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O documento explica a diferença entre frases simples e complexas, destacando a articulação de orações coordenadas e subordinadas. As orações coordenadas são independentes e não possuem relação sintática entre si, enquanto as subordinadas dependem umas das outras para ter sentido completo. O texto também classifica os tipos de orações e fornece exemplos de cada uma.
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O documento explica a diferença entre frases simples e complexas, destacando a articulação de orações coordenadas e subordinadas. As orações coordenadas são independentes e não possuem relação sintática entre si, enquanto as subordinadas dependem umas das outras para ter sentido completo. O texto também classifica os tipos de orações e fornece exemplos de cada uma.
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A frase complexa: orações coordenadas e subordinadas

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Sabes qual é a diferença entre uma frase simples e uma frase complexa? E sabes quais são os processos
que permitem articular frases simples e formar frases complexas? E qual a diferença entre orações
coordenadas e subordinadas? Vamos descobrir juntos as respostas as estas perguntas!

Frase simples e frase complexa

Frase simples é uma frase que contém apenas um único verbo principal, logo, um sujeito e um
predicado. Por exemplo:

(1) A secretária redigiu o relatório.

(2) A secretária do diretor do departamento comercial redigiu o relatório anual da empresa, ontem ao
fim da tarde.
Conforme estes dois exemplos nos mostram, as frases simples podem ser relativamente breves, como
no exemplo 1, ou então, mais ou menos extensas como no exemplo 2. Porém, cada uma delas é
constituída apenas por um único verbo: redigiu.

Frase complexa, por sua vez, é uma frase que contém mais do que um verbo principal, logo, duas ou
mais frases simples articuladas entre si. A cada uma destas frases que compõem a frase complexa
denominamos orações.

Oração é, portanto, cada uma das frases simples contidas numa frase complexa. Por exemplo:

(3) A secretária redigiu o relatório e apresentou-o ao diretor.

Esta frase decompõe-se em duas frases simples (ou orações) articuladas entre si:

1.ª oração – A secretária redigiu o relatório

2.ª oração – e apresentou-o ao diretor.

As frases complexas são formadas através de dois processos: coordenação e subordinação.

A coordenação e a subordinação

A coordenação e a subordinação são dois processos que permitem articular frases simples e formar
frases complexas. Caracterizam-se por propriedades formais distintas. Eis duas das mais importantes:

(a) Dependência sintática

Na coordenação, não existe dependência sintática entre as orações coordenadas, isto é, nenhuma das
frases simples exerce qualquer função sintática relativamente à outra, uma vez que são funcionalmente
equivalentes entre si.

Na subordinação, pelo contrário, existe uma dependência sintática entre as orações; ou seja, uma das
orações desempenha sempre na oração subordinante uma função sintática.
(b) Mobilidade das orações

Na coordenação, as orações coordenadas não podem ser deslocadas, ao passo que na subordinação há
uma maior mobilidade das orações subordinadas:

• O João comprou o jornal e leu-o num instante.

• * E leu-o num instante o João comprou o jornal.

• A Maria foi à praia, embora estivesse mau tempo.

• Embora estivesse mau tempo, a Maria foi à praia.

Classificação das orações coordenadas

As orações coordenadas são classificadas de acordo com as conjunções coordenativas que as


introduzem e o valor semântico que se atribui à relação de coordenação. Podem ser: copulativas,
adversativas, disjuntivas, explicativas e conclusivas.

Orações coordenadas copulativas – São orações unidas por uma ideia de adição, por intermédio de uma
conjunção ou locução coordenativa copulativa (e, nem, não só…mas também, etc.):

As crianças foram ao cinema e comeram pipocas.

Orações coordenadas adversativas – São orações unidas por uma ideia de oposição, por intermédio de
uma conjunção ou locução coordenativa adversativa (mas, porém, todavia, etc.):

As crianças foram ao cinema, mas não comeram pipocas.


Orações coordenadas disjuntivas – São duas orações postas em alternativa, por intermédio de uma
conjunção ou locução coordenativa disjuntiva (ou, quer…quer, seja…seja, etc.):

Querem encomendar comida, ou jantar fora?

Orações coordenadas conclusivas – São duas orações unidas por uma conjunção ou locução
coordenativa conclusiva (logo, portanto, etc.), em que a segunda oração se apresenta como uma
conclusão da primeira:

O Zé passou no exame de matemática, logo, transitou de ano.

Classificação das orações subordinadas

Como se referiu anteriormente, as orações subordinadas exercem uma função sintática relativamente às
orações subordinantes. Tal função sintática pode ser a de sujeito, complemento direto, complemento
indireto ou complemento preposicional.

Tendo em conta a natureza dessa função, podemos classificar as orações subordinadas em três tipos:

1. Orações subordinadas adverbiais

2. Orações subordinadas substantivas

3. Orações subordinadas adjetivas

1. As orações subordinadas adverbiais desempenham a função típica dos advérbios (função de


modificador verbal) e exprimem diferentes ideias — de tempo, de causa, de finalidade, de condição, de
concessão, de consequência e de comparação. Subdividem-se em:
1.1. Orações subordinadas adverbiais temporais – São orações que exprimem uma ideia de tempo, por
intermédio de uma conjunção ou locução subordinativa temporal (quando, antes de, depois de, sempre
que, etc.):

Quando cheguei à sala, a reunião já tinha começado.

1.2. Orações subordinadas adverbiais causais – São orações que exprimem a causa da situação descrita
na oração subordinante, por intermédio de uma conjunção causal (porque):

Faltei à reunião, porque saí muito tarde do trabalho.

1.2.1. Orações subordinadas adverbiais causais explicativas – São orações que exprimem a justificação
ou explicação do motivo da enunciação expressa na primeira oração, por intermédio de uma conjunção
explicativa (pois, porque, que):

Deve ter chovido, pois as ruas estão molhadas.

Despacha-te, que estamos atrasados!

1.3. Orações subordinadas adverbiais finais – São orações que exprimem uma finalidade, por intermédio
de uma conjunção ou locução subordinativa final (para, para que, a fim de, etc.):

Saí mais cedo do trabalho, para poder assistir à reunião.

1.4. Orações subordinadas adverbiais condicionais – São orações que exprimem uma condição, por
intermédio de uma conjunção ou locução subordinativa condicional (se, a menos que, no caso de, etc.):

Se tivesse saído mais cedo, teria ido à reunião.


1.5. Orações subordinadas adverbiais concessivas – São orações que exprimem uma concessão, uma
oposição, por intermédio de uma conjunção ou locução subordinativa concessiva (embora, apesar de,
ainda que, etc.):

Embora tivesse chegado atrasado, pude assistir à reunião.

1.6. Orações subordinadas adverbiais consecutivas – São orações que exprimem uma consequência, por
intermédio de uma locução subordinativa consecutiva (tanto…que, tão…que, de tal modo…que):

Saí tão tarde do trabalho, que já não consegui ir à reunião.

1.7. Orações subordinadas adverbiais comparativas – São orações que exprimem uma comparação, por
intermédio de uma locução subordinativa comparativa (mais…do que, menos…do que, melhor…do que,
pior…do que, tão…como, etc.):

Esta reunião correu melhor do que a anterior (correu).

2. As orações subordinadas substantivas desempenham as funções típicas dos nomes (função de sujeito,
complemento direto, indireto, etc.). Tradicionalmente designadas integrantes, subdividem-se em:

2.1. Orações subordinadas completivas verbais – São orações introduzidas pelas conjunções
subordinativas que, se e para e completam o sentido de um verbo:

O João julga que vai receber o prémio.

O João não sabe se pode sair mais cedo.

O João pediu para sair mais cedo.

2.2. Orações subordinadas completivas nominais – São orações introduzidas pelas conjunções que e se e
completam o sentido de um nome:
O João tem a certeza de que vai receber o prémio.

2.3. Orações subordinadas completivas adjetivais – São orações introduzidas pela conjunção que e
completam o sentido de um adjetivo:

O João está convencido de que vai receber o prémio.

3. As orações subordinadas adjetivas desempenham as funções típicas dos adjetivos. As orações


adjetivas podem ser relativas ou gerundivas.

Designam-se relativas por se construírem com subordinadores relativos (pronomes ou advérbios), os


quais implicam uma relação de correferência com um antecedente de que dependem. Assim, por
exemplo, na frase:

As revistas que estão no cesto são para deitar fora.

As orações relativas subdividem-se em:

3.1. Orações subordinadas relativas restritivas – São orações introduzidas pelo pronome relativo que e
têm por função delimitar o universo de seres representado pelo nome que antecede o relativo. Nunca
podem ser separadas por vírgulas:

Os alunos que tiverem boa nota receberão uma bolsa de mérito.

3.2. Orações subordinadas relativas explicativas – São orações introduzidas pelo pronome relativo que e
têm por função fornecer um esclarecimento adicional acerca do nome que antecede o relativo. São
sempre separadas por vírgulas:

O João, que é o melhor aluno da turma, recebeu uma bolsa de mérito.


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Língua Portuguesa

Sintaxe

Orações coordenadas e subordinadas

Daniela Diana Daniela Diana Professora licenciada em Letras

No português, as orações coordenadas e subordinadas são tipos de orações em que existem (ou não)
relações sintáticas.

Vale lembrar que a sintaxe é a parte da gramática que estuda a função das palavras nas orações.

Nas orações coordenadas, por exemplo, não há relação sintática entre elas e, por isso, são orações
independentes.

Já as orações subordinadas recebem esse nome pois uma está subordinada à outra. Desse modo, elas
dependem umas das outras para ter sentido completo e, portanto, possuem uma relação sintática.

Confira abaixo, as explicações sobre cada uma delas, as classificações das orações e muitos exemplos de
orações coordenadas e subordinadas.
O que são orações coordenadas?

As orações coordenadas são orações independentes que já possuem sozinhas um significado completo.
Dessa forma, não existe uma relação sintática entre elas.

Tipos de orações coordenadas

Esse tipo de oração é classificada de duas maneiras: as orações coordenadas sindéticas e assindéticas.

Oração coordenada sindética

Nas orações coordenadas sindéticas, há uma conjunção coordenativa que conecta as palavras ou termos
das frases e, dependendo da conjunção utilizada, elas pode ser de cinco tipos: aditivas, adversativas,
alternativas, conclusivas e explicativas.

1. Oração coordenada sindética aditiva

As orações coordenadas sindéticas aditivas são aquelas em que o uso das conjunções (ou locuções
conjuntivas) transmite a ideia de adição. As conjunções aditivas são: e, nem, não só, mas também, mas
ainda, como, assim, etc.

Exemplos:

Fomos para a escola e fizemos o exame final.

Oração 1: Fomos para a escola

Oração 2: fizemos o exame final

Joelma adora pescar, mas também gosta muito de navegar.

Oração 1: Joelma adora pescar


Oração 2: gosta muito de navegar

Com os exemplos, podemos perceber que esse tipo de conjunção adiciona informações ao que foi dito
anteriormente. Além disso, é importante perceber que as orações acima, quando separadas, são
independentes, uma vez que possuem um sentido completo.

2. Oração coordenada sindética adversativa

As orações coordenadas sindéticas adversativas são aquelas que transmitem, por meio das conjunções
utilizadas, uma ideia de oposição ou de contraste. As conjunções adversativas são: e, mas, contudo,
todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão, etc.

Exemplos:

Pedro Henrique estuda muito, porém não passa no vestibular.

Oração 1: Pedro Henrique estuda muito

Oração 2: não passa no vestibular

Daiana combinou com os amigos de ir à festa, no entanto, estava chovendo muito naquela noite.

Oração 1: Daiana combinou com os amigos de ir à festa

Oração 2: estava chovendo muito naquela noite

Note que as conjunções utilizadas nas orações acima transmitem a ideia de oposição ao que foi dito
anteriormente. Além disso, as frases são independentes, uma vez que, se separadas, possuem um
sentido completo.

3. Oração coordenada sindética alternativa


Nas orações coordenadas sindéticas alternativas, as conjunções enfatizam uma escolha dentre as
opções existentes. As conjunções alternativas utilizadas são: ou, ou… ou; ora…ora; quer…quer; seja…
seja, etc.

Exemplos:

Manuela ora quer comer hambúrguer, ora quer comer pizza.

Oração 1: Manuela ora quer comer hambúrguer

Oração 2: ora quer comer pizza

Faça o que sua mãe manda ou ficará de castigo o resto do dia.

Oração 1: Faça o que sua mãe manda

Oração 2: ficará de castigo o resto do dia

Em ambos os exemplos, as orações são independentes, e as conjunções utilizadas indicam opções e, por
isso, são chamadas de alternativas.

4. Oração coordenada sindética conclusiva

As orações coordenadas sindéticas conclusivas expressam conclusões e, por isso, fazem uso das
conjunções (ou locuções) conclusivas: logo, assim, portanto, por fim, por conseguinte, pois, então,
consequentemente, etc.

Exemplos:

Não gostamos do restaurante, portanto não iremos mais lá.


Oração 1: Não gostamos do restaurante

Oração 2: não iremos mais lá

Alice não realizou a prova, assim fará a substitutiva no final do ano.

Oração 1: Alice não realizou a prova

Oração 2: fará a substitutiva no final do ano

Nos exemplos, as palavras em destaque são conjunções conclusivas que transmitem a ideia de
conclusão sobre algo que foi mencionado na oração principal.

5. Oração coordenada sindética explicativa

Nas orações coordenadas sindéticas explicativas, as conjunções ou locuções que ligam as orações
expressam uma explicação. São elas: isto é, ou seja, a saber, na verdade, porque, que, pois, etc.

Exemplos:

Marina não queria falar, ou seja, ela estava de mau humor.

Oração 1: Marina não queria falar

Oração 2: ela estava de mau humor

Pedro não foi ao jogo de futebol porque estava cansado.

Oração 1: Pedro não foi ao jogo de futebol

Oração 2: estava cansado

Os exemplos mostram que com o uso das conjunções explicativas, as orações independentes se unem
com o intuito de explicar sobre o que foi dito anteriormente.
Oração coordenada assindética

Diferente das orações coordenadas sindéticas, as orações coordenadas assindéticas não exigem
conjunções que conectam os termos ou palavras da frase.

Exemplos:

Lena estava triste, cansada, decepcionada.

Ao chegar à escola conversamos, estudamos, lanchamos

Nos exemplos acima não existe nenhuma conjunção (ou locução conjuntiva) que liga as orações e,
portanto, temos orações coordenadas assindéticas.

Saiba tudo sobre esse tema com a leitura dos textos:

Orações coordenadas

Conjunções coordenativas

Período composto por coordenação

Exercícios de Orações Coordenadas

O que são orações subordinadas?

As orações subordinadas, diferente das coordenadas, são orações dependentes. Assim, quando
separadas, não possuem um sentido completo e, por isso, recebem esse nome, de forma que uma está
subordinada à outra.

Tipos de orações subordinadas

As orações subordinadas são classificadas de três maneiras: substantivas, adjetivas e adverbiais. Isso irá
depender da relação sintática estabelecida.

Orações Subordinadas Substantivas


As orações subordinadas substantivas são aquelas que exercem a função de substantivo. Vale lembrar
que o substantivo é uma das classes de palavras que nomeia os seres, objetos, fenômenos, etc.

Esse tipo de oração pode se apresentar de duas maneiras: orações desenvolvidas ou orações reduzidas.

Nas orações desenvolvidas, as conjunções integrantes “que” e “se” estão no início das orações, e podem
acompanhar pronomes, conjunções ou locuções conjuntivas.

Já as orações reduzidas não apresentam uma conjunção integrante, e surgem com o verbo no infinitivo,
no particípio ou no gerúndio.

Dito isso, as orações desenvolvidas podem desempenhar o papel de sujeito, predicado, complemento
nominal, objeto direto, objeto indireto e aposto, sendo classificadas em seis tipos: subjetiva, predicativa,
completiva nominal, objetiva direta, objetiva indireta, apositiva.

1. Oração subordinada substantiva subjetiva

As orações subordinadas substantivas subjetivas exercem a função de sujeito da oração principal.


Lembre-se que o sujeito é aquele ou aquilo de que(m) se fala.

Exemplos:

É importante que você beba água.

Oração principal: É importante

Oração subordinada: que você beba água

É possível que Paloma saia outra vez.


Oração principal: É possível

Oração subordinada: que Paloma saia outra vez

Note que a oração principal não apresenta sujeito e a oração subordinada, além de completar o sentido
da primeira, desempenha o papel de sujeito da oração.

2. Oração subordinada substantiva predicativa

As orações subordinadas substantivas predicativas exercem a função de predicativo do sujeito da oração


principal e sempre apresentam um verbo de ligação (ser, estar, parecer, permanecer, continuar, ficar,
etc.).

Vale lembrar que o predicativo do sujeito é o termo que tem a função de atribuir uma qualidade ao
sujeito.

Exemplos:

Meu medo é que ela não vença o campeonato.

Oração principal: Meu medo é

Oração subordinada: que ela não vença o campeonato

Nosso desejo é que ele passe nos exames finais.

Oração principal: Nosso desejo é

Oração subordinada: que ele passe nos exames finais

Nos exemplos, notamos que a partir da presença do verbo de ligação, qualifica-se o sujeito da oração.

3. Oração subordinada substantiva completiva nominal


As orações subordinadas substantivas completivas nominais exercem a função de complemento nominal
do verbo da oração principal, completando o sentido do nome da oração principal. Esse tipo de oração
sempre é iniciada com uma preposição.

Note que o complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).

Exemplos:

Tenho esperança de que a humanidade se conscientize.

Oração principal: Tenho esperança

Oração subordinada: de que a humanidade se conscientize

Tínhamos certeza de que ela passaria na prova.

Oração principal: Tínhamos certeza

Oração subordinada: de que ela passaria na prova

Nos exemplos acima, as orações subordinadas completivas sempre começam com uma preposição:
"de". Ambas complementam os nomes (substantivos) da oração principal: esperança; certeza.

4. Oração subordinada substantiva objetiva direta

As orações subordinadas substantivas objetivas diretas exercem a função de objeto direto do verbo da
oração principal e, por isso, o complemento não vem acompanhado de preposição.

Vale destacar que o objeto direto é um complemento verbal que completa o sentido dos verbos
transitivos das orações.
Exemplos:

Desejo que todos tenham um bom dia.

Oração principal: Desejo

Oração subordinada: que todos tenham um bom dia

Espero que você passe no concurso.

Oração principal: Espero

Oração subordinada: que você passe no concurso

Nos exemplos acima, as orações subordinadas não apresentam preposição e possuem o valor de objeto
direto da oração principal.

Assim, elas completam o sentido do verbo transitivo, visto que sozinho ele não fornece a informação
completa. Exemplo: quem deseja, deseja algo; quem espera, espera algo.

5. Oração subordinada substantiva objetiva indireta

As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas exercem a função de objeto indireto do verbo
da oração principal, complementando-o.

Vale lembrar que o objeto indireto tem a função de completar o sentido do verbo transitivo na oração.
Assim, nesse tipo de oração, a conjunção subordinativa integrante é sempre precedida de uma
preposição (que ou se).

Exemplos:
Necessito de que você preencha o formulário novamente.

Oração principal: Necessito

Oração subordinada: de que você preencha o formulário novamente

Gostaria de que todas as pessoas se conscientizassem.

Oração principal: Gostaria

Oração subordinada: de que todas as pessoas se conscientizassem

Nos exemplos acima, as orações subordinadas completam o sentido dos verbos transitivos da oração
principal, pois sozinhos eles não possuem um sentido completo (quem necessita, necessita de algo;
quem gosta, gosta de algo ou de alguém). Além disso, podemos notar que antes das conjunções (que)
temos as preposições (de).

6. Oração subordinada substantiva apositiva

As orações subordinadas substantivas apositivas exercem a função de aposto de qualquer termo


presente na oração principal. Nesse caso, a oração principal pode terminar com dois pontos, ponto e
vírgula ou vírgula.

Vale lembrar que o aposto é um termo que tem como função exemplificar ou especificar outro já
mencionado anteriormente na oração.

Exemplos:

Meu único desejo: vencer as olimpíadas.

Oração principal: Meu único desejo


Oração subordinada: vencer as olimpíadas

Só lhe peço isso: que nos ajude.

Oração principal: Só lhe peço isso

Oração subordinada: que nos ajude

Nos exemplos acima, as frases subordinadas têm a função de aposto, visto que especificam melhor algo
mencionado na oração principal.

Amplie seus conhecimentos sobre esse tipo de oração:

Orações Subordinadas Substantivas

Exercícios de Orações Subordinadas Substantivas

Orações Subordinadas Adjetivas

As orações subordinadas adjetivas são aquelas que funcionam como adjunto adnominal, as quais
possuem a mesma função do adjetivo e, por isso, recebem esse nome.

Essas orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. Nas orações desenvolvidas, os verbos aparecem
nos modos indicativo e subjuntivo e sempre iniciam-se com um pronome relativo (que, quem, qual,
quanto, onde, cujo, etc.), os quais exercem a função de adjunto adnominal do termo antecedente.

Já nas orações reduzidas, os verbos aparecem no infinitivo, gerúndio ou particípio e não começam com
um pronome relativo.

Dito isso, as oração subordinadas adjetivas desenvolvidas são classificadas em dois tipos: explicativa e
restritiva.

1. Oração subordinada adjetiva explicativa


As orações subordinadas adjetivas explicativas, recebem esse nome pois tem o intuito de explicar algo
que foi dito anteriormente. Esse tipo de oração subordinada é separada por algum sinal de pontuação,
geralmente vírgulas.

Exemplos:

Os livros de José de Alencar, que foram indicados pela professora, são muito bons.

Oração principal: Os livros de José de Alencar são muito bons

Oração subordinada: que foram indicados pela professora

O sistema de aprendizado, que foi desenvolvido pela escola, surpreendeu todos.

Oração principal: O sistema de aprendizado surpreendeu todos

Oração subordinada: que foi desenvolvido pela escola

Nos exemplos acima, as orações subordinadas adjetivas explicativas aparecem entre vírgulas,
adicionando um comentário extra sobre o antecedente da oração principal.

Note que, nesses casos, as orações subordinadas aproximam-se de um aposto explicativo e podem ser
retiradas sem que isso afete o significado da outra.

2. Oração subordinada adjetiva restritiva

As orações subordinadas adjetivas restritivas, ao contrário das explicativas, que ampliam a explicação
sobre algo, restringem, especificam ou particularizam o termo antecedente. Aqui, elas não são
separadas por sinais de pontuação.

Exemplos:
Os estudantes que não leem costumam ter mais dificuldades para escrever um texto.

Oração principal: Os estudantes costumam ter mais dificuldades para escrever um texto

Oração subordinada: que não leem

As pessoas que fazem exercícios todos os dias tendem a viver mais.

Oração principal: As pessoas tendem a viver mais

Oração subordinada: que fazem exercícios todos os dias

A partir dos exemplos acima, nota-se que, diferente das orações adjetivas explicativas, se as orações
subordinadas foram removidas, afetarão o significado da oração principal.

Outra coisa a se destacar é que essas não apresentam vírgulas e restringem o termo antecedente, em
vez de explicá-los.

Veja também os textos:

Orações subordinadas adjetivas

Conjunções subordinativas

Orações Subordinadas Adverbiais

As orações subordinadas adverbiais são aquelas que exercem a função de advérbio funcionando como
adjunto adverbial.

As orações desse tipo são iniciadas por uma conjunção ou locução subordinativa, as quais têm a função
de conectar as orações (principal e subordinada).

Assim, dependendo do termo utilizados são classificadas em nove tipos: causais, comparativas,
concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, temporais, proporcionais.
1. Oração subordinada adverbial causal

As orações subordinadas adverbiais causais exprimem a causa ou motivo que a oração principal faz
referência. As conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas são: porque, que, como, pois
que, porquanto, visto que, uma vez que, já que, desde que, etc.

Exemplos:

Não fomos à praia já que estava chovendo muito.

Oração principal: Não fomos à praia

Oração subordinada: já que estava chovendo muito

Não vou estudar hoje porque estou com dor de cabeça.

Oração principal: Não vou estudar hoje

Oração subordinada: porque estou com dor de cabeça

As orações subordinadas exemplificadas acima, destacam o motivo que a oração principal faz referência.
As conjunções integrantes que expressam isso são: "já que" e "porque".

2. Oração subordinada adverbial comparativa

As orações subordinadas adverbiais comparativas expressam comparação entre as orações principal e


subordinada.

As conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas são: como, assim como, tal como, tanto
como, tanto quanto, como se, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos
ou mais), etc.
Exemplos:

Minha mãe está muito nervosa como eu estava antes.

Oração principal: Minha mãe está muito nervosa

Oração subordinada: como eu estava antes

Ela não estudou para a prova o tanto quanto deveria.

Oração principal: Ela não estudou para a prova

Oração subordinada: o tanto quanto deveria

Nos exemplos acima, as orações subordinadas fazem uma comparação utilizando as conjunções
integrantes: "como" e "tanto quanto".

3. Oração subordinada adverbial concessiva

As orações subordinadas adverbiais concessivas expressam concessão ou permissão em relação à


oração principal. Dessa forma, elas apresentam uma ideia contrária ou oposta.

As conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas nessas orações são: embora, conquanto, por
mais que, posto que, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, em que pese, etc.

Exemplos:

Embora não queira, vou lhe fazer o jantar.

Oração principal: vou lhe fazer o jantar


Oração subordinada: Embora não queira

Mesmo que goste da sandália, não vou comprar.

Oração principal: não vou comprar

Oração subordinada: Mesmo que goste da sandália

Acima, podemos ver que a conjunção "embora" e a locução concessiva "mesmo que" presentes nas
orações subordinadas expressam uma ideia oposta em relação às orações principais.

4. Oração subordinada adverbial condicional

As orações subordinadas adverbiais condicionais expressam condição. As conjunções ou locuções


integrantes adverbiais utilizadas são: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos
que, sem que, etc.

Exemplos:

Se estiver chovendo, não iremos ao evento.

Oração principal: não iremos ao evento

Oração subordinada: Se estiver chovendo

Caso ele não esteja na escola, irei visitá-lo.

Oração principal: irei visitá-lo

Oração subordinada: Caso ele não esteja na escola

As orações subordinadas dos exemplos acima, exprimem uma condição por meio do uso das conjunções
integrantes utilizadas: "se" e "caso".
5. Oração subordinada adverbial conformativa

As orações subordinadas adverbiais conformativas expressam conformidade em relação ao que foi


expresso na oração principal. As conjunções integrantes adverbiais utilizadas são: conforme, segundo,
como, consoante, de acordo, etc.

Exemplos:

Segundo as regras impostas pelo governo, a quarentena deverá ser respeitada.

Oração principal: a quarentena deverá ser respeitada

Oração subordinada: Segundo as regras impostas pelo governo

Farei a massa do pão consoante os ensinamentos da minha mãe.

Oração principal: Farei a receita de pão

Oração subordinada: consoante os ensinamentos da minha mãe

Conforme os exemplos acima, as orações subordinadas expressam conformidade sobre a oração


principal enfatizada pelas conjunções utilizadas: "segundo" e "consoante".

6. Oração subordinada adverbial consecutiva

As orações subordinadas adverbiais consecutivas expressam consequência. As locuções conjuntivas


integrantes adverbiais utilizadas são: de modo que, de sorte que, sem que, de forma que, de jeito que,
etc.

Exemplos:
A palestra foi ruim, de forma que não entendemos nada.

Oração principal: A palestra foi ruim

Oração subordinada: de forma que não entendemos nada

Nunca abandonou seus sonhos, de sorte que acabou concretizando-os.

Oração principal: Nunca abandonou seus sonhos

Oração subordinada: de sorte que acabou concretizando-os

Em ambos os exemplos, as orações subordinadas exprimem as consequências expressas na orações


principais. Para isso, as locuções conjuntivas utilizadas foram: "de modo que", "de sorte que".

7. Oração subordinada adverbial final

As orações subordinadas adverbiais finais expressam finalidade. As conjunções e locuções integrantes


adverbiais utilizadas nesse caso são: a fim de que, para que, que, porque, etc.

Exemplos:

Nós estamos na faculdade para que possamos aprender mais.

Oração principal: Nós estamos na faculdade

Oração subordinada: para que possamos aprender mais

O atleta treinou dias a fim de que atingisse a melhor pontuação na prova final.

Oração principal: O atleta treinou dias

Oração subordinada: a fim de que atingisse a melhor pontuação na prova final


As orações subordinadas acima, utilizaram as locuções conjuntivas ("para que" e "a fim de que") com o
intuito de indicar a finalidade de algo que foi mencionado na oração principal.

8. Oração subordinada adverbial temporal

As orações subordinadas adverbiais temporais expressam circunstância de tempo. As conjunções e


locuções integrantes adverbiais utilizadas são: enquanto, quando, desde que, sempre que, assim que,
agora que, antes que, depois que, logo que, etc.

Exemplos:

Você ficará famoso quando publicar seu livro.

Oração principal: Você ficará famoso

Oração subordinada: quando publicar seu livro

Eu ficarei mais feliz assim que souber a nota final do exame.

Oração principal: Eu ficarei mais feliz

Oração subordinada: assim que souber a nota final do exame

Com o uso da conjunção "quando" e da locução conjuntiva "assim que", as orações subordinadas dos
exemplos indicam circunstâncias temporais.

9. Oração subordinada adverbial proporcional

As orações subordinadas adverbiais proporcionais expressam proporcionalidade. As locuções


conjuntivas integrantes adverbiais utilizadas são: à proporção que, à medida que, ao passo que, tanto
mais, tanto menos, quanto mais, quanto menos, etc.
Exemplos:

A chuva piorava à medida que o furacão chegava mais perto.

Oração principal: A chuva piorava

Oração subordinada: à medida que o furacão chegava mais perto

Quanto mais se esforçava no treino, mais feliz ficava.

Oração principal: mais feliz ficava

Oração subordinada: Quanto mais se esforçava no treino

As locuções conjuntivas integrantes dos exemplos ("à medida que" e "quanto mais") enfatizam a
proporção expressa na oração principal.

Para te ajudar ainda mais com esse tema, veja também:

Orações subordinadas

Orações Subordinadas Adverbiais

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Referência

Daniela Diana

Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção
Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde
2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.

As orações coordenadas sindéticas conclusivas são aquelas que expressam conclusões.


Os conectivos que coordenam as orações conclusivas são: logo, portanto, por fim, por conseguinte, pois,
então, consequentemente, etc.

Exemplos:

São adolescentes, logo irão namorar.

Cheguei atrasada, portanto terei que aguardar que me chamem novamente.

Tirou o bolo do forno agora mesmo, então não o pode comer já.

5. Oração coordenada sindética explicativa

As orações coordenadas sindéticas explicativas expressam uma explicação sobre algo que foi referido
anteriormente.

Os conectivos que coordenam as orações explicativas são: isto é, ou seja, a saber, na verdade, porque,
que, pois, etc.

Exemplos:

Descemos do carro, porque o trânsito estava parado.

Ela não atende o telefone, ou seja, ela não quer saber de nós.

Ela não sabe da novidade, pois não disse nada.

Vídeo sobre orações coordenadas

Assistir: Orações coordenadas: aprenda a usar

Saiba mais sobre esse tema em:

Orações coordenadas e subordinadas: tipos e exemplos de orações

Exercícios de orações coordenadas


Orações subordinadas

Referências Bibliográficas

CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua portuguesa. 48. ed. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 2010.

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