo ou fiambre, iogurte de aroma ou líquido, compal, leite
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achocolatado ou leite com cevada. Havia duas vezes na semana que dávamos
pão com nutella. Caso alguém quisesse repetir as sandes, só tinham de pedir.
Quando terminavam o lanche, colocava-os em fila para levá-los a lavar as
mãos. De seguida, uma colega ficava com as crianças, enquanto eu ia limpar a
área do refeitório. Nesse momento, também fazia a separação dos resíduos.
Imagem 34. Reciclagem de RSU
A comida que sobrava muitas vezes era levada por algumas colegas para os
seus animais.
Ao final do dia, se os meninos tivessem fome ou estivessem mais aborrecidos,
podíamos dar algumas bolachas maria ou fruta.
Algumas crianças ainda estavam na fase de transição da fralda, pelo que por
vezes era necessário trocar fraldas ou roupas interiores. Se se sujassem a
comer ou transpirassem durante as brincadeiras, também trocávamos a roupa
para que não ficassem doentes.
Durante o tempo de prolongamento, levava os meninos para os baloiços e
outros brinquedos que existiam no recreio exterior da escola. Colocava-os em
fila e percorríamos o recreio a cantar a música “apita o comboio”. Por vezes
também viam desenhos animados, contávamos histórias, cantávamos,
imitávamos animais, fazíamos jogos e atividades com plasticinas, tintas e/ou
cartolinas.
Sempre que os trabalhos estivessem finalizados e secos, eram entregues aos
meninos para que pudessem levar para casa.
Caso alguma criança estivesse doente, com febre, diarreias ou vômitos tinha
de comunicar aos pais para os virem buscar. Se desse para ficar até a hora
dos pais chegarem, depois tinha de transmitir o recado.
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Entretanto, os familiares começavam a chegar para irem buscar os meninos.
Por vezes, algum familiar tinha um imprevisto e entrava em contacto connosco
para que aguardássemos um pouco mais.
Mais uma vez, tinha a responsabilidade de apenas entregar as crianças às
pessoas que estavam definidas que podiam ir buscá-los.
No final, fazia a limpeza da área do prolongamento.
O infantário apenas fechava durante o mês de agosto. Na altura das férias,
fazíamos limpezas mais gerais e desinfeção dos vários locais.
“Santa Casa da Misericórdia de Penafiel” e “IdealKorpus”
Mais tarde, consegui arranjar emprego na Santa Casa da Misericórdia de
Penafiel, onde trabalhava a turnos das 8h às 16 ou das 16h às 24 ou das 00h
às 8h. Entrei para os serviços gerais, que consistiam na limpeza dos espaços e
na ajuda a dar as refeições aos utentes. Mais tarde, passei para ajudante do lar
e para além de dar as refeições aos utentes, tinha a responsabilidade de saber
que refeições cada um podia comer e se era necessário que a comida fosse
dada por sonda. Também dava duche e medicação e fazia companhia aos
idosos acamados.
Imagem 35. Fotografia com colegas do lar num momento musical
Mais tarde, acabei por me despedir e acabei por mudar de área,
Comecei a trabalhar no IdealKorpus, a parte do Padel da empresa e assumi a
responsabilidade de funcionária de limpeza, bar e receção.
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Após várias renovações de contrato, acabei por ser despedida e fui para o
fundo de desemprego novamente.
“Escola Secundária Joaquim de Araújo”
O fundo desemprego acabou por me chamar para trabalhar, novamente, numa
escola. Atualmente, estou como assistente operacional lá. Existem dois turnos:
o da abertura – das 08h às 16h – e o do fecho – das 10h às 18h. Estes turnos
são rotativos e semanais. Quem faz o turno do fecho, deve sempre deixar tudo
em condições para quem for fazer a abertura no dia seguinte.
Imagem 36. Fotografia do Pavilhão nº2
Diariamente estou situada no Pavilhão nº2, onde tenho onze salas, cinco delas
são salas de computadores (para aulas de T.I.C. ou cursos profissionais), e
casas-de-banho femininas, masculinas e para pessoas com mobilidade
reduzida. A biblioteca também se situa neste pavilhão, no entanto tem outras
funcionárias afetas.
Na entrada do pavilhão encontram-se os cacifos, no qual os alunos podem
pedir na secretaria para alugar, de forma a conseguirem guardar os seus
materiais. Nesse local, a escola dispõe de câmaras de vigilância para evitar
roubos.
Em todas as salas existem projetores, exceto em duas salas. Mas, por vezes,
essas duas salas necessitam de projetor e tenho de ir requisitá-lo à direção e,
no final, também tenho a responsabilidade de o devolver.
Umas das coisas que os professores me pedem com frequência é o cabo
HDMI que, tal como os projetores, têm de ser requisitados e devolvidos na
direção.
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Na nossa arrecadação temos organizados os comandos dos projetores, que os
professores me pedem e devolvem no final da aula. A direção sabe quantos
comandos tenho à minha responsabilidade e tenho de zelar por eles, para que
nenhum se perca ou se danifique.
Também disponho das chaves de todas as salas, que se encontram
devidamente numeradas para facilitar a identificação. Assim, antes de irem
para as aulas, os professores dirigem-se ao local das chaves para recolherem
a chave que pertence à sua sala. No final devem fechar a sala e colocar a
chave no local definido. Mas eu mantenho um molho completo juntamente
comigo no bolso.
As salas têm de estar sempre fechadas, visto que os alunos deixam lá as suas
mochilas e restantes valores. Quando algum aluno se esquece do cartão
dentro da sala, eu acompanho-o até ao local para que ele possa ir buscar o
que necessita. Nunca posso dar as chaves aos alunos, mas devo sim
acompanhá-los.
Durante as aulas, por vezes, os professores têm de se ausentar para ir à
direção ou à secretaria e eu fico na sala com os estudantes para garantir que
eles se comportam. Outras vezes pedem-me que lhes faça o favor de ir buscar
documentação, exames ou testes à papelaria.
Muitas vezes, os alunos recorrem a mim quando necessitam de auxílio com
diversas questões. Seja para ajudar a limpar alguma roupa ou calçado que
tenham sujado acidentalmente, emprestar pensos higiénicos, toalhetes e
lenços de papel.
Uma das minhas funções é limpar as casas-de-banho todos os dias: a meio da
manhã, da tarde e ao final do dia. Mas à sexta-feira temos de fazer a
desinfeção geral a todas as casas-de-banho. Quando faço a desinfeção,
esfrego bem o chão com lixívia, uso uma mangueira e depois passo o rodo
para ajudar a apanhar a água que acumula no chão. Ainda assim, passo a
esfregona para ficar o piso mais seco. Ao fazer estas limpezas, coloca sempre
o aviso de “piso escorregadio” para que ninguém caia e se magoe.
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Imagem 37. Processo de desinfeção das casas-de-banho
Durante este processo de limpeza, peço aos jovens que se dirijam a outras
casas-de-banho até finalizar o trabalho.
Todos os dias tenho a responsabilidade de confirmar se é necessário colocar
papel higiénico ou papel de limpar as mãos, bem como sabonete para as
mãos.
Ao longo da semana, vou despejando o lixo três a quatro vezes por dia, mas
também vou trocando os sacos do lixo, devido ao odor.
As salas são limpas duas vezes por dias.
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Imagem 38. Limpeza das salas
Aproveito as horas de almoço para fazer uma das limpezas, visto que é quando
tenho mais salas livres. Tenho o mapa das salas, com os horários, turmas,
disciplinas e professores.
Imagem 39. Exemplo de horário de uma das salas de aula
Os melhores horários para fazer limpeza a fundo é do 12h20 até à 13h20 ou da
13h20 até às 14h30. Tenho sempre de me orientar pelo mapa das salas.
Durante este horário, faço a limpeza a fundo, como varrer debaixo das mesas e
cadeiras, tirar as manchas das mesas, limpar vidros e peitoris, limpar os
computadores e os quadros, despejar e desinfetar os baldes de lixo, estar
atenta caso seja necessário trocar o pano dos apagadores e dar uma
organização à estética da sala.
Durante o decorrer das aulas, aproveito o tempo para poder limpar escadarias
e corredores, despejar os próprios lixos, limpar portas exteriores e vidros.
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Também varro e despejo o lixo da parte exterior do pavilhão e levo o lixo aos
contentores exteriores, onde faço a separação do cartão e plástico.
Imagem 40. Separação do cartão e plástico
Ao longo do dia, nas horas de intervalo, tenho a responsabilidade de estar
atenta aos jovens, para não ficarem em locais escondidos do pavilhão, mas
sim, sempre em locais que possam ter vigilância.
Quando se criam conflitos, tanto eu como a minha colega, temos de os acalmar
e averiguar a situação para que não se volte a repetir.
Conforme vão terminando as últimas aulas, voltamos a limpar as mesas e o
quadro, despejamos o lixo, varremos o chão e fechamos os estores.
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Imagem 41. Exemplo dos quadros que são limpos
Das 17h às 18h temos de terminar as limpezas das salas, retificar a limpeza
das casas-de-banho e limpar a entrada principal do pavilhão.
Organizei um mapa para poder ter controlo no uso da esfregona. Também
organizei a limpeza das salas consoante a hora de abertura das mesmas ou
até que possam ser utilizadas só da parte da tarde. Para passar a esfregona,
basta orientar a limpeza uma vez por semana.
Imagem 42. Exemplo de como é feita a limpeza dos chãos
Enquanto os corredores, escadarias e casas-de-banho são locais que são
limpos todos os dias. A entrada principal só pode estar húmida depois de todos
os elementos se irem embora.
Vou lavando várias vezes ao dia com os materiais de limpeza e desinfetando.
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Imagem 43. Materiais de limpeza e varrimento dos locais
Nos horários de entrada tenho de ter toda a atenção se falta algum professor,
para fazer o registo. Ao outro dia entregar a folha à minha coordenadora.
Imagem 44. Entrega da folha à coordenadora
Durante os períodos de férias escolares, todos os elementos de cada sector
têm de fazer uma desinfeção. Eu e a minha colega, juntamo-nos e fazemos
aquelas tarefas que não são diárias, como lavar estores, janelas, azulejos, usar
mangueiras nos pavimentos exteriores, nas escadarias e corredores interiores,
esfregar o chão com detergentes fortes, entre outras.
Todas as escolas têm a sua maneira diferente de se organizar. Quando entrei
para esta escola fiquei fixa no mesmo pavilhão. Aprendi muito com a colega
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que cuidava do pavilhão há alguns anos. Neste momento, estou sozinha com
todas as responsabilidades.
Na fase dos exames nacionais o pavilhão tem de estar preparado para isso.
Uma sala é preparada para a direção de exames, pelo que são afixadas as
salas em que vão decorrer exames. Nessas salas tenho de retirar mesas e
cadeiras. Só pode existir um elemento por mesa e a uma determinada
distância.
Cada sala tem 2 vigilantes, os elementos da direção ficam situados no seu
local com duas funcionárias por pavilhão.
Ao longo do exame tenho de estar atenta às salas ou à direção. Qualquer
situação, os professores transmitem em volume baixo para que não haja
barulho a incomodar as restantes salas. Situações médicas, em que alunos
tivessem de tomar alguma medição a um determinado horário ou ir com os
alunos à casa-de-banho.
Tenho que estar situada no mesmo sítio e sem som nos telemóveis e não
podemos conversar com as colegas.
Existe uma listagem afixada, com o horário, número da sala, datas e disciplina.
Os exames são entregues e levantados pela GNR. A direção escolar, após
receber os exames por parte da GNR, entregava os exames ao departamento
dos exames.
Para além de estar responsável pelo pavilhão também já estive responsável
pelo bar dos professores e dos alunos, para substituir uma colega.
O modo de trabalho é semelhante nos dois bares.
A maior diferença é que no bar dos alunos tínhamos de adiantar tostas mistas
e sandes para colocar na torradeira no momento do intervalo, devido ao
elevado fluxo de alunos. Tinha a responsabilidade de preparar ovos cozidos,
lavar saladas, fazer pasta de atum, entre outras.
Nos horários calmos, aproveitava para lavar loiças, encher os frios
(queijo/fiambre/bebidas), estar atenta às validades e cortar o queijo e o fiambre.
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Imagem 45. Fotografias a trabalhar no bar dos alunos
O bar dos professores é mais tranquilo e sem confusões dá para iniciar e
terminar os pedidos no momento. Alguns professores também faziam
encomendas de algumas sandes para a hora de almoço, como baguetes de
atum, ovo, entre outras.
Imagem 46. Bar dos professores
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Tal como os alunos, também os professores têm os cartões da escola que são
carregados e descontados no momento das compras que fazem no bar e
papelaria.
Quando estava responsável no pavilhão gimnodesportivo, tinha outras funções.
As limpezas às casa-de-banho mantinham-se, mas também tinha de limpar os
campos, corredores, desinfetar os materiais, lavar os coletes, entre outras
coisas.
Imagem 47. Exemplo da limpeza feita no gimnodesportivo
Existe uma mopa que é adequada para passar nos campos quando estes
estão livres. O uso da esfregona é mais frequente que nos pavilhões. Mas
também só pode ser usado no fim do dia, para não haver o risco de algum
aluno ou professor poder escorregar. É um pavimento muito diferente em
comparação com as restantes áreas do gimnodesportivo.
No início das aulas, o delegado de turma entregava-me o saco dos valores
para que eu guardasse num local seguro e indicado.
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Imagem 48. Entrega do saco dos valores
O material desportivo só podia ser entregue aos alunos com autorização dos
professores e tinha sempre de trancar os balneários que estivessem ocupados.
Quando terminava a aula, os alunos vinham ter comigo e pediam-me que os
abrisse novamente.
Sempre que uma turma saísse do balneário, tinha de fazer uma desinfeção
rápida, pois apenas no final do dia é que conseguíamos limpar com maior rigor.
Por vezes, também dei apoio à colega que está responsável pelos alunos com
deficiência auditiva. Embora não domine a língua gestual, colaborei com a
colega responsável por estes alunos. Ofereci apoio em diversas tarefas,
contribuindo sempre para a inclusão e bem-estar dos alunos.
Imagem 49. Cartaz a celebrar o Dia Mundial da Língua Gestual Portuguesa
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Uma das minhas responsabilidades também é acompanhar até ao hospital
alunos que se magoem. Já acompanhei um menino que partiu um pulso e com
uma menina que se sentiu mal.
Sempre que necessário, é chamada a ambulância para levar o aluno e eu
tenho de levar o seu registo. A escola fica responsável por avisar os familiares.
Enquanto os familiares não chegavam, era eu que os acompanhava durante
todo o processo hospitalar, desde a triagem, realização de exames e consulta.
Só podia sair do hospital quando chegasse lá um familiar do estudante.
Caso algum aluno esteja a sentir-se mal ou com alguma dor e não se veja
necessidade de chamar uma ambulância, os pais são chamados. A escola não
pode ter medicação, nem pode dar nenhum tipo de medicação aos alunos.
Quando existe uma pequena queda ou um pequeno corte, temos a caixa de 1º
socorros para fazer pequenos curativos.
Trabalhar numa escola, com jovens de diferentes idades é um desafio, cheio
de emoções e novas aventuras a cada dia. Existem alunos que nos procuram
para desabafar sobre a vida pessoal e pedir conselhos. Alguns têm menos
possibilidades e, por isso, procuro estar sempre atenta caso necessitem de
alguma ajuda. Mostro-me sempre disponível para os acolher estejam eles a
passar por bons ou maus momentos.
Algumas épocas do ano letivo algumas colegas juntam-se para uma limpeza
geral ao polivalente, quer da parte interior, quer da parte exterior.
A coordenadora pede ajuda às funcionárias que acha mais organizadas.
Incluindo a mim. Isso para mim é um grande orgulho em saber que valorizam o
meu trabalho. Nesse local, durante os períodos de férias, lavávamos estores,
desinfetávamos o pavimento interior e exterior ao pormenor.
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Imagem 50. Limpezas do polivalente
Ao longo do ano letivo 2023-2024, existiram várias atividades escolares e os
funcionários só ajudavam se pudessem. Eu estava sempre disponível para
todas as atividades que existiram na escola. Gosto e adoro ajudar os alunos e
os restantes elementos da escola.
Na maioria das festas escolares ajudava na cozinha para preparar saladas,
elementos cozinhados e para as arrumações, como lavar e guardar loiças e
esfregar o chão.
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Imagem 51. Ajuda na organização das festas escolares
Em maio de 2024 existiu a feira da Primavera, cada turma tinha a sua barraca
pelo qual os pais e funcionários podiam ajudar nas tarefas das barracas. Todos
os elementos podiam entrar na escola para ir comer e beber nas barraquinhas
dos nossos alunos.
Nesta atividade estive responsável pelas bebidas que cada turma me pedia
para guardar no frio, ou seja, tinha de marcar as turmas nas bebidas para não
haver confusão.
Imagem 52. Imagem exemplificativa das festinhas da escola
Na época de S. João os elementos da direção decidiram organizar uma
sardinhada para celebrar com os funcionários. Alguns funcionários estavam na
parte de grelhar e outros na parte de cozinhar. Ajudei em ambas as partes,
mas mais na parte da cozinha.
Imagem 53. Fotografias dos festejos de S. João
Em julho existiu o Baile de Finalistas do 9º ano de escolaridade, em que as
cozinheiras preparavam o jantar e os funcionários de pavilhões serviam à mesa
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e levavam a louça para a cozinha. Após o jantar servido, os alunos ofereceram-
nos o jantar e tínhamos uma mesa repleta de funcionários.
Imagem 54. Funcionárias da escola no Baile de Finalistas
Ao iniciar as aulas do novo ano letivo, os pais fazem o levantamento dos
manuais escolares. Ao chegarem à escola indicava os encarregados de
educação para a secretaria, onde as colegas entregavam dois papéis. Um para
levantarem nas papelarias e outro era passado para mim, onde tinha de ler o
papel e deslocar-me até ao sitio onde estavam os respetivos manuais e
entregar o correto.
Uma das funções que também tive foi estar a telefonista. Tinha de passar as
chamadas e apontar alguns registos no ato do telefonema para poder
comunicar à direção ou à secretaria. Como era época de férias e não eram
muitos funcionários a trabalhar, ia todos os dias dar uma pequena limpeza à
direção e à secretaria.
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Imagem 55. Atendimento de chamadas
No início do ano letivo 2024/2025, uns dias antes de iniciar as aulas, andamos
no jardim da escola a fazer limpezas.
Imagem 56. Limpezas nos jardins da escola
Após uns dias, três elementos, com ordem da coordenadora, passaram para o
seu pavilhão, para fazerem novamente uma limpeza, visto que os pavilhões já
estavam fechados à um longo período.
Nas vésperas da abertura do ano letivo, todos os elementos já tinham todas as
suas tarefas cumpridas e decidimos juntar-nos e ir buscar o almoço fora, para
conviver um bocadinho antes do novo ano.
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Imagem 57. Almoço de colegas
No dia de abertura foi um orgulho muito grande conhecer os novos membros
(professores, alunos e colegas).
Imagem 58. Fotografia com a minha colega de pavilhão
No ano letivo de 2024/2025, realizou-se um corta-mato, no qual bastantes
elementos participaram. Não só os da Escola Joaquim Araújo, mas sim de
todas as escolas que pertencem ao agrupamento.
Os elementos tiveram direito ao respetivo lanche que os funcionários
prepararam. Existiu música ao longo do dia e no final existiu a classificação e
medalha para os vencedores.
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Imagem 59. Alunos no corta-mato
Nesse mesmo dia também tínhamos a Festa de Halloween. As turmas
decoravam as portas das salas, bem como as suas barraquinhas, onde
vendiam produtos alimentares para angariarem algum dinheiro.
Imagem 60. Decoração de Halloween na escola
Os professores decidiram colocar na sua sala uns docinhos e fizeram questão
que os funcionários fossem tomar um café, como tal tinham decorado a sala.
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Imagem 61. Festa de Halloween na sala dos professores
Neste ano letivo, continuo a minha rotina diária no pavilhão onde me situava no
ano 2023/2024. As tarefas são exatamente iguais ao ano anterior, as únicas
diferenças são o regulamento de horários das salas e as novas caras
(professores e alunos).
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Evolução das tecnologias
Há uns anos, apenas tínhamos o Canal 1 e o Canal 2 na televisão. A uma certa
hora, a emissão terminava e ficávamos sem imagem. Mais tarde, em 1992,
surgiu a SIC, o primeiro canal de televisão privado em Portugal. Em 1993,
chegou a TVI, o segundo canal privado, e em 1994 começou a chegar ao
continente a TV Cabo, que já existia em algumas zonas do país. Na altura,
tínhamos cerca de 30 canais, mas hoje em dia já existem entre 150 e 200.
Contudo, tudo isto representa um custo significativo para as famílias,
especialmente agora que conseguimos combinar televisão com internet e
serviços como a Sport TV. O preço, inevitavelmente, aumenta.
A internet, no entanto, é uma ferramenta indispensável nos dias de hoje. As
redes sociais e as plataformas digitais facilitam inúmeras tarefas e tornam a
vida mais prática. Desde pagamentos por débito direto e acesso à Segurança
Social até marcações de consultas no SNS 24, a internet trouxe eficiência e
rapidez. É também fundamental para a educação, permitindo pesquisas e
acesso a materiais de estudo, e para manter o contacto com familiares e
amigos à distância, graças às videochamadas. No trabalho, é uma ferramenta
essencial para a produtividade.
Quanto ao telemóvel, tornou-se um elemento central na vida da maioria das
pessoas. Para muitos, é uma ferramenta de trabalho indispensável; para
outros, é uma forma de manter contacto com amigos e familiares. Atualmente,
é difícil imaginar a vida sem ele. É tão essencial quanto a alimentação, mas
também é, para alguns, um objeto de estilo. Há quem não se contente com um
modelo básico, preferindo telemóveis topo de gama, que acabam por ser
considerados um luxo.
No entanto, o telemóvel também tem desvantagens. Estamos constantemente
contactáveis, e muitas vezes somos incomodados por vendedores a tentar
impingir serviços ou produtos, até em horários inconvenientes. Além disso, o
uso excessivo pode trazer problemas de saúde, como dores de cabeça, fadiga
ocular e até lesões auditivas, devido às radiações que emitem.
Hoje, reconheço que sou bastante dependente do meu telemóvel. Preciso dele
tanto para o trabalho como para me sentir segura quando ando sozinha. Uso-o
para comunicar com a família, especialmente em situações imprevistas, como
acidentes, e para fazer pesquisas, guardar recordações em fotos e falar com
amigos nas redes sociais. Sou muito cuidadosa nesse aspeto: só interajo com
pessoas conhecidas e não aceito pedidos de amizade de desconhecidos.
No trabalho, na escola ou mesmo em família, os grupos de mensagens
facilitam a comunicação entre todos. Durante a condução, uso o sistema
Bluetooth para atender chamadas sem distrações, evitando multas e
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garantindo segurança. Além disso, as aplicações móveis, como SNS 24, MB
Way, e Outlook, ajudam-me a poupar tempo e a organizar a minha vida.
Lembro-me bem do meu primeiro telemóvel: um Nokia 3310. Na altura, os
telemóveis eram muito básicos comparados com os de hoje. O meu telemóvel
atual é muito mais avançado e oferece uma série de funcionalidades que
facilitam o dia a dia. A evolução tecnológica é impressionante, e, apesar de
reconhecer as desvantagens, não consigo imaginar a minha rotina sem esta
ferramenta indispensável. Igual ao da minha esposa
Imagem 62. Primeiro telemóvel
O 25 de abril e a Constituição portuguesa
O 25 de Abril de 1974 foi um dia marcante na história de Portugal. Foi o dia em
que a Revolução dos Cravos derrubou a ditadura e trouxe a liberdade ao país.
Antes disso, vivíamos sob um regime autoritário, onde as pessoas não podiam
expressar livremente as suas opiniões, e muitos dos direitos que hoje
consideramos essenciais não existiam ou eram restritos. O 25 de Abril deu-nos
a possibilidade de construir um país mais justo, democrático e com mais
direitos para todos.
A importância de celebrarmos o 25 de Abril vai além de recordar uma data
histórica. Este dia é uma lembrança de que a liberdade e a democracia são
conquistas que devemos valorizar e proteger. E uma forma de proteger esses
direitos é conhecendo os nossos deveres e os direitos que nos são garantidos
pela Constituição da República Portuguesa.
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A Constituição é o conjunto de regras fundamentais que orienta o
funcionamento do Estado e garante os direitos e deveres dos cidadãos. Ao
conhecermos a Constituição, percebemos melhor como a nossa democracia
funciona e o que nos é permitido fazer, mas também o que devemos cumprir
para que possamos viver numa sociedade equilibrada e respeitosa. Por
exemplo, sabemos que temos direito à educação, à saúde, à liberdade de
expressão, ao trabalho digno e à igualdade perante a lei. Mas também
sabemos que temos deveres, como respeitar os direitos dos outros e cumprir
as leis.
Em resumo, o 25 de Abril foi uma revolução que nos deu a liberdade, mas é a
Constituição que assegura que essa liberdade seja vivida de forma justa e
responsável. Conhecer os nossos direitos e deveres é essencial para que
possamos ser cidadãos ativos e conscientes, e para garantir que o país
continue a ser um lugar onde a democracia e os direitos de todos são
respeitados.
o 25 de abril de 1974 e uma data fundamental na história de Portugal,
marcando o fim da ditadura do estado novo e o início de um novo período
democrático. a injustiça social começava logo pela impossibilidade dos
jovens oriundos de familiares pobres poderem estudar para alem da 4
classe, pois não existem apoios para que isso pudesse acontecer. assim
apenas alguns, Mem sempre os mais inteligentes podiam aspirar a
frequentar um curso superior, sendo cremada essa hipótese a outros,
com boas aptidões, apenas porque não tinham tido a sorte de terem sido
postos no mundo por progenitores ricos.
Embora já existisse alguma legislação sobre matéria laboral, ela era
manifestamente insuficiente para proteger os trabalhadores do
autoritarismo de alguns patrões que, visando apenas o lucro, admitiam e
despediam trabalhadores a seu interesse, fazendo se aqui notar a
ausência de sindicatos livres, apesar de eles já existirem, o que era
comprovado pela quota sindical descontada nos salários. assim era
frequente o despedimento individual e coletivo de trabalhadores sem que
fosse efetuada qualquer negociação ou pagamento de indemnizações e
sem direito ao recebimento de subsídios de desemprego.
Felizmente naquela altura as ofertas de emprego eram maiores do que
atualmente, o que era devido, em parte, ao facto dos meios técnicos de
produção não estarem ainda amplamente desenvolvidos e haver
necessidade de muita mão de obra humana.
Outra condicionalmente económica das pessoas mais pobres era o facto
de comercio ser muito restrito. existindo pouca concorrência, o que no
caso da requisição de bens essenciais se tornava problemática devido a
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impossibilidade de escolha, existindo por isso uma refeição aos preços
praticados pelas mercearias ao contrário do que hoje acontece com a
imensidão de grandes superfícies comerciais o que impedem, de algum
modo, o inflacionamento dos preços.
Nesta altura não existia a liberdade da imprensa, sendo camufladas
muitas notícias, o que diziam respeito as lutas dos trabalhadores e
também a desastres ocorridos na guerra do ultramar, sendo ocultado ou
diminuído o número dos baixos sofridos pelas nossas tropas, para não
ferir ainda mais a imagem do governo, originando assim a existência de
altos níveis de ignorância, sobre a verdadeira realidade do pais.
Mas o facto mais marcante desse período foi sem dúvida a guerra colonial
que teve início em 1961 e se perlongou ate 1974. Na vida dos jovens
estava sempre presente a obrigação do cumprimento do serviço militar, o
que condiciona os seus planos para o futuro existindo por isso uma
incerteza e uma conquista permanente dos pais sobre o futuro dos seus
filhos, existindo, por isso, o desejo de que essa guerra terminasse o mais
rápido possível.
Não foi de estranhar a enorme alegria, sentindo pelo povo quando soube
das ações desencadeadas pelas forcas armadas, para por fim ao regime
apreensivo do estado novo, que possibilitou o início das negociações
com os partidos africanos de libertação, para o fim das hostilidades, com
vista a sua independência.
Os meses que se seguiram a revolução fora de alguma confusão e
anarquia, principalmente no seio das próprias forcas armadas, onde
durante algum tempo grassou alguma Independência tendo sido criado
um movimento clandestino.
De facto, foram tempos difíceis para o pais. Mas o pais tinha imensos
problemas para resolver e não se podia esperar que fossem resolvidos de
um dia para o outro. estava em elaboração uma nova constituição para a
república portuguesa, tendo sido realizados em 25 de abril de 1975,
eleições por sufrágio direto e universal, para formar uma assembleia
parlamentar, que teria a seu cargo a missão de elaborar, discutir e
aprovar as leis fundamentais porque o pais se iria reger. a nova
assembleia a mova assembleia foi concluída em 31 de marco de 1976,
tendo sido aprovado em votação final em 2 de abril.
Nessa altura já tinha regressado muitos soldados portugueses das
províncias ultramarinas.
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Mas Portugal outro problema em mãos, que era o regresso dos
portugueses de africa. passado este período muito difícil do pais, as
coisas começaram lentamente a melhorar, tendo ate na década de 80,
havido algum desenvolvimento e consequentemente um aumento
deposto de trabalho e uma melhoria das condições de vida dos
portugueses.
Em 12 de junho de 1985 e assinado o tratado de adesão de Portugal a
comunidade económica europeia, tendo vindo para o país elevados
fundos destinados a ajudar o desenvolvimento e a estimular a economia,
com a formação de novas empresas. infelizmente muitos desses fundos
não foram bem geridos e terá havido uma utilização menos própria desse
dinheiro, por alguns sectores empresariais, o que terá impedido um maior
desenvolvimento do pais nos anos seguintes a adesão.
Infelizmente a partir do início do novo seculo , coincidente com a adesão
de Portugal a moeda única europeia , houve um regredir da situação ,
talvez derivado de ma gestão e politicas erradas de alguns governos , o
que fez com que atualmente , os trabalhadores e o povo em geral , foram
confrontados com a deterioração dos rendimentos provenientes do seu
trabalho , agravado com o aumento constante do desemprego e da
prioridade do trabalho , com medidas impostas aos trabalhadores
completamente que agravam , sobretudo , as condições dos
trabalhadores.
Resumo a vida do pais, apos a revolução , comparativamente ao período
de 1960 -1974 , caracterizou-se essencialmente pela vivencia e
participação democrática do povo com a avaliação de eleições dos
deferentes órgãos de poder e perla liberdade de imprensa e opinião no
respeito pelas conquistas alcançadas pelos trabalhadores com o direito a
greve ,implementação do salario mínimo nacional , o direito aos
subsídios, a ferias , ao subsidio prestação de desemprego e direito a
segurança social , saúde e descontos de IRS .
Um imigrante e uma pessoa que se estabelece em um pais diferente de
onde nasceu. Um imigrante faz essa mudança com a intenção de residir
permanentemente ou por um longo período de tempo no novo pais.
Imigrante deixam seu pais de origem em busca de melhores
oportunidades de vida, seja por motivos económicos, sociais, políticos ou
pessoais. muitas vezes estão dispostos a superar esses obstáculos em
busca de uma vida melhor para a família. como também escolhe construir
uma nova vida em um pais estrangeiro, buscando oportunidade que
possam não estar disponíveis em seu pais de origem.
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Emigrante e uma pessoa que deixa seu pais de origem para se
estabelecer noutro pais. esta a deixar seu pais de origem para buscar
uma vida melhor em outro lugar. Eles podem tomar essa decisão por uma
variedade de razoes, como a oportunidade de emprego, estabilidade
política, educação ou motivos financeiros. Imigrar muitas vezes implica
em deixar para trás a família, tudo que e familiar. isso pode ser uma
experiência emocionalmente desafios para muitos emigrantes. no
entanto, para alguns, a perspetiva de uma vida melhor e novas
oportunidades e suficiente para superar esses desafios
Os direitos do trabalhador e seus benefícios básicos estão discriminados
no código de trabalho e nos artigos 58 e 59 da constituição portuguesa.
Os principais direitos dos trabalhadores que se deve ter em atenção ao
contratar ou dispensar colaboradores
salário justo e boas condições de trabalho. Cada trabalhador tem direito
a retribuição do seu trabalho, de acordo com a quantidade e qualidade do
mesmo, ou seja, deve receber um valor justo e adequado ao trabalho
efetuado. também deve ter direito a um bom local de trabalho para poder
realizar as suas tarefas em condições de higiene, segurança e saúde e
segurança que permitam reduzir o risco de doenças profissionais.
ferias e períodos de descanso, temos o máximo de 40 horas semanais,
equivalente a oito horas de trabalho, com dois dias de descanso.
trabalhando feriados e domingos temos o direito de ganhar a dobrar ou
dois dias de descanso por cada dia de trabalho. temos direito a 22 dias
uteis de ferias pagas relativamente ao trabalho prestado no ano civil
anterior, independentemente da assiduidade. os períodos de feitas tem
obrigatoriamente de ser gozados e não podem ser trocados por
compensação. Como temos direito a todos os feriados, que são 13
feriados, acrescentando o feriado do local de trabalho.
Temos direito ao subsídio de ferias e de Natal. o subsídio de ferias e um
salário extra desde que tenha um contrato de trabalho a prazo ou sem
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termo. o valor do subsídio de Natal corresponde a um valor de salário
bruto.
Relação as faltas, o trabalhador tem direito a faltar ao trabalho como por
exemplo ter direito a 15 dias de casamento seguidos, assistência a
familiares, direito a ir um medico, mas tudo com justificação.
Existe direitos a assistência de doença profissional
Todos os trabalhadores que sejam despedidos têm direito a subsídio de
desemprego, mas varia de acorda com a idade do desemprego e com o
tempo de atribuição para a segurança social. consoante a idade do
elemento
O trabalhador tem direito a 40 horas anuais de formação. nas horas de
trabalho e no próprio local
No total existem oito direitos do trabalhador.
Como também temos direitos e deveres do trabalhador que, como
profissionalismo deve pautar o relacionamento entre trabalhadores e
entidade patronal. que devemos ter respeito pelos colegas e empregador,
assiduidade e pontualidade, trabalho com zelo e diligencia, cumprimento
de ordens, lealdade para o empregador.
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Conclusão
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ANEXOS
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43
44
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