Esquecimento e sua Influência nas Relações Sociais em “O gigante enterrado” de Kazuo
Ishiguro
Dércio Timbe
Universidade Save-Maxixe
Licenciatura em Ensino de Português
Docente: Dr. Alberto Mathe
Palavras-chave: Passado, Esquecimento, narrativa.
Introdução
A literatura ajuda-nos a mobilizar saberes de varia ordem, que permitirão maior dinâmica na
interpretação e analise de vários trabalhos de ordem literária, isto deve se ao carácter
multissignificativo que a mesma nos apresenta. Desta feita a narrativa de Kazuo Ishiguro, mais
do que uma ficção apresenta um mundo de fantasias que são marcadamente do período medieval,
pois a mesma contem entre as suas personagens e ações: ogres, fadas, dragões, ferras, monstros.
Estas características que mereciam atenção das personagens da narrativa; o autor apresenta-nos
um mundo mítico mas também real tendo em conta os povos que são relatados e as suas guerras,
que se associam a guerras medievais entre os Saxões (que eram marcadamente supersticiosos) e
por Bretões (que acreditavam num Deus sobrenatural).
A narrativa data aproximadamente aos séculos V e VI na Inglaterra, apresentando nos uma
Inglaterra diferente da actual, talvez seja pelas características acima apresentadas que o espaço
da narrativa é pouco comum tendo em conta o ano da publicação da obra, mas o estilo de
fantasias que o autor apresenta, também as personagens que passam por este mundo de fantasias,
que é o casal de idosos Axl e Beatrice, que vão cavalgando por esta vaga fantasia. Além do casal
Axl e Beatrice que fazem o corpo das personagens principais, encontramos várias outras
personagens a destacar: Winstain, um jovem guerreiro valente, a mulher dos remédios, Edwin,
Gaiwan, os barqueiros, e o monge Jonus, entre outras.
Fora das principais temáticas aqui abordadas, há que destacar as organizações sociais, as crenças,
as tradições entre outras temáticas.
Esquecimento e sua Influência nas Relações Sociais
O momento auge do início da narrativa é mesmo quando o casal de idosos Axl e Beatrice
decidem rumar para uma aldeia próxima ao encontro do seu filho, mas algo inédito é que eles
assim como outros habitantes da sua aldeia havia sido atacados por uma nevoa que lhes causava
esquecimento,é disto que pretendemos refletir.A aldeia em que o casal de idosos vivia era como
se estivesse esquecida pelo mundo, tanto que o casal Axl e Beatrice vivia também de forma
isolada dos outros habitantes.
Eu diria que esse casal levava uma vida isolada, mas naquele tempo poucos viviam “isolados” em
qualquer dos sentidos que entendemos hoje. Para se manter aquecidos e ter proteção, os aldeões
moravam em tocas, muitas delas escavadas bem lá no fundo da encosta da colina, que se ligavam
umas às outras por passagens subterrâneas e corredores cobertos (ISHIGURO,P.5,2015).
Esquecimento é a cessação da memória que se tinha. Trata-se de uma acção involuntária que
supõe deixar de conservar na memória alguma informação que tinha sido adquirida.
Você pode estar se perguntando por que Axl não pedia aos outros aldeões que o ajudassem a
recordar o passado, mas isso
não era tão fácil quanto se poderia supor, pois naquela comunidade o passado raramente era
discutido. Não que fosse um
tabu, mas ele havia de algum modo sumido em meio a uma névoa tão densa quanto a que cobria
os pântanos.
Simplesmente não ocorria àqueles aldeões pensar sobre o passado — nem mesmo o recente.
(ISHIGURO,P.7.2015)
Como se pode notar, o que mais interessava aquela comunidade era simplesmente o presente,
pois a névoa que os afectava provocava tanto esquecimento, que mesmo em algo ocorrido há 1h
eles jamais se recordavam, esta situação não era somente daquela aldeia, era também frequente
noutras aldeias, ou seja algumas pessoas. De acordo com Koselleck, 1985 “Para ele, o tempo da
modernidade aparece diferenciado pelo conceito de “novo”, que torna cada momento único e
independente dos que lhe antecederam. O mundo moderno distingue-se do velho porque é pleno
de características singulares e por ser capaz de se abrir sempre para uma possibilidade de futuro.
Este “tempo-futuro”, independente da experiência cotidiana construída através dos séculos, traz
consigo o corte entre presente e passado e o ostracismo de tudo o que ficou para trás”.
Talvez devamos associar a situação dos afectados pelo conflito da memória na narrativa o
gigante enterrado, como se fizessem parte desta diferenciação pelo tempo de modernidade e
novo que Koselleck nos propõe, pois para Axl e Beatrice e os outros o que importava era o
presente, isto se revela que logo no inicio da narrativa uma criança de nome Marta foi tomada
como perdida o que gerou preocupação dos aldeões,mas assim que apareceu já haviam se
esquecido.
(…) Depois de algum tempo, fragmentos de memória começaram a se encaixar uns nos outros
dentro de sua cabeça e ele se lembrou do sumiço de Marta, do perigo e de como, não fazia muito
tempo, todo mundo estava procurando pela menina (ISHIGURO,P.9,2015).
Como se pode notar, o conflito de memória que permeava, provocava certa ansiedade, o que
podemos buscar a ideia coinceptual do esquecimento, pois enquanto alguns menos se
interessavam pelo passado, existiam aqueles que tinham consciência de algo estranho
acontecendo entre eles, o que de certa forma exigia um pouco de esforço ás lembranças para
trazer a memória mesmo que seja em fragmentos certas vivências. Tal facto é o caso dos idosos
protagonistas desta história fantasíaca, que faziam mero esforço. Eles sabiam que tinham um
filho,mas não sabiam como ele era, e pra onde foi.
O interesse chamativo desta narrativa reside nesse facto, em que eles demostravam esperança e
fé, pois eles acreditavam que encontrariam seu filho mesmo sem conhecer o lugar em que ele
estava. Podemos a partir desses factos narrados, em consonância com a Biblia Sagrada
julgarmos a fe neles presente. “ .Ora, a fe é a certeza de que haveremos de receber o que
esperamos, e a prova daquilo que não podemos ver”.(Hebreus 11:1); “porem, se esperamos por
algo que ainda não podemos ver, com paciência aguardamos”(Romanos 8:25).
Apesar do esquecimento que os afectava eles decidiram atravessar todas fantasias e dificuldades
da sua idade para irem em busca de seu filho.. Axl e Beatrice vislumbram fragmentos de
memórias do seu filho que, embora pouco frequentes, são suficientes para partirem em busca de
alguém sem nome, sem rosto, e sem localização conhecida.
“Uma viagem até a aldeia do nosso filho. Não é muito longe daqui, marido, nós sabemos disso.
Mesmo com os nossos passos vagarosos, serão alguns dias de caminhada, no máximo. Fica só um
pouco depois da Grande Planície, seguindo para o leste. E a primavera vai chegar daqui a pouco.
(…)O nosso filho está nos aguardando na aldeia dele.”(ISHIGURO,P.12, 2015).
A Influência do Esquecimento nas Relações Sociais e de Indóle Político.
O esquecimento, não só afectava Axl e Beatrice de forma particular como casal e aos demais,
este influenciava tambem as relacoes que este mantinham com outras pessoas e tambem na sua
relacao amorosa.
“Se os senhores, que não são daqui, lembram dos nossos problemas, como é possível que aqueles
idiotas já estejam esquecendo? Eles foram instruídos, com palavras que até uma criança
entenderia, a manter suas posições na cerca a todo custo, uma vez que a segurança da comunidade
inteira dependia disso, para não falar na necessidade de ajudar os nossos heróis caso eles
chegassem aos portões perseguidos por monstros. E o que eles fazem? Dois estranhos passam e,
esquecendo por completo das ordens que receberam e até mesmo das razões pelas quais as ordens
foram dadas, partem para cima dos senhores feito lobos ensandecidos. Eu desconfiaria da minha
própria sanidade se esses estranhos esquecimentos não acontecessem com tanta frequência por
aqui.” (ISHIGURO,P.31.2015).
A narrativa relata com maior incidência dois povos de referência que são os Saxões e Bretões,
segundo o que a própria narrativa referencia, estes eram povos opostos que tinham-se envolvido
em guerreassem tempos anteriores, tanto que a presença de um Bretão em terras de Saxões era
motivo de estranheza e mesmo alvo de alguma indiferença. Também as crenças destes eram
diferenciados:
“Várias vozes se dirigiram a eles ao mesmo tempo, e parecia estar chegando cada vez mais gente.
Axl sentia o calor das tochas apontadas para os seus rostos e,segurando Beatrice junto de si,
tentou da proavistar o líder daquele grupo, mas não encontrou ninguém que parecesse exercer tal
função. Além disso, todos os rostos estavam tomados de pânico, e ele se deu conta de que
qualquer movimento brusco poderia ser catastrófico”(ISHIGURO, P.31.2015).
A indiferença que se verifica acima, era de certa comum por se tratar de pessoas de tribos
diferentes, porem manifestava certa ingratidão e desacordo com aquilo que era o relacionamento
presente naquela época entre as tribos, pois devido ao esquecimento os povos haviam
supostamente deixado as diferenças para tras e optado pela paz, tanto que os viajantes podiam
passar por outras aldeias serem bem recebidos ou ao menos sairem são e salvos.
Chegaram até nós, no leste, rumores de que companheiros saxões estavam sendo maltratados por
bretões nestas terras. Preocupado com seu povo, meu rei me enviou aqui com a missão de
averiguar o que de fato está se passando. É só isso que me traz aqui, senhor, e eu estava
cumprindo minha missão pacificamente quando minha égua machucou a pata.” “Eu entendo bem
sua posição, senhor”, disse Gawain. “Horácio e eu com frequência atravessamos terras
governadas
pelos saxões e sentimos a mesma necessidade de usar de cautela.(p.55)
Importa referir que esta paz, era uma paz condicionada pelo esquecimento que permeava entre
eles, pois quando puderam se recordar da razão pela qual guerreavam entre eles, houve a
insinuação como se quisessem declarar uma guerra, desconfianças sempre existiam, pois como
dissemos que a narrativa é fantasiaca tinham que até desconfiar da própria sombra deles, essa paz
era fruto da boa vontade do rei Artur. Mas havia chegado o momento em que a realidade ficava
mais clara, nem Gaiwan que era cavaleiro em missao do rei já caido Artur havia se revelado
quem ele era realmente.
Aquela grande lei que o senhor negociou foi destruída com sangue! No entanto, ela funcionou
bem por algum tempo. Destruída com sangue! Quem nos condena por isso agora? Por acaso eu
temo a juventude? Será que só a juventude pode derrotar um oponente? Deixe que ele venha,
deixe que ele venha. Lembre-se, senhor! Eu o vi naquele mesmo dia, e o senhor falou de gritos de
crianças e bebês nos seus ouvidos. Eu ouvi os mesmos gritos, senhor, mas por acaso eles não
eram iguais aos que saem da tenda do cirurgião quando a vida de um homem é preservada, já que
a cura também causa sofrimento? (p.135).
Não só as relações entre os povos tinham um rumo condicionado devido aos conflitos de
memória, a relação amorosa desses dois idosos que a narrativa apresenta um romance
extraordinário deles, também estava condicionada pelo esquecimento, tanto que o longo da
jornada, Axl e Beatrice deparam com figuras que espelham a sua própria condição: exaustas,
esgotadas, perdidas e indefesas, que há muito deixaram para trás os seus melhores anos. Sir
Gawain, cavaleiro do mítico Rei Artur, é o maior representante dessa decadência sonhadora: um
cavaleiro que ultrapassou a flor da idade e que, com as poucas recordações que ainda consegue
suster contra aquela névoa, procura cumprir a sua missão, no mínimo, controversa: proteger a
origem dessa névoa de esquecimento. Sem a força e o vigor de outrora, não são as armas de
Gawain que testam Axl e Beatrice, mas as poucas recordações que consegue recuperar e que
partilha com o casal, num passado de batalhas sangrentas e feridas impossíveis de sarar.
Sr. Wistan”, disse Axl, “desde que nós nos conhecemos eu percebi que o senhor volta e meia olha
para mim de um modo estranho, e fiquei esperando alguma explicação. Quem o senhor acredita
que eu seja?”(p. 54)
O velho casal estava tao ansioso em descobrir a causa da névoa, e que um dia os conflitos de
memória passassem.
Causas de Esquecimento em “o gigante enterrado”
Para Cohen,G (1993:79), o esquecimento tinha como causa o declinio do traço mnésico,
motivado quer pelo desuso ou falta de prática , quer pelas alterações sofridas na estrutura do
traço ao longo do tempo. Para outros o esquecimento devia-se á interferência e diferentes tarefas
de memória, sobretudo quando os materiais utilizados nelas eram similares e ocorriam
proximamente no tempo. Esta explicação foi nos finais dos anos 50 consideradas como a
principal causa de esquecimento.
Não podiamos falar de conflitos de memória/ esquecimento e a sua influência nas relações
sociais e amorosas sem discorar das causas deste esquecimento, parece ser desnecessário pois já
se diz que o esquecimento verificado na narrativa é causado por uma névoa, mas porque o
fenómeno é a principal temática da narrativa é ideal fazer mençao.
Beatrice e Axl há muito que queriam ter resposta da sua inquietação, que perguntaram á mulher
de remédios, ao Ivor um dos anciãos da aldeia saxã,mas ninguém queria revelar ou saber talvez
por alguma razão pois a narrativa discorre sob um olhar fantasístico imagético metaforizado, que
é manifesto o lado tradicional, podiam acreditar que lhes traria azar mencionar a razão, tanto que
a aldeia saxã era supersticiosa em que não se dava valor á vida humana que por ter medo dos
demónios queriam que o menino Edwin fosse morto por causa da mordedura que fizera.
Podemos então olhar para estes aldeões saxãos como se fossem pagãos devidos ás suas
superstições, mas encontramos uma comunidade de crentes “os mosteiros” que em nome de
Deus, o chefe dos monges tido como abade mandava que os outros padres fizessem rituais que
os deixassem com ferrimentos e ele nada, uma autentica exploracao em nome do perdão. Tanto
os Saxões assim como os Bretões, as suas realidades eram definidas por suas acções, pois outros
eram desumanos por traz duma mascára de bondade.
Corrija-me se eu estiver errado, senhor. A minha suposição é que os monges deste mosteiro têm o
costume de se revezar naquela jaula para expor seus corpos aos pássaros selvagens, na esperança
de, assim, expiar crimes um dia cometidos nesta região e há muito impunes. Até mesmo essas
feridas horrendas que vejo aqui diante de mim foram obtidas dessa forma e, ao que me parece,
um sentimento de devoção abranda seus sofrimentos. Tenho que te dizer, no entanto, senhor, que
não sinto nenhuma pena vendo esses seus cortes. Como o senhor pode chamar de penitência uma
tentativa de estender um véu encobridor sobre os atos mais abomináveis de que se tem notícia?
Será que seu Deus cristão se deixa subornar tão fácil com dores autoinfligidas e algumas orações?
Será que ele se importa tão pouco com o fato de a justiça ter ficado por ser feita?”
(ISHIGURO,P.76.2015).
Para o que a biblia ensina nenhum ritual serve para a remissão dos pecados, muito mais o
sacrificio humano, pois Jesus fez-se sacrificio por todos conforme o livro de Isaias 53:3-7.
Podemos afirmar que o escritor pretende através disso denunciar certas práticas que deixam a
desejar mediante certas crenças.
Voltando ao esquecimento, as causas que Kazuo Ishiguro nos apresenta na narrativa distanciam
se das que nos são apresentadas pela psicolinguística. Pois levados pela mesma preocupação de
sempre que lhes atardoava, Axl e Beatrice perguntaram ao monge se conhecia a causa da névoa.
Então o guerreiro disse num tom contido:
“É a dragoa Querig, sra. Beatrice, que vaga por estas montanhas. Ela é a causa da névoa de que a
senhora fala. No entanto, os monges deste mosteiro a protegem e vêm fazendo isso há anos. E eu
aposto que, se estão a par da minha identidade, eles até já mandaram chamar homens para me
destruir.”(…)“O que o pastor disse é verdade, senhora. É o bafo de Querig que enche esta terra de
névoa e rouba nossas memórias.” (ISHIGURO,P.76.2015).
Tal como era de se esperar, a névoa tinha como causadora a dragoa Querib, mas que ansioso
pelas suas recordações Axl e Beatrice, decidiram ajudar o guerreiro Winstain na erradicação
deste mal que tinha protectores, os males causados nas varias sociedades modernas tem seus
protectores que os impedem de ser erradicados. Mas dentro de tudo isso existia medo por parte
de Axl das recordações, que estas poderiam não ser todas boas para fortalecer o seus
relacionamento com sua esposa, mas que podiam prejudicar por serem más, tanto eles queriam se
lembrar para que podessem fortalecer o amor que sentiam um pelo outro quando colocado á
prova.
Não fique assim, não há nada a temer. As nossas lembranças não sumiram para sempre, elas só
estão escondidas em algum lugar por causa dessa maldita névoa. Mas nós vamos encontrá-las de
novo, uma por uma se for necessário. Não é por isso que estamos fazendo esta viagem? Quando o
nosso filho estiver diante dos nossos olhos, muitas coisas com certeza vão começar a voltar à
nossa memória..” (ISHIGURO,P.24.2015).
Afinal esse dia chegaria, e como a causadora estava destruida recordaram-se do seu passado.
Foi uma coisa cruel que eu fiz, senhor. E uma traição pior do que a pequena infidelidade que me
botou chifres durante um ou dois meses.”“O que esperava ganhar, senhor, negando não só à sua
esposa, mas também a si mesmo a chancede chorar pelo seufilho no lugar onde ele descansa?
(ISHIGURO,P.156.2015).
A excepcionalidade da delicada humanidade e amor que Axl e Beatrice demonstram durante toda
a sua jornada um pelo outro e pelas pessoas que vão encontrando atesta o facto de que, mesmo
que este mundo não estivesse repleto de criaturas, eventos e locais fantásticos e fatais para
alguém como eles, qualquer outro mundo ser-lhes-ia igualmente hostil.
Parece que as recordações boas de que ansiavam foram extintas pelas ruins, pois o filho que
tanto desejavam encontravam estava morto fazia tempo, mas por causa da névoa so se
recordavam do fim que tiveram, acreditando que existe,mas simplesmente o seu túmulo que
nunca tinham visitado e a narrativa termina sem que o tenham feito.
O esquecimento artificialmente induzido pela névoa havia sido criado com o propósito de
obnubilar todos os sentimentos negativos que pudessem causar confrontos e divisões. Mas, tal
como não se pode escolher aquilo que queremos lembrar, também não é possível escolher o que
queremos esquecer, e, assim, tanto o que é considerado bom como mau sofre dos efeitos
entorpecedores da névoa.
Referências Bibliográficas
1. ISHIGURO, Kazuo: O gigante enterrado. Companhia das letras.s/l 2015.
2. KOSELLECK, Reinhart (1985), Futures Past: On the Semantics of Historical Time.
Cambridge, Mass.: MIT Press.
3. Biblia King James Actualizada, Brasil. 2001.
4. MACIEL, Carla:Texto de apoio: Compreensao da Linguagem.1998