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Há Dois Amores

O texto discute a dualidade do amor, enfatizando que o amor próprio pode ser egoísta e prejudicial, desviando o amor que deveria ser destinado aos outros. O autor clama por um amor verdadeiro que se expanda e ajude a aliviar o sofrimento humano, reconhecendo que a luta por um mundo melhor é uma luta de amor. A voz final sugere que somente Deus pode oferecer um amor infinito, mas encoraja a amar com o coração divino para saciar as necessidades do mundo.
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Há Dois Amores

O texto discute a dualidade do amor, enfatizando que o amor próprio pode ser egoísta e prejudicial, desviando o amor que deveria ser destinado aos outros. O autor clama por um amor verdadeiro que se expanda e ajude a aliviar o sofrimento humano, reconhecendo que a luta por um mundo melhor é uma luta de amor. A voz final sugere que somente Deus pode oferecer um amor infinito, mas encoraja a amar com o coração divino para saciar as necessidades do mundo.
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HÁ DOIS AMORES (noite de sábado)

Mulher – Ninguém pode servir a dois senhores; ou há de odiar um


e amar o outro, ou se apegará um e menosprezará o outro.
Homem – Há dois Amores somente, SENHOR!
O amor de mim mesmo e o amor de Ti e dos outros. E cada vez
que me amo é um pouco menos de amor por Ti e pelos outros. É
um vazamento do amor. Uma perda de amor, pois o amor foi feito
para sair de mim e voar para os outros. Cada vez que ele volta a
mim estraga, apodrece e morre.
O amor de mim, Senhor, é um veneno que absorvo cada dia.
O amor de mim oferece-me um cigarro e não dá ao meu vizinho.
O amor de mim escolhe a melhor parte e guarda o melhor lugar.
O amor de mim fala de mim e faz-me surdo à palavra do outro.
O amor de mim afaga os meus sentidos e rouba o alimento à mesa
dos outros. O amor de mim prega as minhas idéias e
despreza a dos outros.
O amor de mim considera-me virtuoso, chama-se de bom.
O amor de mim convida-me a ganhar dinheiro, a gastá-lo para meu
prazer a entesourá-lo para meu futuro.
O amor de mim aconselha-me a dar aos pobres para adormecer
minha consciência e viver em paz.
O amor de mim calça os meus pés, chinelos bem macios, assenta-
me em poltrona confortável.
O amor de mim está contente comigo adormece-me docemente.
O que é mais grave, Senhor, é que o amor de mim é um amor
roubado, era destinado aos outros, alguém precisava dele para viver,
para se desabrochar e eu os desviei. Assim o amor de mim faz o
tormento humano, assim o amor dos homens a sim mesmos faz a
miséria humana.
Todas as misérias humanas, todos os sofrimentos humanos. O
sofrimento da criança em que a mãe bateu sem ter razão e o
homem repreendido pelo patrão na presença dos operários.
O sofrimento da moça feia, deixada a um canto no salão de baile e o
da esposa a quem o marido não beija mais.
O sofrimento da criança que deixam em casa porque atrapalha. E o
do vovô de quem a garota ri e zomba porque está velho demais.
O sofrimento do homem ansioso que não teve em quem confiar e do
adolescente inquieto cujo tormento foi ridicularizado.
O sofrimento do homem desesperado que se atira ao rio e o do
bandido que vai ser guilhotinado.
O sofrimento do desempregado que quisera trabalhar e o do
trabalhador que gasta sua saúde por salário irrisório.
O sofrimento do pai que amontoa a família num cômodo úmido, ao
lado de um casarão vazio e o da mamãe, cujos filhos estão com
fome, enquanto se lançam ao lixo os restos de um festim.
O sofrimento do que morre sozinho, enquanto a família, ao lado
espera desenlace indiferente. Todos os sofrimentos, todas as
injustiças, as amarguras, as humilhações, as mágoas, os ódios e os
desesperos, todos os sofrimentos são uma fome insatisfeita, uma
fome de AMOR.
Assim construíram os homens lentamente, egoísmo por egoísmo,
um mundo desnaturado que esmaga os homens. Assim os homens
na terra passam o tempo a se devorar com seus amores
machucados, enquanto em torno deles, os outros morrem de fome,
estendendo-lhes os braços.
Desperdiçaram o AMOR! Desperdicei o teu AMOR, SENHOR!
Essa noite peço que me ajudes a AMAR!
Faze, Senhor, que eu derrame no mundo o amor verdadeiro, faze
por mim e por teus filhos que ele penetre um pouco em todos os
meios, em todas as sociedades. Todos os sistemas políticos e
econômicos, em todas as leis, todos os contratos, todos os
regulamentos.
Que ele penetre nos escritórios, nas fábricas, nos bairros, nos prédio
s de apartamento, no cinema, nos bailes. Que ele penetre no
coração dos homens e não esqueça nunca que a luta por um mundo
melhor é uma luta de amor, a serviço do AMOR.
SENHOR, ajuda-me a AMAR, a não desperdiçar minhas faculdades
de amor, a amar-me cada vez menos para amar aos outros cada
vez mais. Para que, em volta de mim, ninguém sofra nem morra,
por haver eu roubado amor de que precisava para viver.
OUTRA VOZ:
Meu filho, jamais conseguirás introduzir suficiente amor no coração
do homem e no mundo, pois o homem e o mundo têm fome de um
AMOR INFINITO, e só DEUS pode AMAR com amor sem limite.
Mas se queres, meu Filho, eu te dou a minha vida, recebe-a em ti,
dou-te meu coração, ofereço-o a meus filhos. AMA com meu
coração, MEU FILHO, ofereço-o a meus filhos. E assim, todos
juntos, saciareis o mundo e o salvareis!

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