UNIVERSIDADE ABERTA ISCED
DEPARTAMENTO DE CIENCIAS DE EDUCACAO
LICENCIATURA EM ENSINO DE PORTUGUES
Principais géneros e subgéneros da literatura
Nome:……………
Código de Estudante: ………………..
Docente: ……………….
Nampula, Agosto de 2024
UNIVERSIDADE ABERTA ISCED
DEPARTAMENTO DE CIENCIAS DE EDUCACAO
LICENCIATURA EM ENSINO DE PORTUGUES
Nome:................
Projecto de Pesquisa, a ser
entregue na Cadeira de
Análise e Produção Textual II
para fins avaliativos.
Nampula, Agosto de 2024
Índice
1. Introdução..............................................................................................................................1
2. Objetivos................................................................................................................................2
3. Metodologia...........................................................................................................................2
4. Desenvolvimento....................................................................................................................3
4.1. Os Principais Géneros da Literatura...................................................................................3
4.1.1. Épico (Narrativa)..............................................................................................................3
4.1.2. Lírico................................................................................................................................4
4.1.3. Dramático.........................................................................................................................5
4.2. Semelhanças e Diferenças Entre os Géneros......................................................................6
4.3. Escolha e Análise de um Género Específico: O Romance..................................................7
4.3.1. Definição e Origem do Romance.....................................................................................7
4.3.2. Estrutura Típica do Romance...........................................................................................8
4.3.3. Temas e Conteúdos Comuns............................................................................................8
4.3.4. Exemplo de Análise: "Dom Casmurro" de Machado de Assis.........................................9
Conclusão.................................................................................................................................10
Referências Bibliográficas.......................................................................................................11
1. Introdução
A literatura, como uma das formas mais antigas e universais de expressão humana, tem sido
historicamente dividida em vários géneros e subgéneros. Estes permitem que as obras sejam
classificadas e compreendidas dentro de um quadro de referência que destaca suas
características principais. A classificação literária, além de facilitar o estudo e a interpretação
dos textos, também promove uma compreensão mais profunda das diferentes formas que a
literatura pode assumir ao longo do tempo. Este trabalho tem como objetivo explorar os
principais géneros e subgéneros literários, discutindo suas definições, características
distintivas e semelhanças, e apresentar uma análise detalhada de um género específico
escolhido.
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2. Objetivos
Objetivo Geral:
o Analisar os principais géneros e subgéneros da literatura, discutindo seus
conceitos, classificações, e aspectos distintivos e semelhantes, e realizar uma
análise detalhada de um género escolhido.
Objetivos Específicos:
o Definir e contextualizar os principais géneros literários.
o Classificar os géneros literários em suas respectivas categorias e
subcategorias.
o Identificar as principais semelhanças e diferenças entre os géneros e
subgéneros.
o Selecionar um género literário específico para uma análise aprofundada,
explorando sua forma e conteúdo.
3. Metodologia
Este trabalho se baseará em uma análise bibliográfica detalhada, utilizando pelo menos três
autores diferentes que abordam a classificação dos géneros literários. A metodologia inclui a
leitura crítica dessas obras, comparando e contrastando as definições e características
apresentadas por cada autor. Além disso, será realizado um estudo de caso de um género
literário específico, escolhido por sua relevância e representatividade dentro da literatura.
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4. Desenvolvimento
4.1. Os Principais Géneros da Literatura
A classificação da literatura em diferentes géneros é uma prática que tem raízes na Grécia
Antiga. Aristóteles, em sua obra "Poética", foi um dos primeiros a sistematizar a literatura em
categorias distintas, identificando a épica, a lírica e a dramática como os principais géneros
literários (Aristóteles, 2008). Esses géneros formam a base sobre a qual muitas outras
classificações subsequentes foram construídas.
4.1.1. Épico (Narrativa)
O género épico, também chamado de narrativa, é caracterizado pela narração de eventos que
se desenrolam no tempo, envolvendo personagens e situações variadas. Na "Poética",
Aristóteles define a epopeia como uma narração em verso de ações grandiosas e memoráveis,
que se diferenciam da tragédia pela extensão e pela ausência de apresentação dramática
(Aristóteles, 2008).
Com o tempo, o género épico evoluiu, passando a incluir formas como o romance e o conto,
que, embora compartilhem características narrativas, se diferenciam pela forma e extensão. O
romance, por exemplo, emergiu no século XVIII como uma forma de explorar de maneira
extensa as vidas e os pensamentos de personagens individuais. Ian Watt, em seu estudo "The
Rise of the Novel", argumenta que o romance moderno surgiu em resposta às mudanças
sociais e econômicas da Europa do século XVIII, refletindo uma nova ênfase na
individualidade e na experiência subjetiva (Watt, 2001).
Características Principais:
o Narração de eventos em sequência temporal.
o Presença de um narrador que organiza a narrativa.
o Envolvimento de múltiplos personagens.
o Estrutura temporal que pode ser linear ou não linear.
Subgéneros:
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o Epopeia: Poema narrativo extenso que conta as façanhas de heróis
mitológicos ou históricos. Exemplo clássico é "A Eneida" de Virgílio, que
narra as aventuras de Eneias após a queda de Troia (Virgílio, 2009).
o Romance: Narrativa longa em prosa que explora as experiências de
personagens em profundidade. Exemplos incluem "Madame Bovary" de
Gustave Flaubert, que explora as aspirações frustradas da personagem Emma
Bovary, e "Dom Quixote" de Miguel de Cervantes, que parodia as convenções
da cavalaria medieval (Flaubert, 2004; Cervantes, 2008).
o Novela: Narrativa mais curta que o romance, mas mais longa e complexa que
o conto. "A Metamorfose" de Franz Kafka é um exemplo clássico deste
subgénero, que explora temas de alienação e identidade (Kafka, 1997).
o Conto: Narrativa breve, geralmente centrada em um único evento ou
personagem. Edgar Allan Poe é um dos mestres do conto, com obras como "O
Corvo" e "O Coração Delator" que exemplificam a intensidade e concisão do
género (Poe, 2008).
4.1.2. Lírico
O género lírico é uma das formas mais antigas de expressão literária, centrado na
manifestação das emoções e sentimentos do eu-lírico. Diferente do épico, que narra eventos
externos, a lírica foca na introspecção e na subjetividade, explorando as emoções humanas de
maneira direta e pessoal. A poesia lírica tem suas raízes na Antiguidade, com exemplos
notáveis nas obras de poetas gregos como Safo e Píndaro, cujos versos expressam uma gama
de sentimentos pessoais e universais (Safo, 2010; Píndaro, 2011).
Em sua definição clássica, a lírica é identificada pela presença de um eu-lírico que, através de
uma voz poética, comunica suas emoções ao leitor ou ouvinte. A lírica pode ser encontrada
em várias formas poéticas, como o soneto, a ode e a elegia. Segundo Northrop Frye, em
"Anatomy of Criticism", a lírica é "a forma literária que melhor captura a expressão direta e
concentrada da experiência emocional" (Frye, 2000).
Características Principais:
o Expressão subjetiva de sentimentos e emoções.
o Presença de um eu-lírico ou voz poética.
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o Uso de linguagem figurada e recursos estilísticos, como metáforas e
aliterações.
Subgéneros:
o Ode: Poema lírico que celebra uma pessoa, evento ou objeto. John Keats, em
"Ode a uma Urna Grega", exemplifica a forma com sua meditação sobre a
beleza e a transitoriedade (Keats, 2007).
o Elegia: Poema lírico de tom melancólico, geralmente relacionado à perda ou
ao luto. "Elegia Escrito em um Cemitério Rural" de Thomas Gray é um
exemplo clássico deste subgénero (Gray, 2002).
o Soneto: Poema de forma fixa, composto por 14 versos, geralmente em
decassílabos, que explora temas variados, como o amor e a passagem do
tempo. William Shakespeare popularizou o soneto inglês com suas 154
composições (Shakespeare, 2001).
o Haicai: Forma poética de origem japonesa, composta por três versos, que
busca capturar um momento específico em poucas palavras. Matsuo Bashō é
um dos mestres dessa forma, conhecido por sua sensibilidade e economia de
linguagem (Bashō, 2015).
4.1.3. Dramático
O género dramático é caracterizado pela representação de ações por meio de diálogos e
encenações, sem a intervenção direta de um narrador. Este género tem suas raízes no teatro
grego antigo, onde obras como "Édipo Rei" de Sófocles e "As Bacantes" de Eurípedes
estabeleceram as bases para o drama ocidental (Sófocles, 1996; Eurípedes, 2003).
De acordo com Raymond Williams, em "Drama in Performance", o drama é a forma literária
mais diretamente relacionada à experiência humana, pois se manifesta no espaço e no tempo
através da performance, criando uma conexão imediata e emocional com o público
(Williams, 2004).
Características Principais:
o Representação de ações por meio de diálogos e interações entre personagens.
o Estrutura dividida em atos e cenas, facilitando a organização da ação
dramática.
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o Ausência de narrador, com as ações sendo diretamente apresentadas ao
público.
Subgéneros:
o Tragédia: Obra dramática que apresenta conflitos que culminam em um
desfecho trágico, geralmente envolvendo a queda de um herói. Aristóteles, na
"Poética", define a tragédia como "a imitação de uma ação séria, completa em
si mesma, e que evoca a piedade e o temor, resultando na purgação dessas
emoções" (Aristóteles, 2008). "Hamlet" de Shakespeare é um dos exemplos
mais conhecidos desse subgénero (Shakespeare, 1997).
o Comédia: Obra dramática que aborda os conflitos de maneira leve e
humorística, geralmente culminando em um final feliz. "O Mercador de
Veneza" de Shakespeare exemplifica a comédia ao explorar temas de justiça e
misericórdia de forma leve e acessível (Shakespeare, 1996).
o Drama: Subgénero que mistura elementos trágicos e cômicos, focando em
situações realistas e emocionais. O drama moderno, como em "Casa de
Bonecas" de Henrik Ibsen, explora temas sociais e psicológicos, desafiando as
convenções da época (Ibsen, 2005).
4.2. Semelhanças e Diferenças Entre os Géneros
A literatura, sendo uma manifestação da complexidade da experiência humana,
frequentemente transcende as fronteiras dos géneros. Embora cada género literário possua
características distintivas, há uma sobreposição significativa entre eles. Isso se deve, em
parte, à flexibilidade da linguagem e à criatividade dos autores que constantemente exploram
e expandem as possibilidades de suas obras.
Semelhanças:
o Exploração da Condição Humana: Todos os géneros literários têm em
comum a exploração de aspectos fundamentais da condição humana. Seja
através da narrativa épica, que narra as façanhas heroicas e os dilemas morais
dos personagens, ou através da lírica, que expressa as emoções mais íntimas
do eu-lírico, a literatura busca sempre refletir a experiência humana em suas
múltiplas dimensões (Frye, 2000).
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o Uso de Recursos Estilísticos: Independentemente do género, os autores
fazem uso de uma variedade de figuras de linguagem e recursos estilísticos
para enriquecer suas obras. A metáfora, a aliteração, a anáfora e o simbolismo
são apenas algumas das ferramentas comuns que ajudam a criar significados
mais profundos e evocativos, seja em um romance, poema ou peça de teatro
(Jakobson, 1960).
o Intertextualidade: A literatura é um diálogo constante entre obras, autores e
leitores. Muitas vezes, um género literário irá incorporar elementos de outro,
criando uma obra que ressoa em múltiplos níveis. Por exemplo, os romances
de James Joyce são conhecidos por suas passagens líricas que rompem com a
narrativa convencional, demonstrando como a intertextualidade pode
enriquecer uma obra (Joyce, 2003).
Diferenças:
o Foco Narrativo vs. Expressão Emocional: A principal diferença entre os
géneros narrativo e lírico reside no foco. Enquanto a narrativa épica se
concentra em eventos e ações que se desenrolam ao longo do tempo, o género
lírico foca na expressão de sentimentos e emoções, muitas vezes de maneira
atemporal e introspectiva (Watt, 2001). A obra "Em Busca do Tempo Perdido"
de Marcel Proust exemplifica essa fusão, onde o fluxo da consciência do
narrador cria uma narrativa lírica (Proust, 2010).
o Estrutura Temporal: A estrutura temporal também varia significativamente
entre os géneros. No género narrativo, a sequência temporal dos eventos é
crucial, podendo ser linear, como em "Guerra e Paz" de Tolstói, ou não linear,
como em "Ulisses" de James Joyce (Tolstói, 2007; Joyce, 2003). Já na lírica, a
estrutura temporal pode ser mais fluida e menos importante, permitindo uma
maior flexibilidade na forma de expressar as emoções (Frye, 2000).
o Forma e Apresentação: O drama, em contraste com a narrativa e a lírica, se
distingue pela sua apresentação. Enquanto os romances e poemas são lidos, as
peças dramáticas são escritas para serem encenadas, criando uma experiência
que é tanto visual quanto textual. Essa diferença fundamental afeta a forma
como os textos dramáticos são escritos e como são interpretados pelo público
(Williams, 2004).
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4.3. Escolha e Análise de um Género Específico: O Romance
Entre os géneros literários, o romance se destaca pela sua capacidade de abranger uma vasta
gama de experiências humanas e por sua flexibilidade em incorporar elementos de outros
géneros. O romance moderno, em particular, evoluiu para se tornar uma forma que permite
uma exploração profunda das complexidades psicológicas, sociais e filosóficas dos
personagens.
4.3.1. Definição e Origem do Romance
O romance, como género literário, emergiu no início do século XVIII como uma forma
distinta de narrativa longa em prosa. Enquanto as epopeias antigas, como "A Ilíada" e "A
Eneida", eram compostas em verso e focavam em heróis míticos, os primeiros romances se
concentraram em personagens comuns e suas experiências cotidianas. Daniel Defoe, em
"Robinson Crusoe" (1719), é frequentemente citado como um dos primeiros romancistas
modernos, cujas obras capturam a ascensão do individualismo e a importância da experiência
pessoal (Watt, 2001).
O romance ganhou popularidade rapidamente na Europa, com obras como "Pamela" de
Samuel Richardson e "Tom Jones" de Henry Fielding estabelecendo as convenções do
género. Ian Watt argumenta que o romance surgiu em resposta a mudanças sociais e
econômicas, especialmente o crescimento da classe média e o aumento da alfabetização, que
criaram um novo público para a literatura (Watt, 2001).
4.3.2. Estrutura Típica do Romance
Os romances geralmente seguem uma estrutura narrativa que inclui uma introdução, onde os
personagens e o cenário são apresentados; um desenvolvimento, onde o conflito central é
estabelecido e explorado; um clímax, onde o conflito atinge seu ponto mais intenso; e uma
resolução, onde o conflito é resolvido. No entanto, essa estrutura pode variar amplamente,
especialmente em romances modernos que desafiam as convenções tradicionais.
Por exemplo, em "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen, a estrutura do romance segue um
arco narrativo clássico, com o desenvolvimento do relacionamento entre Elizabeth Bennet e
Mr. Darcy, culminando em uma resolução que é ao mesmo tempo satisfatória e reveladora
das complexidades sociais e pessoais envolvidas (Austen, 2000).
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4.3.3. Temas e Conteúdos Comuns
Os temas abordados nos romances são tão variados quanto as próprias vidas humanas. Desde
o amor e as relações interpessoais até a crítica social e a exploração filosófica, os romances
têm a capacidade de abordar praticamente qualquer aspecto da experiência humana. Um tema
comum no romance é o desenvolvimento do personagem ao longo do tempo, conhecido como
Bildungsroman. Em "Jane Eyre" de Charlotte Brontë, por exemplo, acompanhamos o
crescimento emocional e moral da protagonista, desde sua infância até a idade adulta,
enquanto ela enfrenta desafios sociais e pessoais (Brontë, 2006).
Outro exemplo é o romance "Crime e Castigo" de Fiódor Dostoiévski, que explora temas
como a culpa, a moralidade e a redenção, através da história de Raskólnikov, um estudante
pobre que comete um assassinato e luta com as consequências de sua ação (Dostoiévski,
2001).
4.3.4. Exemplo de Análise: "Dom Casmurro" de Machado de Assis
Para exemplificar a flexibilidade e a profundidade do romance como género literário,
podemos analisar "Dom Casmurro" de Machado de Assis, uma das obras mais emblemáticas
da literatura brasileira. Publicado em 1899, o romance é uma narrativa em primeira pessoa,
onde o protagonista, Bento Santiago, conta sua história de vida, centrando-se em seu
relacionamento com Capitu e as suspeitas de infidelidade que abalam sua vida.
Machado de Assis utiliza a narração em primeira pessoa para criar uma atmosfera de
ambiguidade e dúvida, o que é central para a experiência do leitor. Ao longo do romance,
Bento Santiago se mostra um narrador pouco confiável, levantando questões sobre a verdade
dos eventos que ele descreve. A ambiguidade de "Dom Casmurro" reside no fato de que o
leitor nunca sabe ao certo se Capitu realmente traiu Bento ou se tudo não passa de uma
obsessão paranoica do protagonista (Assis, 1992).
Essa análise revela como o romance, enquanto género, permite uma exploração complexa da
psicologia dos personagens e das relações humanas. Machado de Assis subverte as
expectativas do leitor, utilizando a estrutura narrativa do romance para questionar a própria
natureza da verdade e da memória.
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Conclusão
A análise dos géneros e subgéneros literários revela a complexidade e a riqueza da produção
literária ao longo dos séculos. Cada género literário, com suas características próprias,
oferece uma perspectiva única sobre a experiência humana, refletindo as diversas formas de
entender e interpretar o mundo. A narrativa épica, com sua grandiosidade e foco em ações
heróicas, celebra a aventura humana em sua forma mais expansiva, enquanto a lírica captura
as nuances e subtilezas das emoções individuais, oferecendo um vislumbre das profundezas
da alma humana.
O género dramático, por sua vez, traz para o palco as tensões e conflitos inerentes à condição
humana, permitindo que o público viva, de forma vicária, os dilemas e as escolhas dos
personagens. A forma como os dramas são encenados, com uma ausência de narrador e uma
ênfase na ação direta, proporciona uma experiência imersiva e emocionalmente poderosa. A
interação entre os géneros, com a hibridização e a influência mútua, exemplifica a
flexibilidade e a adaptabilidade da literatura, que constantemente se reinventa e se expande
para abranger novas formas de expressão.
O romance, enquanto género, se destaca por sua capacidade de explorar a condição humana
em toda a sua complexidade, abordando desde as questões filosóficas e existenciais até os
dramas pessoais e sociais. A análise de "Dom Casmurro" de Machado de Assis demonstra
como o romance pode ser utilizado para explorar a ambiguidade e a subjetividade,
questionando as verdades percebidas e a confiabilidade das narrativas pessoais. O uso de um
narrador pouco confiável, como Bento Santiago, exemplifica como o romance pode desafiar
as convenções narrativas e forçar o leitor a questionar suas próprias suposições sobre a
história que está sendo contada.
Por fim, este estudo dos géneros e subgéneros literários ressalta a importância de uma
abordagem crítica e informada ao ler e analisar textos literários. Ao compreender as
características e as nuances de cada género, os leitores e estudiosos podem apreciar de forma
mais completa a riqueza da literatura e as diversas maneiras como ela reflete e molda a nossa
compreensão do mundo.
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Referências Bibliográficas
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