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Coordenação e Subordinação em Português

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ESCOLA SECUNDÁRIA ALFREDO DA SILVA

CEL
FICHA INFORMATIVA DE PORTUGUÊS

A COORDENAÇÃO E A SUBORDINAÇÃO

1. Frase simples e frase complexa

Ex: O balão subiu rapidamente.

A frase transcrita é uma frase simples, pois é constituída, essencialmente, por


um só verbo principal (e pelos complementos seleccionados por ele) e por um
sujeito.

Ex: O balão subiu rapidamente e já não o vemos.


Neste caso, estamos perante uma frase complexa, pois passa a haver mais
do que um verbo principal na frase.

2.
A coordenação

A coordenação pode ser sindética se a conjunção (ou locução conjuncional


/conjuntiva) coordenativa que introduz um dos elementos coordenados está
expressa. Se tal não acontecer a coordenação é assindética e os elementos
coordenados estão separados por uma pausa representada na escrita por uma
vírgula.
Ex: O balão subiu rapidamente e já não o vemos. - coordenação sindética
O balão subiu rapidamente, já não o vemos. - coordenação assindética

2.1. Orações coordenadas copulativas

Ex: O boneco de cabelo verde é divertido e não paguei muito dinheiro por ele.
Verificas que nesta frase complexa há duas orações ligadas pela conjunção
coordenativa copulativa e. São, por isso, orações coordenadas copulativas. A
segunda acrescenta, por adição, uma ideia à que é transmitida na primeira.

2.2. Orações coordenadas adversativas

Ex: Gosto de cinema, mas prefiro o teatro.


Nesta frase complexa, a conjunção coordenativa mas introduz a ideia de
oposição ou contraste face ao pressuposto expresso na primeira oração.
Chamam-se coordenadas adversativas as orações que estão unidas por
conjunções ou locuções adversativas

2.3. Orações coordenadas disjuntivas

Ex: O avião atrasou ou não chegou a partir.


As duas orações de sentido contrário são postas em alternativa através da
conjunção ou .São, por isso, orações coordenadas disjuntivas.
2.4. Orações coordenadas conclusivas

Ex: O autocarro teve uma avaria, portanto atrasou.


A segunda oração, portanto atrasou, é apresentada como uma conclusão,
uma dedução lógica da primeira, ideia que é posta em relevo pela conjunção
coordenativa conclusiva portanto. As orações assim formadas são
coordenadas conclusivas.

2.5. Orações coordenadas explicativas

Ex : Vamos jantar, pois tenho de trabalhar até tarde.


As orações explicativas exprimem uma justificação ou explicação para legitimar
o ato de fala.

.
Em síntese:
De acordo com o sentido das conjunções ou locuções que as unem, as
orações coordenadas podem ser:

copulativas — exprimem uma ideia de adição;


adversativas — exprimem uma ideia de oposição;
disjuntivas — apresentam uma alternativa;
conclusivas — exprimem uma conclusão
explicativa- exprime uma explicação ou justificação

3. A subordinação

As orações subordinadas exercem funções sintácticas relativamente à


subordinante o que não acontece no caso das coordenadas.

As orações subordinadas são frases encaixadas noutras, as subordinantes.


Conforme o tipo de encaixe e a função sintáctica que desempenham, podemos
distinguir três tipos de subordinadas: as adverbiais (finitas ou não finitas), as
substantivas (finitas e não finitas) e as adjetivas.

3. [Link]ções subordinados adverbiais

Estas orações têm uma função semelhante à do advérbio, funcionando


como modificador da frase ou do grupo verbal.

A) Orações subordinadas adverbiais causais

Ex: As crianças vêem muita televisão porque os adultos não conversam


com elas.
Esta frase complexa é formada por duas orações ligadas por uma relação de
causa. A conjunção subordinativa porque introduz a oração que depende da
primeira; não tem, portanto, utilização autónoma — é uma oração subordinada
adverbial causal já que exprime a razão, a causa do que é afirmado na
subordinante.
B) Orações adverbiais temporais

A oração subordinada adverbial temporal, de acordo com a conjunção ou


locução conjuncional/conjuntiva utilizada, pode exprimir em relação à
subordinante:
• uma ideia de simultaneidade:
“Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo”
• uma ideia de sucessividade:
À medida que nos conhecemos...
• uma ideia de posterioridade:
Depois de nos conhecermos
• uma ideia de anterioridade que podes ver exemplificada no ditado:
Antes que cases, olha o que fazes.
• uma repetição:
Todas as vezes que a vejo, falo-lhe.

Assim as orações subordinadas temporais estabelecem uma relação entre as


duas orações exprimindo tempo em relação ao qual o evento expresso na
subordinante é interpretado.

C) Orações subordinadas adverbiais finais

Ex: Guarde o melhor para o fim, para que as suas refeições tenham um final
feliz.

Nesta frase complexa, a oração para que as suas refeições tenham um final
feliz exprime uma ideia de finalidade, de intenção da realização da acção
expressa na subordinante guarde o melhor para o fim. É, por isso, uma oração
subordinada adverbial final, introduzida pela locução subordinativa para que.

D) Orações subordinadas adverbiais condicionais

Ex: Se não participas, ficas só.

A primeira oração Se não participas é introduzida pela conjunção subordinativa


condicional se e exprime uma hipótese, uma condição que se considera real;
pressupõe-se que o conteúdo das duas orações se verifica na realidade, por
isso, o verbo está no modo indicativo.

E) Orações subordinadas adverbiais concessivas

Ex: Viaja muito embora seja pobre.

A oração introduzida pela conjunção subordinativa concessiva embora exprime


uma ideia de concessão, uma dificuldade oposta à realização da ação ou à
verdade expressa na oração subordinante, sem, no entanto, a impedir. A
oração destacada é, pois, uma oração subordinada adverbial concessiva.

F) Orações subordinadas adverbiais comparativas

Museu
Aqui — como convém aos mortais —
Tudo é divino
E a pintura embriaga mais
Que o próprio vinho.
Sophia de Mello Breyner Andresen, O Nome das Coisas

Presta atenção aos dois últimos versos, em que se estabelece uma relação de
comparação: a oração subordinada adverbial comparativa, introduzida pela
conjunção subordinativa comparativa que, serve de termo de comparação,
exprimindo o grau em relação a um elemento da oração subordinante.

F) Orações subordinadas adverbiais consecutivas

Ex: Na semana passada, choveu tanto que os trabalhadores ficaram


encharcados.

A oração que os trabalhadores ficaram encharcados exprime uma


consequência relativamente ao facto apresentado na oração
[Link] efeito, é o facto de chover num grau intenso que faz com
que o trabalhadores se molhem. Causa e consequência estão intimamente
ligadas.

3.2. Orações subordinadas substantivas

As orações subordinadas substantivas completam um dos núcleos da frase


subordinante funcionando aproximadamente como grupos nominais; daí a
designação de substantivas, pois, na tradição gramatical, o nome designava-se
substantivo.
As subordinadas substantivas dividem-se em completivas e em relativas sem
antecedente.
As orações subordinadas substantivas podem exercer a função sintáctica de
sujeito, complemento directo, complemento indirecto e complemento
preposicional do verbo da subordinante. Podem ainda ser complemento
preposicional de um nome.

[Link]ções subordinadas substantivas completivas

A) Orações subordinadas substantivas completivas finitas

As orações subordinadas substantivas completivas finitas são introduzidas


pelas conjunções completivas que e se.
Ex: O boletim meteorológico anuncia que choverá amanhã.
A oração que choverá amanhã, introduzida pela conjunção completiva que,
depende da oração subordinante O boletim meteorológico anuncia; é uma
oração subordinada substantiva completiva.
Exerce a função de complemento directo do verbo da oração subordinante e
pode ser substituída por um nome que desempenha a mesma função
sintáctica, como facilmente verificas: O boletim meteorológico anuncia chuva
para amanhã.

3.2.2. Orações subordinadas substantivas relativas sem antecedente

A) Orações subordinadas substantivas relativas sem antecedente

As frases/orações subordinadas relativas sem antecedente podem ser


substituídas por um grupo nominal; por isso são consideradas subordinadas
substantivas.
São introduzidas pelos pronomes relativos quem, quanto, onde, usados sem
antecedente, isto é, sem nome ou expressão lexical a que o pronome esteja
associado (que deve ocorrer à esquerda do pronome e permite identificar a que
se refere). A frase/oração relativa sem antecedente pode desempenhar a
função de:
• sujeito:
Quem desdenha quer comprar.
• complemento directo:
Respeito quem trabalha. Só pagas quanto gastares.
• predicativo do sujeito:
Este não é quem se pinta.
• complemento indirecto:
Nem sempre se dá valor a quem o merece.
• complemento agente da passiva:
O jogo foi ganho por quem teve mais respostas certas.
• complemento preposicional do verbo da subordinante:
Reflecti acerca de quanto me disseste. Ele precisa de quem o ajude.
• modificador do verbo da subordinante:
Ele come a comida onde lhe apetece.

[Link]ções subordinadas adjetivas

As orações subordinadas adjetivas desempenham a função sintáctica de


modificador do nome; podem ser (em alguns casos) gerundivas ou relativas
com antecedente (restritivas ou apositivas/explicativas) e correspondem a um
adjectivo:
Ex: Os artigos tendo defeitos serão rejeitados. //Os artigos defeituosos serão
rejeitados.
Em qualquer dos casos as orações subordinadas (tendo defeitos) exerce a
função sintáctica de modificador do nome

A) Orações subordinadas adjetivas relativas restritivas

Ex: Os jogadores que terminaram os treinos dirigem-se para os balneários.

A oração que terminaram os treinos, introduzida pelo pronome relativo que, é


uma oração subordinada adjetiva relativa com antecedente restritiva pois
restringe o âmbito do nome antecedente: só os jogadores que terminaram os
treinos (e não todos os outros) é que foram para os balneários. Com efeito, se
se retirasse a oração relativa, o sentido da subordinante era alterado:
Ex: Os jogadores dirigem-se para os balneários.
Neste caso, todos os jogadores, independentemente de terem acabado os
treinos ou não, foram para os balneários.
As orações subordinadas relativas restritivas contêm informação relevante em
relação ao nome cujo sentido restringem pelo que não podem ser separadas
por vírgulas. Exercem a função sintáctica de modificador restritivo do nome.

B) Orações subordinadas adjetivas relativas explicativas

Ex: Os jogadores, que se mostravam confiantes, entraram no campo.

A oração relativa que se encontra entre vírgulas dá apenas um esclarecimento


facultativo e adicional acerca dos jogadores, mas não faz qualquer restrição ao
número de jogadores. A omissão da relativa não altera o sentido da
subordinante — é uma oração subordinada adjetiva relativa com antecedente
explicativa. Exerce a função sintática de modificador apositivo do nome e
por isso deve ser isolada na frase por vírgulas.

Síntese
1. Orações coordenadas – Copulativa
Disjuntiva
Adversativa
Conclusiva
Explicativa
2. Orações subordinadas- adverbiais-causal
Final
Temporal
Concessiva
Comparativa
Consecutiva
Adjetivas-Restritivas
Explicativas
Substantivas- Completiva
Relativa

Bom estudo!
A prof.: Manuela Ramos Félix

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